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A embalagem serve para:

Conter: garantindo a integridade do produto e protegendo-o de danos físicos e


mecânicos que podem ocorrer durante o transporte, o armazenamento e todo o
manuseamento no ponto de venda e no local de consumo;
Conservar: evitando ou retardando a degradação do produto pela acção do
oxigénio, da luz e de microrganismos, garantindo que a composição, o valor
nutritivo e a qualidade microbiológica do produto se mantêm inalteráveis; A
embalagem não deve transmitir ao produto qualquer sabor ou aroma e, em
alguns casos, deve permitir a evolução de qualidades sensoriais normais do
produto, como é o caso de alguns queijos;
Informar: fornecendo ao consumidor, através da rotulagem, as indicações
relativas ao produto, ao seu fabricante (ou responsável pela colocação no
mercado) e às suas condições de conservação e de utilização;
Ser conveniente: permitindo a utilização do produto de forma prática e sem
desperdícios, sendo de fácil abertura, permitindo a fácil arrumação na dispensa
ou no frigorífico e permitindo o fecho entre utilizações quando o produto não é
consumido de uma vez só.
Além destas funções, a embalagem deve ser tão leve quanto possível, para que
não haja desperdício de matérias-primas ou de energia e deve ser recuperável,
reutilizável ou reciclável. Os produtos lácteos têm características e exigências de
conservação diferentes. Por isso têm também embalagens diferentes, de forma
a cumprir sempre os requisitos do produto.
No Brasil, as embalagens cartonadas de multicamadas são as mais utilizadas
para leite UHT e laticínios, representando 99% de participação no mercado.
A embalagem da caixa multicamadas é formada por três materiais: papel,
plástico e alumínio, distribuídos em seis camadas dispostas em ordem
determinada, que passam por um processo de laminação, que consiste,
simplificadamente, em realizar uma compressão sobre as folhas dos diversos
constituintes para uni-las.
As quatro camadas configuram a solda e a possibilidade de fechamento da
embalagem, caracterizando a embalagem como impermeável, o que
denominamos como uma embalagem hermeticamente fechada.
O desenvolvimento de novos tipos de embalagens esterilizadas a baixa
temperatura, como os sachês multicamadas (duraflex) ou pouches assépticos e
as garrafas de polietileno tereftalado (PET), permitiu ampliar as possibilidades
de envase, antes restrito a embalagem cartonadas multicamadas “longa vida”
utilizando o processamento térmico asséptico (Figura 2).
Sendo assim, uma forma alternativa para a embalagem do leite seria o PET
A garrafa PET asséptica aposta na tecnologia do envase asséptico a frio, pois a
conformação do PET limita a temperatura de trabalho em 60ºC e acima desta
temperatura, as ligações entre as moléculas na região amorfa se rompem,
resultando numa rígida, porém com moldabilidade embalagem. Criadas a partir
da injeção de duas camadas por um processo de sobre-moldade de pré-formas,
a assepsia das embalagens decorre do processamento em ambiente fechado na
linha de enchimento, com esterilização das garrafas feita por meio de aplicações
de ácido peracético ou peróxido de hidrogênio. A primeira opção tende a ser
mais segura e econômica, porque com a segunda se gasta mais energia na
esterilização e pode ocorrer a retração da garrafa, por causa da temperatura
elevada, aumentando o seu peso.
Como no caso das caixinhas longa vida, o processo asséptico em PET
fundamenta-se no enchimento de líquidos esterilizados em embalagens também
estéreis, num ambiente controlado no interior da máquina de envase. Livres de
microrganismos, os produtos adquirem vida de prateleira extensa, geralmente
de seis meses (em certos casos de até dois anos), podendo ser distribuídos sem
refrigeração [4].
Em alguns casos a barreira à luz é feito por rótulos termoencolhíveis foscos que
evitam a oxidação do produto. A membrana de alumínio garante o fechamento
hermético e a conservação do produto por no mínimo cinco meses. A selagem
por indução facilita à abertura e evita a deformação do bocal, garantindo
segurança e conforto no momento do consumo
Segundo Craig Bell, Diretor da Leitíssimo, que possui sua própria fábrica de
garrafas PET, comparando com as cartonadas em geral, a ergonomia das
garrafas PET (imagem 2), que se adequa melhor ao formato das mãos, facilita o
manuseio do produto e, o fato de a abertura ser maior, facilita também que o leite
seja servido sem derramar ou respingar, aproveitando todo o conteúdo, sem
desperdícios. Entre seus pontos positivos, também estão os custos, a resistência
mecânica, a estocagem e o transporte. Em adição, além de possuírem uma
característica de resfriar mais rápido quando colocada na geladeira, possibilitam
o aquecimento do leite dentro da própria embalagem no micro-ondas, o que as
tornam bem práticas,

http://pt-br.uht.wikia.com/wiki/Material_de_embalagem_e_hermiticidade
http://www.sidel.pt/sobre-a-sidel/m%C3%ADdia/comunicados-de-
imprensa/2015/jussara-leite-em-pet-
http://www.crcvirtual.org/vfs/old_crcv/biblioteca/embalagem/_embalagem.pdf