Você está na página 1de 13

A biodiversidade pode ser conceituada como o complexo resultante das variações das espécies

e dos ecossistemas existentes em determinada região e segundo Edward O.Wilson


( Diversidade de Vida, Ed.Companhia das Letras, 1994) nunca a terra teve tanta diversidade de
vida como em nossa era, havendo muito ainda a se estudar e descobrir, principalmente na
Amazônia, região pouco explorada cientificamente.

O estudo da biodiversidade tem relação direta para a preservação ou conservação das


espécies, pois entendendo a vida como um todo teremos mais condições de preservá-la, bem
como é de suma importância para o nosso desenvolvimento, resultando o aproveitamento dos
recursos biológicos para que sejam explorados de maneira menos prejudicial à natureza,
conservando-a o mais possível, permitindo a harmonia entre o desenvolvimento das atividades
humanas e a preservação, chamando-se isso modernamente de desenvolvimento sustentável.

Sem a conservação da biodiversidade não há garantia de sobrevivência da grande maioria


das espécies de animais e vegetais, ante a interdependência e conseqüentemente não poderá
haver um desenvolvimento sustentável, pois com a humanidade perderá fontes vitais de
recursos para a sua sustentação, de forma que devemos desenvolver métodos e ações
concretas para a sua conservação. Para isso é necessário conjugar esforços de toda a
sociedade, discutindo-se temas importantes como: controle da natalidade, desenvolvimento
industrial e depredação, nova política educacional etc.

Portanto, a conservação da biodiversidade é importantíssima e fundamental para um


desenvolvimento adequado aos anseios mundiais de preservação, constituindo-se a base do
desenvolvimento sustentável.

Para se alcança esse desenvolvimento sustentável, é sugerimos, entre outros: desenvolver


uma adequada educação ambiental nas escolas públicas e privadas do pais; fortalecer as
instituições públicas que tem o poder-dever de fiscalizar a preservação do meio ambiente; rever
a legislação, adequando-a à nova realidade e aos anseios mundiais de preservação ambiental;
desenvolver amplos estudos dos recursos naturais existentes, instituindo parques e reservas
ecológicas, conservando e dando meios aos já existentes, fortalecendo suas condições de
sustento; estimular os meios de comunicação no sentido de divulgação de matérias ambientais
ou correlatas; direcionar o desenvolvimento industrial mediante incentivos fiscais, propiciando a
criação de polos industriais em áreas de menos impacto ambiental possível; desenvolver uma
educação sexual adequada aos parâmetros atuais de ocupação demográfica; incentivar práticas
agrícolas que preservem o meio ambiente, fornecendo condições especiais de financiamento e
escoamento dos produtos, criando simultaneamente órgãos fiscalizadores efetivos e atuantes,
evitando assim desvio de finalidade.

E, ainda, elaborar planos nacionais de ocupação territorial para as comunidades


marginalizadas e carentes, observando as regras básicas de preservação; estudar e refazer a
política indigenista para que os "povos da floresta" possam viver em seus ambientes naturais,
sem que sejam afetados ou desrespeitados em sua dignidade, bem como respeitada a sua
cultura; desenvolver o turismo ecológico com visitas monitoradas às áreas naturais, incentivando
a atividade privada na criação de projetos conservacionistas neste sentido; diminuir
gradativamente as agressões dos agentes poluidores ao meio ambiente; incentivar a criação de
sociedades não governamentais de proteção ambiental(ONGs), com incentivos fiscais etc.

Se nada for feito, o próprio lixo criado pelo homem o sufocará.

Portanto, é necessário que se tomem providências urgentes no sentido de desenvolver em


todos os cidadãos uma consciência ecológica, voltada para a criação de uma sociedade
moderna. Além disso, sem o conhecimento real da importância da biodiversidade e projetos
concretos e aplicados de desenvolvimento sustentável, as chances de sobrevivência da
humanidade estarão totalmente comprometidas.
O que é biodiersidade (conceito)

A palavra biodiversidade é um neologismo construído a partir das palavras biologia (bio=vida) e


diversidade (grande variedade). Ela significa a diversidade do mundo vivo na natureza, ou seja a
grande quantidade de espécies em nosso planeta.

O termo em inglês biological diversity (diversidade biológica) foi criado por Thomas Lovejoy no
ano de 1980, enquanto o termo biodiversity (biodiversidade) foi inventado por W.G. Rosen em
1985. Desde este momento, o termo e o conceito são muito utilizados entre os biólogos,
ambientalistas e ecologistas do mundo todo.

Exemplos

Se prestarmos atenção na natureza, poderemos entender melhor este conceito. Existe uma
grande variedade de espécies dentro de cada comunidade, habitat e ecossistema. Entre as
árvores, por exemplo, existe uma grande diversidade de espécies. O mesmo acontece entre os
vírus, fungos, as bactérias, as aves etc. Se pegarmos como exemplo o ecossistema da
Amazônia: quantas espécies animais e vegetais vivendo em um perfeito equilíbrio. Portanto,
podemos afirmar que existe uma diversidade neste ecossistema, ou seja, podemos usar o termo
“ a biodiversidade da Floresta Amazônica”.

