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da

REVISTA

Orquídeas
Faça a sua
própria
Conheça a
florada do
treliça Pleione

7 orquídeas A brasileira
terrestres Miltonia x
leucoglossa

10 variedades
da Cattleya
intermedia

Saiba como
combater
cochonilhas

As multicoloridas
Elas
E las têm
dois m
dois
Miltoniopsis
têm ffl
flores
meses.
loore
res grandes
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grand
Aprenda
des
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que
ue d
duram
cultivar
ulttiv
uram
var eessas
ssaas
orquídeass d
orquídeas desenvolvidas
esennvolviidass no B
Brasil
ra
asill Edição 16
Ano 2

ENTENDA O QUE DETERMINA O PREÇO DE UMA ORQUÍDEA


REVISTA da

Orquídeas AO LEITOR
Aydano Roriz
Luiz Siqueira
Tânia Roriz

Edição – novembro de 2015 - No 16 - Ano 2 Pétalas da


Editor e Diretor Responsável: Aydano Roriz
Diretor Executivo: Luiz Siqueira
Diretor Editorial e Jornalista Responsável:
imaginação
Roberto Araújo – MTb.10.766

À
araujo@europanet.com.br s vezes, nem é só pela
Editora: Gabi Bastos beleza das orquídeas,
Editora de Arte: Ludmila Viani Taranenko
Consultoria Botânica: Erwin Bohnke e Valerio Romahn
embora todas sejam
Revisão de Texto: Eliane Domaneschi incríveis. É pelas histórias que elas Miltoniopsis Red
Colaboraram nesta edição: André Fortes (fotos) Paula
Fratin (fotos), Carol Costa (texto e fotos), Luiz Filipe inspiram, pelas amizades que Woodhan x
Varella (texto e fotos) Saint Helier
proporcionam, pelas vidas que
Publicidadee (publicidade@europanet.com.br) modificam e até pelos negócios que
Diretor: Mauricio Dias (11) 3038-5093
geram. O fato é que ao começar a cultivar
Publicidadee - São Paulo:
Coordenadora: Ângela Taddeo
orquídeas, é difícil a pessoa não ficar tremendamente envolvida.
Executivo de negócios: Alessandro Donadio, Um dos fatores mais fascinantes que elas proporcionam é o estímulo
Elisangela Xavier, Ligia Caetano, Renato Peron e
Roberta Barricelli à imaginação. Só de olhar a flor de uma Miltoniopsis, imediatamente dá
Criação Publicitária: Daniel Bordini
Tráfego: Thiago Tane
para ver um rosto, um homem de bigode, pombos voando, bailarinas...
o que cada um quiser. O nome disso é “pareidolia”, um fenômeno
Publicidadee - Outras regiões:
Brasília: New Business – (61) 3323-0205 psicológico que atribui significados a uma forma aleatória. Não dá para
Paraná: GRP Mídia – (41) 3023-8238
Rio Grande do Sul: Semente Associados – (51) 3232-3176
passar despercebido, e essa característica adicional torna a relação com
Santa Catarina: MC Representações – (48) 3223-3968 a planta ainda mais interessante.
Bahiaa e Sergipe: Aura Bahia – (71) 3345-5600/9965-8133
Outros estados: Maurício Dias – (11) 3038-5093 Da mesmo forma, é muito difícil encontrar uma orquídea e não ir
Publicidadee - EUA e Canadá: Global Media,
+1 (650) 306-0880
buscar sua história. Ainda no caso das Miltoniopsis, elas gostavam de frio
e se davam mal aqui. Mas, determinado a cultivá-las, Sebastião Nagase
Circulação e livrarias:
Gerente: Ezio Vicente (ezio@europanet.com.br) não sossegou e cruzou espécies do gênero até conseguir exemplares que
Equipe: Henrique Guerche, Paula Hanne e Pedro Nobre
florescessem saudáveis no Brasil, apesar do calor. Não só alcançou seu
Assinaturas e atendimento ao leitor: objetivo como fez disso um negócio rentável.
Gerente: Fabiana Lopes (fabiana@europanet.com.br)
Coordenação: Tamar Biffi (tamar@europanet.com.br) Esse certamente é o sonho de muitos orquidófilos, unir o prazer que
Equipe: Carla Dias, Josi Montanari, Vanessa Araújo,
Maylla Costa, Camila Brogio, Bia Moreira, Mila Arantes
tem com as orquídeas com a possibilidade de trabalhar e ganhar algum
dinheiro com isso. São várias as pessoas que conseguem com plantas
Europa Digitall (www.europanet.com.br):
Gerente: Marco Clivati (marco.clivati@europanet.com.br) de coleção, independentemente da milionária máquina de produção de
Equipe: Anderson Ribeiro, Anderson Cleiton,
Adriano Severo e Karine Ferreira
orquídeas em escala industrial.
As orquídeas são generosas. Como pertencem a um dos
Produção e eventos

Juan Esteves
Gerente: Aida Lima (aida@europanet.com.br) maiores grupos de plantas de todo o planeta, contemplam a
Equipe: Beth Macedo
todos os desejos. Até os daqueles que querem deixar a
Propaganda: Denise Sodré imaginação voar nos coloridos desenhos de pétalas e sépalas.
Logística
Coordenação: Liliam Lemos (liliam@europanet.com.br) Roberto Araújo
Equipe: Paulo Lobato, Gabriel Oliveira,
araujo@europanet.com.br
Gustavo Souza e Thiago Cardoso

Administração
Gerente: Renata Kurosaki
Equipe: Paula Orlandini, Vinicius Serpa e William Costa

Desenvolvimento de pessoal:
Se for o caso reclame. Nosso objetivo é a excelência!
Tânia Roriz e Elisangela Harumi
REDAÇÃO ATENDIMENTO (de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h)
Rua MMDC, 121 – São Paulo, SP – CEP 05510-900 Fone: (11) 3038-5116 Fax: (11) 3819-0538 Fones: 0800-8888-508, (11) 3038-5050 (São Paulo)
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Revista Orquídeas

4 SUMÁRIO

10 10 MULTICOLORIDAS
As Miltoniopsis híbridas têm flores
grandes, com desenhos que despertam a
imaginação. Muitas delas são perfumadas

06 Miltonia × 52 Curiosidades
leucoglossa Saiba por que o preço das
Híbrida natural de espécies orquídeas varia tanto
brasileiras, ela é uma
orquídea fácil de cultivar
54 Aula do especialista
Erwin Bohnke ensina
22 Orquidário como identificar e
Feito com restos de madeira combater as cochonilhas
de construção, o espaço
abriga as orquídeas da família
58 Almanaque
34 Exposição de primavera da
AOSP e outros assuntos
28 Galeria de Cattleya
intermedia da exposição do interesse de orquidófilos
do Círculo Gaúcho

66 Ilustração
34 Faça você mesmo Um Cypripedium parviflorum
Passo a passo de uma treliça var. pubescens pintado
feita com cabo de vassoura em 1786

38 Produtos
Uma seleção de graciosas
treliças para pendurar vasos
Nossos consultores
ERWIN BOHNKE
Orquidófilo há mais
de 25 anos, dá
40 Atualidade palestras e cursos
no Brasil e no
A produção de orquídeas exterior. Algumas

6 terrestres aumentou.
E tem novidades
espécies levam
seu nome

VALERIO ROMAHN
Fotógrafo e botânico
autodidata, trabalha
46 Pleione Tongariro na Revista Natureza
e é autor de
Sucesso na Europa, A Grande Enciclopédia
Ilustrada de
a orquídea híbrida Plantas & Flores
ainda é rara no Brasil

CAPA Valerio Romahn (foto); Aida Lima


(produção); Sebastião Nagase (orquídea)
Revista Orquídeas

6 CONHEÇA MELHOR

Filhaprodígio
Híbrida natural, a
Miltonia × leucoglossa
as
herdou as características
mais bonitas dos pais
Por Gabi Bastos | Fotos Valerio Romahn

E
la não se multiplica rapidamente como a
mãe, a Miltonia spectabilis (1) que enche o
ambiente de cor. Cresce mais tímida como o pai,
a Miltonia candida (2), que está praticamente extinto
no seu hábitat. Quanto às flores, a Miltonia × leucoglossa
herdou o que de mais bonito seus parentes apresentam:
o labelo grande é visualmente da mãe e o colorido
tigrado e o perfume adocicado do pai.
Descrita em 1898, a Miltonia × leucoglossa
é um híbrido natural encontrado na Mata
Atlântica do Sudeste brasileiro, muito

2
1

Os pais da Miltonia
× leucoglossa
são: a Miltonia
spectabilis (1) e a
Miltonia candida
(2), espécies
encontradas no
Sudeste brasileiro
7
8

