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FÍSICA 3

Julio Tedesco
Sala: Laboratório de Física 1
https://www.sites.google.com/site/jcgtedesco/
tedesco.jcg@gmail.com
https://www.sites.google.com/site/jcgtedesco/
qui tópico sex tópico
19 Apresentação 20 Carga e força elétrica
abril
26 Campo elétrico 27 Lei de Gauss
3 Teste T1 4 Potencial eletrostático
10 Potencial eletrostático 11 Corrente e resistência
maio 17 Teste T2 18 Capacitância
24 Eletricidade em meios materiais 25 Circuitos elétricos
31 Feriadão
1 Feriadão
7 P1 8 Vista de prova
jun 14 Circuito RC 15 Campo magnético
21 Lei de Biot - Savart 22 Lei de Ampére
28 Teste T3 29 sem aula
5 Lei de Faraday da Indução 6 Indutores
12 Circuito RL 13 Energia eletromagnética
jul
19 Teste T4 20 Oscilações eletromagnéticas
26 Circuito RLC 27 Magnetismo em meios materiais
2 Magnetismo em meios materiais 3 Equações de Maxwell
ago 9 P2 10 Vista de prova
16 PF 17 Vista de prova
A carga elétrica e a lei de Coulomb
Forças Fundamentais
da Natureza
• Gravitacional ( 1/r2) 10-38
– Matéria
• Eletromagnética ( 1/r2) 10-2
– Cargas Elétricas, átomos, sólidos
• Fraca 10-7
– Decaimento Radioativo beta
• Nuclear forte 1
– Mantém o núcleo ligado (curto
alcance)
O eletromagnetismo
Eletricidade (eletrostática)
Fenômeno já conhecido na Grécia antiga. Ao atritar determinados
materiais (âmbar, em particular), eles adquiriam
a propriedade de atrair pequenos objetos.

Magnetismo (magnetostática)
Os gregos também sabiam que pedras de
magnetita atraíam amostras de ferro.

Eletromagnetismo
No século XIX, após os trabalhos de Oersted e Faraday, Maxwell
escreveu as equações que uniram a eletricidade ao magnetismo,
mostrando assim que ambas eram manifestações de um mesmo
fenômeno, o eletromagnetismo.
A carga elétrica
Após esfregar um pente
num tecido qualquer,
observa-se que ele passa a
atrair pequenos objetos.

Vidro atritado em seda ou


plástico atritado em lã
Eletrização por atrito
apresentam efeitos distintos.

Objetos quando atritados


adquirem carga elétrica.
Existem dois tipos de carga;
a positiva e a negativa. A
escolha é mera convenção.
Eletrização por Atrito
Condutores e isolantes

Isolante

Condutor

Metais, água e o corpo humano são exemplos de condutores.


Vidro, borracha e plásticos são isolantes.
Repetindo a experiência anterior com
um bastão de metal neutro, ao invés
de vidro, observa-se que há cargas
com grande mobilidade: elétrons,
“fluido” (originalmente assim
pensava-se) de carga negativa.

Esses materiais são chamados condutores, ao contrário dos isolantes,


onde o excesso de carga concentra-se apenas numa determinada região.
Metais, água da torneira e corpo humano são exemplos de condutores.
Vidro, papel, borracha e plásticos são isolantes.
Condutores e isolantes
Antecipando a visão moderna da estrutura desses materiais

isolantes condutores semicondutores

Há ainda os chamados supercondutores, onde o fluido eletrônico


ocorre sem resistência elétrica.
Eletrização por Condução

Princípio de conservação da Carga


Eletrização por Indução

Qual a carga final do induzido?


Propriedades da carga elétrica
A quantização da carga
Millikan determinou a carga elementar (eletrônica) como sendo
e  1,6  1019 C e portanto q  ne, onde n  1,2,...
Mas a teoria do Modelo Padrão das partículas elementares prevê os
quarks, que são partículas constituintes de prótons e nêutrons, de carga
± 2𝑒/3 ou ±𝑒/3, porém de difícil detecção individual. O “quantum”de carga
é muito pequeno.

