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1- Noções do Direito Constitucional e da Constituição;

2- Teoria Geral do Estado (TGE)


3- Sentidos (concepções) das Constituições;
4- Poder Constituinte;
5- Classificação das Constituições;
6- Histórico Constitucional Brasileiro (antes de 1988);
7- Elementos da Constituição;
8- Normas Constitucionais, Regras e Princípios Constitucionais;
9- Interpretação Constitucional;
10- Controle de Constitucionalidade.
Teoria da Constituição
 Introdução à Teoria da Constituição
 Conceitos e Sentidos
 Elementos
 Poder Constituinte
 Classificações
 Eficácia e Aplicabilidade
 Interpretação
 Controle de Constitucionalidade

Introdução à Teoria da Constituição

 O constitucionalismo foi um movimento social contra o absolutismo do Rei;


o que delimitou as figuras de Deus, do Estado e do Rei, ocorrido na metade do século XVIII;
o apoiado pela burguesia, que decorreu a primeira carta constitucional.
 A constituição é o instrumento que trata tipicamente:
o da estrutura do Estado, funcionamento do Estado, direitos e garantias fundamentais;
o elementos materiais formam as normas essencialmente constitucionais;
o para possibilitar a convivência em sociedade.

Conceitos de Constituição

 Conceitos envolvem sentidos, acepções ou concepções de constituição.


o Sentido sociológico
 Ferdinand Lassalle – “O que é uma Constituição?” → dica: sem teoria, social
 Constituição: “Soma dos fatores reais de poder que regem uma sociedade”;
 Deve refletir a realidade social, senão será apenas uma folha de papel;
o Sentido político
 Carl Schimitt – “Teoria da Constituição” → dica: teoria s/ direito, política
 Constituição: “Conjunto de decisões políticas fundamentais”;
 Normas indispensáveis à construção de um modelo de Estado (organização do Estado, organização dos Poderes, e
direitos e garantias fundamentais);
o Sentido jurídico
 Hans Kelsen – “Teoria pura do Direito” → dica: teoria c/ direito, jurídica
 Constituição: “Norma pura, suprema, positiva, fundamento de validade de todo ordenamento jurídico”;
 A pirâmide normativa de Kelsen apresenta a verticalidade hierárquica das normas;
 A constituição no ápice em que todos os atos normativos retiram seu fundamento de validade da constituição;
 A constituição (norma posta – sentido jurídico-positivo) fundamenta-se na “norma hipotética fundamental” (norma
suposta – sentido lógico-jurídico);
o Sentido cultural (culturalista, ideal ou total)
 Peter Häberle – “A sociedade aberta de intérpretes” → dica: aberta, abrangente, cultural
 Konrad Hesse – “A força normativa da Constituição”;
 José Horácio Meireles Teixeira – “Constituição em sentido total“;
 Paulo Bonavides – Congrega todos os sentidos anteriores;
Elementos

 Elementos
o Limitativos → limitam poder estatal.
o Socioideológicos
o Orgânicos → organização do Estado e dos poderes;
o Formais de aplicabilidade → pre-ambulo, ADTC;
o De estabilização constitucionais → estado de defesa, de sítio, intervenção federal, ADIC;