O surgimento deste termo está relacionado diretamente com o aumento da consciência


ecológica no final do século XX, principalmente a respeito da extinção de espécies animais e
vegetais. Em seu sentido mais amplo, biodiversidade significa “vida sobre a Terra”.

A biodiversidade pode ser subdividida em três níveis:

1) diversidade genética: que corresponde a diversidade dos genes numa espécie (diversidade
intra-específica);
2) diversidade específica: é a diversidade das espécies animais e vegetais;
3) diversidade ecossistêmica: que corresponde à diversidade dos ecossistemas presentes em
nosso planeta.

Biodiversidade ou diversidade biológica é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e


conceito têm adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos
informados no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção,
observado nas últimas décadas do Século XX.

Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as
complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma
associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies,
populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões
ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.

Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das
populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e
de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos
ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos
organismos.

A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto


à abundância relativa (equitatividade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa
diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre
paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e
dos recursos genéticos, e seus componentes.
A espécie humana depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência.

Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade


relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui
diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.

Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma
região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:

diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.


diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo
todos os níveis de variação desde o genético.

A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar, mas há uma tendência da ciência oficial em
reduzir toda a diversidade ao estudo dos genes. Isto leva ao próximo tópico.Biodiversidade ou
diversidade biológica é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito têm
adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos informados no
mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas
últimas décadas do Século XX.

Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as
complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma
associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies,
populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões
ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.

Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das
populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e
de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos
ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos
organismos.

A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto


à abundância relativa (equitatividade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa
diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre
paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e
dos recursos genéticos, e seus componentes.

A espécie humana depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência.

Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade


relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui
diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.

Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma
região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:

diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.


diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo
todos os níveis de variação desde o genético.

A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar, mas há uma tendência da ciência oficial em
reduzir toda a diversidade ao estudo dos genes. Isto leva ao próximo tópico.
Índice
[esconder]

1 Abordagens da biodiversidade
2 Pontos críticos da Biodiversidade
3 Biodiversidade: tempo e espaço
4 O valor econômico da biodiversidade
4.1 Como medir a biodiversidade?
4.2 Inventário de espécies
5 A biodiversidade está ameaçada?
6 Manuseio da biodiversidade: conservação, preservação e protecção
7 Estatuto jurídico da biodiversidade
8 Ver também
9 Ligações externas

[editar] Abordagens da biodiversidade


Uma amostragem de fungos coletados durante o Verão de 2008 na floresta do norte de
Saskatchewan, perto LaRonge é um exemplo em matéria de diversidade de espécies de fungos.
Nesta foto, há também folha líquenes e musgos.

Para os biólogos geneticistas, a Biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles


estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao
nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a Biodiversidade não é só apenas a diversidade de
populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam.
Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie
ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com
vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
Para os ecólogos, a Biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre
espécies. Isto se aplica também ao biótopo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os
organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns
com os outros mas também com o ar, a água e o solo qucultura humana tem sido determinada
pela Biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à
diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.

A biodiversidade é fonte primária de recursos, fornecendo comida (colheitas, animais


domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções,
remédios e energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada agrobiodiversidade.

Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de produção" (fertilidade do solo,


polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água,
moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais.

Se os recursos naturais são de interesse econômico para o Homem, a importância econômica da


biodiversidade é também crescentemente percebida. Novos produtos são desenvolvidos graças
a biotecnologias, criando novos mercados. Para a sociedade, a biodiversidade é também um
campo de trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes recursos.

Finalmente, o papel da Biodiversidade é "ser um espelho das nossas relações com as outras
espécies de seres vivos", uma visão ética dos direitos, deveres, e educação.
[editar] Pontos críticos da Biodiversidade
Diversas espécies epífitas numa floresta úmida da América Central. Os ecossistemas da zona
intertropical albergam a maior parte da biodiversidade mundial actual.

Um "ponto crítico" (hot spot) de Biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas.
Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada
nos trópicos
Alguns deles:

O Brasil tem 1/5 da Biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5000 de
vertebrados, 10-15 milhões de insectos, milhões de microorganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de
animais.

[editar] Biodiversidade: tempo e espaço

A biodiversidade não é estática. É um sistema em constante evolução tanto do ponto de vista


das espécies como também de um só organismo. A meia-vida média de uma espécie é de um
milhão de anos e 99% das espécies que já viveram na Terra estão hoje extintas.

A biodiversidade não é distribuída igualmente na Terra. Ela é, sem dúvida, maior nos trópicos.
Quanto maior a latitude, menor é o número de espécies, contudo, as populações tendem a ter
maiores áreas de ocorrência. Este efeito que envolve disponibilidade energética, mudanças
climáticas em regiões de alta latitude é conhecido como efeito Rapoport.

