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Como montar

uma colônia de
férias

EMPREENDEDORISMO

Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br


Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

Roberto Chamoun

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.


www.staffart.com.br
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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /


Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Sumário

1. Apresentação ........................................................................................................................................ 1

2. Mercado ................................................................................................................................................ 1

3. Localização ........................................................................................................................................... 2

4. Exigências Legais e Específicas ........................................................................................................... 3

5. Estrutura ............................................................................................................................................... 4

6. Pessoal ................................................................................................................................................. 5

7. Equipamentos ....................................................................................................................................... 6

8. Matéria Prima/Mercadoria ..................................................................................................................... 7

9. Organização do Processo Produtivo .................................................................................................... 7

10. Automação .......................................................................................................................................... 8

11. Canais de Distribuição ........................................................................................................................ 9

12. Investimento ........................................................................................................................................ 9

13. Capital de Giro .................................................................................................................................... 10

14. Custos ................................................................................................................................................. 11

15. Diversificação/Agregação de Valor ..................................................................................................... 11

16. Divulgação .......................................................................................................................................... 12

17. Informações Fiscais e Tributárias ....................................................................................................... 12

18. Eventos ............................................................................................................................................... 14

19. Entidades em Geral ............................................................................................................................ 15

20. Normas Técnicas ................................................................................................................................ 16

21. Glossário ............................................................................................................................................. 16

22. Dicas de Negócio ................................................................................................................................ 17

23. Características .................................................................................................................................... 18

24. Bibliografia .......................................................................................................................................... 19

25. URL ..................................................................................................................................................... 19


Apresentação / Apresentação / Mercado
1. Apresentação
Boa opção para crianças e adolescentes em recesso escolar. Oferece brincadeiras e
atividades divertidas e organizadas, geralmente ao ar livre.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não
fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o
empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O
objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um
negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de
negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as
informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?O ano letivo dos
estudantes, invariavelmente, não combina com o período de férias do mercado
profissional de trabalho. Enquanto as férias remuneradas dos pais somam apenas 30
dias por ano, as férias escolares podem somar até quatro meses, separadas no início
e no meio do ano. Esta diferença gera uma preocupação anual: onde deixar os filhos
na hora de sair para o trabalho? A solução urbana para este problema foi a colônia de
férias. A falta de espaços para lazer e a insegurança nas ruas das grandes cidades
contribuem para aumentar a demanda de pais que buscam colônias de férias para
seus filhos durante o período de recesso escolar. Quando os pais optam por matriculá-
los em uma colônia de férias, uma de suas principais preocupações é tirá-los de
ambientes e atividades fechadas, como computador e videogames, dando-lhes a
oportunidade de brincar em espaços abertos, ao ar livre, na companhia de outras
crianças e monitorados por profissionais capacitados. Por isso, normalmente, as
atividades das colônias de férias ocorrem em sítios, hotéis-fazenda, clubes,
condomínios, parques e escolas, oferecendo brincadeiras divertidas e organizadas. As
crianças praticam esportes, jogos, desenho, pintura, leitura, por meio de brincadeiras
lúdicas e interagindo com outras crianças e a natureza. Para aqueles empreendedores
que se identificam com o segmento de lazer, turismo e educação, trata-se de uma
oportunidade de investimento e trabalho onde o capital inicial necessário pode ser
reduzido, dependendo do local, tamanho, objetivos, organização do negócio. Este
documento não substitui um plano de negócio. Para elaborá-lo procure o Sebrae.

2. Mercado
O mercado de colônia de férias é muito heterogêneo em função da diversidade de
empreendimentos que oferecem atividades para as crianças nos períodos de férias
escolares. Eles se distinguem em relação às instalações disponíveis, objetivos,
atividades desenvolvidas, duração, podendo ser classificadas sob os aspectos, abaixo:
• Quanto aos objetivos: recreativa, socializante, cultural, desportiva, ambiental,
religiosa;• Quanto ao sexo: masculina, femininas e mistas;• Quanto ao público alvo:
abertas ou fechadas (para grupos de pessoas que reúnam características comuns,

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização
como diabéticos, obesos, católicos, alunos de uma mesma escola); • Quanto à forma
de administração: própria ou em regime de terceirização;• Quanto ao local: urbano,
praiano (existem colônias de férias só para a prática de surf) ou rural;• Quanto à
duração: curta, média ou longa duração;• Quanto ao período: internamento, semi-
internamento, meio-período; • Quanto ao tamanho: pequeno, médio e grande
(dependendo do número de participantes).

