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KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA.

Mirage 150
MANUAL DE SERVIÇO

MANUAL DE SERVIÇO
ÍNDICE
PREFÁCIO
Esse manual contém uma descrição introdutória

1
sobre as motocicletas KASINSKI Mirage 150 e os
procedimentos para sua inspeção/manutenção e INFORMAÇÕES GERAIS
revisão de seus principais componentes.
Outras informações consideradas como de
conhecimento comum não estão incluídas.
Leia a seção INFORMAÇÕES GERAIS para CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2
se familiarizar com o veículo e use a seção
MANUTENÇÃO e outras seções como guia para
inspeção e manutenção adequadas.
Esse manual o ajudará a conhecer melhor a
MOTOR 3
motocicleta para que você garanta aos seus
clientes um serviço ótimo e rápido.
VEÍCULO 4
 Esse manual foi preparado com base nas
últimas especificações disponíveis no
PARTE ELÉTRICA 5
momento da publicação.
Se modificações foram realizadas desde
então, poderá haver diferenças entre o
conteúdo desse manual e o veículo real.
DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS 6
 As ilustrações nesse manual são utilizadas
para mostrar os princípios básicos de
operação e procedimentos de trabalho.
Elas podem não representar o veículo em
DIAGRAMA DE CIRCUITO 7
destalhes.

ADVERTÊNCIA
Esse manual destina-se àqueles com
conhecimento e habilidade suficientes para
a manutenção de veículos KASINSKI. Sem
tais conhecimento e habilidades, você não
deve tentar oferecer assistência baseando-se
somente nesse manual.
Nesse caso, contate a revenda autorizada de
motocicletas KASINSKI mais próxima.

KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA.

© COPYRIGHT KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. 2009


COMO UTILIZAR ESSE MANUAL
PARA LOCALIZAR O QUE VOCÊ PRO-
CURA:

1. O texto desse manual está dividido em seções.


2. Os títulos dessas seções estão listados na primei-
ra página do ÍNDICE, selecione a seção que você
procura.
3. Segurando o manual da maneira mostrada à direi-
ta será possível encontrar a primeira página facil-
mente.
4. Na primeira página de cada seção estão listados
seus respectivos índices. Encontre o item e a pá-
gina desejada.
NOTA
Há diferanças entre as motos das fotografias e as disponíveis no mercado.
INFORMAÇÕES GERAIS

1
ÍNDICE

ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA..............................................................1-1

PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO................................................1-3

PARTE 2 – ESTRUTURA................................................................................1-4

PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES......................................................................1-7
1-1 INFORMAÇÕES GERAIS

ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA

Por favor, leia esse manual e siga suas instruções cuidadosamente. Para enfatizar informações especiais, os
símbolos e as palavras ADVERTÊNCIA, CUIDADO e NOTA têm significados especiais. Dê atenção especial
às mensagens destacadas por essas palavras de sinalização.

ADVERTÊNCIA
Indica um perigo em potencial que pode resultar em morte ou ferimentos.

CUIDADO
Indica um perigo em potencial que pode resultar em danos ao veículo.

NOTA
Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras.

Observe, porém, que as advertências e os cuidados contidos nesse manual não podem abranger todos os
perigos relacionados à manutenção ou falta de manutenção da motocicleta. Além das especificações de AD-
VERTÊNCIA e CUIDADO, utilize de bom senso e princípios básicos de segurança na mecânica. Em caso de
dúvidas sobre como realizar uma operação de serviço específica, solicite a orientação de um mecânico mais
experiente.

PRECAUÇÕES GERAIS

ADVERTÊNCIA
Os procedimentos corretos de reparo e manutenção são importantes para a segurança do serviço

mecânico, bem como da segurança e confiabilidade do veículo.
Quando duas ou mais pessoas trabalharem juntas, preste atenção na segurança de cada uma delas.

Quando necessário, coloque o motor em funcionamento em ambientes fechados, certifique-se de

que os gases de escapamento estejam direcionados para fora do ambiente.
Ao trabalhar com materiais tóxicos ou inflamáveis, certifique-se de que a área de trabalho esteja

bem ventilada e de ter seguido todas as instruções de precauções do fabricante do material.
Nunca utilize gasolina como solvente de limpeza.

Para evitar queimaduras, não toque no motor, no óleo do motor ou no sistema de escapamento

durante ou logo após a operação do motor.
Após realizar a manutenção dos sistemas de alimentação, lubrificação, freios ou escapamento,

verifique se há vazamentos em todas as tubulações e junções relacionadas ao respectivo sistema.
INFORMAÇÕES GERAIS 1-2

ADVERTÊNCIA
Se for necessária a substituição de peças, substitua por Peças Genuínas KASINSKI ou equivalentes.

Ao remover peças que serão reutilizadas, mantenha-as organizadas de maneira ordenada para que

possam ser reinstaladas na ordem e na orientação apropriadas.
Certifique-se de utilizar as ferramentas especiais quando recomendado.

Certifique-se de que todas as peças utilizadas na remontagem estão limpas, e também lubrificadas

quando especificado.
Ao utilizar determinado tipo de lubrificante, cola ou selante, certifique-se de utilizar o tipo especificado.

Ao remover a bateria, primeiro desconecte o cabo negativo e depois o positivo. Ao reconectar a ba-

teria, primeiro conecte o cabo positivo e depois o negativo e recoloque a tampa do terminal positivo.
Ao realizar a manutenção em componentes elétricos, se os procedimentos de serviço não exigirem

o uso da energia da bateria, desconecte o cabo negativo da bateria.
Aperte o cabeçote, as porcas e os parafusos da carcaça, começando com o de maior diâmetro e ter-

minando com o de menor diâmetro, de dentro para fora diagonalmente e com o torque especificado.
Toda vez que os retentores de óleo, juntas, isoladores, anéis de vedação, arruelas de travamento,

contrapinos, cordões de vedação, e outra peças como especificadas, forem removidas, certifique-se
de substituí-las por outras novas. Além disso, antes de instalar essas peças, remova qualquer resí-
duo de material das superfícies de encaixe.
Nunca reutilize um anel trava. Ao instalar um novo anel trava, tome cuidado para não expandir a fol-

ga final mais do que o necessário para que ele não deslize sobre o eixo. Após instalar o anel trava,
sassegure-se sempre de que ele está completamente assentado na sua ranhura e encaixado com
firmeza.
Não reutilize porcas autotravantes várias vezes.

Utilize um torquímetro para apertar elementos de fixação com os valores de torque especificado. Se

a rosca estiver suja de graxa ou óleo, limpe-a.
Após a remontagem, verifique o aperto e a operação das peças.

ADVERTÊNCIA
Para proteger o ambiente, descarte o óleo do motor, ou demais fluidos usados em baterias e

pneus, segundo as leis vigentes.
Para proteger os recursos naturais do planeta, descarte apropriadamente veículos e peças usados.

1-3 INFORMAÇÕES GERAIS

PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO


A motocicleta Mirage 150 é um veículo de estrada avançado com uma nova idéia de design. Esse veículo pos-
sui estilo e design modernos e excepcionais, além disso, é fácil de operar. Essa motocicleta adota o motor de
cilindro único ZS156FMI-B, 4 tempos, refrigeração a ar, ressalto inferior e motor com eixo de balanceamento.
O baixo consumo de combustível, a excelente potência e a boa aceleração são algumas das características de
seu motor. O chassi é unido ao escapamento que proporciona alta resistência e boa rigidez. O sistema de freios
adota uma combinação de disco dianteiro e tambor traseiro para garantir estabilidade e segurança. As rodas
instaladas são em liga de alumínio que, além da bela aparência, oferece proteção anticorrosão.

[1] Para-choque dianteiro


[2] Amortecedor dianteiro
[3] Sistema de direção
[4] Interruptor do combustível
[5] Bagageiro traseiro
[6] Freio dianteiro
[7] Pedal de mudança de marcha
[8] Pedal principal
[9] Pedal lateral
[10] Roda traseira

Figura 1-1 Mirage 150 visualização do lado esquerdo da motocicleta

[1] Lanterna
[2] Amortecedor traseiro
[3] Assento
[4] Tanque de combustível
[5] Farol dianteiro
[6] Freio traseiro
[7] Silencioso
[8] Pedal de partida
[9] Pedal traseiro do freio
[10] Roda dianteira

Figura 1-2 Mirage 150 visualização do lado direito da motocicleta


INFORMAÇÕES GERAIS 1-4

PARTE 2 – ESTRUTURA
Essa motocicleta é basicamente composta de sistemas de direção, operação, freios, transmissão, fornecimen-
to de combustível, elétrico e motor. Consulte o Diagrama 1-3.

[1] Sistema de condução


[2] Sistema elétrico
[3] Sistema de alimentação
[4] Sistema de operação e freios
[5] Motor
[6] Sistema de transmissão

Diagrama 1-3 estrutura da motocicleta Mirage 150

1 Sistema de condução
A função básica do sistema de condução é:
[1] Dar total suporte à motocicleta.
[2] Receber o torque de ajuste da transmissão. Deslocar a motocicleta pelo contato da roda com a estrada.
[3] Quando utilizada em estradas, oferece suporte ao torque produzido pela força externa da roda.
[4] Resistir e controlar impactos e vibrações produzidos durante o deslocamento da motocicleta.
O sistema de condução é composto basicamente da montagem do chassi, amortecedores dianteiro
e traseiro, roda dianteira e traseira e alguns outros acessórios.

2 Sistema de operação e freios


A principal função do sistema de condução é controlar a direção da locomoção, a velocidade de rotação, os
freios, a iluminação e sinalização, e assegurar uma locomoção segura na motocicleta.
O sistema de operação e freios contém principalmente os mecanismos de direção, freios e alguns relacio-
nados ao controle do guidom, interruptores de controle, cabos de aço e acessórios.

3 Sistema de transmissão
A função básica do sistema de transmissão é o aumento do torque ou diminuição da velocidade de trans-
missão de acordo com as condições da estrada e a necessidade de deslocamento. Por conseguinte, trans-
mitir o efeito para a roda e fazer a motocicleta arrancar.
O sistema de transmissão consiste basicamente do dispositivo de partida, embreagem, comando da trans-
missão e acessórios do dispositivo de transmissão traseira.
[1] Dispositivo de partida
A função do dispositivo de partida é ligar o motor e fazê-lo funcionar automaticamente. Esse disposi-
tivo da motocicleta é dividido em duas partes. Uma é o engate do motor e a outra é a partida elétrica.
[2] Embreagem
A função da embreagem é transmitir ou interromper a potência do motor de maneira confiável e su-
ave, assegurar estabilidade na partida e mudança de marchas. A embreagem dessa motocicleta é
manual, lubrificada e múltipla.
[3] Transmissão
A função da transmissão é mudar o torque de deslocamento e reversão da transmissão da motoci-
cleta e assegurar tração e velocidade adequadas para que seja possível a adaptação às condições
de deslocamento variáveis. A engrenagem dessa motocicleta é de transmissão gradual.
1-5 INFORMAÇÕES GERAIS

[4] Dispositivo de transmissão traseira


A função do dispositivo de transmissão traseira é fornecer a potência do motor ao dispositivo de
transmissão, para que a rotação seja reduzida e o torque aumentado. Em seguida, transmita a po-
tência para a roda traseira para que a motocicleta ande.
[5] Sistema de admissão e exaustão
A função do sistema de admissão é guiar e filtrar o ar, para controlar o volume da mistura gasosa
que flui para o cilindro de acordo com as necessidades das condições de funcionamento. O sistema
é composto principalmente de tubo de admissão e filtro de ar.
A função do sistema de exaustão é ventilar o gás de exaustão no cilindro e reduzir o ruído durante a
exaustão. Esse sistema consiste principalmente de escapamento e silencioso.
[6] Sistema de alimentação
A função do sistema de alimentação é transformar combustível e ar em uma mistura gasosa com
a proporção apropriada de acordo com as condições de trabalho do motor e fornecer ar misturado
em tempo hábil e em quantidades suficientes para a câmara de combustão, para que ela continue o
processo de queima.
O sistema de alimentação é composto principalmente de tanque de combustível, interruptor do tan-
que de combustível, filtro de ar, carburador, mangueira de combustível e válvula de fornecimento de
combustível.

[1] Alimentação de energia elétrica


A função do sistema elétrico é fornecer energia elétrica para a partida e o funcionamento da motocicleta, e
enviar sinais sonoros ou luminosos para garantir a segurança do deslocamento. O sistema elétrico serve
principalmente para fornecimento, consumo e controle de energia elétrica.
[1] Alimentação de energia elétrica
O fornecimento de energia elétrica é obtido de um gerador e uma bateria. Quando o gerador atinge
certa reversão movida pelo motor, ele transfere energia elétrica não somente para o mecanismo
elétrico, mas também para a bateria que é carregada. A bateria pode transferir energia química, que
pode alimentar a partida, a iluminação e o mecanismo de sinalização.
[2] Consumo de energia elétrica
A função da peça de controle é oferecer vários tipos de sinais sonoros e luminosos para garantir a
segurança do deslocamento, ao mesmo tempo pode dar a partida no motor forma conveniente e
rápida. Ela consiste basicamente dos dispositivos de sinais luminosos e de partida elétrica.
[3] Peça de controle
A função da peça de controle é assegurar e ajustar o fornecimento e consumo de energia elétrica. Ela
consiste do tensionador, retificador, relé de partida, fusível, interruptor de controle e cabo principal.
5 Motor
O motor é um dispositivo de combustão interna que transforma a energia térmica em energia mecânica. O
motor é a fonte de energia da motocicleta, é composto pela tampa, corpo do cilindro, cárter, conjunto do
pistão, biela, mecanismo de válvulas, sistemas de lubrificação, ignição e arrefecimento.
[1] Conjunto do cárter
O conjunto do cárter do motor da motocicleta é composto principalmente de cárter e tampas da car-
caça direita e esquerda, sua função é suportar e instalar outros acessórios do motor para resistir a
choques e torções. O conjunto do cárter é a estrutura de funcionamento do motor que determina toda
sua resistência e força.
[2] Conjunto do pistão
A função do conjunto do pistão é transmitir potência de deslocamento para a biela do virabrequim.
[3] Biela
A função da biela é transformar o movimento retilíneo alternativo do pistão em movimento circular
contínuo para transmitir potência e fazer com que acessórios relacionados funcionem.
[4] Mecanismo de Válvulas
A função do mecanismo de válvulas é absorver adequadamente a mistura gasosa combustível para
a câmara de acordo com as necessidades do motor e emitir gás de exaustão do cilindro para asse-
gurar o bom funcionamento e desempenho do motor. O mecanismo de válvulas dessa motocicleta
adota ressalto inferior.
INFORMAÇÕES GERAIS 1-6

[5] Sistema de Lubrificação


A função do sistema de lubrificação é lubrificar as superfícies dos componentes motores e reduzir
a fricção e abrasão causadas. Esse sistema elimina o superaquecimento durante a fricção assegu-
rando, assim, o bom funcionamento e desempenho do motor, aumentando a confiabilidade e prolon-
gando a vida útil das peças. O sistema de lubrificação dessa motocicleta é principalmente composto
pelos seguintes componentes: filtro de óleo, bomba de óleo e passagem de óleo.
[6] Sistema de Arrefecimento
O sistema de arrefecimento serve para resfriar o motor assegurando seu bom funcionamento e de-
sempenho. O sistema de arrefecimento dessa motocicleta adota o arrefecimento a ar que utiliza o
fluxo de ar durante o deslocamento da motocicleta para eliminar o aquecimento por meio de aletas
do corpo, tampa do cilindro e do conjunto do cárter.
1-7 INFORMAÇÕES GERAIS

PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES

Item Especificação
Comprimento X Largura X Altura 2.176 mm X 897 mm X 1.100 mm
Distância entre eixos 1.400 mm
Distância do solo 140 mm
Tamanho e Peso Líquido
Peso líquido 125 kg
Peso máximo 275 kg
Carga máxima 150 kg
Modelo do Motor ZS156FMI-B
Um cilindro,4 tempos, arrefecimento de ar,
Tipo do Motor
ressalto inferior
Diâmetro X Curso 56,5 mm X 49,5 mm
Capacidade total do cilindro 124,5 ml
Taxa de compressão 9,0:1
Potência máxima/ Rotação corresponden-
7,2/(8.500 + 850)kW
te
Torque máximo/Rotação correspondente 8,6/(7.500+ 750)N.m

Motor Rotação estável mínima sem carga (1.400+ 100)rpm


Taxa mínima de consumo de combustível <367 g / kW/h
Consumo de combustível na velocidade
1,72 l/ 100 km
econômica
Folga da válvula 0,06 mm a 0,08 mm
Método de lubrificação Pressão e derramamento
Tipo do carburador PZ26
Forma de alimentação Bujão plano
Filtro de ar Componentes: papel e plástico
Método de partida Partida do motor, Partida Elétrica
Amortecedor dianteiro componentes: hidráulico e molas
Amortecedor traseiro componentes: hidráulico e molas
Tamanho/Pressão da roda dianteira 2,75-18/225 kPa
Sistema de Condução Tamanho/Pressão da roda traseira 3,50-16/250 kPa
Velocidade máxima 90 km/h
Desempenho em rampa ≥22°
Distância de derrapagem ≥200 m
INFORMAÇÕES GERAIS 1-8

Item Especificação
Modelo de saída Corrente de transmissão
Elasticidade de operação do pé esquerdo
Modelo da transmissão
(l-N-2-3-4-5)
Embreagem manual, lubrificada e múltipla
Tipo de mudança de velocidade comum e duas grades de 5 marchas
Taxa de transmissão primária 3.333
Taxa de transmissão final 2.786

Dispositivo de transmissão Taxa de transmissão da primeira


2.769
engrenagem
Taxa de transmissão da segunda
1.882
engrenagem
Taxa de transmissão da terceira
1.400
engrenagem
Taxa de transmissão da quarta
1.130
engrenagem
Taxa de transmissão da quinta
0,960
engrenagem
Diâmetro mínimo do círculo de direção 4.000 mm
Ângulo de curva à esquerda e a à direita ≥48º
Operação e freios
Freio dianteiro Freio a disco
Freio traseiro Freio a tambor
Método de ignição C.D.I
Tipo de vela de ignição D8EA
Folga da vela de ignição 0,6 mm a 0,7 mm
Bateria 12V / 7Ah
Fusível 10 A
Sistema elétrico Farol dianteiro 12 V – 35 W/ 21 W
Lanterna/luz de freio 12 V – 8 W/ 21 W
Luz indicadora de direção 12 V – 10 W
Indicador de direção 12 V – 1,7 W
Indicador luminoso de marcha 12 V – 1,7 W
Luz de posição dianteira 12 V – 3 W
Tipo de combustível Gasolina
Capacidade do tanque de combustível 13 l
Tipo de óleo 20W 50
Fluídos
Capacidade de óleo do motor 1.100 ml
Capacidade de óleo do amortecedor
159 ± 5 ml (por amortecedor)
dianteiro
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

ÍNDICE

Parte 1 – Itens de ADVERTÊNCIA PARA Manutenção.....................2-1 2


Parte 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO......................2-2

PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO........................................................ 2-7

PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO.........................................2-8

Parte 5 – Informações de Ajustes de Manutenção............... 2-10

PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM.......................... 2-12


2-1 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

PARTE 1 – ITENS DE ADVERTÊNCIA PARA MANUTENÇÃO


Quando houver problemas com sua motocicleta, ela poderá se consertada na oficina de assistência técnica
KASINSKI ou em uma oficina profissional de manutenção. Ou então, você também poderá consultar esse ma-
nual de manutenção. As peças da motocicleta sofrerão desgastes e desajustes durante a utilização contínua.
A falta de manutenção frequente pode afetar a segurança e confiabilidade da sua motocicleta e, também, re-
duzir sua vida útil. Por isso, a manutenção frequente ajudará a manter sua motocicleta nova e operando com
desempenho máximo.

[1] Ao realizar reparos na motocicleta, utilize componentes, acessórios, óleo de lubrificação e outros materiais
que sejam produzidos ou recomendados pelo fabricante. A utilização de peças inadequadas influenciará a
mobilidade, confiabilidade, estabilidade e conforto da motocicleta. O veículo será seriamente danificado.
[2] Após a desmontagem e reinstalação, substitua a junta, as peças de vedação e os pinos de abertura por
novos.
[3] Ao apertar porcas e parafusos, utilize o princípio do cruzamento diagonal e aperte-os completamente com
o valor de torque padrão por 2 ou 3 vezes.
[4] Não utilize fluido inflamável ao limpar as peças. Passe óleo lubrificante nas peças motoras antes de
instalá-las.
[5] Após a instalação, verifique se todas as peças estão instaladas corretamente. Verifique os métodos de
circulação, movimento, operação e inspeção.
[6] Ao desmontar a motocicleta, utilize sempre as ferramentas de manutenção apropriadas.
[7] Realize os reparos com o motor desligado. Se a motocicleta precisar ser consertada com o motor ligado,
faça os reparos em um local bem ventilado, pois o gás emitido pela motocicleta contém CO2 tóxico.
[8] O gás é altamente inflamável e pode provocar explosões, portanto, não fume ou acenda chamas no local
da manutenção.
[9] O eletrólito da bateria contém ácido sulfúrico. Se o eletrólito respingar nos olhos ou for derramado nas
roupas, limpe-os muito bem com água. Procure um médico imediatamente.
[10] A solução existente na bateria é inflamável e explosivo, portanto, não fume ou acenda fogo próximo à
bateria, especialmente ao carregá-la.

As informações desse manual, iniciadas pelas seguintes palavras são de extrema importância:

ADVERTÊNCIA
Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar ferimentos ou morte.

CUIDADO
Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar danos a sua motocicleta.

NOTA
Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-2

Parte 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO


1 Classificações de Manutenção
A manutenção pode ser dividida em 4 partes de acordo com a variedade e o período de intervalo. Essas
partes estão divididas como: reparos grandes, médios, pequenos e em conjunto.
[1] O reparo grande é um reparo detalhado que exige a desmontagem, limpeza, medição, inspeção,
ajuste completo da motocicleta, e assim por diante. Após esse reparo, a motocicleta pode alcançar o
padrão original de mobilidade, economia, estabilidade e desempenho seguro.
[2] O reparo médio serve para reparar e ajustar algumas peças que influenciam no desempenho da
motocicleta. O reparo médio pode eliminar perigos potenciais, evitar agravamento de problemas e
manter uma boa condição de funcionamento.
[3] O reparo pequeno é um reparo de funcionamento que concentra-se principalmente na eliminação de
algum problema temporário ou danos parciais durante o funcionamento.
[4] O reparo em conjunto é um reparo separado por conjunto e realizado de acordo com a necessidade
de um determinado conjunto ou dano, corrosão ou empenamento de um componente específico que
afeta o desempenho da motocicleta.

2 Técnicas de Reparo
(1) Desmontagem da Motocicleta
A desmontagem é uma etapa muito importante durante o reparo. O método de desmontagem influenciará
diretamente a qualidade e eficiência do reparo. Se os componentes quebrarem ou forem bloqueados
devido à desmontagem incorreta, a extensão do reparo, bem como o tempo gasto para realizá-lo, serão
aumentados. Isso causará a interrupção da desmontagem. O princípio básico da desmontagem é a or-
dem e a direção oposta àquela de instalação. Normalmente, a ordem é de dentro para fora, de cima para
baixo, do maior para o menor. Na desmontagem, preste atenção ao lugar em que coloca as peças para
evitar danificá-las ou confundi-las.
A ordem e o método de desmontagem não são absolutos. Diferentes motocicletas têm diferentes ordens
e métodos de desmontagem. Você pode consultar nossas instruções de desmontagem, instalação e ma-
nutenção.
O princípio básico de desmontagem do motor e de outros componentes é o mesmo princípio de toda
motocicleta. A ordem e o método de desmontagem são diferentes de acordo com as estruturas e carac-
terísticas de cada componente. Preste muita atenção ao lugar e a ordem em que coloca as peças e os
componentes desmontados.
Observe com cuidado os seguintes itens ao desmontar a motocicleta e seus componentes:
[1] Os componentes que têm alta exigência de posicionamento devem ter suas marcas de posiciona-
mento verificadas previamente ao serem desmontados. Se a marca não estiver evidente, refaça-a.
[2] Ao desmontar os componentes que estão muito apertados, utilize as ferramentas especiais. Se não
possuir as ferramentas especiais, apoie a motocicleta com um pedaço de madeira ou metal leve,
depois martele o local correto com o martelo de borracha para evitar danos ao componente.
[3] Ao desmontar o conjunto do amortecedor dianteiro e traseiro e as rodas dianteira e traseira, apoie a
motocicleta com um suporte firme. Evite que a queda da motocicleta cause ferimentos em pessoas
ou danifique componentes.
[4] Coloque os componentes desmontados em ordem. Não coloque componentes como, por exemplo,
componentes de injeção, cromados e de alta precisão diretamente no chão.
[5] As porcas e os parafusos desmontados devem ser armazenados cuidadosamente, e eles podem ser
instalados novamente no lugar original, mas não os aperte.
[6] Realize a desmontagem dos componentes que exigem a utilização de ferramentas especiais da ma-
neira recomendada. Monte uniformemente e preste atenção na direção.
[7] Escolha as ferramentas adequadas para a desmontagem dos componentes, monte uniformemente
e preste atenção na direção para evitar que os componentes sejam danificados.
[8] As pastilhas de freio desmontadas devem ser guardadas separadamente e longe do óleo lubrificante.
Se as pastilhas entrarem em contato com óleo poderá provocar falhas no freio.
2-3 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

[9] Quando houver dificuldade de desmontagem devido à oxidação dos componentes de rosca de parafu-
so, você poderá mergulhar os componentes em gasolina por alguns minutos e depois desmontá-los.
[10] Ao desmontar juntas, é preciso ter cuidado para evitar danos.

(2) Limpeza dos Componentes


Após a desmontagem, os componentes estarão sujos de óleo ou carbono. Limpe-os para facilitar a manu-
tenção e instalação. Você pode utilizar gasolina e querosene. O método de limpeza é escolhido de acordo
com a especificidade dos componentes.
[1] Limpeza de manchas de óleo
Limpeza fria e limpeza quente são dois métodos para peças de metal. Utilize gasolina ou querosene,
coloque as peças de metal dentro do detergente e esfregue-as com uma escova, essa é a chamada
limpeza fria. Utilize base alcalina em meio aquoso como detergente; coloque as peças de metal den-
tro do detergente, aqueça de 79 a 90°C e mantenha-as imersas de 10 a 15 minutos, depois retire as
peças de metal e limpe-as, essa é a chamada limpeza quente.
Métodos de limpeza de peças não metálicas diferem de acordo com o material. O melhor produto de
limpeza para peças de borracha é o álcool. Não utilize querosene ou gasolina para limpar peças de
borracha, pois elas podem inchar e deformar. A gasolina é apropriada para o disco da embreagem e
para os discos de fricção das pastilhas de freio, enquanto a base alcalina em meio aquoso é proibida.
[2] Remoção do acúmulo de carbono
Para remover o acúmulo de carbono dos componentes é possível utilizar o método mecânico ou
químico. O método mecânico é o de raspagem do acúmulo com um raspador ou espátula de bambu
e então limpar com gasolina. Mergulhe o componente, escove o acúmulo de carbono e limpe com
água quente, esse é o método chamado químico.

(3) Inspeção das peças


Inspeção das peças após a limpeza. O propósito da inspeção é verificar se as peças precisam de reparo
ou substituição. Existem três métodos: inspeção direta, inspeção por instrumentos e diagnóstico de pro-
blemas.
[1] Inspeção direta
A inspeção direta serve para verificar e avaliar as condições das peças manualmente, em vez da
utilização de instrumentos. Esse é um método simples e prático que é utilizado amplamente para
manutenção.
[2] Inspeção por instrumentos
A inspeção por instrumentos serve para medir o tamanho e o formato geométrico das peças por meio
de medidores e aparelhos e, então comparar o valor medido com o valor limite para descobrir as
condições das peças. Esse método pode obter avaliações precisas, mas é necessária uma inspeção
cuidadosa da precisão dos instrumentos e seleção adequada das peças.
[3] Diagnóstico de problemas
Para encontrar falhas latentes nas peças, é possível aplicar o diagnóstico de problemas. Geralmen-
te, é adotado o método de imersão em óleo e batidas durante a manutenção. O processo desse
método é o seguinte: primeiro mergulhe as peças em querosene ou óleo Diesel por alguns minutos.
Depois, retire e seque as peças. Em seguida, espalhe talco na superfície das peças. Finalmente, dê
leves batidas com um pequeno martelo na superfície das peças defeituosas. A batida pode produzir
vibração. O óleo restante na rachadura espirrará devido à vibração. O óleo derramado tingirá o talco
de amarelo e será possível encontrar facilmente uma marca amarela no local da rachadura.

(4) Métodos e habilidades de reparo


Após a desmontagem, limpeza e inspeção, o próximo estágio é fundamental. Aperfeiçoar as habili-
dades básicas é o ponto chave para garantir boa qualidade de manutenção que são as seguintes:
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-4

[1] Entalhe, limagem e raspagem


O entalhe é o processamento das peças de metal com um martelo e uma talhadeira. As funções são
cortar e partir.
A limagem é a raspagem das superfícies das peças com uma lima. Isso inclui raspar e limar delica-
damente. O dente de uma lima determina o grau de aspereza ao limar peças de metal. A operação
de limagem é diferente de acordo com os diferentes formatos das superfícies das peças.
A raspagem é um processo que raspa uma fina camada da superfície das peças. É um trabalho
delicado, por isso, raspe as peças aos poucos e com muito cuidado. Geralmente, é raspado 0,005 a
0,01 mm por vez. Antes da raspagem, espalhe tetróxido de chumbo na superfície das peças. Então,
encaixe as peças com outras padrão. As partes que não encaixam são as áreas que devem ser
raspadas. Após vários encaixes e raspagens, a superfície de contato das peças ficam maiores, atin-
gindo os requisitos e propósitos.
[2] Fricção
O polimento consiste em eliminar uma fina camada da superfície das peças pelo esmerilhamento.
Esse é um acabamento fino para a superfície das peças, que pode proporcionar um tamanho pre-
ciso, formas geométricas exatas e o grau mais baixo de aspereza. Consiste nos polimentos plano,
interno e externo. A ferramenta utilizada no polimento plano é um disco plano, enquanto no interno é
um mandril. Durante a manutenção os métodos de polimento são utilizados, geralmente, para polir a
chapa do cárter e o orifício interno da biela.
[3] Rebitagem e solda
A rebitagem é um processo que serve para unir duas partes ou mais com rebites. É amplamente uti-
lizada na manutenção como na rebitagem do disco da embreagem, etc. A rebitagem pode ser clas-
sificada pelas suas funções em três tipos: junções com rebite fixo, rebite ativo e rebite de vedação.
O processo de soldagem pode unir permanentemente duas parte de metais com uma ferramenta de
solda. Esse processo também é muito utilizado na manutenção como, por exemplo, nos reparos de
rachaduras do chassi e outras partes de metal.
[4] Perfuração e alargamento
O processo de perfuração consiste em fazer orifícios em peças ou materiais com uma broca. As
ferramentas de perfuração principais são: furadeira, furadeira manual, furadeira elétrica e broca.
O alargamento é um processo de acabamento que pode aumentar o grau de precisão do orifício das
peças e diminuir o grau de aspereza. O aumento da precisão do encaixe entre o orifício e o eixo pode
alcançar de 6 a 8 graus. As ferramentas básicas desse processo são os alargadores fixos, ajustáveis,
cônicos, etc. Antes do alargamento é preciso primeiramente furar um orifício que serve como base
para a precisão do formato do orifício e criar espaço para o procedimento de alargamento.
[5] Corte interno e externo de roscas
O corte feito com um cossinete é chamado de corte interno de roscas. O corte de rosca externo com
um disco é chamado de corte de rosca externo. O conjunto consiste em dois tornos, por exemplo, o
torno mestre e o torno secundário. O dois tornos diferem no seu ângulo de corte, o ângulo de corte
do torno secundário é maior do que o do mestre. Perfure um orifício com um ângulo chanfrado antes
de iniciar o corte de rosca interno. Para escolher a broca apropriada, consulte a lista especializada
ou a fórmula seguinte:
Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,1 mm X passo da rosca (apropria-
do para ferro e cobre)
Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,2 mm X passo da rosca (apropria-
do para aço e latão)
Ao realizar o corte interno de roscas, vire o cossinete dentro do orifício de ângulo chanfrado, em
seguida remova e utilize o cossinete secundário para dar formato às roscas.
A ferramenta de corte de roscas externo é um disco. O disco é constituído de discos fixos, discos
ajustáveis e disco ativo. Geralmente, nós utilizamos o disco fixo, por exemplo, o disco arredondado.
Ao realizar o corte externo de roscas, escolha o disco e o diâmetro do material a ser gradualmente
expandido de acordo com a necessidade do material, diâmetro da rosca e passo do parafuso. Para
fazer a escolha certa, consulte a lista especializada ou a seguinte fórmula:
Diâmetro do material a ser expandido gradualmente = diâmetro externo da rosca – 0,13 mm X passo
do parafuso.
2-5 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

Corte a extremidade do material a ser expandido em ângulo de 15 a 20º antes de fazer o corte exter-
no na rosca. Para facilitar a operação, o disco e o material a ser expandido devem estar na vertical,
assim, o diâmetro mínimo do ângulo do cone deve ser menor do que o diâmetro interno da rosca.
[6] Retificação
A operação que elimina o desnivelamento de formas planas, em barras e colunas, é chamado de
retificação. A retificação pode remodelar as peças.
A retificação depende da flexibilidade das partes de metal. Assim, partes de metal com boa flexibilida-
de podem ser retificadas diretamente, como aço doce e cobre vermelho. Partes de metal com menos
flexibilidade necessitam ser amolecidos antes da retificação.
As forma de retificação são: torção, extensão, curvatura e expansão.
[7] Colagem
A colagem é amplamente utilizada na manutenção e no reparo porque é fácil e pode ser realizada
sem ferramentas especiais ou materiais caros. Além disso, as peças coladas como, por exemplo,
guidom, cabeça da direção, plástico e peças de metal pintadas com spray; disco e pastilhas de freio
não precisam ser processadas por máquinas de alta precisão. Existem vários tipos de colas como a
epóxi, adesivo fenólico e etc.

(5) Montagem da motocicleta


O último procedimento do reparo é a montagem, fator determinante para o bom funcionamento da moto-
cicleta.
[1] A montagem inclui a montagem dos módulos, das peças e total. No processo de montagem, é preci-
so observar o princípio da montagem, primeiro dos módulos, depois das peças e por fim a montagem
total. A sequência de montagem é contrária a de desmontagem, ou seja, primeiro monta-se os com-
ponentes que foram desmontados por último e por último os componentes que foram desmontados
primeiro.
[2] A montagem de módulos é a primeira etapa de todo o processo que transforma as peças em um
único módulo como, por exemplo, a combinação do tambor do freio dianteiro, a combinação das
pastilhas de freio e a combinação das rodas.
[3] A montagem das peças é baseada na montagem dos módulos que unem as partes e os módulos
como um todo como, por exemplo, a montagem das rodas dianteira e traseira, conjunto do garfo
dianteiro, amortecedor, etc.
[4] A montagem total é o último procedimento para completar todo o processo de trabalho, ela conecta
as peças e os módulos com o chassi de acordo com a sequência de instalação correta.
[5] As sequências da montagem total são similares. A operação é da seguinte maneira: primeiro, finalize
a montagem dos módulos e das peças, então instale o conjunto do motor e da transmissão no chassi.
Segundo, instale o conjunto do garfo dianteiro, guidão, para-lamas dianteiro e traseiro, amortecedor,
diferencial, rodas dianteira e traseira, tanque de combustível e assento. Terceiro, instale o farol,
lanterna traseira, indicador de direção, buzina e conjunto da bateria. Quarto, conecte todo circuito
elétrico e cabos de controle. Quinto, instale a corrente de distribuição, correia dentada, para-brisa e
cobertura da corrente ou cinta. Por último, lubrifique toda a motocicleta.
[6] Consulte a seguinte referência sobre desmontagem, instalação e inspeção se houver é qualquer
diferença de sequência de montagem causada por diferente tipo e estrutura.
[7] Preste atenção nos seguintes pontos:
Escolha um lugar amplo e limpo, siga rigorosamente as recomendações de montagem, as partes
devem estar conectadas de acordo com as especificações, evite conectar as peças incorretamente
e esquecer-se de montar alguma junta, contrapino e cordões de vedação.
3 Regulagem após o Reparo
A interconexão das peças foi afetada de alguma forma após o reparo. Para recuperar o desempenho
da motocicleta, faça o ajustes de acordo com as especificações do MANUAL DO USUÁRIO. Ajuste
da seguinte maneira:
(1) Regulagem do Tempo de Ignição
Caso ocorra algum erro com o ângulo avançado da ignição, isso poderá causar uma série de
problemas, tais como partida do motor com dificuldade, diminuição da potência, alto consumo
de combustível, superaquecimento do motor, queima de combustível incompleta,
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-6

(2) Regulagem do Carburador


A regulagem do carburador é muito importante, ele interfere diretamente no desempenho do
motor, portanto, mantenha-o da seguinte maneira:
Antes da regulagem, certifique-se de que a temperatura de operação do motor esteja adequa-
da, abra a válvula do afogador, verifique se a folga da válvula e o ajuste da ignição estão corre-
tos e se não há vazamentos ou bloqueio do motor ou do carburador.
(3) Ajuste da Embreagem
A embreagem é utilizada para transferir potência, portanto, tem um importante papel no sistema
de transmissão. Regule a folga da manopla de operação da embreagem entre 10 e 20 mm.
Algumas motocicletas necessitam de ajuste do parafuso de ajuste das peças desengatadas.
(4) Regulagem dos freios
O desempenho do freio afeta diretamente a segurança de deslocamento, por isso, uma regula-
gem correta é de extrema importância. Regule a folga da alavanca do guidom do freio dianteiro
entre 10 e 20 mm e o pedal do freio traseiro entre 20 e 30 mm. O método de regulagem é o
mesmo.
(5) Regulagem do Dispositivo Elétrico
A regulagem do dispositivo elétrico inclui principalmente o farol e a regulagem da buzina elétrica.
[1] Regulagem da posição do farol para cima ou para baixo para mudar a distância da irradia-
ção de luz.
[2] Regulagem do som e tom da buzina elétrica. O volume padrão da buzina elétrica da mo-
tocicleta é de 95 a 105 dB (A). Ajuste o parafuso de ajuste atrás da buzina elétrica se o
volume e o tom não estiverem funcionando corretamente.
(6) Regulagem do Cabo do Acelerador
A folga da manopla de controle do acelerador deve ser de 2 a 6 mm. O aumento ou diminuição
da rotação do motor não são permitidos nesse processo. Regule a folga de acordo com a espe-
cificação. Essa regulagem é, normalmente, acompanhada da regulagem da rotação de marcha
lenta.
2-7 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO


Leituras do Hodômetro (km)
Item
1000 km 2000 km 3000 km 4500 km 6000 km a cada
Óleo do motor - trocar - (1)      1.500
Tela do filtro de óleo - Limpar 12.000
Filtro de ar - Limpar    A cada 1.000 Km
Filtro de combustível - Trocar  6.000
Vela de iginição - Verificar   3.000
Vela de iginição - Trocar  6.000
Carburador - Verificar a marcha lenta    3.000
Carburador - Limpar  6.000
Ruído de freio - Verificar (2)  6.000
Tanque de combustível e tubulações -
 6.000
Verificar
Folga das válvulas - Verificar e ajustar   3.000
Acelerador - Verificar e ajustar   3.000
Pastilhas e lonas de freio - Verificar desgaste   3.000
Tambor de freio - Limpar   3.000
Freio traseiro - Verificar e ajustar    3.000
Aros e Raio das Rodas - Verificar e ajustar    3.000
Interruptor do freio traseiro - Verificar e ajustar    3.000
Interruptores e instrumentos - Verificar o
   3.000
funcionamento
Suspensões dianteira e traseira - Verificar    3.000
Óleo da suspensão dianteira - Trocar (3) 9.000
Rolamentos da Coluna de direção - Verificar,
   3.000
ajustar e lubrificar
Corrente de transmissão - Verificar, ajustar e
   A cada 500 Km
lubrificar (1)
Sistema de iluminação/sinalização - Verificar
   3.000
o funcionamento
Cavalete Central e lateral - Verificar    3.000
Embreagem - Verificar e ajustar    3.000
Facho do farol - Ajustar    3.000
Sistema de Escapamento - Verificar    3.000
Parafusos, Porcas e Fixações - Verificar e
   3.000
apertar


CUIDADO
Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar se a motocicleta circular em regiões com muita poeira.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-8

PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO

[1] Pistola elétrica [2] Luva da lingueta


Essa ferramenta é utilizada para fornecer energia e Essa ferramenta é utilizada para remover as porcas
remover porcas e parafusos do elemento filtrante do óleo e da embreagem

[3] Luva do parafuso AB, adaptador, ponte elétri- [4] Luva


ca, ponta hexagonal da chave, luva de ajuste da Remova ou fixe as porcas e os parafusos com um
válvula martelo pneumático

[5] Cortador de fios, alicate de corte [6] Chave “T”


Remova/instale o anel trava com o alicate de expan-
são

[7] Extrator do rotor [8] Martelo de Borracha, Martelo de Ferro e Mar-


Essa é a ferramenta especial para desmontar o rotor telo de Cobre
do magneto
2-9 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

[9] Calibrador de lâminas [10] Micrômetro


Essa ferramenta é utilizada para medir a folga entre o Essa ferramenta é utilizada para medir as dimensões
pistão e o cilindro ou a válvula do pistão e do pino do pistão

[11] Relógio comparador [12] Barômetro do Cilindro


Mede a oscilação vertical da suspensão da roda, diâ- Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do
metro interno do cilindro, etc. cilindro

[13] Barômetro do Pneu [14] Paquímetro


Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do Essa ferramenta é utilizada para medir o diâmetro in-
pneu terno do cubo da roda traseira

[15] Torquímetro [16] Expansor hexagonal interno


Essa ferramenta é utilizada para medir o aperto do Essa ferramenta é utilizada para remover parafusos e
parafuso e da porca. porcas hexagonais internos.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-10

PARTE 5 – INFORMAÇÕES DE AJUSTE DE MANUTENÇÃO

1 Sistema do Motor

Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)


Folga do pistão e do cilindro 0,02 a 0,06 0,10
Diâmetro do cilindro 56,50 a 56,51 56,50
Diâmetro do pistão 56,45 a 56,48 56,35
Deformidade do cabeçote 0 a 0,01 0,05
Flexibilidade do corpo do cilindro 0 a 0,01 0,03
Folga da extremidade do anel do pistão 0,15 a 0,35 0,50
Folga lateral do anel do pistão 0,03 a 0,05 0,10
Folga do pino e do orifício do pistão 0 a 0,02 0,04
Diâmetro interno do orifício do pino do pistão 15,00 a 15,01 15,04
Diâmetro externo do pino do pistão 14,99 a 15,00 14,96
Diâmetro do orifício da extremidade menor da
14,97 a 14,98 15,00
biela
Folga radial da extremidade menor da biela 0 a 0,01 0,03
Folga radial da extremidade maior da biela 0 a 0,01 0,05
Folga lateral da extremidade maior da biela 0,10 a 0,30 0,80
Desvio radial da árvore de manivelas 0 a 0,02 0,05
Admissão 32,768 a 32,928 32,628
Altura do came
Exaustão 32,768 a 32,928 32,968
Interno 33,50 a 33,51 30,00
Comprimento livre da mola da válvula
Externo 40,90 a 40,91 39,80
Folga da válvula 0,06 a 0,08 0,10
Admissão 1,2 a 1,5 2,0
Largura da sede da válvula
Exaustão 1,2 a 1,5 2,0

Diâmetro externo da Admissão 5,45 a 5,46 5,42


haste da válvula Exaustão 5,43 a 5,44 5,40

Guia da válvula/ Diâmetro interno da Admissão 5,47 a 5,48 5,54


Válvula guia da válvula Exaustão 5,45 a 5,46 5,42

Folga da haste e da Admissão 0,01 a 0,03 0,12


guia da válvula Exaustão 0,03 a 0,05 0,14
Folga do rotor interno/externo 0,15 a 0,20 0,25
Folga radial do rotor externo e do corpo da
0,15 a 0,20 0,25
bomba
Folga da bomba superior 0,15 a 0,16 0,20
2-11 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO

2 Sistema da Transmissão
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Espessura do disco de fricção 2,90 a 3,00 2,60
Espessura do disco movido de fricção 1,52 a 1,68 1,30
Embreagem Deformidade do disco de fricção ------- 0,20
Folga da mola da embreagem 35,50 a 36,21 34,20
Diâmero interno do orifício da engrenagem 24,90 a 24,92 24,94
Diâmetro Axial do eixo de partida 19,959 a 19,980 20,00
Diâmetro interno do garfo 12,00 a 12,02 12,05
Espessura do dente do garfo 4,93 a 5,00 4,70
Diâmetro externo do tambor da transmissão 35,90 a 36,00 35,80
Diâmetro externo do eixo principal 19,959 a 19,980 19,945
Diâmetro externo do contraeixo 19,974 a 19,987 19,960
C1 Diâmetro interno da engrenagem secundária 19,52 a 19,541 19,50
Sistema da
C2 Diâmetro interno da engrenagem primária 22,00 a 22,021 20,00
Transmissão
C2 Diâmetro interno da engrenagem secundária 22,00 a 22,021 22,00
Diâmetro
C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00
interno da
engrenagem C3 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,021 20,00
primária e
C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,00 a 20,05 20,00
secundária
C4 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,041 20,00
C5 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00
C5 Diâmetro interno da engrenagem secundária 25,00 a 25,05 25,00
Corrente da
Aperto 20 a 30 40 a 50
transmissão

3 Sistema de Condução
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Profundidade da ranhura padrão na superfície do pneu 4,0 2,0
Ciclo do amortecedor dianteiro 95 -
Largura livre da mola do amortecedor dianteiro 475,0 470,4
Ciclo do amortecedor traseiro 30 -
Largura livre da mola do amortecedor traseiro 221 200,0
Axial - 2,00
Desvio do cubo da roda
Radial - 2,00
Dianteiro - 2,00
Desvio do eixo
Traseiro - 2,00

4 Sistema de Operação e Freios


Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Ciclo livre da alavanca do freio dianteiro 10 a 20 30 a 40
Ciclo livre do pedal do freio traseiro 20 a 30 40 a 50
Ciclo livre da manopla de controle de aceleração 2a6 10 a 15
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-12

PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM

1 Torques especificados
Itens Especificações Valor de torque (N. m)
Parafuso da tampa do cabeçote M6 8 a 12
Parafuso do cabeçote M8 28 a 32
Porca AB do cabeçote M8 28 a 32
Parafuso da tampa do cárter esquerdo M6 8 a 12
Parafuso do rotor do magneto M10 50 a 60
Parafuso do motor de partida M6 8 a 12
Parafuso da engrenagem do comando de válvulas M6 8 a 12
Motor
Parafuso da tampa do cárter direito M6 8 a 12
Contraporca da embreagem e engrenagem motriz M16 60 a 70
Parafuso da engrenagem da bomba de óleo M6 8 a 12
Parafuso da capa da embreagem M6 8 a 12
Parafuso fixo do tambor da transmissão M6 8 a 12
Parafuso do cárter M6 8 a 12
Contraporca do tubo principal M22 60 a 70
Parafuso fixo do guidom M6 20 a 25
Parafuso fixo do painel de conexão superior M8 28 a 32
Parafuso fixo do painel de conexão inferior M8 28 a 32
Porca do eixo dianteiro M14 50 a 60
Porca do eixo traseiro M14 50 a 60
Motocicleta
Parafuso da suspensão do motor M8 28 a 32
Porca fixa do amortecedor traseiro M12 40 a 50
Contraporca da roda da corrente M8 28 a 32
Parafuso do polo de direção M10 30 a 40
Garfo traseiro M14 55 a 60

2 Requisitos de montagem

[1] A marca “IN” deve estar voltada para a parte interna ao instalar um pistão.
[2] Coloque as marcas “T”, “R”, “N” do anel primário, anel secundário e anel de óleo para cima. Deixe uma
separação de 120º ao fazer a instalação.
[3] Coloque a extremidade espessa da mola da válvula para baixo durante a instalação.
[4] Ao instalar o comando de válvulas, a marca "T" do magneto deve apontar para a marca na tampa do cor-
po do cárter esquerdo. A marca e "O" na corrente de distribuição ativa do cabeçote deve apontar para a
marca de corte do cilindro.
MOTOR

ÍNDICE
Parte 1 – Apresentação Geral do Motor..................................... 3-1

Parte 2 – Cabeçote ............................................................................... 3-3

Parte 3 – BLOCO DO MOTOR................................................................. 3-10


3
Parte 4 – Conjunto do Pistão...........................................................3-14

Parte 5 – Sistema de Ignição.............................................................3-20

Parte 6 – Dispositivo de Partida Elétrica...................................3-28

Parte 7 – Mecanismo de Válvulas.................................................. 3-32

Parte 8 – Embreagem............................................................................3-41

Parte 9 – Sistema de Lubrificação.................................................3-47

Parte 10 – CONJUNTO MÓVEL................................................................3-52

Parte 11 – Sistema de Transmissão................................................3-58

Parte 12 – Dispositivo de Partida do Motor.............................. 3-69

Parte 13 – Cárter...................................................................................3-72

Parte 14 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO............................................3-75


3-1 MOTOR

PARTE 1 – APRESENTAÇÃO GERAL DO MOTOR


O motor serve para fornecer potência à motocicleta, ele influencia diretamente na economia, confiabilidade e
durabilidade da motocicleta. Entre os motores existentes, o motor movido à gasolina é muito utilizado em moto-
cicleta atualmente. A gasolina e o ar são misturados no carburador e aspirados na câmara de combustão. Após
a compressão, a mistura gasosa será queimada pelas faíscas da vela de ignição e a energia térmica produzida
pela combustão será transformada em potência ou energia mecânica. A transformação de energia ocorre no
cilindro e é conseguida pelo ciclo de trabalho que consiste na admissão, compressão, combustão-expansão e
exaustão.

1 Principais Parâmetros Técnicos do Motor


Os parâmetros do motor incluem parâmetros de estrutura e parâmetros de desempenho. O lado esquerdo
do desenho indica as características da estrutura do motor e o da direita indica o índice de desempenho
do motor.

ponto morto superior

ponto morto

inferior

Desenho esquemático dos parâmetros da estrutura do motor

[1] Diâmetro do cilindro


O diâmetro interno do cilindro é chamado de diâmetro do cilindro, indicado pela letra D.
[2] Ponto morto superior
Quando a parte superior do pistão está na posição extrema do cilindro ou na posição mais longe do
eixo principal do cárter, esse ponto superior é chamado de ponto morto superior.
[3] Ponto morto inferior
Quando a parte superior do pistão está na posição mais baixa do cilindro ou na posição mais próxima
do eixo principal do cárter, esse ponto inferior é chamado de ponto morto inferior.
[4] Curso do pistão
A distância do ponto morto superior ao ponto morto inferior do pistão é chamada de curso do pistão,
indicada pela letra S.
[5] Raio de acionamento
O raio do eixo do pino de acionamento que gira o eixo da árvore de manivelas é chamado de raio de
acionamento, indicado pela letra R. Ele decide o curso do pistão. O curso do pistão é indicado pela
letra S, que é duas vezes o raio de acionamento, por exemplo, S=2R.
[6] Capacidade da câmara de combustão
Quando o pistão está no ponto morto superior, o espaço acima é chamado câmara de combustão e
sua capacidade é chamada de capacidade da câmara de combustão, indicado pelas letras Vc.
[7] Capacidade de trabalho do cilindro
Em um ciclo de trabalho, a capacidade entre o ponto morto superior e o inferior é chamada de capa-
cidade de trabalho do cilindro, também chamada de cilindrada, indicada pelas letras Vh.
[8] Capacidade de trabalho do motor
A capacidade de trabalho bruta dos cilindros em motores multicilindros é chamada de capacidade de
trabalho do motor, cilindrada do motor ou cilindrada bruta do pistão, e indicada pelas letras VH.
[9] Capacidade do cilindro
Quando o pistão está no ponto morto inferior, a capacidade acima da parte superior do pistão é cha-
mada de capacidade do cilindro e é indicada por VS. A capacidade do cilindro é igual à capacidade
de trabalho do cilindro mais a capacidade da câmara de combustão, por exemplo, Vs=Vh+Vc.
MOTOR 3-2

[10] Taxa de compressão


A taxa da capacidade do cilindro em relação à capacidade da câmara de combustão é chamada de
taxa de compressão.

