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RAÍZES DOUTRINÁRIAS

Um dos primeiros documentos em que expunha o próprio DASP sua doutrina tratava da
“revolução brasileira nos serviços públicos” e concluía afirmando: “A tarefa do DASP, como
acabamos de ver, abrange um vasto terreno político-administrativo, constituindo uma larga e
ousada tentativa de sistematização, até hoje não experimentada por qualquer país civilizado. A
organização e o conjunto de atividades do DASP não encontram, na verdade, semelhança alguma
com o que existe em outras partes do mundo. Atendendo às peculiaridades do meio e,
principalmente, à nossa experiência; aplicando, por outro lado, os princípios já consagrados pela
ciência administrativa, o DASP é uma organização de certo modo original, que tem demonstrado
excelentes resultados. Buscando seus ensinamentos no secular Serviço Civil Britânico, um dos mais
senão o mais eficiente do mundo; no sistema americano, que lhe segue de perto as pegadas; no
alemão; no francês e no italiano, que melhor falam ao nosso caráter latino, a organização brasileira
talvez esteja mais aproximada do serviço civil alemão, pelo seu aspecto de conjunto, ou melhor,
pela sistematização dentro de um plano deliberado e seguro.”
Esse trecho, começando por assinalar a originalidade do DASP, termina reconhecendo que,
na verdade, suas raízes doutrinárias eram variadas e predominantemente exógenas, e lhe davam,
afinal, um caráter eclético. As mais importantes e duradouras dessas influências se devem
principalmente a W. F. Willoughby, Henri Fayol, Frederick W. Taylor e Luther Gulick. Note-se, ainda,
que na administração de pessoal implantada pelo DASP também se encontram elementos
característicos da “burocracia” objeto da análise de Weber, filtrados através do “sistema do
mérito” que o DASP procurava introduzir na administração brasileira.
Todos esses autores, como é sabido, construíram sua obra no contexto das democracias
ocidentais, mas muitas de suas idéias e seus modelos vieram a ser institucionalizados justamente
no Brasil, que ingressava em fins de 1937 num regime autoritário. Essa aparente incongruência,
essa situação paradoxal, viria a marcar profundamente a existência do DASP, especialmente
quando o país reingressou, em 1946, num regime liberal.
As idéias de William F. Willoughby sobre a natureza, as finalidades e a organização da
administração tiveram, mais diretamente, influência sobre a reforma administrativa brasileira das
décadas de 1930 e 1940, em especial sobre a criação e definição da competência do DASP.
Willoughby foi um dos pioneiros da teoria administrativa norte-americana, hoje conhecida como
“teoria clássica ou tradicional”. A característica básica de suas idéias era a crença em princípios de
administração, de aplicação universal. Willoughby também figurava influentemente entre os
cientistas políticos norte-americanos que proclamavam haver nítida separação entre “política” e
“administração”. Considerava a “política” área privativa do Congresso, chegando a comparar a
função do Poder Legislativo à de um “conselho diretor” (board of directors) de uma grande
sociedade anônima. A função do Poder Executivo, continuava Willoughby, era a “administração”,
assemelhando-se ao de um “gerente-geral” o papel do presidente da República. A finalidade
máxima da “administração” seria a “eficiência operacional” e, para a consecução desse objetivo, o
chefe do Poder Executivo, como “gerente-geral”, precisava do apoio de um “departamento de
administração geral”. Esse departamento teria funções predominantemente normativas, de
coordenação e controle, atuando em conjugação com outras unidades da administração, de
natureza operativa, situadas junto ao escalão seguinte da escala hierárquica. Aconselhava, ainda,
Willoughby, que exceto em casos especiais, uma organização padronizada e uniforme fosse
imprimida a todas essas unidades de administração geral.
No Brasil foi esse o modelo preferido pelo legislador de 1938, ao dar cumprimento ao
disposto na Constituição de 1937, levando-o a estabelecer o DASP, órgão predominantemente
normativo, coordenador e controlador, no ápice de um “sistema de administração geral” de que
eram órgãos executivos os departamentos, serviços e seções de administração dos ministérios.
Ao término do Estado Novo, a estrutura organizacional do DASP havia-se expandido,
refletindo ainda mais rigorosamente o modelo de Willoughby e compreendendo oito divisões, das
quais quatro na área de pessoal (estudos de pessoal; seleção; aperfeiçoamento, e orientação e
fiscalização). As outras quatro divisões eram as de orçamento, de organização, de material e de
edifícios públicos. Integravam ainda o DASP, tendo como peça central suas divisões de pessoal e de
material, o conselho de administração de pessoal e o conselho de administração de material, em
articulação com as unidades correspondentes dos departamentos de administração dos
ministérios.
Ao se iniciar o governo José Linhares em novembro de 1945, entrou o DASP em crise que
veio a ter seu desenlace formal a 8 de dezembro seguinte, quando o presidente baixou ato
redefinindo e reduzindo as atribuições do DASP e reestruturando-o internamente. Segundo
exposição de motivos do próprio DASP, a crise por que passava decorria de atos e fatos que
demonstravam “não estar o governo disposto a seguir, no serviço civil brasileiro, as normas e
princípios da organização racional do trabalho”, e que tais atos e fatos “feriam profundamente
normas indispensáveis à boa administração de pessoal,... tendo produzido, ainda, o efeito de
impedir a participação do DASP na pesquisa, estudo e tratamento de problemas administrativos,
em que, pelo império da lei, sua audiência é obrigatória, e em que a colaboração de um
departamento de administração geral é unanimemente preconizada pelos mais modernos e
autorizados tratadistas da ciência da administração pública e consagrada na prática das grandes
democracias”.
A reestruturação do DASP foi acompanhada da exoneração do seu presidente e de todos
os diretores. A nova estrutura de organização era a seguinte: divisão de orçamento e organização
(em que eram fundidas a divisão de orçamento e a divisão de organização e coordenação); divisão
de pessoal (substituindo as divisões de estudos e de orientação e fiscalização); divisão de seleção e
aperfeiçoamento (fusão da divisão de seleção com a de aperfeiçoamento); divisão de edifícios
públicos, e serviços de documentação e de administração. A divisão de material e o conselho de
administração de material foram transferidos para o Ministério da Fazenda (Departamento Federal
de Compras). Foi criado o conselho de administração, em substituição ao conselho deliberativo e
ao conselho de administração de pessoal.

