Você está na página 1de 13

INSTITUTO EDUCACIONAL SANTA CATARINA

FACULDADE GUARAÍ
CURSO DE DIREITO

MARIA DE FÁTIMA SILVA DE ABREU

A VALORAÇÃO DAS PROVAS COLHIDAS DURANTE A FASE DO INQUÉRITO


POLICIAL

GUARAÍ-TO
2017
MARIA DE FÁTIMA SILVA DE ABREU

A VALORAÇÃO DAS PROVAS COLHIDAS DURANTE A FASE DO INQUÉRITO


POLICIAL

Projeto de pesquisa apresentado à disciplina de


Trabalho de Conclusão de Curso – Projeto, do
Curso de Direito - Faculdade Guaraí - como
requisito parcial do Trabalho de Conclusão de
Curso.

Área de Concentração: Função Social do Direito

Linha de pesquisa: Democracia, Justiça e Direitos


Humanos.

Orientador: Prof.º Me. Edison Fernando


Pompermayer

GUARAÍ-TO
2017
SUMÁRIO

1.TEMA DELIMITADO E PROBLEMA......................................................................4


2. JUSTIFICATIVA.....................................................................................................5
3. OBJETIVOS...........................................................................................................5
3.1 Geral.....................................................................................................................5
3.2 Específicos ........................................................................................................ .6
4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................. 6
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................7
6. CRONOGRAMA ....................................................................................................9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................10
APÊNDICE (Plano de trabalho ou sumário provisório da monografia)..................11
1.TEMA DELIMITADO E PROBLEMA

Há décadas existe uma polêmica no processo penal sobre o valor das


provas produzidas durante o Inquérito Policial, visto que as provas que são
produzidas nesta fase investigativa não têm valor probatório relevante, pois se trata
de uma etapa em que não são garantidos os princípios constitucionais do
contraditório e da ampla defesa.
Preceitua o artigo 4º do Código de Processo Penal que “a polícia judiciária
será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas
circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria”.
Pode-se dizer que o Inquérito Policial nada mais é do uma fase preparatória
para a fase acusatória. Além disso, é um procedimento administrativo, em que o
contraditório não poderá estar presente, uma vez que o caráter investigatório do
inquérito visa auxiliar à atuação do Ministério Público, que é o titular da ação penal.
Ademais, vigora no Inquérito policial o princípio inquisitivo, onde a
concentração do poder está em uma única autoridade, o que é incompatível com o
contraditório e a ampla defesa, uma vez que não permite ao suspeito ou indiciado a
garantia da defesa.
Diante do exposto questiona-se: Que efeitos produzem as provas colhidas
na fase inquisitorial?

2.JUSTIFICATIVA

O Direito, enquanto ciência e enquanto prática social, não pode ficar


indiferente a uma problemática desta dimensão que assola a sociedade, por isso, o
estudo que se fará a partir deste projeto se justifica tanto na esfera acadêmica,
profissional, quanto social, pois tem a pretensão de ser um instrumento de
contribuição para uma maior compreensão do fenômeno da valoração das provas
produzidas durante a fase do Inquérito Policial.
Ademais, o Inquérito Policial é um importante mecanismo, o qual pode ser
entendido como o ato de averiguar os fatos jurídicos, como ocorreram e quais são
seus autores, pois a partir do momento em que um delito é praticado e denunciado
por meio de Ação Penal, surge a necessidade de o Estado, enquanto detentor do
“jus puniende”, apurar o fato para cumprir o seu poder-dever de punir o indivíduo.
Diante do exposto, observa-se a importância de esclarecer aspectos como o
procedimento legal, proporcionando a identificação e desmistificação dos
conteúdos acerca do tema proposto.

3. OBJETIVOS (Gerais e Específicos)

3.1 Geral

 Analisar o valor das provas produzidas durante o inquérito policial.

3.2 Específicos

 Descrever os princípios que regem o Instituto do inquérito policial;


 Interpretar as divergências doutrinárias quanto ao valor do inquérito;
 Evidenciar a importância do inquérito policial à propositura da ação penal.

