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VOLUME 2
a
-

HALLIDAY & RESNICK EDIÇÃO

Gravitação, Ondas e
Termodinâmica

Jearl Walker
Cleveland State University

Tradução e Revisão Técnica


Ronaldo Sérgio de Biasi, Ph.D.
Professor Titular do Instituto Militar de Engenharia - l.t\,lE

LTC
TAYMESON .C
Volume 2 15-3 ALei do Movimento Harmônico Simples 92
15-4 AEnergia do Movimento Harmônico Simples 94
12 EQUILÍBRIO EELASTICIDADE 1 15-5 Um Oscilador Harmônico Angular Simples 96
12-1 Oque ÉFísica? 1 15-6 Pêndulos 98
12-2 Equilíbrio 1 15-7 Movimento Harmônico Simples eMovimento Circular
12-3 .As Condições de Equilíbrio 2 Uniforme 101
12-4 OCentro de Gravidade 4 15-8 Movimento Harmônico Simples Amortecido 102
· 12-5 Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático 5 15-9 Oscilações Forçadas eRessonância 104
12-6 Estruturas Indeterminadas 1o REVISÃO ERESUMO 105 PERGUNTAS 106 PROBLEMAS 108
12-7 Elasticidade 11
REVISÃO ERESUMO 14 PERGUNTAS 15 PROBLEMAS 16 16 ONDAS-1 111
16-1 OqueÉFísica? 117
13 GRAVITAÇÃO 28
16-2 Tipos de Ondas 117
13-1 Oque ÉFísica? 28 16-3 Ondas Transversais eLongitudinais 117
13-2 ALei da Gravitacão de Newton 28 16-4 Comprimento de Onda eFrequência 118
'
13-3 Gravitação eoPrincípio da Superposição 31 16-5 AVelocidade de uma Onda Progressiva 121
13-4 AGravitaçãoPerto da Superfície da Terra 32 16-6 Velocidade da Ondaem uma Corda Esticada 124
13-5 AGravitaçãono Interior da Terra 35 16-7 EnergiaePotência deuma Onda Progressivaem
13-6 Energia Potencial Gravitacional 37 uma Corda 125
13-7 Planetas eSatélites: As Leis de Kepler 41 16-8 AEquação de Onda 127
13-8 Satélites: Órbitas eEnergias 43 16-9 OPrincípio da Superposição de Ondas 129
13-9 Einstein eaGravitação 45 16-1 OInterferência de Ondas 129
REVISÃO ERESUMO 47 PERGUNTAS 49 PROBLEMAS 50 16-11 Fasores 132
16-12 Ondas Estacionárias 135
14 FLUI DOS 59 16-13 Ondas Estacionárias eRessonância 137
14-1 OqueÉFísica 59
REVISÃO ERESUMO 140 PERGUNTAS 141 PROBLEMAS 142
14-2 OqueÉum Fluido? 59
14-3 Massa Específica ePressão 59
14-4 Fluidos em Repouso 62 17 ONDAs:...11 151
'
14-5 Medindo aPressão 65 17-1 Oque E Física? 151
14-6 OPrincípio de Pascal 66 17-2 Ondas Sonoras 151
14-7 OPrincípio de Arquimedes 68 17-3 AVelocidade do Som 152
14-8 Fluidos Ideaisem Movimento 71 17-4 Ondas Sonoras Progressivas 154
14-9 AEquação de Continuidade 72 17-5 Interferência 157
14-1 OAEquação de Bernoulli 74 17-6 Intensidade eNível Sonoro 158
REVISÃO ERESUMO 78 PERGUNTAS 78 PROBLEMAS 80 17-7 Fontes de Sons Musicais 162
17-8 Batimentos 165
15 OSCILAÇÕES 88 17-9 OEfeito Doppler 167
15-1 Oque ÉFísica? 88 17-1 OVelocidades Supersônicas, Ondasde Choque 172
15-2 Movimento Harmônico Simples 88 REVISÃO ERESUMO 173 PERGUNTAS 174 PROBLEMAS 175
セ@ - -- ----- --

SUMÁRI O vii

18 TEMPERATURA, CALOR EA 20 ENTROPIA EASEGUNDA LEI DA


PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA 184 TERMODINÂMICA 248
18-1 OqueÉFísica? 184 20-1 Oque ÉFísica? 248
18-2 Temperatura 184 20-2 Processos Irreversíveis eEntropia 248
18-3 ALei Zero da Termodinâmica 185 20-3 Variação de Entropia 249
18-4 Medindo aTemperatura 185 20-4 ASegunda Lei da Termodinâmica 253
18-5 As Escalas Celsius eFahrenheit 187 20-5 Entropia no Mundo Real: Máquinas Térmicas 255
18-6 Dilatação Térmica 189 20-6 Entropia no Mundo Real: Refrigeradores 260
18-7 TemperaturaeCalor 191 20-7 AEficiência de Máquinas Térmicas Reais 262
20-8 Uma Visão Estatística da Entropia 263
18-8 AAbsorção de Calor por Sólidos eLíquidos 193
18-9 Calor eTrabalho 197 REVISÃO ERESUMO 267 PERGUNTAS 268 PROBLEMAS 269
18-1 OAPrimeira Lei da Termodinâmica 199 A

18-11 Alguns Casos Especiais da Primeira Lei da Termodinâmica 200 APENDICES


18-12 Mecanismos de Transferência de Calor 203 A OSistema Internacional de Unidades (SI) 275
. REVISÃO ERESUMO 206 PERGUNTAS 208 PROBLEMAS 209 B Algumas Constantes Fundamentais da Física 277
e· Alguns Dados Astronômicos 278
19 ATEORIA CINÉTICA DOS GASES 211 D Fatores de Conversão 279
E Fórmulas Matemáticas 283
19-1 Oque ÉFísica? 217
F Propriedades dosElementos 286
19-2 ONúmero de Avogadro 217 G Tabela Periódica dos Elementos 289
19-3 Gases Ideais 218
19-4 Pressão, Temperatura eVelocidade Média Quadrática 222
19-5 Energia Cinética de Translação 224
RESPOSTAS
dos Testes edasPerguntas eProblemas Ímpares 290
19-6 Livre CaminhoMédio 225 ,
19-7 ADistribuição de Velocidades dasMoléculas 226
19-8 Os Calores Específicos Molares de um Gás Ideal 230
INDICE 293
19-9 Graus deLiberdade eCalores Específicos Molares 234
19-1 OEfeitos Quânticos 236
19-1 OAExpansão Adiabática de um Gás Ideal 237
REVISÃO ERESUMO 240 PERGUNTAS 241 PROBLEMAS 242
~,, ' 1

IUDLIOrrccA
CAPITULO
,

O QUE É FÍSICA?
- As obras civis devem ser estáveis, apesar das forças a que são submetidas.
U1n edifício, por exemplo, deve permanecer estável, mesmo na presença da força
da gravidade e da força do vento; uma ponte deve permanecer estável, mesmo na
presença da força da gravidade e dos repetidos solavancos que recebe de carros e
caminhões.
Um dos objetivos da física é conhecer o que faz com que um objeto permaneça
estável na presença de forças. Neste capítulo, examinamos os dois aspectos principais
da estabilidade: o equilíbrio das forças e torques que agem sobre objetos rígidos e a
elasticidade dos objetos não rígidos, uma propriedade que determina o modo como
objetos desse tipo se deformam. Quando usada corretamente, essa física é assunto
de artigos em revistas de física e de engenharia; quando usada incorretamente, é as-
sunto de manchetes de jornal e pendências judiciais.

12-2 Equilíbrio
Considere os seguintes objetos: (1) um livro em repouso sobre urna mesa, (2) um
disco de metal que desliza com velocidade constante em urna superfície sem atrito,
(3) as pás de um ventilador de teto girando e (4) a roda de urna bicicleta que se move
em uma estrada retilínea com velocidade constante. Para cada um desses objetos,
1. O momento linear Í' de centro de massa é constante.
2. O momento angular L em relação ao centro de massa, ou em relação a qualquer
outro ponto, também é constante.
Dizemos que esses objetos estão em equilíbrio. Os dois requisitos para o equilíbrio
são, portanto,
- -
P = constante e L = constante. (12-1)
Neste capítulo, vamos tratar de situações em que- as constantes na Eq. 12-1 são
nulas, ou seja, vamos tratar principalmente de objetos que não se movem, nem em
translação nem em rotação, no sistema de referência em que estão sendo observa-
dos. Dizemos que esses objetos estão em equilíbrio estático. Dos quatro objetos
mencionados no início desta seção, apenas u1n, o livro em repouso sobre a mesa,
está em equilíbrio estático.
A pedra da Fig. 12-1 é outro exemplo de um objeto que, pelo menos no mo-
mento em que foi fotografado, está em equilíbrio estático. Ele compartilha esta
propriedade com um número incontável de outras estruturas, como catedrais, casas,
mesas de jantar e postos de gasolina, que permanecem em repouso por um tempo Figura 12-1 Uma pedra em
indefinido. equilíbrio. Embora a sustentação
Como foi discutido na Seção 8-6, se um corpo retorna ao mesmo estado de equi- pareça precária, a pedra está
líbrio estático após ter sido deslocado pela ação de uma força, dizemos que o corpo em equilíbrio estático. (Syn1on
está em equilíbrio estático estável. Um exemplo é uma bola de gude colocada no Lobsa11g/Photis/Jupiter J,nages
Co1p.)
fundo de uma vasilha côncava. Se, por outro lado, uma pequena força é suficiente
1
2 CAPÍTULO 12

figura 12-2 (a) Um dominó O dominó só vai tombar se o centro de massa


equilibrado em uma aresta, com o estiver à direita da aresta de apoio.
centro de massa verticalmente acima
dessa aresta. セ@ linha de ação da força
gravitacional セ@ a que o dominó
está submetido passa pela aresta de
apoio. (b) Se o dominó sofre uma CM
rotação, ainda que pequena, a partir da •
orientação de equihôrio, Fg produz um / ,'K
torque que aumenta a rotação. (e) Um
- - - - ~ -11- ~ - . . . . i
dominó apoiado no lado estreito está e1n t
uma situação um pouco mais estável do Aresta de
apoio
que a do dominó mostrado em (a). (d)
(d)
Um cubo é ainda mais estável.
(a) (b)
-
(e)

para deslocar o corpo de for1na permanente, dizemos que o corpo está em equilibrio
estático instável.
Suponha, por exemplo, que equilibramos uma peça de dominó com o centro de
massa na vertical e1n relação a uma aresta de apoio, como na Fig. 12-2a. O torque
em relação à aresta de apoio devido à força gravitacional F8 que age sobre o dorrú-
nó é zero porque a linha de ação de セ@ passa pela aresta. Assim, o do1!1Ínó está em
equilíbrio. Evidentemente, mesmo uma pequena força é suficiente para romper o
1
equilíbrio. Quando a linha de ação de Fg é deslocada para um dos lados da aresta de 1
apoio (como na Fig. 12-2b), o torque produzido por F'g faz o dominó girar até atingir
uma posição de equilíbrio diferente da anterior. Assim, o dominó da Fig. 12-2a está
em uma situação de equilíbrio estático instável.
O caso do dominó da Fig. 12-2c é diferente. Para que o dominó tombe, a força
tem que fazê-lo girar além da posição de equilíbrio da Fig. 12-2a , na qual o centro
de massa está acima de uma aresta de apoio. Uma força.muito pequena não é capaz
de derrubar este dominó, mas u1n piparote com o dedo certamente o fará. (Se arru-
marmos vários dominós em fila, um piparote no primeiro poderá provocar a queda
de toda a fila.)
O cubo de brinquedo da Fig. 12-2d é ainda mais estável, já que o centro de mas-
sa tem que ser deslocado ainda mais para passar além de uma aresta de apoio. Um
simples piparote não faz o cubo to1nbar. (É por isso que nunca se vê alguém derru-
bar uma fileira de cubos.) O operário da Fig. 12-3 tem algo em comum tanto com o
dominó como con1 o cubo: paralelamente à viga, sua postura favorece o equihbrio
e este é estável; perpendicularmente à viga, sua postura é menos favorável ao equi-
líbrio e este é instável (e à mercê de uma rajada de vento).
A análise do equilíbrio estático é 1nuito importante para os engenheiros. Um en-
genheiro projetista precisa identificar todas as forças e torques externos a que uma
estrutura pode ser sub1netida e, através de um projeto bem feito e de uma escolha
adequada de materiais, assegurar que a estrutura permaneça estável sob o efeito des-
sas cargas. Uma análise desse tipo é necessária, por exemplo, para garantir que uma
ponte não vai desabar em u1n dia de ventania e que o trem de pouso de um avião vai
resistir a u1na aterrissage1n forçada.

17-3 As Condições de Equilíbrio


O 1novi1nc11to de translação de un1 corpo é- descrito pela segunda lei de Newton para
translaçôl!s, Eq. 9 27 : __.
,.~ = ,, ,, (12-2)
Figura 12-3 Um operário de pé cn1
n·, ,Ir .
uma viga está em equilíbrio estático, Se O corpo está l' lll l'qu1 ltbr10 p,tra translações. t)u scJa. se Pé constante. dP I dt === O
mas sua posição é mais estável na
e tC111ú!>
direção paralela à viga que na direção
(12-3)
perpendicular. (Robert Brennerl
PhotoEdit)
3
1111111 fllíllO 1 11 A 1 10#\

O 1110\Íllll.'tllll dl' 111l:1i. 1l1 1 d, 11111, 11q 11 11 d, 11 t 1111 111 111 1 pt1111l11111 d• l l1 V f 111t
para rolél\'lll:..,, 1iq 11 , q

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Se O corpo l!Sla cn1l'qt1il1h11t1 p11111 111111,01•'! , 011 ri,1111, , . , I , , 111111111111, ,li / ,li 11,
ten1os
• 11 1 i)
1 "'' (l
1, q11llrh11t1 ili 1111,1111 1

Assin1. os requisitos pura que u 11 11.·111p111'Hl rJ111.•111 1•q 11 ll(l 11 l11 ,1n1111k 11111t1ll1111 11:

1. A son1a vetorial dus forçus ex to11111Hque 11g1)tII N11h1 ,. 11 1•111 p11 tl1•v1• 1u11 1111111,
2. A sonu1vetorial dos lorqucs cxlc11111Hque ug1•111 ,u,h1 1J 111•1111111, 1111•1lltl11111 11111•l11~n11
a qualquer ponto, deve so,· nulu.

Esses requisitos, obvia111ente, vulc111 ptu·u u cquil (hl'lo ,,,,·tt1tl,•o, 1i11t rr,l1111101 v11lt 11 1
também para o caso de equilíbrio n1tlis gc1·ul 110 qu11I /i 1• I~11n111·0111111111l ~t1 1 11111h di•
ferentes de zero.
As Eqs. 12-3 e 12-5, cotno qualquer equnc,;no vutul'l11l, 11no cq11lv11lót1l~11. i;11tl11 1111111,
a três equações independentes, u111u put·u cuuu eixo do 11i11tcu111 (lt, 1•001·d11n11d11H:
Equilíbrio l3qullíhl'io
de f Ol'ÇUS uo lot·quoH
1r.v••, - O 7j~N.I ()
Fl'C~,)' .... o 7'11)N,)' o ( 1?.•h)
F,'Cs,z = O 7'UlR,f.
()

Vamos simplificar o problema considcrun<.lo upo11as sil uuçnos 111111 quni11 ns l'orçns
que agem sobre o corpo estão 110 plano xy. Isso sig11illcu di1.c1· que OH lorq11cs que
agem sobre o corpo tendem a provoclU' rotru;õlls uponus e111 toruo de oixos pnrnlolos
ao eixo z. Com essa suposição, eli1n ina1nos un1u cquuçlio de f'orçu e duns c,111uçücs
de torque das Eqs. 12-6, ficando cotn

F l1lS,.I. = o (cqulllhl'ltl db l'tJl'ÇIIN),

(cquillbrltl du 1'01',)IIH), ( 12-H)

7",cN,Z = o (cquillbl'lu de IUHlllC8), (12-'J)

onde r res,: é o torque resultante que as forças externas produic1n 0 111 rcluçüo 110 eixo
z ou e1n relação a qualquer eixo paralelo ao eixo z,
Um disco metálico que desliza sobre o gelo cotn velociduclo consltu11c sutisfni
as Eqs. 12-7, 12-8 e 12-9 e está, portanto, em cquil{bt·iu, n1us 11<10 ,•.,·t,1 <1111 equllfhrio
estático. Para que o equilíbrio seja estático, o n101ncnlo linour /> do disco dúvc sei·
zero, ou seja, o disco deve estar ern repouso c1n reluçüo no gelo. Assi111, exi ste outro

requisito para o equilíbrio estático:

3. O 1nomento linear P do corpo deve ser nulo.


4 CAPÍTULO 12

• TESTE 1 . f . t am pcrpendicular1ncntc ,, 1na101


- '
figura mostra seis vistas

superiores

de u1na barra•
homogenea sobre a qual duas ou 1na1s orças
A
d·r
a utes de zero) cin que s1tuaçocs
. ;1
A _ aJustados
.
dimensão da bruTa. Se os módulos das forças sao adequadamente (mas tnantidos 11eren · , •
barra pode estar em equilíbrio estático?

'
' . . ' . .
1
1 1
1 1 1

• •
UJ
(a) (b) (e) (d)

12-4 O Centro de Gravidade


. .
A força grav1tac1onal que age sobre um corpo é a som a vetorial das forças gravita-
.
· · que agem sobre todos os elementos (atomos
c1ona1s , ) do corpo · Em vez de considerar
todos esses elementos, podemos dizer o seguinte:

,:Q A força gravitacional セ@


age efetivamente sobre utn único ponto de um corpo, 0
chamado de centro de gravidade (CG) do corpo.

A palavra "efetivamente" significa que se as forças que agem sobre os elen1entos do


corpo fossem de alguma forma desligadas e uma força F'g aplicada ao centro de gra-
y vidade fosse ligada, a força resultante e o torque resultante (em relação a qualquer
ponto) sobre o corpo não mudariam.
Até agora, supusemos que a força gravitacional F8 era aplicada ao ce11tro de mas-
1n·
.... ' sa (CM) do corpo. Isso equivale a supor que o centro de gravidade coincide com o
F · centro de massa. Lembre-se de que, para um corpo de massa M , a força セ@ é igual
,t: rLi~ha de a Mg, onde g é a aceleração que a força produziria se o corpo estivesse em queda
r açao livre. Na demonstração que se segue, provamos o seguinte:
X
X·1
(~raço de
alavanca
(a)
f-0 Se g é igual para todos os elementos de um corpo, o centro de gravidade (CG) do
corpo coincide com o centro de massa (CM).
)'

Esta hipótese é aproximadamente verdadeira para os objetos comuns porque g va-


ria muito pouco na superfície terrestre e diminui apenas ligeiramente co1n a altitu-
de. Assim, no caso de objetos como um rato ou um boi, podemos supor que a força
gravitacional age no centro de massa. Após a demonstração a seguir, passaremos a
i:G Fir
usar essa hipótese.
X
o XcG Linha de Demonstração
Braço de ação
alavanca Primeiro, vamos considerar os elementos do corpo. A Fig. l 2-4a mostra u1n corpo de
(b)
massa M e um dos elementos do corpo, de massa 111;, Uma força gravitacional F~; age
Figura 12-4 (a) Um elemento de sobre o elemento e é igual a 111,g,. O índice de g1significa que g, é a aceleração da
massa n1, em um corpo de dimensões gravidade na JJOsição do e/en1e11to i (ela pode ser diferente para outros ele1nentos).
finitas. A força gravitacional ~. a que o Na Fig. 12-4a, cada força F'~, produz um torque T t sobre o ele1nento i e1n rela·
elemento está submetido tem u1n braço ção à 01igem O, co1n braço de alavanca t ;, Usando a Eq. 10-4 l (,. = r1 F). podc1nos
de alavanca x, em relação à orige1n O do
siste1na de coordenadas. (b) Dize1nos escrever o torque r, na for1na
que a força gravitacional F~a que un1 ( 12-10)
corpo est,1 submetido age sobre o centro
de gravidade (CG) do corpo. Neste O Lorque resulta11te sobre todos os ele1nentos do corpo é, portanto,
caso, o braço de alavanca <le F., e \ct. em (12-11)
relação à orige1n O. T.r~s -- ~r. - ~,·F
...J , - .,t,J\, g1·
5
lOUll lBRIO E. ELASTICIDADE

\'antO!- ag~1ra considerar o corpo co1no un1 lo<lo. A Fig. 12 4b n10,tra a força
cntvilaciúnal f , atuando no centro de gravidade do corpo. A força produz u,n torquc
; ~obn~ o corpo cn1 relação a O, co111 un1 braço de alavanca \ co· Usando novamente
,l Eq. 10-41. podc1nos escrever o torque na forma

r = -"caF,:- (12-12)
con10 a força grav~acional F~; a que o corpo está submetido é igual à soma das for-
ças gravitacionais F.~que agem sobre todos os elementos, podemos substituir F~ por
~F na Eq. 12-12 e escrever
.. ,\;f

(12-13)

Acontece que o torque produzido pela aplicação da força F ao centro de gravi-


dade é igu_al a~ torque res~ltante de todas as forças F8; aplicad~s aos elementos do
corpo. (Foi assnn que definimos o centro de gravidade.) Assim, -r na Eq. 12-13 é igual
a ,.~' na Eq. 12-11. Co1nbinando as duas equações, podemos escrever
XcG L F8; = LX;F8;.
Substituindo F g; por 111;8;, obtemos
XcG Lm;8; = LX;m;8;, (12-14)

Vamos agora usar uma ideia-chave: se as acelerações 8 ; para todos os elementos são
iguais, podemos cancelar 8; na Eq. 12- 14 e escrever
(12-15)
Corno a soma ~1n; das massas dos elementos é a massa M do corpo, podemos escre-
ver a Eq. 12-15 como
(12-16)

O lado direito da Eq. 12-16 é a coordenada XcM do centro de massa do corpo (Eq.
9-4). Chegamos portanto à igualdade que queríamos demonstrar:
XcG = XcM· (12-17)

12-5 Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático


Nesta seção são discutidos quatro problemas que envolvem o equilíbrio estático.
Em cada um desses problemas, aplicamos as equações do equilíbrio (Eqs. 12-7,
12-8 e 12-9) a um sistema constituído por um ou mais objetos. As forças envolvi-
das estão todas no plano xy, o que significa que os torques são paralelos ao eixo z.
Assim, ao aplicar a Eq. 12-9, que estabelece o equilíbrio dos torques, escolhemos
um eixo paralelo ao eixo z como referência para calcular os torques. Embora a
Eq. 12-9 seja satisfeita para qualquer eixo de referência, certas escolhas simpli-
ficam a aplicação da equação, eliminando um ou mais termos associados a forças
desconhecidas.

" TESTE 2
A figura mostra uma vista de cima de uma barra homogênea em equilí-
brio estático. (a) É possível determinar o módulo das forças desconhe-
cidas ft; e F2 equilibrando as forças? (b) Se você está interessado em
determinar o módulo da força F2 usando uma equação de eq~ilíbrio de
torques, onde deve colocar o eixo de rotação para elimin~ F; da equa- lON
ção? (c) Se o módulo de fri é 65 N, qual é o módulo de F;?
6 CAPÍTULO 12

Equilíbrio de uma escada

Na Fig. 12-Sa, un1a escada de comprimento L = 12 me Para determinar o braço de alavanca rJ. de F,,, , dese-
n1assa ,,, = 45 kg está encostada em um muro liso (sem nhamos a linha de ação do vetor (reta horizontal tracejada
atrito). A extremidade superior da escada está a uma altura da Fig. 12-Sc); rJ. é a distância perpendicular entre O e a
h = 9,3 m acima do piso onde a escada está apoiada (existe linha de ação. Na Fig. 12-Sc, rJ. está sobre o eix~ Y e é igu~
atrito entre a escada e o piso). O centro de massa da esca- à altura h. Também desenhamos linhas de açao para Mg
da está a uma distância U3 da extremidade inferior. Um e mg e constatamos que os braços d~ ª!ªv~nca das duas
bo1nbeiro de massa M = 72 kg sobe na escada até que seu forças estão sobre o eixo x. Para a d1stanc1a a mostra~a
centro de massa esteja a uma distância L/2 da extremidade na Fig. 12-Sa, os braços de alavanca são a/2 (o bombei-
inferior. Quais são, neste instante, os módulos das forças ro está no ponto médio da escada) e a/3 (o CM da escada
exercidas pelo 1nuro e pelo piso sobre a escada? está a um terço do comprimento a partir da extremida~e
inferior), respectivamente. Os braços de alavanca de F px
e FPYsão nulos porque a origem está situada no ponto de
Para começar, escolhemos nosso sistema como o conjunto aplicação das duas forças.
bo1nbeiro-escada e desenhamos o diagrama de corpo livre Com os torques escritos na forma rJ.F, a equação de
da Fig. 12-Sb. Como o sistema se encontra em equilíbrio equilíb1io T res.z = O assume a forma
estático, as equações de equilíbrio de forças e torques (Eqs.
12-7 a 12-9) podem ser usadas. - (h)(Fm) + (a/2)(Mg) + (a/3)(nig)
+ (O)(Fµx ) + (O)(Fµy) = O. (12-18)
Cálculos Na Fig. 12-Sb, o bombeiro está representado por
um ponto 110 1neio da escada. O peso do bombeiro é re- (Lembre-se da nossa regra: um torque positivo corresponde
presentado pelo vetor equivalente Mg, que foi deslocado a uma rotação no sentido anti-horário e um torque negativo
ao longo da linha de ação para que a origem coincidisse corresponde a uma rotação no sentido horário.)
com o ponto que representa o bombeiro. (Como o deslo- Usando o teorema de Pitágoras, temos:
camento não altera o torque produzido por Mg em relação a= VL2 - h 2 = 7,58m.
a eixos perpendiculares à figura, não tem nenhum efeito
sobre a equação de equilíbrio dos torques que será usada Assim, a Eq. 12-18 nos dá
a seguir.) F = ga(M/2 + m/3)
Como não há atrito entre a escada e o muro, a única m h
força exercida pelo muro sobre a escada é a força hori-
zontal F,,.. A força FP exercida pelo piso sobre a escada = (9,8 m/s2)(7,58 m)(72/2 kg + 45/3 kg)
tem uma componente horizontal Fpx• que é uma força de 9,3 m
atrito estática, e uma componente vertical FP>'' que é uma = 407 N = 41 ON. (Resposta)
força normal.
Para aplicar as equações de equilíbrio, vamos começar Para determinar a força exercida pelo piso, usamos
as equações de equilíbrio de forças. A equação F = O
com a Eq. 12-9 ('Tres.: = O). Para escolher o eixo em relação nos dá res.r
ao qual vamos calcular os torques, note que temos forças
desconhecidas (F,,, e FP) nas duas extremidades da escada. Ftn - FfJX -- O,
Para eli1ninar, digamos, FPdos cálculos, colocamos o eixo
e, portanto, F,,x = F111 = 410 N. (Resposta)
no po11to O, perpendicular à figura (Figura 12-Sb). Colo-
camos também a origem de u1n sistema de coordenadas A equação Fres,\• = O nos dá
.\')' en1 O. U111a escolha criteriosa ela orige,n do siste111a de
coorcle,zadas 11ode facilitar consideravel111ente o cálculo F,,_1• - Mg - tng = O,
(/os forques. Pode1nos calcular os torques em relação a O
e, portanto, F,,1• = (!vi + 111)g = (72 kg+ 45 kg) (9,8 m/s 2)
usando qt1alquer u1na das Eqs. 10-39 a 10-41 , n1as a Eq.
10-41 (T = r 1.F) é a mais fácil de usar neste caso. = 1146,6 N = 1100 N. (Resposta)
7
rauttf8RIO EELASTICIOAO[

r- Sisten1a
-
-.r---<>- - - - -
1,:., Aqui estão todas
as forças.

C~I L
h
• do
B01nbeiro ..,

Clvl -
1\lg Escada
da
escada
1
'
111g
1
- 1
L+ 1
:Fp,:
---;-.a,;..-
O
~-- X
::-a/'2
~a/3:1
(a)
(b)
y y
y y

-
--t"t---0 - - - -
F,.
-
Este braço de
alavanca é
perpendicular
à linha de
ação.

lvfg
111g - 1
1
1

- - - - i1- -~ o~-x
-+
Fpx O _____, ._.o, e___ X
(e) _ ____;( ' ! - - ~- - X ,---i
, a/3 1
Este Este
Escolhendo este também. y também. y
local para o eixo
de rotação,
eliminamos os -
F,,1
torques produzidos
--
pelas forças F,,x e F,,y·
Essas
forças

Figura 12- 5 (a) Um bombeiro sobe metade de uma


Essas forças
horizontais se
verticais
se -
Ff!Y

escada que está encostada em uma parede sem atrito. O equilibram. equilibram.
-
1\1.g
piso no qual a escada está apoiada tem atrito. (b) Diagra1na
de corpo livre, mostrando as forças que agem sobre o
-
,ng

sistema bombeiro+ escada. A origem O de um sistema -+

de coordenadas é colocada no ponto de aplicação da força {d)


fj" o X
o X
desconhecida FP (cujas componentes Fp< e F'Pv aparecem na 1 1
figura). (e) Cálculo dos torques. (d) Equilíbrio das forças.
8 CAPÍTULO 12

Equilíbrio de uma lança de guindaste

A Fig. 12-6a n1ostra u1n cofre, de massa M = 430 kg, na dobradiça. Como o siste,na está cm equilíbrio estátic(),
pendurado por un1a corda presa a uma lança de guindaste as equações de equilíbrio podem ser usadas.
de diinensõe~ a = セ@ ,9 m e b = 2,5 m. A lança é compos-
ta .por uma v1?a articulada e um cabo horizontal. A viga, Cálculos Vamos começar pela Eq. 12-9 <!re,,T = 0). Note
feita de n1ate11al homogêneo, tem uma massa ,n de 85 kg; que o enunciado pede o módulo da força セ@ ..oo, mas não os
as massas do cabo e da corda são desprezíveis. módulos das forças F,, e F.,, que agem sobre a dobradiça no
ponto O. Para eJirrúnar F,, e F.,. do cálculo do torque, basta
(a) ~ual é a tensão T~abo do cabo? E1n outras palavras, qual é determinar os torques em relação a um eixo perpendicular
o modulo da força Tcabo exercida pelo cabo sobre a viga? ao papel passando pelo ponto O. Nesse caso, F,, e F.,. têm
.. .. . .
,. ,- .
.
· .. , .. ·
)- .. ' '

· _.:.:,,;_··_{:.::_:. IDEIAS-CHÃ-VE~ ~ '!'.'.;~ braços de alavanca nulos. As linhas de ação de 'l'corrJa• 'l'corrh
~,,.,'I.~... セ@

e mg estão indicadas por retas tracejadas na Fig. I2-6b. Os


O siste~a n~ste caso é apenas a viga; forças a que a viga está
braços de alavanca correspondentes são a, b e b/2.
submeti.da sao mostradas no diagrama de corpo livre da Fig.
Escrevendo os torques na forma rJ.F e usando nossa
1~-6b. A força .exercida pelo cabo é f caoo. A força gravita-
regra para os sinais dos torques, a equação de equiltôrio
cional a ~ue a viga está submetida está aplicada ao centro de
'Tres.z = ose torna
massa (s1~ado no centro da viga) e está representada pela
força eq~1valente nig. A componei:te vertical da força que (a)(Tcabo) - (b )(I'corda) - (!b )(mg) = O. (12-19)
a dobrad!ça exerce sobre a viga é F; e a componente hori- Substituindo T coroa por Mg e explicitando T cabo• obtemos
zoE-tal é F,.. A força exercida pela corda que sustenta o cofre
é Tcorda • Já q':e a viga, a corda e o cofre estão em repouso, o gb(M + !m)
'I'c:abo = -=---'----"-_!_.
~~dulo de T coroa.é igual ao peso do cofre: T00, 00 = Mg. Po- a
s1c1onarnos a ongem O de um sistema de coordenadas xy (9,8 m/s2 )(2,5 m)(430 kg + 85/2 kg)
1,9 m

f-4-~~~~b~~~~~--l.,
Cabo
= 6093 N = 6100 N.
(b) Determine o módulo F da força exercida pela dobra-
(Resposta)

Ã
diça sobre a viga.
•,:,\ ......,..•' · ... ·,, '
:;'•~ ,,.;,..;; ·,,"",i' '
..,_,.,,.,., .. .,
L"

s
.
- -


.,

• •,
-
,. . .· IDEIA CHAVE . - . · · - ••
- -
セ@
. .

.
....
- •

Agora precisamos conhecer F,, e F,.para combiná-las e cal-


a Corda cular F. Como já conhecemos T cabo, vamos aplicar à viga
as equações de equilíbrio de forças. •

Cálculos No caso do equiliôrio na horizontal, escrevemos


F res.x = Ocomo
Dobradiça
(a) F1, - Tcabo = O, (12-20)
M
e, portanto F11 = Tcabo = 6093 N.

-
y - Tcabo
---------- --<>-~ :;:;;...,,_._
No caso do equiliôrio na vertical, escrevemos Fres }' = O
como '
-+ Fv - mg - Tcorda = O.
Tcorda
Substituindo T cordn por Mg e explicitando F., obtemos

Esta é uma ... 1 Fv = (m + M)g = (85 kg + 430 kg)(9,8 m/s2 )


111g 1
= 5047 N.
boa escolha
dos eixos de -F.., 1
1
1
1 De acordo com o teorema de Pitágoras, temos:
rotação. 1
1

(b) o -+ X F= VFl + F;
Fh 1
= V(6093 N) + (5047 N)2 = 7900 N. 2 (Resposta)
Fi~ura 12- 6 (a) Um cofre está pendurado e1n uma lança de
gu1~daste composta por uma viga uniforme e u1n cabo de aço Note que Fé bem maior que a soma dos pesos do cofre e da
honzontal. (b) Diagra1na de corpo livre da viga. viga, 5000 N, e que a tensão do cabo horizontal, 6100 N.
PARTE 1

9
EQUILÍBRIO E ELASTICIDADE

Equilíbrio de uma viga horizontal


Na Fig. 12-7a, uma viga homogênea, de comprimento L e está submetida está aplicada ao centro d~ massa e é igualª
massa ,n = 1,8 kg, está apoiada sobre duas balanças. Um mg. Analogamente, a força gravitacional F'g,bloco a qu~ セ@ bloco
bloco homogêneo, de massa M = 2,7 kg, está apoiado na está submetido está aplicada ao centro de massa e e igualª
viga, com o centro a uma distância U4 da extremidade es- Mg. Para simplificar a Fig. 12-7b, o bloco foi represe~tado
querda da viga. Quais são as leituras das balanças? por um ponto da viga e f'g,bloco foi des~ada com a ongem
na viga. (Esse deslocamento do vetor Fg,bloco ao ~ongo de sua
linha de ação não altera o torque produzido por Fg,bJoco em re-
A melhor tática para resolver qualquer problema de equi- lação a qualquer eixo perpendicular à figura.)
líbrio estático consiste em, antes de qualquer coisa, definir Como as forças não possuem componentes x, a Eq.
claramente o sistema a ser analisado e a desenhar um dia- 12-7 (Fres,x = O) não fornece nenhuma informação. No caso •
graina de corpo livre no qual apareçam todas as forças exter- das componentes y, a Eq. 12-8 (Fres.y = O) pode ser escnta
nas que agem sobre o sistema. Neste caso, vamos escolher na forma
o sistema como a viga e o bloco tomados em conjunto. As Fe + Fd - Mg - mg = O. (12-21)
forças que age1n sobre o sistema são mostradas no diagra- Como a Eq. 12-21 contém duas incógnitas, as forças
ma de corpo livre da Fig. 12-7b. (Escolher o sistema exige F. e Fd, precisamos usar também a Eq. 12-9, a equação de
experiência e frequentemente existe mais de uma escolha equiliôrio dos to~,iues. Podemos aplicá-la a qualquer eixo
adequada.) Como o sistema está em equilíbrio estático, po- de rotação perpendicular ao plano da Fig. 12-7. Vamos es-
demos usar as equações de equilíbrio de forças (Eqs. 12-7 e colher um eixo de rotação passando pela extremidade es-
12-8) e a equação de equihôrio de torques (Eq. 12-9). querda da viga. Usaremos também nossa regra geral para
Cálculos As forças normais exercidas pelas balanças sobre a atribuir sinais aos torques: se um torque tende a fazer um
t
viga são F. do lado esquerdo e do lado direito. As leituras corpo inicialmente em repouso girar no sentido horário, o
das balanças que desejamos determinar são iguais aos mó- torque é negativo; se o torque tende a fazer o corpo girar no
dulos dessas forças. A força gravitacional f'g,viga a que a viga senti anti-horário, o torque é positivo. Finalmente, vamos
escrever os torques na forma r.1.F, onde o braço de alavanca
Sistema --..___ r.1. é Opara F., U4 para Mg, U2 para mg e L para t.
Podemos agora escrever a equação do equilíbrio
( 7'res., = O) como
Bloco
, 1n
Vi (O)(Fe) - (L/4)(Mg) - (L!2)(mg) + (L)(Fd) = O,
1
1
o que nos dá
Balan,~a 1 Balança
Fd =!Mg + ~mg
(a)
= !(2,7 kg)(9,8 m/s2) + !(1,8 kg)(9,8 mfs2)
>' = 15,44 N = 15 N. (Resposta)

セ@ -
F, As forças verticais se
equilibram, mas isso
Explicitando F, na Eq. 12-21 e substituindo os valores co-
nhecidos, obtemos
não basta. Fe = (M + m )g - Fd
l .


-
•Fd = (2,7 kg + 1,8 kg)(9,8 m/s2) - 15,44 N
.,
1 2 1
28,66 N = 29 N.
L t 1
4 1 = (Resposta)
1 1
X Observe a estratégia usacla na solução: quando escre-
Bloco _/ "'--viga -+
... vemos uma equação para o equilíbrio das componentes das
. = mg
F.!!',Viga
forças, esbarramos en1 duas incógnitas. Se tivéssemos escrito
Devemos também urna equação para o equilíbrio de torques em tomo de um eixo
...
Fg,bloc:o = Mg
- equilibrar os torqu es,
com uma escolha
qualquer, teríamos esbarrado nas mesmas duas incógnitas.
Entretanto, corno escolhemos um eixo que passava pelo ponto
(b) criteriosa dos eixos de aplicação de uma das forças desconhecidas, ~. a dificul-
de rotação. dade foi contornada. Nossa escolha eliminou F. da equação
Figura 12-7 (a) Uma viga de massa ,n sustenta um bloco de do torque, per1nitindo que obtivéssemos o módulo da outra
massa M. (b) Diagrama de corpo livre, mostrando as força5 força, Fd. Em seguida, voltamos à equação do equillôrio de
que agem sobre o sistema viga + bloco. forças para calcular o módulo da outra força.
1o C1\PITLI LO 12

12-6 Estruturas Indeterminadas


, 1o. temos apena, trc· s •~<1u·1rfics
Para resolver os proble1nas deo;te cap1lu ... _< "I incJcncndcntc

à disposição. que são. em geral. duas equações de equilíbrio de f~rças e uma cqunçao
de equilíbrio de torques e1n relação a um ei"<o de rotação. A,s1m. se um prohh.:ma
• (.' :\l
tern 1nais de três incógnitas, não pode,nos resolvê-lo .
Considere un1 carro assimetricamente carregado. Quais são as forças. toda,;
diferentes, que agem sobre os quatro pneus? O problema não pode ser resol\ ido
usando os rnétodos discutidos até o momento. pois temos apenas três equações
independentes para trabalhar. Da mesma forma, podemos resolver o problema de
equilíbrio para uma mesa de três pernas, mas não para uma de quatro pernas. Pro-
blemas como esses, nos quais existem mais incógnitas que equações, são chamados
de indeterminados.
-+ No mundo real, porém, sabemos que existem soluções para problemas indetermi-
-
F,,
nados. Se apoiarmos os pneus de um carro nos pratos de quatro balanças, cada balança
fornecerá uma leitura definida e a soma das quatro leituras será o peso do carro. O
que está faltando em nossos esforços para obter as forças através de equações?
O problema está no fato de que supusemos implicitamente que os corpos aos quais
Figura 12-8 A mesa é uma estrutura aplicamos as equações do equilfbrio estático são perfeitamente rigidos, ou seja, não
indeterminada. As quatro forças a que se deformam ao serem submetidos a forças. Na verdade, nenhum corpo é totalmente
as pernas da mesa estão sujeitas diferem rígido. Os pneus de um carro, por exemplo, se deformam facilmente sob a ação de
em módulo e não podem ser calculadas uma carga até que o carro atinja uma posição de equilrôrio estático.
usando apenas as leis do equilíbrio
Nós todos já passamos pela experiência de ocupar uma mesa bamba em um
estático.
restaurante, a qual normalmente nivelamos colocando um calço de papel dobrado
sob uma das pernas. Se colocássemos um elefante sobre uma dessas mesas, porém.
e a mesa não quebrasse, ela se deformaria da mesma forma que os pneus do carro.
Todas as pernas tocariam o piso, as forças normais do piso sobre as pernas da mesa
assumiriam valores definidos (e diferentes), como na Fig. 12-8, e a mesa não fica-
ria mais bamba. Naturalmente, nós (e o elefante) seríamos expulsos do restaurante,
mas, em princfpio, como podemos calcular os valores das forças nessa situação em
situações semelhantes nas quais existe deformação?
Para resolver esses problemas de equilfbrio indeterminado, precisamos su-
plementar as equações de equilrôrio com algum conhecimento de elasticidade. o
ramo da ffsica e da engenharia que descreve como corpos se deformam quando
são submetidos a forças. Uma introdução a este assunto é apresentada na próxi-
ma seção.

1

4 1ESTE 3
Uma barra horiz~nta_.! homogênea pesando 10 N está pendurada no teto por dois fios que
exercem forças F; e Fi sobre a barra. A figura mostra quatro configurações diferentes dos
fios. Que configur~çõe! são indeterminadas (ou seja, tomam impossível calcular os valo- 1
res numéricos de F; e Fi)?

-
F1 ...__ d • 1• cl- -
F,i

lON lON
(a) (b)

-
F1 ' - d
1
-
ld/2 ' F,,
.. 1.セ@
セ@
-
F1
-F..,-
1 1

lON ION
( e) (d)

_.....

PARTE 1

11
fQU II IBRIO E ELASTICIDADE

12-7 Elasticidade
Quando muitos áto1nos se ju11tan1 para fo1111ar un1 sólido n1etálico, cotno, por exc1n-
plo, um prego de ferro. os áton1os ocupa1n posições de equilíb1io e1n u1na retle cris-
talina tridin1ensional, u1n arranjo repetitivo no qual cada áto1110 está a utna distância
de equilíbrio ben1 definida dos vizinhos 1nais próxi1nos. Os átomos são 1nantidos
unidos por forças interatômicas, representadas por pequenas molas na Fig. 12-9. A
rede é quase perfeitamente rígida, o que , é outra forma de dizer que as "1nolas inte-
ratômicas" são extremamente duras. E por essa razão que temos a iinpressão de que
alguns objetos comuns, co1no escadas de metal, 1nesas e colheres, são indeformáveis.
Figura 12-9 Os átomos de um sólido
Outros objetos comuns, como mangueiras de jardim e luvas de borracha, são facil-
1netálico estão dispostos em rede regular
1nente deformados. Nesses objetos, os átomos não forn1a1n uma rede rígida como
tridimensional. As molas representam
a Fig. 12-9, mas estão ligados em cadeias moleculares longas e flexíveis, que estão
forças interatômicas.
ligadas apenas fracamente às cadeias vizinhas.
Todos os corpos "rígidos" reais são, na verdade, ligeiramente elásticos, o que
significa que podemos mudar ligeiramente suas dimensões puxando-os, empurran-
do-os, torcendo-os ou comprimindo-os. Para ter uma ideia das ordens de grandeza
envolvidas, considere uma barra de aço vertical, de 1 m de,comprimento e 1 cm de
diâlnetro, presa no teto de uma fábrica. Se um carro compacto for pendurado na ex-
tre1nidade inferior da barra, ela esticará apenas 0,5 mm, o que corresponde a 0,05%
do compriinento original. Se o carro for removido, o comprimento da barra voltará
ao valor inicial.
Se dois carros forem pendurados na barra, ela ficará permanentemente defor-
mada, ou seja, o comprimento não voltará ao valor inicial se a carga for removida.
Se três carros forem pendurados na barra, ela arrebentará. Imediatamente antes da
ruptura, o alongamento da barra será menor do que 0,2%. Embora deformações
dessa ordem pareçam pequenas, são muito importantes para os engenheiros. (Se a
asa de um avião vai se partir ao ser submetida a uma dada força é, obviamente, uma
questão importante.)
A Fig. 12-10 mostra três formas pelas quais as dimensões de um sólido podem
ser 1nodificadas por uma força aplicada. Na Fig. 12-lOa, um cilindro é alongado. Na
Fig. 12-lOb, um cilindro é deformado por uma força perpendicular ao eixo maior, de
modo parecido com a deformação de uma pilha de cartas de baralho. Na Fig. 12-lOc,
um objeto sólido mergulhado em um fluido é comprunido uniformemente de todas
as direções. O que esses três comportamentos têm em comum é que uma tensão, ou
força deformadora por unidade de área, produz uma deformação. Na Fig. 12-1 0, a
tensão trativa (associada ao alongamento) está ilustrada em (a), a tensão de cisa-
lhamento em (b) e a tensão hidrostática em (e).

tlx
- t-1-----;;= - ~
-+
1 F
1
1

T L
L + ll.L L
1
1
1
1

l <1 _
F
1
1
' - - - -

(b) (e)
(a)
Figura 12-10 (a) Um cilindro submetido a uma tensão trativa sofre um alongamento
6.L. (b) Utn cilindro submetido a uma tensão de cisalhan1e11to sofre uma deformação t:u,
semelhante à de uma pilha de cartas de baralho. (e) Uma esfera maciça submetida a uma
tensão hidrostática uniforme aplicada por um fluido tem o volume reduzido de um valor
11 V. Todas as deformações 1nostradas estão muito exageradas.
- > • '
t2 CAPÍTULO 12

As tensões e deformações assumem formas diferl!ntes nas trê~ sit~ações da F_ig.


12- JO, 1nas, para uma larga faixa de va}oref,, tensão e d:formaçao sao.p~oporc10-
nais. A constante de proporcionalidade é chamada de modulo de eJast1c1dade, de
Figura 12-11 Corpo de prova modo que
usado para obter un1n curva tensão- <12-22)
defor1nação con10 a da Fig. 12-12. tensão = módulo de elasticidade Y deformação.
A variação 6.L que ocorre em uma Em um teste padrão de propriedades elásticas, a tensão trativa aplicada a um
distância L é 111edida em um ensaio de corpo de prova de forma cilíndrica como o da Fig. 12-1 1 é lentamente aumentada
tensão-deformação. de zero até o ponto em que o cilindro se rompe e a defonnação é medida e plotada
O resultado é um gráfico tensão-deformação como o da Fig. 12-12. Para uma larga
faixa de tensões aplicadas, a relação tensão-defonnação é linear e o corpo de prova
recupera as dimensões originais quando a tensão é removida; é nessa faixa que a Eq.
12-22 pode ser usada. Se a tensão ultrapassa o limite elástico Sy da amostra, a defor-
mação se toma permanente. Se a tensão continua a aumentar, o corpo de prova acaba
Limite de r _____R_u.!..p.....tu_ra=--=~ por se romper, para um valor de tensão conhecido como limite de ruptura S,,.
ruptura

Lhnite
Tração e Compressão
elástico 1セ@ · No caso de uma tração ou de uma compressão, a tensão a que o objeto está subme-
1
Faixa de deformação •
permanente
tido é defmida como FIA, onde Fé o módulo da força aplicada perpendicularmente
a uma área A do objeto. A deformação é a grandeza adimensional llLJL que repre-
Faixa linear
(de comportamento senta a variação fracionária (ou, às vezes, percentual) do comprimento do corpo
elástico) de prova. Se o corpo de prova é uma barra longa e a tensão não ultrapassa o limite
elástico, não só a barra como um todo, mas também qualquer trecho da barra expe-
o Deformação (!l.L/L)
rimenta a mesma deformação quando uma tensão é aplicada. Como a deformação é
Figura 12-12 Curva tensão- adimensional, o módulo de elasticidade da Eq. 12-22 tem dimensões da tensão, ou
deformação de um corpo de prova de seja, força por unidade de área.
aço como o da Fig. 12-11. O corpo de O módulo das tensões de tração e de compressão é chamado de módulo de
prova sofre uma deformação permanente Young e representado pelo símbolo E. Substituindo as grandezas da Eq. 12-22 por
quando a tensão atinge o limite elástico
símbolos, obtemos a seguinte equação:
e se rompe quando a tensão atinge o
limite de ruptura do material. F = E 6.L (12-23)
A L.
A deformação 6.L/L de um corpo de prova pode ser medida usando um instrumento
conhecido como extensómetro (Fig. 12-13), que é colado ao corpo de prova e cujas
propriedades elétricas mudam de acordo com a deformação sofrida.
M~sm? que os m~dulos de You~g ?e um material para tração e compressão sejam
quase iguais (o que e comum), o limite de ruptura pode ser bem diferente, depen-
dendo do tipo de tensão. O concreto, por exemplo, resiste muito bem à compressão,
mas é tão fraco sob tração que os engenheiros tomam precauções especiais para que
o concreto usado nas construções não seja submetido a forças de tração. A Tabela
12-1 mostra o módulo de Young e outras propriedades elásticas de alguns materiais
de interesse para a engenharia.

Cisalhamento
No caso do cisalhamento, a tensão também é uma força por unidade de área, mas
o vetor força está no plano da área e não da direção perpendicular a esse plano. A
Figura 12-13 Um extensômetro de
deformação é a razão adimensional llx/L, onde llx e L são as grandezas mostradas
9,8 mm por 4,6 mm usado para medir
na Fig. 12-lOb. O módulo de elasticidade correspondente, que é representado pelo
deformações. O dispositivo é colado no
corpo cuja deformação se deseja medir e símbolo G, é chamado de módulo de cisalhamento. No caso do cisalharnento, ª
sofre a mesma deformação que o corpo. Eq. 12-22 assume a forma
A resistência elétrica do extensômetro F = G ~x (12-24)
varia com a deformação, permitindo A L'
que deformações de até 3% sejam
medidas. (Cortesia da Vishay Micro - As tensões de cisalhamento exercem um papel importante no empenamento de
Measurements Group, Raleigh, NC) eixos e na fratura de ossos.
j
13
tOLIOTECA C&NTlli! EQUILIBRIO E ELASTICIDADE

-'· ' ,.._


·. '. .. -· . ·- ..
• - •'- • .,_• : ' _..,,,.~ - e. - ,
tàhe'ià
•. • • •
12-1
- • • • , • -• • • - - • •

-
Algumas Propriedades Elásticas
Mセ⦅Z --
de Materiais Escolhidos
Massa Módulo de Limite de Limite de
específica p Young E ruptura S, elasticidade S<
Material
(kg/m3) (109 N/m2) (106 N/rn2) (106 N/rn2)
7860 200 400 250
Açoª
Alumínio 2710 70 110 95
Vidro 2190 65 50b
Concreto' 2320 30 4Qb
Madeirad 525 13 sob
Osso 1900 9b 170b -
Poliestireno 1050 3 48
•Aço estrutural (ASTM-A36). bPara compressão. <De alta resistência. .Pinho.

Tensão Hidrostática
Na Fig. 12- lOc, a tensão é a pressão p que o fluido exerce sobre o objeto, e, como
veremos no Capítulo 14, pressão é força por unidade de área. A deformação é Â V/V,
onde V é o volume original do corpo de prova e  V é o valor absoluto da variação
de volume. O módulo correspondente, representado pelo símbolo B, é chamado de
módulo de elasticidade volumétrico do material. Dizemos que o corpo de prova
está sob compressão hidrostática e a pressão pode ser chamada de tensão hidrostá-
tica. Para esta situação, a Eq. 12-22 pode ser escrita na forma
av (12-25)
p = B V.
2 11
O módulo de elasticidade volumétrico é 2,2 X 109 N/m para a água e 1,6 X 10
N/rn2para o aço. A pressão no fundo do oceano Pacífico, na sua profundidade média de
aproximadamente 4000 m, é 4,0 X 107 N/m2. A compressão fracionária l:lV/V da água
produzida por essa pressão é 1,8%; a de objeto de aço é apenas 0,025%. Em geral, os
sólidos, com suas redes atômicas rígidas, são menos compressíveis que os líquidos, nos
quais os átomos ou moléculas estão mais frouxamente acoplados aos vizinhos.

