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Geotectônica – Primeira Prova

ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

Epicentro é o local da superfície mais próxima da fonte, e mais fortemente atingida.

A estrutura interna da Terra é revelada por ondas compressionais (ondas primárias, ou P) e ondas de
cisalhamento (ondas secundárias, ou S), que passam pelo planeta em resposta a um tremor de terra. A
velocidade das ondas sísmicas varia com a pressão (profundidade), temperatura, mineralogia, composição
química e grau de fusão parcial (densidade).

As ondas principais são as ondas P e S. As ondas P são as ondas primárias, mais rápidas, que se propaga por
volume e em todos os estados físicos. As ondas S são ondas secundárias, mais lentas (comparadas a P), se
propagam como ‘ondas de cisalhamento’ apenas em estados sólidos, ou seja, não ocorre propagação de
ondas secundárias em líquidos e gases.

Cada material existente apresenta resistência diferente a propagação.

As ondas Primárias se propagam até o núcleo, enquanto as ondas Secundárias se propagam até o final do
manto.

SUBDIVISÕES EM RELAÇÃO À COMPOSIÇÃO

Crosta Continental 30 a 40km Rocha granítica


Oceânica 5km Rocha basáltica
DESCONTINUIDADE DE MOHOROVICIC
Manto Superior* 2885km Peridotitico
Inferior Oxido de Fe e Mg
DESCONTINUIDADE DE GUTEMBERG
Núcleo Externo 5200km Líquido – metal fundido
Interno Sólido – Fe
* de 700km até a descontinuidade de mohorovicic

SUBDVISÕES EM RELAÇÃO À REOLOGIA

Litosfera Crosta + área de fusão parcial do manto superior


Astenosfera Abaixo da área de fusão parcial do manto até
manto superior
Mesosfera Manto inferior
Endosfera Núcleo
O movimento das placas tectônicas se dá na movimentação da parte fundida do manto, pertencente a
litosfera.

NÚCLEO E MANTO

A velocidade das ondas sísmicas e a densidade aumentam na região entre 200 e 700km de profundidade,
quando essas passam pela descontinuidade de mohorovicic, devido a diferença de composição entre a
crosta (acima de moho) e o manto (abaixo de moho).

A mudança de velocidade entre 50 a 200km, 410km e 660km são importantes para dar base a subdivisão
do manto.

Na astenosfera existe uma região de baixa velocidade de ondas e grande atenuação da energia das mesmas,
chamada de LVZ (low-velocity zone), que ocorre no topo da astenosfera e apresenta entre 50 e 100km de
espessura.
Variações significantes de densidade e velocidade das ondas sísmicas são comuns em profundidades
menores de 400km.

O manto superior se estende desde moho até 660km e inclui a parte inferior da litosfera e a parte superior
da astenosfera. A região entre 410km até 660km é conhecida como zona de transição (as duas
descontinuidades são causadas por duas transformações em estado solido: de olivina para wadsleyite em
410km e de espinélio para perovskita em 660km)

O manto inferior se estende de 660km até 2900km em contato com o núcleo. É caracterizada
principalmente pelo constante aumento da velocidade e densidade em resposta da compressão
hidrostática. Entre 200 e 250km acima do limite manto/núcleo, ocorre uma diminuição do gradiente de
velocidade e densidade que ocorre na região chamada de D’layer.

O núcleo externo não transmite as ondas S, logo é interpretada como líquida.

O núcleo interno transmite ondas S, porém em baixa velocidade, sugerindo que é uma região solida, mas
quase a ponde de fusão.

Distribuição de ondas P (Vp) e ondas S (Vs), velocidades e a média de densidade (p) na Terra.

Existem apenas duas camadas na Terra que apresentam gradientes de velocidade de ondas anômalas: a
litosfera e a camada D, acima do núcleo. Essas duas camadas coincidem com aumento de gradientes de
temperatura, e as duas camadas são importantes para o resfriamento do planeta. 90% do resfriamento do
planeta ocorre por placas tectônicas subductadas. A camada D é importante pois o grande gradiente termal
dessa camada pode gerar as plumas mantélicas, que podem ascender para a base da litosfera, e com isso
trazer o calor para a superfície (os outros 10% do resfriamento).

A temperatura da Terra é estimada por um dos ou pela combinação de dois fatores: modelos da história
termal da terra, envolvendo os mecanismos de formação do núcleo, e os modelos envolvendo a
redistribuição de calor radioativo na terra a partir da fusão e pelo processo de convecção.

O NÚCLEO compõe cerca de 16% do volume da Terra e 32% de sua massa.


Os dados de velocidade sísmica indicam que o núcleo apresenta 3485±3 km e que o núcleo externo não
transmite ondas secundárias. Essa última observação é interpretada como o núcleo externo apresentando
estado líquido.

O núcleo interno, com um raio de 1220km, transmite as ondas secundárias em baixa velocidade sugerindo
um núcleo sólido com partes quase fundidas ou parcialmente fundidas.

Análises detalhadas das ondas sísmicas refletidas e transmitidas pelo núcleo indicam que o núcleo liquido
externo é relativamente homogêneo e bem misturado, provavelmente por causa das correntes de
convecção.

Três linhas de evidencias indicam que o núcleo é composto principalmente de ferro:

Velocidade das ondas sísmicas e densidade do núcleo são próximas às do Fe nas condições
apropriadas de temperatura e pressão.
Dos elementos mais abundantes no sistema solar, o Fe é o único com propriedades sísmicas
semelhantes ao que se encontra no núcleo.
O campo geomagnético interno deve ser produzido pelo mecanismo dínamo, onde só é possível
em um núcleo externo de metal líquido, visto que o manto apresenta baixa fluidez e condutividade
elétrica para produzir o campo magnético da terra. (O núcleo externo gira em velocidade diferente
no núcleo interno, criando atrito entre eles).

Temperatura do núcleo: Se estima que a temperatura mínima no limite manto-núcleo apresenta 2500 a
5000°C. Para gerar o campo magnético da terra, é preciso de uma alta temperatura, e usando o ponto de
fusão em alta pressão do ferro, o valor de 3700±500°C é uma temperatura estimada razoável para o limite
núcleo-manto. A temperatura do limite núcleo interno-externo é de 5000±400°C e o centro da terra, de
5500±400°C.

Anisotropia do núcleo interno: Apesar dos dados sísmicos indicarem que o núcleo interno é sólido, na escala
do tempo geológico pode se comportar como sendo fluido, apresentando convecção em estado solido,
como o manto. O apoio para essa ideia vem da anisotropia sísmica em que a velocidade das ondas P é bem
maior no núcleo interno em direção ao eixo de rotação da Terra, do que na direção equatorial. É conhecido
por muitos anos que ondas que viajam paralelamente ao eixo de rotação da Terra chegaram mais rápido
que ondas viajando no plano equatorial. Estudos sísmicos sugerem que o eixo de simetria do núcleo interno
pode ser significantemente inclinado a partir do eixo de rotação. Os resultados também implicam uma
região sismicamente distinta no centro da Terra, com um raio de 300km.

Quatro mecanismos têm sido propostos para a anisotropia do núcleo interno:

Convecção em estado solido.


Textura de solidificação.
Crescimento anisotrópico do núcleo interno.
Campo magnético da terra.

Composição do núcleo: A presença de 5 a 10% de níquel no núcleo é amparada pela composição dos
meteoritos de ferro, em que podem representar fragmentos do material do núcleo dos asteroides.
Sismicamente, porém, não existe razão para que o níquel esteja no núcleo, visto que a velocidade sísmica
entre o níquel e o ferro é essencialmente a mesma. Apesar de ser claro que o núcleo é composto
principalmente de ferro, a velocidade das ondas P e a densidade no núcleo externo são 10% menores que
no ferro liquido. Além disso, o núcleo externo precisa de entre 5 a 15% de um ou mais elementos de baixo
número atômico para reduzir sua densidade.

