A CINOMOSE

A cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada pelo vírus CDV (Canine Distemper Vírus) ou Vírus da Cinomose Canina (VCC), da família Paramyxoviridae, que atinge animais da família Canidae, Mustelidae, Mephitidae e Procyonidae. Em Portugal é também conhecida como esgana. Ela degenera os envoltórios lipídicos que envolvem os axônios dos neurônios, conhecidos como baínha de mielina. Junto com ela, geralmente aparecem infecções causadas por bactérias. Sintomas A Cinomose é a doença mais importante dos cães. A descrição clássica em livros textos é de uma infecção viral aguda caracterizada por febre bifásica, secreções nasal e ocular,indisposição, anorexia, depressão, vômito, diarréia, desidratação, leucopenia, dificuldades respiratórias, hiperceratose do focinho e dos coxins plantares, mioclonia e sintomatologia neurológica. Tanto os animais tratados quanto os não tratados podem desenvolver sintomatologia nervosa, mas esta é mais comum nos últimos. Essa fase nervosa da doença pode ser caracterizada por espasmos musculares (mioclonia) e comportamento fora do normal. Esse "comportamento fora do normal" é provocado pela desmielinização do sistema nervoso, o cão pode se tornar agressivo e não reconhecer o dono. Com o degeneramento avançado da baínha de mielina, o cão pode apresentar paralisia devido à fragmentação dos neurônios.

TRATAMENTO
Até pouco tempo, a cinomose remontava um longo histórico de insucessos no que tange tratamentos para animais acometidos. Dois fatores se associavam e possuíam papel importante na manutenção dessa perspectiva negativa. O primeiro pode ser considerado quase cultural, animais acometidos não recebem a devida atenção até que a doença atinja sua fase nervosa. Durante esta fase não neurológica, os sintomas comumente observados são distúrbios intestinais e respiratórios, apatia, falta de apetite e ressecamento do coxin palmar, e este quadro costuma não ser o bastante para alarmar os proprietários. Sendo o auxílio médico procurado somente quando a doença atinge o fase nervosa e a perturbação do estado do animal é mais chocante. O segundo fator é decorrente da antiga interpretação que se tinha do mecanismo de ação do vírus no fase nervosa. Supunha-se que as lesões que ocorriam eram resultado de uma reação estritamente auto-imunes, algo como se o vírus da cinomose desencadeasse algo, fosse eliminado, mas a reação desencadeada continuasse. Por isso era preconizada uma intervenção através de antiinflamatórios e imunossupressores, pois se via uma necessidade de suprimir esta condição de auto flagelo.

