Você está na página 1de 116

Aula 21

Edificações p/ TERRACAP (Engenharia Civil) - Com videoaulas


Professor: Marcus Campiteli

`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

AULA 21: ANÁLISE ESTRUTURAL

SUMÁRIO PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 1

1. INTRODUÇÃO 2

2. CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO 4

3. APOIOS 4

4. ESTATICIDADE E ESTABILIDADE 9

5. ESFORÇOS NAS SEÇÕES DAS ESTRUTURAS 12

6. CLASSIFICAÇÃO DAS PEÇAS ESTRUTURAIS


15
QUANTO À GEOMETRIA

7. ESTUDO DAS VIGAS ISOSTÁTICAS 16

8. PÓRTICOS 31

9. QUADROS COM BARRAS CURVAS 41

10. QUADROS COMPOSTOS 44

11. CABOS 46

12. ARCOS 48

13. SISTEMAS GUINDASTE 58

14. TRELICAS ISOSTÁTICAS 60


03430722110

15. GRELHAS 70

16. ESTRUTURAS HIPERESTÁTICAS LINEARES 70

17. QUESTÕES COMENTADAS 78

18. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 103

19. GABARITO 114

20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 115

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Olá Pessoal,

Esta aula baseia-se primordialmente no livro “Curso de Análise


Estrutural – Volume 1”, do autor José Carlos Sussekind, por ter sido
fonte das principais bancas sobre análise estrutural, e é
complementada por demais fontes citadas na bibliografia.

Bons estudos !

1 – INTRODUÇÃO

A Análise Estrutural é a parte da Mecânica que estuda as


estruturas, em especial na determinação dos esforços e das
deformações a que elas ficam submetidas quando solicitadas por
agentes externos (cargas, variações térmicas, movimento de seus
apoios, etc.).

As estruturas se compõem de uma ou mais peças, ligadas entre


si e ao meio exterior de modo a formar um conjunto estável, isto é,
um conjunto capaz de receber solicitações externas, absorvê-las
internamente e transmiti-las até seus apoios, onde estas solicitações
externas encontram seu sistema estático equilibrante.

1.1 - Força

Pode-se exercer uma força sobre um corpo por meio de um


03430722110

esforço muscular; uma locomotiva exerce força sobre os vagões que


ela reboca; uma mola esticada exerce forças sobre as peças que
fixam suas extremidades; etc. Em todos estes casos, o corpo que
exerce a força está em contato com aquele sobre o qual ela é
exercida – tratam-se, pois, de forças de contato.

Há, também, forças que atuam através do espaço, sem


contato, chamadas, por esta razão, forças de ação à distância – são
as forças devidas à existência de campos agindo sobre o corpo. É o

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

caso das forças elétricas, magnéticas, das forças de gravitação e, no


caso da Terra, das forças devidas à gravidade (que são os pesos dos
corpos).

É comum chamar-se de forças que atuam numa estrutura de


cargas.

1.2 – Momento

Seja a barra da figura a seguir, suportada em C por um cutelo


sem atrito e tendo um peso de 10 kg suspenso em B, que se deseja
contrabalançar por um peso suspenso em A:

É fácil ver que o peso a ser colocado em A, a fim de


contrabalançar o efeito da rotação da barra em tomo do cutelo C,
deve ser inferior a 10 kg, por estar mais afastado de C do que este
último; por tentativas, veríamos que seu valor deve ser de 5 kg. Este
exemplo simples foi escolhido para ilustrar o fato de que o efeito de
rotação de uma força em torno de um ponto depende do valor da
03430722110

força e também de sua distância ao ponto, sendo diretamente


proporcional a ambos. Se desejarmos, então, criar uma grandeza
física, através da qual queiramos representar a tendência de rotação
em torno de um ponto, provocada por uma força, esta grandeza
deverá ser função da força e de sua distância ao ponto.

Esta grandeza é o momento.

2 – CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Para um corpo, submetido a um sistema de forças, estar em


equilíbrio, é necessário que elas não provoquem nenhuma tendência
de translação nem rotação a este corpo. Como a tendência de
translação é dada pela resultante das forças e a tendência de rotação,
em tomo de qualquer ponto, é dada pelo momento resultante destas
forças em relação a este ponto, basta que eles sejam nulos para que
o corpo esteja em equilíbrio.

3 – APOIOS

Os apoios são os vínculos externos da estrutura, isto é, seus


vínculos em relação a seus suportes (solo ou outra estrutura).

A função dos apoios é a de restringir graus de liberdade das


estruturas, despertando com isto reações nas direções dos
movimentos impedidos. Eles serão classificados em função do
número de graus de liberdade permitidos (ou do número de
movimentos impedidos), podendo ser, então, de 6 tipos diferentes
(isto é, podendo permitir 5,4,3,2,1 ou nenhum grau de liberdade), de
forma a garantir o equilíbrio estático da estrutura, conforme a seguir:

03430722110

Seja o apoio representado na figura abaixo, em que temos a


estrutura apoiada sobre uma esfera perfeitamente lubrificada. O
único movimento que ela será capaz de impedir é a translação na
direção vertical, aparecendo com isto uma reação R, agindo sobre a
estrutura. O apoio será dito, então, um apoio com 5 graus de
liberdade (ou um com 1 movimento impedido).

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Seja, agora, o apoio a figura abaixo, constituído por três


esferas ligadas entre si por três hastes, de modo a ficar formado um
conjunto rígido. Ficam impedidas, no caso, além da translação na
direção z, as rotações em torno dos eixos x e y. O apoio será dito,
então, um apoio com 3 graus de liberdade (que são, no caso, a
rotação em torno do eixo z e as translações nas direções dos eixos x
e y,) ou com 3 movimentos impedidos. Aparecerão, agindo sobre a
estrutura, as reações Mx, My e R, indicadas na figura.

03430722110

O esquema da figura seguinte representa a ligação rígida entre


a estrutura e seu apoio, de dimensões tão maiores que as da
estrutura, que podem ser consideradas infinitas em presença
daquelas. Neste caso, o apoio impedirá todos os movimentos
possíveis, sendo dito um apoio sem grau de liberdade (ou com todos
os movimentos impedidos). Correspondendo a cada um dos
movimentos impedidos aparecem, agindo sobre a estrutura, as

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

reações Rx, Ry. Rz, Mx, My, e Mz, indicadas na figura. Este tipo de
apoio é chamado engaste.

3.1 - Estruturas planas carregadas no próprio plano

Para o caso das estruturas planas carregadas no próprio plano,


que é o mais frequente da Análise Estrutural, existem 3 graus de
liberdade a combater.

Supondo a estrutura situada no plano xy, conforme indica a


figura seguinte, os graus de liberdade a combater são as translações
nas direções Ox e Oy e a rotação em torno de um eixo perpendicular
ao plano (no caso, Oz), pois o estas são as únicas tendências de
movimento capazes de serem produzidas pelo sistema de forças
indicado.

03430722110

São os seguintes os apoios utilizáveis para impedir estes


movimentos:

a) Apoio do 1º gênero ou charriot

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O apoio do 1º gênero pode ser obtido por uma das duas formas
representadas nas figuras acima; na primeira, temos a estrutura
apoiada sobre um rolo lubrificado que impede apenas o deslocamento
na direção y, permitindo livre rotação em torno dele, assim como
livre deslocamento na direção x; na segunda, a rotação é assegurada
por um pino sem atrito e a translação, na direção x, pelos rolos
diretamente em contato com o plano que serve de apoio, continuando
a impedir o deslocamento na direção y.

Esquematicamente, representa-se o apoio do 1º gênero na


forma indicada na figura da direita acima. Na direção do único
movimento impedido, aparecerá uma reação de apoio R, conforme
indicado na figura.

b) Apoio do 2º gênero, articulação ou rótula

03430722110

Se, no apoio da figura anterior do meio, substituirmos os rolos


por uma chapa presa completamente ao plano-suporte, conforme
indica a figura acima, estar-se-á impedindo todas as translações
possíveis, permanecendo livre apenas a rotação, assegurada pelo
pino lubrificado indicado na figura. A este apoio, capaz de restringir
todas as translações possíveis no plano, chamamos apoio do 2º
gênero. Ele é representado esquematicamente por uma das 2 formas

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

indicadas na figura acima (figura do meio e da direita). Na direção


das translações impedidas, aparecerão as reações H e V indicadas na
figura, cuja composição vetorial dará a reação de apoio resultante no
apoio do 2º gênero.

c) Apoio do 3º gênero ou engaste

Se a estrutura estiver ancorada num bloco de dimensões que


possam ser consideradas infinitas em presença das dimensões da
estrutura, conforme indica a figura acima, na seção de contato entre
ambos o bloco estará impedido, por sua enorme rigidez, todos os
movimentos possíveis da estrutura e dizemos então que ele engasta
a estrutura. Um engaste será representado, esquematicamente, da
forma indicada na figura acima da esquerda, aparecendo, na direção
de cada um dos 3 movimentos impedidos (2 translações e 1 rotação),
as reações de apoio H, V e M indicadas.

A figura a seguir resume os tipos de apoio estudados por meio


03430722110

de uma viga:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Fonte: Concreto Armado eu te Amo

4 - ESTATICIDADE E ESTABILIDADE
03430722110

Acabou-se de ver que a função dos apoios é limitar os graus de


liberdade de uma estrutura. Três casos podem então ocorrer:

a) Os apoios são em número estritamente necessário para


impedir todos os movimentos possíveis da estrutura.

Neste caso, o número de reações de apoio a determinar é igual


ao número de equações de equilíbrio disponíveis (isto é: número de
incógnitas = número de equações), chegando-se a um sistema de
equações determinado que resolverá o problema.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Diz-se, então, que a estrutura é isostática, ocorrendo uma


situação de equilíbrio estável.

b) Os apoios são em número inferior ao necessário para impedir


todos os movimentos possíveis da estrutura.

Neste caso, evidentemente, tem-se mais equações que


incógnitas, chegando-se a um sistema de equações impossível, nos
casos gerais. A estrutura será dita hipostática e será, então, instável.
(Pode ocorrer uma situação de carregamento tal que o próprio
carregamento consiga impedir os graus de liberdade que os apoios
não forem capazes de impedir; será, então, um caso de equilíbrio,
mas de equilíbrio instável, pois qualquer que seja a deformação
imposta à estrutura, ela tenderá a prosseguir até a sua ruína).

As estruturas hipostáticas são inadmissíveis para as


construções.

c) Os apoios são em número superior ao necessário para


impedir todos os movimentos possíveis da estrutura.

Neste caso, teremos menor número de equações que de


incógnitas, conduzindo a um sistema indeterminado. As equações
universais da Estática não serão suficientes para a determinação das
reações de apoio, sendo necessárias equações adicionais de
compatibilidade de deformações. A estrutura será dita hiperestática,
03430722110

continuando o equilíbrio a ser estável (aliás, pode-se dizer, um pouco


impropriamente, que o equilíbrio é mais que estável).

Pose-se tentar estabelecer o critério de contar o número de


apoios e ver se é igual, menor ou maior que o número de graus de
liberdade da estrutura para classificá-la em isostática, hipostática ou
hiperestática. Este critério é perfeito no caso das estruturas
hipostáticas, mas, no caso das estruturas isostáticas e hiperestáticas,

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

fornece apenas uma condição necessária, mas não suficiente,


conforme esclarecem os exemplos das figuras a seguir.

No caso da estrutura plana da figura da esquerda que, como


tal, possui três graus de liberdade, há um apoio do 2º gênero e um
apoio do 1º gênero, dando um total de três reações de apoio a
determinar. Isto sugeriria que a estrutura fosse isostática, fato que
não ocorre, entretanto, pois o apoio A impede translações nas
direções Ax e Ay e o apoio B translação também na direção Ax. A
rotação do sistema não está, pois, impedida e a estrutura é, então,
hipostática (embora aparentemente isostática).

Analogamente, a estrutura plana da figura da direita é


aparentemente hiperestática, pois temos três graus de liberdade para
cinco reações de apoio a determinar. Entretanto, é fácil ver que
nenhum dos apoios impede a translação na direção ABCDE; com isto,
a estrutura é hipostática (embora aparentemente hiperestática).

Portanto, para classificar uma estrutura (sem vínculos internos)


03430722110

como externamente isostática ou hiperestática, não basta comparar o


número de reações de apoio a determinar com o de graus de
liberdade da estrutura; é necessário certificar-se também que os
apoios restringem, de fato, todos os graus de liberdade da estrutura
em questão (com isto é que se pode afastar completamente a
possibilidade da estrutura ser hipostática).

Em resumo:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

a) A estrutura é restringida e o número de incógnitas é igual ao


número de equações de equilíbrio: ISOSTÁTICA.

b) A estrutura é restringida e o número de incógnitas é maior


que o número de equações de equilíbrio: HIPERESTÁTICA.

c) A estrutura não é restringida ou o número de incógnitas é


menor que o número de equações de equilíbrio: HIPOSTÁTICA.

Uma estrutura está restringida quando possui vínculos para


restringir todos os movimentos possíveis da estrutura (translação e
rotação) como um corpo rígido.

5 – ESFORÇOS NAS SEÇÕES DAS ESTRUTURAS

a) Força Normal

Representando duas seções infinitamente próximas, a tendência


das forças N será a de promover uma variação da distância que
separa as seções, permanecendo as mesmas paralelas uma à outra,
conforme indica a figura seguinte.

