Você está na página 1de 206

Imortais da Terra

Universo de Lúcifer é uma obra de Investigação Intelectual Sagrada e portanto


independe de dogmas pré-estabelecidos. Muito menos segue regras para falar em
nome de Algo Maior. É apenas o resumo dos caminhos por onde andei, para
satisfazer meus pés na longa Jornada como sua filha.
Religião é religare. Foi criada pelo homem para se reconectar ao Sagrado que ele
mesmo mandou embora de Gaia. Houve um tempo em que os Deuses andavam
entre nós, juntamente com seus Filhos de outras civilizações, nossos irmãos e um
Divino Mundo Elemental. A humanidade contudo, decidiu caminhar sozinha, pois
julgou-se com evolução para tal... E pouco a pouco os Deuses foram se afastando, e
fomos ficando órfãos de nossos criadores.
Penso que o primeiro entendimento seja do fato de que os Deuses não nos
abandonaram, eles nunca estiveram de costas para a humanidade. Isso não existe!
São Deuses, simplesmente se assim pensassem exterminariam sua obra! Mas sim, era
preciso que o ser humano entendesse que não podia conduzir a evolução humana
sem a presença da criação – e foi por isso que resolveram partir de Gaia e nos
observar. Cuidar... E de outra forma, então, conduzir nosso caminho de longe - de
suas casas nas estrelas.
Por que Lúcifer?
Realmente me pergunto até quando este mundo irá se segurar em suas meias verdades.
Pois até mesmo entre as comunidades pagãs encontramos muita resistência e dificuldade
em falar sobre o mundo descencionado. São muitos os pré-conceitos e tabus entranhados
em nossas mentes. E é exatamente por tudo isso que resolvi, como boa bruxa e filha de
minha Mãe Lilith, gritar ao mundo: Sou filha de Lúcifer! Ele é o meu Pai!
Eu o conheci pessoalmente há muitas vidas. Sempre fui uma bruxa, portanto é natural
lembrar de outras vidas. Eu estava em apuros, precisava de ajuda para cumprir uma missão
e pedi com toda minha fé a ajuda necessária aos Deuses, e foi então que minha Mãe Lilith
permeou minha, digamos... “adoção” por Lúcifer. Foi tudo meio no instinto, não pensei
muito em quem estava ali, pois minha visão pagã dos mundos nunca permitiu que minha
mente fosse contaminada pelo Cristianismo. Depois disso foram inúmeras as vezes que
estive em sua presença, e a cada vida, minha admiração por Lúcifer cresce. Ele é com toda
a certeza uma das maiores fontes de conhecimento sobre o Sagrado, a Humanidade e a
Evolução presente hoje em Gaia. Já perdi as contas de quantas vezes me senti uma criança
na sua frente quando com grandes problemas, questões complexas, e situações-limite lhe
pedi ajuda e ele mostrou o caminho com uma sabedoria e simplicidade, que faz com que
qualquer grande Mestre humano se sinta um pirralho! Sempre começo a conviver com Ele
enquanto ainda sou criança em minhas encarnações, o que facilita e muito, mas quando
descubro quem Ele é... Sempre há duas sensações a serem descritas: a primeira de um
grande susto! E a segunda de como não percebi algo tão óbvio!
Ouvi Lúcifer dizer que é um grande fã
dos seres humanos. Ouvi suas
palavras sobre o quanto somos
capazes diante do Sagrado que nos
habita. Ouvi muitas vezes palavras
que julguei não sermos merecedores
de tanta atenção e carinho. Hoje
dentro de mim, borbulham
sentimentos contraditórios... Uma
enorme tristeza, quando vejo e
escuto os seres humanos culpá-lo por
suas incompetências e afastá-lo
completamente de suas vidas. E o
outro é o cultivo pelo amor que Ele
mesmo me ensina - levando a
consciência, o conhecimento e a luz
para os poucos que abrem seus
ouvidos, suas mentes e suas vidas
para o Verdadeiro Sagrado.
A humanidade se perdeu em seu caminho. Criamos abismos entre nossas vidas e
nossos Pais Divinos e com isso nos condenamos a uma jornada ao desequilíbrio
diante da evolução.
Lúcifer hoje é a chance mais concreta de botarmos o pé na estrada correta
novamente. Porém, sei que para isso será preciso uma guerra, para matar,
destruir e desconstruir conceitos que nos impedem se quer de pensarmos sobre
o caminho. Mas... Se você realmente pretende ir em busca do seu lugar no
mundo, mais importante do que chegar neste lugar é descobrir por onde começar
a caminhar.
O Sagrado Humano há muito foi esquecido, diante
de um tempo em que a humanidade cultivou o
medo, e criou verdadeiras muralhas entre os
Deuses e os homens. Passamos dois mil anos sob a
egrégora de que somente nos libertaríamos se nos
sacrificássemos. Cristo não é filho do Deus... Cristo
é filho de um Deus! Posseidon com uma humana,
Maria! Assim como Teseu, Hércules e tantos
outros. A diferença é que Zeus fazia mais filhos
com humanas... Pode parecer que sinto um certo
prazer em desconstruir os mitos patriarcais/cristãos
- e podem acreditar: eu sinto mesmo! Mas é só
uma revolta inocente de bruxa, perseguida,
queimada e roubada em seus dogmas e
conhecimentos por uma igreja que se ergueu
perseguindo o meu povo e não criando o seu...
Nada muito sério! Mas não tenho nada contra
Posseidon e seu filho! Penso apenas que tenha
sido uma pena Jesus ter fracassado em sua missão
de elevação do espírito através do amor, e que
tenha se entregue à cruz, nos condenando ao
ensinamento pela dor! Mas esta é uma outra
história.
Porém, tenho contra sim, o que fizeram com o
conhecimento que ficou! Sou contra sim os seres
humanos que deturparam os ensinamentos da Era
de Peixes, perpetuando o último herói como a
imagem do sofrimento para a evolução do
espírito.
Felizmente, a Era de Aquário chegou e Urano
começou a sacudir as estruturas de Gaia. E cada
vez será mais urgente reciclar a mente para
sobreviver. Estamos cansados do viver por viver e
começamos a acordar para o vasto mundo ao
nosso redor.
O primeiro passo, para uma aproximação de
Lúcifer é compreender que na natureza, em Gaia,
desde os primórdios dos tempos, os chifres são
símbolo de poder. Quanto maior a galhada, maior
o poder do animal, maior sua virilidade. A
humanidade copiou estas honras colocando em
seus Reis coroas pontudas. Assim, a imagem de
seres masculinos detentores de poder se
perpetuou, mas infelizmente deturpamos sua
origem.
Em um tempo muito
anterior a Cristo e toda a
mitologia que o
circunda, a imagem
do ser ainda hoje tido
por boa parte da
população do
planeta como
“O grande ser maligno”
não passa do simbolismo
mais antigo do poder
masculino nas florestas, o
Grande Cernunos,
Deus Chifrudo cultuado
por Pagãos de todo o
mundo até hoje.
Escolhida a dedo pelos primeiros
comandantes da Igreja, a
representação do “mal absoluto”
com grandes chifres e corpo meio
humano, meio animal, se
enquadra exatamente nos
padrões dos seres divinos e
elementais com os quais as Bruxas
mais antigas tinham relação.
Muito apropriado, aliás, em um
grande golpe político associar a
figura do macho pagão com a
natureza fétida do ser humano
para poder destinar milhares de
pessoas ao fim de sua cultura.
Felizmente, o povo antigo
sempre retorna.
A verdade é que independente de para onde olhamos no Mundo Antigo, Lúcifer (do
Latim “lux” – luz; e “fero” – portador) está lá como um grande sábio, conhecedor
íntimo da alma humana. Seja como “A Estrela da Manhã” da Babilônia, associada
com o planeta Vênus, formando um esterno casal sagrado; seja como o Grande
Guardião das florestas de Elêusis, nas quais diante dos Mistérios Iniciáticos Gregos
homens e mulheres se viam em meio aos seus maiores temores para provarem sua
lealdade consigo e com seus irmãos de jornada; seja como Deus romano da Luz,
amante de Diana (a Deusa romana da Lua) com quem teve a filha Aradia; seja como
Pã, o grande fauno amante das ninfas mais belas; seja como o maior de todos os
Guardiões do Mundo Inferior, posição detida até os dias atuais.
Se voltarmos no tempo e espaço
do Mito do Fogo e da Luz,
chegaremos a Prometeu, e seu
principal mito explica
detalhadamente a transformação
deste Imortal em Guardião do
Mundo Inferior e o Portador da
Luz.
Sendo assim, um ser de tamanha
grandeza, presente em muitas
civilizações e suas culturas, não
pode pura e simplesmente ser
colocado no rol das essências
mais baratas criadas em Gaia,
caindo no versário popular como
a própria visão do caos. Por isso
cada vez mais se torna
imprescindível a pesquisa, o
estudo e então o entendimento
mais real e aproximado da origem
dos fatos.
Lúcifer jamais deixou sua essência primordial, e
em meio a todo o processo de desconfiguração
do ser humano como sagrado e, portanto, de suas
energias como sagradas, ele esteve presente
olhando atentamente a tudo e guiando como
podia as ações humanas em Gaia.
Assim, chega à Tradição Imortais da Terra como
uma de suas maiores fontes de sabedoria antiga.
A Bruxaria é versada sobre o equilíbrio entre tudo
o que rodeia e permeia a vida humana. Os
mundos paralelos são tão importantes quanto o
físico onde acordamos, trabalhamos e dormimos
todos os dias. E não é diferente com o plano
descencionado. Muito pelo contrário! Afinal,
como diz o próprio sábio Lúcifer: “Se acima de
nós está o mundo ascencionado e abaixo de nós o
descencionado, habitamos o meio. E se habitamos
o meio é porque somos o equilíbrio entre estas
duas forças”. Ambas as forças nos habitam e
devemos cuidar de cada uma de forma
homogênea. E ainda podemos completar: se o
mundo ascencionado cuida do espírito, é o
descencionado que cuida da matéria.
Sendo assim, em muito tempo
não é de tão vital importância
que olhemos com cuidado e
carinho para nossa vida material,
física. Durante 2000 anos fomos
mergulhados constantemente em
um grande mar de tropeços,
dores e traumas por termos sido
afastados da vida espiritual
natural, direta. Mas mais ainda
por termos esquecido de que
alimentar o corpo é tão
importante quanto alimentar o
espírito.
Lúcifer chega aos tempos atuais forçando-nos a erguer a cabeça e respirar os
ares de Aquário, saindo das águas turbulentas de Peixes que em tese geraram
dor e resignação nas pessoas. Lúcifer é o eterno Guardião da Humanidade. E
olhando para ele em sua forma e regência originais, olhando para cada veia do
Sagrado em que já se fez presente, é bastante simples concordar com esta
afirmativa.
Quando o resgate da essência espiritual do ser humano se torna uma feliz realidade
mundialmente, se faz necessário também olharmos com o mesmo cuidado para o nosso
resgate enquanto seres dependentes do mundo material para viver e sobreviver sobre
estas terras. E tão importante quanto o mundo que nos cerca é o corpo que carregamos
todos os dias, tão sagrado quanto nosso espírito. Não apenas uma máquina perfeita para o
trabalho e estudo, mas mais ainda para a geração da vida que habita este mesmo mundo.

Resgatar a imagem original de Lúcifer é resgatar a luz original, seja do masculino hoje
também deturpado, seja do mundo descencionado hoje marginalizado, seja do ser humano
hoje esquecido.
Alimente o espírito e chegará aos Deuses que habitam seu interior. Alimente a matéria e
chegará ao ápice da Criação Divina.
O Caminho da Galhada é a Reconquista do Poder!
A vida brota em perfeita e infinita vertente e os Titãs tiveram filhos entre si. Sendo
assim, Oceano (Oceano, a Força Sagrada de toda Água) e Tétis (Tétis, a Força Sagrada do
Grande Útero – o Mar) tiveram as Oceânides.
Algumas das Oceânides personificam ainda hoje as próprias Bênçãos Divinas, tais
como Métis, a Sabedoria e o Conhecimento; Pluto, a Riqueza; Tique, a Boa Sorte e a Fortuna;
Telesto, o Sucesso; Peito, a Persuasão; e Calipso (Kalypso) a "Ocultadora". Algumas nos
ensinaram coisas que mudaram o caminho da evolução humana como Filira (Fylira), a
Oceânide da Cura, Beleza – perfume e papel, foi ela quem nos ensinou a fazê-los. E outras
estão presentes no desenrolar de nossa evolução como Clímene (Klymene) a Benção do
Renome, seja Fama ou Infâmia, que foi desposada pelo Titã Jápeto, e concebeu Epimeteu,
Prometeu, Atlas, Menécio e Héspero.
E em um tempo onde as Forças Sagradas reinavam
em Gaia. Quando os Imortais emanavam a vida. E
todas as criaturas da Terra foram obra de vários
deuses - que as plasmaram inicialmente com
terra, limo e fogo. Pois a palavra latina homem
está ligada a humus (terra).
Tempo em que a centelha divina de imortalidade
percorria todo o Globo. Época em que os Deuses
incumbiram a Prometeu e Epimeteu de dar aos
seres as qualidades necessárias para que se
sustentassem quando viessem à luz, tornando-os
assim Guardiões da Humanidade.
Os Titãs Gêmeos representam a oposição criativa da polaridade para a dualidade.
Assim como a ambivalência da psique humana e o símbolo da oposição criada
pelos mundos: interiores e exteriores, conscientes e inconscientes, espirituais e
materiais, que provocam a magia necessária para toda e qualquer ação criativa.
A polaridade dos Gêmeos Titãs simboliza o movimento oposto ao da libido, o
caráter ascendente e descendente. São Eles os opostos que possuem movimento
compensatório que tem por finalidade manter o equilíbrio psíquico, corrigindo a
unilateralidade.
E foi assim que conforme o Mito, Epimeteu começou obviamente antes de
seu irmão, a distribuição das qualidades e Prometeu seguia a distribuição
através de uma ação compensatória. Epimeteu deu a alguns a força, a
outros deu apenas velocidade. Outros receberam garras e outros as armas;
a outros concedeu grandeza em tamanho e assim seguiu sua distribuição.
Prometeu após análise, proveu as soluções e, aos pequenos, como os
pássaros, por exemplo, deu-lhes asas, para que fugissem dos maiores. E
assim todas as qualidades foram distribuídas para que houvesse um
equilíbrio, e não viessem as espécies destruir umas as outras.
Mas o tempo passou para todos e para
tudo, e os Titãs Réia (A Grande Mãe) e
Cronos (O Pai do Tempo), já haviam
tido 5 filhos. Cronos porém, para
entregar o poder e comando ao filho
escolhido e no tempo certo, optou por
engolir os filhos anteriores a este,
assim que nascessem, e somente
quando Zeus, seu sexto filho nasceu é
que o Titã, engoliu uma pedra dada por
Réia no lugar da criança, diz a lenda,
para que o filho sobrevivesse. Analiso
aqui o Mito, com a devida Investigação
Intelectual Sagrada, que obviamente
Cronos sabia que estava engolindo uma
pedra, pois era um Titã, um Imortal,
uma Força Sagrada, um Deus do
Princípio, e portanto não era
desprovido das capacidades precisas
para distinguir um bebê de uma pedra.
A pedra é o símbolo da
Instauração. Símbolo do
poder de Gaia para a
construção. Representa a
entrega de Cronos ao
filho Zeus de seu trono. O
primeiro Trono. Sendo
assim cumpriu-se a
profecia para a evolução
dos mundos e Zeus
assumiu o poder
trazendo de volta seus 5
irmãos, que embora
engolidos não estavam
mortos – pois há uma
gigantesca diferença
entre ser comido e ser
engolido.
Assim aconteceu há 50 mil anos aproximadamente, a grande
transição em Gaia do período das Forças Sagradas para
Instauração da Ordem Divina. Chegamos então ao momento
para a mudança de consciência em nossa humanidade. E o início
da fixação do homo-sapiens como veículo material para a
evolução espiritual em Gaia.
Da mesma forma que Cronos havia sucedido ao Pai Urano
diante da gigantesca empreitada para organização após o fim do
Caos, era chegado o momento de Zeus seu filho assumir, e
instaurar a Ordem Divina, pois tudo que havia sido criado
durante o período das Forças Sagradas em Gaia, precisava agora
de Forças Divinas para guiá-las. Uma Ordem para a evolução.
O Olimpo e sua função