e é preciso sessenta dias de ingestão dessa dosagem para levar o animal a óbito. O grupo que não recebeu a suplementação todo veio a óbito. fica fácil entender como os fatores citados contribuem para o óbito dos animais infectados: os proprietários buscam ajuda especializada somente quando a doença está em estagio avançado (fase neurológica) e a prescrição de antiinflamatórios (que são geralmente corticóides) minam o sistema imune do animal. como é o caso do Ribavirin e da Vitamina A.[1] Uma vez constatado isso. Os tratamentos de maior sucesso para cinomose canina são apropriações de tratamentos consagrados para outras enfermidades causadas por vírus similares. Atualmente já se sabe que retinóides (Vitamina A e seus derivados) tem efeito inibidor direto sobre o vírus do sarampo.000 UI/kg é sessenta vezes maior do que o limite estabelecido para humanos. também a reação auto-imune que aumenta como forma de contenção das células infectadas.[7]. Os mecanismos de ação que explicam sua efetividade no tratamento da cinomose permanecem sem compreensão plena. que é sua capacidade de conversão da Vitamina A em ésteres não tóxicos. o que afasta os riscos de uma possível hipervitaminose decorrente da manutenção de altas doses. Para os cães em especial existe um valor de referência para mensurar o risco da hipervitaminose.[5] mesma família. especialmente nos cães. As primeiras referências de que tratamentos eficazes para vírus similares poderiam ser efetivos para cinomose surgiram quando trabalhos verificaram que a cinomose era uma doença equiparável ao sarampo [1] e animais infectados poderiam ser utilizados para o desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento do sarampo.Foi averiguado que a ação dos macrófagos sobre células nervosas é orientada sobre células contaminadas. um estudo realizado nos Estados Unidos constatou que é preciso uma dosagem de 300. assim como esta . que são utilizados no tratamento do sarampo [2][3] .[4] mesma família e gênero (Paramyxoviridae – Morbilivirus) e do Alfa Interferon . A dúvida se para o caso do sarampo a recíproca seria verdadeira foi esclarecida quando estudos verificaram a eficácia de tratamentos clássicos para o sarampo quando estes eram aplicados sobre animais com cinomose. 300.[10] Sendo que esta dosagem.000 UI/kg diária. A primeira constatação foi quando a indução de altos níveis séricos de Vitamina A. que é um tratamento ostensivamente utilizado para tratamento de sarampo [2] (sendo inclusive recomendado pela Organização Mundial da Saúde [6]). durante trinta dias. para que os primeiros sinais de hipervitaminose apareçam.[9] Esta característica dos carnívoros é bem conhecida. produziu um efeito de 100% de cura em animais experimentalmente infectados. mas gêneros diferentes (Paramyxoviridae – Avulavirus ). permitindo alem da proliferação do vírus. utilizado para o tratamento do sarampo[4] e quando se deseja preservar aves acometidas pela doença de Newcastle. um aliado excepcional. o que indica que a reação autoimune é conseqüência direta da presença do vírus. o que corrobora sua capacidade como tratamento em animais com cinomose [8] A constatação da eficácia da Vitamina A no tratamento da cinomose encontrada nos carnívoros.

o resultado foi uma eficácia de 80%.questão também existe para o caso do sarampo. não havendo no entanto qualquer dúvida sobre sua efetividade. sendo necessários de 0. a barreira hemato-encefálica de certa forma tomba. onde não é mencionado o dimetil-sulfóxido. mas apenas complexo B. O tratamento é basicamente com ribavirina e tb vitamina A. A adoção do Ribavirin como tratamento para cinomose seguiu os mesmos passos da Vitamina A. tudo começou com o CV de uma veterinária na internet. A primeira verificação da efetividade se deu in vitro. de nome Simone Henriques Mangia.Relato de Mauricio Baps sobre a experiência que teve em tratamento de cinomose “Com relação ao tratamento da cinomose.[13] A verificação de todos estes resultados in vivo é resultado de um estudo nacional e foi realizado utilizando apenas animais que já houvessem desenvolvido a fase nervosa da doença.05 micro mols para um efeito inibitório na replicação do vírus de 50%. a dúvida residia na capacidade do Ribavirin de ultrapassar tal barreira. .02 a 0.00 . como a verificação de que há a redução das quantidades de Vitamina A durante a infecção. O que me deixou mais impressionado é que nenhum veterinário conhece esse caminho e nenhum receita vitamina A. reduzindo a restrição para a ação do Ribavirin nestas áreas.00 480. que está colado logo depois do CV da veterinária.” O ribavirina pode ser encontrado nas seguintes formas: MEDICAMEN TO APRESENTAÇÃO FABRICANT E SUBSTÂNCIA ATIVA PMC (R$) +- Ribav Ribavirin 250mg c/ 30comp 250mg c/ 60caps Biosintétic a blausiegel ribavirina ribavirina 100. ele era a princípio utilizado em casos de panencefalite esclerosante subaguda decorrentes do sarampo. A principal preocupação na utilização do Ribavirin era o resultado de sua interação com a barreira hemato-encefálica. Sendo o cérebro região imunológicamente privilegiada. Um estudo utilizando camundongos com encefalite decorrente do sarampo verificou-se que uma vez que o vírus tenha se estabelecido no fase nervosa. que é fundamental e nunca deve-se prescrever anti-inflamatório. com mecanismos de ação elucidados ou não.[12] O que permitiu constatar que o vírus da cinomose é bastante susceptível ao Ribavirin e a seu mecanismo de indução ao error-catastrophe . que são bastantes susceptíveis ao Ribavirin. A própria característica antiinfectiva [11] não específica da Vitamina A é um mistério.[14] As ressalvas encontradas foram a necessidade de monitoramento do animal devido ao risco de uma leucopenia e também a necessidade da ingestão de alimentos riscos em triglicerídeos de cadeia longa (gorduras) tanto para melhor absorção do medicamento [15] quanto para preservação das mucosas gástricas.[7] apontando para a hipótese de que a Vitamina A seja matéria-prima para algum mecanismo de resistência à infecção. Alguns indícios apontam para uma ação indireta. conforme indicado no texto e tb com omeprazol. IMPORTANTE: a ribavirina ataca muito o estômago do animal e por isso deve-se protegê-lo. Depois eu achei no wikipedia um outro texto.