4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O tema abordado irá demonstrar os estudos das provas produzidas durante


a investigação preliminar levando em consideração a sua importância e valorização
na fase pré-processual, considerando que a maioria das condenações criminais
são baseadas nas provas que são juntadas durante o Inquérito Policial.
Destarte, verifica-se a vertente jurídico-teórica como método de pesquisa
aplicável, vez que serão fontes diversas bases orientadoras do que será então
disposto, quer seja em linha ideológica, quer seja em linha conceitual. Para se
desenvolver o tema proposto, foram utilizadas as disposições constitucionais
pertinentes, o diploma legal correlato, bem como os entendimentos doutrinários e
jurisprudenciais acerca do aludido tema.
O seu desenvolvimento dar-se-á utilizando-se o método descritivo-
compreensivo, haja vista que, paulatinamente, conceituará o inquérito policial, bem
como sua possível valoração, a fim de que, a partir de então se elucide acerca do
valor probatório do inquérito policial.
Por fim, não menos importante, o raciocínio a ser então desenvolvido é o
dedutivo, em face de que se baseou o presente instrumento de pesquisa nas
disposições constitucionais no que se referem à valoração do inquérito policial.

5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Certamente abordar o valor das provas produzidas durante o Inquérito


Policial não é algo que chegue nem próximo à inovação, uma vez que muitos são
os trabalhos que versam sobre essa temática. No entanto, ainda que muito já tenha
sido escrito o que se percebe é o claro teor de desconhecimento de uma
expressiva porcentagem da população sobre essa problemática.
Desde os primórdios da humanidade, o ser humano teve a necessidade de
organizar-se em sociedade, pois a vida em isolamento não faz parte de sua
natureza. Este viver em sociedade envolve muitas questões sociais, políticas,
culturais, econômicas, comportamentais, criminais entre tantas outras.
Em relação ao crime, este não lesa somente direitos individuais, pois a sua
ocorrência perturba a harmonia e estabilidade da sociedade em geral, trazendo em
seu bojo, a insegurança. Assim, incumbe ao Estado manter a paz social, e na
busca do bem estar comum, este trouxe para si o direito de punir, o qual tem seu
marco inicial na investigação preliminar.
Para o presente projeto serão analisados os posicionamentos dos autores já
consagrados a respeito da utilização dos elementos de convicção obtidos em fase
de Inquérito Policial e como o tema é tratado na prática pelos Tribunais.
No entendimento de Lopes Jr. e Gloeckner, as provas colhidas na ânsia
inquisitorial são meramente de cunho investigatório, sendo assim, imprestáveis
para a sentença, com exceção das provas antecipadas, que não poderiam ser
reproduzidas no decorrer do processo sob pena de perecimento por sua natureza.
Ao analisar o disposto no artigo 12 do Código de Processo Penal, assevera que o
fato de o Inquérito Policial acompanhar a ação não significa atribuir valor probatório
aos atos do Inquérito Policial, mas tão somente:
Por servir de base para a ação penal, ele devera acompanhá-la
para permitir o juízo de pré-admissibilidade da acusação. Nada
mais que isso. Servira para o que o juiz decida pelo processo ou
não processo, pois na fase processual será formada a prova sobre
a qual será proferida a sentença. (LOPES JR.; GLOECKNER, 2013,
p. 301/302)

Nesse ínterim, os juristas acima se posicionam ainda, que a jurisprudência e


a doutrina que defendem essa atribuição valorativa geraram, equivocadamente,
uma presunção de veracidade contrária à própria natureza e razão de existir do
Inquérito Policial. Há uma falsa presunção de que os atos praticados em sede
inquisitorial são verdadeiros até que se prove o contrário.
Assim, em que pese o artigo 155 do Código de Processo Penal trazer a
redação no sentido que o juiz é livre para compor sua convicção lastreada no
conjunto probatório, sendo vedado apenas fundamentar a sentença
exclusivamente nas provas colhidas em fase de inquérito, isso não significa que o
juiz pode ser valer de provas repetíveis que não foram reproduzidas em juízo, mas
sim, que alguns atos se corroborados em juízo, podem ser utilizados para compor
uma eventual condenação.
De outra banda, o jurista Renato Brasileiro destaca que, apesar da vedação
da utilização isolada das provas levantadas nesta fase:
[...] tais elementos podem ser usados de maneira subsidiaria,
complementando a prova produzida em juízo sob o crivo do
contraditório. Como já se manifestou o Supremo, ―os elementos do
inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz
para a decisão da causa quando complementam outros indícios e
provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo. (LIMA,
2013, p. 74).

