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Pesquisa e Produção Cientifícas no Direito:

Um Campo em Busca de sua Metodologia


Prof. Terrie R. Groth
Programa de Pós-Graduação em Direito
Universidade de Brasília

Projeto de Livro de Metodologia / Pesquisa Jurídica

Introdução
Entre as várias dimensões de análise sobre a natureza, finalidades e metodologias apropriadas
à educação jurídica nos últimos trinta anos no Brasil destaca-se a controvérsia sobre a natureza da
cientificidade da pesquisa no Direito. No âmbito das Ciências Sociais e Humanidades, a área de
conhecimento do Direito tem sido tratada implicitamente com pouca valorização de suas formas
de produção de conhecimento. Sua comunidade acadêmica de forma geral é percebida como
metodologicamente atrasada em comparação com os padrões científicos vigentes em áreas afins.
Em âmbito interno ocorre um fenômeno de empenho significativo desta comunidade para
consolidar uma metodologia de pesquisa própria.

A proposta de pesquisa aqui apresentada pretende oferecer uma contribuição interdisciplinar


a este esforço coletivo através do exame dos: 1) antecedentes empíricos e os significados teóricos
da problemática da metodologia da pesquisa jurídica (analisando a evolução da perspectiva científica
do Direito no Brasil e as influências paralelas das ciências sociais comportamentais); 2) identificação
de três problemas da inserção da metodologia científica no Direito, implicando nos três objetivos
da pesquisa e 3) discussão preliminar dos procedimentos metodológicos e resultados antecipados
por objetivos.

Antecedentes e Significados Teóricos


A temática da pesquisa e produção científicas no Direito é de recente e crescente interesse
no campo. Delineamos aqui nosso entendimento preliminar da presença emergente do enfoque
metodológico na literatura relevante da pesquisa jurídica.

Transformações da Pesquisa Jurídica no Brasil

O desenvolvimento de uma perspectiva científica da pesquisa jurídica passa pelo amparo


intelectual e prático de uma larga literatura nacional e estrangeira. As questões básicas da
metodologia de pequisa aparecem em vários tratamentos compreensivos nacionais e internacionais
(Gil 1999, Caps. 4, 5 e 6; Creswell 2002, Cap. 1; O’Leary 2004, Cap. 1). Esses assuntos englobam
os propósitos das Ciências Sociais/Comportamentais (explanação científica, previsão, compreensão)
em relação aos componentes de pesquisa científica (as fundações conceituais de pesquisa, as teorias,
modelos e pesquisa empírica e os elementos da formulação de pesquisa). Neste último ponto, nota-
se a tendência de se destacar a estruturação fundamental de pesquisa (variáveis, hipóteses e sua
formulação)(Luna 1994, Prates 1991, Goldmann 1979, Kerlinger 1980, Caps. 1 a 3; 15; Hakim 1987).

Em contraste, a natureza particular da pesquisa no nível superior da pós-graduação já gerou


uma literatura expressiva de “auto-ajuda” prática (Lakatos e Marconi 2004, Caps. 4 e 5 et.seq.; Goode
e Hatt 2002, Caps. 5, 6 e 7), principalmente de origem estrangeira, orientada a um mercado maior
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de livros-textos universitários (Madsen 1992, Cap. 1; Mauch e Birch 1983, Cap. 1; Moore 1985,
Caps. 7 e 12). Enquanto muitos textos se dirigem à questão de como dominar a tese de doutorado,
um leque amplo de obras discutem o projeto de pesquisa no contexto da pós-graduação (Long, et.al.
1985, Caps. 5, 6 e 7; Madsen 1992, Caps. 3 e 4; Mauch e Birch 1983, Caps. 3 e 4), bem como as
perguntas essenciais na seleção e definição do tema (Stock 1985, Cap. 3; Long, et.al. 1985, Cap. 2).