Por ser um segmento onde a concorrência é pulverizada, a colônia de férias precisa


oferecer serviços diferenciados e qualidade no atendimento para se destacar. A
Associação Brasileira de Acampamentos Educativos (Abae) faz as seguintes
orientações na escolha do acampamento de férias de seus filhos, que também pode
ser adaptados para colônias de férias urbanas em regime de meio período: • Avaliar a
proposta educacional; • Averiguar a experiência e a formação profissional dos
coordenadores e monitores; • Observar a relação acampantes/monitor, levando em
consideração a faixa etária; • Indagar sobre a alimentação (número de refeições e
elaboração de cardápios); • Informar-se sobre a saúde e segurança (presença de
profissionais de saúde, facilidade de comunicação, transporte de emergência, locais de
atendimento); • Conferir se a programação está adequada aos objetivos a serem
atingidos; • Certificar-se sobre a adequação da infraestrutura do acampamento para a
realização das atividades propostas; • Procurar organizar a viagem pessoalmente para
esclarecer todas as dúvidas possíveis e conhecer os responsáveis pelo acampamento;
• Ter certeza de que obterá a melhor relação custo/benefício; • Ter a aprovação do
acampante quanto à escolha do acampamento e estar certo de que ele está convicto
de que quer enfrentar esse novo desafio

Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de


pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas
sugestões:• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro
para quantificação do mercado-alvo;• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre
o segmento;• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos
dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;• Participação em seminários
especializados.

3. Localização
Antes de escolher o local de instalação de sua colônia de férias o empreendedor já
deve ter claramente definido o público alvo (classe econômica, faixas etárias, sexo) e
as atividades a serem desenvolvidas (educativas, recreativas, desportiva). Para isto é
importante realizar uma pesquisa de mercado, avaliando a região em relação à
concorrência, interesse e poder aquisitivo dos potenciais participantes. Esta avaliação
inicial é importantíssima, uma vez que, influenciará consideravelmente a definição de

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
atividades desenvolvidas, política de preços, recursos necessários, receitas geradas
do negócio.

Outro passo importante é identificar os requisitos operacionais desejáveis e aqueles


considerados indispensáveis para que o seu projeto funcione a contento, definindo o
estabelecimento ideal (clube, hotel, associação, condomínio) para abrigar as crianças
e equipe de trabalho, com o suporte operacional adequado (disponibilidade de
vestiários, banheiros, locais para refeição, equipamentos esportivos, médico) e na
época desejada. Muitas vezes a solicitação do projeto de instalação de colônias de
férias parte dos próprios clubes, hotéis, que optam por terceirizar estas atividades.

As colônias de férias em áreas urbanas devem ser preferencialmente, localizadas


perto da residência dos participantes ou próximas aos locais de trabalho dos pais.
Colônias de férias rurais devem ser instaladas em locais de fácil acesso e próximas a
centros de apoio e assistência médica e primeiros socorros.

Uma observação importante em relação ao local que irá abrigar o negócio, seja ele um
clube, condomínio, fazenda ou hotel, é assegurar que o estabelecimento preencha os
requisitos legais de funcionamento exigidos para sua atividade fim. Alguns detalhes
devem ser observados na escolha do imóvel: • O imóvel atende às necessidades
operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio,
possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços
de água, luz, esgoto, telefone e internet?• O ponto é de fácil acesso, possui
estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta
com serviços de transporte coletivo nas redondezas?• O local está sujeito a
inundações ou próximo a zonas de risco?• O imóvel está legalizado e regularizado
junto aos órgãos públicos municipais?• A planta do imóvel está aprovada pela
Prefeitura?• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a
área primitiva?• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de
Zoneamento ou o Plano Diretor do Município?• Os pagamentos do IPTU referente ao
imóvel encontram-se em dia?• A legislação local permite o licenciamento das placas de
sinalização?

4. Exigências Legais e Específicas


Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador –
profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa,
auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher
os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura
O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no
momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais
indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as


devidas inscrições. As etapas do registro são:• Registro de empresa nos seguintes
órgãos:o Junta Comercial;o Secretaria da Receita Federal (CNPJ);o Secretaria
Estadual da Fazenda;o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;o
Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao
recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);o Cadastramento junto à Caixa
Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;o Corpo de
Bombeiros Militar.• Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua loja
(quando for o caso) para fazer a consulta de local;• Obtenção do alvará de licença
sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações
legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias
Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso);• Preparar e enviar o requerimento
ao chefe estadual do DFA/SIV, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela
empresa, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho de
2007.

