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Identifique a diferença entre sentimentos emoções

A forma como um indivíduo se sente, determina como ele irá agir. Conhecer os
seus sentimentos e entender como eles geram as emoções que sente é um
dos principais caminhos do autoconhecimento. Entretanto, é importante
entender a diferença entre sentimento a emoção, para que você consiga
compreender a origem deles e tenha maior controle sobre a sua vida,
desenvolvendo a chamada inteligência emocional.
Outro benefício que o autoconhecimento traz é a possibilidade de
conseguirmos entender melhor outras pessoas. Então, ao invés de se chatear
com alguém porque fez algo que não gostou; o ser humano que conhece e
diferencia emoções e sentimentos conseguirá ter uma visão diferente e mais
positiva. Isso proporcionará uma melhora nos relacionamentos pessoais de
todos os tipos, desde os mais próximos até os profissionais.

Diferença Entre Sentimento e Emoção


É bastante comum vermos o uso das palavras sentimento e emoção como
sinônimos, entretanto, no âmbito da psicologia, elas são consideradas
diferentes, apesar de terem uma forte relação. Digo isso, porque são as
emoções que geram os sentimentos e, eles, por sua vez, podem despertar
outros tipos de emoções. Veja, a seguir, o conceito de cada um para entender
melhor a diferença.

Emoções: ocorridas nas regiões subcorticais do cérebro, as emoções são


capazes de criar diversas reações no corpo, através da liberação de
hormônios, alterando o estado no qual o indivíduo se encontra. Basicamente,
são reações instantâneas que se tem perante os acontecimentos da vida. Veja
como elas ocorrem:

 São desencadeadas por fatos.


 Acontecem acompanhadas de reações orgânicas do corpo (suor ou choro,
por exemplo).
 São direcionadas para o exterior e têm relação com a comunicação, pois
expressam algo.
 Muitas vezes são intensas e de duração curta.
 É possível definir o que desencadeou a emoção.
Exemplos de Emoções:

 Primárias (Inatas): medo, tristeza e alegria.


 Secundárias (Sociais): culpa, ciúme e vergonha.
 Emoções de Fundo: bem-estar, calma e mal-estar.

Sentimentos: encontrados nas regiões neocorticais do cérebro, os


sentimentos são formados através de reações geradas de forma consciente
pelas emoções. Eles são influenciados, principalmente, pelo histórico de cada
indivíduo, o que inclui, suas crenças e experiências vividas. Por isso, cada
pessoa tem uma reação diferente perante emoções e, enquanto alguns perdem
a calma facilmente, outros conseguem manter a tranquilidade, mesmo perante
situações consideradas graves.
 São resultados das experiências emocionais dos indivíduos.

 Acontecem no íntimo de cada pessoa e não podem ser percebidos pelo


mundo externo.

 São menos intensos que as emoções, mas possuem uma duração mais
longa, podendo perdurar por toda a vida.

 Não têm uma causa imediata que pode ser definida.

Um bom exemplo para entender a diferença entre emoções e sentimentos é


em relação à medo e pânico. A sensação que se tem ao encarar um animal
feroz de forma repentina é pânico, pois dura por alguns instantes gera reações
no corpo, por isso, é uma emoção. Já o que se sente ao pensar no mesmo
bicho é medo, ou seja, um sentimento que se tem em relação a ele.

Com base nos dois conceitos, é possível identificar as principais diferenças. A


primeira delas é que as emoções dificilmente conseguem ser escondidas, pois
costumam ser visíveis no corpo de uma pessoa quando ela está sentindo raiva,
medo, tristeza ou alegria, por exemplo. Além disso, são sensações que têm
uma duração mais curta. Quando se trata de sentimentos, eles acontecem na
mente, então podem passar despercebidos por outras pessoas e durar muito
mais tempo, como é o caso do amor.