Neste sentido também, manifesta-se uma preocupação na literatura com a transição entre
a intenção de pesquisa a um projeto preliminar ou mais elaborado (incluindo a definição clara do
problema, a colocação de possíveis hipóteses e a obrigação e importância de especificar objetivos
métodos. Há muita atenção na literatura nacional no desenho da pesquisa (Triviños 1987?, Cap. 5
et.seq.; Demo 1995, Cap. 4; Goode e Hatt (2002, Caps. 5, 6, 7 et.seq.; Castro 1977, 113-119;
Richardson, et.al. 2007, Cap. 2 e Anexo) e o imperativo de casar o desenho com o tipo essencial da
pesquisa, inclusive oferecendo diversos exemplos de várias áreas de inquérito (Boudon 1989,
Cardoso 1986, Durham 1986, Guimarães 1980, Nunes 1978, Yin 2003).

A questão prática e instrumental da confecção do projeto de pesquisa na pós-graduação


absorve a atenção da literatura vigente em termos do modelo ou da estrutura do projeto (Lakatos
e Marconi 2001, Caps. 2, 3 e 4 et. seq.; Creswell 2003, Pt. II; Gil 2002). De importância especial são
a função e a natureza técnica da revisão da literatura numa proposta de pesquisa (porém com poucos
exemplos de obras focalizadas, por exemplo Alves 1992 e Hart 2002). Quase ausente na literatura
nacional é um enfoque no processo de como trabalhar sob orientação (Stock 1985, Cap. 2; Moore
(1985, Cap. 6), bem como a questão igualmente sensível de como procurar e preparar pedidos de
financiamento de pesquisa, uma futura atividade profissional constante (Stock 1985, Cap. 4;
Lindholm, et.al. 1982, Cap. 3; Krathwohl 1988, Cap. 2; Lefferts 1982; Rubin 1983, Section I; para
uma literatura ainda com “dicas especiais”, ver Wiggins 1992, Przeworski e Salomon 1987,
Lindholm, et.al. 1982, Cap. 2, Rodrigues 1984, Figueiredo 1988, e Locke, et.al. 1987).

A reflexão nacional sobre como encaminhar pesquisas no Direito segue em duas direções:
a macro-filosófica (Wolkmer 1995) ou a crítica pontual (Adeodato 1996a e b, 1999; Rodrigues 2005).
Os chamados “manuais de pesquisa” no Direito não parecem ter evoluídos desde as primeiras
traduções estrangeiras (Bodenheimer 1966, Larenz 1997) ou tratamentos muito amplos (Bastos, et.al.
1982; Barros 1990; Martins 1991). Por outro lado, este recorte da literatura também demonstra uma
visão restrita à questões da organização da pesquisa, formatos para projetos e manuscritos (Diniz
1996; Ferreira Sobrino 1997, Leite 2003) e até regras de citação bibliográfica (Santos e Silva 1995).
A produção similar mais recente não diverge muito deste padrão (Pasold 2002, Gustin e Dias 2002,
Oliveira 2002, Leal 2007, Bittar 2007, Guimarães 2009). As exceções mais construtivas e instigantes
são poucas (Herren Aguillar 2003, Mezzaroba 2004, Ventura 2000, Rizzatto Nunes 1997.

Um último tema ainda mais velado na bibliografia trata da conduta independente do


processo de pesquisa. Mais uma vez, a literatura de “auto-ajuda” estrangeira domina as discussões
cruciais sobre a conduta de uma pesquisa de médio-prazo (Yates 1982, Cap. 2; Valian 1985; Mauch
e Birch 1983, Cap. 7; Long, et.al. 1985, Appendix A), como escrever de forma coerente e
disciplinada sobre a pesquisa (Long, et.al. 1985, Cap. 9; Mauch e Birch 1983, Cap. 8; Madsen 1992,
Caps. 5 e 7; Stock 1985, Caps. 5 e 7) e como trabalhar ao longo do processo de pesquisa com um
(ou mais) orientador(es)(Hood 1985; Cambra, et.al. 1984, 143-179; Long, et.al. 1985, Cap. 4; Mauch
e Birch 1983, Caps. 5 e 6; Madsen 1992, Cap. 2). A finalização da pesquisa, provavelmente a fase
mais nevrálgica da vida do pesquisador jovem, só recebe tratamentos explícitos na literatura
estrangeira em referência ao ritual da defesa oral da dissertação ou tese (Long, et.al. 1985, Cap. 10;
Mauch e Birch 1983, Cap. 9; Madsen 1992, Cap. 8) ou como se preparar para uma vida profissional
além da pós-graduação (Fox 1985; Mauch e Birch 1983, Cap. 10; Madsen 1992, Cap. 9; Cambra,
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et.al. 1984, 189-193).