Existem regiões do globo onde há mais espécies que outras. A riqueza de espécies tendem a
variar de acordo com a disponibilidade energética, hídrica (clima, altitude) e também pelas suas
histórias evolutivas.
[editar] O valor econômico da biodiversidade
Campo na Bélgica (Hanois).

Ecólogos e ambientalistas são os primeiros a insistir no aspecto econômico da protecção da


diversidade biológica. Deste modo, Edward O. Wilson escreveu em 1992 que a Biodiversidade é
uma das maiores riquezas do planeta, e, entretanto, é a menos reconhecida como tal (la
biodiversité est l'une des plus grandes richesses de la planète, et pourtant la moins reconnue
comme telle).

A maioria das pessoas vê a biodiversidade como um reservatório de recursos que devem ser
utilizados para a produção de produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Este conceito
do gerenciamento de recursos biológicos provavelmente explica a maior parte do medo de se
perderem estes recursos devido à redução da Biodiversidade. Entretanto, isso é também a
origem de novos conflitos envolvendo a negociação da divisão e apropriação dos recursos
naturais.

Uma estimativa do valor da biodiversidade é uma pré-condição necessária para qualquer


discussão sobre a distribuição da riqueza da Biodiversidade. Estes valores podem ser divididos
entre:

valor intrínseco – todas as espécies são importantes intrinsecamente, por uma questão de
ética.
valor funcional – cada espécie tem um papel funcional no ecossistema. Por exemplo,
predadores regulam a população de presas, plantas fotossintetizantes participam do balanço de
gás carbônico na atmosfera, etc.
valor de uso directo – muitas espécies são utilizadas directamente pela sociedade humana,
como alimentos ou como matérias primas para produção de bens.
valor de uso indirecto – outras espécies são indirectamente utilizadas pela sociedade. Por
exemplo criar abelhas em laranjais favorece a polinização das flores de laranja, resultando numa
melhor produção de frutos.
valor potencial – muitas espécies podem futuramente ter um uso directo, como por exemplo
espécies de plantas que possuem princípios activos a partir dos quais podem ser desenvolvidos
medicamentos.
Em um trabalho publicado na Nature em 1997, Constanza e colaboradores estimaram o valor
dos serviços ecológicos prestados pela natureza. A idéia geral do trabalho era contabilizar
quanto custaria por ano para uma pessoa ou mais, por exemplo, polinizar as plantas ou quanto
custaria para construir um aparato que serviria como mata ciliar no antiaçoriamento dos rios. O
trabalho envolveu vários "serviços" ecológicos e chegou a uma cifra média de US$
33.000.000.000.000,00 (trinta e três trilhões de dólares) por ano, duas vezes o produto interno
bruto mundial.
[editar] Como medir a biodiversidade?

Do ponto de vista previamente definido, nenhuma medida objectiva isolada de biodiversidade é


possível, apenas medidas relacionadas com propósitos particulares ou aplicações.

Para os conservacionistas práticos, essa medida deveria quantificar um valor que é, ao mesmo
tempo, altamente compartilhado entre as pessoas localmente afectadas.

Para outros, uma definição mais abrangente e mais defensável economicamente, é aquela cujas
medidas deveriam permitir a assegurar possibilidades continuadas tanto para a adaptação
quanto para o uso futuro pelas pessoas, assegurando uma sustentabilidade ambiental. Como
conseqüência, os biólogos argumentaram que essa medida é possivelmente associada à
variedade de genes. Uma vez que não se pode dizer sempre quais genes são mais prováveis de
serem mais benéficos, a melhor escolha para a conservação é assegurar a persistência do maior
número possível de genes.

Para os ecólogos, essa abordagem às vezes é considerada inadequada e muito restrita.


[editar] Inventário de espécies

A Sistemática mede a biodiversidade simplesmente pela distinção entre espécies. Pelo menos
1,75 milhões de espécies foram descritas; entretanto, a estimativa do verdadeiro número de
espécies existentes varia de 3,6 para mais de 100 milhões. Diz-se que o conhecimento das
espécies e das famílias tornou-se insuficiente e deve ser suplementado por uma maior
compreensão das funções, interações e comunidades. Além disso, as trocas de genes que
ocorrem entre as espécies tendem a adicionar complexidade ao inventário.
[editar] A biodiversidade está ameaçada?

Durante as últimas décadas, uma erosão da Biodiversidade foi observada. A maioria dos
biólogos acredita que uma extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito
dos números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é maior agora do que
em qualquer outra época da história da Terra.

Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob
ameaça de extinção. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam
desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às actividades
humanas, em particular a destruição dos hábitats de plantas e animais.

Alguns justificam a situação não tanto pelo sobreuso das espécies ou pela degradação do
ecossistema quanto pela conversão deles em ecossistemas muito padronizados. (ex.:
monocultura seguida de desmatamento). Antes de 1992, outros mostraram que nenhum direito
de propriedade ou nenhuma regulamentação de acesso aos recursos necessariamente leva à
sua diminuição (os custos de degradação têm que ser apoiados pela comunidade).