Gaia é o Planeta Útero de nosso Sistema Solar, é aqui que todos os Deuses
sopram seus filhos para que a evolução primeira aconteça. Por isso nossa casa é morada,
caminho e extensão de muitos outros mundos. Somos a extensão de muitos outros
planetas, de muitos outros reinos. Mas seria impossível manter a Ordem em todos os
Mundos se todos os Deuses tivessem que aqui permanecer. Este é o motivo para formação
do Olimpo, onde os Deuses poderiam observar seus filhos mais novos de um único lugar,
de local e acesso mais facilitado. Embora muitos Deuses ainda passassem a maior parte de
seu tempo junto aos humanos e suas demais criações em Gaia.
E há 50 mil anos, o Olimpo, e a sua primeira geração de Deuses se estabeleceu:
Zeus, Hades, Posseidon, Hera, Héstia e Deméter. Com o propósito de manter a
Ordem Divina estabelecida até aqui e cuidar da evolução da humanidade.
Tornando possível aos Deuses, cuidar também de seus outros mundos de forma
mais completa, visto que com a evolução dos primeiros espíritos, muitos já
estavam partindo para casa de seus pais ou destinos mais superiores em
consciência, unindo-se a outros povos, mundos e irmãos. O expandir natural da
vida para a evolução.
Prometeu e Epimeteu continuaram seus trabalhos como guardiões da humanidade
e foi nesta época que os feitos de Prometeu diante dos Deuses a favor da
humanidade começaram a se destacar.
No início os Deuses e os homens comiam juntos, comungavam do mesmo alimento
porque não havia diferença entre os Deuses e suas criações. O mito de Prometeu começa
na Idade de Ouro, e descreve o estado paradisíaco inicial. Analisando aqui o “ato de
comer juntos”, podemos encontrar em seu significado a comunhão pacífica e harmoniosa
para o desenvolvimento humano. Pois nessa época, os seres humanos eram como os
imortais e todas as necessidades eram satisfeitas, antes mesmos de serem percebidas.
Este Mito descreve a realidade psíquica na ausência da consciência, o seja, o estado
primordial do ser.
O Refinamento da Espécie

A dificuldade de sobrevivência do homem nas eras primitivas, ou a miséria do homem na


Idade do Bronze, é a marca para a decisão final dos Deuses em reorganizar a evolução
humana. Inconscientes de nossas Jornadas, começamos a reencarnar diante da miséria
sagrada que nós mesmos havíamos criado, pois foi quando o homem se julgou superior e
mais forte, que os Deuses equilibraram nossa evolução com as devidas provas ao
tamanho que julgávamos ter. Nos condenamos a miséria e caminhamos ao abismo de
nossas almas. Passamos por momentos de completa desorganização, ficamos
completamente frágeis e não conseguíamos mais vencer sequer as feras ou manter a
mínima ordem. Tentamos então, nos agrupar, e assim
conhecemos a anarquia que fazia de
todos inimigos e vítimas entre guerras
por poder. A humanidade então
passou a se destruir, vítima das feras e
de si própria. E assim o foi por um
longo tempo, e ainda hoje
percebemos o reflexo disso nas
encarnações que nos marcam como
filhos em resgate pelo uso do poder
destruidor do fogo. Ou seja, o mal uso
do Poder Sagrado.
E foi assim também que os Deuses
decidiram que estava no momento de
uma nova consciência ser agregada. E
para isso foram cuidadosamente
traçadas estratégias entre o Sagrado e
todos os Mundos Divinos. Primeiro era
preciso uma eliminação em massa dos
humanos aqui encarnados. Não pense
que se trata de um ato cruel de
aniquilação. Ao contrário, de nada
adiantaria nascerem crianças de uma
nova consciência se estas continuassem
a ser criadas e preparadas por espíritos
de uma velha consciência.
Sendo assim, é no romper da Era de
Câncer, quando a Era da Lua começa,
que o brotar da nova consciência se
inicia. Foi o fim da Era Glacial, e o
derretimento do gelo inundou a Terra, o
famoso dilúvio que está presente em
praticamente todas as religiões atuais –
nos mais diversos Panteões e locais pelo
Globo e sua humanidade.
É possível reconhecer diversos atos dos mais diferentes Deuses, para compor gatilhos
para o tempo novo, a nova vida e a nova consciência humana. Todos voltariam a
encarnar com novos traçados divinos por todos os lados de Gaia. Uma nova chance de
nossos Pais e Mães Divinos para reencontrarmos o caminho até Eles. O que confirma a
teoria de que foi o ser humano que se afastou do Fogo Sagrado e não o Sagrado que foi
retirado de nós, se assim não fosse os Deuses não iriam, em diversos momentos
“facilitar” o caminho até Eles.
Certo é que há 11 mil anos a Era
de Câncer traz o gatilho para o
expandir da humanidade, é o
nascimento de Lilith – a Deusa
Fantasma guardiã da consciência
das Eras e do legado que ficaria
para trás. E neste mesmo ato
inspirador, Prometeu há 10 mil
anos rouba o Fogo Olimpiano e
entrega à Humanidade. Juntos
teceram uma nova chance para
a humanidade, juntos
guardaram nossa consciência,
sabedoria e acesso ao
conhecimento que nos levaria
ao Poder Criador, e juntos
reescreveram o futuro de nossa
espécie, permitindo uma nova
chance de busca e encontro
entre o Sagrado e sua Criação.
Entre cada um de nós e nossos
Pais Sagrados.
Principais
Mitos
para
Estudo
Prometeu Mitológico

Para a compreensão dos Mitos de Prometeu é


obrigatória a passagem pelas obras da
Antiguidade Helênica, onde este é retratado
em vários pontos: em “Prometeu Acorrentado”
– uma tragédia de Ésquilo (525 a 456 a.E.C.).
Também nas obras de Hesíodo e Homero, pois
as noções da origem do mundo, dos Deuses e
dos homens, encontram-se sistematizadas
nestas. E ainda encontramos importantes
observações diante de “Protágoras”, de Platão.

Hesíodo descreve em seus versos três


combates, três processos, três níveis pelos
quais Zeus deve passar a fim de atingir sua
hegemonia. Por meio deles, se articulam as
diferenças próprias entre deuses e homens, e
entre os olímpicos e titãs. E assim conclui-se
que somente por meio destes caminhos é que
foi possível a Zeus instalar a Ordem Divina ao
Mundo.
Na Teogonia, munido de suas armas e de seus aliados, Zeus se põe
disposto para as três disputas:

- A Disputa contra Prometeu (v. 507-616) - Descreve o Mito do Sacrifício onde


Zeus e Prometeu decidem o que é Sagrado e o que é Mundano entre os mundos.
Antes disso, a humanidade convivia e se alimentava junto aos Deuses.
- A Titanomaquia (v. 617-721) - Descreve a luta entre o Deus Olimpiano Zeus e os Titãs –
deuses primordiais - pelo domínio do mundo. Zeus, liderando os Olimpianos e auxiliado
pelos Ciclopes e Hecatônquiros derrota os Titãs e encerra-os no Tártaro. Assim Zeus impõe
uma nova ordem ao mundo. Antes disso o que reinava em Gaia é o que descrevo aqui
como Forças Sagradas, ou seja, a emanação do Sagrado Universal. A Titanomaquia
também registra que o Titã Prometeu e seu irmão gêmeo, Epimeteu, recusam-se a
participar da Guerra, deixando o registro que ambos faziam parte da transição de Gaia
regida pelas Forças Sagradas a Ordem Divina que se estabelecia.
- Tifeu (v. 820-880) - E a Batalha de Zeus contra Tifeu (filho de Gaia com o
Tártaro) descreve o Rito Iniciático emposto por Gaia ao Deuses (Ascencionados)
da “Nova Ordem” para que estes tivessem a completa Interação as forças
primitivas e por tanto descencionadas de Gaia.
Porém nas Metamorfoses que constitui-se de uma obra com 15 Livros, cerca de
250 narrativas em doze mil versos compostos em latim, e que descrevem com a
devida licença poética a cosmologia e a história de nosso mundo, o Poeta latino
Ovídio (1.a.C.) aprofunda a ideia greco-romana a respeito da criação do mundo, e
em seus versos, todas as coisas tinham um único aspecto a que se dava o nome
de Caos, onde se mesclavam os elementos.
“Ante mare et terras et, quod tegit omnia, caelum
Vnus erat toto naturae uultus in orbe,
Quem dixere chaos (Met. I, 5-7)
Sic erat instabilis tellus, innabilis unda,
Lucis egens aer; nulli sua forma manebat
Obstabatque aliis aliud, quia corpore in uno
Frigida pugnabant calidis, umentia siccis,
Mollia cum duris, sine pondere habentia pondus.
Hanc deus et melior litem natura diremit; (Met. I, 16-21)”

“Antes do mar e das terras e do céu, que cobre todas as coisas,


a natureza tinha no mundo uma única face,
a qual chamaram de caos.”
“Assim a terra era instável, o mar inavegável, o ar tinha necessidade de luz:
nada conservava sua própria forma, uma coisa se opunha às outras,
porque em um só corpo o frio combatia o calor; a umidade,
a seca; o macio, o duro; o sem peso, o pesado.
Um deus acabou com esta luta e a natureza tornou-se melhor”.
Nos versos de Metamorfoses de Ovídio,
Gaia está ao lado de uma Divindade
Anônima, para instaurar a ordem universal
e organizar as Forças Sagradas (Met. I,21).
Um demiurgo – um trabalhador do
coletivo, um artesão. Seu trabalhador e
executor de seus desejos e vontades (deus
sive natura, quisquis fuit ille deorum, mundi melioris
origo, mundi fabricator, ille opifex rerum) separou
as diversas partes do mundo, colocou a
ordem no caos inicial. Um dos Deuses,
quem quer que seja, (quisquis fuit ille deorum,
Met. I,32), pois não se sabe qual Deus
tratou de empregar seus bons ofícios para
arranjar e dispor as coisas que haviam sido
criadas na Terra.

O demiurgo é Prometeu, ou melhor – Os Gêmeos, Prometeu e Epimeteu, na


polaridade e dualidade criativa para a Obra.
Natus homo est; siue hunc diuino semine fecit
Ille opifex rerum, mundi melioris origo,
Siue recens tellus seductaque nuper ab alto
Aethere cognati retinebat semina caeli;
Quam satus Iapeto mixtam pluuialibus undis
Finxit in effigiem moderantum cuncta deorum; (Met.I,78-83)

“Nasceu o homem: ou o fez com a semente divina o criador das coisas,


origem de um mundo melhor, ou a terra,
recente há pouco afastada do alto éter,
reprimia as sementes do seu irmão céu.
Quando o filho de Jápeto, com as ondas das chuvas,
a misturou e modelou, à imagem dos deuses”.

Pelos versos acima em Metamorfoses de Ovídio, fica clara a análise de que Prometeu e seu
irmão Epimeteu cumpriam as Ordens das Forças Sagradas em Gaia, pois esta recém
separada do Céu (Urano) ainda possuía partículas celestes, que espalhavam a faísca
Imortal.
Certo é que a humanidade foi
criada por todos os Deuses e
Imortais que aqui estavam
durante o período primeiro,
determinados de Forças
Sagradas, e posteriormente,
coube a Epimeteu e Prometeu a
distribuição das características
necessárias a sobrevivência da
raça humana, assim como de
todas as demais espécies.
Contudo é preciso que se
mantenha a Investigação
Intelectual Sagrada, e para
tanto não fixemos nossas
mentes no Mito como mera
verdade ilustrativa e sim como
enigmas de uma verdade.
O Sacrifício Negociado
Dos três combates descritos por Hesíodo para
Zeus, afim de que este consiga a hegemonia, a
disputa contra Prometeu (Teogonia, v. 507-
616) é a primeira. Ele acontece quando os
Deuses decidiram diferenciar os Imortais dos
Mortais (T., v. 535).
Dentro da Investigação Intelectual Sagrada,
este combate se dá para instalar as diferenças
que possibilitam o Cosmos. Neste primeiro ato
Zeus representando os Imortais e Prometeu
representando os Mortais se reúnem para
estabelecer a Ordem Divina, ou seja,
diferenciar a humanidade das divindades.

A separação aconteceu mediante a partilha de um boi, como já mencionado – animal


relacionado a Zeus em seus Ritos Sacrificiais, o que sugere que o Imortal sabia exatamente
o que estava a sua frente. Zeus estava ciente de sua escolha, pois sendo este um Deus não
existe a menor possibilidade de ter sido enganado por Prometeu e sim refere-se o Mito ao
ato de negociação, onde Zeus estabelece a diferenciação entre o que será Mundano e que
será Sagrado.
Este mito estabelece a Lei da Criação e Devoção a humanidade. O alimento compartilhado
com o Criador, e assim reverenciado como superior. Assim é há 50 mil anos, desde que o
primeiro Sacrifício foi estabelecido por Prometeu e Zeus. Mais tarde, como já mencionado
é que as primeiras comunidades estabeleceram o sangue – primeiro alimento diante do
Sacro Oficio, entregue aos Deuses, a carne dividida entre todos, as vísceras aos outros
animais, os ossos – como ferramentas e armas e a pele para aquecer os humanos do frio.
Tudo era utilizado não havia desperdício do que era morto diante dos Deuses.