00 .Virazole 250mg c/ 60caps uci-farma ribavirina 85.

indicações e precauções: VIRAZOLE não deve ser utilizado durante a gravidez5. Ação esperada do medicamento: VIRAZOLE inibe a replicação do vírus3 possibilitando que uma resposta imunológica do hospedeiro se desenvolva naturalmente para o combate da infecção4 viral. Advertência quanto aos riscos da automedicação8: VIRAZOLE só deve ser administrado sob prescrição médica. logo. Caixas contendo 20. Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Xarope: Frasco contendo 100 ml do xarope de VIRAZOLE-50.p. Cuidados de armazenamento: Conservar em lugar seco e fresco. Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação. Composição completa . água destilada e corante Ponceau) q.100 contém: Ribavirina 100 mg. 1 cápsula. Excipiente: celulose microcristalina e estearato de magnésio q.s.p. O tratamento com este produto deve ser individual e não adaptável a outra pessoa. a medicação não vai ter a ação esperada.# BULAS .s.VIRAZOLE Cada cápsula de VIRAZOLE.Virazole / Ribavirin / Ribav VIRAZOLE VIRAZOLE Ribavirina Forma farmacêutica e apresentações .p. Não usar o produto se o prazo de validade estiver vencido. podendo causar danos para a sua saúde. Pode ser perigoso para a sua saúde. cloreto de sódio. Cada 5ml do xarope contém: Ribavirina 50 mg. essência de framboesa. Cuidados na interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento com VIRAZOLE sem antes consultar o seu médico. parabenos. insuficiência renal6 ou anemia7. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. Informar ao médico a ocorrência de gravidez5 na vigência do tratamento ou após o seu término. Cuidados de administração: Em indivíduos com grave fibrose hepática. Informações ao paciente . propilenoglicol.VIRAZOLE Cápsulas: Caixas contendo 20.100. . Veículo (sorbitol1. Ainda que os sintomas9 apresentados sejam iguais aos seus.VIRAZOLE VIRAZOLE é um antiviral utilizado com sucesso no tratamento de todas as formas de hepatite2 causadas por vírus3. Excipiente: celulose microcristalina e estearato de magnésio q. 40 ou 60 cápsulas de VIRAZOLE-250.s. Contra. Informar ao médico o aparecimento de reações desagradáveis. ela pode ter um tipo de infecção4 diferente. 40 ou 120 cápsulas de VIRAZOLE. 1 cápsula. 5 ml. Cada cápsula de VIRAZOLE-250 contém: Ribavirina 250 mg.