RESULTADOS DA FASE PIONEIRA


A fase inicial da existência do DASP deixou vários resultados positivos, ao lado de
disfunções que foram prejudiciais à administração pública e, talvez mais ainda, à imagem do DASP.
Dentre os resultados positivos cabe ressaltar: a melhoria qualitativa de um razoável contingente de
servidores públicos, que ingressaram na administração pública sob o sistema do mérito e se
beneficiaram de variadas oportunidades de treinamento e aperfeiçoamento, inclusive no
estrangeiro; a sistematização dos direitos e vantagens dos servidores públicos, bem como de seus
deveres e da ação disciplinar, através do primeiro Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União
(1939) e sua regulamentação; a institucionalização da elaboração e execução orçamentária,
funções até então exercidas aleatória e assistematicamente; a preocupação com a estrutura
organizacional e os métodos de trabalho das repartições públicas, que, em inúmeros casos, foram
racionalizados e/ou simplificados; a introdução no serviço público de processos de simplificação e
padronização do material, assim como de racionalidade nos processos de aquisição de material e
de abastecimento das repartições; o despertar do interesse pelo estudo da ciência da
administração, até então considerada mero apêndice do incipiente direito administrativo, e a
preocupação com o papel do Estado na promoção e regulamentação do desenvolvimento
econômico e social.
Data desse período a criação de diversas autarquias no campo econômico e social, bem
como de sociedades de economia mista, tais como a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia
Siderúrgica Nacional, o Instituto de Resseguros do Brasil, a Companhia Nacional de Álcalis e outras.
Sem qualquer dúvida, foi durante esse período histórico que se estabeleceu a base da estrutura
administrativa que possibilitou o posterior desenvolvimento brasileiro.
Os aspectos negativos da reforma administrativa desse período (1938-1945) se originaram
das seguintes disfunções: uma estratégia de ação ao mesmo tempo globalista e imediatista,
provavelmente decorrente da intenção de atingir o mais completa e rapidamente possível os
objetivos visados pela reforma, mas que não lhe dava oportunidade para atuação crescentemente
amadurecida e aperfeiçoada, potencialmente característica da estratégia oposta (seletivista e
gradualista); uma hipertrofia da função de controle no DASP, em detrimento da de orientação e
prestação de serviços; um elevado grau de centralização do poder decisório no DASP, incompatível
com a necessidade de internalização, pelos demais agentes do sistema de administração geral,
do know-how e dos valores da reforma administrativa, e uma estrita adesão a normas gerais e
inflexíveis, numa espécie de exacerbação do princípio de isonomia, impeditiva de um tratamento
adequado de diferenças individuais e complexas relações humanas.
Em resumo, o estilo da reforma administrativa liderada pelo DASP era ao mesmo tempo
prescritivo (no que agia o departamento coerentemente com a teoria administrativa então
“moderna”), e coercitivo (no que era altamente coerente com a natureza política do Estado Novo).