5. Estrutura
A estrutura é variável e depende do modelo de trabalho adotado pelo empreendimento.
Caso a colônia de férias funcione em clubes ou em outros locais terceirizados, basta
uma sala comercial de 50 m² para as tarefas administrativas. Uma colônia de férias em
regime aberto não precisa de uma estrutura de dormitórios, podendo ser instalada em
áreas urbanas, permitindo que as crianças retornem para casa ao final de cada dia de
atividades.

Caso a colônia de férias funcione em regime de acampamento, deverá contar com


alojamentos, lavanderia, cozinha, restaurante e toda a infraestrutura de apoio
necessária para as crianças e monitores.

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Pessoal
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
A seguir relacionamos alguns requisitos de infraestrutura necessários para a instalação
de uma colônia de férias: • Rede de água e esgoto; • Área externa livre e ampla; •
Espaço para recepção de público (pais, crianças, visitantes); • Trabalho administrativo
(secretaria e direção); • Espaço para trabalho técnico individual ou reunião do grupo de
monitores; • Espaço para atendimento individual e de saúde e primeiros socorros; •
Vestiários e guarda de materiais; • Dormitórios separados por sexo, idade, etc.; •
Sanitários; • Cozinha e restaurante; • Lavanderia com locais para lavar, passar e secar
roupas; • Área de convívio e estar das crianças (aproximadamente 70% do total da
área construída); • Quadras, piscina e campos esportivos.

Devem-se evitar locais: • Sujeitos às inundações, terrenos baixos e úmidos; • Muito


acidentados, expostos aos ventos fortes;• Muito movimentados e próximos a áreas de
barulho; • Prejudicados pela pouca incidência ou inexistência de sol; • Sujeitos à
poluição ambiental, tais como depósitos de lixo, águas poluídas, etc.

6. Pessoal
O fator humano é fundamental para o sucesso da empresa, visto que se trata de
prestação de serviço especializado. A equipe de trabalho diretamente envolvida inclui
professores, monitores, faxineiros, secretários, professores de oficina, seguranças e
salva-vidas. Porém, a colônia poderá precisar de profissionais para atividades tais
como transporte, alimentação, aluguel de brinquedos, sonorização, dentre outras
atividades, que poderão ser terceirizadas.

Antes de contratar sua equipe de trabalho o empreendedor deve ter tudo pronto:
projeto da colônia, planejamento pedagógico, recursos financeiros, local, data de início
e salário pré-estabelecido. Após tais definições, o empreendedor precisará saber
quantas crianças de cada idade estarão em sua colônia. Para crianças até 6 anos, é
necessário um monitor para cada grupo de 10 crianças. Para crianças acima de 6
anos, basta um professor para cada grupo de 15 crianças.

Quando pensar em contratar, divulgue e tenha a mão uma ficha de inscrição para o
cadastramento de seus professores e monitores. De posse dos candidatos, selecione
de acordo com a experiência e grau de interesse por idade. Finalize a contratação com
um acordo assinado por ambas as partes, em uma reunião coletiva com explicações
detalhadas sobre o projeto, seleção de idades e professores, parceria dos professores,

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Pessoal / Equipamentos
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
salário, início da colônia, normas gerais, etc.

Recomenda-se a contratação de profissionais com experiência e formação


universitária em educação física, pedagogia ou psicologia, dependendo dos objetivos
da colônia.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o


nível de retenção de funcionários e melhora a performance do negócio. O treinamento
dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências: • Capacidade de
percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;• Agilidade e presteza
no atendimento;• Capacidade de apresentar e vender os serviços da empresa;•
Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores


nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao


seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do
setor. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações
sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

