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Coordenação do Curso de Engenharia Elétrica

Laboratório de Instrumentação, Sistemas de


Controle e Automação (LINSCA)

Conceitos de Instrumentação
Instrumentação Eletrônica

Prof. Ademar Gonçalves da Costa Junior, Dr.


ademar.costa@ifpb.edu.br

2017.2
Introdução
A instrumentação está presente na simples medida de uma
tensão de instalação elétrica (220 V ou 110 V);
Presente no controle do sistema que gera essa tensão (medição
da velocidade da turbina em uma usina hidroelétrica e medição
da pressão do vapor em uma usina termelétrica);
A medição dos processos é que determina os padrões e permite
que sejam referenciadas unidades às diversas grandezas;
Seja em um processo que deve ser controlado, seja em pesquisa
ou em uma linha de produção dentro de uma indústria, o
processo da medição de grandezas físicas é fundamental.

“A medição é a base do processo experimental.”


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Introdução

As técnicas experimentais têm mudado profundamente


nos últimos anos, devido ao desenvolvimento de
instrumentos eletrônicos e controladores inteligentes de
processos;
O conhecimento de muitos princípios de engenharia é
necessário para se realizar um experimento bem-sucedido,
por isso a dificuldade na experimentação;
No projeto de experimento, o indivíduo precisa ser capaz
de especificar a variável física e conhecer as leis que
regem o processo (física, química, biologia, etc).

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Introdução

Depois, é necessário o projeto ou a aplicação de algum


instrumento – é necessário o conhecimento dessa
aplicação;
Por fim, na análise de dados, o indivíduo deve combinar
as características do processo físico que está sendo
medido com as limitações dos dados coletados;
O objetivo do experimento ditará a precisão necessária, os
custos e a dificuldade.

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Introdução
Medições executadas por laboratoristas inexperientes,
frequentemente supõem que um experimento é fácil de ser
executado;
Tudo de que eles precisam é conectar alguns fios e ligar o
instrumento para que os dados comecem a ser
armazenados – ledo engano!!!
O instrumento que faz parte do processo pode estar
enviando dados errados ou com níveis de erro
demasiadamente altos, que podem comprometer todo o
experimento.

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Introdução
Mesmo os instrumentos funcionando perfeitamente,
se os dados não forem tratados corretamente ou,
ainda, se os mesmos não fizerem parte de um
processo de coleta projetado adequadamente, o
experimento poderá estar perdido;
Existe a necessidade de planejamento dos
procedimentos experimentais, que é de extrema
importância;
Exemplo de experimentos mal planejados: recall.

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Método Científico

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Grandezas

As grandezas são as variáveis ou quantidades que serão


medidas;
Também são usadas com nomenclatura: variável da
medida, variável da instrumentação e variável de
processo;
Podem ser medidas diretamente ou indiretamente.

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Grandezas
Segundo o VIM (Vocabulário Internacional de
Metrologia):
Grandeza mensurável: atributo de um fenômeno, corpo ou
substância que pode ser qualitativamente distinguido e
quantitativamente determinado;
Valor de uma grandeza: expressão quantitativa de uma grandeza
específica, geralmente em forma de uma unidade multiplicada por
um número.
O método para se executar a medição de uma determinada
grandeza é bastante variável e depende de fatores como
custos, possibilidades físicas, precisão, tempo, entre
outros fatores.

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Grandezas

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Unidades de Medida
Alguns países (ex: EUA) não adotam o Sistema
Internacional de Unidades (SI);

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Definições e Conceitos
Sensores: elementos específicos que transformam uma
determinada variável física de interesse (ou faixas de
operação dessa variável) em uma grandeza passível de
processamento;
Esta variável de interesse (em geral) é transformada em
uma grandeza elétrica.

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Definições e Conceitos
Transdutores: sistemas compostos por sensores mais
algum dispositivo elétrico, eletrônico ou eletromecânico;
Pode ser definido como um complemento de um elemento
sensor com o objetivo de tornar possível a medição de
determinada grandeza ou melhorar as condições de
medição de um sensor.

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Definições e Conceitos

Atuador: dispositivo que converte um sinal (usualmente


elétrico) em alguma ação, usualmente térmica ou
mecânica;
Alguns tipos:
Solenóides elétricas;
Motores elétricos;
Dispositivos de iluminação;
Atuadores eletropneumáticos.