Em adição ao níquel e enxofre, silício e oxigênio tem recebido grande suporte dos modelos geoquímicos
como contaminantes do núcleo.
Outra abordagem que estima a composição do núcleo é usando a composição da Terra em massa e o manto
primitivo como estimado a partir de composições de meteoritos e determinar a composição do núcleo por
diferença. Os resultados sugerem que todo o núcleo apresenta cerca de 7% de silício, traços de enxofre
(2%) e oxigênio (4%). Um núcleo com essa composição deve ter se formado a baixas pressões.

A presença comum de sulfuretos de ferro em meteoritos é consistente com a presença de enxofre no


núcleo, como o modelo de densidade do Fe-S permite em pressões semelhantes ao do núcleo. Estudos
experimentais apoiam a ideia de que o manto é depletado em enxofre por causa o equilíbrio ferro-silicato
durante a formação do núcleo e, portanto, auxilia o enxofre a ser o elemento leve dominante do núcleo. Se
uma quantidade significante de enxofre está no núcleo, então o elemento ter “entrado” em pressões
baixas, como mostrado em dados experimentais; consequentemente, apoia a ideia da formação do núcleo
durante os últimos estágios de acrescão planetária, há 4.6 Ga.

Parece provável comparando a densidade sismicamente deduzida do núcleo interno com a densidade das
ligas de ferro em altas pressões, que o núcleo interno também não pode ser composto puramente de ligas
de ferro e níquel. Assim como o núcleo externo, deve conter um elemento de número atômico pequeno,
possivelmente enxofre ou silício, porém em pequenas quantidades (3 a 7%). Isso também estaria coerente
com a convecção do núcleo interno, como mencionado anteriormente, porque esses elementos iriam
diminuir eficientemente a viscosidade, permitindo a convecção.

Do slide:

Composição do núcleo: além de ferro, existem elementos contaminantes, que contribuem para
abaixar a densidade, como o Ni, S e O.

Evidencias:

Ondas P são 10% mais baixas do que se propagariam em ferro puro.


Composição de meteoritos são de 5 a 10% de Ni.
Outros elementos (junto com o Fe) abaixariam a viscosidade, dando convecção.

Idade do núcleo: Obviamente não é possível datação do núcleo, visto que não existe amostras do mesmo
que chegam a superfície. Porém, existem argumentos geoquímicos e isotópica indireta que podem ser
usados para estimar o momento da formação do núcleo. Isótopos de chumbo fornecem uma estimativa
idade da terra entre 4.57 a 4.45 Ga. A idade do planeta por isótopos de Pb sugerem que a separação entre
núcleo e manto ocorreu nos primeiros anos da história da Terra, possivelmente os últimos estágios de
acresção planetária.

Também apoiando a formação primitiva do núcleo, está a falta de mudanças na relação entre elementos
siderófilos e litófilos no manto. Se o núcleo se formou gradualmente a partir de ‘gotas’ de ferro liquido que
saiam do manto e iam para o centro da Terra, o manto deveria apresentar depleção de elementos
siderófilos em relação aos litófilos, porém, não apresenta tal padrão. Até os basaltos conhecidos mais
antigos (~4 Ga), que carregam uma assinatura geoquímica de fonte mantélica, apresenta razões de
elementos comparáveis aos de basaltos atuais.

Do Slide:
Idade do núcleo: formado nos primeiros 50 Ma da acresção do planeta. (Rápida formação)

Evidencias:

Se ocorresse crescimento gradual, haveria depleção de elementos siderófilos no


manto (W, Mo, Pb) em relação aos litófilos (Ce, Rb, Ba)
GERAÇÃO DO CAMPO MAGNÉTICO TERRESTRE:

O Geodinamo: é bem conhecido que o campo magnético terrestre é


similar a uma grande barra magnética alinhada com o eixo de rotação do
planeta. As linhas de força magnéticas traçam caminhos curvos, saindo
pelo polo sul e entrando próximo ao polo norte. Mapas do campo
magnético na superfície apresentam uma variação que ocorrem em
períodos de décadas até milhares de anos. Juntamente com as mais
notáveis mudanças nos últimos mil anos então (1) diminuição do
componente dipolo do campo e (2) um desvio de parte do campo em
direção ao ocidente. O campo da Terra pode também inverter sua
polaridade e tem feito muitas vezes no passado geológico. A maior
evidencia sugere fortemente que o campo magnético terrestre é gerado
no núcleo externo fundido a partir de uma ação tipo dínamo, embora os Campo magnético terrestre mostrando
detalhes de como isso ocorre são mal compreendidos. linhas de igual intensidade e orientação

Movimentos fluidos do núcleo externo: é possível de mapear os movimentos fluidos do núcleo externo
usando linhas de fluxo do campo magnético. O mapa mostra o movimento atual do núcleo (em vetores) e
regiões de ressurgência e subsidência conhecidos do núcleo.

Mapa mundi e velocidade de movimentação do núcleo.

O combustível do geodinamo: magnetismo remanescente em rochas com mais de 3.5 Ga indicam que o
geodinamo terrestre já estava em ação naquele tempo. Também, estudos paleomagnéticos mostram que
a intensidade do campo nunca variou mais do que ‘um fator de dois’ desde o arqueano, então a energia
necessária para abastecer o dínamo deve ter sido disponível em mesma intensidade por pelo menos 4 Ga.

Estimativas sugerem que a convecção composicional contribui em 80% para a formação do dínamo, e que
a convecção termal contribui 20%.

Como o geodínamo trabalha: Três ingredientes básicos são necessários para ativar o dínamo: (1) grande
volume de fluido em convecção (ferro, no caso) no centro do planeta, (2) uma fonte de energia com calor
excessivo resultando na convecção do fluido, e (3) uma rotação planetária para controlar o movimento do
fluido. É possível com computadores de alta velocidade construir e testar modelos numéricos que podem
simular o geodinamo da Terra. Dois modelos gerais têm sido muito discutidos: ‘polar vortex’ e ‘differential
rotation model’ (rotação diferencial?). Os dois modelos envolvem um hipotético cilindro tangenciado
dentro do geodinamo. Os dois modelos presentam semelhantes energias de convecção, taxa de rotação, e
propriedade dos fluidos, e ainda produzem campos magnéticos comparáveis.

A principal diferença entre os modelos é o limite condicionado assumido entre os núcleos internos e
externos, que apresentam um efeito importante no cilindro tangencial. No modelo ‘polar vortex’ o núcleo
interno apresenta uma rotação mais rápida que o manto, gerando um campo magnético dentro do cilindro
tangenciado. No modelo ‘differential rotation’, o efeito da viscosidade é muito reduzido e os vórtices
polares são suprimidos, fazendo com que o campo magnético se forme fora do cilindro. Essa situação
produz um desvio para oeste (ou ocidente) do campo magnético, assim como se observa na Terra.

A) Polar vortex model: nesse modelo o fluxo ocorre dentro da tangente do núcleo interno. B)
diferential rotation model: fluxo ocorre do lado de fora do cilindro tangencial.

O que causa inversões magnéticas: mudanças na frequência das inversões podem surgir a partir das
mudanças no fluxo de calor do núcleo para o manto ou a partir de instabilidades associados com a variação
lateral no limite entre núcleo e manto.

