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GESTÃO AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DOI: 10.19177/rgsa.v6e32017296-312

Paula Zanatta¹

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo expor em forma de revisão bibliográfica a


importância da gestão ambiental em empresas, com enfoque na norma ISO 14001,
e suas formas de contribuição para a evolução e desenvolvimento de processos e
produtos sustentáveis. A ampla exploração e escassez dos recursos naturais fez
com que a questão ambiental nos últimos anos se tornasse uma das grandes
preocupações da população. A extinção de espécies da fauna e da flora decorrente
da degradação e o aquecimento global com a expressiva emissão de gases
tornaram o tema ambiente destaque em debates internacionais. Com o
desenvolvimento da consciência ambiental e da importância da sustentabilidade tão
debatida em conferências, surgiram consumidores preocupados com a preservação,
e desde então a indústria se deparou com problemas relacionados às suas ações
causadoras de dano. A sociedade passou a cobrar maior responsabilidade social por
parte das empresas. Diversas organizações passaram a investir em processos e
profissionais especializados para demonstrar um desempenho mais satisfatório em
relação à questão ambiental. As adeptas ao novo conceito tendem a receber um
retorno benéfico, diminuindo custos de produção, agregando valor a produtos e
produzindo novos materiais, sem mencionar os benefícios para saúde do meio
ambiente e da população. O Sistema de Gestão Ambiental vêm se tornando um
grande aliado das empresas que buscam manter seus processos, aspectos e
impacto ambiental sob controle, para assim serem caracterizadas como
ecologicamente corretas. A norma ISO 14001 têm sido uma opção cada vez mais
utilizada pelos Sistemas de Gestão Ambientais para padronizar seu processo
produtivo, reduzir custos de produção e melhorar sua imagem institucional. Por se
tratar de uma certificação reconhecida internacionalmente, possibilita que as
organizações obtenham um diferencial competitivo perante o mercado, se
diferenciando daquelas que atendem somente à legislação ambiental.

Palavras chave: Desenvolvimento sustentável. Gestão ambiental. ISO 14001.

¹ Instituto de Pós-Graduação (IPOG) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel). E-mail:


zanatta_paula@hotmail.com

R. gest. sust. ambient., Florianópolis, v. 6, n. 3, p. 296-312, out./dez. 2017.


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1 INTRODUÇÃO

As questões ambientais vêm adquirindo força em decorrência da maior


conscientização ambiental da sociedade. Toda essa importância se deu porque o
homem percebeu que ao destruir a natureza está destruindo a si mesmo e
comprometendo as gerações futuras. A adoção de um estilo de vida que respeita os
limites naturais, a mudança de valores, de comportamento e atitude ocasionou no
surgimento de cidadãos conscientes e ecologicamente corretos.
As reflexões e a conscientização sobre a importância da conservação do meio
ambiente têm trazido grandes questionamentos a respeito do papel das empresas
perante a sociedade. A partir da década de 1980 com os novos conceitos do
desenvolvimento sustentável abordados, acentuou-se a relações entre a
preservação ambiental e desenvolvimento econômico. As questões ambientais,
incorporadas na estrutura da empresa tornaram-se elementos bastante
consideráveis nas estratégias de crescimento das empresas, podendo ocasionar
novas oportunidades e vantagem competitiva ou então ameaça para as não
adeptas, uma vez que o mercado está a cada dia mais aberto e competitivo. Sendo
assim, a mudança além de inevitável é necessária à sobrevivência.
Apesar de haver resultado ao longo prazo após adoção deste novo
comportamento, os motivos que encorajam as empresas a preservar os recursos
naturais são pressão no mercado, requisitos legais, responsabilidade ecológica,
melhoria da imagem institucional, qualidade de vida, maior credibilidade, redução em
processos e consequentemente maior lucro.
A incorporação da variável ambiental na gestão geral de uma empresa levaram
à implementação do Sistema de Gestão Ambiental como estratégia de negócio.
Diante das novas exigências mundiais, as empresas devem se comprometer e
estabelecer metas ambientais, adotando procedimentos para a reciclagem, garantia
de ciclo de vida dos produtos, redução de CO2 e de efluentes nos seus processos.
O caminho mais evidente para a sobrevivência de uma empresa no mercado é
a melhoria da gestão ambiental de forma sistêmica e sólida. É necessário planejar,
analisar e organizar corretamente cada passo dado, para que a empresa possa
atingir a excelência ambiental e competir no mercado. É necessário investir em
processos e tecnologias de produção mais limpa e praticamente sem resíduos.