O Surgimento dos Sentimentos e Emoções


Pesquisas científicas já comprovaram que os sentimentos e emoções do ser
humano começam a existir ainda no útero da mãe. Então, tudo aquilo que é
sentido ao redor daquele bebê que está se desenvolvendo é absorvido por
ele. Medo, insegurança, alegria, raiva, rejeição, são exemplos de sensações
que o indivíduo pode sentir desde o início de sua existência e que serão
determinantes na formação de sua personalidade.
Na primeira fase da vida, que vai do útero até por volta de sete anos de idade,
uma pessoa irá registrar as emoções vividas, interpretá-las subjetivamente, de
acordo com suas experiências, e, então, criar padrões de sentimentos e
comportamentos. Um indivíduo que, durante este período, foi encorajado pelos
pais sobre suas qualidades, tem grandes chances de se tornar um adulto mais
seguro e consciente de seus talentos.

Por outro lado, aqueles que criaram seus padrões de comportamento com base
em sentimentos de repressão e rejeição, por exemplo, podem se tornar
inseguros e ter problemas de autoestima. A boa notícia é que é possível
ressignificar esses sentimentos e encontrar mesmo nestas experiências
negativas aspectos que levem ao crescimento, o que se torna possível através
do autoconhecimento.

A Importância de Diferenciar Sentimento e Emoção

O autoconhecimento facilita a relação que um indivíduo tem com os seus


sentimentos e emoções. Quando se entende a razão de sentir angústia, medo
ou insegurança, por exemplo, é possível racionalizar essas emoções e impedir
que elas se transformem em crenças limitantes, aquelas que te impedem de se
desenvolver, seja como pessoa ou profissional e que sabotam sua vida.

A palavra emoção tem um significado, no mínimo, curioso, que é impulso ou


movimento. Isso porque as emoções levam um indivíduo a agir, são as reações
que se tem perante determinados estímulos. Ao sentir dor, geralmente a
reação mais comum é de encontrar uma forma de fazer com que essa
sensação pare de acontecer. Quando o ser humano identifica algo como
positivo, as emoções sentidas seguem a mesma linha. E, quando a percepção
é negativa, as emoções também serão.

Os sentimentos, por sua vez, são mais conscientes e gerados a partir da forma
com a qual cada indivíduo processa as emoções que sente. Essa diferenciação
é muito importante para ter um maior entendimento sobre o que se sente e
canalizar as sensações de forma positiva e consciente. O que se sente não é
uma questão de destino, é possível aprimorar sentimentos e emoções para
desenvolver novas formas de pensamento, hábitos e comportamentos, ou seja,
escolher o que você vai cultivar dentro de si.

Sabendo de tudo isso, numa escala de 0 a 10, o quanto você acredita que
conhece a origem de seus sentimentos e emoções? Refletir sobre o que sente
é um hábito que pode ser conquistado pouco a pouco, que é capaz de trazer
inúmeros benefícios para todos os âmbitos e resultados extraordinários para
sua vida.

Estimulando o desenvolvimento
neurológico do lactente
O papel das emoções
Neurofisiologicamente, podemos definir a emoção como um circuito neuronial
associativo primitivo, não-verbal, eliciado por estímulos
específicos, retroalimentado , inato e de caráter comportamental.

As emoções são universais, pois se encontram em todas as raças e povos,


independentemente do padrão cultural. Muitas das emoções tipicamente
humanas são encontradas também em determinados animais, que propiciam
modelos de estudo bastante esclarecedores para os cientistas do
comportamento. Os circuitos emocionais são geneticamente programados e
tipicamente relacionados com áreas cerebrais e neurotransmissores
específicos. Mesmo estruturados em fases precoces da vida intra-uterina,
podem ser modificados, elaborados e controlados na vida pós-natal, seja por
interferência de processos verbais ou não-verbais.

A maioria das emoções é direcionadas entre quatro núcleos primitivos:


medo, raiva, prazer e desprazer (todos neurocircuitos relacionados a
determinadas estruturas cerebrais e neurotransmissores específicos). Estas
quatro sensações são encontradas no ser humano desde o nascimento e são
essenciais para a sobrevivência animal. Com a elaboração da arquitetura
cerebral, estes sentimentos se desdobram e ramificam, mas, por mais
sofisticados que sejam, guardam sempre relação com sua origem primitiva.

