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Engenharia da Qualidade I

Aula 05

Ferramentas da Qualidade

Prof. Bibiana Porto da Silva


Créditos: Prof. Rogério Royer
FERRAMENTAS ESTATÍSTICAS
e de COLETA DE DADOS
PARA A QUALIDADE
3 – Ferramentas estatísticas de coleta de dados
para a qualidade
3.1 – Estratificação
3.2 – Coletando e registrando dados
Folhas de Verificação
3.3 - Análise de Pareto
3.4 - Causa e Efeito
3.5 - Distribuições e Histogramas
3.6 - Diagramas de Dispersão
3.7 - Gráficos de controle
Estratificação
O que é?

 Estratificar é agrupar elementos com as mesmas


características, ou seja, itens iguais ou muito
semelhantes, tendo causas e soluções comuns.

 O objetivo é encontrar padrões que auxiliem na


compreensão dos mecanismos causais e
variações de um processo.
Estratificação
O que é?

 Para dados contínuos a estratificação seria a


criação de classes de freqüência.
 Para dados discretos a estratificação seria a
definição de variáveis ou parâmetros que filtrem
os dados.
 Exemplos
 Data/Hora
 Lote
 Turno
 Operador
Estratificação
Para que se usa?

 Dividir um grupo heterogêneo em subgrupos


homogêneos internamente (estratos) e
heterogêneos entre eles.

 Permitir melhor entendimento do problema.


Estratificação
Tipos de Estratificação

 Tempo: Os resultados relacionados com o


problema são diferentes nos períodos da manhã,
tarde e/ou noite?

 Local: Os resultados são diferentes nas linhas de


produção?

 Indivíduo: Os resultados são diferentes


dependendo do operador do processo?
Estratificação

Problema na refrigeração do armazém


Externos Internos 1a. Estratificação

Problema na tubulação Funcionamento do motor


Temperatura externa Vedação das portas

2a. Estratificação
Defeito
 O que causa produtos / serviços defeituosos?
 Como são fabricados itens defeituosos?
 O que deveria ser feito para diminuir sua
ocorrência?
 Acreditar que possam ser reduzidos

 Podemos nos livrar dos defeitos desde que


essas causas sejam descobertas e
eliminadas
Defeito
 O que causa produtos / serviços
defeituosos?

Variação

 Materiais, condição dos equipamentos, método


de trabalho, e na inspeção

Conformes / Não-conformes
Evolução do Conceito
Defeito X Qualidade
a) Defeito = Desvio

b) Defeito = ação que não agrega valor ao


produto

c) Defeito = ação que não produz impacto sobre a


melhoria do processo
Evolução do Conceito
Defeito X Qualidade
Evolução do conceito de qualidade

1. Ausência de defeitos no produto


2. Ausência de defeitos no processo
3. Ajuste do produto ao uso pelo atendimento
às expectativas mínimas do consumidor
Diagnóstico do Processo
 Diagnóstico do processo
 Princípio da variação
 Princípio de Pareto
 Causas vitais
 Poucas que provocam grandes impactos
 Causas triviais
 Muitas que provocam pequenos
impactos
 Devemos realizar um diagnóstico correto para
ver quais são as verdadeiras causas
Diagnóstico
 Como realizar um diagnóstico correto?
 Intuição
 Experiência
 Análises estatísticas com base em dados
 Pesquisa experimental

•O fato de se conhecer os métodos estatísticos não leva


imediatamente à capacidade de aplicá-los.
•A habilidade em tratar problemas com base no ponto de
vista estatístico é mais importante que os próprios
métodos.
•Assim o que importa não é apenas o conhecimento dos
métodos estatísticos em si, mas a atitude do indivíduo no
sentido de querer aplicá-los
Coletando Dados
 Tenha objetivos bem definidos.
Os objetivos da coleta de dados são:
1. Controle e acompanhamento do processo de
produção ( produto / serviço)
2. Análise de não-conformidade, e
3. Inspeção

 Qual é seu propósito?