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Uma forma de atingir este objetivo e estruturar as atividades voltadas para o
meio ambiente foi desenvolvida pela Organização Internacional para a Padronização
(ISO). A norma ISO 14001, compreende especificações normativas, reconhecidas
internacionalmente. Segundo Meyer (2000) esta estabelece “critérios de gestão
ambiental compatíveis com sistema de gerenciamento voltado à viabilidade da
produção ecologicamente correta”. Além disso, não define forma e grau de proteção
a ser obtido, o que permite que as empresas desenvolvam suas soluções e
atividades para atendimento da norma de acordo com suas adaptações e condições.
Um Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma ISO 14001 permite que
uma empresa desenvolva uma política ambiental, estabeleça objetivos e processos
para atingir os comprometimentos da política. Ainda, que esta aja conforme
necessário para melhorar seu desempenho e demonstrar a conformidade.
A empresa que adota este sistema de gestão pode obter certificação que
comprove sua relação positiva com o meio ambiente, obtendo credibilidade. Por ser
um processo de certificação reconhecido internacionalmente, possibilita que as
organizações se destaquem perante àquelas que atendem somente à legislação
ambiental, o que gera um diferencial competitivo perante o mercado.

2 CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

Por muitos anos não havia preocupação com os recursos disponibilizados


pela natureza, os quais eram abundantes e de fácil aquisição. A partir da ampla
exploração e da escassez dos recursos naturais, juntamente com o crescimento
populacional, a questão ambiental passou a ser um assunto indispensável, gerada
pelo conflito de sistemas naturais e econômicos. A poluição não era um tema focado
pela sociedade. Entretanto, após a percepção do problema em relação a isto, o ser
humano começou a entender a importância de reformular conceitos e atitudes
ambientais.
O grande desafio é inserir a gravidade que o sistema oferece e demonstrar
que a conscientização é o maior aliado para realizar a mudança que o planeta tanto
necessita. É fundamentalmente uma questão de reeducação. A conscientização
ambiental pode ser entendida como uma mudança de comportamento, tanto de
atividades quanto em aspectos da vida, dos indivíduos e da sociedade em relação
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ao meio ambiente (BUTZKE et al., 2001). Segundo Cerati e Lazarini (2009) “essa
consciência é despertada por meio da Educação Ambiental, que tem como desafio
promover a mudança de valores, posturas e atitudes”. É preciso adotar estilos de
vida que respeitem os limites naturais.
A maioria das pessoas não acredita que pequenas atitudes, como: economia
de água no banho, ou lavando roupas, luzes acesas, uso de automóveis somente
quando necessário e desligamento de equipamentos, podem atenuar grandes
problemas ambientais. Um cidadão consciente percebe a necessidade de preservar
a natureza e fazer sua parte em gestos diários. Isto desperta como compromisso:
Está atento à economia da energia elétrica e à escassez da água potável e
procura alimentar-se de produtos provenientes da agricultura ecológica
(pois o composto orgânico é um produto homogêneo, obtido por processo
biológico), além de preocupar-se em produzir lixo biodegradável e colaborar
com a reciclagem de lixo (WALDMAN & SCHNEIDER, 2000).

