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13.

ESTUDO DA BÍBLIA (ESBOÇO: ATOS DOS


APÓSTOLOS)
AUTOR: Diferentemente das epístolas de Paulo, ao Atos não
mencionam seu autor. O emprego do pronome pessoal "eu", na frase
inicial, é evidência de que os primeiros destinatários sabiam de quem
partia o livro. A partir de segundo século em diante seu autor tem sido
identificado com Lucas; de quem pouco se sabe a respeito. É
mencionado seu nome só três vezes no Novo Testamento. Diz-se que
ele era natural de Antioquia, outros afirmam ser ele de Filipos. Homem
de cultura e erudição científica, versado nos clássicos hebraicos e
gregos. É possível que tivesse estudado na Universidade de Atenas.
A sua presença em alguns dos acontecimentos por ele historiados, é
indicada de modo velado mediante a transição da terceira pessoa para
a primeira pessoa do plural em sua narrativa; em três oportunidades
em que aparece o "nós" no livro de Atos são 16:10-17; 20:5-21:18;
27:1-28:16.
A data em que foi escrito é cerca de 63 d.C., possivelmente enquanto
Paulo estava preso em Cesaréia (24:27).
PROPÓSITO: Esta obra foi levada a efeito a fim de que certo Teófilo
distinto cidadão romano, talvez da Grécia, pudesse contar com um
relato consecutivo e digno de confiança sobre o levantamento e
progresso do Cristianismo, assunto sobre o qual ele já possuía certa
informação. Nada se sabe dele, a não ser que dois dos mais
importantes livros do Novo Testamento lhe foram dedicados.
Nesta narrativa o tema dominante do livro é a atividade do Espírito
Santo. Bem que o livro poderia ser chamado de "Atos do Espírito
Santo", pois é o Espírito que controla em todos os lugares o
progresso do Evangelho; ele guia os movimentos dos pregadores,
como por exemplo, Filipe (8:29, 39); Pedro (10:19 e ss); Ele orienta a
Igreja de Antioquia a enviar Barnabé e Saulo para o serviço mais
externo para o qual Ele mesmo os chamou (13:2); Ele fala por meio de
profetas (11:28; 20:23; 21:4,11); Ele é que antes de mais ninguém
nomeia os anciãos de uma igreja para que cuidem dela
espiritualmente (20:28); Ele é a principal testemunha sobre a verdade
do Evangelho (5:32).
As manifestações sobrenaturais que acompanham a propagação do
Evangelho, significam não só a atividade do Espírito, mas também a
inauguração de uma nova era na qual Jesus reina como Senhor e
Messias.
A cronologia do livro não é exata, pois não há dados bastantes, porém
o seguinte pode ser considerado como um esquema provável de
datas, mais ou menos correto, com margem de erro de dois ou três
anos.
A fundação da Igreja em Jerusalém, 30 ou 33 d.C.
O apedrejamento de Estêvão e dispersão da Igreja, 31 ou 33 d.C.
A conversão de Saulo, 32 ou 35 d.C.
A primeira visita de Paulo a Jerusalém depois da conversão, 34
ou 35 d.C.
A conversão de Cornélio, entre 35 e 40 d.C.
A fundação da Igreja gentílica em Antioquia, 43 d.C.
A segunda visita de Paulo a Jerusalém, 44 d.C.
O Concílio de Jerusalém, 48 ou 50 d.C.
A segunda viagem missionária de Paulo, Grécia, 48-51 ou 50-53
d.C.
A terceira viagem missionária de Paulo, Éfeso, 53 ou 54-57 d.C.
Paulo chega a Éfeso, 54 d.C.
Paulo deixa Éfeso, junho, (I Co 16:8 ), 57 d.C.
Paulo na Macedônia, verão e outono, (I Co 16:5-8), 57 d.C.
Paulo em Corinto, três meses, (At 20;2-3 ), inverno, 57-58 d.C.
Paulo deixa Filipos, abril, (At 20:6 ), 58 d.C.
Paulo chega em Jerusalém, junho, (At 20:16 ), 58 ou 59 d.C.
Paulo em Cesaréia, verão, 58 ou 59 d.C. ao outono 60 ou 61 d.C.
Viagem de Paulo a Roma, inverno 60-61 ou 61-62 d.C.
Paulo em Roma 61-63 ou 62-64 d.C.

Há neste livro o trabalho influente de dois apóstolos que foi


fundamental para a propagação do Cristianismo além dos limites de
Jerusalém (1:8). Um deles com a incumbência de testemunhar aos
judeus, o outro aos gentios. São eles respectivamente Pedro e Paulo.
O primeiro em apenas dois discursos conseguiu atrair milhares de
seguidores para a nova fé que se inaugurava. O outro, não encontrou
empecilhos para sair em viagens missionárias, testificando, ensinando
e pregando o Evangelho de Cristo ressuscitado.
O primeiro discurso de Pedro teve lugar no dia de Pentecostes. O
espetáculo espantoso de apóstolos falando, sob a influência das
línguas de fogo, nas línguas de todas as nações presentes em
Jerusalém, isto, segundo a explicação de Pedro vs. 15-21, era o
cumprimento da profecia registrada em Jl 2:28-32. O que aconteceu
naquele dia não foi o cumprimento total e final daquela profecia, aquilo
foi apenas o começo de uma era grandiosa e notável que foi iniciada,
a profecia certamente aponta para todo o seu cumprimento em nossos
dias.
No dia de Pentecostes, o som como de vento impetuoso reuniu as
multidões atônitas. Isto deu para Pedro um vasto auditório para sua
primeira proclamação pública do Evangelho. Parece que em seu
segundo sermão algum tempo já se passara; as multidões da época
de Pentecostes já voltaram para a casa. O povo já estava mais calmo.
Os apóstolos estavam ocupados em instruir os crentes e em operar
milagres, (2:42-47). E agora, um milagre notável, a cura de um coxo,
bem à porta do Templo, um caso conhecido à cidade inteira, mais uma
vez emocionou à cidade. E perante a multidão assombrada, Pedro
atribuiu a cura ao poder de Cristo ressuscitado. E isto fez o número de
crentes chegar a atingir cinco mil homens (4:4), enquanto pregava
mais uma vez a história do Evangelho.
Vemos a seguir o ministério de Saulo tornar-se evidente. Parte ele
juntamente com Barnabé da Igreja de Antioquia, primeiro centro do
cristianismo gentílico, de onde empreendeu a evangelização do
império romano. Saulo já tinha se tornado cristão ha uns 12 ou 14
anos passados, e se tornara um líder da Igreja de Antioquia. Já
chegara a hora da sua saída missionária, para levar o nome de Cristo
para as partes mais longínquas do mundo gentílico, (22:21).
Traçaremos a seguir o roteiro desta primeira viagem de caráter
missionário empreendida por Paulo.
Chipre - 13:4-12 - a viagem teria sido mais direta por terra, mas
preferiu ele velejar ao norte para chegar no centro da Ásia Menor. Aí
se converteu o governador romano, Sérgio Paulo, vendo o milagre
operado através de Saulo. Saulo é daqui por diante chamado Paulo,
(v. 9). A forma hebraica do seu nome era Saulo, Paulo era a forma
romana.
Antioquia da Pisídia - 13:13-52 - veio logo a seguir. Ali alguns judeus
creram, igualmente muitos gentios vs. 43, 48, 49. Mas os judeus que
não tinham crido, levantaram uma perseguição, e expulsaram Paulo e
Barnabé da cidade.
Icônio - 14:1-6 - situava-se a uns 160 Km a leste de Antioquia da
Pisídia. Aí ficou "muito tempo" v. 3. Operou sinais e prodígios. Grande
multidão de judeus e gentios creu. Paulo veio a ser assunto de
discussão na cidade. Seus inimigos conspiraram para apedrejá-lo e
ele fugiu para Listra, uns 32 Km ao sul.
Listra - 14:6-20 - aí a cura de um coxo muito impressionou a cidade.
Aclamaram Paulo e Barnabé como deuses, porém mudaram de ideia
e os apedrejaram. Listra era a cidade de Timóteo, (16:1). Talvez este
presenciara a ocorrência, II Tm 3:11.
Derbe - 14:20,21 - expulso de Listra, Paulo dirigiu-se a Derbe, 48 Km
a sudeste, onde fez muitos discípulos. Depois, com a sua costumeira
coragem, voltou a Listra, Icônio e Antioquia para animar os discípulos.
Em seguida, após passar por algumas outras cidades, retornaram à
Antioquia onde tinham sido recomendados (14:26).
Aproximadamente dois anos após o início da primeira viagem sentiu
Paulo o desejo de visitar as igrejas que havia iniciado em sua primeira
viagem (15:36). Partiu então, para a sua segunda viagem missionária,
tendo como companheiro Silas (15:40), que como Paulo era judeu e
cidadão romano, (16:21, 37). Silas é também chamado de Silvano; era
companheiro de Paulo quando as epístolas aos tessalonicenses foram
escritas, I Ts 1:1; II Ts 1:1. Levou também a primeira carta de Pedro
aos seus leitores, I Pe 5:12. A seguir damos os passos desta segunda
missão desenvolvida por Paulo e Silas.
Listra - 16:1-6 - em Listra, Paulo encontra Timóteo e tanto se agrada
deste que o leva consigo. Timóteo tornou-se seu companheiro
constante depois disso.
Trôade - 16:8-10 - Trôade estava perto da velha Tróia. Lucas como
indica pela mudança da pessoa, "ele" para "nós" v. 10 viera
acompanhar o grupo.
Filipos - 16:11-40 - a primeira convertida foi Lidia, negociante vinda
de Tiatira. Filipos foi a primeira igreja iniciada por Paulo na Europa,
uma das mais fiéis da qual recebeu ajuda financeira como gratidão
pelo seu trabalho.
Tessalônica - 17:1-9 - era a maior cidade da Macedônia, 160 Km a
oeste de Filipos. Aí muita gente se converteu, e seu inimigos o
acusaram de "transtornar o mundo", o que não foi pequeno elogio à
magnitude de sua obra.
Beréia - 17:10-14 - situava-se a 80 Km a oeste de Tessalônica.
Declara-se dos bereanos que estudavam as Escrituras com muita
receptividade. Aí Paulo alcançou bom êxito.
Atenas - 17:15-34 - aqui, Paulo teve a mais fria recepção. Cidade de
Péricles, Sócrates, Platão, Demóstenes, durante mil anos de 500 a . C
. a 500 d . C . foi o centro de filosofia, ciências e arte. Sede da maior
universidade do mundo. Lugar de encontro das classes cultas do
mundo; todavia estava entregue à idolatria. O discurso de Paulo no
Areópago é uma das obras primas de oratória de todos os tempos, e
revela sua competência no pensamento grego. Entretanto, os
atenienses escarneceram da ressurreição, embora alguns cressem!
Corinto - 18:1-18 - uma das principais cidades do império romano. Aí
Paulo ficou ano e meio e estabeleceu uma grande igreja, vs. 10,11.
Lemos nos capítulos 19 e 20 sobre a terceira e última viagem
missionária de Paulo entre os anos 54 - 57 d. C. Finalmente, ele
chegou até Éfeso, cidade que almejava visitar nas duas viagens
anteriores, sem, contudo, poder realizá-la. Éfeso com 225.000
habitantes era a metrópole da Ásia. Era importante e magnificente,
sede do culto à Diana, cujo templo era considerado uma das sete
maravilhas do mundo antigo. Seu culto era impuro e vergonhoso,
perpétuo festival de vício. Aí Paulo realizou o trabalho mais
maravilhoso de toda sua vida. Vasta multidão de adoradores de Diana
tornou-se cristã. Muitas igrejas foram fundadas ao seu redor, e ela
tornou-se rapidamente o principal centro do mundo cristão. Aí residiu o
apóstolo João em sua velhice. Oito livros do Novo Testamento foram
aí escritos; o evangelho de João e suas três epístolas, I Coríntios, I e
II Timóteo, e o Apocalipse, provavelmente também I e II Pedro e
Judas.
Em Éfeso durante três meses, Paulo ensinou na sinagoga (19:8).
Depois por dois anos na escola de Tirano, v. 9, diariamente. De uma
pequena saleta, Paulo abalou uma poderosa cidade até os alicerces.