Em regiões
subtropicais a planta
Cada pseudobulbo
gera dois ou três novos ao
ano. Por isso, a planta se
deve receber mais
multiplica rapidamente
luz no inverno
apreciada pela sua beleza. Tanto que ela
é utilizada em muitas hibridações artificiais
– inclusive com espécies de outros gêneros,
como Oncidium – e item obrigatório de
colecionadores de espécies brasileiras.
É uma orquídea de pequeno porte,
ideal para enfeitar beirais de janela e mesas
de centro na primavera e verão, quando
floresce. As flores medem cerca de 10 cm
de diâmetro e nascem em hastes curtas da
base dos pseudobulbos, que são longos,
achatados e ficam quase encobertos pelas
As flores brotam na primavera ou no verão, são perfumadas e permanecem bonitas bainhas foliares.
por até um mês. O nome da espécie, leucoglossa, significa “labelo branco”
COMO CULTIVAR
A Miltonia × leucoglossa é típica de
regiões de clima tropical úmido. Mas, como
seus pais, desenvolve-se bem em regiões
subtropicais, desde que receba um pouco
mais de luminosidade no inverno para
compensar as temperaturas mais baixas.
Por ser epífita, a orquídea pode ser
mantida em um vaso com substrato
preparado com casca de pínus, pedra
brita e um pouco de carvão. Esse material
ajuda a evitar o aparecimento de fungos,
um aspecto importante pois a orquídea
gosta de ter as raízes constantemente
úmidas, mas nunca encharcadas. Por
isso, regue a planta diariamente ou a
cada dois dias com pouca água. Se tiver
oportunidade, também borrife água nas
folhas todos os dias de manhã, bem cedo.
No hábitat da orquídea é comum haver
orvalho nesse período do dia.
As adubações podem ser semanais
com NPK 20-20-20 até os pseudobulbos se
formarem. Quando isso acontecer, passe
a adubar com fertilizantes que estimulam
a floração, como o NPK 4-14-8, para ter
muitas flores por um longo tempo.
9

A Pleione Tongariro
entra em dormência
no inverno. Depois,
acorda com força total,
produzindo novas
folhas e as belas flores

A Miltonia × leucoglossa
mede cerca de 30 cm.
Seus pseudobulbos são
achatados e escondidos
pelas bainhas foliares
Revista Orquídeas

10 CAPA

Colorido
brasileiro
As Miltoniopsis híbridas são amadas no mundo todo pelas
suas flores grandes e desenhadas. Mas as desenvolvidas
no Brasil são diferenciadas Por Gabi Bastos | Fotos Valerio Romahn

O
labelo das flores das Miltoniopsis híbridas tem
o formato de um coração invertido. Já o colorido
central, compõe desenhos que despertam a
imaginação. Há quem jure que o miolo parece uma
pomba. Outros enxergam uma mulher de saia. Para
melhorar, as flores chegam a medir 13 cm de diâmetro,
são muitas vezes perfumadas e se dispõem ao longo de
hastes que podem ser pendentes ou não.
Enumerar as qualidades da orquídea conhecida como
amor-perfeito é fácil. Elas tornaram a planta muito popular
na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, as Miltoniopsis
também são famosas, mas um pouco incompreendidas.
Um dos motivos é que ainda há quem as chame de
Miltonia, o antigo nome científico do gênero, o que provoca
um pouco de confusão no cultivo, já que as Miltonia são
brasileirinhas natas e muitas Miltoniopsis, nativas de regiões
andinas. Outra razão é que a maior parte das informações
sobre a maneira correta de cuidar das plantas é retirada de
textos europeus ou americanos e, acredite, as Miltoniopsis
Pomba, homem com as mãos para cima, mulher de saia... híbridas desenvolvidas no Brasil têm exigências de cultivo
cada um enxerga o que quer no colorido do miolo das flores diferentes das criadas em outros países.
11

Com cerca de 13 cm de
diâmetro, as flores têm
labelo com formato de
um coração invertido
Revista Orquídeas

12 MILTONIOPSIS

Os primeiros
A Miltoniopsis Luna Bianca
híbridos brasileiros
é um híbrido brasileiro e Atualmente as Miltoniopsis são uma
recebeu esse nome por ter
flores bem redondas das orquídeas mais queridas no Brasil.
Mas não foi fácil para elas alcançarem
esse patamar. Até a década de 1970,
apenas poucos colecionadores de
orquídeas as tinham no país devido
a dificuldade de mantê-las em clima
geralmente quente. Isso porque a maioria
das espécies do gênero é nativa de
regiões de altas altitudes, principalmente
1 da Colômbia, e exige temperaturas
amenas para florescer.
Um dos responsáveis por tornar o
cultivo de Miltoniopsis mais fácil no
Brasil foi o orquidófilo Sebastião Nagase.
Após se encantar por híbridos do gênero
desenvolvidos na França, ele pesquisou
as espécies e descobriu uma exceção à
regra: a Miltoniopsis santanaei. A maioria
delas se desenvolve em regiões de
altitudes entre 100 m e 400 m, embora
seja possível encontrar exempares em
locais de até 1.200 m. mais baixas e, por
isso, suporta um pouco mais de calor.
Especialista em hibridações, Nagase, viu
ai a oportunidade de utilizar essa espécie
em cruzamentos para criar híbridos de
Miltoniopsis ideais para o cultivo no
Brasil como a M. Second Love

1
2 1
Os primeiros A Miltoniopsis santanaei é a única
espécie do gênero que cresce em
híbridos brasileiros regiões de baixa altitudes
Até a década de 1970, apenas poucos colecionadores de
orquídeas tinham Miltoniopsis no Brasil devido à dificuldade de
mantê-las em clima relativamente quente. As espécies do gênero
são nativas de regiões de altitudes elevadas, principalmente da
Colômbia, e exigem temperaturas baixas para florescer.
Um dos responsáveis por tornar o cultivo dessas orquídeas
mais fácil no Brasil foi o orquidólogo Sebastião Nagase.
Especialista em hibridações, ele pesquisou as Miltoniopsis e
descobriu uma espécie que suporta mais calor porque, em
geral, cresce em regiões de altitudes mais baixas: a Miltoniopsis
santanaei (1). Sem perder tempo, Nagase começou a utilizar
Carlos Lage

essa planta em cruzamentos para criar Miltoniopsis ideais para o


cultivo no clima brasileiro, como a M. Luna Bianca (2).
13

O colorido do miolo
das flores varia de um
híbrido para outro

Orquídea: Wenzel Orchids


Revista Orquídeas

14 MILTONIOPSIS

Muito mais
que resistência
Os híbridos de Miltoniopsis
criados no Brasil se desenvolvem
bem em regiões com temperatura
anual entre 15 oC e 35 oC. Mas além
de ficarem menos exigentes em
um clima específico, as orquídeas
também ganharam flores maiores, em
cores que não são vistas na Natureza
– como a bordô-avermelhada da
orquídea desta página –, perfume
intenso e folhagem mais atrativa.
Resultado de um trabalho minucioso,
desenvolvido ao longo de décadas, já
que é necessário esperar anos para um
15

A Miltoniopsis White
Summer é um híbrido
brasileiro que já foi
premiado na Holanda.
Suas flores chegam a
medir 13 cm de diâmetro
1

híbrido crescer, florescer e ser cruzado seguidamente até


seus filhos adquirirem genética diferenciada.
Tanta dedicação de Nagase foi reconhecida em uma
As Miltoniopsis híbridas
exposição na Holanda, em 1997, quando o orquidólogo
recebeu 85,5 pontos, de 100 possíveis, ao apresentar um brasileiras crescem em
exemplar da Miltoniopsis White Summer (1) que ele
desenvolveu. A planta em questão tinha mais de dez
hastes com seis a oito flores, de cerca de 13 cm de
locais com temperaturas
diâmetro, cada. Até hoje, essa foi a maior pontuação
alcançada por uma Miltoniopsis na Holanda.
entre 15 oC e 35 oC
1
Fotolia

Com as hibridações constantes, as flores das Miltoniopsis ganharam desenhos novos e 3 cm a mais do que as encontradas na Natureza
Revista Orquídeas

16 MILTONIOPSIS

As flores da
orquídea duram
até dois meses

Homenagens e florada extra


A florada das Miltoniopsis dura de um a dois Jersey (1). O segundo é que as Miltoniopsis se tornaram
meses, dependendo da condição em que a orquídea muito populares e, geralmente, quem se interessa pelos
é mantida. Em geral, a floração ocorre na primavera, nomes completos das plantas são os colecionadores, e esses
mas, como muitas delas trazem genes de espécies que têm preferência por espécies e híbridos famosos.
florescem no outono, não é raro apresentarem uma Entre as Miltoniopsis mais conhecidas, algumas
segunda florada nessa época. homenageiam personalidades como a jornalista
No comércio, as orquídeas-amor-perfeito não Ananda Apple (2), que promove a jardinagem e a
costumam vir identificadas com o nome científico por dois orquidofilia em várias de suas reportagens e uma vez
motivos. O primeiro é que muitas dessas plantas não foram declarou que a Miltoniopsis era uma de suas orquídeas
registradas, o que torna seu nome comprido, como o da preferidas. Outra celebridade que “virou” flor foi a
(Miltoniopsis Zorro × Miltoniopisis Saffron) × Miltoniopsis apresentadora Ana Hickmann (3).
17