Vestir a camisa do cidadão ecologicamente correto não é o suficiente para se


autodeclarar como consciente. Esta denominação está associada com a capacidade
que uma pessoa tem de acreditar que é parte integrante da natureza, reconhecer a
parcela de culpa nos problemas ambientais e possuir o desejo de encontrar
soluções para estes (BERLE, 1992; SCHULTZ et al., 2004). Bertolini e Possamai
(2005) afirmam que “a mudança no comportamento das pessoas é possível pela
conscientização ambiental, podendo acarretar bons resultados ao meio ambiente”.
A expansão da preocupação ambiental faz com que o ser humano se sinta
ameaçado e que destruir o meio ambiente é destruir a si próprio e suas gerações
futuras (MOTTA e ROSSI, 2003). Com o desenvolvimento, evolução da consciência
ambiental e surgimento de consumidores preocupados com a preservação, a
indústria se deparou com problemas relacionados às suas ações causadoras de
dano. A sociedade passou a exigir maior responsabilidade por parte das empresas.
Sendo assim, a busca por ferramentas que possibilitem atender exigências legais,
comerciais e ambientais para garantir a sobrevivência destas e, consequentemente,
contribuir de forma ordenada na redução dos impactos ambientais provocados pelos
seus processos tornou-se uma questão primordial. Silva et al. (2005) relatam que “as
empresas necessitam analisar todas as suas atividades, produtos e serviços,
visando identificar os aspectos ambientais envolvidos, avaliando os impactos reais e
potenciais ao meio ambiente, tendo por base os requisitos legais e outros
aplicáveis”.
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3 IMPACTO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Conforme ABNT ISO 14001 (2004) impacto ambiental é qualquer modificação


adversa ou benéfica do meio ambiente induzida por atividades humanas.
Ruppenthal (2014) comenta que “o impacto deve ser entendido como uma alteração
no valor de um determinado parâmetro ambiental ao longo do tempo, com relação
ao seu valor, caso nenhuma atividade humana tivesse sido realizada”.
Já Kraemer et al. (2013, p.10) descreve que:
O que caracteriza o impacto ambiental, não é qualquer alteração nas
propriedades do ambiente, mas as alterações que provoquem o
desequilíbrio das relações constitutivas do ambiente, tais como as
alterações que excedam a capacidade de absorção do ambiente
considerado.

Ainda, a Resolução CONAMA nº 01/1986, (p.1), considera impacto ambiental:

Qualquer alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do


ambiente causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das
atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem: a saúde, a
segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas;
a biota; as condições estéticas e sanitárias do ambiente e a qualidade dos
recursos ambientais.
Ao ter conhecimento sobre os conceitos acima mencionados, percebe-se a
importância de estudar os impactos ambientais. A avaliação das conseqüências
geradas por determinadas ações, leva a prevenção da degradação de determinado
local (FILHO, 2004). O mesmo autor afirma que “o estudo para avaliação de
impactos permite que seja melhor compreendida a relação entre: proteção e
preservação do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico”. Avaliar e
planejar permite que o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida andem
concomitantemente. Por isso a necessidade de reconhecer cada área antes da
implementação e execução de projetos. Exemplos de avaliações do ambiente são:
Estudos de Impactos Ambientais (EIA) e Relatório de Impactos ao Meio Ambiente
(RIMA), os quais auxiliam expressivamente no planejamento e manutenção dos
recursos utilizados.
A necessidade de conciliar a eficiência econômica com a conservação dos
recursos naturais, possivelmente reflete ao conceito de desenvolvimento
sustentável. Este foi definido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento em 1987 como sendo “aquele que atende às necessidades do
presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a
suas próprias necessidades”. Hoje, tem como base o econômico, o social e objetivo
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de erradicar a pobreza. Essa alteração paradigmática no decorrer dos anos exige
que o desenvolvimento sustentável seja garantido pela ação conjunta entre atores
políticos, econômicos e sociais (MOTTA e ROSSI, 2003). De acordo com o
International Council for Local Environmental Initiatives (ICLEI) apud Barbieri e Lage
(2001, p.4):
Desenvolvimento sustentável é um programa de ação para reformar a
economia global e regional, com o desafio de desenvolver, testar e
disseminar meios para mudar o processo de desenvolvimento econômico
de tal forma que ele não destrua os ecossistemas e os sistemas
comunitários e que o desenvolvimento econômico local apóie a vida e o
poder da comunidade, usando os talentos e os recursos locais.

