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Trabalho em Grupo - EQ741

Gabriela Lima Chiquetto RA: 146195


Micael Waldhelm RA:156768
Raul Soares Aguiar RA: 157125
Sofia Caroline Moraes Signorelli RA: 151118

Campinas - SP
Junho de 2017
a-)
I. Esquema do problema:

Figura 1 ​- Esquema do problema

II. Analise do esquema:


O volume de controle encontra-se na membrana BPS onde haverá o perfil de
concentração de PEG. O volume de controle vai da meia espessura da membrana
(z = 0 na linha pontilhada) até z = A e da meia espessura até z = -A.

III. Considerações:
● A água está estagnada em relação ao PEG;
● Pressão e Temperatura constantes, T= 25°C;
● Como o comprimento é muito maior que a espessura (L>> 2A) e que a altura
é muito maior que a espessura, considerou-se a membrana como uma placa
plana infinita.

IV. Condições de Contorno

Para o caso de resistência externa desprezível ​( B i→∞ ):

● Condições de contorno:
t=0, C​A​=C​A0​, para qualquer z

∂C A
t>0, |
∂t z=0
= 0 , condição de simetria

t>0 C​A​=K​P​*C​A∞​, z=A (na superfície)

Considerando a presença de resistência externa (Bi→0) :

Condições de contorno:

t=0, C​A​=C​A0, para


​ qualquer z

∂C
t>0, ∂tA |z=0 = 0 , ​condição de simetria

∂C k
t>0, z=A,​ ∂zA |z=a = D mzK (C A1 − C A1s )
ef p

V. Simplificação da equação que descreve o fenômeno da transferência de


massa

Aplicando a equação da continuidade:

∂C A
∂t
+ ∇N A = RA ′′′

● Considerações:
❏ RA ′′′ = 0 , pois não ocorre reação química
❏ Difusão unidirecional em z

Logo,

∂C A ∂N A
∂t + ∂z =0

● Aplicando a lei ordinária da difusão:

❏ O termo y A ∑ N i =0, pois não há contribuição convectiva.

∂C A ∂ ∂C A
∂t + ∂z (− Def ∂z ) =0
∂C A ∂2 C A
∂t + ∂z 2
= 0 (1)

❏ Sabe-se que a concentração adimensional é dada por:

C A −C A *
θ= C A0 −C A *
​(2)

Onde:

C​A​ é a concentração final obtida

C​A​*​ é
​ a concentração na superfície

C​A0​ é a concentração inicial

Substituindo a equação 2 na equação 1, tem-se:

2
∂θ
∂t = Def ∂∂zθ2 (3)

b-)
I. Dados:
● A resistência externa a transferência de massa é desprezível, o que significa
que o Bi → ∞
● Tempo : Primeiras 5 horas
● T = 25°C
● Como afirmado no enunciado do problema, a água usada no processo de
extração é praticamente livre de PEG, isto é, C A∞ = 0 .

● D0 = 85, 4 cm²/s

II. Difusividade

Como nosso volume de controle é uma membrana e foi dado o


D0 (50°C) = 85, 4 cm²/s calculamos a difusividade na membrana à 50°C por meio da

seguinte equação:
DAme = D0 e−Q/RT (4)

Como o Q foi dado e vale 61,4 kJ/mol temos:

DAme = 85, 4 . cm²


s e
−(61,4kJ/mol)/((8,314 J/mol.K)323K)

DAme = 1, 014 . 10−8 cm²


s

III. Concentração Inicial

Sabemos que a extrusão das membranas de BPS ocorrem com 20% em


massa de PEG.
g g
Sabe-se que ρP EG (20°C) = 1, 124 cm³ e ρBP S (20°C) = 1, 35 cm³ e aproximando
que os 5°C de diferença em relação a nossa temperatura de trabalho não alteram
significativamente as massas específicas, isto é, utilizaremos as massas específicas
à 20°C para o nosso sistema à 25°C sem adquirir erros significativos.
Considerando 1g de mistura BPS - PEG, temos 0,2g de PEG e 0,8g de BPS.
A partir das massas específicas calculamos os volumes ocupados:

mP EG 0,2g
V P EG = ρP EG = 1,124 = 0, 17793 cm³
mBP S 0,8g
V BP S = ρBP S = 1,35 = 0, 592593 cm³

V T = 0, 77052 cm³
0,2 g
C A,0 = 0,77052 = 0, 259 cm³

IV. Concentração adimensional:


C A −C A * C A− K P C ∞
θ= C A0 −C A *
= C A0 − K P C ∞

Como C ∞ = 0, temos que:


CA
θ= C A0 ​(5)

Portanto, C A = θC A0 (6)

(−1)n 2
θ (n, F oM ) = θ = 2. ∑ γ n .cos(η. γ n ) e(−γ n F oM ) ​(7)
n=0

V. Cálculo do perfil de concentração

Visando o cálculo dos perfis de concentração para resistência desprezível,


primeiramente, calculamos para o intervalo de tempo de t = 0 até t = 5h e z=
0,05mm (meia espessura) os valores de F oM por meio da seguinte equação:

Def t
F oM = , z 1 = distância do início da dif usão à superf ície da matriz. (8)
z 21

Foram calculados os gamas envolvidos , assim como o comprimento


reduzido por meio das seguintes equações:

γ n = (2n + 1) Π2 ​(9)
z
η = a , a = z 1 (10)
Calculamos os resultados das equações (8), (9) e (10) e substituímos na
equação (6), truncando no 5° termo visando diminuir o erro. A equação foi aplicada
a intervalo de z de 0 até 0,05mm (meia espessura da membrana) dividido em 1000
pontos.

Assim, obtemos as curvas dos perfis de concentração de PEG na membrana


para os tempos de zero à 5 horas,foi feita uma curva para cada hora, de forma que
o FOM utilizado foram os para os tempos 1h, 2h, 3h, 4h e 5h. Os valores de η
encontrados vão de 0 até 1 e os valores de gama para cada tempo encontram-se na
Tabela 01. As curvas são retratados na Figura 02.

Tabela 01 -​ Valores de Gama

Gama 0 Gama 01 Gama 02 Gama 03 Gama 04

1,57 4,71 7,85 11,00 14,14


Figura 02​. Perfil de concentração do PEG na membrana em função do tempo, para
as 5 primeiras horas.

Podemos visualizar que conforme o tempo aumenta tem-se uma concentração


menor de PEG na membrana para o mesmo z.

c-)
I. Dados
● Há presença de resistência externa a transferência de massa, logo Bi → 0
● T = 25°C
● Assim como no item (b), a água usada no processo de extração é
praticamente livre de PEG, isto é, C A∞ = 0 .
● Def = 1, 014 * 10−8 cm²
s
, o mesmo calculado no item (b)

● K​m2​=10​-10​ m/s , 10​-1​ m/s e 10​-15​ m/s


● O coeficiente de partição é unitário, logo Kp=1
Concentração adimensional:
Neste caso, chega-se também na concentração dada pela equação (6), no
entanto, a concentração adimensional local é dada pela equação que segue:

BiM cos(γ n .η) 2
θ (n, F oM ) = θ = 2. ∑ γ 2n 2
+ BiM + BiM cos(γ n )
. e(−γ n F oM ) (11)
n=1
z 1 K m2
BiM = Def K P
(12)

η é dado pela equação (10) e são os mesmos do item anterior pois


trabalhamos com os mesmos valores de z ,os valores de γ n são tabelados e
dependentes do número de Biot e K P = 1 .

III. Perfis de concentração:


Como já possuímos o valor de cada uma das incógnitas da equação (12),
calculamos o valor de Biot para cada um dos K m2 fornecidos: K​m2​=10​-10 m/s , 10​-1
m/s e 10​-15 m/s. Assim, obteremos 3 números de Biot diferentes, um para cada
constante.Os números de Biot encontrados foram:

Tabela 02​ - Número de Biot encontrado para cada K​m2:

K​m2​=10​-10​ m/s K​m2​=10​-1​ m/s K​m2​=10​-15​ m/s

3,3491E-02 3,3491E+06 3,3491E-07

Visando encontrar os gamas aplicou-se a seguinte equação


interativamente:

γ = tgγ − Bi (13)

Tabela 03: ​Valores de Gama para cada Bi.

K​m2 Bi γ1 γ2 γ3 γ4 γ5
10​-10​ m/s 3,3491E-02 0,18199 3,15222 6,28851 9,4348 12,5709

10​-1​ m/s 3,3491E+06 1,5708 4,7124 6,28851 7,854 10,9956

10​-15​ m/s 3,3491E-07 0,00E+00 3,1416 6,2832 9,4248 12,5664

Aplicando os valores obtidos na equação (11) para cada Biot encontrado,


obtemos os três gráficos retratados nas figuras 3, 4 e 5.

Figura 03​. Perfil de concentração do PEG na membrana em função do tempo, para


as 5 primeiras horas para Km2 = 10−10 m/s .

Comparando o perfil da Figura 03 com o da Figura 02 vemos que em ambos


a concentração para o mesmo z diminui conforme o tempo aumenta. Comparando
os gráficos podemos concluir que com a resistência a transferência de massa o
perfil de concentração passa a ser mais homogêneo, seguindo a mesma forma
independente do tempo com espaçamentos praticamente constantes entre as
curvas, além de ângulos de curvatura praticamente iguais para cada curva
diferentemente do caso sem resistência externa em que as curvas apresentam
espaçamentos muito diferentes entre si, assim como ângulos de curvatura
diferentes. A forma das curvas sem resistência externa passam a ser semelhantes a
com resistência externa a partir de passadas 4 horas.
As concentrações de PEG na membrana para o sistema com resistência
externa são maiores. Isto era esperado, pois a transferência de massa para o meio
externo, isto é, a água, é dificultada pela resistência, ocorrendo menor transferência
de massa no mesmo intervalo de tempo do que no sistema sem resistência.

