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TRABALHO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DOS MATERIAIS

POLÍMEROS

Camila Rodrigues Matos


RA: 1285/17

Engenharia Civil – 2º Termo

Adamantina
2017
1. INTRODUÇÃO

De acordo com Van Vlack (13ª reimpressão - 2000, p. 50), um polímero (literalmente,
muitas unidades) é uma grande molécula que é constituída por pequenas unidades que se repetem,
denominadas meros..., O prefixo poli significa “muitos”; mono, “um”; e meros, “unidade”.
Assim, muitos monômeros se combinam para formar o polímero. Um monômero ou uma
combinação de monômeros diferentes são usados para manufaturar cada tipo ou família de
polímeros.

Os polímeros podem ser de origem natural ou sintética, muitos deles são compostos
orgânicos ligados covalentemente tendo sua estrutura formada pelos elementos Carbono
(C) e Hidrogênio (H), podendo apresentar também outros elementos não metálicos como o
Oxigênio (O), Nitrogênio (H) e Silício (Si) por exemplo.

Segundo Callister (8ª edição 2012, p. 455) os polímeros que ocorrem naturalmente,
ou seja, aqueles que provém de plantas e animais, têm sido usados há muitos séculos;
podemos citar como exemplo a madeira, borracha, algodão, lã, couro e seda. E outros
polímeros naturais tais como proteínas, enzimas, amidos e celulose apresentam
fundamental importância em processos biológicos e fisiológicos de animais e plantas. Já os
polímeros sintéticos, desenvolvidos a partir de moléculas orgânicas pequenas dão origem a
muitos plásticos, borrachas e materiais fibrosos além de outros materiais que fazem parte
do nosso dia a dia e que podem ser produzidos a baixos custos.

Muitos dos polímeros (plásticos) produzidos no passado eram de qualidade tão


ruim que ganharam má reputação. A indústria de plásticos produz, agora, materiais de alta
qualidade que estão substituindo progressivamente os metais em muitas aplicações. Eles
são usados em muitos objetos, como roupas, brinquedos, mobiliário, componentes de
máquinas, tintas, barcos, partes de automóveis e até órgãos artificiais. Na indústria de
automóveis, os metais foram substituídos por plásticos para ajudar a reduzir o peso total do
carro e para reduzir a corrosão. A redução do peso ajuda a aumentar o número de
quilômetros rodados por litro de combustível. As resinas epóxi podem até mesmo
substituir o metal em partes do motor.

Embora seja mais usual pensar em compostos orgânicos, quando se fala em


polímeros, há inúmeros polímeros inorgânicos ou híbridos (orgânico-inorgânicos) cuja
importância industrial tem aumentado significativamente nas últimas décadas. Estes
polímeros constituem atualmente exemplos importantes de catalisadores, materiais com
propriedades ópticas ou magnéticas interessantes, agentes de adsorção e armazenamento de
gases, trocadores de íons, agentes de liberação controlada de drogas, etc.

1.1 ESTRUTURAS QUÍMICAS DOS POLÍMEROS

Um polímero é feito basicamente de muitas unidades moleculares repetidas, ligadas


por adição em uma sequencia de monômeros. Muitas moléculas de monômeros A, digamos
entre 1.000 e 1 milhão, podem ser ligadas para formar uma molécula de polímero
gigantesca:

Muitos A etc. A-A-A-A-A etc. ou (A)n


(Moléculas de monômero) (Moléculas de polímero)

Designamos homopolímeros, aqueles formados por um único tipo de meros.

Monômeros diferentes também podem se ligar para formar um polímero com


estrutura alternada. Este tipo de polímero é chamado de copolímero.