Com a criação de um conceito global acerca da sustentabilidade, sob pressão


de ONGs em defesa ao meio ambiente, vem sendo desenvolvido desde 1972,
eventos destinados a discutir a questão ambiental e fechar acordos objetivando
reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, por exemplo. Como é o caso ECO 92 (Rio
de Janeiro 1992), Protocolo de Kyoto (Japão 1998) e Rio+20 (Rio de Janeiro 2012).
Em 1992 no Rio de Janeiro, foi reconhecida a importância de adotar a idéia
de sustentabilidade em programas ou atividades de desenvolvimento, por isso
acredita-se que as organizações privadas ou públicas têm um papel fundamental.
Kraemer et al. (2013) afirma que “através de uma prática empresarial sustentável,
provocando mudança de valores e de orientação em seus sistemas operacionais,
estarão engajadas à idéia de desenvolvimento sustentável e preservação do meio
ambiente”. O progresso direcionado para a sustentabilidade, aliado a uma atividade
empresarial de qualidade, cria novas oportunidades e vantagens competitivas.
Associar a imagem de uma organização à consciência ecológica, demonstrando
processos e métodos que evitem desperdícios e poluição, é um elemento chave
para satisfazer a sociedade em geral e obter credibilidade, além de estar
contribuindo com a conservação dos recursos ambientais para esta e as próximas
gerações.
Sanches (2000, p.77) comenta que as empresas que:
Procuram se manter competitivas ou mesmo sobreviver e se ajustar a esse
novo ambiente de negócios, que já se mostra bastante concorrido, marcado
por incertezas, instabilidades e rápidas mudanças, percebem cada vez mais
que, diante das questões ambientais, são exigidas novas posturas, seja na
maneira de operar seus negócios, seja em suas organizações. Essa
renovação implica contínuas mudanças, que podem ser dolorosas e
custosas também em termos financeiros, especialmente se forem impostas
por meio de regulamentações ambientais.

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4 GESTÃO AMBIENTAL E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE

Diversas organizações estão investindo em profissionais e processos com o


objetivo de demonstrar um desempenho mais satisfatório em relação à questão
ambiental. As novas exigências perante à práticas ambientais induzem as empresas
a estabelecerem metas de produção com o mínimo de impacto ao ambiente e a
sociedade, adotando procedimentos focados em reciclagem, emissão de poluentes
reduzidos. Empresas adeptas a adoção de medidas ambientais mais cautelosas
tendem a receber um retorno benéfico. Podem diminuir custos de produção, agregar
valor à produtos, produzir novos materiais a base de reciclagem, aproveitamento de
resíduos e melhoria da imagem institucional, sem mencionar os benefícios para
saúde do meio ambiente e da população.
Nesse sentido, a gestão ambiental se destaca como uma ferramenta ou
atividade primordial em qualquer empreendimento ou organização. Para Valle (1995)
a “gestão ambiental consiste de um conjunto de medidas e procedimentos bem
definidos e adequadamente aplicados que visam a reduzir e controlar os impactos
introduzidos por um empreendimento sobre o meio ambiente.” Backer (1995, p.30),
a conceitua como:
Uma estratégia de negociação permanente, na qual os objetivos dos grupos
e das pessoas com interesses parcialmente opostos, tanto dentro como fora
da empresa, devem ser analisados, pesados e se possível relacionados a
um modelo de equilíbrio do ecossistema, que deve ser forjado pelo
responsável da empresa, em pessoa. Para tanto, é necessária uma
ferramenta de análise e síntese que lhe permita identificar as prioridades da
sua política e os objetivos ecologistas que ele pode ou quer estabelece.