Figura 04​. Perfil de concentração do PEG na membrana em função do tempo, para


as 5 primeiras horas para Km2 = 10−1 m/s .

Comparando a Figura 04 com a Figura 03 verifica-se que o comportamento


apresentado para o caso de Km2 = 10−1 m/s se difere do apresentado por
Km2 = 10−10 m/s . O Biot resultante de Km2 = 10−1 m/s é muito maior que o
apresentado pelo Km2 = 10−10 m/s ,podendo ser considerado como um caso onde
ambas as resistências são importantes no processo. No entanto, era esperado que
o caso para Km2 = 10−1 m/s apresentasse curvas mais acentuadas do que as
apresentadas por Km2 = 10−10 m/s , já que para este caso, a resistência externa é
maior, pois o Biot está mais próximo de zero. Logo, o comportamento apresentado
na Figura 04 não está de acordo com o esperado, pois este comportamento é típico
de caso onde a resistência externa é dominante, pois não a concentração de PEG
na membrana se mantém constante ao longo de z para um mesmo tempo.
Figura 05​. Perfil de concentração do PEG na membrana em função do tempo, para
a primeira hora para Km2 = 10−10 m/s e Km2 = 10−1 m/s .

Analisando a Figura 05, verifica-se a diferença entre o perfil de concentração


apresentado pelos dois casos. Assim como observado na Figura 04, não há
variação na concentração do PEG na membrana ao longo de z para um dado tempo
para Km2 = 10−1 m/s , enquanto que, para Km2 = 10−10 m/s , há variação na
concentração.
Para o terceiro caso, onde Km2 = 10−15 m/s , obteve-se um valor
extremamente baixo para o gama referente ao termo zero, decorrente ao valor baixo
de Biot obtido a partir desse valor de Km2 . No entanto, acredita-se que o perfil
esperado seja próximo ao exibido na Figura 03, porém, com uma variação de
concentração maior que a apresentada para Km2 = 10−10 m/s , ou seja, apresentaria
uma curvatura mais acentuada devido ao valor encontrado para Biot, já que este é
muito menor para este caso.
Analisando todos os perfis é possível concluir que o Biot influencia
diretamente no perfil de concentração exibido. Para altos valores de Biot (tendendo
ao infinito), não há praticamente nenhuma variação na concentração de PEG na
membrana ao longo de z por um dado tempo. No entanto, quanto menor for o valor
de Biot (tendendo a zero), mais acentuada será a curva do perfil de concentração.
d-)
I. Dados:
● Dimensões da membrana: 5x5 cm
● Metade da quantidade máxima da membrana
● Tempo = t = ?

II. Cálculo da quantidade de PEG retirada da membrana


Inicialmente, considerando as dimensões da placa, podemos encontrar o
volume total da membrana, dado por:
V total = L * L * W = 5 * 5 * 0, 01 = 0, 025 cm3 (13)

Utilizando os valores das massas específicas e frações mássicas para o PEG e


BPS, podemos encontrar a massa específica média da placa, dada pela seguinte
equação:
1
ρmédio = (14)
( )( )
xpeg Xbps
ρpeg + ρbps

Com os valores da massa específica média, podemos enfim encontrar a massa


total e a massa de PEG na placa no início, antes da difusão:
V total
mtotal = = 0, 032445 g ​(15)
( )+( )
xpeg Xbps
ρpeg ρbps

mpeg = xpeg * mtotal = 0, 006489052 g ​(16)


A quantidade de massa removida será metade da massa total de PEG na placa
antes da difusão:
mpeg
mpeg* = 2 =0,003244526 g ​(17)
A concentração da placa pode ser encontrada dividindo-se a massa antes e
após a extração do PEG pelo volume total da placa. Após isso, podemos encontrar
o valor de Ө médio pela equação (5).
Ө=0,5
III. Cálculo do tempo necessário para Bi → ∞
Com o valor de Ө médio calculado podemos calcular o tempo necessário para
placa chegar até Ө médio igual a 0,5. Utilizando a função atingir meta do solver no
Excel, encontramos o tempo que a necessário para a remoção da metade da
quantidade máxima de PEG da membrana para a situação sem resistência à
transferência de massa.
t​s/res.​= 0,915 h
IV. Cálculo do tempo necessário para Bi → 0
Com o valor de Ө médio calculado podemos calcular o tempo necessário para
placa chegar até Ө médio igual a 0,5. Utilizando a função atingir meta do solver no
Excel, encontramos o tempo que a necessário para a remoção da metade da
quantidade máxima de PEG da membrana para a situação com resistência à
transferência de massa, com Km=10^-10 m/s. Percebemos que o tempo com
resistência externa é muito maior que no caso sem (anterior).
t​c/res.​= 97,34 h