Ambientação: Vico Orquídeas, tel.: (11) 4582-6347


2 2

Algumas Miltoniopsis
ficaram famosas por
ganharem nomes de
personalidades, como a
M. Ananda Apple (acima)
e a M. Ana Hickmann
(à esquerda)

3
Revista Orquídeas

18 MILTONIOPSIS

Três fases da planta: muda,


1 já florescendo aos dois
anos de idade e adulta, com
muitas hastes florais
19

Fotolia

Os pseudobulbos são ovais e achatados. As folhas surgem em forma de leque


Ambientação: Vico Orquídeas, tel.: (11) 4582-6347

Folhas saudáveis, florada intensa


As Miltoniopsis híbridas florescem ainda pequenas, com
dois anos de idade, e chegam a medir até 35 cm de altura.
Elas têm pseudobulbos ovais e achatados que crescem bem
próximos uns dos outros. As folhas nascem em forma de
leque, escondendo parte dos pseudobulbos.
O aspecto das folhas oferece várias dicas sobre a saúde da planta.
Vale a pena observá-las. Com as hibridações constantes, a folhagem
ficou mais rígida. Por isso, se ela pender é sinal de que a orquídea
não está recebendo adubação suficiente ou que a luminosidade está
muito lateral. “Isso é comum em orquidários cobertos por sombrite
e aberto dos lados”, conta o orquidólogo Erwin Bohnke.
Pontas das folhas muito amareladas indicam que a planta
está carente de magnésio e cálcio. Mas o especialista lembra:
“A folhagem é verde-clara e naturalmente amarelada.
Não confunda essa característica inata da espécie, que já foi
atenuada pela melhoria genética, com o sintoma foliar”.
Revista Orquídeas

20 MILTONIOPSIS

As raízes
são delicadas.
Por isso, o
substrato em
que a orquídea
é cultivada
deve ser trocado
uma ou duas
vezes por ano

Os segredos do cultivo
Uma das maiores exigências no cultivo das
Miltoniopsis híbridas é a umidade: ela precisa
ser superior a 50% – o ideal é 70% – o ano
inteiro. Caso contrário, a planta não armazenará
energia suficiente para florescer e seu sistema
radicular ficará prejudicado. Manter a planta em
local com boa luminosidade – cerca de 60% –
também é essencial para a floração.
O ideal é cultivar a orquídea em vasos
de plástico por eles ajudarem a manter as raízes
um pouco mais úmidas. O substrato deve ser
bem drenado e as regas, diárias ou a cada
dois dias, com pouca água porque as
Miltoniopsis têm raízes delicadas que não
Cultive em vaso de
plástico e ambiente
suportam ficar encharcadas.
bastante úmido As adubações precisam ser semanais com
NPK 20-20-20 e mensais, com fertilizantes
ricos em cálcio e magnésio (Calmag) para o
bom desenvolvimento dos pseudobulbos e das
21

É imprescindível adubar a planta semanalmente com NPK 20-20-20 e mensalmente com fertilizante rico em cálcio e magnésio

folhas, que brotam o ano inteiro. Como as raízes


Em breve serão lançadas
da orquídea-amor-perfeito são muito finas, é Miltoniopsis com flores
imprescindível trocar o substrato ao menos uma menores para enfeitar
vez por ano, caso contrário elas sofrem com a centros de mesa
salinização provocada pelas adubações frequentes.
Umidade, adubação constante e replantio
anual: esses são os segredos de cultivo das
brasileiríssimas orquídeas-amor-perfeito.

Novas experiências
As experiências com hibridações de Miltoniopsis no Brasil não
param. Recentemente, Nagase conseguiu criar um efeito que
B
ele chama de “chuva” no miolo da flor (A). O próximo passo é
lançar Miltoniopsis com porte menor e flores de cerca
de 5 cm de diâmetro (B) para a planta enfeitar centros de
mesas de jantar sem tampar a visão de quem está na frente
CONSULTORIA E ORQUÍDEAS
Sebastião Nagase (orquidólogo), CEAGESP (SP), Box 351, col. 37
Revista Orquídeas

22 ORQUIDÁRIO

Coleção
familiar
23

Feito com sobras


de construção da casa,
o espaço rústico abriga
as coleções de orquídeas
da mãe e da filha
Por Gabi Bastos | Fotos Paula Fratin
Produção Beth Macedo

C
om placa de identificação e muitas plantas
decorando a entrada, o orquidário é um
espaço convidativo do jardim. Ele mede
4 m x 7 m e foi feito há cerca de cinco anos com
restos de madeira da construção das casas do
Sítio Cheiro de Mato, em Monte Alegre do Sul, no
interior de São Paulo.
No início, a proprietária Meire Bahia Felizatte
mantinha as plantas apenas em bancadas feitas
em forma de arquibancada. Mas, com o sucesso
do ambiente comprovado por belas floradas, sua
mãe, Dona Mercedes, também resolveu levar sua
coleção de orquídeas para lá. Como a quantidade
de vasos dobrou, foi preciso improvisar para
receber as plantas. O resultado deixou o
orquidário ainda mais rústico.

Meire Felizatte e Dona Mercedes se divertem ao contar a história


do orquidário e de como ele se tornou patrimônio familiar
Revista Orquídeas

24 ORQUIDÁRIO

Espaço planejado
Antes de resolver o estilo e a localização do orquidário,
a artesã Meire Felizatte decidiu fazer um curso sobre o
cultivo de orquídeas. Coincidentemente, quem ministrou
as aulas foi o orquidólogo e consultor botânico da Revista
Orquídeas da Natureza, Erwin Bohnke. “Construí o
orquidário próximo da mata, em uma área de talude a
conselho dele. Assim, as plantas recebem boa ventilação
e umidade naturalmente”, conta a proprietária. Além
disso, as laterais do espaço foram fechadas por sombrite
e o teto recebeu telhas transparentes para proporcionar a
luminosidade ideal às plantas.
Como a quantidade de orquídeas aumentou com a
chegada da coleção de sua mãe e com a aquisição de novas
espécies, Meire improvisou bancadas usando blocos de
cerâmica como base e tábuas de madeira como prateleira.
Para proporcionar luminosidade adequada às plantas, as
Já a coleção de Vanda foi pendurada em um pedaço de laterais do orquidário foram fechadas por sombrites e
bambu fixado no teto, na horizontal. parte das telhas do teto são transparentes
A coleção de Vanda foi pendurada em um pedaço
de bambu fixado no teto, na horizontal. As outras
orquídeas ficam em bancadas feitas em forma de
arquibancada ou improvisadas com tijolos e tábuas
Revista Orquídeas

26 ORQUIDÁRIO

Espécies e cuidados
Como o ambiente é bastante úmido, as orquídeas são regadas apenas
uma ou duas vezes por semana. Já as adubações são quinzenais com
fertilizantes variados – atualmente, elas estão recebendo e gostando de
um produto à base de pescado (OrganikFish). Inseticidas e fungicidas
só são utilizados quando Meire percebe a presença de seres
indesejáveis. “Vez ou outra aparecem ácaros. Quando isso
acontece, aplico inseticida para jardim. Eles dão supercerto
quando a infestação é descoberta no início”, conta a orquidófila. Para
cuidar das plantas, existe uma bancada com pia no fundo do orquidário.
As ferramentas ficam penduradas nos ganchos de um quadrinho de
madeira confeccionado pela proprietária.
Meire é apaixonada por Vanda, mas tem um carinho especial pela sua
Brassia verrucosa (1) com pétalas e sépalas superlongas. Já Dona Mercedes
não cansa de admirar o labelo do Dendrobium fimbriatum var. oculatum (2)
que tem há anos e anda florescendo mais desde que ele mudou de “casa”.

AMBIENTAÇÃO
Pousada Sítio Cheiro de Mato, tel.: (11) 99621-5881,
Cattleya intermedia ×
site: www.pousadacheirodemato.com.br Cattelya lodigesii
27

Oo orquidário
rq
qui
uidá
idá
dáririo
ri
io é
repleto
repl
rep pleto
plet oddee det
detalhes
ettal
alhe
h s
deco
deco
decorativos.
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ti v s. A
vo Alguns,
l uns
lguns,
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como o q
como qua adr
d in
quadrinho inh
ho p
ho arra
ara
para
pend
pe
pendurar
ndur
u ar ferramentas,
ferramentas
fer
e ramenttas
ffo
foram
ora
ram feitos
feeittos
o p pela
ela
el a
prrop
p opriettárria
proprietária ia

A Brassia verrucosa
de Meire tem sépalas
e pétalas mais longas
que outros exemplares
da espécie. Uma
mutação natural

A atração
atra
at
traçã
ção do o
Dend
Dendrobium
ndr
drobi
biiu
um
m
ffi
imbriiatatu
fimbriatum um var.
um va
arr.
ocullat
oc
oculatum
labelo
labelo
com in
com
atum
belo
méo
l franj
franjado
interi
njad
nj
interior
rio
ado
ad
or
do Como o ambiente
quasee negro
quase negr
ne go
é naturalmente
úmido, as plantas
só são regadas
uma ou duas
vezes por semana
Revista Orquídeas