EVOLUÇÃO POSTERIOR
Na década de 1950, especialmente durante os três anos do novo governo de Getúlio
Vargas (1951-1954), fez o DASP várias tentativas para recuperar as atribuições e o prestígio que o
caracterizavam durante sua fase pioneira, não atingindo, porém, os objetivos visados. É que, de um
lado, não só a Constituição de 1946 havia restabelecido um regime liberal, incompatível com o
anterior autoritarismo, como também novas teorias administrativas — provindas, igualmente, das
democracias ocidentais, especialmente dos Estados Unidos — desaconselhavam a inflexibilidade na
aplicação dos princípios de administração anteriormente preconizados e pregavam uma atenção
especial às relações humanas, ao comportamento administrativo e aos aspectos ambientais e
sistêmicos. De outro lado, o novo regime liberal não se mostrou propício ao prosseguimento da
implantação do sistema do mérito, que sofreu vários golpes, a maioria de iniciativa do Congresso
(efetivação de interinos, inclusão no Plano de Classificação de Cargos, de 1960, de milhares de
servidores não concursados etc.). Em 1963, iniciaram-se estudos de reforma administrativa, através
de comissão presidida pelo ministro extraordinário para a Reforma Administrativa, Ernâni Amaral
Peixoto. Desses estudos resultaram vários anteprojetos de lei que retomavam os rumos anteriores,
no que se referia aos objetivos do DASP, mas que não chegaram a se concretizar. Entretanto,
serviram de subsídio a estudos posteriores, efetuados durante o governo Castelo Branco, sob a
orientação do ministro extraordinário do Planejamento e Coordenação Geral, Roberto Campos, e
dos quais iria surgir a lei básica de reforma administrativa, de 1967 (Decreto-Lei nº 200, de 25 de
fevereiro de 1967). Segundo esse diploma legal, as atribuições do DASP no campo da elaboração e
execução orçamentária (inclusive organização e métodos) foram transferidas para o Ministério do
Planejamento e Coordenação Geral, criado pelo mesmo ato. Conseqüentemente esse decreto-lei
restringiu as atribuições do DASP à área da administração de pessoal, sob a denominação de
Departamento Administrativo do Pessoal Civil.
Em 1975 nova modificação foi introduzida nos objetivos do DASP, ao qual foram atribuídas
funções no campo dos serviços gerais e complementação da mudança para Brasília, com a
conseqüente gestão do Fundo Habitacional de Brasília. Desde então voltou o DASP a denominar-se
Departamento Administrativo do Serviço Público, peça central dos sistemas de administração de
pessoal, serviços gerais e instalação de órgãos federais em Brasília.
Ao se findar o ano de 1980, foi criada junto ao DASP a Fundação Centro de Formação do
Servidor Público (Funcep), tendo por principais objetivos promover a valorização e a dignificação da
função pública e do servidor público; o fortalecimento do instituto do mérito, tanto para ingresso
como para acesso a funções superiores da administração pública, visando a garantia da qualidade,
produtividade e continuidade da ação governamental e a realização de estudos e pesquisas de
interesse para a formulação da política de pessoal civil. A criação da Funcep parecia indicar que o
DASP daria atenção prioritária ao desenvolvimento de recursos humanos para a administração
pública, setor que dele vinha merecendo escassa atenção.
É que, de um lado, dera o DASP prioridade à elaboração e implantação de um novo Plano
de Classificação de Cargos e Funções, destinado a substituir o plano em vigor desde 1960. Esse
novo plano, cujas diretrizes foram aprovadas pelo Congresso em fins de 1970, começou a ser
implantado em 1974, e absorveu praticamente toda a atenção do departamento até os fins da
década. Durante, pois, cerca de dez anos consecutivos, o recrutamento e a seleção de candidatos a
cargos e funções da administração pública, bem como o treinamento dos servidores — áreas em
que colhera o DASP, na sua fase pioneira (1938-1945) seus maiores êxitos, ao implantar o instituto
do mérito — foram tratados descentralizadamente pelos ministérios, sem uma orientação superior
firme e nítida em favor do sistema de provas competitivas, que, conseqüentemente, entrou em
declínio.
Um outro fator contribuiu para o enfraquecimento do sistema do mérito, além do
aparente desinteresse pelo assunto da parte do órgão central da administração de pessoal: a
transformação de várias e importantes autarquias em empresas públicas e a criação de numerosas
sociedades de economia mista, entidades essas que, regidas pela Consolidação das Leis do
Trabalho ao invés de pelo Estatuto dos Funcionários Públicos, têm liberdade para adotar ou não,
conforme disponham seus estatutos básicos, o processo de provas públicas e competitivas para
ingresso em seus quadros. O instituto do mérito ficou, assim extremamente vulnerável às
investidas do nepotismo, e a década de 1970 representou um passo atrás no processo democrático
do concurso público, institucionalizado nas décadas de 1930 e 1940.
Ao longo de suas quatro décadas de existência, o DASP parecia ter encontrado um lugar
permanente na administração federal, predominantemente no campo da administração de
recursos humanos e complementarmente na área dos serviços gerais. No que se refere ao
orçamento federal — sua elaboração e o acompanhamento de sua execução — a
institucionalização do planejamento, concretizada em 1967, teria forçosamente de levá-lo para o
novo órgão, inicialmente denominado Ministério do Planejamento e Coordenação Geral e,
posteriormente, Secretaria de Planejamento da Presidência da República (Seplan). Como
decorrência dessa modificação, o “departamento de administração geral”, preconizado por W. F.
Willoughby e estabelecido no Brasil em 1937-1938, se encontraria desmembrado em DASP e
Seplan.
Esse desmembramento, aliás, veio assemelhar enormemente a organização federal
brasileira (no que diz respeito aos órgãos centrais de orçamento e administração de pessoal) à
estruturação norte-americana, na qual se encontravam separados, mas igualmente no topo da
administração geral, assessorando o presidente da República, o Escritório de Administração e
Orçamento (Office of Management and Budget) e o Escritório de Administração de Pessoal (Office
of Personnel Management), em que se transformou em 1978 a Civil Service Commission, criada em
1883.
Entretanto, se os modelos organizacionais norte-americano e brasileiro eram semelhantes,
havia grande diferença quanto ao seu “estilo” de atuação. Tanto o DASP como a Seplan decidiam
mais autoritariamente do que por negociação e busca de consenso, como é da índole e da prática
do sistema norte-americano.
Acreditou-se que a evolução democrática do país contribuiria decisivamente para uma
mudança do estilo de atuação tanto do DASP como da Seplan. Mas essa mudança poderia também
ensejar, em nome da necessidade de negociação e busca de consenso, novos golpes no ainda
incipiente sistema do mérito na administração pública brasileira. Somente vigilância atenta e
permanente pela sociedade civil evitaria que vingassem tentativas desse tipo, infelizmente
prováveis no estágio de desenvolvimento político, econômico e social em que ainda se encontrava
o país.