As pesquisas ou reflexões de ponta não oferecem evidências que a metodologia da pesquisa


jurídica esteja recebendo mais atenção sistemática. Uma busca preliminar do Diretório dos Grupos
de Pesquisa no Brasil (CNPq) em torno de “metodologia pesquisa” gera uma lista curta de três GPs:
Núcleo de Estudos Conhecer Direito (NECODI/UFSC), Direito Educacional e o Ensino do
Direito (PUC-RS) e o Grupo de Pesquisa em Política e Direito (UnB); este último formado em 2009.
Da vasta lista atual de periódicos da Qualis-CAPES na área do Direito, apenas oito (Ciência &
Conhecimento, Ciência Jurídica, Dados, Novos Estudos CEBRAP, Revista Brasileira de Ciências
Sociais, Psicologia: Teoria e Psquisa, Revista Psicologia Política, Revista de Sociologia e Política)
aparentam uma associação com a pesquisa empírica. Destas, a metade são da Sociologia ou da
Ciência Política. A presença da metodologia na pós-graduação nacional não recebe destaque nem
na Ficha de Avaliação de 2004-2006, nem no Documento de Área 2009.

Influências Metodológicas das Ciências Sociais

O diálogo entre Direito, Ciência Política, Sociologia, Economia e Antropologia, entre outras
áreas, é cada vez mais intenso (Silverman 2004). Portanto, a comunidade de seus interlocutores deve
ser também ampliada. Mas esta ampliação passa predominantemente hoje pela produção de textos
metodológicos nas Ciências Socias, não no Direito. Uma revisão mais direcionada dessa literatura
revela muito mais obras disponíveis nas “áreas afins” do Direito tratando de temas de metodologia
geral e o projeto de pesquisa em particular e também as principais técnicas de pesquisa empírica
(documentos/dados secundários, observação, e surveys e entrevistas.

Metodologia Geral. Algumas fontes úteis em termos de certos conceitos gerais da


metodologia ou do raciocínio científico são Blalock (1978), Becker (1999), Minayo (1993), Hughes
(1983), Chizzotti (1991), Mann (1983), Kaufmann (1977), Köche (1997), Ruiz (1976), Vera (1989),
Carraher (1983) e Espírito Santo (1992).

De relevância para os projetos em andamento, DeBruyne, et.al. (1991), Goode e Hatt (2002),
Selltiz et.al. (1987), Sproull (1988), Barbosa (1980) e Miller (1991) contêm uma discussão de um
amplo painel de métodos e técnicas. Neste mesmo sentido, Lakatos e Marconi (2001, 2004) e
Marconi e Lakatos (2002) são tratamentos sintéticos, práticos e com uma boa bibliografia de apoio
em torno de métodos específicos. Outros autores oferecem tratamentos mais contemporâneos
ainda (Carvalho 1988, Hühne 1992). Destacam-se Laville e Dionne (1999), Quivy e Campenhoudt
(1992), Rea e Parker (2000), O’Leary (2004) e Clough e Nutbrown (2002), como livros-textos bem
didáticos.

Toledo e Ovalle (1983), Levin (1987), Davis (1976) e Babbie (2003) oferecem um apoio
sólido nos princípios da estatística. Recém traduzido em português, Moore (2000) é um dos textos
com a melhor didática. Stata Resources (http://www.stata.com) fornece uma lista extensa de
endereços de provedores de softwares estatísticos. Sage Publications (www.sagepub.com) produz há
décadas uma série de monografias técnicas/didáticas sobre métodos quantitativos e estatística (série
Quantitative Applications in the Social Sciences).

