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Thomas Hobbes e o 'Leviatã' (1675)

O primeiro filósofo moderno que articulou uma teoria contratualista detalhada foi
Thomas Hobbes (1588-1679). Na obra Leviatã, explicou os seus pontos de vista sobre
a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades.

1.1 - Condições pré-contrato:

Thomas Hobbes no livro Leviatã 1651, tenta pensar de forma progressista a formação
da sociedade, desenvolvendo não um estudo histórico, nem uma hipótese realista, mas
um estudo teórico, uma espécie de experimento mental, da constituição do estado, a
partir dos seus próprios elementos. Ele usa uma concepção atomista, desenvolvendo
um pensamento a partir dos elementos mais básicos e singulares que constitui a
sociedade e o Estado, que ele dá o nome de Leviatã. Sendo o Leviatã um monstro, no
sentido de enorme e poderoso, tendo até vida própria. A questão da vida do Leviatã
está associada à concepção de vida como movimento, pois para Hobbes tudo que se
move por conta própria teria vida, podendo assim dizer que o Estado tem vida. Os
elementos básicos que Hobbes usa para pensar uma sociedade antes mesmo de ela
existir são os indivíduos, os homens. Estes se encontram no estado de natureza, em
que não existe o Estado, não existe nenhuma jurisdição sobre nada, onde todos são
iguais, no sentido de que apesar de serem diferentes fisicamente e espiritualmente,
quando se leva todo o conjunto de possibilidades que um homem tem, não há tanta
diferença assim, pois quando um é mais forte que outro esse outro pode ser mais
sagaz e articular meios para matar o outro, por maquinação ou associação com outros.
Sendo assim todos tem capacidade de conseguir as mesmas coisas. Além de serem
iguais nas capacidades esses indivíduos, seres isolados, são todos constituídos das
mesmas características, devido a uma natureza. Essa natureza os faz desejarem as
mesmas coisas, já que tem as mesmas paixões e principalmente tem o elemento
pulsante de conservação de vida (conatus. Hobbes não constrói essas características
da natureza humana apenas por especulação, ele retira essa concepção por meio da
observação do próprio homem, que em sociedade ainda as expressam, apesar de não
estarem mais no estado de natureza.

Dada essas características dos homens e o estado de natureza que eles se encontram
antes do estabelecimento do Estado, em que não há leis e todos são completamente
livres para fazerem o que quiserem, sendo os juízes dos seus próprios atos, iguais e
desejantes das mesmas coisas, surge, quase que de forma inevitável, a competição
entre esses indivíduos. Haja vista que não há recursos suficientes para todos e quando
dois corpos querem um mesmo fim, tendo a mesma capacidade, logo entrarão em
choque. Nesse sentido surge um clima de guerra de todos contra todos, estando-se
nesta condição todos são inimigos, tendo que se tenta antecipar o que o outro está
tramando a julgar que ele tem a intenção de atacar, se deve atacar antes para poder se
defender. A antecipação é um dos meios mais seguros para se conservar e subjugar o
maior número de pessoas, até o necessário para não haver um poder suficientemente
grande para ameaçá-lo. Devido a essa competição e o desprezo que os homens têm
uns aos outros no estado natural, que Hobbes usa a famosa citação de ―o homem é
lobo do homem‖. No entanto, nessa situação é apenas um clima de guerra, pois a
procura da conservação da vida leva também ao medo de perder a vida, tentando
assim se evitar ao máximo o combate. Não estando todos efetivamente lutando a todo
o momento uns contra os outros, mas sempre se sentindo ameaçado pelo o outro e
achando que será atacado, pois não há nada que impeça que isso ocorra.

1.2 - Contrato:

