Você está na página 1de 33

 

   

   

MÓDULO INTRODUTÓRIO
MIND-SET: ENTENDENDO A
PSICOLOGIA COMO UM NEGÓCIO

 
 
 
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Introdução   
   
Tudo bem? 
Primeiramente obrigado por seu interesse em baixar este documento. Ele faz parte do 
curso  Psicólogo  Empreendedor,  e  seu  objetivo  é  apresentar  a  psicologia  como  um 
negócio inteligente, ético, e que pode ser altamente lucrativo. 
Se você por acaso decidir fazer o curso após a leitura, este módulo já terá oferecido a 
introdução  necessária  para  um  melhor  aproveitamento.  Mas  mesmo  que  você  não 
queira  fazer  o  curso,  o  conhecimento  aqui  presente,  sem  dúvidas,  será  de  grande 
utilidade e modificará a maneira como você enxerga sua profissão. 
Neste  módulo  introdutório,  costumo  dizer  brincando  que  eu  não  vou  ensinar  nada. 
Nada mesmo. 
Pelo menos, não do ponto de vista prático. 
Não vou te dizer aqui como fazer anúncios, montar seu consultório, escolher uma área 
de  especialização,  criar  seus  serviços,  fazer  postagens  no  Facebook  ou  sequer 
conquistar clientes/pacientes. 
Absolutamente nada.  
Ainda assim, aqui você obterá conhecimentos essenciais para que possa conduzir sua 
carreira de psicólogo de maneira muito mais bem sucedida. 
Meu  convite  agora  é  para  trabalharmos  o  aspecto  mais  importante  de  toda  a  sua 
jornada rumo ao sucesso como psicólogo: Seu mind‐set.  
Mind‐set  é  uma  palavra  da  língua  inglesa  que  poderia  ser  traduzida  como  “estado 
mental” ou estado de espírito, se preferir. Tem a ver com a forma como você percebe 
o mundo e se posiciona em relação aos acontecimentos ao seu redor. 
Neste caso específico, quando falo em mind‐set, me refiro à sua forma de enxergar a 
realidade  contemporânea  do  mercado,  percebendo  a  psicologia  dentro  dela  e 
ampliando seu campo de visão. 

Página 2
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Meu  objetivo  neste  primeiro  momento  é  bem  claro:  Apresentar  à  você  a  psicologia 
como  um  negócio.  Mas  não  um  negócio  qualquer.  E  sim  um  negócio  DO  BEM,  com 
estratégias claras, possibilidades maravilhosas, e claro, totalmente ético. 
A maneira como enxergo a psicologia ‐ e que vou compartilhar com você ao longo desta 
leitura, é como sendo uma profissão eminentemente voltada para o BEM‐ESTAR e o 
desenvolvimento  das  pessoas.  E  prego  com  veemência  que  a  melhor  forma  de  a 
psicologia  promover  este  bem‐estar  no  mundo,  é  se  formatando  como  um  negócio 
arrojado e inteligente. 
Atenção para o que eu disse: Não é apenas um negócio. É necessariamente um negócio 
do bem. 
Especialmente  se  você  decidir  fazer  o  curso,  enxergar  a  psicologia  desta  forma  é 
fundamental, pela seguinte razão: 
Você  precisa  se  sentir  muito  à  vontade  em  mostrar  seu  trabalho  para  conseguir 
empreender  de  maneira  efetiva  e  ter  sucesso.  Precisa  sentir  que  está  fazendo  algo 
totalmente ético, honesto e justo.  
O tempo todo, a sensação tem que ser a de que você está agregando valor à vida das 
pessoas, e não forçando a barra para vender algo que elas não querem ou de que não 
precisem. 
Por isto a importância do mind‐set.  
Nas próximas páginas, vou preparar seu estado mental para que você comece a pensar 
desde já como um “empreendedor do conhecimento” e – principalmente ‐ para que 
você fique TOTALMENTE confortável com isso. 
Mas  existe  também  um  segundo  motivo  para  começarmos  o  curso  de  maneira  tão 
reflexiva, falando de mind‐set: 
É te dar convicção e segurança. 
Acredite, mesmo depois de ter feito o curso, quando você já tiver entendido muito bem 
que a psicologia pode e DEVE ser um negócio, você enfrentará desafios ‐ com o perdão 
do trocadilho ‐ “psicológicos”. 

Página 3
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

É que em sua jornada pelo empreendedorismo e na construção de sua imagem, muitos 
colegas vão aparecer para criticar suas ações e iniciativas. 
Alguns serão mais educados, outros vão apenas fazer cara feia, mas haverá até quem 
te chame de mercenário.  
Outro  dia,  eu  estava  conversando  com  um  psicólogo  recém  graduado  que  me  disse 
estar  sendo  chamado  de  “prostituto”  da  psicologia,  pelo  simples  fato  de  pregar 
abertamente que devemos divulgar nosso trabalho. 
Triste, mas esta é a realidade. 
Nossa  profissão,  infelizmente,  carrega  até  hoje  um  forte  ranço  de  assistencialismo 
misturado  com  filantropia,  que  embora  faça  sentido  em  um  contexto  isolado,  nos 
prejudica muito como profissionais. 
Por isso é tão importante começarmos com estas reflexões.  
Você tem que estar “inteiro e consciente” nesta nova etapa de sua vida profissional.  
Neste módulo você vai não apenas reforçar suas convicções sobre os benefícios de se 
divulgar  constantemente  (e  de  cobrar  por  seus  trabalhos),  como  também  irá  obter 
fundamentos para responder a quaisquer críticas que eventualmente venha a sofrer. 
A verdade é que poucas profissões sofrem tanto preconceito quanto a nossa. E o mais 
triste é que, por incrível que pareça, grande parte dele vem dos próprios psicólogos. 
Acabar  com  estes  preconceitos  e  apresentar  uma  forma  completamente  nova  de 
enxergar a psicologia, estão entre os objetivos desta primeira parte.  
Agora vejamos os tópicos dos quais trataremos nas próximas páginas: 
1.1  A formação dos psicólogos e suas falhas 
1.2  A psicologia como um NEGÓCIO do bem 
1.3  Ética na venda de serviços de psicologia 
1.4  Caridade, tabu e dinheiro: Psicologia não é sacerdócio 
Se estiver pronto, vamos começar agora mesmo! 
 

Página 4
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

1.1 A formação dos psicólogos e suas falhas 
 
Você já sentiu isso? 
Aquela sensação de saber muita coisa e, mesmo assim, não saber ao certo por onde 
começar a agir? 
Você não sabe exatamente o quê, mas sente que falta alguma coisa. Sente que existe 
alguma desconexão, alguma lacuna que não foi preenchida. Apenas não consegue 
identificar aonde está o problema. 
Você sente que tem conhecimento o suficiente para mudar a vida das pessoas, de 
comunidades inteiras, talvez até mesmo do mundo. 
Mas você não sabe por onde ou como começar. 
Foram anos fazendo faculdade de psicologia. Você estudou sobre como os seres 
humanos vivem, interagem e pensam. 
Teorias diversas e práticas orientadas fizeram parte de sua realidade. Você até chegou 
a ajudar pessoas com seu conhecimento em alguns momentos nos atendimentos 
supervisionados. Conseguiu inclusive entender e vislumbrar de que forma poderia 
contribuir para melhorar as organizações e empresas através do trabalho com as 
pessoas. 
Você se dedicou, se aprofundou, tornou‐se um cientista do comportamento humano, 
conhecedor dos complexos mecanismos por trás da forma como as pessoas sentem e 
agem. 
Mas mesmo assim, neste exato momento, é bem possível que VOCÊ não saiba como 
se comportar para fazer as coisas acontecerem. 
Aí você pensa: 
• Será que eu fiz o curso certo? 
• Será que há mercado de trabalho para mim? 