Entre os dissidentes, alguns argumentam que não há dados suficientes para apoiar a visão de
extinção em massa, e dizem que extrapolações abusivas são responsáveis pela destruição
global de florestas tropicais, recifes de corais, mangues e outros hábitats ricos.

A domesticação de animais e plantas em larga escala é um factor histórico de degradação da


biodiversidade, gerando a selecção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são
seleccionados e protegidos pelo homem em detrimento de outros.
[editar] Manuseio da biodiversidade: conservação, preservação e protecção

A conservação da diversidade biológica tornou-se uma preocupação global. Apesar de não haver
consenso quanto ao tamanho e ao significado da extinção actual, muitos consideram a
Biodiversidade essencial.

Há basicamente dois tipos principais de opções de conservação, conservação in-situ e


conservação ex-situ. A in-situ é geralmente vista como uma estratégia de conservação
elementar. Entretanto, sua implementação é às vezes impossível. Por exemplo, a destruição de
hábitats de espécies raras ou ameaçadas de extinção às vezes requer um esforço de
conservação ex-situ. Além disso, a conservação ex-situ pode dar uma solução reserva para
projectos de conservação in-situ. Alguns acham que ambos os tipos de conservação são
necessários para assegurar uma preservação apropriada.

Um exemplo de um esforço de conservação in-situ é a construção de áreas de protecção. Um


exemplo de um esforço de conservação ex-situ, ao contrário, seria a plantação de germoplasma
em bancos de sementes. Tais esforços permitem a preservação de grandes populações de
plantas com o mínimo de erosão genética.

A ameaça da diversidade biológica estava entre os tópicos mais importantes discutidos na


Conferência Mundial da ONU para o desenvolvimento sustentável, na esperança de ver a
fundação da Global Conservation Trust para ajudar a manter as colecções de plantas.

Veja também: conservação, banco de sementes, IUCN, Global 200.


[editar] Estatuto jurídico da biodiversidade

A biodiversidade deve ser avaliada e sua evolução, analisada (através de observações,


inventários, conservação…) que devem ser levadas em consideração nas decisões políticas.
Está começando a receber uma direcção jurídica.

A relação "Leis e ecossistema" é muito antiga e tem conseqüências na biodiversidade. Está


relacionada aos direitos de propriedade pública e privada. Pode definir a protecção de
ecossistemas ameaçados, mas também alguns direitos e deveres (por exemplo, direitos de
pesca, direitos de caça).
"Leis e espécies" é um tópico mais recente. Define espécies que devem ser protegidas por
causa da ameaça de extinção. Algumas pessoas questionam a aplicação dessas leis.
"Lei e genes" tem apenas um século. Enquanto a abordagem genética não é nova
(domesticação, métodos tradicionais de selecção de plantas), o progresso realizado no campo
da genética nos últimos 20 anos leva à obrigação de leis mais rígidas. Com as novas tecnologias
da genética e da engenharia genética, as pessoas estão pensando sobre o patenteamento de
genes, processos de patenteamento, e um conceito totalmente novo sobre o recurso genético.
Um debate muito caloroso, hoje em dia, procura definir se o recurso é o gene, o organismo, o
DNA ou os processos.

A convenção de 1972 da UNESCO estabeleceu que os recursos biológicos, tais como plantas,
eram uma herança comum da humanidade. Essas regras provavelmente inspiraram a criação de
grandes bancos públicos de recursos genéticos, localizados fora dos países-recursos.

Novos acordos globais (Convenção sobre Diversidade Biológica), dá agora direito nacional
soberano sobre os recursos biológicos (não propriedade). A idéia de conservação estática da
biodiversidade está desaparecendo e sendo substituída pela idéia de uma conservação
dinâmica, através da noção de recurso e inovação.

Os novos acordos estabelecem que os países devem conservar a Biodiversidade, desenvolver


recursos para sustentabilidade e partilhar os benefícios resultante de seu uso. Sob essas novas
regras, é esperado que o Bioprospecto ou colecção de produtos naturais tem que ser permitido
pelo país rico em Biodiversidade, em troca da divisão dos benefícios.

Princípios soberanos podem depender do que é melhor conhecido como Access and Benefit
Sharing Agreements (ABAs). O espírito da Convenção sobre Biodiversidade implica num
consenso informado prévio entre o país fonte e o colector, a fim de estabelecer qual recurso será
usado e para quê, e para decidir um acordo amigável sobre a divisão de benefícios. O
bioprospecto pode vir a se tornar um tipo de Biopirataria quando esses princípios não são
respeitados.
Biodiversidade no Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Desenho de várias espécies de aves.