Exemplo . '
'.·.,' l

Tensão e deformação de uma barra


_ F F 6,2 X 104 N
Uma das extremidades de uma barra de aço de raio R = tensao = -A =- -
9,5 mm e comprimento L = 81 cm é presa a um tomo e 7TR2 ( 7r)(9,5 X 10- 3 m)2
urna força F = 62 kN (uniforme, perpendicular à seção = 2,2 X 108 N/rn2 • (Resposta)
reta) é aplicada à outra extremidade. Quais são a tensão, Corno o limite elástico do aço estrutural é 2,5 x 10s N/m2,
o alongamento l:ll e a deformação da barra? a barra está perigosamente próxima do limite elástico.
O valor do módulo de Young do aço é dado na Tabela
12-1. De acordo com a Eq. 12-23, o alongamento é
(1) Como a força é perpendicular à seção reta, a tensão
Ãl~ = (FIA)L = (2,2 x. 108 N/rn2)(0,81 rn)
é a razão entre o módulo F da força aplicada e a área A
E 2,0 X 1011 N/m2
da seção reta. Essa razão é o lado esquerdo da Eq. 12-23.
= 8,9 x. 10- 4 rn = 0,89 mm. (Resposta)
(2) O alongamento ÂL está relacionado à tensão e ao mó-
dulo de Young através da Eq. 12-23 (FIA)= Eí:lUL). (3) A defonnação é, portanto,
A tensão é a razão entre o alongamento e o cornprin1ento .lL 8,9 X 10 --1 m
inicial L. L 0,81 rn
= 1.1 X 10- 3 = 0,11 º/o. (Resposta)
Cálculos Para determinar a te11são, escrevemos
14 CAPÍTULO 1i

Niv«>h111«lo llllltl IIIOHII fllllllllU

U111a n1esa tcn1 lr~s pernas C(llll 1,00 111 dl· c11111pri111l'lllll / I 1 ,,• ( 12 27)
e tuna quarta perna con1 u111 co111prit11l'llln adil·in11:il ,/ 1\ J
0,50 111111, que faz co111 qui: a 1nesa f1qul' 1igt·1r,1n1t·11ll' hn111 Nan podt·1nos l'l'S<>lvt·r ,1, 1•,q. 12- 27 por(IUL' ela p<>ssui duas
ba. U111 cilindro de aço de n1assa AI 2'>0 kg e colol'ndn inl'ognitns, ,,., t' , .,,,
sobre a mesa (que te111 un1a n1assa n1uito llll.'t1or qut· A/), l'nru nhlt·r u1na sl'gunda cquaça<) cnvol vendo f セ@ e 1
comp1i 111indo as quatro pernas sc,n i:nverga-las e l'a;,l'lldo podc111os definir · · u1n eixo , .,"c escrever
· vc1, ·t'1cal . . um..a cqua-
com que a mesa fique nivelada. As pcr1u1s súo cilindros de ~·ilo de equilíbrio para as co,nponentcs veruca1s das forças
1nadeira co1n un1a área da seção reta 1\ = t ,O cn,i; o ,nódulo ()) na for1na
(f,,,.. ,.1•
de Young é E= 1.3 X 10'º N/1n 2• Quais são os 1nódulos
:,/t\ t f,'.1 - Mg = O, ( 12-28)
das forças que o chão exerce sobre as pernas da n1esa?
onde Mg é O ,nódulo da força gravi tacion.al que age sobre
o sistcn1a. (Três das pernas estão submetidas a uma força
Tomamos a mesa e o cili11dro de aço con10 nosso sisten1a. F\.) Parn resolver o siste1na de equações 12-27 e 12-28
A situação é a da Fig. 12-8, exceto pelo fato de que agora p~ra, digan1os, calcular F 1, usamos primeiro a Eq. 12-28
temos um cilindro de aço sobre a 1nesa. Se o tan1po da n1esa para obter F4 = Mg - 3F3• Substituindo F4 por seu valor
perma11ece nivelado, as pernas deve111 estar co111prin1idas na Eq. 12-27, obtemos, depois de algumas manipulações
da seguinte forma: cada un1a das pernas 1nais curtas so- algébricas,
freu o mesmo encurtamento (va1nos cha111á-lo de !lL.1), e,
Mg c/AE
portanto, está submetida à mesn1a força F3• A perna 1nais
I'J = 4 4L
co1nprida sofreu um encurta1nento n1aior, !lL4, e, portanto,
está submetida a u1na força F4 maior que F.1. En1 outras (290 kg)(9,8 m/s2 )
palavras, para que a mesa esteja nivelada, deve1nos ter 4
ÂL 4 = t!,.L 3 + e/. (12-26) (5,0 X 10 - 4 m)(l0 - 4 m2)(1,3 X 101 N/m 2) º
(4)(1,00 m)
De acordo com a Eq. 12-23, pode111os relacionar u1na
= 548 N """ 5,5 X 102 N. (Resposta)
variação do comprimento à força responsável por essa va-
riação através da equação til = FUAE, onde L é o compri- Substituindo esse valor na Eq. 12-28, obtemos:
mento original. Podemos usar esta relação para substituir F4 = Mg - 3F3 = (290 kg)(9,8 m/s2 ) - 3(548 N)
AL4 e ~ na Eq. 12-26. Observe que pode1nos to1nar o
""" 1,2 kN. (Resposta)
comprimento original L como aproxi1nada1nente o mesmo
para as quatro pernas. É fácil mostrar que, quando o equilíbrio é atingido, as
três pernas curtas estão com uma compressão de 0,42 mm
Cálculos Fazendo essas substituições e essa aproxh11ação, e a perna mais comprida está com uma compressão de
podemos escrever: 0,921nm.
~ -~--·--- -

REVISÃO É RESUMO 1 llf


Equilíbrio Estático Quando um corpo rígido está en1 repouso, Se as forças estão no plano xy, todos os torques são paralelos ao
dizemos que se encontra em equilíbrio estático. A son1a vetorial das eixo z e a Eq. 12-5 é equivalente a uma equação para a única corn·
forças que agem sobre um corpo en1 equilíbrio esttitico é zero: ponente diferente de zero:
-+ (equilíbrio de torques). (12-9)
F.res = o (equilíbrio de forças). (12-3)
Centro de Gravidade A força gravitacional age separadamente
Se todas as forças estão no plano xy, a equação veto1ial 12-3 é equi- sobre cada elen1ento de um corpo. O efeito total de todas essas forças
valente a duas equações para as co1nponentes: pode ser tletenninado imaginando uma força gravitacional equivalen·
Fre,,,. = O e Fre,, 1 = O (equiltbiio de forças). (12-7, 12-8) te F. aplicada no centro de gravidade do corpo. Se a aceleraçã? ~a
セ@
gravidade g é a mesma para todos os elementos do corpo, a pos1çao
No caso de um corpo e1n equilíbrio estático. a son1a vetorial dos do centro de gravidade coincide co1n a do centro de massa.
torques externos que agem sobre o corpo en1 relação a qualquer
ponto também é zero, ou seJa, Módulos de Elasticidade Três módulos de elasticidade são
. ( ·a as defor·
(equihbrio lle torques). (12-5) usados para descrever o co1nportamento elásllco ou seJ ,
15
EQUILfBRIO E ELASTICIDADE

,.· A, (12-24)
,nações) de objetos sub1netidos a forças. A cleforn1ação (variação
relativa do co1nprin1ento) está linearn1ente relacionada à tensão
-/\ (i Í, •

(força por unidade de área) através de u1n n1ódulo apropriado, de onde t1xlL é a defor1nação de cisalhamento do objeto, tu é o deslo_:
acordo co1n a relação geral ca1nento de u1na das extremidades do objeto na direção da força F
tensão = 1nódulo X deformação. (12-22) aplicada (co1no na Fig. 12-10/J) e G é o módulo de cisalhamento
do objeto. A tensão é FIA.
Tração e Compressão Quando um objeto está sob tração ou
compressão, a Eq. 12-22 é escrita na forma Tensão Hidrostática Quando um objeto é submetido a uma
co,npressão hidrostática devido à tensão exercida pelo fluido no
F 6.L
-=E-- (12-23) qual está submerso, a Eq. 12-22 é escrita na forma
A L'
ó.V (12-25)
onde WL é a deformaçJo de alongamento ou compressão do objeto, P = 8 V.
Fé o módulo da força F_ responsável pela deformação, A é a área de
seção reta à qual a força Fé aplicada (perpendicularmente aA, como na onde pé a pressão (tensão hidrostática) que o fluido e~er:e sobr~ o
Fig. 12-1 Oa) e E é o módulo de Young do objeto. A tensão é FIA. objeto, 11 VIV (a deformação) é o valor absoluto da vanaçao relativa
do volume do objeto produzida por essa pressão e B é o módulo de
1
Cisalhamento Quando um objeto está sob tensão de cisalhamen- elasticidade volumétrico do objeto.
to, a Eq. 12-22 é escrita como i

1 li PERGUNTAS
1 A Fig. 12-14 mostra três situações nas quais a mesma barra e o centro. As forças giram com os discos e, nos "instantâneos" da
horizontal está presa a uma parede por uma dobradiça em uma das Fig. 12-16, apontam para a esquerda ou para a direita. Quais são os
extre1nidades e por uma corda na outra. Sem realizar cálculos nu- discos que estão em equilíbrio?
méricos, ordene as situações de acordo com o módulo (a) da força
que a corda exerce sobre a barra, (b) da força vertical que a dobra- F F F F
diça exerce sobre a barra e (c) da força horizontal que a dobradiça
exerce sobre a barra, começando pela maior. F <>-
3F 2F 2F !
2F
-1
F F 2F
1 (e) (d)
(a) (b)
1
50°
Figura 12-16 Pergunta 3.
1

4 Uma escada está apoiada em uma parede sem atrito mas não
cai por causa do atrito com o chão. A base da escada é deslocada
(2) (3)
(1) em direção à parede. Determine se a grandeza a seguir aumenta,
Figura 12-14 Pergunta 1. diminui ou permanece a mesma (em módulo): (a) a força normal
sobre a escada exercida pelo chão; (b) a força exercida pela pa-
rede sobre a escada; (c) a força de atrito estático exercida pelo
2 Na Fig. 12-15, uma trave rígida está presa a dois postes fixos em
chão sobre a escada; (d) o valor máximo /,,má, da força de atrito
um piso. Um cofre pequeno, mas pesado, é colocado nas seis posi-
estático.
ções indicadas, uma de cada vez. Suponha que a massa da trave é
desprezível em comparação com a do cofre. (a) Ordene as posições 5 A Fig. 12-17 mostra um móbile de pinguins de brinquedo pendu-
de acordo com a força exercida pelo cofre sobre o poste A, começan- rado em u1n teto. As barras transversais são horizontais, têm massa
do pela 1naior tensão compressiva e tenninando com a maior tensã~ desprezível e o comprimento à direita do fio de sustentação é três
trativa; indique e1n qual das posições (se houver alguma).ª força e vezes maior que o comprimento à esquerda do fio. O pinguim 1 tem
nula. (b) Ordene as posições de acordo com a força exercida sobre 1nassa 1n 1 = 48 kg. Quais são as massas (a) do pingui1n 2, (b) do
pinguim 3 e (c) do pingui1n 4?
o poste B.

2 :3 ·l 5 fi

t\ IJ
Figura 12-15 Pergunta 2.

, A Fig. l 2-16 rnostra quatro vistas superiores de discos ho1no-


gêneos co1n u1n ,novilnento de rotação que estão deslizando e1n u1n
piso sen1 atrito. Três força~. de n1ódulo F. '2F ou ~F. agen1 sobre
cada disco, na borda. no centro. ou no ponto médio entre a borda Figura 12-17 Pergunta 5.
16 CAPÍT U l ( l 12

6 A Fig. 12-18 llll)st1a u,na vi:-.la supc1101 dl' unta bana ho1nnge
nea sobrC' a qual agl'tn quatro forças. Suponha tJUL' foi c:-.eolhidn u1n I (í )
eixo de rotação passando pélo ponto O, lor:un eall·ulados os torquc:-.
produzidos pelas forças cn1 relação a esse eixo e verificou-se que o
torque resultante é nulo. O Iorque resullantc continuarti a ser nulo )

se o eixo de rotação escolhh.lo for (a) o ponto A (situado no interior


da ban·a), (b) o ponto B (situado no prolongarnento da barra). ou
(c) o ponto C (ao lado da bruTa)? (d) Suponha que o torque resul-
tante em relação ao ponto O não seja nulo. Existe algu111 ponto eni 10
relação ao qual o torque resultante se anula?

Figura 12-20 Pergunta 8 .

Figura 12- 18 Pergunta 6. o •


A

B
9 Na Fig. 12-21, uma burrn vertical cstn presa a urna dohradh;a
na extrenudade inferior e a u1n cabo na cxtrcn1idadc superior. U111a
força horizontal F,, é aplicada à barra, corno n1ostra a ligura. Se o
7 Na Fig. 12-19, uma barra estacionária AC de 5 kg é sustentada ponto de aplicação da força é deslocndo para cirna ao longo da bar-
de encontro a uma parede por uma corda e pelo atrito entre a barra ra, a tensão do cabo aurnenta, di1ninui ou perrnnnccc a 1ncsma?
e a parede. A barra homogênea tem 1 m de comprimento e (J = 30º.
(a) Onde deve ser p~sicionado um eixo de rotação para determinar
o mó?~º da for~a T exercida pela corda sobre a barra a partir de -•
11-- C>F,,
~ma umca equaçao? Com essa escolha de eixo e considerando posi-
tivos os .torques no sentido anti-horário, qual é o sinal (b) do torque

TP exercido pelo peso sobre a barra e (c) do torque reexercido pela
Figura 12-21 Pergunta 9.
corda sobre a barra? (d) O módulo de Te é maior, menor ou igual ao
módulo de -rP?
1O A Fig. 12-22 mostra u1n bloco horizontal suspenso por dois fios,
A e B, que são iguais em tudo, exceto no comprimento que possuí-
D
am antes que o bloco fosse pendurado. O centro de massa do bloco
está mais próximo do fio B que do fio A. (a) Calculando os torques
em relação ao centro de massa do bloco, determine se o módulo do
torque produzido pelo fio A é maior, igual ou menor que o módulo
A B e do torque produzido pelo fio B. (b) Qual dos fios exerce mais força
Figura 12-19 Pergunta 7. sobre o bloco? (c) Se os fios passaram a ter comprimentos iguais
depois que o bloco foi pendurado, qual dos dois era inicial1nente
mais curto?
8 Três cavalinhos estão pendurados no arranjo (em repouso) de
polias ideais e cordas de massa desprezível da Fig. 12-20. Uma corda 1
1
se estende do lado direito do teto até a polia mais baixa à esquerda, A B
dando meia volta em todas as polias. Várias cordas menores sus-
tentam as polias e os cavalinhos. São dados os pesos (em newtons)
de dois cavalinhos. Qual é o peso do terceiro cavalinho? (Sugestão:
• CM
uma corda que dá meia volta em tomo de uma polia puxa-a com
uma força total que é igual a duas vezes a da tensão da corda.) (b)
Qual é a tensão da corda T? Figura 12-22 Pergunta 10.

1 li
• - ... O número de pontos Indica o grau de dlflculdade do problema
セ@

_.. Informações adicionais disponíveis em O Circo Voador da Ffslca de Jearl Walker, LTC, Rio de Janeiro, 2008.

Seção 12-4 O Centro de Gravidade A distância entre partículas vizinhas da mesma borda é 2,00 m. A
· - de eada
tabela a seguir mostra o valor de g (e1n m/s 2) na posiçao
• 1 Como a constante g é praticamente a mesma em todos os pon-
tos da maioria das estruturas, em geral supomos que o centro de partícula. Usando o sistema de coordenadas mostrado na figura,
gravidade de uma estrutura coincide com o centro de massa. Neste determine (a) a coordenada XcM e (b) a coorden~da YcM do .centro
de massa do sistema de seis parúculas. Em seguida, deter!nrne (e)
exemplo fictício, porém, a variação da constante g é significativa.
a coordenada Xco e (d) a coordenada Yco do centro de gravidade do
A Fig. 12-23 mostra um arranjo de seis partículas, todas de massa
m, presas na borda de uma estrutura rígida de massa desprezível. siste1na de seis partículas.
17
LOllll iBRlfl l [LASllCIOJ OE

1 Quando a 1anl"l,1 l',l,1 na 1111111c1H 1h 111• q111.:·I11 ,11, ( 111 ,1 é 1 ,) o 1111 11110
:1._.__. ' t.lu lon;a qul." a c\l.'ill.la l'\l'rcc !.11hrc ,1 J,1ni..:l,1, Ih> o 1111.Jd11lrJ tio loí\tl
que o chão cxl."rcl." ,ohrl' a L"' cada,• (t J o 111g11l11 (c:111 r •l,1ç 10 1 111 1
ri1.ontal) da fon;a que o rhao C'\l'íl e <,nine ,1 c,t111J 1'
-
<) '
5
•8 Oito alunos de física, pc,ns t•,1.111 1nd11.:.11Jo i.:111 11cWH)t1
CUJO'-
na Fig. 12-25, se cquilibrarn cnt u,na g.inr<11r,1 . <..>uai セ@ n n 1í 111cr0
l 6
-::.+---...i~x do estudante que proclu, o maior torquc l'll1 rc laç .111 ,, 111n c1x11 ilc
Figura 12-23 Problen1a 1. rotação que passa pelo fulcro J no sentido (a) par,, lnr,1 Jo p,1pcl e
(b) para dentro do papel?
Partícula g Partícula g ·1 [1 li 7
1 2
1 8.00 4 7.40
2 7,80 5 7,60
3 7,60 6 7,80

Seção 12-5 Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático 560 •140 330 220 nc\vton,
220 330 440 560
•2 A distância entre os eixos dianteiro e traseiro de um automóvel
4 3 2 l o 1 2 4 metro~
é 3,05 m. A massa do automóvel é 1360 kg e o centro de gravidade
está situado 1,78 m atrás do eixo dianteiro. Com o automóvel em Figura 12-25 Proble1na 8.
terreno plano, determine o módulo da força exercida pelo solo (a)
sobre cada roda dianteira (supondo que as forças exercidas sobre as •9 Uma régua de um metro está em equilíbrio horizontal sobre a
rodas dianteiras são iguais) e (b) sobre cada roda traseira (supondo lâmina de uma faca, na marca de 50,0 cm. Com duas moedas de
que as forças exercidas sobre as rodas traseiras são iguais). 5,00 g empilhadas na marca de 12,0 cm, a régua fica em equilíbrio
•3 Na Fig. 12-24, uma esfera homogênea de massa nt = 0,85 kg na marca de 45,5 cm. Qual é a massa da régua?
e raio r = 4,2 cm é mantida em repouso por uma corda de massa •10 O sistema da Fig. 12-26 está em equilíbrio, com a corda do
desprezível, presa a uma parede sem atrito a uma distância L = 8,0 centro exatamente na horizontal. O bloco A pesa 40 N, o bloco B
cm acima do centro da esfera. Determine (a) a tensão da corda e (b) pesa 50 N e o ângulo cf> é 35º. Determine (a) a tensão T,, (b) a ten-
a força que a parede exerce sobre a esfera. são T2, (c) a tensão T3 e (d) o ângulo(}.
r

TL

j__ \
\
\

A B

Figura 12- 24 Problema 3. Figura 12-26 Problema 10.

• 11 Um mergulhador com 580 N de peso está em pé na extremidade


•4 Uin arco é puxado pelo ponto médio até que a tensão da corda de um trampolim de comprimento L = 4,5 1n e massa desprezível
fique igual à força exercida pelo arqueiro. Qual é o ângulo entre as (Fig. 12-27). O trampolim está preso em dois suportes separados
duas metades da corda? por uma distância d = 1,5 m. Das forças que agem sobre o trampo-
•5 Uma corda de massa desprezível está esticada horizontalmente lim, qual é (a) o módulo e (b) o sentido (para cima ou para baixo)
entre dois suportes separados por uma distância de 3,44 m. Quan- da força exercida pelo suporte de trás e (c) o módulo e (d) o sentido
do um objeto pesando 3160 N é pendurado no centro da corda, ela (para cima ou para baixo) da força exercida pelo suporte da frente?
cede 35,0 cm. Qual é a tensão da corda? (e) Que pedestal (o de trás ou o da frente) está sendo tracionado e
. com 60 kg de massa e 5,om de comprimento
• 6 U1n andaime . é man-
(f) que pedestal está sendo comprimido?
tido na horizontal por um cabo vertical em cada extreID1dade. ~m
. d tá de pé sobre o andanne
lavador de Janelas com 80 kg e massa es _ \.. L - -·t:1.
a 1 5 m de distância de u1na das extremidades. Qual éª tensao (a)
do ~abo inais próximo e (b) do cabo inais distante do trabalhador? l
•7 Um lavador de janelas de 75 kg usa uma escada ?ºm IO kg ~e
. El · ma extremidade no chao
1nassa e 5 Om de comprimento. e apoia u .
a 2,5 m d; uma parede, encosta a extremidade oposta em. u~a J.ane-
. D · d ercorrer uma d1stanc1a de
la rachada e começa a subir. epo1s e P .
. b Despreze o atnto entre
3,0 m ao longo da escada, a Jane1a que ra. _ Figura 12-27 Problema 11.
da escada nao escorrega.
a escada e a janela e suponha que a base
CA 11 I 1111 <l 1
18
, uena ·1ltura. A que altur.1 mínima acima
..
Nn l•ig. 11 2l'i. 11111 h111lll't11 l'Sl,1 ll't1la11d11 111,11 11 r;1110 dl' 11111 L'III 11111 obslaculo lixo de pt:q ' . cJ 1 c;o N p·ira vir·,r
. • 1-.. d· 11 ,1força hor1zon1a 1 e • '
atnk•u,1111 ,al11st,111tl1thl dL' 11111.11·,11,tda 11,11.1 i~s11, a11u11111 u11111 dns do piso tk·vc ser ,,p 1c.:,1 '' ui '
l'\lll'lllldildL'' ,k 11111.1 l·nnla 1111 pat n cltoq111: d1a1tlL't111 L' a nulrn cx- O L'llÍ\O(c'l

rn.•niidadt' c111 11111 pnstt\ a 18 111 dt• dislat1t'lt1. 1~111 SL'g11idn, L'II\JllllTH a • l7 Na Fig. 1212. uma viga ho
cnrtla late, aht1L't1tt\ 1111 pn111t1 111t·du1, L·11111 11111a ro,, u dl' 5 'lO N. dcs
lnraudn o t·cnt10 da c111da tk· 0, 10 111 t·111 IL'la,·ào à pos1\·ao anterior.
inogênca de 3.0 1n de co1npri1nento
e 500 N de peso está suspensa ho- {)
í
e 11 cano pratil':tlllL'lllL' nao s1.• 111ov1.• Qual J a força L'X1.'rl'ida pL·la
cortla sobn.' o L':trr11') (,\ L't1rdn sofl'L' 11111 pL'lJIIL'llO Ulo11ga1ncnto.)
rizontahncntc. No lado esquerdo,
está presa a u1na parede por uma • 1
dobradiça; no lado direito, é sus-

tentadn por un1 cabo pregado na pa- Figura 12 _32 Problema 17.
ra o}-·..,.---"--~·-.()
" rede a uma distância D acima da
viga. A tensão de n1ptura do cabo _ ?
é 1200 N. (a) Que valor de D corresponde a es~a ~en~ao . (b) Pa_:a
que O cabo não se rompa, D deve aumentar ou d1rmnu1r em relaçao
Figura 12- 28 Problc,na 12. a esse valor?
•18 Na Fig. 12-33, o andaime
l. A Fig 12-29 n1ostra as 1
estruturas anatô1nicas da par- horizontal 2. de massa homogê-
tvtusculo da
te inferior da perna e do pé panturrilh,1 nea 1112 = 30,0 kg e comprimento
2 1
que estão envolvidas quando Li = 2.00 m, está pendurado em
セ@ Ossos da perna
fican1os na ponta do pé. con1 um andaime horizontal 1, de mas-
o calcanhar levc1ncnle levan- sa homogênea 111 1 = 50.0 kg. Uma
tado e o pé fazendo contato caixa de pregos de 20,0 kg está no Figura 12-33 Problema 18.
corn o chão apenas no ponto andaiine 2, com o centro a distân-
P. Suponha que a - 5,0 cn1, cia d = 0,500 m da extremidade esquerda. Qual é a tensão T do
b = 15 c,n. e o peso da pessoa cabo indicado na figura?
é 900 N. Das forças que agen1 • 19 Para quebrar a casca de uma noz com um quebra-nozes, forças
sobre o pé. qual é (a) o 1nódu- Figura 12-29 Problc1na 13. de pelo menos 40 N de módulo devem agir sobre a casca em ambos
lo e (b) o sentido (para ci1ua os lados. Para o quebra-nozes da Fig. 12-34, com distâncias L = 12
ou para baixo) da força que o n1úsculo da panturrilha exerce sobre cm e d = 2,6 cm, quais são as componentes em cada cabo das forças
o ponto 11 e (c) o n1ódulo e (d) o sentido (pura cin1a ou para baixo) F1. (aplicadas perpendicularmente aos cabos) que correspondem a
da força que os ossos da perna excrce1n sobre o ponto B? esses 40 N?
• 14 Na Fig. 12-30. un1 andaiJne
horizontal, de 2,00 1n de con1pri-
1nento e n1assa hon1ogênea de 50,0
kg. está suspenso de un1 edifício Figura 12-30 Problema 14.
por dois cabos. O andaitne te,n vi1-
rias latas de tinta en1pilhadas. A 1nassa total das latas de tinta é 75,0
kg. A tensão do cabo à direita é 722 N. A que distância desse cabo
está o centro de 1nassa do sisten1a de latas de tinta?
15 As forças F'i, f'i e F, agc1n sobre a estrutura cuja vista superior Figura 12-34 Problema 19.
aparece na Fig. 12-31. Deseja-se colocar a estrutura en1 equilíbrio
aplicando unia quarta força en1 u1n ponto co1no P. A quarta força
le111 con1poncntes vetoriais Fi, e F.. Sabe-se que a = 2,0 m, b = 3,0 •20 Um jogador segura uma bola de boliche (M = 7 2 k ) al-
111. e - 1,0 111. F, = 20 N, F2 = 1O N e F) = 5,0 N. Determine (a)
1na da n1ão (Fio 12-35)
_ e,· •
o braço está na vertical
. · g na P
e o antebraço
F,,, (b) F, e (e) e/. (111 - 1,8 kg) na horizontal. Qual é o módulo (a) da for a ue o bí-
ceps exerce sobre o antebraço e (b) da 4,'orça ç q
• • _ < l' que os ossos exercem
l entre si na art1culaçao do cotovelo?

-"i
.!, ;

/~ r • セ@ /,
J>
セ@
ti
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() -
Fi,
,,,
• li
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d - j P11t1t11 dl' • •
Figura 12-3 1 P1oblc1na 15.
• l 0111.1111
ti,,, n,,os ., Ct·nuo dt:
セ@
15ttn • 1n,1S,,1 do
antebraço
• l6 Urn c,1i,otl! L'ub1c11 hon1ogcncn lOlll 0,750 rn de l,1Jo セ@ SOO N :\3 t: 1n
セ@
1
·I l' da mão
de peso rc1,ous·•1 ~•n
, u,n pl'.'IO
· Lnn1 11111 dos l,,do, d,t b.i'«.~ cnLo,t,1do Figura 12-35 Problen1a 20.
19
EQUILIBRIO E ELASTICIDADE

••.,, o siste,na 11,l rig.


12-)h c,1á Clll cquil1b1 lO, IJ,n hlPlll Jc Cllll-
creto co1n u1na 1nassa Jc 225 kg c,la pcndut .1dn na c,ln:n1iJadc uc
uma tongarina h~11nogênca con1 u1na 111as,a de -l-S,O kg Paraº" ftn-
"ulos cp = 10,0° e O = -l-5,0", dctcnn1nc (a) a tensão T do cabo eª"
~oniponentes (b) horiLontal e (e) vertical da força que a dobradiça
exerce sobre a longarina.

Longarina

Figura 12-36 Problema 21. '-Dobradiça Figura 12-39 Problema 24.

••22 ~r.:: Na Fig. 12-37, um


w- ••25 Na Fig. 12-40, qual é o menor valor do módulo da força ho-
alpinista de 55 kg está subindo
por un1a chaminé na pedra, com
セ@ rizontal (constante) F, aplicada horizontalmente ao eixo da roda.
as mãos puxando um lado da cha-
miné e os pés pressionando o lado
oposto. A chaminé tem uma largura !~Md h
T que permite à roda ultrapassar um degrau de altura h = 3,00 cm?
O raio da roda é r = 6,00 cm e a massa é ,n = 0,800 kg.

iv = 0,20 m e o centro de massa do


alpinista está a uma distância hori-
l
zontal d = 0,40 m da chaminé. O
coeficiente de atrito estático entre
mãos e rocha é µ, 1 = 0,40 e entre Figura 12-37 Problema 22.
h
as botas e a pedra é µ, 2 = 1,2. (a) t
Figura 12-40 Problema 25.
Qual é a menor força horizontal das mãos e dos pés que mantém o
alpinista estável? (b) Para a força horizontal do item (a), qual deve
ser a distância vertical h entre as mãos e os pés? Se o alpinista en-
contra uma pedra molhada, para a qual os valor~IIÜ* µ, 1 e JJ-i são ••26 セ@ Na Fig. 12-41, um alpinista se apoia com as mãos
menores, o que acontece com (c) a resposta do itd~I~~) e (d) ares- em um encosta vertical coberta de gelo cujo atrito é desprezível. A
posta do item (b)? distância a é 0,914 me a distância L é 2,10 rn. O centro de massa
do alpinista está a urna distância d = 0,940 m do ponto de contato
••23 Na Fig. 12-38, uma extremidade de uma viga homogênea de
entre os pés do alpinista e uma plataforma horizontal na pedra. Se
222 N de peso está presa por uma dobradiça a uma parede; a outra
o alpinista está na iminência de escorregar, qual é o coeficiente de
extremidade é sustentada por um fio que faz o mesmo ângulo () =
atrito estático entre os pés e a pedra?
30,0° com a viga e com a parede. Determine (a) a tensão do fio e as
componentes (b) horizontal e (c) vertical da força que a dobradiça
exerce sobre a viga.

Dobradiça Figura 12-41 Problema 26.

••27 Na Fig. 12-42, um bloco de 15 kg é mantido em repouso atra-


vés de um sistema de polias. O braço da pessoa está na vertical; o
Figura 12-38 Problema 23. antebraço faz um ângulo () = 30° com a horizontal. O antebraço e
a mão têm uma massa conjunta de 2,0 kg, com o centro de massa
••24 ~= Na Fig. 12-39, uma alpinista com 533,8 N de peso é
sustentada por uma corda de segurança presa a um grampo em uma
a uma distância d1 = 15 cm à frente do ponto de contato dos ossos
do antebraço coro o osso do braço (úmero). Um músculo (o tríceps)
das extremidades e a um mosquetão na cintura da moça na outra puxa o antebraço verticalmente para cima com u1na força cujo ponto
extremidade. A linha de ação da força exercida pela corda passa de aplicação está a uma distância d2 = 2,5 cm atrás desse ponto de
pelo centro de massa da alpinista. Os ângulos indicados na figura contato. A distância d 3 é 35 c1n. Qual é (a) o módulo e (b) o senti-
são() = 40,0° e cf> = 30,0°. Se os pés da moça estão na iminência de do (para cima ou para baixo) da força exercida pelo tríceps sobre 0
escorregar na parede vertical, qual é o coeficiente de atrito estático antebraço e (c) o módulo e (d) o sentido (para ciina ou para baixo)
entre os sapatos de alpinismo e a parede? da força exercida pelo úmero sobre o antebraço?
20 CAPITU1 O 12

l11c1•p,
r I

~,
:
·l
~1 , I· (

L n1e1 o

Figtara 12-45 l1 rnhll·n111 J 1.

,t·
• •32 Na rig. 12 .J(l. n 111otoris111 d<.' 11n1 <.:at Io que: ,nove: c:n1 u1na
Bloco estrada horiituttnl f111 u1n11 pa1nda dL• L'IIIL'l'J:~L·11c1a aphL·ando º" freio,
de tnl fonna que as quntro rod111> lic11n1 hloquL'Hda, e derrapam na
Figura 12-42 Problema 27. pista. o coelicienle de ntrito c:inetico cnlre os pneus e a p1,ta é 0.40.
A distiinciu entre os eixos dianteiro e traseiro é/.., 4.2 1n e o centro
••28 Na Fig. 12-43, supo- de massa do carro cst.í n tunn distftncia ri 1,8 111 atr,1s do eixo dian-
nha que o comprimento L da e
teiro e a un1a altura h - 0,75 111 acirnn da pista. O carro pesa 11 kN
barra homogênea seja 3,00 Detern1inc o n1ódnlo (n) da acclcnu;iio do cnrro durante a frenagem.
me o peso seja 200 N. Su- (b) da força nonnnl a que unta dns rodas traseiras é submetida, (e)
ponha ainda que o bloco te- X da força norn1al a que tuna dus rodas dianteiras é sub1netida, (d) da
nha um peso de 300 N e que força de frcnagein n que t11nn das rodas traseiras é subn1etida, e (e}
e = 30,0º. O fio pode supor- A 01 ---CM:;;:,;;: B da força de frcnagcn1 n que t11nu das rodas dianteiras é submetida.
tar uma tensão máxima de (Sugestão: cmborn o curro não esteja c,n equilíbrio para translações.
500 N. (a) Qual é a maior i - - - - L - - - . . i .j
está ein equilíbrio para rotações.)
distância x para a qual o fio
não arrebenta? Com o bloco Figura 12-43 Problemas 28 e 34.
posicionado nesse valor má-
ximo de x, qual é a componente (b) horizontal e (c) vertical da força

-
que a dobradiça exerce sobre a barra no ponto A?
••29 Uma porta tem uma altura de 2,1 m, ao longo de um eixo y
que se estende verticalmente para cima, e uma largura de 0,91 m,
ao longo de um eixo x que se estende horizontalmente a partir do i-.-- d __.,
lado da porta que está preso com dobradiças. Uma das dobradiças ,,___ _ _ _ _ L - - - -..i
está a 0,30 m da borda superior da porta e outra a 0,30 m da borda
inferior; cada uma sustenta metade do peso da porta, cuja massa é Figura 12-46 Problen1a 32.
27 kg. Em termos dos vetores unitários, qual é a força exercida sobre
a porta (a) pela dobradiça superior e (b) pela dobradiça inferior?
••33 A Fig. 12-47a n1osu·a un1a viga vertical ho1nogênea de con1·
••30 Na Fig. 12-44, um cartaz prin1ento L que está presa a tuna dobradiça na extremidade infe-
quadrado homogêneo de 50,0 kg, rior. Uma força horizontal F,, é aplicada à viga a uma distânciayda
de lado L = 2,00 m, está pendu- extren1idade inferior. A viga per1nanece na vertical porque há uni
rado em uma barra horizontal de cabo preso na extre1nidade superior, fazendo um ângulo e co1n a
comprimento dh = 3,00 m e mas- horizontal. A Fig. 12-47b 1nostra a tensão Tdo cabo em função do
sa desprezível. Um cabo está preso Dobradiça ponto de aplicação da força, dada como tuna fração y/L do co1npri·
em uma extremidade da barra e em Barra mento ~a barra. A escala do eixo vertical é definida por T, = 600
·~==:=,t
N. A Fig. 12-47c n1ostra o 111ódulo F,, da co1nponente horizontal da
um ponto de uma parede a uma dis-
tância dv = 4,00 m acima do ponto H. Silva i força que a dobradiça exerce sobre a viga, tambén1 em função de
onde a outra extremidade da barra [~1"'~T.. _l y/L. Calcule (a) o ângulo() e (b) o n1ódulo de fr,,.
está presa na parede por uma dobra- ••34 Na Fig. 12-43, un1a barra fina AB de peso desprezível e co1n·
diça. (a) Qual é a tensão do cabo? primento L está presa a un1a parede vertical por urna dobradiça no
Qual é (b) o módulo e (c) o sentido ponto A e é sustentada no ponto 8 por un1 fio fino BC que faz uni
(para a esquerda ou para a direita) Figura 12- 44 Problema 30. ângulo 9 coin a horizontal. Un1 bloco de peso p pode ser deslocado
da componente horizontal da força para qualquer posição ao longo da barra; sua posição é definida pe!u
que a dobradiça exerce sobre a haste e (d) o módulo e (e) o sentido distância x da parede ao seu centro de 1nassa. Dcterrninc, cm fun~a~
(para cima ou para baixo) da componente vertical dessa força? dex, (a) a tensão do fio e as co,nponcntes (b) horizontal e (e) veruca
••31 Na Fig. 12-45, urna barra não homogênea está suspensa em da força que a dobradiça exerce sobre a barra no ponto A. .
repouso, na horizontal, por duas cordas de massa desprezível. Uma . cu' b'1ca est".< e11c1a
• •35 U111a caixa . e pcs·a 890 N· Dese1n·a
. de areia
. .. , t 1 ·r1tc por u111
corda faz um ângulo (} = 36,9° com a vertical; a outra faz um ân- 1nos fazer a caixa "rolar•' en1purranclo-a ho11í':Oll a inc . b) Qual
gulo <f> = 53, 1° co1n a vertical. Se o comprimento Lda barra é 6, 1O das bordas superiores. (a} Qual é a ,ncnor força necessária? (. , e0
. ntrc a ca1x11
m, calcule a distância x entre a extremidade esquerda da barra e o é o 1nenor coeficiente cJe atrito est:Hic:o ncccss áno e ' , , oJar,
. . . • l • 1 • fazer a cu1x,1 r
centro de 1nassa. piso? (e} Se existe u1n 1nocJo 1na1s e f'1c1cn e te
, PARTE 1 . ,

EOUILIBRIO E ELASTICIDADE 21

1 I

/·:,
r /.
.Y
1

(a)

1'\ l J,

240
セ@
z
......
8
1
z セ@ Figura 12-49 Problema 37.
i -t
セ@

セ@ ~120
_I
• •38 Na Fig. 12-50, vigas homogêneas A e B estão presas a uma
parede por dobradiças e frouxamente rebitadas uma na outra (uma
O 0,2 0,4 0,6 0,8 1 o 0,2 0,4 0,6 0,8 1
não exerce torque sobre a outra). A viga A tem um comprimento
y/L y/L
(b) (e)
LA = 2,40 m e uma massa de 54,0 kg; a viga B tem uma massa de
68,0 kg. As dobradiças estão separadas por uma distância d =
Figura 12-47 Problema 33. 1,80 m. Em termos dos vetores unitários, qual é a força (a) sobre a
viga A exercida por sua dobradiça, (b) sobre a viga A exercida pelo
detennine a menor força possível que deve ser aplicada diretamente rebite, (c) sobre a viga B exercida por sua dobradiça e (d) sobre a
à caixa para que isso aconteça. (Sugestão: qual é o ponto de aplica- viga B exercida pelo rebite?
ção da força normal quando a caixa está prestes a tombar?)
••36 セ@ A Fig. 12-48 mostra uma alpinista de 70 kg sustentada
apenas por uma das mãos em uma saliência horizontal de uma encos-
ta vertical, uma pegada conhecida como pinça. (A moça exerce uma
força para baixo com os dedos para se segurar.) Os pés da alpinista Rebite
tocam a pedra a uma distância H = 2,0 m verticalmente abaixo dos
dedos, mas não oferecem nenhum apoio; o centro de massa da al-
d -
..

pinista está a uma distância a = 0,20 m da encosta. Suponha que a


força que a saliência exerce sobre a mão está distribuída igualmente Figura 12-50 Problema 38.
por quatro dedos. Determine o valor (a) da componente horizontal
Fh e (b) da componente vertical F,. da força exercida pela saliência
•••39 Os lados AC e CE da escada da Fig. 12-51 têm 2,44 m de
sobre uni dos dedos.
comprimento e estão unidos por uma dobradiça no ponto C. A barra
horizontal BD tem 0,762 m de comprimento e está na metade da al-
tura da escada. Um homem pesando 854 N sobe 1,80 m ao longo da
escada. Supondo que não há atrito com o chão e desprezando a massa
da escada, detennine (a) a tensão da barra e o módulo da força que o
chão exerce sobre a escada (b) no ponto A e (c) no ponto E. (Suges-
tão: isole partes da escada ao aplicar as condições de equihôrio.)

CM • H

-ja -
Figura 12- 48 Problema 36.
A E
••37 Na Fig. 12-49, uma prancha ho1nogênea, com u1n compri- Figura 12-51 Problema 39.
mento L de 6,10 me um peso de 445 N, repousa apoiada no chão
e em um rolamento sem atrito no alto de un1a parede de altura h = •••40 A Fig. 12-52a mostra uma viga horizontal homogênea, de
3,05 n1. A prancha permanece em equilíbrio ~ara qualqu~r valor massa ,nbe comprimento L, que é sustentada à esquerda por uma do-
de O> 70º. mas escon·ega se O< 70º, Deter1n1ne o coeficiente de bradiça presa a uma parede e à direita por um cabo que faz u1n ângulo
atrito estático entre a prancha e o chão.
' ..

- . ...-, . . -- •
..
•• "' 1 -

22 CAPITULO 12

. · lo fosse
colocado sobre eles. Que fração da ma,,a
Ocom a horizontal. Um pacote de massa m está posicionado sobre a antes que o tIJO • .
do tijolo é sustentada (a) pelo cilindro A e (b) pelo.~J!1ndro /3: A·
viga a u,na distância x da extremidade esqu;rda. A massa total é mb +
distâncias horizontais entre o centro de massa do t1Jolo e 01, eixo\
111,. = 61,22 kg. A Fig. 12-52b mostra a tensão T do cabo em função
dos cilindros são d,.. e da. (c) Qual é o valor da razão d,..ldn?
da posição do pacote, dada como uma fração xiL do comprimento da
viga. A escala do eixo das tensões é definida por T0 = 500 N e Tb =
700 N. Calcule (a) o ângulo(}, (b) a massa mbe (c) a massa mP. :1~:.
1 1
do o,j
1
1

- -
- -
.- - -
- - - Figura 12-54 Problema 45. A B

~-L--j 0,2 0,4 0,6 0,8 1


••46 -:::a-W A Fig. 12-55 mostra o gráfico tensão-deformação
x/L
(a) aproximado de um fio de teia de aranha, até o ponto em que se rom-
(b)
pe com uma deformação de 2,00. A escala do eixo das tensões é
Figura 12-52 Problema 40. definida por a = 0,12 GN/m2, b = 0,30 GN/m2e e = 0,80 GN/m2•
Suponha que o fio tem um comprimento inicial de 0,80 cm, uma
•••41 Um caixote, na forma de um cubo com 1,2 m de lado con- área da seção reta inicial de 8,0 X 10- 12 m2 e um volume constante
tém uma peça de máquina; o centro de massa do caixote e d~ con- durante o alongamento. Suponha também que quando um inseto se
teúdo está localizado 0,30 m acima do centro geométrico do cai- choca com o fio, toda a energia cinética do inseto é usada para alon-
xot7. O caixote repousa em uma rampa que faz um ângulo (} com a gar o fio. (a) Qual é a energia cinética que coloca o fio na iminência
hon.zo~tal. Quando (} aumenta a partir de zero, um valor de ângulo de se romper? Qual é a energia cinética (b) de uma drosófila com
é at1ng1~0 para o q~al o c~xote tomba ou desliza pela rampa. Se uma massa de 6,00 mg voando a 1,70 m/s e (c) uma abelha com
o coeficiente de atrito estático J.Ls entre a rampa e o caixote é 0,60, uma massa de 0,388 g voando a 0,420 m/s? O fio seria rompido (d)
(a) a rampa tomba ou desliza? (b) Para que ângulo(} isso acontece? pela drosófila e (e) pela abelha?
S~ J.Ls = 0,70, (c) o caixote tomba ou desliza? (d) Para que ângulo
(} isso acontece? (Sugestão: qual é o ponto de aplicação da força
,......
e -----------
normal quando o caixote está prestes a tombar?) セ@

8
•• •42 No Exemplo da Fig. 12-5, suponha que o coeficiente de atri-
to estático J.Ls entre a escada e o piso é 0,53. A que distância (como セ@
......
porcentagem do comprimento total da escada) o bombeiro deve subir o b
para que a escada esteja na iminência de escorregar? 'â
セ@ a k _:::_::::_::-: :J_j__j
Seção 12-7 Elasticidade o 1,0 1,4 2,0
Figura 12-55 Problema 46. Deformação
•43 Uma barra horizontal de alumínio com 4,8 cm de diâmetro
se projeta 5,3 cm para fora de uma parede. Um objeto de 1200 kg
está suspenso na extremidade da barra. O módulo de cisalhamento ;•47 Um túnel de comprimento m, altura
L = 150 rn,
argura de 5•8 m e tet? plano deve ser construído a uma distância
H = 7,2
do alumínio é 3,0 X 1010 N/m2 • Desprezando a massa da barra, de-
termine (a) a tensão de cisalhamento que age sobre a barra e (b) a d - 60 m da s~perfície. (Veja a Fig. 12-56.) O teto do túnel deve
deflexão vertical da extremidade da barra. ser ~ustentado inteiramente por colunas quadradas de aço com uma
seçao reta de 960 cm2. A massa de 1,0 cm3 de solo é 2 8 g (a) Qual
•44 A Fig. 12-53 mostra a curva tensão-deformação de um mate-
é o peso t~tal que as colunas do túnel devem sustentar? (b)Quantas
rial. A escala do eixo das tensões é definida por s = 300, em uni- colunas sao necessárias para manter a tensao
- compressiva em cada
dades de 10 6 N/m2 • Determine (a) o módulo de Young e (b) o valor co1una na metade do limite de ruptura?
aproximado do limite elástico do material.

s
- / '

/
o ,, / -· - - -
'lJ!
e / e -- --
セ@ ºo 0,002 0,004
Figura 12-53 Problema 44. Deformação

•45 Na Fig. 12-54, um tijolo de chumbo repousa horizontalmente


sobre os cilindros A e B. As áreas das faces superiores dos cilindros
T
obedecem à relação AA = 2A8 ; os módulos de Young dos cilindros
obedecem à relação EA = 2E8 • Os cilindros tinham a mesma altura Figura 12-56 Problema 47.
23
EQUILÍBRIO E ELASTICIDADE

....
F
••4s A Figura 12-57 mostra a curva tensão-deformação de um fio
de alumínio que está sendo ensaiado em uma máquina que puxa as
duas extremidades do fio em sentidos opostos. A escala do eixo das
Calço B
tensões é definida por s = 7 ,O, em unidades de 107 N/m2 • O fio tem
um comprimento inicial de 0,800 m e a área da seção reta inicial é Calço A i...
J •- - - r,1 _ _ _..., Eixo
2,00 x 10- 6 m2 • Qual é o trabalho realizado pela força que a má-
quina de ensaios exerce sobre o fio para produzir uma deformação
de 1,00 X 10- 3?
Figura 12- 60 Problema 51.
s /
Problemas Adicionais
セ@

1/ 52 Depois de uma queda, um alpinista de 95 kg está pendur_ado na


/ extremidade de uma corda originalmente com 15 m de compnmento
/ e 9,6 mm de diâmetro, que foi esticada de 2,8 cm. Determine (a) a
i.,
tensão, (b) a deformação e (c) o módulo de Young da corda.
1/
o 1,0 53 Na Fig. 12-61, uma placa retangular de ardósia repousa em uma
Deformação (10-3) superfície rochosa com uma inclinação 8 = 26º. A placa tem um
comprimento L = 43 m, uma espessura T = 2,5 m, uma largura
Figura 12- 57 Problema 48. W = 12 me 1,0 cm3 da placa tem uma massa de 3,2 g. O coeficiente
de atrito estático entre a placa e a rocha é 0,39. (a) Calcule a compo-
••49 Na Fig. 12-58, um tronco homogêneo de 103 kg está pen-
nente da força gravitacional que age sobre a placa paralelamente à
durado por dois fios de aço, A e B, ambos com 1,20 mm de raio. superfície da rocha. (b) Calcule o módulo da força de atrito estático
Inicialmente, o fio A tinha 2,50 m de comprimento e era 2,00 mm
que a rocha exerce sobre a placa. Comparando (a) e (b), você pode
mais curto do que o fio B. O tronco agora está na horizontal. Qual é
ver que a placa corre o risco de escorregar. Isso é evitado apenas
o módulo da força exercida sobre o tronco (a) pelo fio A e (b) pelo
pela presença de protuberâncias na rocha. (c) Para estabilizar a placa,
fio B? (c) Qual é o valor da razão dA/d8 ?
pinos devem ser instalados perpendicularmente à superfície da rocha
'
, (dois desses pinos são mostrados na figura). Se cada pino tem uma
seção reta de 6,4 cm2 e se rompe ao ser submetido a uma tensão de
Fio A ' FioB cisalhamento de 3,6 X 108 N/m2, qual é o número mínimo de pinos
..- dA • , • dn-
1
1 necessário? Suponha que os pinos não alteram a força normal.
1

1 - - :: .
.
CM

Figura 12-58 Problema 49.

•••50 ,'2'Ff A Fig. 12-59 mostra um inseto capturado no ponto


médio do fio de uma teia de aranha. O fio se rompe ao ser submetido
a uma tensão de 8,20 X 108 N/m2 e a deformação correspondente é Figura 12-61 Problema 53.
2,00. Inicialmente, o fio estava na horizontal e tinha um comprimen-
to de 2,00 cm e uma área da seção reta de 8,00 X 10- 12 m2• Quando 54 Uma escada homogênea com 5,0 m de comprimento e 400 N
o fio cedeu ao peso do inseto, o volume permaneceu constante. Se de peso está apoiada em uma parede vertical sem atrito. O coefi-
o peso do inseto coloca o fio na iminência de se romper, qual é a ciente de atrito estático entre o chão e o pé da escada é 0,46. Qual é
massa do inseto? (Uma teia de aranha é construída para se romper a maior distância a que o pé da escada pode estar da base da parede
se um inseto potencialmente perigoso, como uma abelha, fica preso sem que a escada escorregue?
na teia.) 55 Na Fig. 12-62, o bloco A, com uma massa de 10 kg, está em
repouso, mas escorregaria se o bloco B, que tem uma massa de 5 o
kg'. fosse mais pesado. Se 8 = 30°, qual é o coeficiente de atrito e~-
tátlco entre o bloco A e a superfície na qual está apoiado?

-
Figura 12-59 Problema 50.
/9-
A
•••51 A Fig. 12-60 é uma vista superior de uma barra rígida que
gira em torno de um eixo vertical até que dois calços de borracha 1 "'
exatamente iguais, A e B, situados a'" = 7,0 cm e r11 = 4,0 cm de
distância do eixo sejam empurrados contra paredes ngidas. lnicial-
mente, os calços tocam as paredes sem sofrer compressão. Em se-
B
guida, uma força F de módulo 220 N é aplicada perpendicularmente
à barra a uma distância R = 5,0 cm do eixo. Determine o módulo
da força que comprime (a) o calço A e (b) o calço B. Figura 12-62 Problema 55.
-
24 CAPITIJ L(J 12

56 1\ Fig. l 2-ll.1t1 rnu:-.tra un1a 1an1pa h111noi•t't1t'll t't1l 1t· cloi.., l'dilí fJ Na l 1r 1 '(JI, t1111a lilÇ,llllh,1 de 817 kg ~r.,(i u r,cn J por Uill
cio, que lc, a c1111.onta a po:-.-.ihihdadc de qu1.: º" ed1ffc111i-. 11sl 1k·111 l Ilho \ que, p111 ',llil VL'/ t·,1,1 flll'Sn no punlo ( I ,1 d111 0111r, 1,; 1bo ,
ao ,ere,n ,ub1nctidos a ventos fortes. Na cxt1c111idadc esquc1cla, e,1a li e ( •• Cflll' 1ll/l'l 11 1111p11l11, (J 1 51,fr l' (} ,r
()(, I om ., hufl/001dl

presa por urna dobradiça na parede de un1 do1, e<li f'ícios, na e'll1 t•111i IJclc1111111c a tcn:-.ao (a) do cahn A, (h) do cabo li e IC) do \.:abo r
dade direita. ten1 u1n rolamento que permite o n1ovi 1nento ao longo (,\'ug,•.,1,10: pai a nao ter que re,olver 11111 ,i:-.tem,1 de du.1s cquaçoc
da parede do outro edifício. A força que o edifício exérce sohic 0 co111 duas inc<ignitas, defina o:-. eixo:-. da lonna 111oi;tr;.i<la na IJgur.1.1
rolamento não possui componente vertical, 1nas apéna:-. 11111a fon;u
horizontal de módulo Fh. A distância horizontal entre os edifícios é
"
D = 4,00 m. O desnível entre as extre1nidadcs da ran1pa é I, - 0,490
m. Um homem ca1ninha ao longo da ra1npa a parlir da cxtrc1nidade
セ@ ~-!:~-.
esquerda. A Fig. 12-63b 1nostra F,, e1n função da distância horizon-
tal x entre o home,n e o edifício da esquerda. A escala do eixo de B

Fh é definida por a = 20 kN e b = 25 kN. Quais são as 1nassas (a)


da rampa e (b) do homem?

b


D
t セ@

..,_
x-J ,.....
セ@
..
'-
1, LJ'
l セ@

セ@

"r,
-

セ@
h セ@
セ@
Figura 12-66 Problema 59.

'- • 60 Na Fig. 12-67, um pacote de massa 111 está pendurado em uma


i;.;;
セ@

セ@
ªo 2 1 corda que, por sua vez, está presa à parede através da corda 1 e ao
X (m) teto através da corda 2. A corda 1 faz um ângulo </> = 40º com a
(a) (b)
horizontal; a corda 2 faz um ângulo O. (a) Para que valor de Oa ten-
são da corda 2 é mínima? (b) Qual é a tensão mínima da corda 2,
Figura 12-63 Problema 56. em 1núltiplos de tng?

57 Na Fig. 12-64, uma esfera de 10 kg está presa por um cabo so-


bre um plano inclinado sem atrito que faz um ângulo O = 45° com
a horizontal. O ângulo</> é 25º. Calcule a tensão do cabo.
Cabo

Figura 12-67 Problema 60.

61 A força F da Fig. 12-68 mantém o bloco de 6,40 kg e as polias


em equilíbrio. As polias têm massa e atrito desprezíveis. Calcule
Figura 12-64 Problema 57. ----------- a tensão T do cabo de cima. (Sugestão: quando um cabo dá meia
volta em torno de uma polia, como neste problema, o módulo da
58 Na Fig. 12-65a, uma viga homogênea de 40,0 kg repousa sim:- força que exerce sobre a polia é o dobro da tensão do cabo.)
tricamente em dois rolamentos. As distâncias entre as marcas verti-
cais ao longo da viga são iguais. Duas das marcas coincidem co1n
a posição dos rolamentos; um pacote de l 0,0 kg é colocado sobr~ a
viga, na posição do rolamento B. Qual é o módulo da força exe~c1d~
sobre a viga (a) pelo rolamento A e (b) pelo rolame~t~ B? A :1ga _e
empurrada para a esquerda até que a extremidade d1re1ta esteJa aci-
ma do rolamento B (Fig. 12-65b). Qual é o novo módulo da força
exercida sobre a viga (c) pelo rolamento A e (d) pelo rolament? B? A
viga é empurrada para a direita. Suponha que tem um compnmento
de 0,800 ,n. (e) Que distância horizontal entre o pacote e o rola,nent~
· · ru·neAnci·a de perder contato com o rolamento A.
B co1oca a viga na u
....
F

t
1 l
A[}
-
~J; )
Figura 12-68 Proble1na 61.