03430722110

Por acarretar uma tendência de movimento da seção


normalmente à mesma (que é a direção do eixo), chama-se a N de
esforço normal atuante na seção. Pode-se, então, definir esforço
normal atuante numa seção como sendo a soma algébrica das
componentes, na direção normal à seção, de cada uma das forças
atuantes de um dos lados desta seção. O esforço normal será positivo
quando de tração (isto é, quando tender a afastar duas seções
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 115
`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

infinitamente próximas ou, em linguagem mais simples, quando


estiver "saindo" da seção), sendo negativo em caso contrário (caso
da compressão).

b) Esforço Cortante

Representando duas seções infinitamente próximas, a tendência


das duas forças Q é a de promover um deslizamento relativo de uma
em relação à outra, conforme indica a figura a seguir, aparecendo,
então, uma tendência de corte. Por esta razão, Q é chamada de
esforço cortante.

Define-se, então, esforço cortante atuante numa seção como


sendo igual à soma vetorial das componentes, sobre o plano da
seção, das forças situadas de um dos lados desta seção.

c) Momento Torçor

Representando duas seções infinitamente próximas, a tendência


do momento é a de promover uma rotação relativa destas duas
03430722110

seções em torno de um eixo que lhes é perpendicular, passando pelo


seu centro de gravidade (eixo x, portanto). Podemos dizer, em
linguagem simplista, que o momento está torcendo a peça e ele é,
pois, denominado momento torçor atuante na seção.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Define-se, então, momento torçor atuante numa seção S como


sendo a soma algébrica dos momentos das forças situadas de um dos
lados desta seção em relação ao eixo normal à seção que contém o
seu centro de gravidade.

d) Momento

Representando duas seções infinitamente próximas, a tendência


do momento M, conforme a regra da mão direita, é a de provocar
uma rotação da seção em torno de um eixo situado no seu próprio
plano.

Como um momento pode ser substituído por um binário, vemos


que o efeito de M pode ser assimilado ao do binário indicado na figura
seguinte, que provoca uma tendência de alongamento em uma das
partes da seção e uma tendência de encurtamento na outra parte. A
peça ficará então fletida, sendo, por isto, denominado de momento
fletor. 03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Define-se, então, como momento fletor atuante numa seção, à


soma vetorial das componentes, sobre o plano da seção, dos
momentos de todas as forças situadas de um dos lados da seção em
relação ao seu centro de gravidade.

6 - CLASSIFICAÇÃO DAS PEÇAS ESTRUTURAIS QUANTO À


GEOMETRIA

Os sistemas estruturais são modelos de comportamento


idealizados para representação e análise de uma estrutura
tridimensional. Estes modelos obedecem a uma convenção. Esta
convenção pode ser feita em função da geometria das peças
estruturais que compõem o conjunto denominado sistema estrutural.

Quanto à geometria, um corpo pode ser identificado por três


dimensões principais que definem seu volume. Conforme as relações
entre estas dimensões, surgem quatro tipos de peças estruturais:

a) Barra: duas dimensões da mesma ordem de grandeza e


03430722110

uma terceira maior que as outras duas.

b) Barra de elementos delgados: as três dimensões


principais são de diferentes ordens de grandeza. É o caso dos perfis
metálicos, onde a espessura é muito menor que as dimensões da
seção transversal, que é menor que o comprimento da peça. As
barras de elementos delgados são tratadas, sob o ponto de vista
estrutural, da mesma forma que as barras, exceção feita à solicitação
por torção.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

c) Folhas ou lâminas: duas dimensões de mesma ordem de


grandeza, maiores que a terceira dimensão. Subdividem-se em:

- Placas: carregamento perpendicular ao plano médio.

- Chapas: carregamento contido no plano médio.

- Cascas: superfície média curva.

d) Bloco: as três dimensões são da mesma ordem de


grandeza.

7 – ESTUDO DAS VIGAS ISOSTÁTICAS

Seja a viga biapoiada da figura a seguir, submetida ao


carregamento indicado.

03430722110

Tem-se que a derivada do momento fletor atuante numa seção


S de uma viga reta, submetida a um carregamento a ela
perpendicular, em relação à abscissa que define esta seção é igual ao
esforço cortante nela atuante e que a derivada deste em relação a
esta abscissa é igual ao valor da taxa de carga aplicada na seção S
com o sinal trocado, conforme a seguir:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Essas igualdades são as equações fundamentais da Estática,


pois permitem obter os esforços solicitantes nas diversas seções da
viga em função do carregamento q(x) atuante.

Portanto, a partir da primeira equação, tem-se que o coeficiente


angular da tangente ao diagrama de momentos fletores numa seção
S é igual ao esforço cortante nela atuante, e a partir da segunda
equação, tem-se que o coeficiente angular da tangente ao diagrama
de esforços cortantes numa seção S é igual ao valor da taxa de carga
atuante nesta seção com o sinal trocado.

7.1 – Vigas Biapoiadas

Seja a viga biapoiada da figura seguinte, submetida a uma


carga concentrada P, atuante na seção S.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Na seção S, não se define esforço cortante; ele é definido à


esquerda e à direita da seção sofrendo nela uma descontinuidade
igual a P.

Seja a viga biapoiada da figura seguinte, submetida a uma


carga uniformemente distribuída q.

Pode-se afirmar que, sob carga uniformemente distribuída, o


03430722110

diagrama de momentos fletores é parabólico do 2º grau e o diagrama


de esforços cortantes é retilíneo.

Sendo as reações de apoio as indicadas na figura, teremos os


seguintes esforços simples numa seção genérica S:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O diagrama de esforços cortantes será uma linha reta, que fica


determinada pelos seus valores extremos, correspondentes a x = 0 e
a x = l, que são: QA = (q.l)/2 e QB = - (q.l)/2. (Estes valores podem
ser obtidos diretamente a partir das reações de apoio.)

O diagrama de momentos fletores será dado por uma


parábolado 2º grau, passando por zero em A e B e passando por um
máximo em x = l/2 (seção onde Q = dM/dx = 0), de valor:

Seja a viga biapoiada da figura seguinte, submetida a uma


carga triangular, de taxa máxima igual a p, no apoio da direita.
Sendo as reações de apoio as indicadas na figura, tem-se os
seguintes esforços simples numa seção genérica S:

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

03430722110

O diagrama de esforços cortantes será, então, parabólico do 2º


grau, com tangente horizontal em A (pois dQ/ds = -q = 0), tendo
seus valores extremos iguais aos valores conhecidos (+ VA) e (-VB) e

passando por zero para x = l. = 0,577.l, conforme pode ser obtido

imediatamente a partir de sua equação.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O diagrama de momentos fletores será uma parábola do 3º

grau, que passa por um máximo em x = l. = 0,577.l (pois dM/ds =

Q = 0), de valor Mmáx = . .

Sendo a taxa de carregamento uma função linear (grau um), o


diagrama de esforços cortantes é parabólico do 2º grau e o diagrama
de momentos fletores é parabólico do 3º grau.

Seja a viga biapoiada da figura seguinte, submetida à carga-


momento indicada. As reações de apoio devem ser tais que formem
um binário de módulo M e sentido oposto ao do momento aplicado.

A partir delas, temos imediatamente os diagramas solicitantes.

03430722110

Seguem casos particulares interessantes apresentados na figura


seguinte de diagramas de momentos fletores para algumas posições
notáveis da carregamento.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Seja a viga biapoiada da figura a seguir, submetida ao


carregamento indicado:

O problema novo que se depara é o da resolução de uma viga


submetida a uma carga continuamente distribuída, que não abrange
todo o seu vão.
Para recair num problema já conhecido, romperemos a viga em
B e C, desde que apliquemos nestes pontos seus esforços simples,
mantendo o equilíbrio de cada trecho assim obtido.
Assim, os esforços cortantes que atuam nas extremidades de
03430722110

cada trecho (QA, QB, QC, QD) podem ser encarados como as forças
que equilibram as outras cargas e momentos atuantes no trecho,
podendo ele então ser considerado como uma viga biapoiada
independente, submetida ao carregamento externo que lhe está
diretamente aplicado e a cargas-momento em seus apoios iguais aos
momentos fletores atuantes nestes pontos na viga dada inicialmente,
de imediata determinação. Recai-se, então, no problema de obtenção
do diagrama de momentos fletores em vigotas do gênero BC, que,

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

por superposição de efeitos, é imediatamente obtido conforme mostra


a figura a seguir:

A linha reta pontihada representa o diagrama de momentos


fletores devido somente a MB e MC. Marcando-se, na vertical, a partir
desta reta a parábola do 2º grau que é o diagrama devido apenas à
carga distribuída, teremos então o diagrama final no trecho.
O diagrama de momentos fletores na viga AD será, então, o da
figura abaixo. Notar que existe, no caso, concordância em B e em C
entre a parte retilínea e a parte parabólica, o que já era de se
esperar, pois não existem cargas concentradas aplicadas nestes
03430722110

pontos.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A obtenção do diagrama de esforços cortantes não apresenta


maiores problemas, sendo imediata a partir do conhecimento das
reações de apoio.
Extrapolando as conclusões deste exemplo, pode-se afirmar
que, para traçar o diagrama de momentos fletores numa viga
submetida a um carregamento qualquer, basta marcar os momentos
fletores nos pontos onde muda a lei de variação do carregamento,
ligá-los por segmentos de retas e, a partir da linha assim obtida,
pendurar, perpendicularmente ao eixo da viga, os diagramas de viga
biapoiada para cada uma das cargas distribuídas atuantes, em seus
respectivos trechos.
Seja a viga engastada e livre AB da figura abaixo:

03430722110

No engaste, aparecerão uma reação vertical e uma reação-


momento, que equilibrarão o carregamento atuante.
O diagrama de momentos fletores obtém-se da mesma forma
que no exemplo anterior, marcando-se os momentos fletores nas
seções em que muda a lei de variação de carregamento (no caso, A,
C, B, D), ligando-os por segmentos de reta, e, a partir da linha assim

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

obtida, penduram-se os diagramas de viga biapoiada para cada uma


das cargas distribuídas atuantes (no caso, no trecho CD).
O diagrama de esforços cortantes obtém-se imediatamente a
partir do carregamento e reações de apoio atuantes.
Seja a viga biapoiada com balanços da figura a seguir:

A obtenção dos diagramas solicitantes nos balanços AB e CD se


faz conforme o exemplo anterior, pois podemos obter os esforços no
trecho AB entrando com as forças da esquerda e no trecho CD
entrando com as forças da direita, e eles se comportam, então, como
se fossem vigas engastadas e livres AB e CD.
Passemos, então, à análise do trecho BC: rompendo a viga em
Besq e Cdir e aplicando os esforços simples atuantes nestas seções,
nada terá se alterado sob o ponto de vista estático. Teremos, então,
uma viga biapoiada BC, submetida ao carregamento que lhe está
diretamente aplicado, a cargas-momento MB em B e MC em C, iguais
aos momentos fletores atuantes nestas seções devidos aos balanços,
e a cargas verticais (P1 + P2) em B e (P4 + P5) em C, iguais às
03430722110

resultantes das cargas atuantes em cada balanço e que, estando


diretamente aplicadas sobre os apoios, serão imediatamente
absorvidas por eles, não influenciando no cálculo dos esforços simples
em BC. Recaímos, então, para o trecho BC no estudo de uma viga
biapoiada.
Pode-se afirmar que, para traçar o diagrama de momentos
fletores numa viga biapoiada com balanços, tratam-se os balanços
como vigas engastadas e livres, ligam-se os momentos atuantes nos
apoios por uma linha reta e, a partir dela, penduram-se o diagrama

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

de viga biapoiada devido às cargas atuantes no trecho entre os


apoios.
Como nos casos anteriores, a obtenção do diagrama de
esforços cortantes é imediata, a partir do carregamento e das
reações de apoio.

7.2 – Vigas Gerber

Seja a estrutura representada na figura seguinte, estando o


detalhe da seção C ampliado:

Supondo carregado o trecho CD: este trecho não tem


estabilidade própria, pois as cargas, para serem equilibradas,
necessitarão de reações de apoio em C e em D. Este último ponto é
um apoio do 1º gênero e pode absorver uma força vertical; caberia,
então, ao ponto C absorver uma força vertical e uma horizontal, o
que ele não é capaz de fazer, mas é capaz, entretanto, de transmitir
03430722110

estas forças ao trecho ABC.

Fica, então, a estabilidade do trecho CD condicionada à


estabilidade do trecho ABC que, em se tratando de uma viga
biapoiada com balanço, é estável, o sendo então o conjunto ABCD.

Se tivermos carregado o trecho ABC, a carga solicitará apenas


este trecho, pois, em se tratando de um trecho com estabilidade
própria, nele mesmo encontrará o carregamento suas reações
equilibrantes.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O ponto C é, então, um ponto de transmissão de forças, não


transmitindo momento algum (pois não impede nenhuma rotação à
estrutura) e é representado, pois, por uma rótula, ficando o esquema
estático da estrutura representado conforme indica a figura a seguir.