28 GALERIA

Cattleya
intermedia
Especialista conta a
história da espécie e
apresenta algumas
variedades que
fizeram sucesso
na exposição do
Círculo Gaúcho
de Orquidófilos
Fotos e texto Luiz Filipe Varella

D
esde que ingressei no Círculo Gaúcho de
Orquidófilos, em 2006, notei que a mais
concorrida e exuberante das exposições anuais
do Rio Grande do Sul é a de Cattleya intermedia.
O evento acontece em setembro e conta com mais
orquídeas e participantes do que as exposições
de Cattleya labiata (abril) e de Laelia purpurata
(novembro). Isso acontece porque existem mais
de três dezenas de variedades de C. intermedia e,
consequentemente, muitos colecionadores.
A espécie-tipo tem flores rosa-claras, com labelo
rosa-arroxeado na ponta, mas há plantas
alba, albescens, concolor, coerulea, ametista, lilasina,
roxo-bispo, rubra, sanguinea, fresina, semialba... Além
disso, as flores da C. intermedia podem variar na forma e Pela forma e colorido
no colorido do labelo (aquinoide, flamea, oculata, venosa, perfeitos, esta
orlata, etc). Por isso, visitar a exposição anual promovida pelo Cattleya intermedia
var. flamea foi a
Círculo Gaúcho de Orquidófilos é uma grande oportunidade grande vencedora da
de conhecer essa diversidade da planta. exposição de 2015
29

Planta da coleção de Paulo Roberto Theisen


C.attleya intermedia
var. vinho
Planta da coleção de Paulo Roberto Theisen

Cattleya intermedia
var. venosa

Cattleya intermedia-tipo
Catt
A Cat
Cattleya intermedia tipo tem flores de
cerca de 10 cm de diâmetro, rosa-claras
com a ponta do labelo rosa-arxeado.
Felizmente, ainda é possível encontrar
Feliz
muitos exemplares dela no hábitat
muit
Planta da coleção de
Eduardo Masiero
Revista Orquídeas

30 GALERIA

Uma variedade famosa


Descrita em 1828 pelo botânico escocês
Robert Graham, a Cattleya intermedia é
encontrada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil
e ficou famosa quando a variedade aquinii da
espécie foi descoberta em 1870. A planta que
parece ter três labelos foi consagrada no mundo
inteiro e até hoje é utilizada em hibridações com
a própria C. intermedia e com muitas outras
espécies de Cattleya e Laelia.
O nome “aquinii” da variedade é uma
homenagem ao orquidófilo Francisco Aquino,
que enviou uma muda da planta para ser
identificada ao amigo e taxonomista Barbosa

Planta da coleção de Orquidário Olímpia


Rodrigues. Na ocasião, Barbosa era diretor do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro e achou a
planta tão diferente que chegou a descrevê-la
como uma espécie nova, a Cattleya aquinii.
Atualmente, a variedade aquinii não é aceita
nos julgamentos das exposições porque muitas
C. intermedia têm essa característica.
Cattleya intermedia com pétalas parecidas com o labelo foram
amplamente utilizadas em hibridações. Por isso, grande parte das
variedades da espécie tem essa característica

Planta da coleção de
Orquidário Olímpia
31

Cattleya intermedia
var. flamea

Plantas da coleção de Hélio Marodin


Cattleya intermedia var. concolor

Existem
dezenas de
variedades
da Cattleya
intermedia.
Elas variam na
Cattleya intermedia
cor e na forma
Planta da coleção de Leandro Wendler
var. alba
das flores
Revista Orquídeas

32 GALERIA

Cattleya intermedia
var. flamea vinho

Melhoramento genético e cultivo


Na segunda metade do século 20 começou a também ficou mais arredondado e o cultivo da
fase de ouro do melhoramento genético da Cattleya espécie, mais fácil.
intermedia. Grandes nomes da orquidologia, como As Catleya intermedia gostam de clima úmido,
Otto Georg, Aldomar Sander, Walter Haetinger e sol da manhã e boa ventilação. Para florescerem
Alceu Berger, participaram desse processo e são plenamente, precisam passar por uma época fria
responsáveis diretos pela qualidade das plantas no inverno – por isso a espécie é tão comum no Sul
da exposição do Círculo Gaúcho de Orquidófilos. do Brasil. O cultivo pode ocorrer em substrato bem
Variedades como a flamea, por exemplo, ganharam drenado, mas as plantas gostam mesmo de viver fixadas
diferentes tonalidades de rosa. O formato das flores em árvores nativas como o ipê e a corticeira.

Cattleya Cattleya
intermedia var. intermedia var.
concolor concolor
Planta da coleção de Paulo Roberto Theisen

Planta da coleção de Hélio Marodin

Na classificação oficial, exemplares da mesma variedade de Cattleya intermedia podem apresentar flores de forma e cor um pouco diferentes
33
Plantas da coleção de Taimiro Santos Silva

Cattleya intermedia
var. flamea com
nuances diferentes da
mostrada na pág. 31

Luiz Filipe Varella é advogado, orquidólogo e estudioso de taxonomia. Nas horas


vagas, fotografa orquídeas em exposições, orquidários e no hábitat da planta
Revista Orquídeas

34 PASSO A PASSO

Treliça de madeira
Aprenda a fazer uma treliça
com cabos de vassoura para
pendurar seus vasos
Texto e produção Beth Macedo
Fotos André Fortes
Consultoria Soraia Vitiello (Gaia Projetos Sustentáveis)

N
em parece, mas esta graciosa treliça é feita
com cabos de vassoura. Novas ou usadas,
essas madeiras roliças são resistentes e nem
precisam ser impermeabilizadas para durarem anos ao
ar livre. Quem ensina o passo a passo de como fazê-la é
MATERIAIS NECESSÁRIOS
a arquiteta Soraia Vitiello, da Gaia Projetos Sustentáveis,
¥6 cabos de vassoura de 1,14 m ¥3 vasos com furo atrás
que gosta da cor neutra da madeira. Mas quem quiser ¥parafusos em forma de “L” e buchas ¥pregos de 4 cm ¥
pode pintar os cabos de vassoura da cor que preferir arame de 10 mm ¥serrote ¥trena ou fita métrica
antes de começar a montar a treliça. ¥martelo ¥alicate ¥furadeira

APRENDA A FAZER:

Meça o cabo de vassoura, marque-o na


1 metade com um lápis e use o serrote
para dividir a peça em duas partes.
Repita o procedimento nos outros cabos e você
terá doze pedaços de madeira de 57 cm.
35

A cor neutra da madeira


proporciona uma
aparência rústica à peça
Revista Orquídeas

36 PASSO A PASSO

Distribua seis
2 dos doze
pedaços de
madeira paralelamente.
Acomode sobre eles
os outros seis, na
transversal, conforme
fotos à esquerda.

Com a treliça
4 pronta, corte
com o alicate
pedaços de arame de
25 cm para prender
os vasos à peça.
Quem preferir pode
Para a treliça ficar firme, é necessário pregar utilizar ganchos
3 todos os 36 locais em que os cabos se encontram.
A dica para facilitar o trabalho é começar pelas
encontrados prontos
no mercado para
4 extremidades, criando uma espécie de moldura. pendurá-los.

Pendure os vasos
5 nas partes da treliça
em que as madeiras
se cruzam. Para tanto, passe
o arame pelo furo do vaso,
depois em volta de um dos
cabos e dê um nó nas
pontas, conforme foto abaixo.
Repita o procedimento nos
outros vasos.

Para pendurar a treliça, use os


6 parafusos em forma de “L” . Feito isso,
é só plantar as orquídeas e mantê-las
como de costume. Outra opção é usar os vasos
como cachepôs para expor as espécies floridas.