(a) 62 U1n elevador de mina é sustentado por um único cabo de aço


5l i
Co tn 2•5 c1n de diâmetro. A ,nassa total do elevador e seus ocupan·

1
('.J
1 •

~2 tes é 670 kg. De quanto o cabo se alonga quando o elevadores


· .J
- (b)
pendurado por (a) 12 1n e (b) 362 1n de cabo? (Despreze a n1assa
do cabo)
Figura 12-65 Problema 58.
25
EQUILIBRIO EELASTICIDADE

3 Quatro tijolo., de con1primento L, iguais e hornogênc-


6 )
t'"· ~àt) en1pilhados (Fig. 12-69) de tal fonna que parte de cada um L,
st: t:stende alén1 da superfície na qual está apoiado. Determine, em
funçfto de L. o valor máximo de (a) a,. (b) a 2, (c) a 3, (d) aJ e (e) J,
para que a pilha fique em equilíbrio. \'iga
Figura 12- 72 Problema 66.
1 [, 67 Um cubo de cobre maciço tem 85,5 cm de lado. Qual é a tensão
• -
que deve ser aplicada ao cubo para reduzir o lado para 85.0 cm?1 O
11
ª1 módulo de elasticidade volumétrico do cobre é 1,4 X 10 Nlm •

~ã;1 68 Um operário tenta levantar uma viga homogênea do chão até


a posição vertical. A viga tem 2,50 m de comprimento e pesa 500
ã;1 N. Em um certo instante, o operário mantém a viga momentane-
í amente em repouso com a extremidade superior a uma distância
04 d= 1,50 m do chão, como mostra a Fig. 12-73, exercendo uma força
.. h P perpendicular à viga. (a) Qual é o módulo P da força? (b) Qual é
Figura 12-69 Problema 63.
o módulo da força (resultante) que o piso exerce sobre a viga? (c)
Qual é o valor mínimo do coeficiente de atrito estático entre a viga
64 Na Fig. 12-70, duas esferas iguais, homogêneas e sem atrito, e o chão para que a viga não escorregue nesse instante?
de massa ni, repousam em um recipiente retangular rígido. A reta
que liga os centros das esferas faz 45° com a horizontal. Determi-
ne o módulo da força exercida sobre as esferas (a) pelo fundo do
recipiente, (b) pela parede lateral esquerda do recipiente, (c) pela
parede lateral direita do recipiente e (d) por uma das esferas sobre a
outra. (Sugestão: a força de uma esfera sobre a outra tem a direção
da reta que liga os centros das esferas.)

Figura 12- 73 Problema 68.

69 Na Fig. 12-74, uma viga homogênea de massa ,n está presa a


uma parede por uma dobradiça na extremidade inferior, enquanto
a extremidade superior é sustentada por uma corda presa na pare-
de. Se 8 1 = 60º, que valor deve ter o ângulo 82 para que a tensão da
corda seja ,ng/2?
Figura 12-70 Problema 64.

65 Na Fig. 12-71, uma viga homogênea com 60 N de peso e 3,2 m


de comprimento está presa a uma dobradiça na extremidade inferior
e uma força horizontal F de módulo 50 N age sobre a extremidade
superior. A viga é mantida na posição vertical por um cabo que faz
um ângulo 8 = 25º com o chão e está preso à viga a uma distância Figura 12-74 Problema 69.
h = 2,0 m do chão. Quais são (a) a tensão do cabo e (b) a força exer-
cida pela dobradiça sobre a viga, em termos dos vetores unitários? 70 Um homem de 73 kg está em pé em uma ponte horizontal de
- F comprimento L, a uma distância U4 de uma das extremidades. A
ponte é homogênea e pesa 2,7 kN. Qual é o módulo da força verti-
cal exercida sobre a ponte pelos suportes (a) na extremidade mais
afastada do homem e (b) na extremidade mais próxima?
71 Um cubo homogêneo de 8,0 c1n de lado repousa em um piso
horizontal. O coeficien~ de atrito estático entre o cubo e o piso é µ,.
t Uma força horizontal P é aplicada perpendicularmente a uma das
li faces verticais do cubo, 7,O cm acima do piso, em um ponto da reta

Figura 12-71 Problen1a 65.


l vertical que passa pelo centro da face do cubo. O módulo de p é gra-
dualmente aumentado. Para que valor deµ, o cubo finalmente (a) co-
meça a escorregar e (b) começa a tombar? (Sugestão: qual é o ponto
de aplicação da força normal quando o cubo está prestes a tombar?)
66 Uma viga homogênea tem 5,0 m de con1primento e uma 1nassa
de 53 kg. Na Fig. 12-72, a viga está sustentada na posição horizon- 72 O sistema da Fig. 12-75 está em equilíbrio. Os ângulos são 8 1 =
tal por uma dobradiça e u1n cabo; 8 = 60º. Em termos dos vetores 60º e 02 = 20º e a bola ten1 uma massa M = 2,0 kg. Qual é a tensão
unitários, qual é a força que a dobradiça exerce sobre a viga? (a) da corda ab e (b) da corda bc?
26 CAPÍTU LO 12

('
76 lJn111 gi1111Hl11 cotn 4ú,O kg de 1nassa c\tá cm pé na extremidade
dt• 1111111 tr11vc, corno 1nostra a Fig. 12-78. A trave tem 5,00 m de
co111pri1nc11to e 111nu 1nassa de 250 kg. Os suportes estão a 0,540
111 das cxtrctnidadcH da trave. Em termos dos vetores unitários,
Io~ qual (! 11 forçu exercida sobre a trave (a) pelo suporte I e (b) pelo
i\ I
(I
suporte 2'/

Figura 12-75 Problcnu1 72.

73 Uma escada ho1nogênca lctn 10 n1 de con1pl'i1ncnto e pcsn 200 N.


Na Fig. 12-76, a cscndn cst.~ apoiada ctn u1n11 pnrcdc vertical 1lc1n
~rito a un1a altura h = 8,0 1n aciina tio piso. Unu1 forçu hori1.ontal 1 2
Fé aplicada à escada a un1a distfincin e/ = 2,0 111 du busc (tncdida no
longo da escada). (a) Se 1; = 50 N, qual é II forçn que o piso exerce
sobre a escada, en1 tcr111os cios vetores unitários? (b) Se F = 150 N, Figura 12~78 Problema 76.
qual é a força que o piso exerce sobre a cscudu, l111nbé1n c1n tcr,nos
dos vetores nniti\rios'? (e) Suponha que o coeficiente de atrito estático 77 A Fig. 12-79 mostra um cilindro horizontal de 300 kg susten-
entre a escada e o chão é 0,38; para que valor de ,~a bnsc da escada tado por três fios de aço presos em um teto. Os fios 1 e 3 estão nas
está na in1inência de se n1ovcr 0111 direção à parcele? extremidades do cilindro e o fio 2 está no centro. Os fios têm uma
seção reta de 2,00 X 10- 6 m2 • Inicialmente (antes de o cilindro ser
pendurado), os fios 1 e 3 tinham 2,0000 m de comprimento e o fio
2 era 6,00 1nm mais comprido que os outros dois. Agora (com o
cilindro no lugar), os três fios estão estícados. Qual é a tensão (a)
no fio l e (b) no fio 2?

r T e to
e ,~
1 2 3

Figura 12-76 Problen1a 73.


Figura 12-79 Problema 77.
74 Uma balança de pratos consiste en1,'.~i1oobarra rfgida>dc· massa '
desprezível e dois pratos pendurados nas extrernidades da barra. A 78 Na Fig. 12-80, uma viga homogênea de 12,0 m de comprimento
barra está apoiada ern u1n ponto que não fica no centro da barra, é sustentada por um cabo horizontal e por uma dobradiça e faz um
ern torno do qual pode girar livremente. Para que a balança fique ângulo 8 = 50,0º com a horizontal. A tensão do cabo é 400 N. Em
en1 equilíbrio, ,nassas diferentes devern ser colocadas nos dois pra- termos dos vetores unitários, qual é (a) a força gravitacional a que
tos. Uma n1assa 111 desconhecida, colocada no prato da esquerda, é a viga está submetida e (b) a força que a dobradiça exerce sobre a
equilibrada por un1a n1assa 111 1 no braço da direita; quando a mesma viga?
massa,,, é colocada no prato da direita, é equilibrada por urna massa
111 no prato da esquerda. Mostre que ,ri = セ@ 111,,112 •
2 Cabo
75 A armação quadrada rígida da Fig. 12-77 é formada por qua-
tro barras laterais AB. BC, CD e DA e duas barras diagonais AC e
BD, que passarn livren1ente urna pela outra no ponto~· Através do
esticador G, a barra AB é sub1netida a urna tensão trat,va, co_mo se
as cxtreniidades estivesscn1 submetidas a forças horizontais T, para
fora do quadrado, de n16dulo 535 N. (a) Quais das outras barras
tan1bém estão sob tração'? Quais são os ,nódulos (b) das forças que
-
causan1 essas trações e (e) das forças que ca.usa,n. compress~o n~~s
outras barras? (Sugt!slcio: considerações de s1111ctr1a podcn1 sunplt-
fic,u· bastante o prohlcn1a.)
Figura 12-80 Problc1na 78.
e; li
• • 79 Quatro tijolos iguais e homogêneos, de comprimento
·r I
I , s:iu crnpilhados ele duas formas diferentes em uma mesa, corno
n1ostra a Pig. 12-81 (co1npare com o Problema 63). Estamos in·
1c1cssac.los cm 1naxi1nizar a distância h nas duas configurações.
l>ctcr1n1nc as distancias ótimas a,, a 2, b 1 e b2 e calcule h para 05
<lots a1r.10Jos.
Figura 12-77 Problcn1a 75.
t tlllll ll\H1t11 11 ·\:dlt 1\1 \Ili ,

'----L-- tln1a txur.1 tr,\n~\c-n..\l r\'''\'"'";1,111 "" ,,,1 "'' "''' "'"'" 111 "11,, , 1""
C' díYídid0 igU.\hlli.'ntt' c'l\(fi' ,,, 11\ \ h,11\\1'l\'w \ q1t1' dl'll,1111 Ili d111 \

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~ - - - - 1..-c:...- d:i b~, d~ ,\f'\"'\\\'' )
-
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82 St セ@ \1g., \ll\l;hlr,,,\,\) l\;1 ャ 1セ@ c1,, ,, h1l111 ,h, pl11h11, q1111l 1h,,
セ@
(a)
S'eI Slll C~J'e'. s.Un\ f\\U\ (\\\t' ;\ tl'\1~l\\\ 1'I\H\f'l11\~I, 1111 qlll' 11'1111 '111111111
tid:1. s~1a セ@ d0 lin,,t~ ,te- t'\lf'l\\1,1 1
-hi-·'----L l\-
83 .-\ Fig. 1~-S~ n1,,,tr-,1 nn, :ir, ;11\i" ('sh1,'h,nn, h1 1111 , h111•, 1'111, IIN I lt
lápi. e tres C\.""ron~. -\ 1::,,,~, \
lt'U' un,11 ,n11,~11 , h1 11,o セ@ )-1 , , , 1t1111 11, 1I 11, ·
bt- uma roDlp."\ de- ângulo tl = 3f),()•'; (\ l'lll\n 1: h'll\ 1111111 11111Ns11 it,, / ,llll
--h---- kg e esta pc-ndun1dn, .·\ l'\"\l\ln f'n'l\l\ セ@ ~-nl\11 , \ r"lhl p11111h1h1 l\ 1111111111,
Figura 12- 81 Problema 79. (h) cujo atrito é- desprezJ\ tl. tn) Qnnl e' 11 h'lll\i\,, dn ,'nt d11 , hi ,1111111 1' 1h)
que ângulo e~~n C-01\in fnz C'l' "' n hl,,i,,,ntot·~
fiO rJma b~rra cjf fndrica homogênea, com um comprimento inicial
de O,?.O()(J me um raio de 1000,0 µm. é fixada em uma extremidade
t; ,;c,tícada pnr uma máquina que puxa a outra extremidade para!~
Jar11cnte a maí0r dímensão da barra. Supondo que a massa e...9)eeífi-
ca (mafi<ia por unídade de •1olumeJ da barra não varia. deteunine o
\
mfJduJQ da força que a máquina deve aplicar à barra para que o raio
da harrc, dímínua para 999,9 mm. (O limite elástico não é ultrapas-
11atJo.J
81 rJrna víga de comprimento L é carregada por três homens. um
em urna extremídade e os outros dois apoiando a ,iga entre eles em Figura 12-82 Proble-n,n f3.

............... 1 •• .\
._ - ..
CAPITUI ()
N

1
- tJ111 dos 111ais :111tigos objetivos da física é co1npreender a força gravita.
l'ionnl, :1 l<ll\'il qllL' 1u11- 11u111té111 na superfície da 1'crra, que mantém a Lua em órbita
!ºL
l'lll torno dn 'l\:rra L' quL' 111t111té111 a Terra en1 órbita e1n torno ~o El~ t~mbém se
l'Stl•ndt• n toda II Viu l~,tctcn, cvilando que se dispersem os b1lhoes e b1lhoes de es.
t1'l·las t' incontáveis 111oléculas e partículas isoladas que existem em nossa galáxia.
... l"ista111os situados perto Ju borda desse aglomerado de estrelas em forma de disco,ª
2.,(1 X IO" 1111os-lu,r, (2,5 X 10 2º 111) do centro da galáxia, em tomo do qual giramos
ll'nta111cnte.
A l'or<;a gravitacional ta1nbén1 se estende ao espaço intergaláctico, mantendo
unidns as galt1xius do Grupo Local, que inclui, além da Via Láctea, a galáxia deAn.
drlln1cdn (P'ig. 13-1 ), a un1a distância de 2,3 X 106 anos-luz da Terra, e várias ga-
láxius anãs 111ais próxin1as, co1no a Grande Nuvem de Magalhães. O Grupo Local
raz parle do Superaglo111erado Local de galáxias, que está sendo atraído pela força
gravitacional parn un1a região do espaço excepcionalmente densa, conhecida como
Grande Atrator. Esta região parece estar a cerca de 3,0 X IÓ8 anos-luz da Terra, do
lado oposto e.la Via Láctea. A força gravitacional se estende ainda mais longe, já que
tenta n1anter unido o u11iverso inteiro, que está se expandindo.
Essa f'orça ta1nbé1n é responsável por uma das entidades mais misteriosas do
universo, o buraco negro. Quando u1na estrela consideravelmente maior que o Sol
se apaga, a força gravitacional entre suas partículas pode fazer com que a estrela
se contraia indefinida1nenle, formando um buraco negro. A força gravitacional na
superfície de u1na estrela desse tipo é tão intensa que nem a luz pode escapar (daí o
tcrn10 "buraco negro"). Qualquer estrela que passe nas proximidades de um buraco
negro pode ser despedaçada pela força gravitacional e sugada para o interior do bura-
co negro. Depois de várias capturas desse tipo, surge um buraco negro supermaciço.
Monstros n1isteriosos desse tipo parece1n ser comuns no universo.
En1bora a força gravitacional ainda não esteja totalmente compreendida, o ponto
de partida para nosso entendiinento é a lei da gravitação de Isaac Newton.

13-2 A Lei da Gravitação de Newton


Os físicos adora1n estudar fenômenos aparentemente desconexos e mostrar que, na
verdade, existe u1na relação entre eles. Esse ideal de unificação vem sendo perseguido
h,í séculos. E1n 1665, Isaac Newton, então com 23 anos, prestou uma contribuição
fundan1ental à física ao de1nonstrar que não existe diferença entre a força que man-
té111 a Lua e1n órbita e a força responsável pela queda de uma maçã. Hoje em dia,
essa ideia é tão fan1iliar que te1nos dificuldade para compreender a antiga crença
de que os 1noviinentos dos corpos terrestres e dos corpos celestes eram diferentes e
obcdecian1 a u111 conjunto diferente de leis.
Newton chegou à conclt1são de que não só a Terra atrai as maçãs e a Lua, mas
cada corpo do universo atrai todos os de1nais; essa tendência dos corpos de se atraí-
rcn1 111utua1ncntc é chan1ada de gravitação. A universalidade da gravitação não é
óbvia para nós porque a força de atração que a Terra exerce sobre os corpos pró·
xin1cls é n1uito 111uior que a força de atração que os corpos exercem uns sobre os
outros. Assin1, por excn1plo, a Terra atrai un1a maçã co1n uma força da ordem de
28

Figura 13-1 A galá..xia de Andrômeda.


Situada a 2,3 X lQb anos-luz da Terra
e fracamente visível a olho nu, é muito
parecida com a nossa gahi.'<ia, a Via
Láctea. (Cortesia da NASA)

0,8 N. Nós também atraímos uma maçã próxima (e somos atraídos por ela), mas a
força de atração é menor que o peso de uma partícula de poeira.
Newton propôs uma lei para a força de gravitação, que é chamada de lei da gra-
vitação de Ne\vton: toda partícula do universo atrai as outras partículas com uma
força gravitacional cujo módulo é dado por

F= G m1m2 (Lei da gravitação de Ne\vton). (13-1)


r2

onde m em,, são as massas das partículas, ré a distância entre elas e G é uma cons-
1
tante, conhecida como constante gravitacional, cujo valor é
G = 6,67 X 10- 11 N · m2/kg2
= 6,67 X 10- 11 m3/kg · s2• (13-2)
Na Fig. 13-2a, Fé a força gravitacional exercida sobre a partícula 1 (de massa m1)
pela partícula 2 (de massa m,,). A força aponta para a partícula 2 e dizemos que é
uma força atrativa porque tende a aproximar a partícula 1 da partícula 2. O módulo
da força é dado pela Eq. 13-1.

Desenhamos o vetor Um vetor unitário


Esta é a força com a origem na também aponta
exercida pela partícula 1, apontando para a partícula 2.
partícula 2 sobre para a partícula 2.
a partícula 1.

(e)
(b)
(a)
Figura 13-2 (a) A força gravitacional F que a partícula 2 exerc_e so~re a partícul.a 1 é .
uma força atrativa porque aponta para a partíc~la 2. (b) A força F .esta sobre um e1x~ ra~a!
r que passa pelas duas partículas. (e) A força F tem o mesmo sentido que o vetor unitário r

do eixo r.

30 CAPÍTULO 13

Poden1os dizer que F aponta no sentido positivo de um eixo r traçado ao longo
da reta que liga a partícula 1 à partícula 2 (Fig. I3-2b): Pod~mos também represen-
tar a força F usando um vetor unitário f (um vetor adimens1onal de módulo 1) que
aponta da partícula 1 para a partícula 2 (Fig. 13-2c). Nesse caso, de acordo com a
Eq. 13-1, a força que age sobre a partícula 1 é dada por
-
=
F G m 1m 2,...
r. (13-3)
r. 2
A força gravitacional que a partícula 1 exerce sobre セ@ partícula 2 te~ o mesmo
módulo que a força que a partícula 2 exerce sobre a partícula 1 e o sentido oposto.
As duas forças formam um par de forças da terceira lei e podemos falar da força
gravitacional entre as duas partículas como tendo um módulo dado pela Eq. 13·-I.
A força entre duas partículas não é alterada pela presença de outros objetos, mesmo
que estejam situados entre as partículas. Em outras palavras, nenhum objeto pode
blindar uma das partículas da força gravitacional exercida pela outra partícula.
A intensidade da·força gravitacional, ou seja, a intensidade da força com a qual
duas partículas de massa conhecida e separadas por uma distância conhecida se atra-
em, depende do valor da constante gravitacional G. Se G, por algum milagre, fosse
de repente multiplicada por 10, senâmos esmàgados contra·o chão pela atração da
Terra. Se G fosse dividida por 1O, a atração da Terra se tomaria tão fraca que pode-
ríamos saltar sobre um edifício.
Embora a lei da gravitação.de Newton se aplique estritamente apenas a partícu-
las, podemos aplicá-la a objetos reais, desde que os tamanhos desses objetos sejam
pequenos em comparação com a distância entre eles. A Lua e a Terra estão suficien-
temente distantes uma da outra para que, com boa aproximação, possam ser tratadas

c?mo partícu~as. O que dizer, porém, do caso de uma maçã e a Terra? Do ponto de
vista da maça, a Terra extensa e plana, que vai até o horizonte, certamente não se
parece com uma partícula.
Newton resolveu o p~oblema da atração entre Terra e a maçã provando um im-
portante teorema, conhecido como teorema das cascas:

~ Umã casca esférica homogênea de matéria atrai uma partícula que se encontra fora da
casca como se toda a massa da casca estivesse concentrada no seu centro.

A Terr; ~o~e ser imaginada como um conjunto de cascas, uma dentro. da outra cada
uma a ain o uma partícula localizada fora da superfície da Te '
sa da casca estivesse no seu centro Assim do ont d . rra como se a mas-
conzporta como uma partícula localizada n~ cen!o do Te vista da maç~, a Terra se
igual à massa da Terra. ª
erra, que possui uma massa
Suponha que, como na Fig. 13-3, a Terra atr . - .
força de módulo O80 N Nesse caso _ ~a uma maça para baixo com uma
' · , a maça atrai a Terra par ·
de 0,80 N, cujo ponto de aplicação é d a cima com uma força
o centro a Terra Embo fi
mesmo módulo, produzem aceleraçõe difi · ra as orças tenham o
_ s erentes quando a - .
ace1eraçao da maçã é aproximadamente 9 8 mi 2 maça começa a cair. A
livre perto da superfície da Terra A ' _s ' ª aceleração dos corpos em queda
tr
F=0,8
F= 0,80
. ace1eraçao da Terra
centro de massa do sistema maçã- Ti é
d.d
, me 1 a no referencial do
erra, apenas cerca de 1 x 10-2s mis2.

• TESTE 1
Uma partícula é colocada, sucessivamente do ladO d .
massa 111: ( 1) uma grande esfera mac· h · e fora de quatro objetos todos de
iça omogenea (2) '
A

セ@
A

inogenea, (3) u1na pequena esfera maciça h • uma grande casca esférica ho·
F~gura 13-3 A maçã puxa a Terra para nea. Em todos os casos, a distância entre a ;:~e~ea e <4) uma pequena casca homogê-
cima com a mesma força com a qual a obJctos de acordo co1n o rnódulo da for a ;ava.cu セ@ e o centro do objeto é d. Ordene os
Terra puxa a maçã para baixo. em ordem decrescente ç g ltacional que exercem sobre a partícula.
PARTE 2
.... -
-. L w 31

13-3 Gravitação e o Princípio da Superposição


Dado u~ grupo d~ partícu~as, pod~mos deteanioar a força g:ra,i tacional ..1 que uma
das parUc~l~s esta submeuda de,:d~ セ@ presença das outras usando O princípio da
superpos1çao. Trata-se de um pnnc1p10 segundo o qual. em muitas circunsr:1ncias.
um efeito total pode calculado somando efeitos parciais. ~o caso da &a,itacio. esse
princípio?ode ser_aplicad~. o que significa que podemos calcular a força to~ a que
uma part1cula esta submeuda somando vetoria1mente as forças que todas as outras
partículas exercem sobre ela.
No c~so de n partículas, a aplicação do princípio da superposição às forças gra-
vitacionais que agem sobre a partícula 1 permite escrever
セ@
F1.res =
セ@ セ@
F12 + F13 + F 14
セ@
+
- セ@
F l5 + . . . T F 1r.. (13-+)
onde F'i .res é a força resultante a que está submetida a partícula 1 e. por exemplo. F13
é a força exercida pela partícula 3 sobre a partícula 1. Podemos expressar a Eq. 13-l
de forma mais compacta através de um somatório:

--+
F1.res =
f--+
.kJFj,. (13-5)
i=2

O que dizer da força gravitacional que um objeto real (de dimensões finitas)
exerce sobre uma partícula? E ssa força pode ser calculada cfuidindo o objeto em
partes suficientemente pequenas para serem tratadas como partículas e usando a
Eq. 13-5 para calcular a soma vetorial das forças exercidas pelas partes sobre a
partícula. No caso limite, podemos dividir o o~jeto de dimensões finitas em par-
tes infinitesimais de massa dm , cada uma das quais exercendo uma força infini-
tesimal dF sobre a partícula. Neste ]imite, o somatório da Eq. 13-5 se toma uma
integral e temos

- f dF,-
Fj = (13-6)

onde a integração é realizada para todo o objeto e omi1!111os セ@ índice ~'res". Se o ob-
jeto é uma esfera ou uma casca esférica, podemos evitar a mtegraçao da Eq. 13--0
supondo que a toda a massa está no centro do objeto e usando a Eq. 13-1.

• TESTE 2 · d
A figura mostra quatro arranjos de partículas de mesma, massa. (~} Orden~ os arranJos e
acordo com o módulo da força gravitacional a que esta submetJda páartí~uJa ~ · _com: ª

. (b) No arranJ·o 2 a direção da força resultante est ma.is proxuna
çando pe1o maior. ,
horizontal ou da vertical?

D

d
• • • m
"' (})
(2)

Í)
ITI D
• d • •
f/1 ri

( 1)
• •


32 CAPITULO 13
'

Força gravitacio11al resultante: três partículas 110 n1 es1no plar10

Fig. 13-4a n1ostra un1 a1Tanjo de tr~s pa111cula,;: a par- A força fi 2 aponta no scntid<) p1l~i1i,,, ú1J eixo \ ( 1 ig
1\
11cula I, de 1nassa ,,, 1 = ó.O kg, e as partículas 2 e 3. de 13-4[,) e possui apenas a Ct)lllp<>JH?ntc ) . f 1 : d f1 ,rç.i f
n1.1ssa 111~ = 111, = 4,0 kg: a = 2,0 cn1 Qual é a força gra- aponta no sentido negativo do cixl1 , e p() S~u1 apcn:1 a
vitacional resultante F; "-" que as outras partículas exercen1 componente ,·. -F1, (Fig. 13-4c). _
sobre a partícula l? Para determinar a força resultante r;=- a que e léi ç,ub-
1netida a partícula 1. de,,emos calcular a ~orna ,·etori,il cJ ..
._..;_._../. ·.···-sx~· ~ - IDEIA -CHAVE duas forças (Figs.13.4c/ e e). Isso poderia ~er feito u,ando
( 1) O n1ódulo da força gravitacio11al que cada uma das ou- uma calculadora. Acontece. porém. que - FJ.., e F .: podem
tras partículas exerce sobre a partícula 1 é dado pela Eq. ser vistas como as componentes .l' e J' de F; = e, portan-
13-1 (F = G111 11112!,~). (2) A direção da força gravitacional to, podemos usar a Eq. 3-6 para detenninar o módulo e a
é a da reta que liga cada partícula à partícula 1. (3) Como
- ,
orientação de F'i.res· O módulo e
as forças não são colineares, não pode111os simplesmente
somar ou subtrair o n1ódulo das forças para obter a força
total, mas devemos usar uma soma vetorial.

Cálculo De acordo com a Eq. 13-1, o ~ódulo da força ft. 2


que a partícula 2 exerce sobre a partícula 1 é dado por = 4.1 X 10- 6 N. (Resposta)

(13-7) A Eq. 3-6 nos dá a orientação de Éi.res em relação ao se-


mieixo positivo como
(6,67 X 10-11 m 3/kg·s 2)(6,0 kg)(4.0 kg)
F.12 4,00 X 1Q- 6 N
(0,020 m) 2 0= tan- 1 = tan- 1 = -76º.
-Fj_3 -1,00 X 10- N6
= 4,00 X 10- 6 N.
Analogamente, o módulo da força ft. 3 que a partícula 3 Este resu1!ado (Fig. 1~-4.iJ é razoável? Não, já que a orien-
exerce sobre a partícula 1 é dado por tação de. F'i.res deve estar entre as orientações de F.12 e F.-13·

Como vimos n~ Capítulo 3, as calculadoras mostram ape-·
(13-8) nas um dos dois valor~s possíveis da função tan- 1. Para
obter o outro valor, somamos 180°:
(6,67 X10- 11 n13/kg·s2)(6,0kg)(4,0 kg)
(0,040 m)2 . + 180º = 104º ,
-76º (Resposta)
= 1,00 X 10-6 N.
que é (Fig. 13-4g) uma orientação razoável de ft...res·

13-4 A Gravitação Perto da Superfície dà Terra •

Vamos supor que a Terra é uma esfera hom00ºA


gravitacional que a Terra exerce s b enea de massa M. O módulo da força
Tabela 13.,..1 . Terra a uma distância r do centr セ@ r; uma ~artícula de massa 1n, localizada fora da
Variação de a11 com a Altitude o a erra, e dada pela Eq. 13-1: . .
Altitude
(km)
ª,
(m/s 2)
Exemplo
de.altitude
F = G Mm
,2 . (13-9)
Se a partícula é liberada, cai em drr·eça-o
Superfície médía · ·
grav1tac1onal - com uma acelera -
F, ao centro da Terra, em consequência da força
o 9,83 da Terra - D çao que chamarem d
8,8 9,80 ª a· e acordo com a segunda 1e· d N os e aceleração da gravidade
Monte Everest dos atraves
, da equação i e ewton' os mód u1os de F e ag estão relaciona-
Recorde para um
36,6 9,71 balão tripulado
F=ma
Órbita do ônibus Substituindo F na Eq. 13-10 elo se g· (13-10)
400 8,70 espacial
obtemos p セ@ valor, dado pela Eq. 13-9, e_ explicitando ªg'
Satélite de
35 700 0,225 comunicações GM
ªc=--
,.2 . (13-11)
. PAAT
1BI~IOTE~ CENT AL
GRAVITAÇÃO 33
1N• セ@ :5 O L( O S,

Queren1os \' Esta é a força que Esta é a força que a >


representar apenas "-
as forças que agem
sobre a partícula 1.
l /11.,

li

a partícula 2 exerce
sobre a partícula 1. F12
partícula 3 exerce
sobre a partícula 1.

Ili,\ ~(l
"'1
.\'
1111
X
-
F13
,n1
X

ta) (b) (e)

' )' )' y


\
1
1
\
1

_ ..;..._-4 ..,___ X - - - - - l f - - - r- X --~---'--X


1
-76º
1
\

(d) (e) (J) (g)

Esta é urna forma Esta é outra forma Este é o ângulo Este é o


de calcular a de calcular a força fornecido por uma ângulo
força resultante resultante. calculadora. correto.
que age sobre a
particuia 1.

Figura 13- 4 (a) U1n arr~njo de três paitíc~las. A força exercida sobre a partícula 1 (b) pela partícula 2 e (e) pela partícula
3. (d}~ (e) Duas forn1as diferentes d; combinar as duas forças para obter a força resultante. (j) Ângulo da força resultante
fornecido por u1na calculadora. (g) Angulo correto da força resultante.

A Tabela 13- 1 n1ostra os valores de ªs calculados para várias altitudes acima da su-
perfície da Te11·a. Note que ag tem um valor relativamente grande mesmo a 400 km
de altura.
A partir da Seção 5-4, supusemos que a Terra era um referencial inercial, despre-
zando o movimento de rotação do nosso planeta. Essa simplificação permitiu supor
que a aceleração de queda livre g de uma partícula é igual à aceleração gravitacio-
nal da pa1tícula (que agora chamamos de as). Além disso, supusemos que g possui o
valor de 9,8 111/s2 em qualquer lugar sobre a superfície da Terra. Na prática, o valor
de g 111edido em un1 ponto específico da supe1fície ten·estre é diferente do valor de
ª~ calculado usando a Eq. 13-11 para o mesmo ponto, por três razões: ( 1) A massa .
Distância do centro (10G m)
da Terra não está distribuída unifor1nemente. (2) a Te11·a não é uma esfera perfeita
Figura 13-5 Massa específica da Terra
e (3) a Te1Ta está girando. Pelas 111esn1as três razões, o peso 111g de uma partícula é
em função da distância do centro. Os
diferente do n1ódulo da força gravitacional a que a partícula está submetida, dado limites do núcleo sólido interno, do
pela Eq. l 3-9. Van1os agora discutir essas três razões. núcleo externo semilíquido e do manto
1. 1\ 111assa da Terra ,,ão está 1111ifor1!le111e11fe distribuída. A n1assa específica (1nassa sólido são claramente visíveis, mas a
crosta da Terra é fina demais para ser
por unidade de volu111e) da Terr., varia con1 a distância do centro. como n1ostra a
mostrada no gráfico.
Fig. l 3-5, e a n assa espec 1fica <la crosta (parte 1nais próx.in1a da superfície) va-
1
CAPÍTULO 13
34 , . da Terra. Assim, g não é igual em todos os
ria de ponto para ponto da superf1c1e
o caixote está ontos da superfície. f rma aproximada de um elipsoide; é
P _ , ,ç_ A Terra tem a o .
submetido a 2. A Te"ª ,,ao e u111a esJ~ra. d A diferença entre o raio no equador e 0
duas forças. achatada nos polos e saliente no equaAor: um ponto nos polos está mais próxi-
,,"'
;'.,..,. 'iJ=~ - .... '
ança',
raio nos polos é da ordem de 21 km. ssim~quador Essa é uma das razões pelas
/
/ '' mo do centro da Terra do que ~m ponto n,o el do m~ aumenta à medida que dos
II \\ quais a aceleração de queda livre g ao n1v
. d direção a um dos polos.
/ 1 afastamos do equa or em . ·d t ão passa pelos polos norte e sul da Terra.
1 1 71 está girando O eixo e ro aç
1 Polo l 3· A err~ . · al lugar da superfície da Terra, exceto os polos,
\ Norte / Um obJeto localizado
. -"' em ,.. qu
· quer
tomo do eixo de rotaçao_ e, portanto, possui· uma
1 I descreve uma crrcu,uerenc1a em ,.. . E 1 -
\ I - trí d' · 'd para O centro da circunferenc1a. ssa ace eraçao
\
\ I
/ aceleraçao cen peta mgi ª ·· ·
centrípeta é produzida por uma força centrípeta que também está dmgi a para o
d
\ /
'' /
' ..... .... ____ _.,,.... - .,. / /
/
centro.
Para vermos de que forma a rotação da Terra faz ~om que g seja difer~nte de
(a)
uma situação simples na qual um caixote de massa m está sobre
Como a a8 , vamoS analisar . _ d
A força normal T uma balança no equador. A Fig. 13-6a mostra a s1tuaçao observada e um ponto do
aponta para força
cima. ...FN resultante espaço acima do polo norte.
A Fig. 13-6b, um diagrama de corpo livre, mostra as duas forças que agem sobre
Caixote aponta
para o caixote, ambas orientadas ao longo da reta que liga o centro da Terra ao caixote. A

A força
!ã baixo, a força normal FNexercida pela balança sobre o caixote é dirigida para fora da Terra,
aceleração no sentido positivo do eixo r. A força gravitacional, representada pela força equiva-
gravitacional
aponta para -
mag
do caixote
também é
lente mã , é dirigida para dentro da Terra. Como se move em uma circunferência por
8
causa da rotação da Terra, o caixote possui uma aceleração centrípeta ã dirigida para
baixo. para baixo.
(b) o centro da Terra. De acordo com a Eq. 10-23 (ar= w2 r), a aceleração centrípeta do
Figura 13-6 (a) Um caixote sobre caixote é igual a w2R, onde w é a velocidade angular da Terra e R é o raio da circun-
uma balança no equador da Terra, visto ferência (aproximadamente o raio da Terra). Assim, podemos escrever a segunda lei
por um observador posicionado no eixo de-Newton para as forças ao longo do eixo r (Fres,r = mar) na forma
de rotação da Terra, em algum ponto
acima do polo Norte. (b) Diagrama FN- ma8 = m( -w2R) . (13-12)
de corpo livre do caixote, com um O módulo FN da força normal é igual ao peso mg indicado pela balança. Substituindo
eixo radial r na direção da reta que FNpor mg, a Eq. 13-12 se toma
liga o caixote ao centro da Terra. A
força gravitacional que age sobre o mg = ma8 - m (w2R), (13-13)
caixote está representada pelo vetor
mã,. A força normal exercida pela ou, em palavras,
balança sobre o caixote é FN. Devido à
rotação da Terra, o caixote possui uma pes~ ) = (módulo da força) ( massa vezes )
( medido · ·
gravitacional - aceleração centrípeta ·
aceleração centrípeta ã dirigida para o
centro da Terra. Assim, a rotação da Terra faz com que O d' d .
tacional que age sobre o caixote. peso me t o SeJa menor que a força gravi-
Para obter uma expressão correspondente ar
13-13, o que nos dá P ge ª ª 8, cancelamos m na Eq.

g = ag - cd'R' (13-14)
ou, em palavras,

aceleração de -
. grav1tac1ona1 centrípeta .
Assim, a rotação da Terra faz com que 1 -
aceleração gravitacional. ace eraçao de queda livre seja menor que a
. A diferença entre as acelerações g e é .
Já ~ue o raio R da circunferência descritaªªel igu~l a w2R e é máxima no equador,
estimar a diferença, podemos usar a E
5
16
o caixote é máximo no equador. para
R = 6,37 X 10 m. Para uma rotação]~ - (w = !l.9/!l.t) e o raio médio da Terra,
6
11
madamente 24 horas. Usando esses v 1 erra, 9 = 21r rad e o período Àt é aproxi-
a ores (e convert endo horas para segundos),
I

. . Exo1111>lo - - ,.
- . -

Diferença entre a acolor,1çl\o ,1,, c11l,uç11e, 1111c:,,lur,1,;0,, ,t,,n s•ó!i


a t:ruJ. astronauta cuja altur.i /, セ@ l. 70 tu t1utuu '\.·on 1 os lllllll· o v11l111 dr A,1 1 1,,1 ,,t,1111,, ,,,, I 11 1,tl1 ( <,,
pés para b3i..'\o·· en1 u111 õ11ibus espaci~,1 e111 úrbitu a u11111 tudo sig11iltl'II q111· 11111 rl1·t111, ,,, ,,,u 1111,, ,,,,, 1f ,f,, I
distância r = 6. -- 10" n1 do ce11tro da TetTa. Qunl e u llStllllltl\1111 l'III cli1t·~·1111" ' f c,,s, 6 ltY,tllfll(I ,,1 ,,1 I( r li
diferença entre a aceleração gravitacional dos pés l' u ucc- 1111ct•lt·l'11~·1111 dn <"nh1·~11 A <1111 ,,.,,,,,, ·r,11 , ,u. I r ir:
Ieração da cabeça da astronauta? (co11htc1d11 t·1>1110 <'/t•/f(I fllflrfJ ,,.,,,,~ ;, ~,,,, f1r (1 ,,rrx, c1
llSll'Ulllllltll, tnUII é fllh fll'Cjlll' rtll IJfll; r,,,,, f,, ,,jr f(:f flf:IW
IDEIA~ CHAVE
bitltt.
Podemos aproximar a Terra por uma esfera ho111ogê11en de
massa.\[1' De acordo com a Eq. 13-11, a ncelernçuo gravi-
11111r,,111111111 c1;f{i "tle 1,6~ r,,,r,, f,,,t/..(, crn
(b) Se 11 111cs11111
tacional a qualquer distância r do centro da TetTa é tunu nuvc csp11ci11l ctn t11n11 órlirt~, ( <,rr, ,, r,,,._ 11Jr, r;:11, r
6,77 X J<>'' 111 cm l<1rn,, de 111n ht1rfu..,, ri~g,,, tlc r,1,1. セ@
G1\JT M,, - 1,99 y 1011 kg (l(J VC/);t, ,l fUfl!;f;/1 ,1,, ',,,IJ, ljtJ:11 é
0 s = r2 · (13-15)
a difcrcnçu entre u ucclcruçr,,, 1tr;, vít;,,..í, ,,,~, ti,~ f}ç. e ,111
Poderíamos simplesmente aplicar esta equação duas vezes, cubeçu7 O buruco negro pon11uJ ur,,H t.ur~rffr.re f ct,111flí:II;;
primeiro com r = 6,77 X 106 m para os pés e depois con1 de horizonte ele even/<1,V) de rslÍh 1<1, U íM,/1 1,.4% /
1
-

r = 6.77 X 106 + 1,70 m para a cabeça. Entretanto, como I, 10- 27M 1, - 2,95 Y l (>" m, hndc r é セ@ vt;f,,<.,1rl:,1Je (1:, 1,,1:
é muito menor que r, uma calculadora forneceria o 1nes1no Nadu, nem mesmo u Jui, pod<; <;ii<:c1pt1r cfc\~t1 t:upcrff,.1,;, r,,
_,•alor para ag nos dois casos e, portanto, obteríamos wna de qualquer ponto do íntcríor, N<>t.C <1uc セ@ t1·.trr,r,;,1Jt.:s t. .t~
diferença nula. Outra abordagem é mais produtiva: como bem longe do horizonte de cvcnt,,~. (r 22'Jf<1;J
a diferença dr entre a distância dos pés e a distância da
cabeça da astronauta e o centro da Terra é muito pequena, Cálculos Mais uma vez, tcmC>f, urn~ Vt1ri&1;ã1, 1Jr er.tre rm
,•amos diferenciar aEq. 13-15 em relação ar. pés e a cabeça da a11tronau1a e p<,dc1nr,. éfr1r,rt:e::ir セ@ 0~.
13-16. Agora, porém, em vez de M ,, t.crn,,·. que M,, - u~.~,
Cálculos Diferenciando a Eq. 13-15, obtemos 1,99 X 1031 kg. O resultado é

GMrd (6,67 x 10 11
m1/kg·s2){1,'J9 / 1<iil klQ
da8 = -2 r3 r, (13-16) daR - -2 (6,77 / 1(Í'm)1 - (11(> rnJ

onde dag é o acréscimo da aceleração gravitacional em = - 14,5 m/s2• (~..e.v~taJ


consequência de um acréscimo dr da distância ao centro da Isso significa que a aceleração gravítací,,nal drn JX;1 ,J::s ~f,..-
Terra. No caso da astronauta, dr= h e r = 6,77 X 106 m. tronauta em direção ao buraco negr,, é bérr, m&i<,r qu~:, &,
Substituindo os valores conhecidos na Eq. 13-16, temos: cabeça. A força resultante scría !iuportável, rn<:1<, drJJor,) ~.
- - (6,67 x 10-11 m3/kg. s2)(5,98 X 1024 kg) (1,70 m) Se a astronauta se aproximasse do bura:c<, n<:gr<,, (! f,,rr,:,
da, - 2 (6,77 X 106 m) 3 de estiramento aumentaria dra,tícamcntc.
= -4,37 X 10-6 m/s2, (Resposta)

13-5 A Gravitação no Interior da Terra


o teorema das cascas de Newton também pode ser aplicado a uma situação na qual
,
a partícula · · de uma casea homogênea • para demonstrar o se~
se encontra no interior
guinte:

Uma casca homogenea de matén'a na-o exerce força gravitacional sobre umu purtfcula
A

localizada no interior.
.. .. .
Ct\PITULO 13
36
.. ,sgr i\'ll,i~H•1t,11sc cr 1ct1 f)e l,
• . - a que .,s 11H~ ·
• ,11 ; 1" •
alll 111.IÇéll) I ICl <J \ l ,~
1\ /CII( ci,1: l''.'..la . . , d . p·ir••<.:Clll 1nao1ca111cntc, tn a OJ,C.
I· n, 1<.lcr.1ua cs.1 ' ...
1 e
partícul a, ua ca..,ca ...obre a parucu • co . . , .1., ·m ,ohrc a p.irtí<.: ul,1é 111111,
r gr·i, 1tac1ona1s que • c-t: •
na~ que a rcs11/1a11tc das ,orça.., • .,· l ·but'd·i a for,·a grav11ai..:1<ir1,1I c111c
Se a massa da Terra fossc uni or,ne
·r mentc ut'i rl <, ...
., d·i lícrra e decresceria ?1 n1cdiui.1
• , · •1 na o,uper11c1c • •
age sobre un1a partícula seria ntaxim, d do planeta Se a partícula . , e mo.
, . para fora afastan O-l>C .
que a pa1t1cula se movesse · d mi·na por exemplo. a força gravna-
vesse para dentro. penetran no
. d
d
°poço e urna
d .,
. zões· ( 1) ten ena a au
'•
mentar porciue a partícula e,taria ..,e
cional 1nudar1a por uas ra · d . diminuir porque uma casca de mate-
aproximando do centro da Tei:ra: (2 ) セ@ ~iad~ lado de fora da partícula em relação
rial de espessura cada vez ,na1or, loc.a i:a a e avitacional.
rr d · ·a de conlr1bu1r para a iorça gr
ao centro da 1erra, eixan セ@ d influência prevaleceria e a força
No caso de uma Terra homogenea, a segun a . ,
, dº · · ·a progressivamente à medida que a part1cula se
exercida sobre a part1cu1a nrunuin - h A

. .
aproximasse do centro da rr.1 erra. No caso real ' porém, de uma Terra nao eomogenea,
.
, la aumenta quando a partícula.começa a descer.
a força sobre a part1cu . . A.1orça atinge
um valor máximo a uma certa profundidade e depois começa a d1rrunu1r.

t.' ·
,'I: .
Exemplo
"' •
Túnel passando pelo centro da Terra: gravitação

Em De Polo a Polo, uma conto de ficção científica escrito = Gm~nt (13-17)


F 2 .
por George Griffith em 1904, três exploradores usam uma r
cápsula para viajar em um túnel natural (fictício, é claro) Para escrever a massa M ini em termos do raio r, note
que vai do Polo Sul ao Polo Norte (Fig. 13-7). Na história,
que o volume Vint que contém essa massa é ; 7Tr 3. Além
quando a cápsula se aproxima do centro da Terra, a força
gravitacional experimentada pelos exploradores aumen- disso, como estamos supondo que Terra é homogênea, a
ta assustadoramente, mas desaparece por um momento, massa específica Pint = Min/v;n, é igual à massa específica
quando a cápsula atinge o centro da Terra. E1n seguida, 10 da Terra. Assim, temos:

a gravidade volta a assumir um valor elevado e começa a 1


4171'3
diminuir enquanto a cápsula atravessa a outra metade do ~nl = Pvfnt = p 3 • (13-18)
túnel e chega ao polo Norte.
Verifique se a descrição de Griffith está correta calcu- Substituindo a Eq. 13-18 na Eq. 13-17 e simplificando,
lando a força gravitacional experimentada pela cápsula de obtemos
massa m quando está a uma distância r do centro da Terra.
Suponha que a Terra é uma esfera homogênea de massa F- 41rGmp
- r. (Resposta) (13-19)
específica (massa por unidade de volume) p. セ@ 3
De acordo com a Eq. 13-19, o módulo da força F varia li-
nearmente com a distância r entre a cápsula e o centro da
O teorema das cascas de Newton nos fornece três ideias:
1. Quando a cápsula se encontra a uma distância r do cen-
/
/
.,,.- - ...............
tro da Terra, a parte da Terra situada do lado de fora de /
' '\
I
uma esfera de raio r não produz uma força gravitacional I
I
\
resultante sobre a cápsula.
2. A parte da Ten·a localizada no interior dessa esfera
,'
1
\
\
1
\ .tvJint 1
produz uma força gravitacional resultante sobre a \ I
cápsula. \ I
\ I
/
3. Podemos tratar a massa M ini dessa parte interior da Ter- \

ra como a massa de uma partícula situada no centro da ' ', ..... _ .,.."'
,,1 1

Terra.
111 --
Figura 13-7 U1na cápsula de .
Cálculos De acordo com as três 1.d . através de um túnel qu I' massa ,n ca1 a partir do repouso
módulo d i · . eias e a Eq. 13-1, o
, a orça grav1tac1onal experimentada pel ., Quando a cápsula está e tga os.Polos Norte e Sul da Terra.
sula e dado por ' a cap- parte da massa da Te a u1na dtstâneia
· r do centro da Terra a
• · é M • ' ' rra que está' contt'da numa esfera com esse
raio '
1111
o 37

l\.·na \,,i,n. q11and1l I d1111tn\11, / 1.11 11 h, 111 di, 11111111 11111 1111d, 111111111 c1uc 1 e r
11111 1, 111111 ,11·1•,111v,, p,11.1 1111lu..:.1r
l'11nl r.1 r11, d.1 d1..·,c111,.· an dl. l ; 1t 1111 h l. il h. ,,. i 11111 l .11 1111 ' ' 111111 lt Ili ·,1•11t1cl111; 111111 111,, 1\ l ·<I 1 \ 20 h!lll ,1 l<>flli I d I lei d
d,1 1\.•rra l'\:111 1\ll.'ll11s. t i11ll 1th n,·,·, 11111 .11111111111111 q111 i1 1111111.1· (1 q / 111 / /1/ 1 ,\.,.,1111. 11,1, co11d1çf,c<, ui·
nula 1u11.·1.•n11,1 d,1 ' 1'1.·11 a
flll\'ª l't',I 11lt1.11l11s clu 111•,1111 1,1 ,1 1,,p.,111.1 o,t 1l:,r1.i c1n11c, 11111 bloco
,\ Eq. '.:' 1q l,11nh1..•n, pnd1.· ,,·r ,.,,.,it11 1·111 11•111111r-. d11 Jlll'\11111111111 11111111, l'lllll li lCIIITII d., .. ll'il'llaçocr; fl(t i.:ClllfO
vL'IOr força F L' do \'L'h1r pnst\'illl I da ,·aps11ln ,• 111 1,·lu~ 1111 dn 11•1111. 1\p11., 11111p,11l:i ll'r c;1ído do p11l11 .Sul a1é o ccn·
ao centro da Terra. Cha1nandn d1.• A. a 1.·1111~1:intt· l rrc ;1111 ,1 \, 1111 du 1'1·1111. v1a11111a de, cl'nfrc1 até c1 polc> Nortl' 1con1(1
a Eq. 13-1 <> se lorna ( i II l l ti li II l111111111 ) t' dl'po1, vohari a :,n polo Nortl'. rl.!pcll ndo
,.. - ",·.
.
( 1 1 10} til ll'lo p111a \l'1t1p1c.

13-6 Energia Potencial Gravitacional


Na Seção 8-4, discutin1os セ@ t?nergia potencial gravi1ncin1111l de 11111 sis1en1a pur1í- Este par tem ,,, 1
cula-Te1Ta. Ton1a111os o cuidado de n1unlcr a pari Íl'\lla perto da superfície cti, Ter- energia , セ@
ra para que a força gravitacional fosse aproxin1atlantl'llll' l'Ollslanlc e cscolhcn1os potencial. / \
un1a configuração de referência do sistc1na paru a qual u energia potencial gra- r, .1 ':.?J Este par,
vitacional fosse nula. Na n1aioria dos cusos, nesta conl'iguraçao de referência, a / também.
partícula estava na superfície da Terra. Para parlículus fora dn superfície da Terra,
a energia potencial gravitacional aun1entavu qt1ando a di slfi11cin entre a partícula 1111 - - - - '1:1 - - -
e a Terra aun1entava. Este par, também.
Vamos agora alargar nossa visão e considerar n cncrgia potencial gravitacional
U de duas partículas, de n1assas 111 e M, separadas por unia distfincia r. Mais un1a Figura 13-8 Um sistema formado
vez, vamos escolher un1a configuração de rel'crência con1 V igual a zero. Entretan- por três partículas. A energia potencial
to, para simplificar as equações, a distância r na conliguração de referência agora é gravitacional do siste111a é a soma das
tão grande que poden1os considerá-la i1{/i11ita. Conto antes, ajcnergia potencial gra- energias potenciais gravitacionais dos
três pares de partículas.
vitacional di1ninui qua11do a distância diininui1Con10 U = O para r = oo, a energia
potencial é negativa para qualquer distância finita e se torna progressiva1nente mais
negativa à 1nedida que as partículas se aproxin1an1.
Com esses fatos e111 mente, ton1an1os, con10 justificarcn1os a seguir, a energia
potencial gravitacional do sisten1a de duas partículas con10
GM111 ( 13-21)
U=----
r
(energia potencial g111vitaeionul ).