Diante dessa situação surge a necessidade de algo que garanta que os outros não me
ataquem, além de garantir que os contratos feitos, assim como os direitos, sejam
garantidos. A questão do contrato surge devido ele ser uma transferência mútua de
direito, em que uma pessoa por meios de sinais transfere um direito que era dela para
outra pessoa. Hobbes tem uma concepção de que toda a sociedade se baseia em
contratos, de todas as espécies, pois para estabelecer uma troca se faz necessário ter
um contrato, assim como outras diversas situações é necessário uma transferência de
direitos. Os contratos são estabelecidos por sinais, podem ser expressos ou
inferenciais. Os expressos são palavras que indicam a transferência e compreendem
aquilo que significam, como abdico, dou, vendo, quero que isto seja teu, dei. Eles
podem estar no presente, passado ou futuro. Os sinais inferenciais são consequências
dos gestos, ações, do silêncio, da omissão de ações que indiquem a transferência. Os
sinais expressos por meio de palavras no futuro são intitulados como promessa, devido
à ausência de transferência automática de direito. Pois o indivíduo ao dizer abdicarei,
darei, entregarei, não está fazendo um contrato mútuo e sim um pacto. Já que ele
promete algo em troca do recebimento de algum direito. Na condição de simples
natureza não há como estabelecer pactos. Visto que nessa situação nunca será
possível isso, já que ninguém irá beneficiar outro, uma vez que não tem a mínima
garantia de que a promessa será cumprida. E na mínima desconfiança se torna nulo o
pacto. Pois ao transferir um direito sem ganhar nada em troca e, estando no estado de
natureza, estaria abrindo mão do seu próprio meio de vida, de conservação. A
obrigatoriedade do pacto assim é quebrada, sendo necessário algum agente externo
para se estabelecer o pacto e garantias, isto é, o Estado. Para isso é necessário que
cada um abra mão de parte da sua total liberdade para poder haver algum poder que
garanta a sua própria vida, seus direitos e o comprimento de contratos.

1.3 - O contrato social:

Assim se faz necessário que haja o Estado e ele é estabelecido a partir de contratos
entre os próprios homens, em que eles abrem mão de parte de sua liberdade e
transfere diretos ao estado para ele poder garantir por meio da força, o cumprimento de
outros contratos e assim o fim do clima de guerra. O estado pactua com cada um dos
homens e garante a cada um que a sua parte do contrato seja cumprida, sendo assim
o pacto é recíproco. No Leviatã, Hobbes diz: ‖Diz-se que um Estado foi instituído
quando uma multidão de homens concorda e pactua, cada um com cada um dos
outros, que a qualquer homem ou assembleia de homens a quem seja atribuído pela
maioria o direito de representar a pessoa de todos eles (ou seja, de ser seu
representante), todos sem exceção, tanto os que votaram a favor dele como os que
votaram contra ele, deverão autorizar todos os atos e decisões desse homem ou
assembleia de homens, tal como se fossem seus próprios atos e decisões, a fim de
viverem em paz uns com os outros e serem protegidos dos restantes homens.‖

John Locke e o Segundo tratado sobre o governo civil (1682)

O modelo de Locke é, em sua estrutura, semelhante ao de Hobbes, entretanto, os dois


autores tiram conclusões completamente diferentes no que concerne ao modo como
nos submetemos a esse Estado Civil, nossa função nele e como se dá o
estabelecimento do contrato. Ambos iniciam seu pensamento focando num estado de
natureza, que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil.

É grande a diferença entre Hobbes e Locke no modo como esses três componentes
são entendidos. Para Locke, o estado de natureza não foi um período histórico, mas é
uma situação que pode existir independentemente do tempo. O estado de natureza dá
se quando uma comunidade se encontra sem uma autoridade superior ou relação de
submissão. Logo o Estado, para Locke, tem uma função muito diferente daquele que é
idealizado por Hobbes. Enquanto este verifica no Estado o único ente capaz de coibir a
natureza humana e dar coesão ao Estado sob a égide da figura absoluta, o Estado
lockeano é apenas o guardião que apenas centraliza as funções administrativas.

O contrato social, para Locke, surge de duas características fundamentais: a confiança


e o consentimento. Para Locke, os indivíduos de uma comunidade política consentem a
uma administração com a função de centralizar o poder público. Uma vez que esse
consentimento é dado, cabe ao governante retribuir essa delegação de poderes dada
agindo de forma a garantir os direitos individuais, assegurar segurança jurídica,
assegurar o direito à propriedade privada (vale ressaltar que para Locke, a propriedade
privada não é só, de fato, terra ou imóveis, mas tudo que é produzido com o seu
trabalho e esforço, ou do que é produzido pelas suas posses nesta mesma relação) a
esse indivíduo, sendo efetivado para aprofundar ainda mais os direitos naturais, dados
por Deus, que o indivíduo já possuía no estado natural.
É nessa relação que vemos uma das principais diferenças no contrato social
apresentado por Hobbes e Locke. Diferente do estado absoluto de Hobbes, que deve
ter em seu governante a absoluta confiança e não questioná-lo jamais, para Locke
essa relação funciona de maneira distinta. Uma vez que a relação estado-indivíduo é
baseada em uma relação de consentimento e confiança, é totalmente possível que, se
o governante quebrar a confiança, agindo por má-fé ou não garantindo os direitos
individuais, a segurança jurídica e a propriedade privada, ou, ainda, não garantindo os
direitos naturais, que uma vez dados por Deus seria impossível alguém cerceá-los, o
povo se revolte e o destitua do cargo. É um pensamento inédito, já que na filosofia
política corrente à época jamais se poderia questionar o poder do governante, uma vez
que teria sido dado por Deus. É na justificativa de que, uma vez que o governante não
respeite os direitos naturais dados por Deus, era dever do povo questionar o poder e
rebelar-se.

Passada a fase de estabelecimento do contrato, deve ser marcado pela distinção entre
executivo e legislativo, com predomínio do segundo e com a garantia que os direitos
naturais seriam preservados.

Rousseau e O Contrato Social (1762)

No início, Jean-Jacques Rousseau questiona porque o homem vive em sociedade e


porque se priva de sua liberdade. Vê num rei e seu povo o senhor e seu escravo, pois
o interesse de um só homem será sempre o interesse privado. Os homens, para se
conservarem, se agregam e formam um conjunto de forças com objetivo único.

No contrato social, os bens são protegidos e a pessoa, unindo-se às outras, obedece a


si mesma, conservando a liberdade. O pacto social pode ser definido quando "cada um
de nós coloca sua pessoa e sua potência sob a direção suprema da vontade geral".

Rousseau diz que a liberdade é inerente à lei livremente aceita. "Seguir o impulso de
alguém é escravidão, mas obedecer uma lei auto-imposta é liberdade". Considera a
liberdade um direito e um dever ao mesmo tempo. A liberdade lhes pertence e
renunciar a ela é renunciar à própria qualidade de homem.

O "Contrato social", ao considerar que todos os homens nascem livres e iguais, encara
o Estado como objeto de um contrato no qual os indivíduos não renunciam a seus
direitos naturais, mas ao contrário, entram em acordo para a proteção desses direitos,
onde o Estado é criado para preservar. O Estado é a unidade e, como tal, representa a
vontade geral, que não é o mesmo que a vontade de todos. A vontade geral é um mero
agregado de vontades, o desejo mútuo da maioria.

Quando o povo institui uma lei de alcance geral, forma-se uma relação. A matéria e a
vontade que fazem o estatuto são gerais, e a isso Rousseau chama lei. A República é
todo estado regido por leis. Mesmo a monarquia pode ser uma república. O povo
submetido às leis deve ser o autor delas. Mas o povo não sabe criar leis, é preciso um
legislador. Rousseau admite que é uma tarefa difícil encontrar um bom legislador. Um
legislador deve fazer as leis de acordo com a vontade do povo.

Rousseau reforça o contrato social através de sanções rigorosas que acreditava serem
necessárias para a manutenção da estabilidade política do Estado por ele preconizado.
Propõe a introdução de uma espécie de religião civil, ou profissão de fé cívica, a ser
obedecida pelos cidadãos que, depois de aceitarem-na, deveriam segui-la sob pena de
morte. Mas Rousseau também ficava em dúvida sobre até que ponto a pena de morte
seria válida, pois como era possível o homem saber se um criminoso não podia se
regenerar já que o estado sempre demonstrava fraqueza em alguns momentos. "Não
existe malvado que não possa servir de coisa alguma" pág:46

Os governantes, ou magistrados, não devem ser numerosos para não se enfraquecer


sua função, pois quanto mais atuam sobre si mesmos, menos dedicam-se ao todo. Na
pessoa do magistrado há três vontades diferentes: a do indivíduo, a vontade comum
dos magistrados e a vontade do povo, que é a principal.
Rousseau conclui seu "Contrato social" com um capítulo sobre religião. Para começar,
Rousseau é claramente hostil à religião como tal, mas tem sérias restrições contra pelo
menos três tipos de religião. Rousseau distingue a "religião do homem" que pode ser
hierarquizada ou individual, e a "religião do cidadão". A religião do homem
hierarquizada é organizada e multinacional. Não é incentivadora do patriotismo, mas
compete com o estado pela lealdade dos cidadãos. Este é o caso do Catolicismo, para
Rousseau.

Do ponto de vista do estado, a religião nacional ou religião civil é a preferível. Ele diz
que "ela reúne adoração divina a um amor da Lei, e que, em fazendo a pátria o objeto
da adoração do cidadão, ela ensina que o serviço do estado é o serviço do Deus
tutelar". O Estado não deveria estabelecer uma religião, mas deveria usar a lei para
banir qualquer religião que seja socialmente prejudicial. Para que fosse legal, uma
religião teria que limitar-se a ensinar. "A existência de uma divindade onipotente,
inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade do
justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da lei". O fato de que
o estado possa banir a religião considerada social deriva do princípio da supremacia da
vontade geral (que existe antes da fundação do Estado) à vontade da maioria (que se
manifesta depois de constituído o Estado), ou seja, se todos querem o bem estar
social, e se uma maioria deseja uma religião que vai contra essa primeira vontade,
essa maioria terá que ser reprimida pelo governo.

Nicolau Maquiavel

Nicolau Maquiavel (em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de


maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e
músico de origem florentina do Renascimento. É reconhecido como fundador do
pensamento da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o
governo como realmente são e não como deveriam ser(no livro O príncipe). Os
recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal
interpretado historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as
opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo
maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia,
maldade.

Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o


governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo
de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o
comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns
postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi
afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de
pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.

Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade


Clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos
através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o
de virtù e o de fortuna.

O Príncipe

O "Príncipe" é provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente


escrito em 1513, apesar de publicado postumamente, em 1532. Teve origem com a
união de Juliano de Médici e do papa Leão X, com a qual Maquiavel viu a possibilidade
de um príncipe finalmente unificar a Itália e defendê-la contra os estrangeiros, apesar
de dedicar a obra a Lourenço II de Médici, mais jovem, de forma a estimulá-lo a realizar
esta empreitada. Outra versão sobre a origem do livro, diz que ele o teria escrito em
uma tentativa de obter favores dos Médici, contudo ambas as versões não são
excludentes.

Está dividido em 26 capítulos. No início ele apresenta os tipos de principado existentes


e expõe as características de cada um deles. A partir daí, defende a necessidade do
príncipe de basear suas forças em exércitos próprios, não em mercenários e, após
tratar do governo propriamente dito e dos motivos por trás da fraqueza dos Estados
italianos, conclui a obra fazendo uma exortação a que um novo príncipe conquiste e
liberte a Itália. Em uma carta ao amigo Francesco Vettori, datada de 10 de dezembro
de 1513 Maquiavel comenta sobre o escrito:

"E como Dante diz que não se faz ciência sem registrar o que se aprende, eu tenho
anotado tudo nas conversas que me parece essencial, e compus um pequeno livro
chamado "De Principatus", onde investigo profundamente o quanto posso cogitar desse
assunto, debatendo o que é um principado, que tipos de principado existem, como são
conquistados, mantidos, e como se perdem"

Wikipedia

O Contrato Social para Hobbes, Locke e Rousseau

Cada um desses autores apresenta propostas diferentes para os conceitos de ―estado


de natureza‖, contrato social/subordinação política/ estado civil.

Hobbes considera que os homens decidem selar o pacto social para evitar o estado de
―guerra de todos contra todos‖ - gerado pelo fato de que todos os homens se
consideram iguais e, portanto, com os mesmos direitos - criando, assim, a estrutura
soberana – o Estado absoluto - que controlaria e reprimiria os conflitos. Trata-se,
assim, de um pacto de submissão, para preservar vidas, em que se troca a liberdade
pela segurança do Estado Monstro Leviatã.

Mas Hobbes não reconhece o direito ―natural‖ da propriedade; elimina o valor ―retórico‖
do conceito de liberdade, a qual ele atribui um valor físico aplicável a qualquer corpo.
Ele introduz, entretanto, a premissa de que o homem, ao decidir firmar um pacto de
convivência, é o autor de seu destino e não Deus ou a natureza.

Locke concebe um ―estado de natureza‖ diferente do apresentado por Hobbes. O seu


―estado de natureza‖ difere do estado de guerra hobbesiano por ser um estado de
relativa paz. O contrato social seria firmado para superar inconvenientes, como a
violação do direito de propriedade (vida, liberdade, bens). Trata-se, assim, de um pacto
de consentimento em que os homens decidem formar uma sociedade política/civil para
preservar direitos já existentes.

Para ele, a propriedade existe no estado de natureza, ao contrário do que pensou


Hobbes, e, portanto, não pode ser violado pelo Estado. E o trabalho era o fundamento
originário da propriedade. O governo teria a função de preservar a propriedade, e não
se trata de um governo absoluto, mas de um governo controlado pela sociedade.

Rousseau também analisa a formação do pacto social, mas pontua que ao firmá-lo o
homem passa de um estado de natureza em que era livre para um estado de servidão,
em razão do surgimento da propriedade e dos inconvenientes em torno dela. O que
Rousseau pretende é estabelecer condições para formação de um pacto legítimo em
que os homens, perdendo a liberdade natural, ganhem, em troca, a liberdade civil, ao
passarem a ser governados pela vontade geral do ―povo soberano‖, uma vontade que,
contudo, não se pode representar, pois, para ele, a soberania é inalienável.

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