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In Banco de Petições 2851

Assunto: Muro divisório - CONSTRUÇÃO CIVIL - Vandalismo - FIXAÇÃO de


PENA PECUNIÁRIA - ART. 501/CC - ART. 588/CC - ART. 932/CPC

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----

Os autores requerem a expedição de Mandado Proibitório contra os réus que vêm


obstinadamente tentando impedir a construção de muro divisório, com atos de
vandalismo, derrubando o que é construído. Requerem ainda, no caso de
transagressão, a fixação de pena pecuniária diária.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA CIVEL


DESTA CAPITAL.

... e ..., brasileiros, casados entre si pelo regime de comunhão universal de bens, ele
do comércio, portador da CI - ..., CPF - ... , ela do lar, portador da CI-..., CPF-
...residentes e domiciliados na rua ... nesta capital, através de seu advogado abaixo
assinado, ut instrumento procuratório doc. 1 anexo, brasileiro, solteiro, inscrito na
OAB. Nº ..., com escritório a rua ... nesta capital, onde recebe intimação, vem com
todo respeito e acatamento a presença de V. Exa., amparados nos artigos 801, I, II, IV,
V, e 932 do Código de Processo Civil e artigos 501, 572 e 588 do Código Civil, vem
requerer:

AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO

contra
..., brasileiro, amasiado, profissão ignorada, residente e domiciliado a rua ... nesta
capital, pelos fatos e motivos de direito a seguir expostos:

OS FATOS

Os requerentes tiveram adjudicado em seu favor, nos autos sob nº ... do Arrolamento
dos bens de ..., junto ao Juízo da ... Vara Cível desta capital, 1/3 do imóvel
constituído pelo lote n.º ..... da quadra ... da planta ... nesta capital, que levado ao
registro de imóveis para Averbação as fls do livro ...-... hoje sob nº ..., conforme faz
prova doc. nº ... anexo.

Juntamente com os requerentes, os irmãos e cunhadas ... e ... também receberam 1/3
do mesmo, na referida adjudicação da ... Vara Cível desta capital.

Junto ao ... Tabelionato de Notas desta capital, os requerentes adquiriram do irmão e


cunhada ... e sua mulher ... o 1/3 que os mesmos houveram na adjudicação do
inventário de ..., conforme faz prova doc, anexo n.º ...

No outro 1/3 do referido imóvel moram a viúva meeira de ... e seu amásio, e o filho ...

Os requerentes estão há meses tentando construir muro divisório, porém o requerido


de forma obstinada sem nenhuma razão, se opõe, derrubando o que é construído,
espalhando o material de construção de forma que resta inaproveitado.

Tantas têm sido as ações de vandalismo, agressões físicas e verbais, provocações,


que as tentativas de composição se tornam vãs, nada mais restando aos requerentes
tão somente a invocação de proteção jurisdicional.

DO REQUERIMENTO

Diante do exposto, requerem, nos antes mencionados institutos legais, a expedição de


Mandado Proibitório contra ... no endereço já citado, cominando-lhe a pena
pecuniária de ... % do salário mínimo vigente, ao dia, no caso de transgressão.

Seja o requerido citado, para querendo responder aos termos da presente ação, no
prazo legal, sob pena de revelia e confesso.

Seja o requerido condenado nas custas processuais e honorários advocatícios, na base


de 20% sobre o valor da ação.
Requer ainda, a produção de todo gênero de provas em direito admitidas,
especialmente o depoimento do requerido e provas testemunhais, cujo rol será
apresentada oportunamente.

Dá-se à causa para efeitos fiscais valor de R$ ...

N. Termos,
P. Deferimento.

..., ... de ... de ...

.........................
OAB ... ...

In Banco de Petições 2728

Assunto: INTERDITO PROIBITÓRIO - ART. 920/CPC - ART. 927/CPC - ART.


501/CC - POSSE - Grande número de réus - CITAÇÃO POR EDITAL - AMEAÇA
de INVASÃO - ESBULHO - TURBAÇÃO - PROTEÇÃO POSSESSÓRIA -
LIMINAR

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----

O autor, interpõe Interdito proibitório com pedido de concessão de liminar, haja vista
ameaça de invasão de sua propriedade. Pedido de citação por edital, devido o grande
número de invasores.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL


DA COMARCA DE ....../...
.........., brasileiro, casado, engenheiro, inscrito no CPF/MF n.º .........., residente
e domiciliado na Travessa ......., ..., ap. ..., ......, em ...... - ...., neste ato por seus
advogados (doc. ...), com escritório profissional em ......, na rua ...., ..., vem,
respeitosamente à presença de Vossa Excelência propor ação de:

INTERDITO PROIBITÓRIO

Com amparo no art. 501, do Cód. Civil, arts. 920, 927, 928, 932,933 e demais
aplicáveis no Cód. de Proc. Civil, em que figuram como réus ......, ...... e outros, de
qualificação ignorada, que serão encontrados nas áreas de invasão do Bairro .......,
próximo ao ...., moradias ....., mais precisamente na Rua ......, s/n, pelos fatos e
fundamentos que a seguir passa a expor.
Considerando-se o grande número de réus, há impossibilidade de individualização, o
que justifica a citação por edital, promovendo-se a citação pessoal somente dos
líderes facilmente identificáveis. É o que ocorre "in casu". Vem sendo esta a
orientação dos nossos tribunais, conforme acórdão anexo, doc. ..., do Egrégio
Tribunal de Alçada, Sétima Câmara Cível, relator o Juiz Waldemir Luiz da Rocha.

I - DOS FATOS

a) DA POSSE DO AUTOR

O autor é proprietário e, ademais, legítimo possuidor do imóvel matriculado na ...ª


Circunscrição de ..... sob o n.º ......, com a seguinte descrição: (doc. ...)

"Área de terreno, extra faixa de linha, denominada ...., sito no bairro ..... nesta
Capital, com .....m com as seguintes medidas e confrontações: frente com ...m por
linha pouco curva, confronta com a área remanescente de propriedade da ......, lateral
esquerda de quem da linha olhas aos fundos com .....m por linha reta, confronta com a
propriedade de ..., m lateral direita com .......m por linha reta, confronta com
propriedade de ....., e fundos com ....m por linha reta, confronta com a propriedade de
..........