O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta,[1] Essa enorme
variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos únicos em todo o mundo,
deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país. O Brasil detém
o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de
anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e
arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Nenhum outro país tem registrado
tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas.[1] Os números impressionam, mas,
segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente o MMA, eles podem representar
apenas 10% da vida no país. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos
cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que
aumenta o conhecimento.[1] Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal,
coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas
36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja
presença naquele bioma era desconhecida pela ciência. O levantamento nacional de peixes de
água doce coordenado pela Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2004, indica a
existência de 2.122 espécies, 10% a 15% delas desconhecidas até então.[1]
Índice
[esconder]

1 Potencial econômico
2 Ver também
3 Referências
4 Ligações externas

[editar] Potencial econômico

A biodiversidade pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração


florestal e a pesca. No entanto, quase todas as espécies exploradas economicamente, seja
vegetal, como a soja e o café, seja animal, como o frango, são originárias de outros países, e
sua exploração é feita de forma freqüentemente danosa ao meio-ambiente. Já o aproveitamento
econômico de espécies nativas ainda engatinha. Para o PIB brasileiro, o setor florestal
representa pouco mais de 1% e a pesca, 0,4%. A pequena participação das espécies nativas na
economia tem, entre suas causas, a falta de políticas e investimentos tanto para a pesquisa
básica como para o desenvolvimento de produtos. Na falta disso, não há como calcular quanto o
Brasil poderia receber por patentes e tecnologias desenvolvidas com o estudo de sua
biodiversidade – algo que, segundo alguns especialistas, estaria na casa dos trilhões de dólares.
Um único medicamento para o controle da hipertensão, desenvolvido com o veneno da jararaca,
espécie brasileira, renderia cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano ao laboratório estrangeiro que
o patenteou, um valor comparável às exportações nacionais de carne bovina e suína somadas.
[carece de fontes]
A evolução do conceito de biodiversidade

Thomas Michael Lewinsohn


Biodiversidade é hoje um dos termos científicos mais conhecidos e divulgados em todo o mundo.
Em menos de 15 anos de existência, entrou no vocabulário de uso geral. Deveria, portanto, ser
um conceito muito bem estabelecido e definido mas, pelo contrário, não é ainda bem
compreendido por muitas pessoas, inclusive por cientistas. Neste texto, quero mostrar como
surgiu este conceito e explorar um pouco seu significado.

Desde os primórdios da humanidade


A noção de variedade da vida é muito antiga. Filósofos e naturalistas gregos como Aristóteles,
ou romanos como Plínio, listaram os tipos de organismos conhecidos em suas épocas e
esboçaram esquemas para classificá-los. Estes trabalhos faziam parte da "Filosofia natural", no
longo período em que as ciências naturais não se separavam claramente de outras formas do
conhecimento.

Outras civilizações, como a chinesa e a maia, deram nomes aos diferentes organismos que
conheciam e produziram esquemas de classificação. Na verdade, todas as culturas humanas,
têm nomes e sistemas de classificação para os organismos vivos dos ambientes que habitam.
Estas etnoclassificações produzidas por diferentes culturas e povos são uma parte essencial da
etnociência e, hoje, têm atraído muito interesse pelo seu valor para apontar novas plantas
medicinais e outras formas de bioprospecção.

Com o surgimento da ciência moderna na Europa, entre os séculos 16 e 17, a classificação de


organismos vivos foi um tema de grande interesse para os cientistas que pesquisavam a História
Natural (na qual se combinava o que hoje chamamos de Biologia com Geologia, entre outras
áreas). Diversas teorias e novos estudos - por exemplo, a anatomia microscópica - permitiram o
aperfeiçoamento de sistemas de classificação. Finalmente, no século 18, Lineu propôs um
sistema de classificação que é uma das bases da classificação atual dos organismos.

Dois outros acontecimentos deram um grande impulso à atividade de reconhecer e classificar a


variedade de seres vivos. Em primeiro lugar, a descoberta e exploração do Novo Mundo e outros
continentes, onde os naturalistas encontraram muitas formas de vida desconhecidas e
estranhas, que desafiavam continuamente seus esquemas de classificação. Em segundo, a
invenção do microscópio no século 17, cujas lentes revelaram um novo universo de organismos
invisíveis a olho nu - os microorganismos.

Descrição e mapeamento de espécies


O estudo, descrição e classificação de novas espécies - conhecido como Taxonomia - ocupou
muitos naturalistas e biólogos nos séculos 19 e 20. Este trabalho tornou-se uma profissão
durante o século 19, mas sempre houve muitos naturalistas amadores que se especializaram em
algum grupo de plantas ou animais e participaram do esforço de classificar e descrever novas
espécies.

Em 1758, o Systema Naturae de Lineu incluía 5.897 espécies de plantas e animais, os dois
reinos em que ele dividia os organismos vivos. Este número cresceu explosivamente e mais
rapidamente nos animais vertebrados e nas plantas terrestres. Em 1850 já haviam sido descritas
cerca de 4.500 espécies de aves, a metade do que conhecemos atualmente. Estima-se hoje em
cerca de 1,7 milhões o total de espécies conhecidas, incluindo microorganismos, mas este
número é bastante aproximado porque não há um catálogo geral. Cerca de 13.000 espécies
novas são descritas a cada ano.