Projeto de Pesquisa. Sobre a essência do trabalho de final de curso de graduação,em geral


consulta-se o conselho clássico de Eco (1983) ou o tratamento mais contemporâneo e superior de
Salomon (1993?). O autor do projeto atual não consegue adotar um texto central para pesquisa
jurídica na pós-graduação, tornando-se necessário fornecer uma coleção de resumos, anotações e
ilustrações baseadas principalmente em Sternberg (1981) e Allen (1980). A longa marcha de
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produção dos “manuais nacionais” de pesquisa social (por exemplo, Leite 1978, Bastos, et.al. 1979,
Thompson 1987, Vieira 1991, Severino 1996?, Rudio 1999) exibe a mesma generalidade até pelo
menos a década de 90. A literatura de língua inglesa (além daquela já citada aqui) espelha estes
traços, embora de uma forma mais aprofundada(Davis e Parker 1979, Caps. 4, 5, 6; Bell 1993,
Sugden 1973, Cryer 1996, Blaxter et.al. 1996, Phillips e Pugh 1995).

Todavia, além de um conhecimento instrumental, o programa de leitura do aluno avançado


deveria privilegiar a construção de uma bibliografia básica para seu trabalho. Para uma rápida
revisão de conceitos chaves de sua pesquisa, a consulta de algumas obras de referência pode ser útil
(por exemplo, Fundação Getúlio Vargas 1986, Châtelet, et.al. 1993, Cerroni 1993 e Srour 1990).
Outras fontes gerais analíticos tendem enfatizar uma ótica sociológica (Cuin e Gresle 1994, Boudon
e Bourricaud 1993, Boudon 1995).

Pesquisa Documental/Histórica. Pesquisa documental ou uso de dados secundários são


geralmente associados com o desenho de pesquisa histórica para qual dados ou artefatos físicos já
existem, e assim não podem ser mudados ou manipulados. O pesquisador não tem controle sobre
como, ou quando ou com quais instrumentos os dados foram coletados. O propósito do desenho
histórico é avaliar as prováveis relações entre variáveis utilizando documentos, materiais ou artefatos
existentes, sendo a única maneira de estudar o passado. A representatividade dos dados é
frequentemente questionável porque o pesquisador não sabe se todos os dados existentes são
conhecidos ou qual porção dos dados fora destruída ou distorcida. Implica num método de coleta
de dados no qual uma pessoa examina e registra características de fenômenos já existentes(Gil 1999,
71-73, 76-78, 163-164 et.seq.; Richardson, et.al. 2007, Cap. 15; Marconi e Lakatos 2002, 57-63).

A literatura nacional nas Ciências Sociais instrui minimamente sobre este desenho de
pesquisa e os métodos relacionados (Salvador 1982; C.F. Cardoso 1983; Angell e Freedman 1974).
Uma técnica quantitativa bastante específica recomendada para trabalhar com um grande númoer
de documentos é a análise de conteúdo. Relativamente não-utilizada no Brasil, ela recebe
tratamentos muito desiguais na literatura metodológica disponível (Triviños 1987?, 158-166 et.seq.;
Selltiz 1987, Cap. 9; Gil 1999, 163-164 et.seq.; Marconi e Lakatos 2002, 99-105; Richardson, et.al.
2007, Cap. 14; Miles e Huberman 1994; Roberts 1997).

Da produção no Direito utilizando ou apreciando o método histórico contamos


principalmente com as contribuições de Lopes (2002), Lopes, et.al. (2006), Wolkmer (2001, 1998).
Esta ênfase tem sido especialmente profícua analisando a evolução da educação jurídica(Mota 2006,
Lopes 2004, Venâncio Filho 1982).

Observação. Os métodos etnográficos de pesquisa são mais fortemente associados com


o desenho de pesquisa quasi-experimental que exibe uma falta total de controle. Uma variável de
tratamento muitas vezes ocorre naturalmente, mas as vezes o pesquisador pode manipulá-la.
Observações são feitas, mas a designação aleatória de sujeitos aos tratamentos é geralmente
impossível. Todo controle possível é geralmente exercido pelo pesquisador. É um método de
coleta de dados no qual uma pessoa observa os sujeitos ou fenômenos e registra informação sobre
as características dos fenômenos(Richardson, et.al. 2007, Cap. 16; Goode e Hatt 2002, Caps. 10 e
19).