Poder constituinte

 Origens da teoria do poder constituinte


o Abade Emmanuel Joseph Sièyes – Teórico do poder constituinte, autor da obra “Que é o terceiro Estado? / A
constituinte burguesa”.
o O poder constituinte sempre existiu, desde as sociedades tribais, todavia a teoria do poder constituinte foi
marcada pela obra de “Joseph Sièyes” em período antecedente à Revolução Francesa.
o Traduzir a transferência do poder constituinte do clero (1º Estado) e da nobreza (2º Estado) para a burguesia (3º
Estado).
o Para “Joseph Sièyes” o titular do poder constituinte é a nação, o que foi superado por novas concepções
constitucionais pelo povo.
 Poder constituinte originário
o Visão geral
 primário, de 1º grau: poder de criar, juridicamente, o Estado;
 rompe por completo com a ordem antecedente;
 8 constituições – 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 (EC1/67) e 1988;
 4 foram outorgadas – 1824, 1937, 1967, 1969.
o Classificação
 Histórica → primeira constituição do país;
 Revolucionário → todas as demais constituições do país;
 Permanente;
 Latente;
o Características (em regra – eventual relativização)
 Inicial – inaugura uma nova ordem que rompe por completo com a aquela antecedente.
 Autônomo – é dado o poder de fixar termos em que a nova constituição será estabelecida.
 Incondicionado – não tem que observar a nenhuma forma prefixada de manifestação.
 Ilimitado juridicamente – não tem que obedecer a nenhuma limitação imposta pela ordem anterior, todavia
deve ser relativizado para obedecer à:
 princípios internacionais de justiça;
 princípios do direito supra-legal;
 princípios do direito supra-positivo;
 princípio de tutela e proteção dos direitos humanos;
 princípio da vedação ou proibição do retrocesso social.
 Poder constituinte derivado reformador
o Visão geral
 secundário, de 2º grau;
 criação de outros poderes, como o poder reformador.
o Emendas constitucionais (alteração pontual do texto)
 única forma de alteração o texto constitucionais;
 aprovação em 2 turnos por quórum qualificado 3/5, bicameral;
o Emendas revisionais (alteração geral do texto)
 realizado em 1994, após 5 anos da promulgação;
 conforme Art. 3º do ADCT, advieram 6 emendas revisionais;
 aprovação em 1 turno por maioria absoluta, unicameral.
 poder derivado exaurido (não vigente);
o Características (em regra – eventual relativização)
 Derivado – do originário;
 Condicionado – ao originário;
 Limitado – obedece a regras e limites impostos pelo poder originário;
 Poder constituinte derivado decorrente
o Visão geral
 secundário, de 2º grau;
 criação de constituições estaduais e lei orgânica do DF, como ordens jurídicas parciais;
 organização das ordens locais e institucionalização das coletividades regionais.
o Decorre diretamente da constituição federal
 Constituições estaduais, e;
 Lei orgânica do distrito federal sob critério funcional;
o Não se aplica
 Lei orgânica municipal;
 Lei orgânica do distrito federal sob critério formal;
o Princípios vinculados
 Sensíveis → se violados autoriza intervenção federal;
 Extensíveis → normas de repetição obrigatória nas constituições estaduais;
 Estabelecidos → reorganização dos Estados, recusar fé a documentos de outros estados;
 Poder constituinte difuso (mutação constitucional)
o segundo José Afonso, “consiste num processo não formal de mudanças das constituições rígidas, por via da
tradição, dos costumes, de alterações empíricas e sociológicas, pela interpretação judicial e pelo ordenamento de
estatutos que afetem a estrutura orgânica do estado” É o que se costuma falar de: “novo entendimento do
Supremo”, mudança da interpretação sem mudança do texto;
 Poder constituinte supranacional
o norma acima da constituição válida para um conjunto de países;
 Titularidade (permanente) e Exercício (temporário)
o O povo é o titular do poder constituinte diante de uma democracia.
o Exercido pela Assembleia Nacional dos Constituintes, encerrada a atividade quando concluída a Constituição.
 Limites (ao poder constituinte derivado reformador por meio de emendas constitucionais)
o Temporais – não há limite temporal para emendas constitucionais.
o Circunstanciais – vedação de emendas constitucionais durante períodos de instabilidade político-social:
Intervenção Federal, Estado de Defesa, Estado de Sítio.
o Formais
 Legitimidade – para propor emendas a constituição – 1/3 do membros da câmara ou do senado, +1/2 das
assembleia legislativas pela maioria relativa e o presidente da república.
 Fases do procedimento – aprovada por 3/5 da câmara e do senado, promulgada pela mesa da câmara e pela
mesa do senado.
 Procedimental – a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa
o Materiais Explícita
 vedações de emendas constitucionais que tendam a abolir as cláusulas pétreas (a forma federativa de Estado, o
voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos poderes, e os direitos individuais e fundamentais);
o Materiais Implícitas
 vedações de emendas constitucionais que alterem a titularidade do poder constituinte, o povo;
 vedações de emendas constitucionais que alterem os fundamentos e objetivos fundamentais (Art. 1º a 4º);
 vedações de emendas constitucionais que alterem procedimentos para aprovação das emendas constitucionais;
 vedação da alteração da cláusula proibitivas (teoria da dupla revisão);