2 Princípio de funcionamento do motor


Esse tipo de motocicleta adota motor alternativo à gasolina. É um motor de 4 tempos, sua árvore de
manivelas gira duas voltas e o pistão se movimenta para frente e para trás duas vezes no cilindro para
completar o ciclo de trabalho de admissão, compressão, combustão-expansão e exaustão.
(1) Desenho esquemático do princípio de funcionamento do motor

Tempo de
Tempo de Tempo de Tempo de
combustão-
admissão compressão exaustão
expansão

(2) Princípio de funcionamento do motor


[1] Curso de admissão
Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad-
missão e a válvula de escape fecham. Com esse movimento, o espaço acima do pistão se torna
vácuo devido ao aumento da capacidade dentro do cilindro que produz um efeito de sucção
assim a mistura gasosa combustível pode ser aspirada dentro do cilindro pelo canal de admis-
são e pela válvula de escape. Quando o pistão se move no ponto morto inferior, todo cilindro é
preenchido pela mistura gasosa combustível.
[2] Curso de compressão
Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad-
missão e a válvula de escape estão fechadas. Com o movimento ascendente do pistão, a mis-
tura gasosa combustível do cilindro é comprimida aumentando consequentemente sua pressão
e temperatura. Quando o pistão se move até o ponto morto superior, a mistura gasosa combus-
tível em alta pressão e temperatura recebe a faísca da vela de ignição e começa a queimar.
[3] Curso de combustão-expansão
Quando o pistão se move do ponto morto superior em direção ao ponto morto inferior, a válvula
de admissão e a válvula de escape ficam fechadas. Devido à expansão repentina da mistura
gasosa, o pistão é movido para baixo e puxa a biela fazendo o virabrequim girar e a energia ser
liberada.
[4] Curso da exaustão
Quando o pistão se move do ponto morto inferior em direção ao ponto morto superior, a válvula
de admissão se fecha e a válvula de escape se abre. Acionadas pela força de inércia do volan-
te, a árvore de manivelas é impulsionada pela biela e o pistão a se mover em direção ao ponto
morto superior, assim o gás de exaustão é descarregado do cilindro através da válvula de es-
cape. Após os quatro cursos do pistão, ou seja, duas voltas da árvore de manivelas, o motor de
quatro tempos completa um ciclo de trabalho. Por isso, o motor pode operar e fornecer energia
continuamente pelo ciclo.
3-3 MOTOR

PARTE 2 – CABEÇOTE
O cabeçote serve para vedar a parte superior do cilindro trabalhando junto com a junta do cilindro e formando a
câmara de combustão como a parte superior do pistão. Para assegurar o efeito de vedação entre o cabeçote e
a junta do cilindro, o cabeçote tem de suportar grande força de aperto do parafuso. Portanto, o cabeçote deve
ter uma boa capacidade de rigidez e resistência à quebras e corrosão para prevenir deformações e vazamentos
durante o funcionamento. Geralmente, o cabeçote é feito de liga de alumínio e alumínio fundido para que o
material tenha uma alta transferência de calor e baixa dilatação. Existem aletas de arrefecimento no cabeçote
inclinadas em direção ao fluxo de ar de deslocamento, elas aumentam a área de dissipação de calor e a re-
sistência a altas temperaturas do cabeçote, permitindo que o cabeçote suporte o impacto repetitivo da carga
térmica e mecânica.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabeçote


No cabeçote, existe um espaço de deslocamento para a câmara do balancim, da válvula, canal de ad-
missão e exaustão e conjunto de transmissão da válvula. A área central na parte inferior do cabeçote é a
câmara de combustão hemisférica, que é compactada para diminuir a extensão de dissipação da chama
e diminuir o deslocamento de HC, bem como a perda de calor. Além disso, a câmara hemisférica de com-
bustão oferece a facilidade de instalação das válvulas de admissão e exaustão de forma oblíqua e posi-
ciona as duas válvulas em um ângulo de 50 a 75° , isso reduz o movimento de ar quando ele flui dentro
do cilindro e atinge a eficiência máxima de expansão. Acima da câmara de combustão existe um orifício
de parafuso para a instalação da vela de ignição. Os pinos de arrefecimento estão instalados em torno do
cabeçote. Além disso, existe uma junta entre o cabeçote e o corpo do cilindro para prevenir vazamentos
de ar e um anel de vedação entre o cabeçote e a tampa do cabeçote para prevenir o vazamento de óleo
da câmara da válvula.
Esse motor adota o cabeçote de comando de válvulas baixo. Estão inclusos: guia da válvula, sede da vál-
vula e conjunto do balancim superior. Do lado esquerdo do cabeçote existe uma câmara de transmissão
da engrenagem movida e corrente movida. No lado externo do cabeçote existem orifícios voltados para
baixo, onde o cabeçote pode ser fixado com parafusos no corpo do cilindro.

2 Desmontagem e manutenção do cabeçote


[1] Antes de desmontar o cabeçote, limpe sua su-
perfície.

Limpe o cabeçote

CUIDADO
Não utilize detergente combustível ou de-
tergente de altamente inflamável para lavar
o cabeçote.

[2] Remova o parafuso do dreno de óleo do motor


(M23) para drenar o óleo.

Remova o parafuso de drenagem de óleo

ADVERTÊNCIA
Após a desmontagem do motor, deve-se in-
jetar 1.000 ml de óleo nele.
MOTOR 3-4

[3] Desmonte o parafuso de verificação do óleo


(M6X 12)
Torque
Parafuso de verificação de óleo: M6 X 12/8 N.m
a 12 N.m

ADVERTÊNCIA
Pise na alavanca de partida e rotacione o Desmonte o parafuso de
verificação de óleo
motor. Se não houver óleo no orifício de ve-
rificação do óleo, pode ser uma indicação
de que a passagem de óleo está bloqueada.
Limpe-o.

[4] Desmonte os três parafusos de fixação (M6 X


25) na tampa do cabeçote.

Desmonte o parafuso do
cabeçote

Torque
Parafuso da tampa do cabeçote:
M6 X 25/8N.m a 12N.m

[5] Remova a tampa do cabeçote e verifique se a


passagem de óleo da tampa do cabeçote está
bloqueada. Limpe a passagem de óleo se ela
estiver bloqueada.

Limpe a passagem de óleo

CUIDADO
Se a passagem da tampa do cabeçote não
estiver livre após a limpeza, substitua a
tampa do cabeçote.

[6] Remova a junta de borracha da tampa do cabe-


çote. Se houver vazamento de óleo na tampa
do cabeçote, substitua a junta de borracha.

NOTA
Utilize selantes ou substitua a junta de bor-
racha ao montar a junta de papel e o cabe- Verifique a junta de vedação de borracha
çote.
3-5 MOTOR

[7] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X


28) do balancim superior.

Torque:
Parafuso do balancim superior:
M8 X 28/28N.m a 32N.m

ADVERTÊNCIA
Ao desmontar ou instalar o balancim supe-
Desmonte o balancim superior
rior, tome cuidado para não deixar os pa-
rafusos de fixação ou a junta cair dento do
cárter.
[8] Remova o balancim superior. Verifique se ele
apresenta desgaste, danos ou bloqueios. Subs-
titua caso exista algum problema.

Remova o balancim superior

[9] Verifique com as mão a folga entre o balancim


e o eixo do balancim. Se a folga exceder o valor
limite (0,08mm), faça a substituição.

NOTA
Se a folga de ajuste dos dois balancins e do
eixo do balancim não for a mesma, é preci- Passagem de óleo lubrificante
so substituir os dois em conjunto. Verifique
se o comando de válvulas opera de maneira
suave.

[10] Solte o parafuso de fixação (M8 X 78) do cabe-


çote do motor.

Parafuso de fixação
Torque:
Parafuso de fixação:
M8 X 78/28N.m a 32N.m
MOTOR 3-6

[11] Remova as as duas varetas. Verifique se ae-


las estão empenadas ou gastas . Se as varetas
apresentarem os problemas citados, realize a
substituição. Remova as varetas

ADVERTÊNCIA
Ao desmontar ou instalar a vareta, preste
atenção para não deixar as alavancas caí-
rem dentro do cárter.

[12] Solte os parafusos AB (M8 X 32) de fixação do


cabeçote do motor.

Torque:
Parafuso de fixação:
M8 X 32/28N.m a 32N.m.

CUIDADO
Ao desmontar a porca AB do cabeçote, Solte a porca AB
preste atenção para não deixar a porca ou a
junta caírem dentro do cárter.
[13] Remova o cabeçote do motor.

ADVERTÊNCIA
Não derrube sujeira, o pino de posiciona- Remova o cabeçote do motor
mento, o anel de vedação ou a junta dentro
do corpo do cilindro ao desmontar e mon-
tar o cilindro.

[14] Remova a vela de ignição com uma chave de


soquete. Inspecione se a borda da vela de ig-
nição apresenta danos ou se o eletrodo está
gasto. Substitua a vela de ignição se estiver da-
nificada.
Especificação da chave de soquete da vela de Remova a vela de ignição
ignição: Ø16 a Ø18.

CUIDADO
Limpe acúmulos de carbono e fuligem da
vela de ignição com um limpador em aero-
sol ou uma escova com cerdas de aço.
3-7 MOTOR

[15] Observe as condições de combustão da câma-


ra de combustão. Geralmente,existem três con-
dições:
[A] Uma coloração marrom na câmara de
combustão indica que o motor está em
boas condições.
[B] Uma coloração preta ou mancha grande
de óleo indica que a mistura ar/combus-
tível no carburador está muito rica. Ajuste
a concentração da mistura ar/combustível Inspecione a câmara de combustão
ou limpe o carburador.
[C] Um acúmulo de carbono preto na câmara
de combustão, indica que o óleo do mo-
tor está queimado. Repare ou substitua o
pistão, anéis do pistão, corpo do cilindro,
cabeçote, válvula de admissão e válvula
de escape.
[16] Remova o acúmulo de carbono na câmara de
combustão e o resíduo na superfície do cabe-
çote com um objeto de madeira afiado, então
limpe com detergente não-combustível ou de-
tergente de alto ponto de queima.

ADVERTÊNCIA Nunca remova o acúmulo de


carbono com objetos metálicos
 É proibido remover acúmulo de carbono
na câmara de combustão com objetos
metálicos.
Válvula de escape
 Não limpe o cabeçote com gasolina. ela
pode danificar a pintura.
[17] Verifique a eficiência da vedação das hastes
das válvulas de admissão e escape injetando
gasolina nos tubos de admissão e escape. Va-
zamentos de óleo nas válvulas de admissão
e escape indicam vedação insuficiente, então Válvula de admissão
desmonte as válvulas de admissão e escape e
repare-as.

ADVERTÊNCIA
 Mantenha gasolina longe de chamas ou
faíscas e seque respingos ou derrama-
mentos de gasolina imediatamente para
evitar ferimentos por queimaduras.
Trava da válvula
[18] Remova a trava da válvula pressionando a
mola da válvula com o extrator de válvula, en-
tão solte o extrator e retire o retentor da mola
da válvula, a mola da válvula e a válvula.

CUIDADO
Não pressione excessivamente a mola da
válvula, a mola pode ser deformada perma-
nentemente. Pressione com cuidado até a
trava da mola da válvula ser removido.
Todas as peças devem ser marcadas para
garantir a montagem em suas posições ori-
ginais no momento da reinstalação.
MOTOR 3-8

[19] Meça a largura da sede da válvula com um pa-


químetro. O valor padrão da largura da face de
contato da sede da válvula deve ser de 1,7mm.
O valor padrão da largura da face de contato da
válvula deve ser de 1,1mm a 1,3mm. Retifique
a sede da válvula se não estiver dentro dos li-
mites. O valor limite da largura da face de con-
tato da sede da válvula deve ser: 2mm. O valor
limite da largura da face de contato da haste da
válvula deve ser: 1,5mm. Meça a sede da válvula

ADVERTÊNCIA
Se a largura da sede da válvula não puder
ser reparada, substitua o cabeçote do motor.

[20] Remova acúmulos de carbono nas hastes e se-


des das válvulas de admissão e escape, então
despeje composto de esmerilhamento sobre a
face de contato da sede da válvula. Por último,
esmerilhe com a ferramenta de esmerilhamento.

Desbaste a sede da válvula

[21] Meça o diâmetro externo das hastes das válvu-


las de admissão e escape com um micrômetro:
O valor padrão da haste da válvula de admis-
são deve ser de 5,42mm e da haste da válvula
de escape deve ser de 5,40mm. Então meça o
diâmetro interno da guia da válvula com um me-
didor de diâmetros internos. Por fim, subtraia as
duas medidas para obter o valor de folga entre
a haste da válvula e a guia da válvula. Meça a guia da válvula
Valor limite de reparo entre a haste da válvu-
la de admissão e guia da válvula: 0,085mm a
0,015mm.
Valor limite de reparo entre a haste da válvu-
la de escape e a guia da válvula: 0,105mm a
0,135mm
0,6 a 0,7 mm
CUIDADO
Se a folga entre a haste da válvula e a guia
da válvula não estiver dentro do limite,
substitua a válvula e a guia da válvula. Ajuste a folga dos eletrodos das velas

[22] Remova a vela de ignição e meça a folga do


eletrodo com um calibrador de lâminas. O valor
padrão deve estar entre 0,6mm e 0,7mm. Ajus-
te com cuidado.

CUIDADO
 Verifique se o isolante da vela de igni-
ção está danificado e se o eletrodo está
queimado. Substitua a vela de ignição se
estiver danificada ou queimada.
 Limpe acúmulos de carbono e fuligem da
vela de ignição com um limpador em ae-
rosol ou uma escova com cerdas de aço.
3-9 MOTOR

3 As causas, descrições e métodos de reparo dos problemas do cabeçote

Descrição do Descrição do problema Descrição do problema


Causa Método de reparo
componente no componente na motocicleta

Acumulo excessivo de Remova os acumulos de


Dispersão de calor defici-
óleo ou areia nas aletas Motor superaquecendo óleo e areia das aletas
ente nas aletas do motor
do motor do motor
Depósitos de carbono na Remova os depósitos de
------------- Motor superaquecendo
câmara de combustão carbono
O orifício roscado da vela Vazamento de ar entre
Motor difícil de ligar ou Repare o orifício roscado
de ignição está des- a vela de ignição e o
não liga ou substitua o cabeçote
gastado cabeçote
Motor difícil de ligar ou
Deformação grave da su- Vazamento de ar entre Retifique a superfície da
não liga. Potência do mo-
perfície da extremidade o cabeçote e o bloco do extremidade do cabeçote
tor baixa ou rotação de
do cabeçote do motor motor ou substitua-o
marcha lenta instável
Há fendas, separação, Motor difícil de ligar ou
Cabeçote do picos e outros danos na Vazamento de ar entre a não liga. Potência do mo- Retifique a sede da vál-
motor válvula e a sede devido à
superfície de trabalho da tor baixa ou rotação de vula ou a válvula
vedação ruim
sede da válvula marcha lenta instável
Ruído de vazamento
O orifício interno da guia
Folga excessiva entre a de ar vindo da válvula e Substitua a guia de
da válvula está com
válvula e a guia fumaça branca saindo válvula
desgaste excessivo
pelo escape
Motor difícil de ligar ou
Vazamento de ar entre
Junta do cabeçote do não liga. Potência do mo- Substitua a junta do
o cabeçote e o bloco do
motor danificada tor baixa ou rotação de cabeçote
motor
marcha lenta instável
Motor difícil de ligar ou
Vazamento de ar entre
Contraporca não ap- não liga. Potência do mo-
o cabeçote e o bloco do Aperte a contraporca
ertada tor baixa ou rotação de
motor
marcha lenta instável

Motor difícil de ligar ou


Folga inadequada do Centelha fraca ou inex- não liga. Potência do mo- Ajuste a folga do eletrodo
eletrodo istente tor baixa ou rotação de para 0,6 a 0,7 mm
marcha lenta instável

Depósitos de carbono
Remova o depósito de
no eletrodo da vela de Centelha inexistente O motor não liga
carbono do eletrodo
ignição
Motor difícil de ligar ou
Vela de Depósitos excessivos de
Centelha fraca ou inex- não liga. Potência do mo- Remova os acumulos de
Ignição carbono ou de óleo na
istente tor baixa ou rotação de carbono ou óleo
vela de ignição
marcha lenta instável
Motor difícil de ligar ou
Substitua a vela de
Isolante da vela de Centelha fraca ou inex- não liga. Potência do mo-
ignição por outra de
ignição danificado istente tor baixa ou rotação de
mesmo tipo
marcha lenta instável
Vazamento de ar entre Motor difícil de ligar e há
Vela de ignição solta a vela de ignição e o ruído de vazamento de Aperte a vela de ignição
cabeçote ar. Marcha lenta instável
MOTOR 3-10

PARTE 3 – BLOCO DO MOTOR


O bloco do motor serve para fornecer espaço para a compressão, combustão e expansão dos gases e para
guiar o movimento do pistão. Ele também transfere parte da energia térmica do motor para as aletas de arrefe-
cimento em torno do cilindro. Devido ao frequente contato com altas temperaturas e pressões, a superfície do
bloco do motor tem alta temperatura e a camada de óleo lubrificante dificilmente adere sobre ele.Sob pressão
lateral, o pistão realiza um movimento alternativo no cilindro em alta velocidade. A parede do cilindro é friccio-
nada contra os anéis do pistão e a saia do pistão que suporta uma grande carga mecânica e térmica, portanto,
essa é uma das partes mais desgastadas do motor.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do bloco do motor

O bloco desse motor possui mecanismo de aciona-


mento das válvulas. No lado esquerdo do motor exis-
te um espaço para o funcionamento do mecanismo
acionamento das válvulas. Além disso, existem qua-
tro orifícios no bloco através dos quais o virabrequim,
bloco e cabeçote são fixados juntos por parafusos.
Dois deles tem pinos de posicionamento que têm a
função de orientação para o bloco do motore o cabe-
çote. No lado esquerdo do bloco do motorexiste um
orifício redondo através do qual a corrente de distri-
buição e a roda dentada podem ser fixados por um
parafuso. Na parte externa do bloco existem aletas
de arrefecimento. Desenho esquemático do corpo do cilindro

2 Desmontagem e manutenção do bloco do motor

[1] Remova o pino de posicionamento (M10 X 20).

Remova o pino de posicionamento

CUIDADO
 Substitua o pino de posicionamento se
estiver empenado.
 Não derrube o pino de posicionamento
dentro do cárter.

[2] Remova a junta de vedação do bloco do motor.

NOTA
 Substitua a junta de vedação se apre- Remova a junta de vedação
sentar vazamento.
 Substitua a junta de vedação após cada
desmontagem.
3-11 MOTOR

[3] Remova o anel de vedação (M10 X 1,6) da pas-


sagem de óleo do cilindro.

CUIDADO
Remova o anel de vedação
 Substitua o anel de vedação se a face de
contato do cabeçote e do corpo do cilin-
dro apresentarem vazamento de óleo.
 Não derrube o anel de vedação dentro
do cárter.

[4] Remova os dois parafusos de fixação (M6 X 25)


do bloco e do cárter.

Parafuso de fixação
Torque
Parafuso do cabeçote: M6 X 25/8N.m a 12N.m

[5] Remova o bloco do motor.

CUIDADO
 Substitua a junta de papel toda vez que
desmontar o bloco do motor.
Remova o bloco do motor
 Ao instalar o bloco do motor, passe lu-
brificante nele.

[6] Remova a junta de papel do cilindro

CUIDADO Remova a junta de papel


 Limpe a junta de papel com uma ferra-
menta de madeira que não seja pontia-
guda.
MOTOR 3-12

[7] Remova o pino de posicionamento (M10 X 14)


do bloco do motor.

Remova o pino de
posicionamento
CUIDADO
Não derrube o pino de posicionamento
dentro do cárter.

[8] Verifique se o diâmetro interno do cilindro está


muito arranhado ou amassado. Repare ou
substitua o bloco se estiver nessas condições.

Verifique a abrasão do cilindro

[9] Raspe o resíduo da junta de papel na superfí-


cie do bloco com um instrumento de madeira e
limpe-o.

Remova o resíduo da junta de papel

CUIDADO
Não utilize instrumento de metal para ras-
par o resíduo da junta de papel para preve-
nir arranhões no bloco do motor.

[10] 0bserve se a vareta inferior está gasta. Se hou-


ver desgaste, realize a substituição.

Verifique a vareta inferior


3-13 MOTOR

[11] Meça o diâmetro interno do cilindro com um sú-


bito tomando três posições, no topo, ao centro
e no fundo do curso do pistão. Após tomar as
posições, meça dois diâmetros perpendiculares
no cilindro em cada posição e descubra o diâ-
metro, a conicidade e o grau de ovalização da
camisa.
Meça o diâmetro interno do cilindro

Valor limite de reparo do cilindro: 56,60mm


Ovalização: 0,10 mm
Conicidade: 0,10 mm

[12] Remova o eixo da alavanca inferior e verifique


se a alavanca inferior e o orifício do eixo da ala-
vanca inferior estão desgastados. Substitua o
bloco do motor e o eixo da alavanca se apre-
sentar desgaste.

Verifique o orifício do eixo da alavanca inferior

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no bloco do motor

Descrição do Descrição do problema Descrição do problema


Causa Método de reparo
componente no componente na motocicleta
Acumulo excessivo de
Má dissipação de calor Remova os acumulos de
óleo e areia nas aletas Motor superaquecendo
nas aletas do motor óleo e areia
do motor
O motor está difícil de
Deformação severa da Vazamento de ar entre Retifique a superfície da
ligar ou não liga. A potên-
superfície da extremi- o bloco e o cabeçote do extremidade do bloco do
cia do motor está baixa e
dade do bloco motor motor ou susbtitua-o
a marcha lenta instável

Bloco O motor está difícil de


do Motor ligar ou não liga. A potên-
cia do motor está baixa e
Cilindro desgastado,
Folga excessiva entre o a marcha lenta instável. Repare ou substitua o
riscado ou arranhado
pistão e o anel do pistão Consumo excessivo de cilindro
severamente.
combustível e há fumaça
branca saindo do esca-
pamento
Junta do cilindro quei- Vazamento de óleo entre Substitua a junta do
-------------
mada o bloco e o cárter cilindro
MOTOR 3-14

PARTE 4 – CONJUNTO DO PISTÃO


O conjunto do pistão serve para transformar a energia produzida pela queima do combustível em movimento
dinâmico e transmitir esse movimento para a biela.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do Conjunto do Pistão


O conjunto do pistão inclui principalmente o pistão, os anéis de segmento, o pino do pistão e a trava do
pino do pistão.
(1) Pistão
O pistão é a parte principal do conjunto, através dele a energia produzida pela câmara de combustão
pode ser transmitida. Os componentes principais do pistão são a cabeça, as canaletas e a saia.
[1] Cabeça do pistão
A cabeça do pistão, o cabeçote e a parede do cilindro constituem a câmara de combustão na
qual o combustível queima e expande. Ela suporta uma grande carga térmica e impacto me-
cânico da explosão do combustível, dessa forma, funciona sob as condições mais severas do
motor. Para garantir intensidade suficiente, a parede da cabeça do pistão é geralmente espessa
e reforçada por frisos resistentes. A cabeça do pistão de motores com válvulas no cabeçote pos-
sui dois recessos para as válvulas que previnem a colisão do pistão e das válvulas. Certifique-
se de que a marca "IN" aponta para a válvula de admissão e não instale o pistão ao contrário.
[2] Canaleta do pistão
A canaleta do pistão serve para acomodar os anéis de segmento. Geralmente, existem três
tipos de canaletas, as duas superiores são canaletas de anéis de compressão e a terceira é do
anel de óleo. Existe um orifício de retorno do óleo dentro da canaleta do anel de óleo, para fazer
o óleo eliminado fluir de volta para o cárter .
[3] Saia do pistão
A saia do pistão funciona como uma peça guia, ela possui uma seção transversal levemente
ovalada. O motivo da saída do pistão ser levemente ovalada é o seguinte: Quando um pistão é
aquecido a expansão de calor ao longo do orifício do pino é maior. Sob a pressão do combus-
tível, o orifício do pino será prolongado e seu comprimento vertical será diminuído. A pressão
lateral do trabalho da parede do cilindro deforma um pouco a saia do pistão. Assim, na condição
real de funcionamento, um pistão oval se tornará um pistão redondo pelos movimentos acima.
Dessa maneira, o aumento da fricção e o desgaste do cilindro podem ser evitados.
Os diâmetros do pistão diferem em cada parte. Geralmente, o diâmetro aumenta gradualmente
da cabeça até a saia do pistão, o que é difícil de ser observado sem a ajuda de aparelhos. Nor-
malmente, o diâmetro do pistão se refere ao máximo diâmetro do eixo maior da saia do pistão,
ele pode ser medido de 5 a 10 mm acima do ponto mais baixo da saia do pistão e é importante
para a folga de montagem da parede interna do cilindro com o pistão. Além disso, a sede do
pistão é instalada na saia, onde fica a junta do pistão e o pino do pistão e é suportado grande
impacto mecânico. Por isso, ela possui uma parede espessa e frisos de reforço. Existem ranhu-
ras para o anel trava nas duas extremidades da sede do pino do pistão.
(2) Anel de segmento
[1] Função dos anéis de segmento
As principais funções dos anéis de segmento são as seguintes:
Vedação: Embora o pistão tenha uma fabricação precisa, a folga que fica entre ele e o cilindro
é inevitável. Portanto, os anéis se segmento desempenham uma função de vedação da folga o
que diminui o vazamento de pressão da câmara de combustão para o mínimo e evita que o gás
se mova para o cárter.
Raspagem do óleo: Para que o pistão funcione bem, é preciso passar óleo lubrificante sobre a
parede do cilindro. Os anéis do pistão têm a função de raspar o óleo lubrificante usado e passar
novo óleo lubrificante na parede do cilindro.
Transferência de calor: Parte da energia térmica da combustão da gasolina pode ser transmitida
para a parede do cilindro através dos anéis de segmento, o que reduz o aquecimento do pistão.
Suporte: Os anéis de segmento estão localizados entre o pistão e o cilindro, eles têm a função
de dar suporte ao pistão.
3-15 MOTOR

[2] Função dos anéis de compressão


Os anéis de compressão servem para transferir calor e para vedação. A capacidade de vedação
influência diretamente no desempenho do motor devido a sua localização próxima à câmara de
combustão. Além disso, os anéis de compressão suportam as maiores cargas térmicas entre os
anéis de segmento. Através de sua troca de calor com a parede do cilindro, a carga térmica da
câmara de combustão pode ser reduzida. Geralmente, anéis de compressão são de dois tipos.
O primeiro é um anel quadrado, sempre cromado para aumentar sua dureza e resistência à
abrasão. O segundo é um anel trapezoidal.
[3] Função do anel de óleo
A função do anel raspador de óleo é raspar o resíduo de óleo e passar óleo novo na superfície
da parede do cilindro. Ele é composto de duas chapas finas superior e inferior com uma mola
suporte no meio, que tem uma boa capacidade de raspagem de óleo..

(3) Pino do pistão


A função do pino do pistão é transmitir
energia do pistão para a biela. O pino do
pistão suporta grande tensão alternada,
sendo construído em liga leve de aço.
Além disso, para diminuir a aspereza e
aumentar a dureza de sua superfície, ele
é retificado e sofre cementação. Para re-
duzir a inércia causada pelo movimento
alternativo, o pino do pistão geralmente é
oco.
(4) Trava do pino do pistão
A trava do pino do pistão previne que este
se movimente axialmente em seu suporte. Esquema do conjunto do pistão

2 Desmontagem e Manutenção do Conjunto do Pistão

[1] Remova a trava do pino do pistão com um ali-


cate de bico longo afiado.

CUIDADO
 Não derrube a trava do pino do pistão
dentro do cárter.
 Use uma trava nova na montagem e não Remova a trava do pino
alinhe as aberturas da trava do pino do
pistão.
MOTOR 3-16

[2] Remova o pino do pistão com alicates de ex-


pansão e observe se o exterior do pino está
muito desgastado ou arranhado. Se houver
muito desgaste ou arranhões, substitua-o.

Remova o pino
do pistão

CUIDADO
Não derrube o pino do pistão no cárter

[3] Observe se o interior da extremidade menor da


biela está queimada ou seriamente arranhada.
Substitua a biela se estiver muito arranhada ou
queimada.

Valor limite para o diâmetro interno da menor


extremidade da biela: 15.06mm Verifique a extremidade
menor da biela
Valor limite de reparo para o diâmetro externo
do pino do pistão: 14,96mm
Valor limite para a distância entre o diâmetro in-
terno da menor extremidade da biela e o diâme-
tro externo do pino do pistão: 0,10mm
3-17 MOTOR

[4] Remova os depósitos de carbono na cabeça do


pistão com um instrumento não afiado de ma-
deira, então limpe o pistão com detergente de
alto ponto de queima.

ADVERTÊNCIA
 Somente instrumentos de madeira não
afiados são permitidos para remover o
depósito de carbono e fuligem ao limpar
o pistão.
Remova depósitos de carbono
 Atravesse o orifício de óleo da canaleta
do anel de óleo ao limpar o pistão.

[5] Remova os anéis do pistão e limpe o pistão e


os anéis com detergente.

ADVERTÊNCIA
 Cuidado para não danificar os anéis de Remova os anéis de segmento
segmento durante sua desmontagem.

[6] Meça a folga lateral entre os anéis de segmento


e canaletas do pistão:

Valor limite para o primeiro anel de segmento:


0,09mm
Valor limite para o segundo anel de segmento:
0,09mm
Substitua o pistão e seus anéis caso o valor li-
mite d seja excedido.
Meça a folga lateral

NOTA
Substitua o pistão se a medida das canale-
tas exceder seu limite.

[7] Meça o diâmetro exterior do pino do pistão.


Valor limite: 14.96mm
Descubra a distância entre o pistão e o pino do
pistão.
Valor limite: 0,02mm

Diâmetro externo do
pino do pistão

NOTA
Substitua o pino do pistão caso seu valor
limite seja excedido.
MOTOR 3-18

[8] Meça o diâmetro interno do orifício do pino do


pistão.
Valor limite: 15,04mm

NOTA
Substitua o pistão caso o diâmetro interno
do orifício do pino do pistão exceda o valor Meça o diâmetro interno do orifício do pistão
limite.

[9] Coloque o primeiro e o segundo anéis de seg-


mento dentro do cilindro, então meça a folga
entre as pontas dos anéis.
Valor limite para o primeiro anel: 0,5mm
Valor limite para o segundo anel: 0,5mm

NOTA Meça o entre-pontas do anel


Substitua os anéis caso a folga da extremi-
dade exceda o valor limite.

[10] Meça o diâmetro externo do pistão em um pon-


to 10 mm acima do fim da saia do pistão.
Valor limite para o diâmetro externo: 56,40 mm
Descubra a folga entre o cilindro e o pistão.
Valor limite para a folga : 0,10 mm

NOTA
Meça o pistão
Substitua o pistão caso a saia do pistão ex-
ceda o valor limite

[11] Limpe as canaletas do pistão e monte os anéis


de segmento.
Canaleta do primeiro anel
de compressão
Canaleta do segundo anel de
compressão

CUIDADO Canaleta do anel de óleo

 Cuidado para não danificar o pistão e


seus anéis durante a sua instalação.
Limpe o pistão
 Coloque o lado marcado dos anéis de
segmento para cima durante sua monta-
gem.
 Certifique-se da rotação livre dos anéis
nas canaletas após a montagem.
 Não reverta a posição de instalação do
primeiro e segundo anel de compressão.
3-19 MOTOR

[12] Siga rigorosamente as instruções de instalação


indicadas pela ilustração ao lado. Se você fa-
Marca do anel
lhar nesse processo, uma série de problemas de segmento
ocorrerão, tais como a diminuição de potência
do motor, combustão do óleo, fumaça preta
saindo do escapamento e assim por diante.
Primeiro anel de compressão

Segundo anel de compressão

Anel raspador de óleo

Anel espaçador

Anel raspador de óleo

Pistão

CUIDADO
 Distribua as aberturas dos anéis em in-
tervalos de 120° ao montá-los no pistão.
Não alinhe as aberturas.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do conjunto do pistão

Descrição do Descrição do problema Descrição do problema


Causa Método de reparo
componente no componente na motocicleta
Depósito de Remova os
carbono na cabeça ------------- Motor superaquecendo depósitos de
do pistão carbono

Depósito de
Motor difícil de ligar ou não Remova os
carbono nas
Anel travado na canaleta liga. Potência insuficiente e depósitos de
canaletas do
fumaça azul sai pelo escape carbono
pistão

A superfície da
Motor difícil de ligar ou não
saia do pistão está Superfície da saia do pistão
liga. Potência insuficiente e Substitua o pistão
desgastada ou desgastada ou riscada
fumaça azul sai pelo escape
riscada
Piston
Motor difícil de ligar ou não
liga. Potência insuficiente
Pistão com
Folga excessiva entre o e marcha lenta instável.
desgaste Substitua o pistão
pistão e o cilindro Consumo excessivo de
excessivo
combustível e fumaça azul
sai pelo escape
Canaleta do pistão
Folga excessiva entre os
excessivamente Fumaça azul sai pelo escape Substitua o pistão
anéis e as canaletas
desgastado
Orifício do
pino do pistão Folga excessiva entre o pino Batida do pino de pistão ou
Substitua o pistão
excessivamente do pistão e o orifício do cilindro
desgastado

Motor difícil de ligar ou não


Anel de segmento Substitua o conjunto
Anel de segmento quebrado liga. Potência insuficiente e
quebrado do pistão
fumaça azul sai pelo escape
Anel de
segmento
Anel de segmento Motor difícil de ligar ou não
Entre pontas e folga lateral Substitua o conjunto
excessivamente liga. Potência insuficiente e
do anel excessivas do pistão
desgastado fumaça azul sai pelo escape
MOTOR 3-20

PARTE 5 – SISTEMA DE IGNIÇÃO


O sistema de ignição serve para transformar a baixa tensão do sistema de carga em alta tensão e fazer com
que a vela de ignição queime a mistura presente na câmara de combustão. Nesta motocicleta, o sistema de
ignição adota um modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de ignição CDI


O modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI possui uma barra de acionamento
no volante do magneto. Quando a barra gira no sentido do núcleo metálico da bobina de acionamento ,
ela produzirá uma corrente e fará o transistor conduzir. Este processo básico de funcionamento geralmen-
te inclui fornecimento de energia, armazenamento de energia, controle, liberação, aumento de pressão,
descarga e ignição. Além disso o armazenamento e descarga de energia pode ser feito pelo módulo de
ignição eletrônica enquanto o fornecimento de energia e o aumento de pressão dependem de várias bobi-
nas. O sistema de ignição eletrônica CDI é composto principalmente do magneto (componente de carga),
bobina de disparo, módulo eletrônico, bobina de alta tensão e vela de ignição.
Quando o volante do magneto gira, a bobina de carga e a bobina de acionamento do estator produzem
energia elétrica devida à indução eletromagnética. As diferentes posições da bobina de carga e da bobina
de acionamento no estator decidem as diferentes fases da energia elétrica. A energia da bobina de carga
está meia onda à frente da bobina de acionamento . A ignição inclui o processo de carga e o processo
de descarga. Quando a tensão da bobina de carga está no meio da onda, o processo de carga começa
e a função de corte unilateral do diodo VD1 corta o circuito que conecta a bobina de acionamento e des-
conecta o transistor. Através da bobina de carga, do diodo VD4, do capacitor C2, da bobina primária da
bobina de alta tensão e do cabo de aterramento a corrente forma um circuito de retorno e o capacitor C2
é completamente carregado com energia elétrica. Ao longo da rotação contínua do volante, a tensão da
bobina de acionamento entra na metade positiva da onda e atingi o valor determinado de acionamento. A
corrente de acionamento faz o transistor conduzir através do circuito do diodo VD1, de forma que o capa-
citor C2, o transistor, a bobina primária da bobina de lata tensão e o cabo de aterramento foram o circuito
de retorno. Então, a energia elétrica armazenada no capacitor C2 é rapidamente descarregada, induzindo
a bobina secundária da bobina de alta tensão e produzindo um pulso de tensão de mais de 10.000V, que
faz a vela de ignição centelhar.
[1] Módulo de ignição eletrônica
No módulo de ignição eletrônica, os transistores servem como interruptores elétricos e o capacitor
C2 serve como um reservatório de energia. A resistência R1 de limitação de corrente fica em série
com o eletrodo de controle do transistor de forma que a corrente de disparo fique sempre dentro da
faixa especificada. Adicionalmente, um lado da resistência R1 está conectado em série com o dio-
do VD1 e o outro lado com o capacitor C1 e a resistência R2, formando o circuito de estabilização
da tensão. O diodo VD1 pove evitar o transistor de pulsos negativos vindos da bobina de disparo
enquanto o capacitor C1 e a resistência R2 podem aumentar a corrente de disparo, aumentando a
sensibilidade do disparo. Entre o eletrodo de controle e o cátodo do transistor, há um resistor R3 em
paralelo para ajustar a corrente de acionamento e estabilizá-la.
[2] Bobina de carga e bobina de acionamento
Existem as bobinas de carga e de acionamento no magneto do sistema de ignição eletrônica CDI.
A bobina de carga pode gerar eletricidade pela indução eletromagnética com o volante, então ela é
utilizada como um dispositivo de geração de energia para o módulo. De acordo com os diferentes
modos de acionamento , as bobina de acionamento estão respectivamente instaladas no estator
dentro do volante do magneto e em um suporte especial fora do volante. Através da indução eletro-
magnética, as bobinas de acionamento produzem a corrente de acionamento em um determinado
tempo e controlam o a descarga de energia do módulo eletrônico. A bobina de carga e a bobina de
acionamento são similares à bobina de iluminação do magneto em sua construção, isto é, um grupo
de fios de poliéster de alta resistência enrolados em um núcleo de ferro que é estampado de uma
chapa de aço com silício. Entretanto, eles se diferem da bobina de iluminação no tamanho dos fios
de poliéster, isto é, suas bobinas são menores que da bobina de iluminação. Adicionalmente, para
impermeabilizar os fios, suas bobinas são envolvidas por uma cobertura nylon e resina epóxi. A
bobina de carga é maior que a bobina de acionamento, e sua resistência interna é maior devido à
necessidade de oferecer energia suficiente para o sistema de ignição.
[3] Bobina de alta tensão
O sistema de ignição eletrônica CDI, a bobina que realiza a função de amplificação é chamada bobi-
na de alta tensão. Na verdade, a bobina de alta tensão um transformador direto de pulsos feito pelo
uso do princípio de indução eletromagnética, que pode transformar os 6V ou 12V fornecidos pelo
magneto em altas tensões acima de 10.000V.
3-21 MOTOR

[4] Cabo da vela de ignição


O cabo da vela de ignição é basicamente composto por uma capa isolante, arruela, fio de alta tensão,
parafuso de fixação,, resistência, mola, capa condutora e mola de trava, que assegura uma cone-
xão confiável entre a vela de ignição e o cabo de alta tensão. A extremidade do parafuso de fixação
conecta-se ao fio de alta tensão e a extremidade da capa condutora conecta-se à vela de ignição
através da mola de trava. Para evitar que as intempéries entrem no sistema e prejudiquem o isola-
mento, há capas de borracha nas duas conexões do cabo.
A carcaça do cabo de velas é feita de plástico ou baquelite de alta isolação, que pode assegurar o
isolamento de até 20.000V. Para evitar que dispositivos sem fio sofram os ruídos de alta frequência
da onda eletromagnética produzida pela descarga e ignição da vela e do circuito de retonro há um
resistor de 4.000 a 9.000 Ohms para reduzir a onda eletromagnética.
[5] Vela de ignição
A vela de ignição é a última parte do sistema de ignição eletrônica C.D.I que transforma a alta tensão
produzida pela indução da bobina de alta tensão em faísca elétrica para inflamar a mistura ar/com-
bustível na câmara de combustão do motor. Suas condições de trabalho são extremamente severas,
pois suporta cerca de 4MPa de pressão de explosão, ultrapassa a grande diferença em temperatura
de 60 a 2.000°C e sempre trabalha sob alta tensão de 10.000V a 20.000V. Assim, a estrutura e o
material são importantes para a vela de ignição trabalhar de maneira estável e durável

Estrutura do sistema de ignição


MOTOR 3-22

2 Desmontagem e manutenção do sistema de ignição



O sistema de ignição desta motocicleta adota CD.I. Não necessita ajuste. Se o sistema de ignição apresentar
problemas, inspecione o módulo, o gerador, estator, bobina de ignição e substitua os componentes com
problemas.

Especificações

Itens Valor padrão


(produzido no japão) NGK D8EA
(produzido no japão) Denso X24FS-U
Vela de ignição
(produzido na China) T2198
Folga do eletrodo 0,6mm a 0,7mm
Rotação de marcha lenta 15° APMS
Ponto de ignição
Em aceleração 35° APMS à 3.740 rpm
Resistência da bobina primária 0,53Ω±10%
Bobina de ignição
Resistência da bobina secundária 2,0 kΩ a 4,0kΩ
Resistência da bobina geradora de carga 550Ω a 680Ω
Resistência da bobina de acionamento 220Ω±50Ω

Tabela de medidas do módulo da ignição

Interruptor da Bobina de Bobina de


E1E2 Aterramento
ignição carga ignição

Interruptor da ignição ∞ ∞ ∞ ∞
Bobina de carga 0,1 a 50 100 a ∞ 100 a ∞ ∞
Bobina de ignição 100 a ∞ 20 a 500 10 a 200 ∞
Bobina de acionamento E1E2 0,1 a 50 0,1 a 50 5 a 50 ∞
Aterramento ∞ 10 a 200 100 a ∞ ∞

[1] Solte os três parafusos de fixação (M6 X 12) do


cárter esquerdo e remova a tampa de verifica-
ção com uma chave de fenda.

Torque
Parafuso de fixação da tampa de acabamento
M6 X 12/6N.m a 9N.m

CUIDADO
Remova a capa de acabamento
Substitua o anel de vedação da tampa de
acabamento se houver vazamento.
3-23 MOTOR

[2] Desmonte os 5 parafusos de fixação (M6 X 40)


da tampa do cárter esquerdo e os outros 2 pa-
rafusos de fixação (M6 X 50).

Torque
Parafuso de fixação da tampa esquerda do cárter:
M6 X 40/12N.m a 15N.m Solte os parafusos de fixação
M6 X 50/12N.m a 15N.m

[3] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 20)


do pinhão do motor de partida.

Torque
Parafusos de fixação da tampa do pinhão do Solte os parafusos de fixação
motor de partida: M6 X 20/8N.m a 12N.m

[4] Remova a tampa e o anel de vedação do pi-


nhão do motor de partida.

Verifique o anel de vedação

CUIDADO
Substitua o anel de vedação da tampa do
pinhão do motor de partida se houver va-
zamento.

[5] Remova o pinhão do motor de partida e o eixo


do motor de partida.

CUIDADO Remova o pinhão do motor de partida

Lubrifique o pinhão e o eixo do motor de


partida ao instalá-los.
MOTOR 3-24

[6] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 25) da


tampa do cárter esquerdo.

Solte o parafuso de fixação

Torque
Parafuso de fixação da tampa do cárter esquer-
do M6 X 25/10N.m a 15N.m

[7] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 12) do


disco emissor do magneto. Remova a tampa do
cárter esquerdo. Remova o pino fixo e a junta
de papel do cárter esquerdo.
Torque
Parafuso de fixação do disco emissor do mag-
neto M6 X 12/8N. m a 12N. m
Remova a tampa esquerda
CUIDADO
Substitua a junta de papel após cada des-
montagem ou montagem da tampa do cár-
ter esquerdo do motor.

[8] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 20) do


conector do mostrador de marcha e remova o
conector.

Torque
O parafuso de fixação da engrenagem do co-
nector do mostrador:
M6 X 20/8N. m a 12N.m

CUIDADO Remova o conector do mostrador de marcha


Verifique a abrasão do conector do mostra-
dor de marcha. Se o conector do mostrador
da engrenagem apresentar conexão inade-
quada ou o mostrador não funcionar, subs-
titua ou repare o conector do mostrador de
marcha

[9] Remova o ponto de contato do mostrador de


marcha.

CUIDADO
Verifique a abrasão do ponto de rotação do
mostrador de marcha. Se o mostrador de Verifique o anel de vedação
marcha apresentar conexão inadequada ou
o mostrador não funcionar, repare ou subs-
titua o ponto de rotação.
3-25 MOTOR

[10] Desmonte um parafuso de fixação (M10X35) do


rotor do magneto (gerador).

Torque
Parafuso de fixação do rotor do magneto
M10 X 35/50N.m a 60N.m

Solte o parafuso de fixação


CUIDADO
Ao instalar o parafuso de fixação do rotor
do magneto, injete ar comprimido para o
parafuso de fixação não se soltar.

[11] Remova o rotor do magneto com as ferramen-


tas especiais.

CUIDADO Remova o rotor do magneto

O rotor do magneto deve ser desmontado


com ferramentas especiais.

[12] Coloque algumas ferramentas de ferro no rotor


do magneto e verifique se o magnetismo do ro-
tor do magneto enfraquece. Caso enfraqueça,
substitua o rotor do magneto.
Verifique o rotor do magneto

CUIDADO
Ao instalar o rotor do magneto, limpe o acú-
mulo de sujeira no rotor.

[13] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M5 X 16)


da bobina de acionamento do magneto e 3 pa-
rafusos (M6 X 25) da bobina de ignição do mag-
neto e remova o estator do magneto.

Torque
O parafuso de fixação da bobina do acionador
M5 X 16/8N.m a 12N.m Solte o parafuso de fixação

O parafuso de fixação da bobina de ignição


M5 X 25/10N.m a 25N.m
MOTOR 3-26

[14] Meça a resistência do primário e do secundário


da bobina de ignição e a resistência da bobina Meça a bobina de ignição
acionadora com um multímetro.
Resistência da bobina iprimária: 0,53Ω±10%
A resistência da bobina secundária: 2,0kΩ a
4,0kΩ.
A resistência da bobina acionadora: 220±50Ω

CUIDADO
Verifique se a resistência do primário e do Meça a bobina acionadora
secundário da bobina de ignição está den-
tro do valor especificado. Se não estiver,
realize a substituição.

[15] Meça a resistência entre os conectores do mó-


dulo eletrônico. Se a resistência não estiver
dentro dos valores especificados, substitua o
módulo. O método de medição é o seguinte:
Conecte a ponta de prova preta ao fio preto/
vermelho e conecte a ponta de prova vermelha
com o fio preto/branco. A resistência elétrica
positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elé-
trica negativa é ilimitada.

CUIDADO
Meça o CDI
Essa medição deve adotar a classificação
RX lk Ω ou RX 100k Ω.

[16] Remova o cabo da vela de ignição e meça a


resistência da bobina de alta tensão com um
multímetro (valor de resistência ∞). Verifique se
há curto-circuito ou circuito aberto. Se houver
curto-circuito ou circuito aberto, substitua a bo-
bina de alta tensão.

CUIDADO
 Faça o teste do faiscamento. A corren-
Meça a bobina de alta tensão
te/tensão do secundário da bobina de
alta tensão deve ser contínua e acima de
10.000V. Ao mesmo tempo, o faiscamen-
to deve ser azul.
 A realizar o teste do faiscamento, não
deixe o corpo encostar na fonte de ener-
gia para evitar ferimentos devido à eletri-
cidade.

[17] Desmonte o painel e remova o carregador do


interruptor da ignição. Meça se o fio de conexão
apresenta boa conexão.
preto/
verde vermelho preto
branco
Ligado(a)
Desligado

CUIDADO Meça o interruptor da ignição

Verifique se o interruptor da ignição apre-


senta curto-circuito ou circuito aberto.
3-27 MOTOR

[18] Desmonte o cabo de vela e a vela de ignição –


Verifique se o parafuso de fixação do fio guia de
alta tensão no cabo de vela da vela de ignição
está solto ou oxidado. Verifique os danos do re-
vestimento de isolamento. Verifique se a resis-
tência está solta ou oxidou. Se o cabo de vela
apresentar os problemas acima, realize a subs-
tituição. -Limpe a vela de ignição periodicamen-
te. Verifique a sujeira e o depósito de carbono Verifique a vela de ignição
do eletrodo. Meça a vela de ignição e verifique
se a folga da vela de ignição está entre 0,06mm
e 0.07mm. Se a conexão entre o eletrodo e o Verifique o cabo de vela

isolador estiver solta ou danificada, substitua a


vela de ignição.

CUIDADO
Após a inspeção da vela de ignição, verifi-
que se a pressão do cilindro está de acordo
com os requisitos de combustão do motor.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de ignição

Descrição dos Descrição de problemas dos Descrição de problemas Método de


Causa
componentes componentes da motocicleta reparo
O motor apresenta dificuldade
Faiscamento fraco ou
A bobina de carga apresenta para dar a partida ou não liga. A Substitua a bobina
inexistente entre os eletrodos
curto-circuito. potência do motor está baixa ou a de carga.
da vela de ignição
Bobina de carga marcha lenta está instável.
A bobina de carga apresenta Faiscamento fraco ou
Substitua a bobina
circuito aberto. (resistência inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida.
de carga.
de ∞) da vela de ignição
O motor apresenta dificuldade
Faiscamento fraco ou
A bobina de acionamento para dar a partida ou não liga. A Substitua a bobina
inexistente entre os eletrodos
apresenta curto-circuito. potência do motor está baixa ou a de acionamento.
Bobina de da vela de ignição
marcha lenta está instável.
acionamento
A bobina de acionamento Faiscamento fraco ou
Substitua a bobina
está com circuito aberto, inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida.
de acionamento.
(resistência ∞) da vela de ignição
Faiscamento fraco ou Substitua o
A bobina de desligamento
inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida. interruptor de
apresenta curto-circuito.
da vela de ignição ignição.
A bobina de desligamento Substitua o
está com circuito aberto, O motor não desliga. interruptor de
Interruptor da (resistência ∞) ignição.
ignição Faiscamento fraco ou Substitua o
O positivo e negativo a estão
inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida. interruptor de
ilimitados.
da vela de ignição ignição.
O positivo e negativo da Faiscamento fraco ou Substitua o
bobina estão em curto- inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida. interruptor de
circuito. da vela de ignição ignição.
Faiscamento fraco ou
Substitua a ignição
Módulo O módulo está danificado inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida.
C.D.I.
da vela de ignição
O motor apresenta dificuldade
Faiscamento fraco ou
A bobina de ignição para dar a partida ou não. A Substitua a bobina
inexistente entre os eletrodos
apresenta curto-circuito. potência do motor está baixa ou a da ignição.
da vela de ignição
Bobina de ignição marcha lenta está instável.
Faiscamento fraco ou
A bobina de ignição está com Substitua a bobina
inexistente entre os eletrodos O motor não dá partida.
circuito aberto. da ignição.
da vela de ignição
Substitua o
Conector do
Má conexão do conector do Mostrador de marcha não conector do
mostrador de Desgaste excessivo
mostrador de marcha funciona mostrador de
marcha
marcha
Substitua o ponto
Ponto de rotação
Má conexão do conector do Mostrador de marcha não de rotação do
do mostrador de Desgaste excessivo
mostrador de marcha funciona mostrador de
marcha
marcha
MOTOR 3-28

PARTE 6 – DISPOSITIVO DE PARTIDA ELÉTRICA


A função do dispositivo de partida elétrica é utilizar a potência da bateria instalada na motocicleta para fazer o
motor de partida produzir torque, então o torque é transmitido para o virabrequim e faz o motor ligar. O dispo-
sitivo de partida elétrica pode ser operado fácil e rapidamente.