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Definições e Conceitos
Classificação de Sensores:
Sensor Passivo (self-generating sensor): não necessita de energia
adicional e gera um sinal elétrico em resposta a um estímulo
externo, ou seja, o estímulo de entrada é convertido pelo sensor
em um sinal de saída;
Ex: Termopares e sensores piezoelétricos.
Sensor Ativo (modulating sensor): requerem uma fonte de
energia externa para sua operação (sinal de excitação). A maior
parte da potência de saída vem de uma fonte auxiliar;
Ex: termistor e extensômetros de resistência elétrica.

Alerta: alguns autores usam fazem a classificação ao


contrário!
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Definições e Conceitos

Classificação de Sensores, quanto a saída:


Sensor Analógico: saída contínua no tempo;

Sensor Digital: a saída assume estados discretos, não


requerendo um conversor DA, sendo sua saída mais fácil de
transmitir que sensores analógicos.

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Definições e Conceitos

Modos de operação de instrumentos:


Método de Deflexão: o elemento de representação do
instrumento indica a medição (ex: ponteiro sobre uma escala
graduada, um mostrador de cristal líquido), no qual a deflexão é
proporcional à medição;

Ex: dinamômetro, no qual o deslocamento da mola é proporcional


à força medida, no qual a mola se move até alcançar o ponto de
equilíbrio;

Instrumentos com indicação digital da medição também podem


operar deste modo, no qual o valor indicado no display é a
deflexão, portanto, a medição.

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Definições e Conceitos

Modos de operação de instrumentos:


Método de detecção de nulo (detecção de zero): tentam prever a
deflexão do ponto de zero aplicando um efeito conhecido que se
opõe à quantidade que está sendo medida;

O instrumento não mostra a medição, porém indica uma variável


qualquer que representa o grau de desequilíbrio do instrumento, o
qual deve ser zero no momento da medição;

Ex: balança de pratos.

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Definições e Conceitos

(a) Medição por deflexão


(b) Medição por detecção de nulo

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Definições e Conceitos

Instrumento de medição: sistema mecânico,


eletromecânico ou eletrônico que integra um sensor ou um
transdutor a dispositivos que tem funções específicas de
processamento de modo que sua saída mostre ou registre
determinada variável dentro de unidades padronizadas
(Balbinot & Brusamarello, 2010);
Outra definição: dispositivo utilizado para realizar
medições individualmente ou associado a um ou mais
dispositivos suplementares (Lira, 2012).

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Definições e Conceitos

Aguirre (2013): um sistema de medição é um conjunto de


dispositivos (sensores, circuitos, cabos, visores, equações,
softwares, etc.), cujo objetivo é fornecer informação sobre
o valor da grandeza física que se deseja medir
(mensurando).

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Definições e Conceitos
Sistema de medição para verificação de grandezas (ex: o
médico verificando a pressão arterial de um paciente).
Neste caso, o sistema é utilizado em malha aberta;
Sistema para aplicações em malha fechada. Alguns
sistemas tomam decisões automaticamente a atuam
baseados na medição feita;
Não há, necessariamente, diferenças construtivas entre o
sensor de um grupo para outro.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 22
Definições e Conceitos

Sensor

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Definições e Conceitos

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 24
Definições e Conceitos
Instrumento analógico: utiliza um ponteiro que se desloca
sobre uma escala graduada;
Instrumento digital: utiliza números em forma de dígitos,
através de displays;
Em medição de variáveis, o instrumento estará sujeito a
alterações de variáveis não-controladas como umidade,
temperatura, influência de campos, entre outros, tornando a
medida imperfeita;
A grandeza específica submetida a medição também é
denominada mensurando;
As imperfeições das medições dão origem a erros, sempre
estando presentes em procedimentos experimentais, por
menores que sejam.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 25
Definições e Conceitos
Sensores inteligentes:
Alguns sensores também possuem no mesmo
encapsulamento, o circuito de condicionamento do sinal;
Quando é incorporado um microprocessador no
encapsulamento, denomina-se este arranjo de sensor
inteligente;
Possuem um padrão próprio (IEEE 1451), padronizando os
sinais, podendo ser usados como plug-and-play;
A informação é armazenada na forma de uma TEDS
(Transducer Electronic Datasheet – folha de dados
eletrônica), em uma EEPROM (por exemplo), identificando
cada dispositivo e fornecendo os dados de calibração.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 26
Definições e Conceitos

Sensores inteligentes:
Algumas funções:
Compensação de erros aleatórios para adaptações de
mudanças no ambiente;
Cálculo automático da precisão da medida;
Compensação de não linearidades para que a saída seja
linear;
Auto calibração e auto diagnóstico de defeitos.