Note que U(r) tende a zero quando r tende a infinito e que, para qualquer valor finito
der, o valor de U(r) é negativo.
A eneroia
0
potencial dada pela Eq. 13-21 é u1na propriedade do siste1na de duas
partículas e não de cada partícula isolada1nente. Não é possível dividir essa energia
e afirmar que uma parte perte11ce a un1a das partículas e o restante pertence à outra.
Entretanto se M セ@ 111 , como acontece no caso do siste1na for1nado pela Terra (de
massa M) セ@ uma bola de tênis (de 1nassa 111 ), frequenten1ente falamos da "energia
potencial da bola de tênis". Podemos falar assin1 porque, quando uma bola de tênis
se move nas proximidades da superfície da Terra, as variações .de _energia pote.nci~l
do sistema bola- Terra aparece111 quase inteira1ncn~e c~,n~ var1açoes d: energia ci-
nética da bola de tênis, já que as variações da energia c1nét1ca da Terra sao P,7quen~s
demais para seretn inedidas. Analogan1entc, na Seção 13-8. falaremos da en~rgta
potencial de uin satélite artificial" en1 órbita da Terra porqu? a 1nassa do sat~l1te é
1
1nuito menor que a massa da Terra. Por outro lado, quando. f ala1nos da energia po-
tencial de corpos de 111assas coinparúveis, dcvcn1os ter o cuidado de tratá-los como
um siste1na.
Se nosso sistetna contétn 111ais de duas partículas, considcra111os cada par de par-
tículas separadamente, calculainos a energia potencial gravitacional desse par usand.o
a Eq . 13-21 co1no se as outras P.."i·ti'cltl·is n10 estivesscn1 presentes e so1nan1os algebr1-
•· • · A ,

camente os resultados. Aplicantlo a Eq. t 3-2 1 a cada un1 dos trcs pares ele part1culas
,
38 CAPÍTULO 13
btcmo'> a energia potencial do sistema como
da Fig. J3-8, por cxcmp1o, o
)

r;m1m 2 + Gm1m3 -+- Gm 21n3 ). (13


U= - ( ,. -22)
Para deslocar uma ' 12 f 13 セ@
bola de tênis para
- cima, é preciso
F realizar trabalho. Demonstração da Equação 13-21
p Su onha ue uma boJa de tênis seja ]ançada v~ícaJmente para cima a partir da su-
e:Cície d~ Terra, como na pjg. J3-9. Estamos interessados em obte~ オセ@ expres.
T
R ;ão para a energia potencia] gravitacíonaJ U da bola no ponto P da traJetona, セ@ uma

l distância radial R do centro da Terra. Para isso, calculamos O trabalho l-V reahz.ado
sobre a bola pela força gravitacional enquanto a bola se mov~ do _ponto!' at~ uma
distância muito grande (infinita) da Terra. Como a força ~a:ttactonal ~ (r ) e uma
força variável (o módulo depende der), devemos usar as téCD.lcas da Seçao 7-8 para
calcular o trabalho. Em notação vetorial, podemos escrever
Figura 13-9 Uma bola de tênis é
lançada verticalmente para cima a partir w == J,"' F(r). dr. (13-23)
/(
da superfície da Terra, passando pelo
ponto P a uma distância R do ce~tro A integral contém O produto escalar da força F(r) pelo :etor deslocamento düeren-
da Terra. A força gravitacional F que cial dr ao longo da trajetória da bola. Podemos expandrr esse produto como
age sobre a bola e o vetor deslocamento
diferencial dr estão representados ao F(r) • dr == F(r) dr cos </>, (13-24)
longo de um eixo radial r.
onde cp é o ângulo entre F(r) e dr. Quando substituímos </> por 180º e F(r) pelo seu
valor, dado pela Eq. 13-1, a Eq. 13-24 se toma
GMm
F(r) • dr = - dr,
r2
onde M é a massa da Terra e m é massa da bola.
Substituindo na Eq. 13-23 e integrando, obtemos

W = - GMm
"i '
R
1
2f dr =
GMm "'
r R

= O _ GMm = _ GMm
(13-25)
R R '
onde W é o trabalho necessário para deslocar a bola do ponto P (a uma distância R)
G F até o infinito. A Eq. 8-1 (AU = - W) nos diz que também podemos escrever esse
trabalho em termos de energias potenciais como
E D
U..., - U = - W.
Como a energia potencial no infinito U,,, é nula, Ué a energia potencial em P e Wé
dado pela Eq. 13-25, esta equação se toma

U = W = _ GMm
A trajetória R .
seguida de
Substituindo R por r, obtemos a Eq. 13-21, que queríamos demonstrar.
AaGé
A irrelevante.
Independência da Trajetória
Na Fig. 13- 1O, deslocamos unia bola de tênis do ponto A para O ponto G ao longo
de u1na tr,úctóría co,nposta por três segmentos radiais e trés arcos de circunferência
Figura 13-1 O Perto da superfície da (co1n o centro no centro da 'f erra). Esta1nos interessados no trabalho total iv realizado
Terra, uma bola de tênis é deslocada do pela força gravitaci<n1al f que a Terra exerce sobre a bola quando a bola se deslOC3
ponto A para o ponto G ao longo de urna do ponto A até <> pont<> Ci. (J trabalho reahLadcJ ao Jongo dos arcos de circunferêncll3
trajetória formada por segmentos radiais é nuh,, Já que /• l perpendicu lar ac,s arcos c1n todos os pontos. Assim. iv é a sorna
e arcos de circunferência.
apenas dos trabalhc>s 1cali1.ad,J-, pela força Fac, longo dos três segmentos radiais-
nnAv11 "r ,,11 .,1,
S11p11nl111 agora que rcduzin1os n1cntalmente o con1prin1ento dos arcos para zero.
Nl'SSt' t·nso, t•st;u11os deslocando a bola de A para G ao longo de um único seg111ento
nulinl. () vnlor de W é <li ferente? Não. Como nenhum trabalho é realizado ao Jon'"º 0
dos 11,cos, s1111 cli,ninação não 1nuda o valor do trabalho. A trajetória seguida de A
nll' <,'é dil't•rcntc, n1as <) trabalho realizado por Fé O mesmo.
t!stc tipo dt• rcsulta<.lo foi discutido, de forma geral, na Seção 8-3. o fato é qt1e a
ftll\'11 grnvitncional é un1a força conservativa. Assim, o trabalho realizado pela força
~rnvit11,:ion11l sobre un1a parlícula que se move de um ponto inicial ; para um ponto
linnl ./' ni\o deponde da trajetória seguida entre os pontos. De acordo com a Eq. 8-1.
11 vnrin~·i\o À U da energia potencial gravitacional do ponto ; para o ponto fé dada
por
tiU = U1 - U1 = -W. (13-26)

( 'on10 o trabalho realizado W por uma força conservativa é independente da trajetó-


ria scgnidu pela partícula, a variação l:l.U da energia potencial gravitacional tan1bém
é i11<i<'/><'llrl,•11te da trajetória.

E11ergia Potencial e Força


Nn dcn1onst raçã~ da Eq. 13-21, deduzimos a função energia potencial U(r) a partir
du funçj\o força l •'(r). Poderíamos ter seguido o caminho inverso, ou seja, deduzido
11 função força n partir da função energia potencial. Guiados pela Eq. 8-22 [F(x) =
-rlll(.\')/rl.rl, podemos escrever

/? = _ clU = _ d (- GMn1)
clr dr r
GM1n
=----
,2 • (13-27)

Esta é a lei dn gravitação de Newton (Eq. 13-1). O sinal negativo significa que a
força exercida sobre a massa 1n aponta no sentido de valores menores de r, em di-
reção セ@ 111nssn M.

Velocidade de Escape
Quando Jançan1os um projétil para cima, normalmente ele diminui de velocidade,
para 111on1entancan1entc e cai de volta em direção à Terra. Para velocidades maiores
que llln certo valor, porém, o projétil continua a subir indefinidamente e sua velo-
ci<.ladc so111cnte se anula (pelo menos na teoria) a uma distância infinita da Terra.
O rncnor valor da velocidade para que isso ocorra é chamado de velocidade de es-
rnpc (da 1'crra).
('onsidcrc urn projétil de massa 111 deixando a superfície de um planeta (ou outro
astro qualquer) cotn a velocidade de escape v. O projétil possuí uma energia cinética
A dada por セ@ 11111 1 e u111a energia potencial V dada pela Eq. 13-21:
GM111
U= - R ,

oudc Me /( ,a,,, ,cspect i vun1cntc, a ma,sa e o raio do planei~ . . .


<.>uando ,, pr<>Jetil atinge<> infinito, ele para e, p~rta?to, nao possui m.a1~ en~r~1a
cinéllca 'l;unhl'lll 11 a,, possui energia p<llcncial gravrtac1onal, pois un1a d1stanc~a 1n-
l111i1a L'IIIIL' d,,is ccn Pº" c<>rtcspondc a <.:t>nhgura":ão que c...colhcmt)s con10 referencia
dt• t·ncipaa pc>IL't1clid uula. A cncrgi. 1 total ti,, pruJt:lal nu 111h1lll<> L', porlanl\), JerL)'. Ot·
ill'otdo l'Olll il ll'i dt• l'<>n~c• V:I\' ª'' da energia, a l'lletgi.i ll)lal tln pr<)Jt:ttl na 'iUperitl'tL'
do pla11L·t,1 1an1ht•111 dl'Vl' 1e1 ).jJtlt> 1111 l,1, dt· J11odo qut·
,;,,,,,) - º·
" t I/ 1
/ JII ' + ( /,
e \PITllL <l 1.~
40
l~xpliL'll.11\dO I '. lL'lllll':
J(,,\/
-
--. ,~ (IJ

ro1ctil é tançad,,. l=.n1rct,1nto セ@


- d ide da . :-,o cm que. P . do n·1 d1rcç.r<1
d1reç, O
· - p.1 セ@ r·,1 •• <1ua1o
N e ,, nao epci · 't I for lança '
ot~ qu_ velocidade se o prOJC ' ta ão do planeta. i\ <:<;1n1. J)Or
n1ais fácil at111g1r essa t·' se n1ovendo por causa da ro ~ -rcção leste cm C~bn Ca.
local de lançan1ento c~~~te-a1nericanos são lançados nadei ce:ca de J500 k1n/h, cm
exen1plo, os foguetes l "dade local para o leste,
naveral para aprovei·1ar '·1 ve oc1 ...
セ@ . da rotação da Terra. locidade de escape de um proJelll
cons:q~en~•;-28 pode ser usada para calcular: v~ como a massa do astro e R como
q. ,. l uer astro. toman o
a prutir da superf1c1e de qua q velocidades de escape.
. A T.abela
o raio. 1.,
13-2 mostra algumas

'
"
. .' ,, ... ,' ... ' .
. .. . . Tc1bela 13-2 ···· · ':,;;,;;.,.:e..~,;-~.:
'

Algumas Velocidades de Escape


Velocidade de
-
Raio (m) escape (km/s)
Astro Massa (kg)
1,17 X 1021 3,8 X 105 0.64
Ceresº 2.38
Luaº 7 36 X 1022 1.74 X 106
' X
5,98 1024 6•37 X 106 11.2
Terra
1,90 X 1027 715
, X 107 59,5
Júpiter
Sol 1,99 X 1030 6.96 X 108 618
Sirius Bb 2X 1030 1X 107 5200
Estrela de nêutronsc 2X 1030 1X 104 2 X 105

•o maior asteroide. . d - ) que é companheira da estre la Sirius.


bUma anã branca (estrela em um estágio fina1 e evo1uça0 .
<Q núcleo denso de urna estrela que se transforma em supen1ova .

' )

. TESTE 3 ·a1 .
Você afasta uma bola de massa m de uma esfera de massa M. (a) A energ1.a potenc1 gra-
vitacional do sistema bola-esfera aumenta ou diminui? (b) O trabalho re~l1zado pela força
gravitacional com a qual a bola e a esfera se atraem é positivo ou negattvo?

Exemplo . . ·
Asteroide vindo do espaço: energia mecan1ca
. セ@ .
Um asteroide, em rota de colisão com a Terra, tem uma
velocidade de 12 km/s em relação ao planeta quando está (13-29)
a uma distância de 1O raios terrestre do centro da Terra. Supondo que o sistema é isolado, o momento linear do
Desprezando os efeitos da atmosfera sobre o asteroide, sistema também é conservado durante a queda. Assim, as
determine a velocidade do asteroide, v1, ao atingir a su-
perfície. variações do momento linear do asteroide e da Terra devem
ter o mesmo módulo e sinais opostos. Entretanto, como a
massa da Terra é muito maior que a massa do asteroide, a
Como estamos desprezando os efeitos da atmosfera sobre variação da velocidade da Terra é desprezível em relação
o asteroide, a energia 1necânica do sistema asteroide-Terra à variação da velocidade do asteroide, ou seja, a variação
é conservada durante a queda. Assim, a energia mecânica da energia cinética da Terra pode ser desprezada. Assim,
final (quando o asteroide atinge a superfície da Terra) é podemos supor que as energias cinéticas na Eq. 13-29 são
apenas as do asteroide.
igual à energia mecânica inicial. Chan1ando a energia ci-
nética de K e a energia potencial gravitacional de U, essa
relação pode ser escrita na forma Cálculos Seja 111 a massa do asteroide e Ma 1nassa da Terra
24
(5,98 .x 10 kg). O asteroide está inicialmente a uma dis-
PARTE

GRAVITAÇÃO 41

W-~ J0!{7 ~o cer!trrJ da ·r crra e n<; final a urna di~táncia


p 1• - de /{7 e o raio da 1 errc1 <6.37 / J(/ rn ). ~ubstituin- v1 = 1.60 / 104 m/s = 16 km /s. (Resposta )
dr U pelo eu valor. dad<; pela Eq. J3-21. e K por t ,nv"
セ@ f.c. 13-29 e wma Com esta velocidade, o asteroide não precisaria ser
- ;
2 '
muito grande para causar danos consideráveis. Se tives-
r; Mm se 5 m de diâmetro, o choque liberaria aproximadamente
J(Jf<, . tanta energia quanto a explosão nuclear de Hiroxima. Na
verdade, existem cerca de 500 milhões de asteroide desse
Pe-a.gru])'dl1do os termos e subbtítuindo os valores conhe- tamanho nas proximidades da órbita da Terra, e em 1994
c.1dt-'>· ObleJní)S um deles aparentemente penetrou na atmosfera da Ter-
? 2 (j \,f ( 1 ) ra e explodiu 20 km acima do Pacífico Sul (acionando
1- = 1,- - !<, J - ] () alarmes de explosão nuclear em seis satélites militares).
O impacto de um asteroide de 500 m de diâmetro (deve
= (12 / 103 m/'>) 2 existir cerca de um milhão desses asteroide nas proximi-
11
_ 2<6.67 / l CJ m 1 /kg ·s2 )(5,98 / 1024 kg) dades da órbita da de nosso planeta) poderia extinguir a
r,.37 / 1()li m o.9 civilização moderna e eliminar a maior parte dos habi-
= 2.567 / J <J 3 m2/s2. tantes da Terra.

13-7 Planetas e Satélites: As Leis de Kepler


Desde tempos remotos. os movímentos aparentemente aleatórios dos planetas em
re]ação às estre]~ intrigaram os observadores do céu. O movimento retrógrado de
~.farte. mostrado na Fig. 13-11, era particularmente enigmático. Johannes Kepler
ll57J-J630). após uma vída de estudos, descobriu as leis empíricas que governam
ess.es movimentos. Tycho Brahe (1546-1601), o último dos grandes astrônomos a
fazer observações sem o auxílio de um telescópio, compilou uma grande quantidade
de dados a partir dos quais Kepler foi capaz de deduzir as três leis do movimento
planetário que hoj e levam o seu nome. Mais tarde, Newton (1642- 1727) mostrou
que as leis de Kepler são uma consequência da sua lei da gravitação.
; lesta seção. vamos discutir as três leis de Kepler e aplicá-las ao movimento
dos planetas em torno do Sol. As mesmas ]eis podem ser usadas para estudar o mo-
,ímento de satélites, naturais ou artificiais, em volta da Terra ou de qualquer outro
corpo cuja massa seja muito maior que a do satélite.

1. LEI DAS ÓRBITAS Todos os planetas se movem em órbitas elípticas, com o Sol
em um d ü5 f oco-,.

A Fí g. J3- J2 mostra um planeta de massa m que se move em órbita em tomo ~o Sol,


cuja massa é /vf. Supomo'> que M :r ,n, de modo que o centro de massa do sistema
planeta-Sol está aproximadamente no centro d~ Sol. . . .
セ@ firbita da Fig. J 3- 12 é especificada atraves do sem1e1xo maior a e da e~cen-
· ·d d 'J · d fi ·da de .,,11'orma que ea é a distância do centro da elipse a
t r,c, a t e a u t1rna e 101
um dú f oco, F
,
r
ou . 111a
u U& ' •
exr e,11ricidc1de nula corresponde a i.1111a c1rcu11fere11c1a,
• 'd d d
A •

Figura 13-11 Trajetória de Marte em


Cm a U
m único ponto central. As excentnc1 a es as
d
na qua l <JS d(Jt frJCOS ,e rc u.1. • • relação às estrelas da constelação de
. d - l - p'·qu•·n·· .. que as órbita'> parecem circulares se forem de- Capricórnio durante o ano de 197 1. A
Ór b!las O, p1anetã Ssau aCJ .; ,.. "'' ,
enhadas cm c~cala. A cxccntricicJacJ1.: da cllp'>C da Fig. 13-12, por exen1plo. e 0,7..i, po!!>ição do planeta está assinalada em
.. d d d , J ·r·a d·•.. ,,..,·rra
enquanto a cxccntr1c1 a e a tJr11 1
1..
é apenas O.O 167. quatro dias específicos. Como tanto
Marte co1no a Ten·a estão se movendo
e1n tomo do Sol, o que vemos é a
, • . a uin plonl!l.t ao Sol , .arr.: ârcu<; 1guai\ no plano posição de Marte e1n relação a nós; esse
1
2. t ,t·,J fJ,\ S ,\ f{f~AS A reta que ig , t· ,.. , J . \ ··ria,·:iu cl1\lt!r d·1
, j I tCn Ipo 11•U:Jlfi OU <;C~,1, ,1 a,.u 1.: "' セ@ ' movunento relativo faz com que Marte
da orbita do planct,, 1.:1n 111tcrv,1 u~ l e o •
.
' vezes pareça se 1nover para tras.
as
árc A co,n O tcrnro é i.;c n t.intc.
• • •

42 CAPITULO 13

uª-----/ Qualitativamente, a segunda lei nos dt/ l)lll' o plat1l'IH s l' 1111 1, t' 111.11 s d,·v,1r111 111111 11
do está mais distante do Sol e 1na1s dl'Pfl'SSit q1111nd1l t·,111 11111is p11 1 x 111111 tio ~111 Nti
realidade, a segunda te, de Kepler e Ulllil eonst'lJlll'lll'ia di, t'l:t d11 ll·i d,· 1·1111~1·1 ""\'llu
/
,; do momento angular. Van1os provar C'-Sl' faltl,
I ,\ /
()
A área da cunha sombreada na Fig ll 1~11 l' prlllll'llllll'lllt· iftrnl a ,11 1·11 v:1111,1 11
no intervalo de tempo !l.t pelo scgn1ento de l'l'lll l'llll"l' ,, Stll l' tl t)ln111•111. c1q111·11111p1 1
'' ,·a-- mento é,. A área M da cunha é aproxin1adan1l'llll' igual ,) llll'll til· 11111 li ifi11r11l11 dt·
'' ' , .... ..... ___ base r!l.(J e altura r. Como a área de un1 trifinguln l~ ig11al ;'\ llll't11tll' du h:t,l' Vt'í'l'S 11

11 --i !-
altura. M = r 2/l.(J. Essa expressão parn /l.J\ se tornu nln1s l':\ata q111111dt, ut (t\ pn,
O Sol está em
um dos focos tanto, !l.8) tende a zero. A taxa de varinçi\o instnntítnc,11 l'
da elipse. tl/ 1 1 , ti() 1 ,
dt
= -r-
, ,lt
= -r
'
,o• ( 1J-JO)
Figura 13-12 U1n planeta de massa
111 cm órbita elíptica em torno do Sol. O onde w é a velocidade angular do segn1ento de reta que lign <) Stll ,Hl pl11111.•t11.
Sol. de 1nassa M, ocupa um foco, F, da A Fig. 13-13b mostra o momento linenr r, do planctn,juntan1cntl.' l'Olll suas l'on 1
elipse. O outro foco, F ', está localizado ponentes radial e perpendicular. De acordo con1 n Eq. 11-2() (/J - 11, 1 ), tl l\todulo do
no espaço vazio. Os dois focos ficam a -
momento angular L do planeta em relação ao Sol e dnd<.l pcl<.) 11rtlduttl dl• , e l' t• ,1
un1n distância ea do centro, onde e é a componente de p perpendicular ar. Para um planeta de n1assa 111,
excentricidade e a é o semieixo maior da
elipse. A distância do periélio Rp (ponto L = rp 1 = (r)(111v 1 ) = (r)(111cor)

1na1s próxi1no do Sol) e a distância do = 1nr2w, (IJ-JI )
afélio R., (ponto mais afastado do Sol)
também são rnostradas na figura. onde substituímos vJ. por wr (Eq. 10-18). Co1nbinando ns Eqs. 13-3(} e I J-11, ohtcnios
t!A L
dr
- --
2111 · ( IJ-.12)

De.acordo com a Eq. 13-32, a afirmação de Kepler de que ,IA/cll é C<.lnstnntc equivale
a ~1zer que L é constante, ou seja, que o 111omento angular é conscrvnllo. A "egundn
ler de Kepler é, portanto, equivalente à lei de conservação <.lo 1110111cnto angular.

3. LEI DOS PERÍODOS O quadrad d f d d


ao cubo do semieixo maior da órbita. o o per o o e qualquer planeta é proporcionnl

Para compreender por que isso é verd d .d .


raio r (o raio de uma ci=unfi é a .e, cons1 ere a 6rb1tn circular da Fig. l l 1-t dl'
A •

"'"' erenc1a equivalente ao s · · .


cando a segunda lei de Newton (F - ) t e1111e1xo n1a1or de un1a elipse). Apli·
- ,na ao planeta e111 órbita da Fig. 13-14, tL'n1us:
G!v/111
.,
r· ( lJ- 11)

O planeta varre
esta área. Essas são as duas
componentes do momento.

--
--
1
/1,
sº;.':~1Qo[~______j I Sc,I~
1 Ili

' .,,
セ@

1 \ 1 \
1
\/ o
' \/
1

-
1 I
a)
(b)
igura 13-13 ( ) N · ...
a o rnstante ;l/ o .,e lJnento
.le,loca c..le urn ângulo ulJ, ,:1rrcnd;1 u~1~ ár<." de reta, 4ue lig.1 o planeta ao Sol se
o planet,t e \ll:ts con1poncntc<- ' .1 a,,\ (<;01nhrcadd ). (/,) O ,nu111cn111 1 Figt1ra 13-14 lJ111 pl,,11l·t11 dt'
... lll(',11 /J
111,1ss,t 111 g11,111do l'lll lt111111 d11 S1 1I
t·11111111a 111hila l'i1c11 l,u dt• 1,1111 ,.
PA_ft f t I

43

onde ~ubstitu1111os o n1ódulo da torça f pelo .,t:u VéJlo,, dado r>el,1 J:.q. 11 1 ,. u .., Tabofa 13-3
-

010s a Eq. 10-23 para substituir a aceleração ccntrfpet:1 por (JJ , • IJ ;1ridfJ a ,_, 1<1 2lJ -

1 l.1~-t rJo Kr.pler r,ara rA Perlodo, do


para substituir w por '21rlT, onde T é o período do tlH1vi1n•~nt,,, ,,l,1, rn,, :1 •crcc1ra ti t~rna ~~lar
Jei de Kepler:
r-
Sern e,,:) 10
r2 = ( 41T2 ) ' P~ríod -
GM I (lei ,lo, período }
Vla11eta a
mal(r.
J(J frj , 7z.r. } ITt

A grandeza entre parênteses é uma constante que depende apcn.1!> da rnas i.a M d,, 'rfC"í"-1 irl(J 5,í9 (J.24) 2 99
corpo central em tomo do qual o planeta gira. Vér,IJ 10.8 0.61:.5 3.0
'ferf4' 15.fJ 1/JO 2.96
A Eq. 13-34 tambén1 é válida para órbitas elípticas, desde quer \Cja ~ub-.títuí<J,, J,..14'n,; 22.8 1,88 2:,9S
por a, o semieixo maior da elipse. Essa lei prevê que a razão Pia!, tem praticamen- Júpiter 77 ; J 1.9 3,01
te o mesmo valor para todas as órbitas planetárias em torno de um mcc,m,, oorp(J Saturno 143 .21:J.5 2..9
Uran,, V:, 2,-;J) 2.93
de grande massa. A Tabela 13-3 mostra que ela é válida para as órbitas de U.>d<r., os
planetas do sistema solar. : 'etuno 4 5() 165 2.99
f1ulã(J 59') 2.!6 2.99

. TESTE 4
O satélite I está em uma órbita circular em tomo de um planeta, enquanto o sat.éJít.e 2 e"tá
em uma órbita circular de raio maior. Qual dos satélites possui (a) o maior período e (bJ
a maior velocidade?

セ@
: . :i
Exemplo
Lei dos períodos de Kepler: o cometa de Halley
O cometa de Halley gira em órbita em torno do Sol com R" = 2a - 1<1,
um período de 76 anos; em 1986, chegou à menor distância = (2)(2,7 / 1012 m) - 8.9 / 1010 m
do Sol, a distância do periélio Rp, que é 8,9 X 1010 m. A = 5,3 / 1012 m. (Resposta)
Tabela 13-3 mostra que esta distância está entre as órbitas
de Mercúrio e Vênus. A Tabela 13-3 mostra que esse valor é um pouco menor
que o semjejxo maior da órbita de Plutão. Assim, o cometa
(a) Qual é a maior distância do cometa ao Sol, que é cha- não se afasta mais do Sol que Plutão.
mada de distância do afélio R0 ?
(b) Qual é a excentricidade e da 6rbíta do cometa de Hal-
- . IDEIA -CHAVE .. ley?
De acordo· com a Fig. 13-12, R0 + RP = 2a, onde a é o
semieixo maior da órbita. Assim, podemos calcular Rª se IDEIA-CHAVE
conhecermos a. Podemos relacionar a ao período dado Podemos relacionar e, a eRPatravés daFíg. 13-12, na qual
através da lei dos períodos (Eq. 13-34) simplesmente subs- vemos que ea = a - RP.
tituindo r pi;Io semieixo maior a.
Cálculo Temos:
Cálculos Fazendo essa substituição e explicitando a, ob-
e = a - f<e =1 _ f<e
temos (13-36)
113
a a
2
a -_ ( GMT
z )
. (13-35) 8,9 / 101'' m
47T = 1 - 2,7 / 1012 m = 0,97. (Resposta)
Substituindo na Eq. 13-35 a massa M do Sol, 1,99 X 1010
kg, e o período T do cometa, 76 anos ou 2,4 X 109 s, ob- Como a excentricidade é quase 1, a órbita do cometa de
temos a= 2,7 x 1012 m. Isso nos dá Halley é uma elipse muito alongada.

13-8 Satélites: Órbitas e Energias


, . . da Ten·a em u,na órbita elíptica, tanto a veJocjdadc,
0
Quando um satel1te gira
. em
. , tom
· K orno a d'1stanc1a
,.. . ao centro da 'ferra , que determina
que determina a energia c1neuca , c
,.,. 1:APll lll Cl L セ@
.
. .·. n co1n o te1np0 . Entretanto, a energ1a mecá
, •••11gravitacional
• potcnc1,
•1 l'ncrgia • V, v,u iar , . que
(Coino a massa do satélite é muito menor
'1111.:a
. /:,. <lo s,1
.. te~i·t,
'c
JJcrinancce constru1te.
. V E do sistema sate')'te_t
Terra apenas ao sate11te.}
a n1assa da 'ferra, atr1~u finos .. ·t:1na é dada pela Eq. 13-21:
A energia potenc1al do sis
GMnz
v =- r
.á 1 é O raio da órbita do satélite,
· · finita) A van ve r
. V = Opura uma distância
(con1 in .1 . M e ,ri são as massas da Terra e do sa.
. . to que é circular, e
que supon1os po1 enquan . .
télite respcctiva1nente. . . é . de um satélite em órbita circular, escrevemos
Para detern1inar a energia c1n t1ca
a segunda le1. de Newtoo (F = ,na) como
2
GMm v (13-37)
-~-=m 2 ,. '
r

e v2/,. é a - cen t rípeta do satél1·te. Nesse caso ' de acordo com a


aceleraçao
d
on _ 7 a energia ciné't1ca é
Eq. 13 3 ' M
,. o G m
K = ~mv2 = 2r '
(13-38)

o que mostra que, para um satélite em uma órbita circular,

K = _-
u (órbita circular). (13-39)
2
A energia ,necânica total do satélite em órbita é

Figura 13-15 Qu111ro órbitas con1


GMm GMm
E=K+U=--,-
difcrcnlcs cxccnlricidudcs e• cn1 torno 2 r
de un1 corpn de 1nnss11 M. As qun1t·o
• • •
1\111101' a
GMm
1\rhi111s !Grn ll lllCSl\10 SCll\lCIXO ou E=---- ( órbita circular). (13-40)
e, portnnto, 111ncs1n11 cncrgi111nccfinicn 2r
tolnl /?. Esse resultado 1nostra que, para um satélite em uma órbita circular, a energia total
E é o negativo da energia cinética K:
E= - K (órbita circular). (13-41)
Este é um gráfico das
energias de um satélite em Para un1 satélite em uma órbita elíptica com semieixo maior a, podemos substituir
função do ralo da órbita. r por a na Eq. 13-40 para obter a energia mecânica:

E=_ GMm
2a (órbita elíptica). (13-42)
A energia cinética
é positiva. De acordo com a Eq. 13-42, a energia total de um satélite em órbita depende'
apenas do senúeixo maior da órbita e não da excentricidade e. Assim, por exemplo,
quatro órbitas com o mesmo semieixo maior aparecem na Fig. 13-15; um satélite
teria a n1esn1a energia mecânica total E nas quatro órbitas. A Fig. 13-16 mostra a
/i( 1)
variação de K, V e E coin r para um satélite em órbita circular em torno de um cor-
//( 1) po central de grande n1assa.
A energia potencial
a a energia total
" TESTE 5
sao negativas.
Nu figura, u1n ônibus espacial está inicialmente cm uina 2 /.. /_
/,,,,_,.. 1
,..- -----
_...._ _
..... ,
.....
' ''
Fluuro 13-16 V11ri:11;ilo lia cncrgiu
l'llll\h l'll A, dUl'lll'l'!'ia poll'nl'inl U e du
órbilu circular de raio r c1n torno da Terra. No ponto P, ,, '' \
o piloto aciona por alguns instantes um rctrofogucte para
'
V \
Clll'l'iJÍtl Intui /· COIJI ll raio,. fllll'II lllll
~llll•l itl' l'lll 01 hita l'1rcul111. Pan, qunlqucr
reduzir a energia cinctica K e a energia 1nccânica E <lo
onibns c~pncial. (a) Qual das orbitas chpt1cas tracejadas
p ', 1

vnlor 11l• , , 11), valores dl' li l' /! sl\o 111ostrad11s na hgu, a o onihus espacial passa a seguir? (b) f/
lll'!lllllv1111, o v11l111 dl• A l' positivo l' /• <> novo per1oclo orbital J' do ünibus espacial (o tcn p
1 0
A. Pnrn, • J<J, as 111.·~ l'llt vus ll'tllk·111 para reto111ar an ponlo P) l' 111aio1, llll!nor ou igual ao da
li /l' l'll, lH bata l'll'l' Ula, 'l
PARTE 2

GRAVITAÇÃO 45

. ,, . Exemplo
Energia mecânica de uma bola de boliche em órbita
Um astronauta brincalhão lança uma bola de boliche, de mos calcular o valor de E0 =K0 + Uo, onde K0 é a energia
massa ,n = 7 ,20 kg, em uma órbita circular em torno da cinética da bola e U0 é a energia potencial gravitacional
Terra a uma altura lz de 350 krn . do sistema bola-Terra.
(a) Qual é a energia mecânica E da bola?
Cál culos Para obter U0, usamos a Eq. 13-21:

__ GMm
C},o-
Podemos calcular E usando a Eq. 13-40 (E= - GMm/2r) R
se conhecermos o raio r da órbita. (6,67 X 10- 11 N · m 2/kg 2)(5,98 X 102-1 kg)(7.20 kg)
- - 6,37 X 106 m
Cálcul os O raio da órbita é dado por
= - 4,51 X 108 J = - 451 MJ.
r = R + h = 6370 km+ 350 km = 6,72 x 106 m,
A energia cinética K 0 da bola se deve ao movimento da
onde Ré o raio da Ten·a. Assim, de acordo com a Eq. bola com a rotação da Terra. É fácil mostrar que K 0 é me-
13-40, a energia mecânica é nor que 1 MJ, um valor desprezível em comparação com
E=_ GM,n
U0• Assim, a energia mecânica da bola na plataforma de
2r lançamento é
= _ (6,67 X 10- 11 N · n1 2/kg 2)(5,98 X 1024 kg)(7,20 kg)
Eo = K0 + U0 = O - 451 MJ = -451 MJ. (Resposta)
(2) (6,72 X 106 n1)
= -2,14 X 108 J = -214 MJ. (Resposta) O au,nento da energia mecânica da bola da plataforma
de lançamento até a órbita é
(b) Qual é a energia mecânica E0 da bola na plataforma de
lançamento de Cabo Canaveral? De lá até a órbita, qual é tl.E =E - E0 = (- 214 MJ) - (- 451 MJ)
a variação /::,.E da energia mecânica da bola? = 237 MJ. (Resposta)

Isso equivale a alguns reais de eletricidade. Obviamente


'
Na plataforma de lançamento, a bola não está em órbita e, o alto custo para colocar objetos em órbita não se deve à
. ,.. . , .
portanto, a Eq. 13-40 não se aplica. Em vez disso, deve- energia mecaruca necessana.

13-9 Einstein e a Gravitação


O Princípio de Equivalência
Albert Einstein disse uma vez: "Eu estava ... no escritório de patentes, em Berna,
quando de repente me ocorreu um pensamento: 'Se uma pessoa cair livremente, não
sentirá o próprio peso.' Fiquei surpreso. Essa ideia simples me causou uma profunda
impressão. Ela me levou à teoria da gravitação."
Foi assirn, segundo Einstein, que ele começou a formular a teoria da relativi-
dade geral. O postulado fundamental dessa teoria da gravitação (ou seja, da atração
gravitacional entre objetos) é o cha1nado princípio de equivalência, segundo o qual a
gravitação e a aceleração são equivalentes. Se um físico fosse trancado em uma cabine
co1110 na Fig. 13-17, não seria capaz de dizer se a cabine estava em repouso na Terra
(e sujeita apenas à força gravitacional da Terra), como na Fig. 13-17a, ou acelerada
no espaço interestelar a 9,8 rn/s 2 (e sujeita apenas à força responsável por essa ace-
leração), corno na Fig. 13- J7b. Nos dois casos, teria as mesmas sensações e leria os
mesrno valores para O seu peso em urna balança. Além disso, se observasse um objeto
en1 queda, o objeto teria a 1nesn1a aceleração en1 relação a ele nas duas situações.

A CuJVatura do Espaço
Até agora, explicamos a gravitação co1no o resultado de un1a força entre massas.
Einstein 1nostrou que, na verdade, a gravitação ~e deve a uma curvatura do espaço
46 J'ITULI) 1~

f ,gur.i 13-17 t1 ) l n, 11-.100 nn intcnor


,I unu , • l inc , ,n rc ()OU •J rrn rela ao
l mu O ,scn n un, n1clü" ,a1r 1. • 1n1
uma ~cf('nl â1) a = 9.~ n1f,'. 1b) <;e ª
,abint""'li' c,,c no c,paço ,ideral com
Ulll!l ::i,clcração de 9.8 nl/,,2 o n1e 1-
ao
1cn:t a mc,111a aceleração em relação ao
11,ito. ~ ão é po,,iyeJ para ele. atra,é"
Je e,pcnmcntos realizado<. no interior
da cabine, dizer qual da.e. dua., "ituaçõe'-
corre ... pondc à realidade A._,im, por
exemplo, a balança ,obre a qual se
encontra mo,trana o mesmo pe:-o nos
doi<. ca,o...
( /,)
(o)

causada pelas massas. (e orno Será discutido em ot1tro capítulo deste


. .h \ 'TO, e"paço
. .
- inter
e tempo sao · dependentes, de modo que a curvatt1ra a que E1nste1n . se refere
_ e
na verdade uma curvatura do espaço-te111po, o conjunto das quatro d1mensoe~ do
nosso universo.)
É difícil imaginar de que forma o espaço (mesmo vazio>. pode uma ter uma curva_tu-
ra. Uma analogia pode ajudar: suponha que estamos em órbita obsen:a~~do ~ma ~o~ da
na qual dois barcos partem do equador da Terra, separados por uma dtstanc~a de.- º km,
e rumam para o sul (Fig. 13-18a). Para os tripulantes, os barcos seguem traJetónas pla-
nas e paralelas. Entretanto, com o passar do tempo, os barcos vão se aproximando até
que, ao chegarem ao Polo Sul, acabam por se chocar. Os tripulantes dos barcos podem
imaginar que essa aproximação foi causada por uma força de atração entre os barcos.
Observando-os do espaço, entretanto, podemos ver que os barcos se aproximaram sim-
plesmente por causa da curvatura da superfície da Terra. Podemos constatar este fato
porque estamos observando a corrida "do lado de fora" da superfície.
A Fig. l 3-18b mostra uma corrida semelhante: duas maçãs separadas horizontal-
mente são liberadas da mesma altura acima da superfície da Terra. Embora as maçãs
pareçam descrever trajetórias paralelas, na verdade se aproximam uma da outra porque
ambas caem em direção ao centro da Terra. Podemos interpretar o movimento das
maçã~ e~ termos da força gravitacional exercida pela Terra sobre as maçãs. Podemos
tambem interpretar o movimento em termos da curvatura do espaço nas vizinhanças
da Terra, uma curvatura que se deve à massa da Terra. Desta vez não podemos obser-
var a curvatura porque não podemos nos colocar "do lado de f~ra" do espaço curvo.
como fizemos no exemplo dos ba E tr
rcos. n etanto, podemos representar a curvatura

N
1 /
Espaço CUIVO
1 / perto da Temi
1 I
1 I
1I
1/
'e

convergentes
1
(a) s (b) s
F" (tj T
rgura 13- 18 (a) Dois objetos que se movem erra
Sul convergem por causa da curvatura da su rf~~ longo de meridianos em direção ao polo
~erto da superfície da Terra se movem ao lo~e ~1erda Terra. (b) Dois objetos em queda livre
erra por causa da curvatura do espaço nas go . e. inhas que convergem para o centro da
outras massas) 0 , prox1m1dadcs d T .
tr . . • espaço e plano e trajetórias ar ª ena. (e) Longe da Terra (e de
a.ietónas paralelas convergem porque o es ap セ@ elas permanece1n paralelas. Perto da Terra,
1
p ço e encurvado pela n1assa da Terra.
através de um desenho co1no o da Fig. 13 1Rc·, no qunl as 11111~·1111 SL' 11111v1•111l·t111111111
superfície que se encurva e,n direção à Tcrrn por cnusn un n1HHH11 dn ' l'l'11'11,
Quando a luz passa nas vizinhanças da Tcrrn, a trajclórin d11 h 11, se t11cu1v11 lipt ÍI 11
1nente por causa da curvatura do espaço, um efeito conhecido con10 /(•111,· Jf l'f/Vlto,·lfl/111/,
Quando a luz passa nas proxinúdades de un1a estrutura 1n11ior, co1no u11111 g11lnx i11 011
um buraco negro de massa elevada, a trajetória pode se cncu1v11r nind11 11111i:;, Se exlHlc
uma estrutura desse tipo entre nós e u1n quasar (un1a fonte de luz cx1rcn111111t111lt' b,i
lhante e extremamente distante), a luz do quasar pode se cncurvnr c1n 101110 dn ustr11
tura e convergir para a Terra (Fig. 13-19a). Assin1, con10 a luz pnrccc vir de dirc"•nc1-1
ligeiramente diferentes no céu, ven1os o n1esn10 quasar en1 Iodas e:;sns dlrcç<icH, IJn1
algumas situações, os quasares que enxergamos se juntan1 parn fol'lnnr 11111 glg11nlc1i<.!O
arco luminoso, que recebe o 1101ne de anel de Einstein (Fig. 13- 19/J),
Devemos atribuir a gravitação à curvatura do espaço-ten1po cau:,;adn pcln pre-
sença de massas, a urna força entre as massas, ou será que eln se deve à nçilo de 11111
tipo de partícula elementar chamado de grávito11, co1no propõcn1 algun1ns lcorinR
da física 1nodema? Embora as teorias de Newton e Einstein tenhan1 sido cnpf.lZCR
de descrever com grande precisão a atração de corpos de todos os tamnnhos, desde
maçãs até planetas e estrelas, ainda não compreenden1os pcrfcita1ncntc n grnvidndc
nem na escala cosmológica nein na escala da física quântica.

Raios
luminosos
do quasar

' I ' Direções


aparentes
do quasar
1
1
1 Galáxia ou
buraco
negro

___.-::-;;r- Direções
finais

Detector terrestre
(a) (/,)

figura 13-19 (a) A trajetória da luz de um quasar distante se encurva ao passar por
uma galáxia ou buraco negro porque a massa da galáxia ou do buraco negro encurva o
espaço próximo. Quando a luz é detectada, parece ter sido produzida cm un1 ponto situado
no prolongamento da trajetória final (retas tracejadas). (b) Imagcn1 do anel de Einstein
conhecido como MGl 131 + 0456 na tela do computador de un1 telescópio. A fonte de luz
(na verdade, ondas de rádio, que são uma fonna invisível de luz) está n1nito atrás dn grande
galáxia invisível responsável pela formação do anel; u1na parte da fonte npnrece con10 dois
pontos luminosos no anel. (Cortesia do National Radio Astro110111y Observatot)')

1 1 1
1
A Lei da Gravitação Toda partícula do universo atrai ns 011- Con1portnn1onto Grnvltoolonnl do Cnscns Esf óricos Hon,o-
lras partículas com u1na força grnvitacionnl cujo 111ód11lo l' dado gônoos A fot\'11 gr11vitnl·io111ll l'lllt'l' l'01 pos til· dt1nL'IISllL'S linitus
por J)lllll' Sl'I l'nlc11l11dn son11111lh1 (i11tL·~r1111llo) ns 1t11,·ns a q1tl' cslao sub-
llll'tidn, as pn1 lll'ulns q1tl' l'Otllptll'lll os l'\11 pus. E111l'l•ta11111, Sl' lllll tios
(lct da gra\ 1laç-,10 lk Nc\\ 1011 ), ( 1J-1 ) L'orpos l' lllllll l'IISl'II csll'l'Íl'II ho11111~l'lll'll llll 1t111 sulidu ro111 si111L·tria
l'sfl·nca, 11 fot\'U t-'' ,1, itHl'H111nl n•s111l1111lt· qlll' 11 l'lll po L'Xt•rct· sobrl'
onde 111 1 e 1112 são as massas tias partículas. r L' a distuni:i.1 cntrt• l'las 11111 uh_1l't11 c•1tc·111c1 p11dl' sei l'llll'11l11d111·11111l1 Sl' llHl1111111assa dn L'USl'a

e G (= 6,67 y 10- 11 N · 111'/lg') e a co11st1111tt ~ravlf11cici11t1I. llU dll l'lllpll l'StlVl'SSl' h1t llfit11d11 llll Sl'll l'l'lltlll
0
,.
48 CAPITULO 13 •
Enorgln Potoriclnl cio ur,1 Slstor,10 SL' u1n s~slc~11a contc,n
Superposição A., força., graviH,cionais ohctll'l'l'lll no 1>rht('Ít>lo 11111is dl' duns p111l(l'Ul11s. n enl·rgin potcnl:~nl gravitac1onal Ué a
da , upcrposição: se II partículas intc1agcn1 1 a lorçn n.:sullnnll' l•i,,11 sn11111 dl' lc1·11H>S qlll' l'l'Pl'l'Sl'llllllll as cnerg,_as potcnc1a1s de lodo,
que age sobre u1na partícula dcnon1i11ad11 pnrtícula I l\ n sonu1 dns os purcs dl' piul(l't1lus. J>or CXL'lllplo: para trcs partículas de 1nas~a,
força., exercida., individualtncntc sobre eln pclns outras purtil·ulns:
111,. 1111 e 111,,


,, !·11,
セ@
li
\
( 1J. S)
( ,·,,, ,,,, ' 1 ( IJ-22)
1 ' li (
/'1}
onde o so1nat6rio é tuna so1na vetorial dns forças /;j, cxl.lrcidns so-
bre a partícula I pelas partículas 2, 1, ... , 11. A forçn grnvi1ncion11l i j Volocldado de Escape Un1 objeto escapará da atração gra-
exercida por u1n corpo de clirncnsões finitas sobre un1u pnrtículu é vitacional de u1n astro de 111assa Me raio R (islo é, atingirá urna
calculada dividindo o corpo cn1 partículas de ,nnssa i11finilesilnnl dnt,
distfinciu infinita) seu velocidade do objeto nus prpxi1nidadcs da
cada uma das quais produz.indo t11n11 força infi11itcsin1ul d1:· sobre 11
superfície do nstro for igual ou n1aior que a velocidade de esca-
partícula, e integrando para obter a so1nn dessas forças:
J>C, cladn por
( 1J-6) 2GM
V ( 13-28)
/?
Leis de Kepler O 111ovin1ento dos planetas obedece às três leis
Aceleração Gravitacional A aceleraçc1o gravitacional ªx de
uma partícula (de massa tn) se deve unic111nc11te à força gravitacio- de Kepler, que são u1na consequência direta das leis do tnovimento
nal que age sobre ela. Quando tuna purtícula está u un111 distllncin r e dn gravitação de Newton e ta1nbé1n se aplica1n aos satélites, tanto
do centro de um corpo esférico ho1nogênco de 1nnssn M, o rnódulo nuturuis con10 artificiais:
F da força gravitacional sobre a partícula é eludo peln Eq. J 3-1 . As- 1. Lei ,las órbitas. Todos os planetas se 1nove1n en1 órbitas elípti-
sírn, de acordo·com a segunda lei de Newton, cas, con, o Sol c1n tnn dos focos.
,.. J/1(/11' (1'.l-10) 2. lei tias árells. A reta que liga qualquer planeta ao Sol varre
áreas iguais e1n intervalos de ten1po iguais. (Esta lei é equivalente
o que nos dá
à lei de conservação do n10111ento angular.)
GM 3. Lei tios JJ~rfodos. O quadrado do período T de qualquer planeia
{/li ,: • ( 1J. 11 )
r2 é proporcional ao cubo do sernieixo rnaior a da órbita. Para ór-
bitas circulares de raio r•
A~~leração d~ Queda ~ivre e Peso Como a Terra não é pcr-
fe1!amcnte esférica, ei;tá girando e sua 1nassa não está distribuída 7·2 -- ( 4172 ) r ·1 (lei dos períodos), ( 13-34)
un1f~r~emente, a aceleração de queda livre g de tuna partícula nas GM -
pro1:1m1dades da Terra clifere ligeirarnente da aceleração gravitacio- onde M é a massa do corpo atrator (o Sol, no caso do sistema
nal e~, e? peso da partícula (igual a 111g) difere do módulo da força sola~·): No c~so de órbitas elípticas, o raio r é substituído pelo
grav1tac1onal que age sobre a partícula, dada pela Eq. 13- 1. se1n1e1xo 1na1or a.

Gravitação no Interior de uma Casca Esférica


ho ri d é . 111a casca
u Energia no Movimento PIanetá rio
.
mogcnca セ@ inat ·na não exerce força gravitacional sobre uma él' Quando um planeta ousa·
t tle de massa ,,, se n1ove em ó b. . '
partícula potencial u e a e . . . .uma r lta circular de raio r, a energia
· 1, · localizada
J 1· 110 seu. interior. Isso significa que, ,se urna p,lrt. ,'•
' ne1g1a c1116ttca K são dadas por
cu ,l estiver oca ,zada 110 interior de uma esfe1·a ,nac1·ça l1 セ@
. d'. , ·. . · , on1ogcnea
ª,um,, ,•stânc1a, do centro, a força gravitacional exercida sobre a U = _ GM111
partículc1 se deve. apenus à mussa M 1111 que se encontra no interior de ,. e /( = GM111
2r
(13-21, 13-38)
uma esfera de nuo r. Essa massa é dada por
4'7Tr 1 A energia inecânica E = K + U e,< portanto,
M,nl fJ 1 • ( 1J-18)

onde fJ é a rnassa específica da esfera.


.-
/ .' GM1t1
2r
( 13-40)

No caso de uma órbita elíptica de sc111ieixo n1aior a.


Energia Potencial Gravitacional A e11crgi·1 potenci·II .. .
lac,onal li( r) de
sep·11··1d·,..,
un1
1· .
;,e
sisle111a de duas partículas 111·1s•··,s' Mg1 ,IV t
• · ,,, , e 111 IE <; A/111
. .' , , .. por tuna e 1:,tfinc1a,, é igual ao negativo do l1"1h·1ll1<1 • ( 13-42)
seria rcal1zado p •I· f . . . , • • que 2a
\Obre a OU(f'I i-il' 'Cl <,111' 1<;1~11. gntVtléll' IOllaJ de Ullla J)llllfL'llla agindo
' · ' :, ,1nct.1 entre el·1s 111 1 J· • l · · , Teorin da Gravitação de Eir1s • . . .
grande) até,. I • . , • . , '. 'l .I\Sc < e 111111111:r (11111110 la~·ao e ill'elcru, .. 10 . tein E, nstc111 1nostrou que gravr·
. Js:,,1 e lll'1 g ta l' dada por •
. ', s,10 cqu1valcnt . . E . , セ@
cu, L' a ha!'lt' dL· uni·, t. . cs ... ssc 1>r111c1pio de equivalen-
()
(i!i,/111 , 1:011.i du gr· 1 · d
~rral ) que e, 1Íl"l . . ' v llaçao ( a lcorin da rclativida e
(l'IICl}'iH f)llll'lll'Íill t•f,l\'llill lllllill)
( 1J-21 ) ,. 11 • 1>se 1L'ltus g,·1v't· . .. .
• 1 <11.: ton,us c111 terrnos de u1na cur
1
-..,1u1.1 dn e"pa~·o.
セ@ r. .
P.A.R , - -
- -
-.- -

1 i PEBGDIITAS 1

~- . • -- - . -• ? ' - · • · - , セ@ .. CT~,.,..;
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_.. セ@

( t'

esu ~~-'"'c:a:5:-t.~ e-. eté"=º·" ,~!".:.:-~,=. f.;J C-;-d~ os ~ 2'"ios & Figura 13-24 Pe.gr..::..,ra 5.
-
6 • ·aFig. !3-"'5_ três panículas S20 mantidas fi~as.•.\ ID3S-<::i de B
é mio;- que a mzssa ru: C. l:'ma quar..a panícula (partícu}3 D> pode
ser coloc2da em a1gum lugar ru: tal ionna que a força g:ra,itacion:tl
icS!ll12,,.-i.e e:i.:emda sobre a panícula.-! pelas parúculas B. C e D seja
• nula? Ca...'-0 a ~-posta seja afirmatiya. em que quadrante deve ser
co!oe2da e ll25 proximidades de que ei"'o?
e
-
l

3 X.:. Fr~. :3-...::_ セ@ ~~!:u!::: ce:J!l"d eslá rerrada por dois anéis
- -
..:ü-.:tW...c:- & p;::...li.:cJ"'- & roos r e R. com R > r. Todas as par-
- ---,-:A=-o-- ---C:::......._
• li..,- d - - 'O X
á\,.1rL1, e~::: ~ r..e.:sc..,. ~ »-<> m. Q;.!?is são o cõdnJo e a orieniação d
-~- toe,.~
- ' salJinetlua
• -~- a panlCU
' la
u.: セ@ -
S..!.' T'.2=ioo.iJ i"e:sl?li 27i.:f': 2 ate ~"1.a セ@
-L. B
-=-a:..i.~ = Fig ura 13-25 Pergunta 6.

7 Oroene os quano sistemas de partículas de mesma massa do Teste


• • /
/ • 2 de acordo com o Yalor absoluto da energia potencial g1a\'itacional
., do sistema começando pelo maior•
/
/
/ 8 A Fig. 13-26 mostra a aceleração graYitacional a r de quatro pla-
• ----},f;- ---• netas em função da distância r do centro do planeta. con1eçando
/
/
/ na superfície do planeta (ou seja. na distância R 1• R:. R 3 ou Jt). Os
セ@
gráficos l e 2 coincidem para r .2! R:: os gráficos 3 e .i coincidem

/
li
parar> R. Ordene os quatro planetas de acordo (a) com a n1assa
• e (b I com a massa específica em ordem decrescente.
Figura 13-22 P ...-:zunta 3.
- a

4 Na f 1 _ 13-23.d Jl2IÚCUl- d~ m ,n e 2m. estão fi xas em


ume1xo: a Em _ Ju_ardo e xo um- terceira panícula. de mas~
' pede :<,.eT co :aif:: ~xclu1ndo o 1ntínno para que a força gra\ 1- 1 1 ..-
1
ca re ltanieet-rCl- "'ree ap!l d pnme1ra.s partículas 1 "'
1
se :i nu a _ ~rda <b: d pnme,~ pa.rt rui a d1re1ta. entre 1
4
e ~- J)Or.!m m~J ~o d3 セ@ J::i de m I r ou entre elas, 1
1
1
1
porém lmI5 perwcb. p:m'cul m~n b Ar, posta muda
セ@ _ 1erce,ra panicul u um3 m de Jom . e E I te ai,,. um
Ra /G
- l i~ '
R
pon o for_ do e to clu nd o 1nfin11 n uai a セ@ rça re ult.ante
Figura 13-26 Pergunta 8.
e er-cid_ re 3 terceira p....1. _ula é nula
titl l'Al'llllltl l~I

•t \ 1'1!' 11 1 / lllllSllll lll'S p111ltl'11l11s lllll'Ílllllll'llll' IHIII\IÍdtls fi\aS, 11 ;\ l~ig. 1セ@ .:!9 1nostr a tn:, planetas c,ler11.:o h11111oi•t'lll'11, qu
~·u111 /l 1• t 1~·111111, l' f1llSil•ln1111d 11s SÍll\l'II ll'llllll'llll' l'lll 1'1.'lll\':ll) Ull l'i\O tê1n a llll'Snln ntassu e o 1ncsn10 v11lun1c C>, pcrfotln de r111,1\,1t, 1
\', ,1111111111lstnlll'l11,/ tlt• \ ln) Qunl t' 11 nrit.•n111,·iio dn fnrçn gr11vit111:io- dos planetas são <lados e dois pontos da \Upcrl 1<;1e "ªº 1dl'nhl11.:,ul,~
1111111,1111lt11111L• /·:,. q11t1 ngt' snh1t' ,\'? (h) Se II p1111ículn C e ueslocndn por lctrus cn1 cada planeta, u,n no equador e ou11 o no Polo Nor1c
11111l11lt11t'lllt' p11n1 lnngt' dn origt•111, n oric11111çào de J,;,., vnrin'7 Caso a Oruenc os pontos de acordo co,n o valor local da ucclcr,11,a11 d,
1~1h1'llN l111i1'in 111t11n111ivn, t'n1nn vnrin e qnnl e o litnitc dn vnrinçào? queda livre g. con1cçanclo pelo 1naior.
,. lll h 24 h IK h

,, d J
(l ------- r ------- l' -------

Plo11rn l 3..27 Pergunt n 9.