A conservação da carga
Em todos os processos que ocorrem na natureza, desde a transferência de
carga por atrito até as reações entre partículas elementares, a carga total
(soma das cargas positivas e negativas) de um sistema isolado sempre se
conserva. Ex: decaimento radioativo, aniquilação, produção de pares, etc.
238 234 4
𝑈→ 𝑇ℎ + 𝐻𝑒 (decaimento radioativo).
92e 90e 2e
Movimento de cargas em um sistema de condutores: Indução

+Q -Q +Q

Duas esferas condutoras idênticas, eletricamente isoladas.


A lei de Coulomb
Cargas de mesmo sinal
se repelem e de sinais
contrários se atraem.
As forças formam um
par de ação e reação ao
longo da linha que une
as cargas.

Se as cargas q1 e q2
distam r uma da outra o
módulo da força | q1 | | q2 |
eletrostática entre elas é F k 2
dado por r
A lei de Coulomb
Antecipando o conceito de corrente elétrica, a unidade de carga é o
Coulomb que é definida no SI como a carga transportada por uma
corrente de 1A que atravessa a seção reta de um fio durante 1s.

dq  i dt

2
1 N.m
No SI a constante eletrostática k é dada por k   8.99 109
4 0 C2

C2
A permissividade do vácuo,  0 , é dada por  0  8.85 10 12
N.m 2
Duas esferas condutoras isoladas idênticas 1 e 2 possuem cargas iguais e estão
separadas por uma distância que é grande, comparada com os seus diâmetros. A
força eletrostática atuando na esfera 2 devido à esfera 1 é 𝐹. Suponha agora que
uma terceira esfera idêntica, a esfera 3, tendo um cabo isolante e inicialmente
neutra, toque primeiro a esfera 1, depois a esfera 2 e finalmente seja removida. Em
termos da intensidade 𝐹, qual a intensidade da força eletrostática 𝐹’ que atua sobre
a esfera 2?
A lei de Coulomb 1 𝑞𝑖 𝑞𝑗
𝐹𝑖 = 2 𝑟𝑖𝑗
4𝜋𝜖0 𝑟𝑖𝑗
𝑖≠𝑗
Num sistema de N cargas: vale o princípio da superposição
   
F1  F12  F13  ...  F1n 𝑟𝑖 − 𝑟𝑗
 𝑟𝑖𝑗 =
 𝑟𝑖 − 𝑟𝑗
F14 2 F21
 1
F13
 Observa-se que:
3  
F12
 Fij   F ji
F31
4 
F41

F1 : força sobre a carga 1 devida a todas as outras (N-1) cargas.
As cargas da figura estão localizadas no vácuo. As cargas Q2 e Q3 são fixas.
Ache 𝑿 para que a carga Q1 fique em equilíbrio sob a ação exclusiva das
forças eletrostáticas.

2𝜇𝐶 −4𝜇𝐶 8𝜇𝐶


Distribuição contínua de cargas

   P
dq (r ) r  r
  
𝐹𝑖 =
1 𝑞𝑖 𝑞𝑗
𝑟 dF (r , r )
4𝜋𝜖0 𝑟𝑖𝑗2 𝑖𝑗 
𝑖≠𝑗
 r
r 1 𝑞0 𝑑𝑞
𝑟𝑖 − 𝑟𝑗 𝑑𝐹 = 𝑟 − 𝑟 ′
𝑟𝑖𝑗 = 4𝜋𝜖0 𝑟 − 𝑟 ′ 2
𝑟𝑖 − 𝑟𝑗

𝑞0 𝑑𝑞
𝐹= 𝑟 − 𝑟′
4𝜋𝜖0 𝑟 − 𝑟′ 3
x̂ 𝑉,𝑆 𝑜𝑢 𝐿
Distribuição contínua de cargas
dq

dq (r ) linear :  
 dl  
ou : dq( r )   ( r ) dl ( r )

dq
 sup erficial :  
dq (r )
 dA 
ou : dq( r )   ( r ) dA( r )

dq
volumétrica :  

dq (r )  dV 
ou : dq( r )   ( r ) dV ( r )