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Técnico(a) de Manutenção Industrial de IMP CDI 205a

.…………..
Metalurgia e Metalomecânica
Conjuntos Mecânicos – Operações Especiais .

Índice

1 – História ..................................................................................... 2
2 – Rolamentos - Definição ........................................................ 4
3 – Dimensionamento .................................................................. 5
4 – Corpos Rolantes ..................................................................... 6
4.1 – Esferas ............................................................................................. 6
4.2 – Rolos ................................................................................................ 7
5 – Desalinhamento ..................................................................... 9
6 – Manutenção .......................................................................... 10
6.1 – Bases .............................................................................................. 10
6.2 – O que verificar ............................................................................. 10
6.3 – Lubrificação .................................................................................. 12
6.4 –Execução ........................................................................................ 13

Carlos Simões dos Santos 1


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1 – História

O primeiro registo de rolamentos, dá-se com a descoberta de um rolamento de


esferas de madeira, encontrado numa embarcação romana datada de 40 A.C.

Os primeiros rolamentos não tinham separadores. Estes surgiram posteriormente, por


Leonardo Da Vinci, de forma a reduzir o desgaste provocado pela fricção entre as esferas.
Diminui o atrito, diminuiu o desgaste, diminui a fadiga, aumenta a vida útil, diminui os custos.

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Mais tarde, a SKF inventou os Rolamentos Auto-compensadores.

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2 – R OLAMENTOS - DEFINIÇÃO

Um rolamento é uma peça interposta entre as chumaceiras e órgãos giratórios


das máquinas. Serve para substituir o atrito de deslizamento entre as superfícies do eixo
e da chumaceira, por atrito de rolar.

Compreende os chamados corpos rolantes (esferas, rolos, agulhas), os anéis com


os respectivos trilhos e a armação. Todos estes elementos são de aço com crómio e as
suas dimensões estão submetidas a um sistema de normalização

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3 – DIMENSIONAMENTO

No dimensionamento dos Rolamentos, deve-se ter em conta:

➢ Carga (quantitativamente e qualitativamente)

➢ Condições de Trabalho

➢ Temperatura de Funcionamento

➢ Resistência à Corrosão

➢ Problemas cinemáticos

➢ Propriedades dos Materiais

➢ Lubrificação

➢ Tolerância de funcionamento

➢ Montagem (processo)

➢ Utilização

➢ Custo

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4 – C ORPOS R OLANTES

4.1 – E SFERAS

Apropriados para rotações mais elevadas.

a) Rolamento fixo de uma carreira de esferas. Aceita os dois tipos de carga: radial e
axial. As esferas são introduzidas por meio de excentricidade entre os dois anéis.
Posteriormente, é colocado o separador e fixo.

b) Rolamento de entrada de enchimento. Permite um maior número de esferas.


Aumenta assim a capacidade de carga. A carga axial é, no entanto, perdida pelos
“encontrões” das esferas contra o bordo da portinhola.

c) Rolamento de contacto angular de uma carreira de esferas. Este tipo de


rolamentos permite uma maior resistência às cargas axiais

d) Blindado

e) Selado. Podem ser selados em um ou ambos os lados. Este “extra” serve para
proteger o rolamento de poeiras, que aumentam o desgaste. Como já vêem
selados, vêem lubrificados de fábrica, necessariamente.

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f) Auto-compensador externo

g) Dupla carreira. Estão duplamente preparados para os mesmos tipos de cargas,


relativamente aos de carreira simples. Por vezes, dois simples podem ser
utilizados, mas ocupam mais espaço e a sua manutenção torna-se mais pesada.

h) Auto-compensador

i) De carregamento radial

j) Auto-compensador de carregamento radial

4.2 – R OLOS

Em relação ao Rolamento de Esferas apresentam a vantagens de um aumento


significativo da sua capacidade de carga, por aumento de área de contacto e maior
resistência aos choques.

Como desvantagens:

➢ Menor velocidade angular;

➢ Maior vibração;

➢ Sabe-se que necessitam de um alinhamento quase perfeito. Qualquer


desalinhamento pode causar desequilíbrio, que não conseguirá ser ultrapassado e
consequentemente leva ao descarrilamento. Para melhorar este aspecto, o
separador deve ser pouco elástico e forte.

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a) Rolamento de rolo cilíndrico de carregamento radial

b) Rolamento angular de carregamento axial e corpo rolante esferoidal. Este tipo


permite suster melhor os desalinhamentos. Como aumentam a área de contacto,
a sustentabilidade à carga é aumentada.

c) Rolamento de rolo cilíndrico de carregamento axial

d) De agulhas. Apropriado para espaços reduzidos. São fornecidos com e sem


anéis. São recomendados para onde a carga não é constante.

Vantagens Desvantagens

Menor atrito e aquecimento. Maior sensibilidade aos choques.

Baixa exigência de lubrificação. Maiores custos de fabricação.

Não há desgaste do eixo. Ocupa maior espaço radial.

