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CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CEAD

CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA - UAB/CEAD/UDESC

Disciplina: Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS


Professores: Natália Rigo Bruno Ernsen
Integrantes do Grupo: Barbara Tressoldi Lidani
Cristiane Zavarize Francisco
Eliane Serighelli Lidani
Graziela Campos de Carvalho
Luzia Angeli
Marichelli Todeschini Koroll
Mariza dos Santos Alves

PARTE I: FICHAMENTO DETALHADO DA OBRA


O Feijãozinho Surdo

OBRA ESCOLHIDA

Autora e Ilustradora: Liège Gemelli Kuchenbecker


Tradutoras: Erika Vanessa de Lima Silva e Ana
Paula Gomes Lara
Ano da publicação: 2009
Ano edição: 2009
Editora: Editora da ULBRA (Universidade Luterana
INFORMAÇÕES
do Brasil)
GERAIS
Cidade/Estado da Publicação: Canoas – RS
N0 de páginas: 32
Formato: Bilingue – Português e Libras

CONTEXTUALIZAÇÃO O livro foi elaborado com propósitos pedagógicos,


para ser usado em sala de aula, com o objetivo das
crianças se identificarem com a obra. A autora
trabalha com crianças surdas e pensando nestas
crianças idealizou esta história, buscando teoria e
prática.
O livro foi desenvolvido em seu Mestrado em
Educação na UFRGS em 2009, no campo de
pesquisa de Estudos Surdos.

Autora e Ilustradora: Liège Gemelli Kuchenbecker


AUTORES, Tradutoras: Erika Vanessa de Lima Silva e Ana
TRADUTORES e/ou
ILUSTRADORES. Paula Gomes Lara

Língua escrita de sinais, língua portuguesa escrita e


CONTEÚDO VERBAL matéria complementar com DVD em Libras (língua
brasileira de sinais)
Ilustrações que representas a língua de sinais,
CONTEÚDO NÃO
VERBAL possuindo relações com o texto.

O Livro conta a história de um feijão que nasceu


surdo com pais ouvintes. Os pais percebem que seu
filho feijãozinho tem algumas reações diferentes e
não sabem como proceder. Com a ajuda de uma
“fada” descobrem que seu filho feijãozinho é surdo,
e através desta fada o feijãozinho percebe que pode
se comunicar através de sinais e seus pais também
começam a utilizar os sinais para se comunicar com
o filho.
RESUMO DA HISTÓRIA
Chega ao conhecimento dos pais, através desta
fada, que existem duas escolas em que feijãozinho
poderá estudar, uma sala com feijões ouvintes e
intérpretes em línguas de sinais e outra com todos
os feijões surdos e professores que sabem a Língua
Brasileira de Sinais. E assim temos um começo de
uma nova história.... Em qual escola feijãozinho irá
estudar? Ou será que nas duas?
PARTE 2: PLANO DE AULA COMENTADO

INFORMAÇÕES GERAIS
Professores: Bárbara, Cristiane, Eliane, Graziela, Luzia, Marichelli e Mariza
Carga Horária: 3 aulas de 45 minutos
Faixa-Etária: 5-6 anos
Período/Ano: Sala de Atendimento Especializado

OBJETIVOS
Objetivo Geral: Promover Hábitos alimentares saudáveis
Objetivos Específicos:
*Compreender a importância um prato saudável e equilibrado para a saúde.
*Reconhecer os grupos alimentares que compõe uma alimentação equilibrada.
*Motivar a criança a provar alimentos saudáveis.
*Identificar o as características visuais e sabores dos alimentos saudáveis
*Adquirir conceitos fundamentais e com os quais montar um prato equilibrado
com os alimentos importantes.
*Entender o gesto visual para pedir alguns dos alimentos saudáveis.
*Realizar os símbolos em LIBRAS de cada alimento

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Componente/Disciplina: Ciências
Conteúdo: Pirâmide Alimentar
Tema Central: Alimentação Saudável
Temáticas Norteadoras: Alimentos funcionais, Pirâmide Alimentar, nutrição
infantil, Contação de histórias em LIBRAS.

METODOLOGIA
Método: Expositivo em LIBRAS, com momentos explorando os demais
sentidos, para reconhecimento dos alimentos no Concreto.
Etapas Desenvolvidas:
No primeiro momento faremos a apresentação do Livrinho “O Feijãozinho
Surdo” em forma de contação de história em LIBRAS no DVD. Em seguida
perguntaremos aos alunos as semelhanças e diferenças entre eles e o
feijãozinho.
Em seguida perguntamos para as crianças se feijão é alimento saudável ou
não explicando o que é um alimento saudável.
Demonstraremos a pirâmide alimentar organizando aqueles de porções
maiores e menores. Em cada nível da pirâmide alimentar ensinaremos os
símbolos em LIBRAS dos principais alimentos que constituem, levando alguns
para que a criança experimente, reconheça cores, formatos e sabores
diferenciados.
Em LIBRAS ainda demonstraremos por meio dos sinais de cada fruta ou
alimento, as letras em língua portuguesa que compões cada um.
Levaremos dois pratos a base de feijão preparados de formas diferentes, para
a criança compreender que existem diferentes tipos, formas de preparo,
explicando as formas mais saudáveis de consumo do feijão. Solicitaremos aos
alunos que desenhem a pirâmide alimentar. Ao mesmo tempo explicaremos as
crianças como conservar os principais alimentos da pirâmide alimentar.
Trabalharemos muito no concreto com a criança pois dessa forma as crianças
tem mais facilidade de aprendizagem e compreensão.
As crianças surdas requerem mais atenção cuidado e paciência para
entenderem a simbologia de cada alimento, tocar, cheirar sentir, explorar em
cada alimento apresentado na pirâmide, inclusive o feijão cru e cozido, todas
as sensações de cada um dos sentidos que a criança surda acaba
desenvolvendo mais.

