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Departamento de Ciências Exatas,

Biológicas e da Terra
Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior

Álgebra I-PEB 00020


Lista 10: Classes Laterais, Ciclos de
Permutações.
Professor: Miguel Zamora

Entregar até 26 de Junho.


1. Exercı́cios do livro V.3.9. V.3.14. Corolário V.3.10. Para o exercı́cio V.3.14, fazer primeiro os
exercı́cios 5-9 dessa lista para se familiarizar.
2. (∗ ) Sejam H = {a, b, c} e K = {x, y, z}. Determine os conjuntos HK e KH. Se K = {y}, determine
HK e KH.
3. Seja G = Z.

(a) Lembremos que H = 2Z respeito à adição é o conjunto dos inteiros pares:

2Z = {. . . , −6, −4, −2, 0, 2, 4, 6, . . .}

Assim, se x ∈ Z o produto xH é escrito x + H pois a operação em Z é a adição +. Determine


o conjunto 0 + H, 1 + H, 2 + H, 3 + H, 4 + H, 5 + H. Deduça que se x é ı́mpar, x + H é o
conjunto dos números ı́mpares. Isto nos diz que a mesma classe lateral pode ser repressentada
de maneiras diferentes. Análogamente, se x é par, x + H é o conjunto dos números pares.
Concluimos com isso que cada elemento do grupo Z está em uma, e somente uma, classe
lateral do subgrupo H.
(b) Análogamente ao exercı́cio anterior, para H = 3Z < Z determine as classes laterias 0 + H,
1 + H, 2 + H. Existe outra classe lateral diferente das três anteriores?
(c) (∗ ) Agora, para H = 5Z, temos

2 + H = {. . . , −8, −3, 2, 7, 12, . . .} = {2 + 5n | n ∈ Z}.

lembremos que nesse caso dizemos que 2 é um representante da classe lateral 2 + H. Quais
dos números, 17, 152, 21, 18, −2 estão no conjunto 2 + H?. Determine 7 + H.

4. Seja G = (Z9 , ⊕) e H = {0, 3, 6} < G, lembremos que usamos a notação a ⊕ H em lugar de aH, ou
seja
a ⊕ H = {a ⊕ h | h ∈ H}.
Determine (G : H). Rpta: 3.

5. Seja G = (Z1 2, ⊕) e H = {0, 3, 6, 9} < G, lembremos que usamos a notação a ⊕ H em lugar de aH.
Determine (G : H). Rpta: 3.
6. (∗) Seja G = (Z16 , ⊕) e H ⊂ G, H = {0, 4, 8, 12}.
(a) H é subgrupo de G?
(b) Determine todas as classes laterais à esquerda de H em G.
(c) Determine (G : H). Rpta: 4.
7. Seja G = S3 = {e, α, β, θ, γ, τ } é reescrita como
           
123 123 123 123 123 123
S3 = , , , , , .
123 231 213 321 132 312

Onde            
123 123 123 123 123 123
e= ,α = ,β = ,θ = ,γ = ,τ = .
123 231 213 321 132 312
Para facilitar as contas vamos introduzir a notação cı́clica para permutações.

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Consideremos A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e α ∈ S6 a permutação
 
123456
α= .
214653

Está função pode ser repressentada esquematicamente como segue:

Esses diagramas motiva a seguinte notação, simplesmente escrevemos:

α = (1, 2)(3, 4, 6)(5).

Vejamos outro exemplo, se  


123456
β= .
531624

Então, β pode ser escrito como

(2, 3, 1, 5)(6, 4) ou (4, 6)(3, 1, 5, 2).

Um elemento σ ∈ Sn = {1, 2, . . . , n} é um ciclo de comprimento r ou um r−ciclo se existe um


subconjunto {i1 , i2 , . . . , ir } de Sn com elementos diferentes tais que

σ(i1 ) = i2 , σ(i2 ) = i3 , . . . , σ(ir−1 ) = ir , f (ir ) = i1 ,

e σ deixa todos os outros elementos fixos.


Assim, σ é um ciclo, se existem diferentes inteiros i1 , i2 , . . . , ir tais que σ mapea esses elementos
segundo o patrão cı́clico

deixando os outros elementos fixos.


Por exemplo a permutação  
1234567
σ=
1637542
pode ser escrito como
σ = (2, 6, 4, 7).
Essa expressão não é única, pois

σ = (2, 6, 4, 7) = (6, 4, 7, 2) = (4, 7, 2, 6) = (7, 2, 6, 4)

Uma avatagem dessa notação é que é fácil escrever a inversa de um ciclo, sómente temos que inverter
o patrão cı́clio. Por exemplo se
σ = (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9),
temos
σ −1 = (9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1).

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Outra avantagem é o produto de duas permutações. Sejam

f = (1, 3, 2, 4) e g = (1, 7, 6, 2).

Então o produto f g é calculado segundo a composição f (g(x)). Assim

f g = (1, 3, 2, 4)(1, 7, 6, 2) = (1, 7, 6, 4)(2, 3),

Lembremos que cada ciclo que não contém um sı́mbolo fixa o sı́mbolo, observamos que
(a) g = (1, 7, 6, 2) leva 1 para 7.
(b) f = (1, 3, 2, 4) fixa 7, pois não contém 7.

Assim o efeito de f g é levar 1 para 7. Assim começamos f g = (1, 7, ...).


Vejamos o que acontece com o 2.
(a) g = (1, 7, 6, 2) leva 2 para 1.
(b) f = (1, 3, 2, 4) leva 1 para 3.

Assim o efeito de f g é levar 2 para 3. Assim temos f g = (1, 7, ...)(2, 3, ...).