Na Sociologia e na Antropologia, o método observacional é muitas vezes rotulado de foram


mais geral como pesquisa de campo ou pesquisa qualitativa(Haguette 1995; Goldenberg 1997; Ludke
e Andre 1986; Thiollent 1985?; Cook e Campbell 1979; Smith 1983; Denzin e Lincoln 2000).
Enquanto a observação direta envolve principalmente ou técnicas não-estruturadas ou estruturadas,
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sempre levanta o espectro dos efeitos do método (ou seja, a reatividade dos sujeitos observados).
Para contornar os efeitos, a observação participante é favorecida na Antropologia e na Sociologia
(até pelo menos a década de 90)(Touraine 1982; Brandão 1984; Thiollent 1980, 1984). Aparenta as
complexidades no trabalho de campo e na construção de teoria explicativa para as observações
coletadas e desperta mais dúvidas e críticas em torno de dilemas éticos e políticos. Ás vezes, o
método de observação pode ser combinado com técnicas de análise de discurso (Lasswell 1979;
Bardin 1979; Greimas e Landowski 1986) ou até a análise institucional (Loreau 1995; Albuquerque
1986).

“Surveys” e Entrevistas. São abordagens de pesquisa social e política relacionadas com


o desenho de pesquisa não-experimental no qual uma variável experimental não é introduzida pelo
pesquisador, mas a mensuração de fenômenos é feita. As vezes uma seleção aleatória de sujeitos é
adotada. O pesquisador geralmente tem controle sobre quem ou o que medir, quando a mensuração
acontecerá e o que perguntar ou observar. Ás vezes o pesquisador está interessado nas reações de
pessoas aos eventos específicos que aconteceram antes do estudo atual (neste caso, representando
uma pesquisa ex post fato). O propósito é observar ou medir sujeitos e avaliar a relação entre variáveis
(o que não requer uma experiência e pode ser executado em ambientes naturais), porém leva apenas
a conclusões sobre associações e não causa e efeito(Gil 1999, 118-122, 124-133 et.seq.; Marconi e
Lakatos 2002, 84-101 et.seq.; Richardson, et.al. 2007, 220-250 et.seq.; Gil 1999, Caps. 12 e 13).

Esses recursos metodológicos recebem bastante utilização e discussão na Ciência Política


e na Sociologia(Goode e Hatt 2002, Caps. 11, 12, 13; Richardson, et.al. 1999, 150-157, 160-172
et.seq.; Babbie 2003; Camargo 1984; C.H. Corrêa 1978; Kominsky 1985; Queiroz 1986; Von Simson
1988). Entrevistas envolvem uma coleta de dados na qual o entrevistador questiona pessoas para
elucidar auto-relatos de suas opiniões, atitudes, valores, crenças ou comportamentos. As entrevistas
geralmente são realizadas em situações cara-a-cara, embora a televisão e os computadores interativos
fiquem cada mais comuns como dispositivos de contato. A ministração de um instrumento
geralmente escrito e mais rígido de formato é outro método de coleta de dados no qual sujeitos
respondem à questionários, tarefas, escalas, testes ou outros dispositivos utilizados para medir
variáveis. Os instrumentos são ministrados por vários meios, incluindo os correios, por telefone,
via computador on-line ou em situações cara-a-cara com grupos ou indivíduos. Em caso de ambas
as técnicas, requer a construção de um roteiro de entrevista ou elenco de perguntas/itens na forma
de um questionário (que depende do tipo de entrevista e o grau de liberdade permitido a
respondente em surveys; ver Gil 1999, 115-118 et.seq.; Triviños 1987?, 145-152 et.seq.; Spradley 1979).
O propósito central é o mesmo: a mensuração e análise de atitudes(Marconi e Lakatos 2002, 101-
111 et.seq.; Goode e Hatt 2002, Caps. 15-17; Richardson e Wanderley 1985; Pereira 1999; Shaw e
Wright 1967).