Página 5
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

• Será que eu vou conseguir me estabelecer ou mesmo arranjar um emprego 
decente? 
• Será que psicologia é mesmo uma profissão de gente financeiramente pobre? 
Então você começa a se sentir mal. 
Começa a pensar que talvez possa fazer um concurso público para ter "estabilidade”, 
mesmo que isso nunca tenha sido um sonho seu. Pergunta‐se de que forma 
começaram aqueles que conseguiram se dar bem. Sente o peito apertar e é tomado 
por um misto de insegurança e esperança. 
Mas no fundo, bem no fundo, você tem a certeza. 
Você sabe que seu conhecimento é algo que pode ter enorme valor para as pessoas. E 
sente que, de alguma forma, encontrará o caminho para que tudo flua. 
Afinal, se muitos conseguiram, por que LOGO VOCÊ não iria conseguir? 
Mas será mesmo? Será que tantos assim conseguiram? 
Então você pensa na maioria dos psicólogos que conhece, e se pergunta: 
Eles estão realmente tendo sucesso em suas carreiras?  Estão todos felizes com o 
caminho que escolheram? Estão conseguindo viver bem, financeiramente, com a 
escolha profissional que fizeram? 
E o peito aperta de novo. 
A descrição acima talvez não bata muito com sua realidade. Mas sem dúvidas bate 
com a realidade de muitos psicólogos, e ilustra muito bem o que eu senti quando me 
graduei em psicologia, no ano de 2003. 
Insegurança. MUITA insegurança. 
Na verdade, nem precisei me graduar para sentir este medo e insegurança. Nos 
últimos anos como estudante eu já me inquietava com a coisa toda. 
Você sabe como é. Depois da colação de grau você não está mais de férias. Está 
desempregado. (Apesar de que, como você vai ver, minha preferência é mesmo por 
não ter um emprego). 

Página 6
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

A questão toda é que, trocando em miúdos e sendo bem claro: A maioria dos 
psicólogos que atua por conta própria vive mal financeiramente, e grande parte 
abandona a profissão precocemente por não conseguir sequer sobreviver com ela. 
Mas por que isso acontece? 
Passamos um bom tempo estudando grandes homens e mulheres; pessoas 
inteligentíssimas que contribuíram com o avanço do conhecimento sobre “as dores de 
existir”, que decifraram alguns dos complexos enigmas do comportamento e até 
interpretaram sonhos para chegar aos mistérios do inconsciente. 
Então, milhares de nós se formam espelhando‐se nestas pessoas, e o máximo que 
conseguem – dando graças aos céus ‐ é uma vaga no programa de assistência social da 
prefeitura para ganhar pouco mais de três salários mínimos. 
Parece piada. 
Passei cinco anos em uma faculdade de psicologia, e neste tempo todo não me foi dito 
uma única vez, que se eu quisesse realmente ter sucesso, precisaria desenvolver uma 
série de competências que vão MUITO ALÉM do meu conhecimento em psicologia. 
E estou falando de sucesso no sentido mais amplo da palavra. Não só me sentir 
realizado, mas também poder ter uma vida financeiramente próspera com a receita 
gerada pela profissão. 
Nunca tive uma matéria que fosse, sobre como organizar e vender os diversos serviços 
que eu poderia oferecer. Nem mesmo alguma dica sobre como montar um simples 
consultório, caso quisesse atuar na clínica. 
É uma completa alienação mercadológica. 
Confesso que, mesmo depois de formado, eu ainda não entendia a gravidade da 
situação em que me encontrava. Só me dei conta do quanto a coisa é feia quando fui 
ao shopping comprar uma calça jeans nova, e uma das vendedoras que me atendeu 
era uma colega da faculdade que havia se formado antes de mim. 
O que ela disse? “Ah, desisti da profissão, talvez eu volte um dia”. 
Não me julgue mal. 

Página 7
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Acredito que TODO trabalho é digno. Ser vendedor em um shopping é um trabalho 
que exige habilidades bem claras e distintas. A questão não é esta. A questão é que 
muitos psicólogos abandonam profissão por falta de habilidades empreendedoras, e 
não porque desejaram. Não porque sonharam com outra carreira! 
Ora, a psicologia é uma ciência – embora haja quem discorde disso – e é também uma 
profissão. 
A maioria das pessoas que se graduou em psicologia PAGOU para receber um tipo 
conhecimento, que supostamente seria usado para estabelecer uma carreira de 
sucesso. Claro que existem aqueles que fizeram o curso só por curiosidade ou por que 
tem dinheiro e tempo sobrando. Mas estes são exceções. 
A maior parte quer uma carreira. E uma carreira de sucesso. Ninguém faz faculdade 
pensando que vai ser um fracasso ou apenas “mais um” na multidão. 
Ah, e se você estudou – ou estuda ‐ em universidade pública, sem pagar mensalidade, 
parabéns. Seu curso foi pago por mim, por você mesmo e por todas as pessoas que 
você consegue ver agora ao seu redor. Somos chamados de contribuintes. 
Mas voltemos ao raciocínio: 
A não ser que você tenha feito o curso, como eu disse acima, por curiosidade 
científica, para se divertir, ou por que não tinha mais nada para fazer mesmo, suponho 
que você deseja viver da psicologia. 
E viver bem. O que inclui, necessariamente, a perspectiva financeira. 
Só que para conseguir viver bem com a psicologia ‐ sem depender de um concurso ou 
de um emprego ‐ é preciso entender de muito mais do que apenas psicologia.  
Objetivamente falando, você precisa saber como transformá‐la em um negócio. 
E é aqui que está a maior falha na formação dos psicólogos. Uma falha que se reflete 
mais fortemente na realidade daqueles que querem abrir suas clínicas e consultorias, 
ao invés de fazer concurso ou vender sua capacidade de trabalho para os outros. 
Não existem matérias que preparem os alunos para fazerem negócios com o 
conhecimento que obtiveram. Absolutamente nada que os mostre como se articular 
no mercado e conquistar clientes. 