Para resolver a viga ABCD, resolve-se inicialmente o trecho CD


(trecho sem estabilidade própria), transmitindo para o trecho ABC
(trecho com estabilidade própria) as forças HC e VC necessárias ao
equilíbrio do trecho CD.
O trecho ABC será resolvido, a seguir, com as cargas que lhe
estão diretamente aplicadas, acrescidas das forças VC e HC
transmitidas pela rótula C. Recai-se, então, na resolução de uma viga
biapoiada CD e de uma viga biapoiada com balanço ABC, problemas
estes já resolvidos nos tópicos anteriores.
Consta, então, uma viga Gerber, de uma associação de vigas
03430722110

com estabilidade própria com outras apoiadas sobre as primeiras, que


dão a estabilidade ao conjunto. Para resolvê-la, basta fazer sua
decomposição nas vigas que a constituem, resolvendo inicialmente
aquelas sem estabilidade própria e, após, as dotadas de estabilidade
própria, para as cargas que lhe estão diretamente aplicadas,
acrescidas, para estas últimas, das forças transmitidas pelas rótulas.
Em se tratando de vigas Gerber isostáticas, as vigas que as
constituem serão vigas biapoiadas, vigas biapoiadas com balanços ou
vigas engastadas e livres.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

7.3 – Vigas Inclinadas

Seja a viga da figura abaixo submetida ao carregamento


distribuído vertical indicado.

03430722110

Sendo as reações de apoio as indicadas na figura, passemos ao


estudo de seus diagramas solicitantes. O momento fletor atuante
numa seção genérica S será dado por:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Comparando esta expressão com a da viga horizontal com


carga distribuída vista anteriormente, constata-se que, para fins de
momentos fletores, a viga se comporta como se fosse uma viga
horizontal (perpendicular ao carregamento) de vão “a” e o diagrama
é o indicado na figura (notar que as ordenadas do diagrama são
sempre marcadas perpendicularmente ao eixo da barra).
Os demais esforços atuantes nesta seção são dados por:

Seja, agora, a viga abaixo, submetida ao carregamento


distribuído horizontal.

03430722110

Obtêm-se as reações de apoio pelas equações de equilíbrio:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O momento fletor atuante numa seção genérica será dado por:

Comparando esta expressão também com a da viga horizontal


com carga distribuída vista anteriormente, constata-se que, para fins
de momentos fletores, a viga se comporta como se fosse uma viga
vertical (perpendicular ao carregamento atuante), de vão b e o
diagrama é o indicado na figura. Os demais esforços atuantes em S
são dados por:

Seja, finalmente, a viga submetida ao carregamento distribuído


perpendicular ao seu eixo.

03430722110

Conforme indica a figura acima, verifica-se que este caso é uma


superposição dos dois casos anteriores e os diagramas solicitantes
para ele serão, então, iguais à soma dos diagramas indicados.
O diagrama de momentos fletores será uma parábola do 2º
grau de valor máximo igual a (q.a2/8) + (q.b2/8) = q.AB2/8,
comportando-se então a viga como perpendicular ao carregamento
atuante, com vão AB.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Dos exemplos apresentados de viga inclinada com carga


vertical, horizontal e perpendicular ao seu eixo, pode-se concluir que
uma viga biapoiada inclinada AB se comporta, para fins de diagrama
de momentos fletores, como se fosse uma viga biapoiada de vão
igual à projeção de seu comprimento sobre uma reta perpendicular
ao carregamento atuante, sendo o diagrama de momentos fletores
marcado, sempre, perpendicularmente ao eixo da viga.
Os diagramas de esforços cortantes e esforços normais são
obtidos imediatamente, em qualquer caso, a partir do carregamento
e das reações de apoio.

8 – PÓRTICOS

Pórticos são estruturas lineares constituídas por barras retas


ligadas entre si. Eles podem ser planos (bidimensionais) ou espaciais
(tridimensionais).

Nos pórticos, as ligações entre as barras são engastes ou


rótulas internas. Isso faz com que sua estrutura trabalhe em
conjuntos e não de forma individual como acontece em estruturas de
colunas e vigas.

Existem quatro tipos fundamentais de quadros isostáticos


planos, denominados quadros simples, quando ocorrem isoladamente
e que, associados entre si, da mesma forma com que associamos
03430722110

vigas simples para constituir as vigas Gerber, formam os quadros


compostos.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

8.1 – Quadro Biapoiado

Seja o quadro da figura abaixo.

03430722110

Para obterem-se as reações de apoio HA, VA e VD dispõe-se das


três equações universais da Estática no plano, pois se trata de
estrutura isostática. Conhecidas as reações de apoio, passa-se à
obtenção dos diagramas solicitantes, fazendo-se recair em problema
já conhecido (resolução de vigas biapoiadas), da maneira seguinte.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Rompendo a quadro em seus nós intermediários B e C, pode-se


destacar umas das outras as barras que o constituem, desde que
aplique-se nesses nós, em cada uma das barras, os esforços simples
neles atuantes, que manterão o equilíbrio de cada barra AB, BC e CD.

Analisando cada uma dessas barras. Seja, por exemplo a barra


BC, submetida ao carregamento em equilíbrio constituído por HB, VB,
MB, P2, P3, HC, VC, MC. Como estas cargas estão em equilíbrio, pode-
se encarar, por exemplo, HB, VB e VC como sendo as forças que
equilibram as demais cargas atuantes e a barra BC pode, então, ser
considerada como uma viga biapoiada, submetida ao carregamento
que lhe está diretamente aplicado, acrescido de cargas-monento em
suas extremidades iguais aos momentos fletores atuantes nestas
seções e de uma carga horizontal no apoio do 1º gênero, igual ao
03430722110

esforço normal atuante nesta seção. A igual conclusão chegaríamos


para as demais barras e o estudo do quadro recai, então, no estudo
das três vigas biapoiadas AB, BC e CD.

As conclusões tiradas para este caso podem ser extrapoladas


para todos os demais e pode-se, então, afirmar que, para se traçar o
diagrama dos momentos fletores atuantes num quadro, basta marcar
os momentos fletores atuantes em seus nós ligá-los por uma linha
reta tracejada, a partir da qual penduramos os diagramas de viga

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

biapoiada devidos aos carregamentos atuantes sobre cada uma das


barras que constituem o quadro.

Os diagramas são marcados, como no caso das vigas,


perpendicularmente ao eixo de cada barra.

A obtenção dos diagramas de esforços cortantes e esforços


normais é imediata, a partir do conhecimento das reações de apoio.

Segue um exemplo:

Obter os diagramas solicitantes para o quadro a seguir:

Substituindo o carregamento distribuído por sua resultante,


indicada em pontilhado na figura, passa-se à obtenção das reações
03430722110

de apoio:

Conhecidas as reações de apoio, pode-de traçar os diagramas


solicitantes, começando pelo diagrama de momentos fletores.

Os momentos fletores atuantes nos nós intermediários, valem:


Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 115
`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

a) Nó D

Na barra AD o momento traciona as fibras da esquerda e na


barra CD o momento traciona as fibras superiores.

Para a barra DE, podemos obter o momento fletor atuante em


D a partir de sua definição, isto é, entrando com as forças atuantes
num dos lados da seção (por exemplo, entrando com as forças
atuantes à esquerda), obtém-se:

tracionando as fibras superiores ou pode-se, o que é muito


mais prático, no caso, obter seu valor a partir do equilíbrio do nó D,
conforme se segue.

Rompendo-se todas as barras que concorrem no nó D e


aplicando os momentos fletores nelas atuantes, eles têm que estar
em equilíbrio, pois a estrutura o está. Tem-se então, o esquema da
figura, a partir do qual obtém-se:
03430722110

b) Nó E

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Nas barras EF e BE o momento traciona as fibras da direita.

Para a barra DE, temos, a partir do equilíbrio do nó E, conforme


indica a figura:

Marcando os valores obtidos para os nós, tem-se definidas as


linhas de fechamento, a partir das quais penduram-se os diagramas
de viga biapoiada, obtendo-se então, o diagrama final.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A obtenção dos diagramas de esforços cortantes e de esforços


normais é imediata, a partir do carregamento e das reações de apoio:

8.2 – Quadro Engastado e Livre

Seja o quadro da figura abaixo.

03430722110

As reações de apoio HA, VA e MA são obtidas empregando-se as


três equações universais da Estática no plano, e, a partir daí,
chegamos, sem maiores problemas, a seus diagramas solicitantes.
Obter os diagramas solicitantes para o quadro abaixo.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

As reações de apoio valem:

Os diagramas solicitantes são os indicados a seguir:

8.3 - Quadro triarticulado


03430722110

Seja o quadro triarticulado (articulações em A, G e B) da figura


abaixo.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Para determinar suas 4 reações de apoio (HA, VA, HB e VB),


dispõe-se das três equações universais da Estática no plano e, por
haver uma rótula em G (o que indica que em G só há transmissão de
forças, não havendo transmissão de momentos), há uma quarta
equação indicando que o momento fletor em G deve ser nulo.

Caso os dois apoios do 2º gênero e a rótula intermediária


estejam alinhados, a estrutura será hipostática. Seja o quadro da
figura abaixo, para que esteja satisfeita a condição do momento fletor
nulo em G, as reações de apoio HA e VA em A e HB e VB em B devem
ter suas resultantes RA e RB segundo a direção da reta AB, conforme
esquematizado na figura.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Ao calcular a soma das projeções de todas as forças na direção


perpendicular à reta AB: ela valerá Y = -P.cos (e não zero, como
deveria valer, caso houvesse o equilíbrio). Conclui-se então que,
nestas circunstâncias, o equilíbrio é impossível e se está, por
conseguinte, diante de uma estrutura hipostática.

Pode-se afirmar que um quadro triarticulado é uma estrutura


isostática, desde que suas 3 rótulas não estejam alinhadas.

8.4 - Quadro biapoiado, com articulação e tirante (ou escora)

Seja o quadro da figura a seguir, biapoiado em A e B, com uma


rótula em G e com uma barra CD descarregada, rotulada em suas
extremidades.

03430722110

Se a barra CD é descarregada e rotulada nas extremidades, ela


tem, em todas as suas seções, M = Q = 0, podendo estar submetida,
apenas, a um esforço normal constante (no caso de ser de tração, a
barra será denominada tirante e, no caso de ser de compressão, será
dita uma escora). Nada se alterará sob o ponto de vista estático, se a
barra CD for rompida, substituindo-a por um par de esforços normais
N, de sentidos opostos e aplicados no quadro ACDB em cada uma das
extremidades C e D da barra CD.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Para resolver a estrutura precisa-se, por conseguinte, conhecer


os valores das reações de apoio VA, HA e VB e do par de forças N, num
total de quatro incógnitas. Sendo igual o número de equações de que
dispomos (três equações universais da Estática e mais a equação de
momento fletor nulo na rótula), trata-se de uma estrutura isostática.
Dependendo da posição relativa dos vínculos, o quadro
biapoiado, com articulação e tirante, pode se tornar hipostático,
conforme é o caso da estrutura da figura abaixo, incapaz de absorver
forças horizontais atuantes no trecho GB (pois acarretariam o
aparecimento de momentos fletores na rótula, o que é impossível).

9 – QUADROS COM BARRAS CURVAS

Os tipos de quadros simples estudados nos tópicos anteriores


podem aparecer com barras curvas em vez de barras retas, conforme
o caso, por exemplo, da figura a seguir.
03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Nenhuma alteração quanto à forma de tratamento sofrerá, o


problema.
Por exemplo, obter os diagramas solicitantes para o quadro
abaixo.

Por simetria, as reações verticais em A e B são iguais a P/2 e se


tem, numa seção genérica S, definida pelo ângulo , os seguintes
esforços simples:

Estas equações são válidas, apenas, para seções no trecho AC,


pois em C surge uma carga concentrada que modificaria estas
03430722110

expressões para > /2. Devido à simetria existente, não há


necessidade de instituir as equações para o trecho CB, obtendo então
os diagramas indicados na figura a seguir, todos eles marcados
perpendicularmente ao eixo da barra (estes diagramas são traçados
por pontos).

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Notar que para este exemplo, em que a estrutura é plana


03430722110

simétrica, com carregamento simétrico (pois HA = 0), os diagramas


de momentos fletores e esforços normais são simétricos e o de
esforços cortantes é anti-simétrico (duas seções simétricas em
relação ao eixo de simetria da estrutura têm cortantes de mesmo
módulo, com sinais opostos).
Esta é uma conclusão válida para qualquer estrutura plana
simétrica com carregamento simétrico.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

10 – QUADROS COMPOSTOS

Seja o quadro da figura abaixo. Análise do trecho DEFGH: trata-


se de um triarticulado, sem estabilidade própria, pois as rótulas D e H
são capazes apenas de transmitir forças às estruturas que as
suportam. Sua estabilidade fica condicionada à capacidade ou não
que tenham os quadros ACDB e JHIK de absorver estas forças.

Sendo estes dois últimos quadros estruturas isostáticas


(quadros biapoiados) dotados de estabilidade própria, eles são
capazes de absorver as forças transmitidas pelas rótulas D e H,
acrescidas das forças que atuam diretamente sobre eles, sendo o
conjunto, então, uma estrutura isostática composta por dois quadros
biapoiados, dotados de estabilidade própria, que suportam um
triarticulado, dando a ele, pois, estabilidade. A este conjunto,
03430722110

formado pela associação de quadros simples, deomina-se quadro


composto.

Verifica-se que o quadro composto está para o quadro simples


da mesma forma que a viga Gerber está para as vigas simples.

A resolução de um quadro composto consiste na resolução


inicial dos quadros sem estabilidade própria (no caso, o triarticulado
DEFGH) para as cargas que atuam sobre eles e, a seguir, os quadros

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

dotados de estabilidade própria (e que, por isto, dão a estabilidade ao


conjunto) para as cargas que atuam diretamente sobre eles,
acrescidas das forças transmitidas pelas rótulas.