Muitos A + Muitos B etc. A-B-A-B-A-B etc. ou ( A-B ) n


(Moléculas de monômero) (Moléculas de polímero)

Tabela 1. Classificação baseada no tipo de monômero e estrutura do polímero (reação de


polimerização)

Monômero Polímero Representação


A Homopolímero ...A  A  A  A  A ...
B Homopolímero ....B  B  B  B  B...
A+B copolímero alternado ...A  B  A  B  A ...
em bloco ...A  A  B  B ...

grafitizado B  B ...
|
...A  A  A  A ...
aleatório ...A  B  B  A  B...
1.2 Massa Molar

De acordo com Canevarolo (2ª edição, 2006 p.21) muitas propriedades físicas são
dependentes do comprimento da molécula, isto é, sua massa molar. Como polímeros
normalmente envolvem uma larga faixa de valores de massa molar, é de se esperar grande
variação em suas propriedades. Alterações no tamanho da molécula, quando esta é
pequena, provocam grandes mudanças nas suas propriedades físicas.

Nem todos os compostos de baixa massa molar geram polímeros. Para sua síntese,
é necessário que pequenas moléculas (monômeros) se liguem entre si para formar a cadeia
polimérica. Assim, cada monômero deve ser capaz de se combinar com outros dois
monômeros, no mínimo, para ocorrer a reação de polimerização. O número de pontos
reativos por molécula é chamado de funcionalidade. Portanto, o monômero deve ter pelo
menos funcionalidade 2. A bifuncionalidade pode ser obtida com a presença de grupos
funcionais reativos e/ou duplas ligações reativas.

A massa molar também designada por peso molecular dos polímeros comumente
expressa como massa molar numérica ( ) e massa molar ponderal ( ). Seguem a
equações:

= ߑxiMi

= ߑwiMi

Onde Mi representa o peso molecular médio (central) da faixa de tamanho i, xi é a fração do


número de total das cadeias na faixa de tamanhos correspondente e wi é a fração em peso das
moléculas do mesmo intervalo de tamanhos.

O grau de polimerização, ou seja, o número de meros que podem se


verificar na estrutura de uma macromolécula, pode ser calculado da seguinte forma:

GP =

Onde é o peso molecular da unidade repetida.


1.3 Forma Molecular

Ligações simples de cadeia são capazes de rotação e flexão nas três dimensões.
Assim, uma única molécula de cadeia composta de muitos átomos de cadeia pode
apresentar flexões, torções, que estão em função da estrutura e natureza química dos
meros. Isto conduz a um intenso emaranhamento das moléculas de cadeias vizinhas. Estes
emaranhados moleculares são responsáveis por importantes características de polímeros,
que incluem as grandes extensões elásticas exibidas por materiais de borracha, além de
algumas características mecânicas e térmicas dos polímeros.

1.4 Estrutura Molecular

Observam-se abaixo as estruturas moleculares de cadeias poliméricas mais comuns.

Polímeros Lineares Polímeros Ramificados

Polímeros com ligações cruzadas Polímeros em rede tridimensional


1. 5 Classificação dos polímeros

O desenvolvimento científico gerou até o momento um grande número de


polímeros para atender às mais diversas áreas de aplicações. Muitos deles são variações
e/ou desenvolvimentos sobre moléculas já conhecidas. Assim, é possível listar uma série
deles agrupados de acordo com uma determinada classificação como podemos verificar na
tabela abaixo.

Tabela 2 - Classificações baseadas em diversos critérios


Critério Classe dos polímeros
Origem do polímero • Natural
• Sintético
Número de Monômeros • Homopolímero
• Copolímero
Método de preparação do polímero • Polímero de adição
• Polímero de condensação
• Modificação de outro polímero
Estrutura química da cadeia polimérica • Poli hidrocarboneto
• Poliamida
• Poliéster, etc
Encadeamento da cadeia polimérica • Sequência cabeça-cauda
• Sequência cabeça-cabeça, cauda-cauda
Configuração dos átomos da cadeia polimérica • Sequência cis
• Sequência trans
Taticidade da cadeia polimérica • Isotático
• Sindotático
• Atático
Fusibilidade e/ou solubilidade do polímero • Termoplástico
• Termorrígido
Comportamento mecânico do polímero • Borracha ou elastômero
• Plástico
• Fibra
A seguir abordaremos quatro diferentes classificações usualmente empregadas, isto
é, quanto à estrutura química, ao seu método de preparação, às suas características
tecnológicas, e quanto ao seu comportamento mecânico.