Página 8
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Então, o que ocorre é uma espécie de ruptura. Uma falta de encaixe. 
A pessoa se forma com muito conhecimento na cabeça, mas sem saber exatamente o 
que fazer com aquilo.  É como ter um carro e não saber dirigir. 
A psicologia é ensinada na maioria das faculdades praticamente como se fosse uma 
"ciência pura", sem que sejam considerados os aspectos contextuais de mercado no 
qual ela se insere como profissão.  
E isto é nada menos que um ABSURDO. 
A grade curricular de nossos cursos de formação deveria contemplar pelo menos 
algumas matérias voltadas ao aspecto mercadológico da profissão. 
Que matérias seriam estas? Veja algumas: 
• Como definir seu posicionamento no mercado: Fundamental para você 
conseguir se diferenciar. Criar um posicionamento é definir a forma como você 
será visto pelos outros, deixando claro o valor que você oferece. 
• Como construir uma imagem sólida através de marketing: Sua ciência é a 
psicologia, mas se quiser sobreviver como profissional liberal, entenda que você 
está no negócio de marketing. Como é possível que você passe cinco anos em 
um curso e não tenha ao menos uma matéria sobre como vender seus serviços? 
É filantropia? 
• Como constituir uma empresa de consultoria com outros colegas: Custa levar 
um contador para dar UMA aula pro pessoal sobre como abrir uma empresa? 
Custa explicar alguns aspectos legais básicos, que vão facilitar MUITO sua vida? 
Custa fazer e distribuir um manual com orientações básicas? 
• Como captar e fidelizar clientes SEM SER antiético: Na cultura que transmitem 
na faculdade, a expressão "captar clientes" parece algo quase demoníaco. Não 
se fala em mercado consumidor para os serviços, não se discute estratégias, 
possibilidades, modelos de negócio. 
• Como fazer a gestão financeira de sua vida profissional: Pode parecer algo 
bobo, mas não é. No Brasil, não temos uma cultura de educação financeira, e se 

Página 9
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

graduar e começar a atuar profissionalmente sem esta noção é algo que atrasa 
muito nossas vidas. 
Estes são apenas alguns pontos importantes, mas que fariam muita diferença na 
capacidade dos psicólogos se estabelecerem e terem sucesso. 
Mas, o curso não é de psicologia? 
Sim. É de psicologia. Mas não só como uma ciência. O curso é ensinado como uma 
profissão. E como tal, deveria ter uma conexão CLARA com o mercado de trabalho. 
Saber tudo sobre psicologia, sem conhecer coisa alguma sobre negócios, não vai te 
ajudar muito se quiser atuar por conta própria.  
Você até pode tentar engrenar. Mas vai dar trancos, fazer manobras imprecisas, bater 
pelo meio do caminho e talvez, quem sabe ‐ como muitos fazem ‐ desistir. 
O mais irônico, é que o ensino do tipo de conhecimento mostrado acima poderia ser 
feito com UMA MATÉRIA por semestre ao longo do curso. E nem precisaria ser uma 
matéria com carga horária pesada. 
Diante da complexidade dos fenômenos que estudamos no curso de psicologia, as 
regras de funcionamento do mercado são conceitos simples de serem apreendidos e 
colocados em prática. 
Acredite em mim, é preciso muito mais energia e raciocínio para entender meia 
página de Lacan, Freud, Rogers ou Skinner, do que para aprender como fazer um bom 
marketing de seu trabalho. 
Ainda assim, as pessoas não só NÃO APRENDEM isto na faculdade de psicologia, como 
também não fazem ideia de que isto é determinante para suas carreiras. Algumas, 
para meu horror, acham que fazer marketing é antiético. 
O resultado? 
Psicólogos cada vez mais decepcionados com a carreira. 
Mas ao mesmo tempo, há boas notícias.  

Página 10
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Diante das dificuldades que têm enfrentado, os próprios psicólogos já estão tomando 
consciência da lacuna que existe e começando a fazer questionamentos pertinentes, 
do tipo: 
• Como atrair os primeiros clientes? 
• Como me tornar conhecido? 
• Como faço para abrir uma consultoria? 
• Devo criar um site? Se sim, como faço isso? 
• Por que não estou conseguindo atrair clientela? 
• O mercado está saturado? 
Este tipo de pergunta é totalmente pertinente. Ainda assim, não se encontra 
respostas objetivas para elas dentro de muitas universidades ou mesmo nos conselhos 
regionais. 
É como se te dessem o conhecimento e te soltassem no mundo. Você que se vire para 
descobrir como construir sua reputação e vender seus serviços. Um destino injusto, 
não acha? 
No entanto, ele pode ser mudado. 
Como? 
Dedicando‐se ao máximo durante este curso, que foi preparado justamente para 
preencher as lacunas deixadas pela faculdade. 
O que será compartilhado com você ao longo dos próximos módulos é um conjunto 
amplo de conhecimentos, habilidades e atitudes que podem modificar 
completamente seu futuro profissional. 
Você vai aprender a se posicionar no mercado, a escrever artigos para se tornar 
conhecido, a estabelecer seu nome como uma autoridade em sua área de 
conhecimento e a gerir sua carreira de forma segura e independente. 
Vai finalmente parar de se sentir perdido e enxergar um caminho claro para colocar 
em prática todo o conhecimento que obteve na faculdade. 

Página 11
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Então ficamos assim. Neste primeiro tópico espero que você tenha compreendido um 
pouco melhor a razão de tantos psicólogos enfrentarem dificuldades absurdas no 
mercado.  
Entender isso pode parecer desnecessário do ponto de vista funcional, mas acredite 
em mim, é uma contextualização importante para que você compreenda a realidade 
na qual está inserido. 
Agora vamos para o segundo tópico, aprofundar um pouco aquela ideia da qual falei lá 
em cima: 
 A psicologia vista como um negócio! 
   

Página 12
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

1.2 A Psicologia como um negócio 
 
No fim dos anos 1990, a APA (American Psychological Association), órgão de classe 
máximo da psicologia na América do Norte, fez uma pesquisa interessante que tinha 
como objetivo descobrir se os norte‐americanos sabiam o que os psicólogos 
realmente faziam. 
Como resultado, descobriram o que já parecia previsível:  A maioria das pessoas não 
fazia a menor ideia. 
O nome da matéria: 
“A mensagem da Psicologia está sendo ouvida: Campanhas de marketing social 
tornam os norte‐americanos conscientes sobre as muitas maneiras como a psicologia 
pode melhorar suas vidas”. 
Pois bem. A partir desta descoberta, a APA organizou‐se em um grande programa 
chamado “Expandindo o papel dos psicólogos: Influência e valor através do marketing 
social”.  
Na prática, começaram a promover uma contínua campanha de educação e marketing 
por todo o país com o objetivo de mostrar às pessoas o que um psicólogo pode trazer 
de benefício para a vida delas. 
E o mais interessante: nada de imagens de pessoas angustiadas, doentes ou sofrendo. 
(Como é comum vermos em relação à psicologia). Igualmente, nada de referência 
exagerada à doenças, ansiedades, patologias e etc. 
Tudo feito em clima de bem‐estar, com muito bom humor e com no foco no que as 
pessoas poderiam melhorar em suas vidas a partir do uso dos serviços dos psicólogos. 
Mas e no Brasil? Como é que anda a imagem da psicologia? 
Não encontrei pesquisas do tipo por aqui, mas minha vivência e convivência com 
outros psicólogos ‐ e minha observação de campo ‐ me dizem que nossa situação não 
é muito diferente da norte americana no fim dos anos 1990. 