Ao mesmo tempo em que se estendia o conhecimento e a classificação de espécies, os


naturalistas reconheciam que em cada região do mundo havia espécies diferentes, muitas delas
existindo em um só continente ou até numa pequena região. Também notaram que muitas
espécies ocorriam em certos tipos de ambientes ou locais característicos. A Biogeografia, ciência
que se desenvolveu no século 19, buscava descrever a distribuição geográfica das espécies; ao
mesmo tempo, buscava caracterizar quais as espécies que existiam em cada tipo de ambiente
natural e em cada região geográfica do planeta.

Da reunião destas duas ciências, a Taxonomia e a Biogeografia, surgiu a idéia de diversidade de


espécies.

Diversidade de espécies e o conceito de espécie


A maneira mais simples de caracterizar a diversidade de espécies é listar, ou contar, as espécies
que existem num lugar ou numa região de interesse. A contagem das espécies é uma medida
simples de sua diversidade, sendo chamada de riqueza de espécies.

Há várias dificuldades para reconhecer a diversidade de espécies, na prática. Ela depende, em


primeiro lugar, do que se entende por espécie. Na época de Lineu, acreditava-se que as
espécies não mudavam nunca e, além disto, que cada espécie seguia um tipo fixo. No século 19,
Darwin e outros cientistas comprovaram que espécies não eram imutáveis e que, além disto,
cada indivíduo podia ser bastante diferente de outros, embora pertencessem à mesma espécie.

O conceito atual de espécie biológica é muito influenciado pelo conhecimento da genética e


evolução dos organismos. Segundo este conceito, a capacidade de intercruzamento, ou de
combinação genética livre entre indivíduos, em condições naturais, é a característica que melhor
separa cada espécie das demais.

Este conceito tem muitas vantagens. Ele reconhece que indivíduos ou populações variam de
aparência e podem mesmo ser de raças distintas (basta lembrar das raças de cães), mas
pertencerem à mesma espécie, contanto que possam se cruzar livremente, produzindo filhotes
normais. Sabemos que existe também variação genética entre indivíduos e entre populações da
mesma espécie, mas suas diferenças genéticas não impedem que se reproduzam em conjunto.

O conceito de espécie biológica serve muito bem para a maioria dos animais, e também para
grande parte das plantas superiores. Porém, muitas plantas e vários grupos animais têm
sistemas de reprodução especiais ou diferentes. Isto, aliás, é a regra entre os microorganismos.
Assim, em todos estes casos, especialmente nos microorganismos, o conceito de espécie
baseado na capacidade de intercruzamento não funciona bem.

A noção de "espécie" é diferente para os microorganismos e muitas plantas, e hoje em dia é


mais baseada em diferenças genéticas, ou de aparência, que consideramos suficientemente
grandes para tratá-las como espécies diferentes, do que na sua separação reprodutiva.

Quando contamos espécies, nos vertebrados e em muitos outros animais e plantas, estamos
contando o que pensamos ser espécies biológicas. Em outras plantas e nos microorganismos,
contamos formas distintas, mas que não são exatamente espécies biológicas. Portanto, a
diversidade de espécies tem significado diferente para animais, plantas e microorganismos.

Surge a biodiversidade
A palavra biodiversidade apareceu há não muito tempo. Certamente, tornou-se conhecida a
partir de uma reunião realizada nos Estados Unidos, cujos trabalhos foram publicados em 1988,
num livro organizado pelo ecólogo Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, nos Estados
Unidos. O conceito de biodiversidade procura referir e integrar toda a variedade que
encontramos em organismos vivos, nos mais diferentes níveis. É difícil expressar este conceito
com precisão, e existem várias enunciados diferentes, por exemplo:

"A soma de todos os diferentes tipos de organismos que habitam uma região tal como o planeta
inteiro, o continente africano, a Bacia Amazônica, ou nossos quintais" (Andy Dobson).

"A totalidade de gens, espécies e ecossistemas de uma região e do mundo" (Estratégia Global
de Biodiversidade)
"A variedade total de vida na Terra. Inclui todos os genes, espécies, e ecossistemas, e os
processos ecológicos de que são parte" (ICBP - Conselho Internacional para a Proteção das
Aves)

Todas as definições - estas, e muitas outras - enfatizam que a biodiversidade abrange diferentes
níveis de organização da vida. Tais níveis formam uma certa hierarquia, embora geralmente só
sejam mencionadas algumas partes de toda a seqüência (as que são destacadas abaixo):
genes > que pertencem a organismos > que compõem populações > que pertencem a espécies
> cujos conjuntos formam comunidades > que fazem parte dos ecossistemas.

Além disto, várias definições ressaltam que a biodiversidade não é apenas uma coleção de
componentes, em vários níveis. Tão importante quanto estes componentes é a maneira como
eles estão organizados e como interagem: quer dizer, as interações e processos que fazem os
organismos, as populações e os ecossistemas preservarem sua estrutura e funcionarem em
conjunto.