A área do imóvel é toda demarcada e cercada com palanques e cercas de arame


farpado, com divisas certas e definidas (docs. ... a ... ).
O autor, atualmente, está terraplenando o lote, com intuito de aliená-lo para a
instalação de um parque industrial como se verifica das fotos em anexo (docs. ...
a ...), o que criará diversos empregos na Região, o que por si só exterioriza a posse do
requerente.

Vem também o autor recolhendo os tributos incidentes sobre o imóvel, não existindo
qualquer pendência que recaia sobre o imóvel, exceção feita em relação a hipoteca
em favor do Banco .......

b) DA AMEAÇA À POSSE E DO JUSTO RECEIO DO AUTOR

Pois bem. Embora o exercício pleno da posse e a disponibilidade que tem o autor
sobre a coisa, está o imóvel em vias de ser invadido por integrantes da invasão
localizada no Bairro .............., próximo ao .............., .............., mais precisamente na
Rua .............., s/n (docs. ... a ...).

Ocorre em que dias da semana finda, o autor recebeu um "bilhete " alertando-o das
ameaças de invasão, nos seguintes termos: (doc. ...)

"DOUTOR ....

sou moradora aqui de perto da sua propriedade, estou escrevendo para pedir que o
senhor fique sabendo que andam falando porai que querem de novo invadir seu
terreno estes dia.
Doutor .... eu fui lá no mercado do Góis e escutei uns cara falando que desta veis vai
da certo o prazo deles e invadi as terra nus feriado de setembro ou na eleição. Eu
moro perto da sua propriedade e estou com muito medo se tiver invasão tenho filho
pequeno e meu marido trabaia de noite e dispois que essa gente invade vira um bando
de maloquero e de ladrão aquela outra veis que quiseram invadi nóis ficamo tudo
com medo ainda bem que a policia veio ligeiro e tocou tudo eles. Purisso Doutor ...
pedimos que o senhor tome providencia pra que eles não invadam. Nos tamo com
muito medo. Ajude obrigado".

Diligenciou então o autor em verificar as informações e constatou o seguinte:

a) quanto às ameaças de invasão: Percorrendo as proximidades do local, constatou-se


que já houve tentativa de invasão anterior, que foi frustada pela exemplar atuação da
polícia militar do ......., conforme se infere da análise da certidão em anexo (doc. ...).

b) Quanto à imobilização e localização dos integrantes do grupo: Constatou-se a


existência, numa distancia de aproximadamente 10 (dez) metros do imóvel, de
duzentas casas de madeira (típicas das invasões e das favelas brasileiras), com um
grande número de pessoas que se estima hoje, em duzentas e poucas famílias,
sabendo-se que mais outras virão integrar o grupo (docs. ... a ...)

O local e a identificação do grupo que se separa para a invasão é desde logo


constatável pelas inúmeras casas à beira da estrada de ferro que separa a invasão dos
lotes pretendidos pelo movimento invasor.

Tudo isto está demonstrado nas fotografias anexas (docs. ... a ...).

As fotografias sob n.ºs ... a ... indicam o local da estrada onde se encontra a invasão e
demonstra a distancia que o movimento se encontra do imóvel.

A ameaça se faz presente por atos concretos, mobilização de grande grupo de


conhecidos invasores que não escondem o seu propósito de adentrar no imóvel (tanto
que já houve uma tentativa frustada de invasão por parte do mesmo grupo).
Reata dizer que alguns vizinhos e um empregado do requerente, que mora próximo
ao lote e cuida da conservação do mesmo, encontra-se amedrontado, temeroso por
sua vida e integridade física, haja vista a prática recente de homicídios e lesões
corporais.

Mais por parte de integrantes do movimento, que chegaram a disparar arma de fogo
quando da primeira tentativa de invasão (doc. ...).
A situação é de extrema gravidade e insegurança.

III - DO DIREITO

a) DOS PRESSUPOSTOS DA AÇÃO


A lei processual, corroborando a lei civil, assegura ao "possuidor que tenha justo
receio de ser molestado em sua posse, o direito de requerer ao juiz que o segure da
turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório".
O interdito proibitório tem por fito afastar, com a proibição, a ameaça de turbação ou
de esbulho.

Os pressupostos para a concessão do mandado proibitivo estão presentes e


concorrem, isto é;

Demonstrada está a posse plena, produtiva e atual;

A ameaça à ofensa é iminente e concreta, como se comprovou;

O receio é justo, baseados em fatos concretos e não representa simples termos


subjetivos. Está o autor amparado pela proteção possessória, assegurada no ordenado
jurídico.

b) DO GABINETE DA LIMINAR

Dispõe o art. 928, do Cód. de Proc. Civil que:

"Estando a petição inicial devidamente instruída, o Juiz definirá, sem ouvir o réu, a
expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração; no caso contrário,
determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para
comparecer à audiência que for designada".
O dispositivo se aplica também à ação de interdito, uma vez que o art. 933, manda
aplicar no interdito proibitório estas disposições.

Estão provados, documentalmente, a posse, a ameaça, justo receio, sendo iminente o


esbulho, como demonstrado.

Isto autoriza a que Vossa Excelência conceda a medida liminarmente "inaudita altera
parte" expedindo o mandado proibitório.

DO REQUERIMENTO

Posto isto, o autor formula a Vossa excelência o seguinte pedido:

a) Seja concedida a medida, de proibição liminarmente, inaudita altera parte, diante


da gravidade dos fatos e da urgência necessária;
b) Se assim não entender Vossa Excelência, seja designada audiência de justificação
de posse;

c) Sejam os líderes da invasão, citados por mandado e os demais por edital, para que.
Querendo, contestem a ação, sob pena de revelia;

d) Comine Vossa Excelência a pena de R$(.......)diário, para o caso de transgressão do


preceito;

e) Seja, ao final, julgada procedente à ação, tomada definitiva a liminar.