Página 13
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Muito simples: As pessoas por aqui não sabem o que fazemos. Algumas certamente 
tem ideias bizarras a respeito de nosso papel. 
E a culpa não é delas. É nossa. 
Segundo minha teoria, existem pelo menos dois grandes problemas com a psicologia 
no Brasil hoje.  
O primeiro deles está relacionado à falta de habilidades de mercado, ocasionada por 
uma formação alienada e incompleta, como abordei no tópico anterior. 
O segundo, e talvez o mais difícil de ser corrigido, é a forma como o trabalho do 
psicólogo em geral é percebido, e que defino aqui a partir da expressão 
“posicionamento de mercado da profissão”.   
Atenção, não estou falando neste momento de nicho de mercado e posicionamento 
individual, que são conceitos a serem tratados mais à frente no curso. Estou falando 
da forma como as pessoas lá fora enxergam a “profissão psicologia”. 
Afinal, por que as pessoas têm tanta resistência ao nosso trabalho? 
Em minha opinião, pura e simplesmente por causa de cultura.  
Vamos entender isso melhor: 
Você sabe o que os nobres do século de 18 e as latas de lixo de sua casa tem em 
comum? 
O cheiro. 
Por mais absurdo que pareça, tomar banho há cerca de duzentos anos era um evento 
considerado, digamos, especial.  O palácio de Versalhes na França, aquela obra prima 
da arquitetura, fedia. 
Como não tinham banheiro ou sequer a noção de limpeza que temos hoje, as 
“necessidades” de sua majestade e da corte eram feitas nos jardins e corredores. Por 
mais bizarro que isto pareça na atualidade, o palácio foi projetado sem banheiros ou 
qualquer coisa parecida. 

Página 14
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

A nojeira era tanta que nas cidades o sujeito fazia xixi no penico, se achegava à janela 
e gritava “vai água”, para avisar à quem estivesse passando embaixo de que lá ia a 
água, mesmo que amarelada. 
Mas por que as pessoas eram tão porcas? 
Você pode alegar que é por que não havia a estrutura que temos hoje. Atualmente 
basta abrir o chuveiro ou dar a descarga que a coisa se resolve. 
Mas não. Não era exatamente por isso. A imundície não era a consequência da falta 
de estrutura. Pelo contrário.  A cultura da imundície é que fazia com que as pessoas 
não procurassem meios para facilitar sua limpeza. 
As pessoas não haviam atentado para a importância do asseio. Ser daquele jeito era 
natural, assim como já foi natural andar pelado no meio da selva. (No sul do Brasil isso 
voltou a ficar normal de uns tempos pra cá.) 
Mas algo mudou. 
Com o avanço das ciências, da educação, e com um melhor entendimento sobre várias 
doenças, as pessoas começaram a perceber que o cheirinho bom não é o único 
benefício da limpeza. O maior deles, na verdade, é a saúde. 
Enfim o que este caso todo tem a ver com a forma como a psicologia é vista hoje? 
Tudo. 
Deixa eu te fazer uma pergunta: Você já visitou seu dentista este ano? E seu médico? 
Já foi? 
Se você é mulher e passou dos 40 anos, está fazendo a mamografia? 
Como vai a próstata meu amigo? 
Mensagens sobre os cuidados com a saúde física são absurdamente comuns hoje na 
TV, no rádio e em diversos meios de mídia. 
Existe até o que se chama de indústria do bem‐estar, conhecida mundialmente como 
Wellness, que movimenta bilhões através da venda de produtos e serviços que trazem 
bem‐estar às pessoas.  

Página 15
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Ande pelas ruas e você verá imagens de pessoas saudáveis e sorridentes nos outdoors 
e panfletos. As academias cheias, as praças lotadas, o povo malhando. 
O quadro é simples: Hoje em dia um monte de gente leva a sério a saúde do corpo. E é 
ótimo que as pessoas se comportem assim. 
Mas e a saúde emocional? Por que as pessoas não cuidam dela? 
Você não tem visto as inúmeras propagandas feitas pelos psicoterapeutas e conselhos 
de psicologia, informando os benefícios de se cuidar de sua saúde emocional? 
Não, você não tem visto. Porque elas não existem. 
E o motivo de não existirem é a crença ABSURDA de que psicólogo é coisa pra gente 
doente e em sofrimento. 
É interessante pensar como a indústria do bem‐estar jamais chegou a atingir a 
psicologia. 
Como eu disse, basta andar pelas ruas e você verá outdoors, panfletos, cartazes e uma 
enorme quantidade de informações dizendo pra você cuidar do seu corpo. E 
absolutamente nada sobre sua psiquê, suas emoções, seu comportamento. 
O motivo? Cultura. 
A maneira como a psicologia é percebida hoje, pela sociedade e pelos próprios 
psicólogos, é algo que faz lembrar o que pensavam dos banhos no século 18. 
Para fazer o sujeito entrar dentro d’água e se higienizar, era preciso que a coisa ficasse 
preta, literalmente. Somente quando o corpo quase começava a apodrecer é que se 
recomendava um banho. 
Alguma semelhança com as pessoas que só procuram um terapeuta quando a 
situação já saiu do controle, a cobra já fumou e a vaca já foi pro brejo? 
A principal barreira para que os psicólogos ganhem mercado é exatamente a maneira 
como a psicologia é vista pela população. A percepção que se tem é de que um 
terapeuta só deve ser procurado quando alguém vai de mal a pior. 
Para entender melhor, vamos tomar o exemplo de um profissional de educação física, 
que também trabalha com saúde. 

Página 16
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Qualquer egresso do curso de educação física pode escolher atuar como personal 
trainer e ostensivamente fazer publicidade disso. 
Ele pode criar um site, fazer cartões, parceria com academias, e falar ABERTAMENTE 
sobre os benefícios de seu trabalho. 
Resumindo, ele pode fazer um marketing bastante agressivo de seu trabalho. 
É uma constatação simples. A sociedade hoje ENTENDE que cuidar da saúde do corpo 
é essencial. Assim como entendeu, há um bom tempo, que o banho e demais práticas 
sanitárias são aspectos fundamentais para a vida. 
Mas voltemos ao raciocínio: 
Quando o educador físico tenta educar as pessoas para os enormes benefícios de se 
cuidar da saúde física, ninguém, em hipótese alguma, julga que ele está tentando 
fazer algo antiético. 
Agora vejamos os psicólogos: 
Tenho um conhecido que é terapeuta clínico. 
Não vai lá muito bem com seu consultório, mas NEGA‐SE terminantemente a fazer 
propaganda e marketing. Se disser a ele que deve prospectar clientes, fica quase 
ofendido. 
A razão? “É uma questão de ética, o que eu ofereço é uma coisa muito séria”! 
Concordo. E por isso mesmo ele deveria se certificar de mostrar o serviço para o maior 
número de pessoas possível. 
É um cara brilhante, que tem o poder de mudar a vida das pessoas para melhor, mas 
que por alguma razão misteriosa acha que seria algo ANTIÉTICO mostrar isto a elas. 
É o fim da picada. 
Enquanto tivermos profissionais pensando desta forma, será muito complicado mudar 
o quadro geral de nossa profissão e transformar a maneira como a sociedade nos vê. 
A psicologia precisa perder a pecha de ciência voltada para gente doente e se 
posicionar como uma alternativa de crescimento. Mais objetivamente falando, como: 