• Segundo a estrutura química:

Sua classificação é efetuada conforme os grupos funcionais presentes nas


macromoléculas, estas serão classificadas em poliamidas, poliésteres, policarbonatos, etc.

• Quanto ao método de preparação:

Os químicos classificam os polímeros, por conveniência, em vários grupos


principais, dependendo do método de síntese. Neste segundo tipo de classificação sugerido
por Carothers em 1929. Faz-se a divisão em duas grandes classes: polímeros de adição e de
condensação.

Polímeros de adição

São formados em uma reação na qual as unidades de monômeros se adicionam


umas às outras para formar um polímero de cadeia longa (linear ou ramificada). Os
monômeros usualmente contêm ligações duplas carbono-carbono. Exemplos de polímeros
de adição sintéticos incluem poliestireno (Styrofoam), poli (tetrafluoro-etileno) (Teflon),
polietileno, polipropileno, poliacrilonitrila (Orlon, Acrilan, Creslan), poli (cloreto de
vinila) (PVC) e poli (acrilato de metila) (Lucite, Plexiglas).

O processo pode ser representado como:

Tabela 3 – Polímeros de adição


Exemplo Monômero Polímero Usos
Polietileno Polímero mais comum
e importante. Sacos,
isolamento de fios,
garrafas de apertar.
Polipropileno Fibras, tapetes de
interior e de exterior,
garrafas.
Poliestireno Espuma de estireno,
bens domésticos
baratos, objetos
moldados baratos.
Poli (cloreto de Couro sintético,
polivinila) (PVC) garrafas transparentes,
revestimentos de chão,
discos, tubulações de
água.
Poli (tetrafluoro- Superfícies
etileno) (Teflon) deslizantes, filmes
resistentes e produtos
químicos.
Poli (metacrilato “Vidros” inquebráveis,
de metila) tintas de látex.

Poliacrilonitrila Fibras de tecidos.


(Orlon, Acrilan,
Creslan)
Poli (acetato de Adesivos, tintas de
vinila) (PVA) látex, goma de mascar,
tintas de tecidos.

Borracha natural Polímero em ligações


cruzadas com enxofre
(vulcanização).
Policloropreno Ligações cruzadas com
(borracha de ZnO; resistentes a
neopreno) óleos e gasolinas.

Borracha de Ligações cruzadas com


Estireno- peróxidos; borracha
butadieno (SBR) mais comum, usada
em pneus; 25%
estireno, 75%
butadieno.
Polímeros de condensação

Formam-se na reação de moléculas bifuncionais ou polifuncionais com eliminação


de moléculas pequenas (como água, amônia ou cloreto de hidrogênio) como subproduto.
Exemplos familiares de polímeros de condensação sintéticos incluem poliésteres (Dacron,
Mylar), poliamidas (Nylon), poliuretanas e resinas epóxi. Polímeros de condensação
naturais incluem poli (aminoácidos) (proteínas), celulose e amido. O processo pode ser
representado como:

Tabela 4 – Polímeros de condensação.


Exemplo Monômeros Polímero Usos
Poliamidas Fibras, objetos
(náilon) moldados.

Poliésteres Poliésteres lineares,


(Dacron, Mylar, fibras, fitas de
Fortrel) gravação.

