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CHEVETTE 2.5 ACOMPANHE, CONOSCO, A CONSTRUCAO DO “CHEPALA” ‘THXTO: JOSE LUIZ VIEIRA / FOTO: ALEX SOLETTO / LUSTRAGOES: Gh azet o Chevette 2.5 € relati- vamente facil — mas 0 que realmente interessa é fazé-lo corretamente, utilizando apenas pegas e componentes em mui- to bom estado, ¢ apenas unidades ge- ruinas da, marca. Esse ultimo ponto importantissimo jé que, como diz um velho ditado, a resisténcia de uma corrente ¢ definida pela de seu elo mais fraco. Sem diivida poderd ser © motor 2.5 litros do Opals, antigo ou ‘nove, gasoline ou alcool cabe dentro do Chevette com muito poucas akeracéas para carro ou motor. Mas. como em tudo neste vida, hé problemas 0 suas solugdas. Nada torrivalmenta dificil, 10 entanto. E 0 resultado compensa aparentemente mais conveniente “in- ventar” soluedes mais féceis, utilizar pegas € componentes mais baratos ou A grande dice: desbastar ferro fundido da aba trassira esquerda do ‘motor (visto do posto do motorista) para que indo interfra com a ‘barra de dregs ais facilmente disponiveis. Mas qua- lidade no tem prego — paz de espiri- to e seguranga também ndo, Assim, nosso projeto Chevette 2.5 inclui ape nas pegas € componentes GM, ad- ‘Aba do motor @ carcapa da embreagem recebem desbeste conjunto @ relativamente pequono. Por af passaré a bara de dregae. Como 0 151 poderd cabecoar bastante, 6 interessante desbestar 0 suficionte para passar a barra @ uma bucho protetora quiriveis em qualquer revendedor de pecas autorizado, ¢ que trazem consi- 0, implicitamente, a garantia de qua- lidade de uma unidade desenhada, construida e testada pela prépria fé- brrica, © primeiro passo no repotencia- mento do Chevette é, naturalmente, a retirada do motor original, 1.4 ou 1.6. Para facilitar as coisas e evitar even- ‘tuais danos a pintura ou componentes da carrogaria (¢ eles sto caros sem- pre), 0 ideal ¢ retirar pelo menos 0 ca~ pus do motor. Melhor ainda é retirar toda a frente da carrocaria, Também para evitar problemas ¢ interessante manter a genealogia energética do veiculo: se a mecdnica original é a ga- solina, use um motor a gasolina; se a Alcool, utilize uma unidade 2.5 aleoo- 3 izada. Lembre-se, porém, que an- tes de retirar o motor serd necessirio ‘© concirso de um eletricista de abso- luta confiunca, especialmente se 0 carro for a dicool ¢ tiver ignicio ele~ tronica. Toda a fiagio deveré ser identificada, codificada (por cores é 0 melhor processo) e protegida contra sujidades e eventuais danos mecai mado a substituir, ¢ interessante, em beneficio da confiabilidade e da vida Util do conjunto, substituir igualmente 65 elementos de transmissio a ele di- retamente acoplados — embreagem ¢ caixa de mudangas. Para melhor re- sultado,’também, a caixa deverd ser de cinco marchas — jé que toda a po- téncia do motor 151 ficard um pouco ‘onl wasaro dapendard da caixa (# ou 5 marches, antiga ou moderna). Erm nosso Chevette, com caixa Opala 5 marchas, foi coxim do Chevette cos, para que no haja problemas de reinstalagdo. ‘Aqui, um paréntese: sendo 0 motor 25 do Opala bem mais potente ¢ do- tado de bem maior torque do que qualquer dos motores que seré cha- 34 “amarrada” com a de quatro. Motor, embreagem e caixa de mu- dangas retirados, aproveite e remova também os coxins de motor ¢ trans- missio de seus acoplamentos a0 chassi; 0 acoplamento dianteiro do e1xo carda a essas horas jd estar’ ob- viamente desfeito. Aproveite entio e remova-o do diferencial. Os coxins do motor do Chevette serio descartados € substituidos por coxins do 151, colo- cados no mesmo lugar original (sobre astorresde montagem dianteiras). O coxim da transmissio ser mantido. Esse & o momento mais légico de se mexer no diferencial, substituindo 0 par cénico original (pinhdo ¢ coroa) pelo par cénico original dos novos Chevettes dotados de transmissio au- tomitica, e que breve estardo sendo oferecidos a mercado, Nos Chevettes de produco normal, os pares cdnicos envolvem coroas de 41 ou de 39 den- tes, com um pinhio de 10 dentes, para relagSes numéricas de 4,10 ou 3,90 para 1. © par cénico dos carros ‘com transmissiio automitica é com- posto de uma coroa com 39 dentes ¢ um pinhio de 11 dentes, para uma re- dugao numérica de 3,54:1 — bem mais longa do que as outras, ¢ portanto bem mais adaptado ao uso num carro com um motor maior e de menor ca- pacidade de rotagdo (os motores Che- vette facilmente chegam aos 5.500 gi- 10s, as vezes até 6,000 rpm, mas os pala raramente ultrapassam os 4.500 girs). Com a caixa de mudangas de cinco marchas tendo uma relagdo de quinta de 0,84, a relagao final sera de Jongos 2.97:1 — ou 38% mais velocida- de de veiculo, por rotacio de motor, que a 4.10 original do 1.4, por exem- plo; e obviamente uma sensivel redu- G40 no consumo de combustivel, no nivel de ruido, ¢ no desgaste geral do veiculo, Mas, atenedo: nao tente utili- zar a mesma coroa ja usada de seu di- ferencial 3,90 com um pinhdo de 11 dentes novos: um par conico tem de “nascer casado” na fabrica de engre- nagens (no caso, a Braseixos) e a mo- nogamia & a regra nessa sociedade, com qualquer experiéncia extra- ‘conjugal trazendo resultados ruidosos € de pouca vida. Voltando ao motor: vamos ter de primeiro retirar um pouco de ferro de sua parte traseira para que ele possa niio interferir com 0 eixo da diregdo. Tudo isso na realidade significa ape- nas uma pequena operagéo de des- bastamento, que pode ser feito com esmeril sem 0 minimo problema. O local de desbastamento esta mostrado na ilustragdo correspondente, © a quantidade de material a ser retirado € relativamente pequena. Por outro lado, como no ha fungdes mecdnicas no material desbastado, e como a es- trutura € parrudissima (a quantidade retirada nao trard qualquer tipo de problemas), a seguranga do conjunto