Pequeno aumento da folga durante a vida útil. Suporta menos cargas que os mancais.

e) Rolamento auto compensador de rolos

f) Rolamento auto compensador de rolos

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5 – DESALINHAMENTO

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6 – MANUTENÇÃO

6.1 – B ASES

Para evitar paragens prolongadas na produção, devido a problemas de


rolamentos, é necessário ter a certeza que alguns estejam disponíveis para troca. É
aconselhável conhecer, com antecedência, que rolamentos são utilizados nas máquinas e
as ferramentas especiais para sua montagem e desmontagem.

Os rolamentos são cobertos por um protetor contra oxidação, antes de


embalados. De preferência, devem ser guardados em local onde a temperatura ambiente
seja constante (21ºC). Rolamentos com placa de proteção não deverão ser guardados
por mais de 2 anos. Confira se os rolamentos estão em sua embalagem original, limpos,
protegidos com óleo ou graxa e com papel parafinado.

6.2 – O QUE VERIFICAR

Nos rolamentos
montados em máquinas deve
verificar-se, regularmente, se
sua paragem pode causar
problemas. Os rolamentos que
não apresentem aplicações
críticas, ou que não sejam
muito solicitados, não
precisam de atenção especial.

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Na rotina de verificação são usados os seguintes procedimentos: ouvir, sentir,


observar.

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Na montagem, entre outros, devem ser tomados os seguintes cuidados:

✓ verificar se as dimensões do eixo e cubo estão corretas;

✓ usar o lubrificante recomendado pelo fabricante;

✓ remover rebarbas;

✓ no caso de reaproveitamento do rolamento, este deve ser lavado e lubrificado


imediatamente para evitar oxidação;

✓ não usar desperdícios nas operações de limpeza, nem qualquer fonte de futuros
objectos estranhos que possam “entupir” os canais;

✓ trabalhar em ambiente livre de pó e humidade.

6.3 – L UBRIFICAÇÃO

Massa Consistente – A lubrificação deve seguir as especificações do fabricante


da máquina ou equipamento. Na troca da graxa, é preciso limpar a pistola antes de
colocar massa nova. As tampas devem ser retiradas para limpeza.

É utilizada maioritariamente para:

i) Velocidades relativamente baixas;


ii) Temperaturas abaixo dos 90ºC;
iii) Protecção superior por permissão a corpos estranhos;
iv) Blindagem simples;
v) Longos períodos inter-manutenções.

Óleo – Verificar o nível e atestar quando necessário. Verificar se o respiro está


limpo. Sempre que trocar o óleo, o velho deve ser completamente drenado e todo o
conjunto lavado com o óleo novo. Na lubrificação em banho, faz-se:

a) 1 troca por ano quando a temperatura atinge, no máximo, 50ºC e sem


contaminação;

b) 1 troca por trimestre quando a temperatura atinge os 100ºC;


c) 1 troca por ano quando a temperatura atinge os 120ºC

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d) 1 troca por semana quando a temperatura atinge os 130ºC, ou a critério do
fabricante.

É utilizada maioritariamente para:


i) Velocidades relativamente elevadas;
ii) Temperaturas abaixo dos 90ºC;
iii) Blindagem impermeável a óleos;
iv) A lubrificação é comum a outros órgãos.

6.4 –E XECUÇÃO

1 - Comece a operação de inspeção, deixando a área de trabalho o mais limpa e


seca possível. Estude o desenho da máquina
antes de trocar o rolamento.

2 – Limpe as partes externas e anote a


sequência de remoção dos componentes e as
posições da máquina. Se puder tire fotografias.
Não se esqueça que deve solicitar permissão
para utilizar o telemóvel. Um número cada vez
maior de empresas começa a ter uma política
de proibição do uso deste tipo de aparelho, seja
devido a Distracções, Abuso de Privacidade ou
a Propriedade Intelectual.

3 – Tenha cuidado ao remover os vedantes, para


não os forçar muito. Verifique todos os componentes do
conjunto.

4 – Verifique o lubrificante. Observe se existem


impurezas. Estas denotam desgastes, doutra formas
invisíveis.

5 – Assegure-se de que não haverá penetração de


sujeira e humidade, depois da retirada dos vedadores e
das tampas.

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6 - Proteja o conjunto com papel


parafinado, plástico ou algum material similar.
Evite o uso de desperdícios, que promovem a
contaminação pelos fios que deixam e
penetrarão como corpos estranhos nos corpos
rolantes.

7 – Quando for possível, lave o


rolamento montado no conjunto, evitando desmontá-lo. Use um pincel molhado com
gasóleo, gasolina ou outro desengordurante e seque com um pano bem limpo, seco e
sem fiapos. Não lave rolamentos blindados com duas
placas de proteção. Se os rolamentos estão em
perfeitas condições de uso, deve-se re-lubrificá-los de
acordo com as especificações do fabricante. Monte
cuidadosamente os vedantes e as tampas.

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