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N-1888 REV.

A AGO / 99

FABRICAÇÃO DE TANQUE ATMOSFÉRICO

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.

Esta Norma é a revalidação da revisão anterior.

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser
CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
Recomendada].
SC - 02
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Caldeiraria
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão
Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos de direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 12 páginas


N-1888 REV. A AGO / 99

PREFÁCIO

Esta Norma PETROBRAS N-1888 REV. A AGO/99 é a Revalidação da Norma


PETROBRAS N-1888 REV. ø JAN/84, não tendo sido alterado o seu conteúdo.

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para a fabricação, de componentes ou o todo, de
tanque de armazenamento atmosférico.

1.2 Considera-se como tanque de armazenamento atmosférico o equipamento definido na


norma PETROBRAS N-270.

1.3 Esta norma se aplica a fabricações iniciadas a partir da data de sua edição.

1.4 Esta Norma contém somente Requisitos Mandatórios.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas para a
presente Norma.

PETROBRAS N-133 - Soldagem;


PETROBRAS N-270 - Projeto de Tanque Atmosférico;
PETROBRAS N-271 - Montagem de Tanque de Armazenamento;
PETROBRAS N-1590 - Ensaio Não-Destrutivo - Qualificação de Pessoal;
PETROBRAS N-1593 - Ensaio Não-Destrutivo - Estanqueidade;
PETROBRAS N-1594 - Execução de Ensaio Não-Destrutivo - Ultra-Som;
PETROBRAS N-1595 - Ensaio Não-Destrutivo - Radiografia;
PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não-Destrutivo - Líquido Penetrante;
PETROBRAS N-1597 - Ensaio Não-Destrutivo - Visual;
PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não-Destrutivo - Partícula Magnética;
PETROBRAS N-1742 - Selo PW;
PETROBRAS N-1743 - Fabricação e Montagem do Selo PW;
FBTS N-0001 - Inspeção de Soldagem e Qualificação de Pessoal;
API Standard 650 - Welded Steel Tanks for Oil Storage;
API Standard 12F - Specification for Shop Welded Tanks for Storage of
Production Liquids;
ASME - Boiler and Pressure Vessel Code Seção VIII, Divisão 1.
ISO 8501-1 - Preparação de Superfícies de Aço Antes da Aplicação
de Tintas e Produtos Similares - Anexo F (texto da ISO
8501-1 em Português).

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3 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.3.

3.1 Fabricação

Fase que inclui todas as tarefas realizadas em oficina, tais como: preparação adequada das
chapas, perfis, estruturas, escadas, drenos, bocais e demais acessórios, envolvendo ainda os
serviços de desempeno, corte, abertura de chanfro, calandragem, usinagem, soldagem, ensaio
não-destrutivo, tratamento térmico e teste pneumático.

3.2 Fabricante

Empresa, firma ou organização encarregada da fabricação, em oficina de caldeiraria, de


qualquer componente de um tanque de armazenamento.

3.3 Mapa dos Defeitos Reparados

Registro onde são assinalados todos os reparos com solda em chapas. Este registro deve
permitir a localização exata dos pontos reparados no equipamento.

4 CONDIÇÕES GERAIS

4.1 Responsabilidade do Fabricante

A fabricação deve obedecer aos requisitos constantes da Requisição de Material ou contrato, e


deve ser feita de acordo com os desenhos de fabricação aprovados. Caso o fabricante constate
omissões ou erros em quaisquer documentos fornecidos pela PETROBRAS, deve comunicar
à PETROBRAS para a devida solução, de forma que o fabricante continue com a integral
responsabilidade pela fabricação do equipamento.

4.2 Normas Técnicas

A fabricação de todos os tanques deve obedecer a todas as exigências da norma API 650. A
fabricação de um tanque de armazenamento, atendendo as exigências estabelecidas no
API 12F, só deve ser realizada quando constar expressamente dos desenhos ou R.M.
fornecidos pela PETROBRAS.

4.3 Extensão do Fornecimento

A extensão do fornecimento a cargo do fabricante deve ser como indicado na “Requisição de


Material” ou contrato.

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4.4 Ensaios Não-Destrutivo

Os ensaios não-destrutivos, quando exigidos, devem ser executados de acordo com as


prescrições a seguir.

4.4.1 Ensaio por Meio de Líquido Penetrante

Deve ser executado de acordo com a norma PETROBRAS N-1596 e procedida a avaliação
dos resultados em conformidade com o ASME Sec. VIII-Div. 1, Appendix 8.

4.4.2 Ensaio por Meio de Partículas Magnéticas

Deve ser executado de acordo com a norma PETROBRAS N-1598 e procedida a avaliação
dos resultados em conformidade com o ASME Sec. VIII-Div. 1, Appendix 6.

4.4.3 Ensaio por Meio de Ultra-Som

Deve ser, executado de acordo com a norma PETROBRAS N-1594 e procedida a avaliação
dos resultados em conformidade com o ASME Sec. VIII-Div. 1, Appendix 12.

4.4.4 Ensaio Radiográfico

Deve ser executado de acordo com a norma PETROBRAS N-1595 e procedida a avaliação
dos resultados em conformidade com o ASME Sec. VIII-Div. 1, Parágrafo UW-51.

4.4.5 Ensaio Visual

Deve ser executado de acordo com a norma PETROBRAS N-1597.

4.4.6 Teste de Estanqueidade

Teste de estanqueidade por meio de passagem de gases pressurizados (formação de bolhas),


ou pela penetração de líquidos por capilaridade. Deve ser executado de acordo com a norma
PETROBRAS N-1593.

4.5 Arquivos

O fabricante deve manter, em arquivo devidamente organizado, as informações listadas de


4.5.1 até 4.5.7 relativas às tarefas que são realizadas em oficina. O arquivo deve estar sempre
disponível, à época da inspeção, para exame pela PETROBRAS ou seu representante
autorizado. As informações constantes do arquivo devem ser mantidas por um período de
5 anos após a conclusão da fabricação do tanque de armazenamento.

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4.5.1 Certificados de usina para os materiais dos diversos componentes do costado, fundo e
teto do tanque de armazenamento. O certificado deve conter a especificação à qual o material
atende, o número da corrida, o tratamento sofrido pelo material (se for o caso) e os resultados
de análises químicas e ensaios mecânicos.

4.5.2 Certificados de conformidade para materiais obtidos de subfornecedores, para os quais


não haja certificados de usina disponíveis. Quando não for possível comprovar a
especificação do material, o fabricante deve realizar testes e análises para emissão do
certificado de conformidade obedecendo às prescrições do Apêndice N do API 650.

4.5.3 Para acessórios de tubulação e flanges fabricados de acordo com uma norma aprovada,
não é necessário arquivar os certificados desde que eles sejam marcados conforme exigido na
norma ASME Seção VIII, Divisão 1. Os certificados são exigidos quando as marcações forem
removidas.

4.5.4 Procedimentos de qualificação de soldagem conforme a norma PETROBRAS N-133.


Registros da qualificação dos procedimentos de soldagem, soldadores e/ou operadores de
soldagem conforme a norma PETROBRAS N-133. Registros dos inspetores de soldagem
qualificados, de acordo com a norma FBTS N-0001.

4.5.5 Filmes radiográficos e/ou relatórios de ensaio por ultra-som, quando estes ensaios
forem requeridos para o equipamento ou componente fabricado.

4.5.6 Gráficos ou outros registros relativos ao teste hidrostático, pneumático ou a outro tipo
de teste se realizado no equipamento ou componente.

4.5.7 Gráficos de registro de temperatura e outros registros relativos a tratamentos térmicos.

5 MATERIAIS

5.1 A especificação dos materiais deve ser conforme especificado na Folha de Dados. Como
regra geral, qualquer alternativa de material deve ser apresentada por ocasião da proposta. O
emprego de qualquer material alternativo, só e permitido depois de aprovado pela
PETROBRAS.

5.2 Deve ser verificado se os certificados de material estão de acordo com as respectivas
especificações.

5.3 Deve ser verificado se os materiais estão perfeitamente identificados de acordo com o
desenho de fabricação do equipamento e em consonância com o certificado de material.

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5.4 Devem ser verificados por ensaio visual todos os materiais, seções e equipamentos
empregados, os quais devem estar isentos de:

a) defeitos que causem uma transição brusca na superfície da peça;


b) defeitos que reduzem a espessura da peça para abaixo do valor citado no
item 5.6 da presente Norma;
c) corrosão acima do Grau C da norma ISO 8501-1.

5.5 Deve ser feito um mapa dos defeitos reparados em chapas.

5.6 A espessura das chapas deve ser verificada e obedecer a:

Espessura medida ≥ Espessura de projeto ou Espessura nominal - tolerância de


fabricação da chapa.

5.7 Os consumíveis para soldagem devem estar de acordo com a norma


PETROBRAS N-133.

5.8 Devem ser examinadas visualmente as faces dos flanges, para verificação do estado e do
tipo de ranhuras. É inaceitável a presença de corrosão ou de amassamento nestas regiões.

6 FABRICAÇÃO

6.1 Geral

A fabricação de um tanque de armazenamento deve atender as exigências de projeto da norma


PETROBRAS N-270, aos requisitos do API 650 e visar uma adequada montagem de acordo
com a norma PETROBRAS N-271.

6.2 Armazenamento de Materiais

6.2.1 As chapas não calandradas devem ser armazenadas sobre berços de madeira adequados
para evitar deformações. Para as chapas calandradas, quando deitadas, os berços devem ter a
mesma curvatura das chapas e a quantidade máxima de chapas, por pilha, deve ser tal que não
deforme as chapas inferiores. Em qualquer caso, as chapas devem ser armazenadas pelo
menos a 20 cm acima do nível do solo.

6.2.2 As peças pequenas, tais como flanges, luvas, parafusos, porcas e arruelas, devem ser
armazenadas em caixotes e em locais secos. As superfícies usinadas devem ser protegidas
contra corrosão por meio de graxa ou outros compostos adequados. As faces dos flanges,
além da proteção anterior, devem ser protegidas por discos de madeira.

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6.3 Desempeno de Chapas

Havendo necessidade de desempenar o material, esta operação deve ser executada por
prensagem ou outros métodos a frio não prejudiciais ao mesmo. Tal operação deve ser
realizada antes da traçagem e das subseqüentes operações de acabamento. Não é permitido o
aquecimento localizado ou o martelamento, a menos que o material seja aquecido à
temperatura de forjamento.

6.4 Reparo de Defeitos em Materiais

Os reparos por meio de soldagem devem ser executados de acordo com o item 6.8 e
examinados conforme o item 7.14.

6.5 Corte e Preparação das Bordas das Chapas

6.5.1 O corte e o chanfro das bordas das chapas podem ser feitos por cizalhamento (com
máquina do tipo plaina, talhadeira automática, guilhotina ou tesoura mecânica) ou por
oxi-corte. O cizalhamento é limitado às chapas com espessura até 9,52 mm para as juntas de
topo e até 15,87 mm para as juntas sobrepostas. As arestas das chapas cortadas a oxigênio e
destinadas à soldagem, devem ser deixadas lisas, uniformes e livres de carepas, escórias ou
rebarbas. Tais irregularidades devem ser removidas com talhadeiras automáticas e/ou esmeril.
No caso de descontinuidades laminares paralelas a superfície, deve ser observado o item 7.7
desta Norma e o reparo deve ser feito de acordo com a norma PETROBRAS N-133.

6.5.2 As chapas do contorno do fundo - chapas anulares (“anular plates”) ou chapas


recortadas (“sketch plates”) - e as chapas de fechamento dos anéis do costado devem ser
deixadas para corte no campo. As dimensões apresentadas no projeto visam apenas o estudo
de aproveitamento de chapas.

6.6 Calandragem das Chapas do Costado

Deve atender à norma PETROBRAS N-270.

6.7 Aberturas nas Chapas para Construção de Acessórios

6.7.1 O conjunto da porta de limpeza, formado pela chapa de reforço, chapa de soleira, chapa
do costado, pescoço e flange, deve ser fabricado, montado, soldado, testado e ter o tratamento
térmico, quando necessário, na própria fábrica.

6.7.2 Toda abertura que exigir tratamento térmico de alívio de tensões, conforme
API 650 itens 3.7.4.3 e 3.7.4.4, deve ser fabricada, montada, soldada, testada e aliviada
termicamente na fábrica.

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6.7.3 Os bocais interligados a tubulações, que não exigirem tratamento térmico de alívio de
tensões, devem ser realizados no campo.

6.7.4 O(s) furo(s) da(s) chapa(s) de reforço, para saída dos gases de soldagem e realização do
teste pneumático, deve(m) ser realizado(s) antes da montagem e da soldagem da(s) chapa(s)
de reforço.

6.8 Soldagem

6.8.1 Deve ser executada de acordo com a norma PETROBRAS N-133.

6.8.2 O pré-aquecimento e pós-aquecimento, quando necessário, devem ser aplicados ao


longo de toda a junta soldada ou ponteamento em execução, incluindo a solda e mais uma
faixa de, no mínimo, 75 mm de cada lado da mesma. O controle de temperatura de pré-
aquecimento e pós-aquecimento deve ser efetuado através de medidas realizadas na faixa
aquecida, da maneira descrita na norma PETROBRAS N-133.

6.8.3 Os únicos meios de pré-aquecimento e pós-aquecimento permitidos são queimadores a


gás e resistência elétrica. Os queimadores de chama única não são permitidos.

6.8.4 Todas as soldas provisórias devem ser removidas após a realização de suas funções. As
superfícies sob tais soldas devem ser adequadamente esmerilhadas. Estas regiões, após
esmerilhamento, em materiais submetidos a teste de impacto, devem ser examinadas com
partículas magnéticas ou líquido penetrante.

6.8.5 Nas aberturas do costado que são pré-fabricadas em oficina, por exigirem tratamento
térmico de alívio de tensões, deve ser executado ensaio por meio de líquido penetrante após a
conclusão da soldagem do pescoço da abertura à chapa do costado. Tal ensaio deve ser
realizado antes da instalação da chapa de reforço.

6.8.6 Se algum reparo de solda for necessário, o mesmo deve ser executado de acordo com a
norma PETROBRAS N-133. Os ensaios não-destrutivos, previstos para a junta soldada
original, devem ser igualmente repetidos.

6.9 Tratamento Térmico de Alívio de Tensões

Os componentes do costado de tanques de armazenamento - porta de limpeza, bocais, bocas


de visita e outros acessórios - que exigem tratamento térmico de alívio de tensões de acordo
com o API 650 item 3.7.4, devem ser fabricados, montados, soldados, testados e tratados
termicamente na própria oficina do fabricante do equipamento.

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6.10 Selo PW

O selo PW, para tanques de teto flutuante, padronizado pela norma PETROBRAS N-1742,
deve ser fabricado e montado de acordo com a norma PETROBRAS N-1743.

7 INSPECÃO DE FABRICAÇÃO

7.1 Somente os materiais corretamente identificados e aprovados pela inspeção de


recebimento devem ser utilizados na fabricação do tanque de armazenamento.

7.2 Os certificados de qualidade dos materiais, inclusive o laudo radiográfico e os resultados


dos testes de impacto, quando exigidos, devem ser confrontados com as respectivas
especificações e requisitos da norma API 650 section 2, para os seguintes materiais:

a) chapas;
b) perfilados;
c) tubos;
d) forjados;
e) flanges;
f) parafusos e porcas.

7.3 Deve ser verificado se todos os materiais citados no item 7.2, desta Norma, estão
devidamente identificados conforme os desenhos do tanque.

7.4 Deve ser verificado se o número da corrida dos consumíveis de soldagem coincide com o
número da corrida constante dos certificados, bem assim se tais certificados estão de acordo
com as especificações de projeto. Verificar também se os consumíveis atendem à norma
PETROBRAS N-133.

7.5 Deve ser verificada, quando aplicável, a correspondência entre o mapa dos defeitos
reparados (ver item 3.3 desta Norma) e a posição destes nas chapas com os certificados de
inspeção.

7.6 Verificar em todas as chapas do fundo, costado e teto, se as condições indicadas em 7.6.1
a 7.6.2 atendem às tolerâncias da ASTM A-20 ou do projeto do equipamento, conforme o
caso.

7.6.1 Para as chapas do fundo e teto devem ser verificadas:

a) dimensões;
b) se as bordas estão aparadas.

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7.6.2 Para as chapas do costado devem ser verificadas:

a) dimensões;
b) esquadrejamento.

7.7 As bordas chanfradas devem ser examinadas, dimensional e visualmente, quanto à


limpeza e ausência dos seguintes defeitos:

a) dupla laminação com comprimento superior a 25 mm;


b) poros;
c) irregularidades de corte;
d) amassamentos;
e) trincas;
f) descontinuidades transversais à superfície;

7.8 Suplementar o ensaio visual, prescrito no item 7.7 desta Norma, com ensaio por meio de
líquido penetrante ou partículas magnéticas, nos seguintes casos:

a) chanfro em chapa com espessura superior a 38 mm;


b) chanfros em componentes que serão tratados termicamente para alívio de
tensões, conforme item 6.9 desta Norma;
c) chanfros recuperados por solda;
d) chanfros em chapas com exigência de teste de impacto.

7.9 Deve ser verificada a curvatura de todas as chapas com obrigatoriedade de calandragem.
Adotar como critério de avaliação o disposto na norma PETROBRAS N-271.

7.10 Deve ser verificado se os registros de qualificação de soldadores e/ou operadores de


soldagem e também se os registros de qualificação dos procedimentos de soldagem adotados
na fábrica atendem às prescrições da norma PETROBRAS N-133.

7.11 Os operadores de ensaios não-destrutivos devem ser qualificados conforme a norma


PETROBRAS N-1590.

7.12 As juntas soldadas devem ser examinadas como exigido no projeto e obedecendo a
7.12.1 até 7.12.5.

7.12.1 As juntas de bocais do costado devem ser examinados por radiografia e partículas
magnéticas ou líquido penetrante, conforme a norma API 650.

7.12.2 As juntas de bocas de visitas do costado e portas de limpeza devem ser examinadas
por partículas magnéticas ou líquido penetrante conforme a norma API 650.

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7.12.3 As chapas de reforço de aberturas do costado devem ser examinados por


estanqueidade conforme a norma API 650.

7.12.4 As juntas entre acessórios permanentes e o costado devem ser examinados por
partículas magnéticas ou líquido penetrante, conforme a norma API 650.

7.12.5 Para os tanques montados em fábricas, as juntas devem ser examinadas por
estanqueidade conforme a norma API 12F.

7.13 Os ensaios não-destrutivos previstos para a junta soldada devem ser refeitos em caso de
reparo da junta.

7.14 Na hipótese de restabelecimento de espessura do metal-base, através de soldagem,


devem ser executados os ensaios não-destrutivos previstos no ASME Section VIII Division 1,
UW-42.

7.15 As soldas provisórias devem ser removidas conforme a norma PETROBRAS N-133.
Após a remoção destas soldas, as superfícies sob as mesmas devem ser examinadas visual e
dimensionalmente. Tais superfícies devem ficar isentas de:

a) mordeduras;
b) redução de espessura;
c) remoção incompleta da solda;
d) qualquer outra descontinuidade inaceitável para, as soldas definitivas.

Nota: Em materiais submetidos a teste de impacto, além do ensaio visual, deve ser
também realizado ensaio suplementar por meio de líquido penetrante ou
partículas magnéticas.

7.16 O ensaio por meio de líquido penetrante ou partículas magnéticas deve ser também
executado nas regiões citadas na norma PETROBRAS N-133.

7.17 Todas as soldas existentes nos componentes fabricados em oficina e tratados


termicamente para alívio de tensões (item 6.9 desta Norma) devem ser examinadas, por meio
de líquido penetrante ou partículas magnéticas, antes e após a realização do tratamento
térmico.

7.18 O teste pneumático das soldas das chapas de reforço, dos componentes tratados
termicamente, deve ser realizado antes do tratamento térmico de acordo com o API 650 e
norma PETROBRAS N-1593. Os furos nas chapas de reforço, utilizados para a realização do
teste pneumático, devem ser deixados abertos e protegidos com graxa.

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7.19 A inspeção de fabricação do selo PW, para tanques de teto flutuante, deve ser realizada
de acordo com a norma PETROBRAS N-1743.

7.20 A inspeção de fabricação, rejeição de materiais, testes e pintura de tanques de


armazenamento totalmente soldados em oficina, conforme o item 4.2 desta Norma, devem ser
realizados de acordo com respectivas exigências do API Standard 12F.

7.21 Após a fabricação, deve ser realizada uma inspeção dimensional completa para verificar
se o equipamento ou componente do tanque fabricado está de acordo com o projeto.

7.22 A inspeção de fabricação será encerrada pelo preenchimento de um Certificado de


Liberação de Material - CLM.

8 ACONDICIONAMENTO, EMBALAGEM E EMBARQUE

8.1 O armazenamento de materiais, fabricados ou não, deve ser realizado e inspecionado


conforme condições descritas no item 6.2 desta Norma.

8.2 Todos os componentes fabricados - conforme itens 6.7.1 e 6.7.2 desta Norma - ou
tanques inteiramente soldados em oficina - conforme item 4.2 desta Norma - devem ter uma
identificação feita com tinta e com letras de no mínimo 40 mm de altura, na própria peça ou
embalagem. Tal identificação deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

a) identificação do tanque de armazenamento;


b) indicação do componente fabricado.

8.3 Quando requerida pintura na fábrica, devem ser obedecidos os requisitos especificados na
Folha de Dados, desenhos e RM’s.

8.4 No embarque as peças devem ser adequadamente calçadas e fixadas para evitar
deformações durante o transporte. É proibida a soldagem das peças para transporte.

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