1 Estrutura e principios de trabalho do dispositivo de partida elétrica


[1] A estrutura do dispositivo de partida elétrica
O sistema de partida elétrica consiste primordialmente de um motor de partida, uma engrenagem e uma
embreagem unidirecional.
Motor de partida
A corrente elétrica, depois de passar pela bobina de excitação e bobina do induzido através da escova
do ânodo do motor de partida, produz um campo magnético na bobina de excitação. Quando a corrente
flui para a bobina do induzido desse campo magnético, os dois flancos da bobina do induzido recebem
respectivamente uma força opositora e equivalente para produzir o torque, que faz com que a bobina do
induzido gire junto do eixo da engrenagem do motor de partida. Então, a corrente flui para o cátodo da
bateria através da escova do cátodo e forma um circuito fechado.
Embreagem unidirecional
A embreagem unidirecional transmite a potência produzida pelo motor de partida para o virabrequim, que
é um composto de anéis internos e externos. Os anéis de suporte formam uma canaleta em formato de
cone. Há roletes e molas na área ampla dessa canaleta em formato de cone. Ao mesmo tempo, o anel
de suporte interno é instalado na engrenagem de partida. O anel de suporte externo possui três orifícios
roscados para instalação da embreagem unidirecional no rotor do magneto.
Engrenagem
No sistema de partida elétrica, a engrenagem liga o eixo da engrenagem do motor de partida e embrea-
gem unidirecional ao mesmo tempo. Sua função é transmitir a potência de saída do motor de partida para
o virabrequim e ligar o motor.
[2] Principio de funcionamento do sistema de partida elétrica
Ao pressionar o interruptor de partida localizado no guidão da motocicleta, a corrente da bateria faz o eixo
da engrenagem do motor de partida girar. Então, a engrenagem faz com que a engrenagem de partida
instalada na embreagem unidirecional gire em sentido anti-horário. Nessa hora, a embreagem unidirecio-
nal está em estado estático e os roletes são empurrados para a parte estreita da canaleta. Junto com o
aumento de rotação, os roletes se tornam mais próximos até que a engrenagem de partida e embreagem
unidirecional engatam.
Enquanto isso, a potência que atua na engrena-
gem de partida é transmitida para a embreagem
unidirecional através dos roletes. A embreagem
unidirecional faz com que o virabrequim comece a
girar. Após o motor funcionar, o virabrequim impul-
siona a embreagem unidirecional a girar em uma
velocidade maior que da engrenagem de partida,
então são empurrados para a parte ampla da cana-
leta e a embreagem unidirecional e a engrenagem
de partida desengatam,ou seja, a potência do vira-
brequim e do motor de partida é interrompida.

Estrutura do dispositivo de partida elétrica

2 Desmontagem e manutenção do dispositivo de partida elétrica


[1] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M6 X 28)
do motor de partida.

Solte o motor de partida


Torque
Parafuso de fixação do motor de partida M6 X
28/10N.m a 15N.m
3-29 MOTOR

[2] Remova o motor de partida e inspecione o des-


gaste da engrenagem do induzido. Se a engre-
nagem do induzido estiver muito gasta, substi-
tua o motor de partida.

CUIDADO
Remova o motor de partida
Ao instalar o motor de partida, lubrifique a
engrenagem do induzido.

[3] Remova a engrenagem II e verifique o rolamen-


to da engrenagem II (especificação: 1010). Se
o rolamento estiver gasto, substitua-o.

Remova a engrenagem II

CUIDADO
Ao instalar, passe lubrificante na engrena-
gem II e no rolamento da engrenagem II.

[4] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da


placa de pressão da engrenagem de partida e
remova a engrenagem de partida.

Solte os parafusos de fixação


da placa de pressão

Torque
Parafuso de fixação da placa de pressão da
engrenagem de partida M6 X 12/8N.m a 12N.m

[5] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X


18) da embreagem unidirecional e remova-a.

Torque
Parafuso de fixação da embreagem unidirecio-
nal M8 X 18/10N.m a 15N.m

CUIDADO Solte a embreagem unidirecional

Ao instalar os parafusos de fixação da em-


breagem unidirecional, aplique trava rosca
no parafuso para evitar que eles se soltem.
MOTOR 3-30

[6] Verifique o desgaste do anel externo, a mola


do rolete e o rolete da embreagem. Se os com-
ponentes acima apresentarem desgaste, subs-
titua a embreagem unidirecional.

Verifique a embreagem unidirecional

CUIDADO
Lubrifique a embreagem unidirecional an-
tes de instalá-la.

[7] Verifique o desgaste da engrenagem e do eixo


da engrenagem. Se apresentarem desgaste
excessivo, substitua-os.

CUIDADO
Verifique a engrenagem
 Lubrifique a engrenagem e o eixo da en- Verifique o eixo
da engrenagem
grenagem antes da instalação.

[8] Verifique o desgaste da engrenagem de parti-


da. Se houver desgaste excessivo, substitua-a.
- Verifique o desgaste do anel interno da en-
grenagem de partida. Se o anel apresentar
irregularidades, substitua-o.

CUIDADO
Ao instalar a engrenagem de partida, lubri- Verifique a engrenagem de partida
fique-a.

[9] Verifique o desgaste da engrenagem II. Se


apresentar desgaste excessivo, substitua-a.

CUIDADO Verifique a engrenagem II

Lubrifique a engrenagem II ao instalá-la.


3-31 MOTOR

[10] Meça a resistência da bobina de excitação do


motor de partida com um multímetro. Verifique
se há curto-circuito ou circuito aberto . Se hou-
ver um desses problemas, realize a substitui-
ção.
Desmonte o motor de partida e verifique o des-
gaste do rotor induzido e as escovas. Se esti-
verem excessivamente gastos, substitua-os ou
substitua o motor de partida.

Verifique o motor de partida

CUIDADO
Limpe o rotor induzido ou as escovas com
gasolina ou álcool. Realize a limpeza em lo-
cal ventilado e longe de fonte de fogo para
evitar incêndios.

3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de partida elétrica

Descrição de
Descrição dos Descrição de problemas da
Causa problemas dos Método de reparo
componentes motocicleta
componentes
Rotor do induzido e O giro do motor de
A partida elétrica da motocicleta
escovas excessivamente partida é muito fraco ou Substitua o motor de partida.
não funciona.
desgastados não funiona.
A mola da escova
está quebrada ou O giro do motor de A partida elétrica da motocicleta
Substitua a mola da escova
sua elasticidade é partida é muito fraco. não funciona.
insuficiente.
Rotor do induzido e A partida elétrica da motocicleta Limpe a superfície do
O giro do motor de
escovas estão estão não funciona ou funciona com comutador com gasolina ou
partida é muito fraco.
sujos. dificuldade. alcool.
Realize o polimento da
superfície do comutador
Motor de partida com uma lixa fina na
Rotor do induzido e
O giro do motor de A partida elétrica da motocicleta direção oposta à rotação do
as escovasa estão
partida é muito fraco ou não funciona ou funciona com comutador. Corte a borda
manchados, queimados e
não funiona. dificuldade. da placa de mica abaixo
danificados.
da superfície do comutador
e remova as rebarbas e
resíduos.
Rotor do induzido
O giro do motor de A partida elétrica da motocicleta
e escovas estão
partida é muito fraco ou não funciona ou funciona com Substitua o motor de partida.
queimados ou
não funiona. dificuldade.
danificados.
A bobina de excitação
O giro do motor de A partida elétrica da motocicleta
está com circuito aberto Substitua o motor de partida.
partida é muito fraco. não funciona.
ou curto-circuito.
A interface da
embregaem de A embreagem de partida
A motocicleta falha ou emite Substitua a engrenagem da
partida e dos roletes desliza e emite som
som estranho ao dar a partida. embreagem de partida.
estão danificados ou estranho.
excessivamente gastos.
Embreagem O caminho dos dos
A embreagem de partida
unidirecional roletes está danificado A motocicleta falha ou emite Substitua a embreagem de
desliza e emite som
ou apresenta desgaste som estranho ao dar a partida. partida.
estranho.
côncavo.
Os roletes estão A embreagem de partida
A motocicleta falha ou emite Substitua a embreagem de
danificados e desliza e emite som
som estranho ao dar a partida. partida.
excessivamente gastos estranho.
Engrenagem de A engrenagem de partida A engrenagem de partida A motocicleta falha ou emite Substitua a engrenagem de
partida está muito gasta. emite ruído estranho. som estranho ao dar a partida. partida.
O pinhão e a
engrenagem do motor A engrenagem de partida A motocicleta falha ou emite Susbtitua o pinhão de partida
Engrenagem
de partida estão muito emite ruído estranho. som estranho ao dar a partida. e a engrenagem II.
gastos.
MOTOR 3-32

Parte 7 – MECANISMO DE VÁLVULAS


O mecanismo de válvulas serve para garantir que a mistura ar/combustível nova flua dentro do cilindro e o
gás de exaustão seja descarregado do cilindro em intervalos regulares quando o motor está funcionando.
Suas condições de funcionamento e manutenção adequada influenciam diretamente na economia, potência e
confiabilidade do motor. Nessa motocicleta, o mecanismo de válvulas é do tipo OHV com comando de válvu-
las no bloco que move as varetas superior/inferior dos balancins até o cabeçote Ele posiciona as válvulas de
admissão e escape no topo da câmara de combustão do cilindro e possui uma passagem suave dos gases
reduzindo o movimento do fluxo de ar e assegurando o bom funcionamento do motor. A câmara de combustão
é tão compacta que possui boa capacidade de resistência à detonação e baixa perda de calor.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do mecanismo de válvulas


O eixo de comando de válvulas desse mecanismo está localizado no cárter esquerdo, o que realiza a
transmissão de movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas é um par de engrenagens.
Devido ao comando de válvulas ficar distante da câmara, a temperatura do local de funcionamento do
comando é beneficiada. No curso de admissão, virabrequim gira para acionar a engrenagem movida do
comando de válvulas através da engrenagem principal de sincronização, então o comando move o balan-
cim inferior que empurra a vareta. A vareta empurra o braço do balancim superior, que por sua vez abre a
válvula de admissão para fazer com que a mistura ar/combustível nova flua no cilindro. Junto à rotação do
virabrequim, o comando de válvulas, consequentemente, muda o ângulo do ressalto, assim o fechamento
da válvula é alterado. Por exemplo, no tempo de compressão, as válvulas de admissão e escape se fe-
cham, no tempo de combustão e expansão, essas mesmas válvulas se fecham, no tempo de admissão, a
válvula de admissão se abre e no tempo de exaustão, a válvula de escape se abre.
O mecanismo com comando no bloco inclui o módulo da válvula e o módulo de acionamento da válvula.
O módulo da válvula é composto pela válvula, guia, sede, mola e protetor da válvula. O módulo de aciona-
mento da válvula é composto pela engrenagem motriz da sincronização e engrenagem movida, balancins
superior e inferior, além da vareta.

[1] Módulo da válvula


Válvula
A válvula é o componente de controle nas passagens de admissão e escape do motor. No tempo de
admissão a mistura ar/combustível nova flui para dentro do cilindro quando a válvula de admissão
abre.No tempo de escape, o gás de exaustão é descarregado quando a válvula de escape abre.
A válvula é composta da cabeça e da haste. Ela trabalha em condições severas, a temperatura da
válvula de admissão pode atingir 570°C a 670°C e a válvula de escape 1.050°C a 1.100°C , por isso
a cabeça da válvula é facilmente queimada. Além disso, ela suporta a pressão e força de inércia da
mola da válvula e do módulo de acionamento da válvula. Quando a válvula funciona, a haste e a guia
da válvula entram em atrito enquanto o resfriamento e a lubrificação são insuficientes. Portanto, as
válvulas devem apresentar dureza, rigidez, resistência ao calor e à abrasão suficientes. Para diminuir
a força de resistência da admissão e aumento da insuflação, a válvula de admissão é geralmente
maior do que a válvula de escape.
Guia da válvula
Existe uma folga de ajuste entre a guia da válvula de o cabeçote para que a guia possa ser prensada
dentro do seu orifício no cabeçote. A guia da válvula serve para guiar a haste da válvula a se mo-
vimentar em linha reta. A temperatura de trabalho da guia da válvula é alta e pode alcançar 500°C,
sua lubrificação é insuficiente devido a lubrificação ser apenas pela nuvem de óleo derramado do
mecanismo da válvula. Dessa forma, a guia da válvula é facilmente desgastada se não apresentar
uma boa resistência a abrasão. Entre a válvula e a guia da válvula deve haver uma folga adequada.
Se a folga for excessiva, o desempenho da guia da válvula se tornará ineficiente e a abrasão da
válvula será acelerada. Se a folga for muito pequena, a haste da válvula emperrará facilmente após
seu aquecimento.
Sede da válvula
A sede da válvula serve para vedar o cabeçote unindo ajustadamente à cabeça da válvula e rece-
bendo o calor transferido das válvulas que é inserido dentro do cabeçote como um componente
independente. O funcionamento sob altas temperaturas e a lubrificação insuficiente faz com que a
sede da válvula se desgaste facilmente. Assim, ela precisa ser feita com materiais de alta qualidade
como ligas de ferro ou aço austenítico.
3-33 MOTOR

Mola da válvula
A mola da válvula serve para eliminar a força de inércia da válvula e suas partes móveis durante o
fechamento da válvula e prevenir folga das partes móveis produzida pela força de inércia. A mola
também garante o retorno da válvula para a sede no tempo adequado se juntando precisamente ao
retentor da mola da válvula e prevenindo que a válvula salte e aja diminuição do efeito de vedação
quando o motor vibra. Dessa forma, a mola da válvula deve apresentar rigidez, força de aperto e
elasticidade adequadas. Se a elasticidade for muito baixa, isso causará efeito de vedação insuficien-
te além de desordenar a sequência normal de abertura e fechamento da válvula. Se a mola for muito
dura, isso aumentará o atrito entre as partes relacionadas do mecanismo de válvulas, acelerará seu
desgaste e produzirá maior força de impacto e vibração.
A mola da válvula é composta de duas molas, interna e externa, que diferem em espessura e na dire-
ção da espiral. Esse desenho garante a confiabilidade de funcionamento das válvulas, não somente
porque reduz a altura da mola, mas também previne que as duas molas se desloquem ou travem
com a vibração. Além disso, a frequência de ressonância das duas molas é diferente o que evita a
vibração sincronizada.

[2] Conjunto de acionamento das válvulas


A engrenagem motriz de sincronização (engrenagem do comando) fica instalada no virabrequim,
enquanto a engrenagem movida de sincronização fica instalada no comando de válvulas. A força do
virabrequim é transferida pra o comando de válvulas pelo engrenamento das engrenagens motriz e
movida do comando de válvulas.
Balancim inferior
A função do balancim inferior é receber a potência do comando de válvulas e transferi-la para a va-
reta. Ele suportará a grande intensidade de flexão e não há nenhuma estrutura na parte traseira.
Eixo do balancim inferior
O eixo do balancim inferior serve para suportar Balancim superior
o balancim inferior. Ele é inserido pelo orifício
do bloco do motor, então passa pelo balan-
Eixo do balancim
cim inferior. Existe um orifício roscado em um
lado do eixo do balancim, que é utilizado para Sede do balancim
fixar o balancim inferior e o eixo do balancim
inferior conjuntamente. O balancim balança Vareta
durante o funcionamento. Existe um orifício de Balancim inferior
lubrificação no eixo do balancim inferior que é
utilizado para lubrificar e polir a superfície. Comando de válvulas

Vareta
A função da vareta é transferir o movimento do
comando de válvulas para a válvula. São duas
alavancas longas e finas que se dobram facil-
mente. As duas extremidades são esféricas.
Conecte respectivamente ao balancim superior
e inferior. Desenho esquemático da estrutura do mecanismo
de válvulas
Eixo de comando de válvulas
O eixo de comando de válvulas inclui o came
de admissão, came de exaustão e o mancal
que controlam a abertura e o fechamento das
válvulas de admissão e escape sincronizada-
mente de acordo com determinada fase de
distribuição e garante o curso adequado das
válvulas. O comando de válvulas se desgasta
facilmente devido ao atrito significante da su-
perfície de funcionamento contra o balancim
quando suporta carga de impacto constante
produzida pela abertura intermitente das válvu-
las. Assim, a superfície do comando deve ser
suficientemente resistente e rígida, também,
precisa receber tratamento térmico para au-
mentar sua resistência à abrasão.
Estruturas do mecanismo de válvulas
MOTOR 3-34

O orifício do óleo dentro do comando de válvulas possui comunicação com a passagem de óleo do
mancal e ressalto principais, através da qual o óleo pode lubrificar a superfície do comando de vál-
vulas.
Conjunto do balancim superior
O conjunto do balancim é composto pelo balancim superior, eixo do balancim e sede do balancim.
O balancim superior serve para transmitir o movimento do comando para as válvulas. Ele é uma
alavanca de dois braços com um friso resistente na parte traseira que aumenta sua resistência de
flexão e um orifício do eixo do balancim no meio. Os dois braços suportam uma carga intensa de
flexão quando o balancim superior funciona. Existem parafuso de ajuste e porca travante na frente
do balancim para ajustar a folga da válvula.
O eixo do balancim serve para suportar o balancim. Quando ele funciona, o balancim alterna em
torno do eixo pressionando o eixo e o orifício do eixo do balancim. O orifício de óleo no eixo do ba-
lancim serve par lubrificar a sua superfície. A função da sede do braço do balancim é fixar o eixo do
balancim.

2 Desmontagem e manutenção do mecanismo de válvulas

[1] Ajuste da folga da válvula.


Desmonte 3 parafusos de fixação (M6X 25) da
tampa do cabeçote e remova-a.

Torque
Parafuso da tampa do cabeçote: M6 X 25/8N.m
a 12N.m.
Solte os parafusos de fixação
da tampa do cabeçote

ADVERTÊNCIA
 A folga da válvula deve ser ajustada
depois que o motor estiver frio. Evite
queimaduras. Se a folga for ajustada en-
quanto o motor estiver quente, o resulta-
do pode não ser exato.
3-35 MOTOR

[2] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 12)


da tampa de acabamento do cárter esquerdo e Tampa de verificação
da tampa de verificação.

Torque
Parafuso de fixação da tampa de acabamento
M6 X 12/6N.m a 9N.m

CUIDADO Tampa de acabamento

Se os anéis de vedação da tampa de acaba-


mento e da tampa de verificação apresenta-
rem vazamento, substitua-os.

[3] Gire o rotor do magneto com a luva e coloque o


pistão no ponto morto superior. Aponte a marca
“T” do rotor do magneto para a marca da tampa
esquerda do cárter.

CUIDADO
Se a folga da válvula não for ajustada de
acordo com o método de operação mencio-
Gire o magneto
nado acima, sua precisão e o desempenho
de aceleração e partida da motocicleta se-
rão prejudicados.

[4] Agite delicadamente o balancim com as mãos.


Se estiver muito folgado, significa que a folga Verifique a folga das
está grande demais. Se estiver muito apertado, válvulas
significa que a folga está pequena demais. Re-
alize o ajuste se a folga estiver muito folgada ou
grande ou muito pequena.

Torque
Porca de ajuste da válvula: M8/10N.m a 15 N.m

[5] Ao ajustar a folga da válvula solte a porca do pa-


rafuso de ajuste da válvula. Insira o calibrador
de lâminas (Espessura da válvula de admissão:
0,06mm; válvula de escape: 0,08mm) nentre
o parafuso de ajuste e a haste da válvula.Gire
suavemente o parafuso de ajuste até que haja
resistência ao puxar o calibrador, então aperte
a porca da válvula de admissão e escape.

NOTA Verifique a folga das válvulas

Após o aperto, verifique a folga da válvula


novamente.
MOTOR 3-36

[6] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da


placa de pressão da sincronização do comando
de válvulas.

Solte o parafuso de fixação


da placa de pressão

Torque
Parafuso de fixação da placa de pressão:
M5 X 12/6N.m a 9N.m

[7] Remova o comando e a mola da placa de pres-


são do comando de válvulas.

CUIDADO Remova o comando de válvulas

Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi-


que-o.

[8] Remova o comando de válvulas.

CUIDADO Remova o comando de válvulas


Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi-
que-o.

[9] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 25) do


pino de pressão do virabrequim.

Torque
Parafuso de fixação do pino de pressão:
M6 X 25/10N.m a 15N.m

NOTA
Se a folga do comando de válvulas e a en- Solte o parafuso de fixação do
grenagem motriz do virabrequim for muito pino de pressão
grande, substitua o pino de pressão.
3-37 MOTOR

[10] Ao instalar o comando de válvulas faça uma


marca no comando de válvulas e outra na en-
grenagem motriz do virabrequim ambas alinha-
das.

 Marca no comando

CUIDADO
Se o comando de válvulas não estiver em
sincronismo com o virabrequim, isso difi-
cultará a partida do motor ou a partida não  Marca na engrenagem motriz

será dada.

[11] Após a instalação do comando de válvulas, ve-


rifique a folga do comando e da engrenagem
motriz do virabrequim. A folga deve ser de:
1,0mm a 2,0mm.

CUIDADO
Verifique se a folga entre o comando e a
engrenagem motriz do virabrequim está
maior ou menor que o valor padrão. Se a
Verifique a folga
folga estiver muito grande, o balancim infe-
rior fará barulho. Se estiver muito pequena,
o comando fará ruído excessivo. Reencaixe
o comando.

[12] Despeje gasolina no duto de ar de admissão e


exaustão para verificar a vedação. Se houver
vazamento, desbaste a sede da válvula e a vál-
vula.

ADVERTÊNCIA Verifique a vedação da válvula

 Realize o teste em local ventilado e longe


de fonte de fogo para evitar incêndios.

[13] Desmonte as travas das válvula de admissão e


escape com as ferramentas especiais e remova
as válvuals de admissão e exaustão, a mola in-
terna e externa das válvulas e o retentor de óleo
das válvulas.

CUIDADO
Solte a trava da válvula
É proibido limpar a vedação da válvula com
gasolina. Substitua o retentor da válvula a
cada desmontagem.
MOTOR 3-38

[14] Limpe a válvula de admissão e escape, molas


interna e externa das válvulas e a sede da mola
da válvula com detergente e verifique seu des-
gaste.

CUIDADO
Ao limpar as válvulas de admissão e exaus-
tão, as molas interna e externa e a sede da
mola da válvula, utilize detergente com alto Limpe a mola da válvula
ponto de queima. A utilização de gasolina é
proibida para evitar incêndios.

[15] Meça o comprimento da mola interna e externa


com um paquímetro.
- O valor padrão da mola da válvula interna é:
33,50mm; o valor limite é: 30,00 mm
- O valor padrão da mola da válvula externa
é: 40,09mm; o valor limite é: 39,80 mm

CUIDADO
Se o valor encontrado nas molas interna e Meça o comprimento da Meça o comprimento da
mola interna mola externa
externa da válvula exceder o valor limite,
substitua as molas interna e externa.

[16] Meça o diâmetro externo da haste da válvula


com um paquímetro.
- O valor limite do diâmetro da haste da válvula
de admissão é 5,42 mm
- Válvula de escape 5,40mm.

CUIDADO
Meça a haste da válvula
Se o valor do diâmetro externo da válvula
exceder o valor limite, substitua a válvula.

[17] Meça a largura da válvula com um paquímetro.


O valor limite da cabeça da válvula é:
- Largura da válvula de admissão: 2,0mm;
- Largura da válvula de escape: 2,0m.

Meça a largura da válvula


CUIDADO
 Se a largura da sede da válvula exceder
o valor limite de manutenção, retifique
ou substitua a válvula.
 Ao instalar as hastes das válvulas de
admissão e escape, passe um pouco
de lubrificante nas buchas da haste das
válvuals de admissão e exaustão e nas
válvulas.
3-39 MOTOR

[18] Verifique o desgaste do balancim superior e do


parafuso de ajuste do eixo do balancim supe-
rior. Se estiverem gastos, substitua o balancim
superior.

CUIDADO Verifique o balancim inferior


Ao instala o braço do balancim superior,
lubrifique o orifício do braço do balancim
superior. ,

[19] Meça o comprimento das varetas com um pa-


químetro.
- O valor padrão do comprimento da haste é:
141,15mm a 141,45mm.
O valor limite é: 141,00mm.

CUIDADO
Verifique o desgaste da vareta de aciona- Verifique a folga
mento. Se estiver deformada, substitua-a.

[20] Meça o diâmetro interno do orifício do balancim


e o diâmetro externo do balancim inferior.
- O valor padrão do diâmetro interno do balan-
cim é: 12,.00mm a 12,02mm.
O valor limite é: 12,02mm.
- O padrão do diâmetro externo do eixo do ba-
lancim Inferior é: 11,97mm a 11,99mm.
O limite Padrão é: 11,99mm.
- A folga entre o diâmetro interno do orifício
do balancim inferior e o diâmetro externo do
eixo do balancim inferior é: 0,03mm. Verifique o eixo do balancim Verifique o
inferior balancim inferior

CUIDADO
Ao instalar o balancim inferior e o eixo do
balancim inferior, lubrifique-os.

[21] Meça a altura do comando de válvulas com um


paquímetro.
A altura padrão da válvula de admissão é:
32,768mm a 32,928mm.
O valor limite é: 32,628mm.
A altura padrão da válvula de exaustão é:
32,768mm a 32,928mm.
O valor limite é: 32,628mm.

CUIDADO
Verifique o comando de válvulas
Ao instalar o virabrequim, lubrifique a su-
perfície do comando e o orifício do coman-
do no bloco.
MOTOR 3-40

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do mecanismo de válvulas

Descrição dos Descrição de problemas dos Descrição de problemas da


Causa Método de reparo
componentes componentes motocicleta

Válvulas de admissão e esca- Substitua o comando de


O came está gasto. A potência do motor é insuficiente
pe estão bloqueadas. válvulas.

O orificio do coman-
A folga entre o orifício do eixo O comando de válvula ou o balan- Substitua o comando de
do de válvulas está
e o eixo está excessiva. cim emitem ruído anormal. válvulas.
gasto.
Eixo de comando O eixo comando de A engrenagem do comando ou
de válvulas A folga entre o orifício do eixo Substitua o comando de
válvulas está exces- o balancim inferior emitem ruído
e o eixo está excessiva. válvulas.
sivamente gasto. estranho .

A folga da engrena-
A engrenagem do comando emite
gem motriz e engre- Substitua o comando de
nagem do comando
------------- ruido anormal ou a potência do
válvulas.
motor é insuficiente.
é muito pequena.

A folga entre balan-


Substitua os componen-
cim superior e eixo
do balancim superior
------------- Batidas tes da sede do balan-
cim.
e excessiva.

Balancim superior/ A superfície de


inferior funcionamento está O balancim inferior emite um som
Substitua o o balancim
danificada pelas en- ------------- estranho e a potência do motor é
inferior.
grenagens ou muito insuficiente.
gasta.

O orifício do eixo do A folga entre o eixo do balan- O balancim inferior emite um som
Substitua o o balancim
balancim está exces- cim e o do balancim inferior estranho e a potência do motor é
inferior.
sivamente gasto. está muito grande. insuficiente.

A vareta está empa-


A potência do motor é insuficien- Substitua a haste de
Vareta nada ou excessiva- ------------- te. acionamento.
mente gasta

O motor não dá a partida ou


Reajuste a folga da vál-
A folga da válvula A válvula não fecha completa- dá a partida com dificuldade. A
vula para o valor padrão
está muito pequena. mente. potência do motor está baixa e a
(0,06 a 0,08mm)
marcha lenta está instável.

Reajuste a folga da vál-


A folga da válvula
está muito grande.
------------- A válvula emite ruído de batidas. vula para o valor padrão
(0,06 a 0,08mm)

O motor não dá a partida ou


A superfície de A válvula e a sede da válvula Limpe o acúmulo de
dá a partida com dificuldade. A
trabalho apresenta não encaixam adequadamen- carbono e retifique a
Válvula potência do motor está baixa e a
acúmulo de carbono. te. sede da válvula.
marcha lenta está instável.

A superfície de O motor não dá a partida ou


A válvula e a sede da válvula Limpe o acúmulo de
trabalho está amas- dá a partida com dificuldade. A
não encaixam adequadamen- carbono e retifique a
sada, queimada ou potência do motor está baixa e a
te. sede da válvula.
danificada. marcha lenta está instável.

Haste da válvula Inspecione se a folga da haste


Existe fumaça azul/ branca saindo
está excessivamente da válvula e da guia da válvula Substitua a válvula.
do tubo de exaustão
gasta. está muito grande.

A haste da válvula
A válvula não fecha completa-
está excessivamente O motor não dá a partida. Substitua a válvula.
mente.
gasta.

O motor não dá a partida ou


A mola tem elastici- A válvula e a sede da válvula
dá a partida com dificuldade. A Substitua a mola da
Mola da válvula dade insuficiente ou não encaixam adequadamen-
potência do motor está baixa e a válvula.
está quebrada. te.
marcha lenta está instável.
3-41 MOTOR

Parte 8 – EMBREAGEM
Para adaptar a motocicleta às várias condições da estrada, a condição de funcionamento do motor muda conti-
nuamente de forma que a potência do motor precisa ser interrompida e engatada frequentemente. A função da
embreagem é interromper e engatar a potência do motor suavemente.

1 Estrutura e princípio de funcionamento da embreagem


A embreagem do tipo multi-discos em banho de óleo reduz o desgaste e dissipa melhor o calor devido
ao óleo. Durante a operação, segure firme ou solte a manopla da embreagem na manopla esquerdo. A
embreagem desse motor está instalada no eixo principal do câmbio. O torque foi aumentado através da
desaceleração, de forma que o torque de transmissão é grande e o volume também é grande.
Engrenagem motriz da embreagem
A função da engrenagem motriz é receber a potência do virabrequim e transmiti-la para o disco de fricção
da embreagem. Ela é coberta no eixo motriz da transmissão através de uma sapata, mas não produz
transmissão de potência direta para o eixo motriz . Na parte inferior há uma engrenagem que se conecta
com o mecanismo de desaceleração do virabrequim. Há várias garras na engrenagem que se encaixam
com o disco de fricção da embreagem.
Disco de fricção da embreagem
A função do disco de fricção é transmitir a potência do motor para o eixo da direção da transmissão sua-
vemente, o que pode reforçar a proteção do motor e deixar o piloto mais confortável durante a pilotagem
e controle. Classificado por função, o disco de fricção inclui um disco de fricção motor e disco de fricção
movido. A combinação de um e outro pode transmitir um torque maior e fazer uma conexão mais confiável.
Disco motriz de fricção
A superfície do disco motriz de fricção é côncava e convexa sucessivamente, o que aumenta sua força de
fricção com o disco de fricção movido. A flange estendida se encaixa com a engrenagem motriz e recebe
a potência transmitida por ela.
Engrenagem movida
A engrenagem movida se encaixa com o disco de fricção movido e recebe potência, então transmitida
para o eixo motriz da transmissão.
Placa de encosto
A função de encosto é escorar o platô da embreagem e desacoplar a embreagem. A força produzida na
mola da placa de encosto deve ser igual. Ela é fixa em toda parte convexa do platô e tensionada por mola.
Mola
Normalmente, há 4 ou 6 molas. As molas são classificadas por sua elasticidade. Para garantir a elastici-
dade fazer o disco de fricção desengatar e engatar suavemente, a mola usada na embreagem deve ser a
mesma.
O mecanismo de operação da embreagem
A operação do mecanismo da embreagem consiste da manete do guidão, cabo de aço e excêntrico. A ma-
nete localiza-se na manopla esquerda do guidão. O controle da embreagem é realizado através do cabo.

2 O principio de funcionamento da embreagem manual de discos múltiplos em


banho de óleo
Quando a motocicleta se desloca, a embreagem está acoplada. A engrenagem motriz da embreagem
recebe a potência transmitida pela engrenagem de redução do virabrequim. Então a potência será trans-
mitida para o disco motriz de fricção através da garra da engrenagem motriz. O platô da embreagem é
acionado por molas e pressiona o disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado conjuntamente de
forma que o disco de fricção acionado recebe a potência do disco de fricção motriz e a transmite para o
eixo principal da transmissão através da engrenagem movida.
Quando a motocicleta é ligada ou há troca de marchas, opere a embreagem da seguinte forma:
Primeiro: Segure a manopla da embreagem para interromper o fluxo de potência para a transmissão;
Segundo: opere a transmissão através do pé esquerdo para trocar de marchas;
Terceiro: Solte a manopla da embreagem suavemente para que o fluxo de potência retome seu curso
normal.
MOTOR 3-42

Quando a embreagem precisa ser desacoplada segure a manopla da embreagem firmemente, acionando o
cabo de aço, que puxa a alavanca de debreagem. A alavanca de debreagem pressiona o platô e fazendo com
que se mova corretamente. Dessa forma, a pressão entre o disco de fricção motriz e disco de fricção acionado
desaparece e há a formação de uma folga. A transmissão de potência não pode ser feita através de fricção.
Então a transmissão de potência entre o virabrequim e a transmissão é interrompida. Ao trocar de marchas, não
há impacto entre as engrenagens.
Após a troca de marchas, a transmissão de potên-
cia entre o virabrequim e a transmissão precisa ser
retomada. Nesse momento, gire a manopla do ace-
lerador gentilmente para acelerar o motor e fazer o
disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado
engatarem. Acelerar repentinamente é proibido, pois
causa um impacto no mecanismo de engrenagens
do motor, podendo danificá-lo. Além disso, acelerar
demais ao ligar a motocicleta causará defeito no mo-
tor ou outras situações perigosas, como aceleração
brusca da motocicleta, tirar a roda dianteira do solo
e assim por diante.

Desenho esquemático da estrutura da embreagem


2 Desmontagem e manutenção da em-
breagem
[1] Desmonte 12 parafusos (M6 X 40) e 1 parafuso
de fixação (M6 X 45) da tampa direita do cárter.
Solte o parafuso da tampa
do cárter direito

Torque
O parafuso de fixação da tampa direita do cár-
ter:
M6 X 40/ 45/10N.m a 15N.m

[2] Bata levemente na tampa direita do cárter com


um martelo de borracha e remova a tampa di-
reita e a junta de papel.

Remova a junta de papel

CUIDADO
Remova os resíduos da junta de papel do
cárter direito com uma ferramenta de ma-
deira sem ponta.

[3] Observe o desgaste da haste de acionamento


da embreagem. Se apresentar desgaste exces- Verifique a haste de
sivo, substitua-a. acionamento da embreagem
3-43 MOTOR

[4] Remova a alavanca de debreagem e verifique


seu desgaste. Se estiver excessivamente
gasta, substitua-a.

Remova a alavanca de
debreagem

[5] Remova o rolamento de debreagem com o ali-


cate de expansão.
A especificação do rolamento é: 16003.
- Verifique o desgaste do rolamento de debre-
agem Se a embreagem não desengatar com-
pletamente ou fizer barulho é uma indicação
de que a embreagem está desgastada. Subs-
titua o rolamento de debreagem

CUIDADO Remova o rolamento de debreagem

Ao instalar o rolamento, lubrifique-o.

[6] Desmonte os 3 parafusos de fixação da tam-


pa do rotor do filtro de óleo. Remova o rotor da
tampa do filtro de óleo.

Desmonte o filtro de óleo

Torque
O parafuso de fixação da tampa do rotor do
filtro: M5 X 12/ 8N.m a 10N.m

[7] Desmonte a contraporca (M16) e a junta travan-


te do filtro de óleo. Remova o filtro de óleo.

Torque Remova o filtro de óleo

A porca travante do filtro de óleo: M16/40N.m


a 50N.m
MOTOR 3-44

[8] Remova o anel trava da embreagem (Ø20) com


um alicate expansor.

CUIDADO
Remova o anel trava da
Verifique se o anel trava da embreagem embreagem
está deformado. Se estiver ou apresente
pouca elasticidade, substitua-o.

[9] Remova os discos da embreagem e verifique o


desgaste dos discos movidos e dos discos de
motores.

CUIDADO
Remova os discos de fricção
Ao instalar os discos de fricção da embrea- da embreagem
gem lubrifique-os.

[10] Remova a junta estriada da embreagem e veri-


fique seu desgaste. Se estiver muito desgasta-
da, substitua-a.

CUIDADO
Ao instalar a junta estriada, coloque a su-
perfície arredondada para baixo. Remova a junta
estriada

[11] Remova o disco de acionamento e a engrena-


gem de acionamento da embreagem.

CUIDADO
Verifique o desgaste das ranhuras do disco
de engrenamento da embreagem e a super-
fície do disco de fricção. Se as ranhuras do Remova o disco de
acionamento
disco estiver desgastados substitua a em-
breagem.
3-45 MOTOR

[12] Remova o disco movido da embreagem e verifi-


que o desgaste do disco e do platô. Se apresen-
tarem desgaste excessivo, substitua a embrea-
gem. Verifique o disco
movido

CUIDADO
Ao instalar o disco movido da embreagem,
lubrifique o disco e o platô. Verifique o platô

[13] Verifique o desgaste da peça de ferro e da peça


de fricção da embreagem. Se apresentarem
desgaste excessivo, substitua-as.
Verifique o elemento
de fricção

CUIDADO
Verifique o elemento
de fricção

Ao instalar a peça de fricção e a peça de fer-


ro de fricção da embreagem, lubrifique-as.

[14] Verifique o desgate do furo estriado e do disco


da embreagem. Se apresentarem desgaste ex-
cessivo, substitua a embreagem.

Verifique o furo estriado

[15] Desmonte o disco movido da embreagem e re-


mova a peça de fricção. Meça a distorção das
peças de fricção da embreagem.
Meça o elemento de fricção
O valor limite das peças de fricção da embrea-
gem é; 0,20mm.

CUIDADO
Se a peça de fricção da embreagem exce-
der o valor limite, substitua-a.
MOTOR 3-46

[16] Meça o comprimento livre da mola da embrea-


gem com um paquímetro.
O valor padrão é: 35,50mm; o valor limite é:
34,20mm.

CUIDADO
Se o comprimento livre da mola da embrea-
gem exceder o valor limite, substitua-a.
Meça a mola da embreagem

[17] Verifique o desgaste do elemento de fricção da


embreagem.
- Meça a espessura do elemento de fricção
da embreagem.
O valor padrão é: 2,90mm.
O valor limite é 2,60mm.

CUIDADO
 Se o elemento de fricção estiver danifi-
Meça o elemento de fricção
cado ou desgastado, substitua-o.
 Se a espessura do elemento de fricção
da embreagem exceder o valor limite,
substitua-o.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da embreagem

Descrição dos Descrição de problemas Descrição de problemas


Causa Método de reparo
componentes dos componentes da motocicleta
O disco de fricção não Lime a ranhura da
As ranhuras do cubo A embreagem desliza
se move livremente na engrenagem até ficar
de acionamento estão e desengata de forma
ranhura da do cubo de plana ou substitua o
desgastadas incompleta.
acionamento cubo da embreagem.
Cubo de Os discos movidos de Lime a ranhura da
As ranhuras do cubo A embreagem desliza
acionamento e fricção não se movem engrenagem até ficar
de acionado estão e desengata de forma
cubo acionado da livremente na ranhura do plana ou substitua o
desgastadas incompleta
embreagem cubo acionado cubo da embreagem
A superfície de contato
com a placa de fricção Substitua o cubo
------------------------- A embreagem desliza.
está com desgaste acionado
excessivo
O elemento de fricção Substitua todos os
está desgastado ou ------------------------- A embreagem desliza. elementos de fricção da
queimado embreagem
Elemento de O elemento de fricção Substitua todos os
fricção da está desgastado ou ------------------------- A embreagem desliza. elementos metálicos de
embreagem queimado fricção da embreagem
O elemento de fricção A embreagem desliza Substitua todos os
da embreagem está ------------------------- e desengata de forma elementos metálicos de
severamente deformado incompleta. fricção da embreagem
A superfície de contato
Platô da com o disco de fricção da Substitua platô da
------------------------- A embreagem desliza.
embreagem embreagem está muito embreagem.
desgastada.
A mola está quebrada Substitua todas as
Mola da
ou sua elasticidade é ------------------------- A embreagem desliza. molas da embreagem
embreagem
insuficiente.
3-47 MOTOR

Parte 9 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO


O motor desta motocicleta é um motor de combustão interna que trabalha em alta rotação e alta temperatura,
por isso, as junções do componentes móveis devem ser bem lubrificadas. Se a lubrificação for insuficiente,
uma série de problemas serão causados como, por exemplo, superaquecimento e falta de potência do motor,
abrasão ou desgaste dos componentes, etc. O sistema de lubrificação do motor é desenvolvido para prevenir
os problemas citados acima. Sua função é fornecer óleo lubrificante para a superfície de fricção do motor e
transformar a fricção seca em fricção líquida para reduzir a abrasão dos componentes. A lubrificação também
pode trazer junto resíduos de metal de componentes em alta temperatura e promover um efeito de vedação
entre os anéis do pistão e a parede do cilindro.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de lubrificação


[1] Estrutura do sistema de lubrificação
O sistema de lubrificação do motor é composto basicamente da bomba, filtro e passagem de óleo. Entre
esses componentes, a passagem de óleo é distribuída entre o cárter do motor, bloco do motor, cabeçote,
tampa do cabeçote e todos os eixos móveis. Veja a seguir uma descrição da estrutura básica de cada
componente lubrificante.
Bomba de óleo
A função da bomba de óleo é fornecer óleo sobre pressão para o sistema de lubrificação. Uma bomba de
engrenamento interno foi adotada neste motor pela sua estrutura simples, de pequeno volume, confiabili-
dade de fornecimento de óleo e fácil manutenção.
A engrenagem da bomba de óleo é, geralmente, feita de nylon ou sinterizado. Quando o motor funciona,
a engrenagem da bomba de óleo é movida pela engrenagem de redução do virabrequim e se movimenta
dentro do rotor para girá-lo, então os rotores interno e externo formam uma câmara de sucção de óleo e
uma câmara de pressão de óleo com a carcaça da bomba de óleo. Junto com a rotação da engrenagem, o
óleo originalmente armazenado na câmara de sucção é tranferido para a câmara de pressão e conduzido
pela passagem de óleo. Depois que o óleo é drenado da câmara de sucção, ela produz pressão negativa
para aspirar óleo novo. Através deste ciclo, a bomba de óleo pode realizar o fornecimento constante. Esse
é o princípio de funcionamento da bomba de óleo.
Filtro de óleo
Esse motor adota o filtro centrífugo. O óleo flui para
o filtro através do tubo de entrada de óleo. Devido à
alta rotação do filtro, os resíduos de metal e impure-
zas pesadas são lançadas para fora do filtro, então o
óleo filtrado flui para a passagem de óleo do virabre-
quim.
O filtro possui uma tela de filtragem em coluna que
remove as impurezas do óleo.
Parafuso do dreno de óleo
O parafuso do dreno de óleo é instalado na parte
inferior do cárter e é utilizado para eliminar o óleo
lubrificante do cárter. Esquema da estrutura do sistema lubrificante

[2] Princípio de funcionamento do sistema de lubrificação


O modo principal de lubrificação do motor combina pressão e salpico. O mecanismo de válvulas do motor
fica no topo, distante do cárter, por isso, ele é lubrificado apenas com o salpico natural de óleo. Nesse caso,
a lubrificação por pressão é utilizada para transferir óleo da parte superior do motor para o mecanismo de
válvulas através da instalação de uma bomba de óleo no virabrequim. Como na lubrificação por salpico,

Tampa do
Cilindro Comando de válvulas
cabeçote

Eixo principal
Bomba de Orifício de
óleo retorno de óleo Eixo intermediário

Tampa do cárter direito Virabrequim

Filtro de óleo

Pré-filtro de óleo Cárter

O caminho do óleo no sistema de lubrificação


MOTOR 3-48

a pressão faz com que o óleo molhe as partes que


necessitam de lubrificação através do movimento do
virabrequim do motor e dos componentes rotativos
da engrenagem. O curso do óleo lubrificante é o se-
guinte: primeiro, o óleo é aspirado para a bomba de
óleo depois de ser filtrado pela tela de filtragem; se-
gundo, o óleo é expelido da bomba de óleo e dividido
em três cursos para lubrificar todas as partes.
No primeiro curso, o óleo passa pela passagem de
óleo do cárter após sair da bomba de óleo e flui para
a tampa do cabeçote juntamente com o parafuso do
orifício do cabeçote, então transborda da tampa do
cabeçote e lubrifica o mecanismo de válvulas. De-
pois disso, o óleo flui de volta para o cárter pela câ-
mara da vareta.
No segundo curso, o óleo passa pela passagem de
óleo do cárter e flui para o orifício de óleo do eixo
principal e do eixo intermediário para lubrificar as en-
grenagens após sair da bomba de óleo. Em seguida, Desenho esquemático do princípio de funciona-
o óleo flui novamente para o cárter. mento do sistema de lubrificação
No terceiro curso, após sair da bomba, o óleo flui para
a passagem de óleo do cárter e lubrifica o mancal do
virabrequim e o mancal da extremidade grande da biela. A lubrificação do mancal do virabrequim é muito
importante, para que o óleo seja filtrado antes de fluir para a passagem do virabrequim. Em seguida, o óleo
flui de volta para o virabrequim.
Após os três cursos de lubrificação, todas as partes do motor ficam completamente lubrificadas. Conside-
rando que, o óleo lubrificante que fluiu de volta para o cárter se tornou quente devido a absorção de calor
dos componentes e trouxe de volta muitas impurezas da superfície dos componentes. Para evitar que
impurezas entrem na passagem de óleo e bloqueie-a ou danifique a superfície de fricção, o óleo precisa
ser filtrado passando pela tela de filtragem antes da segunda sucção na bomba de óleo.

2 Desmontagem e manutenção do sistema de lubrificação


[1] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da
tampa da bomba de óleo.

Solte os parafusos
de fixação da tampa da
bomba de óleo

Torque
O parafuso da tampa da bomba de óleo:
M6 X 12/8N.m~10N.m

[2] Desmonte a contraporca (M6) da corrente de


transmissão da bomba de óleo.

Solte a porca da corrente


Torque: da bomba de óleo
Contraporca da corrente de transmissão:
M6/ 8N.m a 12N.m
3-49 MOTOR

[3] Remova a corrente de transmissão e a roda da


corrente de transmissão da bomba de óleo.

CUIDADO
Verifique o desgaste da roda da corrente Remova a corrente de
transmissão
de transmissão e da corrente de transmis-
são. Se apresentarem desgaste excessivo,
substitua-as.
[4] Desmonte os parafusos de fixação (M6 X 32) da
bomba de óleo e remova a bomba.

Torque Remova a bomba de óleo


Parafuso de fixação da bomba de óleo:
M6 X 12/8N.m a 10N.m

[5] Desmonte a porca M16 do eixo de balancea-


mento da engrenagem motriz e remova a en-
grenagem motriz e movida do eixo de balance-
amento.
- Verifique o desgaste da engrenagem motriz e da
engrenagem movida do eixo de balanceamento.
Se estiverem desgastadas, substitua-as.
Remova as engrenagens motora e
movida do eixo de balanceamento
Torque
Porca da engrenagem movida:
M16/40N.m a 50N.m

[6] Limpe a passagem de lubrificação da bomba de


óleo e do cárter e certifique-se de que ela esteja
livre.
Limpe a passagem
de lubrificante

CUIDADO
Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se
de vedar e lubrificar a passagem adequa-
damente.
MOTOR 3-50

[7] Limpe a passagem de óleo lubrificante da tam-


pa do cabeçote para garantir o desbloqueio.

Limpe a tampa do cabeçote

[8] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cabe-


çote para garantir o desbloqueio.

Limpe o cabeçote

[9] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cilin-


dro para garantir o desbloqueio.

Limpe o cilindro

[10] Limpe o parafuso de drenagem, o anel de veda-


ção M35 X 3 do parafuso de drenagem, a mola
da tela de óleo e a tela de óleo.

CUIDADO Limpe a tela de filtragem


Não limpe o anel de vedação com gasolina.
3-51 MOTOR

[11] Desmonte o rotor interno e externo da bomba


de óleo e verifique seu desgaste. Se apresenta-
rem desgaste excessivo, substitua a bomba de Meça a folga do rotor
óleo.
- Meça a folga da face da extremidade do rotor
da bomba de óleo com um calibrador de lâmi-
nas
O valor limite é: 0,10mm.
- Meça a folga do rotor interno e externo da
bomba de óleo com um calibrador de lâminas.
O valor limite é: 0. 25mm.

CUIDADO
Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se
de que ela foi bem vedada

[12] Limpe a sujeira no filtro de óleo pra garantir que


fique desbloqueado.

Limpe o filtro de óleo

CUIDADO
Ao instalar o filtro de óleo, certifique-se de
que ele foi bem vedada

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de lubrificação


Descrição do Descrição do problema Descrição do problema
Causa Método de reparo
componente no componente na motocicleta

Rotores internos e
externos da bomba O óleo não é bombeado Motor com pouca potência Substitua a bomba de
estão com desgaste ou é insuficiente. e superaquece óleo
excessivo
Bomba de óleo
O anel de vedação da
O óleo não é bombeado Motor com pouca potência Substitua o anel de
bomba de óleo está
ou é insuficiente. e superaquece vedação ou a bomba
danificado

O impedimento
A tela do filtro está
do fluxo resulta Motor com pouca potência
Tela do filtro bloqueada com Limpe a tela do filtro
em bombeamento e superaquece
muitas impurezas
insuficiente

O interior do rotor do Limpe o interior do


Filtro ---------------- Motor superaquece
filtro está muito sujo rotor do filtro

O nível de óleo no
Motor com pouca potência Abasteça com 1,1l de
Cárter ---------------- cárter é inferior à marca
e superaquece óleo
mínima

Passagem de Passagem de óleo Motor com pouca potência Limpe e desbloqueie a


Fluxo de óleo impedido
óleo bloqueada e superaquece passagem de óleo
MOTOR 3-52

PARTE 10 – CONJUNTO MÓVEL


O conjunto móvel transforma o movimento recíproco do pistão em movimento circular e produz potência

1 Estrutura e princípio de funcionamento do conjunto móvel


O conjunto móvel inclui o virabrequim, a biela, o mancal do virabrequim, o mancal da extremidade maior
da biela, o mancal da extremidade menor da biela e uma arruela lateral.

(1) Virabrequim
O conjunto móvel dessa motocicleta possui um virabrequim composto, que é leve, de fabricação sim-
ples e de didícil desmontagem. Ele é composto principalmente de três componentes, os munhões es-
querdo e direito do virabrequim e o moente do virabrequim. O moente do virabrequim está instalado
entre os dois munhões com uma grande folga. Para balancear o peso e a força de inércia, a metade
do virabrequim oposta ao seu moente é mais espessa que a outra metade.

(2) Biela
A biela recebe a potência transmitida pelo pistão e transforma o movimento linear alternativo em
movimento rotativo, então transmite potência para o virabrequim. A biela também pode ser do tipo
integrada, que tem uma estrutura simples, fácil usinagem e peso leve.
[1] Extremidade menor da biela
A extremidade menor da biela conecta o pino do pistão, recebe a potência deste e a transmite
para a haste. Na parte superior da extremidade menor da biela há um orifício de óleo lubrificante
usado para lubrificar a extremidade e o pino do pistão.
[2] Biela
A haste conecta a extremidade maior da biela e a menor. Ela suporta uma grande carga de
tensão, de forma que as extremidades da biela são produzidas como um arco circular e a seção
transversal da biela tem formato de “I” para reforçar a estrutura e evitar o peso elevado.
[3] Extremidade maior da biela
A extremidade maior da biela transfere a potência para o virabrequim.
Para reforçar sua lubrificação, há uma canaleta de óleo lubrificante na superfície da extremida-
de maior da biela.
Uma vez que a extremidade maior da biela suporta uma grande força, ela deve ter uma alta
dureza e resistência.
Além disso, para reforçar a dureza, a extremidade maior da biela é geralmente produzida em
liga leve de aço e recebe tratamento térmico.

(3) Mancal e arruela lateral


O mancal do virabrequim é usado para su-
portar o virabrequim, que apresenta alta velo-
cidade de rotação e suporta grande pressão,
de forma que precisa ser bem lubrificado.
Para garantir o funcionamento adequado do
conjunto móvel as extremidade da biela tam-
bém precisam ter boa lubrificação.
A extremidade maior da biela adota um rola-
mento de agulhas .
Há duas arruelas laterais entre a extremi-
dade maior da biela e o munhão do virabre-
quim, o que pode reduzir a abrasão dos dois
componentes. Estrutura do conjunto móvel
3-53 MOTOR

(4) Eixo de balanceamento


O eixo de balanceamento não pertence ao
conjunto móvel, embora apresente função di-
retamente relacionada com este conjunto.
Quando o motor funciona, o conjunto móvel e
o conjunto do pistão produzem força de inér-
cia excêntrica e dinâmica.
A existência da força de inércia faz o motor
balançar.
Se o motor balança muito forte, ele será da-
nificado ou fará com que a motocicleta vibre,
sendo usado o eixo de balanceamento para
extinguir ou transferir a força de inércia.
O eixo de balanceamento gira na mesma ro- Estrutura do eixo de balanceamento
tação que o virabrequim por intermédio de
uma engrenagem.
Há um bloco de balanceamento no eixo de
balanceamento.
Quando o pistão se move para o ponto mor-
to superior, o bloco de balanceamento gira
a área mais baixa, de forma que a inércia é
cancelada, o que equilibra a força de inércia
dinâmica.
MOTOR 3-54

2 Desmontagem e manutenção do conjunto móvel

[1] Remova o conjunto do eixo seletor de marchas


do mecanismo de mudanças.

Remova o eixo seletor de marchas

CUIDADO
Verifique o desgaste do conjunto do eixo sele-
tor de marchas. Se estiver gasto, substitua-o.

[2] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da


roda-guia de mudanças e remova a roda-guia.

Torque
O parafuso de fixação da roda-guia:M6 X Remova a roda-guia

20/8N. m a 12N.m

[3] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da


roda dentada da transmissão e remova a roda
dentada.

Desmonte a roda dentada

Torque
O parafuso de fixação da roda dentada:
M6 X 20/8N. m a 12N.m

[4] Solte os 10 parafusos (M6 X 50) do cárter e 1


parafuso (M6 X 95).

Solte o parafuso de fixação


do cárter

Torque
O parafuso de fixação do cárter:
M6 X 50/10N.m a 15 N.m
3-55 MOTOR

[5] Bata suavemente no cárter esquerdo com um


martelo de borracha. Remova o cárter esquerdo
e a junta de papel.

CUIDADO
Remova a junta de papel no cárter esquerdo Remova o cárter
e direito com uma ferramenta não-pontiaguda
para evitar danos.

[6] Remova o conjunto móvel e verifique seu des-


gaste. Se apresentar desgaste excessivo, subs-
titua-a.

CUIDADO Remova o conjunto móvel

Ao instalar o conjunto móvel, passe óleo lu-


brificante na extremidade grande da biela e no
virabrequim.

[7] Meça o desvio radial do virabrequim com um


relógio comparador.
Valor padrão: 0,02mm;
Valor limite: 0,05mm.
Meça o desvio radial

CUIDADO
Se o desvio radial do virabrequim exceder o
valor limite de 0,05mm, o virabrequim deve ser
substituído.

[8] Meça a folga radial da extremidade maior da


biela com um relógio carregador.
Valor padrão: 0,01mm;
Valor limite 0,05mm

Meça a folga radial


CUIDADO
Se a folga radial da biela exceder o valor limite
de 0,05mm, a biela deve ser substituída.
MOTOR 3-56

[9] Meça a folga lateral da extremidade maior da


biela com um calibrador de lâminas.
Valor padrão: 0,05mm a 0,30mm; Meça a folga lateral da extremidade
Valor limite: 0,80mm maior da biela

CUIDADO
Se a folga lateral da biela exceder o valor limite
de 0,08mm, substitua a biela.

[10] Gire o mancal do virabrequim com as mãos e


verifique o desvio radial e axial do mancal. Meça o diâmetro interno da biela

CUIDADO
Se o motor fizer algum ruído anormal ou a folga
radial/axial do mancal do virabrequim estiver
excessiva, substitua o virabrequim.

[11] Meça o diâmetro interno da extremidade menor


da biela. Se a medida exceder o valor limite de
manutenção de 15,00mm, substitua a biela.

Meça o diâmetro interno da


extremidade menor da biela

CUIDADO
Ao instalar o pino do pistão, lubrifique a extre-
midade menor da biela com óleo.

[12] Verifique o desgaste da engrenagem do co-


mando de válvulas. Se apresentar desgaste,
substitua a engrenagem.
Verifique a engrenagem
de sincronismo

CUIDADO
Ao instalar o comando de válvulas, a marca no
comando deve apontar para a marca na engre-
nagem do comando, deve-se lubrificar o con-
junto.
3-57 MOTOR

[13] Remova o eixo de balanceamento do motor.


Remova o eixo de balanceamento

CUIDADO
Verifique o desgaste do alívio do eixo de balan-
ceamento. Se estiver gasto, substitua o eixo de
balanceamento.

[14] Verifique o desgaste das engrenagens motrizes


do eixo de balanceamento e balancim. Se apre-
sentarem desgaste excessivo, substitua-as. Marcação  na engrenagem do comando

CUIDADO
Ao instalar o eixo de balanceamento, a marca
Marcação  na engrenagem do eixo de balanceamento
na engrenagem do eixo deve apontar para a
marca na engrenagem do virabrequim.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no conjunto móvel

Descrição dos Descrição de problemas Descrição de problemas


Causa Método de reparo
componentes dos componentes da motocicleta

O moente do A folga axial e radial da O rolamento da extremidade


Moente do Substitua o
virabrequim está muito extremidade maior da biela maior da biela ou o cilindro
virabrequim virabrequim
gasto. está excessiva. estão batendo.
O rolamento
A folga axial e radial da O rolamento da extremidade
de agulhas da Substitua o
extremidade maior da biela maior da biela ou o cilindro
Mancal do extremidade maior da virabrequim
está excessiva. estão batendo.
virabrequim biela está muito gasto.
O rolamento do
O rolamento do virabrequim Substitua o
virabrequim está
------------- emite ruído anormal durante rolamento do
danificado ou muito
a transmissão. virabrequim.
gasto.
A folga entre o orifício da
A extremidade menor
extremidade menor da biela Pino do pistão ou cilindro
da biela está muito Substitua a biela
e o pino do pistão está estão batendo.
gasta.
Biela excessiva.
A biela está curvada A biela está curvada ou
O cilindro está batendo. Substitua a biela
ou empenada . empenada .
A extremidade maior A folga axial e radial da O rolamento da extremidade
da biela está muito extremidade maior da biela maior da biela ou o cilindro Substitua a biela
gasta. está excessiva. estão batendo.
Substitua
O alívio do eixo está A vibração do motor está
Eixo de A motocicleta vibra. o eixo de
muito gasto. muito forte.
balanceamento balanceamento.
Substitua a
A engrenagem está
O motor emite ruído. A motocicleta vibra. engrenagem
muito gasta.
motriz.
MOTOR 3-58

PARTE 11 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO


A motocicleta precisa ter sua saída de rotação e torque ajustados para se adequar às diversas condições da
estrada durante o deslocamento. É por esse motivo que a transmissão é importante. Ela é responsável por
mudar a relação da transmissão apropriadamente e possibilitar potência total.
Esta motocicleta adota transmissão de engrenamento constante.
A transmissão de engrenamento constante basicamente coopera com a embreagem manual de discos múlti-
plos em banho de óleo. Suas características são a fácil troca de marchas e pequeno impacto às engrenagens.

1 Estrutura e princípio de funcionamento da transmissão


[1] Estrutura do mecanismo de troca de marchas
O mecanismo de controle de troca de marchas inclui alavanca da transmissão, eixo da transmissão,
tambor seletor de marchas, garfo da transmissão , eixo do garfo da transmissão, roda dentada e
trava.
Entre eles, a alavanca da transmissão está localizada no exterior do cárter esquerdo, enquanto o
garfo da transmissão, o eixo do garfo da transmissão e o tambor seletor de marcha estão localizados
dentro do cárter.
As partes principais de funcionamento do eixo da transmissão, a roda dentada, e a trava estão insta-
ladas no cárter direito.
Alavanca da transmissão-A alavanca da transmissão está instalada na parte exterior do motor e é
controlada com o pé esquerdo, e está conectada ao eixo da transmissão por um eixo estriado.
Eixo da transmissão – A extremidade do eixo da transmissão é usada para encaixar com a alavanca
da transmissão. O braço da transmissão é usado para empurrar a roda dentada.
Roda dentada-A função da roda dentada é fixar a posição do tambor seletor de marchas e conectá-lo
com um parafuso.
Ela possui uma forma de estrela e cada par-
te côncava possui sua marcha corresponden-
te, nomeadamente, primeira marcha, segun-
da marcha, terceira marcha, quarta marcha e
quinta marcha correspondem as seis partes de
ranhuras côncavas da roda dentada respectiva-
mente .
Roda-guia- a função da roda-guia é restringir a
posição da roda dentada.
Há uma mola na trava que pode pressionar as
partes côncavas da roda dentada para restringir
o movimento do tambor seletor de marchas.
Tambor seletor de marchas- O tambor seletor Estrutura do mecanismo de controle de
de marchas é um came de colunas com uma ra-
trocas de marchas
nhura para o pino guia que pode guiar o pino
quia do garfo da transmissão e direcioná-lo para
pressionar a engrenagem da transmissão.
Garfo da transmissão e eixo do garfo da transmissão-A função do garfo da transmissão é empurrar
a engrenagem da transmissão e mudar a relação de encaixe entre as marchas para possibilitar a
mudança de marchas.
O garfo da transmissão está instalado no eixo do garfo da transmissão. É suportado e tem sua dire-
ção de movimento guiada pelo eixo do garfo da transmissão.
Há um pino guia no garfo da transmissão que entra na ranhura do pino guia do tambor seletor de
marchas durante o funcionamento.
[2] Princípio de funcionamento do mecanismo de controle de troca de marchas
A função do mecanismo de controle de troca de marchas é fazer com que o garfo da transmissão
empurre a engrenagem da transmissão para a posição apropriada rapidamente.
Controlada pelo pedal, a alavanca da transmissão direciona o eixo da transmissão para que ele faça
o braço da transmissão empurrar a roda dentada para uma posição nova, então, acionado por uma
mola, o eixo da transmissão retorna para sua posição inicial.
A rotação da roda dentada direciona o tambor seletor de marchas para girar em um certo angulo
e fazer o garfo da transmissão se mover na direção do eixo do garfo da transmissão e empurrar a
engrenagem da transmissão.
3-59 MOTOR

Esta motocicleta adota troca de marchas do tipo internacional. Ao trocar da marcha neutra para uma
marcha de alta velocidade, primeiramente coloque a alavanca da transmissão na primeira marcha,
então passando para a segunda marcha, operando dessa forma seguindo para a terceira, quarta e
quinta marchas.
[3] Estrutura do mecanismo de troca de marchas
A transmissão inclui um mecanismo de troca de marchas e um mecanismo de controle de troca de
marchas. O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da trans-
missão.
Mecanismo de troca de marchas
O eixo principal da transmissão conecta a embreagem com uma extremidade que é um eixo estriado.
Há seis engrenagens no eixo principal, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta
e uma engrenagem de partida.
Entre elas, a engrenagem motriz da primeira velocidade é a menor e integrada com o eixo principal
por fundição.
O orificio interno das engrenagens da terceira e quarta velocidade possuem uma ranhura e encaixam
com o eixo principal, mas a engrenagem da terceira velocidade possui adicionalmente quatro dentes
convexos em um dos lados, e a engrenagem da quarta velocidade possui quatro dentes em ambos
os lados.
O orificio interno da engrenagem de quinta velocidade é suave e encaixa com o eixo principal. Possui
quatro dentes convexos em um dos lados.
O orificio interno da engrenagem da segunda velocidade possui uma estria e vários dentes em um
dos lados, e é colocado no eixo principal.
Através do encaixe dos dentes convexos a relação da transmissão entre marchas e os dentes con-
vexos pode ser mudada.
O eixo intermediário da transmissão é similar ao eixo principal, também estriado, e conecta a engre-
nagem pequena do dispositivo da transmissão com uma das extremidades.
O eixo intermediário possui seis engrenagens motrizes, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a
quarta e quinta e a engrenagem de partida.
Os orifícios internos das engrenagens motrizes da terceira, quarta e quinta velocidades possuem
ranhuras.
As engrenagens motrizes da terceira e quarta velocidades possuem 4 dentes convexos em um dos
lados, enquanto que a engrenagem da quinta velocidade possui 4 dentes convexos em ambos os la-
dos e encaixa com o eixo intermediário. Os orifícios internos das engrenagem da primeira e segunda
velocidade são suaves,e colocados no eixo intermediário.
Através do encaixe dos orifícios e dentes convexos, a relação entre engrenagens e eixo principal e
eixo intermediário pode ser mudada.
[4] Principio de funcionamento do mecanismo de troca de marchas
O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da transmissão.
Há seis pares de eixos no eixo principal e eixo intermediário, incluindo um par de engrenagens de
partida.
Devido os diferentes encaixes de engrenagens, podem ser divididos em seis marchas, Ou seja, pri-
meira, segunda, terceira, quarta, quinta e neutro.
Em marcha neutra, as engrenagens motrizes e engrenagens movidas engatam mas não podem
transmitir potência.
Na quinta marcha, o garfo da transmissão em-
purra a engrenagem movida da quinta velocida-
de e faz os dentes convexos encaixarem com o
orifício da engrenagem movida da primeira ve-
locidade para transmitir a relação de mudança
de marcha para o eixo intermediário através da
engrenagem movida da terceira velocidade.
Da mesma forma, o garfo da transmissão em-
purra a engrenagem motriz da quarta velocida-
de para a engrenagem motriz da terceira velo-
cidade quando na segunda marcha e empurra
a engrenagem movida da terceira velocidade
para a engrenagem movida da quarta velocida-
de quando está na quarta marcha. Estrutura do mecanismo de mudanças de marchas
MOTOR 3-60

Através do curso de desengate e engate acima, a relação da transmissão do eixo principal e ceixo
intermediário pode ser mudada.

[5] Transmissão
A transmissão dessa motocicleta adota o
padrão internacional de cinco marchas.
Opere a alavanca da transmissão com o
seu pé esquerdo. Veja a ordem na figura
abaixo.
Uma transmissão apropriada pode evitar
solavancos entre as engrenagens e apro-
veitar bem a potência do motor.
Cortar a embreagem rapidamente, e co-
nectar melhor a embreagem.
Dessa forma, isso pode diminuir o sola-
vanco entre as engrenagens.
Não diminua ou aumente as marchas Esquema da ordem das marchas
bruscamente com a embreagem.

2 Desmontagem e manutenção da transmissão

[1] Remova o conjunto do eixo do mecanismo da


transmissão.

CUIDADO
Remova o eixo do garfo
Após a instalação do eixo principal/ eixo inter-
mediário, verifique se a transmissão engata li-
vremente.

[2] Remova o tambor da transmissão e verifique


seu desgaste. Se houver desgaste excessivo,
substitua-o.

CUIDADO
Ao instalar o tambor da transmissão, levante a
engrenagem com suas mãos e faça com que o Remova o garfo da transmissão

pino guia da engrenagem da direita do garfo en-


grene com a ranhura do tambor.
3-61 MOTOR

[3] Remova o garfo seletor da engrenagem es-


querda "1" e verifique seu desgaste. Se estiver
excessivamente gasto, substitua-o.

Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "1"

[4] Remova o garfo seletor da engrenagem direita


e verifique seu desgaste. Se estiver excessiva-
mente gasto, substitua-o.

CUIDADO
Ao instalar o garfo de mudança da engrenagem
direita, posicione o lado marcado para baixo. Remova o garfo seletor da engrenagem direita

[5] Remova o garfo seletor da engrenagem esquer-


da “2” e verifique seu desgaste. Se houver des-
gaste excessivo, substitua-o.

Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "2"

[6] Remova o eixo principal/eixo intermediário e o


eixo de partida e verifique o desgaste do eixo
principal/eixo intermediário. Se apresentarem
desgaste excessivo, substitua-os.

CUIDADO
Ao instalar o eixo principal/eixo intermediário, Remova o eixo principal/eixo intermediário
verifique a folga de montagem. Se a folga esti-
ver muito grande substitua o eixo principal/eixo
intermediário.
MOTOR 3-62

[7] Verifique se falta algum dente na engrenagem


do eixo principal/eixo intermediário e se a jun-
ção concava-convexa da engrenagem do eixo
principal/eixo intermediário está desgastada.
Se houver um desses problemas, substitua o
eixo principal/eixo intermediário.

Verifique o eixo principal/eixo intermediário

[8] Verifique o desgaste do eixo seletor de marchas.


Se houver desgaste excessivo, substitua-o.

Verifique o eixo seletor de marchas

CUIDADO
Se a motocicleta apresentar falhas na transmis-
são, substitua o eixo seletor de marchas.

[9] Verifique o desgaste da roda dentada. Se hou-


ver desgaste excessivo, substitua-a.

CUIDADO Verifique a roda dentada

Se a motocicleta mudar as marchas sozinho,


substitua a roda dentada.

[10] Verifique o desgaste da roda-guia. Se apresen-


tar desgaste excessivo, substitua-a.

Verifique a roda guia


3-63 MOTOR

[11] Verifique se o desgaste garfo está danificado ou


distorcido. Meça o diametro externo do eixo do
garfo com um micrometro. Seu valor limite é
11,96 mm. Caso a folga exceda o valor limite,
substitua o eixo do garfo.

Meça o eixo do garfo

CUIDADO
Ao instalar o eixo do garfo, lubrifique-o.

[12] Verifique se o garfo está danificado ou distorci-


do. Meça o diâmetro interno do garfo. O valor
limite é 12,05mm. Se o valor limite for excedi-
do, substitua o garfo.

Meça o diâmetro interno do garfo

CUIDADO
Ao instalar o garfo, lubrifique-o.

[13] Meça a espessura do dente do garfo com um


micrômetro. O valor limite é 4,50mm.

Meça a espessura do garfo


CUIDADO
Se a engrenagem motriz do eixo intermediário
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[14] Verifique o desgaste da ranhura do tambor de


mudança de engrenagem. Se estiver muito des-
gastado, substitua-o.

CUIDADO
Ao instalar o tambor de mudança de engrena- Verifique o tambor de mudanças
gem, lubrifique-o.
MOTOR 3-64

[15] Remova a junta do eixo intermediário e verifi-


que seu desgaste. Se estiver desgastada, sui-
bstitua a junta.

Verifique a junta do eixo intermediário

[16] Remova a engrenagem motriz do eixo inter-


mediário e verifique seu desgaste.

Verifique a engrenagem motriz

CUIDADO
Se a engrenagem motriz do eixo intermediário
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[17] Remova a junta do contraeixo e verifique seu


desgaste. Se estiver gasta, substitua-a.

Verifique a junta do eixo intermediário

[18] Remova a primeira engrenagem e a primeira


bucha de engrenagem do eixo intermediário e Verifique a bucha da primeira en-
verifique seu desgaste e falta de dentes. grenagem do eixo intermediário

CUIDADO
Se a primeira engrenagem do eixo intermediá-
rio estiver desgastada ou com dentes faltando, Verifique a primeira engrenagem do eixo
substitua o eixo principal e o eixo intermediário intermediário
em conjunto.
3-65 MOTOR

[19] Remova a junta do contraeixo e verifique seu


desgaste. Se estiver excessivamente gasta,
substitua-a.

Verifique a junta do eixo intermediário

[20] Remova a terceira engrenagem do eixo inter-


mediário e verifique seu desgaste e falta de
dentes.

CUIDADO
Se a terceira engrenagem do eixo intermediá-
rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua Verifique a terceira engrenagem do eixo intermediário
o eixo principal e o eixo intermediário em con-
junto.

[21] Remova a junta do contraeixo e verifique seu


desgaste, se estiver gasta, realize a substituição

Verifique a junta do eixo intermediário

[22] Remova a segunda engrenagem do eixo in-


termediário e verifique seu desgaste e falta de
dentes.

CUIDADO
Se a segunda engrenagem do eixo intermediá- Verifique a segunda engrenagem
rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua do eixo intermediário
o eixo principal e o eixo intermediário em con-
junto.
MOTOR 3-66

[23] Remova a quarta engrenagem do eixo inter-


mediário e verifique seu desgaste e falta de
dentes.

CUIDADO
Verifique a quarta engrenagem
Se a quarta engrenagem do eixo intermediário do eixo intermediário
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[24] Remova a quinta engrenagem do eixo intermedi-


ário e verifique seu desgaste e falta de dentes.

CUIDADO
Se a quinta engrenagem do eixo intermediário Verifique a quinta engrenagem do eixo intermediário
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[25] Remova a segunda engrenagem do eixo princi-


pal e verifique seu desgaste e falta de dentes.
Verifique a segunda
engrenagem do eixo principal

CUIDADO
Se a segunda engrenagem do eixo principal es-
tiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[26] Remova a junta do eixo principal e verifique seu


desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição.

Verifique a junta do eixo principal


3-67 MOTOR

[27] Remova a quinta engrenagem do eixo principal


e verifique seu desgaste e falta de dentes.

CUIDADO Verifique a quinta


engrenagem do eixo principal
Se a quinta engrenagem do eixo principal esti-
ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[28] Remova a trava do eixo principal e verifique seu


desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição.

Remova a trava do eixo principal

[29] Remova a quarta engrenagem do eixo principal


e verifique seu desgaste e falta de dentes.

CUIDADO
Se a quarta engrenagem do eixo principal esti- Verifique a quarta
engrenagem do eixo principal
ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo
principal e o eixo intermediário em conjunto.

[30] Remova a engrenagem motriz, a primeira e a


terceira engrenagem do eixo principal e verifi-
que o desgaste. Verifique a primeira engrenagem do eixo principal

CUIDADO
Se a engrenagem motriz, a primeira e a terceira
engrenagem do eixo principal estiverem gastas
ou faltando dentes, substitua o eixo principal e Verifique a engrenagem Verifique a terceira engrenagem
o eixo intermediário em conjunto. motriz do eixo principal do eixo principal
MOTOR 3-68

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da transmissão


Descrição dos Descrição de problemas Descrição de problemas Método de
Causa
componentes dos componentes da motocicleta reparo
A transmissão emite
Os dentes da engrenagem
O retentor de óleo não ruído estranho durante o Substitua a
estão excessivamente
funciona . deslocamento ou muda de engrenagem.
gastos ou danificados.
marchas com dificuldades..
A convexidade do encaixe
da face da extremidade As marchas mudam Substitua a
-------------
da engrenagem está automaticamente. engrenagem.
desgastada.
Engrenagens
O orifício de encaixe
da face da extremidade A folga de encaixe entre o
As marchas mudam Substitua a
da engrenagem está orifício do eixo e o eixo é
automaticamente. engrenagem.
desgastado e expandido excessiva.
em boca de sino.
A folga de encaixe entre o
A ranhura do garfo está garfo da transmissão e a As marchas mudam Substitua a
excessivamente gasta. ranhura da engrenagem é automaticamente. engrenagem.
excessiva.
A folga de encaixe entre o
A lingueta do garfo
garfo da transmissão e a As marchas mudam
da transmissão está Substitua o garfo.
ranhura da engrenagem é automaticamente.
excessivamente gasta.
excessiva.
O garfo da transmissão O garfo da transmissão está A mudança de marcha falha
Garfo Substitua o garfo.
está empenado. empenado. ou ocorre automaticamente.
A folga de encaixe entre o
O orifício do eixo da
garfo da transmissão e o eixo A mudança de marcha falha
transmissão está Substitua o garfo.
do garfo da transmissão é ou ocorre automaticamente.
excessivamente gasto.
excessiva.
O eixo do garfo está
O eixo do garfo está muito A mudança de marcha falha
Eixo do garfo empenado, curvado ou muito Substitua o garfo.
gasto ou empenado. ou ocorre automaticamente.
gasto.
A ranhura do
Tambor seletor tambor seletor está A mudança de marcha falha Substitua o tambor
-------------
de marchas excesivamente gasta ou ou ocorre automaticamente. seletor.
danificada.
A roda guia está Substitua a roda
As marchas mudam com
excessivamente gasta ou ------------- dentada da
dificuldade.
Roda guia danificada. transmissão.
A mola da roda dentada
As marchas mudam Substitua amola da
está quebrada ou sua -------------
automaticamente. roda guia.
elasticidade é insuficiente.
A ranhura do eixo da O pedal da transmissão O câmbio funciona for a da Substitua o eixo da
transmissão está gasta. desliza. engrenagem. transmissão.
As marchas mudam com
O eixo da transmissão O eixo da transmissão está Substitua o eixo da
dificuldade ou funcionam fora
está empenado. empenado. transmissão.
de sincronismo.
Eixo da O braço da transmissão O braço da transmissão está As marchas mudam com
transmissão Substitua o eixo da
está excessivamente excessivamente gasto ou dificuldade ou funcionam fora
transmissão.
gasto ou danificado. danificado. de sincronismo.
As marchas mudam com
A mola retrátil do eixo A mola retrátil do eixo da
dificuldade. O pedal da
da transmissão está transmissão está quebrada Substitua a mola
transmissão não retorna
quebrada ou sua ou sua elasticidade é de retorno.
completamente ou não
elasticidade é insuficiente. insuficiente.
retorna.
O retentor de óleo
ou sua borda estão
Óleo vazando do retentor de Substitua o retentor
Retentor de óleo excessvamente -------------
óleo. de óleo.
danificados ou
envelhecidos.
O rolamento está O câmbio emite ruído
Substitua o
Rolamento excessivamente gasto ou ------------- anormal durante a troca de
rolamento.
danificado. marcha.
3-69 MOTOR

PARTE 12 – DISPOSITIVO DE PARTIDA DO MOTOR


Para acionar o motor, é necessário girar o virabrequim do motor através de uma força externa, que faz o cilindro
aspirar a mistura ar/combustível e executar o primeiro ciclo de funcionamento do motor, ou seja, compressão,
combustão e expansão.
Somente dessa forma, o ciclo de funcionamento do motor pode proceder automaticamente e o motor produzir
potência constantemente.
Para fazer com que o virabrequim alcance uma certa velocidade, de forma que o sistema de ignição possa
produzir uma corrente de alta tensão e garantir partida adequada, o sistema de partida da motocicleta possui
um mecanismo de aumento da velocidade desde o eixo de partida até o virabrequim.
Após a partida do motor, o mecanismo de partida sairá automaticamente do encaixe e não se move junto do
motor.

1 Estrutura e princípios de trabalho do dispositivo de partida do motor


O sistema de partida do motor consiste principalmente da alavanca de partida, eixo de partida, engrena-
gem de partida, roda da alavanca de partida e mola retrátil do eixo de partida.
A alavanca de partida é acionada pelo pé, fazendo
o eixo de partida girar e produz uma rotação de
retrocesso na roda da alavanca de partida.
Acionada pelo trilho guia da partida manual, a roda
da alavanca de partida se move para a esquerda
axialmente e encaixa com a engrenagem da roda
da alavanca interna da partida manual para que o
torque de partida possa ser transmitido e o meca-
nismo do virabrequim e o mecanismo da válvula
se movam, dessa forma, ligando o motor.
Após a partida do motor, o eixo de partida, aciona-
do por uma mola retrátil, gira reversamente e faz a
roda da alavanca da partida manual e a engrena-
gem da partida manual desengatarem. Estrutura do dispositivo de partida do motor

2 Desmontagem e manutenção do sistema de partida do motor


[1] Inspecione o desgaste do dente de encaixe da
alavanca de partida. Se estiverem danificados,
substitua a alavanca de partida.

CUIDADO
Se o aperto da alavanca de partida estiver sol-
to, ocorrerá o desgaste dos dentes de encaixe. Inspecione a alavanca de partida

Aperte os dentes de encaixe.

[2] Remova o eixo de partida e o anel mola de


20mm e verifique o desgaste do eixo de partida.
Se apresentar desgaste excessivo, substitua-o. Anel mola de 20 mm

CUIDADO Verifique o eixo de partida


Se o eixo de partida não puder ser retornado,
substitua o anel mola de 20m
MOTOR 3-70

[3] Remova a junta do eixo de partida e verifique


seu desgaste. Se apresentar desgaste exces-
sivo, faça a substituição.

Verifique a junta do eixo


de partida

[4] Remova a engrenagem motriz do eixo de par-


tida e meça o diâmetro interno da engrenagem
motriz com um micrômetro.
Valor limite: 20,05mm

CUIDADO Meça a engrenagem motriz

Se a engrenagem motriz exceder o valor limite


de 20,05mm, substitua a engrenagem motriz.
[5] Remova a junta do eixo de partida e verifique
seu desgaste. Se apresentar desgaste excessi-
vo, faça a substituição

Verifique a junta do eixo de partida

[6] Remova o disco de retorno do eixo de partida e


verifique seu desgaste. Se apresentar desgaste
excessivo, substitua-o.

Verifique a placa de retorno


3-71 MOTOR

[7] Remova o anel mola de 18 mm e a roda da ala-


vanca de partida e verifique suas tensões.
Roda da alavanca de partida

CUIDADO
Anel mola de 18 mm
Se a roda da alavanca de partida estiver gasta
ou faltando dentes, realize a substituição com-
pleta .

[8] Meça o diâmetro externo da superfície do eixo


do núcleo da engrenagem de partida com um
micrômetro.
Seu limite é 19,90mm

CUIDADO
Verifique a terceira engrenagem
do eixo intermediário

Se a superfície do eixo do núcleo da engrena-


gem exceder o valor limite de 19,90mm, substi-
tua o eixo de partida completamente.

4 As causas, descrições e métodos de reparo do sistema de partida


Descrição dos Descrição de problemas Descrição de problemas
Causa Método de reparo
componentes dos componentes da motocicleta
A ranhura do pedal
Pedal de A engrenagem de partida Substitua a alavanca
conectada ao eixo de Pedal de partida desliza
partida desliza durante a partida do pedal de partida.
partida está gasta.
A face da extremidade Substitua a
A engrenagem de partida A engrenagem de partida
da alavanca está engrenagem de
desliza durante a partida desliza durante a partida
Engrenagem excessivamente gasta. partida.
de partida O dentes estão Substitua a
A partida da motocicleta
danificados e ----------------- engrenagem de
falha ou não funciona.
excessivamente gastos partida.
A extremidade da
A engrenagem de partida A engrenagem de partida Substitua a roda de
superfície da alavanca
desliza durante a partida desliza durante a partida roquete de partida.
está gasta.
A mola da roda da
Roda da alavanca de partida Substitua a mola da
A engrenagem de partida A engrenagem de partida
alavanca de está quebrada ou roda de roquete de
desliza durante a partida desliza durante a partida
partida sua elasticidade é partida.
insuficiente.
A ranhura do pedal
A engrenagem de partida A engrenagem de partida Substitua o eixo de
conectada ao eixo de
desliza durante a partida desliza durante a partida partida.
partida está gasta.
A mola retrátil O pedal de
está quebrada ou partida retrocede Substitua a mola
Eixo de partida -----------------
sua elasticidade é incompletamente ou não retrátil.
insuficiente. retrocede.
MOTOR 3-72

PARTE 13 – CÁRTER
O cárter é o suporte de parte do motor e também carcaça para os componentes do motor, uma vez que todos
os componentes do motor e outras partes auxiliares estão instaladas no cárter. Além disso, o motor é montado
na estrutura da motocicleta pelo suporte do assento e suporte da suspensão do cárter.

1 Estrutura e princípio de funcionamento do cárter


O cárter suporta a biela, o virabrequim, embrea-
gem, transmissão,cabeçote do cilindro, que por
sua vez suportam o impacto da combustão e
explosão, além da força de inércia do mecanis-
mo do virabrequim em movimento e formando
um espaço fechado. O cárter inclui seu corpo
direito e esquerdo e tampas.
O cárter deve apresentar dureza e rigidez sufi-
ciente, bem como uma boa resistência à amas-
sados, impactos e corrosão. Também apre-
senta características de peso leve, pequeno
volume, estrutura compacta e fácil usinagem,
sendo a liga de alumínio a mais adequada para
o cárter devido sua grande dureza e por ser fá- Estrutura do cárter
cil de ser moldada, o que é bom uma vez que a
forma complexa e paredes finas do cárter são
uma preocupação.

2 Desmontagem e manutenção do cárter


[1] Remova o medidor de óleo da tampa do cárter
direito, haste da embreagem, mola da haste da
embreagem, came da embreagem, retentor de
óleo do eixo de partida e tampa do orifício de
verificação. Verifique seu desgaste. Se estiver
gastos ou danificados, substitua-os.
Verifique os componentes do
cárter direito

CUIDADO
Se o eixo de partida apresentar vazamento, a
abertura do retentor de óleo do eixo de partida
deve estar gasta. Substitua o retentor de óleo do
eixo de partida.

[2] Verifique se a parte interna da tampa do cárter


direito está gasta. Caso esteja, repare ou su-
bustitua a tampa do cárter direito.
Verifique a tampa do cárter direito

CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca da tampa do
cárter direito estiver gasto, consulte o Capítulo
2 Conhecimentos de manutenção, realize o cor-
te das roscas de parafuso interna e externa.
3-73 MOTOR

[3] Desmonte o rolamento do eixo principal e do


eixo intermediário, rolamento do eixo de bal-
anceamento, prendedor do cabo da embrea-
gem, parafuso do cilindro e tubo de exaustão no
cárter direito e verifique se estão gastos ou dani-
ficados. Caso estejam, repare ou subtitua-os. Verifique os componentes
do cárter direito

CUIDADO
Se os rolamentos do eixo principal, eixo inter-
mediário e eixo de balanceamento apresenta-
rem desgaste excessivo, substitua-os.

[4] Verifique se a parte interna do cárter direito está


gasta. Caso esteja, substitua o cárter direito.

CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca do cárter di-
reito estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Conhe- Verifique o cárter direito
cimentos de manutenção, realize o corte das
roscas de parafuso interna e externa.

[5] Desmonte o pequeno orifício de verificação da


tampa do cárter esquerdo, a tampa estampada,
anel de vedação, tampa traseira esquerda, tam-
pa da engrenagem e o rolamento de agulhas da
engrenagem e verifique-os. Se apresentarem Verifique os componentes do
desgaste excessivo, substitua-os. cárter esquerdo

CUIDADO
 Se o rolamento de agulhas da engrena-
gem apresentar desgaste excessivo,
substitua-o.
 Se o anel de vedação do orifício de veri-
ficação pequeno e o anel de vedação da
tampa estampada apresentar vazamento,
substitua-os.

[6] Verifique se a tampa do cárter esquerdo e a


tampa traseira esquerda estão gastas. Caso
Verifique a tampa traseira esquerda
estejam, repare ou subtitua-as.

CUIDADO
Se os orifícios do parafuso da rosca da tampa
do cárter esquerdo e da tampa traseira esquer-
da estiverem gastos, consulte o Capítulo 2 Co-
nhecimentos de manutenção, realize o corte
das roscas de parafuso interna e externa. Verifique a tampa do cárter esquerdo
MOTOR 3-74

[7] Remova o rolamento do eixo principal e do eixo


intermediário do cárter esquerdo, eixo de balan-
ceamento, rolamento de agulhas da engrena-
gem, parafuso do cilindro, retentor de óleo do
cárter, retentor de óleo do contraeixo e do eixo
da transmissão. Verifique danos e abrasão. Se Verifique os componentes do
apresentarem desgaste excessivo, substitua-os. cárter esquerdo

CUIDADO
 Se os retentores do virabrequim, do eixo in-
termediário e do eixo de mudanças apresentar
vazamentos, substitua-os.
 Se os rolamentos do eixo principal, do eixo
intermediário e do eixo de balanceamento,
além do rolamento de agulhas da engrenagem
intermediária estiverem desgastados, substi-
tua-os. Verifique o cárter esquerdo

[8] Verifique se a parte interna do cárter esquerdo


está gasta. Caso esteja, repare ou substitua-o.

CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca do cárter es-
quedo estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Co-
nhecimentos de manutenção, realize o corte
das roscas de parafuso interna e externa.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do cárter


Descrição de
Descrição dos Descrição de problemas da
Causa problemas dos Método de reparo
componentes motocicleta
componentes

O cárter está rachado. ----------------- O óleo vaza do cárter. Substitua o cárter.

A junta do cárter está O óleo vaza da junta do cárter


----------------- Substitua a junta.
danificada. direito e esquerdo.

O orifício roscado do bujão


O óleo vaza pelo orifício da rosca
de dreno do óleo está ----------------- Substitua o cárter.
do bujão de dreno do óleo.
gasto.

O parafuso de fixação do
O orifício roscado do cabeçote não pode ser apertado
parafuso do cilindro está ----------------- provocando o vazamento de ar Substitua o cárter.
Corpo do cárter
quebrado. entre o cabeçote de o corpo do
cilindro.

O parafuso de fixação do
cabeçote não pode ser apertado Remova o parafuso
O parafuso do cilindro está
----------------- provocando o vazamento de ar quebrado do cilindro no
quebrado.
entre o cabeçote de o corpo do cárter e substitua-o.
cilindro.

O retentor de óleo ou suas


Substitua o retentor de
bordas estão danificadas, ----------------- Óleo vazando do retentor de óleo.
óleo.
gastas ou envelhecidas.

A tampa do cárter está Substitua a tampa do


----------------- O óleo vaza pelo retentor de óleo
Tampa do cárter danificada ou rachada. cárter
direito O óleo vaza na junção do cárter
A junta está danificada ----------------- Substitua a junta.
com a tampa

A tampa do cárter está Substitua a tampa do


----------------- O óleo vaza pela tampa do cárter
Tampa do cárter danificada ou rachada. cárter
esquerdo O óleo vaza na junção do cárter
A junta está danificada ----------------- Substitua a junta.
com a tampa
3-75 MOTOR

PARTE 1 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO


O motor é de combustão interna e funciona sob temperaturas altas. A maior parte dos componentes precisa
suportar uma carga alta de calor, especialmente o cabeçote, o bloco do motor, o pistão e as válvulas, que estão
sujeitos à condições de temperatura alta.
Se o sistema de arrefecimento não funcionar adequadamente, ocorrerá superaquecimento do motor, queiman-
do os componentes facilmente e a folga de encaixe que conecta componentes será excessiva devido a expan-
são do calor. A temperatura excessivamente alta também causará deterioração do óleo lubrificante, podendo
ocorrer danos ao motor. Assim, um sistema de arrefecimento de alta eficiência é extremamente importante para
o motor.
O sistema de arrefecimento do motor afasta o calor dos componentes de alta temperatura e controla a tempe-
ratura do motor, mantendo-a dentro de uma variação admissível. Essa motocicleta adota um motor de refrige-
ração a ar.

1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de arrefecimento


O motor arrefecido por ar libera o calor contido no nele por meio de um fluxo de ar, que é gerado pela for-
ma que o motor está montado na motocicleta, exposto ao ar. Quando a motocicleta se desloca, ela produz
um movimento relativo com o ar que forma vento que afasta o calor. Se a motocicleta for acelerada, a po-
tência e o calor do motor aumentarão, assim como sua velocidade, produzindo mais ventilação, afastando
também mais rapidamente o calor.
O motor de arrefecimento a ar não possui um dispositivo separado de arrefecimento, o que aumenta a
área arrefecida pela instalação de diversas aletas de arrefecimento em volta do cilindro e do cabeçote. As
aletas de arrefecimento se inclinam na direção do fluxo de ar, diminuindo a resistência do ar. Há blocos de
borracha entre as aletas de arrefecimento que são usadas para preveni-las de vibrações.

2 Desmontagem e manutenção do sistema de arrefecimento


[1] Antes de ligar a motocicleta, limpe a tampa
do cabeçote, as aletas de arrefecimento
do cabeçote e da tampa do cabeçote e, a
sujeira e areia da superfície do cárter. Des-
sa forma, é possível assegurar uma condi- Limpe as aletas de
ção de boa ventilação e diminuição efetiva arrefecimento do cabeçote
da temperatura do motor fazendo com que
a motocicleta funcione adequadamente.

Limpe as aletas de
arrefecimento do bloco do motor
CUIDADO
Se as aletas do cabeçote e do corpo do cilindro
estiverem rachadas, substitua o cabeçote e o
corpo do cilindro.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de arrefecimento

Descrição dos Descrição de problemas Descrição de problemas da


Causa Método de reparo
componentes dos componentes motocicleta
Muito acúmulo de
Diminuição da potência do Limpe as aletas de
Aletas de areia nas aletas de O motor superaquece.
motor. arrefecimento do cabeçote.
arrefecimento do arrefecimento.
cabeçote Aleta de arrefecimento A dissipação de calor do
O motor superaquece. Substitua o cabeçote.
está quebrada. motor é insuficiente.
Muito acúmulo de Limpe as aletas de
Diminuição da potência do
Aletas de areia nas aletas de O motor superaquece. arrefecimento do corpo do
motor.
arrefecimento do arrefecimento. cilindro.
bloco do motor Aleta de arrefecimento A dissipação de calor do Substitua o corpo do
O motor superaquece.
está quebrada. motor é insuficiente. cilindro.
Muito acúmulo de areia A dissipação de calor do
Cárter do motor O motor superaquece. Limpe o cárter.
no cárter. cárter é insuficiente.
MOTOCICLETA

ÍNDICE

Parte 1 – Sistema de ALIMENTAÇÃO.................................................... 4-1

Parte 2 – Carburador.........................................................................4-5

Parte 3 – Sistema de Admissão e Exaustão.................................4-12

Parte 4 – Dispositivo de Proteção Ambiental............................4-16

Parte 5 – Tecnologia de Núcleo Duplo........................................4-21 4


Parte 6 – Dispositivo de Transmissão traseiro.......................4-25

Parte 7 – Chassi e Acessórios..........................................................4-30

Parte 8 – Sistema de Direção............................................................4-35

Parte 9 – Cabo de Aço de Controle...............................................4-39

Parte 10 – Amortecedores ...............................................................4-42

Parte 11 – Garfo traseiro.................................................................4-48

Parte 12 – Rodas.....................................................................................4-50

Parte 13 – FREIOS....................................................................................4-56

Parte 14 – Medidores............................................................................4-63
4-1 MOTOCICLETA

PARTE 1 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO


O sistema de alimentação consiste de um tanque de combustível, um medidor de combustível, um filtro de
combustível e uma mangueira de combustível. Há um dispositivo de filtragem do combustível na válvula de
combustível para garantir a qualidade dele no carburador. Além disso, há um filtro de combustível entre a vál-
vula de combustível e o carburador.
1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de alimentação
[1] Tanque de combustível
O tanque de combustível é soldado pela placa de combustível que é normalmente de 0,8 a
1,0 mm. Alguns tanques de combustível possuem uma abertura defletora em seu interior, que não
somente reforça o tanque, mas também evita o retorno do combustível durante o deslocamento.
Devido a forte erosão de combustível, a parede interna do tanque de combustível, para resistir, deve
ser galvanizada. Há uma abertura de abastecimento de combustível na parte superior do tanque fe-
chada por uma tampa com respirador que evita o derramamento do combustível e garante a pressão
balanceada da parte interna e externa do tanque, fazendo o combustível fluir naturalmente durante
o deslocamento.
[2] Válvula de combustível
A válvula dessa motocicleta tem revestimento liso. Quando a haste está na posição Ligada, o com-
bustível dentro do tanque flui para as passagens principais do corpo da válvula pelo tubo principal
de combustível; então ele flui para dentro das passagens de combustível do corpo inferior da válvula
pelas passagens a haste, seguindo para o reservatório. Finalmente, ele flui pelo orifício de saída pela
da tela de filtragem.
Quando a haste está na posição de reserva, o combustível flui para a passagem de combustível
reserva do corpo da válvula pela mangueira do filtro de combustível reserva, então flui para o reser-
vatório da mangueira inferior de combustível a haste e corpo do interruptor, seguindo para o orifício
de saída de combustível. Se a passagem principal de combustível não puder fornecer combustível
adequadamente durante o deslocamento, coloque a haste na posição de descanso para fazer com
que o combustível reservado flua para fora do tanque pela passagem de combustível reserva. Dessa
forma, a motocicleta continuará a deslocar-se de 30 a 50 km.
Quando a haste estiver na posição DESLIGADA, o corpo da válvula e as passagens de combustível
estarão balanceados. As passagens de combustível são bloqueadas, interrompendo a alimentação.
[3] Indicador de nível de combustível
Essa motocicleta possui um sensor de combustível de indução elétrica composto de duas partes,
que são: medidor de combustível e sensor de nível de combustível. Há duas bobinas no indicador de
nível de combustível, que estão respectivamente localizadas à direita e à esquerda da motocicleta.
Há uma resistência R1 paralela com a bobina esquerda L1. Uma extremidade está conectada com o
ânodo da bateria pelo interruptor principal da motocicleta. A bobina L2 localiza-se à direita e o resistor
R alterável do sensor de combustível está paralelo a ela, e a extremidade está conectada com o solo
por meio da bobina principal da motocicleta. Há um núcleo de ferro rotativo instalado no eixo centra-
lizador. O sensor de combustível fica instalado no fundo do tanque de combustível para garantir sua
vedação. O braço da boia e a boia se estendem dentro do tanque de combustível. A boia permanece
na superfície do combustível e flutua de acordo com o nível de combustível, por isso é possível que
partículas deslizem para o resistor R.
As peças deslizantes também estão conectadas ao solo por meio de um cabo.
Quando não há combustível no tanque, a boia desce e faz com que essas peças deslizantes desçam
para a posição N, em paralelo à bobiba direita L2. A resistência reduz e a corrente elétrica cai para
a bobina direita L2, que também fica reduzida e por sua vez torna a força magnética do núcleo gira-
tório de ferro reduzida. Mas a corrente elétrica
que passa pela bobina esquerda L1 aumenta e
a força magnética do núcleo rotativo aumenta
ainda mais, e para na posição N.
Quando o tanque de combustível está cheio, a
boia permanece na superfície e leva as peças
deslizantes para a direção M, assim a resistên-
cia paralela à bobina direita L2 aumenta e a força
magnética do núcleo de ferro rotativo aumenta
também. Porém, o fluxo de corrente elétrica que
passa pela bobina esquerda diminui. A energia
magnética do núcleo de ferro rotativo diminui e
faz com que o centralizador pare na marca F da
escala completa.
MOTOCICLETA 4-2

2 Desmontagem e manutenção do sistema de alimentação


[1] A capacidade do tanque de combustível dessa
motocicleta é: 13,0 l.
Efetue o abastecimento de combustível em lo-
cal ventilado e mantenha distância de faíscas
ou chamas.

ADVERTÊNCIA Insira a chave no tanque de


 Não efetue o abastecimento de com- combustível
bustível acima do gargalo do tanque de
combustível.
 O combustível é inflamável, portanto,
desligue a motocicleta antes de abrir a
tampa do tanque de combustível.

[2] Se a tampa do tanque de combustível apresen-


tar vazamento de combustível, substitua a ve-
dação da tampa do tanque de combustível.

ADVERTÊNCIA
 Utilize gasolina número 90 ou superior.
 Se a motocicleta demandar a utilização
de gasolina à base de etanol, siga corre-
Abra o tanque de combustível
tamente as instruções; caso contrário, o
desempenho da motocicleta será afetado.

[3] Verifique se há vazamento no tanque de com-


bustível, se houver, realize o reparo necessário
ou substitua o tanque de combustível.

CUIDADO
Se o tanque de combustível estiver amassado
ou deformado devido ao impacto de colisões
Verifique a mangueira de combustível
externas, repare-o às condições originais com
um martelo de madeira. Se o tanque de combus-
tível apresentar rachaduras, substitua-o o mais
rápido possível.

[4] Verifique se a mangueira de combustível apre-


senta vazamentos ou está desgastada.

Verifique a mangueira de combustível

CUIDADO
Se a mangueira de combustível apresentar va-
zamento ou estiver desgastada sua substitui-
ção deve ser realizada.
4-3 MOTOCICLETA

[5] Verifique se o filtro de combustível está bloque-


ado, caso esteja, limpe ou substitua-o.

CUIDADO
Desligue a válvula de combustível para previnir
que o combustível vaze do tanque quando for Verifique o filtro de combustível
substituir o filtro de combustível.

[6] Desmonte as tampas direita e esquerda e a al-


mofada do assento, depois remova os dois pa-
rafusos cabeça Phillips (M6 X 16) do tanque de
combustível, retirando o tanque.

ADVERTÊNCIA
Desmonte o tanque de
Mantenha o combustível fora do alcance do combustível
fogo para evitar que ele queime quando for
drenar o combustível.

[7] Remova os dois parafusos cabeça (M6 X 20)


do indicador de nível do combustível.

Torque
Parafuso cabeça do indicador de nível de com-
bustível: M6 X 20/10 a 15 N.m

ADVERTÊNCIA
Drene o combustível e mantenha-o longe Desmonte o medidor de combustível
de chamas de fogo para evitar incêndios na
desmontagem do indicador de nível de com-
bustível.

[8] Teste o indicador de nível de combustível com


um multímetro. Se o indicador de nível de com-
bustível estiver queimado substitua-o. - Verifi-
que se há danos na boia de combustível. Se
houver, substitua-a.

Verifique o nível de combustível

CUIDADO
Mantenha o combustível longe do fogo para evi-
tar incêndios ao drená-lo.
MOTOCICLETA 4-4

[9] Remova a válvula do combustível com uma


chave fixa.
- Verifique se há vazamentos na válvula de
combustível. Caso exista, repare ou substi-
tua-a.

ADVERTÊNCIA
Drene o combustível e mantenha-o longe do Remova a válvula de combustível

fogo para previnir que haja incêndios ao des-


montar a válvual de combustível.

[10] Retire a válvula de combustível e limpe as man-


chas do tanque de combustível e a tela de filtra-
gem de combustível.

CUIDADO Verifique a válvula de combustível


Drene o combustível do tanque em ambientes
ventilados antes de utilizá-lo.

3 A tabela seguinte serve para o diagnóstico e solução de problemas básicos do


sistema de alimentação. Consulte os itens relacionados para verificação, ajuste e
reparo:

Descrição dos Descrição de problemas dos Descrição de problemas da


Causa Método de reparo
componentes componentes motocicleta

O tanque de combustível Vazamento de combustível do Limpe ou substitua o


--------------------------------
está oxidado. tanque. tanque de combustível.

O orifício de ventilação
Tanque de Desbloqueie o orifício de
da trava do tanque A motocicleta não dá a
combustível A alimentação não é estável. ventilação do tanque de
de combustível está partida.
combustível.
bloqueado.
O tanque de combustível O tanque de combustível foi A aparência da motocicleta Limpe ou substitua o
está deformado. submetido ao impacto. não é boa. tanque de combustível.
A motocicleta apresenta
A mangueira de
dificuldade para dar partida
combustível está sujo A alimentação não é estável. Limpe a válvula de
ou falha. A potência do motor
ou os pequenos orifícios combustível.
está baixa ou a marcha lenta
estão bloqueados.
está instável.
Válvula de
O corpo da válvula
combustível A alimentação não é estável. A motocicleta não dá a Limpe e substitua a
de combustível está
partida. válvula de combustível.
bloqueado.
O corpo da válvula
Vazamento de combustível da A motocicleta não dá a Substitua a válvula de
de combustível está
válvula. partida. combustível.
danificado.
O medidor de
O eixo rotativo do medidor de O medidor de combustível não Substitua o medidor de
combustível está
combustível está danificado. funciona corretamente. combustível,
danificado.
A boia do sensor está O medidor de combustível não
Sensor -------------------------------- Substitua o sensor.
danificada. funciona corretamente.

O circuito do sensor não O medidor de combustível não


-------------------------------- Repare o circuito.
transfere a corrente. funciona.
4-5 MOTOCICLETA

PARTE 2 – CARBURADOR
A principal função do carburador é pulverizar o combustível fornecido pelo tanque de combustível e misturá-
lo com ar para formar uma mistura de gás uniforme e, então, guiar essa mistura para dentro da câmara de
combustão. Essa motocicleta possui um carburador de diafragma.

1 Estrutura do carburador
O carburador de diafragma é composto de corpo do carburador, alojamento da boia, conjunto da boia e
agulha de combustível do diafragma.
[1] Corpo do diafragma
O corpo do carburador é a principal parte do carburador. A passagem principal de combustível e o
sistema de combustível fica no corpo do carburador. De cima para baixo, o corpo do carburador é
composto de alojamento do diafragma, entrada do carburador e passagens de combustível.
Alojamento do diafragma
O alojamento do diafragma é o lugar onde o diafragma funciona. O alojamento do diafragma guia
o diafragma para cima e para baixo, para controlar o volume da entrada de ar e o fornecimento de
combustível.
Entrada do carburador
A entrada do carburador é a principal passagem de corrente de ar, onde a mistura de ar e combustí-
vel entram no cilindro. Além disso, há um afogador instalado na entrada do carburador.
Passagens de combustível
As passagens de combustível no corpo do carburador são principalmente a passagem de entrada de
combustível, passagem de combustível de marcha lenta, passagem de ar compensador e diversos
tipos de passagens de combustível.
[2] Alojamento da boia
O alojamento da boia é o reservatório de combustível do carburador. O combustível do tanque de
combustível é armazenado no alojamento da boia e segue para o tubo de entrada pelo jato principal
e giclê da marcha lenta. Há uma mangueira de derrame de combustível na bóia. Se o nível de com-
bustível está muito alto, ele derrama para fora do alojamento através de passagens de combustível.
[3] Módulo do alojamento da boia
O fornecimento de combustível do carburador tem relação com o nível de combustível do alojamento
da boia. O módulo do alojamento da boia é desenvolvido para controlar o nível de combustível. Ele
consiste principalmente de corpo da bóia, pino da bóia e agulha da boia.
[4] Modulo do diafragma
O módulo do diafragma consiste da tampa do alojamento do diafragma, mola, diafragma, braçadeira,
anel elástico e agulha de combustível principal. A agulha de combustível principal tem forma cônica,
o que exerce grande influencia no carburador. A agulha de combustível principal possui 5 fileiras para
cordão de vedação. Normalmente, o cordão de vedação é colocado na terceira fileira. Os usuários
podem ajustá-lo de acordo com a condição de funcionamento atual do motor.

2 Princípios de funcionamento do carburador


[1] Princípio de funcionamento do sistema de entrada de combustível
O combustível flui para dentro da câmara de combustão pela passagem de entrada de combustível.
A boia fica mais alta a medida que o volume de combustível aumenta e faz com que a agulha da
boia fique mais alta. Quando o nível de combustível atinge esse grau, a agulha da boia bloqueia a
passagem de entrada para interromper o fluxo de combustível. Depois que um pouco de combustível
do alojamento da boia é consumido, o nível de combustível cai e a agulha da boia se move liberando
a passagem de entrada para que combustível novo possa fluir para dentro do alojamento novamen-
te. Dessa maneira, o nível de combustível no alojamento da boia mantém-se com nível estável. A
pressão entre o jato principal e nível de combustível também se mantém estável, de forma que o
fornecimento estável de combustível do carburador seja assegurado.
[2] Princípio de funcionamento do sistema de combustível principal
Quando o motor funciona, todo o combustível é fornecido pelo sistema de combustível principal.
Durante a admissão do motor, o ar flui através da entrada do carburador muito rapidamente e produz
uma pressão negativa para que o combustível no alojamento da boia seja sugado. O combustível faz
a mistura primária com ar no orifício de ar compensatório e então entra no carburador que o dispersa
por meio do fluxo de ar de alta velocidade na entrada do carburador e se transforma na mistura ho-
mogênea de gás e entra no cilindro.
MOTOCICLETA 4-6

Ao girar o cabo do acelerador, o diafragma estará para cima. Nesse momento a área da corrente de
ar na entrada do carburador aumenta e o diafragma guia o combustível principal para cima. Uma vez
que a agulha do combustível principal tem formato cônico, a área causada por ela e o jato principal
aumenta. Dessa forma, a mistura de gás entra no cilindro e aumenta, de forma que a potência do mo-
tor também aumenta. Por outro lado, soltar o cabo de aceleração faz com que o volume de entrada
de ar e o fornecimento de combustível diminuam, assim como a potência do motor.
[3] Princípio de funcionamento do sistema de combustível em marcha lenta
A marcha lenta do motor significa que o motor está funcionando em sua reversão estável mais baixa
sem nenhuma carga.
Durante a marcha lenta do motor, a aceleração abre levemente. Há uma inclinação na parte inferior
do acelerador, que pressiona o parafuso guia durante a marcha lenta. Quando o parafuso-guia de
marcha lenta gira para dentro, a aceleração aumenta. O volume de entrada de ar e alimentação au-
mentam e a marcha lenta do motor aumentará. Por outro lado, a rotação do motor diminuirá.
Quando o motor funciona, o sistema de combustível principal e sistema de combustível em marcha
lenta funcionam ao mesmo tempo, mas o volume da alimentação do jato principal é muito maior que
o proveniente do giclê da marcha lenta. No entanto, quando o motor está em marcha lenta, a posição
do acelerador é baixa, então o volume de entrada de ar é muito pequeno. Nesse momento, o volume
do giclê da marcha lenta é maior, o que produz um grande efeito no motor.
A condição de funcionamento do sistema de combustível de marcha lenta enquanto o motor está em
marcha lenta funciona da seguinte forma: a pressão negativa causada pela inspiração do pistão é
transferida para a atmosfera pela passagem de ar da marcha lenta. Há também a aspiração de ar da
passagem de ar da marcha lenta que, após fluir pelo giclê da marcha lenta, encontra o gás aspirado
no jato. Em seguida, jorra do giclê da marcha lenta que é transferido para o cilindro após ser mistura-
do a uma pequena quantidade de ar na passagem principal de combustível. É possível mudar a taxa
de ar combustível ajustando a posição do parafuso de ar.
[4] O princípio de funcionamento do sistema de enriquecimento de combustível
Para dar partida no motor, especialmente em ambientes frios, é necessária a mistura gasosa enri-
quecida. Para isso, o volume da alimentação deve ser aumentado. Os métodos comuns de enrique-
cimento são os seguintes:
Método de afogamento
Ao dar partida no motor, feche a válvula do
afogador. Nesse momento, a pressão negativa
de admissão não muda, mas o volume de ar
na entrada do carburador diminui, o volume de
combustível aumenta e a mistura gasosa é en-
riquecida, assim, a função de enriquecimento
da mistura gasosa é completada.
Método mecânico
Normalmente, a passagem de enriquecimento
de combustível fica fechada. Ao puxar o cabo
de enriquecimento de combustível, a válvula
da passagem de enriquecimento de combus-
tível é aberta. Assim, o combustível jorra pela
passagem de enriquecimento e passa a ser
uma mistura gasosa enriquecida.
Imagem da estrutura do carburador
4-7 MOTOCICLETA

2 Desmontagem e manutenção do carburador


[1] Remova a tampa do cabo de controle de acele-
ração e o conector do cabo de controle de ace-
leração da ranhura do eixo do pistão do acele-
rador e retire a mola do acelerador.

CUIDADO
Verifique a abrasão do conector do cabo de Desmonte o cabo de
controle da aceleração. Se estiver gasto, controle da aceleração
realize a substituição.

[2] Remova as duas porcas de retenção M6 do


carburador. Desmonte o cabo do afogador e re-
tire o carburador.

Torque
Porca de retenção do carburador:
M6/ 10 a 12 N.m

CUIDADO
Verifique se há vazamento de combustível no Desmonte o carburador
carburador, caso exista, repare ou substiua-o.
MOTOCICLETA 4-8

[3] Remova o anel de fixação da agulha de com-


bustível e depois desmonte a agulha do nível de
combustível e o anel-trava da agulha de com-
bustível do eixo do pistão da válvula do acel- Verifique o diafragma da
erador. - Verifique a regularidade, arranhões e válvula de aceleração
desgaste da superfície do eixo do pistão e da
agulha de combustível.

CUIDADO
Se for identificado algum dos problemas acima,
substitua a agulha de combustível e o eixo do
pistão do acelerador.

[4] Remova os três parafusos de fixação (M5 X 12)


na tampa do alojamento da boia do carburador.

Torque
Parafuso de fixação da tampa do alojamento
da bóia: 12/6 a 9 N.m

CUIDADO
Desmonte a tampa do alojamento da boia
Ao desmontar o carburador limpe a sujeira
existente na sua superfície.

[5] Retire a tampa do alojamento da boia. A exis-


tência de vazamentos de combustível é um in-
dício de que a junta da tampa do alojamento
da boia está desgastada, nesse caso, realize a
substituição da junta.

CUIDADO
Drene o combustível ao desmontar a tampa do
alojamento da boia do carburador, mantendo-a Remova a tampa do alojamento da boia
longe de fogo, para prevenir incêndios.

[6] Retire o pino da boia com as mãos e verifique


o desgaste existente. Substitua o pino, caso ele
Remova o pino da boia
esteja desgastado.
4-9 MOTOCICLETA

[7] Remova a boia do carburador e verifique se ela


estiver desgastada ou danificada. Se necessá-
rio, realize a substituição.

CUIDADO Remova a boia


Ao ajustar a altura da bomba, mude o ângulo do
braço da bomba até a parte superior do braço
tocar a agulha da bomba.

[8] Remova o jato principal do carburador e retire


o tubo pulverizador e o orifício do jato principal.
Verifique se o tubo pulverizador está obstruído,
caso esteja, limpe-o.

CUIDADO Remova o tubo


pulverizador
Memorize a posição de montagem e a sequên-
cia do carburador, bem como as voltas dos pa-
rafusos ao desmontar o carburador.

[9] Remova o giclê da marcha lenta e o orifício do


carburador. Verique se há obstrução, se hou-
ver, realize a limpeza.

Remova o glicê
principal

[10] Remova o parafuso de ajuste da mistura de ar


do carburador e limpe o jato de mistura do ar.

CUIDADO Remova o parafuso de ajuste da mistura

Ao instalar o parafuso de ajuste da mistura de


ar do carburador, aperte-o até seu ponto morto
e gire uma volta e meia.
MOTOCICLETA 4-10

[11] Limpe todos os jatos e passagens do carbura-


dor com detergente para carburador e seque-o
com pistola de ar comprimido. Por último, re-
monte o carburador.

Limpe o carburador

[12] A altura padrão da bóia deve ser de 15 ± 1 mm.


Meça a altura da boia do carburador com pa-
químetro e ajuste se a medida exceder o valor
padrão.

CUIDADO
O ajuste incorreto da altura da bomba pode Meça a altura da boia
causar a falta ou transbordamento de combus-
tível do carburador.
[13] Instale o anel-trava da agulha de combustível
do carburador na terceira fileira como padrão. A terceira
Ao ajustar o anel-trava da agulha de combustí- fileira
vel para cima, a concentração de mistura gaso-
sa do carburador diminuirá. Ao ajustar o anel-
trava da agulha de combustível para baixo, a
concentração de mistura gasosa do carburador
será enriquecida.

[14] Verifique se a válvula de agulha da boia do car-


burador apresenta desgaste, substitua-a caso
esteja desgastada ou danificada.

CUIDADO
Se houver vazamentos no carburador, verifi- Verifique a válvula de agulha da boia
que se a válvula estilete está travada, e depois
verifique seu desgaste.
4-11 MOTOCICLETA

[15] Ajuste a rotação de marcha lenta do carburador


da seguinte maneira:
- Ao instalar o carburador na motocicleta, cerifi-
que-se de que não há vazamento de combus-
tível.
- Dê partida no motor e deixe que sua tempe-
ratura alcance a condição de funcionamento.
Então, ajuste a rotação de marcha lenta do
carburador e verifique a estabilidade do car-
burador na aceleração e desaceleração. A
rotação de marcha lenta padrão deve estar Instale o carburador
entre 1.500 ± 100 rpm.
- Ao ajustar a rotação de marcha lenta do car-
burador, o parafuso da rotação de marcha
lenta e o parafuso de mistura devem ser ajus-
tados simultaneamente até a rotação de mar-
cha lenta do carburador ficar estável.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do carburador
Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta

Baixa potência do motor, marcha


Parafuso da
marcha lenta
Ajuste inadequado. ------------- lenta instável e alto consumo de Reajuste.
combustível.

Conjunto da Reajuste a posição do


Ajuste incorreto do anel- Baixa potência do motor e alto
agulha de
trava.
------------- consumo de combustível.
anel-trava na agulha de
combustível combustível.

O motor apresenta dificuldade para


O nível de combustível dar partida ou falha. O motor está
Altura da boia está muito
do alojamento da boia surperaquecido. A potência do motor Substitua o conjunto da
alta. (A altura está maior
do carburador está muito está baixa e a marcha lenta está boia.
que 16mm)
baixo. instável. O consumo de combustível
está alto.

Conjunto da O motor apresenta dificuldade para


A altura da boia está muito
bóia O combustível do dar partida ou falha. A potência do Repare ou substitua a
baixa. (A altura está abaixo
carburador transborda. motor está baixa e o consumo de boia.
de 15mm)
combustível está alto.

O motor apresenta dificuldade para


A boia está danificada ou O combustível do dar partida ou falha. A potência do
Substitua a boia.
deformada. carburador transborda. motor está baixa e o consumo de
combustível está alto.

A superfície em formato O motor apresenta dificuldade para


Válvula de
de cone da válvula de O combustível no dar partida ou falha. A potência do Substitua a válvula de
agulha do
agulha da boia está boia ou carburador transborda. motor está baixa e o consumo de agulha da boia.
combustível
danificada. combustível está alto.

A abertura está muito O consumo de combustível está


Jato principal
grande.
------------- alto.
Substitua o jato principal

O motor apresenta dificuldade para


O giclê da marcha lenta Substitua o giclê da
está obstruído.
------------- dar partida ou falha. A marcha lenta
marcha lenta.
Giclê da do motor está instável.
marcha lenta
A abertura está muito O consumo de combustível está Substitua o giclê da
grande.
------------- alto. marcha lenta.

O motor apresenta dificuldade para


dar partida ou falha. A potência do
Jato de ar O jato de ar está obstruído. ------------- motor está baixa e a marcha lenta
Limpe o jato de ar.
está instável.
MOTOCICLETA 4-12

PARTE 3 – SISTEMA DE ADMISSÃO E EXAUSTÃO


O sistema de admissão do motor é composto principalmente de filtro de ar e tubo de admissão. Sua principal
função é guiar e filtrar o ar, reduzir o ruído de admissão e controlar o fluxo de mistura gasosa para o motor.
O sistema de admissão é composto principalmente de tubo de exaustão e silencioso. Sua principal função é
transferir o gás de escapamento para a atmosfera, reduzir o ruído durante a exaustão e a temperatura do gás
de escapamento e eliminar a faísca no gás de escapamento. Um bom sistema de exaustão pode melhorar a
eficiência da admissão e exaustão, aumentando a potência do motor e reduzindo o consumo de combustivel. O
sistema de exaustão inclui tubo de exaustão e silencioso, chamado de silencioso de exaustão.
1 Estrutura do sistema de admissão
[1] Estrutura e principio de funcionamento do filtro de ar
O filtro de ar é um importante componente do sistema de admissão. Sua função é filtrar e purificar o
ar que entra no cilindro e evitar que poeira e areia entrem, reduzindo o desgaste do cilindro, do pistão
e do anel do pistão. Seu desempenho tem grande efeito na mobilidade do motor, no ruído de admis-
são e na vida útil. Experiências indicam que o desgaste do cilindro aumenta 8 vezes, o desgaste do
pistão aumenta 3 vezes e o desgaste do anel do pistão aumenta 9 vezes se o filtro de ar não estiver
instalado. Por isso, a confiabilidade do motor é reduzida, assim como o tempo de vida útil. Portanto, a
motocicleta deve ser equipada com um filtro de ar. A exigência de um filtro de ar não é somente filtrar
o ar, mas também causar uma pequena resistência de fluxo de ar para que o volume da admissão
do motor melhore. Mais exigências são confiabilidade de desempenho de serviço, estrutura simples,
tamanho pequeno de aparência, corpo leve e de fácil manutenção. O filtro de ar consiste de elemen-
to e caixa selada. Quando o motor funciona, o ar entra pela cavidade do filtro de ar pelo tubo de ar,
então flui para a cavidade traseira após a filtragem e finalmente entra no carburador.
[2] Estrutura e principio de funcionamento do tubo de admissão
O tubo de admissão é um importante componente de conexão entre o carburador e admissão do
motor. Ao mesmo tempo, tem a função de suportar o carburador e ter estrutura simples. Seu formato
curvado depende da posição correspondente do carburador e da admissão do motor e a capacidade
da admissão deve ser levada em conta. Se o tubo for longo, tem a vantagem de pulverizar de com-
bustível e sua capacidade é grande. Se o tubo é curto, não é bom para a pulverização de combustível
e sua capacidade é pequena.
A mistura gasosa, após a pulverização do carburador, flui para dentro do cilindro pelo tubo de ad-
missão e pela admissão do motor. O tubo de admissão reduz o calor que o motor transferiu para o
carburador e separa a vibração do motor do carburador.
2 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de exaustão
O tubo de exaustão no silencioso é feito de
aço flexível. Fica localizado entre o orifício de
exaustão do motor e o silencioso. Sua função
é guiar o gás de escapamento do motor para o
silencioso.
O silencioso é a principal parte do silencioso
de exaustão. É utilizado para prevenir ruído da
transmissão, permitindo que a corrente de ar
entre. É importante eliminar o ruído produzido
pelo ar em movimento. Ele pode reduzir a ener-
gia de influência do ar e equalizar o pulso de
pressão da corrente de ar pela fricção da cor-
rente de ar e capacidade de absorção. Dessa Imagem da estrutura do sistema de admissão
forma, as seguintes exigências devem ser aten-
didas:
[1] Garantir uma boa eliminação de ruído. Não
produzir ruído regenerativo sob o efeito da
alta temperatura e da tensão.
[2] A resistência de exaustão é pequena e
não influencia a potência do motor.
[3] A estrutura deve ser simples, artística, o
custo deve ser baixo, a vida útil longa e a
manutenção conveniente.

Imagem da estrutura do sistema de exaustão


4-13 MOTOCICLETA

3 Desmontagem e manutenção do sistema de admissão


[1] Remova os parafusos trava e a tampa lateral
direita.

CUIDADO
Se o elemento filtrante do filtro de ar estiver
obstruído pela poeira, a capacidade do sistema
de admissão e o consumo de combustível au-
mentarão, a mistura gasosa será excessivamen-
te enriquecida e a potência do motor diminuirá. Remova a tampa
Por isso, é necessária a manutenção frequente lateral direita
do elemento filtrante do filtro de ar.

[2] Remova os quatro parafusos trava do elemento


filtrante do filtro de ar.

CUIDADO
Solte o
Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar elemento filtrante
se a moto circular em regiões com muita poeira.

[3] Retire o elemento filtrante – Verifique se o ele-


mento filtrante do filtro de ar está obsturído com
poeira. Limpe ou substitua-o se estiver obstruí-
do ou danificado.

Remova o elemento filtrante

[4] Verifique se há danos ou vazamento de ar no


alojamento do filtro de ar. Se houver, substitua-o.

CUIDADO Remova a poeira do alojamento


do filtro de ar
A poeira no alojamento do filtro de ar deve ser
removida ao instalar o elemento filtrante.
MOTOCICLETA 4-14

[5] Abane e sacuda levemente o elemento filtrante


ou utilize ar comprimido para ventilá-lo de den-
tro para fora para remover a poeira. Tome cui-
dado para não molhar o elemento filtrante.

CUIDADO
Se o elemento filtrante estiver danificado, deve-
rá ser substituído.

4 Desmontagem e manutenção do sistema de exaustão

[1] Remova as duas porcas de retenção (M6) da


mangueira de exaustão do silencioso.

Remova as porcas de retanção

[2] Remova o parafuso trava da suspensão do su-


porte do silencioso da exaustão.

Remova o parafuso trava


CUIDADO
Verifique se há ranhuras no suporte da sus-
pensão do silencioso.

[3] Remova o silencioso da exaustão.

CUIDADO Remova o silencioso


da exaustão
Reparar ou substituir o silencioso da exaustão
se ele estiver danificado.
4-15 MOTOCICLETA

[4] Remova a junta de vedação do silencioso e ve-


rifique se há danos. Se houver, substitua-o.

NOTA Remova a junta


de vedação do
Sempre utilize uma junta nova ao remontar o silencioso
silencioso da exaustão.

[5] Remova o resíduo de carbono presente no si-


lencioso.

CUIDADO Remova o resíduo de


carbono presente no tubo
Se o silencioso estiver obstruído, a capacidade de exaustão
de exaustão aumentará e a potência do motor
diminuirá. Por isso, remova o resíduo de carbo-
no a cada 3.000 km.

[6] Remova o resíduo de carbono presente no si-


lencioso.

Remova o resíduo de
carbono presente no
CUIDADO silencioso

O ambiente de trabalho do silencioso da exaus-


tão é pesado, por isso a remoção do resíduo
de carbono deve ser realizada para garantir um
bom desempenho de funcionamento.

5 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos sistemas de admis-


são e exaustão
Descrição de problemas Descrição de problemas da mo-
Componente Causa Método de reparo
dos componentes tocicleta

O motor apresenta dificuldade para


dar partida ou falha, a marcha lenta
O elemento filtrante está Limpe ou substitua o
empoeirado.
------------- do motor está instável, alto consumo
elemento filtrante.
Sistema de de combustível e fumaça preta sain-
admissão do do silencioso de exaustão.

O alojamento do filtro de ar
O ruído da admissão do motor é Substitua o alojamento
está quebrado ou apresenta ------------- excessivo. do filtro de ar.
rachaduras.

Vazamento de ar do tubo de O ruído da exaustão do motor é Substitua a junta do tubo


exaustão
------------- excessivo. de exaustão.
Sistema de
exaustão O corpo do silencioso da O ruído da exaustão do motor é Substitua o silencioso
exaustão está quebrado.
------------- excessivo. do escapamento.
MOTOCICLETA 4-16

PARTE 4 – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL


Com o desenvolvimento avançado da indústria moderna global, o problema da poluição ambiental está se agra-
vando. Além da emissão da indústria, a emissão de poluentes dos e veículos e motocicletas está cada vez mais
sendo observada pelas pessoas. As leis de emissões correspondentes estão cada vez mais rígidas. Desde
1° de Janeiro de 2005, o valor de emissão mínima (de acordo com o valor padrão de estágio II) de motocicletas de
duas rodas é regularizado quando o veículo está sendo produzido. Todos os veículos motorizados que não tiverem
suas emissões comprovadas dentro dos padrões não obterão a certificação Euro II,III.
Após a China ter ingressado na OMC, para obtenção do padrão internacional, a emissão padrão na China é regu-
lada como Euro II ,III.
Padrão Euro II: A emissão de monóxido de carbono do tubo de exaustão deve estar abaixo de 5,5 g por milha
(1.609 km). A emissão de hidrocarbonetos (HC) abaixo de 1,2 g e a de óxidos de nitrogênio (NOx) deve estar
abaixo de 0,3 g.
Padrão Euro III: A emissão (abaixo de 150cm³) de CO do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g.
A emissão de HC deve estar abaixo de 0,8 g e de NOx deve estar abaixo de 0,15 g. A emissão (acima de 150cm³)
de C0 do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g. A emissão de HC deve estar abaixo de 0,3 g e
de NOx abaixo de 0,15 g.
O perigo real da emissão para as pessoas:
As emissões incluem CO para tubo de exaustão, HC, NOx e CO2.
PERIGOS: O CO bloqueia a absorção de oxigênio no sangue, prejudica as funções das células hemácias, causan-
do arteriosclerose e outros problemas cardíacos. O HC em forma de poluição é venenoso e prejudicial à saúde hu-
mana, sua fumaça branca pode causar câncer e, é danosa à produção de aves, frutas, borracha e construções. A
intoxicação de NOx por pessoas é maior que por CO, esse gás representa perigo para olhos, pulmões. É a principal
substância da chuva ácida, pode oxidar plantas e até matá-las. O gás C02XH4 é um gás presente na temperatura
ambiente, ele potencializa os raios infravermelhos emitidos pelo sol e contribui para o efeito estufa.
Mecanismo do CO: O CO é produzido pelo combustível não queimado na câmara de combustão, é produto da
deficiência de ar. Durante a exaustão, a produção de CO e sua quantidade dependem basicamente da taxa de ar
e combustível. A quantidade de CO cai se a taxa aumenta (a mistura gasosa é transformada em água). A produção
de CO basicamente se estabilizará se a taxa alcançar 14,3.
Mecanismo de HC: A queima da mistura gasosa no tanque de combustível depende da expansão do fogo. O
fogo pode se expandir para a parede do cilindro devido a seu arrefecimento, por isso cerca de 0,5 mm da mistura
gasosa pode ser queimada. Essa parcela de mistura gasosa que não queima é a principal fonte de HC. Existem
muitos espaços vazios na câmara de combustão que também são uma das principais razões da produção de HC.
Quando o motor trabalha com a mistura gasosa espessa e pouco ar, a queima é incompleta, fazendo com que a
concentração de HC aumente.
Mecanismo de NOX: O NOx é um produto de alta temperatura e fica na câmara de combustão. Após a exaustão
se transformará em NO2 (dióxido de nitrogênio) e NOx. A exaustão do motor é composta principalmente dos gases
NO2 e NO (óxido nítrico).

VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA


Unidade:g/km (estágio II em condições de trabalho)
Emissão Duas rodas/três rodas Ciclomotor de duas e três rodas
CD 5,5/ 7,0 1,0/ 3,5
HC 1,2/ 1,5 1,2/ 1,2
NOx 0,3/ 0,4 1,2/ 1,2

VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA


Unidade:g/km (estágio II em condições de trabalho)
Abaixo de 150 cm³ Acima de 150 cm³ duas / Duas rodas/três rodas
Emissão
duas ou três rodas três rodas (motos pequenas)
CO 2,0 2,0 1,0/ 3,5
HC 0,8 0,3 1,2/ 1,2
NOx 0,15 0,15 1,2/ 1,2
O valor mínimo de exaustão de infectantes da motocicleta/ ciclomotor
Durante o teste, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤ 3,8% e a medida da densidade de HC é de
≤ 800 X 10-6
Durante o teste isolado, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤4,0% e a medida da densidade mínima
de HC é de ≤1.000 X 10-6
4-17 MOTOCICLETA

1 Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de suprimento de ar


secundário

O dispositivo de suprimento de ar secundário inclui principalmente a válvula de ar, filtro de ar, tubo conector e
dispositivo acelerador-catalisador.
A válvula de ar, seguindo o princípio de controle de propagação do motor, controla o volume do fluxo de ar.
O ar limpo pode ser aspirado pelo tubo de exaustão e misturado com CO que não foi queimado, HC saído da
câmara de combustão. A mistura passará por uma queima secundária. Esse dispositivo pode ajudar à reduzir
a emissão de exaustão da motocicleta e alcançar os padrões de emissão Euro II e III.

Mangueira de borracha da admissão Mangueira de pressão negativa

Mangueira de
Passagem da admissão admissão
A válvula
do motor de ar

ar
de
tro
Fil

Estrutura do dispositivo de ar secundário

2 Manutenção do dispositivo de ar secundário

Os usuários devem realizar manutenções regulares para manter o dispositivo em boas condições de funciona-
mento. A manutenção correta e regular pode resolver problemas e garantir uma vida longa de serviço, além de
reduzir custos de manutenção e consumo de combustível.
Observe os seguintes detalhes:
[1] Inspecione periodicamente o anel-trava da mangueira de pressão de admissão negativa e da manguei-
ra de borracha, e o aperto do parafuso trava do coletor de aço. Realize o aperto ou a substituição, se
necessário.
[2] Verifique periodicamente se a mangueira de pressão de admissão negativa e a mangueira de borracha
estão desgastadas ou danificadas. Substitua-as se necessário.
[3] Verifique periodicamente as condições de funcionamento do dispositivo de ar secundário. Substitua-o se
a bomba de ar apresentar falhas de funcionamento ou falhar ao ser conectada.
[4] Verifique as condições do filtro de ar. A poeira e a sujeira acumuladas no filtro reduzem o fluxo de ar e
alteram a taxa de mistura, isso provoca alto consumo de combustível. Substitua o filtro de ar quando ne-
cessário.
[5] Verifique o dispositivo acelerador-catalizador, substitua-o se necessário.

CUIDADO
O misturador do dispositivo de ar secundário deve ser reparado por um mecânico profissional de mo-
tocicletas ou distribuidores autorizados KASINSKI. Nunca ajuste carburador.
MOTOCICLETA 4-18

3 Estrutura e princípio de funcionamento do DDCS


O DDCS (Digital Direct Control System – Sistema de Controle Direto Digital) (Dispositivo opcional) inclui con-
troles de ignição digital e controles da taxa de combustível e ar digitais.
É necessário um intervalo antes de a ignição iniciar a combustão sob condições normais de funcionamento.
Também é importante que o ângulo avançado de ignição para cargas e rotações variadas seja diferente. Devido
à escala C.D.I ser restrita, e somente poder haver alterações na rotação e não para cargas, isso não se adequa
à atual necessidade do motor.
Mas o DDCS pode atender a essas necessidades, pois ele centraliza o sinal de rotação sob diferentes condi-
ções, sinais de cargas e sinal de emissão de poluentes. Ele faz a solução corresponder aos sinais com CPU,
e exporta sinal de ignição específico e sinal de taxa de ar-combustível de acordo com diferentes condições
de trabalho. Isso pode ajudar ainda mais a combustão do motor, reduzir a taxa de consumo de combustível e
emissão de poluentes. Também, melhora a capacidade de arrefecimento, partida e aceleração da motocicleta,
controlando melhor as emissões.
O Dispositivo DDCS passou pelo teste do Departamento Nacional do Teste de Qualidade. Experimentos in-
dicam que a economia da motocicleta que tem o DDCS instalado é de 1/22 l / 100 km, ou seja, 28 a 41% de
redução de gastos em comparação ao padrão nacional (2,1 l /100 km). Além disso, o aumento do desempenho
da aceleração e do acionador de arrefecimento permite que a emissão de poluentes da motocicleta alcance o
padrão internacional Euro II e III.

Mostrador de consumo de com-


bustível l/ 100 km
Mostrador de autoverificação ECU
de falha

Sensor de O2

Sensor de C.P.U
pressão de
admissão

Sensor de
rotação

Bobina de
ignição de alta
tensão DCDI DA/C
Motor
AC
Válvula de
controle da taxa
ar-combustível

A estrutura de DDCS

Comparação de DDCS e C.D.I


Itens DDCS C.D.I
Método de controle computador digital simulação
obtenção de sinal rotação, cargas, sensor de CO rotação
Escala do ângulo de ignição todas as condições 15° – 35°
Partida do arrefecedor -20°C temperatura normal
consumo de combustível da rotação
1,22 l/ 100 km a 1,5 l/ 100 km 2,11 l/ 100 km
econômica
Emissão de poluentes Euro II, III ------------------------
4-19 MOTOCICLETA

Sensor de pressão Válvula de


negativa controle digital

Filtro de ar

Mangueira negativa Carburador

Sensor de oxigênio
Ar limpo misturado
Motor ao gás de exaustão,
à pressão negativa
e ao gás puro

Silencioso da exaustão
Catalisador de 3 vias

Princípios de funcionamento do DDCS

4 Manutenção do DDCS

O Dispositivo DDCS deve ser reparado por um mecânico de motocicletas profissional ou distribuidor autorizado
KASINSKI para solucionar os problemas rapidamente. Assim, pode-se assegurar uma longa vida de serviço e,
também, diminuir os custos com manutenção e combustível.
Durante a manutenção do DDCS:
[1] Verifique se a CPU está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de
acordo com a necessidade.
[2] Inspecione se o DCDI está em boa condição de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de
acordo com a necessidade.
[3] Inspecione se o DA/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de
acordo com a necessidade.
[4] Verifique se o medidor do consumo de combustível (l/ 100 km) está em boas condições de funcionamento,
se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade.
[5] Inspecione se o sensor de rotação está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou
substitua de acordo com a necessidade.
[6] Inspecione se o sensor de pressão da admissão está em boas condições de funcionamento. Se não esti-
ver, repare ou substitua de acordo com a necessidade.
[7] Verifique se a bobina de alta tensão está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou
substitua de acordo com a necessidade.
[8] Inspecione se o sensor de 02 está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou subs-
titua de acordo com a necessidade.
[9] Verifique se a válvula de controle de taxa A/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver,
repare ou substitua de acordo com a necessidade.

CUIDADO
O dispositivo DDCS e o carburador devem ser reparados por um mecânico de motocicletas profissional
ou um distribuidor autorizado Zongshen. Não ajuste o carburador de maneira aleatória.
MOTOCICLETA 4-20

3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de proteção ambiental

Descrição de problemas Descrição de problemas da


Componente Causa Método de reparo
dos componentes motocicleta

A válvula de ar está A válvula de ar não funciona A emissão de poluentes da Substitua a válvula


bloqueada. normalmente. motocicleta excede os padrões. de ar.

A válvula de ar está O ruído da válvula de ar é A emissão padrão da motocicleta Substitua a válvula


danificada. excessivo. não alcança o padrão Euro II, III de ar.

O filtro de ar está O filtro de ar perde sua A emissão de poluentes da Substitua o filtro de


bloqueado. função. motocicleta excede os padrões. ar.

O filtro de ar está O ruído do filtro de ar é A emissão padrão da motocicleta Substitua o filtro de


bloqueado. excessivo. não alcança o padrão Euro II, III ar.

Substitua a
A mangueira de Vazamento de ar no pórtico A emissão de poluentes da
mangueira de
conexão está frouxa. de admissão de ar. motocicleta excede os padrões.
conexão.
Dispositivo de
ar secundário O tubo de aço de Vazamento de ar no pórtico A emissão de poluentes da Substitua o tubo de
conexão está frouxo. de admissão de ar. motocicleta excede os padrões. aço de conexão.

Vazamento de ar do Substitua a junta de


Ruído excessivo na entrada A emissão de poluentes da
pórtico secundário de vedação do tubo de
de ar. motocicleta excede os padrões.
admissão de ar. exaustão.

Excesso de resíduo
A entrada de ar não permite A emissão padrão da motocicleta Remova e limpe o
de carbono na entrada
acesso. não alcança o padrão Euro II, III resíduo de carbono.
secundária de ar.

Substitua o
O dispositivo
A emissão padrão da motocicleta dispositivo
acelerador-catalisador ----------------------
não alcança o padrão Euro II, III acelerador-
está danificado.
catalisador.

A CPU não funciona A emissão padrão da motocicleta


A CPU está danificada. Substitua a CPU.
normalmente. não alcança o padrão Euro II, III

O controle DCDI está O DCDI não funciona A emissão padrão da motocicleta Substitua o
danificado. normalmente. não alcança o padrão Euro II, III controlador DCDI.

O controlador DA/C O controlador DA/C não A emissão padrão da motocicleta Substitua o


está danificado. funciona normalmente. não alcança o padrão Euro II, III controlador DA/C.

A autoverificação do
O mostrador de autoverificação
medidor de consumo Substitua o mostrador
---------------------- do consumo de combustível não
de combustível 1/100 de autoverificação.
funciona normalmente .
km está danificado.

O sensor de Q2 está O sensor de Q2 não funciona A emissão de poluentes da Substitua o sensor


DDCS
danificado. normalmente. motocicleta excede os padrões. de Q2.

O sensor de pressão da Substitua o sensor


O sensor de pressão A emissão de poluentes da
admissão não funciona de pressão da
da admissão. motocicleta excede os padrões.
normalmente. admissão.

O sensor de rotação O sensor de rotação não A emissão de poluentes da Substitua o sensor de


está danificado. funciona normalmente. motocicleta excede os padrões. rotação.

A bobina de ignição A bobina de ignição de Substitua a bobina


A emissão de poluentes da
de alta tensão está alta tensão não funciona de ignição de alta
motocicleta excede os padrões.
danificada. normalmente. voltagem.

A válvula de controle A válvula de controle A/C A emissão de poluentes da Substitua a válvula


A/C está danificada. não funciona normalmente. motocicleta excede os padrões. de controle A/C.
4-21 MOTOCICLETA

PARTE 5 – TECNOLOGIA DE NÚCLEO DUPLO


1 Estrutura e princípio da tecnologia de ignição dupla
A tecnologia de núcleo duplo (dispositivo opcional) inclui principalmente magneto D.C de onda completa
12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de ignição de alta tensão dupla e vela de ignição dupla.
Essa tecnologia otimiza principalmente parte do calor do motor e o sistema de ignição de magneto D.C
de onda completa 12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de alta tensão e vela de ignição ddupla, tudo posi-
cionado simetricamente. Para aperfeiçoar o desempenho de aceleração e partida, a tecnologia de ignição
adotada sincroniza a ignição quando o motor funciona em baixa rotação. E durante o funcionamento em
alta velocidade, ela adota a ignição não-sincronizada que melhora a combustão e faz a motocicleta se
deslocar em alta velocidade. Dessa maneira, a potência do motor e o controle de emissões podem ser
melhorados, além de otimizar a partida, a aceleração e o desempenho econômico, especialmente, sob
condições ambientais difíceis.

Ignição
C.D.I

Bobina acionadora
Bobina de ignição de alta tensão Bobina de ignição de alta tensão

Magneto

Câmara de
combustão

Vela de ignição Vela de ignição

Estrutura da tecnologia de ignição dupla

Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 15° do
ponto morto superior (1.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição
C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I separa 2 sinais indutivos e
duas velas de ignição funcionam sincronizadamente formando dois centros de fogo para possibilitar um
ótimo desempenho de partida e aceleração.
Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 22° do
ponto morto superior (3.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição
C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I enviará 2 sinais indutivos dife-
rentes para alcançar uma potência alta. Isso fará com que a ignição sincronize-se e forme dois pontos de
queima distintos. A potência da ignição é expansível, portanto, pode realizar mais que uma combustão
e, ao mesmo tempo, melhorar a eficácia do aquecimento. potência e torque correspondentes, bem como
reduzir o consumo de combustível e controle das emissões de poluentes.
MOTOCICLETA 4-22

 Remova a vela de ignição da lateral do motor. Verifique a folga do eletrodo da vela de ignição com
um calibrador de lâminas. Se a medida não estiver entre 0,06 e 0,07 mm, a folga da vela de ignição
deverá ser ajustada.
 Remova o circuito de alta voltagem. Ligue o motor. Verifique se a produção de fogo do circuito de alta
tensão está normal. Se não estiver, substitua-o. Teste Padrão: O fogo produzido deve ter continui-
dade com a tensão de exportação. O fogo produzido deve estar acima de 10.000 V e a cor do fogo
dever ser azul.
 Remova o soquete C.D.I. Verifique a resistência elétrica entre os fios preto e vermelho com um mul-
tímetro. Substitua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de teste: O lado preto
liga-se ao fio preto e vermelho, e o lado vermelho liga-se ao fio preto e branco. A resistência elétrica
positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada.
 Remova o circuito de ignição de onda completa 12V8 e o soquete do circuito de acionamento. Verifi-
que se os circuitos de ignição e acionamento estão normais. Caso não estejam, substitua o magneto
D.C de onda completa 12V8.

3 Estrutura e princípio da tecnologia nanometer cermet


A tecnologia nanometer cermet (dispositivo opcional) é composta principalmente por um corpo de cilindro
nanometer cermet, pistão nanometer cermet e anéis do pistão nanometer cermet .
O corpo do cilindro, pistão e anel do pistão do motor adotam uma técnica de depósito de vapor químico
plasmático que é chamada de tecnologia nanometer cermet. Existe uma camada de diafragma complexo
presa ao corpo do cilindro e ao anel do pistão que é feita de níquel na proporção de nanometer cermet.
A camada de revestimento do diafragama complexo nanometer cermet é de 0,015 a 0,025 mm. E o dia-
fragma complexo nanometer cermet possui características de alta resistência ao impacto, temperatura e
abrasão. Além disso, reduz a emissão de poluentes e prolonga a vida de serviço da motocicleta.

Anéis do pistão
nanometer cermet

Corpo do cilindro
nanometer cermet

Pistão
nanometer cermet

Estrutura da tecnologia nanometer cermet

Durante o deslocamento, o diafragma complexo nanometer cermet de 0,015 a 0,025 mm cobre o corpo do
cilindro, pistão e anel do pistão. Quando os três componentes estão aspirando, funcionando, comprimindo
e expelindo, o diafragma pode ser utilizado como lubrificação, reduzindo a energia térmica de fricção e
prolongando a vida de serviço do motor.
O experimento demonstra que o diafragma complexo nanometer cermet promove forte reação catalisa-
dora para CO. A reação catalisadora começa em 320°C, e a taxa atinge 50% aos 360°C. A reação estará
completa quando forem atingidos os 458°C. Dessa forma, a combustão é mais eficiente, o que leva ao
sucesso da redução de poluentes produzidos pela motocicleta.
4-23 MOTOCICLETA

4 Manutenção da tecnologia nanometer cermet


Realize as seguintes verificações:
 Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do corpo do cilindro. Se a abra-
são exceder o valor limite de reparo de 0,006 mm a 0,008 mm, substitua o cilindro nanometer cermet.
 Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do pistão. Se a abrasão exce-
der o valor limite de reparo de 0,004 mm a 0,006 mm, substitua o pistão nanometer cermet.
 Verifique a abrasão do diafragma nanometer cermet na superfície dos anéis do pistão. Se a abrasão
exceder o valor limite de reparo de 0,002 mm a 0,004 mm, substitua os anéis do pistão de nanometer
cermet.

5 Estrutura e princípio de funcionamento da tecnologia de suplemento elétrico de ar


O suplemento Elétrico de Ar (Dispositivo Opcional) consiste do microcontrolador ECU e da válvula de
suplemento de ar magnetizado PWM.
A Tecnologia de Suplemento de Ar aplica principalmente o princípio da combustão fina da mistura gasosa
do motor. Ela controla a taxa de mistura gasosa na câmara de combustão do motor e faz com que a mistu-
ra gasosa que entra no motor queime completamente. O sinal de rotação do motor (sinal de acionamento
da ignição) está conectado à extremidade de prova do controlador ECU do suplemento elétrico de ar. Por
meio dos dados MAP pré-configurados e a rotação de situação diferente, o ECU exporta o sinal PWM da
válvula de suplemento de ar magnetizado para fazer a válvula funcionar e otimizar a taxa de ar-combus-
tível. A eficiência de combustão é aperfeiçoada. Isso faz com que a emissão de poluentes da motocicleta
alcance o padrão Euro II e Euro III, e execute um consumo de combustível econômico e siga as normas
de proteção ambiental.

Controlador ECU

Válvula de suplemento de ar
magnetizado PWM

Estrutura da tecnologia de suplemento elétrico de ar

Realize as seguintes verificações:


 Remova o soquete do microcontrolador ECU, verifique sua resistência com um multímetro, Substi-
tua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de medição: lado preto da junta do fio
preto-vermelho e lado vermelho da junta do fio preto-branco. A resistência elétrica positiva é 0 k Ω a
10 k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada.
 Remova o soquete da válvula de suplemento de ar magnetizado PWM. Verifique se a tensão e a
corrente elétrica de funcionamento do PWM estão normais. Se não estiverem, substitua a válvula de
suplemento de ar magnetizado PWM.
 As condições de funcionamento do dispositivo elétrico de suplemento de ar: Temperatura: -40 a
85°C; Pressão atmosférica: 80 a 106 kPa; Umidade correspondente: ≥95%.
 Requisitos Técnicos Tensão de funcionamento: 8 a 18 V; Corrente elétrica de funcionamento: ≤0,5 A.
 O Dispositivo Elétrico do Suplemento de Ar deve ser reparado por um mecânico de motocicletas pro-
fissional ou um distribuidor autorizado Kasinski (Cuidado: Nunca ajuste a o carburador de maneira
aleatória).
MOTOCICLETA 4-24

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da tecnologia de


núcleo duplo:
Descrição de
Descrição de problemas da
Componente Causa problemas dos Método de reparo
motocicleta
componentes
Remova o resíduo de
Resíduo de carbono A motocicleta falha ao dar a partida
------------- carbono. Limpe a vela de
na vela de ignição ou dá partida com dificuldade.
ignição.
O eletrodo positivo da
A vela de ignição está Substitua a vela de
vela de ignição está A motocicleta falha ao dar partida.
quebrada. ignição.
queimado.
Vazamento da peça
A vela de ignição está A motocicleta apresenta dificuldade
de conexão da vela de Fixe a vela de ignição.
solta. para dar partida.
ignição.
O eletrodo positivo da
O cabo da vela
vela de ignição está A motocicleta falha ao dar partida ou Fixe ou substitua o cabo
de ignição está
quebrado ou a peça dá partida com dificuldade. da vela de ignição.
quebrado.
de conexão está solta.
A resistência da
Não há saída de
bobina de ignição Substitua a bobina de
tensão da bobina de A motocicleta não dá partida.
de alta tensão está ignição de alta voltagem.
ignição de alta tensão.
queimada.
O eletrodo negativo
Fixe a tomada de
Tecnologia de da bobina de ignição A motocicleta falha ao dar partida ou
------------- conexão do eletrodo
ignição dupla de alta tensão está dá partida com dificuldade.
negativo.
solto ou quebrado.
A tomada de conexão
do eletrodo positivo
A motocicleta falha ao dar partida ou Fixe a tomada de
da bobina de ignição -------------
dá partida com dificuldade. conexão.
de alta voltagem está
solta.
A resistência da Não há saída de
ignição C.D.I está tensão da ignição A motocicleta não dá partida. Substitua a ignição C.D.I.
queimada, C.D.I.
A tomada de conexão
A motocicleta falha ao dar partida ou Insira o carregador C.D.I
da ignição C.D.I está -------------
dá partida com dificuldade. firmemente.
solta.
A bobina de ignição
Não há saída de Substitua o circuito de
do magneto está A motocicleta não dá partida.
tensão. ignição.
queimada.
O terminal da
A motocicleta falha ao dar partida ou Insira firmemente o
bobina de ignição do -------------
dá partida com dificuldade. termina l.
magneto está solto.
O cilindro nanometer A potência do motor e a marcha
A folga de encaixe
cermet está lenta são insuficientes. O consumo
entre o cilindro com Substitua o cilindro
desgastado ou a de combustível está alto. Sai fumaça
o pistão e o anel do nanometer cermet.
parede interna está azul e branca do silencioso do tubo
cilindro é excessiva.
danificada. de escapamento
A potência do motor é insuficiente.
A folga de encaixe
Tecnologia O pistão nanometer A marcha lenta é insuficiente. O
entre o pistão e o Substitua o pistão
nanometer cermet está consumo de combustível está
cilindro excede o nanometer cermet.
cermet desgastado. alto. Sai fumaça azul e branca do
padrão.
silencioso do tubo de escapamento
A potência do motor é insuficiente.
Os anéis do pistão
A folga da abertura do A marcha lenta é insuficiente. O
nanometer cermet Substitua os anéis do
anel do pistão excede consumo de combustível está
estão gastos ou pistão nanometer cermet.
o padrão. alto. Sai fumaça azul e branca do
danificados.
silencioso do tubo deescapamento.
O controlador ECU A emissão de poluentes da Substitua o controlador
O ECU não funciona.
está danificado. motocicleta excede os padrões. ECU.
Tecnologia de
suplemento A válvula do O suplemento elétrico
elétrico de ar suplemento de ar de ar PWM não
A emissão de poluentes da Substitua o suplemento
elétrico do PWM está motocicleta excede os padrões. elétrico de ar PWM.
funciona.
danificada.
4-25 MOTOCICLETA

PARTE 6 – DISPOSITIVO DE TRANSMISSÃO TRASEIRO


Devido ao torque de exportação do motor ser pequeno sua rotação é rápida, o torque do motor somente pode
ser aumentado para assegurar as boas condições da motocicleta pela desaceleração de 3 tempos. O primeiro
tempo passa pela engrenagem motriz e é movido pela embreagem. O segundo tempo passa pelo rolamento
motriz e é movido pelo câmbio. O terceiro tempo passa pelas engrenagens motriz e é movido pelo dispositivo
de transmissão traseiro, assim a potência exportada e a rotação do motor podem ser utilizadas de maneira
econômica e adequada.
1. Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de transmissão traseiro
O dispositivo de transmissão traseiro dessa motocicleta adota a corrente de transmissão. Ele é composto
principalmente da engrenagem motriz, engrenagem movida, corrente de transmissão, junta da corrente,
caixa da corrente de transmissão, tensionador da corrente e amortecedor de borracha.
Primeiro ele exporta potência pela engrenagem
motriz na extremidade do contraeixo da trans-
missão do motor (eixo de saída de potência),
em seguida transmite a potência para a engre-
nagem movida pela corrente de transmissão
que executa a desaceleração. A corrente mo-
vida é fixada com parafuso no corpo do amor-
tecedor. O corpo do amortecedor é conectado
ao cubo traseiro pelo amortecedor de borracha.
Então, quando a velocidade é mudada durante
o deslocamento, a potência é transmitida flexi-
velmente pelo amortecedor de borracha evitan-
do a abrasão das peças e aumentando o con-
forto e estabilidade da motocicleta.

Imagem da estrutura do dispositivo da


transmissão traseira
2. Desmontagem e manutenção da transmissão traseira

[1] Desmonte a alavanca da transmissão após


a remoção do parafuso de fixação (M6 X 25)
Torque

O parafuso da alavanca da transmissão:


M6 X 25/8 a 12 N.m.

CUIDADO
Desmonte a alavanca de
mudança de marchas

Verifique se a alavanca da transmissão está da-


nificada, caso esteja, realize a substituição.

[2] Retire a tampa traseira esquerda após a re-


moção dos dois parafusos (M6 X 25).

Torque
Remova a tampa
Parafuso da tampa traseira esquerda: traseira esquerda
M6 X 25/8 a 12 N.m.
MOTOCICLETA 4-26

[3] Retire a caixa da corrente semifechada após a


remoção dos dois parafusos (M6 X 16).

Torque
Parafuso de fixação da caixa da corrente
semifechada.
M6 X 16/8 a 10 N.m

CUIDADO Remova a caixa da


Verifique se há defeitos na caixa da corrente corrente semifechada
semi-fechada, caso encontre, substitua-a.

[4] Remova a junta da corrente e a corrente após


desmontar os prendedores.

CUIDADO
Remova a corrente
Ao instalar a corrente, a abertura do prendedor
deve ser colocada contra a direção de movi-
mento da corrente.
[5] Remova as partes de trava e a engrenagem
motriz após a remoção dos dois parafusos da
engrenagem motriz (M6 X 10).

Torque
Parafuso de fixação da engrenagem motriz:
Remova a
M6 X 10/8 a 12 N.m. engrenagem motriz

[6] Remova os parafusos reserva (M14 X 310)


do eixo traseiro e os parafusos reserva (M8 X
16- 4> 10 X 15) no suporte do freio traseiro.

Torque
Eixo traseiro M14 X 3310/50 a 80 N.m
Parafuso reserva: M8 X 16/ 4> 10 X 15/10 a Remova o eixo traseiro
15 N.m
4-27 MOTOCICLETA

[7] Retire o eixo traseiro, a roda traseira e os ten-


sionadores direito e esquerdo da corrente.

Remova a roda
traseira

CUIDADO
 Verifique se há desvio ou distorção do
eixo, caso exista substitua ou repare-o.
 Verifique os tensionadores direito e es-
querdo da corrente, se estiverem danifi-
cados, substitua-os ou realize o reparo
necessário.

[8] Retire a bucha do eixo traseiro.

Remova a bucha

CUIDADO
do eixo traseiro

Verifique a bucha do eixo traseiro, se estiver


gasta, substitua-a.

[9] Remova o retentor de óleo do eixo traseiro.

CUIDADO
 Verifique as bordas do retentor de óleo,
Remova o retentor
se estiver danificada, substitua o reten- de óleo da roda
tor. traseira
 Ao instalar o eixo traseiro, remova a gra-
xa sobre o retentor de óleo.

[10] Remova as partes de trava e remova os quatro


parafusos (M8X35) da engrenagem da trans-
missão traseira retirando a corrente em segui-
da.

Torque
Parafusos de fixação da engrenagem da
transmissão traseira:
M8 X 35/20 a 25 N.m Remova a
engrenagem da
transmissão traseira

CUIDADO
Solte a peça de trava após a instalação da en-
grenagem de transmissão traseira.
MOTOCICLETA 4-28

[11] Retire o corpo do coxim da engrenagem de


transmissão traseira.

CUIDADO
Verifique se a parte convexa do corpo do coxim
Remova o corpo
está desgastada, caso esteja, substitua o corpo do coxim
do coxim.

[12] Remova o coxim de borracha.

CUIDADO Remova o coxim


Verifique se o coxim de borracha está desgas- de borracha
tado, caso apresente desgaste excessivo, subs-
titua-o.

[13] Verifique o rolamento do corpo do coxim, se es-


tiver desgastado ou a folga for excessiva, reali-
ze a substituição.

Verifique o rolamento
do corpo do
amortecedor

CUIDADO
Limpe a graxa sobre o rolamento do corpo do
coxim ao instalá-lo.

[14] Verifique as duas engrenagens da transmissão,


se houver desgaste, realize a substituição do
conjunto.

CUIDADO
Limpe a graxa sobre as engrenagens da trans- Verifique as engrenagens
da transmissão
missão ao instalá-las.
4-29 MOTOCICLETA

[14] Verifique a corrente e a junta da corrente, se


houver desgaste excessivo, realize a substitui-
ção em conjunto.

CUIDADO
 Limpe o óleo lubrificante sobre as engre-
nagens ao instalar a nova corrente.
 Após a instalação, ajuste o grau de aper-
to da corrente entre 15 a 25 mm. Verifique a corrente

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do dispositivo de trans-


missão traseiro
Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
Substitua as engrenagens
Os dentes da A corrente de transmissão
A corrente de transmissão motriz e movida e a
engrenagem estão emite ruído anormal e
sai da engrenagem. corrente de transmissão
gastos. quebra com facilidade.
Engrenagem em conjunto.
motriz Substitua as engrenagens
A ranhura da
Ruído anormal da A corrente de transmissão motriz e movida e a
engrenagem está
corrente de transmissão quebra com facilidade. corrente de transmissão
gasta.
em conjunto.
Substitua as engrenagens
Os dentes da A corrente de transmissão
A corrente de transmissão motriz e movida e a
engrenagem estão emite ruído anormal e
sai da engrenagem. corrente de transmissão
gastos. quebra com facilidade.
Engrenagem em conjunto.
movida Substitua as engrenagens
A ranhura da
Ruído anormal da A corrente de transmissão motriz e movida e a
engrenagem está
corrente de transmissão quebra com facilidade. corrente de transmissão
gasta.
em conjunto.
A corrente de
transmissão está A corrente de transmissão Limpe e lubrifique a
-------------
muito suja ou mal emite ruído estranho. corrente.
lubrificada.
A corrente de Regule o ajuste da
Ajuste inadequado da A corrente de transmissão
transmissão está corrente de transmissão
tensão da corrente. emite ruído estranho.
Corrente de muito apertada. para 15mm a 25mm
transmissão A corrente de A corrente de transmissão Regule o ajuste da
Ajuste inadequado da
transmissão está emite ruído anormal e corrente de transmissão
tensão da corrente.
muito folgada. quebra com facilidade. para 15 a 25 mm.
Substitua as engrenagens
A corrente está A corrente de transmissão A corrente de transmissão motriz e movida e a
gasta. sai da engrenagem. quebra com facilidade. corrente de transmissão
em conjunto.
Caixa da A caixa da corrente
Ruído da caixa da Substitua a caixa da
corrente semi- semi-fechada está -------------
corrente. corrente.
fechada danificada.
Reajuste o tensionador
Ajuste inadequado
A corrente de transmissão esquerdo e direito e
do tensionador A roda da traseira inclina.
Tensionador quebra com facilidade. mantenha sua marca de
esquerdo e direito
da corrente escala no mesmo nível.
O tensionador está O tensionador não pode A corrente de transmissão
Substitua o tensionador.
danificado. ser ajustado. quebra com facilidade.
Coxim de O coxim de borracha O coxim de borracha está A roda traseira emite ruído Substitua o coxim de
borracha está desgastado. danificada. anormal. borracha.
MOTOCICLETA 4-30

PARTE 7 – CHASSI E ACESSÓRIOS


O chassi é a estrutura de funcionamento e o suporte principal da motocicleta. Os componentes e estrutura da
motocicleta devem ser de alta resistência e rigidez enquanto o chassi deve ser leve para suportar a grande car-
ga de impacto e vibrações que a moto está sujeita durante seu funcionamento. Isso é bom para a motocicleta
desempenhar alta velocidade de deslocamento.

1 Princípios de estrutura e trabalho do chassi e dos acessórios


O chassi dessa motocicleta é como um berço.
Possui alta resistência, rigidez e aplicabilidade.
O suporte em baixo do motor é removível e feito
de tubos duplos. Consiste basicamente do tubo
coletor, estrutura principal, ponteira do tubo de
escapamento, tubo de suporte da traseira e
tubo flexível inferior. O chassi é feito através de
métodos de solda, rebitagem e outros.
Ele serve para dar suporte ao motor, sistema
de transmissão, sistema de operação, assento,
tanque de combustível, sistema de freio e etc.
Ao mesmo tempo, oferece suporte para a insta-
lação de outros acessórios, integrando a moto-
cicleta em uma só peça.
Imegem da estrutura do chassi

2 Desmontagem e manutenção do chassi e acessórios


[1] Verifique se o espelho retrovisor está solto e
danificado. Caso esteja, aperte ou repare.
Verifique o espelho
retrovisor

CUIDADO
Mantenha o vidro retrovisor limpo e sem poeira.
Ajuste o melhor ângulo antes de dirigir.

[2] Verifique se o para-lama dianteiro está solto ou


danificado.


Verifique o para-
lama dianteiro

CUIDADO
Repare ou substitua o para-lama dianteiro se
houver deformidade ou danos causado por coli-
sões ou vibrações.
4-31 MOTOCICLETA

[3] Verifique o para-lama traseiro está solto ou da-


nificado.

CUIDADO
Repare ou substitua o para-lama traseiro se
houver deformidade ou danos causados por co- Verifique o para-lama
lisões ou vibrações. traseiro

[4] Verifique se há folga excessiva no encaixe da


manopla ou alavanca de partida.

CUIDADO Verifique a manopla


de partida
Se a manopla de partida não retornar ou retor-
nar parcialmente, verifique a mola retrátil do
eixo de partida do motor.

[5] Verifique se há folga excessiva no encaixe do


pedal e eixo de partida. Ao mesmo tempo, veri-
fique se a rosca da alavanca de ajuste do pedal
da transmissão está danificada.

CUIDADO Verifique o pedal de mudança


de marchas
 Se o pedal da transmissão não retornar
ou retornar parcialmente, verifique o sis-
tema de controle da transmissão do mo-
tor.
 Verifique a folga do pedal da transmissão
e realize o ajuste da alavanca de ajuste
para aumentar ou diminuir a folga se ne-
cessário.

[6] Verifique se o pedal do freio apresenta curvatu-


ra ou deformação.

CUIDADO Verifique o pedal de freio

Se o pedal do freio estiver curvado ou deforma-


do, realize o reparo ou a substituição.
MOTOCICLETA 4-32

[7] Verifique se o suporte principal e lateral apre-


sentam curvatura ou deformação. Também, ve-
rifique se eles retornam apropriadamente.

CUIDADO
 Se o suporte principal e lateral apresentar
curvatura ou deformação, realize o repa-
ro ou substituição.
 Se o suporte principal e lateral não retor-
nar apropriadamente, substitua a mola Verifique os suportes
principal e lateral
retrátil.

[8] Verifique se o pedal dianteiro está gasto ou de-


formado.

NOTA Verifique o
Se o pedal dianteiro estiver desgastado ou de- pedal dianteiro
formado, realize o reparo ou substituição.

[9] Verifique se o suporte apresenta folgas ou de-


formações.

Verifique o bagageiro

NOTA
Se o suporte apresentar folgas ou deformações,
realize o reparo ou substituição.

[10] Verifique se as tampas laterais direita e esquer-


da estão danificadas.

Verifique a tampa

NOTA
lateral

Repare ou substitua as tampas laterais direita e


esquerda se estiverem danificadas.
4-33 MOTOCICLETA

[11] Verifique se o assento está danificado.

NOTA
Repare ou substitua o assento se estiver danifi-
cado, caso contrário o conforto do motorista e Verifique o assento
do passageiro será afetado.

[12] Verifique se o para-choque está solto ou defor-


mado.

NOTA Verifique o para-choque


Repare ou substitua o para-choque se estiver
danificado ou solto, caso contrário a segurança
do motorista e do passageiro será afetada.

[13] Verifique se as tampas dos componentes não


estão danificadas.

Verifique as tampas
dos componentes

NOTA
Substitua as tampas dos componentes se esti-
verem danificadas.

[14] Verifique se o chassi apresenta rachaduras ou


folgas.

CUIDADO
Verifique o chassi

Se o chassi estiver quebrado ou apresentar ra-


chaduras, realize o reparo com solda.
MOTOCICLETA 4-34

[15] Verifique se o chassi apresenta curvaturas ou


deformações.

ADVERTÊNCIA
Se o chassi for danificado, rachado ou que-
brado durante a utilização, realize correta-
mente o reparo ou substitua-o o mais rápi-
Repare o chassi
do possível, caso contrário, a segurança,
conforto e confiabilidade de funcionamen-
to serão afetadas. do óleo: M6 X 12/8N.m a
12N.m

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do chassi e acessórios


Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
O chassi está amassado A motocicleta não se Repare ou subsitua o
O chassi está distorcido.
ou caiu. desloca normalmente. chassi.
O chassi está amassado O chassi está parido ou A motocicleta não se Solde ou subsitua o
Chassi
ou caiu. rachado. desloca. chassi.
O chassi é afetado pela A junta do chassi foi A motocicleta vibra ou não
Solde o chassi.
estrada e vibra. partida. se desloca normalmente.
A motocicleta faz barulho
O suporte principal está O suporte principal não durante o funcionamento Repare ou substitua o
quebrado ou distorcido. retorna normalmente. e tem problemas para suporte principal.
Suporte estacionar.
principal A motocicleta faz barulho
A mola retrátil está sem O suporte principal não durante o funcionamento
Substitua a mola retrátil.
elasticidade. retorna normalmente. e tem problemas para
estacionar.
A motocicleta faz barulho
O suporte lateral está O suporte lateral não durante o funcionamento Repare ou substitua o
quebrado ou distorcido. retorna normalmente. e tem problemas para suporte lateral.
estacionar.
Suprte lateral
A motocicleta faz barulho
A mola retrátil está sem O suporte lateral não durante o funcionamento
Substitua a mola retrátil.
elasticidade. retorna normalmente. e tem problemas para
estacionar.
Tampa A tampa esquerda foi A tampa esquerda está A aparência está Substitua ou repare a
esquerda batida e está danificada. danificada. prejudicada. tampa esquerda.
A tampa direita foi batida e A tampa direita está A aparência está Substitua ou repare a
Tampa direita
está danificada. danificada. prejudicada. tampa direita,
O para-lama dianteiro
Para-lama O para-lama dianteiro foi A motocicleta faz barulho Substitua o para-lama
está distorcido ou
dianteiro batido ou vibra, durante o deslocamento. dianteiro.
danificado.
Para-lama O para-lama traseiro foi O para-lama traseiro está A motocicleta faz barulho Substitua o para-lama
traseiro batido ou vibra. distorcido ou danificado. durante o deslocamento. traseiro.
A tampa do assento está
Assento ------------- Falta conforto ao dirigir. Subtitua o assento.
danificada.
O pedal dianteiro está A segurança ao dirigir está Substitua o pedal
Pedal dianteiro -------------
distorcido ou danificado. prejudicada. dianteiro.
O pedal traseiro está Substitua o pedal
Pedal traseiro ------------- Falta conforto ao dirigir,
distorcido ou danificado. traseiro.
Alavanca de A alavanca de partida está O desempenho de partida Substitua a alavanca de
-------------
partida distorcida ou danificada. está prejudicado. partida.
Espelho O espelho retrovisor O espelho retrovisor está A segurança ao dirigir está Substitua o espelho
retrovisor quebrou ou vibra. distorcido ou danificado. prejudicada. retrovisor.
O suporte traseiro está
O suporte traseiro está O carregamento de cargas Solde ou substitua o
Suporte traseiro distorcido ou a junta está
quebrado ou vibra. está prejudicado. suporte traseiro.
partida.
4-35 MOTOCICLETA

PARTE 8 – SISTEMA DE DIREÇÃO


A direção da motocicleta é operada através do guidom. O guidom se conecta com o suporte superior da haste
da direção e tem o tubo vertical da estrutura como centro. Ele controla a direção da roda dianteira curvando a
barra de direção para fazer o amortecedor dianteiro girar.
1 Estrutura e principio de funcionamento do sistema da direção
[1] Guidom
O lado direito do guidom da motocicleta é o local da manopla de controle de aceleração, que controla
a valvula do carburador. A alavanca direita é a alavanca do freio dianteiro e a alavanca localizada
no guidom esquerdo é a alavanca da embreagem. Há também interruptores da direita e esquerda,
espelho retrovisor e válvula do afogador instalados no guidom direito e esquerdo.
[2] Conjunto da haste de direção
O conjunto da haste de direção é uma parte
importante do sistema de direção. O conjun-
to consiste basicamente da haste de direção,
suporte superior e inferior, rolamento e anel
de rolamento. Normalmente, a haste de dire-
ção é ligada ao suporte inferior (geralmente
chamado de haste de direção como um todo)
e instalada no tubo do chassi. O peso da mo-
tocicleta e do motociclista é transferido para
a roda dianteira através da haste de direção.
Porém, a pressão exercida pelo contato entre
a estrada e a roda é transferida para o corpo
da motocicleta através da haste de direção.
Portanto, a haste de direção não somente
tem de suportar cargas pesadas de impacto, Imagem da estrutura do sistema de direção
mas também, tem de garantir flexibilidade de
movimentação durante o deslocamento.

2 Desmontagem e manutenção do sistema de direção


Para que a motocicleta tenha um bom funcionamento, a manutenção do sistema de direção deve ser rea-
lizada constantemente. Desmonte o veículo, pela primeira vez, após 1.500 km, e depois a cada 3000 km
percorridos. Verifique a abrasão dos rolamentos internos e externos e esferas rotativas. Substitua-os se
necessário. As esferas rotativas devem ser substituídas em conjunto. Não confunda as peças novas com
as velhas.
A manutenção da haste de direção deve se concentrar no rolamento. Se sempre falta lubrificação do rola-
mento e a porca de ajuste está folgada, a folga do rolamento será excessiva fazendo com que o guidomvi-
bre durante o deslocamento. Isso prejudica a estabilidade e segurança da motocicleta. Além disso, se o
rolamento estiver danificado ou a porca de ajuste muito apertada, a resistência de manobra da haste de
direção será muito grande travando o guidom que se torna difícil ou impossível de ser operado. Portanto,
isso tudo inlui na segurança de direção.
Apóie a motocicleta com o suporte principal e tire a roda dianteira do chão. Gire o garfo e o amortecedor
dianteiro e verifiqye se o rolamento está folgado. Gire o guidom e verifique se o rolamento está flexível.
Ajuste-o se o rolamento estiver muito folgado ou muito apertado. Primeiro, solte a porca travante da haste
de direção, gire a porca de ajuste e verifique o aperto do rolamento. Aperte novamente a porca travante
até que o rolamento esteja normal.

[1] Vire o guidom para verificar a flexibilidade e


estabilidade. Levante o guidom para verificar a
folga de encaixe.
Verifique o sistema da direção

NOTA
Se a folga de encaixe for excessive, reajuste-o.
Caso contrário, o conforto e estabilidade da mo-
tocicleta serão prejudicados.
MOTOCICLETA 4-36

[2] Desmonte os interruptores de controle direito e


esquerdo do sistema elétrico e remova os qua-
tro parafusos de fixação (M8 X 35) no fixador do
suporte superior, retirando o tubo da direção.

Torque Desmonte o tubo


da direção
Parafuso de fixação no fixador do suporte
superior: M8 X 35/20 a 25 N.m.

[3] Remova a porca de cobertura (M21) da haste


de direção.

Torque Remova a porca do sistema


Porca de cobertura da haste de direção: da direção
M21/40N.m a 45N.m

[4] Remova os dois parafusos de fixação (M8 X 55)


à direita e esquerda do amortecedor e os dois
parafusos de fixação (M6 X 25) no conjunto de
medição, removendo os medidores.

Torque
Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro:
M8 X 55/20 a 25 N.m.
Remova o parafuso
Torque trava do amortecedor
Parafuso de fixação dos medidores:
M6X 25/10 a 15 N.m.

[5] Remova o suporte superior e verifique se há


deformações ou danos. Substitua-o se estiver
deformado ou danificado.

CUIDADO
se a motocicleta desvia para um dos lados du- Remova o suporte
superior
rante o deslocamento, isso indica que o suporte
superior está deformado ou curvado, então ca-
libre ou substitua o suporte superior, caso con-
trário, o conforto, segurança e confiabilidade de
direção serão prejudicados.
4-37 MOTOCICLETA

[6] Remova a porca de ajuste da coluna de


direção.

NOTA
Verifique a flexibilidade e estabilidade da has- Solte a porca de ajuste
te de direção após ter removido sua porca de
ajuste.

[7] Remova a porca de ajuste, haste de direção,


esferas de aço superior e inferior, os anéis e
rolamentos das esferas e limpe-os.

Remova a porca
de ajuste

[8] Limpe a graxa sobre os rolamentos das esferas


de aço superior e inferior, então instale os anéis
da base superior e inferior, as esferas de aço
superior e inferior, haste de direção e porca de
ajuste.

Instale a porca
de ajuste

CUIDADO
Verifique a flexibilidade e estabilidade da haste
de direção após a instalação.

[9] Se a motocicleta desviar para um lado durante


o deslocamento, isso indica que o suporte su-
perior e a haste de direção estão deformadas,
portanto, calibre ou realize as substituições ne-
cessárias o mais rápido possível.

CUIDADO
Verifique o sistema da direção
Substitua o suporte superior e a haste de dire-
ção caso estejam rachados ou quebrados.
MOTOCICLETA 4-38

[10] Verifique se o ajuste da porca, haste de direção,


esferas inferiores de aço, anéis e rolamentos
das esferas estão gastos.

CUIDADO Verifique o anel base e as


esferas da direção
Se a porca de ajuste, haste de direção, esferas
de aço superior e inferior, anéis e rolamento es-
tão muito gastos, substitua-os em conjunto.

[11] Se a motocicleta desviar para um lado durante


o deslocamento após ter sofrido impacto ou ter
caído, isso indica que o tubo de direção foi de-
formado, portanto, calibre ou substitua o tubo
de direção o mais rápido possível.
Verifique o tubo da direção

CUIDADO
Se o tubo de direção estiver rachado ou quebra-
do, substitua-o

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda Tabela


Descrição de
Descrição de problemas
Componente Causa problemas dos Método de reparo
da motocicleta
componentes
O tubo da direção
A motocicleta desvia
está amassado ou O chassi está curvado Calibre ou substitua o tubo
para um lado durante o
danificado devido à ou empenado. de direção.
deslocamento.
Tubo da queda.
direção O tubo de direção
está amassado ou O tubo da direção está A motocicleta não se Solde ou substitua o tubo
danificado devido à rachado ou quebrado. desloca. de direção.
queda.
Ajuste a porca com uma
Folga de encaixe entre chave fixa até a coluna
Porca de ajuste muito as esferas de aço e de direção girar com
O guidom não está flexível.
apertada o seu anel está muito flexibilidade e não haver
Anel das pequena. desvio radial entre a
esferas de aço coluna e o tubo de direção.
O anel das esferas
O guidom não está Substitua as esferas
de aço está gasto,
------------- flexível e vibra durante o de aço e seu anel
danificado, amassado
deslocamento. conjuntamente.
ou rachado.
A esferas de aço O guidom não está
Substitua as esferas de
Esferas de aço estão deformadas ou ------------- flexível e vibra durante o
aço em conjunto.
gastas. deslocamento.
A motocicleta desvia
A coluna de direção A coluna da direção
Coluna de para um lado durante o Calibre ou substitua a
está empenada ou está empenada ou
direção deslocamento e o guidom coluna de direção.
deformada. deformada.
não está flexível.
4-39 MOTOCICLETA

PARTE 9 – CABO DE CONTROLE

1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabo de controle


O cabo de controle consiste basicamente de um cabo de aço, cabeça de cabo e capa do cabo de aço
de plástico com mola de metal. O cabo de aço deve ser flexível para que não quebre com facilidade e
possa suportar alta pressão. Ele, normalmente, é feito de finos fios de aço que garantem a resistência e
a flexibilidade do cabo de aço. A cabeça do cabo é conectado com o cabo de aço através do método de
liga de estanho, liga de zinco fundido e etc. A parte externa da capa do cabo de aço de plástico com mola
de metal é de plástico e a parte interna é uma capa do cabo de aço de mola de fio de aço que é flexível e
não altera o comprimento quando recebe pressão axial. Existe uma bucha de nylon entre a capa do cabo
de aço de plástico com mola de aço e o cabo de aço que evita a fricção direta do cabo de aço e a capa do
cabo de aço.
Para manter o bom funcionamento do cabo de con-
trole e prolongar a vida de serviço, realize a limpeza
periódica e lubrifique-o quando necessário. Limpe,
pela primeira vez, após os primeiros 1.500km per-
corridos, e depois a cada 3.000 km. Leia a seguir
dois métodos de lubrificação: Um é a lubrificação por
imersão, e o outro é a lubrificação por salpico.

Desenho da estrutura do cabo de controle

2 Desmontagem e manutenção do cabo de controle

[1] Inspecione a flexibilidade do cabo de controle


da embreagem. Limpe e lubrifique o cabo de
controle da embreagem caso esteja resistente
à operação ou não retorne adequadamente.

NOTA
Pingue algumas gotas de lubrificante na extre-
midade da capa do cabo de aço plástica com Substitua o cabo de controle da embreagem
mola de metal antes de instalar o cabo de con-
trole da embreagem.

[2] Verifique a flexibilidade do cabo de controle


de aceleração e cabo de controle do afogador.
Limpe e lubrifique ou substitua-os se estiverem
oferecendo muita resistência na operação ou
não estiverem retornando adequadamente.

Limpe o acelerador e o cabo de


controle do afogador
MOTOCICLETA 4-40

[3] Substitua o cabo de controle do afogador, se


estiver quebrado.

NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex-
tremidade da capa do cabo de aço plástica com
Substitua o cabo de
mola de metal antes de instalar o novo cabo de controle do afogador
controle do afogador.

[4] Substitua o cabo de controle do acelerador, se


estiver quebrado.

NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex-
tremidade da capa do cabo de aço plástica com
mola de metal antes de instalar o novo cabo de Substitua o cabo de controle
do acelerador
controle do acelerador.

[5] Se a reversão do hodômetro da motocicleta não


for precisa, isso indica que o cabo do hodôme-
tro não pode girar flexivelmente na bucha do
cabo, portanto, limpe e lubrifique ou substitua o
cabo do hodômetro.

Limpe o cabo do
velocímetro

[6] Se o hodômetro da motocicleta parar de funcio-


nar, o cabo do hodômetro deve estar quebrado,
nesse caso, substitua-o.

NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na
extremidade da capa do cabo de aço plástica
com mola de metal antes de instalar o novo
cabo do hodômetro. Substitua o cabo do velocímetro
4-41 MOTOCICLETA
[7] A lubrificação por imersão funciona da seguinte
maneira:
1. Mergulhe todo o cabo dentro do querosene
por 5 a 10 min. Puxe o cabo de aço para
limpar a sujeira dentro da capa do cabo de
aço.
2. Mergulhe todo o cabo na mistura de óleo
composta de querosene e óleo lubrificante
com a proporção de 1 para 1. Puxe o cabo
de aço alternadamente fazendo a mistura
de óleo fluir dentro da capa do cabo de aço.
Imerja no lubrificante
3. Remova o cabo de controle e limpe a mistu-
ra de óleo na parte externa do cabo.
[8] A lubrificação por salpico funciona da seguinte
maneira: Cabeça do cabo da direção

1. Envolva a extremidade da capa do cabo de


aço plástica com mola de metal do cabo de
controle com fita adesiva transparente como
Capa do cabo de aço de metal
se fosse um tubo.
2. Levante a extremidade envolvida com a fita
adesiva e puxe a cabeça de aço.
3. Injete óleo lubrificante na capa do cabo de Lubrificação por
gotejamento
aço com o recipiente de óleo até o óleo pin-
gar pelo cabo de aço inferior.

3 As causas, descrições e métodos de reparo do Cabo de Controle


Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
O cabo de controle de
A manopla de controle
aceleração não se move Limpe e lubrifique ou
de aceleração está difícil A marcha lenta da
de forma flexível na substitua o cabo de
Cabo de de ser girada ou não motocicleta está instável.
bucha do cabo quando é aceleração.
controle de retorna adequadamente.
puxado.
aceleração
O cabo de controle
A motocicleta não dá a Substitua o cabo de
de aceleração está -------------
partida normalmente. aceleração.
quebrado.
O cabo de controle do
A válvula do afogador
afogador não se move A motocicleta não dá Limpe e lubrifique ou
está resistente à
Cabo de de forma flexível na a partida e funciona substitua o cabo de
operação ou não retorna
controle do bucha do cabo quando é normalmente. controle do afogador.
adequadamente.
afogador puxado.
O cabo de controle do A motocicleta não dá a Substitua o cabo de
-------------
afogador está quebrado. partida normalmente. controle do afogador.
O cabo de controle da O cabo de controle
embreagem não se da embreagem está A embreagem desliza Limpe e lubrifique ou
move de forma flexível resistente à operação e não desengata substitua o cabo de
Cabo de
na bucha do cabo ou não retorna completamente. controle da embreagem.
controle da
quando é puxado. adequadamente.
embreagem
O cabo de controle A embreagem
Substitua o cabo de
da embreagem está ------------- não desengata
controle da embreagem.
quebrado. completamente.
O cabo do hodômetro
O cabo do hodômetro A rotação do hodômetro Limpe e lubrifique ou
gira com dificuldade ou
não gira flexívelmente na da motocicleta não é substitua o cabo do
não gira na bucha do
Cabo do buch do cabo. precisa. hodômetro.
cabo.
hodômetro
O hodômetro da
O cabo do hodômetro Substitua o cabo do
------------- motocicleta para de
está quebrado. hodômetro.
funcionar.
MOTOCICLETA 4-42

PARTE 10 – AMORTECEDORES
O amortecedor dianteiro é o conector flexível entre a roda dianteira e o corpo do veículo. O amortecedor tra-
seiro, principalmente, suporta a pressão axial da roda traseira. Ambos suportam o peso de todo o corpo do
veículo. Durante o funcionamento da motocicleta, eles são responsáveis por reduzir os impactos e vibrações da
motocicleta e do motociclista, diminuir a pressão dos componentes, prolongar a vida de serviço da motocicleta
e melhorar o conforto, dirigibilidade e estabilidade para o motociclista.
1 A estrutura e princípio de funcionamento dos amortecedores traseiro e dianteiro
[1] Amortecedor dianteiro
O amortecedor dianteiro dessa motocicleta adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basi-
camente da mola do amortecedor dianteiro, anel de vedação, tampa, anel do pistão, haste do amor-
tecedor dianteiro, haste do pistão, mola guia, sede da mola da válvula, válvula e sede da válvula de
sentido único, tubo do amortecedor dianteiro e sede da haste do pistão.
Quando a roda dianteira da motocicleta recebe impacto e vibra, o tubo do amortecedor dianteiro é
elevado, o óleo de amortecimento flui através da válvula de sentido único e dos pequenos orifícios
da haste do pistão. A força de resistência é pequena nesse momento. Quando o tubo do amortecedor
continua subindo, a folga entre a sede da válvula de sentido único e a superfície da haste do pistão
em forma de cone se torna cada vez menor, assim, a resistência se torna maior o que evita a colisão
do tubo do amortecedor dianteiro com o amortecedor dianteiro. Quando o tubo do amortecedor dian-
teiro desce devido a força de retração da mola do amortecedor dianteiro, o óleo de amortecimento
somente pode fluir dos pequeno orifícios da haste do pistão por causa do fechamento da válvula de
sentido único, isso causa uma grande resistência reduzindo a oscilação da mola do amortecedor
dianteiro.
[2] Amortecedor traseiro O amortecedor traseiro dessa motocicleta
Adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basicamente do rolamento superior, cobertura de
borracha, junta, mola do amortecedor traseiro, haste do amortecedor traseiro, pistão, rolamento infe-
rior e amortecedor.

2 Desmontagem e manutenção do amortecedor dianteiro
O amortecedor traseiro suporta basicamen-
te a pressão axial da roda traseira. Quando a
roda traseira recebe impacto decorrente das
condições da estrada, o amortecedor traseiro
se comprime e estende. O óleo hidráulico de
amortecimento é forçado a fluir pelo orifício do
amortecedor reduzindo efetivamente a vibração
do amortecedor traseiro.

Imagem da estrutura do amortecedor

[1] Realize a manutenção da motocicleta após


1.500km a 3.000km percorridos da seguinte
maneira:
1. Verifique e aperte todos os componentes
de fixação do amortecedor dianteiro.
2. Verifique se há vazamento de óleo e subs-
titua os componentes com problemas se
identificar vazamentos.
Verifique o
3. Verifique o curso efetivo e o desempenho amortecedor dianteiro
de funcionamento do amortecedor diantei-
ro. Pouca resistência indica falta de óleo
de amortecimento, portanto, drene óleo do
amortecedor dianteiro e reabasteça com
óleo de amortecimento novo da marca in-
dicada de acordo com a capacidade clas-
sificada (159 + ou - 5ml). 4. Abasteça com
óleo de amortecimento após os primeiros
1.000km percorridos.
4-43 MOTOCICLETA

[2] Se o amortecedor dianteiro apresentar proble-


mas, primeiramente, remova os parafusos de
fixação (M8 X 40) no amortecedor dos suportes
superior e inferior e haste da direção, em segui-
da desmonte a roda e o para-lama dianteiros,
retirando o amortecedor dianteiro.

Torque
Remova os parafusos de fixação do amortece- Remova os
parafusos do
dor dianteiro: amortecedor dianteiro
Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro:
M8 X 40/30 a 45 N.m.

CUIDADO
Se o amortecedor dianteiro emitir som estranho
ou estiver gasto, desmonte e verifique-o.

[3] Desmonte o amortecedor dianteiro da seguinte


maneira:
Desmonte o parafuso do dreno do óleo do am-
ortecedor, bombeie a haste do amortecedor por
várias vezes para drenar todo o óleo.

CUIDADO Drene o óleo de amortecimento


Limpe todos os componentes do amortecedor
ante de remontá-los.

[4] Remova o retentor de óleo do amortecedor e


verifique o desgaste das bordas. Se houver
desgaste, realize a substituição.

CUIDADO
Tome cuidado para não danificar a superfície
Remova o retentor
deslizante interna e externa do retentor de óleo do óleo e anel-trava
e cordão de vedação ao desmontar e montá-los.
MOTOCICLETA 4-44

[5] Remova a tampa protetora de pó e o cordão de


vedação e remova a haste do amortecedor do
tubo do amortecedor.
Tubo do
amortecedor

Haste do
CUIDADO amortecedor

Verifique se a tampa protetora de pó está gasta,


caso esteja, substitua-a.

[6] Remova a haste do amortecedor e a mola


retrátil.

CUIDADO Remova a mola de retação


Verifique se a haste do amortecedor e a mola
retrátil estão gastas, se estiverem, substitua-as.

[7] Meça o diametro interno do tubo do amorte-


cedor interno com um calibre. Se o diâme-
tro interno exceder o valor limite de reparo de
31,10 mm, substitua o tubo do amortecedor. Meça o diâmetro interno
do tubo do amortecedor

CUIDADO
Se o tubo do amortecedor estiver danificada ou
muito gasta, substitua-a.

[8] Meça o comprimento livre da mola da embre-


agem com um paquímetro. Se o comprimento
livre da mola da embreagem exceder o valor
limite, substitua-a. Meça a mola do
amortecedor

CUIDADO
Instale a parte mais densa da mola do amortece-
dor voltada para cima.
4-45 MOTOCICLETA

[9] Meça o diametro externo da haste do amorte-


cedor com um micrometro. Se o diâmetro inter-
no do tambor do freio traseiro exceder o valor
limite de reparo de 30,90 mm, substitua a haste
do amortecedor.

CUIDADO Meça a haste do


amortecedor

Se a haste do amortecedor estiver danificada ou


muito gasta, substitua-a.

[10] Complete o óleo de amortecimento de acordo


com a capacidade indicada 159 ± 5 ml após a
instalação do amortecedor, caso contrário, a
segurança e estabilidade da motocicleta serão
afetadas.

Adicione óleo de
amortecimento

CUIDADO
Limpe todos os componentes antes de instalar
o amortecedor.
MOTOCICLETA 4-46

3 Desmontagem e Manutenção do Amortecedor Traseiro


[1] Coloque a motocicleta no chão e pressione para
baixo com força o suporte traseiro por várias ve-
zes. Verifique danos ou vazamento de óleo no
amortecedor traseiro.


Verifique o
amortecedor traseiro
CUIDADO
Se houver vazamento substitua o amortecedor
traseiro.

[2] Verifique a mola do amortecedor traseiro es-


querdo e direito, se a elasticidade for insuficien-
te, substitua-a.

CUIDADO
Regule os amortecedores de acordo com a mes-

Ajuste o
amortecedor traseiro
ma escala. A escala padrão é a posição" III ".
Se o amortecedor traseiro estiver muito suave,
gire-o para direita. Se a mola estiver dura, gire
para esquerda.

[3] Se for preciso desmontar o amortecedor, pri-


meiro, remova o parafuso de fixação (M10).

Torque
Porca de retenção do amortecedor traseiro:
28 a 32 N.m.
Remova a porca de retação

[4] Remova a porca de retenção (M 10) do amor-


tecedor traseiro e retire os amortecedores es-
querdo e direito.

CUIDADO Remova a porca de retração


Fixe o corpo da motocicleta para evitar queda
de um lado ao remover os amortecedores es-
querdo e direito.
4-47 MOTOCICLETA

[5] Verifique se a haste do pistão do amortecedor


traseiro está deformada ou danificada.

CUIDADO
Verifique o
Substitua o amortecedor traseiro se a haste do amortecedor traseiro
pistão estiver deformada ou quebrada.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos amortecedores


dianteiro e traseiro
Descrição de problemas dos Descrição de problemas da
Componente Causa Método de reparo
componentes motocicleta
A mola do amortecedor
Diminuição do conforto, estabi-
dianteiro apresenta O amortecedor dianteiro está Substitua o amortecedor
lidade e segurança do desloca-
pouca flexibilidade ou macio e emite ruído anormal. dianteiro ou sua mola.
mento.
está partida.
A motocicleta desvia para um
A haste do amortecedor As hastes dos amortecedores Corrija e substitua o amo-
lado durante o deslocamento.
dianteiro está empe- esquerdo e direito não estão retecedor e a haste do
Diminuição do conforto, estabili-
nada. no mesmo nível. amortecedor dianteiro.
dade e segurança.
A superfície de trabalho O retentor de óleo da haste do Diminuição do conforto, estabi-
Substitua o amortecedor
do amortecedor está amorcecedor dianteiro apre- lidade e segurança do desloca-
dianteiro ou sua haste.
danificada. senta vazamento. mento.
O revestimento crimado A motocicleta desvia para um
O retentor de óleo da haste do
do amortecedor dianteiro lado durante o deslocamento. Substitua o amortecedor
amorcecedor dianteiro apre-
está gasto e a parte de O conforto, estabilidade e segu- dianteiro ou sua haste.
senta vazamento.
metal aparece. rança estão prejudicados.
Amortecedor A motocicleta desvia para um
O tubo do amortecedor
dianteiro O amortecedor dianteiro apre- lado durante o deslocamento. Substitua o amortecedor
dianteiro está gasto ou
senta vazamento. O conforto, estabilidade e segu- dianteiro ou seu tubo.
quebrado.
rança estão comprometidos.
+Diminuição do conforto, esta- Substitua o amortecedor
A haste do pistão está O amortecedor dianteiro está
bilidade e segurança do deslo- dianteiro ou a haste do
gasta ou danificada. mutio suave.
camento. pistão.
Diminuição do conforto, estabi- Substitua o amortecedor
A haste do pistão está O amortecedor dianteiro está
lidade e segurança do desloca- dianteiro ou seu anel do
gasta ou danificada. mutio suave.
mento. pistão.
O retentor apresenta de óleo
A borda do retentor de Diminuição do conforto, estabi- Substitua o retentor de
apresenta vazamento. O amor-
óleo está gasta ou dani- lidade e segurança do desloca- óleo do amortecedor
tecedor dianteiro está mutio
ficada. mento. dianteiro.
suave.
Adicione ou substitua
O óleo do amortecedor Diminuição do conforto, estabi-
O amortecedor dianteiro está o óleo do amortecedor
dianteiro está insuficien- lidade e segurança do desloca-
macio. dianteiro de acordo com o
te ou deteriorado. mento.
padrão especificado.
A mola do amortecedor A motocicleta desvia para um
traseiro apresenta pou- O amortecedor traseiro está lado durante o deslocamento. Verifique o amortecedor
ca flexibilidade ou está mutio suave. O conforto, estabilidade e segu- traseiro.
partida. rança estão prejudicados.

O amortecedor traseiro
O amortecedor traseiro está Diminuição do conforto, estabi- Substitua o amortecedor
apresenta vazamento
mutio suave. lidade e segurança do desloca- traseiro.
de óleo.
Amortecedor mento.
traseiro A haste do pistão do A motocicleta desvia para um
amortecedor traseiro O amortecedor traseiro está lado durante o deslocamento. Substitua o amortecedor
está empenada ou par- distorcido. O conforto, estabilidade e segu- traseiro.
tida. rança estão prejudicados.
A tampa de borracha
Diminuição do conforto, estabi- Substitua a tampa de
de conexão superior e O amortecedor traseiro está
lidade e segurança do desloca- borracha de conexão
inferior está gasta ou distorcido ou emite ruídos.
mento. superior e inferior.
envelhecida.
MOTOCICLETA 4-48

PARTE 11 – GARFO TRASEIRO


O garfo traseiro conecta-se com a roda traseira e os chassi, ele faz a roda traseira oscilar em limite especifica-
do em torno do ponto fixo do chassi através do amortecedor traseiro reduzindo o impacto e vibração da roda
traseira.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do garfo traseiro
O garfo traseiro suporta cargas elevadas de impacto e vibrações que exigem muito do material e das jun-
ções. Ele é produzido pelo método de articulações e consiste basicamente do garfo traseiro, guarda-pó e
tampa do rolamento.

Para manter o garfo traseiro girando para cima


e para baixo em volta do corpo do veículo, há
um eixo de rolamentos ou um rolamento insta-
lado na conexão do garfo traseiro e do corpo do
veículo. Quando o garfo traseiro gira, faz a roda
traseira mais flexível e mais estável.

Imagem da estrutura do garfo traseiro

2 Desmontagem e manutenção do garfo traseiro

[1] Apoie o suporte principal e gire a roda traseira


para esquerda e para direita. Verifique se o limi-
te de giro do garfo traseiro está muito grande.

NOTA
Se a motocicleta desviar para um lado durante
o deslocamento comprometendo o conforto, Verifique o garfo traseiro
estabilidade e segurança da direção, remova o
garfo traseiro e verifique-o.

[2] Remova a porca do eixo traseiro e retire o eixo


e a roda traseira.
- Remova a porca de retenção (M14) do eixo
do garfo traseiro e retire o eixo do garfo e o
garfo traseiro.

Torque 
Remova a porca do
Porca de retenção do eixo do garfo traseiro: eixo do grafo
M14/ 55 a 60 N.m.
4-49 MOTOCICLETA

[3] Verifique se a bucha do eixo do garfo está gas-


ta ou danificada e se o eixo traseiro apresenta
deformação ou curvatura.
- Se a bucha do eixo do garfo estiver excessi-
vamente gasta ou danificada, substitua-a o
mais rápido possível. Se o eixo do garfo es-
tiver curvado ou deformado, realize o reparo
ou substitua-o.

CUIDADO Verifique a bucha e o eixo do garfo traseiro

Retire a bucha do eixo do garfo batendo cuida-


dosamente com o martelo de borracha para evi-
tar danos. Limpe a graxa sobre a bucha do eixo
do garfo ao instalá-la.

[4] Verifique se a parte de solda do garfo traseiro


está partida e se o garfo traseiro está curvado
ou deformado.

CUIDADO
Se o garfo traseiro estiver curvado ou danifica-
do ou a parte soldada estiver solta, realize o re- Verifique o garfo traseiro
paro, solde ou substitua o garfo traseiro.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do garfo traseiro

Descrição de problemas Descrição de problemas da


Componente Causa Método de reparo
dos componentes motocicleta

A motocicleta desvia para um


A roda traseira está lado durante o deslocamento. Repare ou substitua o
A roda traseira foi batida.
empenada. O conforto, estabilidade e garfo traseiro.
segurança estão prejudicados.

A motocicleta caiu e
O garfo traseiro está A motocicleta não se desloca Solde ou substitua o
o garfo traseiro está
quebrado. normalmente. garfo traseiro.
quebrado.
Garfo traseiro
O impacto e vibração Diminuição do conforto,
A junta do garfo traseiro
da roda traseira é muito estabilidade e segurança do Solde o garfo traseiro.
está quebrada.
intenso. deslocamento.

A estrada é irregular e
O guarda-pó da tampa A vedação da tampa do Substitua o guarda-pó
o impacto e vibração da
do rolamento do garfo rolamento do garfo traseiro da tampa do rolamento
roda traseira está muito
traseiro está gasto. não é boa. do garfo traseiro.
intenso.
MOTOCICLETA 4-50

PARTE 12 – RODAS
As rodas dianteira e traseira formam o componente de deslocamento da motocicleta. Elas suportam o peso de
toda a motocicleta e garantem força de aderência produzida pela roda e o solo para evitar que a motocicleta
deslize. As rodas podem reduzir e absorver o impacto e vibração causados pela estrada. A roda dianteira contri-
bui como peça operacional, decidindo a direção de deslocamento da motocicleta. A roda traseira conduz a mo-
tocicleta ao funcionamento pela transmissão da potência do motor. As rodas consistem principalmente de pneu,
protetor da câmara de ar, roda de liga de alumínio, cubo da roda, rolamento, bucha, retentor de óleo e eixo.

1 Estrutura e princípio de funcionamento das rodas


[1] Pneu
O pneu da motocicleta é um componente importante do sistema de deslocamento. Sua função é en-
trar em contato direto com o solo, suportar o peso de toda a motocicleta, reduzir impactos e vibrações
durante o deslocamento através de sua elasticidade, garantir um deslocamento equilibrado e evitar
derrapagens. O pneu consiste de carcaça, câmara de ar e protetor do pneu.
Carcaça do pneu
A carcaça do pneu é composta de banda de rodagem, corpo, freio e banda do pneu. A carcaça do
pneu entra diretamente em contato com o solo. Existem diferentes tipos de sulcos nas superfícies
dos pneus, que ajudam a motocicleta a evitar derrapagens em diferentes tipos de solo. A carcaça
do pneu possui uma certa rigidez, mas para dispersar o calor, é melhor que não seja muito grossa.
A banda do pneu é envolta pela lona de nylon e a cinta de aço, ele faz com que o pneu fique fixo no
aro. Se a circunferência da banda do pneu for muito pequena a desmontagem da carcaça do pneu
será mais difícil e se for muito grande a carcaça do pneu pode sair. A lona do pneu é a estrutura da
carcaça. No entanto, as lonas da carcaça do pneu cruzam com a seção do pneu formando um ângu-
lo perpendicularmente ao plano de rodagem. Os fios da carcaça do pneu radial são orientados em
direção ao centro do pneu. O pneu radial apresenta boas características de redução de consumo de
potência e combustível prolongando a vida de serviço.
Câmara e protetor da câmara do pneu
O protetor da câmara do pneu é feito de
borracha em formato circular. Nesse prote-
tor é fixada a válvula que serve para regu-
lar a pressão da câmara do pneu. A principal
função da câmara do pneu é a vedação. A
pressão dessa câmara é o principal fator de
desgaste da roda e do pneu. O protetor da
câmara do pneu é um cinturão de borracha
arredondado, que separa a câmara e o aro,
protege a vedação da câmara e previne per-
furações causadas por objetos pontiagudos.
[2] Aro
O aro é a estrutura que suporta e fixa o pneu. Imagem da estrutura da roda dianteira
O aro dessa motocicleta é do tipo de zinco
fundido, que une o aro e o cubo em uma
peça só através do método de fundição de
zinco e usinagem. Esse tipo de aro possui
alta rigidez, fabricação simples, instalação
conveniente, porém baixa elasticidade, além
de não ser ajustável. Se o aro estiver distor-
cido ou danificado, o aro completo deve ser
substituído.
[3] Cubo da roda
O cubo da roda da motocicleta é dividido em
cubo dianteiro e cubo traseiro. A estrutura do
cubo dianteiro e do cubo traseiro é similar.
A roda traseira é de tração, por isso há um
dispositivo de transmissão de potência insta-
lado no cubo traseiro. O rolamento, junta do
rolamento, retentor de óleo e eixo estão ins- Imagem da estrutura da roda traseira
talados nos cubos dianteiro e traseiro o que
beneficia a operação do cubo da roda.
4-51 MOTOCICLETA

2 Desmontagem e manutenção das rodas


[1] Se a roda dianteira da motocicleta estiver em-
penada devido a impacto ou colisão, o que pro-
voca o desvio da motocicleta para um lado du-
rante o deslocamento ou a vibração do guidão,
substitua a roda de liga de alumínio.

Verifique a roda
dianteira

CUIDADO
A roda dianteira é feita de liga de alumínio, por
isso, substitua a roda dianteira caso ela seja de-
formada por colisão.

[2] Aperte o corpo da motocicleta antes de des-


montar a roda dianteira. Então, levante a roda
dianteira do solo e desmonte a mola de reten-
ção (M14) do eixo dianteiro, removendo o eixo
e a roda dianteira.

Torque
Porca de retenção do eixo dianteiro: Desmonte a
M14/ 55 a 60 N.m. roda dianteira

[3] Retire o velocímetro, engrenagem do velocíme-


tro, retentor de óleo e o cordão de vedação.

CUIDADO
Verifique se a borda do retentor de óleo do ve-
locímetro está gasta ou danificada. Substitua o
retentor de óleo caso apresente danos ou des- Remova a engrenagem
gaste. do velocímetro

[4] Remova bucha do eixo dianteiro e verifique se


está gasto. Caso esteja, substitua-o.

Remova a bucha
MOTOCICLETA 4-52

[5] Retire o retentor de óleo do eixo dianteiro e veri-


fique se as bordas estão gastas. Caso estejam,
substitua o retentor de óleo.

Remova o retentor de óleo

[6] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra-


ção e gire-a com a mão em alta velocidade. Ve-
rifique se o eixo dianteiro está gasto e a folga
adequada.

CUIDADO Verifique a bucha


da roda dianteira
Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a
folga for excessiva.

[7] Dê leves batidas no rolamento da roda diantei-


ra com o extrator do rolamento e substitua-o se
houver danos ou desgaste excessivo.

CUIDADO
Remova a bucha
Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a da roda dianteira
superfície do retentor de óleo para fora ao insta-
lar o rolamento da roda dianteira.

[8] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra-


ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda
dianteira com a mão e meça o valor da instabili-
dade com o medidor duplo.
Valor limite de reparo: radial 2,0 mm
axial 2,0 mm

CUIDADO Meça a calibração


Se a instabilidade da roda dianteira exceder o da roda dianteira
valor limite de reparo de 2,00 mm acima, calibre
ou substitua a liga da roda dianteira.
4-53 MOTOCICLETA

[9] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O


valor limite de reparo do sulco da carcaça é
2,00mm.

CUIDADO
Substitua o pneu dianteiro se o sulco exceder o
valor limite de reparo de 2, 00mm.

[10] Se a pressão do pneu dianteiro se tornar insufi-


ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi-
que se há vazamento de ar na base da válvula
da câmara do pneu e em seguida verifique se
há vazamentos de ar da câmara.

CUIDADO
Se a câmara ou a válvula do pneu apresentar va- Verifique a câmara do pneu
zamento de ar, realize o reparo ou substitua-os.

[11] Verifique se o velocímetro, engrenagem do ve-


locímetro e cordão de vedação estão gastos.
Substitua-os em caso de desgaste excessivo.

CUIDADO Verifique a engrenagem


Limpe a graxa sobre a engrenagem do velocí- do velocímetro
metro ao instalá-la.

[12] Coloque o eixo dianteiro no suporte "V" e meça


a instabilidade do eixo dianteiro com um relógio
comparador. O valor da instabilidade real é a
metade da leitura e o valor limite de reparo é
0,2mm.

CUIDADO Meça o eixo dianteiro

Calibre ou substitua o eixo dianteiro se o valor


de instabilidade exceder o valor limite de reparo
de 0,2mm.
MOTOCICLETA 4-54

[13] Se a roda traseira da motocicleta estiver empe-


nada devido à impacto ou colisão, o que pro-
voca o desvio da motocicleta para um lado du-
rante o deslocamento ou a vibração do guidão,
substitua a roda de liga de alumínio.

Remova o eixo traseiro

CUIDADO
A roda traseira da motocicleta é feita de liga
de alumínio, por isso, substitua a roda traseira
caso ela seja deformada por colisão.

[14] Eleve o suporte principal para levantar a roda


traseira do solo e desmontar a mola de reten-
ção (M14) do eixo dianteiro e a porca de ajuste
do freio traseiro, retirando a roda traseira.
- Coloque a roda traseira no suporte de cali-
bração e gire-a com a mão em alta velocida-
de. Verifique se o eixo traseiro está gasto e
a folga adequada.
Verifique a bucha
Torque da roda traseira

Porca de retenção do eixo traseiro:


M14/ 55 a 60 N.m.