ORIGEM DO NÚCLEO:

Por segregação de ferro do manto: durante os últimos


estágios de acresção planetária, grande quantidade de
ferro fundido pode ter sido retido no manto silicático.
Naquele tempo, um ou os dois fatores devem ter
acontecido: um grande impacto, ou a retenção de calor
retida na Terra aumentou a ponto de ocorrer fusão muito
rápido. Naquele tempo, muito ou todo o manto silicatado
se fundiu, produzindo um oceano de magma. No fundo
desse oceano de magma, gotas de ferro liquido podem ter
se separado do liquido silicatado e afundado para o
núcleo. Se o oceano de magma fosse relativamente raso,
as gotas de metal poderiam se acumular no fundo, e
eventualmente coalescer em grandes gotas que poderiam
ou afundar como diápiros ou percolar para baixo.
Possível processo de segregação do núcleo. Gotas de metal
fundido rapidamente afundariam em um magma
silicatado,grandes gotas de ferro fundido afundariam como
diápiros.
Adendo:
Principais tipos de meteoritos e sua origem.

Condritos: Sem diferenciação (mistura de elementos)

Sideritos: Núcleo diferenciado.

Acondritos: Manto diferenciado


O MANTO:

O manto terrestre desempenha um papel importante na evolução da crosta e fornece forças termais e
mecânicas para as placas tectônicas. O calor liberado pelo núcleo é transferido para o manto onde em sua
maioria (~90%) é conveccionada pelo manto para a base da litosfera. O restante é transferido pelo manto
a partir das plumas mantélicas, geradas no limite núcleo-manto. O manto também é o 'cemitério' das placas
litosféricas subductadas, e o destino dessas placas no manto é um tema de grande discussão e controvérsia.
Eles subductam até a descontinuidade de 660km no manto superior, ou eles descendem até o manto? Se
eles não penetram na descontinuidade de 660km, a convecção do manto superior deve ser separada do
manto inferior, mas se ela afunda até a base do manto, uma convecção no manto todo é mais provável.
Uma questão se segue então: As plumas mantélicas existem? Se sim, como e onde elas são geradas, e que
papel elas têm para a evolução manto-crosta?

Importância: é responsável pela evolução da crosta e pelo mecanismo termomecânico da tectônica


de placas.

O calor do núcleo é liberado 90% por convecção e 10% por plumas mantélicas.

Zona LZV: Marca a base da litosfera, com profundidades de 50 a 100km abaixo dos oceanos, 15km
abaixo de cadeias meso-oceanicas, e 100 a 300km abaixo da crosta continental e cinturões arqueanos.

Manto superior: Descontinuidade de 410km e 660km, e uma zona de transição marcada por
modificações dos silicatos. Essa zona de transição é o limite do manto superior com o inferior.

Estrutura sísmica do manto

Manto superior: a partir de estudos de amplitudes espectrais e corpos de onda, é possível refinar os
detalhes das estruturas do manto. A velocidade estrutural da onda primária (onda P) e da onda secundária
(onda S) abaixo de diversos tipos de crosta é mostrado nas figuras abaixo. Os crátons então tipicamente
sujeitos a altas velocidades (Vp > 7.9 km/seg), e em retorno, a zona de baixa velocidade (LZV) em
profundidades rasas entre 100 e 300km. a proeminente menor medida da atenuação da energia da onda
sísmica (Q) coincide com a LZV. As ondas S podem se estender até 400km. o topo da LZV é geralmente
assumido para marcar a base da litosfera e em média está a cerca de 50 a 100km abaixo dos oceanos.
Abaixo de cordilheiras oceânicas e da maioria dos riftes continentais, o LZV pode se estender até a
descontinuidade de Moho, em profundidades rasas de 15km. A LZV é muito pequena ou não detectada
abaixo da maioria dos escudos pré-cambrianos, e pode não existir abaixo de escudos arqueanos. A litosfera
maior também ocorre abaixo dos escudos (100-200km) e abaixo de escudos arqueanos, pode ser mais
grossa que 300km.

Em profundidades menores que 200km, a velocidade das ondas sísmicas varia com o tipo de crosta,
enquanto que em grandes profundidades as velocidades são mais uniformes independentemente do tipo
de crosta. Desde a base da LZV até a descontinuidade de 410km até a descontinuidade de 660km, as
velocidades das ondas P aumentam pouco. Diferentemente da velocidade das ondas P, a velocidade das
ondas S mostram uma significante variação no manto superior, indicando heterogeneidade composicional,
anisotropia ou os dois. AS velocidades das ondas S abaixo de cadeias oceânicas são fortemente
correlacionadas com o rendimento em profundidades menores (<100km), e baixas velocidades são
limitadas a profundidades menores que 50km. Além disso, alguns hotspots são associados com a velocidade
baixa das ondas S.
Distribuição da velocidade da onda S no
manto superior abaixo de três tipos de
crosta. CR: rift continental. OB: bacia
oceânica. OS: plataforma ou escuro
(a) distribuição da velocidade da onda P no manto (b) distribuição média do fator de proterozoico.
atenuação (q) no manto (excluindo regiões abaixo de escudos pré-cambrianos). Q varia
inversamente proporcional a quantidade de atenuação da onda sismica. Valores baixos
de Q mostram maiores atenuações.

Manto inferior: No manto inferior, as velocidades das ondas sísmicas continuam a aumentar gradualmente
até a camada D (ou seja, com o aumento da profundidade) e não ocorre outra descontinuidade conhecida
até a camada D, na base do manto. Porém, estudos de tomografia sísmicas tem mostrado que vários
"domínios de velocidade" existem no manto superior e inferior. Tomografia sísmica, como seu análogo
medicinal, combina informações de ondas entrecruzando para construir uma imagem em três dimensões
do interior da Terra. Regiões relativamente quentes e frias no interior da Terra podem ser mapeadas porque
a velocidade sísmica varia inversamente com a temperatura. A orientação dos minerais no manto
conveccionando também podem aumentar a velocidade sísmica quando paralelas ao eixo cristalográfico
rápido dos minerais.

Distribuição de velocidade as ondas S em várias regiões geográficas do manto inferior. Apesar da


maioria das regiões mostrar um limite brusco acima da camada D, o perfil de velocidade mostra
grande heterogeneidade lateral nessa região.
Ressurgências mantélicas e anomalias geoidais:

Para balancear as placas subductadas que afundam no manto, é preciso ter uma ressurgência. Como as
placas subductadas são relativamente frias, elas diminuem a temperatura do manto próximo, deixando um
manto relativamente quente nas regiões entre zonas subductadas. Essas largas e quentes regiões do manto,
conhecias como ressurgencia mantélica (superplumas mantélicas), são relativamente leves e ascendem,
providenciando uma corrente de retorno. Hoje, existem duas grandes superplumas reconhecidas do manto:
uma em baixo da placa africana e uma abaixo da plana do pacifico. Anomalamente baixas velocidades das
ondas P e S que se distribuem pelo manto são consistentes com a existência dessas duas superplumas. AS
ressurgências mantélicas elevam a superfície da terra algumas centenas de metros, produzindo
superswells???. Como eles aumentam a temperatura do manto elevado, algumas pequenas regiões de
fusão ocorrem perto desse topo, gerando vulcanismo e rochas máficas abaixo da crosta. Outra
característica da ressurgência é que contém a maioria dos hotspots modernos, e, por isso a maioria das
plumas mantélicas. Uma possível explicação para isso é que o fluxo profundo do manto ressurgido, acima
do limite núcleo-manto, leva material para cima, espessando a camada D. Isso promove a instabilidade da
camada D, que produz novas plumas que vão ascender com a ressurgência mantélica.

Os desvios do geóide a partir de um elipsoide hidrostático idealizado são conhecidos como anomalias do
geóide.

