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Aspartame

O aspartame é um aditivo alimentar com as funções de edulcorante –


“substância diferente dos açúcares que confere sabor doce ao alimento”, e de
realçador de sabor – “substância que ressalta ou realça o sabor/aroma de um
alimento”, conforme a Portaria SVS/MS nº 540 de 1997.

O aditivo aspartame foi avaliado toxicologicamente pelo JECFA em 1981,


recebendo a IDA numérica de 40 mg/Kg de peso corpóreo.

EVOLUÇÃO DA LESGILAÇÃO
Os limites de uso dos edulcorantes em alimentos constam da Resolução
- RDC nº 3, de 2 de janeiro de 2001.

O aspartame também tem uso autorizado como realçador de sabor para:


gomas de mascar, limite de 0,25 g/100 g, Resolução nº 387/1999 e Resolução -
RDC nº 1/2001; cremes vegetais e margarinas, limite de 0,075 g/
100g, Resolução - RDC nº 23/2005; e bebidas à base de soja prontas para o
consumo, limite de 0,03 g/100 g, Resolução - RDC nº 25/2005.

A Resolução - RDC nº 24, 15 de fevereiro de 2005, autoriza o uso desse


edulcorante no limite máximo de 0,6 g/100g para suplementos vitamínicos e ou
minerais.

RESOLUÇÃO-RDC N°271, DE 22 DE SETEMBRO DE 2005 determina


que, na rotulagem do Adoçante de Mesa, deve constar a advertência, em
destaque e em negrito: ”Contém fenilalanina”, para os adoçantes nos quais é
utilizado aspartame;

RESOLUÇÃO - RE N°1.044, DE 11 DE ABRIL DE 2008 determina que,


Todos os alimentos e as bebidas contendo aspartame deverão obedecer aos
requisitos de rotulagem referentes à presença do aminoácido fenilalanina, como
informação necessária ao grupo populacional de fenilcetonúricos.

COMPARAÇÃO COM LESGILAÇÃO DOS EUA


FDA (U.S. FOOD AND DRUG ADIMINISTRATION) aprovou o aspartame
em 1981 (46 FR 38283) para uso, sob certas condições, como adoçante de
mesa, em goma de mascar, cereais de pequeno almoço frio e bases secas para
determinados alimentos (ou seja, bebidas, café instantâneo e chá, gelatinas,
pudins e recheios e produtos lácteos e coberturas). Em 1983 (FR 48 31376), a
FDA aprovou a utilização de aspartame em bebidas carbonatadas e gaseificada
bases de xarope de bebida e, em1996 , o FDA aprovou-a para utilização como
um "adoçante de uso geral." Não é estável ao calor e perde a sua doçura, quando
aquecida, de modo que não seja normalmente utilizada em produtos de
panificação.
A FDA estabeleceu o ADI para o aspartame a 50 miligramas por quilograma (mg
/ kg) de peso corporal.
(2) Quando o aspartame é usado em produtos de panificação e misturas de
cozimento, a quantidade do aditivo não deve exceder 0,5 por cento em peso de
produtos prontos a cozer ou de formulações de acabamento antes da cozedura.
(1) O painel de visualização principal de qualquer mistura intermediária do aditivo
para fins de fabrico deve ostentar uma declaração da concentração do aditivo
nele contidas;
(2) O rótulo de qualquer alimento que contém o aditivo deve suportar, quer no
visor do painel principal ou no painel de informações, a seguinte declaração:
Fenilcetonúricos: contém fenilalanina

TOXICIDADE

Quimicamente, o aspartame é uma molécula composta por dois aminoácidos (L-


fenilalanina e L-aspártico), ligados por um éster de metila (metanol).

A fenilalanina é um aminoácido essencial, sendo encontrado em muitos


alimentos, principalmente no leite e seus derivados. Os indivíduos portadores de
uma deficiência rara, denominada fenilcetonúria, não são capazes de
metabolizar esse aminoácido, e por isso devem restringir a ingestão de alimentos
e produtos que contenham fenilalanina, bem como evitar o consumo de produtos
contendo aspartame.

Com relação ao aminoácido L-aspártico, não pode haver restrições à sua


ingestão, pois o mesmo está presente em alimentos protéicos, os quais fazem
parte da dieta normal de qualquer indivíduo.

Quanto ao metanol, existe sem dúvida a preocupação referente à sua toxidez


como substância química isolada. A quantidade de metanol liberada pela
digestão do aspartame é muito pequena, e mesmo doses elevadas, equivalentes
à ingestão diária aceitável para o aditivo, resulta no consumo de metanol 200
vezes inferior à dose considerada tóxica ao ser humano.

EFEITO SINÉRGICO
Apresenta efeito sinérgico quando adicionado juntamente com outros
edulcorantes, aumentando seu poder adoçante. Acentua o aroma e prolonga a
percepção do sabor das frutas, principalmente frutas ácidas. Pode, contudo,
também potencializar gosto amargo.