Sobre o tema, os Tribunais vêm decidindo, em consonância com a maioria


dos doutrinadores, apesar de rechaçar a condenação com base exclusivamente no
conjunto probatório da fase de inquérito, se mostra mais flexível e admite que haja
o cotejo entre a prova colhida na fase inquisitorial e a prova produzida em juízo.
Veja:
PROCESSUAL PENAL E PENAL. HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL, ORDINÁRIO OU DE
REVISÃO CRIMINAL. NÃO CABIMENTO. ROUBO. ART. 157, § 2º,
INCISOS I E II DO CP. NULIDADE DO ACÓRDÃO. VALORAÇÃO
EXCLUSIVA NA PROVA DO INQUÉRITO POLICIAL.
FUNDAMENTAÇÃO DIVERSA DO ACÓRDÃO. ILEGALIDADE
REJEITADA. REEXAME DE PROVA. NÃO-CABIMENTO. 1.
Ressalvada pessoal compreensão diversa, uniformizou o Superior
Tribunal de Justiça ser inadequado o writ em substituição a recursos
especial e ordinário, ou de revisão criminal, admitindo-se, de ofício,
a concessão da ordem ante a constatação de ilegalidade flagrante,
abuso de poder ou teratologia. 2. Tendo o acórdão concluído pela
condenação, com base no cotejo entre a prova colhida na fase
inquisitorial e a prova produzida em juízo, não se tem nessa
valoração ilegalidade aparente. 3. Não serve o habeas corpus para
o reexame aprofundado da prova dos autos. 4. Habeas corpus não
conhecido. (grifei - STJ - HC: 277340 SP 2013/0310184-1, Relator:
Ministro NEFI CORDEIRO, Data de Julgamento: 18/06/2014,
SEXTA TURMA, Data de Publicação: 04/08/2014).

Tendo em vista o entendimento jurisprudencial dominante, é possível dizer


que o inquérito policial não possui valor probatório algum, salvo algumas exceções,
tais como aquelas relativas a exames periciais e exames de corpo de delito. Isso
porque, a maior parte das provas presentes do bojo do inquérito, depende, para a
sua validade no curso da ação penal, de serem ratificadas em juízo. Ora, em sendo
o entendimento de que a convalidação das provas está vinculada à sua
corroboração em juízo, logo, pode-se dizer, que a sua realização na fase policial é
pura perda de tempo, ou seja, são nulas, ressalvadas as provas que podem
perecer devido ao tempo exíguo para a sua concepção.
Embora esse entendimento possa ressoar como extremista, na verdade, se
busca, não o argumento de que o inquérito policial é prescindível,pois faleceria
diante da realidade, mas, ao revés, o argumento de que o inquérito policial é
indispensável à investigação da autoria e da materialidade do fato típico.
Se o inquérito policial é praticamente desprezado, logo, percebe-se que há
algo de errado em seus mecanismos de investigação, ainda que alguns poucos
contestem sua necessidade existencial.
É exatamente nesse ponto que se quer chegar. O cerne da questão do valor
probatório do inquérito policial, no curso da ação penal, consiste na sua falta de
credibilidade, no que toca à confiabilidade policial, o que gera insegurança
processual nas provas colhidas em seu bojo.
Para Aury Lopes Júnior(2014, p.206) “o inquérito policial somente pode gerar
atos de investigação e essa limitação de eficácia está justificada pela forma
mediante a qual são praticados, em uma estrutura tipicamente inquisitiva,
representada pelo segredo, a forma escrita e a ausência ou excessiva limitação do
contraditório. Destarte, por não observar os incisos LIII, LIV , LV e LVI do art. 5º e o
inciso IX do art. 93 da nossa Constituição, bem como o art. 8º da CADH
(CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS) , o inquérito policial
jamais poderá gerar elementos de convicção valoráveis na sentença para justificar
uma condenação”.
Ademais, segundo Aury Júnior, é absolutamente inconcebível que os atos
praticados por uma autoridade administrativa, sem a intervenção do órgão
jurisdicional, tenham valor probatório na sentença. Não só não foram praticados
ante o juiz, senão que simbolizam a inquisição do acusador, pois o contraditório é
apenas aparente e muitas vezes absolutamente inexistente. Da mesma forma, a
igualdade sequer é um ideal pretendido, muito pelo contrário, de todas as formas
se busca acentuar a vantagem do acusador público.
Prolonga-se no tempo o entendimento nos Tribunais de que as provas
colhidas em fase inquisitorial não podem ser, de forma isolada, fundamentos para
uma sentença condenatória, todavia, se em consonância com as demais provas
coligidas sob o crivo do contraditório, podem compor o convencimento do juiz.
A discussão que se trama a respeito do tema se deve à redação trazida pela
Lei nº. 11.690/08 para o artigo 155 do Código de Processo Penal que prevê que: “
o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares,
não repetíveis e antecipadas”.
Tal redação, de acordo com entendimento majoritário,significa que pode o
juiz utilizar as provas do Inquérito Policial, se de forma subsidiária e estas
estiverem em consonância ou corroboradas em juízo.
Por fim, vale ressaltar a problemática que se traz à baila, principalmente pelo
advogado e autor de diversas obras Aury Lopes Jr. – principal autor utilizado nesse
estudo - é a inexistência do contraditório na fase investigatória, o que
impossibilitaria sua utilização e tornaria nula qualquer sentença que se baseasse
em provas que não fossem produzidas pela Instrução Criminal.
6. CRONOGRAMA