O limite núcleo-manto também é soerguido abaixo da ressurgência, como previsto no modelo abaixo:
mostra que, as camadas superior e inferior do manto (+crosta) são deformada na mesma direção e nas
mesmas localizações geográficas. Cerca de 3km de alivio ocorre nas anomalias núcleo-manto. Essas
deformações dinamicamente induzidas no topo e na base do manto, são causadas por anomalias
substanciais.
Composição do manto: Obtenção de informações a partir de

Complexos ofiolíticos
Cones kimberlíticos
Xenólitos em basaltos alcalinos
Geoquímica de rochas ultramáficas
Meteoritos

Modelos de convecção mantélica: Modelo onde apenas a astenosfera que apresenta convecção, e modelo
onde o manto todo tem convecção.

Distribuição de temperatura no manto: A distribuição de temperatura abaixo de uma placa após a


subducção é mostrada na figura abaixo. Note que as isotermas são encurvadas para baixo quando a fria
placa descende e que as mudanças de fases a 150km (gabro-eclogito) e 410km (olivina-wadsleita) ocorrem
em baixas profundidades na placa do que no resto do manto, em resposta às baixas temperaturas da placa.
LITOSFERA

A composição mineralógica e química do manto litosférico pode ser aproximado por resultados
comparados de estudos experimentais da distribuição de velocidades de ondas sísmicas em altas pressões-
temperaturas, e estudos geoquímicos e isotópicos de xenólitos mantélicos. Agora é possível atingir
pressões exatas de mais de 50 GPa em laboratório, o que permite uma investigaçã direta das propriedades
físicas e químicas dos minerais que podem ocorrer ao longo da Terra.

Muitas evidencias indicam que as rochas ultramáficas compõem grande parte do manto superior. Estudos
geoquímicos, de isótopos e sísmicos concordam que que o manto é heterogêneo. A distribuição de isótopos
radiogeniocos em basaltos claramente indicam um reservatório distinto que existe no manto por mais de
109 anos.

Composição:

Restrições de velocidades sísmicas: Dunito, piroxenito, harzburgito, lherzolitos, eclogitos ou uma mistura
dessas rochas são consistentes com o que foi observado nas velocidades das ondas P no manto superior.
Temperaturas maiores que o normal, alguma combinação de granada-granulito ou serpentinito, ou os dois,
podem ser a causa de baixas velocidades sísmicas anômalas.

Xenólitos mantélicos: Xenólitos mantélicos são fragmentos do manto trazidos para a superfície da Terra
durando erupções vulcânicas. Eles são comuns em pipes alcali-basalticas e kimberlitos, e fornecem uma
limitação para as assembleias de minerais no manto superior. Estudos experimentais de coexistência de
minerais nos xenólitos mantélicos, fornecem uma limitação de temperatura e pressão em que o xenólito
foi formado e cristalizado no manto.

Composição química: Usando a composição dos xenólitos mantélicos com os resultados de modelos
calculados, estima-se que a média composicional do manto primitivo, em litosfera pós-arqueana, em
litosfera arqueana, e manto depletado está representada na tabela abaixo. As quatro estimativas têm um
total de mais de 90% de MgO, e SiO2, FeO e nenhum outro óxido excede 4%.

Comparado ao manto primitivo, a distribuição dos elementos incompatíveis no manto litosférico e manto
depletado são distintivos (figura abaixo). Com grande contraste contra o manto depletado, o manto
litosférico apresenta proeminente
enriquecimento na maioria dos elementos
mais incompatíveis

Espessura na litosfera continental: A maioria


da litosfera pós-arqueana apresenta 100 a
200km de espessura, e a litosfera abaixo de
escudos arqueanos são comumente maiores
que 300km. A base da litosfera nessas e em
outras áreas cobertas por crosta arqueana,
podem quase chegar até a descontinuidade
de 410km. Abaixo de escudos proterozoicos,
porém, a espessura litosférica raramente
excede 200km. Modelos termais e
geoquímicos tem mostrado que a litosfera
pode ser afinada em até 50km por extensão
acima de plumas mantélicas.
Anisotropia sísmica: Medidas de velocidades das ondas P em várias orientações de texturas de rochas,
mostram que diferenças no alinhamento dos minerais podem produzir anisotropias significantes.
Diferenças de Vp de mais de 15% ocorrem em algumas amostras de rochas ultramáficas que são
relacionadas com a orientação dos grãos de olivina. Anisotropias em ondas sísmicas no manto litosférico
abaixo de bacias oceânicas podem ser produzidas por recristalização de olivina e piroxênio acompanhando
o solo oceânico com os eixos de olivina a [100] e do piroxênio a [001] (as maiores velocidades). Servindo de
suporte para evidencias do alinhamento desses minerais, vem de estudos de ofiolítos e xenólitos do manto
superior, e o padrão de fluxo do manto superior pode ser estudado por mapeamento estrutural das
orientações da olivina. O mecanismo de alinhamento mineral necessita de um fluxo de cisalhamento no
manto superior. Assim como na litosfera oceânica, a anisotropia sísmica aparenta ser causada por
orientações anisotrópicas de cristais de olivina por tensões induzidas. Modelos sísmicos e termais indicam
que a anisotropia continental ocorre dentro da litosfera em profundidades de 150 a 400km.

Engloba a crosta e a parte superior do manto superior.

Importante para o entendimento da evolução crustal.

É considerada a “camada rígida” da Terra – mas há diferença no


comportamento termodinâmico (crosta inferior/superior).

É separada da astenosfera pela LZV.

A ZONA DE BAIXA VELOCIDADE (LZV)

A LZV no manto superior é caracterizada por baixas velocidades de ondas sísmicas, grande atenuação de
energa sísmica e alta condutividade elétrica. A base da LZV, algumas vezes chamada de descontinuidade de
Lehmann, tem sido idenificada nos estudos de ondas superficiais e ondas S em áreas continentais.

A LZV desempenha um papel importante na tectônica de placas, fornecendo relativamente uma regição de
baixa viscosidade onde placas litosféricas podem escorregar com pouco atrito.

Por causa da mininuição da velocidade das ondas S e do aumento da atenuação de energia sismica, pode
parecer que a fusão parcial contribui para a produção da LZV. A provável importancia da fusão incipiente é
atestado pela superficie de fluxo quente observada quando a LZV atinge regiões rasas (como abaixo de
cordilheiras oceânicas e rifts continentais).

A ZONA DE TRANSIÇÃO

A descontinuidade de 410km: A zona de transição é a parte do manto superior em que ocorrem duas
grandes descontinuidades sísmicas: uma à 410 km e outra à 660 km. Experimentos em alta pressão
documentam o colápso da olivina magnesiana para uma fase de alta pressão conhecida como wadsleita
(fase beta), em 14 GPa, que equivalem a profundidades de 410km da Terra. Não há nenhuma mudança na
composição química que acompanha esta mudança de fase ou outras mudanças de fase descritas nesta
secção.

Dados experimentais de alta pressão também indicam que em profundidades de 350-450 km, ambos clino-
e ortopiroxênio são transformados em um mineral de estrutura de granada conhecido como majorite
granada, que envolve um aumento de densidade de cerca de 6%. Essa transição já foi pretrograficamente
observada em lâminas com exsolução de piroxênios para granada em xenólitos mantélicos derivados da
litosfera arqueana em profundidades de 300 a 400km. É provável que um aumento do gradiente de
velocidade, por vezes, observada a partir de 350km até a descontinuidade de 410km é causada por essas
transformações de piroxênio. A uma temperatura ligeiramente superior, granadas calcicas começam a se
transformar em Ca-perovskita (um mineral com a composição Ca-granada mas a estrutura de perovskite).

A descontinuidade de 660km: Uma das mais importantes questões relacionadas no estilo de convecção do
manto é a natureza da descontinuidade de 660km. Se placas subductadas não conseguem penetrar nesse
limite, ou se esse limite representa uma mudança composicional, duas camadas de convecção mantélica é
favorável, com a descontinuidade de 660km representando a base da camada superior.