Desprazer

As necessidades fisiológicas geram sensações físicas, como a fome, o sono,


a sede, o calor, o frio, a dor, que culminam em um denominador final comum
que podemos chamar de desconforto primário. O desconforto primário está
ligado a circuitos de desprazer que estimulam outros circuitos emocionais,
como a ansiedade, a angústia, a depressão, a tristeza e a insegurança O
recém-nascido não tem necessidade de distingüir estas sensações (que, aliás,
mesmo na fase adulta, às vezes se confundem em determinadas situações),
uma vez que a resposta comum a todas elas é a mesma (o choro). É um
instinto neuroprogramado básico, essencial para a sobrevivência (quem não
chora não mama) que acompanha o ser humano por toda a sua existência, por
vezes determinando comportamentos e atitudes completamente irracionais, por
assim dizer, mas preponderantes.

Prazer

A resultante comportamental do desconforto primário é o choro, que é


compensado pela mãe com carinho, palavras, embalo, leite, contato fisico,
calor humano e companhia. A resolução da situação que gerou o desconforto
primário direciona o comportamento para as áreas cerebrais do prazer,
estimulando circuitos emocionais como saciedade, conforto, segurança,
confiança, paz e alegria (felicidade). Estas sensações não precisam, em um
momento inicial, ser distinguidas, mas simplesmente interpretadas
conjuntamente, como o que podemos chamar de deleite primário. A
neuroquímica do prazer vem sendo estudada intensivamente há alguns anos e
vários neurotransmissores e hormônios estão sendo relacionados a esta
sensação, entre eles as endorfinas, a feniletilamina (PEA), a dopamina,
a norepinefrina e a oxitocina. Nesta fase da vida, a função neurobiológica do
prazer é essencialmente reforçar atitudes ou, em outras palavras, estimular o
aprendizado de determinados comportamentos interessantes para a
sobrevivência do indivíduo.

Medo

O medo é uma das emoções animais mais primitivas, simples e essenciais


para a sobrevivência. Também é uma das que eliciam respostas
comportamentais mais rápidas e menos elaboradas. Exaustivamente estudado
em modelos animais, o circuito neuronial do medo é bem conhecido e
interpretado.

O núcleo anatômico básico desta emoção reside em uma pequena estrutura


cerebral denominada amígdala cerebral. A amígdala cerebral é uma estrutura
primitiva que comanda quase independentemente as reações animais
instintivas de fuga. Determinados estímulos sensoriais pré-determinados
podem ser enviados à amigdala cerebral, mesmo sem serem interpretados
pelas áreas de inteligência verbal (córtex cerebral). A amígdala, ao receber
estes estímulos, desencadeia o circuito do medo, resultando na reação
comportamental de fuga. É uma atividade totalmente irracional, uma vez que
não passa pela avaliação das estruturas cerebrais mais elaboradas.

Raiva

A origem da raiva reside nas reações de defesa da prole. É um instinto que


garante a reprodução da espécie, sendo mais rápido e poderoso mesmo que
as reações de medo, que são geralmente completamente abafadas pela raiva.
Este circuito faz com que o animal que reagia à agressão com a fuga, volte-se
para atacar seu agressor, principalmente se sua prole estiver ameaçada.

Todo comportamento humano, por mais elaborado que seja, é basicamente


motivado por medo, por raiva, pela fuga do desconforto ou pela procura do
prazer. Conhecendo esta origem não-verbal tão primitiva, fica fácil perceber o
porquê da complexidade das atitudes humanas.

Durante o processo evolutivo, o ser humano vai progressivamente


adquirindo a capacidade de distinguir, classificar e controlar as diferentes
sensações e emoções, tanto as suas próprias, quanto as das pessoas com as
quais convive. É o que se convencionou chamar de inteligência emocional.

As emoções são fundamentais para a sobrevivência animal. Fugir, atacar,


reproduzir e defender são comportamentos motivados por circuitos emocionais.

À medida que a sociedade humana consegue conhecer e controlar as


emoções alcança, paralelamente, padrão relacional mais complexo e, por
assim dizer, civilizado. Regras sociais de comportamento envolvem, como
princípio básico, o controle emocional.

Auxiliar a criança a reconhecer e comandar suas emoções primitivas é passo


fundamental na educação do ser humano.

Sentimentos e Emoções: é possível controlar?