CRÉDITOS
Soraia Vitiello (Gaia Projetos Sustentáveis): tel.: (11) 4965-4022, site: www.gaiaprojetossustentaveis.com.br;
Vasos e orquídeas: Garden Center Morumbi, tel.: (11) 3772-3001, site: www.gardencentermorumbi.com.br
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UMA AVENTURA EXTRAORDINÁRIA

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CQRGJM@CKæFSKMP?BMCBCJCGRSP??EP?B·TCJ M?SRMP O Desejado
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2  N·EGL?Q Autor: Aydano Roriz
0CG?MQRPÀQ?LMQBCGB?BC "CQ?N?PCAGBM
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PC?GQ CQAMLBGBMQNMPOS?QC?LMQ OSC
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Autor: Aydano Roriz OSCL¹MQCAMLQCESCN?P?PBCJCP
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Autora: Linda Carlino
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Revista Orquídeas

38 PRODUTOS

Treliças Texto e pesquisa Beth Macedo


Fotos André Fortes

graciosas
Uma seleção de suportes para vaso, das mais variadas formas e
materiais, para exibir suas orquídeas com sofisticação
Vasos e orquídeas: Garden Center Morumbi, tel.: (11) 3772-3001

MADEIRA E ADORNOS DE FERRO


Confeccionada com sarrafos de pínus na cor imbuia, a treliça
tem aspecto envelhecido e acabamento em ferro rebuscado.
Ela mede 1 m de largura x 0,50 m de altura.
¥Preço: R$ 120
¥Onde encontrar: Garden Center Morumbi, tel.: (11) 3772-3001,
site: www.gardencentermorumbi.com.br

ESTILOSA E COM FLOREIRA


Feita de ferro, a treliça tem estilo
COM FORMAS
provençal. Ela mede 56 cm de
largura x 77 cm de altura e tem GEOMÉTRICAS
floreira para três vasos. As treliças de ferro têm formato
¥Preço: R$ 350 geométrico que permite compor
¥Onde encontrar: Dom Mascate, diferentes desenhos na parede.
tel.: (11) 2768-0076, ¥Preço: R$ 90, cada
site: www.dommascate.com.br ¥Onde encontrar: Dom Mascate,
tel.: (11) 2768-0076,
site: www.dommascate.com.br
39

Divulgação
SANFONA PLÁSTICA
O produto de PVC branco é leve e flexível. Ele funciona
como uma sanfona para se adaptar a paredes de diferentes
tamanhos. Bem esticada, a treliça mede 1,20 m de
comprimento x 0,50 m de altura.
¥Preço: R$ 13,49
¥Onde encontrar: Leroy Merlin de São Paulo,
tel.: (11) 4007-1380, site: www.leroymerlin.com.br

MADEIRA BÁSICA
É o tipo de treliça que combina
e se adapta a qualquer tipo de
parede. Ela é feita de sarrafos de
madeira entrelaçados, mede
0,90 m x 1,80 m e pode ser
usada na horizontal e na vertical.
¥Preço: R$ 190,90
¥Onde encontrar: Leroy Merlin
do Rio de Janeiro,
tel.: (21) 4020-5376,
site: www.leroymerlin.com.br

GRADE DE JANELA
Inspirada nas antigas grades de janela, a
treliça rústica é feita de ferro. Ela mede
1,20 m de altura x 1 m de largura. É possível
encomendar a peça em outras medidas.
¥Preço: R$ 770
¥Onde encontrar: Anni Verdi,
tel.: (11) 3062-2220

COMO UM QUADRO
Para destacar a beleza da orquídea,
Produtos pesquisados em outubro/2015, sujeitos à disponibilidade de estoque.

a treliça de madeira têm o formato


de quadro. Ela mede 50 cm de
altura x 40 cm de largura.
¥Preço: R$ 60
¥Onde encontrar: Garden Center
Morumbi, tel.: (11) 3772-3001, site:
www.gardencentermorumbi.com.br

TRELIÇA VERTICAL
Leve e versátil, a treliça de bambu é vertical
e ideal para pequenos espaços, como
varandas de apartamento. Ela mede 1,20 m
de altura x 0,40 m de largura.
¥Preço: R$ 55
¥Onde encontrar: Garden Center Alphaville,
tel.: (11) 4195-5238
Revista Orquídeas

40 ATUALIDADE

Fotolia
É a vez das
orquídeas terrestres
Espécies de cultivo mais fácil do que muitas epífitas, orquídeas
como Spathoglottis e Ludisia começam a ser produzidas em
larga escala para atender a paisagistas e colecionadores Por Carol Costa

O
rquídeas terrestres passaram anos como Spathoglottis
cidadãs de segunda classe, longe dos mimos No Brasil, é mais comum encontrar a Spathoglottis
destinados às Cattleya, Laelia e tantas outras plicata (à direita) no mercado. Mas é a Spathoglottis
epífitas “nobres”. Mas essa situação está mudando. unguiculata que tem encantado os paisagistas. As
A busca por jardins sofisticados e com floradas mais duas espécies são bem parecidas e chamadas de
duradouras tornou as orquídeas terrestres queridinhas orquídea-grapete pelo perfume de uva e pela cor
dos paisagistas. Alguns desses profissionais destacaram das flores – um pouco mais escuras na Spathoglottis
as plantas em projetos badalados, como os da Casa Cor unguiculata. Recentemente foi lançada uma variedade
de Spathoglottis de flores amarelas (acima). Nativas do
de São Paulo. Nas três últimas edições do evento, as
Sudeste Asiático, essas orquídeas têm folhas plissadas
Spathoglottis marcaram presença. e muita energia, produzindo várias brotações quando
A tendência de usar orquídeas terrestres vai muito encontram espaço no canteiro. O cultivo deve ocorrer
além da famosa Arundina graminifolia, representante em solo leve, preparado com terra vegetal e areia, sob
máxima da categoria nos últimos quinze anos, e do o sol da manhã ou do fim da tarde.
41

Geera
Geralmente
rallm
lment
lmen
ente
en as Spathoglottis
te as Spat
Sp ath
tho
hogl
glottti
tis
is
Valerio Romahn

ttêm
êm flflores
flores cor de uva,
o es uva
uv a, mas
mass
rrecentemente
reecenttemenente
en te foifoii lan
lançada
nça
çada
da uma
ummaa
vvariedade
ariiedade de florada
ffllora
radada amarela
amarela
rela
(página à esquerda)
Revista Orquídeas

42 ATUALIDADE

Foto: Valerio Romahn; Projeto: Marcelo Novaes (arquiteto paisagista), tel.: (19) 3296.4455

Cymbidium
O gênero tem muitas espécies e híbridos.
Muitos deles crescem tanto em substrato para
epífitas quanto numa mistura de terra vegetal,
areia e composto orgânico – resultado de anos de
hibridação. Para que cresçam e apresentem seus
belos cachos de flores, os Cymbidium precisam de
sol pleno e de temperaturas baixas no inverno.
Vale até regar a planta com gelo durante essa
estação para estimular a floração.

A orquídea-bambu é
utilizada no paisagismo
há quinze anos. Um dos
Carol Costa

motivos é que ela floresce


quase o ano todo

Arundina graminifolia queridinho Cymbidium, com grandes cachos de flores.


Originária do sudeste da Ásia, a orquídea Viveiros conceituados têm investido em espécies e variedades
passa de 2 m de altura e ficou conhecida terrestres que, antes, ficavam restritas a meia dúzia de vasos
como orquídea-bambu pela aparência de num cantinho da estufa. É o caso, por exemplo, de Van Noije
seus pseudobulbos. Ela floresce quase o
ano todo e deve ser cultivada sob sol pleno,
e R. Acosta, dois grandes produtores de plantas ornamentais
em cama preparada com uma camada de de Holambra – a cidade das flores, no interior de São Paulo.
pedra no fundo e substrato composto por A R. Acosta já trabalha há 15 anos com a Ludisia discolor,
50% de areia e 50% de uma mistura de conhecida com o gracioso nome de orquídea-pipoca pelo
terra vegetal, pedra e casca de pínus. aspecto da florada. Mas, no ano passado, o viveiro fez ajustes
técnicos para aumentar a produção da planta esperando um
43

Os Cymbidium se
desenvolvem em
diferentes tipos de
substrato, mas precisam
de frio para florescer

Maytheforcebewithyou /Flickr - Creative Common


Revista Orquídeas

44 ATUALIDADE

Carol Costa
Chipmunk / Flickr - Creative Common

Ficou mais fácil encontrar a Ludisia discolor com folhas verdes


e listras vermelhas, mas a variedade da espécie com folhagem acréscimo de 50% nas vendas em 2015.
desenhada em amarelo ainda é planta de colecionador Ver vasos da espécie-tipo, de folhagem
verde-escura com linhas vermelhas,
enfileirados na estufa é um espetáculo.
Mas a coleção de Ludisia dos proprietários
do viveiro, que conta com uma
L. ‘Lightning’, com lindas folhas desenhadas
em amarelo, impressiona ainda mais.
Especializado em cróton, uma espécie
de arbusto, o viveiro Van Noije também
aumentou a quantidade de canteiros de
orquídeas da sua produção. Algumas
são novidades, como o Epidendrum
‘Peach’, de folhas muito mais compactas
que os cultivares já conhecidos, e uma
Spathoglottis de flores amarelas –
apresentada na abertura desta reportagem.

Ludisia discolor
A folhagem da planta é uma das mais
bonitas da família das orquidáceas. Na
espécie-tipo, ela é aveludada, verde-arroxeada,
com listras vermelhas. Mas há variedades
da espécie, como a de folhas verde-claras,
desenhadas em amarelo. As flores são
pequenas, brancas, delicadas e surgem no
final do inverno e começo da primavera. O
cultivo deve ocorrer em terra adubada, longe
Fotolia

do sol forte, em local bem ventilado.


