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Língua - Sociedade - Cultura:

uma relação indissociável


Clécia Maria Nóbrega Marinho Furtado1
clecia_furtado@yahoo.com.br (CEFET-PB)

Maria da Salete Figueiredo de Carvalho


(CEFET-PB)

Maria do Socorro Burity Dialectaquiz


(CEFET-PB)

Maria das Neves Alcântara de Pontes


(UFPB)

Resumo: Este artigo versa sobre a interface língua / sociedade / cultura. Prescindindo do reconhecimento
de que as culturas são enfocadas internamente, e, nelas, as relações de cunho lingüístico devem ser
entendidas sob as significações que assumem nas sociedades para as quais essas culturas são suporte. Com
efeito, este foi o ponto de partida para o desenvolvimento das investigações sobre o modo de organização
das línguas, das sociedades e suas culturas. Nessa perspectiva abordamos estudos que tratam do
Relativismo lingüístico e cultural, bem como sua evolução ─ desde J. G. Herder W. Von Humboldt ─,
ancorados em estudos sócio-etnolingüísticos.

Palavras-Chave: língua, linguagem, interface língua, sociedade, cultura

1. Língua e linguagem como referência inicial Mas o homem nos processos intercomunicativos não
se utiliza apenas de signos verbais, (as palavras);
Estudos lingüísticos se verificam desde a recorre a outras tipologias de signos, também
Antigüidade, no entanto, como área científica, com convencionados socialmente. Uma e outra forma de
objetivo, unidade e método próprios, tenham sido representação e comunicação entre os indivíduos por
propostos somente no início do século XX (1916), meio de signos constituem a linguagem humana, que
com o advento do Curso de Lingüística Geral, garante ao homem supremacia em relação aos outros
ministrado por Ferdinand de Saussure, conferindo, animais. Em outros termos, a linguagem é toda
então, à Lingüística o status de autonomia em meio forma de expressão do homem mediada por signos;
às ciências sócio-humanas. As afinidades da recém- e a língua é uma destas formas.
ciência com estas (Filosofia, Sociologia, História, De forma consensual, os estudiosos detectam
Psicologia, Antropologia, entre outras) só mais tarde entre tais fenômenos que a linguagem é uma
alavancaram interesse e desenvolvimento. habilidade humana determinada biologicamente; e a
É lugar-comum na história da humanidade a língua é um conjunto de signos e regras que se
existência das línguas naturais como resposta às combinam entre eles, cujos significados são
necessidades de o homem viver em sociedade, socialmente convencionados; e que a exposição do
compartilhando e transmitindo experiências, práticas indivíduo, ainda na tenra idade, a um ambiente
e pensamentos aos seus pares. Essa experiência lingüístico é essencial para o pleno desenvolvimento
compartilhada e configurada no seu sistema da linguagem.
vocabular unifica-os e singulariza-os, distinguindo- Desta forma, língua e linguagem são fenômenos
os dos outros. Assim, à medida que a língua institui- que fazem do homem um ser de interação
se forma específica de intercomunicação, entre os sociocultural.
indivíduos de uma determinada sociedade, fortalece Sobre tais fenômenos, influenciado pelas teorias
os laços internos de tal grupo e torna-se patrimônio sociológicas de J. A Herder e de W. Von Humboldt,
coletivo de seus membros, embora, cada indivíduo Saussure (1988, p. 17) afirma:
use essa língua de modo peculiar.