mixoma16.000 mg/kg. Nestes casos a morte foi devida a hemorragia23 gastrointestinal. rinovírus (mais de 15 tipos). Vírus3 DNA: Herpes (tipos 1 e 2). Foi também eficaz contra infecções do trato respiratório inferior. A ribavirina é rapidamente absorvida. encefalite13 japonesa. por via oral. febre14 de Lassa. Toxicologia aguda: A toxicologia aguda. quando administrada por via oral. significando isto que a sua presença evita que novas partículas virais sejam produzidas. subaguda e crônica. Ainda que o mecanismo de ação não seja ainda conhecido. ratos e camundongos e macacos Rhesus. Em um estudo com voluntários. doença de Marek. pelo menos por 6 meses. subcutânea. o único efeito clínico adverso observado foi uma leve e não específica dor de cabeça em alguns pacientes. A ribavirina inibiu acentuadamente uma variedade de vírus3 respiratórios em animais de laboratório. Ensaios clínicos no homem com ribavirina têm demonstrado sua eficácia e segurança no controle de infecções virais comuns. Modo de ação: A forma pela qual a ribavirina exerce seu efeito antiviral não é conhecida. Não houve mortalidade22 causada por tomada oral única de 10. doença de Newcastle. vacínia. com pouca incidência19 de êmese20 e diarréia21. em doses de 4. assim como de reprodução e de carcinogênese.2. A ribavirina tem sido largamente estudada em animais que desenvolvem importantes infecções virais.4-triazole-3 carboxamida).Informações técnicas .VIRAZOLE A ribavirina (1. vírus3 sincicial respiratório. para o combate da infecção4 viral. febre amarela12. parainfluenza (tipos 1 e 3). adeno (tipos 3. No rato e no camundongo. estomatite10 vesicular. Comparativamente. A ribavirina foi tolerada em tomada única. diarréia21 e perda de peso por anorexia24 foram também observadas nessas espécies. rinotraqueíte infecciosa bovina. citomégalo. possui eficaz atividade virostática contra uma ampla gama de vírus3 RNA e DNA. 5 e 9). Sabe-se que a ribavirina não é virucida. com doses únicas variando de 100 a 400 mg. como única sintomatologia. administrações de 1. A inibição da replicação viral dá tempo para que uma resposta imunológica do hospedeiro se desenvolva naturalmente. herpes e hepatite2. panencefalite esclerosante subaguda. em grande parte metabolizada e excretada principalmente pela urina18. Investigações toxicológicas mostraram elevação transitória do SGOT e LDH em um caso. amplamente distribuída nos tecidos. um nucleosídeo sintético. intraperitoneal ou por aerossol. hepatites A e C. a atividade da ribavirina pode ser melhor descrita como sendo virostática. Os tipos de infecções virais mais estudadas foram: doenças respiratórias.beta-D-ribofuranosil-1H-1. A contagem de eritrócitos. Toxicidade crônica: Estudos prolongados em ratos e macacos indicaram que ambas as espécies podem tolerar doses orais de 90 mg/kg por 30 dias ou 60 mg/kg. Toxicologia: Estudos de toxicologia aguda. foi avaliada em macacos. sarcoma11 de Moloney. Fraqueza muscular transitória. por administração oral ou intraperitoneal. doses de 200 mg/kg por 30 dias ou 120 mg/kg por períodos mais longos ocasionaram alguma morte em ratos e anemia7 reversível em ambas as espécies.000 mg/kg por via oral ou intraperitoneal foram necessárias para a morte dos animais. Farmacologia: Tem sido demonstrada in vitro a eficácia da ribavirina contra diversos vírus3 RNA e DNA como por exemplo: Vírus3 RNA: Herpes (tipos A e B). varicela15 zóster. não inativa o vírus3 fora da célula17. hepatite2 B. desacompanhada de outras anormalidades. in vitro e in vivo. semelhantes às do homem. parece não interferir com a ligação ou com a penetração do vírus3 na célula17 hospedeira. o volume de plaquetas25 e a concentração de hemoglobina26 .000 mg/kg. não induz o interferon. têm demonstrado que a ribavirina possui uma larga margem de segurança.