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Definições e Conceitos

O erro (ou erro de medição) ε é a diferença algébrica


entre um valor medido e o valor verdadeiro do
mensurando causado por imperfeições ou influências
externas originadas na medição:
ε = y − yv
y é o valor medido, yv é o valor verdadeiro;

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Definições e Conceitos

Erro Aleatório: componente do erro de medição que, em


medições repetidas, varia de maneira imprevisível;
Para um número grande de medições, observam-se variações
de valores em torno de um valor médio que se manifesta de
forma imprevisível;
Geralmente originado por variações imprevisíveis de grandezas
que influem no resultado da medição (ex: atritos, vibrações,
folgas, flutuações na rede elétrica, condições ambientais);
Embora não possa ser eliminado, pode ser reduzido
aumentando-se o número de observações ou ensaios.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 29
Definições e Conceitos
Erro Sistemático: componente do erro de medição que,
em medições repetidas, permanece constante ou varia de
uma maneira previsível;
Pode ser causado por um desgaste do sistema de medição, por
fatores construtivos, por condições ambientais, etc.
Para um instrumento de medição, o erro sistemático é
denominado de tendência, estimada pela média dos erros de
indicação de um número apropriado de medições repetidas;
Esse erro pode não ser totalmente eliminado, mas pode ser
significativamente reduzido se o efeito for quantificado e
aplicado um fator de correção.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 30
Definições e Conceitos

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 31
Definições e Conceitos

Erros Grosseiros: não definido no VIM. Este tipo de erro


é devido à fatores externos;
Origem: leitura errônea, defeito do sistema de medição,
manipulação indevida, erros de paralaxe, anotação errada,
etc.;
Exemplo para diminuição deste tipo de erro: treinamento
do pessoal envolvido.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 32
Definições e Conceitos

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 33
Definições e Conceitos
Incerteza de medição: parâmetro associado ao
resultado de uma medição que caracteriza a dispersão
dos valores que podem ser razoavelmente atribuídos a
um mensurando;
Esse parâmetro pode ser um desvio padrão ou um múltiplo
do mesmo;
A palavra incerteza (que assume uma faixa de valores) não é
sinônimo de erro (diferença entre um valor individual e o
valor verdadeiro);
Não serve para corrigir um resultado, mas para representá-lo
(mantidos procedimentos uniformes).
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 34
Definições e Conceitos
Erro de medição e incerteza de medição não são
sinônimos;
Erro de medição é um número que resulta da diferença
entre o valor indicado pelo sistema de medição e o valor
verdadeiro do mensurando;
Incerteza de medição é o parâmetro, associado ao
resultado de uma medição que caracteriza a dispersão de
valores que podem ser atribuídas ao mensurando;
A incerteza está associada ao resultado de qualquer
medição, decorrente da ação de múltiplas fontes de erros.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 35
Definições e Conceitos

Exatidão da medição: grau de concordância entre o


resultado de uma medição e um valor verdadeiro do
mensurando;
Esse conceito é qualitativo e indica o erro total absoluto.