Para o caso da figura anterior, há que se resolver os 3 quadros


simples indicados na figura abaixo, para os carregamentos indicados.

Para resolver um quadro composto deve-se decompô-lo nos


quadros simples que o constituem, resolvendo, inicialmente, aqueles
sem estabilidade própria, e, após, os dotados de estabilidade própria,
para o carregamento diretamente atuante sobre eles, acrescido, para
estes últimos, das forças transmitidas pelas rótulas.
03430722110

O problema recai na resolução de quadros simples. A única


novidade é a decomposição do quadro composto nos quadros simples
que o constituem.

10.1 – Exemplos de Decomposição

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Os quadros dotados de estabilidade própria são: o quadro


engastado e livre AB e o quadro triarticulado EFGH. A partir dai, tem-
se a decomposição indicada na figura a seguir. Os números indicam a
ordem de resolução e as setas em pontilhado a transmissão de carga.

03430722110

11 - CABOS

Cabos são estruturas lineares, extremamente flexíveis, capazes


de resistir a esforços de tração. Os esforços cortantes, de
compressão, de flexão e de torção não são resistidos por um cabo
ideal.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

No estudo estático, assume-se a hipótese que os cabos são


perfeitamente flexíveis, isto é, possuem momento fletor e esforço
cortante nulos ao longo do comprimento. Dessa forma, os cabos
ficam submetidos apenas a esforços normais de tração.

As formas assumidas pelo cabo dependem do carregamento


que nele atua. Se o carregamento externo for muito maior do que o
peso próprio do cabo, este último é desprezado no cálculo. A
geometria da configuração deformada do cabo, para um dado
carregamento, é denominada forma funicular do cabo.

Exemplos de formas funiculares:

03430722110

A catenária possui uma geometria mais baixa que a parábola.


Isto é consequência do peso próprio se concentrar mais nas regiões
próximas das extremidades.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A partir de estudos comparativos entre a forma da


parábola e da catenária, para várias relações de flecha (f) e vão entre
extremidades (L), constata-se que para relações (f/L) < 0,2 as
formas da parábola e da catenária são praticamente coincidentes.
Nestes casos, é mais prático usar a forma da parábola para
determinação dos lugares geométricos dos pontos ao longo do cabo.

12 - ARCOS

Seja um cabo submetido a cargas concentradas cuja forma é


um polígono.

Ao rebater-se o cabo AB e mantendo sua forma funicular


“congelada” de maneira que o cabo possua rigidez suficiente para
resistir a esforços de compressão.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A forma funicular “congelada” do cabo se transforma assim


num arco poligonal funicular, onde todas seções transversais estão
submetidas exclusivamente à esforços de compressão. O arco deve
apresentar maior rigidez que os cabos, caso contrário o arco não
permaneceria com a geometria projetada quando o carregamento
fosse aplicado.

Nos cabos, para cada tipo e intensidade de carregamento a


forma funicular seria diferente de forma que todas seções
transversais estivessem submetidas a momentos nulos. Além disso, o
empuxo horizontal nos apoios sempre é com sentido a afastar as
extremidades.

Porém, o comportamento dos arcos difere do comportamento


dos cabos em um aspecto básico: se o carregamento no cabo se
modifica, o cabo muda de forma e assume uma nova geometria
funicular. Por outro lado, se o carregamento no arco se altera, o arco
mantém sua geometria, devido a sua maior rigidez ao compará-lo ao
cabo, e não possui mais uma forma funicular para a nova condição de
carregamento.

Quando a geometria do arco não coincide com a linha de


pressão para o carregamento, surgem esforços de flexão e
cisalhamento no arco (Ms,Vs), além dos esforços de compressão
03430722110

(Ns).

Os arcos com apoios rotulados permitem a rotação nas


extremidades quando o carregamento atuar.

Os arcos com vínculos engastados são mais rígidos que os de


extremidade rotulada, apresentando menores deslocamentos quando
sob a ação do carregamento. Por serem mais rígidos, adaptam-se
menos às variações de carregamento ao longo da vida da estrutura,

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

surgindo assim esforços solicitantes mais elevados que nos pórticos


rotulados.

Os arcos hiperestáticos por dependerem de uma condição


adicional de compatibilidade das deformações, além das equações de
equilíbrio, sofrem alterações significativas nos esforços quando há
recalques de apoios ou variações de temperatura. Para eliminar estes
efeitos, pode-se acrescentar uma rótula ao arco biarticulado.

12.1 - Estudo dos Arcos Triarticulados

O estudo dos arcos triarticulados para carregamento vertical


pode ser feito recair inteiramente no estudo de uma viga biapoiada.

O estudo dos arcos triarticulados para carregamentos atuantes


em todas as direções não possui tal simplificação e se faz obedecendo
aos princípios gerais de Estática.

a) Estudo dos arcos triarticulados para carregamento vertical


em função da viga de substituição

Seja o triarticulado da figura a seguir, submetido ao


carregamento vertical indicado, para o qual deseja-se determinar as
reações de apoio e os esforços simples atuantes.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Sendo A e B apoios do 2º gênero, existirão neles reações RA e


RB que podem ser decompostos em duas direções quaisquer para fins
de facilitar o seu cálculo (usualmente decompõe-se nas direções
horizontal e vertical, mas, no caso, prefere-se a direção vertical e a
direção AB, por razões práticas.

Cálculo das componentes:

Por X = 0, tem-se que as reações em A e B na direção AB


03430722110

devem ser iguais.

Por MB = 0, obtém-se VA, igualando seu momento em relação


a B à soma dos momentos em relação a B de todas as cargas
verticais aplicadas no triarticulado. Verifica-se que esta é a mesma
equação que fornece a reação vertical Va da viga biapoiada ab, de
mesmo vão que o triarticulado e submetida ao mesmo carregamento,
à qual denomina-se viga de substituição. Pode-se escrever que VA =

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Va, (reação vertical no triarticulado é igual à reação vertical na viga


de substituição).

Analogamente, empregando a equação MA = 0 (ou, também,


Y = 0), tem-se que VB = Vb.

As reações H', na direção AB são obtidas da condição de


momento fletor nulo na rótula G, que nos fornece, empregando as
forças da esquerda, por exemplo:

O termo

pode ser imediatamente identificado como o momento fletor Mg


que atua na viga de substituição ab na seção g, projeção da rótula G
do triarticulado, e se tem que:

O cálculo das reações de apoio do triarticulado AGB recaiu, no


03430722110

cálculo da viga de substituição ab e elas são fornecidas pelas


expressões a seguir:

Conhecidas as reações de apoio, passa-se ao cálculo dos


esforços simples atuantes no triarticulado.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Escolhendo uma seção genérica S, definida pela abscissa


horizontal x, medida a partir do apoio da esquerda, e por uma
abscissa vertical y, medida a partir da linha de fechamento AB, tem-
se:

Sendo os termos

identificáveis como, respectivamente, o momento fletor M, e o


esforço cortante Q, atuantes, na seção s da viga de substituição, o
cálculo dos esforços simples atuantes numa seção S de um
triarticulado AGE recai no cálculo de sua viga de substituição ab e
eles são dados pelas expressões seguintes:

03430722110

As expressões instituídas permanecem todas válidas se


ocorrerem também cargas verticais distribuídas.

b) Definição e determinação da linha de pressões

Suponha o seguinte problema: determinar qual a forma de um


triarticulado AGB tal que, para um dado carregamento, todas as suas

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

seções tenham momento fletor nulo, isto é, obter y para cada seção
S, a fim de que nela tenhamos MS = 0, sendo dados l1, l2, f e .

Igualando a expressão:

a zero, vem imediatamente:

Lembrando-se que os índices minúsculos referem-se à viga de


substituição e os maiúsculos ao triarticulado.

Cálculo dos demais esforços solicitantes para esta configuração


do triarticulado. Derivando esta expressão em relação a x, tem-se:

que se transforma, levando-se em conta que y = Y - y*,


conforme indica a figura a seguir:

03430722110

Introduzindo este valor em:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Obtém-se:

isto é, se MS = 0, QS = 0.

O único esforço atuante será o esforço normal NS, igual,


levando-se em conta que QS = 0, à resultante de todas as forças
atuantes de um dos lados da seção, sendo, portanto, igual à
composição vetorial da soma das projeções verticais de todas as
forças atuantes de um dos lados da seção com a soma das projeções
horizontais das mesmas forças.

Valendo estas somas, respectivamente:

Tem-se:

A natureza do esforço normal é obtida, também, da figura a


seguir, sendo, no caso, de compressão.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Quando um triarticulado AGB, para um dado carregamento,


está submetido apenas a esforços normais, diz-se que sua forma é a
da linha de pressões deste carregamento.

Para os triarticulados com a concavidade voltada para baixo


(em que a rótula G está acima da reta AB) e o carregamento é de
cima para baixo (caso usual), os esforços normais são sempre de
compressão.

Os esforços normais serão de tração, quando a estrutura se


desenvolver para baixo da reta AB, com carregamento de cima para
03430722110

baixo. Este é o caso dos cabos.

A linha de pressões é a forma ideal para um triarticulado, pois


que corresponde à sua forma mais econômica de trabalho estrutural.

A linha de pressões para carregamento uniforme é uma


parábola do 2º grau.

Muito embora os arcos triarticulados ocorram frequentemente


na prática, mais utilizados ainda são os arcos biengastados

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(hiperestáticos), para os quais também constitui ponto de partida a


determinação da linha de pressões do carregamento atuante.

Nos arcos, para cada tipo e intensidade de carregamento


existirá uma forma funicular para a qual os momentos serão nulos
para todas as seções transversais. Esta forma funicular é chamada
“linha de pressão” de um carregamento sempre que a geometria de
um arco coincidir com a linha de pressão do carregamento aplicado
sobre o arco os únicos esforços atuantes serão de compressão, com
Ms=0 e Vs=0. Além disso, independente do arco estar submetido
exclusivamente a esforços de compressão ou não, os empuxos
horizontais nas extremidades do arco tem sentido de aproximação
das extremidades equilibrando a tendência do arco deformar-se com
o afastamento dos apoios.

Formas funiculares para alguns tipos de carregamentos:

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

13 – SISTEMAS GUINDASTE

Tratam-se de estruturas formadas pela associação de barras


através de pinos capazes de transmitir forças (horizontais e verticais)
de uma para a outra.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 58 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Para sua resolução, desmembra-se o sistema-guindaste nas


diversas barras que o compõem e estuda-se o equilíbrio de cada uma
delas, submetidas ao seu próprio carregamento e, evidentemente, as
forças transmitidas pelos pinos, conforme ilustra o caso da figura a
seguir.

Desmembrando o sistema-guindaste nas três barras 1, 2 e 3


que o compõem, tem-se, para sua resolução, o esquema estático
indicado na figura acima, em que HB, VB, HC, VC, HD e VD são as forças
(incógnitas) transmitidas pelos pinos B, C, D e VA, HA e MA as três
reações de apoio do conjunto, num total de nove incógnitas a
determinar.

Como a análise do equilíbrio de cada barra fornece três


equações da Estática tem-se, para as três barras, um total de 9
03430722110

equações, que determinarão as 9 incógnitas, resolvendo, então, a


estrutura.

Constatar-se, agora, que os sistemas-guindaste das demais


figuras iniciais são isostáticos.

Para o primeiro, há oito forças de transmissão (para seus


quatro pinos) e quatro reações de apoio (para seus dois apoios do 2º
gênero), num total de doze incógnitas que serão obtidas pelas doze
equações de equilíbrio existentes (três equações da Estática para
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 115
`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

cada uma das quatro barras que compõem a estrutura); para o


segundo, há seis incógnitas (um pino e dois apoios do 2º gênero),
que serão obtidas a partir das seis equações de equilíbrio existentes
(análise do equilíbrio de suas duas barras).

14 – TRELIÇAS ISOSTÁTICAS

As treliças são estruturas reticuladas, ou seja formadas por


barras (em que uma direção é predominante) de eixo reto, ligadas
por rótulas ou articulações (nós).

Quando submetidas a cargas aplicadas nos nós apenas, as


barras estão submetidas somente a esforços axiais.

Seja a estrutura da figura seguinte, submetida a carregamento


apenas nos nós A, B e C. Como as barras 1, 2 e 3 que a constituem
são barras retas e regidas, portanto, pelas equações diferenciais:

levando-se em conta que q = 0 e que suas extremidades são


rotuladas, elas não terão momentos fletores nem esforços cortantes,
existindo apenas os esforços normais. 03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

As grandezas a determinar para sua resolução são as reações


de apoio HA, VA, VB e os esforços normais atuantes nas barras 1, 2 e
3, que podem ser obtidos, no caso, pela análise sucessiva do
equilíbrio dos nós C, B e A, o equilíbrio de cada um deles fornecendo
duas equações, num número total de seis, sendo o problema, então,
isostático (igual número de equações e de incógnitas a determinar).

Desprezando-se as pequenas deformações elásticas das barras


1, 2 e 3, devidas aos esforços normais nelas atuantes, pode-se dizer
que o sistema estrutural da figura acima constitui uma cadeia rígida
(isto é, indeformável), pois, sendo o trecho AB indeformável (por se
tratar, isoladamente, de uma viga biapoiada), se lhe acrescentamos
as duas barras 1 e 2 concorrentes em C, este último ponto C fica
também indeslocável, por estar preso a dois pontos indeslocáveis A e
03430722110

B e, com isto, todo o conjunto ABC é indeformável.