Classificação das Constituições

 Unicidade documental (conteúdo) e forma


o Formal ou Orgânica (CF/88) → a constitucionalidade está concentrada no texto constitucional, normas
formalmente constitucionais em documento unificado;
 Forma Escrita → há documento único, concentrado, tratando de normas constitucionais;
o Material ou Inorgânica → a constitucionalidade está na matéria (assunto), e independe de um documento
unificado, podendo leis ordinárias e decretos tratarem de assunto constitucional;
 Forma Não escrita → não há instrumento único tratando de normas constitucionais;
 Modo de elaboração (ao tempo)
o Dogmática (CF/88) → reflete a verdade dominante de um determinado momento, do presente para o futuro.
o Histórica → uma constituição aperfeiçoada, do passado para o presente.
 Origem
o Promulgada (CF/88) → constituição democrática, popular, elaborada com a participação do povo.
o Outorgada → constituição imposta sobre a sociedade, sem a participação do povo.
o Cesarista → constituição inicialmente imposta, mas para ter eficácia depende da ratificação da
sociedade (plebiscito ou referendo).
 Estabilidade
o Rígida (CF/88) → pode ser alterada, porém requer maior aprovação do que leis comuns;
o Super-rígida → partes alteráveis com maior aprovação do que leis comuns, e partes imutáveis (Art 60. § 4º) –
Alexandre de Moraes (FCC);
o Semi-rígida → partes alteráveis com maior aprovação do que leis comuns, e partes alteráveis de forma similar as
leis comuns;
o Flexível → pode ser alterada de forma similar as leis comuns;
o Fixa (silente) → não há determinação expressa que não pode ser alterada;
o Imutável → não pode ser alterada por determinação expressa;
 Extensão e Conteúdo ideológico
o Analítica (CF/88) → detalhada, esmiuçada, reduz a possibilidade de interpretações diversas;
 Dirigente (Social) → dirige o próprio Estado por meio de normas programáticas;
o Sintética → contém princípios e normas gerais, sofre menos alterações, amplia o poder discricionário para
interpretação;
 Garantia (Liberal ou Negativa) → relações de garantias primordiais;
 Ideologia
o Ortodoxa → reflete a força que está no poder;
o Eclética → reflete todas as forças da sociedade;
 Correspondência com a realidade (ontológica)
o Normativa
 a constituição reflete a sociedade atual (na prática);
o Nominal
 institutiva e programática que a sociedade pretende alcançar;
 não há correspondência entre o texto e a realidade;
o Semântica
 intenção de legitimar quem está no poder;
 não há correspondência entre o texto e a realidade;
 Sistemas
o Principiológica → predominam os princípios, embora existam regras;
o Preceitual → predominam as regras, embora existam princípios;
 Heteroconstituição
o é criada em um país para ser aplicada em outro país.

Eficácia e aplicabilidade das normas jurídicas constitucionais

Classificação originada por José Afonso da Silva, quanto a eficácia e aplicabilidade (capacidade de produzir efeitos
práticos).

 Com aplicabilidade imediata (direta)→ normas auto-executáveis e aptas a produzir todos efeitos jurídicos
essenciais;
o Normas de eficácia Plena
 não permite restrição (redução) de sua atuação (de seus efeitos);
 norma de sentido completo, integral, autossuficiente;
 Art. 5º: remédios constitucionais;
 Art. 21-I: “Compete a União manter as relações com Estados estrangeiros”;
 Art. 230, § 2º “Aos maiores de 65 anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos”;
o Normas de eficácia Contida ou Restringível
 permite restrição (redução) de sua aplicação por Lei posterior ou pela própria constituição;
 norma não integral, eficácia plena até ser restringida;
 Art 5º, inc. XIII: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a Lei assim estabelecer”;
o Normas de eficácia Absoluta (supereficázes) – Maria Helena Diniz;
 norma que não podem ser reduzidas ou abolidas (cláusulas pétreas);
 Sem aplicabilidade imediata (indireta) → normas não auto-executáveis e incompletas que dependem de Lei
regulamentadora;
o Normas de eficácia Limitada
 Eficácia jurídica imediata
 impede o surgimento de leis posteriores em sentido contrário (eficácia negativa ou paralisante);
 permite revogar Leis anteriores em sentido contrário (efeito revogador);
 impõe ao legislador o dever de regulamentá-las;
 parâmetro para o controle de constitucionalidade de Leis inferiores;
 Art. 7-XI: “participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração (…) conforme definido em lei;”
 Art. 37-VII: “o direito de greve (do servidor) será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;”
 Norma programática → declaratória de princípios programáticos – programas de governo;
 Art. 3º: objetivos fundamentais;
 Art. 4º: princípios de relações internacionais;
 Art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que
visem…”;
 Art. 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a
colaboração da sociedade…”;
 Norma institutiva ou organizativa → declaratórios de princípios institutivos/organizativos;
 Art. 33: “A Lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos territórios”;
o Atenção: os normativos constitucionais com termos “na forma da Lei” e “nos termos da Lei” não são
necessariamente de eficácia limitada;