Precisão da medição: conceito qualitativo utilizado para


caracterizar resultados que contenham erros estatísticos
pequenos, tais como pequenas dispersões em torno do
valor médio verdadeiro;
Outra definição: o quanto o valor indicado pelo sistema de
medida pode estar errado.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 36
Definições e Conceitos

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 37
Definições e Conceitos

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Definições e Conceitos

Vídeo
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 39
Características Estáticas
Ex: medição da massa de 1 kg em uma balança;
Leituras obtidas: 1,040; 1,040; 1,030; 1,040; 1,050 kg;
Pode-se observar que a exatidão não pode ser melhor que
5% (50 g), enquanto que o desvio da média foi apenas 10 g
(média = 1,040 kg);
Deste modo, a balança mediu com certa repetibilidade e sua
precisão é de aproximadamente 10 g (desvio máximo em
torno da média);
O instrumento poderá ser calibrado e a medida feita com
exatidão de ±10 g. Se calibrado, o instrumento será tão exato
quanto preciso.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 40
Características Estáticas
Resolução: menor variação da grandeza que está
sendo medida (entrada), que causa uma variação
perceptível na indicação correspondente (saída);
Em um dispositivo mostrador, consiste na menor
diferença entre indicações desse dispositivo que
pode ser significativamente percebida;
Ex: se a resolução de um determinado voltímetro
digital é de 1 mV, significa que o dígito menos
significativo na escala é da unidade de mV.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 41
Características Estáticas

Sensibilidade: a razão da variação na saída (ou


indicação) pela variação da entrada (ou estímulo ou
grandeza medida) depois de o regime permanente ser
alcançado;
Ex: a sensibilidade de um termômetro pode ser 10 mV/oC,
ou seja para cada oC de variação na entrada, a saída
apresenta 10 mV de variação na tensão.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 42
Características Estáticas
Cálculo da sensibilidade: ∂f
Sx k =
∂x k x1 , x 2 , x 3 ,...

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 43
Características Estáticas

Geralmente resolução evidencia as limitações do


hardware (ex: número de dígitos de um multímetro ou
número de bits de um conversor AD);
Ex: um sensor de temperatura com resolução de 0,0001 K
é melhor do que um de resolução de 0,1 K;

Sensibilidade evidencia a característica do sensor ou


transdutor (limitado pela própria natureza. Ex: a variação
da resistência em função da temperatura de um sensor do
tipo PT100).

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 44
Características Estáticas
Ex: Uma corrente de 1 mA sendo medida em uma escala
de 6A, terá baixa sensibilidade. Se colocar em uma escala
de 3 mA, haverá uma melhora na sensibilidade;

Se houver uma mudança de 1 mA para 1,0001 mA,


mantida esta escala, caso não haja variação no mostrador,
uma possível razão é que a variação na variável medida
(nesse caso, 0,1 μA) é menor que a resolução do
amperímetro, apesar de estar na escala de sensibilidade
correta.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 45
Características Estáticas
Exemplo: Seja um conversor AD 8 bits com faixa de entrada
de 0 a 5 V. Considerando que se possui um sensor de
temperatura PT100 devidamente condicionado, cuja saída varia
linearmente de 0 a 1 V para uma variação de temperatura de 0
a 100 oC, calcule a resolução em oC imposta pelo sistema.
Solução: A resolução AD pode calculada por:

Montando uma regra de proporcionalidade simples:

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 46
Características Estáticas

Faixa nominal ou de operação(range): região entre os


limites nos quais a grandeza é medida, recebida ou
transmitida, sendo expresso em limites inferior e superior;
Por exemplo: faixa de temperatura de -10 oC a 40 oC.

Amplitude (span): diferença algébrica entre os limites


superior e inferior da escala de medição.
Um instrumento pode apresentar várias faixas de atuação,
para garantir que a resolução da medida seja otimizada.
Ex: um multímetro.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 47
Características Estáticas

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 48
Características Estáticas
Histerese: propriedade de um elemento sensor
evidenciada pela dependência do valor de saída na história
de excursões anteriores, para uma dada excursão de
entrada;
Zona Morta (ou banda morta): faixa à qual a entrada
varia sem dar início a mudança observável na saída.
Geralmente expressa em percentual da faixa total;
Surge como consequência de folga em peças móveis.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 49
Características Estáticas

Estabilidade: aptidão de um instrumento de medição em


conservar constantes suas características metrológicas ao
longo do tempo.
Pode ser quantificada de várias maneiras:
Pelo tempo no qual a característica metrológica varia de um valor
determinado;
Ou em termos da variação de uma característica em um determinado
período de tempo.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 50
Características Estáticas
Deriva (drift): mudança indesejável que ocorre no sinal
medido com o passar do tempo, causada por fatores
ambientais ou por fatores intrínsecos ao sistema;
Em consequência, o zero desta medida será deslocado.