O alegado será provado pelo depoimento pessoal dos líderes do grupo apontado,
ouvida de testemunhas, juntada de novos documentos e perícia, se necessário.

Dá-se à causa o valor de R$ (......), para efeito fiscais.

N.Termos,
P.Deferimento.

........., ..... de ......de .......

.........
Advogado

In Banco de Petições 1760

Assunto: INTERDITO PROIBITÓRIO - CONTESTAÇÃO - Ausência de violência


iminente - Inexistência de POSSE

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: CONTESTAÇÃO
-----> SÍNTESE <-----

A Ação de Interdito Proibitório foi interposta sob a alegação de que o Autor está na
iminência de sofrer esbulho ou turbação em sua posse. O requerido contesta negando
a ameaça de turbação e argüindo o fato de que o autor não é possuidor legítimo.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ....ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....
- ESTADO DO ....

AUTOS Nº ....
INTERDITO PROIBITÓRIO

.... (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG n.º ...., e inscrito no CPF/MF


sob o n.º ...., residente e domiciliado na Comarca de ...., na Rua .... n.º ...., neste ato
representado por seus advogados, infra-assinados, instrumento de mandato anexo
(doc. ....), e que recebem intimações à ...., comparece, respeitosamente, perante Vossa
Excelência, respeitosamente, para oferecer:

CONTESTAÇÃO

à ação que lhe é movida por ...., com base nos arts. 932 e seguintes do CPC, bem
como nos dispositivos do Código Civil aplicáveis à matéria, conforme a dedução dos
seguintes elementos de fato e de direito.

I - DOS FATOS

Alega em síntese o autor que é legítimo possuidor da área de terra ....

Nesta qualidade pretende a defesa judicial de seus interesses, pois entende que sua
posse está diante de eminente perigo de turbação e/ou esbulho.
Contudo, como veremos não prospera qualquer das alegações do Requerente, tanto
por não ser ele o legítimo possuidor da área objeto do litígio, tanto por inexistir de
qualquer forma, direta ou indiretamente, ameaça de turbação e/ou esbulho por parte
do Requerido.

Os fatos, em realidade, divergem muito da ótica narrada pela exordial, sendo que o
que realmente existe é o que segue.

II - DO DIREITO

PRELIMINARMENTE

O Autor vem a juízo buscando impedir eventual turbação ou esbulho da área cuja
titularidade lhe pertence, e sobre a qual reclama ter posse.

Por ser o Autor casado como consta de sua qualificação às fls. .... e ...., não poderá
estar em juízo pleiteando direitos reais, notadamente sobre aqueles que aqui embasam
o seu pedido, eis que, em se tratando de bem imóvel, o art. 10 do Código de Processo
Civil determina o comparecimento no processo de ambos os cônjuges.

Razão porque, com fundamentos no artigo 301, inciso VIII e do artigo 267 do mesmo
diploma legal, requer que determine a extinção do processo sem julgamento do
mérito.

MÉRITO

Segundo Caio Mário:

"Interdito Proibitório é a defesa preventiva da posse, ante a ameaça de turbação e


esbulho. Consiste em armar o possuidor de mandado judicial, que resguarde da
moléstia eminente."

Mais em frente o mesmo autor completa seu pensamento ao afirmar que:

"... é preciso que o autor tenha fundado receio de que a violência virá, cumprindo-lhe,
pois, provar os requisitos posse, ameaça da moléstia, probabilidade de que venha a
verificar-se."
(in Instituições de Direito Civil, IV, Forense, 3ª Ed., 1994, págs. 55 e 56)

Pelo conceito doutrinário do eminente jurista podemos tranqüilamente comprovar que


inexiste in casu os requisitos essenciais para a propositura de interdito proibitório.
Não tem ele a posse da área que alega, não existe eminência alguma de violência, ou
mesmo de que esta venha a se realizar.

Afastaremos um a um os requisitos essenciais à propositura da demanda,


comprovando inequivocamente a inexistência de interesse de agir por parte do autor.

A POSSE DA ÁREA

Para Caio Mário:

"A posse é uma relação de fato entre a pessoa e a coisa, tendo em vista a utilização
econômica desta. É a exteriorização da conduta de quem procede como normalmente
age o dono. É a visibilidade do domínio."

Neste seu posicionamento o doutrinador em nada se afasta do texto do artigo 485 do


CC que declara, com base na pessoa que detém a posse, que:

"Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno, ou não, de
algum dos poderes inerentes ao domínio, ou propriedade."

Resta-nos, caracterizada doutrinariamente a posse, definir se o autor de fato possui o


bem que vem a juízo defender de turbação/esbulho. Para tal, devemos verificar tanto
elementos objetivos, como subjetivos.

Objetivamente, o Requerido tem em favor de si a escritura pública que lhe atribui a


propriedade integral do bem, incluindo a área eventualmente ameaçada de
turbação/esbulho, vez que sua divisa natural é ....

Mas não está se defendendo a propriedade, e sim a posse que dela é decorrente,
porque como é de todos sabido, ao proprietário é dado o direito de usar, gozar, fruir e
defender sua propriedade. Portanto, temos que é inerente à propriedade a posse, que
pode se direta, ou indireta, mas sempre posse. Em nosso caso há uma posse direta,
com a utilização pelo próprio proprietário de toda a área.

Na mesma linha, os réus recolhem anualmente todos os tributos incidentes sobre a


área contida entre as confrontações narradas no item .... desta petição, conforme faz
prova anexa, tendo reconhecida sua posse pelos órgãos públicos (prefeitura).

Finalmente, a posse se perfaz com a demonstração pública de que é possuidor com


cercas por ele erigidas e por atividades de manutenção da área. O que acontece vez
que o requerido zela diretamente de seu bem ....
Subjetivamente temos o completo aproveitamento econômico do bem imóvel. O fato
de a área sob litígio ser pouco utilizada não significa inexistência de posse, mas tão
somente que restringe-se o seu uso pelas características do terreno e é exatamente
este seu valor econômico o de respeito ecológico e de garantia de proteção ao local.