Interpretação constitucional

A hermenêutica jurídica constitucional oferece técnicas de interpretação. O preâmbulo da CF/88 tem seu papel de
hermenêutico para a interpretação da constituição.

 Métodos genéricos de interpretação jurídica


o Gramatical
o Sistemática
o Histórico
o Finalístico
 Princípios de interpretação constitucional
o Unidade da constituição
 preferir significados que não gerem contradição com outra parte de constituição;
o Máxima efetividade ou eficiência
 preferir significados em sentido amplo, que gerem maior quantidade de efeitos jurídicos (especial aplicação para os
direitos fundamentais);
o Concordância prática (cedência recíproca ou harmonização)
 em situação de conflito entre direitos, faz-se compressões recíprocas em ambos os direitos (privacidade x
publicidade/informação), em busca de um ponto de equilíbrio a luz do caso concreto;
o Interpretação das Leis conforme a constituição
 leis infraconstitucionais devem ser compatíveis e interpretadas de acordo com a constituição (princípio da
supremacia constitucional / constituição rígida);
o Conformidade funcional (correção funcional ou justeza)
 preferir significados que respeitem o schema organizatório-funcional definido pelo legislador;

Controle de constitucionalidade

A rigidez constitucional é um requisito jurídico para o controle constitucional.


 Visão geral
o a lei se submete a controle de constitucionalidade;
o a lei se submete a controle de convencionalidade frente a normas supra-legal;
o norma originária não pode ser declarada inconstitucional (ex: depositário infiel);
o a norma busca validade na norma superior, exceto a constituição que busca validade nela própria;
 Espécies de Inconstitucionalidade
o Por ação → norma inconstitucional;
o Por omissão → o Estado não fez a norma demandada pela constituição;
o Total → norma totalmente inconstitucional;
o Parcial → norma parcialmente inconstitucional;
o Originária → norma inconstitucional desde sua elaboração;
o Superveniente → norma se tornou inconstitucional posteriormente (conforme STF não há inconstitucionalidade
superveniente, pois a norma tornada incompatível por alteração da constituição será revogada);
o Formal (nomodinâmica) → vício na elaboração da norma, no processo legislativo;
o Material (nomoestática) → vício da norma;
o “Chapada“, “Desvairada“, “Enlouquecida” → inconstitucionalidade evidente, óbvia;
 Órgãos de controle da constitucionalidade
o Controle político
 análise pela Comissão de Constituição de Justiça;
 análise do projeto de lei por meio de sanção ou veto;
o Controle judicial
 Cláusula de reserva de plenário
 exigência constitucional (Art. 97) de que a declaração de inconstitucionalidade;
 ocorre por Tribunais pela maioria absoluta dos membros (não é aplicada as leis anteriores a Constituição vigente);
 Controle concentrado (efeitos resultantes para todos, “erga omines“)
 controle realizado somente pelo STF;
 a luz de um caso abstrato (principal ou em tese), contra o texto constitucional, sem partes;
 ação objetiva proposta é necessariamente a ADIN, ADC ou ADPF, com único intuito verificar a constitucionalidade
de determinada lei ou emenda;
 Controle difuso (efeitos resultados para as partes, “inter partes“)
 controle realizado pelos demais órgãos do Poder Judiciário;
 a luz de um caso concreto entre partes, cuja dúvida constitucional é incidental “incidenter tantum“, assim, a
discussão de inconstitucionalidade não é o ponto principal da lide (controle de exceção ou por via de defesa);
 é possível controle difuso de lei anterior a constituição atual, realizada em face da constituição vigente a época;
 Momentos de controle
o Controle repressivo → “a posteriori”
 controle judicial → em regra;
 controle político → atipicamente, como a análise da medida provisória;
o Controle preventivo → “a priori”
 controle político → em regra, como o veto presidencial e arquivamento pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania;
 controle judicial → atipicamente, como o mandado de segurança, de legitimidade do Deputado Federal ou
Senador, para determinar a correção da tramitação do processo de emenda constitucional, decorrente do direito
do devido processo legislativo;
 Efeitos da declaração de inconstitucionalidade
o Controle difuso → efeito “inter partes” (só para as partes de determinado processo)
 efeitos alcançam somente as partes;
 exceto em face de recurso ao STF, quando este notificar ao Senado e deliberar a suspensão da Lei sem efeito
retroativo, “ex nunc“;
o Controle concentrado → efeito “erga omines” e vinculante (para todos os processos)
efeito vinculante a todos órgão do Poder Judiciário e a administração pública;
 tempo → efeitos retroativos, “ex tunc“;
 Recepção de leis anteriores a constituição
o a controle dá-se apenas em sentido material (análise do conteúdo para recepção ou revogação);
o ainda que a nova constituição exija maior quórum (ex: LC) para determinado assunto;
Ação Direta de Inconstitucionalidade
 Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de
constitucionalidade:
o Legitimados universais (pertinência temática presumida)
 I – o Presidente da República;
 II – a Mesa do Senado Federal;
 III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
 VI – o Procurador-Geral da República;
 VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
 VIII – partido político com representação no Congresso Nacional;
o Precisam demonstrar pertinência temática
 IV – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
 V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
 IX – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
o § 1º O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade
e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.
o § 2º Declarada a inconstitucionalidade por omissão (comumente legislativa) de medida para tornar efetiva norma
constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se
tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.
o § 3º Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato
normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.
 Características comuns entre ADIN, ADC e ADPF
o Não são susceptíveis a desistência.
o Medida cautelar → em regra, sem efeito retroativo “ex nunc”
 Ação Direta de Inconstitucionalidade − ADIN
o O objeto da ADIN é a análise de inconstitucionalidade de lei (federal ou estadual) ou ato normativo, sendo
incabível para súmulas;
o A inconstitucionalidade parcial não é cabível quando inverter o sentido do ato impugnado;
o ADIN e ADC são ações válidas somente para a constituição atual, incabíveis para análise de constituições
anteriores;
o Objeto (Art. 102, I, a) → leis (Art. 59), tratados, ato normativo federal ou estadual, distrital quando tratar de tema
legislativo de competência estadual,decretos do presidente da república (Art. 84, VI)
o Não pode ser objeto:
 Súmulas não podem ser objeto de ADI
 Lei anterior a atual constituição federal não pode ser objeto de ADI genérica
o Modalidades da ADIN
 ADIN genérica → inconstitucionalidade de lei Federal ou Estadual ou ato normativo;
 ADI por omissão (ADO) → inconstitucionalidade por ausência de lei;
 ADI interventiva → inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo estadual que viola os princípios sensíveis da
Constituição e a decretação de intervenção federal
 Princípios sensíveis → forma republicana, sistema representativo, regime democrático, direitos humanos,
autonomia municipal, prestação de contas da administração pública, aplicação do mínimo exigido da receita de
impostos estaduais em ensino e serviços públicos de saúde.
 Ação Declaratória de Constitucionalidade − ADC
o Análise de constitucionalidade somente de Lei federal;
o Aplicável em contexto de dúvida, em que órgãos tem divergido em relação a constitucionalidade de determinada
lei, sendo requisito que seja demonstrado a existência de controvérsia constitucional em sede de controle difuso;
o Decisão irrecorrível, e não pode ser objeto de ação rescisória;
o Medida cautelar → paralisação de todos os processos, por até 180 dias;
 Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental − ADPF
o Evitar (preventiva) ou reparar (repressiva) lesão do ato do poder público;
o Princípio da subsidiaridade, somente cabível para atos não compatíveis pela ADIN ou ADC;
o A ADPF é única ação válida de controle concentrado para confrontar leis anteriores a constituição atual, e análise
da recepção da lei;
o Objeto
 leis municipais
 lei anterior a atual constituição federal