Desvio de zero: deslocamento vertical da curva de


calibração, causado por erros sistemáticos, geralmente
provocado por temperatura (%/oC).
Ex: Instrumento com desvio de zero de 0,2%/ oC. Se
durante a operação deste, a temperatura variar de 10 oC, o
erro por desvio de zero é de 2% do span.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 51
Características Estáticas

Repetibilidade: resultado de uma sequência de medidas


da saída com a mesma entrada (mensurando), nas mesmas
condições de operação (ex: mesmo operador, mesmo
processo de medição, mesmo local, mesma temperatura,
etc.);
No VIM 2008, a palavra precisão foi substituída por
repetibilidade;
Ex: sensor de velocidade angular possui uma repetibilidade
de ±0,01% da faixa de operação para uma determinada
velocidade angular.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 52
Características Estáticas
Linearidade: quanto a curva de saída se aproxima de uma
linha reta;
A saída de um sensor ideal é esperado que tenha uma
constante de proporcionalidade para o valor medido
(função de transferência);
Mas como determinar a linha reta?
Linha reta entre os pontos extremos da faixa de operação;
Linha reta determinada pelos método dos mínimos quadrados,
usando o ajuste da otimização do erro (os dados são igualmente
prováveis);
Linha reta com o mesmo método, só que a linha de ajuste passa
pelo ponto zero.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 53
Características Estáticas
Este erro é definido como a diferença máxima a partir da
linha reta;
Repetibilidade e linearidade estão relacionadas à
confiabilidade da medida.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 54
Características Estáticas

Confiabilidade: parâmetro que quantifica o período de


tempo em que o instrumento fica livre de falhas em
função de diferentes fatores especificados.
Relação Sinal/Ruído (SNR – Signal to Noise Ratio):
figura de mérito que define a razão entre as potências do
sinal e do ruído total presentes nesse sinal;
Esse parâmetro é expresso por um número e representa quanto um
sinal de interesse é influenciado por um determinado ruído (sinal
indesejado sobreposto ao sinal de histerese).

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 55
Características Estáticas

 Pot. sinal   (v RMS )2 


SNR = 10 log   (dB) SNR = 10 log   (dB)
 (vruido RMS )
 Pot. ruído  2 

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 56
Características Estáticas

Impedância de saída: quando um sensor que fornece


uma saída elétrica é interfaceado com um circuito
eletrônico, é necessário saber a impedância de saída;
Essa impedância é que será conectada (em série ou em
paralelo) com a do circuito;
Isto poderá acarretar em mudanças significativas no
comportamento do sistema no qual ele é conectado.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 57
Características Estáticas
A impedância de entrada é a razão entre a tensão e a
corrente;

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 58
Características Estáticas
Impedância Entrada-Saída: a detecção de uma
quantidade física envolve alguma perda de energia de um
estágio a outro;
Ex: na medição de grandezas elétricas como tensão por
um voltímetro, uma certa quantidade extra de energia
elétrica é consumida pelo voltímetro;
Esta perda de energia é denominada de efeito de carga;
A característica de um sensor que restringe a energia do
sinal de entrada a ser transferida do sensor é denominada
de impedância de entrada.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 59
Calibração
Padrões: consistem em grandezas referências para que
pessoas/empresas em qualquer parte do mundo possam
comparar os resultados dos seus experimentos com bases
consistentes;
No Brasil, o Inmetro é o órgão normativo do Sistema
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial;
Calibração: comparação da medida produzida pelo
instrumento que se deseja calibrar com a referência ou
padrão da grandeza medida;
Esses dispositivos de referência devem estar em condições
controladas (ex: temperatura e umidade);
Aferição (palavra em desuso). Ajuste da calibração (técnica).
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 60
Calibração

Hierarquia do sistema
metrológico

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 61
Calibração
Rastreabilidade: propriedade de um resultado de medição em
que tal resultado pode estar relacionado a uma referência
através de uma cadeia ininterrupta e documentada de
calibrações, cada uma contribuindo para a incerteza da
medição;

Comparabilidade: propriedade de um conjunto de resultados


de medição correspondentes a um mensurando especificado tal
que o valor absoluto da diferença dos valores medidos de todos
os pares de resultados de medição seja menor do que um certo
múltiplo escolhido da incerteza-padrão dessa diferença.
Filme do Inmetro