7. Equipamentos
Os equipamentos variam de acordo com as atividades desenvolvidas. Existem colônias
de férias que utilizam a estrutura de clubes e similares, onde as crianças participam de
atividades esportivas, como futebol, vôlei, natação e brincadeiras que não envolvem o
uso intensivo de equipamentos além de bolas, redes, uniformes, cones de marcação,
minimizando ou mesmo eliminando a aquisição de equipamentos por seus
organizadores. Por outro lado, existem colônias que exploram atividades específicas
em outras épocas do ano, como é o caso dos acampamentos educativos, que em geral
possuem estruturas sofisticadas, com campos esportivos, teatros com sonorização e
iluminação ambiente, refeitórios com cozinha completa, lago com pedalinhos, sala de
jogos com karaokê, pinball, dentre outros itens de entretenimento. Neste caso, o
planejamento de cada atividade irá determinar a aquisição dos equipamentos
necessários.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
8. Matéria Prima/Mercadoria
A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a
demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros,
os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o
capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido
em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em
menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice
de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é
a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue
cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o
indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega,
isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou
serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de
venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque
ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na
alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta
o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da
empresa

Uma colônia de férias é tipicamente uma prestadora de serviços. Portanto, o consumo


de produtos resume-se basicamente à manutenção e limpeza do escritório.

9. Organização do Processo Produtivo


Dentre os principais processos envolvidos na organização de uma colônia de férias,
destacam-se:

Planejamento das atividades As colônias de férias atuam como coadjuvantes da escola


no processo educacional. Elas oferecem lazer, brincadeiras e outras atividades, que
visam transmitir ensinamentos e respeito a valores universais de solidariedade,
tolerância às diversidades, o trabalho em equipe, etc., através do convívio e interação
social das crianças estimulando sua autonomia, responsabilidade e senso crítico. O
ensinamento destes valores passa pelo planejamento e criação de situações em que
as crianças possam perceber seus limites, direitos e deveres e que venham a
contribuir para o desenvolvimento de sua cidadania.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Brincadeiras e atividades (desportivas, recreacionais, culturais, etc.) As atividades na
colônia devem ser planejadas de acordo com o interesse por idade. Se as atividades
vão ser recreativas ou esportivas, vai depender do grau de interesse e crescimento da
criança. Qualquer atividade é válida para a diversão, mas, não devem ser limitadas a
atividades feitas apenas dentro do espaço da colônia, ou das quadras. Dentre as
atividades desenvolvidas podemos citar: • Brinquedos infláveis e cama elástica; • Caça
ao tesouro (atividades de surpresa); • Concursos (desenhos, pinturas, poesias, etc.) e
desfiles (garoto e garota colônia, brega, fantasia, etc.); • Gincanas e torneios (natação,
pingue-pongue, totó, baralho); • Jogos Recreativos (brincadeiras coletivas diversas) e
Esportivos (peteca, voleibol, futebol, basquete, tênis, etc.); • Macro- ginástica na água
(hidroginástica com todos) ou gincana aquática; • Mural sobre temas importantes e
educativos (de desenhos, e frases); • Oficinas de artes (origami, reciclados, desenhos,
pinturas, etc.), danças, lutas, culinária, mergulho, teatro, ginástica acrobática, etc.; •
Palestras instrutivas (primeiros socorros, bombeiros, sobre saúde do corpo e dentes,
higiene, AIDS, etc.); • Palestras sobre higiene pessoal, primeiros socorros, doenças
sexualmente transmissíveis e outras; • Passeios ecológicos a parques, museus,
jardins, cinemas, teatros, etc.; • Salas de diversão - de jogos, TV, vídeo games,
karaokê; • Shows (mágica, dança e música, palhaços, teatros, circo, etc.); • Teatro -
com apresentação de uma peça encenada pelas próprias crianças; • Torneios.

Administração: dentre os principais processos administrativos destacamos: •


Assessoria Jurídica - para formalização do contrato de prestação de serviços a ser
assinado pelos responsáveis e demais assuntos relacionados; • Financeira –
compreende todos os controles e relacionamento com bancos, escritório de
contabilidade e fornecedores (compras, contas a pagar e pagamentos); • Infra
Estrutura – compreendem a adequação dos meios existentes (quadras, piscinas,
banheiros, etc.) às necessidades requeridas para cada atividade planejada; • Marketing
e relacionamento – dentre as atividades de marketing destacamos principalmente a
divulgação da colônia e o relacionamento com divulgadores e país. • Recursos
Humanos - envolvem atividades tais como recrutamento, pagamento, demissão e
relacionamento com os empregados do empreendimento (monitores, faxineiros,
professores, etc.).