Poliésteres Poliéster em ligações


(resina de cruzadas, tintas.
Glyptal)

Poliésteres Ligação cruzada com


(resina de estireno e peróxidos,
molde) resina de fibras de
vidro para uso em
barcos.
Resina fenol- Em mistura com
formol enchimentos, bens
(Bakelite) elétricos moldados,
ad0esivos, laminados,
vernizes.
Acetato de Filmes fotográficos.
celulose

Silicones Coberturas repelentes


de água, fluidos e
borrachas resistentes
à temperatura (em
ligações cruzadas
com CH3SiCl3, em
água)
Poliuretanas Espumas rígidas e
flexíveis, fibras.

• Quanto as características tecnológicas


Os industriais e tecnólogos classificam frequentemente os polímeros como
termoplásticos e termorrígidos, e não, como polímeros de adição e de condensação. Esta
classificação leva em conta suas propriedades térmicas.
Propriedades térmicas de termoplásticos. A maior parte dos polímeros de adição
e muitos polímeros de condensação podem amolecer (fundir) sob aquecimento e ser
moldados. Os industriais e tecnólogos referem-se, com frequência, a estes tipos de
polímeros como termoplásticos. Ligações fracas, não-covalentes (forças dipolo-dipolo e
de dispersão de London), quebram-se durante o aquecimento. Tecnicamente, os
termoplásticos são os materiais que chamamos de plásticos. Os termoplásticos podem ser
fundidos repetidamente e moldados em novas formas. Eles podem ser reciclados, se não
ocorrer degradação durante o reprocessamento.
Alguns polímeros de adição, como poli (cloreto de vinila), são de moldagem e
processamento difícil. Líquidos de pontos de ebulição elevados, como o ftalato de dibutila,
são adicionados ao polímero para separar as cadeias umas das outras. Estes compostos são
chamados de plastificantes. Na verdade, eles agem como lubrificantes que neutralizam as
atrações entre cadeias. Como resultados, o polímero pode ser fundido em uma temperatura
mais baixa para ajudar o processamento. Além disto, o polímero fica mais flexível na
temperatura normal. A variação da quantidade de plastificante faz com que o poli (cloreto
de vinila) torne-se um material muito flexível, semelhante à borracha, ou uma substância
muito rígida.

Os plastificantes de ftalato são compostos voláteis de baixo peso molecular. Uma


parte do “cheiro de carro novo” vem do odor desses materiais que evaporam do
revestimento de vinila dos automóveis. O vapor condensa nos vidros dos carros na forma
de um filme de óleo. Após algum tempo, o revestimento de vinila pode perder o
plastificante e começar a rachar.

Propriedades dos plásticos termorrígidos. Os industriais usam o termo


termorrígidos para descrever materiais que inicialmente se fundem, mas com o
aquecimento posterior ficam permanentemente rígidos. Uma vez formados, os materiais
termorrígidos não podem ser amolecidos e remoldados sem que o polímero se destrua,
porque as ligações covalentes se quebram. Os plásticos termorrígidos não podem ser
reciclados. Quimicamente, os plásticos termorrígidos são polímeros em ligações cruzadas.
Eles se formam quando cadeias longas ligam-se em uma estrutura tridimensional
gigantesca e muito rígida.

Os polímeros também podem ser classificados de outras maneiras. Muitas das


variedades de borrachas podem ser chamadas de elastômeros; Dacron é uma fibra; e o poli
(acetato de vinila), um adesivo.