Com a descontinuidade de 410km, parece que a mudança de fase de Mg2SiO4 é responsável pela
descontinuidade de 660km.

O MANTO INFERIOR

Características gerais: Estudos experimentais em alta pressão claramente sugerem que a perovskita
magnesiana é a fase dominante no manto inferior. Porém, ainda não é claro que a propriedades sísmicas
do manto inferior necessita de uma mudança na composição do elemento. Resultados permitem, mas não
exigem, que a razão Fe/Mg do manto inferior seja maior do que ocorre no manto superior. Se este fosse o
caso, para manter essa diferença química, seria limitante para a massa de fluxo através da descontinuidade
de 660km e assim, favorecer a convecção em camadas.

Placas Subductadas: Os dados sugerem que o grau de penetração das placas para o manto está relacionado
com mergulho da placa e migração de margens. Placas com ângulos de mergulho grandes e fossas
relativamente estacionárias, tais como a Mariana e Tonga, são mais propensos a afundar para o manto
inferior. Em contraste, aqueles com ângulos de mergulho baixos, tais como as placas Izu-Bonin e do Japão,
são comumente associadas a rápida migração de trincheiras retrógradas e estes têm maior dificuldade em
penetrar a descontinuidade de 660km. Imagens tomográficas sugerem que a totalidade ou a maioria das
placas modernas vão eventualmente afundar no manto inferior. Assim, há pouca evidência para a
"convecção em camadas" na Terra em termos de distribuições de placas no manto.

A camada D: A camada D é uma região no manto acima do núcleo, onde o gradiente das velocidades
sísmicas é anonimamente baixas. Estimativas da espessura da camada D sugere entre 100 a 400km. Por
causa da difração das ondas sísmicas pelo núcleo, a resolução nessa camada não é boa como em
profundidades rasas do manto; além disso, detalhes de suas estruturas não são bem conhecidas. Resultados
sísmicos confirmam a existência de uma camada de ultra velocidade sísmica de 5 a 50km de espessura
lenta
acima do limite núcleo-manto, onde as velocidade das ondas S diminuem de 10 a 15%, consistente com
mais de 15% de fusão parcial dessa camada. D layer: camada de anomalia térmica

É notável que as baixas velocidades na camada D ocorrem abaixo do Pacifico central, e está correlacionado
com a superfície, com as anomalias geoidais do limite núcleo-manto e com a concentração de hotspots. Há
três possíveis contribuições para as estruturas sísmicas complexas visto em D: variações de temperatura,
mudanças na composição e mudanças de fases mineralógicas. Esses resultados são importantes para a
dinâmica do manto, já que eles sugerem que as plumas são formadas (alimentadas) no manto mais inferior,
ao passo que as cordilheiras oceânicas são alimentadas a partir do manto superior.

Forças de condução de placas: Embora a questão do que impulsiona as placas da Terra provocou muita
controvérsia no passado, os investigadores agora parecem estar convergindo para uma resposta. A maioria
dos investigadores concorda que os movimentos das placas devem estar relacionados com convecção
térmica no manto, embora um modelo aceito relacionando os dois processos permanece indefinida. As
formas e tamanhos das placas e as suas velocidades exibem grandes variações e não mostram relações
geométricas simples para padrões convectivos de fluxo. A maioria dos modelos de computador, no entanto,
indicam que as placas se movem em resposta principalmente a forças "slab-pull" já que placas descendem
para o manto em zonas de subducção, e o estresse de formação de cordilheiras oceânicas transmitidas da
astenosfera para a litosfera é pequeno.

PLUMAS MANTÉLICAS

Introdução: Plumas mantélicas são massas de material flutuante no manto que, por causa da sua
'flutuosidade', ascendem. A existência de plumas mantélicas na Terra foi primeiramente proposta por
Wilson (1963) como uma explicação para as cadeias de ilhas oceânicas, como as do Hawaii, que mudam de
idade progressivamente ao longo da cadeia. Wilson propôs que a as placas litosféricas se moviam acima de
hotspots fixos (as plumas mantélicas); vulcanismo é registrado como uma matriz linear de seamounts e
ilhas vulcânicas paralelas à direção em que as placas estão se movendo. No entanto, sabe-se que as plumas
também podem se mover, então este modelo simplificado não será seguro por todas as faixas de hotspots
existentes. Há mesmo alguns investigadores que questionam se existem plumas no manto.

Nas cabeças da pluma térmica, a camada limite em torno da pluma é aquecida por condução, tornando-se
flutuante, e sobe. Isso resulta em uma cabeça de coluna de 1000km ou mais. Este tamanho é consistente
com muitas províncias ígneas grandes, que podem ter de 500 a 3000km de diâmetro. Por causa da
flutuabilidade térmica da cabeça, arrastam o material de seu ambiente à medida que cresce; dependendo
da taxa de subida, pode arrastar até 90% da sua massa inicial. Em modelos de computador mostram que a
maior parte do material arrastado deve vir do manto inferior.

Hotspots: Como explicado anteriormente, hotspots são geralmente formados em resposta das plumas
mantélicas que atingem a base da litosfera. Fusão parcial de plumas mantélicas no manto superior leva a
um grande volume de magma, que é parcialmente eruptivo (ou intrudido) na superfície da Terra.
150
Entre 40 e 1590 hotspots ativos foram descritos na Terra. Os hotpots mais bem documentados tem uma
distribuição irregular e ocorrem tanto em áreas continentais quanto oceânicas. Algumas ocorrem em ou
perto de cadeias oceânicas, como a Islândia, St Helena, e Tristan na bacia do atlântico, e outros ocorrem
perto do centro de placas (como no Hawaii).
Ma
Na placa do pacífico, três cadeias de vulcões foram geradas a partir de hotspots entre 70 e 25Ms, onde 12
cadeias foram geradas nos últimos 25My. O grande número de hotspots na e ao redor da África e da bacia
do Pácifico correspondem a dois altos geoidais. Esses altos geoidais parecem refletir as ressurgências
mantélicas, apoiando a idéia de que os hotspots são causados por plumas ascendentes do manto profundo.

Um grande problema que apresenta grande controvérsia é se os hotspots permanecem fixos relativos as
placas. Se eles permanecem fixos, eles promovem um significado em determinar as velocidades absolutas
das placas. A magnitude do movimento de uma interpluma pode ser avaliada comparando a geometria e
idade do vulcanismo de hotspots, com reconstruções dos movimentos antigos de placas com base em
dados paleomagnéticos.

Existe agora grande evidencia paleomagnética do movimento do hotspot do hawaii em mais de 45Ma.
Usando paleoatitudes deduzidos de seamounts, Tarduno e Gee (1995) mostram que os hotspots do Pacífico
têm se movido em relação aos hotspots do Atlântico, em uma taxa de apenas 30mm/ano.
OBS.:
As plumas ajudam a dissipar o calor interno da Terra ao longo do manto;
Se originam nas interfaces: núcleo externo e manto inferior ou manto inferior e manto superior
Características das plumas: Quando uma cabeça pluma se aproxima da litosfera, ela começa a se achatar e,
eventualmente, intercepta manto sólido, produzindo grandes volumes de magma basáltico em tempos
relativamente curtos. Plumas com cabeças achatadas com nada menos que 1000km de diâmetro são fontes
plausíveis para basaltos e grandes planaltos oceânicos.

CONVECÇÃO DO MANTO

Natureza da convecção: É geralmente aceito que a convecção no manto é responsável pela condução das
placas tectônicas. Convecção surge por causa das diferenças de flutuabilidade com a subida do material
mais leve e de material mais denso afundando.