Página 17
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Uma proposta positiva! 
Escrevo esta parte com muito cuidado, pois o objetivo deste curso não é pregar a 
disseminação de qualquer abordagem específica na psicologia.   
No entanto, considero relevante dizer que um movimento mais recente dentro dela 
tem se prestado a desenvolver instrumentos bastante adequados à sua popularização 
entre pessoas que não sofram de qualquer patologia ou problema psicológico. 
Aliás, você já parou para se perguntar a razão de a psicologia se focar tanto em 
patologias ou estados considerados “não normais’? 
Talvez você nem tenha pensado sobre isso, de tão natural que a coisa se tornou. 
Mas segundo Martin Seligman, um dos criadores da chamada psicologia positiva, 
durante muito tempo nossa ciência teve três focos principais: 
1 ‐ Curar as doenças mentais 
2 ‐ Tornar a vida das pessoas mais produtiva e com mais sentido 
3 ‐ Identificar e desenvolver grandes talentos 
Assim foi até o fim da segunda guerra mundial, quando a atenção começou a se voltar 
fortemente para os diversos transtornos causados em milhares de pessoas que 
presenciaram os horrores do campo de batalha. 
Nesta época, com o propósito de ajudar a estas pessoas e suas famílias, a psicologia 
passou a se voltar quase que totalmente para o objetivo número um.  
Sob vários aspectos isto foi benéfico. Em função das pesquisas e tratamentos, houve 
um enorme avanço no que diz respeito ao campo das doenças mentais.  
Ainda segundo Seligman, devido a este foco excessivo nas patologias, pelo menos 14 
distúrbios mentais até então considerados intratáveis, foram adequadamente 
identificados nos últimos anos e contam hoje com tratamentos que, em alguns casos, 
conduzem a um quadro de cura. 
Até aí tudo lindo. 
O problema todo é que os outros dois objetivos da psicologia foram quase totalmente 
esquecidos depois dos anos 1950, e infelizmente permanecem assim até hoje. 

Página 18
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Apenas no meio dos anos 1990, psicólogos como Seligman e Bandura começaram 
novamente a chamar a atenção para o fato de que a psicologia é uma ciência – e uma 
prática – que deve proporcionar, obrigatoriamente, o desenvolvimento humano.  
Não apenas a prevenção e tratamento de problemas psíquicos. E sim a potencialização 
dos aspectos positivos de cada ser humano. É uma visão da psicologia que busca 
resgatar sua antiga missão de trabalhar com o que há de melhor no ser humano, e não 
apenas com suas mazelas. 
Claro que o viés do tratamento de patologias e inadequações é válido e necessário. 
Mas este viés não pode dominar o cenário por completo, se não acontece o que 
vemos hoje, a psicologia associada fortemente à loucura e demência. 
Atenção: Eu não estou propondo aqui que você adote a Psicologia Positiva como 
abordagem terapêutica.  
Estou fazendo referência à ela para reforçar um ponto central de todo o meu discurso: 
Nós trabalhamos com saúde psíquica e emocional. 
Tenha você a abordagem que tiver, é possível se focar em trabalhar e desenvolver os 
aspectos positivos das pessoas. De certa forma, isto já é o que fazemos, mas 
geralmente partindo do pressuposto de que algum desajuste precisa estar presente. 
E não precisa! 
Para que a psicologia possa se estabelecer verdadeiramente como um negócio, 
devemos entender que as pessoas não precisam estar mal para nos procurar. Tudo 
que elas precisam é de um desejo legítimo de desenvolver o que há de melhor em si 
mesmas. 
Estou falando aqui de saúde da maneira mais positiva possível. Não dá simples 
ausência de doenças ou tratamento de angustias e ansiedades. 
Minha visão é de que, num futuro próximo, as pessoas vão consumir os serviços de 
psicólogos como “consomem” hoje vários serviços da área da saúde.  
Eu vou muito bem, obrigado. Mas quero contratar um psicólogo para melhorar a 
forma como lido com minhas emoções. Para melhorar meu relacionamento com 

Página 19
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

minha esposa/esposo. Para conhecer mais sobre minha saúde emocional e me cuidar 
de maneira mais inteligente.  
Para me desenvolver como ser humano. 
Na falta de uma analogia melhor, coloco desta forma:  
A psicologia precisa se tornar um produto de consumo!  
Este é o caminho para que possamos fazer negócios, é também o caminho para uma 
sociedade mais saudável emocionalmente, e é esta visão que convido você a 
conhecer. 
A psicologia como um negócio pressupõe que todos os psicólogos devem buscar 
oferecer serviços que levem ao desenvolvimento da sociedade e abraçar a 
responsabilidade de educar as pessoas para cuidarem de suas emoções. 
E se você pensar bem, a tarefa nem é tão árdua. Saúde está na moda! 
Todo mundo já compra saúde de diversas formas hoje, através de várias práticas 
profissionais. As academias estão cheias, os dermatologistas não têm horários, as 
aulas de yoga estão lotadas, até os acupunturistas veem suas agendas preenchidas. 
Aí fica a pergunta: Quando é que a psicologia vai entrar neste circuito? 
Em minha opinião, quando entendermos que levar saúde às pessoas é uma obrigação 
moral de nossa profissão.   
E falando nisso, vem aí o próximo tópico. 
   

Página 20
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

1.3 A Ética na venda de serviços de Psicologia 
 
Em dezembro de 2014, fiz um Google Hangout (Uma palestra online) sobre o tema 
empreendedorismo para psicólogos, e ao final da apresentação, no momento das 
perguntas, uma das pessoas me questionou se eu não tinha medo do CRP cassar meu 
registro. 
Esta pergunta – que até então não me havia ocorrido ‐  me fez refletir sobre um ponto 
que eu não estava levando em conta ao falar de empreendedorismo e marketing para 
meus colegas de profissão.  
O ponto é o seguinte: 
Os psicólogos morrem de medo dos CRP’s. 
Confesso que depois que ouvi aquela pergunta, conversei com alguns colegas mais 
próximos e realmente verifiquei que a coisa é séria.  
Existe uma cultura muito disseminada entre os psicólogos de que o CRP está ali, quase 
que à espreita, só esperando você dar um passinho que seja, fora da linha, para cair 
em cima e aplicar uma bela de uma sanção. 
Bem, se considerarmos que o órgão existe primordialmente para fiscalizar a atuação 
dos psicólogos, é natural que ele tenha também um papel punitivo.  
Mas sinceramente, não entendo o quase pânico de alguns. Particularmente, nunca vi 
qualquer CRP fazendo terrorismo. Pelo contrário. Nas poucas vezes em que precisei 
de algo, fui razoavelmente orientado. 
Claro que você não vai encontrar lá muita ajuda para empreender e criar seus 
negócios. As pessoas que estão nos conselhos não costumam ter este tipo de perfil, e 
algumas estão mais preocupadas em preconizar o fim do capitalismo do que em 
desenvolver qualquer tipo de iniciativa voltada ao mercado. 
Mas tirando estas limitações, acho que fazem um trabalho ético e bem intencionado, 
e desconfio que este terror todo seja mais “coisa” da cabeça de alguns psicólogos do 
que um receio pautado em evidências reais. 