• Quanto ao comportamento mecânico

Os polímeros são divididos em três grandes grupos: elastômeros ou borrachas,


plásticos e fibras. Em sua aplicação, estes termos envolvem a expressão resina. Resina é
uma substância amorfa ou uma mistura, de peso molecular intermediário ou alto, insolúvel
em água, mas solúvel em alguns solventes orgânicos, e que, a temperatura ordinária, é
sólida ou um liquido muito viscoso, que amolece gradualmente por aquecimentos. Todas
as resinas naturais são solúveis e fusíveis, e todos os polímeros sintéticos que obedecem as
condições acima apontadas são também chamados de resinas sintéticas. Borracha ou
elastômero é um material macromolecular exibindo elasticidade em longa faixa, à
temperatura ambiente. O termo plástico vem do grego, e significa “adequado à
moldagem”. Plásticos são materiais que contém, como componente principal, um polímero
orgânico sintético e se caracterizam porque, embora sólidos à temperatura ambiente em seu
estado final, em alguns estágios a de seu processamento, tornam-se fluídos e possíveis de
serem moldados, por ação isolada ou conjunta de calor e pressão. Esse ingrediente
polimérico é chamado de resina sintética. Fibra é um corpo que tem uma elevada razão
entre o comprimento e as dimensões laterais, e é composto principalmente de
macromoléculas lineares, orientadas longitudinalmente.

1.6 Propriedades dos polímeros

As propriedades especiais tão peculiares aos polímeros são consequências


principalmente de sua alta massa molecular. Quanto maiores as macromoléculas, melhores
suas propriedades mecânicas. Polímeros de interesse comercial apresentam geralmente
massas moleculares médias superiores a 10.000.

Os polímeros são constituídos de moléculas formadas pelo encadeamento de


milhares ou milhões de átomos. Por serem muito longas, estas cadeias se entrelaçam
formando um emaranhado que interage fortemente. Esta é uma das razões da grande
resistência mecânica dos polímeros, o que possibilita que sejam utilizados na confecção de
muitos objetos, tais como móveis, peças automotivas e peças para construção civil.

Se as cadeias de macromoléculas estiverem não apenas entrelaçadas, mas unidas


através de ligações químicas, as chamadas ligações cruzadas, a resistência mecânica é
aumentada, permitindo a confecção de peças e objetos bastante resistentes. Estes polímeros
conseguem suportar condições relativamente drásticas de uso, como choques, atritos ou
tração. Outras vantagens da presença de muitas ligações cruzadas entre as cadeias de
macromoléculas são a estabilidade e resistência térmica.
São propriedades como resistência mecânica, resistência térmica, estabilidade
frente a substâncias químicas, resistência elétrica, permeabilidade a gases etc. que irão
determinar como o polímero vai ser utilizado.

De acordo com seu comportamento mecânico, os polímeros podem ser


classificados como elastômeros, fibras, plásticos rígidos ou plásticos flexíveis.

É possível obter polímeros com propriedades e características tecnológicas


preestabelecidas através do controle sistemático das reações de polimerização. Fatores
como condições de reação (temperatura, pressão, catalisadores etc.), introdução de
substâncias capazes de promover reticulações e/ou copolimerizações, são determinantes.

Uma prática bastante comum na indústria de polímeros é a adição de substâncias


denominadas aditivos, que conferem propriedades especiais à resina polimérica.

As fibras são matérias termoplásticas que possuem cadeias poliméricas


posicionadas paralelamente em sentido longitudinal. Elas apresentam alta resistência à
deformação, mas podem sofrer alongamentos. São comumente utilizadas na confecção de
roupas. Ex.: raiom, nylon, viscose, acetato de celulose etc.

Denomina-se elastômero um polímero que pode sofrer alongamentos reversíveis


muito grandes. São utilizados, por exemplo, na confecção de pneus, sola de sapatos etc.

A borracha natural apresenta propriedades elásticas e é um elastômero. Ela é obtida


a partir do látex extraído da planta chamada seringueira, a Hevea brasiliensis. O processo
de vulcanização da borracha por aquecimento com enxofre, proposto por Charles
Goodyear em 1839, conferiu à borracha propriedades tais como resistência mecânica e
térmica, expandindo o seu uso em todo o mundo.

A seguir, algumas considerações particulares sobre propriedades dos polímeros:

Densidade

Os polímeros apresentam uma densidade relativamente baixa se comparados a


outros materiais. A faixa de variação de densidade destes materiais estende-se de
aproximadamente 0,9 g/cm3 ate 2,3 g/cm3. Mais leves que metais ou cerâmica. Exemplo: o
PE é 3 vezes mais leve que o alumínio e 8 vezes mais leve que o aço. Motivação para uso
na indústria de transportes, embalagens, equipamentos de esporte...
Condutibilidade térmica

A condutibilidade térmica dos polímeros situa-se na faixa de 0,15 a 0,5 W/mK. Um


motivo para baixa condutibilidade térmica destes materiais é a falta de elétrons livres no
material.

Uma desvantagem da péssima condutibilidade térmica aparece no processamento


dos polímeros. O calor necessário para o processamento só pode ser introduzido
lentamente, e no final do processamento, também é novamente de difícil remoção.

A condutividade térmica dos polímeros é cerca de mil vezes menor que a dos
metais. Logo, são altamente recomendados em aplicações que requeiram isolamento
térmico, particularmente na forma de espumas.

Condutibilidade elétrica

Em geral os polímeros conduzem muito mal a energia elétrica. Eles têm elevada
resistência e com isso baixa condutibilidade em comparação a outros materiais. A
resistência elétrica dos polímeros é dependente da temperatura e diminui com o aumento
da temperatura. A razão para a baixa condutibilidade elétrica é a mesma para a térmica, a
falta de elétrons livres. Observando esta propriedade os polímeros são altamente indicados
para aplicações onde se requeira isolamento elétrico.

Pode-se melhorar sua condutibilidade elétrica introduzindo-se pós metálicos nesses


materiais. A adição de cargas especiais condutoras (limalha de ferro, negro de fumo) pode
tornar polímeros fracamente condutores, evitando acúmulo de eletricidade estática, que é
perigoso em certas aplicações.

Há polímeros especiais, ainda em nível de curiosidades de laboratório, que são bons


condutores. O Prêmio Nobel de Química do ano 2000 foi concedido a cientistas que
sintetizaram polímeros com alta condutividade elétrica.

Permeabilidade a luz

Os termoplásticos amorfos, como o PC, PMMA, PVC bem como a resina UP, não
se diferenciam consideravelmente em sua transparência do vidro que chega a 90%, isto
corresponde a um nível de transmissão de 0,9.
Porem uma desvantagem dos polímeros é que influencias do meio ambiente, como
por exemplo, atmosfera ou variação de temperatura, pode causar turbidez e com isso, piora
a transparência.

Resistência à corrosão

As ligações químicas presentes nos plásticos (covalentes/Van der Walls) lhes


conferem maior resistência à corrosão por oxigênio ou produtos químicos do que no caso
dos metais (ligação metálica).

Isso, contudo, não quer dizer que os plásticos sejam completamente invulneráveis
ao problema. Ex: um CD não pode ser limpo com terebintina, que danificaria a sua
superfície.

De maneira geral, os polímeros são atacados por solventes orgânicos que


apresentam estrutura similar a eles. Ou seja: similares diluem similares.

Porosidade

O espaço entre as macromoléculas do polímero é relativamente grande. Isso confere


baixa densidade ao polímero, o que é uma vantagem em certos aspectos. Esse largo
espaçamento entre moléculas faz com que a difusão de gases através dos plásticos seja alta.
Em outras palavras: esses materiais apresentam alta permeabilidade a gases, que varia
conforme o tipo de plástico. A principal consequência deste fato é a limitação dos
plásticos como material de embalagem, que fica patente no prazo de validade mais curto de
bebidas acondicionadas em garrafas de PET. Por exemplo, o caso da cerveja é o mais
crítico. Essa permeabilidade, contudo, pode ser muito interessante, como no caso de
membranas poliméricas para remoção de sal da água do mar.

Alta flexibilidade, variável ao longo de faixa bastante ampla, conforme o tipo de


polímero e os aditivos usados na sua formulação;

Alta resistência ao impacto. Tal propriedade, associada à transparência, permite


substituição do vidro em várias aplicações. Quais seriam? lentes de óculos (em acrílico ou
policarbonato), faróis de automóveis (policarbonato), janelas de trens de subúrbio,
constantemente quebradas por vândalos (policarbonato); contudo, a resistência à abrasão e
a solventes não é tão boa quanto à do vidro. Lentes de acrílico riscam facilmente e são
facilmente danificadas se entrarem em contato com solventes como, por exemplo, acetona!
Baixas Temperaturas de Processamento - Conformação de peças requer
aquecimento entre Tamb e 250oC. Alguns plásticos especiais requerem até 400oC. Disso
decorre baixo consumo de energia para conformação e requer equipamentos mais simples e
não tão caros quanto para metais ou cerâmica.

Ajuste Fino de Propriedades através de Aditivação - Cargas inorgânicas minerais


inertes (ex. CaCO3) permitem reduzir custo da peça sem afetar propriedades. Exemplo:
piso de vinil/cadeiras de jardim (PP), que contém até 60% de cargas. Uso de fibras (vidro,
carbono, boro) ou algumas cargas minerais (talco, mica, caolim) aumentam a resistência
mecânica; As cargas fibrosas podem assumir forma de fibras curtas ou longas, redes,
tecidos. Negro de fumo em pneus (borracha) e filmes para agricultura (PE) aumenta
resistência mecânica e a resistência ao ataque por ozônio e raios UV. Aditivos conhecidos
como plastificantes podem alterar completamente as características de plásticos como o
PVC e borrachas, tornando-os mais flexíveis e tenazes. A fabricação de espumas é feita
através da adição de agentes expansores, que se transformam em gás no momento da
transformação do polímero, quando ele se encontra no estado fundido.

1.7 Reciclabilidade

Alguns polímeros, como termorrígidos e borrachas, não podem ser reciclados de


forma direta: não há como refundí-los ou depolimerizá-los. A reciclagem de polímeros
termoplásticos, apesar de tecnicamente possível, muitas vezes não é economicamente
viável devido ao seu baixo preço e baixa densidade. Compare com o caso do alumínio...
Somente plásticos consumidos em massa (PE, PET,...) apresentam bom potencial
econômico para reciclagem.

Problema adicional: o plástico reciclado é encarado como material de segunda


classe, ao contrário do que ocorre com aço ou mesmo o alumínio.

Nos casos em que a reciclagem do polímero não for possível, sempre é possível
queimá-lo, transformando-o em energia, em incineradores ou alto-fornos. Esta última
saída é mais favorável, pois o carbono do polímero seria usado na redução do minério.

Contudo, plásticos que contém halogênios (PVC e PTFE, por exemplo) geram
gases tóxicos durante a queima. Solução: identificação desse material, que deve ser
encaminhado para dehalogenação antes da queima.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRUICE, P. Y. Química Orgânica.vol.2, 4.ed - São Paulo: Pearson Prentice Hall,


2006.

CALLISTER Jr, William D. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução.


8ªedição. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

CANEVAROLO JR, Sebastião V. Ciência dos Polímeros: um texto básico para


tecnólogos e engenheiros, 2ª Edição – São Paulo, 2006.

Materiais Cerâmicos e Poliméricos. Disponível em: <


http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA5_wAK/materiais-ceramicos-polimericos>.
Acesso em 28 de outubro de 2017.

Polímeros fundamentos científicos e tecnológicos. Disponível em:


<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA2jMAA/apostila-introducao-a-polimeros>.
Acesso em 29 de outubro de 2017.

Polímeros Inorgânicos. Disponível em:


<http://www2.iq.usp.br/docente/amdcferr/disciplinas/QFL2129/Aula_12_-
Polimeros_Inorganicos.pdf>. Acesso em: 31 de outubro de 2017.

VAN VLACK, L.H. Princípios de Ciência e Tecnologia de Materiais, 4ªEdição,


Campus, Rio de Janeiro, 1984.