Por sua vez, Meyer (2000, p.38), apresenta a gestão ambiental da seguinte
forma:
 Objeto - manter o meio ambiente saudável (à medida do possível), para
atender as necessidades humanas atuais, sem comprometer o
atendimento das necessidades das gerações futuras.
 Meios - atuar sobre as modificações causadas no meio ambiente pelo
uso e/ou descarte dos bens e detritos gerados pelas atividades
humanas, a partir de um plano de ação viável técnica e
economicamente, com prioridades perfeitamente definidas.
 Instrumentos - monitoramentos, controles, taxações, imposições,
subsídios, divulgação, obras e ações mitigadoras, além de treinamento
e conscientização.
 Base de atuação - diagnósticos (cenários) ambientais da área de
atuação, a partir de estudos e pesquisas dirigidos em busca de
soluções para os problemas que forem detectados.
A partir dos conceitos formados pelos autores, percebe-se que na gestão
ambiental está introduzida a idéia de desenvolvimento sustentável. Busca-se um

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bom planejamento de atividades, para que uma estratégica ou unidade produtiva
não comprometa o resultado das demais. Portanto, é preciso analisar antes de
praticar. Para Pereira e Guimarães (2009) deve-se “verificar qual a parcela do
mercado que valoriza essa questão, de modo a avaliar a viabilidade prática dessa
estratégia, pois a diferenciação somente será alcançada quando o consumidor
perceber que há valor no que está sendo oferecido”.
Para Macedo (1994), a gestão ambiental pode ser dividida em quatro níveis
de gestão: de processos, de resultados, de sustentabilidade e de plano ambiental.
Estas envolvem a avaliação permanente e sistemática da qualidade ambiental de
todas as atividades e máquinas relacionadas a todos os tipos de produção, dos
efeitos causados pela produção (ex: odor, ruído, efluente líquido) até a capacidade
de resposta do ambiente a esses efeitos. Percebe-se que gestão ambiental se
insere em todas as fases de um empreendimento e dependendo da fase que estão
implantas, podem atuar como preventivos, corretivos ou de remediação.
Neste contexto, as empresas que tem como intuito ser vista no mercado com
credibilidade, deverão incorporar a variável ambiental nas suas atividades e na
tomada de decisão. Para Martins e Silva (2014) esta mudança é “uma questão de
manutenção da competitividade, uma vez que o mercado está, a cada dia, mais
aberto e competitivo, fazendo com que as empresas tenham que se preocupar com
o controle dos impactos ambientais”. É importante salientar que as estratégias
engajadas para atingir tal objetivo não proporcionam resultados imediatos. É
necessário planejar e organizar corretamente os passos a serem dados, para que a
empresa possa atingir a excelência ambiental e competir no mercado (KRAEMER et
al., 2013).
As empresas que buscam esse comprometimento necessitam de mudanças
no que tange a filosofia, com repercussão direta nas questões relativas a valores,
estratégias, objetivos, produtos e programas por elas adotados (PEREIRA e
GUIMARÃES, 2009). Para isso, os Sistemas de Gestão Ambientais vêm se
tornando um grande aliado das organizações que buscam manter seus processos,
aspectos e impacto ambiental sob controle (SEIFFERT, 2009). Uma empresa com
Sistema de Gestão Ambiental integrado na sua estrutura ou implementado, é àquela
que possui um departamento responsável por atender as exigências dos órgãos
ambientais e planejar adequadamente o uso de equipamentos e processos
apropriados com à realidade do negócio e aos impactos ambientais (MOREIRA,
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2001). Um Sistema de Gestão Ambiental é entendido por Ruppenthal (2014) como
um “conjunto de procedimentos que visa a ajudar a organização empresarial a
entender, controlar e diminuir os impactos ambientais de suas atividades, produtos
ou serviços.” Além disso, afirma ainda que ajuda a “alavancar seus resultados
financeiros, uma vez que atua na melhoria contínua de seus processos e serviços”.
Cada vez mais as empresas compreendem que o custo financeiro de
reduzir o passivo ambiental e administrar conflitos sociais pode ser mais alto
do que o custo de realizar os procedimentos corretos em relação aos
direitos humanos e o meio ambiente, porque esses fatores influenciam na
opinião pública sobre a empresa, dificultando a implementação de novos
projetos, venda de produtos e até mesmo a renovação de contratos
(MARTINS e SILVA, 2014, p.4).
Conforme a NBR:ISO 14.001:2004:
A adoção e implementação, de forma sistemática, de um conjunto de
técnicas de gestão ambiental podem contribuir para a obtenção de bons
resultados para todas as partes interessadas. Contudo, a adoção dessa
norma não garantirá, por si só, resultados ambientais ótimos. Para atingir os
objetivos ambientais, convém que o sistema de gestão ambiental estimule
as organizações a considerarem a implantação da melhor tecnologia
disponível, quando apropriado e economicamente exeqüível.
Um dos instrumentos utilizados pela gestão ambiental é a certificação ISO da
série 14000, lançada internacionalmente em 1996, constituída por um grupo de vinte
e oito normas para a padronização na gestão ambiental. Dividida em dois grupos:
aquelas orientadas para processos (organizações) e aquelas orientadas para
produtos (TIBOR e FELDMAN, 1996), conforme Figura 1.