10. Automação
Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar
o empreendedor na gestão de uma empresa de colônia de férias (vide
http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br). Seguem algumas
opções:• Advanced Accounting Powered by CAS;• Apexico VAT-Books;• Avira
UnErase Personal;• Automatiza Financeiro;• Business Reports;• Contact your Client
Professional;• Controle de estoques;• Desktop Sales Manager;• Direct Control
Standard;• DriveImage XML;• ERP Lite Free;• Financeiro;• Fortuna 6.0;• GPI –

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Canais de Distribuição / Investimento
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Gerenciador Pessoal Integrado;• Hide and Reveal;• II Worklog;• InstantCashBook;•
JFinanças Empresa;• Macrium Reflect;• Magic Cash;• MaxControl;• Norton Ghost;•
NTFS Undelete;• Orçamento Empresarial;• PDV Empresarial Professional;• Plano de
Contas Gerencial;• SGCON – Sistema Gerencial Contábil;• SGI – Sistema Gerencial
Integrado;• SIC – Sistema Integrado Comercial;• Sintec-pro;• Sistema CRGNET;•
Sistema Softcar;• Spk Business;• S- Tools;• Terrasoft CRM;• Tokwa Data Recovery;•
Undelete Plus;• Yosemite Backup Standard.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço
cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal
municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo
fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades, tais como:•
Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta
corrente);• Acompanhamento de manutenção e depreciação dos equipamentos;•
Organização de compras e contas a pagar;• Emissão de pedidos;• Controle de taxa de
serviço;• Lista de espera;• Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do
faturamento da empresa.

11. Canais de Distribuição


O processo de venda de serviços ocorre nas secretarias do clube, condomínios e
escolas. Contudo, existem empresas especializadas neste segmento, que contam com
representantes, equipes externas de vendas e estrutura interna de apoio que
comercializam “pacotes” de colônias de férias para instituições como colégios, igrejas,
clubes, além de fazerem o atendimento individual a pais e responsáveis que desejam
incluir seus filhos nos programas organizados e abertos ao público em geral.

12. Investimento
Montar uma colônia de férias em instalações próprias é um investimento elevado.
Contudo, os valores podem ser reduzidos caso sejam utilizadas instalações de
terceiros em espaços já estabelecidos. Desta forma, uma empresa estabelecida em
uma área de 50 m² exige um investimento inicial estimado em torno de R$ 24 mil, a ser
alocado majoritariamente nos seguintes itens: • Reforma do local: R$ 3.000,00;• Mesas
e cadeiras: R$ 4.000,00;• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora:
R$ 5.000,00;• Uniformes, bolas, cones, redes e outros materiais: R$ 10.000,00;•
Capital de giro: R$ 2.000,00.

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Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o
empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

13. Capital de Giro


Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter
para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia
imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de
caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos
médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e
prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem,
maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos
regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a
necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel,
impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao
prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de
capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível
para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica
também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da
empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta
necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores
que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para
pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar
para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos
de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações
excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus
pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na
empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as
variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com
precisão.

Para uma colônia de férias, a necessidade de capital de giro é baixa, correspondendo


a 10% do investimento inicial. Isso porque não há desembolsos vultosos para
fornecedores e os maiores custos estão inseridos na folha salarial dos profissionais
contratados.

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14. Custos
São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão
incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como:
aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-
prima e insumos consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra,


produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o
empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como
ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o
controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de
ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para abrir uma colônia de férias, com faturamento médio mensal de R$
15.000,00 devem ser estimados considerando os itens abaixo:• Salários, comissões e
encargos: R$ 7.000,00;• Tributos, impostos, contribuições e taxas: R$ 1.750,00;•
Aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 1.000,00;• Água, luz, telefone e acesso a
internet: R$ 500,00;• Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários: R$
250,00;• Assessoria contábil: R$ 500,00;• Propaganda e publicidade da empresa: R$
500,00;• Aquisição de matéria-prima e insumos: R$ 2.500,00;

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:• Comprar pelo menor
preço;• Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores;• Evitar
gastos e despesas desnecessárias;• Manter equipe de pessoal enxuta.

15. Diversificação/Agregação de Valor


Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto
principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta
possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo
mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu
nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
de valor agregado. No caso de uma empresa de colônia de férias, há várias
oportunidades de diferenciação, tais como:• Parceria com clubes e escolas;•
Lançamento de programações especiais com acampamentos;• Organização de
atividades criativas como aulas de culinária ou de pintura;• Visita a zoológicos, parques
de diversões, museus, cinemas e eventos infantis.