INEXISTÊNCIA ATUAL OU EMINENTE DE VIOLÊNCIA

Também não prospera a alegação, totalmente infundada do Autor de que sua posse
está diante de eminente perigo de violência.

Não existe nenhum indício de que isto seja verdadeiro, nunca houve, nem haverá, por
parte do réu, qualquer ameaça a áreas cuja a posse pertença ao Autor, o pedido em
mera conjectura. É este o entendimento unânime da jurisprudência.

"Interdito Proibitório

Não pode fixar-se - Requisitos - A violência iminente que define e precisa o justo
receio de turbação ou esbulho, para legitimar o interdito proibitório, significa o
perigo instante, sobranceiro, e não a ameaça de palavra vã, falada ou escrita."
(Ac. Un. da 2ª Câmara do Trib. do Rio Grande do Sul, de 27.08.41, Rel. Des. Erasto
Correia - Revista Forense, vol. 89, pág. 222, citado por Tito Fulgêncio, in Da Posse e
das Ações Possessórias, Vol. II, Forense, 9ª Ed., 1995, pág. 236).

"Interdito Proibitório - Requisitos para a sua concessão - Ocorrendo os requisitos da


lei para a concessão do interdito, o juiz expedirá mandado, mas é mister
compreender-se que 'concorrer' é apresentar os requisitos da ação, com a prova para
apreciação do juiz, e não fazer simples alegações despidas de qualquer prova."
(Ac. Un. 2ª Câmara do Trib. de Minas Gerais, de 21 de outubro de 1940, Rel. Des.
Paulo Fleury, Revista Forense, vol. 86, pág. 417, citado por Tito Fulgêncio, in Da
Posse e das Ações Possessórias, Vol. II, Forense, 9ª Ed., 1995, pág. 236).

Todo o procedimento proposto pelo Autor é baseado em suposições infundadas que


não geram o amparo judicial do interdito proibitório, razão pela qual não deve
prosperar a presente demanda.

Por fim, contesta o Requerido todos os termos da inicial, impugnando expressamente


a alegação de que existe grave ameaça à posse do Requerente por parte do Requerido.

III - DO PEDIDO

Requer o Contestante, o indeferimento da inicial nos termos das preliminares


apresentadas, ou se assim não for vosso entendimento, que seja julgada a presente
ação improcedente, condenando o Autor às verbas de sucumbência, honorários à base
usual de 20%, e ainda, respeitado o caráter dúplice da demanda possessória,
preceituado pelo art. 922 do CPC, seja o Requerido obrigado a arcar com todas as
perdas e danos sofridos pelo Requerido na contratação de advogado e demais custas
que serão comprovadas oportunamente.

Para provar os fatos aqui articulados, protesta pela apresentação de todas as provas
admitidas em direito, especialmente documental e testemunhal, cujo rol será
apresentado dentro do prazo legal.

N. Termos,
P. Deferimento.

...., .... de .... de ....

................
Advogado

In Banco de Petições 971

Assunto: LOCAÇÃO - NOTIFICAÇÃO - GARAGEM - ART. 932/CPC - Principal -


Acessório

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----

O Autor, locatário de determinado imóvel, tendo em vista a notificação para


desocupar a garagem do mesmo feita pelo locador, alega o justo receio de ser
molestado na posse, quando da possibilidade do réu ocupar a garagem com outro
carro.
Tal notificação não pode prevalecer posto que a garagem faz parte do imóvel, e o
acessório segue o principal.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA .... VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....
...., devidamente qualificado na procuração anexa, por seu advogado infra-assinado,
vem propor

INTERDITO PROIBITÓRIO COM LIMINAR

em face de .... (qualificação), residente na Comarca de ...., na Rua .... nº ...., baseado o
pedido nos artigos 932 e seguintes do CPC e nas seguintes razões de fato e de direito:

1. No dia .... o autor firmou com o réu um contrato de locação, tendo por objeto o
apartamento nº.... da Rua ...., nº ....

2. O prazo de locação é de 1 ano, estando presentemente prorrogado "ex vi-legis".

3. É certo que o autor, locatário do apartamento acima mencionado, sempre se


utilizou da vaga na garagem; vaga essa pertencente ao apartamento nº ...., e objeto do
contrato firmado.

4. Ocorre, porém, que o réu-locador acaba de remeter através do .... Cartório de


Títulos e Documentos a notificação anexa;

5. O réu exige que o autor desocupe a garagem do apartamento nº ...., pois segundo
consta dessa notificação, "que o uso da garagem de minha propriedade, sito na
Rua .... nº ...., cujo empréstimo lhe foi concedido a título gracioso e precário, não
poderá ter continuidade de ...."

6. O réu, ao final, exige que o autor desocupe a garagem, "deixando-a livre e


desimpedida para estacionamento de veículo". (Textual).

7. O autor não aceita a exigência do locador, pois a garagem faz parte do apartamento
e o acessório segue o principal.
8. É certo ainda que o autor, desde o início da locação, sempre se utilizou da
garagem, esta foi convencionada ao ser o imóvel locado.

9. Na verdade, a notificação remetida pelo réu é um revide às ameaças para um


reajuste brutal do aluguel, reajuste esse proposto ao arrepio da lei, e que foi rejeitado
pelo autor.

10. Outrossim, o autor teme que o réu, aproveitando-se da ausência do veículo do


autor quando este se dirigir ao trabalho, venha a ocupá-la com outro carro.

11. Por isso quer propor, como proposto tem, a presente ação de Interdito Proibitório,
com medida liminar, para assegurar ao autor o uso da garagem, não podendo o réu, a
qualquer título ocupá-lo.

12. Requer ainda a citação do réu para apresentar a defesa que entender de direito.

13. Protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas.

14. Ao final espera seja a ação julgada procedente, consolidando-se a liminar


concedida, e por via de conseqüência, que seja assegurado em favor do autor o uso da
garagem do edifício localizado na Comarca de ...., na Rua .... nº ....

15. Por cautela requer, desde já, e expressamente, seja o réu compelido a exibir a
escritura do imóvel locado, e "prima facia" restará comprovado que à unidade
autônoma se agrega a garagem.