Página 21
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

O Código de Ética, por exemplo, é muito claro sobre os limites de nossa atuação, 
inclusive na questão da publicidade.  E isto é ótimo. Quando as fronteiras são claras, 
podemos planejar melhor nossa prática. 
Ainda assim, vejo psicólogos apavorados dizendo não poder divulgar seus serviços por 
questões éticas.  
Só que quando peço a estas pessoas para serem mais específicas sobre “de que forma 
o conselho atrapalha” muitas não conseguem explicar. 
Então, voltando à pergunta que me foi feita por uma psicóloga, a resposta é NÃO.  
Eu não tenho medo do CRP fazer qualquer coisa contra mim.  
Por que razão eu teria? 
Se você entrar agora no site Psicólogo Empreendedor não vai encontrar lá 
absolutamente nada que vá contra o exercício ético da profissão. Todas as minhas 
sugestões de publicidade e divulgação estão estritamente dentro dos limites. 
Na verdade, creio é preciso mais esforço para sair dos limites impostos pelo conselho 
do que para ficar dentro deles. 
Eu critico sim, a atuação dos CRP’s em alguns artigos. Mas não vejo por que isto seria 
um problema para eles. Creio que, pelo contrário, devem ficar satisfeitos em ver 
pontos de vista diferentes contribuindo para nossa atuação. 
Pelo menos até agora, ninguém veio reclamar comigo. Pelo contrário, tive meu 
trabalho apoiado por ninguém menos que a presidente do Conselho Federal de 
Psicologia, Dra. Marisa Monteiro Borges, durante uma entrevista feita na pela web em 
Março de 2015. 
Mas sigamos em frente: 
Neste breve tópico, pretendo discutir com você uma visão atual sobre o conceito de 
ética na venda de serviços psicológicos, e também te mostrar que este pavor todo que 
muitos têm quando pensam em divulgação, é infundado. 
Da maneira como coloco a situação, garanto à você que é impossível, até para o mais 
conservador dos conservadores, se opor ao marketing de nossos serviços.  

Página 22
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Aliás, você verá ao longo do curso que existem INFINITAS maneiras criativas e 
inteligentes de se divulgar muito bem sem ferir qualquer princípio ético.   
De fato, como já sinalizei antes, eu não somente acredito que divulgar massivamente 
os serviços de psicologia é ético, como também penso que não divulgar é antiético.  
Por que? 
Acompanhe meu raciocínio a partir da seguinte história: 
No meio de 2014, li na web um artigo em que uma psicóloga, que escreve muito bem 
por sinal, acha um absurdo chamar pacientes de “clientes”. 
Ela tece todo um discurso valorativo e filosófico para afirmar que, ao usarmos o termo 
cliente, a coisa toda fica parecendo uma relação comercial.  
Como assim “parecendo”? 
Até onde sei, a relação de um psicólogo com seu paciente, no contexto do mercado e 
da profissão, É uma relação comercial. 
E é neste ponto que entra o preconceito. 
Algumas pessoas – muitas no ambiente da psicologia – costumam associar a ideia de 
comércio a bens ou serviços que sejam fúteis, ou que apenas preencham uma 
necessidade do tipo conforto, segurança, transportes, estética, lazer e outras coisas, 
digamos assim, menos nobres do que a psicologia. 
Existe quase uma repulsa a se formatar o conhecimento da psicologia sob a forma de 
“produtos e serviços” e a se comercializá‐los de maneira aberta, utilizando estratégias 
que são aplicadas a diversos outros negócios. 
Mas afinal, qual a explicação para tanta resistência? A nobreza do serviço? 
Se for, não se sustenta. 
Nada é mais nobre que educação. Ainda assim se vende, e muito. E ainda bem que se 
vende, ainda bem que fazem propaganda, ainda bem que nos lembram o tempo todo 
o quanto é importante. 

Página 23
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

É verdade que não é todo mundo que “precisa” de um psicólogo. Mas praticamente 
todo mundo poderia se beneficiar muito de um processo terapêutico como forma de 
desenvolvimento pessoal.  
Além do mais, o conceito de “precisar” é muito relativo.  
Eu não preciso contratar um personal trainer, mas posso escolher contratar um para 
cuidar de minha saúde. Você “não precisa” ir ao salão de beleza, ‐ ou precisa? ‐  mas 
escolhe ir para se sentir bem. 
Embora as pessoas não precisem ir ao psicólogo, poderiam muito bem ir a um deles 
para cuidar de sua saúde emocional. Só que, para fazer esta escolha, as pessoas têm 
que ser educadas sobre a relevância deste serviço. 
Sabe quando você descobre alguma coisa muito útil em sua vida e fica surpreso com o 
quanto não fazia ideia de que aquilo existia e poderia te fazer bem?  
Para mim a psicologia tem este potencial. As pessoas só não procuram mais por que 
não sabem exatamente do que se trata, e associam terapia a algum tipo de debilidade 
mental ou emocional. 
Durante a faculdade, tive uma excelente professora, chamada Solange, que entre 
várias disciplinas ministrou uma que se chamava “Saúde Mental”. 
As aulas eram fantásticas, os exemplos riquíssimos e a didática perfeita. Ao fim da 
disciplina, ao nos despedirmos, disse que havia gostado muito de todo o conteúdo, e 
que de minha parte faria apenas uma pequena mudança. 
Trocar o nome da disciplina de “Saúde Mental” para “Doença Mental”. 
Claro que eu estava fazendo uma brincadeira. Mas com o claro objetivo de levantar a 
questão tratada no último tópico, e que reforço aqui: 
Consultório de psicologia não é lugar apenas pra gente doente das emoções. É lugar 
pra gente que “não quer” adoecer emocionalmente. É lugar para gente que quer ser 
melhor. Melhor com a família, melhor consigo mesmo, melhor com a vida. 
A ideia de associar a palavra “venda” e a palavra “cliente” a relações comerciais 
supérfluas, é apenas um ponto de vista.  “Ah sabe, parece que é uma relação 
comercial”.   