Ali operou ele milagres, que uma numerosa multidão foi curada
mediante lenços que tocavam o corpo do apóstolo (19:12). Foi em
Éfeso também, que um grande número de mágicos se converteu, e
fizeram um fogueira dos seus livros, cujo valor subiu a oito mil dólares.
Deixou o apóstolo, a cidade de Éfeso em junho (16:8), e saiu de
Filipos em abril seguinte (20:6), passando quase um ano na Grécia,
três meses na Acaia vs. 2-3, e o resto na Macedônia.
Quatro grandes epístolas foram produzidas neste período. I Coríntios,
antes de deixar Éfeso; II Coríntios, quando na Macedônia, Gálatas
mais ou menos ao mesmo tempo; e Romanos quando estava em
Corinto.
Em Trôade, vs. 7-12 sete ou oito anos antes tivera a visão que o levou
à Macedônia. Foi aqui depois de um longo discurso, que durou quase
toda a noite, que um jovem adormeceu vindo a cair da janela de onde
ouvia o apóstolo, e foi miraculosamente ressuscitado por ele
No capítulo 20:17-38 Paulo finalmente se despede dos anciãos de
Éfeso com palavras de grande ternura.
Este foi o final do período das três viagens missionárias, num total de
uns 12 anos, entre 46 e 59 d.C. Poderosos centros cristãos tinham
sido implantados em quase cada cidade da Ásia Menor e da Grécia,
no coração do mundo civilizado de então.
ESBOÇO PARA ESTUDO
( ) AGUARDANDO O PODER DO ESPÍRITO SANTO, 1:1-26 - a
ordem era permanecer em Jerusalém, até que a promessa fosse
cumprida. Ao voltarem ao cenáculo após a ascensão do Senhor,
Pedro declarou a necessidade da escolha do substituto de Judas, cuja
escolha recaiu sobre Matias.
( ) A VINDA DO PODER DO ESPÍRITO SANTO, 2:1-47 - na data
prevista pelo Senhor, o Espírito Santo veio sobre o grupo
perseverante, que aguardava a promessa. Foram possuídos pelo
Espírito, e Pedro se levantou e explicou o significado daquele
fenômeno, e naquela oportunidade três mil seguidores se ajuntaram
aos apóstolos e à Igreja recém inaugurada.
PRIMEIROS DIAS DA IGREJA, 3:1 - 12:25
Em Jerusalém, 3:1 - 7:60
( ) A cura do aleijado e suas consequências, 3:1 - 26 - cheios do
Espírito Santo, Pedro e João se dirigem ao Templo a fim de orar e
realizam o primeiro milagre, curando um aleijado que jazia à porta do
Templo. O episódio proporcionou à Pedro a oportunidade de
discursar novamente e falar sobre as verdades de Cristo, tudo isto
levou cinco mil ouvintes a abraçarem a fé ali pregada.
( ) Pedro e João perante o Sinédrio, 4:1 - 22 - a cura operada pelos
apóstolos provocou reação imediata no meio religioso, culminando
com a prisão de ambos, que em seguida são levados perante o
Sinédrio e ameaçados; porém a intrepidez e a ousadia os levam a
continuarem falar daquilo que viram e ouviram a respeito do Cristo
ressuscitado.
( ) Os discípulos em seu próprio meio, 4: 23 - 37 - a prisão dos
apóstolos foi motivo de glorificação a toda a comunidade. A unidade
crescia entre os irmãos, e a liberalidade em contribuir com os bens era
evidente entre eles.
( ) Tribulação interna: Ananias e Safira, 5:1 - 16 - a percepção
espiritual era notória entre os apóstolos, e através dela a mentira e o
engano que procuravam se instalar entre a comunidade foram
desmascarados, levando à morte o casal fraudador, isto provocou
grande temor em toda a Igreja.
( ) Provocando reações adversas, mas o Senhor estava com eles,
5:17 - 42 - a inveja levou a liderança religiosa a mais uma vez investir
contra os apóstolos, porém a prisão não os deteve, pois de forma
miraculosa foram resgatados. Os religiosos passaram a perceber que
Deus estava com aqueles homens simples, pois o Espírito Santo
estava neles.
( ) Tribulação interna: a murmuração sobre as caridades, 6:1-7- o
crescimento do número de seguidores provocou também distúrbios na
assistência aos carentes da comunidade, surgiu daí a necessidade de
pessoas comissionadas para exercerem essa tarefa; surgem então os
diáconos.
( ) Tribulação externa: o martírio de Estêvão, 6:8 - 7:60 - o
testemunho destemido e a intrepidez ao falar das verdades bíblicas
custaram a Estêvão a vida, que em sua agonia final viu a glória de
Deus como um conforto ao seu espirito.
Em Samaria
( ) O Pentecostes samaritano, 8:1-25 - a perseguição contra a Igreja
cresce provocando a dispersão dos discípulos. Filipe prega em
Samaria, operando sinais e milagres. Pedro e João também se
dirigem para ali e oraram para que os recém convertidos recebessem
o Espírito Santo, através da imposição de suas mãos.
Os confins da Terra
( ) Filipe e o etíope, 8:26 - 40 - a submissão de Filipe à ordem do
Espírito Santo o levam a pregar ao eunuco na estrada de Gaza, o qual
entende as Escrituras que lhes são ensinadas, crê e é batizado em
seguida, e segue cheio de júbilo para sua terra. ( Diz a História da
Igreja que um grande avivamento ocorreu na Etiópia por intermédio do
testemunho do eunuco).
( ) A conversão de Saulo (Paulo) e sua preparação, 9:1 - 31 - Saulo
inimigo e perseguidor declarado dos cristãos, segue para Damasco a
fim de prender alguns discípulos, mas é surpreendido por uma visão,
onde o próprio Senhor fala com ele. A partir daí sua vida é
transformada. Adere ao cristianismo, é curado de sua cegueira, é
também batizado e inicia seu trabalho de evangelização, como
autêntico servo de Cristo.
Judéia: Pedro em Lida, Jope e Cesaréia, 9:32 - 11:18
( ) Lida e Jope, 9:32 - 43 - rompendo os limites fronteiriços de
Jerusalém, Pedro e opera milagres em outras cidades, tais como a
cura de Enéias em Lida e a ressurreição de Dorcas em Jope; era a
Palavra se cumprindo com sinais que se seguiam.
( ) Cesaréia, 10:1 - 48 - ainda preso aos costumes judaicos, Pedro é
convencido pelo Senhor, através de uma visão a manter comunhão
com os gentios. Sua obediência proporcionou àqueles conhecerem a
Palavra e o Espírito Santo, sendo por ele batizados nas águas e pelo
Espírito Santo numa só oportunidade.
( ) Conseqüência, 11:1 - 18 - por se unir aos gentios, Pedro é
interpelado pelos demais apóstolos do porquê de tal procedimento.
Este lhes expõe o que ocorrera em casa de Cornélio, e mostra-lhes
que o dom de Deus também fora dado aos gentios, e não apenas aos
judeus; todos receberam de bom grado aquele testemunho e
glorificaram a Deus.
Os confins da Terra (continuação) 11:19 - 12:25
( ) Antioquia, 11:19 -30 - a perseguição aos cristãos provocou-lhes a
dispersão, e fugindo eles anunciavam o Evangelho por onde
passavam. Em Antioquia foram chamados cristãos pela primeira vez,
não mais eram considerados uma seita; era o Cristianismo que se
espalhava por todo o mundo.
( ) Perseguição por Herodes e a dispersão da Igreja em Jerusalém,
12:1 - 25 - a perseguição ceifou a vida de Tiago, morto a mando do rei
Herodes. Pedro também é preso, mas é fantasticamente liberto da
prisão por um anjo do Senhor; neste ínterim a Igreja reunida intercedia
por sua libertação. A Palavra do Senhor, porém crescia e se
multiplicava em toda parte.
A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO, 13:1 - 14:28
( ) Chipre, 13:1 - 12 - como grande orientador da Igreja, o Espírito
Santo separa a Paulo e a Barnabé e estes dão início a esta viagem,
pregando a Palavra e libertando o povo de suas crenças diabólicas
como foi em Chipre.
( ) Antioquia da Pisídia, 13:13 - 52 - a Palavra ministrada com
autoridade e sabedoria provocava nos ouvintes o desejo de conhecer
ainda mais deste ensino, em contrapartida a rejeição e a inveja
provocavam a perseguição contra os apóstolos culminando com a sua
expulsão daquela cidade.