Figura 1: Divisão das normas ISO 14000 em normas orientadas para produtos e
para processos

Fonte: Tibor e Feldman (1996).

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A série ISO 14000 é um conjunto normas relacionadas a Sistemas de Gestão
Ambiental, abrangendo seis áreas bem definidas. Entre estas, encontra-se a ISO
14001 específica para Sistemas de Gestão Ambiental. Segundo Silva e Ribeiro
(2005) “foi desenvolvida pela comunidade internacional em busca de um modelo que
pudesse ser facilmente adotado pelas diversas organizações ao redor do mundo e
que também pudesse ser integrada a modelos de administração já existentes”. Para
Pereira e Guimarães (2009, p.6):
Esta norma surgiu a partir do aumento da consciência ambiental e a
escassez de recursos naturais, o que vêm influenciando as organizações a
contribuírem de forma sistematizada na redução dos impactos ambientais
provocados.

E tem como objetivo criar um padrão para aspectos relacionados com os


sistemas e métodos de gestão ambiental (PIVA et al., 2007). Sendo assim, um
Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma auxilia as organizações a cumprir
os compromissos assumidos com a natureza.
A norma ISO 14001 estabelece requisitos para gerenciar os Sistemas de
Gestão Ambiental sem definir a forma e o grau a ser obtido, conforme Tabela 1. Isto
permite que as empresas desenvolvam suas próprias soluções para o atendimento
das exigências da norma, de acordo com suas condições e adaptações (OLIVEIRA
E SERRA, 2009). Sendo assim, esta é aplicável a qualquer organização que se
proponha a: implantar, implementar e aprimorar um Sistemas de Gestão Ambiental;
assegura-se de sua conformidade com sua política ambiental; demonstrar a
conformidade com a política a partes interessadas; realizar uma auto avaliação e
emitir uma declaração de conformidade com esta norma; validar sua auto
declaração através de organismos independentes; e certificar o Sistema de Gestão
Ambiental por um organismo externo (ARAÚJO, 2005), Contudo, para que haja
sucesso na implementação da norma é necessário que a mesma seja compreendida
de forma satisfatória e empenho de todos os níveis da administração. Os mínimos
detalhes devem ser levados em consideração, uma vez que esta efetua uma
mudança de comportamento (hábito e cultural) dentro de uma empresa (DONAIRE,
2009).