Outro fator que contribui para a convecção mantélica é o movimento lateral das placas subductadas.
Movimentos absolutos das placas indicam que a migração de placa é geralmente oposta ao sentido da
subducção a taxas de 10 a 25mm/ano. Como resultado, os movimentos descendentes de placas são
geralmente mais acentuada do que o seu mergulho. Os cálculos indicam que o fluxo de massa no manto
superior causado por movimentos laterais de placas pode ser uma contribuição importante para a
convecção do manto em grande escala.

Existe uma vasta literatura sobre os modelos para a convecção na Terra. Em geral, eles se dividem em duas
categorias: (1) a convecção em camadas e (2) a convecção no manto inteiro. Dentro dos modelos de
convecção em camadas, a convecção ocorre separadamente abaixo e acima da descontinuidade de 660km;
A convecção no mento inteiro envolve todo o manto, embora partes do manto profundo pode ser isolado
de convecção. É importante lembrar que estes tipos de convecção são dois cenários extremos e que a
convecção na Terra pode estar em algum lugar entre eles (convecção parcialmente em camadas). Embora
ambos modelos têm um público científico, como a resolução dos dados de tomografia sísmica molhoraram,
parece certo que as placas litosféricas descem para o manto inferior. Este parece apoiar algum tipo de
convecção no manto inteiro. Imagens clássicas de convecção na Terra mostram correntes convectivas
ascendentes provenientes do manto profundo sob cadeias oceânicas e correntes descendentes retornando
em zonas de subducção. No entanto, agora parece claro que cadeias oceânicas são características não
relacionadas à convecção profunda na Terra.
Cadeias oceânicas passivas: distribuições de velocidade de ondas S abaixo das cadeias oceânicas são úteis
na distinção entre as fontes rasas e profundas para manto ascendente. Como mostrado na figura abaixo,
cadeias oceânicas são normalmente sustentadas por grandes regiões de baixa velocidade nos primeiros
100km do manto. Em todos os casos, as mais baixas velocidades ocorrem em profundidades inferiores a
50km, e regiões com velocidades de 1 a 2% menores do que o normal são aproximadamente a 100km de
profundidade. As larguras das regiões de baixa velocidade, no entanto, se correlacionam de forma positiva
com espalhamento. Esta correlação pode ser causada pela separação de placas que arrastam a astenosfera
rasa em cadeias. Apoiando a rasa ressurgência debaixo cadeias oceânicas, cadeias oceânicas migram em
resposta à distribuição de stress nas placas em vez de forças de flutuação no manto profundo, como
deveriam se tivessem origens profundas.

Em direção a um modelo de convecção para a Terra: Uma das controvérsias de longa data em ciências da
terra é a natureza da convecção do manto. Talvez o maior desafio para a compreensão de convecção do
manto é compilar, avaliar e conciliar a gama de observações e restrições de muitas disciplinas,
especialmente a geoquímica e geofísica. O registro de gás nobre em basaltos derivados de plumas, o que
requer o armazenamento de gases primordiais no manto profundo, sugere que o manto profundo não tem
sido extensivamente desgaseificado, uma característica difícil de conciliar com a convecção no manto
inteiro.

Por outro lado, a tomografia sísmica indica que a maioria ou todas as placas descendentes penetram a
descontinuidade de 660km e afundam-se, ou chegam perto, da fronteira manto-núcleo. Modelos
numéricos de computador sugerem que é difícil manter uma fronteira impermeável na descontinuidade de
660km. Os modelos indicam que as diferenças entre o manto superior e inferior devem desaparecer em
poucas centenas de milhões de anos, enquanto placas continuarem a penetrar nesse limite.
CROSTA

A crosta terrestre é a parte rígida superior da litosfera cuja base é definida por uma proeminente
descontinuidade sísmica, a descontinuidade Mohorovicic (Moho). Há três divisões: Crosta Oceânica, Crosta
Transicional, e Crosta Continental; destes, crostas oceânicas e continentais dominam. Normalmente, a
crosta oceânica varia de 3 a 15 km de espessura e compreende 54% da área da crosta e 17% do seu volume.
Ilhas, arcos de ilhas e margens continentais são exemplos de crosta de transição que têm espessuras de 15
a 30 km. A Crosta continental varia de 30 a 70 km de espessura e é composto por 77% do volume da crosta,
mas apenas 40% de sua área. Nosso conhecimento da crosta oceânica vem em grande parte de ofiólitos,
que representam fragmentos da crosta oceânica preservada nos continentes, e a partir de testemunhos de
sondagem de profundidade. Nosso ponto de vista da crosta continental inferior é baseado principalmente
em algumas fatias erguidas desta crosta em orógenos colisionais e de xenólitos trazidos à superfície em
rochas vulcânicas jovens.

A crosta pode ser ainda


mais subdividida em
diferentes tipos crustais,
que são os segmentos da
crosta que exibem
características geológicas e
geofísicas similares.
Existem 13 tipos principais
de crosta terrestre; estão
listados na tabela abaixo
com algumas das suas
propriedades físicas. As
duas primeiras colunas da
tabela resumem a
abundâncias área e
volume, e a terceira coluna
descreve estabilidade
tectônica em termos de
terremoto e atividade
vulcânica e deformação
recente.

TIPOS CRUSTAIS

1) CROSTA OCEÂNICA

a) Cordilheiras Oceânicas (Ocean Ridges)

Cordilheiras oceânicas são sistemas de rits lineares generalizadas na crosta oceânica, onde a nova litosfera
é formada em resposta a separação/afastamento das placas. Eles são altos topográficos no fundo do mar e
são tectonicamente instáveis. O meio do Rift-valley geralmente ocorre perto de suas cristas em que nova
crosta oceânica é produzida pela intrusão e extrusão de magmas basálticos. Em todo o mundo o sistema
de cordilheiras oceânicas está interligado de oceano à oceano e possui mais de 70.000quimetros de
comprimento. Cordilheiras oceânicas são cortadas por numerosas falhas transformantes, que agem como
planos de fraqueza que permite o alívio de tensão nas zonas de rifte da crosta oceânica por milhares de
quilômetros.

Em geral existe uma boa correlação entre a taxa de espalhamento e o fornecimento de magma a partir do
astenosfera ressurgente. Dentro de cada segmento de cordilheira, as características de deformação,
colocação magma e circulação hidrotermal variam com a distância do centro de magma. Além disso, ambas
as formas de segmentação e a estrutura crustal sísmica diferem entre rápida propagação (≥80 mm / taxa
de semestre) e espalhando lento (12-50 mm / ano). Cordilheiras de espalhamento ultralento (≤12 mm /
ano) têm a maior topografia, muitas vezes, com horsts de rocha manto do expostas no fundo do mar (Dick
et al., 2003).

b) Bacias Oceânicas (Ocean Basins)

As Bacias Oceânicas é o tipo crustal que compreende a maior quantidade de superfície da Terra (38%).
Como a crosta oceânica é fina, elas constituem apenas 12% do seu volume. São tectonicamente estáveis e
são caracterizadas por uma camada de sedimentos finos (aproximadamente 300m de espessura) anomalias
e lineares magnéticas produzidas ao longo das cordilheiras oceânicas durante os intervalos de polaridade
invertida e normais. A camada de sedimentos engrossa próxima aos continentes e arcos de ilha a partir do
qual os sedimentos dentríticos são fornecidos.

c) Ilhas Vulcânicas (Volcanic Islands)