“Cabe aqui a nota mental de que para os Deuses é


completamente indiferente se o alimento
compartilhado é de origem animal ou vegetal. E que o
que deve ser respeitado é a escolha dos Deuses, de
qual alimento lhe apetece.
Não esqueçamos que oferecer uma alface ao Deus da
laranja, é tão cruel quanto partir um ovo ao Deus da
Vaca. Pois para os Deuses toda sua Criação é igual, e
quando nos julgamos melhor é que o Sacro Ofício fica
mais pesado. Sendo assim não há alimento que não
deva ser compartilhado com o Sagrado. E não há vida
em Gaia que não seja Sagrada... Mas quando um Deus
determina seu Ofício Sagrado e a humanidade veta
sua vontade, nega sua existência.”
Lúcifer
Titanomaquia

A Guerra de 10 anos entre os Titãs e o Olimpo


O Mito começa na geração anterior e descreve que quando Urano e Gaia tiveram
seus filhos, e entre eles os 12 Titãs. Urano temia que seu Trono fosse assumido
por algum de seus filhos antes do Tempo adequado, e que assim toda a Obra da
Criação estivesse comprometida. Assim optou por mantê-los imersos no Útero da
Mãe Gaia, até que seu sucessor nascesse.
Gaia manteve os filhos dentro de si, até
que foi chegado o momento para a
primeira grande virada na evolução de
nosso Planeta e assim os Titãs,
emergiram das entranhas da Grande
Mãe. Embora o Mito tenha se
perpetuado contando que liderados por
Cronos, destronaram o Pai, e que para
isso o ato de castrar Urano e lançar seus
órgãos genitais ao mar, nos pareça
violento, o mito registra a passagem do
comando de poder sobre o Sagrado no
Tempo certo, visto que Cronos é o Titã
Pai do Tempo. Também este é o Mito do
nascimento de Afrodite. Então temos
aqui o fim do Domínio da Criação
Universal e o começo da Energia Vital
para a Criação pelo êxtase, visto que
Afrodite é a primeira referência sagrada
para o poder interior de geração, a
energia vital, o êxtase para a vida.
Os Titãs Cronos e Réia tiveram 6
filhos que repetiram o Mito Circular
da Evolução. Sendo Zeus, o último
filho, e o que destrona o Pai, e ergue
a Titanomaquia. O Mito da Guerra
que instaurou a Ordem Divina.
Mais uma vez o Mito foi gravado de
forma violenta e acredito realmente
que diante de nossos olhos materiais
assim se apresente. Mas aqui
encontramos a separação do Mundo
Ascencionado e Descencionado. A
Titanomaquia estabeleceu a Ordem
Olimpiana e encaminhou as forças
opostas ao mundo descencionado.
Ouvi do Ancião Nix – Conselheiro dos
Imortais da Terra – que o ser
humano tem mania de fazer de
grandes eventos, grandes tragédias.
Penso que ele tenha suas razões.
A Batalha contra Tifeu

Hesíodo o descreve assim: "As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso,
e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um
medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das
monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil
sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-
los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ;
muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que
ressoavam as altas montanhas."
Tifeu, ou Tifão – filho de Gaia com o Tártaro – representa a força primitiva e
descencionada de Gaia, sua força primordial, selvagem e instintiva. O Mito refere-se ao
Poder Iniciático de Gaia instituído ao Deuses Olimpianos. Descrevendo que para evitar
o encontro com Tifeu, quando este atacou o Olimpo, os Deuses fugiram para o Egito e
transformaram-se em animais. Referindo-se obviamente ao ato de assumir a ligação
descencionada com Gaia e suas forças criadoras, os animais representam as forças
interiores de cada Deus perante a Criação. O Mito da Floresta e o encontro com os
demônios interiores. Assim os Deuses perpetuaram sua presença em Gaia, diante de
todas as Ordens Divinas, ascencionadas e descencionadas.
O roubo do Fogo

O fogo dissipou as trevas, e


trouxe para a Humanidade sofredora a
luz da civilização como esperança. O
maior e mais nobre tesouro do
Universo, tinha seu uso ao poder e
privilégio dos Deuses, como é descrito
nos versos da Tragédia “Prometeu
Acorrentado”.
Enfatizo aqui que a Divindade detentora
do Fogo Olimpiano é Hefesto. No
entanto, não foi de suas mãos
que a humanidade recebeu esta
dádiva. Este grande ato coube a
Prometeu, o Titã Guardião da
Humanidade.
Como descrito anteriormente este Mito foi tratado por Hesíodo, tanto na
Teogonia quanto em Os Trabalhos e os Dias. Mas é em Prometeu Acorrentado
que podemos estudá-lo sob a Investigação Intelectual Sagrada que nos remete a
transformação de Prometeu no Grande Portador da Luz. Neste, seu ato gerado
por um desmesurado amor pela humanidade, o perpetuou com plena
consciência, pois seu nome significa "o Previdente" a sua própria energia sagrada
de compensação.

"Mas eu sabia tudo


isto. Cometi este
erro por querer, por
querer - não o
negarei. Para valer
aos mortais, eu
próprio vim cair na
desgraça."
(v. 265-267)
Penso matematicamente nos atos que lhe
transformaram no Portador da Luz.
Prometeu – o que analisa primeiro, depois
provê – rouba o Fogo Sagrado e entrega à
humanidade para que esta possa encontrar
seu caminho ao Divino e depois se coloca
conscientemente à transformação
necessária para que possa assumir a forma
que lhe garantirá o sucesso de sua
empreitada.

O Imortal Prometeu, Titã derrotado pela nova


geração Olimpiana, sempre foi o grande
defensor da humanidade desde o reinado de
Cronos. E após o roubo do Fogo Sagrado –
conforme o Mito – foi condenado a ficar nos
confins da Terra, a longínqua Cítia, preso por
correntes feitas por Hefesto, em uma rocha a
beira-mar. Onde todas os dias a águia de Zeus
viria lhe comer o fígado que se restabeleceria
durante a noite, visto sua Imortalidade...
Palavras de Mercúrio na condenação final em
Prometeu Acorrentado, de Ésquilo:

“Júpiter, por meio de seus raios, espedaçará


este rochedo escarpado; teu corpo
permanecerá esmagado sob os fragmentos da
montanha. Ao cabo de longo tempo,
reaparecerá, um dia... Então, um abutre
insaciável – o Cão Alado de Júpiter – virá
arrancar de teu corpo, enormes pedaços, e -
comensal não desejado – voltará todos os dias
para se nutrir de teu fígado negro e sangrento,
Desse tremendo suplício, não esperes ver fim,
salvo se algum Deus quiser ficar em teu lugar, a
descer aos antros do Invisível Plutão, nos
redutos sombrios do Tártaro. Pensa, pois eu te
conjuro! – o que digo não é uma série de vãs
ameaças; é uma sentença inapelável. A boca
de Júpiter não mente nunca; o que ele diz,
realiza-se inexoravelmente. Pensa, e pondera
Prometeu, a teimosia não vale tanto, quanto a
prudência.”
Aqui nossa
Investigação começa
pela afirmação de que,
sim, o Fogo foi
realmente roubado.

Nesta parte do Mito


não há a justificativa
para outro desenrolar.

Então fica a pergunta:


O que isto significa?
Significa que há 10 mil anos, Prometeu tomou a frente diante de todos os Deuses nas
responsabilidades que envolvem o Maior Bem Cósmico Gerador e a humanidade. Significa
que Prometeu deu o grande passo para que a humanidade caminhasse ao encontro dos
Deuses que haviam mandado embora de seus caminhos e corações. Significa que o Fogo
sendo “O Próprio Sagrado” pertencia a Todos os Deuses, mesmo que estivesse de posse
do Olimpo, se assim não fosse ele não o teria conseguido roubar. Significa que no
momento mais crítico de nossa humanidade, Prometeu tomou a frente e assumiu o papel
eterno do Portador da Luz para os humanos. Significa que até o dia de hoje é Ele quem
acolhe e espera que a humanidade perdida volte ao caminho.
Epimeteu e Pandora
Para analisar o Mito de Epimeteu e
Pandora é preciso compreender a
polaridade criada por Zeus e Prometeu.
Eles separam os Imortais dos Mortais e
diferenciaram os humanos das
divindades. Sendo assim criam a
polaridade necessária para gerar o atrito
no movimento evolutivo. Mas o equilíbrio
só é alcançado quando o Sagrado está
completo em sua forma, ou seja,
polaridade e dualidade. Aqui voltamos ao
nascer da Era de Câncer, quando a
humanidade dá o grande salto de sua
história como ser ao retorno do Divino
Criador. A consciência do sagrado
Feminino foi desperta por Lilith em seu
nascimento, mas todo ato Sagrado,
precisa ser concretizado diante do físico,
material e concreto. Desta forma Pandora
representa o grande gatilho para a
dualidade.
A Polaridade diferencia o
caminho para cada ser, e cria
infinitas formas de ligação
individual. Mas a polaridade
precisa de impulso e assim
torna-se ligação e veículo para
a dualidade.
Para Hesíodo, o trabalho é a
base para a justiça humana,
pois demonstra o valor
individual para a
sobrevivência material.
Refere-se a forma de
avaliação individual criada
para o novo momento entre a
Ordem Divina e a
humanidade.
"Oculto retém os deuses
o vital para os homens;
senão comodamente
em um só dia trabalharias
para teres por um ano,
podendo em ócio ficar;
acima da fumaça
logo o leme alojarias,
trabalho de bois
e incansáveis mulas
se perderiam."
(Os trabalhos e os Dias v. 42-46 )
Portanto, completa-se o Mito através de Epimeteu, o outro Gêmeo. Em sua
função na distribuição das qualidades, é ele quem primeiro distribui e analisa depois, sendo
assim distribui somente aquilo que lhe impulsiona a criação. Sua força e poder não definem
a dualidade criadora ou a polaridade evolutiva, e diante da consciência feminina e
masculina, suas emanações não ficariam mais sem um complemento que levasse sua obra
também a evolução. Que gerasse o atrito a sua criação. Se assim não fosse Ele se perderia!
Nossas mentes é que projetam Pandora e sua caixa como a perdição, o mal e a vingança
dos Deuses. Voltamos então, a Investigação Intelectual Sagrada:
Pandora * pan – tudo e dora – dom, dádiva
* Pandora – a que possui todos os Dons.
Epimeteu * epi – pós, depois, sobre * meteu – pensador
* Epimeteu – o que provê, analisando depois de prover.
De acordo com o Mito: Zeus, sentindo-se irado e traído pela atitude de Prometeu ao
dividir o Sacrifício, resolveu esconder o que era vital para os homens, ou seja, o fogo. E
este tempo predestina a humanidade a sucumbir quase que por completa na escuridão
de suas almas. No entanto, Prometeu roubou uma centelha do fogo celeste,
entregando-o aos homens, reanimando-os de seu estado de imbecilidade. De acordo
com Hesíodo, imediatamente uma praga foi lançada por Zeus, a ele e a todos os
homens:
"grande praga para ti e para os homens vindouros!
Para esses em lugar do fogo eu darei um mal e todos se alegrarão no
ânimo, mimando muito este mal."
(Os trabalhos e os Dias v. 56-58)
E foi assim que Zeus ordenou a seu filho, Hefesto, que modelasse a
mais bela mulher, Pandora, semelhante às Deusas. No mito,
Pandora é a primeira mulher modelada em argila e animada por
Hefesto. Ela representa a primeira geração de mulheres nascidas
conscientes da separação do Sagrado Masculino e Feminino,
expressa a consciência da Criação na Dualidade Sagrada. Observe
que Pandora para tornar-se fascinante, recebeu as dádivas de todos
os Deuses:
Atena lhe deu o dom da tecelagem e uma vestimenta majestosa em
prata; O que significa “O Dom da Tecelagem” há 10 mil anos?
Significa a consciência sobre o corpo e a expressão de suas formas.
De Afrodite, Pandora recebeu o dom da beleza e da arte da
conquista. Afrodite nasceu das espumas da castração de Urano, o
Céu, e marcou o fim do Domínio da Criação Universal e o começo
da Energia vital pelo êxtase, agora a Deusa aprofunda seu poder
disparando o gatilho real e concreto.
Das Graças, Pandora recebeu belíssimos colares de ouro e as Horas
a coroaram com flores. Por fim, foi que recebeu de Hermes o dom
da palavra e da eloquência e por Ele foi chamada Pandora, que
significa: aquela que tem os dons, o presente de todos os Deuses.
"Fala o arauto dos deuses aí
pôs e a esta mulher chamou
Pandora, porque todos os que
têm olímpia morada
deram-lhe um dom, um mal
aos homens que comem pão."
(Os trabalhos e os Dias v.79-82)

E assim Pandora foi enviada como


presente a Epimeteu, que encantado
com sua beleza a aceitou, e conforme o
Mito, a partir daquele momento a
humanidade teve que trabalhar, pois
com ela veio o presente de núpcias que
trouxe a Terra os males para a
humanidade, restando apenas a
esperança que ficou presa na tampa da
caixa.
"Antes vivia sobre a terra a grei dos humanos
a recato dos males, dos difíceis trabalhos,
das terríveis doenças que ao homem põe fim;
mas a mulher, a grande tampa do jarro alçando,
dispersou-os e para os homens tramou
tristes pesares."
( Os trabalhos e os Dias v.90-95)

Para Hesíodo, é preciso honrar os Deuses:


"Mas tu, disto afasta inteiramente teu ânimo
insensato, se podes, oferece sacrifícios aos deuses imortais
sacra e imaculadamente e queima pernis luzidios;" ( v. 335-337 )

Pandora ao lado de Epimeteu é o grande marco para a humanidade


caminhar novamente aos Deuses através dos valores individuais de
trabalho, fé e evolução.
Hércules e Quíron

Quíron é filho de Cronos e da Oceânide Filira, Dádiva


da Cura. Aqui precisamos aprofundar nossa
Investigação Intelectual Sagrada quanto a Oceânide.
Considerar que ela pertence as Forças Sagradas de
Gaia, uma Benção, uma Dádiva, que emanava a
Cura. Considerar que a troca de energia para a
Criação é livre e não possui os moldes de nossas
mentes limitadas. É preciso resgatar também o
simbolismo do Cavalo, seu valor Sagrado.

No princípio em Gaia os Cavalos,


vindos de Júpiter e presentes ao
Planeta pelas mãos de Atena,
representavam e eram a própria
expressão dos quatro elementos, ou
seja, a própria Força Sagrada para a
Criação.
Precisamos também abrir nossas mentes para
a troca de energia de êxtase para a criação. O
Mito descreve que o Titã Cronos, para se
esconder da esposa Réia, se metamorfoseou
em cavalo para se encontrar com Filira e que
dessa união nasceu o centauro, metade cavalo
e metade homem.