o uso de VIRAZOLE durante a gravidez5 é contra.VIRAZOLE Ribavirina e zidovudina inibiram. in vitro. As reduções nos valores hematológicos são reversíveis. é necessário o monitoramento hematológico periódico. mas uma correspondente redução dos leucócitos27 ou da atividade hematopoética da medula óssea não foi observada.VIRAZOLE O uso de VIRAZOLE durante a gravidez5 é contra. Experiências clínicas e estudos de acompanhamento em mulheres grávidas não foram efetuados. mas não foi possível estabelecer se causadas pela droga. O uso seguro de VIRAZOLE durante a gravidez5 não tem sido estabelecido. que ratos toleram doses de 150 mg/kg da droga administrada por insuflação nasal por 30 dias sem evidência de anemia7. Estudos de reprodução: Não foram observados efeitos teratogênicos em um estudo com primatas. sem a evidência de que a ribavirina seja mutagênica. O uso da droga em mulheres na idade fértil deve ser decidido pesando-se o possível risco de dano para o feto contra o potencial benefício para a gestante. SGOT e SGPT têm sido reportadas. Observou-se. Indicações . Entretanto. Interações medicamentosas .VIRAZOLE A administração de VIRAZOLE por período prolongado e em altas doses resultou em leve e reversível redução da hemoglobina26. Reações adversas . . Visto que estudos de reprodução em ratos e coelhos demonstraram teratogenicidade e embriogenicidade. insuficiência renal6 ou anemia7. também. hematócritos e na contagem de glóbulos vermelhos. A redução desses valores é o primeiro e mensurável sinal28 de toxicidade e superdosagem. Contra-indicações . Elevações transitórias do total da bilirrubina29 sérica. a atividade de outros antivirais. estudos em ratos e coelhos demonstraram efeitos teratogênicos e embriotóxicos.VIRAZOLE Todas as formas de hepatite2 a vírus3. cada uma.foram também reduzidas. Precauções .VIRAZOLE Cuidados devem ser observados na administração de VIRAZOLE em indivíduos com grave fibrose hepática. Desta forma a ribavirina não deve ser usada em pacientes grávidas. Se a redução desses valores superar os limites mínimos. Estudos de carcinogenicidade: Estudos de carcinogenicidade com 60 mg/kg por dois anos em ratos albinos não mostraram aumento da incidência19 de tumores em relação ao grupo de controle.indicado. Estudos de mutagenicidade: A ribavirina foi avaliada em nove ensaios in vivo ou in vitro para efeitos mutagênicos. a administração da droga deve ser suspensa. toxicidade sistêmica ou patologia pulmonar.indicado. em altas doses. Nos casos em que VIRAZOLE deva ser usado por longos períodos de tempo.

UCI. a dose pediátrica diária não foi estabelecida. Uma vez que não há suficientes estudos do uso da ribavirina em crianças. dependendo de cada caso.Posologia . por períodos prolongados.FARMA Indústria Farmacêutica Ltda. mas com base em estudos em adultos.VIRAZOLE Adultos: A dose média diária. Para estas crianças. dividida em duas tomadas. é de 10 mg/kg de peso corporal. Crianças: A dose média diária. A dose diária deverá ser administrada por um mínimo de 10 dias ou a critério médico. também dividida.000 mg. a relação risco/benefício deve ser considerada para o tratamento de crianças com menos de 8 anos de idade. pode chegar a 12 mg/kg de peso corporal. varia de 400 mg a 1. .

O uso da droga em mulheres na idade fértil deve ser decidido pesando-se o possível risco de dano para o feto contra o potencial benefício para a gestante. e macacos rhesus.Indicações Todas as formas de hepatites a vírus. metabolizada em grande parte e excretada principalmente pela urina. Os tipos de infecções virais mais estudadas foram: doenças respiratórias. Advertências Precauções: Cuidados devem ser observados na administração de Ribavirin em indivíduos com grave fibrose hepática. com desordens renais severas e com sintomas de anemia perniciosa. A Ribavirina é rapidamente absorvida através da administração oral. Em adultos saudáveis com função renal normal. Em homens. com a concentração do pico plasmático da droga ocorrendo dentro de 1-2 horas após administração e excretada principalmente na urina. que decresce gradualmente com uma aparente meia-vida de 40 dias (a meia-vida dos eritrócitos). 40 ou 60 cápsulas de Ribavirin 250 mg Ribavirin – Informações A Ribavirin tem sido amplamente estudada em animais que desenvolvem importantes infecções virais. amplamente distribuída nos tecidos. Foi observado um platô de hemácias em homens dentro de 4 dias.RIBAVIRIN Laboratório Blausiegel Apresentação de Ribavirin Caixa contendo um frasco com 20. a acumulação de Ribavirina e/ou seus metabólitos tem sido notada nas hemácias. Ribavirin . aproximadamente 53% da dose oral única é excretada na urina dentro de 72-80 horas. Visto que estudos de reprodução em ratos e coelhos demonstraram teratogenicidade e embriogenicidade. O uso seguro de Ribavirin durante a gravidez não tem sido estabelecido. herpes e hepatites. É contraindicado também para pacientes com cirrose hepática. Cerca de 15% da dose oral única é excretada nas fezes dentro de 72 horas. e cerca de 33% é excretada dentro das primeiras 24 horas. insuficiência renal ou anemia. semelhantes às do homem. o uso de Ribavirin durante a gravidez é contra-indicado. Ensaios clínicos no homem com Ribavirina têm demonstrado sua eficácia e segurança no controle de infecções virais comuns. A Ribavirina é rapidamente absorvida. Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: Pacientes cuja atividade exige grande . Contra-indicações de Ribavirin O uso de Ribavirin durante a gravidez é contra-indicado. ratos.