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Tomada em seu todo, a linguagem é multiforme Tal procedimento pode originar não apenas um
e heteróclita; a cavaleiro de diferentes significado, mas uma série deles.
domínios, ao mesmo tempo física, fisiológica e Segundo Morin, em O Método IV (1991, p. 17),
psíquica, ela pertence, além disso, ao domínio
individual e ao domínio social; não se deixa A cultura, que é característica da sociedade
classificar em nenhuma categoria de fatos humana, é organizada / organizadora via o
humanos pois não se sabe como inferir sua veículo cognitivo que é a linguagem, a partir do
unidade. capital cognitivo coletivo dos conhecimentos
adquiridos, das aptidões aprendidas, das
[A língua] é somente uma parte determinada, experiências vividas, da memória histórica, das
essencial dela [da linguagem], crenças míticas de uma sociedade. Assim, se
indubitavelmente. É, ao mesmo tempo, um manifestam ´representações colectivas´,
produto social da faculdade de linguagem e um ´imaginário colectivo´. E, dispondo do seu
conjunto de convenções necessárias, adotadas capital cognitivo, a cultura institui as regras
pelo corpo social para permitir o exercício /normas que organizam a sociedade, dirigem os
dessa faculdade nos indivíduos. comportamentos individuais. As regras / normas
culturais geram processos sociais e regeneram
Vista dessa forma, a língua é social por ser uma globalmente a complexidade social adquirida
convenção adquirida no seio da sociedade, e não no por essa mesma cultura.
sentido de interação social sob seus aspectos mais As idéias contidas neste conceito já estavam
gerais. delineadas por ele (1975, p. 170) quando dizia que o
Ainda sobre língua, Saussure assegura que de indivíduo, ao nascer, começa a receber a herança
um lado, os costumes de uma nação têm repercussão cultural, que lhe vem garantir a formação, orientação
na língua, e, de outro, a língua em grande parte e desenvolvimento como ser social. A herança
constitui a nação, anunciando dessa forma a inter- cultural, não apenas, vai sobrepor-se à
relação língua / sociedade / cultura muito antes do hereditariedade genética, mas também vai combinar-
progresso dos estudos sócio-etno-lingüísticos, se com esta. Morin (1986, p. 21) complementa esta
desenvolvidos, posteriormente, principalmente, pela concepção ao asseverar que o conhecimento é
Lingüística norte-americana, a partir do modelo simultaneamente biológico, cerebral, espiritual,
metodológico usado de Franz Boas na Antropologia. lógico, lingüístico, cultural, social, histórico, e não
O espaço desse artigo não nos permite comentar pode ser desvinculado da vida humana e da relação
tantos trabalhos desenvolvidos em torno da questão social.
da língua e da linguagem, bem como da inter-relação Retomando Schelling (1991), vejamos sua
língua/sociedade/cultura. No intuito de explicar mais concepção sobre o termo cultura:
claramente essa interface, e entendendo que todo
grupo social implica cultura, construímos a próxima [...] pode-se dizer que o termo cultura é ele
seção, a partir de alguns conceitos de cultura, sem próprio cultural, na medida em que como
nos atermos detalhadamente a nenhum dos diversos produto de desenvolvimento histórico de um
caminhos trilhados por lingüistas e estudiosos de diálogo da sociedade consigo mesma ela traz a
outras áreas do conhecimento que têm interesse marca de sua formação. Partes desse diálogo
nesta temática. social podem ser retraçadas até suas origens e
fixadas dentro de diferentes discursos e
2. Alguns conceitos de cultura tradições cognitivas. (SCHELLING, 1991, p. 21)

Cotejando os vários tratados relacionados à O termo cultura, porém, tanto para Schelling
cultura e seus conceitos, encontramos que até para como para outros estudiosos dessa área parece
antropólogos, sociólogos e outros estudiosos das bastante controverso pelo fato de haver surgido
ciências sócio-humanas é muito difícil conceituar como necessidade de uma resposta ao industrialismo
cultura, chegando a ser uma árdua tarefa dada à e à política européia dos séculos XVIII e XIX.
complexidade de sua história, a qual dificulta A essa época os termos cultura e civilização
consideravelmente o acesso ao seu significado. tinham um mesmo significado, pois ambos
Nesse sentido, Vivian Schelling (1991) comportavam o ideal humanista acatado pelo poder
sugere que um dos caminhos para se chegar a algum da razão, desde o aparecimento da ordem natural e
resultado é seguir, atentamente, a história da cultura, racional de um mundo civilizado, que se opunha à
desde que se conheçam as diversas experiências ordem teocrática da Idade Média.
vinculadas à formação dessa cultura como um todo.