Forma de Condução da Aula: A aula será conduzida em Língua Portuguesa e


LIBRAS alternando tanto para ensinar os alunos quanto para uma futura
integração da criança surda aos ouvintes.
Organização/Disposição da Sala: os alunos serão dispostos circularmente no
momento da contação de história e no momento da montagem do cartaz da
pirâmide alimentar poderão se juntar em trios ou quartetos
RECURSOS DIDÁTICOS
Obra Escolhida: O Feijãozinho surdo
Ferramentas/Instrumentos: Cartazes, cartolinas, pincéis, lápis, borracha, folhas
sulfites
Mídias/Tecnologias/Outros: Data Show, notebook,

AVALIAÇÃO
Forma de Avaliação: Avaliação será gradativamente pelos cartazes e pela
participação.

CONSIDERAÇÕES
Contextualização sobre a Aula: As crianças surdas devem ser expostas ao
bilinguismo compreendendo leitura e escrita em LIBRAS e Língua Portuguesa,
pois serão socializadas ao convívio dos ouvintes. Dessa forma fundamentamos
nossa proposta de trabalho a integração das duas línguas.
Segundo Lacerda e Mantelatto o bilinguismo tem como benefício expor mais
cedo a criança surda a língua de sinais, proporcionando assim um
desenvolvimento consistente e pleno da linguagem conquistando assim um
desenvolvimento integral, linguístico, e cognitivo.
Oportunizando a criança dessa forma debater assuntos e expor sua visão
sobre os temas, indicar como sente as coisas demonstrando seus gostos,
escolhas e decisões. Dessa forma mesmo sendo surda e tendo certos limites
pode ter uma vida independente.
Observamos que a partir da linguagem não verbal pela experimentação e uso
dos diversos sentidos do corpo que foram mais desenvolvidos pela ausência da
audição faz com que a criança conheça e reconheça melhor os alimentos
reconhecendo também em língua portuguesa as letras que compõe a palavras.
Dinamizando a aprendizagem da criança surda e contextualizando o ensino.
O sentido de algo ocorre pela formação de conceitos e esse se forma pela
palavra. Dessa forma, Vigotsky diz:
“O conceito é impossível sem palavras, o pensamento em conceito é
impossível fora do pensamento verbal; em todo esse processo, o momento
central, que tem todos os fundamentos para ser considerado causa decorrente
do amadurecimento de conceitos, é do emprego específico da palavra, o
emprego funcional do signo como meio de formação dos conceitos”.
(VYGOTSKY,2000. Pág 170).
Assim a partir do uso bilíngue a criança consegue construir seus conceitos em
língua portuguesa assim como a língua verbalizada no ensino.
Assim as crianças irão construir seus conceitos acerca da alimentação
saudável e a aceitação de sua condição de surda que não a faz ser incompleta
apenas compreende e se comunica de forma diferente.
Comentários sobre a Aula: A aula ocorre de forma construtiva, aplicando no
auto reconhecimento como ser participante de um meio social e parte
importante dele que tem uma vida normal como a de qualquer pessoa, no
entendimento e conhecimento dos alimentos seus nomes em LIBRAS e em
Língua Portuguesa, reconhecendo os alimentos a partir de todos os sentidos
do corpo, atuamos assim na interdisciplinaridade com as crianças
Dinâmica de interação com o(s) aluno(s) Surdo(s): Com os surdos faremos
integradamente na aula para que possam aprender também a língua
portuguesa e a escrita de sinais e dessa forma estimular a comunicação entre
as crianças.
Agentes Envolvidos: Crianças, Merendeira da U.E. e as professoras
Línguas Envolvidas/Usuários das Línguas Envolvidas: Língua Portuguesa e
LIBRAS
Interação dos ouvintes: Ocorrendo em todos os momentos da aula,
interativamente, socialmente em uma prática contextualizada no concreto
Outras: Referências Bibliográficas
LACERDA,C. B. F. & MANTELATTO, S. A. C.. As Diferentes Concepções de
linguagem na prática fonaudialógica. In C.B.F. Lacerda, H. Nakamura & M.C.
Lima. (Orgs). Surdez e Abordagem bilíngue. São Paulo: Plexus. 2000. P.23-43.
OLIVEIRA, Walquíria Dutra de. & BENITE, Anna Maria Canavarro. Aulas de
Ciências para Surdos: Estudo Sobre a Produção do Discurso de Intérpretes de
LIBRAS e Professores de Ciências. 2015. Bauru SP. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v21n2/1516-7313-ciedu-21-02-0457.pdf. Acesso
em 31/05/2018.
SCHMITT, Dionídio. Língua Brasileira de Sinais: Caderno pedagógico.
DIOESC/UDESC/CEAD. Florianópolis. 2013
VIGOTSKY, L. S., A Construção do Pensamento e da Linguagem. São
Paulo. Martins Fontes. 2000.