A DL50 oral em ratos é 2g e está associada com hipoatividade e sintomas gastrointestinais (a dose equivalente humana estimada é de 0.17g/kg. pode chegar a 12mg/kg de peso corporal. Se a redução desses valores superar os limites mínimos. baseada na área da superfície corpórea). dividida em duas doses varia de 400 mg a 1000mg. a dose pediátrica diária não foi estabelecida. Superdosagem Nenhuma superdosagem com Ribavirin foi relatada em humanos. a atividade de outros antivirais. mas não foi possível estabelecer se a causa tem relação com a administração do medicamento. por períodos prolongados. Ocasionalmente pode ocorrer dor de cabeça. sonolência e cãibra Ribavirin . também dividida é de 10 mg/kg de peso corporal.Posologia Adultos: A dose média diária. SGOT e SGPT tem sido reportadas. a administração da droga deve ser suspensa. requer o monitoramento hematológico periódico. Uso na gravidez de Ribavirin Não deve ser usado durante a gravidez e lactação Interações medicamentosas de Ribavirin Tanto a Ribavirina e Zidovudina inibiram. . Para estas crianças. Elevações transitórias do total da bilirrubina sérica. A dose diária deverá ser administrada por um mínimo de 10 dias ou a critério médico. Reações adversas / Efeitos colaterais de Ribavirin A administração de Ribavirin por período prolongado e em altas doses. Uma vez que não há suficientes estudos do uso da Ribavirina em crianças a relação risco/benefício deve ser considerada para o tratamento de crianças com menos de 3 anos de idade.concentração devem ser alertados de que ocasionalmente Ribavirin pode produzir sonolência. mas com base em estudos. Crianças: A dose média diária. dependendo do caso. As reduções nos valores hematológicos são reversíveis.

os quais são responsáveis por inibir certas enzimas virais envolvidas na síntese do ácido nucléico viral. insuficiência renal avançada. A Ribavirina produz seu efeito antiviral principalmente por alterar os agrupamentos de nucleotídeos a e formação de RNA mensageiro normal. hemoglobinopatias. em casos de anemia.Informações A Ribavirina é um nucleosídeo sintético. a terapia poderá exacerbar os sintomas da doença em pacientes com doenças cardiovasculares ou problemas circulatórios. O risco/benefício do tratamento com Ribavirina deve ser avaliado criteriosamente pelo médico em situações . O fármaco é prontamente transportado para dentro das células e então convertido por enzimas celulares a 5-mono. o qual pode ser responsável por sua eficácia contra os vírus RNA e DNA. Este fármaco tem um largo espectro de atividade antiviral in vitro contra vírus RNA e DNA.RIBAV Laboratório Aché Apresentação de Ribav Embalagem contendo 30 cápsulas de 250 mg Ribav .2. Ribav . ausência de método contraceptivo confiável e em mulheres que estão ou que podem ficar grávidas durante a exposição ao fármaco. di.Indicações Ribav (Ribavirina) é indicado para o tratamento da hepatite C crônica. Recomenda. que consiste de D-ribose acoplada a 1. e derivados de trifosfato.2.4 triazole carboxamida. O nome químico da Ribavirina é 1-beta-D-ribofuranosil-1. A composição dos agrupamentos de nucleotídeos é notadamente alterada após a adição de Ribavirina às culturas celulares. cardiopatia grave. hipertensão arterial sistêmica não controlada. Contra-indicações de Ribav Este medicamento está contra-indicado em indivíduos que apresentem hipersensibilidade conhecida a Ribavirina ou a qualquer componente da fórmula.4 triazole-3-carboxamida. hepatite autoimune.se a realização de hemograma antes de iniciar o tratamento e monitorização hematológica a cada 2 semanas durante a terapia. Advertências Devido ao potencial da Ribavirina causar anemia. após o transplante de fígado em portadores do vírus C. O monofosfato é um inibidor da inosina-monofosfato desidrogenase. na cirrose hepática compensada (com atividade inflamatória) causada pelo vírus da hepatite C. que é envolvida na síntese de guanosina-monofosfato. que sabidamente. reinfecta o órgão transplantado.