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Com o passar do tempo, novos acontecimentos identificações são socialmente adquiridas, incluindo-
concorreram para que houvesse a separação de se as relações lingüísticas como um conhecimento
conceitos, ou seja, a cultura é contraposta à acumulado, visto que a língua permite instauração
civilização, cabendo então à cultura evocar os da temporalidade, e leva a sociedade a reagir
progressos individuais e à civilização, os progressos efetivamente, não só na construção da forma pela
coletivos. qual se expressa lingüisticamente, mas sobre a
Segundo Denys Cuche (2002), a noção de maneira de essa sociedade ver o mundo.
cultura nas ciências naturais, o debate franco-alemão É fundamental, porém, um esclarecimento: ao se
sobre a antítese cultura / civilização deu-se em maior considerar a cultura uma construção histórica, seja
profundidade durante o séculos XIX e se estende até como concepção ou dimensão do processo social,
início do século XX. não se deve entendê-la como algo natural nem como
Na Alemanha, Kultur, no sentido figurado, uma decorrência de leis físicas e biológicas, mas
aparece como uma transposição da língua francesa como um processo coletivo de uma sociedade.
tida como distintiva das classes superiores da Voltando a enfocar o desenvolvimento do termo
Alemanha; é o que se tem para justificar o Kultur na Alemanha do século XIX, sabe-se que sua
empréstimo lingüístico. tendência aponta para delimitação e consolidação
Nesse momento, acontece o inesperado, o termo das diferenças nacionais.
Kultur evoluiu muito em relação a sua homóloga Neste sentido, J. G. Herder, num texto bastante
francesa. Tal evolução deu-se em campo mais polêmico em nome do gênio nacional de cada povo,
restrito do que na França, e na segunda metade do defende a diversidade das culturas, riquezas da
século XVIII obtém um sucesso de público nunca humanidade, pondo-se contra o universalismo do
visto na França. Esse fato pode ser explicado, pelo Iluminismo francês, por considerá-lo empobrecedor.
menos, parcialmente, porque os franceses tinham Cuche (2002) cita Herder que afirma: “[...] na
predileção pelo termo civilização. realidade cada povo através da sua cultura própria
Norbert Elias (1990) assegura que o progresso tem destino específico a realizar, pois cada cultura
de Kultur deve-se à burguesia alemã, que sempre expõe a sua maneira um aspecto de humanidade
criticou o distanciamento e o descaso dos príncipes [...]”, e corroborando a autoridade de Herder ainda
que governavam os diferentes Estados Alemães das cita Dumont (1986), que afirma ter sido Herder
Artes, porque passavam o tempo todo dedicando-se “quem abriu os olhos das pessoas sobre as culturas
ao cerimonial da corte, como faziam os franceses [...]”.
considerados detentores de maneiras civilizadas. Prosseguindo com pesquisadores, que
Dois pensamentos vão ensejar então essa contribuíram para o reconhecimento do processo de
diferença entre os dois sistemas de valores aqui inter-relação língua / sociedade / cultura passaremos
expostos: tudo o que vier da cultura liga-se aos estudos de Franz Boas, o primeiro antropólogo a
diretamente à autenticidade, ao enriquecimento pesquisar in loco.
intelectual e espiritual. Já o que é só aparência No tocante à etnografia, Boas, citado por Cuche,
brilhante, leviandade, refinamento pertence à a concebia como uma ciência de observação direta
civilização. [...]. Segundo ele, no estudo de uma cultura
Noutra visão com origem na historicidade da particular, tudo deve ser anotado, até o detalhe do
cultura, da sua trajetória pode ser depreendido um detalhe. Na sua preocupação de contato com a
outro conceito de cultura, que recebeu, de certa realidade, não apreciava muito o recurso a
forma, influência do pensamento socialista. Este informantes. O etnólogo, se ele quer conhecer e
conceito resume-se em “cultura é todo modo de compreender uma cultura, deve aprender a língua
vida”. Supõe-se que essa concepção pode ter tido em uso. (CUCHE, 2002, p. 43)
origem na reação romântica ao Iluminismo, que Conforme o que assevera Boas, a língua parece
postulava uma compreensão da realidade social tão constituir, antes de mais nada, uma herança cultural
plena e abrangente, possível de expressar o espírito e para os que a usam um símbolo de solidariedade.
de um povo. Como resultado dessa reação surge Essa filosofia da Etnolingüística contribuiu na
então um conceito denominado diferencial ou sua essência para a relação das culturas com as
antropológico, cujo teor maior centrava-se em visar línguas que lhes são suporte. Dessa forma, deve-se a
aos padrões comportamentais socialmente Boas a concepção antropológica do relativismo
adquiridos por tradição; constituídos pela cultural, mesmo que não tenha sido o primeiro na
linguagem, costumes e crenças. defesa desta tese.
Nessa ótica, a cultura passa a modeladora das Foram também nesses estudos que a diferença
formas diferenciais de vida em sociedades. Deste entre as culturas fez-se notável porque Boas
conceito é possível depreender-se que nossas concluiu que cada cultura guardava traços que lhe
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eram peculiares. Daí a preocupação dele não só que se chegasse ao reconhecimento da
como descrever esses traços, mas sobretudo idissociabilidade língua / cultura / sociedade.
compreendê-los. Coube, porém, a Del Hymes, em 1962, utilizar o
Para Boas, cita Cuche,(2002) “cada cultura é conteúdo etnográfico no estudo da língua