CUIDADO
Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a
folga for excessiva.

[15] Dê leves batidas no rolamento da roda trasei-


ra com o extrator do rolamento e substitua-o se
houver danos ou desgaste excessivo.

CUIDADO Remova a bucha


Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a da roda traseira
superfície do retentor de óleo voltado para fora
ao instalar o rolamento da roda traseira.

[8] Coloque a roda traseira no suporte de calibra-


ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda
traseira com a mão e meça o valor da instabili-
dade com o medidor duplo.
Valor limite de reparo: radial 2,00 mm
axial 2,00 mm Meça a calibração
da roda traseira

CUIDADO
Se a instabilidade da roda traseira exceder o va-
lor limite de reparo de 2,00 mm, calibre ou subs-
titua a roda de liga traseira.
4-55 MOTOCICLETA

[17] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O


valor limite de reparo do sulco da carcaça é
2,00 mm.
Se a pressão do pneu traseiro se tornar insufi-
ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi-
que se há vazamento de ar na base da válvula
da câmara do pneu e em seguida verifique se
há vazamentos de ar da câmara.

CUIDADO Verifique a câmara e o


revestimento do pneu
 Substitua o pneu traseiro se o sulco exce-
der o valor limite de reparo de 2,00 mm..
 Se a câmara do pneu ou a válvula apre-
sentar vazamento de ar, repare ou subs-
titua-a.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda

Descrição de problemas Descrição de problemas


Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
A moto desvia para um lado
A roda dianteira está A roda dianteira está
e o guidão vibra durante o
distorcida. distorcida.
deslocamento.
Substitua a roda
O encaixe do orifício do
A moto desvia para um lado dianteira.
O orifício do cubo da rolamento do cubo da roda
e o guidão vibra durante o
Roda dianteira roda está gasto. e o rolamento apresentam
deslocamento.
folga.
A folga axial e radial do
A moto desvia para um lado
O rolamento está gasto rolamento externo e interno
e o guidão vibra durante o Substitua o eixo.
ou danificado. está excessiva ou sua
deslocamento.
rotação não é flexível.

A derrapagem é frequente
O pneu está durante o deslocamento e a
Pneu dianteiro ------------- Substitua o pneu.
excessivamente gasto. resistência de deslizamento
lateral é baixa.

Substitua a caixa
A engrenagem está O ponteiro do hodômetro
------------- de engrenagem do
Caixa de danificada. não se move.
hodômetro.
engrenagem
O anel de transmissão Substitua a caixa
do hodômetro O ponteiro do hodômetro
da engrenagem está ------------- de engrenagem do
não se move.
danificado. hodômetro.
A roda traseira está A roda traseira está
distorcida. distorcida.
A roda traseira está
-------------
danificada.
O encaixe do orifício do
A moto desvia para um lado
O orifício do rolamento rolamento do cubo da roda Substitua o
Roda traseira e o guidão vibra durante o
da roda está gasto. e o rolamento apresentam rolamento.
deslocamento.
folga.
A folga axial e radial do
O rolamento está
rolamento interno e externo
excessivamente gasto
está muito grande ou sua
ou danificado.
rotação não está flexível.
A derrapagem é frequente
O pneu traseiro está durante o deslocamento e a
Pneu traseiro ------------- Substitua o pneu.
excessivamente gasto. resistência de deslizamento
lateral é baixa.
MOTOCICLETA 4-56

PARTE 13 – FREIOS
A motocicleta muitas vezes precisa desacelerar e parar durante o deslocamento, então os freios são utilizados
para causar resistência à roda e alcançar esse objetvo. Para motocicletas comuns, o freio dianteiro é operado
com a mão direita e o freio traseiro operado com o pé direito. No entanto, algumas motocicletas com freio auto-
mático, como em motos pequenas ou scooters, o freio traseiro pode ser operado com a mão esquerda. O freio
da motocicleta consiste de tambor de freio e disco de freio.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do freio
[1] Freio a disco
O disco de freio pode ser mecânico e hidráulico.
Atualmente, freios hidráulicos são mais comuns
em motocicletas. O freio hidráulico normalmen-
te consiste de manete de freio ( pedal de freio),
reservatório principal de óleo ( o reservatório do
óleo de reserva e reservatório principal são nor-
malmente integrados) pinça de freio, disco de
freio e tubo de óleo do freio. Ao operar o freio,
a manete do freio pressiona o reservatório prin-
cipal de óleo, que aumenta a pressão no siste-
ma de pressão hidráulica, direciona o embolo
pricipal na pinça de freio e aperta as peças de
fricção no disco de freio. Assim, o disco de freio
fixo na roda consegue poder de freiar. As carac- Imagem da estrutura do freio a disco
terísticas do disco de freio são funcionamento
suave, limpeza automática e difícil de perder o
controle.
[2] Freio a tambor
O freio de tambor consiste principalmente de
tambor de freio, sapatas de freio, ressalto do
freio, braço de freio, eixo de suporte, mola de
retorno e capa do tambor do freio. O tambor do
freio é feito de aço. Ele é fixado no cubo da roda
com p método de fundição de metal duplo e fun-
ciona junto da roda. A capa do tambor do freio
é fixa no tubo inferior do freio dianteiro ou no
suporte do garfo plano da roda traseira. Ela não
se move. Há sapatas de freio, ressalto do freio e
braço do freio instalados na capa do tambor de
freio. Ao operar o freio, o cabo de aço do freio
ou cabo do freio tem a função de parar o braço Imagem da estrutura do freio a tambor
para deixar o ressalto do freio se mover e fazer
as sapatas do freio se expandirem. A superfí-
cie do orifício interno do tambor do freio produz
uma resistência de fricção que faz o tambor do
freio (roda) possibilitar a capacidade de freio
para desacelerar ou parar a motocicleta.
2 Desmontagem e manutenção do freio
[1] Pressione a alavanca do freio dianteiro com a
mão direita e verifique seu desempenho. A folga
padrão do freio dianteiro deve ser de 10mm a
20mm.
Verifique o curso livre
do freio de mão

CUIDADO
Se a folga da alavanca do freio dianteiro não
estiver dentro do valor padrão de 10 a 20 mm,
reajuste o freio dianteiro.
4-57 MOTOCICLETA

[2] Verifique o nível do fluido de freio pelo pórtico


de visualização e complete, de acordo com a
necessidade, com fluido de freio da mesma
marca (D0T3 ou D0T4). Quando o fluido de
freio alcança a marca de nível superior, elimine
o ar da passagem de óleo de freio.

CUIDADO
Verifique e certifique-se de que o fluido de freio Verifique o fluido do freio
é de boa qualidade ao abastecê-lo.

[3] Durante a utilização do freio a disco hidráulico


ou do sistema de freios com o nível do fluido
do reservatório de óleo muito baixo, o ar pode
fluir dentro do tubo hidráulico tornando a ala-
vanca do freio macia e a capacidade de freio
insuficiente. Por isso, a saída de ar do sistema
hidráulico é muito importante.

ADVERTÊNCIA
A sangria do ar do sistema hidráulico deve
ser feita apenas por revendedor ou assistên- Verifique o sistema de freios
cia técnica autorizado KASINSKI.
[4] Verifique se há vazamento ou danos no tubo de
óleo, junta do tubo de óleo, parafusos de mon-
tagem e interruptor da luz de freio.

CUIDADO
Repare ou substitua os componentes acima se Verifique a man-
algum dano o vazamento de óleo for encontra- gueira de óleo

do.

[5] Verifique se o disco de freio dianteiro está sujo,


com areia ou óleo e limpe-o.

CUIDADO
Mantenha o disco de freio limpo, a sujeira pode Limpe o disco de
prejudicar a eficiência do freio. freio dianteiro
MOTOCICLETA 4-58

[6] Elimine o ar do freio a disco hidráulico da se-


guinte maneira:
[A] Conecte uma mangueira de plástico trans-
parente na válvula de drenagem do óleo
na pinça do freio. Aperte a mangueira para
evitar o derramamento do líquido. Colo-
que um recipiente na outra extremidade
da mangueira de plástico para receber o
fluido do freio eliminado.
[B] Pressione a alavanca do freio lentamente
por várias vezes. Então pressione comple- Válvula de drenagem de óleo
tamente a alavanca do freio e solte o para-
fuso de sangria do fuido de freio e bolhas
de ar ao mesmo tempo.

ADVERTÊNCIA
 O fluido de freio se derramado pode da-
nificar os visores dos instrumentos, as
superfícies pintadas e componentes de
borracha, por isso, limpe imediatamente
qualquer respingo de fluido de freio.
 O fluido de freio é altamente corrosivo,
por isso, em caso de contato com a mo-
tocicleta ou com a pele, enxágue a área
atingida com água em abundância.
[C] Aperte o parafuso de sangria após parte Pressione o
freio de mão
da eliminação do fluido de freio e das bo-
lhas de ar e antes da alavanca alcançar
sua posição limite.
[D] Repita os passos [B] a [C] até que todas
as bolhas de ar tenham desaparecido do
fluido de freio eliminado,

CUIDADO
Para manter a limpeza do fluido de freio, não
permita a entrada de sujeira ou água dentro do
sistema de freio hidráulico. O fluido de freio
descartado não deve ser reutilizado. Não mistu-
re diferentes marcas de fluido de freio.

[7] Remova os dois parafusos de fixação (M10 X


35) da pinça do freio dianteiro e retire-a.

Torque
Desmonte a pinça do
Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro: freio dianteiro
M10 X 35/25 a 28 N.m.

[8] Remova os dois parafusos de fixação M10 X 35


da alavanca do freio dianteiro e remova-a.

Torque
Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro:
M6 X 16/10 a 15 N.m. Remova o freio de
mão dianteiro
4-59 MOTOCICLETA

[9] Desmonte as pastilhas do freio a disco e verifi-


que suas condições de desgaste. O valor limite
de reparo é 2,0 mm.
- Verifique as condições de funcionamento do
pistão da pinça do freio. Se o funcionamen-
to não for adequado, repare ou substitua o
freio hidráulico.

CUIDADO
Se as pastilhas excederem o valor limite de re- Verifique a
paro de 2,Omm, substitua-o. pastilha de freio

[10] Desmonte a roda dianteira e os quatro para-


fusos de fixação (M8 X 20) do disco do freio,
removendo o disco do freio dianteiro.

Torque
Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro
M8 X 20/25 a 28 N.m.

ADVERTÊNCIA Remova o parafuso


trava
Limpe a cola BOND sobre o parafuso antes de
instalar o disco de freio para evitar folgas.

[10] Meça a espessura do disco do freio dianteiro


com um micrômetro. O valor limite de reparo é
2,0 mm.

Meça a espessura
do disco de freio

CUIDADO
Se a espessura do disco de freio exceder o va-
lor limite de reparo igual a 2,0 mm, substitua o
disco de freio.

[10] Meça o desvio do disco do freio dianteiro. O


valor limite de reparo é 0,3 mm.

Meça o desvio do
disco de freio

CUIDADO
Se o desvio do disco do freio exceder o valor li-
mite de reparo igual a 0,3 mm, substitua o disco
do freio.
MOTOCICLETA 4-60

[11] Verifique o desempenho do freio traseiro pisan-


do no pedal do freio traseiro. A folga livre do pe-
dal do freio traseiro deve ser de 20 a 30 mm.

CUIDADO
Se a folga do pedal do freio traseiro não estiver
Verifique o curso livre
dentro do valor padrão de 20 a 30 mm, reajuste
o freio traseiro.

[12] Levante a roda traseira da motocicleta com o


suporte principal e ajuste a folga do pedal do
freio traseiro.
[A] Aperte o parafuso de ajuste do freio trasei-
ro e ajuste a folga do pedal do freio trasei-
ro entre 20 a 30 mm.

Ajuste o curso livre

[13] Se a folga do pedal do freio traseiro for muito


excessiva para ser ajustada, verifique se a fixa-
ção manual do braço do freio traseiro ultrapas-
sa a marca de escala na tampa do tambor do
freio traseiro.

CUIDADO
Se a fixação manual do braço do freio excedeu Verifique a marca da
a marca de escala na tampa do tambor do freio escala do freio traseiro

traseiro, isso indica que a sapata do freio trasei-


ro está excessivamente gasta, portanto, subs-
titua a sapata do freio traseiro o mais rápido
possível.
[14] Remova a porca do eixo traseiro;
Remova o parafuso de ajuste da alavanca do
freio traseiro;
Remova a alavanca do freio traseiro;
Remova o parafuso de fixação (M8 X 25) do su-
porte do freio traseiro;
Retire a roda traseira.

Torque
Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro: Remova o parafuso
do soquete do frei
M8 X 25/20 a 25 N.m.
4-61 MOTOCICLETA

[15] Retire o disco do freio traseiro e verifique se há


lama, mancha de óleo, resíduos e etc. Limpe
o disco de freio traseiro, caso contrário, o des-
gaste da pastilha de freio será acelerado e o
desempenho do freio será prejudicado. Verifi-
que o freio da mola de retorno do freio traseiro.

Remova o freio
traseiro

CUIDADO
Se a mola de retorno do freio traseiro estiver
quebrada, substitua-a.

[16] Verifique o desgaste do tambor do freio trasei-


ro. Meça o diâmetro interno do tambor do freio
traseiro com um paquímetro.O valor limite de
reparo é 131,0 mm.

Meça o diâmetro

CUIDADO
interno do tambor
do freio

Se o diâmetro interno do tambor do freio trasei-


ro exceder o valor limite de reparo de 131,mm,
substitua a liga da roda traseira.

[17] Meça a espessura da pastilha do freio traseiro


com um micrômetro. O valor limite de reparo é
2,0 mm.

CUIDADO
Se a espessura da pastilha de freio exceder o
valor limite de reparo igual a 2,0 mm substitua a Meça a espessura
pastilha de freio. da lona do freio

[18] Verifique a flexibilidade do braço oscilante do


freio traseiro. Caso o braço oscilante não esteja
flexível ou apresente interferência, desmonte e
limpe o braço do freio traseiro.

CUIDADO
Limpe a graxa sobre o comando e tenha cuida- Verifique a sapata do freio
do para não sujar a pastilha do freio; caso con-
trário, a eficiência do freio da motocicleta será
prejudicada.
MOTOCICLETA 4-62

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do freio dianteiro e


traseiro
Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
Adicione fluido de freio DOT3
O fluido de freio é O freio dianteiro está fora ou D0T4 até a escala superior e
O fluido de freio é insuficiente.
insuficiente. de controle. descarregue o ar da passagem de
ar do sistema de freio.
O fluido de freio está deterirado
ou visivelmente sujo.
------------- ------------- Substitua o fluido de freio.

A superfície da parede do Vazamento de fluído do Substitua o conjunto da bomba


Bomba principal cilindro está danificada. cilindro de óleo
------------- principal do freio dianteiro.
do freio
dianteiro O cilindro de óleo está Substitua o conjunto do pistão da
quebrado ou com vazamento.
------------- ------------- bomba principal.
A superfície do pistão da
bomba principal está danificada
------------- ------------- -------------
A borracha do pistão do
freio da bomba principal
está danificado, rachado ou
------------- ------------- -------------
envelhecido.
Ar flui para dentro do tubo de O freio dianteiro está fora Elimine o ar da passagem de óleo
----------------------
óleo do breio. de controle. do sistema de freio
O tubo do óleo de freio
Vazamento de fluído do
dianteiro está envelhecido,
buro de óleo do freio
------------- Substitua o óleo freio dianteiro
rachado ou danificado.
O tubo de óleo do freio O tubo de óleo do freio está Limpe ou substitua o tubo de óleo
dianteiro está bloqueado. bloqueado
------------- do freio.
A superfície do cilindro de óleo
Substitua o conjunto da pinça do
da pinça do freio dianteiro está ------------- ------------- freio dianteiro.
danificada.
A parede interna do cilindro de
óleo da pinça do freio dianteiro ------------- ------------- -------------
está gasta.
Conjunto da
pinça do freio A pinça do freio dianteiro está Vazamento de fluído da
------------- -------------
dianteiro rachada. pinça do freio dianteiro
O anel de vedação está Vazamento de fluído da
rachado ou envelhecido. junta
------------- -------------
As pastilhas de fricção do freio
estão gastos.(As pastilhas de Substitua as pastilhas de fricção
fricção atingiram o valor limite
------------- ------------- do freio em conjunto.
de abrasão).
A superfície do pistão da pinça O freio dianteiro emite
Substitua o pistão da pinça do
do freio está danificada ou ------------- ruído anormal ou está fora
freio.
gasta. de controle.
O freio dianteiro está fora
O pino-guia da pinça do freio de controle ou os discos
está emperrado.
------------- de fricção do freio não
Limpe e lubrifique o pino-guia.
retrocedem.
O disco do freio dianteiro está O freio dianteiro está fora Substitua o disco do freio
gasto.
------------- de controle. dianteiro.
Disco do freio
dianteiro O freio dianteiro emite
O disco do freio dianteiro
distorcido.
------------- som anormal ou está fora -------------
de controle.
O freio está fora de
Lona ou sapata de fricção Substiua as lonas ou sapatas de
estão gastos.
------------- controle ou as pastilhas de
freio em conjunto.
freio não retrocedem.
A extremidade da lona ou O freio dianteiro emite
sapata de freio está gasta e ------------- som anormal ou está fora -------------
Lona ou sapata rasgada. de controle.
do freio traseiro A área de contato da sapata do
O freio dianteiro está fora Repare ou substitua o cubo
freio com o tambor do freio é ------------- de controle. traseiro e lonas de freio
muito pequena.
A elasticidade da mola da
As sapatas do freio não
sapata do freio não é suficiente ------------- retrocedem.
Substitua a mola de retorno.
ou está quebrada .
As peças móveis estão A rotação do ressalto do O freio está fora de Limpe e lubrifique o ressalto do
Ressalto da oxidadas ou contém resíduos. freio não é flexível. controle ou não retrocede. freio.
sapata do freio
A superfície circular do ressalto O freio dianteiro está fora
do freio está gasta.
------------- de controle.
Substitua o ressalto do freio.
4-63 MOTOCICLETA

PARTE 14 – MEDIDORES
Os medidores são utilizados para indicar as condições de funcionamento da motocicleta.
1 Estrutura e principio de funcionamento dos medidores
[1] Hodômetro
O hodômetro serve para indicar a velocidade de deslocamento e a quilometragem total da motocicleta.
Ele acionado pela roda dianteira. O movimento da roda dianteira é enviada para o hodômetro através do
sistema de transmissão e do cabo do hodômetro que faz o cilindro magnético girar. O disco giratório corta
a corrente magnética fazendo com que a corrente em redemoinho e o campo magnético cooperem com
o campo magnético do cilindro magnético, fazendo o disco giratório alcançar um determinado torque,
superar a resistência e fazer o ponteiro girar. Quanto mais rápida é a velocidade, mais intenso é o campo
magnético do disco giratório. O torque é maior, assim o ângulo do ponteiro aumenta e pode alcançar a
marca mais alta no painel. Enquanto isso, o eixo principal giratório move o contador através do disco e
alavanca da turbina. Assim, a quilometragem total da motocicleta é indicada pelo contador.
Realize a manutenção do hodômetro anualmente. Acrescente óleo lubrificante de acordo com a necessi-
dade dos componentes.
[2] Tacômetro
O tacômetro serve para medir a reversão do motor
pela indução de corrente. As informações induzidas
serão inseridas e mostradas no tacômetro.
[3] Medidor de combustível
O medidor de combustível serve para indicar o volume
de combustível no tanque através de corrente elétrica
induzida, seu princípio de funcionamento é similar ao
do tacômetro. O volume de combustível é indicado no
medidor de combustível de F a E. Se o mostrador do
medidor de combustível estiver mostrando E, adicio-
ne combustível o mais rápido possível.

Imagem da estrutura dos medidores


2 Desmontagem e manutenção dos medidores
[1] Se o tacômetro e o velocímetro apresentarem
falhas, desmonte e verifique-os. Remova os
dois parafusos de fixação (M6 X 25) dos medi-
dores. Retire os medidores.

Torque
Parafuso dos medidores:
M6 X 25/10 a 15 N.m. Remova o parafuso
trava dos medidores

[2] Desmonte a carcaça do medidor, verifique se


o circuito de conexão do disco giratório, pon-
teiro, cabo principal do medidor e contador do
hodômetro apresentam circuito aberto ou curto-
circuito com o hodômetro.
Meça o
odômetro

CUIDADO
Se houver circuito aberto ou curto-circuito,
repare ou substitua os circuitos citados ante-
riormente.
MOTOCICLETA 4-64

[3] Desmonte o tacômetro e verifique se o circuito


de conexão do núcleo do tacômetro apresenta
circuito aberto ou curto-circuito com o ohmíme-
tro.

CUIDADO
Se o circuito de indução do núcleo do tacômetro
possuir circuito aberto ou curto-circuito, repare
ou substitua-o.

[4] Retire o indicador de nível do combustível após


a remoção do seu parafuso de fixação (M6 X 8)
e os dois parafusos (M6 X 20).

Torque
Parafuso de fixação do medidor de Desmonte o medidor
combustível: de combustível

M6 X 8/M6 X 20/8 a 12/10 a 15 N.m.

[5] Desmonte o medidor de combustível e verifique


se há circuito aberto ou curto-circuito no circuito
de conexão com o ohmímetro.

CUIDADO
Meça o medidor de
Se o circuito de conexão do medidor de com- combustível
bustível apresentar circuito aberto ou curto-cir-
cuito, repare ou substitua-o.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos medidores

Descrição de problemas Descrição de problemas da


Componente Causa Método de reparo
dos componentes motocicleta
O ponteiro do odômetro O cabo do odômetro está Substitua o cabo do
O odômetro não funciona.
não funciona. quebrado. odômetro.
Odômetro
O ponteiro do odômetro O núcleo do odômetro está
O odômetro não funciona. Subsititua o odômetro.
não funciona. danificado.
O ponteiro do tacômetro
O tacômetro está danificado. O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro.
não funciona.
Tacômetro O circuito de indução
O ponteiro do tacômetro
apresenta curto-circuito ou O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro.
não funciona.
circuito aberto.
O ponteiro do medidor de O medidor de combustível O medidor de combustível não Substitua o medidor
combustível não funciona está danificado. funciona. de combustível.
Medidor de
combustível O circuito de indução
O ponteiro do medidor de O medidor de combustível não Substitua o medidor
apresenta curto-circuito ou
combustível não funciona funciona. de combustível.
circuito aberto.
SISTEMA ELÉTRICO

ÍNDICE

Parte 1 – Conhecimentos Básicos....................................................5-1

PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA....................................................5-3

Parte 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA.................................................5-7

Parte 4 – Controles.............................................................................5-12

5
5-1 SISTEMA ELÉTRICO

PARTE 1 – CONHECIMENTOS BÁSICOS


Para entender melhor a estrutura e principio de funcionamento do sistema elétrico da motocicleta, você deve
primeiramente ter um conhecimento geral básico sobre elétrica.
1 Eletricidade, corrente elétrica, tensão e resistência
O componente básico de toda substancia é o átomo. Existe um núcleo eletro positivo e um elétron eletro
negativo dentro do átomo. A quantidade de núcleo é igual à de elétron, fazendo a eletricidade positiva
neutralizar a negativa, tornando o átomo neutro. Se a substancia é influenciada por fricção ou um campo
magnético, este equilíbrio é quebrado. Então o elétron aumenta ou diminui de acordo com a movimenta-
ção. Nesse momento, a substancia possui uma carga elétrica porque o átomo não está neutro. A carga
elétrica da substância possui relação com o aumento e diminuição do átomo. Quando o átomo aumenta,
a substância será eletro negativa. Quando o átomo diminui, a substância possuirá eletricidade positiva.
A carga elétrica se move regularmente em condutor para uma determinada direção, chamada de corrente
elétrica. A quantidade de carga elétrica por segundo é usada para medir a força da corrente elétrica. Em
elétrica, utilizamos um I para representar a corrente elétrica. Sua unidade de força é o Amp(A). Normal-
mente, a direção determinada da corrente elétrica vai do ânodo da bateria para o catodo.
Há uma interação de força entre a carga elétrica. Para fazer a carga elétrica mover-se, tal força deve ser
superada. Ao mover a carga positiva, o trabalho de conquistar a força entre a carga elétrica é chamado
potencial. O potencial diferencial entre dois pontos é chamado tensão. Usamos U para representá-lo e V
para sua unidade.
Quando a corrente elétrica flui em uma substância, a substância produz um resistência chamada de
resistência elétrica. Usamos R para representá-la e sua unidade é . Substancias diferentes possuem re-
sistências diferentes. Por exemplo, a resistência do cobre, ferro, aluminio é pequena, e são chamados de
condutor. No entanto a resistência da madeira, porcelana, plástico é grande, e são chamados de dielétri-
cos.
2 Lei de Ohm
A lei de Ohm’ s indica a relação entre tensão, resistência e corrente elétrica. Em outras palavras, Corrente
elétrica (l) e tensão (U) tem proporção direta e corrente elétrica (l) e resistência (R) tem proporção inversa.
Sua fórmula é l = U/R: Também, U=IR, R = U/I.
3 Aparelhos elétricos, corrente direta (DC), corrente alternada (AC) e fonte elétrica
Os aparelhos elétricos são, geralmente, chamados de carga são equipamentos que consomem energia
elétrica e a transferem para outro tipo de energia.
O dispositivo que oferece energia para os aparelhos elétricos são chamados de fonte elétrica ou forneci-
mento de energia.
Existem dois tipos de corrente elétrica que a fonte elétrica oferece para o equipamento elétrico: O tipo que
a intensidade e direção não mudam de acordo com a mudança de tempo é chamado corrente contínua
(DC). O outro tipo cuja intensidade e direção mudam constantemente de acordo com a mudança de tempo
é chamada de corrente alternada (AC).
4 Circuito, circuito em série e circuito paralelo
O circuito fechado que é constituído da fonte elétrica, aparelho elétrico e fio de conector é chamado de
circuito. O circuito é classificado em dois tipos básicos: circuito em série e circuito paralelo. No circuito em
série, vários aparelhos elétricos se conectam entre si e existe nenhuma seção intermediária. Nessas con-
dições, a corrente elétrica que passa por cada aparelho elétrico é a mesma. Mas, no circuito paralelo, o
começo e o fim de cada equipamento é conectado entre dois pontos e a tensão de das duas extremidades
é a mesma. No complexo circuito da motocicleta, o circuito em série e o paralelo coexistem.
5 Curto-circuito e circuito aberto
Em um circuito normal, se dois fios, cujas fontes elétricas passam pelo aparelho elétrico, não passam pelo
aparelho elétrico e se conectam, ocorre o curto-circuito. No circuito que é constituído de fonte elétrica,
aparelho elétrico e fio de conexão, quando o fio é rompido, a corrente elétrica não forma um circuito fecha-
do, e ocorre o que chamamos de circuito aberto.
6 Regra da mão esquerda e da mão direita
No campo magnético que pode produzir indução por eletromagnetismo, estique a mão esquerda, deixe
a palma plana, coloque o polegar perpendicularmente aos outros quatro dedos, deixe o fio magnético
perpendicularmente e passe pelo centro da palma e coloque os quatro dedos apontando na direção da
corrente elétrica. Nesse momento, a direção que aponta o polegar é a direção da força do campo magné-
tico, que é chamada regra da mão esquerda.
Estenda o polegar da mão direita, segure a bobina na da direção da corrente elétrica com os outros quatro
dedos. Nesse momento, a direção que o polegar aponta é a direção do fio magnético que a bobina produz
campo magnético, essa é a regra da mão direita.
SISTEMA ELÉTRICO 5-2

O sistema elétrico é uma parte importante da motocicleta. Sua estrutura e função interferem diretamente
no desempenho e conforto de deslocamento da motocicleta. O sistema elétrico é dividido em três partes:
Fornecimento, controle e consumo de energia. Devido ao sistema de ignição do sistema elétrico ser a
parte principal da motocicleta, ele é descrito na parte do motor. Durante a utilização constante, você deve
realizar a manutenção do sistema elétrico frequentemente. Os problemas mais comuns do sistema elétri-
co da motocicleta podem ser verificados no diagrama do circuito, tanto no MANUAL DO USUÁRIO quanto
no MANUAL DE MANUTENÇÃO.
5-3 SISTEMA ELÉTRICO

PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA


1 Estrutura e principio de funcionamento do fornecimento de energia
A alimenteção de energia consiste principalmente de gerador e bateria. Sua função está no circuito fecha-
do da motocicleta, gerador e bateria possuem conexão paralela e oferecem corrente elétrica para apare-
lho elétrico no sistema elétrico, então armazena o restante da energia na bateria.
De acordo com o caráter da saída da corrente elétrica, o gerador pode ser dividido em gerador DC e gera-
dor AC. De acordo com diferentes estruturas, o gerador AC pode ser dividido em gerador do Volante AC ,
gerador de rotor do magneto AC e gerador de trifásico AC. O pólo magnético dos dois primeiros possuem
um magneto permanente, sendo então chamado de gerador de magneto permanente AC. No entanto,
o ultimo produz um pólo magnético através da eletrificação da bobina, então é chamado de gerador de
excitação AC. Geralmente o gerador que nos referimos é o gerador do volante AC.
De acordo com as diferentes tensões nominais da bateria, ela pode ser dividida em bateria 6V e 12V. Se
a tensão nominal for a mesma, de acordo com o volume diferente, pode ser dividida em grande e peque-
na. De acordo com diferentes estruturas, pode ser dividida em bateria de acido de chumbo e bateria de
manutenção fechada.
[1] Estrutura e principio de funcionamento do gerador DC
O gerador DC funciona de acordo com o principio de indução eletromagnética.Viz. quando o fio mag-
nético de chumbo e se move no campo magnético uniforme, há uma força eletromotriz produzida no
chumbo. Se o chumbo forma um circuito fechado com o circuito externo, há corrente elétrica indutiva
produzida no chumbo. A direção desta corrente elétrica pode ser estimada através da regra do lado
direito.
[2] Estrutura e principio de funcionamento do gerador AC
O gerador AC consiste principalmente de gerador do volante AC, gerador de rotor de magneto AC
e gerador trifásico AC. Assim como o gerador DC, ele também funciona de acordo com o principio
da indução eletromagnética. No entanto ele não produz corrente elétrica através do método do fio
magnético de chumbo e move-se em um campo magnético proporcional. Ele produz corrente indu-
tiva através do método do rotor feito de um magneto permanente gira continuamente e se torna um
campo magnético giratório, então fazendo o fio magnético passar continuamente e alternadamente
pela bobina fixa.
[3] Estrutura e principio de funcionamento da bateria de armazenamento
Esse tipo de bateria tem peso leve, é pequena, pequeno volume, boa vedação e desempenho a pro-
va de choques, e a bateria de acido de chumbo tem pequena resistência interna e tensão estável. Ela
consiste principalmente de corpo da bateria, tampa, placa, eletrólito e espelho. O corpo da bateria é
feito de borracha dura ou plástico que é a prova de acido, calor e impactos. A bateria é dividida em
3 ou 6 partes independentes de acordo com a variação de tensão. Devem ser feitas duas marcas na
parte externa da bateria. A marca superior é H e a inferior é L, elas indicam respectivamente o limite
superior e o limite inferior. Também, existem as marcas do ânodo e catodo na bateria. A marca “+ “ é
o anôdo e a marca “ — “ é o cátodo.
A placa é a substância principal, onde a bateria realiza o processo químico de carga e descarga.
Ela é feita de pedaços de liga de chumbo antimônio que são pintados com uma substância ativa e
processados
Por eletroquímica. A placa é dividida em placa do anôdo e placa do cátodo. A substância ativa na pla-
ca do ânodo é o Pb02 e na placa do cátodo é o Pb. O eletrólito é a mistura líquida de ácido sulfúrico e
água destilada. A temperatura da densidade do eletrólito de medida padrão é 20°C. Quando a bateria
está na temperatura padrão e em condição de
carga completa, sua densidade fica entre 1,24
e 1,29 g/cm³. Em cada parte independente da
bateria, existe um conjunto de placas e eletró-
litos instalados. Cada conjunto de placas res-
pectivamente realiza a reação química com o
eletrólito e constitui uma bateria independente.
Sua tensão é de aproximadamente 2V. 3 ou 6
baterias são agrupadas em série e se tornam
uma bateria de armazenamento de 6V ou 12V
de tensão. A cobertura da bateria é feita de bor-
racha resistente e de alto isolamento e plástico
resistenteque formam um espaço interno inte-
grado com o corpo da bateria,
Imagem da estrutura da alimentação de energia
5-4 SISTEMA ELÉTRICO SISTEMA ELÉTRICO 5-4

[4] Estrutura e princípio de funcionamento da bateria isenta de manutenção


A estrutura e manutenção da bateria isenta de manutenção é similar a bateria de eletrólito, precisa
apenas de ser preenchida de eletrólito pela primeira vez e ter o parafuso de vedação bem apertado.
Não é necessário que nenhum fluido seja adicionado diariamente. Portanto, é simples, conveniente,
confiável, completamente vedada e isenta de manutenção.

2 Desmontagem e manutenção da alimentação de energia


A bateria da motocicleta fica instalada no lado direita do assento. Sua especificação é 12V7Ah e o for-
necimento de energia adotado é o DC. Realize a manutenção da bateria após os primeiros 1.000km a
3.000km de circulação da motocicleta.
[1] Verifique se os terminais do ânodo e do cátodo estão soltos.
[2] Carregue a bateria lentamente,uma vez por mês se permanecer sem uso por muito tempo.
[3] Verifique o nível do eletrólito da bateria. Se o nível estiver abaixo da marca inferior, adicione água
destilada o mais rápido possível. O método correto de carga é desmontar a bateria da bicicleta e
carregá-la lentamente com o carregador; o método de carga rápida não é recomendado. Ao carregar
a motocicleta, pode ser liberado gás hidrogênio explosivo e inflamável, portanto, mantenha distância
de fontes de fogo para evitar incêndios e explosão da motocicleta.

Especificações técnicas
Itens Valor padrão
Densidade do eletrólito 1.280 ± 0,010 g/cm3 (25°C)
Bateria Intensidade Luz do dia noite
1.500 rpm 14,0V acima 13,5V acima
8.500 rpm 14,6V abaixo 14,6V abaixo
Resistência DC
Amarelo-amarelo 0,9 Ω a 1,2 Ω
Gerador
azul/amarelo-verde 220 Ω ± 50 Q
preto/vermelho-verde 550 Ω ± 680Ω

[1] Desmontagem da bateria Remova a tampa late-


ral esquerda.
Remova o circuito de conexão do anôdo e cáto-
do da bateria e a mangueira de ventilação.
Após remover o suporte de fixação remova a
bateria.

CUIDADO
Desmonte os polos de conexão da bateria cáto-
Remova a bateria
do (-) e anodo ( + ).

[2] Teste da gravidade específica do eletrólito


Teste a gravidade específica do eletrólito da ba-
teria com um densímetro
Especificação da gravidade específica: (20°C)
Carga suficiente 1.270 g/cm3 a 1.290 g/cm3
1.260 g/cm3

ADVERTÊNCIA
 Caso a gravidade específica do eletrólito seja
Teste o eletólito
menor que 1.250 g/cm3, troque a bateria.
 A gravidade específica do eletrólito varia de
acordo com a temperatura, portanto, siga es-
tritamente a relação de temperatura e especi-
ficação de gravidade” para fazer o eletrólito.
 Caso a placa do polo da bateria estiver com
oxidação ou depósitos óbvios abaixo das
placas, substitua a bateria.
5-5 SISTEMA ELÉTRICO

[3] Preparação do eletrólito


Relação da temperatura e da
A temperatura e a gravidade específica para a densidade do eletrólito
preparação do eletrólito são indicadas na figura
à esquerda.

ADVERTÊNCIA
Não derrame o ácido sulfúrico na pele, olhos e
roupas ao preparar o eletrólito. Adicione-o len-
tamente à água destilada, é proibido despejar
água destilada no ácido sulfúrico.
[4] Carga da bateria
Remova as seis buchas que conectam a bateria.
Conecte o anodo da bateria ( + ) no carregador
anodo ( + ) e cátodo (-) da bateria com o carre-
gador cátodo.

ADVERTÊNCIA
As baterias que são livres de manutenção
Conecte a bateria
nunca devem ser violadas. Apenas Recarrega-
das.

[5] Corrente de carga: 0,7 a 1,0A Carregue a ba-


teria até a gravidade específica do eletrólito al-
cançar de 1,270g/cm3 a 1,290g/cm3 (tempera-
tura 20°C).

CUIDADO
 Remova as seis buchas que conectam
a bateria antes de carregá-la. Mantenha
distância de fontes de fogo ao carregar a Carregue a bateria
bateria.
 O interruptor de energia deve ser co-
nectado ao carregador, "p" interrompe
o carregamento quando a temperatura
do eletrólito exceder 45°C. "W" carrega a
bateria lentamente aumenta o seu tempo
de serviço. Realize a recarga rápida so-
mente em caso de emergência.

[6] Teste do sistema de carga


Ligue e aqueça o motor antes de realizar o tes-
te de saída do sistema de carga.
Conecte um amperímetro e um voltímetro
com indica a figura à esquerda , aumente
lentamente a reversão do motor e
Observe a leitura do amperímetro e do
voltímetro.
Teste o sistema
de carga
CUIDADO
Escolha uma bateria em boas condições para
realização desse teste.
SISTEMA ELÉTRICO 5-6

[7] Teste do circuito da buzina


Desmontagem da tomada do fio de conexão da
buzina. Meça o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito do interruptor da buzina
com um ohmímetro.

Condição Luz de ilumina- Luz de iluminação


Itens ção desligada ligada
Rotação (rpm) Tensão (V) Tensão (V)
Início da carga <1500 1500 Teste o circuito da buzina
reversão 14,0 acima 14,0 acima
1.500 rpm 14,60 acima 14,60 acima

[8] Substitua o gerador


Desmonte a bobina de conexão da resistência,
acionador e bobina de ignição enrolados em sé-
rie. Teste a resistência de enrolamento da bobi-
na de ignição: A resistência entre os fios preto,
vermelho e verde é 550 Q ± 680 Q.
Teste de resistência do acionador: a resistência
entre os fios azul, amarelo e verde é 220 Q + 50
o. Teste a resistência de enrolamento da bobina
de carga: a resistência entre os fios amarelos é:
0,9 a 1,2 Ω. Substitua o circuito

CUIDADO
Se as leitura do teste não estiverem dentro dos
limites de valores especificados acima, substi-
tua o gerador.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de


alimentação de energia
Descrição de problemas Descrição de problemas da
Componente Causa Método de reparo
dos componentes motocicleta
A saída de tensão da A bateria não pode ser
A bobina de carga
bobina de carga é carregada e a parte elétrica não Substitua o gerador.
possui curto-circuito.
insuficiente. funciona bem.
A bobina de carga A bateria não pode ser
A bobina de carga não
possui curto-circuito carregada e a parte elétrica não Substitua o gerador.
possui saída de corrente.
(resitência ∞). funciona bem.
Circuito
A parte elétrica e a parte de
A bobina de carga está A bobina de carga não
controle da motocicleta não Substitua o gerador.
queimada. possui saída de corrente.
funcionam bem.
A parte elétrica e a parte de
A energia magnética do A bobina de carga não
controle da motocicleta não Substitua o gerador.
gerador falha. possui saída de corrente.
funcionam bem.
A bateria está O motor de partida não Substitua a bateria
A bateria não carrega.
danificada. funciona. de armazenamento.
O motor de partida não
O tempo de A potência elétrica não Carregue ou
funciona.
armazenamento é é suficiente e a tensão é substitua a bateria
ou funciona sem força.
Bateria muito longo. muito baixa. de armazenamento.
O sistema de sinal é irregular.
Adicione água
A potência elétrica não O motor de partida não
O eletrólito não é destilada ou
é suficiente e a tensão é funciona ou funciona sem força.
suficiente. substitua a bateria
muito baixa. O sistema de sinal é irregular.
de armazenamento.
5-7 SISTEMA ELÉTRICO

PARTE 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA


1 Estrutura e principio de funcionamento dos consumidores de energia
As peças consumidoras de energia do sistema elétrico da motocicleta são:
(1) Dispositivos de sinais luminosos
Os dispositivos de sinais luminosos consistem de farol, luz de posicionamento, lanterna traseira e indica-
dor medidor. Suas funções são iluminar e chamar atenção de outros quando a motocicleta se desloca de
noite, garantindo a segurança do deslocamento.
Os dispositivos de sinais consistem de indicador de direção, indicador de marcha e luz de freio. São
usados para indicar a condição da motocicleta durante o deslocamento e expressar a operação do piloto
através de sinais de luz e som.
(2) Dispositivo de partida elétrica
O dispositivo de partida elétrica consiste de motor de partida e mecanismo de encaixe. É utilizado princi-
palmente para ligar o motor.
[1] Dispositivos de sinais luminosos
Farol e luz de posição
O farol ilumina a estrada à frente do motociclista. Ela possibilita o motociclista de ver a condição da
estrada e outros veículos e também pode mandar um sinal para veículos e pessoas que vêm na dire-
ção oposta. Seu piscar pode fazer com que os veículos a frente percebam a intenção do motociclista.
Quando a motocicleta se desloca em um dia com neblina, o farol geralmente é aberto para garantir
a segurança do deslocamento.
A luz de posição é usada para indicar a posição da motocicleta e fazer com que ela seja vista por
outras pessoas em locais onde as condições de iluminação são boas ou quando a motocicleta passa
por outros veículos durante a noite.
O farol consiste de lâmpada de foco, proteção de vidro, socket da lâmpada e tampa.
A função da lâmpada de foco é transformar a luz da lâmpada em um feixe de luz brilhante. É feita de
placa de alumínio, através de prensagem.
A funçao principal da proteçao de vidro é espalhar o feixe de luz que, refletido por um espelho refletor,
e garantir àrea de iluminação suficiente da estrada à frente. Ela evita que os motoristas que vem em
direção contraria tenham a sensação de tontura.
A lâmpada é dividida em filamento único e filamento duplo.
O soquete da lâmpada é feito de folha galvanizada de ferro prensado. Tem formato cilíndrico. Há três
bojos irregulares na extremidade do soquete e um orifício de entrada.
Quebra luz e tampa completam o espaço que contém as outras partes do farol.
[2] Lanterna traseira e luz de freio
A lanterna traseira é utilizada para indicar a posição da motocicleta para veículos que estão atrás
durante o deslocamento a noite e fazer com que a placa de registro seja visto com clareza.
A Lanterna traseira consiste de quebra luz, tampa, soquete e lâmpada. O quebra luz é feito de vidro
orgânico vermelho. Há um vidro orgânico transparente na parte inferior para que a placa de registro
possa ser iluminada.
A tampa da luz é feita de plástico. Há dois suportes laterais com orifícios e um interruptor. O quebra
luz e a tampa da luz podem ser conectados por parafuso.
[3] Buzina
Durante o deslocamento da motocicleta, o mo-
tociclista pode soar a buzina para chamar aten-
ção de transeuntes e outros veículos, garantin-
do assim a segurança do deslocamento.
De acordo com os diferente tipos de fonte de
energia, a buzina elétrica pode ser classifica-
da em buzina elétrica AC e buzina elétrica DC.
Essa motocicleta adota buzina elétrica DC.
[4] Lâmpada indicadora de direção Quan-
do a motocicleta precisa mudar de direção, a
lampada indicadora de direção emite um sinal
piscante amarelo através do relé piscante para
que as outras pessoas percebam que moto-
cicleta vai efetuar uma curva. Normalmente a Imagem da estrutura das peças
lâmpada indicadora de direção consiste de tam- consumidoras de energia
pa, soquete, lâmpada e quebra luz.
SISTEMA ELÉTRICO 5-8

2 Desmontagem e manutenção dos consumidores de energia


Os circuitos da motocicleta são marcados com cores diferentes, portanto, observe a cor dos fios e conecte
juntos os fios com a mesma cor. Se os fios de conexão possuírem tomadas ou soquetes conecte juntos
os fios com o mesmo tipo de tomada e soquete. Especificações técnicas
Item Valor padrão Número
Farol 12V 35W/35W 1
Lanterna traseirat/Luz de freio 12V 5W/21W 1
Lâmpada indicadora de direção 12V 10W 4
Luz de posição 12V 3W 1
Indicador de farol alto 12V 1,7W 1
Indicador de direção esquerdo 12V 1,7W 1
Indicador de direção direito 12V 1,7W 1
Indicador de marcha 12V 1,7W 6
Indicador do medidor 12V 1,7W 3

[1] Teste do circuito de iluminação


Desmonte a tampa do farol.
Desmonte as tomadas dos fios de conexão do
interruptor de mudança da luz e interruptor de
iluminação. Meça o desempenho de ligação e
desliga-mento do circuito de conexão do inter-
ruptor de mudança das luzes e do interruptor de
iluminação com um ohmímetro.

CUIDADO Verifique a lâmpada

Teste o interruptor de mudança da luz, ilumina-


ção e luz de posição.

Interruptor de mudança de luz Interruptor de mudança de luz


Azul/ Azul Marrom/
Branco Azul Amarelo
Preto Marrom
Branco
Reposição Reposição
Amarelo

Farol Alto Farol Alto ( )


Farol normal Farol normal
Farol baixo Farol baixo

[2] Substitua a lâmpada de iluminação


Retire a lâmpada de iluminação e a lâmpada de
luz de posição.
Verifique se as lâmpadas estão queimadas.
Verifique se não há curto-circuito.
Verifique se a potência e tensão são adequadas.
Lâmpada da luz de farol alto e luz de farol baixo:
12V 35W/35W Substitua a lâmpada

Lâmpada da luz de posição: 12V 3W

CUIDADO
Substitua o bulbo por um de mesma potência e
tensão.
5-9 SISTEMA ELÉTRICO

[3] Teste o circuito da lâmpada indicadora de dire-


ção Desmonte a tampa da lâmpada indicadora
de direção. Desmontagem da tomada dos fios
de conexão Verifique o desempenho de liga-
ção e desligamento do circuito do interruptor da
lâmpada de direção com um ohmímetro.

Interruptor indicador de direção


Laranja Cinza Azul claro
Teste o circuito da lâmpada
Direito indicadora da direção

(Meio)
Esquerdo

[4] Substituição das lâmpadas dos indicadores de


direção Retire as lâmpadas do indicador de
direção Verifique se as lâmpadas estão quei-
madas. Verifique se há curto-circuito do fio da
fonte elétrica das lâmpadas.
Verifique se a potência e W das lâmpadas es-
tão corretas.
Lâmpada do indicador de direção: 12V10W

CUIDADO
Substitua a lâmpada por uma de mesma potência Substitua as lâmpadas
indicadoras da direção
e tensão. Substitua ou repare o interruptor da
lâmpada do indicador de direção se o seu fio de
conexão estiver solto ou não transmitir energia.

[5] Teste a lanterna traseira e a luz de freio Des-


monte as tomadas dos fios de conexão da lan-
terna traseira e luz de freio.
Meça o desempenho de ligação e desligamento
do circuito do interruptor da lanterna traseira e
da luz de freio com um ohmímetro. Interruptor
da luz de freio
Laranja Cinza
Libere Teste o circuito de
iluminação do freio
Segure a manopla do
freio dianteiro
Libere
Pise no pedal do freio
traseiro

[6] Substitua as lâmpadas da lanterna traseira e da


luz de freio Remova lâmpadas.
Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve-
rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé-
trica das lâmpadas. Verifique se a potência e
tensão das lâmpadas estão corretas.
Lâmpadas da lanterna traseira e da luz de freio:
12V5/21W

CUIDADO
 Substitua a lâmpada por uma de mesma po-
Substitua a lâmpada do freio
tência e tensão.
 Substitua ou repare os interruptores da lan-
terna traseira e da luz de freio se seus fios de
conexão estiverem soltos ou não transmiti-
rem energia.
SISTEMA ELÉTRICO 5-10

[7] Teste do circuito da buzina


Desmontagem da tomada do fio de conexão da
buzina. Meça o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito do interruptor da buzina
com um ohmímetro.

Interruptor da buzina
Preto Verde clara
Libere
Meça a buzina
Pressione do circuito

[8] Substitua a buzinaSe a buzina produzir um som


estranho ou não emitir som, substitua por uma
de mesma potência ou ajuste-a.

CUIDADO
 Substitua a buzina por uma de mesma
potência.
 Verifique ou ajuste o circuito do interrup-
tor da buzina se o seu fio estiver solto ou Substitua a buzina
não transmitir energia.

[9] Horn Meça os circuitos do indicador de medida


e indicador de nível de combustível.
Desmonte os circuitos do medidor de medida e
indicador de nível de combustível.
Meça o desempenho de ligação e desligamento
dos circuitos de conexão do indicador de medi-
da e do indicador de nível de combustível com
um ohmímetro.

CUIDADO Meça o circuito do indicador de medidas

Substitua ou repare os interruptores do indi-


cador de medida e do indicador de nível do
combustível se seus fios de conexão estive-
rem soltos ou não transmitirem energia.

[10] Substitua as lâmpadas do indicador de medidas


e de nível do combustível
Retire as lâmpadas.
Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve-
rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé-
trica das lâmpadas . Verifique se a potência e
tensão das lâmpadas estão corretas.
Lâmpada do indicador de medidas: 12V 1,7W
Lâmpada do indicador de nível do combustível:
Substitua a lâmpada do
12V 1,7W indicador de medidas

CUIDADO
Substitua o bulbo por um de mesma potên-
cia e tensão.
5-11 SISTEMA ELÉTRICO

[11] Teste do motor de partida


Desconecte os fios de conexão anodo e cátodo
do motor de partida
Meça a resistência entre o anodo e cátodo do
motor de partida.
Meça o circuito do
Resistência do motor de partida: 0<R<0,5 Meça motor de partida
o desempenho de ligação e desligamento do
circuito de conexão do interruptor do motor de
partida com um ohmímetro.

CUIDADO
Substitua o motor de partida por um de mesma
especificação se as leituras não estiverem de
acordo com as especificações citadas acima.