in vitro. Apenas inicie o tratamento se o resultado do teste for negativo. Reações adversas / Efeitos colaterais de Ribav Efeitos hematológicos: Não foram observadas anormalidades nas contagens de células sangüíneas em pacientes que receberam 1. Abacavir. pancreatite. mulheres em idade fértil e seus parceiros. Categoria X de risco na gravidez: ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SE R UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO Interações medicamentosas de Ribav Estavudina e zidovudina: Ribavirina pode antagonizar. cada um algum método contraceptivo. resultando em morte. porém estes sintomas não foram reportados em outros estudos. Efeitos urogenitais: No camundongo. devem utilizar. a administração de Ribavirina resultou em atrofia dos túbulos seminíferos. Hepatotoxicidade: Elevações na bilirrubina sérica foi o principal . toxicidade digitálica e bigeminismo. Foi observada insuficiência cardíaca. Tanto homens como mulheres. embora tenham sido registradas reduções na hemoglobina com doses orais mais altas. em 8 de 10 bebês com função cardíaca comprometida. bradicardia. Efeitos no sistema nervoso central: Convulsões e fraqueza foram associados com Ribavirina intravenosa experimental. anemia falciforme. pois pode resultar em acidose láctica fatal e não fatal. Durante o tratamento com Ribav (Ribavirina). aumento dos níveis séricos de lactato e acidose láctica. lamivudina e zalcitabina: Uso concomitante destes nucleosídeos análogos com a Ribavirina deve ser evitado. talassemia. Uso na gravidez de Ribav Recomenda-se a realização de teste para verificação de gravidez antes de iniciar o tratamento com Ribav (Ribavirina). Efeitos gastrintestinais: Ocorreram sintomas gastrintestinais durante o tratamento com Ribavirina.000 mg de Ribavirina oral diariamente. Didanosina: a administração concomitante de Ribavirina com didanosina não é recomendada. Não foi determinado se a Ribavirina contribuiu para a diminuição da função cardíaca ou se isso foi causado por outros fatores. o médico deverá ser informado imediatamente. Se houver resultado positivo. o uso concomitante da Ribavirina com qualquer um destes fármacos deve ser evitado. o médico deve ser informado imediatamente.clínicas como anemia. neuropatia periférica. hipotensão. Se ocorrer gravidez durante este período. Aconselha-se a realização mensal de teste para a verificação de gravidez. Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez. a atividade antiviral da estavudina e zidovudina contra o HIV. Há relatos de insuficiência hepática fatal. Cardiovasculares: Insuficiência cardíaca congestiva: Foram registrados os seguintes efeitos adversos em bebês gravemente enfermos sob risco de vida: parada cardíaca. Portanto. não foi observado qualquer efeito na medula óssea. somente devem planejar uma gravidez 6 meses após o término do tratamento com Ribav (Ribavirina). A administração oral de Ribavirina em doses até 1 g/dia por mais de uma semana resultou numa redução transitória no valor do hematócrito na ordem de 20%. O papel da Ribavirina neste conjunto não é conhecido. redução das concentrações de esperma e números elevados de esperma com morfologia anormal. disfunção renal grave e doença hepática descompensada.