INCORPORAÇÃO AO MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO


Em 15 março de 1985, o presidente em exercício, José Sarney, assinou o Decreto nº
91.147, que vinculava o DASP ao recém-criado Ministério da Administração.
Com a criação do ministério, o DASP foi a ele incorporado juntamente com a pasta da
Desburocratização e da Reforma Administrativa. Entre as tarefas da nova pasta se encontravam o
combate aos gastos excessivos realizados pelo poder público, representados, por exemplo, pelas
residências luxuosas destinadas aos ministros e demais membros do primeiro escalão do governo,
pela disponibilidade para estes de limusines e aviões, além dos inúmeros funcionários vinculados a
esses cargos. Assim, dentre as medidas referentes ao controle dos gastos excessivos figurava o
esvaziamento da Superintendência de Construção e Administração Imobiliária (Sucad), órgão ligado
ao DASP, encarregado da manutenção dos imóveis.
O titular da pasta recém-criada foi Aluísio Alves, ex-governador do Rio Grande do Norte.
O último diretor-geral do DASP, José Carlos Freire, destacou que algumas das principais
diretrizes fixadas para o funcionalismo público durante os governos anteriores teriam sido
concluídas, entre elas a correção do plano de classificação de cargos e a atualização dos proventos
dos aposentados.

Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP)

Órgão previsto pela Constituição de 1937 e criado em 30 de julho de 1938,


diretamente subordinado à Presidência da República, com o objetivo de
aprofundar a reforma administrativa destinada a organizar e a racionalizar o
serviço público no país, iniciada anos antes por Getúlio Vargas.
Coerente com os princípios do Estado Novo, o DASP via uma incompatibilidade
entre a ‘racionalidade’ da administração e a ‘irracionalidade’ da política. Pretendia
assim estabelecer uma maior integração entre os diversos setores da
administração pública e promover a seleção e aperfeiçoamento do pessoal
administrativo por meio da adoção do sistema de mérito, o único capaz de diminuir
as injunções dos interesses privados e político-partidários na ocupação dos
empregos públicos.

Entre as atribuições do DASP estavam previstas também a elaboração da


proposta do orçamento federal e a fiscalização orçamentária. Na prática, porém, as
iniciativas relativas à política orçamentária permaneceram nas mãos do Ministério
da Fazenda até 1940. Nesse ano, a situação foi contornada com a criação, no
interior daquele ministério, da Comissão de Orçamento, cuja presidência passava
a ser acumulada pelo presidente do DASP. Somente no princípio de 1945 o DASP
assumiu plenamente a responsabilidade pela elaboração da proposta do
orçamento federal, com a conseqüente extinção da comissão do Ministério da
Fazenda.