16. Divulgação
A propaganda boca a boca feita pelos pais é extremamente eficiente para garantir a
lotação nos meses de férias, mas não resolve o problema da ociosidade daquelas
colônias de férias que precisam funcionar nos demais meses do ano. É por isso que se
deve investir pesado nas escolas. Uma visita ao diretor ou a determinado professor
pode brindar a empresa com vários acampamentos curtos de um dia ou final de
semana, os chamados day camps, com grupos de mais de cem crianças de uma só
vez. Essa estratégia possibilita a geração de receita no período escolar. Abaixo, são
sugeridas outras ações mercadológicas acessíveis e eficientes:• Confeccionar folders e
flyers para a distribuição em clubes e escolas.• Participar de eventos e feiras infantis.•
Montar um website para a divulgação da empresa.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar
as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes
satisfeitos e bem atendidos.

17. Informações Fiscais e Tributárias


O segmento de COLONIA DE FÉRIAS, assim entendido pela CNAE/IBGE
(Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 5590-6/02 como atividade que
disponibiliza aos seus clientes alojamento em pousadas combinadas ou não com o
fornecimento de alimentação, bebidas e outros produtos, poderá optar pelo SIMPLES
Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído
pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade
não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa
R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte
e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições,


por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f
azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);


• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para


esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida
pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de
atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número
de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder


benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse
imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá
ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o


empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá
optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se
enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a
tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII
(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ).
Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores
fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do
empreendedor;
• R$ 5,00 a título de ISS - Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

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um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes


percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu
empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre
será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do
estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis


Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê
Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos
Os principais eventos do setor são:

Curso de Recreação em Acampamentos e Eventos Local Acampamento Aruanã


Coordenação Profª. Monica Monge (Nana) e Prof. Ronaldo Tedesco Silveira (Pudim)
Contato Acampamento Aruanã Site www.aruana.com.br Email contato@aruana.com.br
Telefone (11) 3926-8201

Curso "10ª Ciranda da Recreação"Período 12 a 14 de setembro/2008Local SESC


Santana Contato: Dinâmica Treinamento e Lazer Site www.dinamicalazer.com.br Email
dinamica@dinamicalazer.com.br Telefone (11) 2062-7170 / 3637-7170 / 9128-7642

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Simpósio Internacional de Acampamentos Educativos Curso de Monitoria da
ABAELocal: Acampamento Fazenda Monjolinho São Pedro – SP (200 km de
SP)http://www.abae.org.br

19. Entidades em Geral


A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor:

ABAE - Associação Brasileira de Acampamentos Educativos Tel: (11) 5096 5939


http://www.abae.org.br

ABEOC – Associação Brasileira de Empresas de Eventos. http://www.abeoc.org.br

ACA: American Camp Association www.acacamps.org

AEE: Association for Experiential Education www.aee.org

CONFEF – Conselho Federal de Educação Física Rua do Ouvidor, 121 - 7º andar CEP
20040-030 - Rio de Janeiro – RJTels.: (21) 2526-7179 / 2252-6275 / 2242-3670 / 2242-
4228 www.confef.org.br

Conselho Federal de Psicologia SRTVN, Quadra 702, Edifício Brasília Rádio Center, 4
andar, conjunto 4024 ACEP: 70719-900 – Brasília – DF. Tel.: (61) 2109 0100 Website:
www.pol.org.br

Férias Vivas www.feriasvivas.org.br

TV ESCOLAPortal do Professor. Programa da Secretaria de Educação a Distância do


Ministério da Educação. http://portaldoprofessor.mec.gov.br

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20. Normas Técnicas
As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes
referências para o mercado e são publicadas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT. As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de
desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na
sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar
formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários,
definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de
ensaio. As normas técnicas aplicáveis ao segmento de colônia de féria dependerão de
seus objetivos de trabalho (recreacional, socializante, cultural, desportiva, ambiental,
religiosa, etc.) e atividades desenvolvidas.

21. Glossário
Seguem alguns termos da atividade:

ALIEN: atividade noturna, que tem como objetivo ajudar a procurar objetos escondidos
em vários locais do espaço, trabalhando, dessa maneira, a cooperação entre o grupo.

CABO DE GUERRA: disputa em que as crianças são dividas em dois grupos e


posicionadas em cada ponta de uma corda. No meio da corda é colocado um lenço e
feitas marcações no terreno. Ganha o grupo que conseguir puxar o adversário
fazendo-o ultrapassar a marca determinada. Tem como benefícios: desenvolvimento
do espírito de equipe, força muscular, concentração e habilidade para lidar com
disputa.