45

Fotos: Carol Costa


As flores do Epidendrum
surgem praticamente o ano
inteiro, o que torna a espécie
ideal para o paisagismo

RUSTIFICAÇÃO
O aumento da oferta de
orquídeas terrestres vem
acompanhado de um desafio ao
colecionador iniciante. É que a
maioria das espécies aqui citadas
é de sol pleno e cultivo bastante
rústico, exatamente o oposto
do modo como as plantas são
tratadas pelo produtor até serem
colocadas no mercado. Para
padronizar a produção e acelerar
o desenvolvimento da folhagem,
espécies como os Epidendrum, por
exemplo, são mantidas sob telado,
num ambiente de luz difusa, com
rega e adubação diárias. Por isso,
quando as plantas chegam em
casa, sofrem ao serem postas O Epidendrum ‘Peach’, com
folhagem mais compacta
sob sol pleno. e flores amarelas, é uma
Para evitar queimaduras e até a das novidades da espécie
morte dessas orquídeas, é preciso
submeter as plantas a um processo Epidendrum
chamado rustificação. O método
Como muitos Epidendrum são nativos do Brasil, da Colômbia e da Costa
consiste em aumentar a insolação
Rica, é fácil mantê-los em região de clima tropical úmido. Em clima subtropical,
que incide sobre a orquídea aos a temperatura não deve ser inferior a 10 oC e é preciso oferecer mais
poucos, mudando o vaso de lugar luminosidade à planta. O cultivo deve ocorrer em uma mistura preparada com
até a planta esquecer os paparicos 40% de areia, 30% de pedra brita e 30% de matéria orgânica. Resistentes, os
da estufa e se adaptar novamente à Epidendrum são utilizados até em telhados verdes e florescem quase o ano todo.
vida “dura” sob sol pleno.
Revista Orquídeas

46 CONHEÇA MELHOR

Cor de
rosa
O tom das flores e o crescimento
rápido do Pleione Tongariro são muito
Por Gabi Bastos
Fotos Valerio Romahn

apreciados na Europa. Mas no Brasil


ele ainda é raro. Saiba por quê

O
Pleione Tongariro é uma das orquídeas preferidas da britânica
Maren Talbot, que mora e produz espécies do gênero no Reino
Unido. A velocidade com que a planta se multiplica aumenta
rapidamente o colorido rosa da florada e é o que mais agrada a especialista.
“Quatro anos atrás, meu Pleione Tongariro tinha cinco pseudobulbos. Hoje
tem setenta”, conta. Nada a estranhar, já que cada pseudobulbo da planta
produz dois ou três novos por ano.
No entanto, é difícil cultivar – e consequentemente encontrar – o Pleione
Tongariro no Brasil. Desenvolvido pelo cruzamento de plantas nativas
de regiões de altitudes elevadas da China e de outros países asiáticos, o
híbrido gosta de estações do ano bem definidas e precisa passar por inverno
rigoroso para florescer. Mas Maren, que já veio ao Brasil para encontrar e
conhecer orquídeas nativas da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, acredita
que nessa e em outras regiões serranas – com temperaturas que não caiam
Foto e planta: Maren Talbot

Em quatro anos, o Pleione


Tongariro de Maren Talbot
ficou com 70 pseudobulbos
47

As flores de labelo
intensamente
franjado surgem
na primavera
Revista Orquídeas

48 CONHEÇA MELHOR

Fotolia

O Pleione
Tongariro perde
a folha no
inverno, quando
entra em estado
de dormência
abaixo de zero e não excedam
28 oC –, os Pleione podem crescer.
Além disso, a orquidófila tem
uma dica para quem deseja manter
os Pleione em regiões com invernos Existem variedades
brandos: colocá-los na geladeira nessa da espécie com
flores de colorido
época para estimular a floração. A um pouco diferente
temperatura da geladeira não pode
ser inferior a zero e é preciso limpar
a terra dos pseudobulbos, aplicar um
fungicida e colocá-los dentro de um ainda mais a beleza do labelo tubular, o substrato secar, o que demora
saco de papel antes de guardá-los. intensamente franjado e decorado por cerca de uma semana. No fim do
“O saco nunca deve ser de plástico manchas alaranjadas. Mas existem outono, suspenda as regas”, explica
porque o material abafa, o que variedades da espécie com cores um Maren Talbot. Quanto às adubações,
incentiva a podridão e a proliferação pouco diferentes. elas devem ser quinzenais, com
de fungos”, ressalta a especialista. fertilizante equilibrado (NPK 20-20-
COMO CULTIVAR 20) durante o desenvolvimento dos
PARTICULARIDADES O vaso para o cultivo do Pleione pseudobulbos e, para estimular a
Desenvolvido em 1981, na Tongariro deve ter cerca de 11 cm de florada, rica em fósforo (NPK 4-14-8)
Inglaterra, por Ian Butterfield, profundidade. O substrato pode ser após eles se desenvolverem.
o Pleione Tongariro resulta do composto por partes iguais de terra, Segundo Maren, não é raro o
cruzamento entre o Pleione areia e pedra brita para ficar mais solto. aparecimento de pragas na planta.
pleionoides, espécie encontrada em Acrescentar um pouco de esfagno Por isso, também é recomendado
florestas de altitude entre 1.750 m também é interessante para ajudar a aplicar uma solução fraca de água e
e 2.250 m da China, e o primeiro manter a umidade adequada. sabão de tempos em tempos.
híbrido artificial do gênero, o Pleione A planta deve ser colocada Após a florada, as folhas vão
Versailles, criado em 1966. sob meia-sombra e regada apenas murchar. Retire-as para evitar
Ele é uma orquídea terrestre e quando os novos pseudobulbos que a planta gaste mais energia
floresce na primavera, após passar brotarem. “Comece oferecendo do que o necessário, desenterre
por um período de dormência e pouca água a cada um ou dois dias os pseudobulbos, limpe-os e
perder as folhas. Com cerca de e aumente a quantidade à medida coloque o Pleione para “dormir”
5 cm de diâmetro, as flores têm que a planta cresce. Após as folhas se no vaso – dentro de um novo
pétalas e sépalas finas que destacam desenvolverem, regue apenas quando substrato – ou na geladeira.
49

As flores medem
cerca de 5 cm, têm
pétalas e sépalas
finas e labelo tubular,
franjado na ponta
Revista Orquídeas

50 CURIOSIDADES

O preço de
uma orquídea
Entenda por que
algumas orquídeas
valem dez reais e outras
mais de vinte mil
Por Gabi Bastos

T
odas as orquídeas são nobres. Mas basta
ir a gardens, orquidários, exposições e
até supermercados para perceber que
umas parecem mais nobres do que outras – ou
pelo menos custam mais. Quem está começando
na orquidofilia pode até ficar confuso com as
diferenças de preços. Há plantas de dez reais e
outras que chegam a custar mais de vinte mil. E o
espanto pode ficar ainda maior quando a pessoa
percebe que uma micro-orquídea, com flores
bem pequenininhas, chega a valer bem mais que
o dobro do que aquela outra espécie de flores
enormes e vistosas. Mas a diferença de valor entre
as espécies tem uma explicação histórica e outra
bem conhecida: a lei da oferta e da procura.

É a lei da oferta História de prestígio


e da procura: Quando as orquídeas começaram a ser
orquídeas
produzidas em comercializadas na Europa, no século 19, ninguém
grande quantidade sabia como semeá-las. Por isso, elas eram raras e
custam mais valiam verdadeiras fortunas. Tanto que ter uma
barato do que
plantas difíceis orquídea era sinal de prestígio.
de multiplicar Vendidas em catálogos nobres – como o de
William Thompson, criado em 1898 (A) – ou
colocadas em leilões, as orquídeas comercializadas
eram, na maioria, “roubadas” da Natureza em países
51
Shutterstock

A
tropicais por verdadeiros caçadores de plantas, figuras comuns

Fotos: Fotolia
naquela época. As poucas espécies que não se encaixavam nessa
situação eram fruto de divisão da touceira desses exemplares.
A história começou a mudar, e o preço das orquídeas a cair,
no século 20, quando os botânicos, enfim, descobriram que as
sementes das orquídeas não têm reserva de nutrientes e precisam
entrar em simbiose com um fungo para germinarem. Com
base nesse conhecimento, os especialistas desenvolveram uma
b
técnica para reproduzir essa condição artificialmente e passaram
a multiplicar as orquídeas em grande quantidade. Grande
mesmo, já que cada cápsula – fruto – de uma orquídea tem
centenas, às vezes milhares, de sementes, o que tornou as
plantas mais acessíveis.
Orquídeas, de Peter Mckenzie Black,
Panfleto de divulgação: Reprodução

A descoberta também possibilitou o desenvolvimento


de híbridos e, consequentemente, de plantas melhoradas
AO Livro Técnico S/A

geneticamente para ficarem mais resistentes e bonitas.


A
Antigamente, as orquídeas eram raras e vendidas
a preços absurdos em catálogos como o de William
Thompson, criado em 1898. Hoje, há espécies populares
vvendidas em supermercados a preços bem razoáveis
Revista Orquídeas

52 CURIOSIDADES

1
Fotos: Shutterstock

Uma cápsula de orquídea pode ter milhares de sementes.