 As medições são confiáveis?
 Como registrar estes dados?
Registrando Dados
Folha de Verificação
 Facilitar a coleta de dados;
 Organizar os dados simultaneamente à
coleta

1. Folha de verificação para a distribuição do


processo de produção
2. Folha de verificação para item defeituoso
3. Folha de verificação para localização de defeitos
4. Folha de verificação de causa de defeito
Folha de Verificação
O que é?
 Uma planilha ou formulário para o registro de
dados no qual os itens a serem verificados já
estão impressos ou definidos, de modo que os
dados possam ser coletados de forma fácil e
concisa.

 É o ponto de partida de todo procedimento de


transformação de opiniões em fatos e dados.
Folha de Verificação
Para que se usa?
 Para facilitar e organizar o processo de coleta
e registro de dados;
 Para facilitar o uso posterior dos dados;
 Para dispor os dados de uma forma mais
organizada;
 Para verificar o tipo de defeito e sua
percentagem;
 Para verificar a localização do defeito.
Folha de Verificação
Vantagens do uso da Folha de Verificação:

 Permite uma rápida percepção da realidade e


uma imediata interpretação da situação,
ajudando a diminuir erros e confusões.
Folha de Verificação
Importante:
 Antes da construção da Folha de Verificação,
deve-se ter em mente a estratificação de
dados.
 Para que seus dados sejam confiáveis, toda lista
de verificação deve ter espaço onde registrar:
 Local de Coleta

 Data da Coleta

 Nome do responsável pelo trabalho


Folha de Verificação
Característica de uma Folha de Verificação

 A folha de verificação é uma poderosa


ferramenta de registro pelo fato dos dados
serem imediatamente organizados sem a
necessidade de rearranjo manual posterior.
 Contribui para otimizar a análise dos dados
obtidos.
Folha de Verificação
Tipos de Folha de Verificação

TIPO 1: Para distribuição de freqüência de um


item de controle:

 Estuda a distribuição dos valores de um item de


controle de interesse associado a um processo
 Permite que os dados sejam classificados
exatamente no instante em que são coletados
1- Folha de Verificação para a
distribuição de freqüência de um item
de controle no processo de produção
Folha de verificação
para a distribuição do
processo de produção

Variação em uma peça que mede 8,300 +- 0,008mm


Folha de Verificação
Tipos de Folha de Verificação

TIPO 2: Para classificação de defeito:

 Este tipo de lista de verificação permite listar


quantidades de defeito para cada item
inspecionado, mostrando quais tipos de defeitos
são freqüentes e quais não são;
 Possibilita uma estratificação dos dados para
auxiliar nas ações corretivas.
2- Folha de Verificação
Folha para classificação do
de verificação defeito
para
item defeituoso
Folha de verificação para
item defeituoso
2- Folha de
Verificação
para
classificação
do defeito
Folha de Verificação
Tipos de Folha de Verificação
TIPO 3: Para localização de defeitos:
 Utilizado para localizar e identificar a ocorrência de
defeitos relacionados à aparência externa de produtos
acabados;
 Permite a identificação e o registro de localização física
das não conformidades, defeitos, acidentes ou outros
tipos de observação;
 Geralmente possui um tipo de croqui ou uma vista
ampliada em que são feitas marcar de modo a permitir a
observação da distribuição da ocorrência do defeito.
3- Folha de Verificação para localização de defeitos
3- Folha de
Verificação
para Folha de verificação para
localização localização de defeitos
de defeitos
Folha de Verificação
Tipos de Folha de Verificação

TIPO 4: Para identificação de causas de


defeitos:

 Permite uma classificação ainda mais ampla que


a Folha de Verificação para a classificação
apresentada anteriormente;
 Permite uma estratificação mais ampla dos
fatores que constituem um defeito.
Folha de Verificação