Ilhas vulcânicas ocorrem em bacias oceânicas (como as ilhas havaianas) ou perto de cordilheiras oceânicas.
Eles são grandes vulcões que entraram em erupção no fundo do mar cujos topos chegaram acima do nível
do mar. Se eles estão abaixo do nível do mar, eles são chamados de montes submarinos (seamounts). Ilhas
vulcânicas e montes submarinos variam em estabilidade tectônica, de intermediário ou instável em áreas
onde o vulcanismo está ativo (como o Havaí e Ilha da Reunião), para estável em áreas de vulcanismo extinto
(como a Ilha de Páscoa). Ilhas vulcânicas variam em tamanho, de menos de 1, a cerca de 10 4km2. Guyots
são montes submarinos de topo achatado produzidos pela erosão ao nível do mar, seguido por submersão,
provavelmente por causa do afundamento do leito marinho. Os recifes de coral crescem em alguns guyots
como eles afundam, produz atóis. Algumas ilhas vulcânicas podem ter se desenvolvido ao longo de plumas
do manto, que são as fontes de magma.

d) Trincheiras ou Fossas Oceânicas (Trenches)

Trincheiras oceânicas marcam o início de zonas de subducção e estão associados com atividade sísmica
intensa. Sistemas de fossas formam-se paralelas a arcos de subducção e variam em profundidade de 5 a 8
Km, representam as partes mais profundas dos oceanos. Eles contêm quantidades relativamente pequenas
de sedimentos depositados principalmente por correntes de turbidez e derivados principalmente de arcos
próximos ou de áreas continentais.

e) Bacias Trás-Arco (Back-Arc Basins)

Bacias de Trás-arco são segmentos de crosta oceânica entre arcos insulares (como o Mar das Filipinas) ou
entre arcos de ilhas e continentes (como os mares do Japão e Okhotsk). Eles são abundantes no oeste do
Pacífico e são caracterizadas por uma topografia horst-graben (similar à Bacia e Província de Gama) com
grandes falhas subparalelas ao sistema de arcos adjacentes. A espessura da cobertura sedimentar é variável
e sedimentos são derivados principalmente de áreas continentais ou de arco.
2) CROSTA TRANSICIONAL

a) Platôs Oceânicos (Oceanic Plateaus)

Planaltos oceânicos são grandes planaltos de topo achatado no fundo do mar, composto em grande parte
por vulcânicas máficas e rochas intrusivas (Coffin and Eldholm, 1994). Elas geralmente são cobertas com
uma fina camada de sedimentos do fundo do mar e, normalmente, aumentam 2 km ou mais acima do fundo
marinho. Ao lado de basaltos e associação de rochas intrusivas produzidas ao longo das cordilheiras
oceânicas, platôs oceânicos são os maiores volumes de rochas ígneas máficas na superfície da Terra. Os
magmas nestes planaltos, com seus equivalentes continentais conhecidos como basaltos de
inundação/transbordamento, parecem ser produzidos em hotspots causadas por plumas mantélicas. A
maioria dos planaltos oceânicos têm 15 a 30 km de espessura, embora alguns sejam superiores a 30 km.
Ex: Complexos Vulcânicos de Abrolhos.

b) Arcos (Arcs)

Arcos ocorrer acima de zonas de subducção ativas onde uma placa mergulha sob a outra. Existem dois tipos:
arcos de ilhas que se desenvolvem em crosta oceânica e arcos de margem continental que se desenvolvem
em crosta continental ou de transição. Arcos insulares comumente ocorrem como cadeias arqueadas de
ilhas vulcânicas, como a de Mariana. A maioria das grandes cadeias vulcânicas, como os Andes, Cascatas, e
Cadeias Japonesas, são arcos de margem continental. Alguns arcos, como as Ilhas Aleutas, continuaram a
partir de margens continentais em crosta oceânica. Arcos modernos são caracterizados por atividade
sísmica variável, mas, muitas vezes intensa, vulcanismo, pelo fluxo variável de calor, gravidade, espessura
da crosta terrestre, e outras propriedades físicas. Arcos são compostos predominantemente de rochas
vulcânicas jovens e plutônicas e sedimentos derivados. Ex: Japão.

c) Rifts Continentais (Continental Rift)

Rifts continental são vales limitados por falhas que variam de 30-75 km de largura e dezenas a centenas
quilômetros de comprimento. Corpos de magma superficiais (<10 km de profundidade) foram detectados
por estudos sísmicos abaixo de alguns rifts, como a Falha do Rio Grande no Novo México. O sistema de rift
moderno mais longo é o sistema do Leste Africano, que se estende mais de 6500 km da parte ocidental da
Ásia Menor para a sudeste da África. Aulacógeno são rifts que morreram em direção ao interior dos
continentes, e muitos parecem representar "braços falidos" de junções triplas formadas durante a
fragmentação da supercontinents. Rifts jovens (<30 Ma) estão tectonicamente instável, e terremotos,
embora bastante freqüentes, são geralmente de baixa magnitude.

d) Bacias de Mares interiores (Inland-Sea Basins)

Bacias de Mares interiores são parcialmente ou completamente cercada por crosta continental
tectonicamente estável. Exemplos incluem o Mar Cáspio e o Mar Negro na Ásia e o Golfo do México na
América do Norte. A atividade sísmica é insignificante ou ausente. Bacias de mares interiores contêm
espessas sucessões (10-20 km) de sedimentos clásticos, e ambos os diários, de lama e sal, são comuns.
Alguns, como o Mar Cáspio e o Mar Negro, são os restos de grandes oceanos que fecharam no passado
geológico.

3) CROSTA CONTINENTAL

a) Escudo Pré-Cambriano (Precambrian Shields)

Escudos pré-cambrianos são partes estáveis dos continentes compostos por rochas pré-cambrianas
(Arqueano e Proterozóico) com pouca ou nenhuma cobertura sedimentar. A idade das rochas em escudos
pode variar de 0,5 para mais de3,5 Ga. Rochas Metamórficas e plutônicas são os tipos dominantes,
formadas em regimes de pressão e de temperatura (P-T) que sugerem profundidades de soterramento que
variam de 5 km a 40 km ou mais. Áreas de Escudo, em geral, exibem pouco alívio e mantiveram-se
tectonicamente estável por longos períodos. Eles compreendem cerca de 11% do volume crustal total, com
os maiores escudos ocorrendo na África, no Canadá, e na Antártica.

b) Plaformas continentais (Plataforms)

Plataformas são partes estáveis da crosta, com relevo pouco acentuado. Eles são compostos de
embasamento Pré-Cambriano semelhante ao de escudos a cima citados, cobertas por 1 a 3 km de rochas
sedimentares pouco deformadas. As rochas sedimentares em plataformas que datam do pré-cambriano ao
Cenozóico podem alcançar espessuras de 5 km.

c) Orógeno Colisionais (Collisional Orogens)

Orógenos colisionais são longos cinturões curvilíneos de deformação produzidos pela colisão de
continentes. Orógenos colisionais variam de alguns milhares a dezenas de milhares de quilômetros de
comprimento e são compostos de uma variedade de tipos de rochas. Eles são expressos na superfície da
Terra como serras com diferentes graus de alívio em função da sua idade. Orógenos colisionais mais velhos,
como o orógeno Appalachian na América do Norte oriental e do Variscan orógeno na Europa Central, estão
profundamente erodidos com alívio moderado, enquanto Orógenos jovens, como os Alpes e Himalaia,
estão entre as cadeias de montanha mais altas Terra.

CAMADAS CRUSTAIS

Modelos da crosta terrestre com base em dados sísmicos indicam que a crosta oceânica pode ser dividida
em três camadas. Estes são, por ordem crescente de profundidade, a camada de sedimentos (0-1 km de
espessura), a camada de embasamento (0,7-2,0 km de espessura), e a camada oceânica (3-7 km de
espessura) (Fig. 2.2). Em algumas crostas continentais, há evidências de uma pequena descontinuidade nas
profundidades da crosta média, chamado de Descontinuidade de Conrad (Litak e Brown, 1989). Quando
identificada, a Descontinuidade de Conrad varia em profundidade e características de região para região, o
que sugere que, ao contrário da Moho, não é uma propriedade fundamental da crosta continental e diverge
na sua origem. A estrutura crustal de bacias oceânicas é bastante uniforme, não se desviando muito em
velocidade ou distribuição da espessura das camadas do que é mostrado na Figura 2.2.