Seja, agora, o sistema reticulado da figura a seguir, submetido


ao carregamento nodal indicado.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

As grandezas a determinar para sua resolução são os esforços


normais nas suas quatro barras componentes e as três reações de
apoio, num número total de sete. O número de equações de equilíbrio
(correspondendo ao equilíbrio de cada um dos nós) sendo igual ao
dobro do número de nós, é igual a oito, no caso, e, portanto, superior
ao número de incógnitas, o que caracteriza a hipostaticidade da
estrutura.

Por outro lado, verifica-se que o reticulado dado constitui uma


cadeia deformável, pois os pontos C e D não estão ligados, cada um
deles, a dois pontos indeslocáveis do reticulado (no caso, apenas A e
B). A forma de deformação da cadeia está indicada na mesma figura
e prosseguirá até a queda da estrutura.

As conclusões deste último caso podem ser extrapoladas e


03430722110

pode-se, então, afirmar que todo sistema reticulado deformável é


instável (hipostático).

Como corolário, pode-se afirmar que todo sistema reticulado


indeformável é estável (podendo ser isostático ou hiperestático).

Denomina-se treliça ideal ao sistema reticulado cujas barras


têm todas as extremidades rotuladas e cujas cargas são aplicadas
apenas em seus nós.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Os casos das treliças isostáticas com cargas fora dos nós, por
não atenderem às condições da definição anterior, não podem ser
classificadas como treliças ideais.

Conclui-se, por generalização dos dois exemplos já abordados,


que qualquer sistema reticulado constituído por um polígono fechado
rotulado em seus vértices é deformável (e, portanto, hipostático),
excetuando-se o caso do triângulo.

As treliças surgiram como um sistema estrutural mais


econômico que as vigas para vencer vãos maiores ou suportar cargas
mais pesadas. A palavra economia engloba comparação entre
materiais, mão de obra, equipamentos de execução, etc., usados nos
dois casos, podendo assumir, por esta razão, facetas diversas de
região para região e de época para época.

Pode parecer, a princípio, restritiva a condição de definição de


treliça ideal do carregamento atuar somente nos nós; no entanto, é o
que ocorre comumente na prática, pois as cargas chegam às treliças
através de outras peças estruturais, que nelas se apóiam nos nós
(para que só provoquem esforços normais), conforme ilustram os
exemplos das figuras seguintes.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A primeira representa uma ponte ferroviária com duas treliças


extremas, que recebem, nos nós, as cargas através das vigas
transversais T (por isto chamadas transversinas), que a elas
chegaram através das vigas longitudinais L, sobre as quais caminha o
trem.

A segunda representa uma cobertura constituída por diversas


treliças paralelas, que recebem, nos nós, a carga das telhas, vindas
através das terças T.

Em todos os casos reais existirão, entretanto, pequenas flexões


nas barras, devidas a seu peso próprio. Estas flexões devidas a peso
próprio costumam ter, nos casos usuais, diminuta influência no
03430722110

dimensionamento das peças, prevalecendo como dimensionantes


seus esforços normais.

Conforme verificamos, uma treliça biapoiada, constituída por


três barras formando um triângulo, é isostática. Se, a partir desta
configuração básica, formamos novas treliças, acrescentando à
existente duas a duas novas barras, concorrentes cada duas delas
num novo nó, a nova treliça será também isostática, pois a cada duas
novas incógnitas (esforços normais nas duas novas barras)

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

correspondem duas novas equações de equilíbrio (equilíbrio do novo


nó). A figura seguinte ilustra esta lei de formação de treliças
isostáticas.

Neste exemplo, partindo da treliça biapoiada ABC, chega-se ao


nó D pelas barras 4 e 5, ao nó E pelas barras 5 e 7, ao nó F pelas
barras 8 e 9 e, finalmente, ao nó G pelas barras 10 e 11.

Os apoios não precisam estar no triângulo a partir do qual


iniciou-se a lei de formação, pois, onde quer que estejam, fornecem
as mesmas três incógnitas. Falando sob o ponto de vista de cadeia
rígida, uma treliça que tem esta lei de formação das barras é
internamente rígida e, tendo apoios externos que impeçam todos os
movimentos possíveis (para o caso de treliça plana, duas translações
e uma rotação), será também externamente rígida, sendo, pois,
rígida em conjunto.

Diz-se que estas treliças são internamente isostáticas, por


03430722110

terem a lei de formação que definida acima e que são, também,


externamente isostáticas, por terem apoios no número estritamente
necessário para impedir todos os movimentos no plano, sendo o
conjunto, pois, isostático.

Outro tipo de treliça isostática é a treliça triarticulada da figura


a seguir, para a qual há seis incógnitas (quatro reações de apoio e
esforços normais em duas barras) e seis equações de equilíbrio
(equilíbrio dos nós A, B, C). Partindo desta nova configuração básica,
pode-se também formar treliças isostáticas, da mesma forma com
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 115
`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

que as formamos a partir da configuração da figura inicial deste


capítulo.

Denominam-se treliças simples às treliça isostáticas, obtidas a


partir das configurações fundamentais da figura inicial deste capítulo
e da figura acima, pela adição de duas a duas barras, partindo de nós
já existentes para novos nós (um novo nó para cada duas novas
barras).

As treliças, por terem esforços normais de tração e de


compressão, são geralmente de madeira ou de aço, por serem
materiais que suportam bem esses dois tipos de esforços. Ocorrem
também, embora com menos frequência, treliças de concreto, pois o
concreto não trabalha bem à tração, além de ser necessário executá-
las de uma só vez (ao passo que as demais podem ser montadas
03430722110

peça a peça).

Ao contrário do caso dos quadros - que ocorrem, em sua


grande maioria, hiperestáticos, - a grande maioria das treliças da
prática é isostática.

As treliças isostáticas possuem dois grandes métodos de


resolução: um, analítico, que é o método de Ritter e, outro, gráfico,
que é o método de Cremona.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 66 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

As treliças comportam ainda um processo espontâneo de


resolução, que consiste no estudo, um a um, do equilíbrio de seus
nós, iniciado e prosseguido pelos nós que só possuam duas incógnitas
a determinar, até abranger todos os nós da treliça. No caso de
treliças com geometria bem simples, este processo pode se tornar até
aconselhável.

14.1 – Classificação das Treliças

a) Quanto à estaticidade

Quanto à estaticidade, uma treliça (assim como qualquer outra


estrutura) pode ser hipostática, isostática ou hiperestática.

As incógnitas do problema são em número de (r + b), sendo r o


número de reações de apoio a determinar e b o número de barras (e,
portanto, o número de esforços normais a determinar) e as equações
de equilíbrio em número igual a 2.n, sendo n o número total de nós,
incluindo os nós de apoio da estrutura (pois cada nó resulta em duas
equações da Estática, correspondentes ao equilíbrio de um ponto
material).

Três casos podem ocorrer:

1º) r + b < 2.n, ou seja, o número de incógnitas é inferior ao


de equações; pode-se afirmar que a treliça é hipostática;
03430722110

2º) r + b = 2.n, o que sugere tratar-se de uma treliça


isostática. Esta simples igualdade não nos permite, entretanto,
afirmar que a treliça seja isostática, pois podemos ter a associação,
internamente, de trechos hiperestáticos com trechos hipostáticos,
conduzindo a uma isostaticidade interna aparente, bem como pode
ocorrer a associação de hiperestaticidade interna com hipostaticidade
externa (ou vice-versa), conduzindo também a uma isostaticidade
aparente para o conjunto. O diagnóstico final só poderá ser dado

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 67 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

após a análise dos apoios externos e da lei de formação interna da


treliça em questão;

3º) r + b > 2.n, o que sugere tratar-se de uma treliça


hiperestática (maior número de incógnitas que de equações). Não
se pode, entretanto, afirmar que a treliça seja hiperestática, pois a
associação de um trecho hiperestático com outro hipostático (sendo o
grau hiperestático de um trecho superior ao grau hipostático do
outro) pode conduzir a uma hiperestaticidade aparente para o
conjunto. Analogamente ao caso anterior, o diagnóstico final só
poderá ser dado após a análise de cada caso. Se a treliça for, de fato,
hiperestática, seu grau hiperestático será igual a (r + b - 2n).

Em resumo, pode-se afirmar que:

a) r + b < 2n é condição necessária e suficiente para que uma


treliça seja hipostática;

b) r + b = 2n e r + b > 2n são condições apenas necessárias


(mas não suficientes) para que uma treliça seja isostática ou
hiperestática, respectivamente. A palavra final será dada após o
exame específico de cada caso.

b) Quanto à lei de formação

Quanto à sua lei de formação, as treliças são classificadas em


03430722110

simples, compostas e complexas.

c) Métodos de obtenção de esforços

Os métodos de obtenção de esforços em treliças são:

- Equilíbrio dos Nós;

- Cremona (Maxwell);

- Ritter.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

d) Sentido dos Esforços

Fonte: Engel (1981) apud Valle [et al.] (2013)

Treliça com diagonais comprimidas:

Treliças com diagonais tracionadas:

03430722110

Fonte: Salvadori (1975) apud Valle [et al.] (2013)

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 69 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

15 - GRELHAS

Grelha é uma estrutura reticulada plana submetida a


carregamentos perpendiculares ao seu plano. Na construção civil,
este tipo de sistema estrutural é composto por um sistema de vigas,
perpendiculares ou não entre si, que se interceptam, estando
interligadas nos pontos de interseção.

A vantagem deste sistema de vigas interligadas está no


funcionamento conjunto de todos elementos resistentes para
qualquer posição de carregamento.

A interligação rígida nos pontos de interseção entre as vigas,


introduz um giro na seção transversal, conforme pode ser observado
da ilustração seguinte. Quando uma das vigas sofre flexão, a viga
interligada sofre um efeito de torção. Logo, as barras de uma grelha
estão submetidas a esforços cortantes (V), momentos fletores (M) e
momentos torsores (T).

03430722110

16 - ESTRUTURAS HIPERESTÁTICAS LINEARES

As estruturas hiperestáticas podem ser analisadas através de


dois métodos clássicos da Análise Estrutural: Método das Forças e
Método dos Deslocamentos, ou ainda por um método aproximado
conhecido como Processo de Cross.

16.1 - Grau de Hiperestaticidade

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 70 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O grau de hipertestaticidade de uma estrutura pode ser externo


ou interno.

O grau de hiperestaticidade externo (ge) é dado por:

ge = r - e - nr

onde:

- r é o número de reações;

- e é o número de equações da estática; e

- nr é o número de equações provenientes de rótulas.

Este último é expresso por:

nr = b - 1

onde:

- b = número de barras ligas à rótula.

O grau de hiperestaticidade interno (gi) é igual ao número de


esforços internos necessários ao traçado de diagramas, conhecidas as
reações.

Estruturas externamente hiperestáticas:

03430722110

Estruturas internamente hiperestáticas:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 71 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Estruturas externa e internamente hiperestáticas:

16.2 - Métodos de Resolução de Estruturas Hiperestáticas

a) Método das Forças (ou dos Esforços ou da Flexibilidade)

Incógnitas: forças

Equações: compatibilidade de deslocamentos

Processo: liberam-se os vínculos excedentes ou hiperestáticos


03430722110

Sistema de equações (matricialmente): matriz de


flexibilidade da estrutura

Os deslocamentos podem ser obtidos por: Método de


Integração direta; Método de Mohr; Teorema de Castigliano; Princípio
dos Trabalhos Virtuais (PTV); e Tabelas.

Por exemplo, traçar os diagramas de esforços do pórtico plano


mostrado na figura a seguir:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 72 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Para determinar os diagramas de esforços do pórtico plano


ilustrado é necessário primeiramente determinar as suas reações.
Como o pórtico é hiperestático, utilizar-se-á o Método das Forças para
a determinação das reações redundantes.

Para a aplicação do Método das Forças, supõem-se que o


material segue a lei de Hooke e que as condições são tais que os
pequenos deslocamentos devidos à deformação da estrutura não
afetam a ação das forças exteriores e são desprezíveis no cálculo das
tensões. Com estas duas restrições, os deslocamentos de um sistema
elástico são funções lineares das cargas exteriores. Se as cargas
crescem numa certa proporção, todos os deslocamentos crescem na
mesma proporção.

Para resolver o pórtico pelo Método das Forças, substitui-se o


vínculo redundante por sua respectiva força reativa, tornando a
estrutura isostática como o mostrado na figura a seguir.
03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 73 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O deslocamento horizontal do ponto no qual está sendo


aplicada a força X1 é nulo ( 1= 0). Como o material é elástico e a
estrutura está submetida a pequenas deformações, pode ser usada a
superposição dos efeitos devidos aos carregamentos. Portanto o
deslocamento horizontal no ponto 1 (onde está sendo aplicado o
hiperestático) provocado pelo carregamento externo mais o
deslocamento horizontal no ponto 1 provocado pelo hiperestático X1
deve ser nulo para que a condição de compatibilidade de
deslocamentos no ponto 1 seja obedecida.