dotada de um ‘estilo’ particular que se exprime relacionada a traços culturais. Foi este lingüista
através da língua, das crenças, dos costumes, quem propôs, segundo Chiavegatto (1991), o
também da arte, mas não apenas desta maneira. conceito de competência pragmática, ou seja, “o
Este estilo, este ‘espírito’ próprio a cada cultura saber que os falantes possuem não só das formas da
influi sobre o comportamento dos indivíduos”. sua língua, mas de suas próprias condições de uso e
Na diversidade da obra de Boas e nas inúmeras de adequação dos enunciados sócio-comunicativos
hipóteses sobre cultura por ela propostas, vislumbra- que se apresentam considerando a cultura em que se
se a Antropologia americana, cujo desenvolvimento manifestam”.
viria em seguida. Em outras palavras, a interação entre os falantes
Essa qualidade de representação da cultura pela de uma língua dá-se sob o suporte da sociedade e da
língua, segundo Valéria Chiavegatto (1999), causou respectiva cultura que envolve esses falantes.
muita polêmica e motivou questionamentos bastante
fortes no que se referem às relações de pensamento e 3. Considerações finais
organização das línguas.
Nestes questionamentos encontra-se a teoria do Após essa exposição, acreditamos ser possível
Relativismo lingüístico apresentado por Edward depreender desse trabalho que as línguas são
Sapir e em seguida somado às idéias de B. Lee herdadas e transmitidas de numa sociedade para
Whorf resultam na conhecida Hipótese Sapir / sociedade, juntamente, com as culturas que lhes são
Whorf, em cuja versão fraca apoiaram-se os adeptos suporte.
dessa Hipótese e, por conseguinte, parece que a Dada a abrangência deste tema, esperamos que se
versão forte não atendeu aos anseios dos seus compreenda este trabalho como apenas de uma
seguidores. etapa, em que tentamos mostrar a base que suporta a
Com referência à versão fraca da Hipótese é inter-relação língua / sociedade / cultura, elementos
possível reconhecer-se que a existência de um indissociáveis nos estudos lingüísticos,
produto social e de um sistema lingüístico definido antropológicos e sociais, portanto, ponto de partida
possibilita o usuário a pensar e a falar; este é o para novos estudos nesse campo.
pensamento de Sapir.
Complementando a Hipótese, Whorf e entende 4. Referências
que a maneira de se perceber o mundo é influenciada
pelos diferentes sistemas lingüísticos os quais BOAS, Franz, Antropologia cultural, - Rio de
refletem os diferentes meios de que se originam. Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
Nessa síntese da Hipótese Sapir / Whorf, o CALVET, Louis-Jean. Sociolingüística: uma
primeiro assegura que a língua tem seu princípio no introdução crítica. São Paulo: Parábola, 2002.
mundo social e só depois age na forma pela qual a CHIAVEGATTO, Valéria Coelho. Linguagem,
sociedade concebe o mundo. Já Whorf, o segundo, Sociedade e Cultura. In: CARNEIRO, Marísia (org).
ressalta que o mundo exterior seria um caos não Pistas e Travessias. Rio de Janeiro : UERJ, 1999.
fosse a intervenção do sistema lingüístico e, por isso, CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências
o conhecimento que o povo tem do mundo. sociais. – 2 ed., Bauru: EUDSC, 2002.
Dentre os lingüistas que se envolveram com os DUBOIS, Jean. et. al. Dicionário de Lingüística.
estudos da inter-relação língua / cultura / sociedade, São Paulo : Cultrix, 1973.
Chiavegatto cita Labov que iniciou sua teoria com ELIAS, Norbert, O Processo Civilizador: Uma
uma forte reação a N. Chomsky por ter enfocado, no História dos Costumes (1939), Rio de Janeiro: Jorge
que se refere à comunicação, apenas o falante e o Zahar, 1990.
ouvinte, não levando em consideração a ELIA, Sílvio. Sociolingüística: uma introdução. Rio
heterogeneidade da língua, o que para Labov foi de Janeiro: Padrão / EDUFF, 1987.
considerada como parte da estrutura de sua teoria e, LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito
assim, seus trabalhos puderam ser sistematizados. antropológico. – 17 ed. Rio de Janeiro: 224.
Nesta perspectiva seus estudos mostraram que o LYONS, John. Linguagem e Lingüística – uma
social é o fator que condiciona a ocorrência das introdução. Rio de Janeiro : Livros Técnicos e
variações. Científicos, 1987.
Vários estudos surgiram no decorrer da evolução
da Lingüística que se dedicaram a essa vertente para

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MORIN, Edigar. O Enigma do Homem. Para uma SCHELLING, V. A Presença do povo na cultura
Antropologia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. brasileira: ensaios sobre o pensamento de Mário de
Trad. Fernando de Castro Ferro. Andrade e Paulo Freire. Campinas, SP: Editora da
___________ . O método III. O conhecimento do UNICAMP, 1990.
conhecimento. Publicações Europa-América. SAUSSURE, Ferdinand de, Curso de Lingüística
Biblioteca Universitária, 1986. Trad. Maria Gabriela Geral. São Paulo: Cultrix.
de Bragança.
___________ . O método IV. As idéias: a sua Responsabilidade de autoria
natureza, vida, habitat e organização. Publicações
Europa-América. Biblioteca Universitária, 1991. As informações contidas neste artigo são de
Trad. Emílio Campos Lima. inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões
SANTOS, José Luis dos. O que é cultura. São nele emitidas não representam, necessariamente,
Paulo: Brasiliense, 1994. pontos de vista da Instituição e/ou do Conselho
SAPIR, Edward. Lingüística como Ciência, Rio de Editorial.
Janeiro Livraria Acadêmica, 1969.

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