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Tabela 1: Estrutura da norma NBR ISO 14001:2004

Prefácio
Introdução
1. Objetivos
2. Referências normativas
3. Termos e definições
4. Requisitos do sistema de gestão ambiental
4.1 Requisitos gerais
4.2 Política ambiental
4.3 Planejamento
4.4 Implementação e operação
4.5 Verificação
4.6 Análise pela administração
Anexo A. Orientações para uso desta norma
Anexo B. Correspondência entre a ISSO 14001:2004 e
ISO 9001:2000
Bibliografia
Fonte: ISO 14001 (2004).
Para Oliveira e Serra (2009) as principais dificuldades da gestão com base
nesta norma são: “resistência dos colaboradores em relação aos processos de
auditoria interna e externa, aumento de custos e dificuldade de cumprimento de
alguns requisitos da norma em função de constantes mudanças na legislação”. Isto
revela desafios para os gestores, já que todos os aspectos ambientais devem ser
identificados, controlados e monitorados, tendo em vista a melhoria contínua do
Sistema de Gestão Ambiental (Figura 2).

Figura 2: Espiral do sistema de gestão ambiental

Fonte: ISO 14001 (2004).

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Para atingir a melhoria contínua, utiliza-se a metodologia da ISO 14001 com a
abordagem PDCA (Plan, Do, Check, Act), correspondendo ao planejar, executar,
verificar e agir. Este pode ser brevemente descrito da seguinte :
Planejar: estabelecer os objetivos e processos necessários para atingir os
resultados em concordância com a política ambiental da organização.
Executar: implementar os processos.
Verificar: monitorar e medir os processos em conformidade com a política
ambiental, objetivos, metas, requisitos legais e outros, e relatar os
resultados.
Agir: tomar ações para continuamente melhorar o desempenho do sistema
da gestão ambiental (ISO 14001:2004, P. 5-6).

Um sistema deste tipo permite que uma organização desenvolva uma política
ambiental, estabeleça objetivos e processos para atingir os comprometimentos da
política, bem como, aja, conforme necessário, para melhorar seu desempenho e
demonstrar a conformidade do sistema com os requisitos desta norma (DE
MIRANDA et al., 2008).
A empresa que adota este sistema de gestão pode obter a certificação ISO
para comprovar sua relação positiva com o meio ambiente e o atendimento aos
requisitos da ISO 14001. Esse título é concebido por Órgãos Certificadores
Credenciados. Por ser um processo de certificação reconhecido internacionalmente,
possibilita as organizações distinguir-se daquelas que somente atendem à legislação
ambiental, obtendo um diferencial competitivo perante o mercado.
Quando a empresa estiver em conformidade com a ISO 14001, Pereira e
Guimarães (2009) relatam que haverá “redução da carga de poluição gerada, pois
precisará rever o processo produtivo procurando a melhoria contínua do
desempenho ambiental e controlando insumos e matérias-prima que possam
representar desperdícios de recursos naturais”. A adoção desta proporciona
vantagens organizacionais de redução de custos de operação e minimizadoras de
acidentes (CAGNIN, 2000). O mesmo autor comenta que para a sociedade,
empresas que aderem a ISO 14001 resultam na melhoria da qualidade de vida
decorrente da diminuição de impactos ambientais adversos e em uma redução do
custo de controle de fiscalização. Ainda, esta proporciona uma imagem verde,
conservação de energia e recursos naturais, racionalização de atividades, redução
de perdas e desperdícios em todas as etapas, facilidade de acesso a
financiamentos, confiança na sustentabilidade do produto, acompanhamento da vida
útil do produto, produtos e processos mais limpos, gestão dos resíduos industriais,