COMBATE: adaptação do jogo de tabuleiro “combate”. Atividade onde os participantes


deverão respeitar a hierarquia de seus superiores ao se cruzarem para combater.

CORRIDA PELA BANDEIRA: atividade que procura trabalhar a cooperação,


criatividade e raciocínio.

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GARRABOL: variação do jogo de queimada, podendo ser aplicado a qualquer faixa
etária.

GINCANA DE ESTAFETAS: atividade que procura trabalhar a cooperação e as


diferentes habilidades físicas por meio de provas a serem cumpridas.

NOITE DOS PIOS: adaptação da atividade “esconde-esconde”, realizada no período


noturno.

PIQUE BANDEIRA: atividade onde predomina a estratégia e o trabalho em grupo, cujo


objetivo é atacar a equipe adversária e conquistar sua bandeira.

TUTANCÂMON: atividade noturna, onde o objetivo do jogo é desvendar os segredos


das pirâmides e encontrar o pergaminho, pois este direcionará a equipe ao tesouro.

XADREZ GIGANTE: adaptação do jogo de tabuleiro xadrez, indicado para crianças


maiores de oito anos.

22. Dicas de Negócio


As atividades na colônia devem ser planejadas de acordo com o interesse por idade.
Se as atividades vão ser recreativas ou esportivas, vai depender do grau de interesse
e crescimento da criança.

Qualquer atividade é válida para a diversão, mas não limite sua colônia de férias a
atividades apenas feitas dentro do espaço da colônia, ou das quadras. Planeje também
atividades em outros locais como: cinema, museus, zoológicos, etc.

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Embora se devam procurar ideias baratas, o empreendedor trabalhar para que seu
projeto seja bem atrativo ao seu público alvo e aos potenciais contratantes (hotéis,
clubes, etc.).

Na colônia, os professores podem aproveitar o momento da descontração para inserir


temas importantes para as crianças e que vão ajudá-las no dia-a-dia com a sociedade.
A disciplina e a organização vão propiciar o divertimento com segurança.

O sucesso vai depender muito do pessoal contratado. Os professores devem ser


experientes e referenciados, pois são responsáveis pela sugestão e elaboração das
atividades feitas durante a colônia.

23. Características
São características desejáveis para o empreendedor que deseja atuar neste segmento:
• Capacidade de valorizar o conhecimento trazido pelas crianças desafiando-as a
pensar e a dizer o que pensam; • Disposição para o trabalho e flexibilidade de horário
no período de realização da colônia de férias; • Habilidades para saber valorizar os
acertos e transformar os erros em uma oportunidade de aprendizado; • Gostar de
crianças; • Ter conhecimento de Administração e de relacionamento com clientes e
fornecedores; • Ter ética e postura pessoal ilibada; • Ter habilidade de se relacionar
com crianças, adolescentes e adultos sabendo ouvir e motivar; • Ter a experiência em
planejamento educacional;

Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no


sucesso do empreendimento: • Busca constante de informações e oportunidades;•
Persistência;• Comprometimento;• Qual idade e eficiência;• Capacidade de estabelecer
metas e calcular riscos;• Planejamento e monitoramento sistemáticos;• Independência
e autoconfiança.

Convêm lembrar que lidar com crianças implica em grande prudência e


responsabilidade. O empreendedor deve estar ciente de todas as obrigações da
atividade e informá-las ao grupo de monitores e funcionários.

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24. Bibliografia
CIVITATI, H. Acampamento - organização e atividades. 1. ed. Rio de Janeiro: Ed.
Sprint, 2000. ______. Jogos de salão. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
GUEDES. M. H. de S. Oficina da brincadeira. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2000.
PROCON (SP). ON-LINE. Como não frustrar as férias de seus filhos em um
acampamento de férias. São Paulo, 2003. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2008.
STEINHILBER, Jorge. Colônia de férias: administração e organização. Rio de Janeiro:
Ed. Sprint, 1995. STOPPA, E. A. Acampamento de férias. Campinas: Ed. Papirus,
1999. Para obter outras sugestões bibliográficas nesta área vide o portal do CDOF –
Cooperativa do Fitness. COOPERATIVA DO FITNESS. Recreação e lazer. Belo
Horizonte, 1999. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2008.

25. URL
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-uma-
col%C3%B4nia-de-f%C3%A9rias

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