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Mais de mil homens no Brasil têm o pênis amputado a cada ano

A amputação do pênis, também conhecida cientificamente como penectomia ou falectomia,


acontece quando o órgão sexual masculino é removido completamente, sendo conhecida
como total, ou quando apenas uma porção é retirada, sendo conhecida como parcial. Embora
este tipo de cirurgia seja mais frequente em casos de câncer de pênis, também pode ser
necessária após acidentes, traumas e lesões graves, como sofrer uma pancada forte na região
íntima ou ser vítima de mutilação, por exemplo. Já no caso de homens que pretendem fazer
alteração de sexo, a remoção do pênis não é chamada de amputação, uma vez que é feita uma
cirurgia plástica para recriar o órgão sexual feminino, sendo então chamada de
neofaloplastia.

1. É possível ter relações sexuais?


A forma como a amputação do pênis afeta o contato íntimo varia de acordo com a
quantidade de pênis removida. Assim, homens que sofreram uma amputação total poderão
não ter orgão sexual suficiente para ter uma relação vaginal normal, no entanto, existem
diferentes brinquedos sexuais que podem ser utilizados em substituição. Já no caso de uma
amputação parcial, normalmente é possível voltar a ter relações em cerca de 2 meses, assim
que a região está bem cicatrizada. Em muitos destes casos, o homem tem uma prótese, que
foi inserida no pênis durante a cirurgia, ou o que resta do seu pênis ainda é suficiente para
manter o prazer e a satisfação do casal.

2. Existe forma de reconstruir o pênis?


Nos casos de câncer, durante a cirurgia, o urologista normalmente tenta preservar o máximo
de pênis possível para que seja possível reconstruir o que resta através de uma neofaloplastia,
utilizando pele do braço ou da coxa e próteses, por exemplo. Saiba mais sobre como
funcionam as próteses penianas. Já nos casos de amputação, na grande maioria dos casos, o
pênis pode ser reconectado ao corpo, desde que feito em menos de 4 horas, para evitar a
morte de todo o tecido peniano e garantir maiores taxas de sucesso. Além disso, o aspeto
final e o sucesso da cirurgia também podem depender do tipo de corte, que é melhor quando
é um corte liso e limpo.
3. A amputação provoca muita dor?
Além da dor muito intensa que pode surgir em casos de amputação sem anestesia, como
acontece em casos de mutilação, e que até pode causar desmaio, após a recuperação muitos
homens podem sentir uma dor fantasma no local onde estava o pênis. Este tipo de dor é
muito comum em pessoas amputadas, pois a mente demora muito tempo para se adaptar à
perda de um membro, acabando por criar desconforto durante o dia-a-dia como
formigamento na região amputada ou dor, por exemplo.

4. A libido mantém-se igual?


O apetite sexual no homem é regulado através da produção do hormônio testosterona, que
acontece maioritariamente nos testículos. Assim, homens que fazem amputação sem remover
os testículos podem continuar a sentir a mesma libido de antes. Embora possa parecer um
ponto positivo, no caso de homens que sofreram uma amputação total e que não podem fazer
reconstrução do pênis, essa situação pode causar grande frustração, uma vez que têm maior
dificuldade para dar resposta à sua vontade sexual. Assim, nestes casos, o urologista pode
recomendar remover também os testículos.

5. É possível ter um orgasmo?


Na maior parte dos casos, homens que sofreram amputação do pênis podem ter um orgasmo,
no entanto, pode ser mais difícil de atingir, uma vez que a grande maioria das terminações
nervosas se encontram na cabeça do pênis, que, normalmente, é removida. No entanto, a
estimulação da mente e o toque na pele em redor da região íntima também pode ser capaz de
produzir um orgasmo.

6. Como se utiliza o banheiro?


Após retirar o pênis, o cirurgião tenta reconstruir a uretra, para que a urina continue saindo
da mesma forma que anteriormente, sem causar alterações na vida do homem. Porém, nos
casos em que é preciso remover todo o pênis, o orifício da uretra pode ser recolocado por
baixo dos testículos e, nesses casos, é preciso comer a urinar sentado na privada, por
exemplo.