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 62
Calibração
A calibração é apenas um dos aspectos que o usuário deve
observar;
É o resultado de uma séria de fatores que confirmará a
confiabilidade do instrumento e, em consequência, a
qualidade da medida na inspeção do produto;
A norma ISO/IEC 17025 é a que rege as regras de
laboratório de calibração;
O laboratório de calibração deve garantir:
A qualidade das suas medições;
Que seu Sistema de Qualidade é eficaz;
A rastreabilidade dos resultados dos seus padrões;
Que seu pessoal é competente.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 63
Algarismos Significativos
Algarismos significativos de uma medida: todos os
algarismos lidos com certeza, mais o primeiro algarismo
duvidoso;
Lembrando: o número que dá a informação do resultado
da medida sempre está associado a uma incerteza
intrínseca devido ao fenômeno físico, ao erro do
experimentador, ao erro dos instrumentos, fatores
ambientais, etc.
Medida 1 AB = 13,8 cm
Medida 2 AB = 13,6 cm
Medida 3 AB = 13,7 cm
Medida 4 AB = 13,65 cm (inaceitável
pela percepção humana)

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 64
Algarismos Significativos

Em uma medida, os zeros à esquerda do número (zeros


que posicionam a vírgula) não são significativos;
12,1 cm tem 3 algarismos significativos (a.s.) e 0,1 é o algarismo
duvidoso;
5 cm tem 1 a.s. e ele próprio é duvidoso;
0,023 cm tem dois a.s.;
0,348 s tem três a.s.;
0,0040000 A tem cinco a.s. (zeros a direita, após a vírgula, são
significativos).

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 65
Algarismos Significativos

Algarismos significativos são todos os algarismos


necessários na notação científica, exceto o expoente.
0,006 = 6 x 10-3 tem 1 a.s.;
1,001 = 1001 x 10-3 tem 4 a.s.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 66
Algarismos Significativos
Os zeros que completam números múltiplos de potências
de 10 são ambíguos: a notação não permite dizer se eles
são ou não significativos;
Exemplo: 800 pode ter um algarismo significativo (8),
dois algarismos significativos (80) ou três algarismos
significativos (800);
Esta ambiguidade deve ser corrigida usando-se notação
científica para representar estes números.
8x102 terá um algarismo significativo;
8,0x102 terá dois algarismos significativos;
8,00x102 terá três algarismos significativos.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 67
Algarismos Significativos
A posição da vírgula não influi no número de algarismos
significativos. Ex: o comprimento de 0,0240 m possui três
algarismos significativos e pode ter a posição da vírgula
alterado de várias formas usando uma potência de dez
adequada, e sem alterar o seu número de algarismos
significativos. Veja abaixo:
0,0240 m = 0,240x10-1 m = 0,240 dm
0,0240 m = 2,40x10-2 m = 2,40 cm
0,0240 m = 24,0x10-3 m = 24,0 mm

Observe que o número de algarismos significativos é


sempre três, independentemente da forma que o número
foi escrito e da posição de sua vírgula.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 68
Algarismos Significativos
Dicas:
O algarismo à esquerda diferente de zero é o algarismo mais
significativo. Ex: 100,9 – 0720 – 0,00054;
Se não houver vírgula, o último algarismo à direita diferente de
zero é o algarismo menos significativo. Ex: 260 – 1000 – 224 –
0170;
Havendo vírgula, o último algarismo à direita é o algarismo
menos significativo. Ex: 27,0100 – 0,0020;
A quantidade de a.s. de um número é a quantidade de dígitos do
algarismo mais significativo ao menos significativo.
Ex: 27,0100 tem 6 a.s. 0,0020 tem 2 a.s.
100.000 tem 1 a.s.
Obs: 2030 tem 3 a.s. Se o último zero for importante, escreva
então 2,030 x 103 (4 a.s.).
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 69
Algarismos Significativos