As doses devem ser divididas em duas tomadas. A monitorização hematológica deve ser realizada a cada 15 dias. a administração de Ribavirina em doses entre 35-150 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2. Pacientes com mais de 75 kg: 1.3 mg/kg/dia.000 mg ao dia. Resultados preliminares de 2 estudos de oncogenicidade por gavagem oral no camundongo e no rato entre 18-24 meses. ver Farmacocinética). com doses de 16-100 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2. por orientação médica. respectivamente. a medicação deverá ser imediatamente suspensa. Carcinogenicidade e mutagenicidade: Estudos de carcinogenicidade in vivo com Ribavirina são incompletos. pancreático. Não foram registrados aumentos significativos nas enzimas do fígado. a dose da Ribavirina deve ser reduzida à metade. redução nas concentrações de esperma e números elevados de espermas com morfologia anormal.2 mg/%. Por ser a anemia hemolítica um efeito adverso freqüentemente relatado. pituitário e adrenal. não são conclusivos para o potencial carcinogênico de Ribavirina. por um período de 6 a 12 meses.67-6.Posologia A dose recomendada de Ribav (Ribavirina) varia de acordo com o peso corpóreo. Doses mais baixas não foram testadas. no camundongo.92-12. a concentração de hemoglobina deve ser observada por teste laboratorial. em nível de dose oral na ordem de 16 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2. Diminuição da fertilidade: A fertilidade de animais tratados com Ribavirina (macho ou fêmea) não foi totalmente investigada. As elevações do nível de bilirrubina geralmente estavam na faixa de 1.250 mg ao dia. respectivamente (equivalente humano estimado de 1. A medida leva à completa recuperação dos níveis de hemoglobina ao estado de pré-tratamento. Porém. Em vários estudos adicionais sobre toxicidade.6 a 2. Porém. o resultado de um estudo de alimentação crônica com Ribavirina em ratos. em ratos adultos.43-5. e os aumentos foram principalmente do tipo indireto. No entanto. Se constatada redução subseqüente da hemoglobina. e dependendo da sintomatologia do paciente. em doses de 20-75 e 1-40 mg/kg/dia. A recuperação parcial da produção de esperma foi aparente em 3-6 meses após a suspensão da dosagem. Superdosagem . periodicamente. Ribav . sugere que Ribavirina pode induzir tumores benignos mamário.25 e 1.71 mg/kg/dia. Se ocorrer queda a níveis críticos. baseado no ajuste de área da superfície corpórea.29 mg/kg/dia. conforme o quadro clínico do paciente. Ribavirina demonstrou causar lesões testiculares (atrofia tubular). baseado no ajuste de área da superfície do corpo para o adulto) resultou em atrofia significativa dos túbulos seminíferos. Pacientes com 75 kg ou menos: 500 a 1.3-14. preferencialmente pela manhã e à noite (a cada 12 horas). baseado no ajuste de área da superfície corpórea para o adulto). baseado no ajuste de área da superfície corpórea para o adulto). O esquema posológico indicado poderá ser alterado.5 mg/kg/dia.efeito adverso durante o tratamento com Ribavirina oral. A capacidade reprodutiva dos animais machos tratados não foi estudada. esses estudos demonstraram uma relação entre a exposição crônica à Ribavirina e aumento na incidência de lesões vasculares (hemorragias microscópicas em camundongos) e degeneração retinal (em ratos).

Caso elas superem os limites mínimos.Quando o Ribav (Ribavirina) é administrado por período prolongado e em altas doses. É necessário monitoramento hematológico dos pacientes submetidos a tratamentos prolongados com Ribavirina. Estes são os primeiros sinais de toxicidade e superdosagem. . pode ocorrer redução leve e reversível da hemoglobina. a administração do fármaco deve ser suspensa. Estas reduções são reversíveis. hematócrito e na contagem dos glóbulos vermelhos.

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