16. Termos em que, dando-se a esta o valor de R$ .... (....), apenas para efeitos fiscais,
e com os documentos anexos.

Pede e espera deferimento.

...., .... de .... de ....

....................
Advogado
In Banco de Petições 265

Assunto: ART. 932/CPC - POSSESSÓRIA - TURBAÇÃO - POSSUIDOR direto -


PROPRIEDADE rural

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL
-----> SÍNTESE <-----

Compra e venda de imóvel rural. Venda realizada por não proprietário. Imissão na
posse de imediato e após consubstanciar-se o contrato de compra e venda. Ameaça de
turbação e esbulho por quem se diz proprietário.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....

...., (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº .... residente e


domiciliado na Rua .... nº .... e sua mulher ..., (qualificação), portadora da Cédula de
Identidade/RG nº ...., residente e domiciliado na Rua .... nº ...., por seu procurador
adiante assinado ...., (qualificação e endereço), vêm respeitosamente a presença de V.
Exa., propor a presente

AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO

em face de .... (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº .... residente e


domiciliado na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., Estado do ...., e sua mulher ....,
(qualificação), portadora da Cédula de Identidade/RG nº ...., residente e domiciliado
na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., Estado do ...., pelos motivos de fato de direito que
passam a expor:

1) Os Requerentes são senhores e possuidores de uma área de terra rural, sito na


localidade de ...., no Município de .... (descrever o imóvel com sua área, divisas e
confrontações e demais características), que adquiriram recentemente de ....,
(qualificação e endereço), os direitos possessórios sobre a referida área, conforme faz
certo a Escritura Pública de Cessão de Direitos Possessórios, anexa.
2) Após concretizada a transação e tendo os Requerentes sido imitidos na posse do
imóvel, o Requerido procurou-os para dizer que o imóvel lhe pertenceria e não ao
vendedor, a quem, alegou, apenas deixara explorar o imóvel a título precário.

3) Não apresentou, o Requerido, nenhum documento de domínio.

4) Desde este momento, passou a divulgar entre os vizinhos e pela região, que o
imóvel efetivamente lhe pertencia e que se os Requerentes não o entregassem
amigavelmente, ele tomaria à força.

5) Inicialmente os Requerentes não deram maior importância a essas ameaças, que


poderiam muito bem ser apenas "boatos", uma vez que se realmente o Requerido
detinha algum direito sobre o imóvel, já teria exibido o respectivo título.

6) Ocorre, MM. Juiz, que as ameaças passaram a ter caráter mais sério, causando
fundado receio aos Requerentes de que venham a concretizar-se as ameaças, dado os
avisos que receberam, inclusive o bilhete incluso, assinado pelo Sr. ...., que os previne
das reais intenções do Requerido.

Face ao exposto, não resta aos Requerentes outra alternativa que não seja buscar a
proteção da Justiça, para que sejam preservados contra a violência iminente,
requerendo para tanto a aceitação da presente, concedendo-lhe inclusive medida
liminar cominando pena pecuniária para o caso de concretizar-se a ameaça no curso
do feito, ou após o seu julgamento.

Protestam provar o alegado com as provas que o direito admite, notadamente pelo
depoimento pessoal do Requerido e a oitiva das testemunhas abaixo arroladas, que
deverão ser intimadas por mandado.

Requerem finalmente a citação do Requerido, para contestar a presente, querendo, no


prazo legal, sob pena de revelia, e que lhe seja cominada a pena de R$ .... (....), caso
concretize a ameaça no curso da ação ou depois de decidida, sendo ainda condenado
nas custas do processo, honorários advocatícios e eventuais perdas e danos que
vierem ocorrer.

Dá-se a presente, para efeitos fiscais, o valor de R$ .... (....).

Nestes Termos,
Pede e espera deferimento.

...., .... de .... de ....

..................
Advogado

Rol de testemunhas

1) ....
2) ....

In Banco de Petições 251

Assunto: ART. 932/CPC - POSSESSÓRIA - ART. 499/CC - DEMOLIÇÃO em


IMÓVEL vizinho

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----

Demolição em imóvel contíguo que causa dano no imóvel. Pedido de liminar para
que cesse a demolição.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....
...., (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº ...., devidamente inscrito
no CPF/MF sob o nº ...., residente e domiciliado na Rua .... n º ...., na Cidade de ....,
Estado do ...., vem com respeito e acatamento à presença de Vossa Excelência,
através de seu advogado e procurador judicial, devidamente inscrito na OAB, Seção
do .... sob nº ...., com escritório profissional na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., Estado
do ...., onde recebe intimações e notificações, com fulcro nos arts. 932 e 933 do
Código de Processo Civil e demais normas atinentes à espécie, propor a presente

AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO C/C PEDIDO DE LIMINAR

em face de ...., (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº ...., residente e


domiciliado na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., Estado do ...., pelas razões de fato e
fundamentos de direito a seguir aduzidos:

DOS FATOS

O autor da presente ação detém há aproximadamente 20 (vinte) anos, posse sobre


imóvel de propriedade do Município de ...., situado na Rua .... nº ...., esquina com
a ...., na Cidade de ...., Estado do ...., a qual possui a seguinte metragem: .... metros de
frente para a ....; e de comprimento de ...., com frente para a ...., totalizando área
de .... metros quadrados de forma irregular (conforme certidão em anexo). Tal
remanescente de terreno, originou-se do processo nº .... e em cumprimento ao
Decreto Municipal nº .... de .../.../... concernente à Prefeitura Municipal de .... Neste
local, o autor com todos os seus esforços, mantém uma oficina de funilaria, a qual se
resume na fonte de seu sustento e de sua família.

Inobstante isto, o autor locava imóvel vizinho ao prédio do município, de propriedade


do requerido, onde mantinha o Escritório da referida oficina, o qual, inclusive, foi
objeto das Ações de despejo, registradas sob nº .... (Juízo de Direito da .... ª Vara
Cível - julgada improcedente) e nº .... (Juízo de Direito da .... ª Vara Cível - ainda
pendente de julgamento), ambas sob a alegação de que iria demoli-lo, e razão pela
qual o réu o desocupou em ...., não por determinação judicial, e sim tendo em vista o
valor absurdo a que passou o valor locatício. Entregou, devidamente, as chaves do
imóvel pertencente ao seu proprietário.