Causa Causa Causa Causa Causa


1 2 3 4 “n”
Produto
X X
1
Produto
X
2
Produto
X X X
3
Folha de verificação de
causa de defeito
4 - Folha de
verificação de
causa de
defeito
Folha de
Verificação
Folha de Verificação - Exercício
 Para praticar a elaboração de uma folha de
verificação, vamos escolher um processo
simples e rotineiro: a realização de compras
em um mercado;
 Pensando neste processo, elabore uma folha
de verificação para acompanhar as não
conformidades que podem ocorrer;
 Determine possíveis falhas que
comprometeriam o processo de compra, o
orçamento do comprador, ou qualquer outra
ação que seria indesejável para o bom
resultado do processo de compra;
 Estabeleça a freqüência de ocorrência de
cada falha ao longo do tempo; use espaços
de tempo semanais;
 No próximo slide, é apresentada uma
possível resposta.
Diagrama de Pareto
 Em 1897, o economista italiano V.Pareto
apresentou uma fórmula mostrando que a
distribuição de renda é desigual
 A maior parte da riqueza ou da renda pertence
a muito poucas pessoas
 Dr.J.M.Juran aplica um método gráfico como
uma forma de classificar os problemas da
qualidade nos poucos vitais e nos muitos
triviais, e denominou este método de análise
de Pareto
 A maior parte dos defeitos e de seus custos
decorrem de um número pequeno de causas
Diagrama de Pareto
O que é?
 Técnica que separa os poucos problemas
vitais dos muitos triviais.

20% dos
Fatores 80% do
Impacto

80% dos
Fatores 20% do
Impacto
Diagrama de Pareto
Princípio de Pareto

 Os “poucos vitais” representam um pequeno


número de problemas, mas que no entanto
resultam em grandes perdas para a
empresa.

 Os “muitos triviais” são um grande número


de problemas que resultam em perdas
poucos significativas.
Diagrama de Pareto
Por que usar o Diagrama de Pareto?

Identificando-se as “poucas causas vitais” dos


“poucos problemas vitais” de uma empresas......

..... É possível Focar na Solução


dessas causas.......

.... Eliminando-se quase todas as perdas


com um pequeno número de ações.
Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto
 O Gráfico de Pareto é um gráfico de barras
verticais que tem como objetivo:
 Dividir um problema grande em um grande
número de problemas menores;
 Priorizar os problemas (poucos vitais);
 Estabelecer metas viáveis de serem
alcançadas.
O Princípio de Pareto estabelece que os problemas
podem ser classificados em duas categorias: os “poucos
vitais” e os “muitos triviais”.
Diagrama de Pareto
 Como construir diagramas de Pareto
1. Decida quais problemas devem ser investigados e como
coletar dados
2. Crie uma folha de contagem de dados listando os itens,
com espaços para registrar os respectivos totais
3. Preencha a folha de contagem de dados e calcule os totais
4. Prepare uma planilha de dados para o diagrama de Pareto
5. Ordene os itens em ordem decrescente de quantidade
6. Trace os dois eixos verticais e um eixo horizontal
7. Construa um diagrama de barras
8. Desenhe a curva acumulada (curva de Pareto)
Ex: Número de reclamações
recebidas.
Ex: Demanda de pacientes na fila da
farmácia.
Diagrama de Pareto
Etapas para a construção de um Gráfico de Pareto
Total
Tipo de Total Freqüência
Freqüência Acumulado
Defeito Acumulado (%)
(%)
Canal
850 850 48,77 48,77
Obstruído
Ponto 340 1190 19,50 68,27
Canal Puxado 200 1390 11,47 79,74
Serrilhado 184 1574 10,56 90,30
Porosidade 89 1663 5,11 95,41
Outros 80 1743 4,59 100
TOTAL 1743 100
Diagrama de Pareto
Etapas para a construção de um Gráfico de Pareto
Total
Tipo de Total Freqüência
Freqüência Acumulado
Defeito Acumulado (%)
(%)
Canal
850 850 48,77 48,77
Obstruído
Ponto 340 1190 19,50 68,27
Canal Puxado 200 1390 11,47 79,74
Serrilhado 184 1574 10,56 90,30
Porosidade 89 1663 5,11 95,41
Outros 80 1743 4,59 100
TOTAL 1743 100
Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto
Diagramas De Pareto
Diagrama de Pareto por Causas
 Este é um diagrama que se refere as causas no
processo, e é utilizado para descobrir qual é a
causa do problema
1) Operador: turno, grupo, idade, experiência,
habilidade, identidade da pessoa;
2) Máquina: máquinas, equipamentos, modelos
ferramentas, organizações, instrumentos;
3) Matéria-prima: Fabricante, fábrica, lote, tipo;
4) Segurança: condições, ordens, preparativos,
métodos;
Avaliação dos efeitos de melhoria