A Convenção da Diversidade Biológica, apresentada na reunião das Nações Unidas do Rio de


Janeiro sobre o Meio Ambiente (Eco-92), é o principal instrumento do compromisso firmado pela
maioria das nações do mundo desde então, para buscar
"...a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a
repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos"
(CDB, Artigo 1)

Por se tratar de um documento de acordo formal entre nações, é necessário definir


cuidadosamente cada um dos termos. Biodiversidade é definida assim:
" Diversidade biológica significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,
compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas
aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade
dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas." (CDB, Artigo 2)

Como se vê, esta definição chama atenção sobre os diversos níveis e a variedade de ambientes
da vida, referindo-se também aos processos ("complexos ecológicos") que os mantêm
organizados. Infelizmente, a redação que foi adotada é difícil de entender e até confusa. Esta
definição tem valor legal, pois foi incorporada no Decreto 2.519 de 1998, que promulgou em
definitivo a plena execução da Convenção no Brasil. Apesar disto, preferimos usar outras, mais
simples e mais claras, como as que citamos acima.

Importância e variedade das espécies


Apesar da necessidade de abranger a diversidade da vida em todos seus níveis, a diversidade
de espécies é certamente o seu componente mais estudado e usado.

Normalmente, para expressar a diversidade de espécies empregamos a riqueza de espécies ou


outras medidas de diversidade. Quando contamos simplesmente as espécies, todas elas têm o
mesmo valor e peso. Muitos cientistas pensam, porém, que a diversidade não deve apenas
contar espécies, mas levar em conta sua variedade ou mesmo seu valor. A seguir, vejamos três
diferentes maneiras de fazer isto:

diversidade taxonômica: é uma medida da variedade dos táxons superiores (ou grupos
taxonômicos) a que pertencem as espécies da área estudada . Uma espécie de mosca, uma
mariposa e um gafanhoto têm maior diversidade taxonômica do que três espécies de gafanhoto.
Pode-se, além disto, dar peso às espécies que pertencem a um grupo pequeno, ou que seja
considerado especial por outras razões.
diversidade filogenética: é parecida com a diversidade taxonômica. Se tivermos conhecimento do
parentesco evolutivo entre diferentes espécies da região que estudamos - ou seja, se existe um
esboço da árvore evolutiva do táxon superior a que as espécies pertencem - podemos medir a
variedade evolutiva de um grupo de espécies. Quanto mais distantes evolutivamente as
espécies, maior a diversidade filogenética do conjunto. Pode-se, ainda, atribuir valor maior a
espécies que são evolutivamente isoladas, ou seja, "especiais". Por exemplo, o Peripatus acacioi
é uma espécie de artrópode que tem alto valor filogenético, por pertencer a um táxon muito
pequeno - os Onicóforos - e que, do ponto de vista evolutivo, é bastante especial. Como ele está
na lista brasileira das espécies ameaçadas de extinção, sua presença em certas áreas de Minas
Gerais é considerada mais importante do que a de outros artrópodes, pertencentes a táxons
maiores e mais comuns.
diversidade funcional: pesquisadores preocupados com o funcionamento de ecossistemas têm
questionado se, deste ponto de vista, todas as espécies têm a mesma importância. Para manter
a integridade e o funcionamento dos ecossistemas, é necessário que haja organismos que
cubram todos os processos envolvidos neste funcionamento. A diversidade funcional pretende
avaliar se, em um dado ecossistema, há espécies cujo conjunto de atividades e interações
garante os processos essenciais para a existência continuada do ecossistema. Esta
preocupação é importante para o conceito de sustentabilidade, mas ainda é bastante
controversa e necessita muita pesquisa adicional.

Diversidade genética
A diversidade genética geralmente tem sido estudada dentro de espécies, medindo tanto as
diferenças entre indivíduos, quanto as diferenças entre populações naturais, que hoje muitas
vezes estão separadas entre si pela perda e fragmentação dos hábitats naturais.

A diversidade genética é cada vez mais avaliada por métodos moleculares, em que se examina
diferenças na constituição do DNA, RNA ou de determinadas proteínas entre os organismos ou
populações. Este estudo é essencial para a conservação biológica, porque a perda de
diversidade genética de uma espécie aumenta muito o risco de que ela venha a se extinguir,
sendo perdida para sempre. Perder diversidade genética também significa desperdiçar as
possibilidades de novos aproveitamentos de espécies, especialmente aquelas em que foram
selecionadas e melhoradas algumas poucas variedades para aproveitamento econômico, sem a
preocupação equivalente com as variedades mais antigas ou "selvagens".

Em microorganismos, a diversidade genética vem sendo pesquisada e avaliada diretamente em


amostras de ambientes naturais, mesmo não podendo atribuí-la a espécies já conhecidas.