Figura 2.2.- Seção transversal


padrão da crosta oceânica
com base em dados de
reflexão sísmica. As linhas
sólidas são exemplos de
grandes refletores

EXUMAÇÃO DE BLOCOS CRUSTAIS

Todos os blocos são constituídos, principalmente, de componentes félsicos em níveis estruturais rasos e
misturados com máficos, intermediário e componentes félsicos nos mais profundos níveis.

Exemplos de cinco seções de média e baixa crosta continental são apresentados na Figura 2.18. Cada seção
é um esquema que ilustra a abundância relativa dos principais tipos de rochas, e a base de cada seção é
uma grande falha de empurrão. As maiores profundidades expostas em cada seção são de 25 a 35 km. Cada
coluna tem uma zona inferior de granulito, com granulitos máficos dominantes em três secções e granulitos
félsicos nas outras duas. As seções
mostram variação composicional
considerável em todos os graus
metamórficos, atestando a
heterogeneidade da crosta continental
em todas as profundidades. Corpos
máficos, ultramáficos e anortositos
ocorrem em níveis profundos em
algumas seções e provavelmente
representam camadas ígneas intrudidas
na crosta inferior (Fig. 2.19). As rochas
vulcânicas e sedimentares também estão
em grandes profundidades em algumas
seções. Níveis crustais intermediários e
superiores são caracterizados por
grandes volumes de granitos.

Figura 2.18 - Secções transversais


generalizadas de crosta continental com
base em seções exumados de profunda
rochas da crosta terrestre. Modificado de
Fountain e Salisbury (1981).

Mais do que qualquer outra coisa, as seções da crosta terrestre indicam uma variação considerável na
composição litológica e química tanto lateral como verticalmente na crosta continental. A única mudança
progressiva em grande escala nas secções é um aumento no grau metamórfico com a profundidade.
Embora não haja evidência de uma descontinuidade de Conrad nas secções, mudanças rápidas na litologia
podem ser responsáveis por mais descontinuidades sísmicas locais. Hoje, esses blocos são sustentados por
35 a 40 km da crosta, provavelmente em grande parte compostas de granulitos máficos. A crosta nessas
áreas pode ter engrossado durante a colisão continental (60-70 km), soterrado assim, rochas da crosta
superior de grau granulito (35-40 km).
ESTIMATIVA DA COMPOSIÇÃO CRUSTAL

CROSTA CONTINENTAL

A estimativa da composição total de crosta continental na Tabela 2.5 é uma média da mistura da crosta
terrestre (superior, média e inferior) em quantidades iguais. A composição é semelhante à de outras
composições da crosta total já publicado indicando uma composição intermediária elementos
incompatíveis globais, que são elementos fortemente particionado na fase líquida durante a fusão, são
conhecidos por se concentrarem principalmente na crosta continental. Durante a fusão no manto, estes
elementos serão enriquecidos nos magmas e, assim, transferidos para cima, para a crosta com a subida do
magma.

CROSTA OCEÂNICA

Como fragmentos de crosta oceânica são preservadas nos continentes como ofiólitos, temos acesso direto
a amostras para análise química. O principal problema de comparar a composição do ofiólitos com a crosta
oceânica média, é que alguns ou a maioria dos ofiólitos são formados em Bacias Trás-Arco e, em graus
variados, e possuem assinaturas geoquímicas de sistemas de arco. Outras fontes de dados para estimar a
composição da crosta oceânica são amostras de dragagem do fundo do oceano e núcleos de perfuração,
obtidos do Projeto de Perfuração Oceânica, que penetraram a camada basal. Estudos de ofiólitos e
medições de velocidade da onda P são consistentes com as camadas do embasamento e oceânicas sendo
composta basicamente de rochas máficas metamorfizadas nas fácies xisto verde ou anfibolito. A camada
de sedimentos é composta por sedimentos pelágicos de extensão e composição variável, e contribui com
menos de 5% para a composição maior parte da crosta oceânica.

Uma estimativa da composição da crosta oceânica é dada na Tabela 2.5.

OFIÓLITOS

Característica gerais

Ofiólitos são sucessões de rochas máficas e ultramáficas utilizados para representam fragmentos de crosta
oceânica, Bacia de Trás-Arco tectônicamente inseridos na crosta continental. Um ofiólitos ideal inclui de
baixo para cima, as seguintes unidades (Fig 3.2.): (1) Tectonito ultramáfico (geralmente harzburgitos e
dunitos), (2) gabros e rochas ultramáficas cumuladas acamadadas, (3) gabros, dioritos e plagiogranitos não
cumuláticos, (4) complexo de enxame de diques de diabásio, e (5) basaltos maciços a almofadados (pillow
lavas). Sobrepondo-se esta sucessão em muitos ofiólitos ocorrem sedimentos abissais, sedimentos
pelágicos, sedimentos abissal-pelágicas, ou sedimentos vulcanoclásticos relacionadas com arco. Por causa
de falhas ou outras causas, a sucessão ofiolítica completa raramente é encontrado no registro geológico.
Em vez disso, uma ou mais das unidades de ofiolíticas estão em falta ou foram desmembradas por falhas e
ocorrer como blocos em uma mistura tectôica.

Figura 3.2 Uma sucessão de


um ofiólito idealizado em
comparação com vários
ofiólitos expostos.
Modificado de Moores
(1982).

A Melange tectônica basal


do ofiólito(Fig. 3.2) é
composta por uma mistura
caótica de diversos tipos de
rochas numa matriz
altamente cisalhada. A
litologia dos clastos
incluem rochas derivadas
de ofiólitos, sedimentos
pelágicos e abissais,
grauvacas, e várias rochas
metamórficas e vulcânicas.
As matrizes são
comumente cisalhadas e serpentinadas. As melages ofiolíticas são de origem tectônica formada durante o
soerguimento do ofiólito.

Sobrejacente ao Tectonito ultramáfico os gabros e as rochas ultramáficas cumuladas acamadadas se


formaram por cristalização fracionada. Essas rochas têm texturas cumulus e bandamento composicional
bem desenvolvido. O Plagiogranito é um componente menor em alguns ofiólitos, é um tonalito composto
de quartzo e plagioclásio sódico com silicatos máficos menores.

Acima da unidade do ofiólito idealizado se acumulam é um complexo de enxame de diques (Fig. 3.2).
Embora a composição predominante seja de diabásio, os diques podem variar de diorito até piroxenito, e
a espessura dos diques é variável, normalmente de 1 a 3 m. Uma característica de enxames de diques, na
intrusão vertical na zona rift oceânica, é de um dique corta outro. A transição de enxames diques até
basaltos almofados geralmente ocorre ao longo de um intervalo de 50 a 100 m em que janelas de basalto
entre diques se tornam mais abundantes. A unidade superior de ofiólitos é basalto de Cordilheira Oceânica
ocorrendo como fluxos almofadado ou brechas hialoclásticas. A espessura desta unidade varia de alguns
metros até 2 km e as pillows lavas formam uma rede com pillows individuais de até 1 m de diâmetro. Alguns
diques cortar a unidade de basalto almofadado.

Muitos ofiólitos são cobertos por sedimentos pelágicos, abissal, ou ambientes deposicionais de arco.
Sedimentos pelágicos incluem cherts radiolários, calcários fossilíferos vermelhas, sedimentos metálicos, e
sedimentos abissais.