Por isso, plantas semeadas, como algumas Cattleya (à esquerda)
e Dendrobium (à direita), começaram a custar menos

Melhoramento genético e baixo custo


No Brasil, as orquídeas começaram a ficar mais populares
no final do século 20. A bióloga Sandra Altenburg – neta de Rolf
Altenburg (1909-2009), um dos pioneiros em hibridação de orquídeas
no país – acompanhou a evolução do mercado de perto e conta
que é normal o valor de uma espécie diminuir ao longo do tempo:
“A seleção constante das plantas utilizadas em cruzamentos antecipa
o tempo da primeira florada, o que diminui bastante o custo de
produção. Além disso, a concorrência aumenta quando a planta fica
Fotos: Fotolia

conhecida”, conta.
Entre as orquídeas que passaram por esse processo e hoje em dia podem
ser encontradas a preços bem acessíveis estão muitos Dendroboium (1)
Para as sementes das orquídeas e Cattleya (2) híbridos. Sem intermediários, é possível adquirir algumas
germinarem é necessário utilizar uma
técnica assimbiótica in vitro, com uma base dessas plantas por R$ 10 a R$ 35. Exemplares entouceirados naturalmente
nutritiva de minerais essenciais e açúcares são mais caros porque levam anos para ganhar corpo. E tempo é dinheiro.
53

Técnica in vitro e meristemagem


permitem produzir as plantas em
quantidade, o que diminui seu valor

Fama e plantas iguais


Outra técnica desenvolvida para variados tamanhos: pequeno, médio, grande,
multiplicar as orquídeas que mudou o enorme. No Veiling de Holambra – um dos
rumo do mercado é a multiplicação por maiores centros de comercialização de flores
meristema, um tipo de clonagem que produz ornamentais do Brasil –, as Phalaenopsis
plantas idênticas à “mãe”. Afinal, saber o estão entre as campeãs de venda.
colorido, o tamanho e o formato das flores O preço dessas Phalaenopsis híbridas
antecipadamente facilita o investimento e a multiplicadas por meristema costuma
comercialização, possibilitando até estimar ser razoável, entre R$ 50 e pouco mais
quanto se vai lucrar com as vendas. de R$ 100. O valor aumenta em relação
O maior exemplo de sucesso de às espécies populares produzidas por
plantas produzidas por meristema é a sementeira, nem tanto pelo custo de
Phalaenopsis (3). Com flores em forma produção, mas pelo investimento em
de borboleta encontradas literalmente em tecnologia e exposição do produto.
todas as cores – até tingidas elas são –, Pequenas Phalaenopsis são vendidas até
essa orquídea é comercializada nos mais em elaboradas caixas de presente.
Valerio Romahn

A meristemagem é
uma espécie
de clonagem: o
tecido da orquídea-
mãe é coletado
e multiplicado
em laboratório
para criar plantas A produção por meristema garante 3
exatamente a qualidade de plantas como as
iguais à matriz Phalaenopsis que invadiram o mercado
Revista Orquídeas

54 CURIOSIDADES

Importação e a busca por novidade


O clima e os royalties – espécie de direitos autorais – possível adquiri-la por cerca de R$ 60.
não permitem que todas as orquídeas sejam produzidas Em contrapartida, há plantas importadas, como
no Brasil. Além disso, a expertise na produção e o o Dendrobium chrysopterum (2), que valem bem
custo da mão de obra tornam mais barato importar mais do que as Vanda porque são novidades no Brasil.
algumas espécies do que produzi-las no país. Plantas Essas chegam em quantidades bem menores e custam
famosas, como a Vanda (1), por exemplo, atualmente um pouco mais caro por serem raras no país e pelo
chegam aos milhares do Sudeste Asiático, por isso o custo desse tipo de importação. Há muita burocracia
preço delas diminuiu nos últimos anos. Se há uma e impostos envolvidos, ainda mais quando as plantas
década uma muda valia mais que R$ 300, hoje é estão entrando no Brasil pela primeira vez.

1 2

Plantas pouco conhecidas no


Valerio Romahn
Fotolia

Brasil, como o Dendrobium


chrysopterum, são importadas em
Uma grande quantidade de Vanda chega ao Brasil pequena quantidade e por isso
anualmente. Isso diminuiu muito o seu valor custam mais caro que as Vanda
quando comparado ao de tempos atrás
55

4 3

Valerio Romahn
Gabi Bastos

Touceiras que levaram anos para se desenvolver, como a do Dendrobium lindleyi


(acima), e plantas premiadas com flores consideradas perfeitas,
como as de muitas Cattleya walkeriana, são comercializadas como obras de arte

Plantas entouceiradas e com história


Orquídeas com histórias, premiadas ou com touceiras que levaram
décadas para se desenvolver são como obras de arte, valem quanto o
cultivador quiser cobrar. Entre as espécies premiadas que mais caras
estão a Cattleya walkeriana (3) e a Cattleya nobilior por dois motivos: suas
flores podem ter formas perfeitas e elas não aceitam muito bem a multiplicação
por meristema, o que impossibilita a produção de plantas com flores idênticas às de
outra. Por isso, alguns exemplares dessas orquídeas valem mais do que R$ 20 mil.
Quanto às grandes touceiras de orquídeas – como a do Dendrobium
lindleyi (4) – , o valor depende de vários aspectos: beleza da flores, velocidade
com que a planta se multiplica, dificuldade de cultivo e disposição do dono
em vender. Em geral essas orquídeas são de colecionadores e não estão à venda.
“Quando alguém faz uma proposta, ou a pessoa rejeita de cara ou pede um preço
absurdo esperando que o interessado não aceite e que o papo termine ali.
Se o plano não der certo e o outro aceitar o valor, pelo menos fica a sensação
de que valeu a pena”, explica o orquidólogo Cezar Wenzel .
56 Revista Orquídeas

AULA DO
Especialista As dicas de Erwin Bohnke para você entender
como funciona o mundo das orquídeas

Cochonilhas
Saiba como elas agem, quando atacam e, principalmente, como
eliminar essa praga muito comum em orquidários

I
nseto arredondado, com não mais de 3 mm cada,
a cochonilha é uma das pragas mais comuns em
orquidários. O pior é que ela se mostra de várias
maneiras, o que torna sua identificação mais difícil.
Existem dezenas de espécies diferentes do inseto.
A cochonilha pode parecer um pequeno pedaço de
algodão ou uma carapaça preta. Ela ainda pode ser
encontrada com nuances marrons e amareladas.

QUANDO ELAS ATACAM


Como outras tantas pragas e doenças, as
cochonilhas atacam plantas que não estão muito

As cochonilhas podem
ser bem diferentes
umas das outras porque
existem dezenas de
espécies do inseto
Luísa Alvim Alvarenga / Flickr - Creative Commons
Fotos: Valerio Romahn

Nonon onon ono nono nono nono


onon ono nono nono nono onon
ono nono nono nono ono nono
nono noo nono nono non onon
ono nono nono nononon
57

saudáveis. Pode ser porque


as orquídeas apresentam um
desequilíbrio nutricional (falta ou
excesso de adubo), porque não
recebem água suficiente ou não
estão em local bem ventilado. 1
Também é comum a praga
aparecer em plantas mantidas em
ambientes muito diferentes do seu
hábitat. Por exemplo: as Cattleya
rupículas (1) (também conhecidas
Plantas mantidas
como Hoffmannseggella e Laelia
rupículas) vivem fixadas em rochas
em locais muito
de regiões de altitude de Minas
Gerais, do Rio de Janeiro, do diferentes do seu
Espírito Santo e da Bahia,
onde o clima é quente, seco e
muito ventilado durante o dia e
hábitat são mais
úmido e mais frio durante a noite.
São situações extremas, difíceis de
suscetíveis ao
reproduzir em casa e que tornam
essas plantas – e outras parecidas –
muito suscetíveis ao ataque
ataque da praga
de cochonilhas.

Na fase inicial, as cochonilhas


parecem manchas, depois algumas
adquirem o aspecto de algodão
Revista Orquídeas

58 AULA DO ESPECIALISTA

Fotos: Erwin Bohnke

As cochonilhas atacam, principalmente, as folhas mais novas


das orquídeas e a base dos pseudobulbos

COMO AGEM

Penarc / Wikmedia Commons


As cochonilhas atacam as folhas mais novas
das orquídeas, a gema do pseudobulbos,
localizada na base deles, e as raízes. Elas também
costumam se esconder nas bainhas foliares secas.
Valerio Romahn

Para se alimentarem, esses insetos sugam a


seiva da planta ao mesmo tempo em que
eliminam um líquido tóxico que provoca a
necrose das células, matando tecidos importantes
para a realização da fotossíntese. Esse líquido Atraídas pela substância
tóxico também é adocicado e atrai formigas adocicada que as
cochonilhas liberam,
açucareiras, que servem de cavalo, transportando formigas ajudam
as cochonilhas de uma planta para outra. a transportar a praga
de um vaso para o outro
COMO IDENTIFICAR A PRAGA
É mais fácil identificar as cochonilhas
quando elas aparecem nas folhas mais novas. Mas, nessa fase, elas
já costumam estar instaladas na base dos pseudobulbos, a gema. Na
As cochonilhas fase inicial, a praga se apresenta como pequenas manchas redondas,
produzem uma verde-claras com um pontinho branco, marrom ou preto no centro.
carapaça para Depois, os insetos se aglomeram – adquirindo muitas vezes o
se protegerem
de predadores e aspecto de algodão – e a planta começa a ficar com manchas e
inseticidas murchar até perder o vigor e, em caso extremo, morrer.
59