Diversidade de ecossistemas
Embora mencionada na maioria das definições atuais, a diversidade de ecossistemas é a mais
difícil de caracterizar. Isto porque ecossistemas são definidos pelo seu modo de funcionamento e
seu tamanho pode variar desde uma pequena poça de poucos metros de tamanho, até um tipo
de floresta que se estende por muitos quilômetros, sem limites claros. Embora toda região
geográfica contenha uma mistura de ecossistemas, é difícil, na prática, medir a sua diversidade.

A diversidade de ecossistemas tem sido entendida, geralmente, como a diversidade de tipos de


ambiente, ou hábitats, que existem numa região. Os hábitats aquáticos são frequentemente
caracterizados por características físicas (por exemplo, água corrente ou parada; leito ou
substrato de pedra, areia ou argila). Nos hábitats terrestres, costuma-se dar maior importância à
vegetação e sua fisionomia para caracterizá-los. Assim, é possível avaliar e comparar a estrutura
de hábitats e sua diversidade em uma região.

Para comparações mais extensas, que vão além do estudo de uma região feito por um só
pesquisador, é necessário ter um esquema unificado de classificação de fisionomias que seja
fácil de usar por diferentes pesquisadores e técnicos. Além disto, é da maior importância que
este esquema de classificação de hábitats possa ser aplicado na interpretação de imagens de
satélite, que se tornaram uma ferramenta essencial para monitorar mudanças ambientais. Várias
propostas e tentativas têm sido feitas, tanto no exterior como no Brasil, de produzir uma
classificação prática de hábitats, fisionomias e eco-regiões que cumpram estas expectativas. No
entanto, este alvo ainda não foi atingido e, por isto, a diversidade de ecossistemas é o
componente que representa o maior desafio para avançarmos no conhecimento da
biodiversidade.

Thomas Michael Lewinsohn é professor e doutor em Ecologia no Instituto de Biologia da


Unicamp.

Glossário

artrópodes - ramo de animais que inclui os insetos, aranhas, crustáceos, centopéias, e alguns
grupos menores.

bioprospecção - a procura sistemática de novos materiais extraídos ou produzidos por seres


vivos. Hoje em dia, a bioprospecção visa principalmente a descoberta de substâncias com
atividade farmacológica, mas também são importantes para produzir novos alimentos, fibras,
combustíveis, lubrificantes e outros.

espécie biológica - o conjunto de populações cujos indivíduos são capazes de se cruzar com
sucesso em condições naturais, e que são isoladas reprodutivamente de outras espécies

etnoclassificação - o sistema de classificação de plantas e de animais desenvolvido por um


grupo étnico, como parte de sua cultura. As culturas indígenas brasileiras têm classificações
muito completas e sofisticadas, nas quais os naturalistas europeus se basearam para classificar
as espécies desconhecidas que encontraram no Novo Mundo. Etnoclassificações e outros temas
da etnociência são estudados principalmente na Antropologia, em combinação com os diferentes
campos das Ciências Naturais.

Lineu - o naturalista sueco Carl von Linné (ou Linnaeus, forma latina de seu sobrenome), 1707-
1778. Sua principal obra, o Systema Naturae, foi publicado em 1735. A 10a edição, de 1758, é
usada como ponto inicial das classificações modernas. Nela, Lineu formalizou os nomes
científicos que hoje usamos, juntando o nome do gênero (por exemplo, Caesalpinia) com o da
espécie (por exemplo, echinata) para designar a identidade de um organismo: Caesalpinia
echinata (a árvore do pau-brasil).

medidas de diversidade - há várias maneiras de medir a diversidade de espécies, também


chamada de diversidade ecológica. A mais simples é a riqueza de espécies: o número de
espécies existentes em um lugar ou em uma amostra biológica. Outras medidas avaliam, além
do número de espécies, também a uniformidade do número de indivíduos de cada espécie; estas
medidas geralmente são chamadas de Índices de Diversidade. Nestes índices, quanto mais
parecidos os números de indivíduos das várias espécies encontradas, maior é a diversidade.

microorganismo - nome genérico para todos os organismos invisíveis a olho nu (os maiores
podem ser vistos apenas como pontinhos, com luz adequada e por quem tem boa visão).
Normalmente, são menores que 0,1 mm. Incluem bactérias, algas cianofíceas, protozoários,
muitos fungos e líquens, e vírus. Muitos vírus e bactérias aquáticas são menores que um
milésimo de milímetro.

Plínio - Gaius Plinius Secundus, ou Plínio o Velho, 23-79 DC. Militar e historiador romano, sua
Historia Naturalis foi a maior compilação do conhecimento de História Natural até o início da
ciência moderna.

riqueza de espécies - ver medidas de diversidade.

táxon - (plural: táxons ou taxa) uma unidade de classificação em que enquadramos indivíduos,
ou espécies. Táxons têm sempre um nome formal, em latim, e um nível dentro de uma hieraquia
de classificação que vai da espécie até o reino. "Táxons superiores" são aqueles acima do nível
de espécie (gênero, família, ordem, classe etc.).