Sabemos da existência dos nossos sentimentos e lidamos com eles dia após
dia. Mas, muitos acreditam que estes sentimentos são seres abstratos e sem
forma, guardados em algum lugar na cabeça ou talvez no coração. Esse ser
disforme que a gente não sabe direito onde está, muitas vezes foge ao
controle, como se escapasse da sua jaula interna.

Nesses casos, vemos por aí que precisamos aprender a controla-los.


Facilmente podemos encontrar dicas de como domar essas “ferinhas internas”.
Mas, de alguma maneira ainda não conseguimos fazer isso. Para isso é
preciso entender melhor quem são esses “seres internos” e como eles
influenciam nossos comportamentos e ações.

O que são sentimentos?

Segundo apresenta Guilhardi (2002)[1], os sentimentos, não são seres mentais


e abstratos. Eles estão aí, concretamente e se manifestam em nosso
organismo. Por exemplo, uma pessoa que está ansiosa, apresenta alterações
no ritmo dos batimentos cardíacos. Assim como, uma pessoa alegre pode
apresentar as mesmas alterações.

Além disso, muitos se confundem ao pensar que os sentimentos são


causadores de nossas ações. Segundo aponta o autor, não é correto dizer que
uma pessoa bateu na outra porque estava com raiva. A raiva é toda uma
interação e não apenas aquele momento isolado. Portanto, para entender tal
ação, seria necessário avaliar atentamente quais foram os eventos
antecedentes (que eu chamaria de contexto amplo) que produziram os
comportamentos e os sentimentos.

Emoções versus Sentimentos

A emoção, segundo apresenta Damasio (2004)[2], não é atribuída apenas aos


humanos. Mas, em nosso caso, podemos não só ter prazer sexual ou medo
(emoções que animais também possuem), mas também, termos compaixão
com o sofrimento de outras pessoas, ficarmos encantados com um sorriso ou
tantas outras emoções que são trazidas pelo que o autor chama de
refinamento da emoção humana. O conceito de emoção e sentimento é bem
próximo, mas possui uma distinção que na prática facilita bastante a sua
identificação. Segundo Damasio (2004), o impacto das emoções está
diretamente ligado aos sentimentos envolvidos. Portanto, os sentimentos,
seriam privados e voltados para dentro, já as emoções são públicas e
voltadas para fora.

Ainda, é necessário entender que nem sempre temos consciência de nossos


sentimentos. Assim como discute o autor, um organismo pode representar
padrões neurais e mentais que denominamos de sentimentos sem jamais
saber que ele existe. Na verdade, existem muitos indícios de que não temos
consciência de todos os sentimentos. O autor apresenta um exemplo prático
que facilita bastante a compreensão: se em determinada situação de repente
nos sentimos ansiosos, inquietos, satisfeitos ou descontraídos, o sentimento
que acabamos de tomar conhecimento, não apareceu neste momento, mas
algum tempo antes. Logo, quando uma emoção aparece, o sentimento por
ela desencadeado, já estava ali, mesmo que ainda não houvesse se
manifestado.

Inteligência Emocional – Como controlar minhas emoções?

O conceito de Inteligência Emocional tem sido utilizado como uma habilidade.


Segundo apresenta Woyciekosk (2009)[3], tal inteligência envolve a
capacidade de perceber, avaliar, gerar, compreender e conhecer emoções.
Dessa forma, se torna possível controlar emoções a fim de crescer
emocionalmente e intelectualmente. No entanto, para conseguir controlar as
emoções para um determinado fim, é necessário possuir habilidades
anteriores, como se fossem pré-requisitos.

Segundo apresenta o autor, o “requisito” mais básico, seria o da percepção


emocional. Tal percepção diz respeito à aptidão de reconhecer distintas
emoções em si e saber expressa-las em situações sociais. Ainda, a partir da
ideia de que as emoções podem ser facilitadoras do pensamento, o autor
aponta que, existe uma capacidade do pensamento gerar emoções, assim
como as emoções podem influenciar um processo cognitivo. Logo, os passos a
serem seguidos se tornam mais fáceis de compreender: pessoas que são
habilidosas com suas emoções tendem a usar emoções positivas para
desenvolver criatividade e processar uma informação de forma integrada.
Pensar dessa maneira, como discute Woyciekosk (2009), faz com que seja
necessário menos esforço no processamento de informações e na resolução
de problemas de ordem emocional.