Manipulação:
Soma e subtração: realizar a operação somente após reduzir todas
as parcelas para a mesma unidade. O resultado deve apresentar
apenas um algarismo duvidoso.
Exs: 2,222 m + 13,8 cm + 222 cm + 3,765 m =
2,222 m + 0,138 m + 2,22 m + 3,765 m = 8,34 m
129,346 V – 3,1 V = 126,2 V
As contas são feitas usando todos os algarismos;
Em seguida, o último algarismo significativo do resultado deve
estar na mesma casa do operando de menor precisão.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 70
Algarismos Significativos
Manipulação:
Produto e divisão: fazer a operação com todos os algarismos. O
resultado deve ter o mesmo número de algarismos significativos
do fator com menor quantidade de algarismos significativos.
Exs: 33,314 cm x 26,0 cm = 866,164 cm2 = 866 cm2;
32,794 m / 3 s = 10,931333 m/s = 10 m/s.
3,1415 x 180 = 5,6x102 . O número 180 é ambíguo, e portanto não
está claro se o 0 é significativo ou não.
Em geral quando isso acontece, considera-se o 0 como não
significativo, logo o 180 apresenta dois algarismos significativos,
1 e 8. Mas o número 3,1415 apresenta cinco algarismos
significativos. O resultado deve ter apenas dois algarismos
significativos, os 5 e 6.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 71
Algarismos Significativos
Manipulação:
Exemplo de erro:
A = 0,6500 e B = 0,00014;
A + B = 0,65014 e A . B = 0,000091

Com arredondamento indevido para 4 casas decimais:


A = 0,6500 e B = 0,0001;
A + B = 0,6501 e A . B = 0,000065

Erro na adição de 0,0061%;


Erro na multiplicação de 28,5% !!!!!

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 72
Técnicas de Arredondamento

Baseada na NBR 5891/1977;


Se o algarismo à direita do último digito for inferior a 5,
50, 500..., apenas desprezam-se os demais dígitos à direita
Ex: 3,141592 com 3 a.s. = 3,14

Se o algarismo à direita do último dígito for maior que 5,


50, 500..., adiciona-se uma unidade ao último digito
representado e desprezam-se os demais dígitos à direita
Ex: 3,141592 com 5 a.s. = 3,1416

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 73
Técnicas de Arredondamento

Se o algarismo à direita do último dígito for 5, 50, 500...


Adiciona-se uma unidade ao último dígito representado e
desprezam-se os dígitos à direita, se esse dígito for ímpar;
Apenas são desprezados os demais dígitos à direita se esse dígito
for originalmente par ou zero.
Ex: 16,25 com 3 a.s. = 16,2
16,15 com 3 a.s. = 16,2

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 74
Grafia do Resultado de Medição
A incerteza de medição deve ser arredondada para conter
no máximo dois a.s., não importando quantas casas
decimais resultem;

O resultado-base deve ser arrendodado para conter o


mesmo número de casas decimais da incerteza da medição,
não importando quantos a.s. resultem.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 75
Resposta Dinâmica

y(t)=f[x(t), xe1(t), xe2(t) , ...];


f [.] é um operador matemático;
xe1(t), xe2(t) são entradas ruidosas;
x(t) entrada desejada;
y(t) a saída.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 76
Resposta Dinâmica
Todas as características anteriores eram estáticas;
Uma medida de uma grandeza física é considerada
dinâmica quando varia com o tempo;
Ex: medição de vibração de uma máquina.

Todo o instrumento (ou sensor) é um sistema dinâmico e


consequentemente f [.] precisa, além dos aspectos
estáticos já mencionados, descrever a dinâmica do
instrumento, ou seja, f [.] será um modelo dinâmico,
como uma função de transferência;
Para alertá-los que qualquer variação que ocorra na
prática, o sensor levará um tempo para indicar variações
que venham a ocorrer na entrada.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 77
Resposta Dinâmica

Os sistemas podem ser lineares e não-lineares;


Sistemas lineares são aqueles nos quais as equações do modelo
são lineares;
Uma equação diferencial é linear se os seus coeficientes forem
constantes ou apenas função da variável independente;
Em um sistema linear, o princípio da superposição pode ser
aplicado.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 78
Resposta Dinâmica
Um sistema genérico em termos de uma variável geral
x(t):

sendo f(t) uma função-estímulo.