( ) Icônio, 14:1 - 7 - aqui, como nas demais cidades, a população se
dividia entre a aceitação da fé e do ensino e a rejeição que se
aproximou de agressão física contra os apóstolos, que tomando
conhecimento desse risco que corriam, fugiram para outras cidades
vizinhas.
( ) Listra, Derbe e volta à Antioquia da Síria, 14:8 - 28 - a cura do
paralítico em Listra levou a população daquela cidade a creditar tal
façanha ao poder pessoal dos apóstolos, que rejeitaram veementes tal
procedimento. Aqui foi Paulo agredido e tido como morto, porém o
Senhor o preservou a vida, e cheio de vigor e entusiasmo seguiu sua
jornada por outras cidades, retornando finalmente de onde partira,
quando dera início a esta primeira viagem missionária.
( ) O CONCÍLIO DE JERUSALÉM, 15:1 - 29 - apesar de Deus haver
revelado a Pedro que os gentios deveriam ser aceitos na Igreja sem a
circuncisão, e os apóstolos e anciãos estarem convencidos disto (
11:18 ), um partido poderoso de discípulos fariseus persistia em
ensinar que a circuncisão era necessária ( 15:5 ). A Igreja se dividia na
questão. Deus, entretanto, através do Espírito Santo levou os
apóstolos a decidir unânimes formalmente que a circuncisão não era
necessária aos gentios. Foi enviada uma carta, exigindo apenas, que
os novos membros se abstivessem das imoralidades comuns do
mundo pagão.
A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO, 15:30 - 18 :22
( ) De Antioquia a Trôade, 15:36 - 16:10 - nessa segunda jornada,
Paulo tem como companheiro, Silas e mais tarde Timóteo. Percorreu
várias cidades, tendo uma visão em Trôade, onde um macedônio lhe
rogava ajuda. Imediatamente atendeu a tal solicitação, pois
considerou ser ela uma direção divina.
( ) De Trôade a Atenas, 16:11 - 17:15 - os convertidos eram muitos,
bem como os milagres realizados pelos apóstolos, entretanto
alguns desses milagres provocaram reações diversas e mais uma vez
eles foram presos. Em Filipos o carcereiro se converte, bem como
toda a sua família. Em Tessalônica a Palavra é aceita, assim como em
Beréia, onde seus moradores receberam com avidez o ensino e
procuravam conferir nas Escrituras o que lhes era ministrado.
( ) Em Atenas, 17:16 - 34 - o discurso de Paulo aqui sofreu
resistência flagrante em face `a idolatria que imperava na cidade. Aqui
apenas alguns poucos creram no ensino e se ajuntaram aos
apóstolos.
( ) Em Corinto e o retorno, 18:1 - 22 - aqui encontra-se com
Áquila, se identificam profissional e espiritualmente. Teve Paulo o
conforto do Senhor, para que não temesse, nem se calasse por causa
da oposição que contra ele se levantou ali. Em seguida foi para Síria e
finalmente para Antioquia.
A TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO, 18:23 - 21:16
( ) O Pentecostes em Éfeso, 18:23 - 19:40 - aqui, Paulo impõe as
mãos sobre os irmãos, e estes recebem o Espírito Santo. Durante dois
anos ensina na escola de Tirano, e a Palavra se propaga com rapidez
naquela região. Ali também, se levantaram os opositores, adoradores
de Diana contra o apóstolo, que pregava contra a idolatria, e grande
tumulto se instalou naquela oportunidade.
( ) Macedônia, Acaia e retorno, 20:1 - 21:26 - Partindo dali se
dirigiu à Macedônia, Grécia, Trôade e outras cidades, fortalecendo os
irmãos, exortando-os a permanecerem firmes na fé.
PAULO EM VIAGEM PARA ROMA, 21:17 - 28:15
( ) Em Jerusalém, 21:17 - 23:35 - chegando `a Jerusalém relata tudo
o que Deus fizera aos gentios por intermédio de seu ministério, não
tardou porém, que se levantassem os inimigos e Paulo novamente é
preso. Faz entretanto, sua defesa de maneira brilhante perante
centenas de atentos ouvintes. É ouvido pelo Sinédrio e pelas
autoridades governamentais. O Senhor o fortalecia e o animava, para
que não temesse.
