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Aula 02 – 13.04.

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Observação 1: Professor dará “mandato de segurança” na próxima aula, pediu para todos
virem;

Observação 2: Ponto de participação (1 ponto na média); serão necessários 6 grupos;


problema, link para utilizar como parâmetro do parecer que devemos fazer (de mérito e
constitucionalidade) e um projeto de emenda constitucional estão no Moodle (ler). – Aula do
dia 04.05

Observação 3: Professor faltará dia 18.05

o Pré-questionamento:

É necessário que no meio do acordão enfrente-se a constitucionalidade, ela deve ser


questionada para ser levada para o supremo.

Se o tribunal for omisso a essa questão, deve-se entrar com embargos de declaração, se o
tribunal ignorar continua valendo.

Não se pode inovar nos embargos de declaração.

Se o recurso for inadmitido, entra-se com embargos de declaração.

O pré-questionamento está previsto a partir do art. 1035 no NCPC.

“Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso
extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos
termos deste artigo.
§ 1º Para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões
relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os
interesses subjetivos do processo.
§ 2º O recorrente deverá demonstrar a existência de repercussão geral para apreciação
exclusiva pelo Supremo Tribunal Federal.
§ 3º Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:
I - contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;
II – (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
III - tenha reconhecido a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, nos termos do
art. 97 da Constituição Federal.
§ 4º O relator poderá admitir, na análise da repercussão geral, a manifestação de terceiros,
subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal.
§ 5º Reconhecida a repercussão geral, o relator no Supremo Tribunal Federal determinará a
suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que
versem sobre a questão e tramitem no território nacional.
§ 6º O interessado pode requerer, ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal de origem,
que exclua da decisão de sobrestamento e inadmita o recurso extraordinário que tenha sido
interposto intempestivamente, tendo o recorrente o prazo de 5 (cinco) dias para manifestar-se
sobre esse requerimento.
§ 7º Da decisão que indeferir o requerimento referido no § 6º ou que aplicar entendimento
firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos caberá
agravo interno. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
§ 8º Negada a repercussão geral, o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem
negará seguimento aos recursos extraordinários sobrestados na origem que versem sobre
matéria idêntica.
§ 9º O recurso que tiver a repercussão geral reconhecida deverá ser julgado no prazo de 1 (um)
ano e terá preferência sobre os demais feitos, ressalvados os que envolvam réu preso e os
pedidos de habeas corpus.
§ 10. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
§ 11. A súmula da decisão sobre a repercussão geral constará de ata, que será publicada no
diário oficial e valerá como acórdão.”

A petição inicial do recurso extraordinário deve constar um tópico chamado “repercussão


geral” (vai além da causa individual, direito subjetivo; ex.: art. 102 §3 CF)

“§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das


questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine
a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus
membros. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

Admitido a repercussão geral, todos os recursos para subir ou em andamento sobre o


questionamento ficam em suspenso.

A repercussão geral gera um enunciado do Supremo Tribunal Federal.

o Efeitos da decisão em controle difuso ou concreto de constitucionalidade:

Se trata de qualquer tipo de controle ou de qualquer tribunal realizado em hipóteses


concretas.

Só gera efeito inter partes, não serve para outros casos mesmo que a causa seja idêntica. O
efeito não se estende. A norma se mantém intacta no ordenamento jurídico.

Não tem efeito vinculante, nenhum órgão é obrigado a vincular, nem se for proferida pelo
supremo. Não tem efeito erga omnes.

A eficácia é temporal.

Em regra o efeito é ex tunc, é inconstitucional desde a origem.

Somente o STF (por dois terços) em situações excepcionais, por razões de segurança jurídica e
relevante interesse social pode determinar um outro momento para a eficácia da decisão. Esse
podendo ter efeito ex nunc ou ex tunc.

Existem artigos que permitem a ampliação da eficácia das decisões em concreto do controle
de constitucionalidade. Ex.: Art. 52, X, CF.

“X - Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão


definitiva do Supremo Tribunal Federal;”

O Senado pode suspender a execução de uma norma declarada inconstitucional pelo STF, se a
declaração se deu em controle concentrado a norma é retirada do ordenamento jurídico.
Então só é possível suspender uma norma que ainda está no ordenamento, ou seja, controle
difuso.

O STF ao declarar uma lei inconstitucional em controle concreto, ele não retira do
ordenamento jurídico a norma. Na sequencia desta declaração de inconstitucionalidade, o STF
remete a decisão ao Senado, que nesse caso, aplicará o art. 52, X, CF. Poderá então suspender
a execução da lei, ampliando o campo de eficácia da decisão do caso concreto (erga omnes).
Essa competência do Senado é discricionária, não é obrigatório.

Outra posição: efeito ex nunc, a norma é interpretada como uma revogação. (professor apoia
essa posição, pois é a “suspensão da execução”)

Se o Senado decidir adotar a suspensão da norma, deverá seguir ipsis litteris a decisão tomada
pelo supremo. Ex.: Se no caso concreto for decretada a inconstitucionalidade de dois artigos
de uma lei, o senado deverá suspender a execução desses dois artigos. Não pode ficar nem a
quem e nem além.

Se o Senado ultrapassar os limites do art 52, X, CF, caberá discussão judicial (ADIN).

“X - Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão


definitiva do Supremo Tribunal Federal;”

Não cabe reclamação constitucional (art. 102, IL, CF)

O STF nos termos do art. 102, IL, CF tem competência originária para processar e julgar
reclamação constitucional cujo o objetivo é a preservação de sua competência e a autoridade
de suas decisões.

“l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas


decisões;”

A reclamação constitucional em controle difuso (concreto) só é possível por quem for parte no
controle concreto. Quem não foi parte não pode reclamar.

SÚMULA VINCULANTE

É outra forma que o STF tem que estender a eficácia de um posicionamento seu (suprema
corte) sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma norma.

A Sumula vinculante está prevista no art. 103-A da CF, que foi inserido pela emenda
constitucional da reforma do judiciário (emenda 45 de 2004)

“Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante
decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria
constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito
vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e
indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou
cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas


determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e
a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de
processos sobre questão idêntica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou


cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de
inconstitucionalidade.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que


indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a
procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará
que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

Cabe ao STF aprovar, rever e cancelar Súmula Vinculante, pela votação de dois terços de seus
membros.

A iniciativa de uma Súmula pode ser de ofício do STF ou por provocação.

Os capacitados a provocar nos termos constitucionais são todos aqueles que podem propor
ADIN.

A lei pode prever outros legitimados a provocar Súmulas Vinculantes, nesse sentido, a lei
11.417 de 2006.

O Procurador Geral da Republica se manifesta na produção da Sumula Vinculante.

Requisitos para a emissão de uma Súmula Vinculante:

Deve dizer respeito a decisões reiteradas do STF sobre matéria constitucional, deve ter
consolidação jurisprudencial.

Eficácia:

É imediata a partir de sua publicação, mas por dois terços o supremo pode determinar outro
momento para a eficácia de sua decisão.

A Sumula Vinculante obriga todo o Poder Público.

O descumprimento de uma Súmula Vinculante, cabe reclamação constitucional, nos termos do


art. 103 A, § 3 da CF.

“§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que


indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a
procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e
determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o
caso. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”