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O que é a Filosofia.

Os problemas e o método
Algumas disciplinas filosóficas:

 Ética ou Filosofia Moral: Disciplina que procura responder ao problema de saber como
devemos viver.
 Filosofia da Religião: Analisa os conceitos e crenças religiosas interrogando-se sobre a
sua verdade e justificação.
 Filosofia Política: Reflete sobre a natureza, funções e legitimidade do estado na sua
relação com os cidadãos.
 Filosofia do Conhecimento: Interroga-se sobre a natureza, origem, limites e
justificação das nossas crenças.
 Lógica: Estuda em que condição os nossos argumentos são válidos.
 Metafísica: Estuda os aspetos mais gerais da realidade.

PROBLEMAS FILOSÓFICOS

Os problemas filosóficos nascem quando interrogamos e temos um pensamento crítica sobre


as nossas crenças fundamentais.

São:

 Não Empíricos;
 Muito Gerais;
 Abertos;

CRENÇAS BÁSICAS OU FUNDAMENTAIS: Uma crença é uma opinião ou um conhecimento


que consideramos verdadeiro. As crenças básicas ou fundamentais são crenças cuja verdade
ou falsidade determina a verdade ou a falsidade de outras crenças que delas dependem.

MÉTODO DA FILOSOFIA
A filosofia caracteriza-se pela discussão e análise de ideias. Como os problemas filosóficos não
podem ser resolvidos a partir de métodos formais ou instrumentos empíricos a argumentação
ganha um papel de grande relevo.

O método da filosofia é a discussão racional de argumentos, pensar o mais corretamente


possível para tentar encontrar resposta adequadas elaborando argumentos para justificar as
respostas dadas.

Este método tem 3 passos:

Formular problemas, tentar responder-lhes com teorias ou teses e recorrer a argumentos para
defender as mesmas.

 PROBLEMA FILOSÓFICO (TEMA): Será que Deus existe?


 TEORIA OU TESE FILOSÓFICA: Deus não existe.
 ARGUMENTO FILOSÓFICO: Se Deus existe, a vida tem sentido. A vida não tem sentido.
Logo, Deus não existe.
O método filosófico é uma atitude de pensamento crítico, a aceitação ou a recusa das nossas
crenças básicas não se faz sem antes as submeter a um exame racional.

Características da atitude filosófica:

 USO CRÍTICO DA RAZÃO: As nossas crenças não podem ser aceites sem justificação,
temos de as defender com argumentos.
 PROBLEMATIZAÇÃO RADICAL: Transformar as nossas crenças em problemas.
 AUTONOMIA: Pensamento próprio, independência em relação ao que a
maioria pensa ser verdade.

NOÇÕES BÁSICAS DA ARGUMENTAÇÃO


As teorias filosóficas são as conclusões a que chegamos através da argumentação.

O PENSAMENTO FILOSÓFICO NÃO TEM NENHUM VALOR SE NÃO FOR LÓGICO

Assim a única possibilidade é utilizar a argumentação.

O QUE É UM ARGUMENTO?
Um argumento é um conjunto de proposições em que uma delas é defendida pelas outras.

A proposição defendida - tese - tem o nome de conclusão.

A proposição ou as proposições que a defendem chamam-se de premissas.

Um argumento é um conjunto de preposições formado pela conclusão e pelas premissas que


visam apoiá-la. Um argumento pode ter várias premissas mas só uma conclusão.

Preposição: Uma frase só exprime uma proposição quando for declarativa e tiver valor de
verdade.

Ser declarativa significa que declara, através dela exprimimos ideias e pensamentos. Ter valor
de verdade significa que podemos classifica-la como verdadeira ou falsa (não precisamos saber
necessariamente qual o valor de verdade para a frase ser uma preposição).

CLARIFICAS ARGUMENTOS: Clarificar argumentos significa saber identificar a conclusão e


também explicitar as premissas que pretendem justificá-la. Como nem sempre todas as
premissas aparecem (dizemos que estão subentendidas), detetar premissas omitidas é uma
parte importante da análise de argumentos.

ARGUMENTOS DEDUTIVOS VÁLIDOS E SÓLIDOS


ARGUMENTO VÁLIDO
Se as premissas forem verdadeiras, então a conclusão também tem de ser verdadeira.
Para avaliar a validade de um argumento dedutivo, não importa saber se as premissas
ou a conclusão são de facto verdadeiras. O que importa é saber se, supondo ou
imaginando que as premissas são verdadeiras, a conclusão pode ser considerada uma
consequência necessária das premissas.
A validade depende então unicamente da forma lógica do argumento, ou seja, a
relação correta entre as premissas e a conclusão.
A VERDADE DAS PERMISSAS IMPLICA NECESSÁRIAMENTE A VERDADE DA
CONCLUSÃO

ARGUMENTO SÓLIDO
Um argumento dedutivo sólido é o que, além de ter uma conclusão logicamente apoiada pelas
premissas, é constituido por premissas de facto verdadeiras.

São então duas condições que um argumento tem de respeitar para ser sólido:

1. SER VÁLIDO
2. TER TODAS AS PREMISSAS VERDADEIRAS

Sempre que uma condição falha, o argumento falha.

TIPOS DE PREPOSIÇÕES
PREPOSIÇÕES UNIVERSAIS:
As preposições universais são preposições que se referem a todos os elementos de um
conjunto ou classe de objetos.

1. Todos os computadores têm memória;


2. Nenhum ser humano é de plástico.

Normalmente as preposições universais são do tipo:

 AFIRMATIVAS: Todos os A são B.


 NEGATIVAS: Nenhum A é B.

NEGAR UMA PREPOSIÇÃO UNIVERSAL

Para negar uma proposição universal basta apresentar um contra-exemplo (um caso em que
ela não se verifique) para a negar.
Assim, dada uma preposição da forma Todos os A são B, ela será refotada se se provar que há
pelo menos um A que não é B.

TODOS OS COMPUTADORES TÊM ECRÃ PANORÂMICO é uma preposição falsa negada pela
preposição ALGUNS COMPUTADORES NÃO TÊM ECRÃ PANORÂMICO.

PREPOSIÇÕES CONDICIONAIS:
São condicionais todas as preposições que podemos apresentar na forma:

SE A ENTÃO B.

Se eu estudo então eu passo de ano.

As preposições condicionais são constituídas por um ANTECEDENTE (a hipótese) – Eu estudo –


e um CONSEQUENTE – Passo de ano.

NEGAR UMA PREPOSIÇÃO CONDICIONAL


Para negar basta dizer que a hipótese não implica a conclusão.

Negar a preposição Se estudar então passo de ano é afirmar que estudei e não passei de ano.