“Empirical Legal Studies”. Aos poucos, aparecem via dissertações e teses de pós-
graduação mais recentes uma literatura norte-americana de quase meio-século de tradição, os estudos
legais (jurídicos) empíricos. Embora que as polêmicas que atrairam a atenção de pesquisadores
brasileiros parecem recentes (por exemplo, Epstein e King 2002, Sisk e Heise 1998, Heise 2002,
Cownie 2000), o movimento data de estudos do Suprema Corte americana (Baum 2006, McGuire
2004), extendendo-se à questão da judicialização da política (Castro 1997, Carvalho 2004), o
comportamento dos juízes (Ferejohn 1999, 2003) e a ótica neo-institucional (Tsebelis 2002).

Esta ênfase mais empricista, abraçando as ferramentas metodológicas das Ciências Sociais,
começa se manifestar na pesquisa jurídica nacional. Por exemplo, há uma literatura sociológica já
bem estabelecida sobre magistrados (Werneck Vianna, et.al. 1997 e 1999, Botelho Junqueira, et.al.
1997, Sadek 2006) e variados aspectos do sistema judicial brasileiro(Bastos Arrantes 1999,
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Domingues Vargas 1999, Alves 2005). O Supremo Tribunal Federal, bem como na literatura
inspiradora norte-americana, começa ocupar um lugar de destaque especial(Nequete 2000, Silveira
2006, Fundação Getúlio Vargas 2011, Ford Foundation 2011). A própria formação da comunidade
jurídica acadêmica e profissional também tem atraída atenção empírica(Musse Felix 1997, Bonelli
2002; Bonelli, et.al. 2006).

Problema e Objetivos
Amparado pela revisão bibliográfica e intelectual apresentada, emerge um reconhecimento
mais claro dos alvos do projeto. Propomos um projeto de pesquisa focalizando no seguinte
problema: Como elaborar e difundir uma metodologia plural e interdsciplinar porém adequada à pesquisa jurídica
no Brasil? Apresentamos de forma condensada os objetivos associados com a análise crítica do
campo metodológico da pesquisa jurídica e os resultados práticos almejados para cada objetivo
investigado.

Problema do Ensino da Metodologia na Pesquisa Jurídica

O panorama do campo metodológico no Direito e seu ensino no contexto da pós-graduação


aponta nitidamente lacunas importantes na construção da pesquisa jurídica no país. Não há uma
metodologia científica de pesquisa fundada ou amplamente aceita no Direito após décadas de
discussão e publicações. Há um excesso de valorização da forma com pouca ênfase no conteúdo,
ou seja, no sistema da ABNT e como formatar os textos em detrimento de discussão mais acentuada
sobre a produção do campo de investigação e de estratégias de abordagem do problema. Pela
ausência de discussões mais acentuadas e de um espaço de troca de experiências, a formação dos
profissionais (inclusive professores) é defeituosa e meramente reprodutiva, sendo pouca a produção
na área.

A despeito de trabalhos relevantes que enfrentam as dificuldades crescentes de formação nos


métodos e técnicas associados à mudanças importantes na metodologia há ainda um vasto campo
metodológico interdisciplinar a ser construído. Assim, o problema da investigação se revela em três
lacunas na produção científica nacional:

1) Falta de elaboração metodológica: Apesar de inúmeros “manuais de pesquisa”


disponíveis no Direito, a vasta maioria se restringe às questões organizacionais de pesquisa e técnicas
de redação. Há pouqíssima atenção sistemática às ferramentas metodológicas das Ciências Sociais
e suas possíveis adaptações no Direito.

2) Falta de material didático: Decorrente da primeira falha, não há livros didáticos


similares aos que são produzidos na Sociologia, na Ciência Política ou na Antropologia. Assim,
dificulta a missão de ensinar uma metodologia científica instrumental no Direito além de uma mera
descrição do método científico no abstrato.

3) Falta de atenção institucional: Paralelamente, nos fóruns de debate dos problemas


da educação jurídica (as associações profissionais e revistas científicas principais), não evidenciam
uma preocupação consciente e sustentada da centralidade dos métodos e das técnicas de pesquisa.
As instâncias de reflexão parecem estar idiosincráticas, fragmentadas e isoladas.

Objetivos
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É no contexto desta problemática que a presente proposta coloca três objetivos de atuação
relacionados especificamente com as três dimensões do problema:

1) Sistematizar o “estado da arte” atual: Tentar recuperar as tentativas das últimas duas
décadas mapeando, resumindo e analisando criticamente a produção científica na área metodológica
da educação jurídica.