Porém, por "motivos desconhecidos", o réu pretende incorporar ao seu patrimônio


também, o imóvel de propriedade do Município de ...., o qual nunca teve sequer a
posse indireta. Ao contrário, como já fora salientado, quem mantém a posse direta
sobre a referida área há aproximadamente vinte (20) anos é o autor da presente
medida. Assim, tem o réu buscado de várias formas "expulsar" o autor do imóvel que
não é proprietário e ainda, que nunca teve a posse.
Destarte, não tendo o réu recebido o agasalho do Poder Judiciário, em suas
"aventuras" jurídicas, iniciou um verdadeiro "processo terrorista" contra o autor, o
qual tem recepcionado inúmeras ameaças do mesmo, no intuito de desocupar o
imóvel de propriedade município, pois este pretende tirar proveito do imóvel em tela,
quando da edificação de novo estabelecimento.

Cabe esclarecer, que tanto o imóvel do réu, quanto o de posse do autor, localizam-se
em área extremamente valorizada, designada, tecnicamente, pela Prefeitura
Municipal de "Setor Estrutural", ou seja, áreas onde se podem construir edifícios sem
um limite de pavimentos, sem respeitar a taxa de ocupação do solo (que em geral é de
cinqüenta por cento), comportando o exercício de qualquer atividade comercial.

Agora, não é difícil de se imaginar os motivos que levam o réu a pleitear a posse da
referida área, visto que a sua nova edificação contaria, sem dúvida, com frente para
a ...., valorizando imensamente a referida obra. Com a demolição da oficina do autor,
ter-se-ia a falsa impressão que o imóvel do réu possuía, realmente, frente para a "Via
Rápida", já que o imóvel, em litígio, mede apenas .... de profundidade, ou seja,
apenas .... além da medida de recuo obrigatório.

Por outro lado, reconhece o ora requerente que o réu, realmente, deu ao imóvel
vizinho o destino aventado na Ação de Despejo, posto que procedeu a demolição do
imóvel. Tal demolição, iniciou-se a poucos dias a pretensão do réu, como já
lembrado, é no sentido de atingir o imóvel de propriedade do Município, sobre a qual
mantém a posse o requerente, o que se pode demonstrar, inclusive, pelas fotografias,
acompanhadas dos respectivos negativos, em anexo.

Concomitantemente, ao início da demolição do imóvel do réu, iniciaram-se as


pressões ao autor. Diariamente, recebe ameaças de que sua oficina será demolida a
qualquer preço, até mesmo os funcionários do réu, que trabalham na demolição,
repetem, a mando do réu, que retire de sua oficina os veículos que lá se encontram,
pois quando iniciarem a demolição do barracão, não vão se importar com nada que
esteja dentro do imóvel de posse do autor.

O absurdo chegou a ponto de que o réu, juntamente com seu filho, ficam na frente da
oficina do autor, aguardando a presença dos clientes e estes, ao encostarem seus
veículos para reparos, são de logo, abordados pelos mesmos, a fim de que não deixem
os seus veículos naquele local, pois irão demolir o imóvel e juntamente com este, os
veículos que lá estiverem a consertar. Com isso, o autor tem perdido grande parte da
sua clientela que, sob àquelas alegações, preferem não fazer o serviço.

Em síntese, Excelência, este é o quadro assustador em que está inserido o autor,


impossibilitado de trabalhar, face a vingança injustificada do réu. Lembre-se, ainda,
que em algumas oportunidades, o autor tentou ponderar com o réu, no sentido de se
aguardar o deslinde da causa, antes nominada, porém este o recepcionou lançando
palavras vexatórias à Justiça, ao advogado do autor e nem se fale, ao próprio autor.
Finalizando, citemos ainda, que o autor foi, inclusive, ameaçado de morte pelo filho
do réu.

DO DIREITO

Dispõe o art. 501 do Código Civil Brasileiro que:

"o possuidor, que tenha justo receio de ser molestado na posse, poderá impetrar ao
juiz que o segure da violência iminente, cominando pena a quem lhe transgredir o
preceito". (Grifo nosso)

No mesmo caminho, prescreve o art. 932 do Código de Processo Civil que:

"o possuidor direto ou indireto, que tenha justo receio de ser molestado na posse,
poderá impetrar ao juiz que segure da turbação ou esbulho iminente, mediante
mandado proibitório, em que se comine ao réu determinada pena pecuniária, caso
transgrida o preceito". (grifo nosso)

WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO, "in" Curso de Direito Civil, volume 03,


21ª Edição, às fls. 49, leciona que Interdito Proibitório - "destina-se a proteger a
posse apenas ameaçada. É a proteção preventiva da posse, na iminência ou sob
ameaça de ser molestada. De natureza premonitória, visa a impedir se consume
violação da posse. O interdito proibitório não se confunde, pois, com a manutenção e
a reintegração, que pressupõem violência à posse, já efetivada pela turbação, ou pelo
esbulho".

Noutra passagem o mesmo Professor salienta que o interdito proibitório exige três
(03) requisitos, ou seja:

a - a posse do autor;
b - a ameaça de turbação ou de esbulho por parte do réu;
c - justo receio de ser efetivada a ameaça;

Ora, Excelência, sem qualquer dúvida, todos os requisitos exigidos pela doutrina e
pelo Código de Processo Civil, encontram-se presentes, razão pela qual a presente
postulação merece acolhida.

"Aplica-se ao interdito proibitório o disposto na seção anterior" (grifo nosso)


Porém, Excelência, diante dos argumentos, antes elencados, não se pode aguardar
passivamente os atos que, sem dúvida, serão praticados pelo réu, caso não seja
concedida LIMINAR, no sentido de obstaculizar o procedimento iniciado pelo réu.

Neste sentido, nosso Tribunal têm decidido reiteradamente. Senão Vejamos:

"Possessória. Ação de Interdito Proibitório. Deferimento da Liminar. Irresignação do


réu, elementos de prova existentes nos autos que autorizam a medida, ausência de
gravame. Agravo de Instrumento Improvido, Unânime. Existindo nos autos
elementos suficientes para do ponto de vista objetivo formar a convicção do juiz da
causa, quanto a existência da posse do autor sobre o terreno e da ameaça de turbação
ou esbulho de menos de ano e dia por parte do réu, malgrado se trate de cognição
sumária e incompleta, fica o magistrado legalmente autorizado ao deferimento da
liminar, (...) mormente quando se constata terem sido rigorosamente cumpridos os
requisitos objetivos para sua concessão". (Agravo de Instrumento 0047615-1 -
Ribeirão do Pinhal - Vara única - Ac. 3506, Juiz J.J. Cordeiro Cleve - Segunda
Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Alçada do Estado do Paraná - Unânime - Julg.
26/02/92). (grifo nosso)

"Apelação Cível - Interdito Proibitório - (...) ameaça de posse do autor configurada -


concessão de liminar - cominação de pena pecuniária ao réu - desobediência -
Julgamento procedente da ação (...)". (Apelação Cível - 0059004-9 - Juiz conv.
Waldemir Luiz da Rocha - Sexta Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Alçada do
Paraná - julg. unânime". (grifo nosso).

Destarte, dever-se-á conceder liminar, "inaudita altera pars", com base no art. 928 do
mesmo "codex", o qual se aplica a presente ação, conforme disposto no art. 933, já
transcrito.

"Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a
expedição de mandado liminar de manutenção ou de reintegração; no caso contrário,
determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para
comparecer à audiência que for designada".

Assim, dispensável se mostra a audiência prévia de justificação de posse, inclusive,


nesse sentido, também já pronunciou o mesmo Tribunal. Vejamos:

"Agravo de Instrumento, decisão concessiva de liminar em ação de interdito


proibitório, posteriormente convertida em ação de reintegração de posse, inadequação
da via processual utilizada, não realização de audiência de justificação prévia,
improvimento. Relativamente as ações possessórias, vige o princípio da
fungibilidade, expressamente consagrado pelo art. 920, do Código de Processo Civil,
não subsistindo, por conseguinte, a alegada inadequação da via processual. No caso
"sub judice", dispensável a audiência de justificação prévia, eis que comprovados os
requisitos do art. 927 do Código de Processo Civil". (Agravo de Instrumento -
0071018-7 - ac. 3239 - Juiz Antonio Alves do Prado Filho - Oitava Câmara Cível do
Egrégio Tribunal de Alçada - por unanimidade).

Agora, não sendo este o entendimento de Vossa Excelência, o que entendemos


deveras impossível, requer-se a designação de audiência de justificação prévia.

"Agravo de Instrumento. Interdito Proibitório. Audiência de Justificação. Liminar


concedida. Comprovados os requisitos dos arts. 927 e 928, CPC, correto o despacho
concessivo da liminar em interdito proibitório. Recurso Improvido." (Agravo de
Instrumento - 0067165-2 - Curitiba - Juiz Bonejos Bemchuk - Sexta Câmara Cível do
Egrégio Tribunal de Alçada - Julg. 31.10.94 - Ac. 3320 - por unanimidade).

"Ad argumentandum tantum", entenda Vossa Excelência que o réu detém a posse
indireta sobre o referido imóvel, o que "nem de perto e nem de longe" corresponde a
verdade, também merece acolhida o presente pedido, pois o autor é titular de posse
direta. Vejamos:

"Possessória - Comodato - Interdito Proibitório - Liminar concedida ao possuidor


direto contra o proprietário - admissibilidade - Agravo Improvido. O Código Civil
adotou a teoria de Jhering, pela qual é possível a coexistência da posse direta com a
indireta. Se o possuidor indireto molestar a posse daquele a quem transferiu por
contrato a utilização da coisa, tem o possuidor direto ação contra ele". (Agravo de
Instrumento - 0063748-5 - Foz do Iguaçu - 2ª Vara Cível - do Egrégio Tribunal de
Justiça - Julg. 23.02.94 - por unanimidade).

DO PEDIDO

"Ex positis", requer-se seja a mesma recebida e "inaudita altera pars", seja concedida
liminar, a fim de que o réu se abstenha de dar continuidade a demolição do imóvel,
objeto dos presentes autos, aplicando-lhe a pena pecuniária de .... para cada ato de
descumprimento da ordem judicial, somados aos valores correspondentes aos danos
acarretados, independentemente da competente ação de reparação de danos.

Ato contínuo, requer-se a citação do réu para que fique ciente dos termos da ação em
tela e querendo, dentro do prazo legal, apresente contestação aos seus termos, sob
pena de revelia e advertência de que não havendo contestação, presumir-se-ão aceitos
como verídicos os fatos articulados pelo autor.
Contestada ou não, seja o presente pedido julgado procedente, confirmando-se o teor
da medida liminar concedida, bem como condenando o réu nas custas processuais e
honorários advocatícios na base de vinte por cento.

Pretende-se provar o alegado por todas as provas, em direito admitidas,


principalmente documental, depoimentos pessoais do autor e réu, e ainda
testemunhas, cujo rol segue em anexo, os quais comparecerão em juízo
independentemente de intimação.

Dá-se a presente o valor, para efeitos de alçada de R$ ....

Nestes termos,
Pede deferimento.

...., .... de .... de ....

..................
Advogado

ROL DE TESTEMUNHAS

....
....
....

In Banco de Petições 178

Assunto: IMOBILIÁRIA - NOTIFICAÇÃO - GARAGEM - ART. 932/CPC -


LOCAÇÃO RESIDENCIAL

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----


Contrato de locação residencial de imóvel com garagem. Notificação para
desocupação da garagem. Modificação de cláusula contratual. Interdito proibitório
para garantir o uso da garagem pelo locatário.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....