Vamos ao poder da Investigação


Intelectual Sagrada: Cronos – o Senhor do
Tempo – metamorfoseou-se em Cavalo, a
Força Sagrada dos Quatro Elementos para
a Criação, e uniu-se a Filira, a Oceânide da
Cura. O resultado é Quiron o Imortal
Curador – que possui a expressão dos
Quatro elementos em si, não existindo
assim mundo que não seja por ele
desbravado para a cura.
O Mito também descreve que quando a
mãe, Filira, viu o filho, pediu aos Deuses
que a transformassem em uma Árvore e
seu pedido foi atendido, e ela foi
transformada numa árvore chamada Tília,
que dá folhas e flores medicinais.
Assim se espalhou pelo mundo ao lado de
seu filho.
Quíron foi criado por Apolo que lhe ensinou
todos os seus conhecimentos: artes,
música, poesia, ética, filosofia, artes
divinatórias e profecias, terapias curativas e
ciência.
Adulto, tornou-se ele um grande sábio,
profeta, médico e mestre, transmitindo
seus conhecimentos a todos que
desejassem aprender. Quíron é a base das
Escolas de todos os heróis gregos como
Hércules, Asclépio, Aquiles, Jasão e tantos
outros. Mas Quíron também ensinou os
filhos dos reis da Grécia e a todos que assim
desejassem.
Quíron era Mestre na medicina de ervas e
plantas e também em Astrologia. Possuía o
poder de cura nas mãos. E era capaz de
mudar até mesmo as configurações astrais e
energéticas quando com estas fazia música.
Conta a história que certo dia, em uma festa
de casamento, os centauros convidados se
embriagaram e começaram a perseguir as
mulheres, inclusive a noiva. O disparate
culminou com uma batalha entre centauros
e convidados, entre os quais estava
Hércules, que acidentalmente feriu Quíron,
com uma flecha na coxa.
A flecha de Hércules, que havia sido
banhada no sangue da Hidra, portanto
venenosa, causou em Quíron uma ferida
incurável. Seu sofrimento constante o fez se
recolher a uma gruta no monte Pélion, onde
continuou transmitindo seus conhecimentos
aos discípulos.
Analiso que magicamente encontra-se aqui
o processo de transformação de Quíron para
curador da humanidade.
Vamos primeiramente ao
Portador
da Luz
A expansão do Sagrado

Após o dilúvio acontecido há 11 mil anos, a humanidade começou a caminhar


lentamente para se recompor e foi então que Prometeu, há 10 mil anos, roubou o Fogo
Olimpiano e o entregou ao mortais. O mito de Prometeu narra a história do nascimento
da consciência a sua entrada no processo civilizatório, o seu ingresso na cultura.
Prometeu é o herói civilizador que possibilita ao homem a mudança.
O Fogo é o elemento mais
mundano, quando ligado a libido e força
geradora sexual, e o mais Sagrado dos
Elementos quando expresso em êxtase de
vida e criação. O homem necessita do fogo,
como a energia formadora da
individualidade, como o princípio que
centraliza o poder da vontade. O Fogo é a
primeira energia sobre a qual o espírito
humano refletiu; do homem pré-histórico ao
homem civilizado. Nele está o desejo de
conhecer unido ao desejo de amar.
Ao fogo está ligado à origem do
pensar, à busca pelo conhecimento e ao
nascimento do homem como ser pensante e
a caminho da linguagem. Prometeu entrega
o fogo para a humanidade e possibilita sua
transformação de ser puramente natural, no
ser que tem a consciência de sua existência
e evolução.
O Fogo é a energia do êxtase.
Existem associações muito antigas entre o
falo, o prazer sexual e o prazer ligado à
alimentação. No mito de Prometeu, o fogo
e o alimento eram compartilhados entre a
humanidade e os Deuses, durante o
Tempo das Forças Sagradas. Os Deuses e a
Humanidade, sua criação, compartilhavam
o fogo no êxtase da vida, a verdadeira
conexão sagrada, que reúne e sintetiza
toda e qualquer forma de iluminação. E é
esta vivência do amor incondicional e sem
limites que a humanidade abandonou
para caminhar rumo a sua ganância por
poder, e para isso passamos por um
processo de castração interior. A castração
da lei para instaurar a cultura.
O Fogo Sagrado foi devolvido a
humanidade por Prometeu e assim diante
de um novo cenário os humanos
começaram a reconstruir sua conexão com
os Deuses e a plenitude do ser.
Vamos à Investigação
Intelectual Sagrada, ou seja, pensar
sobre os fatos!

Resumo do Mito
Prometeu, sabendo que a
humanidade se destruiria por sua
incapacidade de alcançar o
Sagrado, rouba o Fogo Olímpico e
nos entrega. Já possuíamos o fogo,
mas não sua consciência espiritual.
Assim, a humanidade ganha um
novo caminho para sua evolução e
é salva da destruição.
Prometeu foi condenado
por Zeus (segundo o Mito) a viver
preso a uma montanha, onde todas
as manhãs uma águia lhe comia o
fígado, que a noite voltava a
refazer, devido a sua imortalidade.
Energeticamente o fígado é responsável por manter o livre fluxo do corpo.
Assim, ele direciona a circulação do sangue e regula principalmente o ciclo menstrual.
Chegando a ser considerado o órgão mais importante no corpo feminino. Mas o seu
principal papel é o equilíbrio emocional, (sangue-água-corpo) é ele o responsável
energeticamente por todas as nossas respostas e estímulos emocionais.
Nossas emoções passam pelo fígado 24h por dia, boas ou ruins, e são por ele
equilibradas. Quando reprimimos nossos sentimentos, desvalorizamos nossas emoções,
subestimamos nossa água, ele entre em um desequilíbrio energético, que irá se
manifestar de diversas formas, dependendo da sua localização. Podemos então, ter
insônia, hipertensão, enxaqueca, gastrite, tensão pré-menstrual, e por aí vai.
Sendo assim, retirar o fígado magicamente, ou tê-lo comido pela ave de Zeus, é
uma alusão máxima no Mito ao fato de ter retirado de sua matéria ciclicamente a água, e
portanto o feminino ativo.
O Mito também fala que Prometeu foi preso por Hefesto na pedra, por correntes
por ele forjadas. Assim temos o seguinte processo mágico a nossa frente:
Prometeu sobre a pedra (terra), preso a ela por correntes (terra + fogo) e tendo o
fígado comido (água sendo retirada) pela águia (ar).
Resultado: a dualidade potencializada para o Masculino.
Ao mesmo tempo que podemos analisar que ao prender sua matéria na pedra,
Hefesto, Deus do Fogo Olimpiano, concede a Prometeu a ligação entre o Sagrado Cósmico
e a Matéria de Gaia, ficando claro que a matéria, ou seja, o corpo de Prometeu, ficaria
guardada na pedra, mas seu espírito imortal estaria ligado ao solo de Gaia, lhe permitindo ir
e vir livremente. Esta parte do mito explica como durante todos os anos que esteve preso
ele caminhou por Gaia, como a Estrela da Manhã, Pã, Guardião das Florestas e tantas
outras faces de sua transformação.
O preparo de um Portador de Fogo!
Tornando-se o Portador da
Luz, assumiu seu novo lugar e trono, o
Mundo Inferior. E isso reflete-se no
Mito na passagem em que ele assume
o “carregar a humanidade nas costas”.
Ou seja, viver no mundo abaixo de
nós, e nos ajudar na evolução e
equilíbrio que ele afirmou sermos
capazes.
Durante este longo processo,
Prometeu não estava sendo punido
por Zeus e sim transformado!
Escolhido para tal e com total
consciência sobre sua transformação.
Lembre-se que é Prometeu, o que
analisa antes de prover!
Tanto que sua história e
feitos não ficaram parados durante
todo este tempo... Ele é citado como,
já falamos, como o Portador da Luz
pela história da humanidade.
E chegamos a Hercules e Quíron. Foi Hercules quem abateu a águia de Zeus e
Quíron, o centauro ferido, que se ofereceu para ficar em seu lugar. Ato que garante o fim de
seu sofrimento, pois foi desta forma que Quíron desceu ao Tártaro. Coincidentemente onde
hoje está a cura para nossa humanidade.
Hércules é filho de Zeus, e mais uma vez o processo circular para a evolução se
remonta. Somente quem fere pode trazer a cura. E neste caso temos duas análises: Quíron
é ferido por Hércules e sendo Imortal, sua ferida será eterna até que o próprio Hercules lhe
ofereça a cura. E Hercules é o filho de Zeus, que liberta Prometeu, encerrando o ciclo de
transformação. E caminhando para mais perto de sua própria cura, visto que seus 12
trabalhos são determinações para cura de sua Jornada.
A Imortalidade e suas infinitas formas nos faz chegar a conclusão que durante
os quatro primeiros mil anos de sua transformação, Prometeu preso à pedra passou
pelo Grande Mistério Iniciático de Gaia nos quatro elementos, para se recolocar diante
da evolução humana. Neste tempo, a humanidade caminhava pela Era de Gêmeos,
onde a comunicação se firmou através das palavras e onde reconhecemos a primeira
semente da escrita. Ele não deixou de interagir, de se revelar em outras formas. Vamos
a uma comparação sistematizada da história através das Eras e suas emanações.
Além dos conceitos, características e poderes do signo que rege determinada
Era, há também a correspondência com o seu signo oposto. É preciso considerar que
cada Era comporta um eixo com seu signo oposto, onde a leitura e sua evolução
comportam uma dialética fluídica e constante.
Era de Câncer há onze mil anos
Eixo Câncer – Capricórnio
Dez mil anos
* O roubo do Fogo Sagrado
* Fim do Dilúvio
* Início da Consciência sobre o Sagrado Feminino

Enquanto a água da Lua invade a Terra e nos leva a um refinamento de nossa espécie no
brotar de Lilith – Deusa da Consciência, que desperta o Sagrado para a Dualidade, o fogo
da Era anterior (Leão) é guardado para a humanidade. Mas desta vez para sua busca pelo
conhecimento. Para que a humanidade busque a evolução através da luz da sabedoria.
Era de Gêmeos há oito mil e setecentos anos
Eixo Gêmeos – Sagitário
* Mais antigo registro encontrado de Lilith - Lil, 8 mil anos, que aparece na
formação de vários nomes de divindades assírio-babilônicas; e posteriormente Lillu,
Divindade sumério-acadiana.
* Início da Organização simbólica para linguagem.
A primeira referência a Estrela da Manhã foi há seis mil anos, por isso foram quatro
mil anos em que Prometeu se manteve ligado à pedra, tendo sua matéria unida
espiritualmente a de Gaia, o Ciclo Iniciático dos Quatro Elementos. E é exatamente
durante metade deste tempo, ou seja, há oito mil anos, que a humanidade começou
a caminhar sobre a luz do conhecimento.
Preso à pedra pelas correntes de Hefesto, transmitia ao mundo seus ensinamentos.
Foram estes seus primeiros quatro mil anos. É impossível aqui não traçar paralelos
com Lilith. A Deusa da Consciência humana, filha de Gaia que nasce no erguer da Era
das Águas de Câncer é o oposto dual de Prometeu, o Titã preso a Gaia, “aquele que
analisa antes de prover”, entre as correntes do Fogo Ascencionado, torna-se o
Guardião do Conhecimento.
Era de Touro há seis mil
e quinhentos anos
Eixo Touro – Escorpião

* A Escrita Cuneiforme foi desenvolvida


pelos Sumérios há Seis mil anos.
* Seis mil anos - Estrela da Manhã
Babilônia
* Semiramis e Nimrod formam o primeiro
casal sacerdotal.

Nimrod era um Gigante -


descendente de Noé, da Antiga Era de
Leão, representante das Civilizações
Antigas de Culto ao Sol, rei da Babilônia.
Foi casado com Semiramis, uma Gigante
vinda da Lua para estruturar o culto
nascido na Era de Câncer - Culto a Lua.
Foi Rainha da Babilônia, após a morte de
Nimrod.
Figuras históricas traçaram o paralelo entre a Lua e Vênus, a Estrela da
Manhã. A Lua Cheia foi uma das primeiras representações sagradas expressas
pelos seres humanos. Qualquer esforço para traçar as origens do mito, lenda
ou história do culto a Deusa acabará por girar em torno de uma única figura
histórica – Semiramis. E isso é especialmente verdadeiro quando se considera
a Deusa / Lua - Vênus.
Foi na Mesopotâmia que as primeiras cidades foram construídas após o dilúvio,
presente em diversas Culturas Sagradas, e que em meio a guerras e conquistas
formaram o primeiro Império de nosso mundo - através das Mãos do Rei Nimrod.
A ele atribui-se a construção inicial da Torre de Babel (6mil anos).
Em meio as confusões da guerra Nimrod e Semiramis se conhecem e ele a tornou
sua esposa e rainha. E assim os Sumérios descendentes da Era de Leão,
adoradores do Sol, começam sua jornada ao encontro da Grande Mãe.

*( início da Era de Câncer e fim da Era do


Gelo - Leão) - dilúvio = 11 mil anos
Semiramis, uma figura
importantíssima na origem do culto a
Deusa Mãe, uma personagem histórica,
rainha e fundadora da Babilônia.
Responsável pela construção do que mais
tarde ficou Conhecido no Império de
Nabucodonosor II (há 5 mil anos) como
seus grandes jardins suspensos, uma das
sete maravilhas do Mundo Antigo.
Deixando de ser considerada
lenda após descobertas arqueológicas na
região, é considerada também a 1ª Suma-
Sacerdotisa de uma religião própria.
Época de Gigantes, há registros
arqueológicos sobre Nimrod e Semíramis
terem 9 metros ou mais e de viverem
mais de 300 anos. Semiramis era dona de
uma beleza exótica, força e sabedoria,
orgulho, sensualidade e determinação.
Possuía a pele dourada, ensinou que a Lua é uma Deusa aos Sumérios até então
adoradores do Sol! E que a Deusa ovulava quando estava cheia, passando por um ciclo de
28 dias. Ensinou sobre a Estrela da Manhã, a Estrela Vênus, perpetuou-a como a Guardiã
da Luz, a Estrela da Aurora. Ensinou que a Dança da Luz e da Escuridão eram a Emanação
Divina da união entre o Masculino e o Feminino Sagrado.
Fundou os Templos de Prostituição Sagrada e ensinou a magia do êxtase como
ligação divina, reerguendo a força do Fogo Espiritual e reconduzindo a humanidade a
busca interior. Sua história nos diz que Semiramis (Pomba Amorosa) veio da Lua em um
ovo gigante que caiu no rio Eufrates no momento da primeira lua cheia após o Equinócio
da Primavera e que foi criada por pombas no deserto.
Seis mil anos

Há muitos mistérios envolvidos


neste nome. Outro deles é a
concepção de seu filho com
Tamuz Nimrod que possui infinitas
Semiramiss narrações - em uma delas, Tamuz
teria sido concebido após o
falecimento do Pai e de maneira
divina.
Ela reinou sobre a Pérsia, Assíria,
Armênia, Arábia, Egito e toda a
Ásia, durante mais de 42 anos.
Subiu ao céu transformada em
pomba, após entregar a coroa ao
seu filho, Tamuz.
Fato é que Semiramis, Nimrod e seu Filho
Tamuz são o berço do que hoje conhecemos
por religiões. Viveram na Terra, mas com
certeza os ensinamentos deixados
principalmente por Semiramis se repetiram
ao longo da história de nossa Civilização.

Eis, exposto aos olhos do curioso, a origem do


Deus Pai, Deus Filho e Espirito Santo! Ou
melhor... a Pomba de Deus!
Prometeu aqui tem sua primeira manifestação como Luz, a
Estrela da Manhã de Semiramis é a solidificação da presença da
Luz do Conhecimento. Preso ainda à pedra, mas já despontando
como Luz para a Sabedoria Humana.

O Próprio Lúcifer nos coloca suas aparições como Ritos


Iniciáticos para sua transformação. Como Estrela da Manhã, ele
assume a ligação entre o Sagrado Masculino e Feminino.
Sendo assim, foi há seis mil anos que o Sagrado formou sua
primeira trindade, organizada pelas mãos da primeira Alta-
Sacerdotisa Semiramis, filha de Lilith e vinda da Lua.
Da mesma forma que a Pomba e a Estrela
guiaram o povo do Sol e da Lua pelos
caminhos dos Deuses Antigos. Lúcifer é a real
Estrela da Manhã e Semiramis é a Pomba
Sagrada.
Era de Áries há quatro mil e trezentos anos
Eixo Áries – Libra
*Quatro mil anos - Guardião das Florestas de Eleusis
Os Ritos Iniciáticos de Eleusis, guardam a ligação mais recente da humanidade
diretamente com os Deuses. Diante das Florestas, homens e mulheres se viam a
enfrentar seus reais demônios, medos e questionamentos. Os Mistérios pertenciam a
Deméter diante do Mito do rapto de Perséfone.
Fato é que Deméter esteve em Eleusis, diante de suas empreitadas em busca
da filha, e ensinou ao povo uma real forma de ligação com o Sagrado. O Mistério do Fogo
que envolve os Ritos de Eleusis, expressam a manifestação do sagrado do início ao fim da
jornada individual de cada candidato a iniciação. O Fogo Sagrado agora estava vertendo
pelas entranhas de Gaia, através da presença da Luz do Conhecimento para a evolução
humana. Seja pelo Sacrifício, que guiava os eleitos diante do fogo nas águas do Grande
Útero que se iluminava, seja pelas jornadas na floresta escura – capaz de ser iluminada
apenas pela busca das verdades da alma. Ou seja, foi através de Lúcifer, quando este
ainda era Prometeu, que as manifestações plasmáticas na água e na terra como hoje
redespertamos na Tradição Imortais da Terra começou. O que ilumina o caminho ao
Sagrado não é o poder mágico, e sim o poder do conhecimento.
*Três mil anos – Lúcifer - Deus Romano
da Luz

E assim Prometeu resgatou a busca do


conhecimento para a humanidade e
chegou aos romanos como Lúcifer, o
Deus da sabedoria. Conhecedor da
razão entre o bem e o mal, um Deus
justo e sábio.
Lúcifer vêm do latim (lux + fero) o
Portador da Luz, a estrela matutina, a
estrela D'Alva que resgata sua primeira
aparição como a Estrela da Manhã
entre os Sumérios, onde originalmente
foi honrado como a Luz de Vênus, a Luz
da Noite que anuncia o Dia, quando
esta anunciava o nascimento do Sol.
Lúcifer Romano, filho, irmão
ou amante de Diana, é conhecido não
somente como o Deus da Luz, mas
como Deus do Sol e da Lua, Deus da
estrela Vênus – lhe atribuindo o valor
do Sagrado Masculino diante de
Diana, Vênus e da Lua.

Em seu principal Mito


Lúcifer uniu-se a Deusa Diana e com
ela teve Aradia. E assim o Deus da Luz
e a Deusa da Escuridão perpetuaram
a luz das estrelas. A esperança ao
conhecimento. Nesta parte dos Ritos
Iniciáticos de Lúcifer perante Gaia,
ele materializa um ser, uma filha e
Aradia é o primeiro passo para que
Lúcifer estabeleça suas forças e
poderes sobre a matéria – terra de
Gaia.
Sendo assim o Deus dos Pagãos até o
início da Idade Média continua ligado a luz e a
Dualidade Sagrada, sendo inclusive absorvido
pela Igreja Primitiva que chegou a ter um Bispo
chamado Lúcifer, de Cagliari, na Sardenha, e
posteriormente fundou a Igreja de São Lúcifer
reconhecendo seu trabalho. O Bispo Lúcifer
morreu em 370 E.C.
Era de Peixes há dois mil anos
Eixo Peixes - Virgem

*Dois mil anos Lúcifer - Guardião do Mundo


Inferior

Para compreendermos como Lúcifer virou Satã


é preciso compreender as teorias da época e
posições políticas na formação da Igreja, como
a do Bispo Lúcifer.
Em 300 E.C. havia politicamente duas principais vertentes para a então formação da
Igreja Católica Apostólica Romana. Uma denominada Arianismo, que defendia um
Deus desconhecido, cujo o Ser é um eterno Mistério. Nesta, Jesus Cristo era
comparado aos outros heróis e filhos de Deuses, e portanto subordinado a Ele. Arius
era o presbítero de Alexandria nos primeiros tempos da Igreja e afirmava que Deus
seria um grande Mistério, e que portanto nenhuma criatura, nem mesmo seu filho
seria capaz de revelá-lo. Assim, Cristo, inferior e limitado, não possuía o mesmo poder
divino do Pai, situando-se entre o Ele e os homens - um semi-deus.
A outra vertente era sustentada principalmente pelo Bispo Lúcifer, que se referia
a Trindade, ou Santíssima-trindade, onde se professa um Deus único
preconizado em três pessoas divinas e distintas: Deus Pai, Deus Filho e Espírito
Santo. Desta forma Deus revela-se sobre o ser humano através do Espírito
Santo, abrindo espaço para que todo homem ou mulher fosse por ele tocado ou
tivesse em si o grande mistério revelado, muito parecido com os conceitos
pagãos onde os Deuses nos habitam.
Fato é que somente a partir do Concílio de Nicéia em 325, começou-se uma
organização teórica sobre as leis, dogmas e fundamentos da igreja. Após a morte do
Bispo Lúcifer, suas idéias se perpetuaram e ganharam diversos outros questionamentos.
Seus seguidores ficaram conhecidos como Luciferianos até hoje a igreja se divide em
dúvidas inexplicáveis, ou como perpetuaram seus comandantes, inquestionáveis... Pois
a humanidade não possui tamanha sabedoria.
Entre as crenças Luciferianas encontram-se o resgate da luz da consciência
para a sabedoria e o caminho para o Eu-Divino. Vários foram os caminhos e Ordens que
hoje são associados a ideia de Luz do Conhecimento, a mais famosa e recente, sem
dúvida é conhecida como Illuminati (plural do latim illuminatus, "aquele que é
iluminado").
A Bíblia é sem dúvidas um grande labirinto
político de articulações e jogadas para o poder.
É impossível elegê-la como a sabedoria
espiritual de um tempo, ou o legado de Cristo,
e para isto basta uma pequena pesquisa.
Começamos pela Septuaginta – às vezes
abreviada LXX é o nome dado à tradução grega
das Escrituras judaicas. A Septuaginta tem a
sua origem em Alexandria, no Egito, e foi
traduzida entre 300-200 a.E.C., no tempo de
Alexandre, o Grande. Ela foi amplamente
usada entre os judeus helenísticos e foi
produzida porque muitos judeus espalhados
por todo o império estavam começando a
perder o seu idioma hebraico. De acordo com
um antigo documento chamado de A Carta de
Aristeu, acredita-se que 70 a 72 eruditos
judeus foram contratados durante o reinado
de Ptolomeu Filadelfo para realizar a tarefa de
tradução. O termo "Septuaginta" significa
setenta em latim, e foi a forma de dar crédito a
estes estudiosos.
A Septuaginta foi usada como fonte para o
Antigo Testamento entre os primeiros cristãos
durante os primeiros séculos depois de Cristo.
Os escritores do Novo Testamento também
dependiam fortemente dessa obra, já que a
maioria das citações entre o Antigo e o Novo
Testamento deveriam estar sistematizados.
A versão grega das Escrituras Sagradas
hebraica enfrentou muitas dificuldades, desde
a questão das ideias teológicas e políticas do
judaísmo palestino e alexandrino, até a
questão linguística, que penso ser a mais séria
pois o hebraico é uma língua semítica oriental
que se escreve da direita para a esquerda, não
tem vogais e possui um princípio gramatical
todo especial. O grego é uma língua muito
diferente do hebraico, possuindo sete vogais,
é uma língua Indo-Europeias, escreve-se como
as línguas ocidentais, da esquerda para a
direita, tem uma gramática também específica
e muito rica em declinações, conjugações e
casos gramaticais e além disso, os seus
modismos gramaticais e transformações.
E o caminho da Bíblia que hoje conhecemos ainda
passa pela Vulgata que é a tradução da Bíblia, do
grego para o latim, que foi realizada por São
Jerônimo a pedido do papa Dâmaso.
Tudo começou com as dificuldades reinantes na
Igreja Primitiva até o terceiro século da era cristã.
Escritos Sagrados tecidos em meio as convulsões
que assinalavam a agonia do mundo judaico,
depois corrompidos pela influência das discussões
que caracterizavam os primeiros tempos do
cristianismo, os Evangelhos se ressentiam das
paixões politicas, dos preconceitos da época e das
perturbações dos espíritos. Assim, grandes
divergências dogmáticas agitaram o mundo
cristão e provocaram sanguinolentas perturbações
no Império. Até que Teodósio, Imperador
Romano, conferindo a supremacia ao Papado,
impõe a opinião do bispo de Roma à cristandade.
Santo Agostinho, bispo de Hipona, escreve a São
Jerônimo no ano 395, demonstrando sua
preocupação com relação à sua tradução e a
inexistência de exatidão nas traduções bíblicas.
Bem, é nesse cenário que o Bispo Lúcifer
entra novamente nas tramas políticas-
religiosas da época. Ele articulava
discussões e brigas com o Papado, pois o
Papa, para agradar ao imperador
Constantino, estava voltando a aceitar a
doutrina do Bispo Arius, segundo a qual
Jesus seria uma criatura de Deus e não da
mesma substância dele, negando assim a
Santíssima Trindade. A doutrina do Bispo
de Arius já havia sido banida pelo Concílio
de Nicéia. O Bispo Lúcifer de Cagliari foi
muito agressivo em sua condenação ao
Papa e S. Jerônimo não gostava da
intransigência nem das opiniões do Bispo
Lúcifer de Cagliari e seus seguidores.
Sendo assim, quando S. Jerônimo
traduziu a Bíblia do Grego para o Latim,
ao traduzir Isaias 14, S. Jerônimo traduziu
"Estrela da Manhã" por Lúcifer (Lúcifer
em Latim realmente quer dizer "Estrela da
Manhã").
Na versão em grego, os judeus referiam-
se ao Rei da Babilônia, sua grandiosidade e para o
Latim virou Lúcifer. Assim se orquestrou a Babilônia
como a terra do mal e Lúcifer como o mal
personificado! Foi a primeira vez em registro
bíblico da palavra Lúcifer, mas deste ponto até virar
Satã, que significa Opositor... Ainda contamos com
a ajuda de Santo Agostinho.
Pouco depois da tradução da Bíblia por S.
Jerônimo, Santo Agostinho criou a fábula da revolta
dos anjos contra Deus. Antes de Santo Agostinho, a
única menção a anjos caídos era no Livro de Enoch
– Ancestral de Noé. Aproximadamente 200 a.E.C.
Este livro conta a estória de 200 anjos que tendo se
apaixonado por mulheres comuns escolheram
VOLUNTARIAMENTE abandonar os Céus e descer à
Terra para serem seus maridos.

E pouco depois, no século V, início da Idade Média, o nome Lúcifer passou a ser o nome do
anjo chefe de tal rebelião. A fábula da revolta dos anjos contra Deus se tornou tão popular
que muitas pessoas acreditam que ela está na Bíblia, mas na realidade em seu início nunca
esteve.
Assim a Igreja orquestrou a criação de Satã,
Lúcifer e o Diabo. Que realmente se
estabeleceu somente nas demais traduções,
considerando como Lúcifer, o estado ao Anjo
Caído; Satã ou Satan para adversário ou
opositor e Diabo para caluniador. Conforme
suas etimologias.

Outros fatos curiosos:


* Também é a partir da Vulgata em 384, que
Lilith é associada a “Lamia” a representação
da Serpente do Mal das Antigas Religiões
pagãs e posteriormente como monstros
voadores noturnos, que sempre aparecem sob
o aspecto de pássaros.
* Até 553 a Igreja aceitava a reencarnação
inclusive em trechos de suas escrituras. Mas
esta tese foi recusada no Concílio de
Constantinopla, não pelo papa, mas pelo
Imperador Justiniano por influência de sua Para depois perseguir meu Povo!
esposa, ex-prostituta, que não achava Quem é o Satã?
conveniente a lei do Carma.
Somos a Luz

Lúcifer

Somos a Liberdade

Somos o Povo
e a Fé Antiga!

Sim, Lúcifer é Sagrado!


Pã e a desconfiguração
do Macho Pagão
Em meio a todas estas
manipulações da Igreja para
combater a Antiga Fé e
estabelecer seus domínios, Pã
(Lupércio ou Lupercus em Roma)
o mais conhecido Fauno das
Antigas Florestas, foi
completamente demonizado em
sua origem. Símbolo do Macho
Pagão, expressão do Sagrado
Masculino, geralmente
conhecido como um fauno
sexualmente voraz das florestas
da Arcádia, uma província da
Antiga Grécia.
Porém Pã, ou Pan, é
extremamente superior em sua dimensão a
expressão sexual pagã. É de Pan que deriva
o termo panteísmo ou panteão que designa
a divindade como o universo manifesto em
matéria. E este é exatamente um dos
pontos cruciais para que este entrasse em
conflito com a Igreja Primitiva, visto
acreditarem ser inconcebível tal revelação.
Mas afinal o que é a
manifestação da matéria se não a
consciência plena sagrada em emanação? E
ter a Divindade manifesta ou revelada em
nenhum momento o desfaz de sua forma
Sagrada.
Por isso Pã foi considerado Deus
entre Gregos e Romanos, pela grandeza de
sua emanação. Mas por que um fauno com
forma de cabra simbolizaria o panteísmo?
Pan – todo e Theos – deus... E por que
acabou tornando-se a imagem de Lúcifer,
Diabo ou Satã?
A Igreja o reconhece como a
imagem do Demiurgo original,
presente na criação do Universo
Material, e portanto, tratando-se
de algo nada espiritual ou
sagrado. E mais, sendo expressão
da matéria é símbolo absoluto do
mal, atingindo a classificação
demoníaco. O golpe político mais
perfeito para afastar a
humanidade da matéria como
Sagrada e parte para a evolução.
Condenando a todos a mais de
dois mil anos de miséria humana,
e desequilíbrio espiritual. O
gatilho perfeito para perseguir e
matar milhares de fêmeas
humanas, cujo único crime era
realmente estarem conectadas a
emanação sagrada e criadora
material.
Pã, enquanto fauno é Silvano, do
latim Selva, a emanação Silvestre,
sexualmente ativo e voraz. O
Sedutor Macho cujo o som da
flauta encantava a todos que a
ouviam.
Pan, enquanto Deus é a emanação
Sagrada expressa em matéria. E
para os iniciados nos Grandes
Mistérios, ele é a figura do
Universo Manifesto, a fonte em
emanação, que contém vida em
criação cósmica.
Assim temos Pã, o Fauno; e Pan, o
Universo Sagrado, presentes na
própria natureza manifesta, e
portanto tendo o sexo como forma
sagrada de conexão a este Mistério
revelado. Por isso não existia
atitude Sagrada que não visse o
sexo como divino e o prazer como
interação com a Grande Criação.
A demonização do sexo é o maior de
todos os erros de uma religião que
afasta o Sagrado de sua Criação.
Pã, enquanto Prometeu, é o Imortal
diante de mais uma conquista de seu
Grande Rito Iniciático em Gaia. Já de
posse de sua emanação através da
ligação entre o Sagrado Masculino e
Feminino, como a Estrela da Manhã,
agora percorre o caminho da Matéria –
O Grande Rito Sexual. Prometeu aqui se
revela no Macho Original, Pã possui
parte Divina/Animal ligada a parte
humana, para a materialização do fogo
terreno.
Prometeu é o Titã Imortal que diante
das Iniciações de Gaia se tona a ligação
entre a dualidade do Sagrado, para
depois enquanto Pã materializar
através do êxtase sexual a ligação
humana ao Sagrado. O Rito Iniciático
Sexual.
Ele é o Titã Imortal que se libertou da matéria para portar a Luz do Sagrado. Que
deixou esta luz transbordar para entregá-la ao solo de Gaia. Que se plasmou novamente em
êxtase para despertar o Sagrado nos humanos.
O solo dos filhos e filhas da Luz, começou a se redesenhar há 11 mil anos. Foi na
passagem das Eras de Leão para Câncer que todas as chaves para a nova consciência
Aquariana foram implantadas. O Fogo roubado por Prometeu e o nascimento de Lilith
remetem ao despertar do Sagrado Individual, Dual e Consciente.
O fim da Era Solar e seu domínio por diversas civilizações, o início da Era Lunar e o
gatilho para caminharmos ao encontro de nós mesmos, revela um Prometeu/Lúcifer na
transformação do Fogo Sagrado no Sagrado Fogo de Gaia, a criação da vertente plasmática
da luz.
Como Prometeu/Guardião das
Florestas, Ele nos revela a luz para o
autoconhecimento, nos deixando a
sensação de sua presença até os dias
de hoje. Como Pã/Lúcifer faz as
ligações reais, materiais e concretas
ao Sagrado êxtase para vida.
Deixando claro que está em nossa
força sexual, a conexão perfeita para
o Sagrado Manifesto. Sensações que
deixam de ser apenas sentidas e sim
comprovadas quando
acompanhamos o desenrolar dos
fatos históricos, estudos
antropológicos e registros
arqueológicos de nosso planeta. É na
primeira civilização após o dilúvio (o
fim da Era Glacial) há seis mil anos
que homens e mulheres encontram
hoje sua cura ao desequilíbrio
existencial de nossa evolução.
É na Babilônia, entre Ninrod e Semiramis que o Sagrado se divide para a
busca do autoconhecimento a caminho da nova consciência. Nimrod é o filho do Sol
e Ela, Semiramis é primeira filha da Lua. Juntos honraram o Sagrado Dual,
representando o primeiro casal ao Rito Sagrado. Como ligação entre o Sagrado
Masculino e Feminino tinham Vênus, a Estrela da Manhã, que unia os dois mundos
em amor e pelo amor. A Luz do Conhecimento, a Sabedoria Sagrada ao Divino
Material.

Assim como a consciência feminina


está no lado escuro da Lua, Lilith. O
conhecimento e sabedoria
masculina estão na Estrela do
Amanhecer, Lúcifer. Assim como
pertence ao êxtase a fórmula para
ligação ao Fogo Sagrado,
estabelecida por Pan. Assim como é
preciso recomeçar o caminho pelos
portões do Mundo Inferior, onde
hoje encontram-se as chaves de
todos estes Mistérios...
Quando Lúcifer assumiu o Mundo Inferior,
forçou o homem a voltar a sua primeira
energia, base e construção se quiser o
caminho da verdade. Pois sua Magia, a da
Vontade, é a ligação do êxtase para vida que
percorre a morte. E sua luz habita o escuro
da alma humana, para nos guiar ao nosso
mais profundo conceito, nossa mais pura
essência, nosso equilíbrio junto ao Sagrado.
E é na Roda Solar que Lúcifer nos guia a esta
empreitada de reconstrução. Pois os filhos
do Sol, a muito se distanciaram da
verdadeira conexão com seu Sagrado. É
preciso reorganizar valores para abrir espaço
a novos hábitos, é preciso reorganizar os
hábitos para abrir espaço a novos caminhos,
é preciso reorganizar os caminhos para abrir
espaço a novos conceitos, é preciso
reorganizar os conceitos para abrir espaço a
novos valores.
Nossa Civilização precisa
de um novo valor na formação
familiar. O final do Patriarcado
apresenta uma imagem perdida
nos papéis existenciais do homem
e da mulher.
Nossos ancestrais
tinham seus papéis
extremamente definidos: ao
homem cabia conquistar, guardar
e proteger. À mulher, nutrir,
preservar e gerar. O tempo
passou e longe das necessidades
de outrora, nossos antepassados
reformularam a ideia passando o
homem a prover e a mulher a
criar os filhos. Mas como ficaram
estes valores em nossa Sociedade
Contemporânea?
Desvincular o Arquétipo Mãe e Pai do ser humano
adequado é urgente, trabalhando o absoluto e único
Ser Divino. Priorizar a formação da nova vida e buscar
uma nova consciência diante da Paternidade é algo
imprescindível. E cuidar da futura geração é o papel
mais importante do Sagrado Masculino atual, sendo
este com certeza o maior resgate a ser feito, e nosso
maior desafio.
Desta forma a mulher também é parte ativa no
resgate do sagrado Masculino, pois é preciso parar
o movimento feminino na geração de filhos
homens completamente perdidos. A mulher foi
inferiorizada e amaldiçoada pelos últimos 2000
anos, e refletiu sua submissão sócia, cultural e
religiosa por gerações e gerações de seus filhos.
Desta forma mães geram filhos educados para
continuarem o sistema machista e pais são
ausentes ou omissos na formação da índole
masculina! Esta é uma verdade que não pode
mais ser ignorada ou maquiada por todos nós. É
preciso parar de reparar os erros e consertar o
caminho. Filhos podem e devem ser educados ao
mesmo tempo e valor, por Pais e Mães; devem ser
responsabilidade social e afetiva de ambos,
devem ter bons exemplos de caráter. Não importa
se o casal vive junto ou não; se o mesmo é
formado por dois homens ou duas mulheres.
Valores são valores e independem de gênero.
Por isso o Sagrado Masculino renasce primeiramente através da
Deusa, como sempre foi. Ela é sua Mãe e Amante. Ela pode gerar suas infinitas
curas. Isso explica porque em tantas Tradições o culto a Deusa invadiu até
mesmo os Sabás. Porque era preciso um primeiro sopro, um primeiro parto.
Mas já estamos nos primeiros ventos Aquarianos e precisamos começar a
nutrir o Sagrado Masculino.
Na Tradição Imortais da Terra,
celebramos o Sabá Yule diante do Grande
Útero de Gaia. A noite começa nas águas
do Grande Parto, com a consagração dos
novos úteros/caldeirões, pois é nesta
noite, quando a Deusa renova a promessa
de vida que os mesmos são lavados nas
escuras águas do Ventre Maior. Antes do
amanhecer entramos no mar, para
renascermos nas águas sagradas do parto.
Entrar no mar nesta noite, é renascer com
Deus, inundados com a água da vida. Por
isso fazemos ofertas as Bençãos, as
Dádivas de Gaia, as eternas Oceânides,
oferecendo-as seus poderes para que estes
nos retornem. Grãos para fartura, pétalas
de rosas para amor, mel para doçura; tudo
entregue pelas mãos, pois não usamos
nada que não seja natural. Também nesta
noite são feitas entregas especiais, como
sêmen, cabelos ou outros testemunhos
mágicos pessoais.
Quando o Sol menino coroa no horizonte
ao seu lado está Vênus, a Estrela do
Amanhecer, Lúcifer, o Portador da Luz, o
Guardião do Conhecimento. E da mesma
forma que temos a presença dos filhos do
Sol nos Esbás, as Filhas da Lua, renascem
agora diante dos Mistérios do Sol, ao lado
de seus irmãos, no Grande Útero, pois a
eterna dança da vida só é possível diante
da Dualidade Sagrada. É também no
amanhecer para luz a do conhecimento
que os filhos do Sol, apresentam e
reapresentam seus filhos, mulher, família
ou conquistas ao Pai. Nos pedidos de
bênçãos, ao que se ergue mais uma vez
para trilhar o caminho do eterno ciclo da
vida. É o momento em que são
Consagrados os talismãs de todas as
crianças da Tradição. E é quando o
primeiro raio de Sol toca nossa pele que a
água do parto sagrado é colhida. Esta
água, do nascimento do Deus gera o
renascer das forças do seu sagrado em
nossas magias.
Assim em Yule, o solstício de
Inverno, o Sagrado Masculino é
honrado como o princípio da
vida por todos. Da mesma forma
que o Sagrado Masculino e
Feminino se curvam para a
Estrela do Amanhecer, que
perpetua esta União Sagrada,
ofertando a todos a Luz do
Conhecimento. E é exatamente
na busca pelo conhecimento
que chegamos a formação da
personalidade que acontece
durante a primeira infância,
quando o indivíduo encontra
seus primeiros elementos
formadores do comportamento
humano, que irá lhe
acompanhar durante todas as
fases do desenvolvimento.
Estes estímulos afetam o indivíduo, fazendo com que comece a formar sua estrutura
psicológica consciente. A realidade individual amadurece a partir das primeiras
ligações humanas e se reflete nos demais aspectos da vida. Todos os seres humanos
nascem com seus “mecanismos primários” já estabelecidos. As necessidades básicas,
como a vontade de se alimentar, dormir e respirar. Básicas a qualquer indivíduo.
Mas além destas necessidades primárias, existem as necessidades psicológicas, que
irão variar de cultura para cultura e de lugar para lugar. São os “mecanismos
secundários”, pois estes são adquiridos mediante o contato com o meio.
O homem precisa rever seus valores paternais para colocar um fim na
omissão de suas sementes. É urgente o entendimento de que não há mais um
único responsável pela nutrição da semente humana. É preciso enfrentar a
realidade masculina e parar de esconder seu fracasso tribal na imposição da sua
força natural pela inferioridade do feminino.
O homem não protege mais a tribo, não caça para nutrir a vida, não
provém de forma integral e continua incentivando a submissão do feminino,
gerada por seus erros do passado.
Fica a pergunta: Qual a face da Faísca Divina que precisa realmente ser
trabalhada? Acredito que o trabalho mais importante seja com o alimento de sua
personalidade. Com a união entre a Consciência do Sagrado Feminino e a busca
pela Luz do Conhecimento Masculino, Yule retorna ao seu poder original.
Sabá Imbolc
40 dias após o Solstício de
Inverno – 01 de agosto

O Deus em sua Face


O Garoto do Pólen

Arquétipo: O Mago

Lúcifer
O Contador de Histórias
Existem infinitas variáveis na Tradição Imortais da Terra para
ritualísticas de resgate da psique humana ao Sagrado Masculino. E
dentro dos impulsos formadores da personalidade, é necessário
recuperar o espírito e a matéria... A alma e o corpo, principalmente
de nossos futuros homens em Gaia.
Trabalhar a semenarca, cujo o inconsciente reprimido traduz como
algo sujo e secreto, é a transformação do Sagrado Interior e a base para a
recuperação de nossa semente. A primeira ejaculação que durante
milênios foi trabalhada em nossa alma como algo físico, mundano e até
pecaminoso... É a negação mais clara de nossa ligação com o Divino que
nos habita.
A Semenarca é o primeiro rito tribal do Sagrado Masculino e
nossa Civilização deturpou seus valores. É o primeiro passo Iniciático
ao Universo Masculino, é o primeiro Dom desperto pelo homem,
sua primeira conexão com a vida e suas capacidades,
responsabilidades e possibilidades. O Patriarcado perverteu esta
passagem para que o homem perdesse seu poder.
A banalização do processo de Maturação e Iniciação Masculina fez
com que o homem caminhasse para longe de sua essência.
Hoje nossos jovens, passam
pela semenarca e chegam à
vida sexual perdidos,
inconscientes de seus poderes
e completamente desconexos
de sua energia Sagrada! Por
isso é diante de Imbolc, que
acontece o primeiro dos Ritos
de Maturação da Tradição
Imortais da Terra para o
Sagrado Masculino. O Rito aos
meninos que alcançaram a
maturidade natural em seu
corpo. É a coroação do Garoto
do Pólen, a celebração
daqueles que agora geram suas
sementes.
A partir daqui o
menino/homem se
transforma no Mago,
sua energia começa a
ser trabalhada para que
ele tenha acesso e
poder a sua emanação
Sagrada. No Arquétipo
do Mago ele vive o
princípio criador ativo,
pois ele representa a
consciência solar sobre
a reserva individual de
poder e forças, e a
busca pelo
autoconhecimento
para autoconfiança.
Os Ritos de Maturação, dentro dos Imortais da Terra são realizados pelos Mestres
homens de nossa Tradição, se iniciam em Imbolc com o fechamento no mesmo
Sabá da Roda seguinte, envolvem teorias e práticas sobre o Universo Sagrado
Masculino.
Lúcifer
O Contador de Histórias
Aquele que mantém o legado vivo e
intacto, é com certeza a expressão
sagrada mais apropriada para reger as
primeiras informações e teorias sem
que estas sejam deturpadas por
qualquer outra forma de condução
espiritual, ou opinião pessoal. O Garoto
do Pólen possui agora um Guia para o
poder... A possibilidade de transformar
uma noite na floresta ao redor da
fogueira em uma grande aventura.
Assim como Lúcifer nos guiou quando a
humanidade dava seus primeiros passos
à construção do Sagrado diante de
Semiramis e Nimrod, Ele agora
conduzirá o caminho a sabedoria do
Universo Sagrado masculino. Este é um
processo individual que respeita o
tempo e a necessidade de cada ser.
Com a Primavera os Ritos do Sagrado Masculino ganham cor e corpo. E
trabalhamos com nossos Guerreiros despertos o empenho e o preparo por uma
causa.
. Pois é na força individual e no preparo único a cada jornada que nutrimos
nosso espírito. Quando o homem em qualquer idade, vivencia o Arquétipo
Guerreiro entregue pelo Deus, coloca-se diante do combate individual. Onde não
estão em pauta somente a bravura ou a força física, mas sim a experiência
espiritual que modifica radicalmente o modo de ser, ou a personalidade do jovem
guerreiro.
Nas sociedades primitivas envolviam Ritos em que os jovens eram
levados ao ponto extremo de sua humanidade, para então poder
transmutá-la através da vivência de seu instinto mais primitivo.
Este é o momento vivido na prática, ou melhor, em carne e osso,
através de vivências e experiências físicas com reflexos espirituais
e mentais. O real treinamento do Guerreiro.
A Primavera explode em aromas e cores
para todo e qualquer Macho, sendo assim
com certeza é o momento da Roda em que
o Sagrado Masculino mais se entrega a
experienciação do êxtase vital. Meninos em
Ritos de Maturação, entram pela primeira
vez na floresta; Jovens pagãos organizam
noites de vigília a luz de fogueiras e trocas
de conhecimento a espera da Estrela da
Manhã; Novos Aprendizes homens são
recebidos no Clã Menir de Esmeralda, onde
os Ritos de força, coragem e determinação
ganham proporções reais no solo da
floresta. É a presença do sagrado na vida
cotidiana, nas responsabilidades civis e
sociais. A principal referência aqui é com a
formação dos Jovens que serão os adultos
do amanhã, mas todo o ser enquanto
humano retoma sua Juventude Sagrada, e
esta irá se refletir na construção individual,
na eterna formação humana. Formação
esta, com base moral no intuito de forjar
valores e o caráter individual.
A Tradição Imortais da Terra
acredita no ser humano e sua
capacidade de recuperação, e esta é
a chave para os trabalhos com os
homens adultos que chegam até nós
com o sagrado masculino distorcido
pela sociedade patriarcal que os
corrompeu em seu poder original.
Assim nosso apoio principal são as
atividades do Grei Estrela da Manhã
– um grupo aberto a comunidade
local masculina, mantido por
Mestres Imortais da Terra homens,
com a finalidade de acolher os
Filhos do Sol que começam a dar
seus primeiros passos diante do
Sagrado Masculino, e é em Ostara
que as atividades anuais do Grei são
organizadas, agendadas e
elaboradas pelos Mestres, para as
mais diversas localidades.
É neste contexto que Lúcifer
assume seu Poder Eterno de
Guardião das Florestas,
onde nos conduzirá a
todos... Aos enfrentamentos
necessários para
autoconhecimento.
Muito mais longe do que o
campo e a estrada de nossos
medos e demônios
interiores. Muito mais rico
do que a capacidade de
iluminar novamente a
floresta. Nos ensinando a
entrega necessária ao ser
humano completo!
Três Atos de Valor ao
Homem Esmeralda
União, Poder e Sabedoria regem a
Grandeza de sua Existência
Sabá Beltane
40 dias após o
Equinócio de
Primavera
31 de outubro

O Deus em sua face


Úbere Apaixonado

Arquétipo
O Amante

Lúcifer
O êxtase das florestas
União
Nosso maior legado não é
medido por valores materiais e
sim existenciais. Somos aquilo
que plantamos e nossa colheita
é eterna. Relações são uniões
para a Grande Jornada. O poder
de tornar a caminhada mais
fácil e feliz, ou mais dura e
perigosa pela floresta. O
autoconhecimento é a chave
para a busca de sua outra
metade em todos os âmbitos,
uniões são espirituais e não
materiais, assim sua busca é
muito mais profunda do que o
encontro com os vícios sociais
ou as amarras culturais.
Uniões erradas são a prova real do quanto caminhamos cegos ao nosso
destino! A cultura patriarcal tornou o homem solitário, pois a procura
desesperada e cheia de erros revela um ser eternamente insatisfeito
consigo mesmo. O homem que banaliza seu sexo, banaliza sua energia, sua
semente, seu legado e sua herança. Não existe o amor verdadeiro, ou é
amor ou simplesmente foi mais uma ilusão da carência humana.
Toda União deixa frutos
Na vida, no mundo ou na mente!
O sexo é o ápice do Sagrado humano. Banalizar a vida sexual é
caminhar para longe de si mesmo. O Paganismo não é contra o sexo
livre! É contra o sexo sem consciência. Nossa energia é Sagrada e
cultivar o espírito é tão importante quanto cultivar a matéria. A
Magia Sexual é a base dos Mistérios deste Sabá, mas não a temos
como Rito principal ou generalizado, ela compreende parte do
caminho ao Iniciado diante do sagrado Masculino e Feminino.
Poder
Poder sobre, poder para, poder quando, poder onde?

Qual o real
Poder
Masculino
hoje? Qual a
importância
do homem
hoje?

O homem precisa resgatar seu poder, somente desta forma ele não será
eliminado do sistema social futuro. O poder masculino não é mais necessário para
a manutenção da vida, somente para sua geração. Corremos o risco de uma nova
sociedade matriarcal.
Hoje é cada vez maior o número de homens e mulheres gays. E esta
orientação sexual sempre foi utilizada em jornadas encarnatórias com o intuito
de valorizar a energia feminina. Homens Gays valorizam em demasia a
energia feminina, desequilibrando o Masculino Essencial. Mulheres Gays
supervalorizam o feminino e aniquilam completamente a energia masculina
externa, tornando a sua energia maior e dominante.
Todavia, mulheres e homens gays procuram o resgate do Sagrado Feminino,
vindos de uma longa caminhada espiritual, mas meu alerta aqui é para o fato
de que o resultado será Matriarcal! Portanto em desequilíbrio novamente... A
Orientação sexual é resultado de uma Jornada Evolutiva e todos iremos
caminhar por todas as faces do sagrado, mas está na hora de equilibrarmos o
Divino independente da Orientação Encarnatória.

Mulheres honrando seus úteros e


homens honrando seus falos, e penso
que assim a Orientação Sexual Sagrada
será ainda mais poderosa, libertadora e
completa.
Por isso é preciso reconsagrar o Falo. Romper as
amarras dos estereótipos sociais, e desvincular sua
energia da Orientação Sexual. Assim como
mulheres independente de sua orientação sexual,
reconsagram seus ventres, e reaprendem cada vez
mais a gerar a vida ao seu redor, Homens
independentemente de sua Orientação Sexual
devem reconsagrar seus falos, honrando sua
energia fecunda. Mas antes precisarão caminhar
até o encontro uns dos outros!
O Homem foi perdendo seu poder perante a tribo,
diminuindo seu espaço e assistiu a mulher que ele
julgava inferior dominar seu poder. Por isso hoje,
muitas vezes e de forma equivocada, o homem se
impõe pela violência, pois não lhe resta outra
força. É necessário e urgente que o homem se
conecte ao Sagrado, pois somente diante de sua
essência ele irá se resgatar. Quando a mulher foi
inferiorizada, se lançou a uma busca de fé para
sobreviver... A fé lhe deu força para lutar e ela
conquistou espaços tribais masculinos.
Hoje a mulher trabalha, é independente financeiramente. Faz filhos
e os cuida sozinha. Estuda, evolui e acredita em sua melhora,
mesmo que a passos lentos... Enquanto que os homens são na
maioria longe de qualquer Sagrado, e muitos caminham perdidos,
não sabem mais onde é seu trono, poder ou mero lugar na vida de
uma mulher. Mas a culpa deste momento social destorcido também
é da mulher, pois ela cria seus filhos perpetuando o erro. Por isso é
chegado o momento de Consciência x Sabedoria, ou seja, Lilith e
Lúcifer retornarem ao nosso solo sagrado, retomando o Dualidade
e a Polaridade Divinas.
As mulheres ainda lamentam a solidão gerada por elas mesmas... Mas é
preciso que o homem seja rápido, pois elas caminham para a libertação de
suas carências. O poder pelo poder não é mais valorizado. Hoje a mulher
busca um homem a quem ela admire. E para tanto o Sagrado Masculino
precisa ressurgir. O Patriarcado destruiu a figura do Deus, ele passou a ser
um Deus inalcançável, embora onipotente e onipresente. Seus filhos hoje
caminham sem reconhecer suas virtudes e caminharam sozinhos em sua
Jornada Sagrada, por mais de dois mil anos.

O homem de hoje chega a Beltane


sem a galhada de Ostara,
portanto não sabe mais qual sua
essência e acaba escolhendo,
muitas vezes, errado sua união.
Não sabe o que fazer com sua
coroa em Litha, pois já não mais
possui o seu poder. E caminha
para Lammas sem nada para
transmitir em sabedoria. Geração
após geração isso se repete. É
preciso parar o processo de
aniquilação que o próprio homem
criou para si.
O Sagrado Masculino é honrado
pelos Imortais da Terra de forma
especial em Litha, através das
Comemorações Luciferianas, que
permeiam celebrações e
competições entre todos os
Integrantes de nossa Tradição.
Mas é dentro do Clã Menir de
Esmeralda, que a jornada de
poder transborda ao Sagrado
Masculino, onde os homens
reconsagram e exaltam seus falos
diante de todas as Faces do Pai de
seu Universo. Em meio às
Comemorações Luciferianas, o Clã
Menir de Esmeralda ergue três
noites ao poder de sua fecunda
virilidade.
A Reconsagração dos Falos é
a primeira noite a ser feita,
geralmente no início da semana deste
Sabá, com magias exclusivamente aos
homens, até que a Estrela da Manhã
desapareça no céu, cedendo seu lugar
ao Grande Pai Sol. A segunda noite
traz a Grande Fogueira de Lúcifer e
une homens e mulheres na energia de
êxtase do Universo. Esta segunda
noite acontece em meio as
Comemorações Oficiais dos Jogos e
Disputas da Tradição. E a terceira
noite, sendo esta a primeira após o
Solstício, lança os homens à Floresta
Escura, onde cansados na matéria mas
já com suas energias revigoradas
diante do Grande Pai, se inspiram nos
Ritos de Força, Coragem e
Autoconhecimento.
Sabá Lamas
40 dias após o
Solstício de Verão
2 de fevereiro

O Deus em sua face


Deus do Grão

Arquétipo: Ancião

Lúcifer
O Velho Sábio
Sabedoria
Existe um
gigantesco abismo
entre o futuro do
Sagrado Feminino
e Masculino hoje
em Gaia. 90% dos
que caminham ao
encontro dos
Deuses Antigos
são mulheres.

Anciãs estão sendo geradas para guiar um futuro


melhor, enquanto poucos homens tentam salvar o pouco
do Sagrado Masculino ainda existente.
Por isso é de vital
importância dedicar
atenção e estudo ao
Sagrado Masculino, por
todos – mulheres e
homens. Precisamos
tornar o Arquétipo do
Deus Ancião, hoje
inexistente, o foco de
nossas ações. Para isso os
poucos homens tocados
pelo Sagrado de Gaia,
precisam seguir junto ao
Deus e a Deusa, para que
seus passos sejam guiados
por quem caminha ao lado
dos Deuses Antigos.
O Masculino irá caminhar ao lado do Feminino, até que alcance o
equilíbrio. Mas precisamos compreender que depois disto o caminho
ainda deverá ser tecido em dualidade, para que a polaridade se
mantenha em equilíbrio. Já vivemos anteriormente em uma
sociedade matriarcal e não deu certo. A mulher inferiorizou o
homem e este construiu com sua ira uma vingança, que
conhecemos bem o resultado. Estamos saindo de uma sociedade
patriarcal e precisamos buscar o equilíbrio. Não cometer os mesmos
erros do passado! E caminhar juntos para o futuro...
As Rodas de Fogueira são a
principal atividade feita pelo
Clã dos Anciões – Grupo
formado pelos Anciões de
nossa Tradição com a marca
iniciática, onde o
conhecimento de homens e
mulheres sábios da Antiga Fé
que se ergue novamente
sobre o solo de Gaia, guia
jovens e adultos por seus
caminhos na experiência de
quem viveu os dias que
refletem nosso futuro.
Sabá Mabon
Equinócio de Outono
em nosso Hemisfério

O Deus em sua
face O Mártir
Arquétipo: Limitador

Lúcifer
O Guardião da Honra
O Caminho para A
Sabedoria é a Morte. Não
há como ignorar que a Era
de Aquário chegou.
Estamos diante do Tempo
Comum e para caminhar é
preciso abandonar o Velho
Homem de Peixes. Para
tanto o trabalho espiritual
volta-se para a libertação
dos Dogmas e
Fundamentos religiosos
que conduziram à
inferioridade humana.
Por isso o Sagrado Masculino
Imortal da Terra mobiliza-se
para a Libertação do homem
de Peixes! Ou seja, a
Construção do Homem de
Palha. É o Rito dos
Sacrifícios, onde o desapego
é a palavra chave. O Homem
de Palha é construído por
nossos homens, mas ficará
vivo até Samhain, durante
seu processo de libertação, o
Deus em sua Face “O
Mártir”, acolhe a todos nos
Ritos individuais de morte.
Sua queima acontece em
Samhain.
Lúcifer agora é o Guardião da Honra. Somente aquele que prevê antes de
prover é capaz de guiar as escolhas. Somente aquele que enfrentou o
Universo Sagrado no maior Rito Iniciático a um Imortal na história de nossa
humanidade e sua evolução, pode conduzir à iluminação. Somente um
Imortal, que se fez Guardião do Fogo Sagrado, que gerou a evolução da
humanidade e a reconexão desta ao solo de Gaia, ao Universo Sagrado e ao
Divino Interior, é capaz de medir a Honra do ser individual, e diante desta
mostrar a luz ou a escuridão de sua partida.
Sabá Samhain
40 Dias após o
Equinócio de Outono
01 de maio

O Deus em sua face


O Senhor da Morte

Arquétipo: O Sacrifício

Lúcifer
O Portador da Luz
Diante da Força e Poder para o
Sagrado Masculino em Gaia,
Samhain marca o retorno do
Deus na honra que antecede a
morte. O homem precisa escutar
as batidas do tambor do passado,
ele é o chamado da Mãe Terra e
de suas filhas sedentas por um
novo caminho à humanidade. Só
assim irá reaprender a viver para
construir o dia de sua morte com
honra. Assim não precisará mais
viver com medo da própria vida.
Não precisará mais temer a
escuridão e encontrará a luz da
sabedoria diante de todos os
tempos.
Para a tradição Imortais da
Terra é ao entardecer do
último dia que o Deus
aceita a oferta da Foice, e
leva com Ele mais um
pouco das castrações de
seus filhos. É quando o Sol
se deita pela última vez
antes do fim, que o
sagrado Feminino revela
sua Mãe Negra e suas
filhas acendem o fogo
redentor.
É Lúcifer quem entrega a chama do conhecimento necessário para a
compreensão do Momento Sacrificial, e se une às filhas de Lilith - as
fêmeas que sangram sem morrer, para que o Sagrado Feminino execute o
Rito Final do Deus, e o conduza ao renascimento eterno! Pois sem a
Deusa o Sagrado Masculino caminharia ao fim.
Exatamente como tudo em Gaia, a eterna Dança da Vida só é completa
pela harmonia entre a Dualidade e a Polaridade Sagrada.
Astrologia
O Asteroide Lúcifer (1930) foi descoberto
por Elizabeth Roemer na Estação de
Observação Astronômica de Flagstaff/
Arizona - Observatório Naval dos Estados
Unidos no dia 29 de outubro de 1964. É
interessante registrar que em uma época
de figuras notáveis masculinas ​na Ciência,
Lúcifer foi descoberto por uma mulher e
quando o Sol estava em Escorpião. Fatos
que reafirmam as Profecias do Povo
Antigo Pagão, movidos pelo Escorpião da
Senhora dos Úteros, que despertará os
Dominadores de Elementos em Gaia. Pois
Escorpião rege a Verdade e Lúcifer rege a
Matéria.
Lúcifer carrega o Mito da Luz para o Conhecimento, enquanto suas
influências no Mapa Natal transbordam em Sabedoria para a busca da evolução.
Ele resgata a força primordial humana e remonta o Sagrado de forma completa
em sua polaridade e dualidade. Lúcifer revela a dinâmica espiritual de cada ser
enquanto buscador de suas verdades. É imprescindível diante da Era de Aquário
que a interpretação de Lúcifer seja enfatizada para o equilíbrio da humanidade.
Ele oferece as respostas mais profundas aos questionamentos de poder,
conexão e resgate para o caminho até nosso sopro existencial, destino ou
missão sagrada. Lúcifer é o ponto de encontro com a origem do ser, a essência
mais necessária de ser cultivada hoje para que o amanhã seja completo.
Sua energia pode ser analisada como a demonstração da
matéria solar, ou a luz que guia pela floresta escura até o próximo
amanhecer. Pode ser a chave para os enfrentamentos mais
obscuros e o grande clarão que cega, antecedendo a qualquer
iluminação.
Vibração Espiritual: O Universo Material
Vogais: 3+9+5=17/8 - Infinito
A vibração “Alma” de Lúcifer reflete o infinito poder do equilíbrio final. O número
oito representa o Planeta Terra em sua manifestação, Gaia. São oito os Sabás;
quatro os elementos que possuem parte matéria e não matéria; oito são os raios
da senda óctupla; oito são os braços da Cruz Solar. Se a divisão por quatro traduz
o mundo terrestre, a divisão por oito, expressa também o mundo intermediário, a
ligação entre o céu e a terra, representando a manifestação cósmica para
plenitude ou totalidade.
Vibração Material: O Universo Sagrado
Consoantes: 3+3+6+9=21/3 – Criação Divina
A vibração “Corpo” de Lúcifer reflete sua pura expressão. O número
três simboliza a realização, é a expressão sensível e perfeita de toda
Divindade. É a Trindade, a Trina Face ou a Chama Trina. Vibra o
resultado, é a expressão do humano em corpo, mente e espirito.
Três são os Graus Iniciáticos de diversas Tradições, religiões e
filosofias. Três é o número do futuro, o receptáculo da Vontade.
Vibração de Destino: O Guardião
Soma total: 8+3=11 - Idealista
A vibração vital de Lúcifer traz o Grande Sábio. É o onze quem revela o destino
dos Mestres espirituais. Os Idealistas que acreditam em um Mundo Melhor, sua
inspiração é capaz de contornar grandes conflitos, estar diante de grandes
desafios e realizar a Grande Obra Espiritual. O Onze traz a consciência entre o
mundo espiritual e material, com a missão de tornar realidade os ideais de
evolução.
Tridente
Símbolo do Sagrado Masculino absoluto. Três falos, três Faces, três emanações unidas na
quarta ponta, a haste que ostenta o poder sexual criador. Símbolo da força sagrada
emanada de forma trina na expressão perfeita de toda Divindade. Símbolo físico da
Trindade, da Trina Face ou da Chama Trina. E tratando-se de Lúcifer, temos os Graus
Iniciáticos de sua Transformação Divina:
De Titã Imortal à libertação da matéria diante do Fogo Sagrado – De Prometeu a Estrela
da Manhã.
De Luz a materialização do Fogo – De Luz do Sagrado à Deus Romano da Luz
De Fogo Sagrado ao êxtase para a Criação – De Pai de Aradia a Pã das florestas.
Porém estas faces são diretamente ligadas ao mundo terreno através da lança que ergue
o Tridente. É a ligação da Luz do Conhecimento com o Mundo Inferior, onde hoje está
guardada a Luz do Conhecimento.
O Tridente de Lúcifer é símbolo do poder sobre os caminhos do Sagrado, sobre as Faces
Divinas, e os Ritos Iniciáticos. É o controle do êxtase da vida diante do passado, presente
e futuro. Este símbolo atua no ser humano ligando id, ego e superego, revelando os
poderes de criação, preservação e destruição.
Pentagrama Invertido
Primeiro precisamos compreender o
Pentagrama como a representação
mais perfeita da criação através dos
quatro elementos. É fato irrefutável
que temos dentro de nós parcelas,
maiores ou menores, de todas as
energias vivas no Universo, e não é
diferente com os Elementos. Muito
pelo contrário! É exatamente através
da ação dos Quatro Elementos que
temos emoções sutis e profundas, o
poder da comunicação e intuição, fé e
coragem, sustentação e equilíbrio,
entre tantas outras características.

O Conceito do Universo composto pelos quatro elementos como base para toda a vida já
era um ensinamento essencial de Aristóteles (384-322 a.E.C.) e dos Mistérios da Antiga
Grécia. Os quatro elementos (Ar, Água, Terra e Fogo) possuem sua essência não física do
Divino, a qual chamamos de espírito. Tudo no Universo é composto de matéria, energia, ou
alguma combinação destas duas. A combinação e recombinação perpétua desses
elementos é o próprio processo de criação, representado magicamente pelo Pentagrama.
Considerada a forma mais evoluída de talismã, o Pentagrama (de “pan”: tudo, objeto
que encerra o todo, síntese do macrocosmo), é um emissor fluídico da essência
universal, irradiador do Divino e harmonizador dos poderes do Cosmos.
Relacionado ao simbolismo do número cinco, torna-se humano, onde temos quatro
membros dominados pela cabeça (o espírito que comanda os quatro elementos). Nele
vemos um símbolo de união, de realização: as cinco pontas representam a união
fecunda do 3, Princípio Masculino; e do 2, Princípio Feminino, tornando-se a Estrela do
Microcosmo ou Pentáculo da Vontade na magia. Utilizado como meio de conjuração e
de apropriação do poder vibratório, fluídico e essencial do Universo.
O Pentagrama é o reflexo dos quatro mundos. O
termo cosmos aqui é sinônimo da palavra universo.
Universus, em Latim, significa "todo inteiro", pureza,
composto de unus e versus.
A figura do pentagrama contém cinco pontas. Esta
a “quinta essência” ou “quinto elemento” é responsável por
manter e unir. Porém, sem que sejam comprometidas as
características dos outros quatro elementos. E assim é
formada a variedade infinita que compõe o universo.
Também chamado de éter ou espírito, é manifesto na
Tradição através do Plasma dos outros quatro elementos.

Simboliza a máxima organização e Estrutura Divina perante o


Sagrado, quando posicionado com o espírito para cima. Inverso,
simboliza o Caos Divino perante o Sagrado.
Trecho do Livro * Imortais da Terra – Histórias de uma vida que
viraram Tradição
Assim chegamos a Lúcifer e o Pentagrama Invertido – Símbolo do
Caos Sagrado, do mundo descencionado e Poder Mágico no Mundo
Inferior. Agora precisamos reciclar novamente nossas mentes
quanto a palavra Caos. Segundo Hesíodo, Caos é a primeira
Expressão ou Força Sagrada a surgir no universo, portanto a mais
velha das formas de Consciência Divina.
Então vamos a Investigação Intelectual Sagrada:
A palavra Caos deriva de Khaos – Grego, e designa o “Vazio”, a não
matéria. Esta era usada pelos gregos para personificar o vasto
abismo ou fenda escura, o infinito espaço da matéria sem forma, o
tudo ou o nada antes da Criação. Infelizmente seu sentido original
foi pervertido e finalmente foi condensado no usual caos sinônimo
de desordem e confusão.
Mas agora é preciso e urgente desmistificar este
conceito, quebrar esta egrégora do mau
generalizado e reconstruir seu símbolo e significado
mágico. Unindo as teorias do Pentagrama a do Caos
como fonte geradora primeira, chegamos ao
Pentagrama Invertido como a emanação essencial da
energia de equilíbrio a tudo e todos. O Pentagrama
invertido é a matéria ao espírito, é a luz à ignorância
humana, a sombra da luz ascencionada que nos
possibilita continuar a ver o caminho. O Pentagrama
Invertido é o símbolo do espelho ao nosso mundo, é
o equilíbrio a toda Criação. Pois somente o vazio é
gerador, somente há a luz quando há a escuridão.
Somente existe a vida diante de sua contra parte: a
morte. Precisamos aceitar a energia contrária para
aprendermos o real valor de tudo. Pois quando
supervalorizamos o mundo ascencionado,
desequilibramos nossa energia e a matéria entra em
desequilíbrio, levando o espirito a escuridão da
humanidade: a ignorância. A evolução é o caminho
traçado pelas forças opostas e eternamente
complementares.
Figueira
Com toda certeza o símbolo mais conhecido de Lúcifer pela maldição de Jesus. O que
talvez passe desapercebido ao conhecimento de muitos é que seus frutos eram parte
dos Ritos mais importantes do Sagrado Feminino na Grécia.
A lenda Cristã nos conta que Jesus chegava de longa viagem com muitos a lhe seguir a
cidade de Jerusalém, quando na entrada da mesma avistou uma figueira, caminhando
até ela, para matar sua fome e daqueles que lhe seguiam. Mas a árvore não tinha figos
e então Jesus a amaldiçoou para que nunca mais desse frutos. No dia seguinte a mesma
estava seca, o que foi transformado em milagre.
A Figueira, original do Oriente Médio, está presente na humanidade desde a Idade da
Pedra, atualmente com mais de 700 espécies. Com tantas referências históricas, que
fica difícil percorrer sua jornada. A figueira já era cultivada no Mediterrâneo há seis mil
anos. Foram os Sumérios que começaram o seu cultivo, presentes nas regiões semi-
áridas do sudoeste da Ásia, pelos povos do deserto, tendo sido introduzida no Egito, na
Grécia e na Itália quase mil anos antes de Cristo. Com a expansão do mundo árabe, a
figueira foi também levada para a Península Ibérica, estabelecendo-se na Espanha e em
Portugal, de onde acabou vindo para no Brasil. São normalmente árvores, embora
algumas espécies não cresçam muito e permaneçam como arbustos. Os figos são na
verdade suas flores, pois estas são unissexuais, masculinas e femininas reunidas em
uma única planta em inflorescências especiais denominadas sicónios, (figo em grego)
que consistem em um receptáculo fechado, a casca do figo, sendo as flores a parte de
dentro, e um único orifício de saída no ápice e por consequência, tendo o que é
chamado de inflorescência.
Um útero perfeito, desde sua formação até sua forma de consumo. Isso mesmo: a
flor do figo fica dentro dele, sem contato nenhum com o ambiente externo! Por esse
motivo, a polinização da flor é feita também de forma especial.
Nem as abelhas, nem o vento contribuem para a polinização dos figos. Ela é feita
por uma única espécie de vespa, com apenas 3mm de comprimento, que poliniza as flores
quando entra e sai pelo pequeno poro na ponta arredondada do figo. Os produtores da
fruta dependem dessa relação simbiótica e a estimulam amarrando figos silvestres que
contenham ovos das vespas aos galhos das figueiras. Esse método utilizado para garantir a
fertilização é herança dos Povos Antigos, sendo relatado a pela primeira vez por um
discípulo de Aristóteles. Se a flor não for polinizada, o figo continua verde e cai da figueira.
Esta fruta migrou da Mesopotâmia para o Sagrado Feminino Grego, nos Ritos de Ártemis,
Atena e Afrodite, onde ao final dos Mistérios Iniciáticos, o retorno das meninas, já então
com aproximadamente quinze anos, era condecorado com o retorno às suas cidades
usando um colar de figos secos como sinal do Mistério revelado.
Coincidências a parte, foi exatamente a esta Árvore Sagrada que Jesus pediu que lhe
matasse a fome. Esta ordem então, refere-se ao fato, de que o poder ali manifesto deveria
se render ao novo herói. Algo impossível de acontecer.
Os Ritos Femininos Gregos manifestam ao mesmo Sagrado honrado por Semíramis, filha de
Lilith e são uma das vertentes do trabalho começado pela Grande Mãe dois mil anos antes –
fatos que podem ser melhor compreendidos em “Universo de Ártemis”. E foi este o motivo
que levou Lúcifer a recolher a Figueira seca por Jesus ao seu reino, o mesmo princípio
sagrado da Estrela da Manhã.
Esmeralda
Este cristal começa a ser mais conhecido na
Babilônia, onde os Sumérios o usavam
largamente em seus adornos, talismãs e
Templos. Chegaram a ser conhecidos por seu
Mercado de Esmeraldas, onde ela era
desgastada até tomar forma ou desenhada,
com folhas, uvas, esferas e espirais.
Mas a Esmeralda realmente tomou a realeza
na época de Cleópatra e suas famosas minas
de extração no Egito. A Rainha a usava
largamente em seus adornos, magias e
talismãs.
Associada por ambos a Vênus, tanto como
planeta como a Estrela, pelo fato de ser seu
planeta de origem, reforçando o sentido da
luz ao conhecimento e ao poder oculto. A
Esmeralda agrega ao poder dos Cultos
Religiosos, e traz a luz aos espíritos ignorantes
e primitivos.
Transmite inspiração, paciência, sabedoria,
lealdade e irmandade, resgatando a
autoestima e o amor próprio. Traz o
equilíbrio físico, mental e emocional.
A Esmeralda é o Cristal para os grandes
desafios, pois promove a clareza mental.
A Esmeralda é o Cristal para o resgate do Ser,
pois recupera as emoções no plano
inconsciente, trazendo a consciência e a
memória ancestral.
É o cristal da Evolução Espiritual, pois
desenvolve as faculdades psíquicas, apura a
clarividência, e desperta os dons mais
profundos do ser, como a Visão e a Audição.
É o cristal da cura da humanidade, pois afasta
os males da matéria, desintoxica o corpo e
seu elixir ainda pode ser administrado com
antídoto para venenos.
Ficou associada a Lúcifer como o equilíbrio
entre Dualidade e Polaridade Sagradas!
Chifres e Galhada
Porque Lúcifer tem chifres e
galhadas? E qual a diferença
entre eles? Estas são com certeza
a marca registrada de Lúcifer
para a Era de Aquário. O
resultado de sua emanação e
existência, o equilíbrio entre o
Sagrado Masculino e Feminino,
entre os mundos ascencionado e
descencionado. Como Guardião
do Mundo Inferior, ele agora
representa o caminho para o
equilíbrio da evolução humana.
A palavra é minha irmã
pois nela está Sua Luz
Não temam a escura noite
pois sou o sopro que a Ele conduz
Hino a Lúcifer
Sou o remarco no marco da Cruz
Teu corpo na pedra é luz
Sou a filha do jaz Prometeu
No brilho que a floresta reluz
Filha do roubo de todos os tempos
No mar que acende e ilumina
Filha do Fogo que um dia foi réu
Na estrela que desceu ao chão
No corpo de quem é paixão
Na vida de quem germina
És luz, és Fogo, promessa...
Sou filha da Luz...
do Conhecimento
meu Pai Imortal
Primeira Luz do Sagrado Sou filha do fogo avernal
estrelas no solo de Gaia da lama, barro e da lava
nas águas ... na geração Sou cria do Grande Sábio
Sou Filha da Escuridão Lúcifer e meu legado
negra consciência Sagrada Porto a chama da luz
Minha Mãe é a Serpente no fogo que a alma incendeia
Filha do Fogo de Gaia ... na chama que o tempo clareia
no êxtase sopro que embala.
Meu cheiro de fêmea perpetuado
Escola
Imortais da Terra
Bruxaria, Magia e Esoterismo