3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos consumidores de


energia
Compo- Descrição de problemas Descrição de problemas da
Causa Método de reparo
nente dos componentes motocicleta
O ajuste do feixe da luz está A luz de iluminação não O feixe da luz do farol está
Regule o feixe de luz do farol.
inadequado. funciona normalmente. muito longe ou muito perto.
O filamento do farol está O filamento do farol está
Conjunto O farol não ilumina. Substitua a lâmpada do farol.
queimado. queimado.
do farol
A luz de iluminação não fun- Repare ou substitua o inter-
O acionador interno está com O acionador interno está com
ciona normalmente ou parou ruptor de mudança da luz de
mau contato ou danificado. mau contato ou danificado.
de funcionar. iluminação.
Filamento da lanterna trasei- Filamento da lanterna trasei- A lanterna traseira/luz de freio Substitua as lâmpadas da
Lanterna ra/luz de freio está queimado. ra/luz de freio está queimado. não funcionam normalmente. lanterna traseira/luz de freio.
traseira/
Freio O interruptor da luz de freio
Acionador interno não retro- A luz de freio não ilumina ou Repare ou substitua o inter-
traseiro não retrocede ou está dani-
cede ou está danificado. não para de iluminar. ruptor da luz de freio.
ficado.
O acionador interno do inter- Repare ou substitua o inter-
O acionador interno apresen- A luz indicadora de direção
Lâmpada ruptor indicador de direção ruptor da lâmpada indicadora
ta mau contato. não ilumina.
do indi- está com mau contato. de direção.
cador de O filamento da lâmpada do
direção A luz indicadora de direção Substitua as lâmpadas da
O filamento está queimado. indicador de direção está
não ilumina. luzes indicadoras de direção.
queimado.
O acionador interno da bu-
O acionador interno está com A buzina não produz som ou
zina está danificado ou com Repare ou substitua a buzina.
mal contato ou danificado. produz som estranho.
mau contato.
Buzina
O acionador interno da O acionador interno da buzina
A buzina não produz som ou
buzina está queimado ou está queimado, danificado ou Substitua a buzina.
produz som estranho.
danificado. envelhecido.
O acionador interno do inter-
O interruptor está com mau O indicador de marcha não Substitua o interruptor do
ruptor indicador de marcha
Indicador contato. acende. indicador de marcha.
está com mau contato.
de marcha
O filamento do indicador de O indicador de marcha não Substitua as lâmpadas do
O filamento está queimado.
marcha está queimado. acende. indicador de marcha
O circuito está com mau O circuito do indicador do me- O indicador do medidor não Verifique o circuito do indica-
Indicador contato. didor está com mau contato. acende. dor do medidor.
do medi-
dor O filamento do indicador do O indicador do medidor não Substitua a lâmpada do indi-
O filamento está queimado.
medidor está queimado. acende. cador do medidor
O circuito do indicador do ní-
O circuito está com mau O indicador do nível de com- Verifique o circuito do indica-
Indicador contato. vel de combustível está com
bustível não acende. dor do nível de combustível.
do nível mau contato.
de com- O filamento do indicador do Substitua a lâmpada do
bustível O filamento está queimado. O indicador do nível de com-
nível de combustível está indicador do nível de com-
bustível não acende.
queimado. bustível.
O dispositivo de partida
O acionador interno está com O dispositivo de partida elétri- Repare ou substitua o dispo-
elétrica não funciona normal-
mau contato. ca está com mau contato. sitivo de partida elétrica.
Partida mente.
elétrica A resistência e o enrolamento
O motor de partida está O motor de partida não fun-
do motor de partida estão Substitua o motor de partida.
queimado. ciona normalmente.
queimados.
SISTEMA ELÉTRICO 5-12

PARTE 4 – CONTROLE
As peças do controle do sistema elétrico da motocicleta garantem as boas condições de funcionamento das
peças de alimentação de energia e partes consumidoras de energia, e garantem sua harmonia. Ajuda o moto-
ciclista a controlar o sistema elétrico momentaneamente.
1 Estrutura e principio de funcionamento das peças do controle
As peças de controle consistem principalmente de retificador, relé de partida, fusível, interruptor de con-
trole e conjunto de cabos.
(1) Retificador
O retificador é um componente importante do sistema elétrico da motcicleta. Quando o gerador fun-
ciona, a bobina de carga muda a corrente AC para DC para fornecer corrente direta estável para a
bateria e componentes elétricos. Ele consiste principalmente de transistor, tiristor e diodo.
(2) Luz de advertência
A luz de advertência controla a luz intermitente continua da lâmpada indicadora de direção durante
seu funcionamento, trabalhando conjuntamente ela. Consiste de transistor, condensador, resistência
ou uma bobina.
(3) Relé de partida
O relé de partida é um interruptor eletromagnético. Ao pressionar o interruptor de partida no guidão
direito, a corrente elétrica se conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento,
conexão da bateria, bobina do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito
fechado. A bobina produz um campo magnético devido sua indução magnética para atrair o braço de
contato em movimento para baixo, fazendo os dois contatos se conectarem. A corrente elétrica se
conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento, conexão da bateria, bobina
do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito fechado e fazendo funcionar
o motor de partida que liga o motor da motocicleta. Uma vez que o interruptor de partida está fecha-
do, o braço de contato móvel é anexado através de um núcleo de ferro da bobina, fazendo o motor
de partida funcionar. Ao soltar o interruptor de partida, o campo magnético desaparece, liberando
o braço de contato magnético interrompendo o contato, então o motor de partida para de funcionar
apesar da corrente elétrica chegar até a bobina.
(4) Fusível
O fusível é feito de metal com baixo ponto de fusão. Quando a corrente elétrica excede o valor espe-
cificado, o metal derrete e o circuito é interrompido, o que evita danos ao aparelho elétrico por causa
da forte corrente elétrica causada pelo circuito errado.
O fusível consiste geralmente de caixa de fusível feita de plástico e um cartucho de fusível dentro.
(5) Interruptor de proteção da partida elétrica
O interruptor de proteção da partida elétrica é instalada nos interruptores de proteção da alavanca
da embreagem e suporte lateral respectivamente, e é utilizado para controlar o circuito da partida
elétrica da motocicleta. Somente um dos interruptores é ligado, a motocicleta pode ser ligada através
de eletricidade normalmente. (motocicletas equipadas com interruptor de proteção de suporte lateral
podem ser ligadas eletricamente e funcionar normalmente somente com a liberação do suporte late-
ral e com o interruptor de proteção do suporte lateral ligado.
(6) Cabo principal
Cada parte do sistema elétrico da motocicleta é ligado por fios. Para evitar uma confusão de fios e
propiciar uma organização adequada na estrutura da motocicleta, os fios seguem na mesma direção
e geralmente são fixados por tecido emborrachado insulativo.
(7) Interruptor de luz de freio dianteiro e traseiro É utilizado para controlar a abertura e fechamento da
luz de freio.
(8) Grupo de interruptores esquerdo e direito
Os interruptores de controle do sistema elétrico
estão localizados no lado esquerdo e direito do
guidão.
Normalmente, de cima para baixo, estão os in-
terruptores de mudança do pisca-alerta, inter-
ruptor do farol alto e baixo, interruptor da luz
indicadora de direção, botão da buzina e inter-
ruptor da luz de emergência no lado esquerdo
do guidom. Também, de cima para baixo exis-
tem os interruptores de parada rápida, interrup-
tor da luz de posição, interruptor do farol e bo-
tão da partida elétrica no lado direito do guidom.
O principal interruptor de fonte de energia fica
no meio do painel de instrumentos. Imagem da estrutura das peças do controle
5-13 SISTEMA ELÉTRICO

2 Desmontagem e manutenção das peças do controle

[1] Teste do retificador


Remova a tomada do retificador.
Meça a resistência entre o retificador e cada
posto de ligação.
Se a leitura não estiver dentro dos limites de
valores listados na tabela abaixo, substitua o
retificador por um de mesma especificação.

CUIDADO
Meça o retificador
Realize esse teste utilizando o multímetro junto
com o ohmímetro R X 1 k Ω ou R X 100 k Ω.

[2] Tabela de valor de resistência para o teste do


retificador.
Unidade: k Ω
-
amarelo amarelo vermelho branco verde
+

amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞
amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞ ∞
vermelho ∞ ∞ ∞ ∞
branco 1a6 1a6 2 a 13 0,4 a 1 Substitua o retificador
verde 0,5 a 5 0,5 a 5 1 a 13 0,1 a 1

[3] Teste do relé de partida


Remova o relé de partida.
Remova o soquete de conexão do interruptor
da partida elétrica.

CUIDADO
Meça o relé de partida
Substitua ou repare o interruptor da partida elé-
trica se o fio estiver solto ou não estiver trans-
mitindo energia.

[4] Substitua o relé de partida


Quando os fios condutores do relé de partida
conectam a fonte elétrica DC 12V, é produzido
um som estampido. Meça a resistência do con-
tato da partida entre os parafusos com o ohmí-
metro. Resistência do relé de partida: 0 < R ≤
0,5
Meça o desempenho de ligação e desligamento
do circuito do interruptor da partida elétrica com
um ohmímetro.
Substitua o relé de
CUIDADO partida

Se a leitura do teste não estiver de acordo com


o valor acima ou não produzir o som estampido
ao conectar a fonte elétrica DC12V, substitua o
relé de partida por outro de mesma especifica-
ção.
SISTEMA ELÉTRICO 5-14

[5] Teste da luz de advertência


Remova a luz de advertência.
Retire o soquete de conexão da luz de adver-
tência.
Meça o desempenho de ligação e desligamento
do circuito da luz de emergência com um ohmí-
metro.

CUIDADO
Se a luz de advertência não piscar, isso indi- Remova o soquete da
ca que a luz de advertência está danificada, luz de advertência
substitua-a por uma de mesma especifica-
ção.

[6] Teste do fusível


Remova o fusível. Se o fusível estiver derretido,
isso indica que a corrente de carga ou descarga
está escessiva. Diagnostique o problema com
um ohmímetro.
Corrente limite do fusível: 15A

CUIDADO
Substitua o fusível por um de mesma espe- Meça o circuito do tubo
de fusível
cificação.

[7] Teste do cabo principal


Remova o cabo principal e verifique o desem-
penho de ligação e desligamento do seu circuito
de conexão.

CUIDADO
Repare ou substitua o grupo de interrupto- Meça o chicote
res direito se houver curto-circuito ou circui- principal

to aberto.

[8] Teste do grupo de interruptores esquerdo Des-


monte o grupo de interruptores esquerdo e veri-
fique o desempenho de ligação e desligamento
do seu circuito de conexão. Meça o grupo de conecto-
res direito e esquerdo

CUIDADO
Substitua o interruptor do freio dianteiro em
caso de curto-circuito ou circuito aberto.
5-15 SISTEMA ELÉTRICO

[9] Teste o grupo de conectores direito.


Desmonte o grupo de conectores direito e veri-
fique se eles estão conectando o circuito para o Meça o grupo de
desempenho do freio com o ohmímetro. conectores direito

CUIDADO
Repare ou substitua o grupo de conectores direi-
to se eles estiverem com pouco circuito aberto.

[10] Teste do interruptor de luz de freio Empurre a


manopla de freio para frente. Se a luz de freio
não ligar ou não puder ser desligada, é prová-
vel que exista um curto-circuito ou circuito aber-
to do interruptor do freio dianteiro. Verifique o
desempenho de ligação e desligamento da co-
nexão do circuito do interruptor do freio diantei-
ro com um ohmímetro. Meça o interruptor
do freio dianteiro

CUIDADO
Substitua ou repare o interruptor do freio trasei-
ro em caso de curto-circuito ou circuito aberto.

[11] Teste do interruptor de luz de freio Pise no pe-


dal do freio traseiro. Se a luz de freio não acen-
der ou não puder ser apagada, pode ser uma
indicação de curto-circuito ou circuito aberto
do circuito do freio traseiro. Verifique com um
ohmímetro a conexão do circuito e o desempe-
nho de ligação e desligamento do interruptor do
freio traseiro.

CUIDADO
Meça o interruptor do
Substitua o interruptor de partida elétrica da freio traseiro
embreagem se houver curto-circuito ou circuito
aberto.

[12] Teste do interruptor de partida elétrica da em-


breagem Se a motocicleta estiver engatada, se-
gure a alavanca da embreagem e interrompa a
saída do motor para que a motocicleta dê a par-
tida elétrica, ou coloque a motocicleta no ponto
neutro e opere a partida elétrica. Verifique com
um ohmímetro o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito de conexão do circuito do
interruptor da partida elétrica da embreagem.

CUIDADO Meça o interruptor de partida


elétrica do motor
Substitua o interruptor de partida elétrica da
embreagem se ela estiver com pouco circuito
aberto.
SISTEMA ELÉTRICO 5-16

[13] Teste do interruptor de proteção da partida elé-


trica do suporte lateral
Solte o suporte lateral. Se o circuito do inter-
ruptor de proteção da partida elétrica do supor-
te lateral não estiver conectando, pode haver
curto-circuito ou circuito aberto. Verifique o de-
sempenho de ligação e desligamento com um
ohmímetro.

Meça o interruptor de

CUIDADO segurança do suporte lateral

Substitua o interruptor de segurança da parti-


da elétrica se houver curto-circuito ou circuito
aberto no suporte lateral.

3 As causas, descrições e métodos de reparo das peças do controle


Descrição de problemas Descrição de problemas
Componente Causa Método de reparo
dos componentes da motocicleta
A lâmpada da parte de
O retificador está A tensão de saída do gerador Substitua retificador ou
consumo de energia queima
queimado. é alta ou instável. o gerador de teste.
com facilidade.
Retificador A bobina apresenta A parte e consumo de energia
curto-circuito ou circuito O retificador não apresenta não apresenta corrente e Teste o circuito ou o
aberto. A bobina não corrente de saída. tensão de saída. O sistema de retificador.
conecta firmemente iluminação não funciona.
Teste a bateria ou
O relé de partida está A tensão de saída da bateria A motocicleta não pode dar
substitua o relé de
queimado. está muito alta ou muito baixa. partida elétrica.
partida,
Relé de
A bobina está com
partida Teste o circuito do relé
circuito aberto ou curto- O relé de partida não possui A motocicleta não pode dar
de partida e verifique o
circuito. A bobina não corrente de saída. partida elétrica.
fusível.
conecta firmemente.
A lâmpada do indicador de Teste a bateria e
A luz de advertência A tensão de saída da bateria
direção e o indicador de substitua a luz de
está queimada. está muito alta ou muito baixa.
direção advertência.
Luz de
A bobina está com
advertência A lâmpada do indicador de Teste o circuito da
circuito aberto ou curto- A luz de advertência não
direção e o indicador de luz de advertência e
circuito. A bobina não apresenta corrente de saída.
direção não iluminam verifique o fusível.
conecta firmemente.
A bobina apresenta
A tensão de saída do sistema A parte e consumo de energia Substitua o fusível
curto-circuito, circuito
Fusível de carga está muito alta ou não apresenta corrente ou ou teste o circuito do
aberto ou está
muito baixa. tensão de saída. sistema de carga.
queimada.
A bobina está com
O circuito do interruptor da Teste o circuito do
Interruptor da circuito aberto ou curto-
luz de freio não transmite A luz de freio não acende. interruptor da luz de
luz do freio circuito. A bobina não
corrente. freio ou substitua-o.
conecta firmemente.
Teste o circuito do
A bobina apresenta
O circuito do interruptor da interruptor da partida
Interruptor da curto-circuito, circuito A motocicleta não pode dar
partida elétrica não transmite elétrica e ou substitua
partida elétrica aberto ou está partida elétrica.
corrente. o o conjunto de
queimada.
interruptores direito.
Teste o circuito do
A bobina apresenta
O circuito do interruptor da interruptor da partida
Interruptor de curto-circuito, circuito A motocicleta não pode dar
partida elétrica não transmite elétrica e ou substitua
parada rápida aberto ou está partida elétrica.
corrente. o conjunto de
queimada.
interruptores direito.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

ÍNDICE

PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR..................................... 6-1

6
6-1 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR

1. 1 Análise de Marcha Lenta Insuficiente do Motor

Marcha lenta insuficiente


do motor

Não há marcha lenta do A marcha lenta do motor A marcha lenta da motoci-


motor está muito alta. cleta está instável.

Inspecione a pressão de Puxe a válvula do carbu- Inspecione se a ignição do


compressão do cilindro. rador com as mãos e ins- motor está sincronizada.
pecione se está completa-
mente fechada.
Sim Não
Inspecione se o orifício Inspecione se o cabo de
de fluxo de marcha lenta aço do cabo do acelerador
está muito grande. pode ser puxado flexivel- Sim Não
mente para fora da capa do
cabo e se a mola da válvula
A pressão A pressão está muito mole.
de com- de com-
pressão pressão
do cilindro do cilindro
Inspecione se a [1] Inspecione se o dispo-
está insu- está nor-
folga do eletrodo sitivo CDI está com proble-
ficiente mal
da vela de igni- mas.
ção está muito [2] Inspecione se o gera-
pequena. dor do motor e a bobina de
acionamento estão soltos.
Sim Não
[1] Inspecione se a parte de
conexão externa do motor
está vazando. Reajuste a marcha lenta do Inspecione se a taxa
Ajuste a folga do
[2]Inspecione se a entrada carburador. da mistura gasosa
eletrodo.
de ar e exaustão estão sin- combustível .
cronizadas.
[3]Inspecione se a folga da Após o ajuste o motor pos-
válvula está muito estreita. sui marcha lenta. Após funcionamento do
[4]Inspecione se a vedação motor em alta velocidade,
entre a válvula e a sede da não há marcha lenta.
válvula está adequada.
[5]Inspecione se o anel do O parafuso de ajuste de ar
pistão está quebrado ou do carburador ou o parafu- Inspecione se o orifício do
não está funcionando ou se so de ajuste da válvula está fluxo da marcha lenta, o
possui elasticidade insufi- ajustado inapropriadamente. tanque de combustível da
ciente . marcha lenta e a passagem
[6]Inspecione o desgaste de gás estão bloqueados.
do anel do pistão e cilindro.

Inspecione se o nível da Não


bóia do carburador está Limpe
muito alto.
Não
Sim
[1] inspecione se o isolador de calor
Ajuste o nível da bóia para do carburador está quebrado.
o valor padrão ou substitua [2]Inspecione se a porca de conexão
a boia. do carburador está solta.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-2

1.2 Análise de Potência Insuficiente do Motor

A potência do motor
é insuficiente.

Coloque a motocicleta com o suporte principal,


levante-a do solo e gire a roda com as mãos.

A roda gira livremente. A roda gira com dificuldade.

[1]Inspecione se o freio está com problemas.


Inspecione a pressão [2]Inspecione se o eixo da roda está danificado.
dos pneus. Ou desgastado.
[3]Inspecione se o isolador entre o cubo da roda
existe ou está curto.

A pressão está muito


A pressão está normal
baixa.

Os dedos conseguem sentir forte vazamento de gás. Ao mesmo tempo


Inspecione se o elemento da há um som de golpes.
válvula da roda está vazando ou Desmonte a vela de ignição e coloque seu
se a roda está quebrada. dedo no orifício da rosca do parafuso da vela de ignição, então presio-
ne o interruptor de partida ou pise rapidamente na alavanca de partida.
Ajuste o nível da bóia para o valor
padrão ou substitua a boia.

Não há vazamento forte de gás


e a pressão de compressão do
A pressão compressora é normal. cilindro não é suficiente.

Dê parida no motor e mova o con-


trole de aceleração pressinando-o A pressão de compressão está normal.A pres-
para dentro. Observe a mudança são de compressão não é suficiente.
de rotação do motor.

A reversão do motor au- A reversão do motor [1] Inspecione se a conexão externa do motor
menta quando a pistola não aumenta quando está vazando.
é maior a pistola é maior. [2IInspecione se a válvula está sincronizada.
[3]Inspecione se a folga da válvula está muito
pequena. [4]Inspecione se a vedação entre a
válvula e o suporte da válvula está adequada.
Inspecione se a ignição do [5]Inspecione se o anel do pistão está partido,
motor está sincronizada. não está funcionando
Ou se sua elasticidade não é suficiente.
Sim [6]Inspecione o desgaste do anel do pistão e
cilindro.
[1]Inspecione se o sistema de fornecimento
de fornecimento de combustível está em
boa comdição de funcionamento. Não
[2] Inspecione se o filtro de ar do carburador
e silencioso está bloqueado. [1] Inspecione se há algo errado com o CDI.
[3]Inspecione se o nível da bóia do carbura- [2] Inspecione se o volante do gerador e bobi-
dor está incorreto. na acionadora estão soltos.
6-3 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

1. 3 Análise da Partida do Motor

O motor não liga ou liga com dificuldade.

Inspecione o sistema de ignição.

Não Remova o pistão e inspecione se há acúmulo de carbono Sim


entre o eletrodo do pistão.

Realize o teste de Limpe o carbono.


faiscamento

Há intenso faiscamento azul e roxo entre o eletrodo.


Faísca insuficiente ou não há faísca.

Desrosqueia a tampa do pistão e verifique se Inspecione se a ignição do motor


há faiscamento com a bobina de alta tensão. está sincronizada.

Não Sim

Há intenso faisca- Faísca insuficiente [1] Inspecione se há algo erra- Solte o parafuso do car-
mento azul ou não há faísca. do com o dispositivo CDI. burador e inspecione se
[2] Inspecione se o volante do há fluxo de gás saindo
gerador e bobina acionadora do tubo do carburador.
estão soltos.
Inspecione se há algo
errado com a vela de Não
ignição e seu cachimbo.
Sim

Inspecione a pressão de Inspecione se há


Inspecione se Inspecione se há [1] Inspecio- gás no tanque de
A pressão compressão do cilindro
há curto-circuito curto-circuito do ne se há algo combustível.
do cilindro com um barômetro.
da bobina de ig- circuito interno errado com
é insufi- Sim Não
nição ou circuito do sistema de ig- o dispositivo
ciente.
aberto. nição ou circuito CDI. A pressão do cilindro Adicione gás.
aberto.
é insuficiente.

O magneto do sistema [1] Verifique se a conexão exterior do


[1]Inspecione se o orifício de ar da
A pressão motor está com vazamentos.
de ignição não tem tampa do tanque de combustível
[2] Verifique se a válvula está fun-
ponto de conexão. do cilindro é está bloqueado.
cionando.
insuficiente. [3] Verifique se a folga da válvula [2]Inspecione se o filtro de ar e
está muito pequena. interruptor de combustível estão
[1]Inspecione se há curto- [4] Verifique se a vedação da válvula
Desmonte bloqueados.
circuito da bobina de ignição e o suporte da válvula estão bons.
a vela de [5] Verifique se o anel do pistão [3]Inspecione se o interruptor de
ou circuito aberto.
ignição e desliga ou se se está quebrado, ou combustível está em boa condição
[2]Inspecione se há curto-
verifique-a.
ainda se tem elasticidade suficiente. de funcionamento .
circuito da bobina de aciona- [6] Verifique a abrasão do anel do [4]Inspecione se o orifício de admis-
mento ou circuito aberto. pistão e do cilindro.
são do carburador está bloqueado.
[5]Inspecione se o nível da bóia do
carburador está muito alto.
Desmonte a vela de ignição e inspecione-a. O eletrólito do pistão está seco.

Não
Inspecione se há vazamento do carburador. Insira um pouco de gás no cilindro e tente dar partida.
Sim
[1]Inspecione se há algo entre a válvula Inspecione O tempo de funcionamento O motor pode continuar funcio-
de agulha da bóia e suporte da válvula se o filtro é muito curto ou o motor nando após a partida.
de forma que o carburador não pode ser de ar está queima após a partida.
fechado. bloqueado.
[2]Inspecione se a superfície em forma O dispositivo de partida do
de cone da válvula de agulha da bóia O carburador interno está carburador(O sistema de espes-
está desgastada parecendo de lado. bloqueado ou o nível da samento) está com problemas.
[3]Inspecione se a bóia do carburador bóia está muito alto.
está quebrada.
[4]Inspecione se o nível da bóia do car-
burador está muito baixo.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-4

1. 4 Análise do superaquecimento do motor

O motor superaquece.

Inspecione se a operação do motor está correta.


Sim Não

[1] Inspecione se o número do gás está in-


correto ou foi armazenado por muito tempo. Inspecione o sistema de arrefecimento.
[2] Inspecione se o motor sempre funciona
com alta velocidade ou altas cargas.

Motor de arrefecimento a ar

Sim Inspecione se há areia ou deposito de gordura no radiador.

Limpe Não
Não
Inspecione se a ignição do motor esta sincronizada.
[1] Inspecione se o dispositivo CDI está Sim
com problemas.
[2]Inspecione se o volante do gerador e Inspecione se a embrea-
Bobina de acionamento estão soltos. gem escorrega.
Sim
Não
A embreagem desliza.
Desmonte a vela de ignição e ins-
pecione a cor do dielétrico da vela
Consulte 1.6 de ignição. Calcule a taxa de mistu-
ra do gás de acordo com todos os
fenômenos excepicionais.
O dielétrico da vela de igni-
ção está preto. O silencioso A vela de ignição dielétrica é
O dielétrico da vela de
do escapamento emite uma branca.
ignição está marrom. Ao acelerar, o motor dará um
fumaça preta durante o fun-
cionamento do motor com intervalo. O ar fluirá de volta
velocidade média/baixa. O ao carburador e a potência do
motor será suficiente.
desempenho de aceleração
A taxa de mistura de gás
está inadequado e a marcha
combustível está normal.
lenta está instável. Mas está A mistura de gás combus-
normal com alta velocidade tível está espessa.
Inspecione se a porta
A mistura de gás combustível
de exaustão do cilindro
é fina. e o silencioso do esca- Verifique o sistema de
pamento estão bloque- lubrificação.
ados com deposito de
carbono. [1] Verfique se o inter-
[1]Inspecione se o filtro de ar
está bloqueado. ruptor de combustível
[2] Inspecione se o dispositi- está em boas condi-
[1]Inspecione se o volume de óleo no virabre- ções de trabalho.
vo de partida do sistema de
quim é insuficiente. [2] Verifique se o nível
espessamento do carbura- da boia está alto.
dor está em boas condições [2]Inspecione se o óleo no virabrequim está
[3] Verifique se os
de funcionamento. sujo ou se sua viscosidade está inadequada.
orifícios no carburador
[3]Inspecione se o nível da [3]Inspecione se o filtro de ar está bloqueado. estão obstruídos.
bóia do carburador está mui- [4]Inspecione se a bomba de óleo está em boa
to baixo. condição de funcionamento .
[5]Inspecione se a passagem de lubrificação
está bloqueada.
6-5 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

1. 5 Análise de excesso de consumo de combustível do motor

O combustível do motor excede o padrão de consumo.

Sim Inspecione se a operação do motor está correta.

[1]Inspecione se a motocicleta fun-


ciona com carga ou sem a velocidade
Apóie a motocicleta no suporte econômica ou em velocidade baixa.
lateral e gire a roda com as mãos. [2] Inspecione se o número do óleo
está correto.

A roda gira com dificuldade. A roda gira normalmente.

[1]Inspecione se o freio está blo-


queado. Verifique a pressão do pneu.
[2]Inspecione se o eixo está des-
gastado.
[3]Inspecione se o espelho do
cubo da roda está instalado ou é
muito curto. Adicione pressão de A pressão está normal.
acordo com o padrão
especificado.

Inspecione se o tanque de com-


Resolva de acordo com
bustível, interruptor de combustí-
a situação.
vel, tubo e carburador apresentam
vazamentos.
Inspecione a taxa da mis- Sim
tura de gás combustivel. Não

A taxa de mistura de
A mistura de gás combus- gás combustível está
tível está muito fina. normal.

A mistura de gás
Verifique se a rotação do combustível está [1]Inspecione se o in-
motor está muito rápida. muito espessa. terior do carburador
está bloqueado.
Sim [2]Inspecione se o ní-
[1]Inspecione se o filtro de ar está blo- vel da bóia do carbu-
queado. [2]Inspecione se o nível da rador está muito alto.
Verifique e ajuste Não
o carburador. boia do carburador está muito baixo.
[3]Inspecione se o orifício principal do
carburador está muito grande.
Verifique se a igni-
ção do motor está
funcionando.

Verifique o siste-
ma da ignição.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-6

1.6 Análise do deslizamento da embreagem

A embreagem desliza.

A embreagem molhada manual e múltipla desliza.


Sim

Não
Inspecione se a folga da manopla da
embreagem está entre 10 e 20mm. Inspecione se o cabo de ope-
Faça o reajuste.
ração da embreagem pode ser
puxado flexivelmente para fora
Não
do cabo de aço.
Limpe, lubrifique ou
substitua. Sim
Adicione óleo. Verifique se o nível do óleo cárter está muito baixo.
Não

Sim
Verifique se a mucosidade do óleo do cárter está
Substitua o óleo.
muito baixa ou se o óleo está muito sujo.

[l]Inspecione se o parafuso de pressão da mola da embreagem está solto.


[2]Inspecione se as peças de fricção da embreagem estão desgastadas ou soltas.
[3]Inspecione se a elasticidade da mola da embreagem está insuficiente.
[4]Inspecione se o cubo movido da embreagem e a superfície de conexão da placa de
pressão e peças de fricção estão desgastadas.
[5]Inspecione se as ranhuras dos dentes do cubo motriz e movido estão desgastados.

1. 7 Análise do silencioso do escapamento do motor de 4 tempos

O silencioso do escapamento do motor 4 tempos emi-


te uma fumaça azul e uma espessa fumaça branca.

Inspecione se o nível do óleo do vi-


Não rabrequim excede a marca superior.
Sim

Não Ligue o motor. Quando o motor funciona em


Há muito óleo na árvore de mani- alta velocidade, remova o medidor de nível de
velas.. O excesso de óleo deve ser óleo e inspecione se o orifício de adição de
drenado, não deixando o nível do óleo emite fumaça.
óleo exceder a marca superior.
Sim

Inspecione se a folga de en-


caixe da válvula e tubo da vál- [1]Inspecione se o cilindro, pistão e anel do
vula está muito grande. pistão estão desgastados.
[2]Inspecione se o anel do pistão apresenta
Sim Não elasticidade insuficiente ou está quebrado.
Inspecione se a válvula [3]Inspecione se a abertura do anel do pistão
A vedação de óleo
e o tubo da válvula estão tem 120° até a outra abertura.
esta danificada.
desgastados.
6-7 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

1. 8 Análise de desengate incompleto da embreagem

A embreagem não desengata completamente.

Não
Inspecione se a folga da manopla da
embreagem está entre 10mm e 20mm.

Efetue o reajuste. Sim

Verifique se o cubo e o platô da em-


breagem estão gastos para fazer o
movimento de zigzag
Sim Não

Sim Substitua o conjunto da mola da embreagem. Substitua todas as arrue-


las da embreagem.
Repare ou substitua-os.

[1]Inspecione se as peças movidas da embreagem


estão empenadas.
[2]Inspecione se o comando de válvulas de desen-
gate, haste de desengate e outros componentes do
mecanismo de operação da embreagem estão des-
gastados.

1.9 Análise do descarrilhador da transmissão

Descarrilhador da transmissão emperrado

Ligue o motor e inspecione se a marcha


Sim lenta do motor está muito alta.
Não
Efetue o reajuste.
Inspecione se a transmissão pode
Sim ser operada adequadamente.
Inspecione se a embreagem Não
desengata completamente
Melhore o método
Não
de operação.
Inspecione se o eixo da transmissão está
distorcido ou se o braço da transmissão está
Sim
distorcido ou desgastado.
Sim Não Inspecione se a folga da manopla da embre-
agem está entre 10 e 20mm.
Substitua Inspecione se a ranhura do ressalto Inspecione se a elasticidade mola da em-
essas peças. do comando de válvulas da transmis- breagem está bem dividida. Inspecione se
são está muito desgastado ou danifi- as ranhuras do cubo motriz e movido estão
cado. Inspecione se o garfo está mui- desgastadas. Inspecione se as peças de
to desgastado. Inspecione se o garfo fricção da embreagem estão distorcidas.
está empenado. Inspecione se o eixo Inspecione se os componentes do mecanis-
do garfo está empenado ou muito mo de operação da embreagem estão muito
desgastado. desgastados.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-8

1. 10 Análise do descarrilhador da transmissão

O descarrilhador troca marchas automaticamente.

Inspecione se a mola de posicionamen-


Sim to está quebrada ou se sua elasticidade
é insuficiente. Não
Substitua-a

Desmonte o virabrequim e inspecio-


nes se seu encaixe de engrenagem
está correto de acordo com o padrão.
A profundidade do encaixe de
engrenagem é suficiente.

A profundidade do encaixe de en-


grenagem não é suficiente.

Inspecione se os dentes convexos da engre-


nagem de encaixe estão desgastados e com
Inspecione se o garfo está desgasta-
formato cônico e se a ranhura oposta da extre-
do ou empenado.
midade da engrenagem está desgastada e ex-
pandida em boca de sino. Não Sim

Sim Não [1]Inspecione se o orifício Substitua


do garfo e o eixo do garfo o garfo.
Substitua a estão desgastados.
Inspecione se a es- [2]Inspecione se a instala-
engrenagem.
tria do eixo principal e ção do descarrilhador está
secundário e a estria correta.
através da engrena-
gem de deslize estão
desgastadas.
6-9 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

PART 2 – ANÁLISE DAS PEÇAS ELÉTRICAS

2.1 Análise da bateria A bateria não carrega.

Remova a parte de conexão entre o fio do ge-


rador e o cabo do veículo. Meça a resistência
com um ohmimetro e inspecione se a resis-
tência entre o fio de exportação da bobina de
carga está de acordo com o valor padrão.

O valor da resistência é O valor da resistência está O valor da resistên-


menor que o padrão. de acordo com o padrão. cia é infinito.

Instale o componente de conexão entre o fio


Há curto-circuito da bo- do gerador e o cabo de veículo. Remova o re- A bobina de carga
bina de carga. tificador ou o componente de conexão entre ou outros fios de ex-
o adaptador de inversão e o cabo de veiculo. portação estão com
circuito aberto.
Meça a resistência entre o fio de exportação
da bobina de carga com o ohmimetro. Inspe-
cione se a resistência está de acordo com a
própria resistência da bobina de carga.
Não
Sim
Ajuste o multimetro para a tensão de 0 a 20V DC. O circuito do gerador ao retificador ou entre o adap-
Meça a tensão entre a terminação do fio e o com- tador de inversão está com circuito aberto ou com má
ponente de conexão da matéria (normalmente conexão.
um fio vermelho ou vermelho e branco) e o terra.

Não há exibi- O fio entre o componente Há exibição Meça o retificador e o adap-


ção de tensão. de conexão até a bateria de tensão. tador de inversão com o oh-
está com circuito aberto. mimetro. Inspecione se eles
apresentam problemas.

2. 2 Análise da bateria
A bateria não carrega completamente.

Inspecione se a luz do freio sempre funciona.


Sim Não

Ajuste ou substitua o Coloque o interruptor de ignição na posição desligada. Remova o fio do catodo da ba-
interruptor do freio. teria de armazenamento. Conecte a extremidade do catodo do medidor de corrente no
catodo da bateria de armazenamento e a extremidade do catodo no anodo da bateria de
armazenamento. Inspecione se há vazamento de corrente elétrica.

O valor do vazamento de corrente elétrica é menor que o valor especificado. O valor do vazamento de corrente
elétrica é maior que o valor espe-
cificado. (Normalmente a corrente
Inspecione se a bobina de carga do gerador está com curto-circuito.
elétrica exigida precisa ser acima
Não Sim de 1mA)

[1]Inspecione se o eletrólito da bateria de armaze-


namento não é suficiente. Substitua a bobi- O circuito entre o retificador e o
[2]Inspecione se a densidade do eletrólito da bate- na de iluminação. adaptador de inversão ou bateria
ria de armazenamento é muito pequeno. de armazenamento até o interruptor
[3]Inspecione se a placa da bateria de armazena- de ignição está em curto-circuito.
mento possui muito peso ou está em curto-circuito.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-10

2.3 Análise do motor de partida

O motor de partida não funciona.

Acione o interruptor de ignição e pressione o interruptor da buzina


ou ligue/desligue o interruptor da luz indicadora de direção.

A buzina elétrica não produz som ou produz som fra- A buzina elétrica produz som rotundo. A luz indica-
co. A luz indicadora de direção ilumina fracamente. dora de direção ilumina fortemente.

A potência da bateria de armazenamento O interruptor de partida e o O interruptor de partida e o


não é suficiente ou o fio de conexão da ba- som no começo da partida elé- som no começo da partida
teria possui conexão insuficiente. trica não podem ser ouvidos. elétrica podem ser ouvidos.

Remova o componente de conexão do relé de partida do cabo do Produza curto-circuito da conexão da bateria
veiculo. Conecte o anodo/catodo da bateria de armazenamento no relé de partida e conexão do motor de par-
com dois fios inferiores da bobina do relé de partida com dois fios. tida com uma chave de fenda e um fio grosso.

Após a conexão, o motor Após a conexão, o motor Após a conexão do cur- Após o curto cicuito, o
de partida não poderá de partida poderá funcio- to-circuito, o motor de motor de partida funcio-
fiuncionar e o ruído no nar normalmente. partida não funciona. na normalmente.
começo da partida elétrica
não poderá ser ouvido.
A conexão do Desmonte o motor de partida e inspecio-
Verifique o circuito do ne o seguinte:
A bobina do relé de relé de partida
sistema de controle [1]Inspecione se a escova de carbono
partida abrirá o circuito está danificada
elétrico. está desgastada.
ou o curto-circuito. ou solta.
[2]Inspecione se a mola da escova de
[1] Verifique se o ponto de conexão da engrenagem carbono está quebrada ou se sua elasti-
interna está mal conectada. cidade é insuficiente.
[2] Verifique se o ponto de conexão do interruptor de [3]Inspecione se o pente induzido está
partida está mal conectado. desgastado.
[3] Verifique se o circuito do sistema de partida elétri-
[4]Inspecione se a bobina do induzido
co interno abriu o curto-circuito.
está com circuito aberto ou curto-circuito.
2. 4 Análise do motor de partida

O funcionamento do motor de partida está fraco.

Acione o interruptor de ignição e pressione o interruptor da buzina


ou ligue/desligue o interruptor da luz indicadora de direção.

Buzina elétrica não produz som ou produz som fraco. A buzina elétrica produz som rotundo. A luz
A luz indicadora de direção ilumina fracamente. indicadora de direção ilumina fracamente.

A potência da bateria de armazenamento não é suficiente Inspecione se a terminação do fio do relé


ou o fio de conexão da bateria possui conexão insuficiente. do motor de partida possui conexão ruim.
Não Sim

Desmonte o fio de conexão do motor de partida do relé de partida e o fio de conexão da Inspecione
bateria de armazenamento. Pressione o interruptor de partida. Quando o relé de partida e resolva.
fizer som, meça a resistência entre a conexão da bateria do relé de partida e a conexão
do motor de partida com um ohmimetro. Inspecione se a resistência está passando.
Sim Não
Meça a resistência do motor com um ohmi- A conexão do relé de partida
metro e inspecione se ela está passando. está danificada ou solta.
6-11 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

2. 5 Análise das luzes de iluminação

Todas as luzes de iluminação não funcionam.

Sistema de iluminação de for- Sistema de iluminação de forneci-


necimento de energia AC mento de energia DC

Remova a parte de conexão entre Pressione o interruptor da buzina e ligue/desli-


os fios do gerador e o cabo do veí- gue o interruptor da luz indicadora de direção.
culo. Inspecione se há exportação
de energia do fio de exportação
da bobina de iluminação com uma
A buzina elétrica produz A buzina elétrica não pro-
lâmpada..
som rotundo. A luz indica- duz som. A luz indicadora
dora de direção ilumina. de direção não ilumina.
A lâmpada não A lâmpada
ilumina. ilumina. O fornecimento de ener- Com uma fio, esfregue o
gia da bateria de arma- anodo e o catodo da ba-
A bobina de ilu- zenamento está normal. teria de armazenamento
Ligue o motor e e inspecione se há faísca.
minação do gera- remova o compo-
dor ou seu fio de Ou meça a tensão com
nente de conexão um multímetro.
exportação es- entre o adaptador
tão com circuito de inversão e o
aberto ou curto- cabo de veiculo.
circuito. Ao esfregar, não Ao esfregar, há fa-
há faísca ou ten- ísca ou a tensão
são é muito baixa. está normal.
A luz de ilumina- A luz de iluminação
ção ilumina. não ilumina.
A bateria está [1]Inspecione se o fusí-
descarregada. vel está quebrado.
O adaptador do [2]Inspecione se o circui-
Substitua a lâmpada da luz to da bateria de armaze-
interior do relé de iluminação dianteira e ins-
está com curto- namento e interruptor de
pecione se as outras lâmpa- ignição está com circuito
circuito. das estão queimadas aberto ou curto-circuito.
Sim Não [3]Inspecione se o inter-
ruptor de ignição está
A bateria de armazenamento Inspecione se há exportação de
com circuito aberto ou
não tem energia. energia do fio de importação de
curto-circuito.
Desmonte o conjunto da luz de energia do interruptor de ilumina-
iluminação e inspecione se sua ção com o método de conectar
lâmpada está queimada. uma lâmpada.

Sim Não

Com um fio, faça um curto-circuito O gerador ou o circuito entre o inter-


entre o fio de fonte de energia do ruptor de ignição e o interruptor de
interruptor de iluminação e fio de iluminação estão com circuito aber-
exportação . to ou curto-circuito.

Após o curto-circuito, a luz Após o curto-circuito, a luz


de iluminação ilumina. de iluminação não ilumina.

O ponto de conexão do interior do interrup- O circuito entre o interruptor de iluminação e a luz de


tor de iluminação está com conexão ruim. iluminação está com circuito aberto ou curto-circuito.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-12

2.6 Análise das lâmpadas

A lâmpada da luz de iluminação queima facilmente.

Ligue o interruptor da ignição. Pressione o interruptor da buzina


e o interruptor da luz indicadora de direção.

O som da buzina elétrica é inadequado ou A buzina elétrica produz som rotundo. A luz indi-
não produz som. A luz indicadora de direção cadora de direção ilumina fortemente.
ilumina fracamente.

[1]Inspecione se a terminação do fio de conexão da Remova o componente de conexão entre o


bateria de armazenamento está com conexão ruim. adaptador de inversão e o cabo do veículo.
[2]Inspecione se o eletrólito da bateria de armazena- Meça o circuito entre a bobina de carga de ilu-
mento não é suficiente. minação do gerador e o adaptador de inversão
[3]Inspecione se a densidade do eletrólito na bateria com um ohmimetro. Inspecione se o circuito
de armazenamento é muito insuficiente. está com circuito aberto.
[4]Inspecione se o interior da placa da bateria possui
muito pbso4 ou está com curto-circuito.

Verifique o circuito.
Ajuste o multímetro para tensão entre
0 e 20V DC. Meça a tensão entre o
fio do componente de conexão da ba-
teria (Normalmente vermelho e bran-
co) até o terra.
Não há exibição de tensão. Há exibição de tensão.

O fio entre o componente de Inspecione se há algo errado


conexão e a bateria está com com o adaptador de inversão.
curto-circuito.
6-13 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

2.7 Análise das luzes de iluminação


As luzes de iluminação ilu-
minam fracamente.

Sistema de iluminação de Sistema de iluminação de


fornecimento de energia AC fornecimento de energia DC

Remova o componente de conexão entre o fio do Acione o interruptor de ignição e pressione o


gerador e o cabo do veículo. Meça a resistência en- interruptor da buzina ou ligue/desligue o in-
tre o fio de exportação da bobina de iluminação do terruptor da luz indicadora de direção.
gerador. Inspecione se estão com curto-circuito.

Sim Não

A buzina elétrica pro- A buzina elétrica produz


A tensão estável do Ligue o motor e limite sua reversão.
duz som rotundo. A luz som inadequado. A luz
adaptador de inver- Remova o componente de conexão
indicadora de direção indicadora de direção ilu-
são está muito baixa. entre o adaptador de inversão e o
ilumina fortemente. mina fracamente.
cabo do veiculo. Inspecione a força
da luz de iluminação. Qieckthehri-
ght-| nessofi lluninatingl ight.
A potência da bateria não é
suficiente ou a conexão da
Após abrir o circuito, Após abrir o circuito, bateria de armazenamento
a iluminação será a iluminação será com o interruptor de ignição
normal. turva. está com problemas.

A voltagem estabi- Inspecione se o circuito entre a


lizada do ajustador bobina de carga do gerador e
comutado está o sistema de carga estão com
muito baixa. curto-circuito.
Não
Sim

Inspecione e Desmonte o conjunto do farol e inspecione se o vidro da lâmpada está amarelo ou


resolva. amarelo e verde.
Não Sim
Inspecione se a potência da lâmpada do sistema de ilumina- Substitua a lâmpada
ção está de acordo com a exigência especificada. do farol.
Não

[1]Inspecione se o ponto interno de conexão do interruptor de ilu-


minaçã e o interruptor de troca de luz possui conexão ruim. Substitua a lâmpada de
[2]Inspecione se o componente de conexão interna ou o fio de iluminação.
conexão possui conexão ruim.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-14

2. 8 Análise da lâmpada indicadora de direção


A luz indicadora de direção não ilumina.

Algumas luzes indicadoras Todas as luzes indicadoras de direção de Todas as luzes indicadoras
de direção de um dos lados um dos lados não iluminam. de direção não iluminam.
não iluminam.
Remova a tampa da luz indicadora de Pressione o interruptor da
Remova tampa da luz in- direção e inspecione se a lâmpada está buzina e inspecione a bu-
dicadora de direção e ins- queimada. zina elétrica.
pecione se a lâmpada está Sim Não
queimada.
Substitua Remova o componente de cone-
xão do interruptor da luz indicado- A buzina elé- A buzina elétri-
a lâmpada
ra de direção. Meça o interruptor trica produz ca não produz
indicadora
da luz indicadora de direção com som rotundo. som ou produ
de direção.
um ohmimetro e inspecione se o som inadequa-
Sim Não do
problema foi resolvido.
Substitua a lâm- Meça a voltagem do
pada indicadora ponto de conexão do A potência O fornecimento
de direção. cabo de potênica do Sim Não de energia da
da bateria
suporte da lâmpada ao está fraca bateria de ar-
solo com o voltímetro. mazenamento
O fio de ex- O ponto interno está normal.
portação de de conexão do
energia lateral interruptor da
A voltagem A voltagem está com cur- luz indicadora Remova tampa da luz indicadora
está normal e está normal e to-circuito ou de direção está de direção e inspecione se a lâm-
há voltímetro. há voltímetro. o soquete está com conexão pada está queimada.
com conexão ruim.
ruim.
A conexão do A conexão do
suporte da lâmpa- Não Sim
suporte da lâmpa-
da está ruim ou a da está ruim ou a Substitua a luz indicadora
Ligue/desligue o interruptor
conexão entre a conexão entre a de direção e inspecione se o
da luz indicadora de dire-
lâmpada indicadora lâmpada indicadora adaptador de inversão está
ção. Faça um curto-circuito
de direção e seu de direção e seu funcionando corretament
de duas extremidades da
suporte estão ruins. suporte estão ruins. luz de advertência com um
fio ou uma chave de fenda.

Após o curto-circuito, a luz indica- Após o curto-circuito a luz indi-


dora de direção não ilumina. cadora de direção ilumina.

Remova o componente de conexão das luzes indicadoras de di- A engrenagem


reção. Utilizando um fio produza um curto-circuito da importação está danificada.
de energia do interruptor da luz indicadora de direção até o fio de
energia da luz indicadora de direção direita e esquerda.

Após o curto-circuito, a luz in- Após o curto-circuito, a luz indi-


dicadora de direção ilumina. cadora de direção não ilumina.

O ponto interno de conexão Inspecione se o fio de importação de energia do interruptor da luz indicadora de
do interruptor da luz indica- direção possui exportação de energia com o método de conectar uma lâmpada.
dora de direção está com
conexão ruim.

A lâmpada ilumina. A lâmpada não ilumina.

O fio de energia da luz indicadora de direção O circuito entre o interruptor de ignição e a luz de adver-
está com circuito aberto ou curto-circuito. tência ou entre a luz de advertência e o interruptor da
luz de direção está com circuito aberto ou curto-circuito.
6-15 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA

2.9 Análise da buzina elétrica

A buzina elétrica não produz som.

Ligue o interruptor da ignição, ligue/desligue o in-


terruptor da luz indicadora de direção e inspecio-
ne a luz indicadora de direção.

A luz indicadora de direção não A luz indicadora de direção ilu-


ilumina ou ilumina fracamente. mina fortemente.

A potência da bateria de armazenamen-


to não é suficiente ou o circuito entre a O fornecimento de ener-
bateria de armazenamento e o interrup- gia da bateria de arma-
tor de ignição está com circuito aberto zenamento está normal.
ou curto-circuito.

Remova o fio de energia da conexão de energia da


buzina elétrica, então esfregue o fio de energia com o
fio do catodo. Inspecione a faísca ou meça a tensão
com um multímetro.

Ao esfregar, há faísca ou a ten- Ao esfregar, não há faísca ou


são está normal. tensão não está normal.

Conecte o fio de energia da buzina elétrica. A potência do fio entre o interruptor de


Conecte a conexão da buzina elétrica(conexão ignição e a buzina elétrica está com cir-
do interruptor) com o fio do catodo. cuito aberto .

Após a conexão, a buzina Após a conexão, a buzina elétri-


elétrica produz som. ca continua sem produz som.

Ajuste o volume e tom da buzina


O ponto de conexão interno elétrica.
da buzina possui conexão
ruim ou o fio entre a buzina
elétrica e o interruptor está
com circuito aberto.
Após o ajuste, a buzina elé- Após o ajuste, o som da bu-
trica ainda não produz som. zina está normal.

A buzina elétrica está dani- A buzina elétrica não está


ficada. ajustada adequadamente.
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-16

2.10 Análise da luz de freio


A luz do freio não ilumina.

Remova tampa da luz de freio e inspe-


cione se a lâmpada está queimada.
Não

Substiitua a lâmpada da Com um fio, produza um curto-cir-


luz de freio. cuito entre as duas extremidades de
conexão do interruptor da luz de freio
ou entre duas extremidades do fio.

Após o curto-circuito, a Após o curto-circuito, a luz


luz de freio não ilumina. de freio ilumina.

Esfregue o fio de energia do interruptor da O interruptor da luz de freio está mal


luz de freio com o fio do catodo ou com ajustada ou o ponto de conexão in-
uma chave de fenda. Inspecione a faísca. terno possui conexão ruim.

Ao esfregar, há faísca. Ao esfregar, não há faísca.

O fio entre o interruptor da luz O fio entre o interruptor da luz de


de freio .e luz de freio está com freio .e luz de freio está com curto-
curto-circuito ou circuito aberto. circuito ou circuito aberto.

2.11 Análise do sistema de ignição

Motor difícil de pegar

Desmonte o fio de alta tensão


e verifique se há faiscamento.
Fogo Sem fogo

A vela de ignição Interrompa a conexão da bobina de carga do


está danificada. gerador e bobina de acionamento e respectiva-
mente meça a tensão.
Repare ou substitua.
Reconecte a conexão. Desligue o interruptor de ig- Meça a resistência DC
nição e observe a bobina de alta tensão das duas bobinas.
O interruptor de
ignição está dani- O rotor do volante do A bobina de carga
ficado. Desconecte a extremidade gerador perde mag- e bobina de aciona-
exportação de energia da ig- netismo seriamente. mento estão com cir-
Sim nição e meça a tensão. Adicione magnetis- cuito aberto ou curto-
Não mo ou substitua-o. circuito.
A bobina de ignição está
Ignição eletrônica
com circuito aberto ou cur- Adicione magnetismo Repare ou substitua.
está danificada.
to-circuito. ou substitua-o.

Substitua-a Substitua-a
ANEXO

ÍNDICE

ANEXOS: DIAGRAMA DO CIRCUITO..................................................... 7-1

7
7-1 ANEXO

Interruptor de iluminação Interruptor do farol

Branco Farol 12V 35W


Azul/Amarelo
Azul Farol 12V 35W
Marrom

Preto/Branco Indicador de farol alto 12V 1,7W

Luz de posição dianteira 12V 3W

Interruptor de ignição Iluminação do painel 12V 1,7W x3


Amarelo/Verde
Interruptor de freio dianteiro/traseiro

Vermelho
Preto Luz de
Preto/Amarelo Preto/Branco
advertência
Preto
Cinza
Verde
Luz de direção dianteira esquerda 12V 10W x2
CDI
Indicador de
Laranja
Interruptor de corte marcha
Azul claro
ANEXO: DIAGRAMA DO CIRCUITO

Indicador de direção esquerdo 12V 1,7W

Azul/Branco Azul/Branco
Vela de ignição Bobina de ignição Indicador de direção direito 12V 1,7W

Amarelo
Vermelho
Amarelo Luz de direção dianteira direita 12V 10W x2
400V 6A
Interruptor da partida elétrica
Regulador de tensão Verde Interruptor do indicador
de marcha
Amarelo/ Interruptor da
Magneto Vermelho embreagem
Botão da buzina

Vermelho
Vermelho

Vermelho Buzina

Motor de partida

Bateria 12V 7Ah Relé de partida


Prepared bypor
Elaborado

KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA.


HYOSUNG MOTORS & MACHINERY
Departamento Técnico INC.
Overseas Technical Department

1ª Ed.: Dezembro de 2009


1st Ed. NOV. 2002.

Impresso no Brasil
Manual No. 99000-94710
Printed in Korea