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decréscimo da poluição global, harmonização da atividade empresarial com o
ecossistema, conscientização ambiental do trabalhador, aprimoramento das
condições de trabalho e estabelecimento de medidas e planos de emergência ou
contingenciamento (D’AVIGNON, 1996; CASTRO, 1998).
Bogo (1998), acredita que “O Sistema de Gestão Ambiental da ISO 14001
pode ser considerado uma inovação, pois representa, na grande maioria dos casos,
uma nova idéia, uma nova maneira de atuar, a ser implantada na organização”. Este
considera este uma inovação tecnológica, pois “por meio de suas diretrizes, leva à
alteração de processos e produtos e mesmo serviços baseada em uma nova
tecnologia de gerenciamento”.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A percepção do homem em relação à natureza no decorrer do tempo, sob


diferentes aspectos, nem sempre foi compatível com a necessidade de manter um
ambiente equilibrado. Esta se deu apenas após a ampla exploração da natureza,
pois acarretou em ameaças a espécies da flora e fauna e escassez de recursos
naturais. A preocupação com o meio ambiente deu evolução a consciência
ambiental, o que gerou consumidores mais preocupados e exigentes quanto às
questões socioambientais, principalmente relacionados aos impactos ambientais
gerados por processos industriais ou por qualquer empreendimento. Perante a
extrema necessidade de adotar métodos sustentáveis em suas atividades, visando
garantir um futuro para esta e às próximas gerações, as empresas passaram a se
comprometer e estabelecer atividades mais cautelosas em relação ao ambiente. As
que adotaram este novo comportamento tiveram e tendem a ter em longo prazo
resultados benéficos financeira e ambientalmente, além da credibilidade de seus
processos e produtos perante toda a sociedade.
A gestão ambiental é uma alternativa cada vez mais utilizada por empresas
para melhorar e controlar suas atividades de forma a poluir menos o meio ambiente.
Empresas adeptas a isto geram economia em seus processos e,
consequentemente, tem maior competitividade, decorrente da inovação tecnológica
em suas atividades e aproveitamento e minimização de resíduos. Nesse contexto
surge a importância da gestão ambiental implementada em uma empresa, a qual,

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com o auxílio de profissionais especializados, busca estratégias que objetivam tanto
a viabilidade econômica como a ecológica.
A norma NBR ISO 14001 tem sido o instrumento mais utilizado para
desenvolver a gestão ambiental em empresas e, atualmente, é aceita mundialmente
para certificação dos Sistemas de Gestão Ambiental. Através de um processo
estruturado e completo, baseado em requisitos, propicia a melhoria contínua de uma
empresa em relação ao meio ambiente. Sua adoção implica basicamente em
executar um processo contínuo, com abordagem no sistema PDCA, o qual
estabelece objetivos, implementa, acompanha e monitora com análises periódicas e
toma decisões estratégicas para melhorar continuamente o desempenho.

ENVIRONMENTAL MANAGEMENT AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT

ABSTRACT
The objective of this work was to present a bibliographical review of the importance
of environmental management in companies, focusing on the ISO 14001 standard,
and its contribution to the evolution and development of sustainable processes and
products. The exploration and scarcity of natural resources has made environmental
problems in recent years a major concern of the population. The extinction of animals
species and plant due to degradation and global warming with the expressive
emission of gases have made the theme environment stand out in international
debates. With the development of environmental awareness and the importance of
sustainability so debated at conferences, there have been consumers concerned with
preservation, and because of that the industry has encountered problems related to
its damaging actions. The society started to charge more social responsibility on the
part of the companies. Several organizations have invested in specialized processes
and professionals to demonstrate a satisfactory performance in relation to the
environmental problems. The companies that joined the new concept tend to receive
a beneficial return, lowering production costs, adding value to products and
producing new materials, beyond the benefits of the environment health and the
population. The Environmental Management System has become a great ally of
companies that seek to keep their processes, aspects and environmental impact
under control, in order to be characterized as ecologically correct. The ISO 14001
standard has been an option used by the Environmental Management Systems to
standardize its production process, reduce production costs and improve its
institutional image. Because it is an internationally recognized certification, it enables
organizations to obtain a competitive differential to the market, differing from those
that only comply with environmental legislation.

Key words: Sustainable development; Environmental Management; ISO 14001.

R. gest. sust. ambient., Florianópolis, v. 6, n. 3, p. 296-312, out./dez. 2017.


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