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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

UNIDADE ACADÊMICA DE GEOGRAFIA

CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

KENNIA SAMARA MERENCIO DA SILVA

DISCIPLINA: PRÁTICA EM GEOGRAFIA HUMANA

FICHAMENTO DO TEXTO

Para ensinar e aprender Geografia/ Nidia Nacib Pontuschka, Tomoko Iyda Paganelli, Núria
Hanglei Cacete. – 3ª ed. – São Paulo: Cortez, 2009. – (Coleção docência em formação. Serie
Ensino fundamental)

O texto fala sobre o estudo do meio e logo no início as autoras traz o significado do que
é o estudo de meio e de acordo com Pontuschaka, Paganelli e Cacete:

“O estudo do meio é uma metodologia de ensino interdisciplinar que pretende desvendar a


complexidade de um espaço determinado extremamente dinâmico e em constante
transformação, cuja totalidade dificilmente uma disciplina escolar isolada pode dar conta de
compreender”.

O estudo do meio não trata apenas do conteúdo de uma disciplina isolada e sim ele faz
a junção de todas as disciplinas, estuda o espaço relacionando a vivência do aluno e o seu
conhecimento primário e ainda contribuir para que o aluno reflita sobre aquilo que está além do
livro didático.

“Uma das etapas importantes do estudo do meio é o trabalho de campo – a saída da escola já
permite outro modo de olhar”.

Dessa forma o trabalho de campo permite ao aluno através dos sentidos conhecer melhor
o meio que está ali sendo estudado e o mesmo pode ainda fazer observações, registros e
entrevistas.

“Para a realização de um estudo do meio é necessário que sejam definidos os momentos e as


respectivas ações que devem compor esse projeto que são:”

1- O encontro dos sujeitos sociais


2- Visita preliminar e a opção pelo percurso
3- O planejamento
4- Elaboração do caderno de campo: fonte de pesquisa
5- A pesquisa de campo reveladora da vida
No primeiro ponto do texto as autoras falam sobre “observações e entrevistas: alicerces
da coleta de dados em um estudo do meio”.

Ou seja as observações feitas sobre tudo aquilo que integra parte do patrimônio cultural
de um povo que são “textos de época, depoimentos orais, lendas, rituais, formas de saber e
fazer, arquivos, museus, festas, objetos, construções, ruinas ...”

Essas observações são extremamente importantes já que a coleta de informações, de


dados sobre determinado lugar só serão possíveis através delas, e também das entrevistas que
podem nós fornecer informações sobre as relações sócias estabelecidas entre os sujeitos sociais
que ali vivem.

“Durante uma pesquisa de campo, nas várias situações e momentos vividos no lugar, o olhar e
as demais sensações do observador são permanentes e precisam ser registradas de diversas
maneiras”.

1- Entrevistas reveladoras de histórias de concepções de mundo.


2- Transcrição e categorização
3- Retorno à sala de aula

Portanto essas são as maneiras que precisam ser registradas as observações feitas
durante uma pesquisa de campo para que ao retornar a sala de aula seja feito o trabalho de
análise de todas as informações coletadas durante o trabalho.

O segundo ponto do texto destaca o estudo do meio em TGI (trabalhos de graduação


individual) e TCC nesse momento as autoras falam sobre a inclusão do estudo do meio em
pesquisas realizadas por alunos em trabalhos de TCC. E para demonstração de trabalhos como
esses traz como exemplo um trabalho de TGI de 2004 de uma jovem que enfrentou o desafio
de atuar em conjunto com um professor de 5ª série para elaboração do TGI.

O que posso concluir após a leitura desse texto é que o estudo do meio é uma forma de
transmitir o real, relacionar o conteúdo com o vivido, melhorando assim a aprendizagem e a
reflexão dos alunos já que o estudo do meio permitir ao mesmo lançar o seu olhar sobre o meio
que está sendo estudado e através de observações e entrevistas poder enriquecer sua percepção
sobre os conteúdos vistos no livro didático.

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