Para determinar o valor do hiperestático X1 é preciso,


primeiramente, determinar os deslocamentos generalizados 10 e
11. Estes deslocamentos podem ser encontrados através do
Princípio dos Trabalhos Virtuais.
03430722110

Segundo o teorema do Princípio dos Trabalhos Virtuais


aplicados aos corpos elásticos, o trabalho virtual das forças externas
é igual ao trabalho virtual das forças internas para quaisquer
deslocamentos virtuais compatíveis com os vínculos da estrutura.

A escolha do estado de carregamento deve ser tal que a carga


virtual P associada ao deslocamento (que se deseja calcular)
forneça um trabalho virtual de forças externas igual a P. .

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 74 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Em uma estrutura, primeiramente aplica-se uma força


imaginária ou virtual P na direção que se deseja calcular os
deslocamentos. A força P causa esforços internos virtuais de flexão
(M ), tração ou compressão (N ), de cisalhamento (V ) e de torção (T)
através do corpo.

Em seguida, com a força virtual atuando sobre a estrutura,


aplicam-se as forças reais ou induzem-se as deformações específicas.
Estas deformações podem ser provocadas pelo carregamento, pela
variação de temperatura, por recalques dos apoios ou modificações
impostas na montagem.

O trabalho externo realizado pela força virtual P, movendo-se


de na direção dessa força é igual ao trabalho total realizado nos
elementos internos pelas forças virtuais (M, N, V e T ). O trabalho
realizado pela força virtual é dado pela deformação de todos os
elementos dx ao longo da estrutura. Compreende-se por deformação
as deformações devidas à flexão, ao esforço normal ao cisalhamento
e à torção.

Na prática, a contribuição de algumas parcelas de deformação


pode ser desprezada em relação às outras, dependendo da sua
importância relativa. A deformação devido ao cisalhamento pode ser
negligenciada para a maioria de vigas e pilares normalmente
utilizados na construção civil, porém esta parcela de deformação é
03430722110

importante para estruturas em madeira, estruturas com vãos curtos,


em estruturas com cargas elevadas. A parcela de deformação axial
pode ser desprezada em peças que não trabalhem fundamentalmente
com esforço normal.

b) Método dos deslocamentos (ou das deformações ou da


rigidez)

Incógnitas: deslocamentos (dos nós, ligações entre barras)

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Equações: equilíbrio de forças em torno dos nós

Processo: fixar todos os deslocamentos dos nós possíveis


(graus de liberdade)

Sistema de Equações (matricialmente) Matriz de rigidez da


estrutura.

Este é o método mais adequado para implementação


computacional, sendo o mais utilizado atualmente.

Neste método determinam-se inicialmente os deslocamentos e


indiretamente, a partir destes, os esforços; as incógnitas são os
deslocamentos.

O método pode ser usado para analisar qualquer estrutura,


isostática ou hiperestática. A única estrutura que não pode ser
resolvida por este método é a viga bi-engastada.

No caso de estruturas reticuladas, que são formadas por barras


ligadas por pontos nodais denominados “nós”, o número de
incógnitas será o número de deslocamentos nodais ou o número total
de “graus de liberdade” (GL) de todos os nós da estrutura.

Define-se grau de liberdade de um nó a direção possível deste


se deslocar. No caso de estruturas planas, no plano XY, existem três
direções possíveis de deslocamento para cada nó: translação paralela
ao eixo X; translação paralela ao eixo Y e rotação em torno do eixo Z.
03430722110

No caso de vigas, não são considerados deslocamentos axiais,


portanto cada nó terá apenas 2GL: translação paralela ao eixo Y (1) e
rotação em torno do eixo Z.

Quando existirem forças horizontais aplicadas nas vigas, estas


serão modeladas como pórtico plano.

O método consiste em inicialmente fixar a estrutura,


introduzindo-se vínculos fictícios, tornando a estrutura
cinematicamente determinada. Consideram-se as cargas aplicadas

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

nas barras e calculam-se os esforços causados pelas cargas para a


estrutura fixa (sistema principal).

Impõem-se em seguida os deslocamentos nos nós e calculam-


se os esforços decorrentes destes na estrutura. Por superposição de
efeitos calculam-se os esforços totais que devem estar em equilíbrio
com as forças externas aplicadas nos nós. Chega-se a um sistema de
equações de equilíbrio de forças em torno dos nós da estrutura.

Para estruturas reticuladas, o único sistema principal possível é


obtido pela fixação de todos os nós. É por isto que este método é
mais conveniente para utilização em programas computacionais de
que o Método das Forças.

c) Método de Cross

É um método aproximado, baseado no Método dos


Deslocamentos.

O Processo de Cross ou da Distribuição de Momentos consiste


em obter os esforços nas barras por equilíbrio de nó, distribuindo o
momento total no nó (o aplicado mais os de engastamento perfeito
das barras que concorrem no nó) de acordo com a rigidez das barras.

O processo desenvolvido por Cross é inspirado em um processo


matemático de resolução por aproximações sucessivas dos sistemas
lineares. Supõe-se, inicialmente, que os nós da estrutura estão
03430722110

bloqueados e não podem sofrem nenhuma rotação. Depois da


aplicação das cargas, os nós são liberados sucessivamente, os quais
sofrem rotação. Em seguida, o nó liberado é bloqueado antes de
passar ao nó seguinte. Estas operações são repetidas até que a
liberação dos nós não provoque mais rotações. Isto significa que o
estado de equilíbrio foi atingido.

Segundo Cross, a ideia principal do processo de resolução de


estruturas hiperestáticas resume-se em simples operações
aritméticas, o que não é inteiramente verdadeiro. O processo de

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Cross, para vigas de seção constante, depende da solução de três


problemas: a determinação dos momentos de engastamento perfeito,
da rigidez de cada viga e do fator de distribuição de carga de cada
membro da estrutura em consideração.

Sobre o Método de Distribuição de Momentos, Cross escreveu


que deveria ser imaginado que todos os nós da estrutura não
pudessem girar e que os momentos de engastamento perfeito nas
extremidades das barras fossem calculados para esta condição. Para
cada nó da estrutura, distribui-se os momentos de engastamento
perfeito desequilibrados entre os membros conectados na proporção
de cada rigidez. Multiplica-se o momento distribuído para cada
membro para o nó pelo fator de distribuição de carga. Distribui-se
somente a carga recebida. Repete-se este processo até que os
momentos transportados sejam tão pequenos que possam ser
negligenciados. Somam-se todos os momentos das extremidades das
barras de cada membro a fim de obter o momento verdadeiro. Para
um estrutura com um único nó a solução é exata, mas para mais de
um nó, a solução é aproximada (Processo Iterativo).

17 – QUESTÕES COMENTADAS

(Copergás/2011 – FCC) Considere a figura a seguir para


03430722110

responder às questões de números 35 e 36.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 78 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

1) 35. A figura representa uma viga biapoiada com extensão


(L) sendo solicitada por um carregamento uniformemente
distribuído (q).

Analisando a viga, verifica-se que os apoios A e B


correspondem, respectivamente, a

(A) apoio móvel e apoio fixo.

(B) apoio móvel e apoio móvel.

(C) apoio engaste e apoio fixo.

(D) apoio móvel e apoio engaste.

(E) apoio fixo e apoio fixo.

Conforme vimos na aula, o apoio A representa,


esquematicamente, um apoio do 1º gênero ou apoio móvel. Na
direção do único movimento impedido, aparecerá uma reação de
apoio R, conforme indicado na figura a seguir:

E o apoio B representa um apoio de 2º gênero ou apoio fixo,


03430722110

capaz de restringir todas as translações possíveis no plano. Ele é


representado esquematicamente por uma das 2 formas indicadas na
figura abaixo. Na direção das translações impedidas, aparecerão as
reações H e V indicadas na figura, cuja composição vetorial dará a
reação de apoio resultante no apoio do 2º gênero.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 79 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Gabarito: A

2) 36. Considerando a extensão da viga igual a 2 m e o


carregamento uniformemente distribuído a 15 kN/m, o valor
dos esforços internos no centro da viga: o momento fletor
máximo e esforço cortante estão corretamente expressos em:

Conforme vimos na aula, seguem os gráficos do momento e do


esforço cortante na viga biapoiada com carga uniformemente
distribuída:
03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 80 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Com isso, temos os seguintes valores de momento e cortante


no centro da viga:

Mmáx = (q.L2)/8 = 15.4/8 = 7,5 N.m

Q=0

Gabarito: E
03430722110

3) (36 – TRF2/2012 – FCC) A figura representa uma viga


biapoiada com extensão (L) sendo solicitada por um
carregamento uniformemente distribuído (q).

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 81 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Analisando a viga, o esforço cortante (Q), em kN, e o


momento fletor (M), em kN.m, no centro da viga, são iguais,
respectivamente, a:

Conforme vimos na questão anterior, o momento no centro da


viga é dado por (q.L2)/8 e o esforço cortante Q é nulo.

Gabarito: D 03430722110

4) (47 – Sabesp Geotecnia/2012 – FCC) A viga do desenho


a seguir está em equilíbrio, sendo que a carga distribuída por
metro “q” refere-se ao peso próprio da viga.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 82 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Sabendo que o peso específico do concreto é igual a 25 kN/m3


e que a viga tem 20 cm de base e 60 cm de altura, o momento
fletor no meio do vão, em kN.m, é igual a

(A) 6. (B) 12. C) 24. (D) 3. (E) 48.

Conforme vimos acima, o momento fletor no meio do vão é


dado pela fórmula:

Mmáx = (q.L2)/8

Com isso, o valor do momento no meio do vão é:

q = (0,2 x 0,6) x 25 = 3 kN/m

Mmáx = (q.L2)/8 = 3.42/8 = 6 kN.m

Gabarito: A

5) (43 – CETESB/2013 03430722110


– VUNESP) Considere a viga
simplesmente apoiada da figura, com 8 m de vão.

Se a viga estiver submetida a uma carga uniformemente


distribuída de 2 kN/m ao longo de seu comprimento e a uma

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 83 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

carga concentrada de 5 kN no meio do vão, o momento fletor


máximo, em kNm, na viga, é

(A) 48.

(B) 26.

(C) 18.

(D) 16.

(E) 10

Verifica-se que o momento máximo ocorre no meio do vão,


tanto pela carga distribuída quanto pela carga concentrada.

Momento máximo devido à carga de 2 kN/m:

Mmax1 = qL2/8 = 2.64/8 = 16 kN.m

Momento máximo devido à carga de 5 kN:

Mmax2 = qL/4 = 5.8/4 = 10 kN.m

Momento máximo total = 16 + 10 = 26 kN.m

Gabarito: B

(Fundação Casa/2013 – VUNESP)


03430722110
Para as questões de
números 24 e 25, considere uma viga isostática horizontal
simplesmente apoiada nas suas extremidades, de 3 m de
comprimento com carregamento vertical uniforme de 20 kN/m
correspondente ao seu peso próprio.

6) 24. A força cortante máxima

(A) é igual a 30 kN.

(B) é igual a 36 kN.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 84 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(C) ocorre onde o momento fletor é máximo.

(D) ocorre no meio do vão, apenas.

(E) ocorre a 1 m do apoio, apenas.

Conforme vimos na aula, seguem os gráficos do momento e do


esforço cortante na viga biapoiada com carga uniformemente
distribuída:

03430722110

Com isso, temos os seguintes valores de cortante máximo:

Qmax = ql/2 = 20.3/2 = 30 kN

Gabarito: A

7) 25. O momento fletor máximo

(A) é igual a 32 kN.m.

(B) é igual a 22,5 kN.m.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 85 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(C) ocorre junto ao apoio.

(D) ocorre a 0,75 m do apoio.

(E) ocorre a 1 m do apoio

Mmáx = (q.L2)/8 = 20.9/8 = 22,5 kN.m

Gabarito: B

8) (22 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Na viga


representada na figura, se a carga do pilar P21 é 1000 kN com
uma excentricidade de 0,5 m, conclui-se que o alívio A no pilar
P3 é de

(A) 30 kN.

(B) 40 kN.

(C) 60 kN.

(D) 100 kN.


03430722110

(E) 120 kN

O Momento em relação ao primeiro apoio = 0

Com isso teremos: 1000 kN x 0,5 m = 5 x P3, P3 = 100 kN

Gabarito: D

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 86 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

9) (47 – UFTM/2013 – VUNESP) Na figura, a viga em


balanço de comprimento 2 metros está submetida a um
carregamento uniformemente distribuído de 5 kN/m. O valor
do momento fletor máximo é, em módulo, igual a

(A) 5 kN.m.

(B) 10 kN.m.

(C) 15 kN.m.

(D) 20 kN.m.

(E) 25 kN.m.

O momento fletor máximo em uma viga em balanço e


engastada ocorre no engaste. Podemos substituir a carga distribuída
de 5 kN/m por uma carga concentrada de 10 kN no meio do vão.

O momento máximo seria 10 kN x 1 m = 10 kN.m

Gabarito: B

03430722110

(UFTM/2013 – VUNESP) O enunciado a seguir refere-se às


questões de números 49 e 50. Na estrutura espacial DCBA da
figura, todas as barras são ortogonais entre si e as forças
ativas são as forças concentradas de 12 kN aplicadas no ponto
B (a 10 m de C), nas direções x e z, e a força uniformemente
distribuída de 2 kN/m, aplicada em CD na direção y, da
extremidade livre D ao ponto C (a 10 m de D). O
engastamento da barra poligonal ocorre em A, a 15 m de B.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 87 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

10) 49. Na barra AB, em torno do eixo z o momento fletor em


B é:

(A) 100 kN.m.