.... (qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº ...., residente e


domiciliado na Rua .... nº ...., por seu advogado infra-assinado (mandato procuratório
em anexo ), com escritório profissional na Rua ..... nº ...., na Cidade de ...., Estado
do ...., vem, mui respeitosamente à presença de V.Exa. propor AÇÃO DE
INTERDITO PROIBITÓRIO, COM PEDIDO DE LIMINAR contra ....
(qualificação), portador da Cédula de Identidade/RG nº ...., residente e domiciliado na
Cidade de ...., Estado do ...., na Rua .... nº ...., com fundamento nos artigos 932 e
seguintes do Código de Processo Civil, pelas razões de fato e de direito a seguir
expostas:

I. No dia .... o Requerente firmou com o Requerido um Contrato de Locação


Residencial tendo por objeto o apartamento nº .... da Rua .... nº ...., na Cidade de ....,
Estado do ...., com prazo determinado de 01 ano, prorrogado atualmente "ex vi legis".

O Requerente-locatário desde o início da locação, como ficou acertado com o


Requerido - locador em contrato, sempre utilizou a vaga na garagem pertencente ao
apartamento.

II. Ocorre, porém, que através de Notificação remetida ao Requerente, o Requerido,


modificando o contrato, exige que o mesmo desocupe a vaga da garagem em prazo
improrrogável de 15 dias, para que possa fazer uso com outro veículo.

Baseado nestes fatos, o Requerente não aceita a exigência do Requerido - locador,


pois a garagem faz parte do apartamento, e o acessório segue o principal. Sendo
ainda, que o mesmo desde o início da locação sempre se utilizou da garagem, esta foi
convencionada ao ser o imóvel locado.
III. Isto posto, o Requerente temendo que o Requerido aproveitando-se da ausência
de seu veículo, venha a ocupar a vaga com outro automóvel propõe a presente ação
de Interdito Proibitório, com medida liminar para assegurar-lhe o uso da garagem,
não podendo o Requerido a qualquer título ocupá-la.

Requer a citação do Requerido para contestar a ação, protestando pela produção de


todas as provas em direito admitidas.

Ao final espera ser a ação julgada procedente, sendo a liminar concedida e por via de
consequência que seja assegurado em favor do Requerente o uso da garagem do
edifício ...., ao apartamento nº ...., localizado na Rua .... nº .....

"Ad cautelam" requer, desde já, e expressamente, seja o Requerido compelido a


exibir a escritura do imóvel locado, posto que assim restará comprovado que à
unidade autônoma se agrega a garagem.

Requer, finalmente, na forma do art. 932 do CPC, seja expedido mandado


proibitório, para que o Requerido se abstenha da prática de qualquer ato de turbação
ou esbulho da posse da garagem utilizada pelo Requerente, cominando V. Exa. pena
pecuniária caso o Requerido transgrida o preceito.

Dá-se a causa para efeitos fiscais o valor de R$ ....

Termos em que,
P. Deferimento.

...., .... de .... de ....

Pp. ....

In Banco de Petições 95
Assunto: LOCAÇÃO COMERCIAL - GARAGEM - Acessoriedade - INTERDITO
PROIBITÓRIO - ART. 932/CPC

Ação: INTERDITO PROIBITÓRIO


Petição: INICIAL

-----> SÍNTESE <-----

Firmou-se contrato de locação de imóvel, com garagem, por tempo determinado. O


locador denúncia o contrato, no tocante a garagem. O locatário requer, pela medida
presente, assegurar-se do uso do acessório, que é a garagem.

-----> ÍNTEGRA <-----

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....

.... (nome e qualificação), residente e domiciliado na Rua .... nº ...., por seu advogado
infra-assinado (mandato procuratório em anexo doc. nº ....), com escritório na Rua ....
nº ...., vem respeitosamente perante V. Exa., a fim de propor AÇÃO DE INTERDITO
PROIBITÓRIO, COM PEDIDO DE LIMINAR contra .... (nome e qualificação),
residente e domiciliado nesta ...., na Rua .... nº ...., com fundamento nos artigos 932 e
seguintes do Código de Processo Civil, pelas razões de fato e de direito a seguir
expostas:

I. No dia .... o autor firmou com o réu um Contrato de Locação Residencial tendo por
objeto o apartamento nº .... da Rua ...., nesta ...., com prazo determinado de 01 ano,
prorrogado atualmente "ex vi legis".

O autor locatário desde o início da locação, como ficou acertado com o locador em
contrato, sempre utilizou a vaga na garagem pertencente ao apartamento ....
II. Ocorre, porém, que através de Notificação remetida ao autor, o réu modificando o
contrato, exige que o mesmo desocupe a vaga da garagem em prazo improrrogável de
15 dias, para que possa fazer uso com outro veículo.

Baseado nestes fatos, o autor não aceita a exigência do locador, pois a garagem faz
parte do apartamento, e o acessório segue o principal. Sendo ainda, que o mesmo
desde o início da locação sempre se utilizou da garagem, esta foi convencionada ao
ser o imóvel locado.

III. Isto posto, o autor temendo que o réu aproveitando-se da ausência de seu veículo,
venha a ocupar a vaga com outro automóvel propõe a presente ação de Interdito
Proibitório, com medida liminar para assegurar-lhe o uso da garagem, não podendo o
réu a qualquer título ocupá-la.

Requer a citação do réu para, querendo, contestar a ação, sob pena de revelia e
confissão quanto à matéria de fato, protestando pela produção de todas as provam em
direito admitidas

Ao final requer seja a ação julgada procedente, sendo a liminar concedida e por via
de consequência seja assegurado em favor do autor o uso da garagem do edifício ....,
ao apartamento nº ...., localizado na Rua ...., condenando o réu ao pagamento de
custas processuais e honorários advocatícios.

Por cautela requer, desde já, e expressamente, seja o réu compelido a exibir a
escritura do imóvel locado , por meio do que restará comprovado que à unidade
autônoma se agrega a garagem.

Dá-se a causa para efeitos fiscais o valor de R$ ....

Termos em que,
P. Deferimento.

...., .... de .... de ....

..................
Advogado

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