Página 24
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Parece não.  
É uma relação comercial. Psicologia é uma profissão. 
“Eu vendo carros, vendo roupas, vendo tangerina importada, mas não vendo 
terapia?”. 
Porque não? As pessoas por acaso precisam mais de carros e de roupas bacanas do 
que de terapia? 
Vender não é induzir alguém a comprar algo de que não precise. Vender é ter um 
produto, ou no nosso caso, um serviço, e falar do quanto ele pode fazer bem às 
pessoas. Compra quem quiser. 
O fato de eu anunciar e vender um serviço de psicologia não significa que estou dando 
a ele menos seriedade. (Você faz ideia de quanto custa um transplante de coração?).  
Eu não serei um profissional menos atencioso, menos sério e menos profundo na 
minha prática pelo fato de eu ostensivamente buscar pessoas para meus serviços. Pois 
são pessoas que podem melhorar muito suas vidas com o que eu tenho a oferecer, 
mas não sabem disso. 
A proposta deste curso, eu insisto, é a de que você passe a enxergar a psicologia, suas 
diversas práticas e inclusive o processo terapêutico, também como ferramentas de 
desenvolvimento humano.  
Até o mais equilibrado dos seres humanos teria certamente muita coisa para tratar 
numa sessão com um bom psicólogo.  
Melhorar, evoluir, crescer, é disso que estou falando. 
Câncer é uma doença seríssima. Tão séria que vemos constantemente propagandas 
na televisão incentivando as pessoas, em especial mulheres, a se auto avaliarem e 
procurarem um médico. 
Você já viu alguma campanha ou iniciativa que proponha um teste ou uma ferramenta 
simples através da qual as pessoas possam avaliar sua saúde emocional e, se for o 
caso, procurar um psicólogo?  

Página 25
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Agora me responda: Depressão é menos sério que câncer? Aliás, não se sabe hoje que 
de emoções negativas podem surgir manifestações orgânicas, e que o câncer é uma 
delas? 
Muita gente está emocionalmente doente por aí e não sabe disso.  
Achar que uma pessoa deve espontaneamente procurar um psicólogo somente 
quando estiver mal, é a mesma coisa que achar que um doente só deve procurar um 
médico quando, por si mesmo, constatar uma doença. 
Os males físicos são muito mais evidentes que os males emocionais e de 
comportamento, ainda assim ensinamos as pessoas a identificar e buscar ajuda para 
lidar com eles.  
“Ah, mas no caso das emoções não!”. Não podemos influenciar. Não podemos vender. 
Não devemos comercializar. Isto seria banalizar uma coisa tão séria. 
Bobagem. Demagogia. 
É preciso educar sim. 
Se déssemos mais atenção à educação emocional em nossas vidas o mundo estaria 
bem melhor e os consultórios de psicologia clínica muito mais cheios. (Isso sem falar 
nas dezenas de outros serviços que o psicólogo pode oferecer!). 
Se mostrássemos às pessoas, de forma pragmática e clara, como podemos ajudá‐las a 
viver melhor, não haveriam tantos de nós lutando para sobreviver profissionalmente. 
Vender, mostrar, comercializar, falar aos quatro cantos dos serviços que temos e dos 
resultados que podemos produzir, não é uma opção. É um dever.  
Promover saúde não é ficar sentado na poltrona esperando que um cliente bata à sua 
porta. Porque quando batem, é porque já sofreram demais. 
Deixemos de demagogia barata e mostremos ao mundo o quanto podemos contribuir 
para uma sociedade melhor. Esta não é só nossa ciência e nossa paixão. É também 
nossa profissão, e é dela que vamos tirar nosso sustento e nossa prosperidade.  
Agora vamos para o próximo tópico, por que minha pressão já está subindo com este 
aqui. 

Página 26
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

1.4 Caridade, dinheiro e tabu: Psicologia não é 
Sacerdócio 
 
Durante a faculdade tive uma amiga, graduada dois anos antes de mim, que 
demonstrava verdadeiro asco pelo lado negocial e comercial que eu propunha para a 
psicologia. 
Naquela época, embora eu não fizesse a menor ideia de como realmente criar um 
negócio com meu conhecimento, as perguntas rodavam em minha cabeça e eu já 
achava o curso meio sem eira nem beira neste sentido. 
Lembro‐me bem de que ela dizia ter escolhido a psicologia para ajudar pessoas aflitas 
e as minorias sociais, e que fazer disso um negócio, ia contra os princípios éticos dela. 
Então tá bom. Cada um na sua. 
Enfim, esta amiga, que acabou se afastando ao sair da faculdade, depois que se 
graduou abriu um consultório com outras duas colegas – igualmente conservadoras 
neste sentido – fez alguns cartões de visita, distribuiu, e começou paralelamente a 
atender pessoas carentes sem cobrar a consulta. 
Quando eu estava prestes a me formar tive notícias de que ela estava no Cersam ( 
serviço de saúde mental da prefeitura) pelo menos três vezes por semana, fazendo 
trabalho voluntário com adictos em recuperação. 
Eu sinceramente acho que este tipo de atitude extremamente positivo, e considero 
que a caridade é uma das maiores virtudes que o ser humano pode ter. 
Ainda assim, tenho uma sugestão: Faça você o que fizer, aja com previdência e 
inteligência. 
Passei anos sem ver esta amiga. E um belo dia, visitando minha cidade natal,  
encontrei‐a no shopping enquanto comprava roupas. Quando nos vimos foi uma grata 
surpresa, e ao conversarmos por menos de cinco minutos, quando me referi à enorme 
coincidência de encontrá‐la no shopping, ouvi: 

Página 27
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

_ Ah, eu trabalho aqui. Na área de vendas! 
_ Que ótimo, mas e a psicologia? – perguntei. 
_ Ah não deu, estava muito complicado, não tinha pacientes direito, eu 
engravidei, tenho um filho pra criar, e tive que arranjar algo que me desse um 
dinheiro certo. 
_ Que legal, mas e os trabalhos voluntários? 
_ Infelizmente quase não faço mais. Horário de shopping é puxado, e quando 
tenho folga quero ficar com meu filho. Sofro muito por não poder ajudar. Mas... 
É a vida! 
Sinceramente? 
Não é a vida. É a vida “dela”. 
Esta profissional se colocou numa posição tão desfavorável mercadologicamente que 
não conseguiu cuidar de si mesma nem das pessoas que ela queria ajudar. 
O resultado? Abandonou a profissão. 
Não adianta você ter as melhores intenções do mundo se não agir de maneira 
estruturada e objetiva. É preciso sonhar sim, e querer fazer um mundo melhor, mas 
tudo isso com os dois pés bem firmes no chão. 
E é por isso que eu quero que você conheça o princípio da máscara de oxigênio. 
Qualquer pessoa que já viajou de avião sabe que, antes da decolagem, os comissários 
de bordo passam instruções muito claras para a eventualidade uma emergência. 
Entre as diversas orientações, existe uma que diz: “em caso de despressurização da 
cabine, máscaras de oxigênio cairão automaticamente do teto. Para colocá‐las basta 
puxar o cordão e blá blá blá. E atenção: Caso haja alguém mais vulnerável a seu lado, 
certifique‐se de colocar a máscara em você primeiro, para somente depois ajudar a 
pessoa. 
A razão desta orientação é óbvia: Se estiver morto, você não vai poder ajudar 
ninguém. 