Desde a sua criação até o fim do Estado Novo, o DASP foi presidido por Luís
Simões Lopes. Nesse período, o órgão conheceu um contínuo processo de
fortalecimento, chegando a exercer forte influência sobre as políticas
governamentais então implementadas. Entre suas principais realizações nessa
fase figura a sistematização dos direitos e deveres do funcionalismo, definidos no
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, primeiro documento desse tipo
no Brasil. Com a queda de Vargas em outubro de 1945, o DASP passou por um
profundo processo de reestruturação, que resultou no seu parcial esvaziamento. A
partir de então, suas funções assumiram um caráter de assessoria, exceto no
tocante à seleção e aperfeiçoamento de pessoal, área em que se manteve como
órgão executor.

Departamento Administrativo do Serviço


Público
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O Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) foi um órgão público do


governo federal brasileiro, criado pelo decreto-lei nº 579, de 30 de julho de 1938, durante o
governo de Getúlio Vargas (período do Estado Novo). Fazia parte de um esforço de
reforma na administração pública brasileira, e já estava previsto na constituição de 1937.
Além de fornecer elementos para melhoria da máquina pública, o DASP deveria fornecer
assessoria técnica ao presidente da república e elaborar a proposta orçamentária

Índice
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 1História
 2Administração
 3Dirigentes
 4Referências
 5Ligações externas

História[editar | editar código-fonte]


O DASP foi precedido pela criação da Comissão Permanente de Padronização (1930),
pela Comissão Central de Compras (1931) e pelo Conselho Federal do Serviço Público
Civil(1936), órgãos que também visavam emprestar caráter mais racional à administração
pública brasileira. Deste último herdou não apenas as funções, mas também o comando.
Durante todo o período em que o DASP esteve ativo teve como chefe Luiz Simões Lopes,
ex-presidente do Conselho Federal do Serviço Público Civil e da Comissão de
Reajustamento de Funcionários Civis.
Segundo o decreto-lei nº 579,[1] são funções do DASP:

a) o estado pormenorizado das repartições, departamentos e estabelecimentos


“ públicos, com o fim de determinar, do ponto de vista da economia e eficiência, as
modificações a serem feitas na organização dos serviços públicos, sua distribuição e
agrupamentos, dotações orçamentárias, condições e processos de trabalho, relações
de uns com os outros e com o público;

b) organizar anualmente, de acordo com as instruções do Presidente da República, a


proposta orçamentária a ser enviada por este à Câmara dos Deputados; ”
c) fiscalizar, por delegação do Presidente da República e na conformidade das suas
instruções, a execução orçamentária;
d) selecionar os candidatos aos cargos públicos federais, excetuados os das Secretarias
da Câmara dos Deputados e do Conselho Federal e os do magistério e da magistratura;
e) promover a readaptação e o aperfeiçoamento dos funcionários civis da União;
f) estudar e fixar os padrões e especificações do material para uso nos serviços
públicos;
g) auxiliar o Presidente da República no exame dos projetos de lei submetidos a
sanção;
h) inspecionar os serviços públicos;
i) apresentar anualmente ao Presidente da República relatório pormenorizado dos
trabalhos realizados e em andamento.

Estas atribuições se desdobraram na elaboração de concursos públicos para acesso aos


cargos no governo federal (item d, acima), e a elaboração do primeiro estatuto dos
funcionários públicos do Brasil (com a fixação de deveres e direitos dos servidores
federais). Outra importante atribuição foi a fiscalização do orçamento, que assumiu a partir
de 1945.
Chocou-se com a resilência de antigas práticas clientelistas e um resquício
de administração patrimonialista, que ainda persistia no governo federal. Após a queda de
Getúlio Vargas (1946), foi administrativamente esvaziado, passando a exercer atividades
de assessoramento, além da realização de concursos para o funcionalismo federal e o seu
aperfeiçoamento.
Com o governo militar teve o seu nome alterado para Departamento Administrativo do
Pessoal Civil, por força do decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, definindo a sua
incompetência para as questões do serviço público na esfera das Forças Armadas. Volta a
antiga denominação por lei nº 6.228, de 15 de julho de 1975. Através do decreto nº 91.147,
de 15 de março de 1985, passou a se vincular ao Ministro de Estado Extraordinário para
Assuntos de Administração, deixando de ser o órgão de assessoramento imediato do
Presidente da República. Com o decreto nº 93.211, de 3 de setembro de 1986, o órgão é
extinto e substituído pela Secretaria da Administração Pública da Presidência da República
- SEDAP.

Administração[editar | editar código-fonte]


O DASP era composto por um Conselho Deliberativo, sob a presidência de um Presidente
(art. 4º) e por diretores (art. 5º), todos nomeados em comissão pelo Presidente da
República. Os diretores dirigiam as seguintes divisões: Divisão de Organização e
Coordenação; Divisão do Funcionário Público; Divisão do Extranumerário; Divisão de
Seleção e Aperfeiçoamento e Divisão do Material. Nos casos de impedimentos, o
Presidente era substituído por um dos diretores de Divisão; e os diretores de Divisão eram
substituídos por um outro diretor de Divisão, por designação do Presidente do DASP.
Com o decreto-lei nº 8.323-A, de 7 de dezembro de 1945, que reorganizou o DASP,
mudou o nome do dirigente máximo do órgão para Diretor-Geral e substituiu o Conselho
Deliberativo do órgão para Conselho de Administração, que tinha atribuição consultiva e
orientadora.
Dirigentes[editar | editar código-fonte]

Nº Nome Início Fim Presidente

4 de agosto de 29 de outubro de
1 Getúlio Vargas
1938 1945

Luís Simões Lopes

29 de outubro de 5 de novembro

1945 de 1945

6 de novembro 12 de dezembro
2 Moacyr Ribeiro Briggs José Linhares
de 1945 de 1945

13 de dezembro 31 de janeiro de
3
de 1945 1946

Abílio Mindêlo Balthar

31 de janeiro de 4 de fevereiro de

1946 1947

5 de fevereiro de 26 de dezembro
4 Mário Bittencourt Sampaio Gaspar Dutra
1947 de 1950

26 de dezembro 31 de janeiro de
5
de 1950 1951

Paulo Poppe de Figueiredo

31 de janeiro de 8 de fevereiro de

1951 1951

Getúlio Vargas

9 de fevereiro de 24 de agosto de
6
1951 1954

Arizio de Viana

24 de agosto de 14 de setembro
— Café Filho
1954 de 1954
14 de setembro 3 de novembro
7 Jair Tovar
de 1954 de 1955

24 de novembro 31 de janeiro de
8 Nereu Ramos
de 1955 1956

Isnard Garcia de Freitas

31 de janeiro de 7 de fevereiro de

1956 1956
Juscelino
Kubitschek
7 de fevereiro de 25 de janeiro de
9 João Guilherme de Aragão
1956 1961

24 de fevereiro 25 de agosto de
10 Jânio Quadros
de 1961 1961

Moacyr Ribeiro Briggs

25 de agosto de 8 de setembro de
— Ranieri Mazzilli
1961 1961

12 de julho de 18 de setembro
11
1962 de 1962

Antônio Fonseca Pimentel

24 de janeiro de 27 de maio de
— João Goulart
1963 1963

28 de maio de 31 de março de
12
1963 1964

André Carrazoni

31 de março de 5 de abril de

1964 1964

Ranieri Mazzilli

5 de abril de 15 de abril de
13
1964 1964
Francisco de Carvalho Mello

— Castelo Branco
15 de abril de 5 de maio de
1964 1964

6 de maio de 26 de outubro de
14 Wagner Estelita Campos
1964 1964

José Maria de Albuquerque 27 de outubro de 6 de outubro de


15
Arantes 1964 1965

7 de outubro de 15 de março de
16
1965 1967

Luiz Vicente Belfort de Ouro Preto

15 de março de 21 de março de

1967 1967

23 de março de 10 de abril de
17 Belmiro Siqueira Costa e Silva
1967 1969

22 de abril de 31 de agosto de
18
1969 1969

Junta
Glauco Antônio Lessa de Abreu e 31 de agosto de 30 de outubro de Governativa

Silva 1969 1969 Provisória de
1969

31 de outubro de 15 de março de Emílio Garrastazu



1969 1974 Médici

18 de março de 15 de março de
19 Darcy Duarte de Siqueira Ernesto Geisel
1974 1979

16 de março de 15 de março de
20 José Carlos Soares Freire João Figueiredo
1979 1985
DECRETO-LEI Nº 579, DE 30 DE
JULHO DE 1938
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O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 180, e atendendo
ao que dispõe o art. 67 da Constituição,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DO DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO DO SERVIÇO PÚBLICO

Art. 1º Fica criado, junto à Presidência da República, o Departamento Administrativo do


Serviço Público (D. A. S. P.) diretamente subordinado ao Presidente da República.

Art. 2º Compete ao D. A. S. P. :

o estado pormenorizado das repartições, departamentos e estabelecimentos


públicos, com o fim de determinar, do ponto de vista da economia e eficiência,
a) as modificações a serem feitas na organização dos serviços públicos, sua
distribuição e agrupamentos, dotações orçamentárias, condições e processos de
trabalho, relações de uns com os outros e com o público;
organizar anualmente, de acordo com as instruções do Presidente da República,
b)
a proposta orçamentária a ser enviada por este à Câmara dos Deputados;
fiscalizar, por deletgação do Presidente da República e na conformidade das
c)
suas instruções, a execução orçamentária;
selecionar os candidatos aos cargos públicos federais, excetuados os das
d) Secretarias da Câmara dos Deputados e do Conselho Federal e os do magistério
e da magistratura;
e) promover a readaptação e o aperfeiçoamento dos funcionários civís da União;
estudar e fixar os padrões e especificações do material para uso nos serviços
f)
públicos;
auxiliar o Presidente da República no exame dos projetos de lei submetidos a
g)
sanção;
h) inspecionar os serviços públicos;
apresentar anualmente ao Presidente da República relatório pormenorizado dos
i)
trabalhos realizados e em andamento.

Art. 3º O D. A. S. P. será constituido das seguintes Divisões:

Divisão de Organização e Coordenação (D. C.)


Divisão do Funcionário Público (D. F.)
Divisão do Extranumerário (D. E.)
Divisão de Seleção e Aperfeiçoamento (D. S.)
Divisão do Material (D. N.).

Parágrafo único. Até que seja organizada a Divisão do Orçamento, a proposta


orçamentária continuará a ser elaborada pelo Ministério da Fazenda, com a assistência de
um delegado do D. A. S. P.

Art. 4º O D. A. S. P. será dirigido por um Presidente, de imediata confiança do


Presidente da República, nomeado em comissão.

Art. 5º Cada Divisão terá um Diretor, livremente escolhido e nomeado, em comissão,


pelo Presidente da República, entre cidadãos que possuam conhecimentos especializados
em matéria de administração pública.

Art. 6º O Presidente do D. A. S. P., em seus impedimentos ocasionais, será substituido


por um dos Diretores de Divisão, de sua livre escolha.

Parágrafo único. Quando se tratar de impedimento cuja duração seja superior a trinta
dias, o Presidente da República escolherá e designará o Diretor de Divisão substituto do
Presidente do D. A. S. P.
Art. 7º Os Diretores de Divisão serão substituidos, em seus impedimentos, por outro
Diretor de Divisão, para esse fim designado, sem prejuizo de suas funções, pelo
Presidente do D. A. S. P.

Art. 8º O Presidente designará dois funcionários para seus auxiliares, os quais terão
direito às gratificações de função consignadas neste decreto-lei.

Parágrafo único. Cada Diretor de Divisão designará um funcionário para seu auxiliar,
que perceberá a gratificação de função especificada no presente decreto-lei.

Art. 9º Os Diretores de Divisão, sob a presidência do Presidente, constituirão um


Conselho Deliberativo.

Parágrafo único. O Presidente, quando for necessário e se tratar de assuntos de


grande relevância, convocará o Conselho Deliberativo.

Art. 10. O Presidente designará um funcionário para servir de secretário do Conselho


Deliberativo.

Art. 11. Além das Divisões, o D. A. S. P. terá os seguintes Serviços Auxiliares, para
atender às necessidades comuns:

Biblioteca,
Serviço de Comunicações,
Serviço de Mecanografia,
Serviço de Material,
Serviço de Publicidade.

Art. 12. Os Serviços Auxiliares serão orientados e articulados por um chefe nomeado,
em comissão, pelo Presidente da República.

Parágrafo único. Cada Serviço Auxiliar será chefiado por um funcionário designado pelo
Presidente do D.A.S.P., cabendo a esses chefes, a gratificação de função fixada neste
decreto-lei.

Art. 13. Os trabalhos do D. A. S. P. serão executados por funcionários o


extranumerários requisitados dos Ministérios, alem dos extranumerários que ele admitir, na
forma da legislação em vigor.

Art. 14. O Presidente da República expedirá, mediante decreto, o Regimento em que


serão especificadas as atribuições e normas reguladoras das atividades dos orgãos que
compõem o D. A. S. P.

CAPÍTULO II
DAS COMISSÕES DE EFICIÊNCIA

Art. 15. Haverá, em cada Ministério, uma Comissão de Eficiência (C. E.)
administrativamente subordinada ao Ministro de Estado e tecnicamente ao D. A. S. P.,
com o qual ficará diretamente articulada.

Art. 16. Cada Comissão de Eficiência compor-se-à de tres membros, designados e


escolhidos, pelo Presidente da República, entre funcionários de comprovada capacidade e
que perceberão, cada um, a gratificação de função, anual, de 8:400$000.
Parágrafo único. Os membros das C. E. dedicarão todo o seu tempo aos trabalhos das
Comissões, sendo, por isso, automaticamente desligados de sua repartição, não podendo
exercer qualquer outra função ou comissão.