(B) 120 kN.m.

(C) 150 kN.m.

(D) 180 kN.m.

(E) 210 kN.m.

Em torno do eixo z teremos a carga distribuída de 2 kN/m, que


corresponde à carga concentrada de 20 kN a uma distância de 5 m do
eixo z. Logo, MB = 20 kN . 5 m = 100 kN.m

Gabarito: A

11) 50. Na barra AB, a força normal em A é:


03430722110

(A) 20 kN.

(B) 30 kN.

(C) 40 kN.

(D) 50 kN.

(E) 60 kN

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 88 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

A força normal em AB seria a força na direção y, causada pela


carga distribuída de 2 kN/m, que corresponde à carga concentrada de
20 kN, tracionando a barra AB.

Gabarito: A

(Sergipe Gás/2010 – FCC) Para responder às questões de


números 21 e 22 considere a figura abaixo.

12) 21. Sobre a estrutura acima é correto afirmar que

(A) as barras delimitadas por 1-3, 3-5, 5-7 e 7-9 estarão


sujeitas a esforços de compressão.

Se cortarmos a treliça verticalmente entre os nós 5 e 7,


teremos:

03430722110

VA = (q.L)/2 = (2.4,8)/2 = 4,8 kPas

P1 = 2 x 0,6 = 1,2 kPas


Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 89 de 115
`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

P2 = P3 = 2 x 1,2 = 2,4 kPas

∑ MG = 0

VA x 3 x 1,2 – P1 x 3 x 1,2 – P2 x 2 x 1,2 – P3 x 1 x 1,2 – U3 x 1 = 0

U3 = 17,28 – 4,32 – 5,76 – 2,88 = 4,32 kPas.m (tração)

∑ Fh = 0 O3 = - 4,32 kPas.m (compressão)

Além disso, de acordo com Sussekind, no caso de treliças


biapoiadas com carga de cima para baixo, as barras superiores
estarão sempre comprimidas e as inferiores tracionadas, ocorrendo o
inverso para as treliças em balanço.

Portanto, as barras delimitadas por 1-3, 3-5, 5-7 e 7-9 estarão


sujeitas a esforços de compressão.

Gabarito: Correta

(B) as barras 1-4 e 3-6 estarão sujeitas a esforços de


compressão e tração intermitentes.

Considerando o equilíbrio do nó D, teremos:

F12 = - VA (compressão)

∑Y1 = 0 F14.cos – 4,8 + 1,2 = 0 F14 = 3,6/cos

cos = 1/[(1 + 1,22)1/2] = 0,64


03430722110

F14 = 5,62 kPa (tração)

A força F34 é encontrada pelo equilíbrio do nó 4:

∑Y4 = 0 F14.cos – F34 = 0 F34 = 3,6 kPa (compressão)

E a força F36 é encontrada pelo equilíbrio do nó 3:

∑Y3 = 0 F36.cos – 3,6 = 0 F36 = 3,6/cos = 5,62 kPa

Portanto, as barras 1-4 e 3-6 estarão sujeitas a tração.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 90 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Gabarito: Errada

(C) o gráfico de forças cortantes sofrerá uma inflexão no


ponto 3 e no ponto 7.

Não se verifica inflexão no gráfico de forças cortantes, conforme


o gráfico a seguir, desconsiderando-se os valores, do livro do autor
Sussekind:

Gabarito: Errada

(D) o valor da cortante na barra 5-6, especificamente no ponto


5, será igual a zero. 03430722110

Conforme o item anterior, o valor cortante no ponto 5 varia de


+ 1,2 kPa para – 1,2 kPa.

O gráfico cortante inicia em + 3,6 kPa, passando para + 1,2


kPa, passando para – 1,2 kPa, e - 3,6 kPa.

Gabarito: Errada

(E) os valores e momento torçor nos pontos 3 e 7 serão iguais.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 91 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Não há que se falar em momento torçor no caso de treliças


planas.

Gabarito: Errada

Gabarito: A

13) 22. Para o cálculo da estrutura dada, analise:

I. Deve-se garantir, primeiramente, que as barras existentes


no alinhamento de pontos de 1 a 9 sejam adequadamente
verificadas a resistência à compressão.

Exato, conforme vimos na questão anterior, no caso de treliças


biapoiadas com carga de cima para baixo, as barras superiores
estarão sempre comprimidas e as inferiores tracionadas, ocorrendo o
inverso para as treliças em balanço.

As barras do alinhamento 1 a 9 estão comprimidas e, portanto,


devem ser verificadas a sua resistência à compressão.

Gabarito: Correta

II. A verificação à compressão em qualquer uma das barras é


um indicativo positivo para que a mesma barra seja eficaz na
resistência à tração.
03430722110

A resistência à tração das barras é mais favorável que a


compressão, pois estas estão sujeitas à flambagem.

Gabarito: Correta

III. No caso de barras quadradas, ao invés de barras


redondas, o cálculo deve contar, ainda, com uma verificação
do momento torçor.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 92 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Não há que se falar em momento torçor no caso de treliças


planas.

Gabarito: Errada

Está correto o que se afirma em

(A) I e II, somente.

(B) II e III, somente.

(C) I, somente.

(D) I, II e III.

(E) III, somente.

Gabarito: A

14) (45 – Metrô-SP/2010 – FCC) Para uma viga treliçada,


sujeita a cargas verticais homogêneas e igualmente
distribuídas, de maneira constante, cuja principal
característica é o peso próprio, as barras superiores devem
ser calculadas, principalmente, para resistir

(A) às tensões radiais.

(B) à tração. 03430722110

(C) à rotação.

(D) à compressão.

(E) às tensões laterais.

Podemos adotar a figura da questão anterior:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 93 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

De acordo com Sussekind, no caso de treliças biapoiadas com


carga de cima para baixo, as barras superiores estarão sempre
comprimidas e as inferiores tracionadas, ocorrendo o inverso
para as treliças em balanço.

Gabarito: D

15) (63 – TCE-SE/2011 – FCC) Considere a treliça metálica


da figura.

São barras tracionadas da treliça metálica somente


03430722110

(A) FAB, FBC, FCD e FDE.

(B) FDE, FBF, FCG e FDH.

(C) FAB, FBC, FCD, FAF, FFG e FGH.

(D) FAF, FFG, FGH, FHE, FBG e FGD.

(E) FBG, FGD, FBF, FCGE, e FDH.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 94 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Conforme vimos nas questões anteriores, no caso de treliças


biapoiadas com carga de cima para baixo, as barras superiores
estarão sempre comprimidas e as inferiores tracionadas,
ocorrendo o inverso para as treliças em balanço.

Portanto, as barras FAF, FFG, FGH, FHE estão tracionadas.

As diagonais BG e DG são paralelas às diagonais AF e EH e,


portanto, estão tracionadas também.

Gabarito: D

16) (44 – CETESB/2013 – VUNESP) Considere a treliça da


figura.

As barras tracionadas são:

(A) AB, BD, DE e AC. 03430722110

(B) CE, AB, DE e BC.

(C) CD, AB, BD e DE.

(D) BC, BD, CD e DE.

(E) AC, BC, CD e CE.

Equilíbrio no nó C:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 95 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

- vertical: P = (FCD.sen + FBC.sen ), FCD = FBC = P/(2.sen ), no


sentido oposto a P, com a força FCD e FBC puxando o nó C, ou seja, as
barras BC e CD estão tracionadas.

- horizontal: FAC = FCD.cos e FCE = FBC.cos , ambos com


sentido da força saindo do nó C, puxando-o, ou seja, as barras AC e
CE estão tracionadas.

Para estas questões de treliça de concurso, vale treinar mais e


adquirir o “sentimento”, de forma a entender as barras que estão
esticando (tração) e as que estão encurtando (compressão).

Com a carga de cima para baixo, em uma treliça biapoiada, a


barra inferior é tracionada e a superior comprimida. Neste caso,
percebe-se que as diagonais BC e CD estão sendo esticadas pela
força P. Essas barras, ao puxarem os nós B e D para baixo,
comprimem as barras AB e DE contra os apoios.

Gabarito: E

17) (27 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Observe a figura.

03430722110

No banzo superior (junto aos apoios da treliça plana), a força


de compressão é igual a

(A) 100 kN.

(B) 120 kN.

(C) 150 kN.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 96 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(D) 200 kN.

(E) 220 kN.

Reação nos apoios da treliça = (2 x 30 kN + 3 x 60kN)/2 = 120 kN

Equilíbrio do apoio da treliça:

- Vertical: 120 = F.sen , 120 = F.(30/50), F = 200 kN

Gabarito: D

18) (22 - MTUR/2014 - ESAF) Assinale a opção correta.

a) Grau de hiperestaticidade é obtido através do grau de


hiperestaticidade externa (ge) e do grau de hiperestaticidade
interna (gi), pela subtração de um pelo outro.

De acordo com Sussekind, Volume II, o grau hiperestático


externo da estrutura é igual ao número de equações suplementares
necessárias ao cálculo das reações de apoio da estrutura. Por
exemplo, na estrutura abaixo há 5 reações de apoio a determinar
(cinco incógnitas) e quatro equações para determiná-las. O grau
hiperestático externo, então, seria 1.

03430722110

O grau hiperestático interno de uma estrutura é o número de


esforços simples cujo conhecimento possibilita traçar os diagramas
solicitantes para a estrutura, conhecidas suas reações de apoio.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 97 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

O grau hiperestático total de uma estrutura é a soma de seus


graus hiperestáticos externo e interno.

Gabarito: Errada

b) A viga Vierendel constitui um painel retangular formado por


barras apoiadas ortogonalmente.

De acordo com Valle [et al.] (2013), a viga Vierendel é um tipo


especial de pórtico, que constitui um painel retangular formado por
barras engastadas ortogonalmente.

Gabarito: Errada

c) Treliças – Estruturas reticuladas, ou seja, formadas por


barras (em que uma direção é predominante) de eixo reto,
ligadas por rótulas ou articulações (nós). Quando submetidas
a cargas aplicadas nos nós apenas, as barras estão
submetidas somente a esforços axiais.

De acordo com Valle [et al.] (2013), as Treliças são estruturas


reticuladas, ou seja formadas por barras (em que uma direção é
predominante) de eixo reto, ligadas por rótulas ou articulações (nós).
Quando submetidas a cargas aplicadas nos nós apenas, as barras
estão submetidas somente a esforços axiais.

Gabarito: Correta 03430722110

d) O método de Ritter consiste em encontrar os esforços


internos graficamente, a partir do equilíbrio dos nós da treliça.

De acordo com Sussekind, as treliças isostáticas possuem dois


grandes métodos de resolução: um, analítico, que é o método de
Ritter e, outro, gráfico, que é o método de Cremona.

Gabarito: Errada

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 98 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

e) Nos pórticos, as ligações entre as barras são engastes ou


rótulas internas. Isso faz com que sua estrutura não trabalhe
em conjuntos e de forma individual como acontece em
estruturas de colunas e vigas.

De acordo com Valle [et al.] (2013), os pórticos são estruturas


lineares constituídas por barras retas ligadas entre si. Eles podem ser
planos (bidimensionais) ou espaciais (tridimensionais).

Nos pórticos, as ligações entre as barras são engastes ou


rótulas internas. Isso faz com que sua estrutura trabalhe em
conjuntos e não de forma individual como acontece em estruturas de
colunas e vigas.

Gabarito: Errada

GABARITO: C

19) (23 - MTUR/2014 - ESAF) Assinale a opção correta.

a) Método das Forças (ou dos Esforços ou da Flexibilidade) as


Incógnitas: são os deslocamentos e Equações: compatibilidade
das forças.

No método das forças ou método dos esforços ou método da


03430722110

flexibilidade, as incógnitas são as forças ou momentos associados aos


vínculos liberados e as equação são de compatibilidade entre as
incógnitas e os deslocamentos correspondentes, cujo deslocamento
resultante deve ser nulo.

De acordo com Sussekind, o método das forças inicia a


resolução da estrutura pela determinação dos seus esforços para, a
partir deles, obter deformações.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 99 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

La Rovere & Moraes (2005) apresentam para o Método das


Forças (ou dos Esforços ou da Flexibilidade):

- Incógnitas: forças

- Equações: compatibilidade de deslocamentos

- Processo: liberam-se os vínculos excedentes ou hiperestáticos

- Sistema de equações (matricialmente): matriz de flexibilidade


da estrutura

Gabarito: Errada

b) Método dos deslocamentos (ou das deformações ou da


rigidez) as Incógnitas: deslocamentos (dos nós, ligações entre
barras); Equações: equilíbrio de forças em torno dos nós e
Processo: fixar todos os deslocamentos dos nós possíveis
(graus de liberdade).

Dando continuidade ao item anterior, de acordo com Sussekind,


a resolução do mesmo problema hiperestático poderia ser,
entretanto, abordada de maneira inversa, isto é, determinando-se
inicialmente as deformações sofridas pelos nós das diversas barras da
estrutura para, a partir desses valores, obter os diagramas de
esforços solicitantes da estrutura.
03430722110

As incógnitas deste método serão, então, os ângulos de rotação


e os deslocamentos lineares sofridos pelos nós das diversas barras. A
partir do conhecimento das deformações, determinam-se os esforços
atuantes.