Avaliação dos efeitos da melhoria


Impacto visual da melhoria
Diagrama de Pareto
Notas sobre os Gráficos de Pareto

 Em Paretos sobre Causas de problemas:


 Se não aparecerem diferenças claras,
reagrupe os dados.
Ex: Turno, Máquina, Operador, etc..

Seja Criativo !!!!!!!


Diagrama de Pareto
Notas sobre os Gráficos de Pareto

 Se a categoria OUTROS apresentar uma


freqüência elevada, significa que as categorias
não foram classificadas de forma adequada.

 A comparação dos GP “antes” e “depois” permite


a avaliação do impacto de mudanças
efetuadas no processo – Etapa de
VERIFICAÇÃO do MASP
Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto PONDERADO

 Quando o Pareto for para causas, pode-se


ponderar pela:
 A Probabilidade de ser a causa principal;

 A Facilidade de atuação.

 Medida usada = Probabilidade x Facilidade


Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto PONDERADO
 Para cada causa atribua:
 A Probabilidade de ser causa principal do
problema:
10 – Muito provável
5 – Moderadamente provável
1 – Pouco provável
 A Facilidade de atuação:
10 – Fácil de atuar
5 – Moderado de atuar
1 – Difícil de atuar
Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto PONDERADO
 Exemplo:
Gráfico de Pareto das causas ponderadas pela
probabilidade e grau de facilidade de atuação.
Probabilidade Facilidade de Atuação
Causas Pr x Fc
(Pr) (Fc)
Causa A 9 5 45
Causa B 1 8 8
Causa C 3 10 30
Causa D 9 8 72
Diagrama de Pareto
Diagrama
Diagramade
dePareto
Pareto
Diagrama
Diagramade
dePareto
Pareto

Use o Bom Senso !!!!!

 Nem sempre eventos mais freqüentes ou de


maior custo são os mais importantes

Ex: Dois acidentes fatais requerem mais atenção


do que 100 cortes no dedo
Diagramas De Pareto
Diagrama de Pareto por defeitos
 Este é um diagrama que se refere aos seguintes
resultados indesejáveis, e é utilizado para
descobrir qual é o maior problema
1) Qualidade: defeitos, erros, falhas,
reclamações, devoluções, reparos;
2) Custo: montante de perdas, gastos;
3) Entrega: falta estoques, falta de
pagamentos, atrasos na entrega;
4) Segurança: acidentes, enganos, quebras;
Diagrama de Pareto
Gráfico de Pareto PONDERADO

 Quando o Pareto for para defeitos, pode-se


ponderar a frequencia dos defeitos pela:
 Criticidade do defeito;

 Custo dos defeitos.

 Medida usada = Freqüência x Criticidade x Custo


Diagrama de Pareto
Exemplo:
ELABORAR O
GRÁFICO DE
PARETO
a partir da Folha de
Contagem de Dados
ao lado

Planilha de
dados para o
DIAGRAMA DE
PARETO
Diagrama de Pareto
Exemplo:
ELABORAR O
GRÁFICO DE
PARETO
a partir da Folha de
Contagem de Dados
ao lado 

Planilha de
dados para o
DIAGRAMA DE
PARETO
Diagrama de Pareto

A: Trinca
B: Risco
C: Mancha
D: Deformação
E: Fenda
F: Porosidade
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
 Em 1953, Kaoru Ishikawa, sintetizou opiniões
dos engenheiros de uma fábrica na forma de
um diagrama de causa e efeito, quando
discutiam problemas de qualidade
 Um diagrama que mostra a relação entre uma
característica da qualidade e fatores
 Há dois métodos típicos para se construir:
 Diagramas de causa e efeito para identificação de
causas
 Diagramas de causa e efeito para levantamento
sistemático das causas
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
O que é?
 Ferramenta que representa a relação entre o
efeito e as possibilidades de causa que podem
contribuir para tal resultado.