Art. 17. Compete á C. E.:

a) estudar, permanentemente, a organização dos serviços afetos ao Ministério;


propor ao Ministro de Estado as alterações que julgar convenientes nas lotações
b)
das repartições;
encaminhar ao Ministro de Estado as propostas de promoções de funcionários,
c)
na forma das leis e regulamentos;
d) opinar sobre transferências, remoções e permutas;
instruir os recursos interpostos ao Ministro de Estado por funcionários e pessoal
e)
extranumerário;
opinar nas propostas de admissão, recondução e dispensa de pessoal
f)
extranumerário;
g) colaborar e manter estreita articulação com as Divisões do D. A. S. P.;
inspecionar os serviços do Ministério e propor as medidas que julgar necessárias
h)
à sua racionalização;
apresentar, anualmente, um relatório de seus trabalhos ao Ministro de Estado e
i)
ao D. A. S. P.

Art. 18. Cada C. E. terá, escolhidos entre os do próprio Ministério, os funcionários


necessários à execução de seus trabalhos.

Art. 19. As C. E. terão regimento comum, baixado por decreto do Presidente da


República.

CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 20. Fica aprovado o Quadro Permanente do D. A. S. P. anexo à presente lei,


compreendendo cargos em comissão e gratificações de função.

Art. 21. É concedida franquia telegráfica e postal, em objeto de serviço, ao presidente e


diretores de Divisão do D. A. S. P., ao chefe dos Serviços Auxiliares e aos presidentes das
Comissões de Eficiência.

CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 22. As atribuições cometidas ao Conselho Federal do Serviço Público Civil, pela lei
nº 284, de 28 de outubro de 1936, e legislação em vigor, passam a ser exercidas pelo D.
A. S. P.

Art. 23. Ficam extintos o Conselho Federal do Serviço Público Civil e as Comissões de
Eficiência criados pela lei nº 284, de 28 de outubro de 1936; o Conselho Superior
Administrativo do Ministério da Fazenda, criado pelo decreto nº 24.036, de 26 de março de
1934; e a Comissão Permanente de Padronização, instituída pelo decreto n, 562, de 31 de
dezembro de 1935.
Art. 24. Ficam extintos cinco cargos de conselheiro, padrão R, e um cargo de diretor de
secretaria, padrão N, todos em comissão, do Conselho Federal do Serviço Público civil,
constantes das tabelas anexas á lei nº 284, de 28 de outubro de 1936.

Art. 25. O pagamento das gratificações de função atribuídas aos membros das
Comissões de Eficiência correrá por conta das dotações para êsse fim consignadas no
orçamento em vigor.

Art. 26. Os saldos das dotações atribuídas, no orçamento em vigor, no Conselho


Federal Serviço Público Civil, atenderão, obedecida a classificação atual, ás despesas a
serem efetuadas com o D.A.S.P.

Art. 27. Para atender, no corrente exercício, ao aumento de despesa consequente do


que dispõe o presente decreto-lei, fica aberto o crédito especial de 161:200$, dos quais
31:200$ serão destinados ao pagamento das gratificações de função; 30:000$ ao do
pessoal permanente e 100:000S para custear as despesas de instalação do D.A.S.P.,
inclusive as obras que se fizerem necessárias.

Art. 28. Este decreto-lei entrará em vigor na data da sua publicação.

Art. 29. Revogam-se as disposições em contrário.


Rio de Janeiro, 30 de julho de 1938, 117º da Independência e 50º da República.

GETÚLIO VARGAS
Francisco Campos
A. de Souza Costa
João de Mendonça Lima
Eurico G. Dutra
Henrique A. Guilhem
Oswaldo Aranha
Fernando Costa
Gustavo Capanema
João Carlos Vital

QUADR0 PERMANENTE DO DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO DO SERVIÇO


PÚBLICO
(Decreto-lei nº 579, de 30 de julho de 1938)
1 Presidente do Departamento Administrativo do Serviço
Público................................. Padrão R - Em comissão
5 Diretores de Divisão (Departamento Administrativo do Serviço
Público).................... Padrão R - Idem
1 Chefe dos Serviços Auxiliares....................................................................................
Padrão N - Idem
Gratificações de função
1 Secretário do Conselho Deliberativo do
D.A.S.P..................................................................... 4:800$
1 Secretário do Presidente do
D.A.S.P....................................................................................... 8:000$
1 Auxiliar do Presidente do
D.A.S.P........................................................................................... 3:600$
5 Secretários dos Diretores da
Divisão........................................................................................ 4:800$
5 Chefes de
Serviço................................................................................................................... 4:800$

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de
30/07/1938

Publicação:

 Diário Oficial da União - Seção 1 - 30/7/1938, Página 15168 (Publicação Original)