La Rovere & Moraes (2005) apresentam para o Método dos


deslocamentos (ou das deformações ou da rigidez):

- Incógnitas: deslocamentos (dos nós, ligações entre


barras)

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 100 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

- Equações: equilíbrio de forças em torno dos nós

- Processo: fixar todos os deslocamentos dos nós


possíveis (graus de liberdade)

- Sistema de Equações (matricialmente) Matriz de rigidez da


estrutura.

Gabarito: Correta

c) Com estas duas restrições, os deslocamentos de um


sistema elástico são funções lineares das cargas exteriores. Se
as cargas crescem numa certa proporção, todos os
deslocamentos decrescem na mesma proporção.

La Rovere & Moraes (2005) apud Timoshenko, para a aplicação


do Método das Forças, supõem-se que o material segue a lei de
Hooke e que as condições são tais que os pequenos deslocamentos
devidos à deformação da estrutura não afetam a ação das forças
exteriores e são desprezíveis no cálculo das tensões. Com estas duas
restrições, os deslocamentos de um sistema elástico são funções
lineares das cargas exteriores. Se as cargas crescem numa certa
proporção, todos os deslocamentos crescem na mesma
proporção.

Gabarito: Errada
03430722110

d) Segundo o teorema do Princípio dos Trabalhos Virtuais


aplicados aos corpos elásticos, o trabalho virtual das forças
externas é o dobro do trabalho virtual das forças internas para
quaisquer deslocamentos virtuais compatíveis com os vínculos
da estrutura.

De acordo com Sussekind, para um corpo elástico, que atingiu


sua configuração de equilíbrio, o trabalho virtual total das forças
externas que sobre ele atuam é igual ao trabalho virtual das forças

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 101 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

internas (esforços simples) nele atuantes, para todos os


deslocamentos virtuais arbitrários (compatíveis com os vínculos do
corpo) que lhe imponhamos.

Para um corpo rígido em equilíbrio, a soma algébrica dos


trabalhos virtuais de todas as forças (reais) que sobre ele atuam é
nula, para todos os deslocamentos virtuais arbitrários (compatíveis
com os vínculos do corpo) que lhe imponhamos.

Gabarito: Errada

e) A deformação devido ao cisalhamento não pode ser


negligenciada para a maioria de vigas e pilares normalmente
utilizados na construção civil, porém esta parcela de
deformação é negligenciada para estruturas em madeira,
estruturas com vãos curtos e estruturas com cargas elevadas.

La Rovere & Moraes (2005), a deformação devido ao


cisalhamento pode ser negligenciada para a maioria de vigas e
pilares normalmente utilizados na construção civil, porém esta
parcela de deformação é importante para estruturas em madeira,
estruturas com vãos curtos, em estruturas com cargas elevadas. A
parcela de deformação axial pode ser desprezada em peças que não
trabalhem fundamentalmente com esforço normal.

Gabarito: Errada 03430722110

GABARITO: B

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 102 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

18 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

(Copergás/2011 – FCC) Considere a figura a seguir para


responder às questões de números 35 e 36.

1) 35. A figura representa uma viga biapoiada com extensão


(L) sendo solicitada por um carregamento uniformemente
distribuído (q).

Analisando a viga, verifica-se que os apoios A e B


correspondem, respectivamente, a

(A) apoio móvel e apoio fixo.

(B) apoio móvel e apoio móvel.

(C) apoio engaste e apoio fixo.

(D) apoio móvel e apoio engaste.

(E) apoio fixo e apoio fixo.


03430722110

2) 36. Considerando a extensão da viga igual a 2 m e o


carregamento uniformemente distribuído a 15 kN/m, o valor
dos esforços internos no centro da viga: o momento fletor
máximo e esforço cortante estão corretamente expressos em:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 103 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

3) (36 – TRF2/2012 – FCC) A figura representa uma viga


biapoiada com extensão (L) sendo solicitada por um
carregamento uniformemente distribuído (q).

Analisando a viga, o esforço cortante (Q), em kN, e o


momento fletor (M), em kN.m, no centro da viga, são iguais,
respectivamente, a:

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 104 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

4) (47 – Sabesp Geotecnia/2012 – FCC) A viga do desenho


a seguir está em equilíbrio, sendo que a carga distribuída por
metro “q” refere-se ao peso próprio da viga.

Sabendo que o peso específico do concreto é igual a 25 kN/m3


e que a viga tem 20 cm de base e 60 cm de altura, o momento
fletor no meio do vão, em kN.m, é igual a

(A) 6. (B) 12. C) 24. (D) 3. (E) 48.

5) (43 – CETESB/2013 – VUNESP) Considere a viga


simplesmente apoiada da figura, com 8 m de vão.

03430722110

Se a viga estiver submetida a uma carga uniformemente


distribuída de 2 kN/m ao longo de seu comprimento e a uma
carga concentrada de 5 kN no meio do vão, o momento fletor
máximo, em kNm, na viga, é

(A) 48. (B) 26. (C) 18. (D) 16. (E) 10

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 105 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(Fundação Casa/2013 – VUNESP) Para as questões de


números 24 e 25, considere uma viga isostática horizontal
simplesmente apoiada nas suas extremidades, de 3 m de
comprimento com carregamento vertical uniforme de 20 kN/m
correspondente ao seu peso próprio.

6) 24. A força cortante máxima

(A) é igual a 30 kN.

(B) é igual a 36 kN.

(C) ocorre onde o momento fletor é máximo.

(D) ocorre no meio do vão, apenas.

(E) ocorre a 1 m do apoio, apenas.

7) 25. O momento fletor máximo

(A) é igual a 32 kN.m.

(B) é igual a 22,5 kN.m.

(C) ocorre junto ao apoio.

(D) ocorre a 0,75 m do apoio.


03430722110

(E) ocorre a 1 m do apoio

8) (22 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Na viga


representada na figura, se a carga do pilar P21 é 1000 kN com
uma excentricidade de 0,5 m, conclui-se que o alívio A no pilar
P3 é de

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 106 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(A) 30 kN.

(B) 40 kN.

(C) 60 kN.

(D) 100 kN.

(E) 120 kN

9) (47 – UFTM/2013 – VUNESP) Na figura, a viga em


balanço de comprimento 2 metros está submetida a um
carregamento uniformemente distribuído de 5 kN/m. O valor
do momento fletor máximo é, em módulo, igual a

(A) 5 kN.m.
03430722110

(B) 10 kN.m.

(C) 15 kN.m.

(D) 20 kN.m.

(E) 25 kN.m.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 107 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(UFTM/2013 – VUNESP) O enunciado a seguir refere-se às


questões de números 49 e 50. Na estrutura espacial DCBA da
figura, todas as barras são ortogonais entre si e as forças
ativas são as forças concentradas de 12 kN aplicadas no ponto
B (a 10 m de C), nas direções x e z, e a força uniformemente
distribuída de 2 kN/m, aplicada em CD na direção y, da
extremidade livre D ao ponto C (a 10 m de D). O
engastamento da barra poligonal ocorre em A, a 15 m de B.

10) 49. Na barra AB, em torno do eixo z o momento fletor em


B é:

(A) 100 kN.m.

(B) 120 kN.m.

(C) 150 kN.m.

(D) 180 kN.m.


03430722110

(E) 210 kN.m.

11) 50. Na barra AB, a força normal em A é:

(A) 20 kN.

(B) 30 kN.

(C) 40 kN.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 108 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(D) 50 kN.

(E) 60 kN

(Sergipe Gás/2010 – FCC) Para responder às questões de


números 21 e 22 considere a figura abaixo.

12) 21. Sobre a estrutura acima é correto afirmar que

(A) as barras delimitadas por 1-3, 3-5, 5-7 e 7-9 estarão


sujeitas a esforços de compressão.

(B) as barras 1-4 e 3-6 estarão sujeitas a esforços de


compressão e tração intermitentes.

(C) o gráfico de forças cortantes sofrerá uma inflexão no


ponto 3 e no ponto 7.
03430722110

(D) o valor da cortante na barra 5-6, especificamente no ponto


5, será igual a zero.

(E) os valores e momento torçor nos pontos 3 e 7 serão iguais.

13) 22. Para o cálculo da estrutura dada, analise:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 109 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

I. Deve-se garantir, primeiramente, que as barras existentes


no alinhamento de pontos de 1 a 9 sejam adequadamente
verificadas a resistência à compressão.

II. A verificação à compressão em qualquer uma das barras é


um indicativo positivo para que a mesma barra seja eficaz na
resistência à tração.

III. No caso de barras quadradas, ao invés de barras


redondas, o cálculo deve contar, ainda, com uma verificação
do momento torçor.

Está correto o que se afirma em

(A) I e II, somente.

(B) II e III, somente.

(C) I, somente.

(D) I, II e III.

(E) III, somente.

14) (45 – Metrô-SP/2010 – FCC) Para uma viga treliçada,


sujeita a cargas verticais homogêneas e igualmente
distribuídas, de maneira constante, cuja principal
03430722110

característica é o peso próprio, as barras superiores devem


ser calculadas, principalmente, para resistir

(A) às tensões radiais.

(B) à tração.

(C) à rotação.

(D) à compressão.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 110 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(E) às tensões laterais.

15) (63 – TCE-SE/2011 – FCC) Considere a treliça metálica


da figura.

São barras tracionadas da treliça metálica somente

(A) FAB, FBC, FCD e FDE.

(B) FDE, FBF, FCG e FDH.

(C) FAB, FBC, FCD, FAF, FFG e FGH.

(D) FAF, FFG, FGH, FHE, FBG e FGD.

(E) FBG, FGD, FBF, FCGE, e FDH.

16) (44 – CETESB/2013 – VUNESP) Considere a treliça da


figura.
03430722110

As barras tracionadas são:

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 111 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

(A) AB, BD, DE e AC.

(B) CE, AB, DE e BC.

(C) CD, AB, BD e DE.

(D) BC, BD, CD e DE.

(E) AC, BC, CD e CE.

17) (27 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Observe a figura.

No banzo superior (junto aos apoios da treliça plana), a força


de compressão é igual a

(A) 100 kN.

(B) 120 kN.

(C) 150 kN.


03430722110

(D) 200 kN.

(E) 220 kN.

18) (22 - MTUR/2014 - ESAF) Assinale a opção correta.

a) Grau de hiperestaticidade é obtido através do grau de


hiperestaticidade externa (ge) e do grau de hiperestaticidade
interna (gi), pela subtração de um pelo outro.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 112 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

b) A viga Vierendel constitui um painel retangular formado por


barras apoiadas ortogonalmente.

c) Treliças – Estruturas reticuladas, ou seja, formadas por


barras (em que uma direção é predominante) de eixo reto,
ligadas por rótulas ou articulações (nós). Quando submetidas
a cargas aplicadas nos nós apenas, as barras estão
submetidas somente a esforços axiais.

d) O método de Ritter consiste em encontrar os esforços


internos graficamente, a partir do equilíbrio dos nós da treliça.

e) Nos pórticos, as ligações entre as barras são engastes ou


rótulas internas. Isso faz com que sua estrutura não trabalhe
em conjuntos e de forma individual como acontece em
estruturas de colunas e vigas.

19) (23 - MTUR/2014 - ESAF) Assinale a opção correta.

a) Método das Forças (ou dos Esforços ou da Flexibilidade) as


Incógnitas: são os deslocamentos e Equações: compatibilidade
das forças.

b) Método dos deslocamentos (ou das deformações ou da


rigidez) as Incógnitas: deslocamentos (dos nós, ligações entre
03430722110

barras); Equações: equilíbrio de forças em torno dos nós e


Processo: fixar todos os deslocamentos dos nós possíveis
(graus de liberdade).

c) Com estas duas restrições, os deslocamentos de um


sistema elástico são funções lineares das cargas exteriores. Se
as cargas crescem numa certa proporção, todos os
deslocamentos decrescem na mesma proporção.

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 113 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

d) Segundo o teorema do Princípio dos Trabalhos Virtuais


aplicados aos corpos elásticos, o trabalho virtual das forças
externas é o dobro do trabalho virtual das forças internas para
quaisquer deslocamentos virtuais compatíveis com os vínculos
da estrutura.

e) A deformação devido ao cisalhamento não pode ser


negligenciada para a maioria de vigas e pilares normalmente
utilizados na construção civil, porém esta parcela de
deformação é negligenciada para estruturas em madeira,
estruturas com vãos curtos e estruturas com cargas elevadas.

19 - GABARITO

1) A 6) A 11) A 16) E

2) E 7) B 12) A 17) D

3) D 8) D 13) A 18) C

4) A 9) B 14) D 19) B

5) B 10) A 15) D

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 114 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“
Edificações Terracap/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

20 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR


6118/2007 – Projeto de Estruturas de Concreto -
Procedimento.
2 - Beer, Ferdinand P. e Johnston Jr, E. Russell. Resistência dos
Materiais. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982.

3 - La Rovere, Henriette Lebre & Moraes, Poliana Dias de. Apostila


de Análise Estrutural II. UFSC. 2005.

4 - Leonhardt, Fritz e Monnig, Eduard. Construções de Concreto,


volume 1. Rio de Janeiro. Interciência: 1977.
5 - Sussekind, José Carlos. Curso de Análise Estrutural, volume
1. Rio de Janeiro: Globo, 1981.

6 - Valle, Ângela do; La Rovere, Henriette Lebre; & Pillar, Nora Maria
De Patta. Apostila de Análise Estrutural I. UFSC. 2013.

03430722110

Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 115 de 115


`ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ
˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ

/œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê
ÜÜÜ°ˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVŽ°…Ì“