A ordem do sistema é definida pela ordem da equação
diferencial.
Sistema de ordem zero => a 0 x = f (t )

Sistema de primeira ordem =>

Sistema de segunda ordem =>

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 79
Resposta Dinâmica

No estudo de comportamento dinâmico dos sistemas, é


comum fazer a análise da função de transferência;

A função de transferência T(ω) é definida como a relação


da saída S(ω) pela entrada E(ω);
Utiliza-se o domínio de frequência ao invés do domínio do
tempo, pois facilita o tratamento matemático;
O domínio da frequência possibilita visualizar com clareza
os limites de velocidade ou frequência.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 80
Resposta Dinâmica

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 81
Transformada de Laplace
Frequentemente utilizada na resolução de equações
diferenciais;
Transforma operações de diferenciação e integração em
operações algébricas;
Funções como senos, co-senos e exponenciais, entre
outras, têm sua transformada em forma de relações de
polinômios;
Além disso, a TL traduz uma resposta fiel do regime
transitório, bem como do permanente;
A TL é definida como:

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 82
Transformada Inversa
de Laplace
É o processo matemático de transformar uma
expressão do domínio s para o domínio do tempo;
A Transformada Inversa de Laplace:

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 83
Transformada Inversa
de Laplace

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 84
Transformada Inversa
de Laplace

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 85
Transformada Inversa
de Laplace

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 86
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
No sistema de ordem zero, a saída do sistema é dada por:
Sensibilidade estática
Um instrumento de ordem zero representa um
desempenho dinâmico ideal;
Ex: uma régua potenciométrica, que possui uma saída
dependente da entrada, através de uma constante.

Usada em ranges na ordem de milímetros


a centenas de milímetros

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 87
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
No exemplo citado anteriormente, esse sistema poderá
apresentar características bastante diferentes de um
sistema de ordem zero;
Podem evidenciar-se, por exemplo, influências parasitas
(indutâncias e capacitâncias), não-linearidades, etc.;
Na maioria das vezes, a aplicação determinará a
necessidade de um modelamento mais afinado;
Sempre que um instrumento é caracterizado apenas pela
curva de calibração, sua dinâmica é desprezada, porém
pode não ser adequado tal caracterização.
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 88
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
O sistema de primeira ordem pode ser definido como:

sendo a1 e a0 coeficientes constantes e f(t), a entrada.


Pode-se modelar na função de transferência, com
aplicação de um degrau unitário:

Após o uso de frações parciais e passando para o domínio


do tempo:
 − 0 
at

x(t ) = 1 1 − e a1 
a0  
 

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 89
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
Ex: um sensor do tipo PT100 pode ser modelada de uma
maneira simplista por um sistema de primeira ordem;
Este sensor tem uma saída de resistência elétrica em
função da temperatura.
Limita o fluxo de calor

Existência de
um atraso em relação
ao degrau aplicado

Massa aquecida

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 90
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
Tempo de resposta;
Constante de tempo;
Tempo de subida – tempo
entre 10% e 90% do
valor final;
Tempo de acomodação –
tempo para que a resposta
se acomode um percentual
do seu valor final.

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 91
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
Sistema de segunda ordem:
A função de transferência:

Sendo
ωn, a frequência angular e ξ, o fator de amortecimento.

Aplicando um degrau, a resposta final no domínio do


tempo (t > 0):

Frequência amortecida ωd

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 92
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
Exemplo de aplicação de um sistema de segunda ordem:
um dinamômetro

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 93
Análise de Sistemas de Ordem
Zero, Um e Dois
Sistema subamortecido: 0 < ξ <1;
Sistema criticamente amortecido: ξ =1;
Sistema superamortecido: ξ >1;
Sistema sem amortecimento: ξ =0;

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Instrumentação Eletrônica 2017.2 94
Referências e Lembrete
Capítulo 1 – Instrumentação e Fundamentos de Medidas
Vol 1 – Balbinot & Brusamarello;
Metrologia na Indústria – Fco. Adval de Lira;
Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial –
Gonçalves Jr, A. A.; Sousa, A. R.;
Fundamentos de Instrumentação – Luis A. Aguirre;
Parte inicial dos livros em inglês citados no Plano de
Ensino.
Próxima aula – trazer as calculadoras para exercícios
em sala de aula!!!!
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Instrumentação Eletrônica 2017.2 95