Página 28
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Acredite em mim, se você fez psicologia para salvar o mundo e socorrer os aflitos, a 
melhor maneira de fazer isto é cuidando de você mesmo em primeiro lugar. 
É totalmente positivo que os psicólogos se preocupem com a área do assistencialismo. 
Trata‐se de uma iniciativa nobre e humanitária.  Só que em nome disso, muitos 
esquecem de cuidar de suas próprias carreiras. Alguns até se sentem mal cobrando 
por seus serviços, como se estivessem sendo egoístas com seu conhecimento. 
Tudo isto é uma grande bobagem. Somos profissionais da saúde, não sacerdotes 
numa cruzada para salvar o mundo a qualquer custo. 
Há tantos psicólogos encabulados em tratar sua profissão como um negócio, que é de 
se surpreender que sobrevivam. 
Quer ajudar o outro? Cuide de si mesmo para estar em condições de fazer isto. 
Divulgue‐se, planeje‐se, VENDA para quem pode pagar, e se quiser DÊ de graça à 
quem não pode. 
Se você for estratégico, vai ganhar muito bem trabalhando 3 dias por semana, e pode 
doar outros 4 pra quem quiser. Ironicamente, parece que tem mais psicólogos por aí 
precisando de assistência do que em condições de oferecê‐la. 
Ser caridoso é uma coisa, ser irresponsável consigo mesmo, é outra COMPLETAMENTE 
diferente. 
 
   

Página 29
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Palavras Finais 
 
A psicologia, esta profissão maravilhosa, é também uma das mais complicadas e mal 
compreendidas do mercado.  
Estamos inseridos numa sociedade que não sabe o que fazemos, ocupando um lugar 
desvalorizado, e a maioria de nós fazendo das tripas coração para sobreviver com 
alguma dignidade. 
Precisamos vender nossos serviços mas não sabemos como. E para piorar, existe entre 
muitos psicólogos o grande MEDO de se fazer marketing e, sem querer ferir o código 
de ética do CRP. 
Este curso nasceu como uma forma de ajudar a mudar tudo isso. Uma luz para os 
psicólogos que entram no mercado conhecendo teorias sobre o comportamento 
humano, mas sem fazer a mínima ideia de como começar a atuar. 
O módulo que você acabou de ler é apenas uma degustação, uma ideia inicial do que 
você pode esperar do curso.  
Ele teve o objetivo de começar a despertar seu olhar para uma nova maneira de 
exercer sua profissão, um novo jeito de contribuir para a sociedade, ao mesmo tempo 
em que contribui também consigo mesmo. 
A partir do próximo módulo, o conhecimento passado será mais técnico, mais 
objetivo, e organizado na forma de um método que te permita, de forma lógica e 
funcional, dar os passos necessários para transformar sua visão em realidade. 
Veja abaixo, de forma resumida, o que você vai aprender quando fizer o curso: 
 
 
 
 

Página 30
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

 
Módulo 1‐ Definindo seu posicionamento 
No primeiro módulo vamos direto ao ponto.  Você vai entender o conceito de 
posicionamento de mercado e como ele se aplica à realidade de um psicólogo. 
É aqui que você vai aprender a identificar seu nicho, que é o segmento específico do 
mercado que você vai atender. Vai aprender também a construir o que eu chamo de 
“proposta de valor”, e a evidenciar claramente para as pessoas os reais benefícios de 
seu trabalho. 
Módulo 2 – Construindo suas bases 
Depois de escolher seu nicho e ter sua proposta de valor muito clara, é hora de 
começar a se preparar e estruturar seus produtos e serviços. 
Neste segundo módulo vamos falar de como se tornar extremamente competente em 
seu nicho de atuação, e principalmente, de como decompor seu conhecimento sobre 
psicologia em ofertas de valor que as pessoas queiram comprar. 
É aqui que você começa a construir as bases do que virá pela frente. 
Módulo 3‐ Definindo seus produtos e serviços 
Muita gente, incluindo os psicólogos, acredita que psicologia é sinônimo de 
psicoterapia, e não é.  
Existem diversos serviços e produtos que você pode criar com seu conhecimento para 
ajudar as pessoas de seu público alvo. E estes produtos, além de aumentarem sua 
credibilidade, ainda oferecem às pessoas diversas formas de fazer negócios com você. 
Aqui você vai aprender a decompor seu conhecimento em ofertas de valor variadas, e 
a organizá‐las em um sistema lógico que permite a todos se beneficiarem de seu 
trabalho 
Módulo 4 – Manifestando conhecimento e atraindo clientes 
Depois de definir seu nicho, tornar‐se muito competente, e criar seus produtos e 
serviços, vamos nos aprofundar em algumas estratégias essenciais para que sua 
popularidade continue crescendo. 

Página 31
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Aqui você vai conhecer o que os melhores profissionais de serviços do mundo fazem 
para atrair e manter seus clientes/pacientes sempre interessados em seus serviços. 
Vai aprender também a usar a internet como uma ferramenta fundamental para o 
desenvolvimento de seu negócio, fazendo que sua mensagem chegue ao maior 
número de pessoas possível. 
Módulo 5 – Definindo um plano de ação para você! 
Este é o último módulo, e também o momento no qual vamos juntar tudo que você 
aprendeu em um plano de ação organizado para que você comece a trabalhar na 
prática. 
Utilizaremos uma ferramenta que será construída com sua ajuda, levando em conta 
suas metas e todas as ideias que você teve durante o curso.  
Quando este plano estiver pronto, você terá em suas mãos um instrumento 
pragmático e totalmente funcional para transformar sua carreira e se estabelecer 
definitivamente como profissional liberal. 
   

Página 32
Mind-set: Entendendo a Psicologia como um Negócio

Diferencial 
A maioria dos cursos online que você encontra no mercado é feita através de textos 
prontos e vídeos pré‐gravados que você assiste aonde e quando quiser. 
Aqui também funciona assim, mas existe um elemento adicional que transforma tudo.  
Interação ao vivo durante os módulos, através de webinars exclusivos. 
O que isto significa? 
Que para cada módulo, teremos um webinar no qual suas dúvidas poderão ser 
respondidas em tempo real, e informações adicionais podem ser dadas segundo as 
demandas dos alunos. 
Isto modifica TODO o modus operandi dos cursos tradicionais, já que aqui você tem 
realmente a chance de perguntar aos instrutores e aprofundar algum ponto que não 
tenha ficado claro. 
Funciona assim: 
1 ‐ Você recebe o acesso ao módulo, assiste ao vídeo e lê os textos 
2 ‐Você participa do webinar ao vivo para tirar dúvidas 
3 ‐ Você faz os exercícios do módulo, reestuda e fixa o aprendizado. 
Cada módulo terá a duração de duas semanas, para que você tenha uma semana 
antes do webinar para estudar o material, e uma semana depois para fazer exercícios e 
fixar o que aprendeu. 
Só então passaremos para o módulo seguinte e tudo se reinicia! 
Então é isso, muito obrigado por baixar e ler o módulo introdutório de nosso curso. E 
acredite, se você gostou do que encontrou aqui, vai gostar muito mais do curso que 
preparamos.  
Um grande abraço e esperamos você lá! 
Bruno Soalheiro. 

Página 33