Por que usar?


 Para identificar, explicar e ressaltar todas as
causas possíveis de um problema ou
condição específica.
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Estrutura do DCE
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Outros nomes do DCE:

 Diagrama de Espinha de Peixe

 Diagrama de Ishikawa

 Diagrama 6M
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
As causas principais podem ser agrupadas em
seis categorias, conhecidas como os “6 M”
 Método

 Mão-de-obra
Alguns autores falam em
 Material
“4 M”
 Máquina

 Meio Ambiente

 Medida
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Detalhamento do 6M
Método Máquina
Instrução Deterioração
Procedimento Manutenção

Mão-de-obra Meio Ambiente


Físico Intempéries
Mental Clima

Material Medida
Fornecedores Instrumento
Próprio Inspeção
Estrutura Do Diagrama
AUTORIDADE RESPONSABILIDADE

MATERIAIS MÁQUINAS MÉTODO


Equipamentos

causas

-Meios EFEITO
-Métodos
-Dados
-Insumos

MEIO -Fim
MÃO OBRA MEDIDA -Meta
AMBIENTE
-Resultado
-Produto
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Nas áreas administrativas talvez seja mais
apropriado utilizar os “4 P”

 Políticas

 Procedimentos

 Pessoal

 Planta (layout)
Diagramas Causa e Efeito (DCE)

“6M” Apenas uma


e
SUGESTÃO
“4P”

Pode-se usar qualquer classificação


(ou nenhuma) que auxilie as pessoas a
pensarem criativamente
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Características importantes

 O efeito ou problema é colocado no lado


direito do gráfico;
 Os grandes contribuidores ou “causas” são
listados à esquerda;
 Para cada efeito, existem inúmeros
conjuntos de causas.
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Etapas na Construção do DCE
1 - Defina a característica de qualidade ou o problema a ser
analisado (efeito);
2 - Faça um “brainstorming” para levantamento de todas as
possíveis causas;
3 - Organize as causas no diagrama (se apropriado, usar “6M” ou
“4P”);
4 - Identifique as causas secundárias que afetam as primárias;
5 - Identifique as causas terciárias que afetam as secundárias.
OBS: Esse procedimento deve continuar até que as
possíveis causas estejam suficientemente detalhadas
6 - Registre outras informações, como título, data, responsáveis.
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Notas sobre o DCE
 A construção do diagrama deve ser realizada
por um grupo de pessoas envolvidas com o
processo;
 A técnica de brainstorming (tempestade de
idéias) auxilia o levantamento completo das
possíveis causas;
 Sempre que possível, expresse os efeitos e as
causas de forma mensurável possibilitando
uma análise objetiva.
Diagramas Causa e Efeito (DCE)
Diagrama para o estabelecimento
das causas da derrota em uma
partida esportiva
Diagrama para o estabelecimento
das causas de uma aula com
qualidade total
Distribuições e histogramas
Variação e Distribuição
 É inevitável que valores de um certo conjunto
de dados apresentem variação,
 não são sempre os mesmos entretanto
 devem ser determinados de maneira ordenada
 São regidos sempre por uma certa regra e,
nesta situação, seguem uma certa
distribuição
Distribuições e histogramas
Populações e Amostras
População Amostra Dados

AMOSTRAGEM MEDIÇÃO
PROCESSO

LOTE
Ação sobre o processo
(controle/análise de processo)
AMOSTRA

Ação sobre o lote


(Inspeção- Estimativa da DADOS
qualidade de produto)
Distribuições e Histogramas
 Dados obtidos de uma amostra servem de
base para uma decisão sobre a população.
 Quanto maior o tamanho da amostra, mais
informação obtemos sobre a população.
 A grande quantidade de dados apesar de
serem colocados em tabelas tem um elevado
grau de dificuldades para a sua análise.
 Um HISTOGRAMA permite uma análise
rápida na qual podemos conhecer nossa
população de maneira mais objetiva.
Distribuições e Histogramas
Distribuições e Histogramas

