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Vasco Prado, uma vida de transformação.

Artista do século XX temos a forte presença de Vasco Prado Gomes da Silva


(1914 – 1998). Nascido em Uruguiana, Rio Grande do Sul, foi gravador, escultor,
pintor, desenhista e professor. Sua pesquisa autodidata se deu ainda na infância,
teve forte influência de Auguste Rodin em suas obras inicias. Por meio de Bolsas de
Estudo do Governo, em viés a Aliança Francesa obteve a condição de ser orientado
por Fernand Léger e Etiéne Hadju, frequentando o ateliê de gravura da École
Nationale Supérieure des Beaux-Arts (1947-1948).
Foi professor do Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 1966
e da Universidade de Caxias do Sul. Entre 1968 e 1969 foi convidado pelo governo
de vários países europeus: Alemanha, Polônia, Espanha e Portugal para realizar
estágios e exposições. Ganhou o concurso para o Monumento a Villa-Lobos.
A obra “Dormideira” tem em sua construção a terracota (argila cozida no
forno), essa técnica é utilizada desde o período Paleolítico Superior. No Brasil
durante o período colonial as imagens sacras eram jogadas ao mar ou enterradas
quando quebradas.

Marcelo Porto da Costa

Releitura da Obra Dormideira, Vasco Prado

Partindo da ideia onde vemos uma mulher em posição de


descanso, mas que mantêm seus traços de força (pés, pernas, costas e
braços), e a cor laranja, proveniente da terracota, minha releitura traz
trechos composicionais de Luciano Berio, que no séc. XX trouxe a
presença de uma gama de sonoridades conhecidas como técnica
estendida, o marco aqui e o centro vermelho, que oferece aos olhos dos
críticos o amor do artista em relação a música, como a terracota foi para
Vasco Prado.