2) Criar subsídios para o ensino da metodologia: Trabalhar para formar integrantes da


comunidade científica do Direito em prol da produção de material didático de pesquisa jurídica com
o público alvo dos cursos de pós-graduação e da graduação avançada.

3) Estabelecer um espaço de reflexão permanente: Fundar uma rede para


complementar as associações, grupos e publicações visando a integração de comunicação e
cooperação das investigações metodológicas no país.

Procedimentos Metodológicos e Resultados Antecipados

Prosseguiremos com a implementação dos objetivos de pesquisa refinando uma pauta de


procedimentos e métodos apropriados associados com cada objetivo. Assim, cada objetivo terá um
encaminhamento metodológico específco.

Procedimentos Propostos

No seu momento inicial, a pesquisa proposta se caracteriza como uma investigação


bibliográfica analítica (Manheim e Rich 2005, 39-55). Levando em conta o primeiro e o segundo
objetivos propostos, o projeto implica numa sistematização da literatura metodológica vigente da
pesquisa jurídica. Este esforço requererá um investimento na especificação das necessidades,
planejamento de tempo cuidadoso no primeiro ano do projeto e a construção e manutenção de um
banco de dados relacional para armazenar e analisar o material coletado.

No segundo momento (quase simultâneo), a pesquisa exibirá aspectos de uma pesquisa


qualitativa de campo (ou de participação observante ou de entrevistas semi-estruturadas)(Frankfort-
Nachmias e Nachmias 2006, 257-260; Johnson e Reynolds 2005, 271-275; Manheim e Rich 2005,
161-168). Levando em conta o segundo e o terceiro objetivos propostos, o projeto implica na
organização de uma publicação de porte envolvendo múltiplos autores e de uma rede permanente
de contatos e participantes, ambas construídas utilizando a técnica de amostragem de “bola de neve”
(snowball sampling, recomendações reputacionais geradas pelos respondentes das entrevistas).
Resultados

Identificamos os prováveis resultados ou produtos de pesquisa associados com nossos


objetivos e uma tentativa de cronograma:

1) Artigo-resenha sobre o “estado da arte”: Seguindo na direção da análise da literatura


da evolução metodológica da pesquisa jurídica apresentada aqui, o primeiro investido será a
elaboração de um artigo-resenha ou monografia de porte para envio a uma revista de destaque
nacional ou internacional no Direito em 2015.

2) Livro-texto universitário: Ainda em 2015, começará a organização do um livro didático


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que introduza e combine os métodos e as técnicas reconhecidos nas Ciências Sociais com as
preocupações da pesquisa jurídica. Uma possível estrutura sugestiva dos conteúdos segue:

PARTE 1: O QUE É A PESQUISA CIENTÍFICA?


PARTE 2: O QUE É A PESQUISA JURÍDICA?
PARTE 3: O QUE SÃO MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA?
Análise Histórica/Filosófica
Análise de Discurso/Hermenéutica
Pesquisa Empírica do Direito e do Judiciário
Noções da Estatística Descritiva
Análise de Conteúdo
Observação Etnográfica
Surveys e Entrevistas
PARTE 4: O QUE É ESCREVER CIENTIFICAMENTE?

A Parte 1 será um exame dos fundamentos do inquérito científico do modo geral; em


seguida, será tratado o conceitual da pesquisa social científica comum nas ciências comportamentais
(teorias, modelos, paradigmas, taxonomias, etc.). A Parte 2 será em grande medida uma seleção e
reimpressão de textos seminais debatendo a natureza da pesquisa jurídica, especialmente no que
tange questões metodológicas práticas. A Parte 3 será a mais densamente elaborada, incluindo
capítulos encomendados dos membros mais indicadas das comunidades científicas do Direito e das
Ciências Sociais em torno de seus métodos principais comuns de pesquisa empírica. A Parte 4
abordará os assuntos práticos da confecção dos projetos de pesquisa (graduação e pós-graduação),
o processo de pesquisar e escrever sob orientação acadêmica e subsídios para garantir o êxito de uma
trabalho de pesquisa independente.