1 n ,\ f~lg. l .1-J8 n1ostrn seis trnjotôrins possíveis pnra un1 t'oguc- Figura 13- 29 Pergunta 11.
lt' 111n nt'hltn t'lll 101·110 de u1n nstro que se desloca do ponto a para
1) p1)ntn />, Ordene ns lt't\jetorins de ncordo (n) con1 n variação da
t' lll11'gin pntt~ncinl grnvitncionnl do sis1en1n foguete-astro e (b) con1 12 Na Fig. 13-30, uma partícula de massa ni (não mostrada) pode
t) 1n1hnlho totnl renlizndo sobre o foguete peln força gravitacional ser deslocada desde uma distância infinita até uma de três posições
tl1) 11st l'O, t'lll ordetn tlecrescentc, possíveis, a, b e e. Duas outras partículas, de massas ni e 2n1, são
mantidas fixas. Ordene as três posições possíveis de acordo com
1 trabalho realizado pela força gravitacional resultante sobre a partí-
-
')

3
cula móvel durante o deslocamento, em ordem decrescente.

--<ei>--~~~--i()~~~~~-.e~~~~--,'.»~~~~~-.e-
a 2111 b 111

Flourn 13-28 Pergunt11 l O. Figura 13-30 Pergunta 12.

1 ' PROBLEMAS
- .. - . 1 1
• • • O n111nar-0 da pontos Indica o grau de dificuldade do problema
lnforn1nçõas ndlclonnls dlsponlvals em O Circo Voador da Física de Jearl Walker, LTC, Aio da Janeiro, 2008.

Snçl\o 13 ? A lei da Gravitação de Newton con1 un1a n1assa de 1 X 1011 kg (e um raio de apenas I x 10- 16 m)
• 1 U1nn 1n11ss11 AI é dividid11 c1n duas partes, e AI - 111, que são
111 se aproxin1asse da Terra, a que distância da sua cabeça a força gra·
,._,1n seguida súpnrntlns por \una ccrt11 distfincin. Qual é a razão 111/lvl vitacional do miniburaco seria igual à da Terra?
q11 ...• 11111>. hni1.n ú nll'itlulo dn forçn grnvit11cional entre as partes? •6 Na Fig. 13-31, un1 quadrado con120,0 cm de lado é formado por
•• 1,,11,u111cia da Lua. 1\lgnn1ns pessoas 11creditanl que suas quatro esferas de massas 111 1 = 5,00 g, 1112 = 3,00 g, ,n3 = 1,00 g e
1114 = 5,00 g. Em termos dos vetores unitários, qual é a força gravi-
111 ividndt•s s1il) controlndns pcln Ln11. Se n Lun est11va do outro lado
dn '1't•rr11. nn longo dt• un111 reli\ que pnssavn por você e pelo centro tacional exercida pelas esferas sobre uma esfera central de massa
1115 = 2,50 g?
dn 1'e1r11, ,._, pnssn p11n1 1111111 posição din1netrnln1cnte oposta, verti-
l'n ltnt•nlL' 11l'in111 d11 snn l'llhe,n, qunl é n vnrinção percentual (a) da 1112
111111(110 ~n1vilnt•inn11I que n Lnn exerce sobre você e (b) do seu peso?
S11p11nh11 qut' 11 distiincin Tl.'11a - Lun tJe l.'entro a centro) é 3,82 , )'
I OK 111 t' tlllt' t) 1IIÍ\I dn 1'l'II I\ I.' h,37 ' lo~111. l - ..,.
• (J1111I dt'Vt' St'l II distt1nt·111 entn: un1n p11r11culn tle 5,2 k.g e un1n
p 11111...·11l11 dt• 1,-l k.g pnr.i t}llt' a a11a,iio gn1, itacional entre elas tenha
11111 111l1d11l11 d...• 1, 1 , 1O 1' N',
1'111111, n S1,I qunnt,, ,t rt·11·.1 C'.l.'rl'en1 t11nn l~'t\'ª gr.1, 11ac1onnl 111 1

Slllllt' 11 l 1111 Qunl t' 111a ,1t, 1,,,/1 k,r. entrl.' a:- Ju,ls forças l tA J1s-
Figura 13-31 Problema 6.
11111c111 1\lt'd1,1 l.'\\llt' (l Sol t' .1 Lua セ@ ig11.1I à dist.lnc1.1 1ned1.1 entre o
s, 11 t• li l\•1 111 ) ... l.:,na <li111e11sâo. Na Fig. 13-32, duas partículas pontuais são nian·
ttdas ti'.as en1 um ei'.o ,. sep,u·adas por uma distância d. A purtíc~I~
S1 t lo 1 セ@ !l Gravitnção e o Principio da Superposição 1
\ ten1 1nassn 111 l e a partícula B tem massa 3,00111A. U1na tercetr•
•t 1\/1111/1111,11 ,,., 11, i;,,,., -
1al\('Z l.'...:i,1.in1 n11n1bur.11.0 ... ne!!ros nú p.tru~ul.a C. de n1assa 75.0,n ,, deve ser colocada sobre o eixo x, 111_1~
11111\ l'I s11, p1 od11 1dll" lú!!,ll .1p,,,l'b1g b.1ng ~é un\ d(',:,.('s l'bJ('t0:- prv'.tnudades das part1culas ·\ e B. En1 tern1os <la distância d. qua
PA~TE 2

GRAVITAÇAO 51

dt•,·t• ~t·r II r,1,11lll•nad11 \ dn pn1t(l'Ul11 e' pura q111.• 11 l\)1\'II grnvitnl'io • l ? Nn Fig. 1J 36a, a pnrtículn ;\ é 1nan11da lixa cn1 \ - -0,2(J 1n
1111111 qllt' csll\ suhntl•lida a p111t1l'11ln A Sl'jH nula'/ no eixo.\ e n parlícula /J, co1n 11n1n ,na.,sa de 1,0 kg, é mantida hxa
na orige1n. U1na partículn C (não ,no!.trada) pode ser dc.,101,;Jda ao
.\' longo cio eixo t, entre a partícula B ex= oo. A f·1g. 13- 36/, mostra
• d ~1 a co1nponentc .\, F" .,• ela força gravitacional exercida pelas partí-
,\ n .,· culas;\ e C sobre n partícula B cm função da posição x da partícula
figura 13-32 Problcn1n 7.
C. O gráfico, na verdade, se estende indefinidamente para a direita,
tendendo assintoticamente para -4, l 7 X 1O 10 N para x-+ <X>, Qual
•8 Na Fig. 13-33, três esferas de 5,00 kg estão localizadas u dis-
é a 1nassa (a) da partícula A e (b) da partícula C?
ttincins d1 = 0,300 1n e <I, = 0,400 111. Qual é (a) o 1nódulo e (b) u
oricntnçiio (etn relação ao sc1nicixo ., positivo) du l'orçn gravitacio-
nal II que está sujeita a csfera /J?
y
.. 1

)'

1\ X
c..,Ê
o
+ --t

í
d1
,\ B o o2
x(m)
8

l u-n_____cc X
(a)
Figura 13-36 Problema 12.
(b)

---,12- -..1
Figura 13-33 Problen1a 8. ••13 A Fig. 13-37 mostra uma cavidade esférica no interior de
uma esfera de chumbo de raio R = 4,00 cm; a superfície da cavi-
•9 A que distância da Terra deve estar uma sonda espacial ao longo dade passa pelo centro da esfera e "toca" o lado direito da esfera.
da reta que liga nosso planeta ao Sol para que a atração gravitacional A massa da esfera antes de ser criada a cavidade era M = 2,95 kg.
do Sol seja igual à atração da Terra? Com que força gravitacional a esfera de chumbo com a cavidade
atrai uma pequena esfera de massa m = 0,431 kg que se encontra a
• • 1O Duas di111ensões. Na Fig. 13-34, três partículas pontuais são
uma distância d = 9,00 cm do centro da esfera de chumbo, sobre a
mantidas fixas em um plano xy. A partícula A tem massa 11111 , a par-
reta que liga os centros das esferas e o centro da cavidade?
tícula B te1n massa 2,0011111 e a partícula C tem massa 3,00,n11• Uma
quarta partícula, de 1nassa 4,00,n11, pode ser colocada nas proximi-
dades das outras três partículas. Em termos da distância d, em que
valor da coordenada (a) x e (b) y a partícula D deve ser colocada
para que a força gravitacional exercida pelas partículas B, C e D ----------- 0
1n
sobre a partícula A seja nula?

y Figura 13-37 Problema 13.

B • • 14 Três partículas pontuais são mantidas fixas em um plano xy.


Duas delas, a partícula A de massa 6,00 g e a partícula B de massa
d 12,0 g, são mostradas na Fig. 13-38, separadas por uma distância
~..---'1~5~d::--0-~-x d118 = 0,500 m; 8 = 30º. A partícula C, cuja massa é 8,00 g, não é
C A
• mostrada. A força gravitacional que as partículas B e C exercem so-
bre a partícula A tem um módulo de 2,77 X 10- 14 N e faz um ângulo
Figura 13-34 Problema 10. de - 163,8º com o semieixo x positivo. Qual é (a) a coordenada x
e (b) a coordenada y da partícula C?
• • 11 Como mostra a Fig. 13-35, duas esferas de massa 111 e uma ter-
ceira esfera de massa M formam um triângulo equilátero e uma quarta y
esfera de massa 1114 ocupa o centro do triângulo. A força gravitacional
sobre essa esfera central é nula. (a) Qual é o valor de M em termos B
de tn? (b) Se dobrar1nos o valor de m4, qual será o novo módulo da
força gravitacional a que está submetida a esfera central?
A
M Figura 13-38 Problema 14.

• • • 15 Três ditnensões. Três partículas pontuais são mantidas fixas


cm u1n siste1na de coordenadas xyz. A partícula A, na origem, tem
massa tn;., A partícula B, nas coordenadas (2,00d; 1,00d; 2,00d),
ten11nassa 2,00,n" e a partícula C, nas coordenadas (-1,00d; 2,00d;
- 3,00d) tem 1nassa 3,00tn". Uma quarta partícula D, de massa
4,00,11.1, pode ser colocada nas proximidades das outras partículas.
Figura 13-35 Problema 11 . Ili Ili En1 termos da distância d, cm que coordenada (a) x, (b) y e (c) z a
r,2 <:/\1'11111 (} 1:1

p111tfc11la I >d<'VI' s1•1 1•11lt11·111ln pnl'll l(lll' 111011;11 gr11vit11l'inn11l i:xer- · 1:1 qtic estt.
laciona , •1·su·icita
. uma partícula ele rnas<,a 111 sllu:iua ,111111
l'ill11 pl·las p11111t•11l11s li, e' 1• I >s11hr1• 11 p11rll1•11l11 ,\ s1•ja nuln'! . tAanc1a
eJ1s · (a)
, •,, , (h) /1 e (c) e do centro co1nu1n du<, casc.:.11,
.. • 1t, Nn Fi)'. 1 1 111. 1111111 p111 lll11tln d1· 111nssn 111 1 0,(l7 kg cst:í II u,na
clistl\11tia ,/ l 11•111 dt• 1111111 d11s L'\ln•111id11dl s de 11n1n barra ho1nogê-
1

lll':t de l'tllllfll'illll'llltl I '·º Ili e IIIIISSII A/ 5,0 kg. Qunl é o ,nódulo


da 1<11,·a l'ravilnl·i1111al /•' qlll' 11 hnrrn i:x.tirt·t• sobre a partícula?
(/

e
r/111
b
,,,,
~I 14 dr
Figt1rn 13..39 Prohk•11111 1(l, ,~ d -1~ /, - -
Figura 13-40 Problema 24.
Soçl\o 13·'• A Grnvltnçfto Porto da Superfície da Terra
• •25 Uma esfera maciça homogênea tem uma massa de 1,0 X 10'
• 17 (a) Quanto pcsnrin u1n ohjcto nn superfície da Lua se pesa kg e um raio de 1,0 m. Qual é o módulo da força gravitacional exer-
100 N nu supcrl'ícic cln 'l'crrn'? (h) /\ quantos rnios terrestres este cida pela esfera sobre uma partícula de massa m localizada a uma
n1cs1110 objeto deveria estar do centro ela Terra para ter o 1nes1no distância de (a) 1,5 me (b) 0,50 m do centro da esfera? (c) Escreva
peso que 1111 supcrl'fcic da l..uu'? tuna expressão geral para o módulo da força gravitacional sobre a
• 18 Atrar<7o d,• 11111a 111n11ta11/1a.
Un1u grande 1nontanha pra- partícula a uma distância r s 1,0 m do centro da esfera.
1ica1nc11tc ni\o al'cta u tlin.:ção "vert ienl" indicada por u1na linha de • •26 Considere um pulsar, uma estrela de densidade extremamente
prun10. Suponha q11c a 111ontanh11 possa ser n1oclelada por uma esfera elevada, com uma massaM igual à do Sol (1,98 X 1030 kg), um raio
du raio/? - 2,00 k1n e 1nassn específica 2,6 X 103 kg/n1). Suponha R de apenas 12 km e um período de rotação T de 0,041 s. Qual é a ,
ta111hé111 qul! tuna linha de pru1110 de 0,50 1n de con1prin1ento seja diferença percentual entre a aceleração de queda livre g e a acelera-
pcndurada a unu1 dist!\ncia 3R do centro ela esfera e que a esfera ção gravitacional a8 no equador desta estrela esférica?
atraia horizontaltnentc o peso ela linha ele pru1no. Qual será o des-
••27 A Fig. 13-41 mostra, fora de escala, um corte transversal da
loca1nento do pl!so da linha de pru1no en1 direção à esfera?
Terra. O interior da Terra pode ser dividido em três regiões: a crosta,
• 19 A que altitude aci1na ela superfície da Terra a aceleração gra-
o ,nanto e o núcleo. A figura mostra as dimensões das três regiões e
vitacional é 4,9 n1/s 2? as respectivas massas. A Terra tem uma massa total de 5,98 X 1ou
•20 l irl((fcio <lt• 11111a 111ilha. E1n 1956, Frank Lloyd Wright propôs a kg e um raio de 6370 km. Despreze a rotação da Terra e suponha
construção dl! u111 l!cliffcio co1n un1a 1nilha de altura en, Chicago. Su- que ela é esférica. (a) Calcule a8 na superfície. (o) Suponha que seja
ponhn qut.: o edifício tivesse sido construído. Desprezando a rotação feita uma perfuração até a interface da crosta com o manto, a uma
1 du ·r erra, dcterrninc a variação do seu peso se você subisse de eleva- profundidade de 25,0 k1n; qual é o valor de a8 no fundo da perfu-
dor do andar térreo, onde você pesa 600 N, até o alto do edifício. ração? (c) Suponha que a Terra fosse uma esfera homogênea com
• •21 Acrl!dita-se que algun1as estrelas de nêutrons (estrelas extre- a mesma massa total e o mesmo volume. Qual seria o valor de a&a
1na1ncntc clt.:nsas) estão girando a cerca de I revis. Se tuna dessas uma profundidade de 25,0 km? (Medidas precisas de ag ajudam a
estrelas ten1 u111 raio de 20 kn1, qual deve ser, no mínimo, a sua revelar a estrutura interna da Terra, embora os resultados possam ·
111 assa para que un1a pnrtícula na superfície da estrela permaneça ser mascarados por variações locais da distribuição de massa.)
no lugar apesar da rotação'?
6345 km
• •22 o raio /?,. e a 1nassa M,. de un1 buraco negro estão relaciona-
25 km
dos através da l!quação /?,. = 2GM1/c2, onde e é a velocidade da luz.
Suponha qut.: a aceleração gravitacional a11 de u1n o_bjeto a uma dis-
tânc.:ia r,, -= 1,00 l /?1, cio centro do buraco negro seJa dada pela ~q. " ..x-- Núcleo, 1,93 x 102·1 kg
13-11 (o que é vl!rdaclc para buracos negros grandes). (a) Detenn1ne
0 valor de a,. a urna distância r,, c111 tern1os de M1,, (b) O valor de a11 •
ti distflnt·ia ,:, au1ncnta ou di1ninui quando Mi, aumenta? (c) Quanto _:....-t- Manto, 4,01 x 102·1 kg
valc aN fi distiin,:ia r,, para uni buraco negro 1nuilo grande cuja massa é
1,55 x I O" vc,cs a n1assa solar de 1,99 X 10 1º kg'? (d) Se utna astro- ,.__ Crosta, 3,94 x 1022 kg
nauta l'Otn 1,70 1n de altura cstÍI à distiincia r,, con, os pés voltados para
0 buraco ncgro, qual l! adi fcrcni;u entre a aceleração gravita~ional da
cabeça L' dos pt's'? (e) /\ astronauta sente algun1 desconfo110? セ@ 3490 km

•• ·i 3 Llni t'l'rlo planl'ta é n1odi:lado por uni ntícleo de raio R e rnassa Figura 13- 41 Problema 27.
AI l'Crl'ado por tuna t.:asca dr raio interno/~. raio externo 2/? e 1nassa
4/ltl.SL'AI 4,1 "10''"-gt·/? 6,0 · I011 111.qualéaac~lc1~aç~o
• •?.8 Suponha que u1n planeta é u1na esfera homogênea de raio/?.
gravitul'ional de llllHI partícula i:111 pontos s1tL1ados a tnna d1stanc1a
que <tlc alguma fonna) possui um túnel radial estreito que passa pelo
(a)/~ L' (b) '\/? do l'L'nlro do planeta'!
centro cio planeta (Figura 13-7). Suponha também que é P055 ~11;~
posicionar u1na rnaçã c1n qualquer luoar do túnel ou do lado de 10
Soçilo 13-5 A Gravitação no Interior da Terra . ntada
1O Plancta. SeJa FR o 1nódulo da forçaº gravitacional experune.
L
3
• 24 /\ Fig. I '\ 40 111oslra duas casL·as t·sÍL'l lCél\ conL·cntrica., ho- pela inaçã quando C!.léÍ na superfície do planeta. A que distânCHl d,
., . , . aJ qur
11111pt'lll'as de 11lassas A/ 1 L' A/,. l)L•lcrn,111t o 1nodulo da força grav1 - super11c1c C\ta o ponto no qual O módulo da força gravitac1on,
11 ,nh1c ·1 lll,l\' •' l' f .I' ' l' a 111.1,a
pl:1nl't,11.'\l'ILl' 1111 des lnc ,111.i rui ,1 rir 11111.. 11 t:IIII(' n ( 1111 (1 d r, /! (

p,ir,, long1.· d,, planeta l' Ih) pa1.1 dl'11t111 do tunl'I'' <.:111 ()11,il e II lr11l,,11f11,, ,h, ,,,., 1, li r
fll la 1111,;,1 r1,1 Vlf r<., 11,11 ,l 11 J , 1 A I I
soç.no 13-0 Energia Potencial Gravitacional
11
•29 ,\ fig 13-42 1no!>.tra a funçao energia potencial f /( 1 ) de
projétil en1 função da di::.tfinc,a da supcrlíctc de urn planclu de r,110
R. Qual é a menor energia cinética necessá11a para <iuc uni pioJclil
11111
t ,I
1,
I
..
I
lançado da superfície "escape" do planeta?
li (

/?, \ I
o r---,---.-~---- ' Figuro 13- 44 l'rol>lt·11111 t /
-1
.......
..... -2
••'JO No ci,paço i.11fcr,1l, ;, ,... ,,.,a A., ,,111 2tJ Y." de rrla a e tá na
"'o origem tlc u1n c1xox e a c,fc·ra /1 , 1,10 f ,, r.g "" rn, 1 ,; tá n1>r,1
:; -3 rno eixo c1n x 0,1<0 m. A t.·cift·r;, li f. lílx:r,sd:1 ;1 fí,Jfl1r ,J,J rer~,u ,
enquanto a esfera A é ,nantrd;i t,;:;, n:i ,,r1gcrn (iJJ f)u,,J é a energi::i
-4
potencial gravitacional do ;,1e;lcrn:s d:s. rJ11:1. c1tf,;r;1 n<, H1,,rr,erit11 ern
Figura 13-42 Problemas 29 e 34. -5 ........ _ que a esferH IJ é Jibcr,1da'/ (hJ ()11,11 6 ,, cncrgi:, cínétí1.<1 d:1 e fera /J
após ler se deslocado 0,20 m cm d1rcç.;,1, :i e fcríl A•,
,... 7
•30 Para que razão n1/M a energia potencial gravitacional do sis- •(39 (a) Qual é a vclocídHde de c~<:apc d,; urn a lerr,íde e f,;ríc<J

tema do Problema 1 é a menor possível? cujo raio é 500 km e cuja acclcraç,11, 1!rav1l,Jt,;ll1nrJI n.i uperfícíe é
•31 Marte e a Terra têm um diâmetro médio de 6,9 x 103 km e 3,0 m/s2? (b) Que dist~ncia di1 11upcrffcíc uma par1f<;ula atinge M:
1,3 X l 04 km, respectivamente. A massa de Marte é O, 11 vez a ,nas- deixar a superfície do asteroide com uma vcl,J(~í<ladc vertical de
sa da Terra. (a) Qual é a razão entre a massa específica média de J000 m/s? (e) Co1n que velocidade urn objete, •.e ch<,caría com <J
Marte e a da Terra? (b) Qual é o valor da aceleração gravitacional asteroide se fosse liberado '1cm velocidade 1n1"íal l <J<J(J J.:m acima
em Marte? (c) Qual é a velocidade de escape em Marte? da superfície?
•32 (a) Qual é a energia potencial gravitacional do sistema'de duas ••40 Um projétil é lançado vcrticalmcnle para citrui a partir da
partículas do Problema 37 Se você triplica a distância entre as partí- superfície da Terra. Dcspre/.c a rotação da Terra. Em múltiplo do
culas, qual é o trabalho realizado (b) pela força gravitacional entre raio da 'ferra /? 7, que distância o pr<1jétil 11tingc セ@ (aJ ~ua velocidade
as partículas e (c) por vo,cê? inicial é 0,500 da velocidade de escape da "ferra e (bJ i,,ua energia
cinética inicial é 0,500 da energia cinética ncccsi;áría para escapar
•33 Por que fator deve ser multiplicada a energia necessária para
da Terra? (c) Qual é a 1ncnor energia mecânica inicial necessária
escapar da Terra para obter a energia necessária para escapar (a) da
para que o projétil escape da Terra'!
Lua e (b) de Júpiter?
•34 A Fig. 13-42 mostra a energia potencial U(r) de um projétil em
.,<íiy Duas estrelas de nl:utrons estão separada,; por uma distância
função da distância da superfície de um planeta de raio /?,. Se o pro-
dêÍ ,O X l 0 10 m. Ambas têm uma massa de 1,O / l O"' kg e um raio
de l ,O X 10$ m. As estrelas se encontram ínícíalmcnte cm repouso
jétil é lançado verticalmente para cima com uma energia mecânica de
relativo. Com que velocidade estarão se movendo, em relação a e<,te
-2,0 X 109 J, determine (a) a energia cinética a uma distância r =
referencial de repouso, (a) quando a distância for metade do valor
1,25R, e {b) o ponto de retorno (veja a Seção 8-6) em função de R,. inicial e (b) quando estiverem na iminência de colídír?
• •36 A Fig. 13-43 mostra quatro partículas, todas de massa 20,0
• •42 A Fig. 13-45a mostra uma partícula A que pode ser desloca-
g, que formam um quadrado de lado d = 0,600 m. Se d é reduzido da a~ longo de um ~ixo y desde uma díc,.táncja infinita até a origem.
para 0,200 m, qual é a variação da energia potencial gravitacional A ongem está localizada no ponto médio entre as partícula<; B e e
do sistema? A • • •
que tem massas 1gu~11s, e o eixo y é perpendicular á reta que liga as
t

d
duas partículas. A distância /J é 0,3057 m. A Fig. 13-45b mostra
a energia potencial U do sistema de trés partículas cm função da

y (crnJ

" r--.----,r--....----,
Figura 13-43 'P roblema 35.
0/í 1 1,5 2

••ao Zero, u1n planeta hipotético, tem uma massa de 5,0 X IOH kg, -J
um raio de 3,0 x 10'' 1n e nenhuma atmosfera. U1na sonda espacial
de 10 kg deve ser lançada verticalmente a partir da superfície. (a) y
Se a sonda for lançada com uma energia inicial de 5,0 X 107 J, qual
será sua energia cinética quando estiver a 4,0 X 10'' m do centro de ;\
Z~ro? (b) Co1n que energia cinética a sonda deve ser lançada para li (.
altngir uma distância máxÍlna de 8,0 X IOh rn do centro de Zero?
••37 As três esferas da Fig. 13-44, de massas 111,1 = 80 g, rn" = 1Og
1- /) ~,- /) ~1
X

(li) (b)
e 1nc == 20 g, têrn os centros sobre urna ,ncsrna rela, com l - 12
cm e d = 4,0 cm. Você desloca a esfera 8 ao longo da rela até que Figura 13-45 Problc1na 42.
54 CAPÍTU I fJ 1:1
. .0 11 ,.1,,.0 A·, ob.,crvaçõcs da lu, deu
/ 1 /Ili/ I J/1/I 1I
11 ' · lll1
posição du pt11lfcul11 11101•i,11 \ l'IIIVll 1111 \ll'Hl11d1 IH ,•1111•11111 ln
1 ,, • r,11 /'1111 ·111,111 . .
111 111 ,urlc de um s1<,tcma b1náno(<i
defi11idnn1cnlt' pata a diicila t' h•1ttl1• 11111,i11111ll,·1111111111t· p1111111111 v11lo~
. '
,·Nli«-111111cl1c1111J 1J
lll /1 l'"''' ' .
A . ticla ví.,fvcl do par tem uma vcJ'X;,d-d
~te.
l

de - 2,7 '- 10 11 .1 paru \' · "' (.)111111• 11 IIIIIHHII (li) tl1111111111f,•1tlllN J 11111 d,· ,11111~' ''tltl'IIII>),
I tli .
i IJerfodo orbital
1 1 7() d',a e urna ma,<I セ@
=- '
e C e (h) da pu1 t ícu 1u ,\ 'l 1 )70 y111 li un , ,\a
01hl111l 1 <, M' , or1cJc M 1 6 a massa do Sol, 1,99 / 1011,kf
l 1,
11 pr11xi1111111111
1 •
, · d estrela e da companheira, que é C\cur
• 1111 61b1111s 11 • a1:
Scçl\o 13 .., Planetas o SntóllloH: l\tt Lolu riu Koplor S11po11h11 que . 1 . , . (l~ig. J 3-46). Qual é a massa tn2 da estrcJ-
l11vlNívcl, 11110 c1rcu n1cfi a
•1•3 (a) Que velocidade lincur 11111 snt(•llt,• dn '1'1•11'11 d1•v1• 1t11 pnt'fl
t•11t·111·11, c111 1111íd11de,i de M.1?
estar e1n órbita circulu1· lhO k111 Ul'in111 dn s11p11rfíl'k· clu 'l't'1111'/ (h)
Qual é o período de rcvolU\'uo'/
•44 U1n satélite é colocudo c111 111·hitn l1111 torno d11 'l'tlll'fl t·11111 11111
raio igual a 1netude do ruio dn 111'hi111 do l,1111. ()11111 ó II flllt'íocl11 dt•
revolução do satélite c1n 111ese:s lu11urcs'l (lln, 111es lu11111·é II poríod11
de revolução da Luu.)
•45 Fobos, u,n satélite de Martc 1 se 111ovc ctn un1111'>l'hit11 np1·oxi-
1nadan1ente circultu· con1 9,4 X 106 111 de rnio e 11111 por(odo de 7h
39,nin. Calcule a n1assa de Murle a pnrtir dcssns i111'01•11111çl1cs.
•46 A prilneira colisão conhecidu entre u111 f'rug111cnto espuciul o u,n
satélite artificial en1 operação ocorreu e111 1996: u 1111111 nltitudc dt.: •
700 k1n, un1 satélite espião francas co111 u111 uno de uso foi utingido
Figura 13-46 Problc1na 54.
por um pedaço de un1 foguete Ariune. U111ostubilizudor do sntólltc
foi danificado e o satélite passou a gil·nr se,n controle. l1ncdinl11111ontc
••55 Em 16 J o, Galileu usou um tel~scópio セオ@ ele p~óprio. havia
antes da colisão e etn quilôn1etros por horu, qunl cru u volocidndc
do pedaço de foguete e111 reluçüo uo sutélile se nn1bos ostuvu1n cn1 construído para descobrir quatro satélites de Jup1ter, CUJ.os raios or-
órbita circular e (a) a colisiío foi ti·ontul o (b) us lrujctórias crn,n bitais rnédios a e períodos T aparecem ,..,
na tabela a segurr.
1nutuamente perpendiculares?
•47 O Sol, que está a 2,2 X l 02º 1n do centro dn Vin Láctea, co1n- Nome a( l08 .,n) T (dias)
pleta uma revolução e1n torno do centro u cadu 2,5 X JOH anos. Su- 4,22 1,77
lo
pondo que todas as esu·elas da galáxia possuc,n tiinn 1nussu igual à
massa do Sol, 2,0 X 103ºkg, que as estrelus estilo distribuídns uni- Europa 6,71 3,55
forme1nente em u1na esfera e1n torno do centro dn gnláxin e que o Gani1nedes 10,7 7,16
Sol se encontra na borda dessa esfera, esti111e o nú1nero de estrelas Calisto 18,8 16,7
da galáxia.
•48 A distância média de Marte ao Sol é 1,52 vez 1naior que a dis-
(a) Plote log a (eixo y) em função de T (eixo x) e mostre que ore-
tância da Terra ao Sol. Use a lei dos períodos de Kepler para cal-
sultado é u1na linha reta. (b) Meça a inclinação da reta e compare-a
cular o nún1ero de anos necessário para que Marte co1nplete u1na
co1n o valor previsto pela terceira lei de Kepler. (c) Determine a
revolução em torno do Sol e co1npare a resposta 001n o valor que
aparece no Apêndice C. 1nassa de Júpiter a partir da interseção da reta com o eixo y.
•49 U1n cometa que foi visto em abril de 574 por astrônomos chi- (セ@ ••56 )Em 1993, a sonda Galileu enviou à Terra uma imagem (Fig.
neses, e1n um dia conhecido como Woo Woo, e foi avistado nova- 13-47) do asteroide 243 Ida e um minúsculo satélite (hoje conhe-
mente e111 n1aio de 1994. Suponha que o intervalo de tempo entre as cido co1no Dactyl), o primeiro exemplo confirmado de um sistema
observações seja o período do cometa e ton1e a sua excentricidade asteroide-satélite. Na imagem, o satélite, que tem 1,5 km de lar-
como 0,11. Quais são (a) o semieixo maior da órbita do co1neta e gura, ~stá a 100 km do centro do asteroide, que possui 55 km de
(b) a sua rnaior distância ao Sol em termos do raio 1nédio da órbita comprimento. A forma da órbita do satélite não é conhecida com
de Plutão, Rp? precisão; suponha que seja circular, com um período de 27 h. (a)
•50 - ~ Un1 satélite em órbita circular pern1anccc acin1a do 111cs- Qual é a massa do asteroide? (b) O volume do asteroide, medido 8
mo ponto do equador da Terra ao longo de toda a órbita. Qual é a partir das iinagens da sonda Galileu, é 14.100 km3. Qual é a massa
específica do asteroide?
altitude da órbita (que recebe o no1ne de órbita geoestacio11ária)?
•51 Un1 satélite é colocado e1n urna órbita elíptica cujo ponto n1ais
distante está a 360 k1n da superfície da Terra e cujo ponto rnuis pró-
ximo está a 180 k1n da superfície. Calcule (a) o semieixo 111aior e
(b) a excentricidade da órbita.
•52 O centro do Sol está e1n un1 dos focos da órbita da 1'crra. A
que distância desse foco se encontra o outro foco (a) cn1 llll'I ros l'
(b) e1n termos do raio solar, 6,96 X I OH 111? A excenti 1c1dadc da 11r
bita da Terra t O.O J67 e o se1nieixo n1aio1 e 1,50 "' 1O' 1 1u.
• •53 Um satélite de 20 kg esta cn1 urna órbita circulur c:0111 u111
período de 2,4 h e urn raio de 8,0 \ 1011 111 cn1 to, no Ul' un1 pl.tnL·ta
de massa desconhecida. Se o 1nódulo da acelc1 .u~ao g, uvi1nc1u11,t l
na superfície do planeta é 8,0 rn/s 2, qual e o I aio do planL'la ·1 Figura 13.47 p. 1bl • . . · ·t )
I·ª· 56C Un1 n11núsculo
o, 1111.1 o :t\ti:ro1del t14 ll:lll,t . , satéhte (à direiª
- u,t. ( orte,\'ta da NASA.)
GRAVITAÇÃO 55

•• t,"/ 1 1~111 11111 e,•111) ni1,lc.~111u eKtclnr l)inárít>, as dua:-i estrelas tê111 para fazer o satélite subir ou a energia cinética para <.jU C ,e rníJntt.·
t1 lll'l'1 H i1t111d ,, ll1l S<ll e gi r111n c111 torno cio centro ele 1nassa. A 11l1tt cm órbita circular?
111111
:litil(llll'Íll 1•1111,~11 11 c11trcla~ é ígi1al l1dístfi11cia entre a Tcrrn e o Sol. • 62 Dois satélites, A e B, ambos de m,C>sa m, estão cm órbít~ circu-
()llíll f. ,·111 111HlH, <) 11c 1í<i1. lcl ele rcvc)lução elas estrelas? lar em tomo da Terra. O satélite A orbita a uma altitude de 637() krr1
· ~•titS 1A11 v~1.c ,, 11 prcHe11ç:i de u111 planct t1 i11visfvcl associado à e o satélite B a uma altitude de 19.110 km. O raio da Terra é 637íJ
c•ttti t· III iliM t1111lc l)(lllc r,;cr 1..lc1.l11zicJu :1 partir da observação do movi- k1n. (a) Qual é a razão entre a energia potencia) do satélite /J e .ª do
tlH!lll• >,111 c1,trcla . 11n<-jllíllll O tl estrela e o pla11ctlt gira1n c1n torno do satélite A? (b) Qual é a razão entre a energia cinética do ~atél1tc :J
,·cllll',> ,IL! 11111nti:t cJc> HÍHten1a CHlrcla - 1Jla11cta, a estrela se aproxima e a do satélite A? (c) Qual dos dois satélites possui maior energia
,. H~ ul'attlu ,lc ll Ófi C()lll íl cl1a111ada ve/oriclacle ao /0 11go ela li11/1a de total se ambos têm uma massa de 14,6 kg? (d) Qual é a diferença
1,JJrtrlrt, 11111 n1<)VÍ n1cnl <> que 1 1ode ser detectado. A Fig. 13-48 mostra entre as energias totais dos dois satélites?
, 1 µ,r(ific<) ,111 vclociclaclc uo longo da linl1a de visada crn função do •63 Um asteroide, cuja massa é 2,0 X 104 vezes a massa da Terra,
tcnipc) 11ar11 11 ctttrcla 14 1-lcrculi s. Esti111a-se que a 1nassa da estrela gira em uma órbita circular em torno do Sol a uma dist!ncia que é
11cj:i (),()() ela tllaHHíl ,to S,>I, Su11ondo que apenas um planeta gira em o dobro da distância da Terra ao Sol. (a) Calcule o per1odo de re-

1, 11·110 ,ln cHtrcln e c111c ti 1,crr:t está l)lano da órbita do planeta, deter- volução do asteroide em anos. (b) Qual é a razão entre a energia
tnínc (a) a 1ll:tH8íl ,lo r>ln11ctu cm u11idades de 11i1, a rnassa de Júpiter, cinética do asteroide e a energia cinética da Terra?
e (li) 1l raie> cJa 6rl1i1a c.1<1 planeta cm unidades de rr, o raio da órbita
•64 Um satélite gira em tomo de um planeta de massa desconhe-
,la Terra. cida em uma circunferência com 2,0 X 107 m de raio. O módulo da

força gravitacional exercida pelo planeta sobre o satéli~e é F = 80
N. (a) Qual é a energia cinética do satélite? (b) Qual sena o módulo
7
F se o raio da órbita aumentasse para 3,0 X 10 m?
••65 Um satélite está em uma órbita circular de raio r em tomo
() da Terra. A área A delimitada pela órbita é proporcional a r2, já
que A = 7Tr2. Determine a forma de variação com r das seguintes
propriedades do satélite: (a) o período, (b) a energia cinética;(c) o
momento angular e (d) a velocidade escalar.
- 70 ' - - " - 1 - - --->ilC.-- - - + - - ' • •66 Uma forma de atacar um satélite em órbita da Terra é dispa-
.,., _ _ 1500 dias - --i

Tempo rar uma saraivada de projéteis na mesma órbita do satélite, no sen-


tido oposto. Suponha que um satélite em órbita circular, 500 km
Figura 13- 48 Problema 58. acima da superfície da Turra, colida com um projétil de massa
4,0 g. (a) Qual é a energia cinética do projétil no referencial do
•• •59) rrés estrelas iguais de massa M formam um triângulo equi- satélite imediatamente antes da colisão? (b) Qual é a razão entre a
látero que gira e,n torno do centro do triângulo enquanto as estrelas energia cinética calculada no item (a) e a energia cinética de uma
se ,nc>vem ao longo de u1na mesma circunferência. O lado do triân- bala de 4,0 g disparada por um rifle moderno das forças armadas,
gulo l)OSsui um comprimento L. Qual é a velocidade das estrelas? ao deixar o cano com uma velocidade de 950 m/s?
•••67 Quais são (a) a velocidade e (b) o período de um satélite
Scçilo 13-8 Satélites: Órbitas e Energias kg em uma órbita aproximadamente circular 640 km aci-
~:.K)

•60 Na Fig. 13-49, dois satélites, A e B, ambos de massa m = ma da superfície da Terra? Suponha que o satélite perde energia
6
125 kg, c1cupam a mesma órbita circular de raio r = 7 ,87 X 10 m mecânica a uma taxa média de 1,4 X 105 J por revolução orbital.
c1n t<,rno da 1'erra e se movem em sentidos opostos, estando, por- Usando a aproximação razoável de que a órbita do satélite se toma
tant,,, cm r<>ta de colisão. (a) Determine a energia mecânica total · uma "circunferência cujo raio diminui lentamente'', determine (c)
E,., -i· IE,, do sistema dos dois satélite.r e a Terra antes da colisão. (b) a altitude, (d) a velocidade e (e) o período do satélite ao final da
Se a colisão é perf'eitarnente inelástica, de modo que .º s destroç~s revolução número 1500. (t) Qual é o módulo da força retardadora
agl<>1ncra1n e,n um só bloco (de massa = 2,n), determine a energia média que atua sobre o satélite? O momento angular em relação à
,nccânicéJ tc>tal imediatamente após a colisão. (c) Logo depois da Terra é conservado (g) para o satélite e (h) para o sistema satélite
cc,lisão, os dc8troços caem cm direção ao centro da Terra ou conti- --: Terra (supondo que o sisten1a é isolado)?
nua,n cm órbita da 1'erra? • ~ ~ uas pequenas espaçonaves, ambas de massa m = 2000 kg,

I /
., , ,, - -" ' ' \
estão na órbita circular em torno da Terra da Fig. 13-50, a uma
altitude /1 de 400 km. Kirk, o comandante de uma das naves,
A{ r \n 1
chega a qualquer ponto fixo da órbita 90 s a11tes de Picard, o co-
mandante da segunda nave. Determine (a) o período T0 e (b) a
\\ l 'crra I velocidade v0 das naves. No ponto P da Fig. 13-50, Picard dis-
\ /
\ I para um retrofoguete instantâneo na direção tangencial à órbita,
' ' ...... ___ ..,,, /
/
recli1zit1clo a velocidade da nave e1n 1,00o/o. Depois do disparo,
Figura 13-49 f' roble,ntL60. a nave assu1ne a órbita elíptica representada na figura por uma
linha tracejada. Determine (c) a energia cinética e (d) a energia
•61 (a) A que distância da superfície da Terra a e11crgia necessária potencial da nave imediatamente após o disparo. Na nova órbita
para fazer u1n ~atélite sttbir até essa altitude é igual à energia cinéti- elípti ca de Picard, quai s são (e) a energia total E, (f) o semieixo
ca nccc~~úrit1para que o ~atélitc se mantcnl1a cm órbi~a circular ~a maior a e (g) o período orbital T? (11) Quanto tempo Picard chega
n1ci,ma altitude? (h) E1n altitudes maiores, qual é mr,,or, a energia ao ponto P antes de Kirk?
56 CAPITULO 13

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Figura 13.50 Proble,na 68.


1.') j
Seção 13-9 Einstein e a Gravitação
•69 Na Fig. 13-17b, a leitura da balança usada pelo físico de 60 kg
é 220 N. Quanto tempo o melão leva para chegar ao chão se o físi- Figura 13-52 Problema 73.
co o deixa cair (sem velocidade inicial em relação ao físico) de um
ponto 2, l n, acima do piso? 7 4 _.._~ o visitante 1nisterioso que aparece na encantadora hi,.
õ'
tória Pequeno Príncipe teria vindo de um planeta que "era pou.
Problemas Adicionais co maior do que uma casa!". Suponha que a massa específica do
planeta seja aproximadamente igual à d~ Terra e que a rotação ,cja ·
70 O raio Ri, de um buraco negro é o raio de uma superfície esférica
desprezível. Detern,ine os valores aproximados (a) ~a aceleração de
chamada de horizonte de eventos. Nenhu,na informação a respeito
queda livre na superfície do planeta e (b) da velocidade de escape
da região situada no interior do horizonte de eventos pode chegar
ao mundo exterior. De acordo com a reoria da relatividade geral de do planeta.
Einstein, Ri, = 2GM/c2, onde M é a massa do buraco negro e e é a 75 As massas e coordenadas de três esferas são as seguintes: 20 kg,
velocidade da luz. x = 0,50 m, y = 1,0 1n ; 40 kg. x = - 1,O m, y = - 1.0 m; 60 kg,
Suponha que você deseje estudar um buraco negro a uma dis- x = O m, y = - 0,50 n1. Qual é o módu lo da força gravitacional

tância de SOR1,. Para evitar efeitos desagradáveis, você não quer que que as três esferas exercem sobre uma esfera de 20 kg localizada
a diferença entre a aceleração graviracional dos seus pés e a da sua na origem?
cabeça exceda 1O m/s 2 quando você está com os pés (ou a cabeça) 76 Um dos primeiros satélites artificiais era apenas um balão es·
na direção do buraco negro. (a) Qual é o limite tolerável da massa férico de folha de alumínio co1n 30 1n de diâmetro e t11na massa de
do buraco negro, em unidades da massa M 5 do Sol? (Você precisa 20 kg. Suponha que um meteoro co1n un1a 1nassa de 7,0 kg passe
conhecer o seu peso.) (b) O limite calculado no item (a) é um limite
a 3,0 m da superfície do satélite. Qual é o 1nódulo da força gravi-
superior (você pode rolerar massas menores) ou um limite inferior
tacional que o satélite exerce sobre o meteoro no ponto de maior
(você pode tolerar massas maiores)? aproximação?
71 Vários planetas (Júpiter, Saturno, Urano) possuem anéis, tal-
vez formados por fragmentos que não chegaram a formar um saté-
11 Quatro esferas homogêneas, de massas 111A = 40 kg, 1118 = 35
kg, 111c = 200 kg e 1110 = 50 kg, têm coordenadas (0,50 c1n). (0, O),
lite. Muitas galáxias também contêm estruturas em forma de anel.
(-80 cm, O) e (40 cm, 0), respectivamente. E,n te nnos dos vetores
Considere um anel fi no homogêneo de massa M e raio externo R
unitários, qual é a força g ravitacional to tal que as outras esferas
(Fig. 13-51). (a) Qual é a atração gravitacional que o anel exerce
exercem sobre a esfera B?
sobre uma partícula de massa 111 localizada no eixo central, a u,na
distância x do centro? (b) Suponha que a partícula do item (a) seja 78 (a) No Problema 77, reinova a esfera A e calcule a energia po·
liberada a partir do repouso. Com que velocidade a partícula passa tencial gravitacional do sistema formado pelas outras três partícu·
pelo centro do anel? las. (b) Se a esfera A é introduzida novamente no sisterna, a r ncrgia
potencial do sistema de quatro partículas é maior ou rnenor que a

X
---111 c~lculada no item ~a)? (c) O trabalho para ren1over a partícula A do
sistema, como no item (a), é positivo ou negativo? (d) O trabalho
para rec~locar a partícula A no sistema, con10 no ite1n (b), é positivo
ou negativo?
79
U~ sistema de três estrelas é for1nndo por duas estrelas de 1nas-
Figura 13-51 Problema 71. sa 111 girando na mes,na órbita circular de raio r e1n torno de unia
es~ela central de massa M (Fig. 13-53). As duas estrelas ern órbita
72 Uma certa estrela de nêutrons te1n uma massa igual à do Sol e estao senlpre e,n extre1nidades opostas de um diâ1netro da órbita.
Escreva uma express:-1 . , 1
um raio de I Okm. (a) Qual é a aceleração da gravidade na superfície • º para o per1odo de revolução das estrc as.
da estrela? (b) Com que velocidade um objeto estaria se movendo
se caísse a partir do repouso por urna distância 1,0 m em direção à / /
--- - .... '
estrela? (Suponha que o movin1ento de rotação da estrela é despre- /
I
r Ili
zível.) I \
1 1
73 A Fig. 13-52 é um gráfico da energia cinética K de um asteroide 1 1
1\I
\
que cai em linha reta e,n direção ao centro da Ten·a, em função da I
/
distância r entre o asteroide e o centro da Ten·a. (a) Qual é a ma sa Ili I
/
(aproximada) do asteroide (b) Qual é a velocidade do asteroide para
-- - .... ' ..... /

r = 1,945 X 107 tn?


Figura 13-53 Proble1na 79.
PAR r E. 'l

GRAVITAÇAO 51

88 Sc 11111n carta caí!>,c crn urn túnel que ;,travc,.,a,,c lodil a ·r crr,1.
80 .\ n1.1i\,r,.:llx-11.l.1ll.: de" n,1.1,.1,, J"''''' <'I dt' 11111 pl.1111.'l.1 l ' :1q11l·l.1
p.ir.i ,14t1.tl a f0n;.1 ~r.,,
IIJ\.'1011:ll th' L'-.tll,lll Of L' l!!ll,11 :i ll'l\'.11.'l.' lltllpt'- pn!>~antlo pelo centro. qunl :.cria n vclociduclc ela carta no pa\\J r pelo
(.l. pl,r qu~r' l,1) '.\ t,,,tn.- qlh.' l' r,c·n,"1l, lk' n,1.1,ih, (\, n·c~pl,ndl.'1111.' cent ro'?
1
e d.1J0 ~,r 8 9 í\ órbita da Tcrrn e111 torno do Sol é quaJ<' circular: a, di , 1án-
1
7· = l..'ins Jc 111aior aproxi1nnçào e 111aior afastamento são 1,47 / 10 tm
\ ,p .
'
ª"
e 1.51 • 1ORkrn. rcspecti varnente. Detern1inc variaçõe, corrC'>·
,,nJe p e a csp,-.""..:'tttl.';\ h(11110gt\11e:1 d,, planeta csf'-·1ito. (h)
111.1~,'\ pnnJcntcs (a) da energia total, (b) da energia potencial gravitacional.
( ~ 1.'tlle o ~no..io de r,)taç-iio :-U{'Ond,, un,:1 1nassa cspL'l.::ilitn de (e) Ja energia ci11é1ica e (d) da velocidade orbital. (Sugestão: u,e ª"
3.0 dL·n,' . t1pi('U de n,ltitos planctas. s:1ti \i1cs e astc1\,idcs. Nunca leis de conservação da energia e do 1no1nento angular.)
-
foi obsen~1do un, astn.1 L'Oll\ un1 ~n\xio de l\lt:l\'ii,, ,ncnor que 0 9 0 U1n satélite de 50 kg completa u1na volta em torno do planeta
detemünado por esta an~üise. Cruton a cada 6.0 h. O n1ódulo da força gravitacional que Cruton
81 Ent un1 sisten1a estel:tr binário. duas est~las de n,assa 3.0 , exerce sobre o satélite é 80 N. (a) Qual é o raio da órbita? (b) Qual
1O--' kg gir:m1 em tomo do c-entI\" de n1a. sa do sistc1na a tuna dist:1n- é a energia cinética do satélite? (e) Qual é a massa do planeta Cru-
cia de 1.0 "- 10 11 n1. tn) Qual ê a Yelocidade angular da estrelas en1 ton?
relação ao centro de n1a.,,'l'? t'\)) Se un11neteorito passa pelo centro 91 Dois astros iguais de n1assa 111, A e B. são acelerados um em di-
de massa do sisten1a perpendiculan11ente ao plano da órbita. qual reção ao outro. a partir do repouso, pela força gravitacional mútua.
a menor velocidade que o n1eteorito deYe ter ao passar pelo centro A distância inicial entre os centros dos dois astros é R,. Suponha que
de mas...'-:1 P3,nl poder e-scapM p:1r.1 o 'infinito.. depois de passar pelo un1 observador se encontra em um referencial inercial estacionário
sistema binário? e,n relação ao centro de 1nassa deste sistema de dois corpos. Use a
82 Um satélite está en1 un1a órbita elíptica con1 un1 período de lei de conservação da energia mecânica (K1 + U1 = Ki + U;) para
8.0 X 10' s en1 tomo de un1 pl:1neta de n1assa 7.00 X 10~4 kg. No セ@
detenninar as seguintes grandezas quando a distância entre os centros
afélio. a uma distância de -4.5 X 10- n1 do centro do planeta. a velo- é O.SR;: (a) a energia cinética total do siste1na, (b) a energia cinética
cidade angular do satélite é 7 .15S "< 10- 5 rad/s. Qual é a velocidade de cada astro, (c) a velocidade escalar de cada astro em relação ao
angular do satélite no periélio? observador e (d) a velocidade do astro Bem relação ao astro A.
83 A capitão Jane,Yay está en1 um ônibus e.spacial de ,nassa 111 = En1 seguida, suponha que o referencial do observador está
3000 kg que descreYe uma órbita circular de raio r = 4.10 X 107 111 ligado ao astro A (ou seja. o observador se encontra no astro A).
em coroo de um planeta de n1assa ,,/ = 9.50 10~ kg. Quais são Nesse caso, o observador vê o corpo B acelerar em ~ua direção
ta) o período da órbita e (b) a Yelocidade do ônibus espacial? Ja- a partir do repouso. Neste referencY)l, use novamente a relação
ne\\·ay aciona por alguns in_tante.s un1 retrofoguete, reduzindo e1n K, + U1 = K; + V; para deter1ninar às seguintes grandezas quando
'.OO'ié- a velocidade do ônibus e.spacial. Nesse n1on1ento. quais são a distância enu·e os centros é 0,5R;: (e) a energia cinética do astro B
(c) a \'elocidade. (d) a energia cinética. (e) a energia potencial gra- e (f) a velocidade escalar do astro Bem relação ao astro A. (g) Por
,itacional e (f) a energia mecânica do ônibus espacial? (g) Qual é o que as respostas dos itens (d) e (f) são diferentes? Qual das duas
semieixo maior da órbita elíptica agora seguida pelo ônibus espacial? respostas está co1Teta?
(h) Qual é a diferença entre o período da órbita circular original e o 92 Un1 foguete de 150,0 kg que se afasta da Terra em linha reta
da órbita elíptica? (i) Qual das duas órbitas ten1 o n1enor período? está a u1na velocidade de 3,70 km/s quando o motor é desligado,
84 Uma esfera n1aciça hon1ogenea de raio R produz un1a aceleração 200 kn1 acima da superfície da Terra. (a) Desprezando a resistência
gra,"itacional a, na superfície. A que distância do centro da esfera do ar, detennine a energia cinética do foguete quando está 1000 km
está o ponto (a) do lado de dentro e (b) do lado de fora da esfera no acima da superfície da Terra. (b) Qual é a altura máxima acima da
qual a aceleração graYitacional é a/ 3? superfície da Terra atingida pelo foguete?
85 Um projétil é disparado verticalmente para ci1na. a partir da 93 O planeta Roton, com uma massa de 7 ,O X 1024 kg e um raio de
superficie da Terra. con1 uma velocidade inicial de 10 kntls. Des- 1600 km, atrai gravitacionalmente um meteorito que está inicialmen-
prezando a resistência do ar. qual é a distância n1:íxin1a acin1a da te etn repouso en1 relação ao planeta, a uma distância suficientemente
superficie da Terra atingida pelo projétil? grande para ser considerada infinita. O meteorito cai em direção ao
planeta. Supondo que o planeta não possui atmosfera, determine a
86 Um objeto no equador da Terra é acelerado (a) en1 direção ao
velocidade do meteorito ao atingir a superfície do planeta.
centro da Terra porque a Terra gira en1 ton10 de si n1esn1a. (b) en1
direção ao Sol porque a Terra gira ecn tomo do Sol en1 un1a órbita 9 4 Duas esferas de 20 kg são mantidas fixas em um eixo y, uma
quase circular e (c) en1 direção ao centro da galáxia porque o Sol en1 y = 0,40 1n e a outra em y = -0,40 m. U1na bola de 10 kg é
gira em torno do centro da galáxia. No últin10 caso. o petíodo é liberada a partir do repouso em um ponto do eixo x que está a uma
セ@

2.5 X l OS anos e o raio é 2.2 x Io:o n1. Calcule as três acelerações grande distância (praticamente infinita) das esferas. Se as únicas
em unidades de g = 9.8 ntls1• forças que age1n sobre a bola são as forças gravitacionais exercidas
87 (a) Se a lendária maçã de Ne,vton fosse liberada. a partir do pelas esferas, então, quando a bola chega ao ponto (0,30 m, 0), quais
repouso. 2 m acin1a da superfície de un1a estrela de nêutrons co1n são (a) a energia cinética da bola e (b) a força resultante exercida
un1a massa igual a 1.5 yez a n1assa do Sol e un1 raio de 20 k1n. qual pelas esferas sobre a bola, em termos dos vetores unitários?
seria a \'elocidade da 111açã ao atingir a superfície da esu-ela? (b ) Se 95 A esfera A , com uma massa de 80 kg, está situada na origem
ª ~açã ficasse en1 repouso sobre a superfície da estrela, qual seria de u1n sistema de coordenadas xy; a esfera B, com uma massa de
ª diferença aproximada entre a aceleração gravitacional no alto e 60 kg. está situada nas coordenadas (0,25 1n, O); a esfera C, com
na base da maçã? (Suponha uo1 1.unanho razoável para a n1açã; a un1a 1nassa de 0.20 kg. está situada no primeiro quadrante, a 0,20 m
resposta indica que u1na maçã não pennaneceria intacta nas vizi- de A e 0,15 111 de B. E1n termos dos vetores unitários. qual é a força
nhanças de un1a estrela de nêutrons.) gravitacional total que A e B exercem sobre C?
58 CAPÍTULO 13
1

F •
,.. . que, por sua vez • impulsiona o foguete. O foguete percorre
gen10, . .
96 -,:",:12, No ro1nance de ficção científica Da Terra à Lua, escnto ,.. · de 3 ,5 km dentro do tubo de lançamento, at1ng1ndo
en1 1865, Júlio Veme conta a história de três astronautas que são uma d1.stanc1a
lançados e1n direção à Lua por um gigantesco canhão. Segundo Ver- uma ve1oc1·dade de 7 ,okmfs · Uma vez Jançado,,.o foguete pode usar
ne, a cápsula de alumínio com os astronautas é acelerada por uma motores para ganhar mais velocidade. (c) Qual e. a aceleração média
do foguete dentro do tubo de Jançam_ento em un1dades de g? (d) Que
carga de algodão-pólvora até uma velocidade de 11 km/s ao longo
velocidade adicional seria necessária (usando motores) para que 0
dos 220 m do cano do canhão. (a) Qual seria a aceleração média da
cápsula e dos astronautas no cano do canhão em unidades de g? (b) foguete entrasse em órbita da Terra a uma altitude de 700 km?
Os astronautas poderiam resistir a essa aceleração? 97 Um objeto de massa m é mantido inicialmente no lugar a uma
Un1a versão moderna do lançamento de uma espaçonave por um distância r = 3R7 do centro da Terra, onde R7 é o raio da Terra. Seja
canhão (embora sem passageiros) foi proposta na década de 1990. M7 a massa da Terra. Uma força é aplicada ao objeto para deslocá-lo
Nessa versão moderna, chamada de ca.nhão SHARP (do inglês Super para uma distância r = 4R7 , na qual é novamente mantido no lugar.
High Altitude Research Project), a combustão de metano empurra Calcule o trabalho realizado pela força aplicada durante o desloca-
um pistão ao longo do tubo do canhão, comprimindo o gás hidro- mento integrando o módulo da força .


A

O QUE É FÍSICA?
- A física dos fluido s é a base da engenharia hidráulica, u1n ra1no da enge. .
nharia com muitas aplicações práticas. Um engenheiro nuclear pode estt1d,1r o es-
coamento da água nas tubulações de um reator nuclear após alguns anos de uso, e11-
quanto um bioengenheiro pode estudar o fluxo de sangue nas artérias de um paciente
idoso. \Jm engenheiro ambiental pode estar preocupado co1n a conta1ni11ação nas
vizinhanças de um depósito de lixo ou com a eficiência de um sistema de irrigação.
Um engenheiro naval pode estar interessado em investigar os riscos de operação de
um batiscafo ou a possibilidade de salvar a tripulação de um subma1ino da11ificado.
Um engenheiro aeronáutico pode projetar o sistema de controle dos flaps que ajudam
um avião a pousar. A engenhat.ia hidráulica é usada também em muitos espetáculos
da Broadway e de Las Vegas, nos quais enormes cenários são rapidamente montados
e desmontados por sistemas hidráulicos.
Antes de estudar essas aplicações da física dos fluidos, precisamos responder à
seguinte pergunta: ''O que é um fluido ?''

14-2 O que É um Fluido?


Um fluido, ao contrário de um sólido, é uma substância que pode escoar. Os flui-
dos assumem a forma do recipiente em que são colocados. Eles se comportam
dessa forma porque não resistem a forças paralelas à sua superfície. (Na lingua-
gem mais formal da Seção 12-7, um fluido é uma substância que escoa porque
não resiste a tensões de cisalhamento, embora muitos fluidos, como é o caso dos
líquidos, resistam a tensões compressivas.) Algumas substâncias aparentemente
sólidas, como o piche, levam um longo tempo para se amoldar aos contornos de
um recipiente, mas acabam por fazê-lo; assim, essas substâncias também são clas-
sificadas como fluidos.
O leitor talvez se pergunte por que os líquidos e gases são agrupados na 1nesma
categoria e chamados de fluidos. Afinal (pode pensar), a água é tão diferente do vapor
qt1anto do gelo. Isso, porém, não é verdade. O gelo, como outros sólidos cristalinos,
tem seus átomos organizados em um arranjo tridimensional bastante rígido chama-
do de rede c1istalina. Nem no vapor nem na água existe um a1·ranjo com orde1n de
longo alcance comó o do gelo.

14-3 Massa Específica e Pressão


~u.ando estuda1nos os corpos 1·ígidos, estarnos i11teressaclos ern concc11trações de 111,1-
teria cor110 blocos de madeira, bolas de tênis e barra de 1netal. As gra11clezas l'ísicas
que utilizamos nesse caso e em termos das quais expressamos as leis de Newto11 são
ª 111 assa e afo,·ça. Podemos falar, por exemplo, de um bloco de 3,6 kg submetido a

un1a força de 25 N.
No caso dos fluidos, estamos 1nais i11teressados en1 substânci,1s se1n t1 m tt ror1n ,l
definida e em propriedades que podem variar de um ponto a outro da SL1bslâ11cja.
Nesse caso, é mais útil fal ar em massa específica e pressão do que e1n 111assa e
força.
60 CAPÍTULO 11,

Mas!;a Específica
'fi d tl ui<lo em um ponto <lo e ;p~co. i-.nl-,,...,
Para delem,inar a massa espec1 1ca P e um dº • セ@
1
clt·
u1n pequeno elemento de volume ó Vem tomo do ponto e -~ie ~ ; da m:h~ ér
fluido contido nesse elemento de volume. A m assa espeo ica e セ@
St'II\UI 1
p1 ('''"º
pur
~11
p=
I il \/

••
.. •
I
./ '\
I
' · 'fi
Teoricamente a massa espec1 1ca em um P
onto qualquer de um fluido é o r; _ _ セ@
セ@
/
( fl) - quando
dessa razao ' o elemento de vo l ume u,\Vem tomo do ponto tende .i ze= ~"- l •J
\-
I
I prática, supomos que o volume de fl u1·d o usad o p"rri calcular a セ@ m:i.ssa espec:-:c:
li11::.1.
I .... LUU. .. _

I 6./•" embora pequeno, é muito maior que um átomo e. portanto. __cootmuo (com :1 ~es-
I
.'. 6.A ma massa específica em todos os pontos) e não ·'granulado por caus~d:.1 prcsec:c:i
de átomos. Além disso, em muitos casos, supomos que a massa especili~ do ficico

V,íc110
.t. ·..:· . é a mesma em todos os elementos de volume do corpo considerado. Ess;is dUJs hi-
. - póteses permitem escrever a massa específica na forma
,n
_
........- , - _. . .
. ' ..
p=
V
(massa específica uniforme).
...... ..
onde ,n e V são a massa e o volume do corpo.
(b) A massa específica é uma grandeza escalar: a unidade no SI é o quilog:ram:1 por
Figura 14- 1 (a) Um recipiente cheio metro cúbico. A Tabela 14-1 mostra a massa específica de algumas subst.1.nciJS e J.:
de fluido com um pequeno sensor de massa específica média de alguns objetos. Observe que a massa especifica. de m
pressão, mostrado em (b). A pressão é gás (veja Ar na tabela) varia consideravelmente com a pressão. mas a massa. ~-pe.:f-
medida pela posição relativa do êmbolo fi ca de um líquido ( veja Água) praticamente não varia: isso mostra que os gases sfu
móvel. co,npressíveis, mas o mesmo não acontece com os líquidos.

Pressão
Considere um pequeno sensor de pressão suspenso em um recipiente cheio de fluido.
como na Fig. 14-la. O sensor (Fig. 14-lb) é formado por um êmbolo de :íre-.il 4.qt:e
pode deslizar no interior de um cilindro fechado que repousa sobre uma mol:i.. Cm
mostra~or r~gis_tra o deslo_camento sofrido pela mola (calibrada) ao sercornp:rimhlil
pelo fluido, 1nd1cando assim o módulo ÀF da força normal que a~e sobre o &nboki.
Definimos a pressão do fluido sobre o êmbolo como セ@

M
p= M. (l+-3)

Teoricamente, a pressão em qualquer ponto do fluido é O limite dessa razão qu;.in-


do a área M de um êmbolo com o centro_nesse ponto tende- a zero. Entret:J.UtO. seJ.

. · . ·- Tabela 1'4 ;:. 1. · . · .. · · , . · ..· . · ·


·- ·- - . . . . . ' . . . . .-_, :" .,· : ..· ·_ . .
Algumas Massas Específicas
Substância ou Obieto J
Massa Específica
------
(kg/m3
) Substância
'
ou Ob'et
セ@ o
- - lk&,セ@ "'t
~lassa Espê'l.·tti'-·a
-
E-sp_a_ç_o~i-n-te-r-es-t-el~a-r- -- -- - -- -----:-l:0~
= - 2~º-- - --~F~e-rr_o_ __ _ _ __:._ _ _ _ _.:.:..:.:::::~~'.::. - -
7.9 '- 10·;
1.3.6 l o-··
17
Melhor vácuo em laboratório 1O Mercúrio (o metal' , não O planeta )
Ar: 20°C e l atm de pressão 1,21 Terra: média 5_5 . . ._ li};
20°C e 50 atm 60,5 núcleo 9.5 LL,.:
Isopor 1 x 102 crosta .2.$ , lO·~
Gelo 0,917 x 10' Sol: média l.~, ll._~
Água: 20ºC e 1 atm 0,998 X 10~ núcleo 1.o :,,,, t l}'
1
20 ºC e50 atm 1,000 X 10 Anã branca (nucleo) 101 1
Água do ,nar: 20°C e I atm 1,02.i X 103 Núcleo de urânio , :-..: tüL~ セ@

1
Sa_n_g_u_e_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _1_.0_6_o_x_1_0_ _ _ _ _~I_!strela de nêutron!> (nucleo) tOl'
------
FLUIDO 61

/\ht"''''' . t•,,, fie,


, ,,l'''ªll ( l \1)

t \•,,1,l, ,h, S,11 2 \ ()111 l'ncu tlc autc1111úvclª 2 X 1(J


1 1()11 1.\t111t1,lcra ac1 11í, t·I cJo rnar l.f) ;,c 1
l 'i' llllllllll 1,•1 1,1
~"'"" I"' ~,.\,, l·,111111,11,, t'tll l,tl1,,1,1t,u 1,1 111 t>rc,,aL) t1rtcrial , 1,tt1]1ca nt1r1nal 1 l~:> X I
' ·" 1()
l 11!'1\,I 1\l ,• lllll' ll lll:l i'-1 llllll\11\ll,t 1, 1 1()H t\1cll1L,r v,1ct10 en1 l~1l-1orattSrio 11
s.111,1 ,11,, ,.,,, \li\\,\ 111,tl\ t il' lli111,·a l ll"

1\\1\''' L' ,,1,il\,11\\L' t'1\\ t11,,:, :--ll})Crficic })li.\11,\ <lc úrct1 A. podc111os escrever a Eq. 14-3
1\11 lll1 tll;\
I;,
/> (111~,:-.i\,1 d~ un,a l\1rça uni fon11c cn, un1a superfície plana). (14-4)
1\

l)lttlt' I t' l) t\lt'ltlt,\l) li~, l'l)rç:, t\t)r111,1l t\ qt1c está stijeita a superfície de área A. (Qua11-
llll lli1t'1l\l'I:-- llllL' ,1111:, fl)l'~'t\ セ@ t111ifor111c e111 t1111,1 st1perfície, isso significa que a força
e~tn ,111il'l)1111c111c11tc tlistril)tlítl,1 J)Or toclos os pontos da st1perfície.)
L)l1st'r\1ilt\\t)S cx11L'ri111c11lt\l111c11lc qt1e c111 t1111 dado ponto de t1n1 fluido em repouso,
n ,,1\.'~SÜt) /> tlctitlillt\ })Cln Et1. 14-4 tc111 o n1es1110 ,,alar qualqt1er que seja a orientação
Lll, ê111l,l)lo. A })ressão é t1111t1 grt111(lcza escalar~ suas propriedades não dependem da
l'lric11l,\Çtt(l. E ,1cr<ltlllC qt1c :1 força que age sobre o êtnbolo do nosso sensor de pres-
SÍ\l) e t1111n gr,111Llc1.,1 ,,ctorinl, 111i:\S a Eq. 14-4 envolve apenas o ,nódulo da força, que

t' 11111,1 gr,,11Llez,1 escn lnr.


1\ 1111iLl,1tle llc })ressão no SI é o ne,vton por metro quadrado, que recebe um nome
cs1,t' t'i1,l, l) 1>nscnl (P,1). E111 111t1itos países, os medidores de pressão de pneus estão
t'ttlil)rl\ll{1s c111 Llltilo1),1sc,1ls. A rel,1ção e11tre o pascal e outras unidades de pressão
111,,itl, t1st\tl1,s 11,1 Jlrtitic,1 (111as qttc não pertencem ao SI) é a seguinte:
2
l 11t111 = 5
l,Ol X 10 Pa = 760 torr = 14,7 lb/in •
A ,1t111,>.~/t•1y1 (,\t111) é. con10 o nome indica, a pressão média aproxi1nada da at-
ll\l)Sl'cr,\ itt) 11í,,cl elo 111ar. O to 1·1· (nome dado em homenagem a Evangelista Torri-
cclli , l\ttc i11,,c11tot1 o barô111etro de 111ercúrio e1n 1674) já foi chamado de 111ilí111etro
,/1• 111,·1\ ·tí1·ic> (111111Hg). A tlbreviação de libra por polegada quadrada é psi (do inglês
/>l)t111ll J)Cl' .,·qt1:1rc i11cl,). A Tabela 14-2 111ostra algumas pressões em pascals.

Pressão atmosférica e força

l l111,, s:11,, tlc cst,,r te111 4.2 n1 de compri1nento, 3,5 m de nig = (pV)g
lt1rgt1rt\ t: 2,4 111 tlc ,1ltt11·n. = (1,21 kg/m3)(3,5 m X 4,2 m X 2,4 m)(9,8 m/s2)

ti,) Qt1t\l L' l) 11eSL) <.lo t\r co11tido na sala se a pressão do ar = 418 N = 420 N. (Resposta)
L' l ,l) t\(t\1'? Este valor corresponde ao peso de aproximadamente 11 O
latas de refrigerante.

t l) l) l)~Sl) lil) i,r é 111g. 011<.le 111 é,\ 111t1ss41 do ar. (2) A 1nassa (b) Qual é o módulo da força que a atmosfera exerce, de
ci1na para baixo, sobre a cabeça de uma pessoa, que tem
111 c-st,\ rL'lt1ciot\t\Llti à 111,1ss,1 especíi'ica p e ao volt11ne V do
2
u1na área da ordem de 0,040 m ?
ar t\lrt\\'~s li~, Ell , l ~-2 {p = 111/V).

C;i/ci,to C't)111l)it1,1t,tl<.) tlS tit1t1s itieii.1s e ttSt\11do a massa es-


l't't' t fit'tt tit) ,\r 1),\1',l 1.0 t1t111 qt1e ,,parece n,t Tabela 14- 1, Quando a pressão /J que t1m fluido exerce sobre uma su-
lt't\\l)S:
perfície de á1·ea A é u11ifarme, a força que o fluido exerce
u;, f:/\PI TI li CJ 111

s11l111• oi SllflCI ltl'IC pndt· ,cr r.dr11 l,1d.1 llS,IIH!ll ,\ f q . 14 1 1 Ili Ili N / 01 )
( 11 (J () rn )
r,, /ZII. I /1 \ ( 1, li •, 1111 ) ( _.'..!.;•.:.:...::.:...~--
1 () , 1(111
< l<c po t 1
C,i/rt1l n Í tnhot ,1 .1 p, C\\a() dn ,li \ arte de ,\COruo C(llll O Jo- - 4.0 IO 'N.
l ,li 1' ,1 hn1.1 d<l di.1. podcn10, di,cr que é apro,1111adan1cnte
E<,(a
r
I orça
.1,r ·,vcl é jnu,tl
COll\tuc.: • e,
,,e,
pes<, da c.:<>luna, cJc ar• que
l ,C) :11111 . Nc..,,c l,1,0 • .i Eq. 14-4 no ... da c~ta, ac1111u
· ... ,, d·,• pc""ºª
d n ca b""ª · e :-.e estende ate <> ltmne
superior da atn1osfera terrestre.

14-4 Fluidos em Repouso


A Fig. 14-2a 1nostra un1 tanque de água (ou outro líquido qualquer) aberto ~ara a
atmosfera. Como todo mergulhador snbe, a pressão a11111e11ta com a profundidade
abaixo da interface ar-água. O medidor de profundidade usa?o pelos mergulhado-
res é, na verdade, um sensor de pressão semelhante ao da Fig. 14- 1b · Como todo
alpinista sabe, a pressão di111i11ui com a altitude acima do nível do 1:1ar. ~ s pre~~ões
encontradas pelos mergulhadores e alpinistas são chamadas de pressoes h1drostat1cas
porque se devem a fluidos estáticos (em repouso). Vamos agora obter uma expressão
para a pressão hidrostática em função da profundidade ou da altitude.
Para começar, vamos examinar o aumento da pressão com a profundidade em
um tanque com água. Definimos um eixo y vertical com a origem na interface ar-
água e o sentido positivo para cima e consideramos a água contida em um cilindro
imaginário circular reto de bases A horizontais. Nesse caso, y 1 e y 2 (ambos números
negativos) são as profundidades abaixo da superfície das bases superior e inferior
do cilindro, respectivamente.
A Fig. 14-2e mostra o diagrama de corpo livre da água do cilindro. A água do
cilindro se encontra em equilíbrio estático, ou seja, está em repouso e a resultante
das forças que ag~m sobre o cilindro é nula. O cilindro está sujeito a três forças
verticais: a força F; age sobre a superfície superior do cilindro e se deve à água
que está acima do cilindro (Fig. 14-2b). A força Pi age sobre a superfície inferior
do cilindro e se deve à água que está abaixo do cilindro (Fig. 14-2c). A força gra-
vitacional que age sobre a água do cilindro está representada por mg, onde ,n é a
massa da água contida no cilindro (Fig. 14-2d). O equilíbrio dessas forças pode
ser escrito na forma

(14-5)
Queremos transformar a Eq. 14-5 em uma equação envolvendo pressões. De
acordo com a Eq. 14-4,

(14-6)

セ@ ~assa :11 da água do cilindro é, segundo a Eq. 14-2, rn = pV, onde O volume V do
cilindro e. o produto
.
da área da base A pela altura y 1 - )'2· Assi·m, ni e, 1gu
· al a pA(:", , -
y:J. Subsntu1ndo este resultado e a Eq. 14-6 na Eq. 14-5 , obtemos
P2A = P1A + pAg()' t - )'2 )
ou P'!. = P t + pg()' t - )12 ). (14-7)

Esta equação ~ode ser usada para determinar a pressão tanto em um líquido (etn
fu~çã~ da profundidade) como ~a atmosfera (em função da altitude ou altura). No
primeiro. caso, suponha
. que esteJamos
, . interessados
, em conhecer a pressao- p a uma
profundidade h abaLxo da superf1c1e do líquido. Nesse caso escolhemos O nível 1
como a superfície. o ní,~el 2 com~ ~ma distância /1 abaixo d~ nível 1 (como na Fig.
l-l-3) e JJ0 como a pressao atrnosfenca na superfície. Fazemos, portanto,
."1 = O. P, = Po e .v~ = -/1 "
- p ., = p
-
---- -- .

1l UIOOS 63

Três forças agem l::ult1 rn1 r,,11 1J11111 li11lx111',


sobre este cilindro UXUI cldupol11 PI ut111ttu dll
imaginário. úouu 110 11upo1ff olo 11111,ur/1 J1.

Flourn 14-2 (t1} U1n tanque de


Ar .l' = o 1' O (lgu11 no qunl 11111 certo volun1e de
' fÍAIIII cstfÍ contido c111 111n ci lindro
Agua
)'1 - ,----,
1 1
\'1 - - = t Nlvt•I 1, /11
1
in111gi nfÍrio con, bnsc horiLontal
de nrca ;\ , (/,) li (ri} u,na força Fi
)'2- 1 ____ ..,1
Cilindl'O
.\".! 1
-- - 1
1 nge sobre n superfície superior do
ci lindro; 11111n forçn f.; ngc sobre a
J:'1'v
superfície inferior do cilindro; n força
grnvitncionn l que age sobre a água do
(a) ( /1) ci lindro cstn representada por 111g. (e)
Dingrnn1n ele corpo livre cio volu1nc
A gravidado oxorco uma ele ngun.
Esta força para cima é
exercida pela pressão da força para baixo em
água na superfície inferior. todo o clllndro.

-
/~ y=O y ()
As três forças
)'1---- -, -------, se equilibram.
!e
. 1 1 1
1 ( ~iIi n cl ro
1
1
1 1
1_ -- _..,1
)'2- - - - - .., Nível 2, /J.i .11.1 -
1111.(
-·/~
( ri) ( 1•)
(r)

na Eq. 14-7 e obte1nos


(p1·~ssilo 1111 prc1ft111lllch1d~ /,), ( l4-8)
p = /Jo + fJgh
Note que a pressão en1 un1a dada profundidade no líquido clcpendc da profundidade,
mas não da dilnensão horizontal.

Q A pressão ern un1 ponto de urn lluiclo cn1 equilíbrio cst.1ticn depende du profundidade
do ponto, n1as não da din1ensão horizontal do fluido ou dn recipiente.

Assim, a Eq. 14-8 é válida qualquer que seja a forn1n do recipiente. Se a superfí-
cie inferior do recipiente está a un1a prol'undidade /,, a Eq. 14-8 fornece n pressão/>
-
nessa profundidade.
Na Eq. 14-8, /J é chan1adu <le pressão total , ou 11rcssiio nl>sol11tn. nn nível .2.
Para cornpreender por quê, t)bscrve na Fig. 14-J que a press:,n /> no nível ?. 15 n
,\1 ,~,
l it111i1h1l
Nl\t'll
-~---
,• -= O

so1na de duas parcelas: ( L) 1,0 , a pressão da a1n1osrer:1. qut..· é uplil' ndn ti s11pcrf1cie
do líquido, e (2) pgh. a pressfit) dn líquido que esta acinu1 do n,vcl 2. qut. · t..' apli-
"
,l
cada nesse nível. A diferença entre a pressan absoluta e a prcss:in :1111,nsft..trica é
chan1ada de tJrcssão 111a1101nétrica. (O lllllllt..' se dt..'Vl' an usn dt..· lllll ,11u11ôn1l'trtl
. ..
para n1edir a diferença de pressão.) l)ara a situa(tHl da l~ig. 14 ,. a prt..·ssan ,nano
' . Figura 14-3 1\ pressão p aun1cnta co,n
1netr1ca é pg/1.
A Eq. 14-7 tan1bén1 po<le ser usada ,1cin1a da !--llperf1cit..• dn l1quid,,. Nt..'S!--l' t..'asú, n profundidade li nhni:-.o dn superfície Jo
ela fornece a pressão nt1nost"iSrica a un1.1 dada dist,1nci,, ,ll'1tn,11.ln 111, t..•I 1 1.•1n te11n1.1s liquido de acordn co,n n Eq. 14-8.
114 (','\l'lllllll ,,,

N csSL' cn:-.o. L'Olll f) = J).,r• obtCtllO!,


/l -- [' () - Jl.u.:-<td.

JI1\ TESTE 1 . . d . 0 r dene-


azeite
figura n1ostrn quarro rec1p1entes e • . ·
0 セ@ - de ac.:-ordo c.-om..,....-1.::,,....::....
·'"=
nn prol'undidnde h, con1eçnndo pela n1:uor.

.---
1,
-- ------

------
_J__ _

(n) (h) (<) (ÕI

1
- -

Exen1plo
Pressão baron1étrica: mergulhador

l 1111 n1crg11lhndor novnto, praticando cn1 un1a piscinn, inspira nar igual à pressão atmosférica p 0 qll3lldo o mergulh::d<'r
nr s111icicntc do tnnquc pnrn cxpnndir 101nh11ente os puln1ões atinge a superfície. A pressão sanguínea também diminci
11tl1L'S de nhnnc.lonnr o tanque a u111n profundidade L e nadar até voltar ao normal. Entretanto. como o menrolh:?dorn~
pnrn II supDrfícic. f~lc ignora ns instruções e não exnln o ar exalou o ar. a pressão do ar nos p11lmões permanece oo
-
durnntt' u suhidn. Ao chegar à superfície, a diferença entre , ralar correspondente à profundidade L . Na :uperficie. _
11 prcssiio cxtcrnn n que está sub111etido e n pressão do ar diferença entre a pressão mais alta nos pulmões e 3 p~t'
1H1s pul111f1cs é 9,3 kPa. De que profundidade partiu? Que
risc:n pnssivc h11cntc fntnl está co1Tcndo'? -=\.'°'i=
n1ais baixa no sru1gue é
-
Àfl =P - Po = pg.L.
e, portanto.
A pressiitl II un1H prof11ndidnclc I, en1 t1111 líquido de n1ns-
s11 espccíficn p é dad11 pela Eq. 14-8 (p = p0 + pgh), na L = .lp _ ___9_3-.:.0-=..
0 ..::::.P..::::.a_ __

tt1111l a prcssii<1 n1:1111)111étricn pg/1 é son1adn à pressão pg (QQS kg n1"")(4.S m.~)


11tnH1sl't(rica J'u· = 0.95 111.

C1Jlc11/os Qunndn t) n1crgulhadt)r enche os puln1ões na ~rnta-s~ de t1n1a profundidade 111uito pequena~ ~Iesn1.I) :15-
p11,f11ndidade l~. a prcssiin L'X ter1H1 sobre ele (e, portanto. s1111.
C''
n diferença _ •
de press-aoセ@
de..,,_,
n .. kP .
· a {apro"1n1adan1.:-n1t
n prt'SSlll) 111,s pul111ôcs) esta aci n111 do norn1nl e é dada 9 (\ da_ pressao -•
atn1ost·e-
·r·1c.1
~. ) e sunc1c"ntc'
- · para romper 0s
pL·ln 1~q. I ..J 8: pu h11oes_
do 111erotilh"d
;:.
t'
u · or e L1rçar a p3ssagen1 de .rr d('S
11u l 111oes para ·1 , :'I -
t> />n I f'.I!, / , セ@ • ' • L L rre11te sangu111e:1. que t:ra11sp0na 0 l f
parn t'l <'Of:l('i\o 111·1t·1 :t ·
• _ T • • , 11c o o 111ergulhador. Se ele segt11r ..l!-
n11dl' />n t' a prL'ssan a1n1t1sfL•rica t' 1> e a n1assa cspcc,rica da 1nstruç()e~ e e,nl·, O j -
:11~1111 t tJl)8 ~g/111 \ dt• :icordn L'lHll n TahL' la 1-4- 1). Quando
.. ' 'r ar gr:.11. ual111ence enquanto so~. rcr-
n11t1ra que a ,,r, '·1) , _
t . "~s. L IlL"'s p111n10es se t0n1e igual :i press:i0
li 11lt'rg11lh:1dor sohL'. a prcssiill externa din1intti at~ ~e ll)r- C\tcrn.1. eltn11nan<lL) 0 pen..::"'etl1 . -
'

FLUIDOS 65

Equilíbrio de pressões em um tubo em forma de U

o tubo e1n forma de U da Fig. 14-4 contém doi s líquidos •


t Oleo
' -
-------- T
d
em equilíbrio estático: no lado direito existe água de mas- _+_
sa específica p 11 ( = 998 kg/m 3) e no lado esquerdo existe
óleo de massa específica desconhecida Px· Os valores das Esta ' ... esta
distâncias indicadas na figura são l = 135 m1n e d = 12,3 quantidade Agua - l
quantidade
mm. Qual é a massa específica do óleo? de óleo de água.
equilibra ...
~~;. :~· ·.~.. i i ~I DEI AS-C H AV,E --------
~Interface
_L

(1) A pressão Prni no nível correspondente à interface óleo-


água do lado esquerdo depende da massa específica Px e
da altura do óleo acima da interface. (2) A água do lado Figura 14-4 O óleo do lado esquerdo fica mais alto que
direito à 1nesn1a altura está submetida à mesma pressão a água do lado direito porque a massa específica do óleo é
P,ni· Isso acontece porque, como a água está em equilíbrio menor que a da água. As duas colunas de fluido produzem a
estático, as pressões em pontos na água no mesmo nível mesma pressão p,01 na interface.
são necessariamente iguais, mesmo que os pontos estejam
separados horizontalmente.
Igualando as duas expressões e explicitando a massa es-
Cálculos No lado direito, a interface está uma distância l pecífica desconhecida, obtemos
abaixo da superfície da água e a Eq. 14-8 nos dá l 135 mm
Px = P11 l + d = (998 kg/m3) _5_ _ _ _ 2_3_ _
Pin, = Po + p"gl (lado direito). 13 mm + 1 , mm
= 915 kg!m3• (Resposta)
No lado esquerdo, a interface está a uma distância l +d
abaixo da superfície do óleo e a Eq. 14-8 nos dá Note que a resposta não depende da pressão atmosférica
Pin1 = Po + Prg(l + d) (lado esquerdo). /Jo nem da aceleração de queda livre g.

14-5 Medindo a Pressão


O Barômetro de Mercúrio
A Fig. 14-Sa 1nostra um barô111etro de ,nercúrio simples, aparelho usado para medir
a pressão da atmosfera. Como mostra a figura, um tubo de vidro é enchido com mer-
cúrio e invertido com a extremidade aberta mergulhada e1n um recipiente contendo
mercúrio. O espaço acima da coluna de mercúrio contém apenas vapor de mercúrio,
cuja pressão é tão baixa à temperatura ambiente que pode ser desprezada.
Pode1nos usar a Eq. 14-7 para determinar a pressão atmosférica p0 em termos
da altura h da coluna de 1nercúrio. Corno mostra a Fig. 14-5a, escolhemos o nível 1
da Fig. 14-2 con10 o da interface ar-mercú1io e o nível 2 como o do alto da coluna
de mercúrio. En1 seguida, fazemos
Y, - O. /J1 = Po e Y2=h. p,=O
na Eq. 14-7, o que no.., dá
( 1-1-lJ)

onde pé a 1na..,..,u c..,pccll i<.:a do n1er<.:ú1 io.


Para unia dada prc ... ..,ão. a .dlur., /, Ja 1..·t1lun..i d1.: 111c11;1í1 i11 11:io d1..· pc11dc J.1 :í11..·.1 Jc
,cção reta do tubo vertical O haro1nctro de 111L'l1,.L11111111,ll'> s11l1 ll1.. ,1do J ,1 1 1g. 1-1 \/,
tornt!cc a mc..,1na leitura que o da 1::ig. 1-t. 'ia tudu que i1npu11 11.. ,, J, 1:,nci:i \l't lil'al
h cntr~e º" n1ve1..,
, de n1crcur10
A Eq. 14-9 mo..,tru que . para u1na d.ida press::ío. ,1 11ltl11,1 da coluna Je n1ercúrin
depende do valor ue g no local onJc ',1. LllL011lra n b,11111111::tru e J~, 111:.i ~a e pecífi-
ca· do n1crcúrio. que v,1na com a tcn1pcratu1a. A .dtu1a Ja 1.·. olun.1 (en1 n1ilín1etn1t, )
66 CAPÍTU LO 14

Figura 14 _5 (al Un1 b:1rõ1nctro <lc \


,.....
/ ,, .. o ,,
,ncrcuno (/,) Outro baro1nctro de
n1crcúno. A dl',lânc1a li é a n1cs1na no,
'
/
__ __
ºX
T-
dois ca.,os. Ní,cl 2
...

h :1
!~ 1 --
セ@ 11 __."""'
/,

" .............
'')\
ç

Nível 1
Po\

(b)
(a)

barômetro estiver em um 0
. - (em torr) aJJenas se d ,. 1
é numericamente igual à pres:ªº 80665 m/s2 e se a temperatura o mercuno
local onde g tem o valor padrao de 9, . f ·tas (e raramente o são), pequenas
. - na-o forem sat1s e1 . 1·d
for QºC. Se essas cond~çoes da coluna de mercúno possa ser 1 a
correções devem ser feitas para que a altura
como pressão.

o Manômetro de Tubo Aberto _ , .


(F . 14 6) usado para medir a pressao manometr1-
Um ,nanômetro de tubo aberto ig. - ' f d U contendo um líquido, com
d , é formado por um tubo em orma e

- Nível l
セ ュ@ da: :t!~dades ligada a um recipiente cuja press;o 7:7omp!~l:t;~:~:
dir e a outra aberta para a atmosfera. Podemos usar a q.
;:ssão manométrica em termos da altura /i mostrada na Fig. 14-6. Vamos escolher
os níveis 1 e 2 da Fig. 14-6. Fazendo
• ..
••
h Y1 = O, Pi = Po e Y2 = -h, P2 = P


na Eq. 14-7, obtemos
• Pm= P - Po = pgli, (14-10)

W--lf+-'- Nível 2
, .
Tanque onde p é a massa específica do líquido contido no tubo. A pressão manometnca Pm
~1anômetro é diretamente proporcional a h.
Figura 14-6 Um manômetro de tubo A pressão manométrica pode ser positiva ou negativa, dependendo de se P > Po
aberto, usado para medir a pressão ou p < Po· Nos pneus e no sistema circulatório, a pressão (absoluta) é maior do que
manométrica do gás contido no tanque a pressão atmosférica, de modo que a pressão manométrica é uma grandeza positiva,
da esquerda. o lado direito do tubo em às vezes chamada de sobrepressão. Quando alguém usa um canudo para beber um
u está aberto para a atmosfera. refrigerante, a pressão (absoluta) nos pulmões é menor do que a pressão atmosférica.
Nesse caso, a pressão manométrica nos pulmões é uma grandeza negativa.

14-6 O Princípio de Pascal


Quando apertamos uma extremidade de um tubo de pasta de dente para fazer a pasta
sair pela outra extremidade, estamos pondo em prática o princípio de Pascal. Este
princípio também é usado na manobra de Heimlich, na qual uma pressão aplicada ao
abdô_me,n セ@ tr~smitid~ para a garganta, liberando um pedaço de comida ali alojado.
O pr1nc1p10 foi enunciado com clareza pela primeira vez em 1652 por Blaise Pascal
(em cuja homenagem foi batizada a unidade de pressão do SI):

Uma variação da pressão aplicada a um fluido tncompressível contido e m


recipiente
. . é tran!>mitida integralmente a todas as partes do fluido à
e s paremdes
u do
rec1p1entc.
FLUIDOS 67

oemonstração do Princípio de Pascal


ri Embolo

Considere o caso no qual o fluido incompressível é um líquido contido ern u1n ci-
lindro, como na Fig. 14-7. O cilindro é fechado por um ê1nbolo no qual repousa um
recipiente com bolinhas de chumbo. A atmosfera, o recipiente e as bolinhas de chum-
bo exercem uma pressão Pex1 sobre o êmbolo e, portanto, sobre o líquido. A pressão
Líquido 11
p em qualquer ponto P do líquido é dada por
P = Pc xt + pgh. (14-11) _ __ - ----'-- P
__P

vamos adicionar algumas bolinhas de chumbo ao recipiente para aumentar Pexi de


um valor ÂPcxi· Como os valores dos parâ1netros p, g eh da Eq. 14-11 permanecem Figura 14-7 Bolinhas de chumbo
os mesmos, a variação de pressão no ponto P é colocadas sobre o êmbolo criam uma
(14-12) pressão Pcxi no alto de um líquido
confinado (incompressível). Se mais
Como esta variação de pressão não depende de h, então é a mesma para todos os bolinhas de chumbo são colocadas
pontos do interior do líquido, como afirma o princípio de Pascal. sobre o êmbolo, fazendo aumentar Pcx"
a pressão aumenta do mesmo valor em
O Princípio de Pascal e o Macaco Hidráulico todos os pontos do líquido.

A Fig. 14-8 mostra a relação entre o princípio de Pascal e o macaco hidráulico.


Suponha que uma força externa de 1nódulo F, seja aplicada de cima para baixo ao
êmbolo da esquerda (ou de entrada), cuja área é Ar Um líquido inco1npressível
produz uma força de baixo para cima, de ,nódulo F5 , no ê1nbolo da direita (ou de •

saída), cuja área é A 5 • Para manter o sistema em equilíbrio, deve existir uma força
para baixo de módulo Fs no êmbolo de saída, exercida por uma carga externa (não
1nostrada na figura). A força セ@ aplicada no lado esquerdo e a força セ@ para baixo
exercida pela carga no lado direito produzem u1na variação Â/J da pressão do lí-
quido que é dada por

(14-13)
e, portanto,
A Eq. 14-13 mostra que a força de saída Fs exercida sobre a carga é maior que a for-
ça de entrada F, se As > A,, como na Fig. 14-8.
Quando deslocamos o êmbolo de entrada para baixo de urna distância d,, o êmbo-
lo de saída se desloca para cima de uma distância ds, de modo que o mesmo volume
V de líquido incompressível é deslocado pelos dois êmbolos. Assim,
V= A ,de= A,dp
que pode ser escrita como ... uma grande
Uma pequena força na saída.
A,. (14-14)
d , = d,. A . força na entrada
1 produz ... Saída -F

lsto mostra que, se A, > A, (como na Fig. 14-8), o êmbolo de saída percorre uma
distância menor que o ê1nbolo de entrada. Entrada -r,
De acordo co 1n as Eqs. 14- t 3 e t 4-14, o trabalho de saída é dado por

~V = r-, cl, = ( f., セ@ . ) ( cl, ; \: ) =


1
T. d,, (14-15) T
,,,
0 que 1no~tra que o trabalho W ,cati,aJo ,u/J,e o ên1hulu dl.! L'Otr.1Ja pel,1 torça apli- J •
()k·n

cada é iguul ao trabalho iv rcall1a<lo J>l·lo c.:rnbuln Je , .ud.1 ,tu l~, ,11\l.1r un1,1 c.:.11 g..i
A vantagc1n do rnacaco hidráulic.:u セ@ .1 , egu111ll.:
Figura 14-8 Urn 1nucaco hidráulico
p_odc ,t!r u~.ido pa.ra amplificar a força
Coin um n1acaco l11dr,1uhco, 11n1a lnr~;a .iplil ,1J.1 ,11._• h1ng11 d, unia J1s1.1111.;1.1 r1. 1dl 1:1
E' n1a\ não o trabalho, que é o mesmo
lran~tormada en1 uma fori,:,1 n1a1n1 :,plt~.,J,1 .,u kH1go <.k un1.1 d1s1anlia 1ncno1
pJra .1, forças de entrada e de ~aída.
68 CA PÍTU LO 14
. . nccc ,naltcrado. ,-, rrahalho reah,,411r
• ,J·1 clistánc1a pcrnia 1

Cnn10 o produto da orça pc '


J uin '1 grande van1agcm ern r>Oder e-..:,.
, frcquc ntcmcntc,
é o mesrno. Entretanto, ha,
• t
. mpl<J n~r1 tc1n0s orçci para le\ar,
cer urna força n1aior. Muitos de nós, por cdxe m ~acaco hídráulícr,, ainda que ,,_.
d fazê lo usan o u oa1,
um automóvel, ,nas po emos - - série de mrJvírnentos cu rtr1s, tenha11
movimentar a al avanca do ~ a~ac?· em i~:;aíor que a dístáncia vertical per,.Orrida
que fazê-la percorrer uma di stancia mu
pelo auto,nóvel.

14-7 O Princípio de Arquimedes , .


uma piscina manuseando um saco pJ ast1co rr1,1·r~
t
A Fig. 14-9 mostra uma,estu dan セ@ err: , . ' observa ue o saco e a á ua: ne
A força de empuxo que
fino (de massa desprez1vel) cheio d agua. A Jovem bq. d g ·
age sobre o saco plástico . . ,· · não tendem a su 1r nem a escer. A forca
cheio d'água é igual ao contida estão em equ1líbno estat1co, ou seJa, , .da , .. ·
·r · al b · F - a que a água contida no saco está submeti e egu1hbrada
peso da água. grav1 ac1on para ruxo 8 d d fi d
· 'd
por uma força para cuna exerci a pe a agua J ' que está do la o e ora , o saco.
A força para cima, que recebe o nome de força de empuxo e e representada pelo
símbolo ft.E, se deve ao fato de que a pressão da água que envolve , •
o saco aumenta com
a profundidade. Assim, a pressão na parte inferior do saco e maior que na parte supe-
rior, o que faz com que as forças a que o saco está submetido devido à pressão sejam
maiores em módulo na parte de baixo do saco do que na parte de cima. Algumas dessas
forças estão representadas na Fig. 14-1Oa, onde o espaço ocupado pelo saco foi dei-
xado vazio. Note que os vetores que representam as forças na parte de baixo do saco
(com componentes para cima) são mais compridos que os vetores que representam
Figura 14-9 Um saco plástico de
as forças na parte de cima do saco (com componentes para baixo). Quando somamos
massa desprezível, cheio d'água, em vetorialmente todas as forças exercidas pela água sobre o saco, as componentes hori-
equilíbrio estático em uma piscina. zontais se cancelé:ffi e a soma das componentes verticais é o empuxo FEque age sobre
A força gravitacional experimentada o saco. (A força FEestá representada à direita da piscina na Fig. 14-lOa.)
pelo saco é equilibrada por uma força Como o saco de água está em equilfbrio estático, o módulo de F. é igual ao
resultante para cima exercida pela água ~ó~ulo m1g da força gravitacional セ@ que age sobre o saco com água: セ@ = m~. (0
que o cerca.
1nd1cefsignificafiuido, no caso a água.) Em palavras, o módulo do empuxo é igual
ao peso da água no interior do saco.
Na Fig.. 14-lOb, trocamos o saco plástico com água por uma pedra que ocupa
um volume igual ao do espaço vazio da Fig 14 10 n·
á ua ou se·a ocu a 0 · - ª· izemos que a pedra desloca a
fig ' d J .'d d P _ es~aço que, de outra f onna, seria ocupado pela água. Comoa •
arma a cav1 a e nao fo1 alterada as forças na su rfí . .
que quando O saco plástico c : pe cie da cavidade são as mesmas
. om agua estava nesse lu A ·
para cima que agia sobre O saco 1, . gar. ss1m, o mesmo empuxo
P ast1co agora age b · , I
Fe do empuxo é igual a rng O peso d , d so reapedra, ou seJa, o modu o
Ao contrário do saco セュ@ água a a~a ~sloca~a pela pedra.
• g
ª
gravitacional F para baixo que ag ' pbe ra nao esta em equilibrio estático. A força
e so re a pedra t , .
puxo para cima, como mostra O di em um modulo maior que o em-
agrama de corp li . .
pedra acelera para baixo descend , o vre da Fig. 14-1 Ob. Assun, a
, ,. • o ate o fundo d · .
vamos agora preencher a ca .d d . a p1sc1na.
. v1 a e da Fig 14 10 .
como na Fig. 14-lOc. Mais um · - a com um pedaço de madelfcl,
b , . a vez, nada mud
so re a superf1c1e da cavidade d d ou com relação às forças que ageJJJ
0 peso da água deslocada. Como , セ@ mo o que O ' d
d mo ulo F E do empuxo é i oual a 111;,
b. , . a pe ra o ped º .,
no estatico. Nesse caso porém 0 ' aço de madeira não está em equilí·
ód l F ' ' m6 dulo F d t
m u セ@ E do empuxo (como mostra d' ª g orça gravitacional é menor que 0
a madeira acelera para cima, subindo o , iagrama セ@ direita da piscina), de modo que
Os resultados que obtive ate a superf1cie.
se aplicam 1 mos para o saco piá f .
ª qua quer fluido e pode
m ser resum·ct
s tco, a pedra e o pedaço de madeira
.
i os no princípio de Arquimedes.

Quando um corpo está total


- ou parcial
empuxo FEexercida pelo fl . mente sub1ner
um módulo igual ao uido age sobre O corpo A f,so e": um fluido, uma força de
peso ,n,g do fluido desloc d · orça e dirigida para cima e tem
ª
o pelo corpo.
Pi\1·!11

FLUIDOS 69

Figura 14-1 O (a) A água que está en1


volta da cavidade produz urn empuxo
resultante para cima sobre qualquer
A força de empuxo é material que ocupe a cavidade. (b) No
(a)
l!Jma conseql!lência da caso de uma pedra de mesmo voJume
pressão da água. que a cavidade, a força gravitacional é
maior que o empuxo. (e) No caso de um
pedaço de madeira de mesmo volume,
a força gravitacional é menor que o
-. empux0.

-+
Ft
Gomo a fer,ça riesl!Jltamte


(b) Pedra
é palia baixe, a pedra é
aGe'lera<i.la para baixo.

(e)
-Ft
Madeira

De acordo com o princípio de Arquimedes, o módulo da força de empuxo é dado por -


ffor&:a de empuxo~,

. ''
onde m1 é a massa do fluido deslocado pelo corpo.

Flutuação
Quando pousamos um pedaço de madeira na superfície de uma piscina, a madeira
'
começa a afundar na água porque é puxada para baixo pela força gravitacional. A
medida que o bloco desloca mais e mais água, o módulo Fc da força de empuxo,
que apon~a para cima, aumenta. Finalmente, F" se terna igual ao módulo F8• da for-
ça gravitacional e a madeira pali'a de afundar. A pmir desse m0ment0, o pedaç0 de
madeíra permanece em equilíbrio estático e dizemos que está flutuando na água.
Em todos os casos,

Quando um corpo flutua em um flui'ào, o médulo F,, da fer.ça de empn-oc0 que age sobre
o corpo é igual ao módulo Fg da força gravitacional a que o corpo está submetido.

Podemos escrever esta afirmação como


Ft! =Fg (flutuação). (14-17)

De acordo com a Eq. 14-16, F" = m1g. Assim,

Quando um corpo flutua em um fluido, o módulo F8 da força gravitacional a que o


corpo está submetido é igual ao peso 111;8 do fluido deslocado pelo corpo.
.
70 CAPITULO 14


Podcn1os escrever esta afirn1a~·fto con 10
e 1111111.1~·.11, 1
( 1セ@ 1
,sJoca' u,n (JCso de íluido igual ao ,,•eu prr,p
En1 palavras, lun corpo que fl utua e.le. .
peso.

Peso Aparente em um Fluido


Qua11do colocamos uma pedra em uma balança calibra~a para medir.~esos, a le1to
ra da balança é o peso da pedra. Quando, porém, ~epet~m?s セ@ exp~r1encia debai-'1t
d•água, a força de empuxo a que a pedra é submetida d1rrunu1 a leitura da balança
A leitura passa a ser, portanto, um peso aparente. O ~eso apare~te de um corpoe\lJ
relacionado ao peso real e à força de empuxo atraves da equaçao

peso ) _ (peso) _ ( módulo da ).


( aparente - real força de empuxo
que pode ser escrita na forma
pesoap = peso - Fb (peso aparente). (14-19)

o
TESTE 2

Um pinguim flutua, primeiro em um fluido de massa específica Po, depois em um fluido de
massa específica 0,95p0 e, finalmente, em um fluido de massa específica 1, 1 p0 . (a) Ordene
as massas específicas de acordo com o módulo da força de empuxo exercida sobre o pin-
guim, começando pela maior. (b) Ordene as massas específicas de acordo com o volume
de fluido deslocado pelo pinguim, começando pelo maior.

Se, em um teste de força, você tivesse que levantar uma pedra pesada, poderia
fazer isso com mais facilidade debaixo d'água. Nesse caso, a força aplicada teria
que ser maior que o peso aparente da pedra e não que o peso real, pois a força de
empuxo o ajudaria a levantar a pedra.
O módulo da força de empuxo a que está sujeito um corpo que flutua é igual ao peso
do corpo. A Eq. 14-19 nos diz, portanto, que um corpo que flutua tem um peso aparente
nulo; o corpo produziria uma leitura zero ao ser pesado em uma balança. (Quandoos
astronautas se preparam para realizar uma tarefa complexa no espaço, usam uma pis-
cina para praticar, pois na água seu peso aparente é nulo, como no espaço.)

1 . Exemplo
Flutuação, empuxo e massa específica
Na Fig. 14-11 , um bloco de massa específica p = 800
pelo volume submerso do bloco, V1. De acordo com a Eq.
kg/m3flutua em um fluido de massa específica p1 = 1200
14-2 (p = 1n/V), a massa do fluido deslocado é ,n = P1VI'
kg/m3. O bloco te1n uma altura H = 6,0 cm. 1
Não conhecemos VI' mas se chamarmos o comprimento do
(a) Qual é a altura h da parte submersa do bloco? bloco de C e a largura de L, o volume submerso do bloco
será, de acordo com a Fig. 14-11, v = Clh. Combinando
IDEIAS-CHAVE .. . . 1
• • as três expressões, descobrimos que o módulo da força de
( 1)Para que o bloco flutue, a força de empuxo a que está empuxo é dado por
submetido deve ser igual à força gravitacional. (2) A força
( 14-20)
de empuxo é igual ao peso 1111g do fluido deslocado pela
parte submersa do bloco Da 1nes1na
. . forma, podemos escrever o 1nódulo F.~. da força
grav1tac1onal a que o bloco está submetido, primeiro em
Cálculos De acordo com a Eq. 14-16, o n1ódulo da força de
termos da massa 111 do bloco e depois em termos da 1nassa
empuxo é F, = 111,g. onde 1111 é a ,nassa do fluido deslocado
específica P e do volume (total) V do bloco, que, por sua
FLUIDOS 71

Quando a força de e. portanto.


en,puxo equilibra a p
ll = - I I = 800 kg/m:i (6,0 cm)
torça gravitacional,
PJ 1200 kg/m 3
uni objeto flutua.
= 4.0 cm. (Resposta)
(b) Se o bloco for totalmente imerso e depois liberado, qual
será o módulo da sua aceleração?

Cálculos A força gravitacional que age sobre o bloco é


a mes1na, mas agora, com o bloco totalmente , submerso.
Figura 14-11 lltn bloco de altura H flutuando en1 uni fluido o volume da água deslocada é V = CLH. (E usada a al-
t't,nl lttnn parte Ir suh1nersa. tura total do bloco.) Isso significa que Fe > F8 e o bloco
é acelerado para cima. De acordo com a segunda lei de
\'CZ,pode ser e\.presso e111 te1111os das dimensões do bloco, Newton,
C. l e l-1 taltura total):
!~ = 111g = p\1g = p1CLHg. (14-21) ou
Con10 o bloco est..í en1 repouso, a aplicação da segun- pf:LHg - pCLHg = pCLHa,
da lei de Ne,vto11 às co111pone11tes das forças e1n relação a onde substituímos a massa m do bloco por pCLH. Expli-
nn1 ei:X.t) vertical ·" (Fre,,,. = 111a,.) nos dá citando a, obtemos
F.., - F.~ = 111(0), 3
_ ( Pr ) _ ( 1200 kg/m _ ) 2
ou. de acordo con1 as Eqs. 14-20 e 14-21, a- P - 1 g- 800 kg/m3 1 (9,8 m/s )

p1CL'1g - pCLHg = O, = 4,9 m/s 2 • (Resposta)

14-8 Fluidos Ideais em Movimento


O n1ovin1ento de .fluidos reais é 1nuito complicado e ainda não está perfeitamente
con1pree11dido. Por essa razão, vamos discutir apenas o movimento de um fluido
ideal. que é n1ais fácil de analisar mate111aticamente. U1n fluido ideal satisfaz quatro
requisitos no que diz respeito ao escoa,nento:
1. O cscoa111e11to é la111i11ar. No escoa,nento lan1inar, a velocidade do fluido em um
ponto fixo qualquer não varia con1 o tempo, ne1n em módulo nem em orientação.
O esconn1ento suave da {ígua na parte central de u1n rio de águas calmas é estacio-
nário: o escoan1ento da água en1 uma corredeira ou perto das margens de qualquer
rio, não. A Fig. 14-12 111ostra a transição do escoa1nento laminar para turbulento
en1 un1a coluna de fun1aça. A velocidade das partículas de fumaça aumenta à me-
dida que soben1: para un1 certo valor crítico da velocidade, o escoamento muda
de lan1inar para turbulento.
2. O escoa,11e11to é i11co111pressí• el. Supon1os, como no caso de fluidos em repouso,
1

que o fluido ideal é incon1pressível, ou seja, que a n1assa específica tem um valor
uniforn1e e constante.
3. O escoa111t•11to 11ão viscoso. En1 tern1os coloquiais, a viscosidade de um fluido é
nn1a n1ed1da da resistência que o fluido oferece ao escoa1nento. O mel, por exem-
plo. resiste n1ais ao cscoan1e11to que a ,\gua e. portanto, é 111ais viscoso do que a
agua. 1-\, i:-cosidadc dos 11uidos e analoga ao atrito entre sólidos: a1nbos são 1neca-
nis1nns atravcs dos quais a energia cinética de objetos en1 n1ovi1nento é transferida
para energia térn1ica. Se não fosse o atrito. u1n hloco deslizaria con1 velocidade
FIG. 14-12 Em cerlo ponto, o
constante cn, un1a supcrf1cie horizontal. Analogan1ente. un1 objeto iinerso em um
escoamento ascendente de fu1naça e
llu1do nàtl viscoso n:io C\.()L'rin1cnta un1a.f<)r{'a ,!e arrasto 1•iscoso e se inove com gás aquecido muda de laminar para
velocidadL' constante atravcs do lluido. Con10 o cientista inglês Lorcle Rayleigh turbulento. (Will Mc/ntyre!Photo
d1ssL' unia vez.. si? a úgua do n1ar rosse u1n fluido ideal. as hélices dos navios não Researchers)
72 C PT L 1

,; (lllll l \ '/ i.;(1filC td11 Cltl lll I li


flllll lllll,111,llll , 111,l'i fHII 1t11llt11,11 l11, (lf. 111\ I11
11a11 p, t't" 1s:11 ia 111 dl' hl' ltt l''i 1
-'· l) ,·s,·oa111<·11to <' i1rot,1cio11af. 1 111hc11 i •• 1, 1g111. '"~,, n 111 c 1,1 rtccc ,1nn
ta1nhL·1n '>Upo, ,/
qul' n L''-L'o,11ni.>11l11 l' 11101,1, 11 111' •
J>•11,1 entender o que l!!IIIÍ! 1
prop11ctladc. suponha que un1 pequeno , g '·10 c.Jc JJoc1r.,
. se rn11ve C.:l11n o lluido
· ·
o cscoa,nenlo e 11-rotac1onal. - de .11
o grao ·a' 1110
. -,e 1 ' e01ra e1n torno Jc u,n e, <J q
· eo 1'rar e,n torno, de um. outro e, ·.o qu
., possa
passa pelo centro c.Je 111assa. en1 b01.1
·
quer. O 111ov1111ento de u1na ro d a g1gan
· t e. por exemplo · e rotac1on~il. t.::íl(JUanco
111ovin1ento dos passageiros é i1Totacional.
Para observar o escoa1nento de um fluido, usamos traça<lores, como. por exem.
plo. gotas de corante introduzidas em um líquido (Fig. 1~-13) ou partículas de fu.
maça misturadas a un1 gás (Fig. 14-12). Cada gota ou part1cula de um traçador torna
visível uma linha de fluxo, que é a trajetória seguida por um pequeno elemento do
fluido. Como vimos no Capítulo 4, a velocidade de uma partícula é tangente à traje.
tória da partícula. No caso que estamos examinando, a partícula é um elemento do
fluido e a velocidade v do elemento é tangente a uma linha de fluxo (Fig. 14-1 4)
Por essa razão, duas linhas de fluxo jamais se cruzam; se o fizessem, uma partícula
que chegasse ao ponto de interseção poderia ter ao mesmo tempo duas velocidades
diferentes, o que seria absurdo.

14-9 A Equação de Continuidade


O leitor provavelmente já observou que é possível aumentar a velocidade da água
que sai de uma mangueira de jardim fechando parcialmente o bico da mangueira
com o polegar. Essa é uma demonstração prática do fato de que a velocidade v da
água depende da área de seção reta A através da qual a água escoa.
Vamos agora deduzir uma expressão que relaciona v e A no caso do escoamento
laminar de um fluido ideal em um tubo de seção reta variável, como o da Fig. 14-15.
O escoamento é para a direita e o segmento de tubo mostrado (parte de um tubo mais
'
longo) tem comprimento L. A velocidade do fluido é v1 na extremidade esquerda e v
2
na extremidade direita. A área da seção reta do• tubo é A 1 na extremidade esquerda e
A2 na exu:emidade direita. Suponha que, em um intervalo de tempo !it, um volume
 セ@ do fluido (o volume violeta na Fig. 14-15) entra no segmento de tubo pela extre-
midade esquerda. Co~o o fluido é incompressível, um volume igual ti v do fluido
(o volume verde na Fig. 14-15) deve sair pela extremidade direita.

--

,..,

.---,
Linha de

-
Figura 14- 13 O escoa,nento laminar de um fluido ao
Elemento
de fluido
fluxo

.
redor de u1n cilindro, revelado por um corante injetado no Figura 14- 14 A fl 'do
o se mover, um elemento do ut
fluido antes que este passe pelo cilindro. (Cortesia de D. H. traça uma linha de fluxo. O vetor velocidade do
Peregrine, University of Bristol) , elemento é tangente à linha de fluxo em todos os
pontos.
., PARTE 2

FLUIDOS 73

Figura 14-15 LJ1n ílui<lo escoa cJa


O volume de fluido ~- I. セ@ esquerda para a <l1rc1ta com valiio
que entra deste 1 1
constante através de um scg,ncnto de
lado e igual ... l I
1 ----
-1> i,;
---- tubo de comprimento L. A velocidade
1
\
1
1
1
-
-t>
\' 1
A2
-------- do fluido é v, no lado esquerdo e v2 no
-- lado direito. A área de seção reta é A, no
.r\ 1 lado esquerdo e A2 no iado direito. Do
(a) Instante t instante tem (a) até o instante t + lit
em (b), a quantidade de fluido mostrada
- --- セ@ セ@
L em cor violeta entra do lado esquerdo e
f,1 urna quantidade igual, mostrada em cor
f 1 --- verde, sai do lado direito.
1 1
• ---
\
- ---
\
... ao volume de
(ú) Instante t + õt
fluido que sai
deste lado.

Pode1nos usar este volume t:,. V comum às duas extremidades para relacionar as
velocidades e áreas. Para isso, consideramos primeiramente a Fig. 14-16, que 1nostra 1

uma vista lateral de um tubo de seção reta unifor,ne de área A. Na Fig. 14-16a, um e•'1 ..\1

ele1nento e do fluido está prestes a passar pela reta tracejada perpendicular ao eixo (a) Instante t
do tubo. Se a velocidade do elemento é v, durante um intervalo de tempo f:,.t o ele-
mento percorre uma distância !:u = vf:,.t ao longo do tubo. O volume t:,. V do fluido V
e• ..
que passa pela reta tracejada durante o intervalo de tempo 6.t é
ó. V= A 6..-r, = Av !it. (14-22) ~ -- ôX •I
Aplicando a Eq. 14-22 às duas extremidades do segmento de tubo da Fig. ( ú) Instante 1 + ót

14-15, temos: Figura 14-16 Um fluido escoa com


velocidade v constante em um tubo
cilíndrico. (a) No instante t, o elemento
ou (equação de continuidade), (14-23) do fluido e está prestes a passar pela
Esta relação entre velocidade e área da seção reta é chamada de equação de• conti- reta tracejada. (b) No instante t + !it, o
elemento e está a uma distância !1x. =
nuidade para o escoamento de um fluido ideal. De acordo com a Eq. 14'-23, ave- v lit da reta tracejada.
locidade do escoamento aumenta quando a área da seção reta através da qual o flui-
do escoa é reduzida, como acontece quando fechrunos parcialmente o bico de uma
mangueira de jardim com o polegar.
A Eq. 14-23 se aplica não só a um tubo real, mas também a qualquer tubo de
fluxo, u1n tubo imaginário limitado por linhas de fluxo. Um tubo de fluxo se com-
porta como um tubo real porque nenhum elemento do fluido pode cruzar uma linha
de fluxo; assim, todo o fluido contido em um tubo de fluxo permanece indefinida-
mente no seu interior. A Fig. 14-17 mostra um tubo de fluxo no qual a área de seção
reta aumenta de A 1 para A2 no sentido do escoamento. De acordo com a Eq. 14-23,
com o aun1ento da área, a velocidade diminui, como mostra o espaçrunento maior
das linhas de fluxo no lado direito da Fig. 14-17. De modo semelhante, o me11or es-
paçamento das linhas de fluxo na Fig. 14-13 revela que a velocidade de escoamento
, .
e 1na1or logo aci1na e logo abaixo do cilindro. A vazão aqui
A Eq. 14-23 pode ser escrita na forma é igual ...

R1 = A v = constante (va, ão. equação de eontinuulade ). (1-l-24)

onde R1 é a vazão do fluido (volun1e que passa por uma seção reta por unidade de
tempo). A unidade de vazão no SI é o metro cúbico por segundo (111'/s). Se a n1assa ... à vazão aqui.
específica p do fluido é uniforme, pode1nos 1nultiplicar a Eq. 14-24 pela 1nassa es-
pecífica para obter a vazão mássica RIli (n1assa por unidade de te1npo): Figura 14-17 Um tubo de fluxo é
I<,,, = pR 1 = fJA1• = consta11tc (,,1,ão 1n ,1,,1c,il. ( 14-25)
definido pelas linhas de fluxo que o
envolve1n. A vazão é a 1nes1na em todas
A unidade de vazão n1ássica no SI é o quilogran1a por segundo (kg/s). De acordo as seções retas de u1n tubo de íluxo.
74 CAPITULO 14

conl a Jlq. l•l-2'l, a 111c1,sc1 q11e r nlr a 1111 ·ll. ,111 c 11111 de 111h11 d.i l ·rg. 1 1 15 por li
<- igual ü ntassn qut· sai to 1 ';t'!' 111 l •11(<1 11111 ,l ' "l'U1ldt1 ,

"TESTE 3
\ tl!!t11.1 1110,tr,) 11111 cncana1ncnto e indica a vazao (crn crn 1/s) e ll sentido
セ@

1
Jl) c,l·l :11ncnto cn1 todos os canos, exceto un1. Quais i;áo a vazão e o scn-
tidl, dú c,i:l,arncnto nesse cano?
- ,

• ... · Exemplo ·

Largura do jato de água de uma torneira


A Fig. 14-18 mostra que o jato de água que sai de uma · IDEIA -CHAVE . .
ton1eira fica progressivamente mais fino durante a que-
A vazão na seção reta maior é igual à vazão na seção reta
da. Essa variação da seção reta horizontal é característica
menor.
de todos os jatos de água laminares (não turbulentos) em
queda livre porque a força gravitacional aumenta a velo-
Cálculos De acordo com a Eq. 14-24, temos:
cidade da água. As áreas das seções retas indicadas são
2
A 0 = 1,2 cm e A = 0,35 cm2 . Os dois níveis estão sepa- A 0 v0 = Av, (14-26)
rados por uma distância vertical h = 45 mm. Qual é a va-
zão da torneira? onde v0 e v são as velocidades da água nos níveis corres-
pondentes a A0 e A. De acordo com a Eq. 2-16, também
podemos escrever, já que a água cai livremente com ace-
leração g,
v2 = vã+ 2gh. (14-27)
A vazão aqui Combinando as Eqs. 14-26 e 14-27 para eliminar v e ex-
é igual ... plicitando v0 , obtemos
J--.._.......セ@ 2
v = / 2ghA
T - Ao o \J A 5 - A2

(2)(9,8 m/s )(0,045 m)(0,35 cm )


h
-
l -A ... à vazão aqui.
(1,2 cm2 ) 2 - (0,35 cm2 ) 2
= 0,286 m/s = 28,6 cm/s.
Figura 14-18 Quando a água cai de uma torneira, a
velocidade da água aumenta. Como a vazão é a mesma De acordo com a Eq. 14-24, a vazão Rv é, portanto,
em todas as seções retas horizontais, o jato de água fica Rv = A ovo = (1,2 cm2)(28,6 cm/s)
progressivamente mais estreito. 3
= 34 cm /s. (Resposta)
---

14- 1O A Equação de Bernoulli


A Fig. 14-19 mostra um tubo através do qual um fluido ideal escoa com vazão cons-
t~nte. Supo~ha que, em um intervalo de tempo flt, um volume  v do fluido, de cor 1
v1olet~ na Fig. 14-19, entra p.ela extremidade esquerda (entrada) do tubo e um vo-
lume igual, .de co~ verde na Fig. 14-19, sai pela extremidade direita (saída) do tubo.
Como o fluido é incompressível, com uma massa espec'fi t t volume
que sai· e, 1·gua1 ao volume que entra. i 1ca cons an e p, O
Sejam )',, v, e Pi a altura, a velocidade e a pressão do fluido que entra do lado
esquerdo e )'2, v2 e p 2 os valores correspondentes do flu ·d ·d do direito.
A l. d fl ·d · 1 o que sai o 1a
p 1can o ao u1 o a 1e1 de conservação da energi·a v es valo-
- relacionados
res estao . através da equação , amos mostrar que ess

(14-28)
PARTE 2

FLUIDOS 75

+2
onde o termo - pv é chamado
. de energ·1a c1ne· ' t·1ca especifica
, . c1net1ca
(energia . , . por )'

unidade de volume) do flt11do. A Eq · 14-28 tambe


, ' m pode ser esc11ta
, na e,orma ~-
1
-1
1
! 2
P + 2PV + pgy = constante (equação de Bernoulli). (14-29) 1
1
1
1
As Eqs. 14-28 e 14-29 são formas equivalentes da equação de Bernoulli que l'J 1
1
tem esse nome por causa de Daniel Bernoulli, que estudou o escoamento de fl~idos
no século
· - XVIII.*
é Como
· , . a equação de continuidade (Eq. 14-24) , a equaçao
- de Ber_
noullt nao um. pnncip10 novo, mas s1·mp1esmente uma reformulaçao - de um prin-·
cípio conhecido .em uma forma mais adequada para a mecan1ca dos flu1'dos. eoino
A •
1 1
X

1 1
teste, vamos aplicar a equação de Bernoulli a um ftui·do em repouso, .lazei1
e do v1 = 1 (a) 1
1 1
v2 = Ona Eq. 14-28. O resultado é 1 1
1 1
y 1 1

que é a Eq. 14-7.


P2 = Pi + pg(yi - y2 ), 1
1
1
1
1
1
1
V2
..
1
, Uma previsão im~ortante da equação de Bernoulli surge quando supomos que 1
1
y e constante (y = O, digamos), ou seja, que a altura do fluido não varia. Nesse caso,
__,
1
1
a Eq. 14-28 se torna 1 Saída
)'2
(14-30) t + ôt
ou, ein palavras,
L--------------'- X
(b}
Se a velocidade de um fluido aumenta enquanto o fluido se move horizontalmente ao
Figura 14- 19 Um fluido escoa
longo de uma linha de fluxo, a pressão do fluido diminui e vice-versa.
com vazão constante através de
um comprimento L de um tubo, da
Isso significa que nas regiões em que as linhas de fluxo estão mais concentradas (o extremidade de entrada, à esquerda,
até a extremidade de saída, à direita.
que significa que a velocidade é maior), a pressão é menor e vice-versa.
Do instante tem (a) ao instante t +
A relação entre uma mudança de velocidade e uma mudança de pressão faz sen- Ât em (b), uma quantidade de fluido,
tido quando consideramos um elemento do fluido. Quando o elemento se aproxima representada na cor violeta, entra pela
de uma região estreita, a pressão mais elevada atrás do elemento o acelera, de modo extremidade esquerda e urna quantidade
que ele adquire uma velocidade maior. Quando o elemento se aproxima de uma re- igual, representada na cor verde, sai pela
gião mais larga, a pressão maior à frente o desacelera, de modo que ele adquire uma extremidade direita.
velocidade menor.
A equação de Bernoulli é estritamente válida apenas para fluidos ideais. Quando
forças viscosas estão presentes, parte da energia é convertida em energia térmica. Na
demonstração que se segue, vamos supor que o fluido é ideal.

Demonstração da Equação de Bernoulli


Vamos considerar corno nosso sistema o volume inteiro do fluido (ideal) da Fig.
14-19. Vamos aplicar a lei de conservação da energia a esse sistema na passagem do
estado inicial (Fig. l 4- l 9a) para o estado final (Fig. l 4-l 9b). No processo, as proprie-
dades do fluido que está entre os dois planos verticais separados por uma distância
L na Fig. 14-19 permanecem as mesmas; precisamos nos preocupar apenas com as
mudanças que ocorrem nas extremidades de entrada e saída.
Para corneçar, aplicamos a lei de conservação da energia na forma do teorema
do trabalho e energia cinética,
W == !:::..K, (14-31)
que nos diz que a variação da energia cinética do sistema é igual ao trabalho total
realizado sobre O sistema. A variação da energia cinética é uma consequência da

----
Se a vazão for ,rrotacional (coino estamos supondo neste livro). a constante da Eq. 14-29 tem o ,nesmo va-
lor em todos os pontos do tubo; 05 pontos nflo prccisan1 pertencer à 1ncsma linh.i de lluxo. Da 1ncsma forn1a.
na Eq. 14-28, os pontos I e 2 podc1n estar ern qualquer lugar do tubo.
76 CAPÍTULO 14

variação da velocidade do fluido entre as cxtre1nidadcs do tuho e é dada por


uAK = !6111
2 v;• - ~Li,n vf
== 4ptV(v~ - v1),

onde t::,,. 111 ( = p  V) é a inassa do fluido que entra em uma extremidade e sai Péla
outra durante um pequeno intervalo de tempo Ât.
O trabalho realizado sobre o sistema tem duas origens. O trabalho w. realilado
pela força gravitacional (Ânzg) sobre o fluido de massa !l,n durante a subida da ma,.
sa do 1úvel da entrada até o nível da saída é dado por
W 8 = - Âm g(y2 - Y1)
= - pg ÂV(Y2 - Y1), (14-31)
Esse trabalho é negativo porque o deslocamento para cima e a força gravitacional
para baixo têm sentidos opostos.
Algum trabalho também precisa ser realizado sobre o sistema (na extremidade de
entrada) para empurrar o fluido para dentro do tubo e pelo sistema (na extremidade
de saída) para empurrar o fluido que está mais adiante no tubo. O trabalho realizado
por uma força de módulo F agindo sobre o fluido contido em um tubo de área A para
fazer com que o fluido percorra uma distância Âx é
FÂx = (pA)(Âx) = p(A Âx) = p ô.V.
O trabalho realizado sobre o sistema é, portanto, p 1 ô. V, e o trabalho realizado pelo
sistema é - p 2 ll V. A soma dos dois trabalhos ' WP' é
WP = -p2 ÂV + p 1 ÂV
= -(p2 - P1) ilV. (14-34)
Assim, a Eq. 14-31 se toma
W = W8 + WP = ÂK.
Combinando as Eqs. 14-32, 14-33 e 14-34, obtemos
- pg ô. V (y2 - Y1) - ô. V (p2 - P1) = ! P ÂV(v~ - vr).
Cancelando ÂVe reagrupando os termos obtemos a Eq 14 28 , d
monstrar. ' · - , que quenamos e-

. TESTE 4
A água escoa suavemente pela tubulação
da figura, descendo no processo. Ordene as
1 1 1 1 2 1
quatro seções numeradas da tubulação de
acordo com (a) a vazão Rv, (b) a velocida- Vazão 1 4 1
de v e (e) a pressão p do fluido, em ordem 1 3 1 1
1 1 1
decrescente. 1
1
1
1

Aplicação do princípio de Bernoulli a um cano d l"b


e ca ' re variável
Un1 cano horizo11tal de calibre variável (como o da Fig.
14-15),cujaseçãoretamudadeA, = 1.20 X 10- 3 1n2 para 1D.EIA S- e HAY,E~~~~~··
A2 = A 1/2, conduz u1n fluxo laminar de etanol, de massa do(1) Como todo o fluido u
cano tamb, q e passa pela parte mais larga
3
específica p = 791 kg/m . A diferença de pressão entre a R deve em passa pela' parte mais· estreita
. a vazao-
"
parte larga e a parte estreita do cano é 4120 Pa. Qual é a co1n ser a mesma nas du '
a Eq. 14_24 as partes. Assi1n, de acordo
vazão Rv de etanol? '
(14-35)
fLUIDOS n

Entr~tanto. co1no não conhecen1os as duas veloc,·dad セ@


• es, 11.10
podeinos ralcular. R, a partir dessa equação. (2) Coino 0
escoan1ento e la1n1nar, poden1os aplicar a equação de Ber-
/?, = ; \ ,
f 2( ,;,
.,
•-.(J

(14-38)

noulli. De acordo co1n a Eq. 14-28, ten1os: Ainda temos uma decisão a tomar. Sabemos qu~ adi-
ferença de pressão entre as duas partes do cano é 412(> Pa.
(14-36) mas isso significa que p, - p 2 = 4120 Pa ou -4120 Pa >
onde os índices セ@ e 2 se referem às partes larga e estreita Podería1nos supor que a primeira hipótese é a verdadeira,
do cano. respect1vamente, e )' é a altura comum às duas pois de outra forma a raiz quadrada na Eq. 14-38 não ,c-
partes. A Eq. _14-~6 não ~arece muito útil para a solução do ria um número real. Em vez disso, vamos raciocinar um
proble1na. pois nao conte1n a vazão procurada R e contéin pouco. De acordo com a Eq. 14-35, para que os produtos
as velocidades desconhecidas v1 e v2• v v1A 1 e vi,4 2 sejam iguais, a velocidade v2 na parte estreita
deve ser maior que a velocidade v1 na parte larga. Sabemos
Cálculos Existe uma forma engenhosa de fazer a Eq. também que se a velocidade de um fluido aumenta enquan-
14-36 trabalhar para nós. Primeiro, podemos usar a Eq. to ele escoa em um cano horizontal (como neste caso),
14-35 e o fato de que A2 = A ,12 para escrever a pressão do fluido diminui. Assim, p , é maior que P2· e
p 1 -p2 = 4120 Pa. Substituindo este resultado e os valores
v, = Rv R v _ 2Rv conhecidos na Eq. 14-38, obtemos
A1 e Vz = A2 A1 . (14-37)
(2)( 4120 Pa)
Em seguida, podemos substituir essas expressões na Eq. Rv = 1,20 X 10- 3 m 2
(3)(791 kg/m 3)
14-36 para eliminar as velocidades desconhecidas e introduzir
a vazão procurada. Fazendo isso e explicitando Rv, obtemos = 2,24 X 10-3 m3/s. (Resposta)

:;·-f"':;f: ~·~.-~ · · .. Exemplo . . · •


Aplicação do princípio de Bernoulli a uma caixa d'água

No velho Oeste, um bandido atira em uma caixa d'água pelo cano estreito, a vazão R v é a mesma nos dois "canos".
sem tampa (Fig. 14-20), abrindo um furo a uma distância (3) Podemos também relacionar v a v0 (e ah) através da
h da superfície da água. Qual é a velocidade v da água ao equação de Bernoulli (Eq. 14-28).
sair da caixa d' água?
Cálculos De acordo com a Eq. 14-24,
a
R v = av = Av0 e, portanto, v0 = A v.
( 1) A situação descrita é equivalente à da água descendo
com velocidade v0 por um cano largo de seção reta A (o Como a<< A, sabemos que v0 << v. Para aplicar a equa-
tanque) e depois se movendo (horizontalmente) com velo- ção de Bernoulli, tomamos o nível do furo como nível de
cidade vem um cano estreito de seção reta a (o furo). (2) referência para a medida da altura (e da energia potencial
Como toda a água que passa pelo cano largo passa também gravitacional). Como a pressão no alto da caixa d'água e no

furo da bala é a pressão atmosférica p 0 (pois os dois locais
estão expostos à atmosfera), a Eq. 14-28 se torna
Po
Po + ~pv5 + pgh = Po + ~pv 2 + pg(O). (14-39)
(O alto do tanque é representado pelo lado esquerdo da
h
equação e o furo pelo lado direito. O zero do lado direito
Po 1
:P=----'-)' = o indica que o furo está no nível de referência.) Antes de ex-
plicitar v na Eq. 14-39, podemos usar nosso resultado de

1> Figura 14-20 A água sai


que v0 << v para simplificá-la: supomos que Võ, e portanto
o termo tPVõ na Eq. 14-39, é desprezível em comparação
com os outros termos e o abandonamos. Explicitando v na
\, I
/""' de um tanque por u1n furo
situado a uma distância h equação restante, obtemos
V da superfície da água. A V= V2gh. (Resposta)
pressão na superfície da
água e no local do furo é a Esta é a mesma velocidade que u1n objeto adquire ao cair
pressão atmosférica Po· de uma altura h a partir do repouso.
78 CAPÍTULO 14

REVISÃO E RESUMO
Massa Específica A n . 'fi . _ . , . d p cal Uma variação da pre~~ão aplicada " 11 "'
. ass,l cspcc, 1ca p de un1 material é def1-
1 Pr1nc1p10 e as · ·d · 1 "'
n1da con10 a n1assa do n1aterial por unidade de volun1e: . 'd um recipiente é transmiti a integra mente a 11
fluido conll o e1n . .
'do e às paredes do recipiente.
A111
das as partes do fl u1
p = Ali' ( 14-1)
. , . d Arquimedes Quando um corpo está total _ou J).ir.
P r1nc1p10 e
Quando un1a amostra do 111ater1a
A •
· 1é . n1a1or
muito . do que as dunensões
. ciabnente submerso em um fl uido, uma forç~ d.e .e~puxo F cxcr.
aton11cas, costu1na1nos escrever a Eq. 14-1 na forn1a cida pelo fluido age sobre o corpo. A força e d1rig1da para cirna e
111 tem um módulo dado por
p=v · (14-2) Fe = m1g, (14-16)
Pressão de .um Flu"1do um nUI'do e, uma substancia que pode
A •
onde 111 é a massa do fluido deslocado pelo corpo.
e~coar;. os fluidos se amoldain aos contornos do recipiente porque Q:ando um corpo flutua em um fluido, o ~ód~lo FE do empuxo
nao resistem ª. tensões de cisalhamento. Podem, porém, exercer uma (para cima) é igual ao módulo F8 da força grav1tac1onal (para baixo)
força ~erpendicular à superfície. Essa força é descrita em termos da que age sobre O corpo. O peso aparente de um corp~ sobre o qual
pressao p: atua um empuxo está relacionado ao peso real atraves da equação
AF pesoap = peso - Fe, (14-19)
p = iiA ' (14-3)
Escoamento de Fluidos Ideais Um fluido ideal é incompres-
onde t::.F é a força que age sobre um elemento da superfície de área
sível, não tem viscosidade, e seu escoamento é laminar e irrota-
ô.A ..se a força é uniforme em uma área plana, a Eq. 14-3 pode ser
escnta na forma cional. Uma linha de fluxo é a trajetória seguida por uma partícula
do fluido. Um tubo de fluxo é um feixe de linhas de fluxo. O es-
F
P =A. (14-4) coamento no interior de um tubo de fluxo obedece à equação de
continuidade:
A força associada à pressão de um fluido tem o mesmo módulo Rv = Av = constante, (14-24)
em todas as direções. A pressão manométrica é a diferença entre a
pressão real (ou pressão absoluta) e a pressão atmosférica. onde Rv é a vazão, A é a área da seção reta do tubo de fluxo em
qualquer ponto e v é a velocidade do fluido nesse ponto. A vazão
Variação da Pressão com a Altura e com a Profundida- mássica Rm é dada por
de A pressão em um fluido em repouso varia com a posição ver- Rm = pRv = pAv = constante. (14-25)
tical y. Tomando como positivo o sentido para cima,
P2 = P1 + pg(yi - Y2), (14-7) Equa.ç ão de Bernoulli A aplicação da lei de conservação da
energia ao escoamento de um fluido ideal leva à equação de Ber-
A pressão em um fluido é a mesma em todos os pontos situados noulli:
à mesma altura. Se h é a profundidade de uma amostra do fluido
em relação a um nível de referência no qual a pressão é p0 , a Eq. P
+ 2PV
1 2
+ pgy = constante (14-29)
14-7 se toma ao longo de qualquer tubo de fluxo.
P = Po + pgh, (14-8)
onde p é a pressão na amostra.

PERGUNTAS
1 Uma peça irregular de 3 kg de um material sólido é totalmente
imersa em u1n fluido. O fluido que estaria no espaço ocupado pela
peça te1n uma massa de 2 kg. (a) Ao ser liberada, a peça sobe, desce
ou permanece no 1nes1no lugar? (b) Se a peça é totalmente iinersa -- - -- --- ---
em u1n fluido menos denso e depois liberada, o que acontece?
--- - - - - --- -
2 A Fig. 14-21 1nostra quatro situações nas quais um líquido ver- - - ... ---
1nelho e um líquido cinzento fora1n colocados ein u1n tubo em for-
-- - ---
ma de U. Em uma dessas situações, os líquidos não pode1n estar
em equilíbrio estático. (a) Que situação é essa? (b) Para as outras
três situações, suponha que o equilíbrio é estático. Para cada uma, (1)
(2) (3)
a 1nassa e~pecífica do líquido vennelho é 1naior, 1nenor ou igual à (4)
massa específica do líquido cinzento? Figura 14-21 Pergunta 2_
p
PARTE 2

FLUIDOS 79

3 • セ@ Um ?arco com u1na âncora a bordo llutua e1n unta piscina


.......... _/
um pouco mais larga do que o barco. O nível da água sobe, desce
ou permanece o 1nes1no (a) se a âncora é jogada na água e (b) se a /' .......... _/
/'
âncora é jogada do lado de fora da piscina? (c) o nível da água na 2.0011 ll '2,00/? :J,00/( '2,CJ(Jf( /{
piscina sobe.. des_ce ou pern1anece o mesn10 se, ein vez disso, utna (]) ,~)
rolha de cortiça e lançada do barco para a ,ígua, onde flutua?
4 A Fig. 14-22 mostra u1n tanque cheio d'água. Cinco pisos e tetos
/ /
horizontais estão indicados; todos têm a 1nesma área e estão situados
a uma distância L, 2L ou 3L abaixo do alto do tanque. Ordene-os de
........
'/
acordo com a força que a água exerce sobre eles, começando pela
maior. 2,00R
/'
R ""- 3,00R R
""'--3,00R R
(3) ( ·1)

Figura 14-25 Pergunta 7.

8 Um bloco retangular é empurrado para baixo em três líquidos.


' '-e um de cada vez. O peso aparente P,p do bloco em função da pro-
--d fundidade h é mostrado na Fig. 14-26 para os três líquidos. Ord~ne
os líquidos de acordo com o peso por unidade de volume, do maior
b para o menor.
G-
\_e
Figura 14-22 Pergunta 4.

5 '!'.,CÇ O efeito bule. A água derramada lentamente de um bule


pode mudar de sentido e escorrer por uma distância considerável por
baixo do bico do bule antes de se desprender e cair. (A agua é man- e
tida sob o bico pela pressão atmosférica.) Na Fig. 14-23, na camada
de água do lado de dentro do bico, o ponto a está no alto e o ponto Figura 14-26 Pergunta 8.
b está no fundo da camada; na camada de água do lado de fora do
bico, o ponto e está no alto e o ponto d está no fundo da camada.
9 A água flui suavemente em um cano horizontal. A Fig. 14-27
Ordene os quatro pontos de acordo com a pressão manométrica a mostra a energia cinética K de um elemento de água que se move
que a água está sujeita, da mais positiva para a mais negativa. ao longo de um eixo x paralelo ao eixo do cano. Ordene os trechos
A, B e C de acordo com o raio do cano, do maior para o menor.
Bico
K

A I B 1

Figura 14-27 Pergunta 9.


Figura 14-23 Pergunta 5.
10 A Fig. 14-28 mostra a pressão manométrica Pg em função da
A. Fig. 14-24 mostra três recipientes iguais, cheios ~té a ~orda; profundidade h para três líquidos. Uma esfera de plástico é total-
oaros de brinquedo flutuam em dois deles. Ordene os tres conJuntos mente imersa nos três líquidos, um de cada vez. Ordene os gráficos
dt> icordo com O peso total, em ordem decrescente. de acordo com o empuxo exercido sobre a esfera, do maior para o
menor.
J, .

~I______JI ~I~__,I iセ@


( e)
(a) (b)

Figura 14-24 Pergunta 6.

A Fig. 14-25 mostra quatro tubos nos quaisª água escoa suav:-
1n\'11te para a direi ta. Os raios das diferentes partes .dos tubos estao
indicados. Ein qual dos tubos O trabalho total reahzado sobre un1
volu1ne unitário de água que escoa da extremi·dade esquerda . ? para a
extre1nidade direita é (a) nulo. (b) positivo e (e) negativo· Figura 14-28 Pergunta 10.
80 CAPÍTULO 14

p R O B L E_. M A. ., ·
·- O número de pontos indica o grau de dificuldade do problema
- ad1c1
. .ona1s
. disponíveis
. 08
lnformaçoes em o Circo Voador da Fls/ca de Jearl Walker, L.:JC' Rio de Janeiro, 20

Seção 14-3 M assa Específica e Pressão S ÇÜO 14•4 FIUI·dos em Repouso ··


• 1 Uin peixe se mantém na mesma profundidade na água doce
e セ@ E b 1·a "asosa e111 v,·a"ell\'
ô •
t!e av,ao.

o..,
.
mcrgulhadnrc
•8 n,
, d
o ,, nao ., ., r de avião nas pnmc1r.i, 24 h apó, um
º - v1aJa
ajustando a quantidade de ar em ossos porosos ou em bolsas de ar são aconseIha os • ar pressunz
1
.. ado usado durante o mcrgulh,, ,"'~J
para tornar sua massa específica 1nédia igual à da água. Suponha 0 ..
1nergulho porqu':. . ente sanguínea. Uma redução \úbita ui
que, coin as bolsas de ar vazias, um peixe tem uma massa específica . d . . 1'trogen10 na corr ·- d
1ntro _uzu n ontcce quando um av1ao ccolaJ Jl<xle
de 1,08 g/cm3. Para que fração de seu volume expandido o peixe d ( amo a que ac
pressao o ar c . . セ@ . セ@ rme bolhas no sangue, que podem produ.
deve inflar as bolsas de ar para tomar sua massa específica igual à fazer corn. que o niti ogenio ºesmo fatais. Qual é a variação de prc\,ãr1
da água?
zir e~bohas doloro~: ~:JXido da divisão de operações especiai\ que
•2 Um recipiente hermeticamente fechado e parcialmente evacuado experimentada por f di'dade em um dia e salta de paraqueda,
Ih 20 1n de pro un
tem uma tampa com uma área de 77 m2 e massa desprezível. Se a mergu セ@ ª k dia seguinte? Suponha que a massa cs.
força necessária para remover a tainpa é 480 N e a pressão atmosféri- de uma altitude de 7 ,6 m nO . é O87 kg/ 3
ca é 1,0 X 105 Pa, qual é a pressão do ar no interior do recipiente? pecífica média do ar nessa faixa de altttude , m.
•3 Determine o aumento de pressão do fluido em uma seringa quan- •9 セ@ Pressao _
a, .1er,·at do argentínossauro. (a) Se a cabeça

ode i antesco ficava a 21 m de altura e o cora~ao a
do uma enfermeira aplica uma força de 42 N ao êmbolo circular da
seringa, que tem um raio de 1,1 cm. 9desse
o m sauróp
que pressaoセ@ gman ométrica (hidrostática) era necessána na
'
altura 'do coraçao
_ Para que a pressão no cérebro fosse 80 torr (sufi-
,
•4 Três líquidos imiscíveis são despejados em um recipiente ci-
·
ciente para abas tecer O cérebro)?· Suponha que a massa especifica
líndrico. Os volumes e massas específicas dos líquidos são: 0,50 L,
do sangue do argentinossauro era 1,06 x, 10 3 kg~m3. ~b) Qual era a
2,6_g/cm3; 0,25 L, 1,0 g/cm3; 0,40 L, 0,80 g/cm3• Qual é a força to-
pressão arterial (em torr) na altura dos pes do animal.
tal exercida pelos líquidos sobre o fundo do recipiente? Um litro=
1 L = 1000 cm3• (Ignore a contribuição da atmosfera.) •10 o tubo de plástico da Fig. 14-30 tem uma s~ção reta de 5.00
c1n2. Introduz-se água no tubo até que o lado mais curto (de com:
•5 Uma janela de escritório tem 3,4 m de largura por 2,1 m de
primento d = 0,800 m) fique cheio. Em se~ida, o lado menor e
altura. Como resultado da passagem de uma tempestade, a pres-
são do ar do lado de fora do edifício cai para 0,96 atm, mas no fechado e mais água é despejada no lado maior. Se a tampa do lado
interior do edifício permanece em 1,0 atm. Qual é o módulo da 1nenor é arrancada quando a força a que está submetida excede 9,80
força que empurra a janela para fora por causa dessa diferença N, que altura da coluna de água do lado maior deixa a tampa na
de pressão? iminência de ser arrancada?
•6 Você calibra os pneus do carro com 28 psi. Mais tarde, mede a
pressão arterial, obtendo uma leitura de 12/~ ~m cmHg. No SI'. as
pressões são expressas em pascal ou seus multiplos, como o quilo-
pascal (kPa). Qual é, em kPa, (a) a pressão dos pneus de seu carro
e (b) sua pressão arterial? Figura 14-30 Problemas 1O e 81.
••7 Em 1654, Otto von Guericke, o inventor da b~~ba de vácuo,
fez uma demonstração para os nobres do Sacro Impeno R~mano ~a
•11 セ@ Girafa bebendo água. Em uma girafa, com a cabeça
·untas de oito cavalos não puderam separar dois herrus-
qua1 duas ] h . fi' . inh 2,0 m acima do coração e o coração 2,0 m acima do solo, a pressão
férias de cobre evacuados. (a) Supondo que os erru.s enos t am
manométrica (hidrostática) do sangue na altura do coração é 250
paredes finas (mas resistentes), de modo que_R na Fig. 14-29 pode
. 'derado tanto o raio interno como o raio externo, mostre que torr. Suponha que a girafa está de pé e a massa específica do sangue
3 3
ser cons1 · fi' · ' dado é 1,06 X 10 kg/m • Determine a pressão arterial (1nanométrica) em
o inódulo da força F necessária para s~par~r os 11em1s enos e -
or F = 7TR2ÂJJ, onde Âp = Pexc - P;n, e a diferença entre a pressao torr (a) no cérebro (a pressão deve ser suficiente para abastecer o
~o lado de fora e a pressão do lado de dentro da esfera. (b) S~pon- cérebro com sangue) e (b) nos pés (a pressão deve ser compensada
por uma pele esticada, que se comporta como uma ineia elástica).
do que R -_ 30 Cm ' P·'"' = 0 ' 1oatm e p exc = 1,00 at1n, deterrrune o (c) Se a girafa baixasse a cabeça brusca1nente para beber água, se1n
módulo da força que as juntas de cavalos teriam qu~ ~xer~er para
. ç, ·os . (c) Explique por que _uma unica Junta .de afastar as pernas, qual seria o aumento da pressão arterial no cére·
separar os heirus1eri
.· execu
. tara mesina demonstraçao se um dos he1n1s- bro? (Esse aumento provavelmente causaria a morte da girafa.)
cavalos pode11a
férias estivesse preso em uina parede. •12 -::";:: A profundidade máxima dmár. a que um mergulhador
pode descer com um snorkel (tubo de respiração) é determinada
pela ~assa e~pecífica da água e pelo fato de que os pulmões hu~a-
nos nao ~uncionan1 com u1na diferença de pressão (entre o interior

セ@
-
F e.º exterior da cavidade torácica) maior que 0,050 atin . Qual é a
diferença entre os valores de dmá, para água doce e para a água do
R
inar Morto (a água natural inais salgada no inundo com tuna inassa
específica de 1,5 X 10' kg/mJ )? '

13' Com uma profundidade de 10,9 kin, a fossa das Marianas. no


Figura 14-29 Proble1na 7. oceano Pacífico, é o lugar 1nais profundo dos oceanos. Ein J960,
--- FLUIDOS 81

Donald Walsh e Jacques Piccard chegara,n à fossa das tvlarianas no ••20 O tanque c1n forina de L mostrado na Pig. 14-J セ@ c~t.i chci,,
batiscafo Trieste. Supondo que a água do n1ar te1n tuna massa espe- d',1gua e é aberto na parle de cima. Se <Í - 5.0 1n. qual e :i força
cífica unifor1ne de l 024 kgltn\ calcule a pressão hiclrost.1tica apro- exercida pela água (a) na face II e (b) na face /J?
xitnada (e1n at111osferas) que o Trieste teve que suportar. (Mesmo
um pequeno defeito na estrutura do Trieste teria sido desastroso.)
• 14 Calcule a diferença hidrostática entre a pressão arterial no cé- d
'2d
rebro e no pé de u1na pessoa com l ,83 1n de altura. A massa espe-
cífica do sangue é 1.06 X 103 kgftnl.
3d
• 15 Que pressão manométrica u1na 1náquina deve produzir para A
sugar Ja1na co1n u1na 1nassa específica de 1800 kg/1n3 através de um d B
tubo e fazê-la subir 1.5 m? d
d
•16 .::,;:: Homens e e/efantesfa-;.endo snorkel. Quando uma pes-
Figura 14-33 Problema 20. 2d
soa faz snorkel, os pultnões estão conectados diretamente à atmosfe-
ra através do tubo de respiração e, portanto, se encontram à pressão
atmosférica. Qual é a diferença õ.p, em àtmosferas, entre a pressão ••21 Dois recipientes cilíndricos iguais, com as bases no mesmo
3 3
interna e a pressão da água sobre o corpo do 1nergulhador se o com- nível, contêm um líquido de massa específica 1,30 X 10 kg/m . A
primento do tubo de respiração é (a) 20 cm (situação normal) e (b) área de cada base é 4,00 cm2, mas em um dos recipientes a altura
4,0 m (situação provavelmente fatal)? No segundo caso, a diferen- do líquido é 0,854 1n e no outro é 1,560 m. Determine o trabalho
ça de pressão faz os vasos sanguíneos das paredes dos pulmões se realizado pela força gravitacional para igualar os níveis quando os
romperem, enchendo os pulmões de sangue. Como mostra a Fig. recipientes são ligados por um tubo.
14-31, um elefante pode usar a tromba como tubo de respiração e • •22 セ@ -' e sL Perda de consciência dos pilotos de caça. Quando um
nadar co1n os pulmões 4,0 m abaixo da superfície da água porque piloto faz uma curva muito fechada em um avião de caça moderno,
a membrana que envolve seus pulmões contém tecido conectivo a pressão do sangue na altura do cérebro diminui e o sangue deixa
que envolve e protege os vasos sanguíneos, impedindo que se rom- ,
de abastecer o cérebro. Se o coração mantem a pressao manome-
- ,

pam. trica (hidrostática) da aorta em 120 torr quando o piloto sofre uma
aceleração centrípeta horizontal de 4g, qual é a pressão sanguínea
no cérebro (em torr), situado a 30 cm de distância do coração no
sentido do centro da curva? A falta de sangue no cérebro pode fa-
zer com que o piloto passe a enxergar em preto e branco e o campo
visual se estreite, um fenômeno conhecido como "visão de túnel".
Caso persista, o piloto pode sofrer a chamada g-LOC (g-induced
loss ofconsciousness, perda de consciência induzida por g). A massa
Figura 14-3 1 Problema 16. específica do sangue é 1,06 X 103 kg/m3 •
• •23 Na análise de certos fenômenos geológicos, é muitas vezes
• 17 a::•·;Alguns membros da tripulação tentam escapar de um apropriado supor que a pressão em um dado nível de compensação
submarino avariado 100 m abaixo da superfície. Que força deve horizontal, muito abaixo da superfície, é a mesma em uma vasta
ser aplicada a uma escotilha de emergência, de 1,2 m por 0,60 m, região e é igual à pressão produzida pelo peso das ·rochas que se
para abri-la para fora nessa profundidade? Suponha que a massa encontram acima desse nível. Assim, a pressão no nível de compen-
específica da água do oceano é 1024 kg/m3 e que a pressão do ar no sação é dada pela mesma fór1nula usada para calcular a pressão de
interior do submarino é 1,00 atm. um fluido. Esse modelo exige, entre outras coisas, que as montanhas
•18 Na Fig. 14-32, um tubo aber- tenham raízes de rochas continentais que penetram no manto mais
to, de comprimento L = 1,8 m e denso (Fig. 14-34). Considere uma montanha de altura H = 6,0 km
área da seção reta A = 4,6 cm2, em um continente de espessura T = 32 km. As rochas continentais
penetra na ta1npa de um barril ci- têm uma massa específica 2,9 g/cm3 e o manto que fica abaixo destas
líndrico de diâmetro D = 1,2 m e rochas tem uma massa específica de 3,3 g/cm3 . Calcule a profun-
altura H = 1,8 m. O barril e o tubo didade D da raiz. (Sugestão: iguale as pressões nos pontos a e b; a
! profundidade y do nível de compensação se cancela.)
estão cheios d'água (até o alto do
tubo). Calcule a razão entre a força
,\Gl,\
hidrostática que age sobre o fundo
do barril e a força gravitacional que H Montanha
t
DOCE H
age sobre a áoua
b
contida no barril. 1

lT
1 'H KH P>t.k.\
Por que a razão não é igual a 1,0? )1
UlnlR

(Não é necessário levar e1n conta Continente


2,9 g/cn1J
a pressão atinosférica.)
~ D -~
•• t~ U1n grande aquário de 5,00 l\ilanto Raí.t 1
1n de altura está cheio de água doce Figura 14-32 Proble1na 18. 3,3 g/cm 3 D
)'
até uma altura de 2,00 m. Uma das
paredes do aquário é feita de plástico e tem 8,00 m de largura; 0 e - ! •

quanto au1ncnta a força exercida



.
so t,re .'1 p·lredc
• se a altura da agua
Figura 14-34 Proble1na 23 .
·- - --- -
b
Nível ele
- - - - - -'-
a con1pcnsa~ào
e au1ncntada para 4,00 1n?
82 CAPÍTULO 14

..... 24 Na Fig. 14-35, a ügua atin- s e cin que sentiºd o, s upondo que ',C dc,loLa _li, rcn1cn1c e
O
e1n •200 · . , J' idoédc,prc/1\cl>
ge u1na altura D = 35,0 111 atrás da \ que a força de arrasto exercida pc1o iqu
face vertical de un1a represa con1 li'
· , íl u tua em água doce co,n do1 , ter~ os.d,)
iv = 314 111 de largura. Dcter,ni-
ne (a} a força horizontal a que cstti
) •31 U,n bloco de inad e1r.i
volume V submersos e, em óleo , com O,d90V ólsub1ncrsos fJctcnninc
D a massa específica (a) da inad eira· e (b) o eo.
sub,netida a represa por causa da
pressão n1anon1étrica da água e (b) •32 Na Fig.. 14-38 , um cubo de aresta L == 0,600 b m e 450 kg .dt:
o torque produzido por essa força Figura 14-35 Problema 24. a é suspenso por u1na Corda em um tanque a erto . que contem
mass . de massa espec1'fica !030 kg/m 1. Determine (a) o•1nódulo
um líquido .
en1 relação a u1na reta que passa
1o l1qu1do e
por O e é paralela à face plana da represa. (c) Deternune o braço de da força total exerci"da sobre a face superior do cubo
· , pc 00
1
alavanca desse torque. c
pela atmos1era, supondo que a pressão atmosférica
· · e d , atm,b (bJ
e
0 módulo da 1orça o
t tal exercida sobre a face 1nfer1or o cu o e (ci
Seção 14-5 M edindo a Pressão _ da cord a. (d) Calcule O módulo da força de
a tensao · empuxo
d Qa que
•25 A coluna de um barô1netro de 1nercúrio (como o da Fig. o cubo está su bmet1·do usando O princípio de Arqu1me es. ue rc-
14-5a) ten1 u1na altura h = 740,35 rrun. A temperatura é -5,0 ºC, lação existe entre todas essas grandezas?
na qual a massa específica do 1nercúrio é p = 1,3608 x 104 kg/m3 •
A aceleração de queda livre no local onde se encontra o barômetro
é g = 9,7835 n1/s 2 • Qual é a pressão atmosférica medida pelo barô-
1netro em pascal e e1n torr (que é u1na unidade muito usada para as Lji
t
leituras dos barô1netros)?
TL
•26 Para sugar li1nonada, com uma massa específica de 1000 kg/
3
m , usando um canudo para fazer o líquido subir 4,0 cm, que pres- i
são mano métrica n1ínhna (em atmosferas) deve ser produzida pelos Figura 14-38 Problema 32.
pulmões?
• •27 Qual seria a altura da atmosfera se a 1nassa específica do ar (a) •33 Uma âncora de ferro de massa específica 7870 kg/m3 parece
fosse uniforme e (b) diminuísse linearmente até zero com a altura? ser 200 N mais leve na água que no ar. (a) Qual é o volume da ân-
Suponha que ao nível do mar a pressão do ar é 1,0 atm e a massa cora? (b) Quanto ela pesa no ar?
específica do ar é 1,3 kg/m3 •
•34 Um barco que flutua em água doce desloca um volume de água
que pesa 35,6 kN. (a) Qual é o peso da água que o barco desloca
Seção 14-6 O Princípio de Pascal
quando flutua em água salgada de massa específica 1,10 X 103 kg/
•28 U1n êmbolo com u1na seção m3? (b) Qual é a diferença entre o volume de água doce e o volume
reta a é usado em u1na prensa hi- de água salgada deslocados?
dráulica para exercer uma pequena
A •35 Três crianças, todas pesando 356 N, fazem uma jangada com
força de 1nódulo/ sobre u1n líquido a
toras de madeira de 0,30 m de diâmetro e 1,80 m de comprimento.
que está e1n contato, através de um
Quarttas toras são necessárias para mantê-las flutuando em água
tubo de ligação, com u1n êtnbolo
doce? Suponha que a massa específica da madeira é 800 kg/m3•
1naior de seção reta A (Fig. 14-36).
(a) Qual é o módulo F da força que Figura 14-36 Problema 28. ••36 Na Fig. 14-39a, um bloco retangular é gradualmente empur-
deve ser aplicada ao êmbolo maior rado para dentro de um líquido. O bloco tem uma altura d; a área
para que o siste1na fique em equilíbrio? (b) Se os diâmetros dos das faces superior e inferior é A = 5,67 cm2 • A Fig. 14-39b mostra
êtnbolos são 3,80 cm e 53,0 cm, qual é o 1nódulo da força que deve o peso aparente PªP do bloco em função da profundidade h da face
ser aplicada ao êmbolo menor para equilibrar uma força de 20,0 kN inferior. A escala do eixo vertical é definida por P, = 0,20 N. Qual
aplicada ao ê1nbolo maior? é a massa específica do líquido?
••29 Na Fig. 14-37, u,na mola de Viga
Recipiente
constante elástica 3,00 X 104 N/m
Mola L-.;.---" P, (cm)
liga un1a viga rígida ao êtnbolo de
saída de um 1nacaco hidráulico. Utn
recipiente vazio de 1nassa desprezí-
vel está sobre o ê1nbolo de entrada.
_L
O ên1bolo de entrada ten, u1na área
1 d
A, e o êmbolo de saída tem uina Figura 14-37 Problema 29. f o 1 9
セ@

área 18,0A,.. Inicialtnente, a n1ola h (cn1)


cst.í relaxada. Quantos quilogra1nas de areia deve1n ser despejados (a)
(b)
(Jcntn1nentc) no recipiente para que a tnola sofra u111a con1pressão Figura 14-39 Problema 36.
tle 5.00 cn,?

Seção 1 /f- セ@ O Princípio de Arquimedes セ@


•37 Ui~~ esfera de ferro oca flutua quase totaltnente submersa ern
agua. O d1a1netro externo é 60,0 c,n e a 111assa específica do ferro é
•3f Un1 objeto de 5,00 kg é liberado a partir tlo repouso quando 7,87 g/c1n'. Determine o diâ1netro interno.
c~tú totaln1cnte in1erso en, u1n líquido. O liquido deslocado pelo
objeto tcn, unut massa de 3.00 1'g. Que distância o objeto percorre 38 U1na p~quena esfera totalmente imersa em uin líquido é li·
berada a parl!r do repouso e sua energia cinética é medida depois
PARTE

FLUIDOS 83

que se desloc~ 4,0 ~nl '.1º líquido. A Fig. 14-40 1nostra os resultados {b) do T. r t! , original? (c ) Se a n1a,,a C'> pi:CÍ11l:.1do/, 11' e r • ,1pro-
depois de intnt~s hqu1dos ~crc1n usados: a energia cinética K C'iltí xi1nada1nc111e 1gu::il à da água, qual era a 1na,sa tio Ji n11,s,1uro?
Plotada no grafico cn1 funçao lia n1assa específica do líq 'd
· · 1 , . 1 .: • UI o, Puq• e
,scal::i
:l I.'. ,
L
do eixo ve1t1ca e ue11111da por K :::
,
1 60 Q
1 ua1s
, •
. sao
- (a) a
111assa específica e (b) o volun1e da bola?

K•

o 2 3
Figura 14- 42 Problema 43.
Figura 14-40 Problema 38.
• •44 Um bloco de 1nadeira tem uma massa de 3,67 kg e uma massa
específica de 600 kg/m3• Ele deve ser carregado de chumbo ( l, 14 X
••39 Uma esfera oca de raio interno 8,0 c1n e raio externo 9,0 cm 104 kg!m3) para flutuar na água com 0,900 de seu volume submerso.
flutua com metade do volume submerso em um líquido de massa Que massa de chumbo é necessária se o chumbo for colocado (a)
específica 800 kg/1n3. (a) Qual é a massa da esfera? (b) Calcule a no alto do bloco e (b) na base do bloco?
massa específica do material de que é feita a esfera. • •45 Uma peça de ferro que contém um certo número de cavida-
• •40 セ@ Jacarés traiçoeiros. Os jacarés costumam esperar pela des pesa 6000 N no ar e 4000 N na água. Qual é o volume total das
presa flutuando com apenas o alto da cabeça exposto, para não se- cavidades? A massa específica do ferro é 7,87 g/cm3.
rem vistos. Um meio de que dispõem para afundar 1nais ou menos • •46 Deíxa-se cair uma pequena bola a partir do repouso a uma
é controlar o tamanho dos pulmões. Outro é engolir pedras (gastró- profundidade de 0,600 m abaixo da superfície em uma piscina com
litos) que passam a residir no estômago. A Fig. 14-41 mostra um água. Se a massa específica da bola é 0,300 vez a da água e se a força
modelo muito simplificado de um jacaré, com uma massa de 130 de arrasto que a água exerce sobre a bola é desprezível, que altura
kg, que flutua co1n a cabeça parcialmente exposta. O alto da cabeça acima da superfície da água a bola atinge ao emergir? (Despreze a
tem uma área de 0,20 m2 • Se o jacaré engolir pedras com uma massa transferência de energia para as ondas e respingos produzidos pela
total equivalente a 1,0% da massa do corpo (um valor típico), de bola ao emergir.)
quanto afundará?
• •47 O volume de ar no compartimento de passageiros de um au-
tomóvel de 1800 kg é 5,00 m3 • O volume do motor e das rodas dian-
teiras é 0,750 m3e o volume das rodas u·aseiras, tanque de gasolina
e porta-malas é 0,800 m3; a água não pode penetrar no tanque de
Figura 14-41 Problema 40. gasolina e no porta-malas. O carro cai em um lago. (a) A princípio,
não entra água no compartimento de passageiros. Que volume do
••41 Que fração do volume de um iceberg (massa específica 917
carro, em metros cúbicos, fica abaixo da superfície da água com o
kg/Jn3) é visível se o iceberg flutua (a) no mar (água salgada, massa carro flutuando (Fig. 14-43)? (b) Quando a água penetra lentamen-
específica 1024 kg/m 3) e (b) em um rio (água doce, massa específi- te, o carro afunda. Quantos metros cúbicos de água estão dentro do
carro quando o carro desaparece abaixo da superfície da água? (O
ca 1000 kg/ml)? (Quando a água congela para formar gelo,. o sal é
deixado de lado. Assim, a água que resulta do degelo de um iceberg carro, que leva uma carga pesada no porta-malas, permanece na
horizontal.)
pode ser usada para beber.)
• ::! Um flutuador tem a forma de um cilindro reto, com 0,500 m
de altura e 4 00 m2de área das bases; a massa específica é 0,400 vez
a 1nassa esp~cífica da água doce. Inicialmente, o flu~uador é man~~o
totalmente imerso em água doce, com a face superior na superfície
da agua. Em seguida, é liberado e sobe gradualmente até começar a
flutuar. Qual é o trabalho realizado pelo empuxo sobre o flutuador
dt11\tnle a subida?
• Quando os paleontólogos encontram um fóssíl de dinossaur.o Figura 14-43 Problema 47.
raLo,1vehnente co1npleto, pode1n determ1n · ar a massa. e o peso do. d1-
•••48 A Fig. 14-44 mostra uma bola de ferro suspensa por uma
no \ au1o v1 vo usando um 1nodelo em escala esculpido em plástico:
corda de massa desprezível presa em um cilindro que flutua, par-
ha ec1do nas cli1nensões dos ossos do fóssíl. A escala do ~odeio e
. os compr11nentos
• - 1/20 dos comprimentos cialmente submerso, com as bases paralelas à superfície da água.
e1l p<1ra 20. ou se3a, sao _ ? J
O cilindro tem u1na altura de 6,00 cm, u1na área das bases de 12,0
r1.: Js .íreas são ( l/20)2 das áreas reais e os volu1nes sao ( 1/-0)·
cm2, uma ,nassa específica de 0,30 g/cm3 e 2,00 cm da altura estão
d\ olu1ne~ reais. Pri1neiro, o 1nodelo é pendurado en1 uin do~ bra-
•'o - colocados peso,s no outro braço ate que acima da supe1fície da água. Qual é o raio da bola de ferro?
, l u1na balança e sao ,
ll
1hbno se1a. estabelecido.
. Em segui ·da' , O modelo e totalinente
.
li · .
1 c1n agua e são rcn1ov1dos pesos
do outro braço até que o
,,,1• 10 se•1a restabelecido
• •
(Fig. L-t-
, 4'>)
- ·
Para
'
un1 111odelo de. un1
d1.: n111,u.Jo· fóssil
. · , an1 que ser re1nov1dos
de T. rex, 637.7 6 g u,er
P . . Qua1 er,1. 0 volun1e (a) do mode 1o e
~l,thclece1 o cqu1líb1,o. Figura 14-44 Problc1na 48.
84 CAPÍTULO 14

A Equaçao - d e Bernoulli
Seção 14-9 A Equação de Continuidade secl\o 14-1 O ,d ela prcs,ão para l ,11er p,, ,
1 r··11J1a
Iho e, o p d
, e. 1セ@ rnrr,
'• 9 EJéito t'a11al. ,.\ Fig. 14-45 n1ostra urna canal onde se Q ai é O traba diâmetro inlerno
encontra u,na barcaça ancorada con1 <I = 30 m de largura e b = •55 u, no com um
1,4 111 , de Ú"Uª
e
por um ca . Lremidades do cano e 1,0 <tlrn'
:- entre as ex
12 1n de calado. O canal tc1n u1na largura D = 55 111, u1na profun-
a diferença de press,to m uma grande abertura no alto .
didade H = 14 n1 e nele circula água co1n unta velocidade"•= 1,5 2 ambos co . 1d
•5 6 Dois tanques, l e · queno furo é feito no a o de C.dl.Ja
nlls. Suponha que a vazão en1 ton10 da barcaça é uniforn1e. Quando a
água encontra a barcaça, sofre u1na queda brusca de nível conhecida contêm líquidos di~er~nt~s. ~;b~~xo da superfície do líquídc,, rna '
con10 efeito canal. Se a queda é de li = 0,80 m, qual é a velocidade tanque à mesma d1stanc1a d da seção reta do furo do tanque 2
da água ao passar ao lado da barcaça (a) pelo plano vertical indica- o furo do tanque- l tem meta e assas específicas dos líquidos~
/p entre as m (b Q ,
do pela reta tracejada a e (b) pelo plano vertical indicado pela reta (a) Qual é a razao Pi i os dois furos? ) ua 1 e a ra1-<1r1
, · , a rnesma para · ? ( ) E
tracejada b? A erosão causada pelo aumento da velocidade é um a vazão mass1ca e - es volume' trt·cas dos dois tanques.. c m um
problema que preocupa os engenheiros hidráulicos. R /Rvi entre as vazo e está 12 O cm acima do furo
"' l' ido do tanqu 1 ' ·
certo instante, o 1qu , ido do tanque 2 deve estar ne~se
. a do furo o 1iqu , . .
b a A que altura ac1m nham vazões volumetr1cas 1guai5?
1 1 ue os tanques te
1 1 instante para q de dt'âmetro está cheio d'água
e 1 .110
1, d ·co de gran
セ@ = 0 ,30 m. Um furo de seção reta A::
1

t 1
1
• 57 Um tanque ~
até uma
D 2 profundidade rmite a drenagem da água. (a) Qual
d 1 1

1 . 6,5 cm no fundo do tanque tpeda a'gua em metros cúbicos por se-


1 . d d scoamen o '
l ' 1 é a veloc1da e e e. A • b ·xo do fundo do tanque a seção reta
1 gundo? (b) A que d1stanc1a a, a1 ?
セ@ ... /1, ,. . 1 -..._...i
1 b ' ·- 1V; do jorro é igual à metade da area do furo. -
H~ b 1 - da Fig. 14-47 tem uma seçao reta de
i
Figura 14- 45 Problema 49. i 074m2eaveloc1da
• 58 A entrada ~a tud ud a~ao a é 40 m/s. Na saída, a uma distância
e aagu O' d
D, = 180 1n abaixo . da entrada, a seção reta é menor que a a entrada -
•50 A Fig. 14-46 mostra dois segmentos de uma antiga tubulação e a velocidade . da água e, 9,5 m/s · Qual é a diferença de pressao en-
que atravessa u1na colina; as distâncias são dA = d8 = 30 m e D . tre a entrada e a saída?
11 O m. O raio do cano do lado de fora da colina é 2,00 cm; o rato
do cano no interior da colina, porém, não é mais conhecido. Para Reservatório
determiná-lo, os engenheiros hidráulicos verificara1n inicialmente
que a velocidade da água nos seg1nentos à esquerda e à direita da
colina era 2,50 m/s. Em seguida, introduziram u1n corante na água Gerador
no ponto A e observaram que levava 88,8 s para chegar ao ponto B. 1111
Qual é o raio médio do cano no interior da colina?
Figura 14-47 Problema 58. Saída·~
A
,,. --- ........
B
•{ l
/
;, ' } •
,,. •59 A água se move com uma velocidade de 5,0 m/s em um cano
' .....
--- /

セ@ 1 I· 2
com uma seção reta de 4,0 cm . A água desce gradualmente 10 m
dA dB
Figura 14-46 Problema 50. D :1 enquanto a seção reta aumenta para 8,0 cm2 • (a) Qual é a velocida-
de da água depois da descida? (b) Se a pressão antes da descida é
5
1,5 X 10 Pa, qual é a pressão depois da descida?
•51 Uma mangueira de jardim com um diâmetro int~rno de 1,9
tá J'oada a u1n bon·ifador (estacionário) que consiste apenas •60 Os torpedos são às vezes testados em um tubo horizontal por
cm es lo ·~ S ,
e1n u1n rec1p1 · ·ente com 24 furos de O•13 . cm de d1ametro. e a agua onde escoa água, da mesma forma como os aviões são testados em
circula na mangueira co1n u1na v.eloc1d?ade de 0,91 m/s, com que um túnel de vento. Considere um tubo circular com um diâmetro in-
velocidade deixa os furos do borrifador. terno de 25,0 cm e um torpedo alinhado com o eixo maior do tubo.
•52 Dois riachos se unem para formar urn rio. U1n dos ria~hos tem O torpedo tem 5,00 cm de diâmetro e é testado com a água passando
por ele a 2,50 m/s. (a) Com que velocidade a água passa na parte do
u1na 1argura de 8 ,2 1n , uma profundidade de 3,4 m e a velocidade da
3 m/s Outro riacho te1n 6,8 m de largura, 3,2 m de profun- tubo que não está obstruída pelo torpedo? (b) Qual é a diferença de
aoua e-·
.' ' ? . .
didade e a velocidade da água é 2,6 1n/s. Se o r10 ~em uma la~gura pressão entre a parte obstruída e a parte não obstruída do tubo?
de 10,5 111 e a velocidade da iígua é 2,9 1n/s, qual e a profundidade •61 Un1 cano co1n um diâmetro interno de 2,5 cm transporta água
do rio? para o porão de uma casa a uma velocidade de O90 1n/s com urna
A ., º a de u1n porão inundado é bo1nbeada co1n uma velo- pressão de. 170 kPa. Se o cano se estreita para 1,2' cm e sobe para 0
-... ªºº' 111
.
cidade de 5.0 /s alravés de un1a 1nangue1r~ com 1,~ cn1 de ,raio.
. segundo piso, 7,6 m acima do ponto de entrada, qual é (a) a veloci-
dade e (b) a pressão da ,ígua no segundo piso?
A 111angueira passa por un1a janela 3.0 1n ac1111a do n,vel da agua.
62
Qual é a potência da bon1ba? • O tub~ de Pitot (Fig. 14-48) é usado para medir a velocidade
5 A água que sai de u1n cano de 1.9 c,n (diâ1netro interno) passa ~o ar nos av1oes._Ele é formado por u1n tubo externo com pequenos
por três canos de J ,3 c1n. (a) Se as vazões nos três canos rnenorcs luros B ( quatro sao 1nostrados na figura) que per,nitem a entrada de
.;- -?6. J9 e J I L!tnin. qual é a vazão no tubo de 1.9 cn1? (b) Qual
sao . ar no tubo; esse tubo está ligado a um dos lados de uin tubo em forrna
é a razão entre a velocidade da ügua no cano de 1,9 cn1 e a veloc1- de U. O outro _lado do tubo e,n forn1a de U está li oado ao furo A na
frente do medidor que apo11 t . e ·-
dadc 110 cano ein que a vazão é 26 Lhnin? ' a no sentido do movi1nento do av1ao.
E1n A, o ar fica estaonado de mod , "' ·1

e · o que v 1 = O. E1n B. porei ... •
PARTE 2

FLUIDOS 85

velocidade do. _ar é presumivehnente igual


• à vcloc'd1 ade v do tu· en, En t i.,d., do S.11rl,1 il11
~lt·clillo,
re lação ao av1ao. (a) Use a equação de Bernotillt' pata
. n1ostrar que ,,·1111111 rncd1clo1
111t·clidn1

I' =) 2pg// •
P,ir
- \'
1'

. ,\

( .,.111,,
Cano 1
, . do líquido contido no t ub o em U e 11 e,
onde p é a 1nassa específica
'a diferença , os n1ve1s do. líquido no tubo · (b) supo nha que o
, entre t
tubo contem alcool e que a diferença de nível h é 26 O Q , h
, cm. ua1e
· d d ·-
a veloc1da e o av!ªº em relação ao ar? A massa específica do ar é セ@ ,,- !vlanômctro
J.03 kg/tn3 e a do alcool é 810 kg/m3.
..
..
V ..
Ar Figura 15-50 Problemas 65 e 66.
Furo A • •66 -::',r.:
Considere o medidor venturi do Problema 65 e da
Fig. 14-50 sem o manômetro. Suponha que A= 5a e que a pressão
p 1 no ponto A é 2,0 atm. Calcule os valores (a) da velocidade V no
t ponto A e (b) da velocidade v no ponto a para que a pressão p 2 no
Líquido h
_L p ponto a seja zero. (c) Calcule a vazão correspondente se o diâme-
tro no ponto A é 5,0 cm. O fenômeno que ocorre em a quando P2
cai para perto de zero é conhecido como cavitação; a água evapora
Figura 14-48 Problemas 62 e 63. para formar pequenas bolhas.
••67 Na Fig. 14-51, a água doce atrás de uma represa tem uma
••63 O tubo de Pitot (veja o Problema 62) de um avião que está profundidade D= 15 m. Um cano horizontal de 4,0 cm de diâme-
voando a grande altitude mede u1na diferença de pressão de 180 Pa. tro atravessa a represa a uma profundidade d= 6,0 m. Uma tampa
Qual é a velocidade do ar se a massa específica do ar nessa altitude fecha a abertura do cano. (a) Determine o módulo da força de atrito
é 0,031 kg/m3? entre a tampa e a parede do tubo. (b) A tampa é retirada. Qual é o
volume de água que sai do cano em 3,0 h?
••64 Na Fig. 14-49, a água atravessa um cano horizontal e sai
para a atmosfera com uma velocidade v1 = 15 m/s. Os diâmetros
dos seg,nentos esquerdo e direito do cano são 5,0 cm e 3,0 cm. (a) td
Que volume de água escoa para a atmosfera em um período de 1O
min? Quais são (b) a velocidade v2 e (c) a pressão manométrica no
J_
D
segmento esquerdo do tubo?

Figura 14-51 Problema 67.


,
• •68 Agua doce escoa horizontalmente do segmento 1 de uma tu-
Figura 14-49 Problema 64. bulação, co~ uma seção reta Ai, para o segmento 2, com uma seção
• 1O n1edidor venturi é usado para medir a vazão dos fluidos
retaA2.::,Fig. 14-52 ~ostra um gráfico da relação entre diferença
de pressao p 2 - p I e º. inverso do quadrado da área A 1, A12, supondo
nos canos. O medidor é ligado entre dois pontos do cano (Fig.
um escoamento laminar. A escala do eixo vertical é definida por
14-50); a seção reta A na entrada e na saída do medidor é igual à
!1p, = 300 kN/1n2 • Nas condições da figura, quais são os valores (a)
seção reta do cano. O fluido entra no medidor com velocidade Ve
deA2 e (b) da vazão?
depois passa com velocidade v por uma "garganta" estreita de seção
reta a. U1n ,nanômetro liga a parte mais larga do medidor à parte
1nai,; estreita. A variação da velocidade do fluido é acompanhada por ,....., Aps
"''8
uma , anação 6.p da pressão do fluido, que produz uma diferença h ........
n,1 tlttn a do líquido nos dois lados do 1nanômetro. (A diferença 11JJ z.:;:
o
co e~ponde à pressão na garganta ,nenos a pressão no cano.) (a)
Apl e 1ndo a equação de Bernoulli e a equação de continuidade aos
セ@

.;,.,-
1
32
セ@
po I e 2 na Fig. 14-50. 1nostre que -llp,
Figura 14-52 Proble1na 68. A12 (1n-1)
2a· ÂJJ
V=
~9 U1n líquido de n1assa específica 900 kg/1n3 escoa ein um tubo
Ut a rnassa específica do 11u1Jo. (b) Suponha que o fluido e o-~
l~or1zontal con1 seçfo ~eta de I_,_?O X 1 m! na região A e uma seção
,( 1 , qUL a seção reta é 64 c1n 1 no cano e 32 c1n' na garganta, 1eta de 9:~0 : 10 · 1n· na reg1ao B. A diferença de pressão entre as
セ@ p1cssao e 55 1-..Pa no cano e 41 kPa na garganta. Qual é a duas reg1oes e 7 ,20
, • '>
l OJ Pa. Quais são ( a) a vazão e (b) a vazao
-
\ 1 .1g ua e111 n1elros cúbicos por segundo'? 1nass1ca.
86 CAPÍTULO 14

••70 Na ~ig. 14-53. a ,ígua en-


____/ Se tuna bolha c.Jc .ígua 1ni_ncral eo1n ga, sobe 1;, 11"11 \1

___ 75
............_
tra em regime la1ninar no lado es- - d, -,15 ;.,' e tc1n u1n raio de 0,500 1nn1, qua1 é
,..,,. ·u:clcraçao e 0 ...... -. 111 . a rr
querdo de u1na tubulação (raio r, =
2,00R): atravessa a parte seção cen- . R
~---1:1
:a da bolha'? Suponha que a Jorça c.Jc arra.,to que o líquido t:>:er
sobre a bolha é desprezível.
u·a~ (raio R). e sai pelo lado direito • Suponha que seu corpo tem u,na ma""ª e,pccíhc·
~raio r3 = 3,00R). A velocidade da Figura 14-53 Proble1na 70. 76 . á b .
,1onne •95 ve z ,a da• água· (a) Se voce'l esl, 01an.d o em urna ilp11Jr11
agua na parte central é o,500 1n/s. 0 ~1
Q ua l é o trabalho total na, que f1.aça-0 do volurne do seu corpo está acima da ~U"'·rt· ''" 1c1
a áo rea1·izado sobre 0,400 m3 de água enquanto
• e-ua passa do lado esquerdo para o lado direito? da água? , . .
Areia movediça e o fluido produzido quando a água '>e rn1
•• 7 1 A Fig. 14-54 n1ostra um jor- tura com a areia, separando os graos- e er1m1nan
· do o atrito que o\-
ro d, água saindo por u1n furo a un1a - - + iinpede de se ,nover uns em relação aos
distância h = 1O cm da superfície h .... , outros.
d Poços de are1a
...L. '- \1 I> inovediça pode1n se forrnar quando セ@ agua a~ montanhas escor.
de tanque que contém H = 40 cm セ@

re pai·a os vales e se infiltra em bols~es de are~a. (b) Se você está


de água. (a) A que distância x a H
boiando etn um poço profundo de arei~ movediça com uma massa
água. atinge o solo? (b) A que pro- específica 1,6 vez a da água, que fraçao do seu corpo fica acima
fundidade deve ser feito um seoun- da superfície da areia movediça? (c) Em particular, você ainda é
do furo para que o valor de x ºseja
0 mesmo? (c) A que profundidade capaz de respirar?
deve ser feito um furo para que O Figura 14-54 Problema 71. 77 Uma bola de vidro com 2,00 cm de raio repousa no fundo de um
valor de x seja o maior possível? copo de leite. A massa específica do leite é 1,03 g/cm3 e o módulo
•••72 A p·ig. 14-55 mostra um diagrama
· da força normal que o fundo do copo exerce sobre a bola é 9,48 x
. muito simplificado do 10- 2 N. Qual é a massa da bola?
s1~tema de drenagem de água da chuva de uma casa. A chuva que
cai no telhado inclinado escorre para as calhas da borda do telhado 78 'IAf'Ç Surpreendido por uma avalanche, um esquiador é total-
e desce po~ ca_nos verticais (apenas um é mostrado na figura) para mente soterrado pela neve, cuja massa específica é 96 kg/m•. Su-
u~ cano ~nnci_pal M abaixo do porão, que leva a água para um cano ponha que a massa específica média do esquiador, com seus trajes
ainda, maio~, ~1tuado no subsolo. Na Fig. 14-55, um ralo no porão e equipainentos, é 1020 kg/m3• Que fração da força gravitacional
tainbem esta ligado ao cano M. Suponha que as seguintes condições que age sobre o esquiador é compensada pelo empuxo da neve?
são verdadeiras: 79 Um objeto está pendurado em uma balança de mola. A balança
1. os canos verticais têm um comprimento h 1 = 11 m; indica 30 N no ar, 20 N quando o objeto está imerso em água e 24
2. o ralo do porão fica a uma altura hi = 1,2 m em relação ao N quando o objeto está imerso em outro líquido de massa específica
canoM; desconhecida. Qual é a massa específica desse outro líquido?
3. o cano M tem um raio de 3,0 cm; 80 Em um experimento, um bloco retangular de altura h é coloca-
4. a casa tem L = 60 m de fachada e P = 30 m de profundidade; do para flutuar em quatro líquidos separados. No primeiro líquido,
5. toda a água que cai no telhado passa pelo cano M; que é a água, o bloco flutua totalmente submerso. Nos líquidos A,
6. a velocidade inicial da água nos canos verticais é desprezível; B e ~· セ@ bloco flu~a com altura h/2, 2h13 e h/4 acima da superfície
7. a velocidade do vento é desprezível (a chuva cai verticalmente). do liquido, respectivamente. Qual é a densidade (massa específica
Para que índice de precipitação, em centímetros por hora, a água do em relação à da água) do líquido (a) A, (b) B e (c) C?
cano M chega à altura do ralo, aineaçando inundar o porão? 8_1 _A Fig. 14-30 mostra um tubo em forma de U modificado: o lado
drr:ito é mais curto que o esquerdo. A extremidade do lado direito
esta
, d= 10 ,O cm acima · da bancada do laboratório. O raio do tubo
e 1,50 cm. Despeja-se água (lentamente) no lado esquerdo até que
1: i - - - w - - - - 1 ~
comece ª transbordar do lado direito. Em seguida um líquido de
mass~ específica 0,80 g/cm3 é despejado lentamente.no lado esquer·
do a~e queª altura do líquido nesse lado seja 8 O cm (o líquido não
s~ i~stu? ra comª água). Que quantidade de águ~ transborda do lado
d1re1to.
82 Qual é a aceleração d
, e um balao - de ar quente se a razão entre
a 1nassa especifica do ar i dO b
dentro do balão é ? ora alão e a massa específica do ar
1•39 · Despreze a massa do balão e da cesta.
M
Figura 14-55 Problema 72. 83 :,$:; A Fig 14 56
transferir líquido~ d - mos~ra. um sifão, que é um tubo usado para
Problemas Adicionais estar i·n· . l e um rec1p1ente para outro. O tubo ABC deve
1c1a 1nente cheio 'd
. .: Cerca de um terço do corpo de uma pessoa que flutua no mar escoa pelo tub , · mas, se essa condição é satisfeita, o líqut .º
Morto fica acüna da superfície da água. Supondo que a massa especí- no 1nesmo , o ate que a superf'icte · do l1qu1do
- . no rec1p1ente
. · es teJa
1
fica do corpo humano é 0,98 g/cm3, deter1nine a massa específica da n1assa espe:;~:a ~ue ~~xtremidade A do tubo. O líquido tem u,~a
3 1 3
água do 1nar Mo1to. (Por que ela é tão maior do que 1,0 g/cm ?) tâncias ,nostrad' e fi O kg/n, e viscosidade desprezível. As dts·
cm (a) e as na gura sao - I1, = 25 cm cl = 12 cm e hi == 40
14 Uin tubo em forina de u, aberto nas duas extre1nidades, conté1n · ' oin que velocidade 0 l' ·d ' ' (? (b)
mercúrio. Quando 11,2 cm de água são despejados no lado direito Se a pressão atmosférica , iqu1 o sai do tubo no ponto, ·. 0
do tubo. de quanto o n1ercúrio sobe no lado esquerdo en1 relação em B o ponto n,, • e l,O X 105 Pa, qual é a pressão do Uquid
' ,11s a1to do tubo? ( ) T . , a1tur.i
ao nível inicial? máxiina h esse s·ra · c eor1ca1nente, ate que
i t ao pode fazer a água subir?
PARTE 2

FLUIDOS 87

B 84 -r:1it.: Quando tossi1nos, o ar é expelido em alta velocidade


pela traqueia e brônquios superiores e remove o excesso de muco
que está prejudicando a respiração. Essa alta velocidade é produzida
da seguinte forma: depois que inspiramos uma grande quantidade
de ar, a glote (abertura estreita da laringe) se fecha, os pulmões se
contraem, aumentando a pressão do ar, a traqueia e os brônquios
superiores se estreitam e a glote se abre bruscamente, deixando
A escapar o ar. Suponha que, durante a expulsão, a vazão seja 7 ,O X
10-3 m/s. Que múltiplo da velocidade do som (vs = 343 m/s) é a
velocidade do ar na traqueia se o diâmetro da traqueia (a) permanece
com o valor normal de 14 mm e (b) diminui para 5,2 mm?
85 Uma lata tem um volume de 1200 cm3 e uma massa de 130 g.
e Quantos gramas de bolinhas de chumbo podem ser colocados na
Figura 14-56 Problema 83. lata sem que ela afunde na água?
CAPÍTULO
N

O QUE É FÍSICA?
- Nosso mundo está repleto de oscilações, nas quais os obj~tos se movem
repetidamente de um lado para outro. Muitas são si~plesmente cunos~s ou desa.
gradáveis mas outras podem ser economicamente importantes ou perigosas. Eis
alguns ex~mplos: quando uin taco rebate uma bola de beisebol, o taco pode sofrer
uma oscilação suficiente para machucar a mão do batedor ou ~esmo se partir em
dois. Quando O vento fustiga uma linha de transmissão de energia elétrica, a linha às
vezes oscila ("galopa", no jargão dos engenheiros elétricos) com tanta intensidade
que pode se romper, interrompendo o fornecimento de energia elétrica a toda uma
região. Nos aviões, a turbulência do ar que passa pelas asas faz com que oscilem,
causando fadiga no metal que põde fazer com que as asas se quebrem. Quando um
trem faz uma curva, as rodas oscilam horizontalmente quando são forçadas a mudar
de direção, produzindo um som peculiar.
Quando acontece um terremoto nas vizinhanças de uma cidade, os edifícios so-
frem oscilações tão intensas que podem desmoronar. Quando urna flecha é lançada
de um arco, as penas da extremidade conseguem passar pelo arco sem se chocar com
ele porque a flecha oscila. Quando se deixa cair urna moeda em um prato metálico,
a moeda oscila de uma forma tão característica que é possível conhecer o valor da
moeda pelo som produzido. Quando um peão de rodeio monta um touro, o corpo do
peão oscila para um lado e para outro enquanto o touro gira e corcoveia (pelo menos,
é o que o peão tenta fazer). セ@
O estud? e o control~ das oscilações são dois objetivos importantes da física e
da engenh~ria. Neste ca~1t~lo, vamos discutir um tipo básico de oscilação conhecido
como movimento harmonico simples.

15-2 Movimento Harmônico Simples


A. Fig.
. 15-1 a mostra ,uma sequência de "instantaAneos " d e um sistema
· osci·1ato'·
rio simples, uma part1cula que se move repet'd
- , . d 1 amente para um lado e para outro
1
ª
em r~ aça; -:;i~e~. e um eixo x. Nesta seção, vamos nos limitar a descrever o
movd1m~dn o. ais a iante, discutiremos como esse tipo de movimento pode ser
pro uz1 o.
Uma propriedade importante do movi·me t .
de oscilações por segundo o , b d n o osc1lat' · e, a f requenc1a,
ono " · o nu'mero
· sim o1o e frequên · 'f · no
SI é o hertz (Hz), definido como eia e e a unidade de frequência

1 hertz = 1 Hz = l ·1 -
O 1)
sc1 açao por segundo = 1 s- 1. (15·
U1na grandeza relacionada à frequência , 0 ,
completar u1na oscilação complet ( ' e. periodo T, que é o tempo necessário para
a ou ciclo):
1
T=- ( 15-2)
.f .
Todo movin1ento que se repete 1. .
ª
mento periódico ou n1ovirnento ha ~t~rvalos regulares é chamado de movi·
nnon1co NO . ados
em lHn 1nov1111ento que se repete de · 1nomento, estamos 1nteress
u111 111odo pru·t·1cu1ar, o que está representado na
.. __ PARTE 2 ..

OSCILAÇÕES 89

Uma partícula oscila para a Nos pontos


esq~erda e para a direita, em um extremos, a No ponto médio, a
movimento harmônico simples. velocidade é nula. velocidade é máxima.
-X,n
1
o +x,,, -Xm o +x
1 1"'

セ@
1
/= o 1
1
1
/= o
1
1 1 Q-
1
1
1
1
1 o
1
1
1
1
1
1
-
V <l g
<>--0 1
1
1
t= T/4 1
1
1 g ç, 1
t= T/4 t
<l (
1 Q 1 ......
1 セ@
t= T/2 ---f l. 1
' t= T/2 .
1 1 1 e
t=3T/4
1
1
1
o o
1 1
1
r, I>
;
1
-
V
t=3T/4 1
1
1 o e, セ@ -(>j--
1
t= T 1
1
t= T
- セ@

(a)
-Xm o
1
+x,. " (b)
- Xm
1
o
V r-. l
+xm

Girando a figura de 90 graus, vemos


que o movimento corresponde a
uma função cosseno.
Este é um gráfico do movimento,
xm - com o período Tindicado.
X

-s
o
d
V
Xm

""ou o
'"iil
V
Q -Xm

o- - - (d)
Nos pontos x = +Xm,
a velocidade é zero.
sd x,.
V
s
""o
u o Tempo (t)

- Xm - --
-
Q
V,
V
- X,n
No ponto X= O, a
velocidade é máxima.
o T/ 2 T (e)
(e)
Figura 15-1 (a) Uma sequência de "instantâneos" (tirados a interval~s regulares) que mostram a posição de uma partícula enquanto
osc1l.i em tomo da origem de um eixo x, entre +xme - xm. (b) O compnmento dos vetores é proporcional à velocidade escalar
instantânea da partícula. A velocidade escalar é máxima quando a partícula se encontra na origem e é nula quando está em + x,,..
Se o ten1po I é escolhido como zero quando a partícula está em + xm, a partícula retorna para + x,. em t = T, onde T é O período do
mo, 1n1ento. Em seguida, 0 movimento é repetido. (e) Fazendo o gráfico girar 90º, v~mos q_ue セ@ posição da partícula varia com O tempo
de l1.:ordo coin uma função do tipo cosseno, co1no a que aparece em (d). (e) A velocidade (1nchnação da curva) varia com O tempo.

Fi~ 15- la Nesse tipo de movimento, o deslocamento .t da partícula em relação à


or,gen1 é <lado por uma função do tempo da fo11na
.t(t) = x, cos(wl
11
+ </>) (desloca,nento), (15-3)

onde \,,,, w e e/> são constantes. Este tipo de n1ovimento é chamado de movimento
harmônico simples (MHS ), uma expressão que significa que o 1novimento periódico
90 CAPÍTUL015

1'
Dcslocamenlo
. o 1.1- 0 da Eq 15-3. na qual a f unç5o \C .
é u1na função senoidal do tempo. gra ic · . · no1d~1
no instante t , F' J5 td (0 gráfico pode ser obtido r-1 .
1 11 J e uma função cosseno, aparece na 1g. , セ@ · _ , • ,e nuo , 1

' 1' Fase~ 1g. · 90º no sent'do


. 15 - 1a girar anti· - horar10 •) As grandezas que dctcrm1narn " •or
r
1 1 F 1 • u

1 x( t) = x111 cos( w t + </> >' ma do gráfico são mostradas na Fig. 15-2 com os respectivos nomes. Vamo, agor.i
1 @ セ
Ainplitude
I
Teinpo
definir essas grandezas. .
A grandeza x,,,, denominada amplitude do mov~mento, セ@ uma c_on~tante positha
1
Frequência Constante cujo valor depende do modo como o movimento fo t produzido. O i~dice tn indica 0
valor ,náxinzo, já que a amplitude representa o desloc~mento má~ ':1º da partícula
1 1
angular de fase ou
1 ângulo de em um dos sentidos. A função cosseno da Eq. 15-3 varia entre os limites± I; assim,
1 fase
o deslocame11to x(t) varia entre os limites ±:x,,,.
1 Figura l 5-2 Nomes das grandezas da A grandeza dependente do tempo (wt + </>) da Eq. 15-3 é c~amada de fase do
Eq. 15-3, que descreve o movimento
harmônico simples. movimento e a constante </> é chamada de constante de fase (ou angulo de fase). o
1 1
valor de </> depende do deslocamento e da velocidade da partícula no instante t == o.
1 1 Nos gráficos de x(t) da Fig. 15-3a, a constante de fase</> é zero.
1 1 Para interpretar a constante w, denominada frequência angular do movimento,
1 1 notamos primeiramente que o deslocamento x(t) deve ser igual a x(t + 1) para qual-
1
quer valor de t. Para simplificar a análise, vamos fazer</> = O na Eq. 15-3. Nesse
caso, podemos escrever
1
1 x,11 cos wt = x,11 cos w(t + T ). (15-4)
1 A função cosseno se repete pela primeira vez quando o argumento (a fase) aumenta
1 •

de 27T rad; assim, a Eq. 15-4 nos dá
1
w(t + T) = wt + 27T
1
ou wT = 2'TT.
De acordo com a Eq. 15-2, a frequência angular é
1
27T
1
w= T = 27T'f. (15-5)

11 1
l' ,,, d A unidade de frequência
. angular no SI e' orad'1ano por segundo. (Por coerência,
,y eve ser expresso
. em radianos·) A F'1g. 15 -3 mostra comparações entre a& funções
1 1 x (t), dde movrmentos
( harmônicos
セ@ · 1es que diferem
. simp · apenas quanto à amplitude, o
1 1 per10 o e, portanto, a frequenc1a e a frequência angular) ou a constante de セ@1ase.

1
1 As amplitudes são diferentes,
As amplitudes são iguais,
1
mas a frequência e o período
mas a frequência e o
são iguais.
1
X X
período são diferentes.
1
o
.., X m
8 t-- - - T- - --
1 1 e:: e::
,, IV
s
Xm
IV

セ@
Xm

"'o o
u
t u o
1 -V)

o -x,,,
IU
-A -xm
o
V)
IU

1 -x 1111 1'' ·t----T'---i


1
( a) ( b)

1
1 Figura 15-3 Nos três casos, a curva azul é obtida da Eq. 15-3 con,
O valor negativo de e/>
:,:
1 desloca a curva do
1 <f, = O. (a) A curva vennelha difere da curva azul apenas pelo fato
1 de que a a1nplitude x;,, <la curva vennelha é n,aior (os desloca1nentos
da curva ver1nelha para ci1na e para baixo são n,aiores ), (b) A curva
-
o
e
IU
s::
x,,,
cosseno para a direita.

ia o
ver1nelha difere da curva azul apenas pelo fato de que o período u
1
da curva vermelha é r = T/2 (a curva vennelha está compriinida -
o
"'
Ci -x,,,
IU
1 horizontal1nente). (e) A curva vennelha difere ela curva azul apenas
1 pelo lato de que, para a curva vermelha.</> = -7r/4 rad em vez de
( r) Na curva do cosseno sem
zero (o valor negativo de <P desloca a curva para a direita). deslocamento de fase, <t, = O.
OSCILAÇÕES 91

'TESTE 1
uma partícula
· e1n oscilação
- O A har1nônica
, si1nples
, de período T (co1no a da p·1g. l "-
~' I) es tá,
em - , • no instante t - . pa1t1cula esta em - \" ein + t.,, e,n 0, entre - t e oou entre
1
• • ,,,,

Oe +.,'" no instante (a) t == 2,00T, (b) t == 3,50Te (c) 1 == 5,25T?


111

A Velocidade do MHS
Derivando a Eq. 15-3, obtemos un1a expressão para a velocidade de uma partícula
em movime11to ha1mô11ico simples:
d.r:(t) d
v(t) = dt = dt [x,,, cos(wt + </>)]

ou v(t) = -wx,11 sen(wt + <J>) (velocidade). (15-6)

A Fig. 15-4a é um gráfico da Eq. 15-3 com</> = O. A Fig. 15-4b mostra a Eq.
15-6, ta1nbém co1n </> = O. Analogamente à amplitude x111 da Eq. 15-3, a grandeza
positiva wx,,, da Eq. 15-6 é chamada de amplitude da velocidade v111• Como se pode
ver na Fig. 15-4b, a velocidade da partícula em oscilação varia entre +v,,. = +wx,n-
Note ta1nbém na figura que a curva de v(t) está deslocada (para a esquerda) de um
quarto de pe1iodo em relação à curva de x(t); quando o módulo do deslocamento é
máximo [isto é, quando x(t) = x111], o módulo da velocidade é mínimo [isto é, v(t) =
..
O]. Quando o módulo do deslocamento é mínimo (isto é, zero), o módulo da veloci-
dade é máximo (isto é, v 111 = wx111) .

A Aceleração do MHS
Conhecendo a velocidade v(t) do movimento harmônico simples, podemos obter
uma expressão para a aceleração da partícula derivando a velocidade. Derivando a
Eq. 15-6, obtemos:
a(t). = dv(t) = d [-wx111 sen(wt + </>)]
dt dt

a(t) = -w 2x 111 cos(wt + </>) (aceleração). (15-7)


ou

A Fig. 15-4c é um gráfico da Eq. 15-7 para o caso em que <I> _ O. A gra~deza posi-
t' 2 d E 15-7 é chamada de amplitude da aceleraçao a111, ou seJa, a acele-
1va w x111 a q. ? F. 15 4
セ@ · entre os 11·rru·tes +a
- da part1cu
raçao 1a vana - 111 = +w-xm,
-
como mostra a 1g. - e.

X
se +Xm Os
Q)

E valores
(SI
o t
extremos
-o"'
u

V
o
-x,.
1

r'

aqui ...
( a) 1 1
1
Q)
+(1) x,,,
V
1
1
1
1 -
sao
'O
(SI 1 valores
I
·~
'O
o nulos
-;;... -e.o.\
u
o
Q)
Ili
1
1
1

aqui ...
( /)) 1 Figura 15-4 (a) O deslocamento x(t)
1
•}
(/
1
de uma partícula oscilando em um
o +w- '"'
'(SI e valores MHS co,n ângulo de fase <J> igual a
V
e!41 I extremos zero. O período T corresponde a uma
-<
41
u
•>
o .
aqui. oscilação co1npleta. (b) A velocidade
-w-,\//1 v(t) da partícula. (e) A aceleração a(t) da
( r) partícula.
92 CAPÍTULO 15

1 ação a(t) está deslocada (para a esquerda) d


d
Observe també1n que a curva a ace er セ@
T/4 em relação à curva da velocidade v(t).
Podemos combinar as Eqs. 15-3 e 15 -7 para obter
a(t) = -w 2x(t), ( I S-8)

, . d · nto harmônico simples:


que é a relação caracter1st1ca o mov1me

No MHS, a aceleração e, proporciona


· 1
ao negat'vo
' do deslocamento
. e as duas
1 grandezas estão relacionadas pelo quadrado da frequência angular.
1

1 Assim, como mostra a Fig. 15-4, quando o deslocamen~o está ~assando pelo maior
1 valor positivo, a aceleração possui o maior valor negativo e vice-versa. Quando o
1 deslocamento é nulo, a aceleração também é nula.
1
1
15-3 A Lei do Movimento Harmônico Simples
1 1
Uma vez conhecida a forma como a aceleração de uma partícula varia com o tem-
1 1 po, podemos usar a segunda lei de Newton para determinar qual é a força que deve
agir sobre a partícula para que ela adquira essa aceleração. Combinando a segunda
1 1 lei de Newton com a Eq. 15-8, encontramos, para o movimento harmônico simples,
a seguinte relação:
1 1
1 ,I F = ma = -(mw2 )x. (15-9)
1
Este resultado, uma força restauradora proporcional ao deslocamento, já foi encon-
1
trado em outro contexto: é a expressão matemática da lei de Hooke
1 '
1 F = -kx (15-10)
'
1
para uma mola, e nesse caso a constante elástica é dada por
1
k = mw2• (15-11)
Podemos, na verdade tomar a Eq 15 10 ·
'I1, • A • • '

movimento harmoruco simples. Em palavras:


como uma definição alternativa do
• -

1 1 ~ Movimento harmônico simples é O movim t


1 1 uma força de módulo proporcional ao d
1
°
en executado por uma partícula sujeita a
oposto. es ocamento da Partícula e orientada no sentido
1 1
1

O sistema massa- mola da Fio. 15_5 . . .


1 simples (ou, simplesmente oscil: do . con)stitui um osc1lador harmônico linear
1inear . o termo "l'
1
. a1 '
porc1on a x e não a outra potência qr ' 1near" 1n 1ca que Fé pro·
. d"
ua1quer de x A fr A • •

1 mento harmônico simples do bloco está rela . · equenc1a angular w do mov1-


- 1n do bloco pela Eq. 15-11, segundo a qual cionada à constante elástica k e à massa
h
1 \ ,,,
li li
""'""'"'""""""" w == [I_
·- 1.-.J
X
v-;; (frequência angular).
(15-12)
x=O +x,,,
Con1binando as Eqs. 15-5 e 15_1?
Figura 15-5 U1n oscilador harmônico lador linear da Fig. 15-5, -. poden1os escrever, para O período do osci-
linear si1nplcs. Não há allito con1 a
superfície. Con10 a partícula da Fig.
15- 1, o bloco se inove etn 1novi1nento 1' == ? {in
hannônico si1nples quando é puxado ou -7TvT (período). (1s-13)
en1purrado a partir da posição x = Oe De acordo con1 as Eqs. 15-1 2 e 15 _
13
depois liberado. O deslocamento é dado un1 pequeno período) está associada , uma grande frequência angular (e portanto,
pela Eq. 15-3. (111 pequeno). a un,a mola , . '
r1g1da (k elevado) e um bloco Jeve
PARTE 2

OSCILAÇÕES 93

Todo sistema osci latório, seja ele un1 trampoli1n ou uma corda de violino, possui
uma certa ''elastic~dade" セ@ uma certa "inércia" e, portanto, se parece co1n um oscila-
dor linear. No oscilador linear da Fig. 15-5, esses elementos estão concentrados e1n
partes diferentes ~o _sis~ema:_ セ@ elasticidade está inteiramente na mola, cuja massa
desprezamos, e a 1nerc1a esta 111teiramente no bloco, cuja elasticidade é ignorada.
Em uma corda de violino, porém, os dois elementos estão presentes na corda, como
veremos no Capítulo 16.

TESTE 2
Qual das seguintes relações a seguir entre a força F que age obre uma partícula e a posi-
ção x da partícula resulta em um movimento har1nônico simples: (a) F = -5x, (b) F =
-400x2, (c) F = l Ox ou (d) F = 3.x2?

---·~.,..,~J
...-~-="/1::·' .-
::.;-:-;,:,, ~_._,,..__,_
•.•
.
Exemplo ·
. .. .· . セ@
MHS m assa-mola: amplitude, aceleração, constante de fase

Um bloco cuja massa 1n é 680 g está preso a uma mola mais se afastará mais que 11 cm de posição de equilíbrio.
cuja constante elástica k é 65 N/m. O bloco é puxado sobre Assim, a amplitude das oscilações é 11 cm:
uma superfície se1n atrito por uma distância x = 11 cm a xn, = 11 cm. (Resposta)
partir da posição de equihôrio em x = Oe liberado a partir
do repouso no instante t = O. (c) Determine a velocidade máxima vm do bloco e o local
onde se encontra o bloco quando tem essa velocidade.
(a) Determine a frequência angular, a frequência e o pe-
ríodo do movimento.
A velocidade máxima vmé a amplitude da velocidade wxm
na Eq. 15-6.
O sistema massa- mola é um oscilador harmônico linear
simples no qual o bloco executa um MHS. Cálculo Temos:
v,,1 = wxn, = (9,78 rad/s)(0,11 m)
Cálculos A frequência angular é dada pela Eq. 15-12:
= 1,1 m/s. (Resposta)
65 N/m = 9,78 rad/s
w= [T =
A velocidade é máxima quando o bloco está passando pela
\j -;;; 0,68 kg
origem; observe as Figs. 15-4a e 15-4b, onde se pode cons-
= 9,8 rad/s. (Resposta)
セ@ . , tatar que a velocidade é máxima em x = O.
De acordo com a Eq. 15-5, a frequenc1a e
(d) Determine o módulo a111 da aceleração máxima do
f = w = 9,78 rad/s = 1,56 Hz = 1,6 Hz. (Resposta) bloco.
2'TT 2'TTrad
De acordo com a Eq. 15-2, o período é
O módulo am da aceleração máxima é a amplitude da ace-
T = l_ = 1 = 0,64 s = 640 ms. (Resposta) leração w2x"' na Eq. 15-7.
f l ,56 I--Iz
h) Determine a a1n1,litude das oscilações. Cálculo Temos:
a,,,= c,J-x,11 = (9,78 rad/s) 2(0,ll m)
= 11 n1/s 2. (Resposta)
iusência de atrito, a energia tnecânica do siste1na mas-
11ola é conservada. A aceleração é máxima quaPdo o bloco está nas extremi-
dades da trajetória. Nesses pontos, a força que age sobre
r iocínio O bloco é liberado a 11 cinde distância ~a.po- o bloco possui o 1nódulo 1náximo; observe as Figs. 15-4a
ctL
., . con1 enei·gi·a, ci'nética nula e o,max1mo
ue equt.11,brio, . e 15-4c, onde se pode constatar que o módulo do desloca-
. . , · A . · n o bloco tera enero-1a
1nerg1a potencial elast1ca. ss11 , e 1nento e da aceleração é n1áximo nos 1nes1nos instantes.
. nula sempre que est'1ve1- novan1e11te
nt:ttca . .a. 11 crn .de
. . - 'líb .· que s1<.,.n1f1ca que Ja- (e) Determine a constante de fase <J> do movimento?
1 tanc1a da pos1çao de equt 1 11 0 , 0 e-
94 CAPÍTULO 15

(f) Determine a fun ção deslocamento x(t) do sistema mas.


Cálc~los A Eq. l5-3 fornece o deslocamento do bloco em
funçao
, do tempo · s abemos que no instante. t = O o bloco sa-mola.
esta
_ em,\'.= x,,,. Subst1·tt11·ndo essa, s cond"içoes
- uizc1ais
· · · · como
Cálculo A forma geral da função x~t) é dada pela Eq. 15.3.
ª
sao cllamadas, 11 Eq. 15-3 e cancelando .t,,,, obtem~s
Substituindo as grandezas conhecidas, obtemos
1 = cos <f>. (15-14)
x( t) = ;r,11 cos( wt + </>)
Toinando O inverso da função cosseno, obte1nos
= (0,11 m) cos((9,8 rad/s)t + O] •

</> = Orad. (Resposta) = 0,11 cos(9,8t), (R<.:spostaJ


(Qualquer ângulo que seja um múltiplo inteiro de 27T rad
ta1nbém satisfaz a Eq. 15-14; escolhemos o menor ângulo.) onde x está em metros e t em segundos.

• . Exempiêi: ' .· • ·
Cálculo da constante de fase do MHS a partir do deslocamento e da velocidade

Em t = O, o deslocamento x(O) do bloco de um oscilador Cálculos: Conhecemos w e queremos determinar </> e x,..
linear como o da Fig. 15-5 é - 8,50 cm. [Leia x(O) como Dividindo a Eq. 15-16 pela Eq. 15-15, eliminamos uma
"x no instante zero".] A velocidade do bloco v(O) nesse das incógnitas e obtemos uma equação para a outra que
instante é -0,920 mls e a aceleração a(O) é +47,0 m/s2 • envolve uma única função trigonométrica:
(a) Determine a frequência angular w do sistema. v(O) _ - wx,11 sen </>
= -w tan <f>.
x(O) x,,1 cos </>

Se o bloco está executando um MHS, as Eqs. 15-3, 15-6 Explicitando tan </>, temos:
e 15-7 fo1necem o deslocamento, a velocidade e a acele- -0,920 m/s
ração, respectivamente, e todas contêm a frequência an- tan </> = - v(O)
wx(O) (23,5 rad/s)(-0,0850 m)
gular w.
= -0,461.
Cálculos V amos fazer t = Onas três equações para ver se Essa equaçã,0-possui duas soluções:
uma delas nos fornece o valor de w. Temos: -
</> = -25º e </> = 180º + (- 25º) = 155º.
x(O) = x,, 1 cos </>, (15-15)
v(O) = -wx,,1 sen<f>, (15-16) Normalmente, apenas a primeira destas soluções é mos-
a(O) = -w2x,,1 cos <f>. (15-17) trada pelas calculadoras, mas pode não ser uma solução
e fisicamente possível. Para escolher a solução correta, tes-
A Eq. 15-15 não contém w. Nas Eqs. 15-~6 e 15-17, co- tamos as duas usando-as para calcular valores da amplitude
nheceinos o valor do lado esquerdo, ,nas nao conhecemos x,,,. De acordo com a Eq. 15-15, para </> == _ 25º,
.t e <J:,. Entretanto, dividindo a Eq. 15-17 pela Eq. 15-15,
111
eliminamos ,\'.111 e <f> e podemos calcular o valor de w: _ .t(O) -0,0850 m
x,,, - cos </> = cos(-25º) = - 0,094 m.
a(O) _ 47,0 m/s-
w= .\'.(o) -0.0850 m Para</> = 155º, x,,, = 0,094 m. Como a amplitude do MHS
= 23,5 rad/s. (Resposta) deve _ser uma constante positiva, a constante de fase e ª
amplitude con·etas são
(b) Determine a constante de fase </> e a amplitude ,\'.111 das
oscilações. ·",n = 0,094 1n = 9.4 cm. (Resposta}

15-4 A Energia do Movimento Harmônico Simples


Vin1os .no. Capítulo
. , .
8 que
.
a eneroia

0 de um oscilador 11near
. e, transfenda
. repeli.da!llente
de ene1. g1a c1net1ca
セ@ .
pa1a energia
. potencial e v·ice-versa, enquanto a so1na das duas,O
energia mecan1ca E do oscilador' permanece ' constante Vamos ago a examina . ressa
situação e1n ter1nos quantitativos. · r
PARTE

OSCILAÇÕES 95

A energia potencial de urn oscilador linear como o da Fig. 15-5 está inteiramen-
te associada à mola. Seu valor depende do grau de alongamento ou compressão da
mola, ou seja, de x(t). Pode1nos usar as Eqs. 8-11 e 15-3 para obter a seguinte ex-
pressão para a energia potencial:

U(c) = lkx2 = !kx;, cos2(wt + <f>).


1 (15-18)
2
Atenção: a notação cos A (usada na Eq. 15-18) significa (cos A)2 e não é o mesmo
que cos A2 , que significa cos(A2).
A energia cinética do sistema da Fig. 15-5 está inteiramente associada ao blo-
co. Seu valor depende da rapidez com a qual o bloco está se movendo, ou seja,
de v(t). Podemos usar a Eq. 15-6 para obter a seguinte expressão para a energia
. ,.
c1net1ca:
K(t) = !mv2 = ! mw2."(;,1 sen2 (wt + <f>). (15-19)
Usando a Eq. 15-12 para substituir w 2 por k/m, podemos escrever a Eq. 15-19 na
forma

K(t) = ~mv2 = ~kx;, 1 sen2


(wt + <f>). (15-20)
De acordo com as Eqs. 15-18 e 15-20, a energia mecânica é dada por
E=U + K
= ~kx;, cos2 ( wt +
1 </>) + !l,x;, sen2(wt + </>)
1

= ~kx;, [cos2(wt +
1 </>) + sen2 (wt + </>)]. •

Para qualquer ângulo a,


cos2 a+ sen2 a = 1.
Assim, a grandeza entre colchetes é igual a 1 e temos
E = U +K = ! kx;,1.
Isso mostra que a energia mecânica de um oscilador li~ea~ é; .de fato, const~nte e
· dependente do tempo · A energia potencial e a. energia c1net1ca de- um os01lador
1n d 1
.
11near - mostradas em f unç -a0 do tempo t na Fig. ]5-6a e em funçao do es oca-
sao
1nento x na Fig. 15-6b.

U(t)

K(t)
- ~ !..._~ L _~L--~ ~- t -Xm o
T/ 2 T
~b)
( a) Quando o tempo passa, a
energia é transferida de
um tipo para outro, mas a
energia total é constante.
· . . U(t) energia cinética K(t) e energia mecânica E em
l - 15-6 (a) Energia potencial ' linear Observe que todas as energias são
A •

f ·1 d0 r barmon1co ·
do tempo t para um osci .ª
1
'· ' ., ética passam por dois máximos em cada
. .
P< :ti val:> e que a energia po~encial eª ene~gia. c~~ca K(x) e energia mecânica E em fwiçãp
l' · o<lo. (b) Energia potencial U(X'),
cL posição x para u1n oscilador harmônico.
en~rgi~;:r
de amplitude xin· Parax = O, areneJigi.11'
tqu~ cinétíca; para X = ±Xm, é toda p@tenctal.
96 CAPÍTULO 15

. · ·te 11a oscilatório normalmente C<


Agora pode1nos entender por que uni sis 1 • Jntcr0
. . d · e'rcia· o pr11nc1ro armazena e
u1n ele1nento de elasttc1dade e u1n ele1nento e 1n · n1:rg1
potencial e o segundo armazena energia cinética .

. . . TESTE 3 .
Na Fig. 15-5, o bloco possui uma energia cinética de 3 J e mola possui uma e~ergia po. ª
tencial elástica de 2 J quando o bloco está em x = +2,0 cm. (a) Qual éª energia cinética
do bloco quando está em x = O? Qual e, a energt, ·a potencial elástica da mola quando o
bloco está em (b) x = -2,0 c1n e (c) x = -xm?

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