Vejamos o que acontece com o 3.
(a) g = (1, 7, 6, 2) fixa 3, pois não contém 3.
(b) f = (1, 3, 2, 4) leva 3 para 2.

Assim o efeito de f g é levar 3 para 2. Assim temos f g = (1, 7, ...)(2, 3).


Vejamos o que acontece com o 4.
(a) g = (1, 7, 6, 2) fixa 4, pois não contém 4.
(b) f = (1, 3, 2, 4) leva 4 para 1.

Assim o efeito de f g é levar 4 para 1. Assim temos f g = (4, 1, 7, ...)(2, 3).


Vejamos o que acontece com o 5.
(a) g = (1, 7, 6, 2) fixa 5, pois não contém 5.
(b) f = (1, 3, 2, 4) também fixa 5, pois não contém 5.

Assim o efeito de f g é fixar 5. Assim temos f g = (4, 1, 7, ...)(2, 3)(5).


Vejamos o que acontece com o 6.
(a) g = (1, 7, 6, 2) leva 6 para 2.
(b) f = (1, 3, 2, 4) leva 2 para 4.

Assim o efeito de f g é levar 6 para 4. Assim temos f g = (6, 4, 1, 7, ...)(2, 3)(5).


Finalmente, vejamos o que acontece com o 7.
(a) g = (1, 7, 6, 2) leva 7 para 6.
(b) f = (1, 3, 2, 4) fixa 6,pois não contém 6.

Assim o efeito de f g é levar 7 para 6. Assim temos f g = (6, 4, 1, 7)(2, 3)(5). Análogamente temos
que gf = (1, 3)(2, 4, 7, 6)(5)(Prove!). Assim f g 6= gf .
Aqui começa o exercı́cio 4
1. (∗ ) Em S6 sejam f = (1, 4, 3, 2), g = (1, 6, 2, 5), e h = (1, 5, 3, 6, 2).
Mostre que f gh = (1, 4, 3)(2, 6, 5).
2. (∗ ) Em S8 sejam f = (1, 3)(2, 7)(4, 5, 6)(8) e g = (1, 2, 3, 7)(6, 4, 8)(5).
Mostre que f g = (1, 7, 3, 2)(4, 8)(5, 6).
3. Em S5 sejam f = (1, 2)(3)(4, 5) e g = (1, 5, 3)(2, 4). Mostre que f g = (1, 4)(2, 5, 3).

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Convenção: É comum não escrever ciclos que contém só um número. Em este caso, é entendido
que o elemento faltante é fixado. Assim f = (1, 2)(3)(4, 5) pode ser escrito como f = (1, 2)(4, 5).
Similarmente a permutação  
12345
σ=
32415
que usualmente escreviriamos como σ = (1, 3, 4)(2)(5) é escrito simplesmente σ = (1, 3, 4). Sómente
escrevemos quando a permutação é a identidade e escrevemos e = (1), onde
 
12345
σ= .
12345

8. (∗ ) Seja G = S3 com o produto de permutações assim com a notação introduzida temos

G = S3 = {(1), (1, 2, 3), (1, 3, 2), (1, 2), (1, 3), (2, 3)}.

(a) Consideremos σ = (1, 3, 2), mostre que hσi = {(1), (1, 2, 3), (1, 3, 2)}. Ou seja, O(α) = 3.
(b) Seja x = (1, 2) ∈ G e H = hσi. Determine xH e Hx. Vale xH = Hx?
(c) Seja x = (1, 2) ∈ G e h = (1, 2, 3) ∈ H, vale hx = xh?
(d) Determine:

i. (1)H. vii. H(1).


ii. (1, 2, 3)H. viii. H(1, 2, 3).
iii. (1, 3, 2)H. ix. H(1, 3, 2).
iv. (1, 2)H. x. H(1, 2).
v. (1, 3)H. xi. H(1, 3).
vi. (2, 3)H. xii. H(2, 3).

(e) Determine quantas classes laterais diferentes de H em G há, ou seja, (G : H).

Isto mostra que H é subgrupo normal de G.


9. O objetivo de esse exercı́cio é esclarecer o que significa que as classes laterias à esquerda
particionam o grupo. Sejam G = S3 e H < G, H = {(1), (1, 2)}. Calcule todas as classes laterias
à esquerda de H em G nas caixa embaixo. As primeiras duas já estão feitas.

O que você deve ter encontrado é que, se você olhar para qualquer uma das duas caixas, os resultados
serão exatamente os mesmos ou disjuntos. (Verifique suas respostas se isso não for verdade.)
10. (∗ ) Sejam G = S3 e K < G, K = {(1), (1, 2)}. Consideremos x = (1, 2, 3), determine xK e Kx.
Quanto vale (G : K)? Veremos que isso significa que K não é um subgrupo normal de G.
11. Sejam G = S4 e H < G, onde

H = {(1), (1, 2, 3, 4), (1, 3), (2, 4), (1, 4, 3, 2)}.

Se x1 = (1, 3, 2) e x2 = (1, 2, 3, 4) determine x1 H e x2 H.


12. Sejam G = S4 e H < G, H = {(1), (1, 2)}.

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(a) Consideremos x = (2, 3, 4), determine xH e Hx. Seja y = (3, 4, 2, 1) ∈ xH, por definição,
existe h ∈ H tal que y = xh, determine h.
Consideremos x = (1, 3)(2, 4), determine xH e Hx. Seja y = (1, 4, 2, 3) ∈ xH, por definição,
existe h ∈ H tal que y = xh, determine h.
Quanto vale (G : H)?
13. (∗ ) Seja G = S3 e H = {(1), (1, 3)} determine (G : H), isto é determine todas as classes laterais à
esquerda de H em G. Rpta: 4.

Santo Antônio de Pádua, 15 de Junho do 2018.