Nesse caso o melhor é arredondar para 4


Distribuições e Histogramas
Diagramas de Dispersão
 Muitas vezes é essencial estudar a relação entre
duas variáveis associadas
 Para estudar esta relação pode-se utilizar o
chamado diagrama de dispersão
 Na qualidade podemos relacionar:
 Uma característica da qualidade e um fator que a
afeta;
 Duas características da qualidade que se relacionam;
 Dois fatores que se relacionam com uma mesma
característica de qualidade.
Diagramas de Dispersão
COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO
DIAGRAMAS DE DISPERSÃO Para estudar a relação entre x e y
traçamos o diagrama de dispersão,
entretanto para se conhecer a força
desta relação em termos quantitativos é
útil calcular o coeficiente de correlação
S ( xy)
r
S ( xx)  S ( yy)
(i 1 xi ) 2
n

S ( xx)  i 1 xi2 
n

n
(i 1 yi ) 2
n

S ( yy)  i 1 yi2 
n

n
(i 1 xi )  (i yi )
n n

S ( yx)  i 1 xi yi 
n

n
Gráficos de Controle
 Foi originalmente proposto em 1924, por
W.ªShewhart, com a intenção de eliminar
variações anormais pela diferenciação entre
variações devidas a causas assinaláveis (é
evitável) e a causas aleatórias (inevitável)
Gráficos de Controle
X –X R É usado para controlar e analisar
(média e amplitude) valores tais como, comprimento,
VARIÁVEIS peso, etc.

Quando os dados de um
Gráfico X processo são obtidos em um
(valor individual) grande intervalo e não podem
VARIÁVEIS ser divididos em subgrupos

Quando a característica da
Gráfico pn qualidade é representada pelo
(número de itens número de itens defeituosos e
defeituosos) amostras de tamanho
constante
Gráficos de Controle
XGráfico
Quando a característica da qualidade é
Gráfico p representada pela fração defeituosa
(fração defeituosa) com amostras de tamanho variável

É utilizado para analisar um processo


Gráfico c através dos defeitos em um produto
(número de defeitos) de tamanho constante

Gráfico u É utilizado para analisar um processo


(número de defeito através dos defeitos em um produto
por unidade) de tamanho variável
Gráficos de Controle
X
Faixa 2
LSC=Limite Superior de Controle

Faixa 1
LC=Linha centra ou média

Faixa 1

LIC=Limite Inferior de Controle


Faixa 2

Amostras
Gráficos de Controle
Em todas as Cartas de Controle, o eixo X consiste de
número de amostras (usualmente o tempo das amostras)
As Cartas de Controle têm 3 linhas comuns:

I. Uma linha central designada com um “valor”, que


representa a média dos dados processados;
II. Uma linha na parte superior designando o limite superior
de controle (LSC), representada a uma certa distância
acima da linha do centro, mostrando a faixa superior dos
dados;
III. Uma linha na parte inferior designando o limite inferior de
controle (LIC), que mostra a faixa mais baixa dos dados.

Os pontos fora do LSC e LIC são indicadores que o


processo está fora de controle e/ou instável.
Gráficos de Controle

110
Mediana

105

100
100 200 300

Limite Cont. Superior = 109,634 Linha Central = 105,6561


Limite Cont. Inferior = 101,6781 Causas Especiais
Gráficos de Controle
Os seguintes critérios devem ser analisados

1. Pontos fora dos limites de controle


2. Seqüência de pontos de controle em número
superior a 6, acima ou abaixo da linha de
controle;
3. Quando as seqüências de pontos apresentam
uma tendência crescente ou decrescente;
Gráficos de Controle

Os seguintes critérios devem ser analisados

4. Quando 3 ou mais pontos consecutivos estão na


faixa entre dois e três sigmas;
5. A proximidade dos pontos a linha central,
também podem indicar uma seleção errada dos
subgrupos;
6. Quando a seqüência dos pontos apresenta uma
periodicidade, traduzindo uma tendência de
pontos acima e abaixo da linha central.