ATIVIDADES ANO:
MÊS DE EXECUÇÃO
J F M A M J J A S O N D

Elaboração do projeto x

Levantamento e revisão bibliográfica x x x x x

Análise bibliográfica e documental x x x

Elaboração do texto / redação e normalização x x x x

Correções gramaticais e normalização x

Redação final x
REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição Federal (1988). Lex: legislação federal, São Paulo.


Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicao
compilado. Acesso em: 13 de maio 2017.

BRASIL. Código de Processo Penal (1941). Lex: legislação federal. Disponível


em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm. Acesso
em: 13 de maio 2017.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas Corpus n° 277340 SP


2013/0310184-1, 6ª Turma, Data do Julgamento: 18 de junho de 2014. Relator:
Ministro NEFI CORDEIRO, Data da Publicação: DJe 04 de agosto de 2014. Lex:
jurisprudência do STJ e Tribunais regionais Federais, São Paulo.

KRACZKOWSKI, Sirlei Lúcia. O Valor probatório dos elementos de convicção


colhidos no Inquérito Policial.http://tcconline.utp.br.pdf. Acesso em 17/05/2017.
LIMA, Renato Brasileiro de. Curso de Processo Penal. Rio de Janeiro: Editora
Impetus, 2013.

LOPES JR., Aury; Direito Processual Processo Penal. São Paulo: Ed. Saraiva,
2014.

LOPES JR., Aury; GLOECKNER Ricardo Jacobsen. Investigação Preliminar no


Processo Penal. 5ª Edição. São Paulo: Ed. Saraiva, 2013.

NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 11ª


edição rev. e atual. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2014.

Organização dos Estados Americanos, Convenção Americana de Direitos


Humanos (“Pacto de San José de Costa Rica”), 1969.
APÊNDICE A: SUMÁRIO PROVISÓRIO

Capítulo 1 – Do Inquérito Policial


1.1 Origem do IP
1.2 Conceito e formas de instauração
1.3 Natureza jurídica e finalidade
1.4 Características do Inquérito
1.5 Atos formais do IP

Capítulo 2 – Princípios Constitucionais aplicáveis no Direito Processual Penal


2.1 Noções preliminares
2.2 Princípio da Dignidade da Pessoa Humana
2.3 Princípio do devido processo legal
2.4 Princípio do contraditório e da ampla defesa
2.4.1 A garantia do contraditório na fase do Inquérito Policial

Capítulo 3 – Das Provas


3.1 Noções Preliminares
3.2 Objeto da Prova
3.3 Fatos que independem de prova
3.4 Fatos que dependem de prova
3.5 Provas inadmissível
3.6 Classificação das Provas
3.7 Meios de Prova
3.8 Ônus da Prova
3.9 Procedimento Probatório
3.10 Prova Emprestada
3.11 Sistemas de Apreciação
3.12 Princípios Gerais da Prova
3.13 Principais meios de prova colhidos no inquérito Policial
Capítulo 4 - O valor probatório dos elementos de convicção do inquérito
Policial
4.1 Do Valor Probatório Do Inquérito Policial
4.2 A equivocada presunção de veracidade dos atos Investigativos
4.3 O mito da verdade real
4.4 Contaminação da evidencia sobre a verdade – prisão em Flagrante, alucinação
e ilusão de certeza
4.5 Distinção entre atos de prova e atos de investigação
4.6 O valor probatório do inquérito policial
4.7 Provas repetíveis: meros atos de investigação
4.8 Provas não repetíveis: necessidade de incidente de Produção antecipada de
provas
4.9 Contaminação consciente ou inconsciente do julgador e a Necessidade da
exclusão física das peças do inquérito Policial
4.10 O problema das nulidades cometidas no inquérito policial: Extensibilidade
jurisdicional e o princípio da Inafastabilidade do controle judiciário
4.11 Decisão condenatória apoiada exclusivamente em inquérito policial

CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS