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Fichamento antonio candido –

Sobre as relações entre o meio social e o meio físico

“A existência de todo grupo social pressupõe a obtenção de um equilíbrio relativo etre as suas
necessidades e os recursos do meio fisico, requerendo, da parte do grupo, soluções mais ou
menos adequadas e completas, das quais depende a eficacia e a propria natureza daquele
equilíbrio. As soluções, por sua vez, dependem da quantidade e qualidade das necssidades
serem satisfeitas. São estas, portanto o verdadeiro ponto de partida, todas as vezes que o
sociólogo aborda o problema das relações do grupo com o meio físico.

Com efeito, as necessidades tem um duplo caráter natural e social pois se a sua manifestação
primaria são impulsos organixos a satisfação destes se da por meio de iniciativas humanas, que
vão se complicando cada vez mais, e dependem do grupo para se configurar. Daí as próprias
necessidades se ocmplicarem e perderem em parte o caráter estrutamente natural, para se
tornarem produtos da sociedade. De tal modo a podewrmos dizer que as sociedades se
caracterizam, antes de mais nada, pela natureza das necessidade de seus grupos e os recursos
de que disapoem para satisfazê-las. P. 28

“Baseado ai pode determinar uma posição fecunda para compreender a vida social a partir da
satisfação das necessidades, mostrando, de um lado, que a obtençã dos meios de subsistência
é cumulativa ao equipamento técnico; de outro, que ela noa pode ser considerada paenas do
ângulo natural, como operação para satisfazer o organismo, mas deve ser tamb´pem
encaradas no ângulo social , como ofrma organizada de atividade. “ p. 29

“Assim, mesmo sem querer avaliar o funcionamento de uma cultura, parece possível falar, em
relação a cada uma, de certos níveis sociais e vitais – noções aproximativas e apresentadas
aqui num sentido mais de imagem que de conceito. Elas podem todavia ser utilizadas, menos
arrbvbitrariamente, para sociedades civilizadas, complexas, nas quais a diversidade dos grupos
sociais e dos níveis de vida permite comparar as formas erxtremas de participação nos bens
considerados incpomopressiveis. Dir-se-a, então, que m grupo ouy camada v ive seundo
mínimos vitais e socais quando se pode verossimilmente, supor que com menos recursos de
subsistência a vida organiza não seria possível, e com menor organização das relações não s
não seira viável a vida social teríamos fome no primeiro caso, anomia no segungo. P. 33

Assim, o meio natural aparece de inicio como grande celeiro potencial, que não será utilizado
indiferentemente, emboloc, mas conforme as possibilidades de operação do grupo; pois os
animais e as plantas não constituem, em si, alimentos do ponto de vista da cultura e da
sociedade. É o homem quem os cria como tais, na madida em que se os reconhece, seleviona e
define. O meio se torna deste moodo um projeto humano nos dois sentidos da palavra:
projeção do homem com as suas necessidades e planejamento em função destas –
aparecendo plenamente, segundo queria Marx, como uma construção da cultura. “ p.34