Em Cesaréia, 24:1 - 26:32
( ) Perante Félix, 24:1 - 27 - a religião e a lei se juntam para se
oporem à Paulo perante o governador, Félix. Paulo apresenta sua
defesa de forma convincente diante do que nada lhe pode fazer,
mantendo-o, entretanto detido, tratado, contudo com indulgência.
( ) Perante Festo, 25:1 - 22 - seguindo em seu julgamento
comparece agora perante Festo, que o ouve, e por nada poder alterar
em sua situação apelou Paulo para César, no que foi prontamente
atendido pelo governador.
( ) Perante Agripa, 25:23 - 26:32 - diante do rei, Paulo descreve sua
vida desde a infância, até o presente momento e fala do seu chamado
para servir ao Senhor Jesus. O rei fica impressionado e declara que
por pouco poderia tornar-se um cristão, e desejou colocar o apóstolo
em liberdade, mas não o fez porque Paulo havia apelado para César,
a fim de que este também o ouvisse.
( ) Viagem a Roma, 27:1 - 28:15 - esta viagem começou no outono
de 61 d.C. e terminou na primavera de 62 d.C. Foi feita em três
navios; um de Cesaréia a Mirra; outro de Mirra a Malta; o terceiro de
Malta a Poteóli. O "jejum" v. 9 foi o dia da expiação, mais ou menos no
meado de setembro. Daquele tempo ao meado de novembro a
navegação no Mediterrâneo era perigosa. Do meado de novembro ao
primeiro de março esteve suspensa. Pouco depois de ter deixado
Mirra, caíram em ventos contrários, e depois de se abrigarem em
Bons Portos, se arriscaram outra vez, e foram acometidos por um
tufão, que os levou longe de sua rota; depois de muitos dias, não
havendo mais esperança, Deus, que dois anos antes, em Jerusalém
prometera a Paulo que o levaria a Roma (23:11), mais uma vez
aparece a Paulo para lhe assegurar que Sua promessa seria
cumprida, (27:24). E foi.
( ) O ministério em Roma, 28:16 -31 - Paulo passou dois anos ali, no
mínimo (28:30). Apesar de ser prisioneiro tinha licença de morar numa
casa alugada, com seu guarda (28:16). Tinha licença de receber
visitas, e de ensinar sobre Cristo. Já havia um bom número de cristãos
ali. Os dois anos que ele passou ali foram muito frutíferos, atingindo o
próprio palácio (Fp 1:13; 4:22). Enquanto estava em Roma, escreveu
as epístolas aos Éfésios, Filipenses, Colossenses, Filemom e
possivelmente Hebreus.
ENRIQUECENDO OS CONHECIMENTOS
A Cidadania Romana de Paulo: esta cidadania foi conferida a seu pai,
talvez por algum serviço prestado ao Estado romano. Tal título era de
grande importância, não fosse essa cidadania, Paulo teria sido morto
ainda bem não tinha começado sua obra evangelística. Isto ilustra
como Deus usa o talento humano. Nenhum dos outros apóstolos era
capacitado por natureza a fazer o trabalho que Paulo fez. Muitas
vezes Deus o ajudou com milagres. Em quase cada cidade foi
perseguido. Muitas e muitas vezes foi acometido pelas turbas, que
procuravam matá-lo. Foi surrado, açoitado, encarcerado, apedrejado,
expulso de cidade em cidade. Seus sofrimentos são quase incríveis.
Deve ter tido uma disposição de ferro. Só por intervenção da parte de
Deus é que Paulo podia sobreviver a tudo isto.
Roma: cidade rainha da terra. Centro de interesse histórico. Durante
dois milênios ( 2 º século antes de Cristo até 18º da era cristã) foi a
potência dominadora do mundo. É ainda chamada "Cidade Eterna". A
população, na época era de 1.500.000 habitantes, metade dela de
escravos. Capital de um império que se estendia 4.800 Km de leste a
oeste, de 3.200 Km de norte a sul. População total do império; 120
milhões de habitantes.