Sendo que este produto será resultado de um trabalho colaborativo entre acadêmicos
profissionais de diversas áreas de conhecimento, a expectativa é a realização do objetivo incluirá boa
parte de 2015.

3) GP “Metodologia de Pesquisa Científica no Direito”: Construindo paralelamente


com a experiência da organização do livro-texto universitário, o autor do projeto pretende cadastrar
um Grupo de Pesquisa (GP) junto ao CNPq incluindo os co-autores associados com o livro e outros
convidados das várias comunidades acadêmicas. A intenção deste GP será a formação de uma rede
de pesquisadores interessados na pesquisa empírica ou teórica do Direito, servindo como um polo
para organizar encontros regionais, nacionais ou internacionais e incentivar a divulgação sistemática
de seus resultados.

Conclusão
O projeto aqui apresentado oferece elementos que indicam sua exeqüibilidade, tratando-se
de proposta inédita. A série de publicações propostas não tem precedente na área de Direito.
Apesar de inúmeros “manuais de pesquisa” disponíveis no Direito, a vasta maioria se restringe às
questões organizacionais de pesquisa e técnicas de redação. Há pouquíssima atenção sistemática às
ferramentas metodológicas das Ciências Sociais e suas possíveis adaptações no Direito. Decorrente
desta falha, não há livros didáticos similares aos que são produzidos na Sociologia, na Ciência
Política ou na Antropologia. Assim, a missão de ensinar uma metodologia científica instrumental
no Direito além de uma mera descrição do método científico no abstrato, tem sido portanto
dificultada.
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O segundo elemento a se destacar é que se trata de uma inciativa colaborativa. O projeto


visa tentar recuperar a produção das últimas duas décadas mapeando, resumindo e analisando
criticamente a produção científica na área metodológica da educação jurídica. O esforço seria
dirigido a trabalhar para formar integrantes da comunidade científica do Direito em prol da
produção de material didático de pesquisa jurídica com o público alvo dos cursos de pós-graduação
e da graduação avançada.

Neste sentido, o projeto propõe uma colaboração inédita entre os principais pesquisadores
da área, especialmente em relação a análise histórica/filosófica, a análise de discurso/hermenéutica,
a pesquisa empírica do Direito e do Judiciário e a observação etnográfica. A Parte 3 do livro
proposto, concentra-se justamente nestes capítulos encomendados em torno dos métodos principais
comuns de pesquisa empírica.

Terceiro, contém um aspecto único interinstitucional. Nos fóruns de debate dos problemas
da educação jurídica (as associações profissionais e revistas científicas principais), não evidenciam
uma preocupação consciente e sustentada da centralidade dos métodos e das técnicas de pesquisa.
As instâncias de reflexão são fragmentadas e isoladas. Outro objetivo do projeto é de fundar uma
rede para complementar as associações, grupos e publicações visando a integração de comunicação
e cooperação das investigações metodológicas no país.

Paralelamente à experiência da organização do livro-texto universitário, o autor do projeto


pretende cadastrar um Grupo de Pesquisa (GP) junto ao CNPq incluindo os co-autores associados
com o livro e outros convidados das várias comunidades acadêmicas. A intenção deste GP será a
formação de uma rede de pesquisadores interessados na pesquisa empírica ou teórica do Direito,
servindo como um polo para organizar encontros regionais, nacionais ou internacionais e incentivar
a divulgação sistemática de seus resultados.

Por fim, representa um reforço concreto à uma das linha de pesquisa do Programa de Pós-
Graduação em Direito da Universidade de Brasília (Sistemas de Justiça, Direitos Humanos e
Educação Jurídica). Um dos objetivos desta linha é exatamente construir e consolidar novas
possibilidades metodológicas da pesquisa em Direito no Brasil. Vale mencionar que o projeto, caso
aprovado, teria um impacto positivo também no nível de graduação da Faculdade de Direito da UnB
que neste momento está em processo de reestruturação de seu projeto pedagógico.

Assim, o projeto em questão tem inserção institucional evidente e indica que os benefícios
porventura alcançados irão além da figura do pesquisador que ora o apresenta a esta agência de
fomento.

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