Como posso tentar?

Conforme discutido acima as emoções e sentimentos estão conosco e é


possível controla-los. Não digo que será fácil, mas certamente não é
impossível. Para tal, será necessário prática, paciência e acima de tudo
autoconhecimento. Este é o primeiro passo: conhecer-se. Se alguma
situação te faz “perder o controle”, pense em qual sentimento está envolvido
nesta situação. Mas, o caminho como vimos acima, não é justificar suas ações
com tais sentimentos.

Os sentimentos são internos e precisamos entendê-los para melhor lidar com


eles. Provavelmente, você precisará de ajuda para identifica-los e aprender a
viver com eles e a psicoterapia poderá te ajudar com isso. Mas, as ações
provocadas pelas emoções são atos voluntários. Em algum momento, você
decide se grita, bate, foge, conversa, sorri, abraça, respira, etc. As suas
emoções não podem controlar isso e essa decisão será sua. Você é dono de
suas emoções e sentimentos e não o contrário.

Se posso te dar uma dica é: não se justifique. As justificativas servem


apenas para dizer a nós mesmos que está tudo bem agir daquela forma.
Portanto, se responsabilize pelas reações que você tem tido nas situações do
cotidiano e aprenda com suas emoções. Não pense que “no calor do momento”
não é possível agir diferente. Se o momento está quente, espere esfriar. Se
você está com raiva, inseguro ou ansioso, pense, racionalmente sobre o
assunto. Pare um pouco, espere as reações físicas passarem, porque elas vão
passar. Exercite suas emoções, pratique e veja a situação sobre outro ângulo.
Isso não quer dizer que você nunca mais irá sentir raiva ou que não deveria
sentir. Mas, apenas que você terá mais controle sobre si e poderá decidir qual
a melhor reação a se tomar em uma determinada situação.
Emoções: são 6 ou 4? Vamos compreender o porquê
delas!

De acordo com a psicologia, as emoções são muitas vezes definidas


como estados complexos de sentimentos que resultam em mudanças físicas
e psicológicas, as quais influenciam o pensamento e comportamento.
Chamadas de Big Six, ou seja, as grandes 6, são a alegria, a tristeza, o
medo, a surpresa, a raiva e o nojo. Não podemos confundi-las com
sentimentos, os quais ultrapassam a casa dos 300. Abordarei este tema em
outro post, prometo!
Porém, em 2014, o Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de
Glasgow, na Escócia, apresentou um estudo reduzindo as grandes emoções
em 4: felicidade, tristeza, medo e surpresa e raiva e nojo. Esses últimos
foram agrupados e o motivo é simples. Raiva e nojo para os cientistas ficaram
em um único grupo das emoções porque as expressões faciais diante deles era
única. O mesmo ocorreu com medo e surpresa: a mesma expressão facial.
As emoções exercem uma força incrivelmente poderosa sobre o
comportamento humano. Fortes emoções impulsionam o ser humano a fazer
coisas incríveis que normalmente não faria ou podem ajudar, de forma incrível,
a evitar determinadas situações. Segundo o autor David G. Meyers, a emoção
humana envolve “… excitação fisiológica, comportamentos expressivos e
experiência consciente”.

As principais teorias agrupam as emoções em 3 categorias principais:

1. Psicológica: as respostas no corpo são de responsabilidade das emoções


2. Neurológica: as atividades cerebrais levam a respostas emocionais
3. Cognitiva: os pensamentos e outras atividades mentais desempenham um
papel essencial na formação da emoção

A evolucionária teoria darwinista

Considerada revolucionária, a teoria do naturalista Charles Darwin, segundo o


livro The Expression of the Emotions in Man and Animals, de 1.872, as
emoções evoluem. Isso porque eram adaptativas e permitiam que os seres
humanos e os animais sobrevivessem e se reproduzissem. Sentimentos de
amor e afeto levam as pessoas a buscar companheiros e a se reproduzir. E
sua teoria de “luta ou fuga” em relação ao medo, ainda prevalece. De acordo
com a teoria evolucionária da emoção, as emoções existem porque servem a
um papel adaptativo. Emoções motivam as pessoas a responderem
rapidamente aos estímulos no ambiente, o que ajuda a melhorar as chances de
sucesso e sobrevivência.
Para Darwim, tanto os homens quanto os outros animais expressavam
emoções por meio de comportamentos similares. Até hoje muitos psicólogos
concordam que certas emoções são universais para todos os seres humanos,
independentemente da cultura, da raça e do país, que são as do Big
Six: alegria, raiva, medo, surpresa, nojo e tristeza.

Teoria da Emoção de James-Lange

Em 1884, o psicólogo William James propôs que “nós ficamos tristes porque
choramos, zangados porque agredimos, com medo porque trememos; não
choramos, agredimos ou trememos porque estamos tristes, zangados ou com
medo”. Ou seja, ele foi na contramão de que a emoção leva a uma mudança
física. Na sua teoria, o reconhecimento dos sintomas pelo cérebro é que faz
com que gere essas emoções. Para ele, as sensações físicas são a emoção.
Independente de James, outro psicólogo, o dinamarquês Carl Lange tinha a
mesma proposta, por isso, passou a ser conhecida como a Teoria da Emoção
de James-Lange.

Teoria de Cannon-Bard

Em 1927, o neurofisiologista Walter Cannon refutou a teoria James-Lange.


Para ele, ao contrário, o estímulo ameaçador conduz primeiro à emoção do
medo, por exemplo, e para causar uma reação no corpo, observou que do
cérebro à reação física levava de 1 a 2 segundos. Poucos anos mais
tarde, Cannon junto com Philip Bard, propuseram que a mente e o corpo
operam independentemente quando experienciamos emoções. De acordo com
a teoria de Cannon-Bard, a informação de um estímulo produtor de emoção é
processada em estruturas subcorticais, provocando a experiência de duas
coisas separadas aproximadamente ao mesmo tempo: uma emoção e uma
reação física. Segundo os dois, sentimos emoções e experimentamos reações
fisiológicas como sudorese, tremor e tensão muscular simultaneamente. Para
os dois, quando o tálamo envia uma mensagem ao cérebro em resposta a um
estímulo produtor de emoção, resulta em uma reação fisiológica. Ao mesmo
tempo, o cérebro também recebe sinais que desencadeiam a experiência
emocional. Na teoria de Cannon-Bard, duas coisas separadas ocorrem
quase que ao mesmo tempo: a emoção e a reação física.

Teoria de Schachter-Singer

É também conhecida como Teoria Bifatorial da emoção. É um exemplo de


teoria cognitiva. Ela sugere que primeiro surgem a excitação fisiológica e, em
seguida, o indivíduo identifica a razão por trás dos sintomas. Só depois a define
como uma emoção. Um exemplo é quando a pessoa está sendo perseguida
por um urso. Ela pode sentir taquicardia para a emoção do medo.

Em resumo, a teoria propõe que as emoções produzem estados internos de


excitação e o ser humano procura no mundo externo a explicação para
isso.

Teoria da Avaliação Cognitiva

Richard Lazarus foi um pioneiro nesta área de emoção. Esta teoria é muitas
vezes referida como a teoria de Lazarus da emoção. Baseado na avaliação
cognitiva, nós decidimos se a situação é positiva, negativa ou neutra. Uma
avaliação positiva ou negativa dispara a excitação fisiológica e o sentimento de
uma emoção. A teoria que tem maior expressividade, usada pela terapia
cognitivo-comportamental. Basta saber se tenho emoções positivas ou
negativas.

Nessa teoria, a sequência de eventos envolve primeiro um estímulo, seguido


de pensamento, que então leva à experiência simultânea de uma resposta
fisiológica e da emoção. Por exemplo, se encontrar um urso na floresta, a
pessoa pode imediatamente começar a pensar que você está em grande
perigo. Isto a conduz à experiência emocional do medo e às reações físicas
associadas com luta ou fuga.
O modelo Lazarus é baseado no modelo que estabelece mudança nas
crenças.

Teoria do Feedback Facial


Esta teoria sugere que as expressões faciais estão conectadas para
experimentar emoções. Charles Darwin e William James observaram desde
cedo que, às vezes, as respostas fisiológicas muitas vezes tinham um impacto
direto sobre a emoção, ao invés de simplesmente ser uma consequência da
emoção. Os defensores desta teoria sugerem que as emoções estão
diretamente ligadas à mudanças nos músculos faciais. Por exemplo, as
pessoas que são forçadas a sorrir agradavelmente em uma função social
desfrutarão de um tempo melhor no evento do que se tivessem franzido a testa
ou com uma expressão facial mais neutra.

Emoções servem para que, afinal?

Estudar nossas emoções é muito importante para a nossa sobrevivência e


para traçarmos o nosso destino. Elas são indicadores para tomarmos desde
uma decisão pequena a uma grande. Elas podem ser efêmeras, como quando
ficamos tristes com a atitude de um colega, como podem durar muito tempo
como no caso de um luto.
Também nos impulsionam a tomar decisões. Desde uma simples, como
escolher a roupa do dia como decidir para qual curso vai tentar o vestibular.
Podemos, também, escolher se queremos ter um bom dia ou um péssimo dia.
Se prefere companhia de amigos entediados ou de bom astral.
Na linguagem diária, as pessoas costumam usar os termos “emoções” e
“humores” de forma intercambiável, mas os psicólogos realmente fazem
distinções entre os dois. Como eles se diferem? Uma emoção é normalmente
de curta duração, mas intensa. As emoções também são susceptíveis de ter
uma causa definitiva e identificável. Por exemplo, depois de discordar com um
amigo sobre a política, você pode se sentir irritado por um curto período de
tempo.
Um estado de espírito ou humor, por outro lado, é geralmente muito mais
suave do que uma emoção, mas mais duradouro. Em muitos casos, pode ser
difícil identificar a causa específica de um humor. Por exemplo, você pode se
sentir triste por vários dias sem qualquer razão claramente identificável.

No próximo post vou apresentar os sentimentos.


Isso porque tenho um objetivo surpresa. Para compreender o material que
estou preparando é preciso saber distinguir bem o que são as emoções, como
elas agem e também os sentimentos. Por isso, esses posts com ar didático.
Valerá a pena ler para poder compreender algo maravilhoso que estou
preparando.

Enquanto isso, se ainda não assistiu ou quiser ver de novo, recomendo


Divertida Mente para compreender o universo das emoções:

Emoção

Segundo um blog escrito por Mário Prata, o sentimento é a linguagem


que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
E segundo a definição do buscador Google, o sentimento é um
conjunto de sensações físicas e emoções.

Mas, o que é sentimento para você?


Os sentimentos são informações que todos seres biológicos são
capazes de sentir nas diferentes situações que vivenciam, todo ser é
dotado de sentimentos e eles são diferentes entre si.
A parte do cérebro que processa os sentimentos e emoções é o sistema
límbico. Sendo alvo do estudo da medicina, biologia, filosofia e
psicologia.

Alguns exemplos dos sentimentos:


O amor – amar (pode-se amar ou não, a si mesmo, ou outro
indivíduo);
O medo – Uma informação de que existe riscos, ameaças ou perigo
direto para o próprio ou para algum de seu interesse.

Segundo um professor de Harvard, Abraham Maslow, todos os seres


humanos nascem com um senso de valores pessoais positivos e
negativos, sendo atraídos por tais valores.

Os positivos são: honestidade, justiça, verdade, beleza, vigor, poder,


ordem, inteligência e o humor.
Os negativos são: morbidez, feiúra, falsidade, caos, engano, fraqueza e
etc.
Maslow declara que valores pessoais positivos são definidos somente
em termos de outros valores positivos, ou seja, não se pode maximizar
qualquer virtude e deixar que ela contenha valores pessoas negativos
sem que estas repulsam (aconteça a repulsão).

O termo sentimento é muito usado para designar uma disposição


mental ou algum propósito de uma pessoa para outra. Sendo assim, os
sentimentos seriam ações decorrentes de uma decisão, além das
sensações físicas que são sentidas como consequência de amar, por
exemplo. Moção

Identifique a Diferença Entre


Sentimento e Emoção

Identifique a Diferença Entre


Sentimento e Emoção

Identifique a Diferença Entre


Sentimento e Emoção