Rega, ventilação e
adubação frequentes
ajudam a manter as
cochonilhas longe
COMO COMBATER
Matar as cochonilhas não é tão fácil porque elas têm
um eficiente sistema de defesa. Para se protegerem de
ataques de predadores, e principalmente de venenos,
elas produzem uma pequena carapaça cerosa. Dentro
dessa carapaça existe reserva de ar que faz com que a
praga sobreviva por um longo tempo.
Para combater a cochonilha é recomendado
retirar a planta do vaso e lavar com água e detergente
– ou sabão – a orquídea inteira. Vale até utilizar uma
escova de dentes de cerdas macias para retirar bem os
insetos. Em casos extremos, é recomendado mergulhar
a planta atacada num balde com água e um pouco de
detergente e deixá-la assim por uma noite – use um
peso para manter a planta dentro do balde. O detergente
amolece e penetra na carapaça das cochonilhas,
que morrem afogadas.
Uma outra solução é pulverizar a planta inteira com
uma mistura de 5 ml de Pinho Sol – esse desinfetante
por algum motivo é mais eficiente – por litro d’água.
A operação deve ser repetida após quinze dias para
garantir que nenhum ovo vingue. Quem deve curtir As cochonilhas sugam a seiva da planta e matam os
orquídeas são os orquidófilos e não as cochonilhas. tecidos causando manchas foliares como as da foto

Medidas complementares e
preventivas para combater as cochonilhas
1. Eliminar as formigas
2. Manter o ambiente de trabalho limpo, sem nenhuma
planta morta ou partes atacadas
3. Tratar as plantas infestadas assim que o problema for detectado
o
4. Regar as orquídeas diariamente ou a cada dois dias
5. Adubar com regularidade e sem excessos
6. Manter as plantas em ambiente com boa
hn
Valerio Roma

luminosidade e ventilação
7. Replantar as orquídeas com frequência

Camarazevedo / Wikmedia Commons


60 Revista Orquídeas

ALMANAQUE
Curiosidades, dicas, novidades e outros assuntos do interesse de orquidófilos

Evento

Exposição tradicional em novo espaço


A famosa exposição de primavera da Associação exposição da AOSP raramente aconteceu fora da sede da
Orquidófila de São Paulo aconteceu entre os dias 25 e Associação, no bairro da Liberdade, em São Paulo.
27 de setembro e foi uma festa. Com espaço gourmet, A exposição propriamente dita foi a principal
palco com shows diários e vinte e dois orquidários atração. Localizada logo na entrada, ela contou com a
comercializando plantas a preços bem acessíveis, o participação de 32 associações orquidófilas brasileiras e
evento tomou conta da área próxima ao lago do Parque mais de duas mil plantas no auge da florada. No palco
Francisco Rizzo, em Embu das Artes – cidade localizada dedicado às vencedoras, a grande premiada foi a Cattleya
a 30 minutos da capital paulista. Na sua 93a edição, a schilleriana (1), de Valmir Achiles Oliveira, do Círculo
1

Planta da coleção de Valmir Achiles Oliveira


Fotos: Valerio Romahn

Plantas de floradas espetaculares ganharam o pódio.


Mas a grande vencedora da exposição foi a Cattleya
schilleriana, de flores e folhagem perfeitas (à direita)
Planta da coleção de Valmir Achiles Oliveira

2
A a Cattleya aclandiae (acima) e a Gastrorchis humblotii
Americanense de Orquidófilos. “Além de apresentar var. schlechteri (abaixo) impressionaram os jurados
flores de forma e colorido perfeitos, a folhagem da 3
planta é um espetáculo. Não tem nenhuma pequena
marca”, comentou Carmen Herrera, sócia da AOSP
e responsável pela decoração do evento. Outras
orquídeas que impressionaram os jurados foram
a Cattleya aclandiae (2), pelo colorido das flores, e a
Gastrorchis humblotii var. schlechteri (3) e o Dendrobium
densiflorum pela magnitude da florada (4).
4

Plantas da coleção de Márcia Morimoto

A florada do Dendrobium densiflorum dava volta no vaso


Revista Orquídeas

62 ALMANAQUE

História do leitor

Cuidados no
sítio e em casa
Por: Diana Ravagnolli,
32 anos, geóloga

Meus pais, Luiz Carlos e Ilda, são apaixonados


por orquídeas desde que eles eram adolescentes
e há dez anos mantêm uma coleção de espécies As orquídeas mais bonitas, como a Cattleya híbrida, decoram a sala,
em um cantinho com fonte de água para que não sintam falta de umidade
sob uma parreira, em um sítio em Boicana,
interior de São Paulo. Os dois viajam para
lá todas as semanas para ver se as plantas
precisam de mais adubo e água. Também, para
conferir se alguma orquídea floresceu.
Para curtir a beleza das plantas, eles levam
as que estão floridas para nosso apartamento
em São Paulo. Há sempre orquídeas enfeitando
um canto próximo à janela para que recebam
luminosidade. No local, também foi instalada
uma fonte de água para não faltar umidade.
Sempre em busca de informação para
conseguirem floradas ainda mais incríveis,
eles têm todas as edições da Revista
Orquídeas da Natureza. O Casal Ilda e Luiz Carlos Ravagnolli no orquidário que mantêm sob uma parreira

Homenagem

Por: Luiz Filipe Varella, advogado e orquidólogo

O Círculo Gaúcho de Orquidófilos perdeu no dia 30 de setembro,


um de seus mais ativos sócios, Taimiro Santos Silva, oficial
aposentado da Brigada Militar do RS, ex-árbitro de futebol e,
sobretudo, figura marcante e de muitos amigos. Colecionador de
espécies brasileiras, Taimiro era presença constante em exposições,
onde suas orquídeas sempre p se destacavam pela
p beleza e qualidade
q
do cultivo, a exemplo da a Christensonella
neowiedii (à esquerda), da Laelia
purpurata var. sanguineaa (abaixo) –
vencedoras de exposições
ões –
e de muitas outras.
Fotos: Luiz Filipe Varella

Christensonella neowiedii
(à esquerda) e Laelia
purpurata var. sanguinea
(à direita), cultivadas pelo
orquidófilo Taimiro Santos
Silva, de Viamão – RS
63

Blocos
ilustrados com
Bulbophyllum,
mini-phalaenopsis
e Cattleya

Produtos

Para anotações
A ilustradora botânica Liris Fujimori lançou uma
coleção de caderninhos e bloquinhos de anotações.
Eles medem entre 9 cm e 17 cm de altura e vêm
estapados com mini-phalaenopsis, Bulbophyllum
smitinandii ou Cattleya intermedia. O preço da unidade
varia de R$ 12 a R$ 18, dependendo do modelo.
Encomendas podem ser feitas pelo telefone
(11) 99206-3802 ou por e-mail: lfujimori@gmail.com.
Divulgação

Para não errar na medida


Com sensor de medida de peso de alta precisão, a
colher funciona como uma balança e é ideal para não
errar na medida da adubação. Tanto a falta quanto
o excesso de produto prejudica o desenvolvimento
da orquídea. A colher pesa até 500 gr, é feita de
material que não descaca, tem uma pequena tela
de led e funciona à bateria. Custa R$ 50, na Casa do
Orquidophilo, site: www.casadoorquidofilo.com.br
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Revista Orquídeas

66 Ilustração Botânica

Um antigo Cypripedium parviflorum var. pubescens


A ilustração da orquídea-sapatinho foi feita em a Europa. Quando ele ilustrou o Cypripedium
1786 pelo alemão Georg Dionysius Ehret, a partir de parviflorum var. pubescens, a orquídea ainda era
uma planta coletada nos Estados Unidos. O famoso chamada de Cypripedium pubescens e tinha florescido
ilustrador botânico elevou esse tipo de pintura a um pela primeira vez fora do seu hábitat.
novo patamar, tanto como forma de ciência quanto
como ramo da arte. Por isso, frequentemente as Essa e outras histórias de
plantas que ele pintava era acompanhada de uma ilustrações clássicas podem ser
linda borboleta ou uma mariposa exótica. conferidas no livro “A Era de Ouro
Apesar de Ehret nunca ter visitado a América, da Arte Botânica”, de Martyn Rix,
trabalhou em famosos Jardins Botânicos, como o botânico e editor da revista Curti’s
de Chelsea Physic Garden, na Inglaterra, durante a Botanical, da Inglaterra. (Editora
época em que plantas de diversos países inundavam Europa, 256 págs., R$ 119,90)
REVISTA da

Orquídeas

Pleione Tongariro Cattleya intermedia Miltonia x leucoglossa


Uma planta rara no Brasil A orquídea tem dezenas Um híbrido natural de
que pode ser cultivada de variedades. Algumas flores tigradas, perfumadas
em regiões serranas parecem ter três labelos e fácil de cuidar

E
Edição 16
Ano 2
A

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