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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - INBIO


CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - BACHARELADO

Gabriela Cristina da Silveira


Renata Fernanda F. Batista
Susan Roghanian
Vanessa Torres

RELATÓRIO DE NUTRIÇÃO MINERAL DE PLANTAS

Campo Grande, MS
2018
AVALIAÇÃO SINTOMATOLÓGICA DE DEFICIÊNCIA MINERAL EM C.
SULPHUREUS

Relatório utilizado como parte


da avaliação na disciplina de
Fisiologia Vegetal do Curso de Ciências Biológicas –
Bacharelado, do Instituto de Biociências da
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul.

Prof. (a) Dra. Liana Baptista de Lima

Campo Grande, MS
2018
INTRODUÇÃO

Asteraceae é a maior família dentre as Angiospermas, englobando cerca de


24.000 espécies agrupadas em aproximadamente 1.600 gêneros, com distribuição
cosmopolita apresentando maior diversidade em áreas temperadas e semiáridas de
regiões tropicais e subtropicais (FUNK et al., 2009). No Brasil, a família está
representada por aproximadamente 196 gêneros e cerca de 1.900 espécies (Barroso et
al. 1991). Dentro dessa família, há o gênero Cosmos, um dos mais diversos grupos de
Asteraceae. Cosmos é um gênero de entre 20 e 26 espécies de plantas anuais e
perenes, nativas de prados e áreas arbustivas no México (onde a maioria das espécies
são encontradas), no sul dos Estados Unidos, na América Central e o norte central da
América do Sul ao sul do Paraguai. Cosmos sulphureus é uma espécie arbustiva,
popularmente conhecida como picão de flor grande, picão grande, beijo de moça ou
cosmo amarelo (MOLDER & OWENS, 1985, Botsaris, 2007), oriunda das regiões
subtropicais quentes do centro e do sul do México e foi introduzida no Brasil como
planta ornamental.
Atualmente encontra-se adaptada ao território brasileiro, principalmente no
estado do Paraná e seu tamanho pode chegar até 2 metros de altura (DUPIN et al.,
2009; SENA et al., 2010). Esta espécie é considerada anual, embora possa reaparecer
via auto semeadura por vários anos. Tem folhagem oposta e pinada, sua altura varia
de 3 a 22 dm. As espécies originais e suas cultivares aparecem em tons de amarelo,
laranja e vermelho. É especialmente popular na Coréia e no Japão, onde geralmente é
visto em grandes plantações ao longo das estradas (veja Woo Jang-choon). Entretanto,
C. sulphureus já é considerada como planta daninha, devido a sua capacidade de
ocorrer espontaneamente, ao seu alto potencial de invasão, vigor de disseminação e
crescimento, que propiciaram a infestação de terrenos baldios, beira de estradas,
hortas e pastagens, principalmente da região Sudeste e Sul do país.
Assim, é muito comum a presença da C. sulphureus em áreas urbanas e
também em áreas agrícolas, sendo a espécie facilmente reconhecida pela coloração
alaranjada de sua floração durante todo o verão (LORENZI, H., 2008). Foi declarada
uma espécie invasora pelo "Conselho de Plantas de Ervas Daninhas do Sudeste dos
Estados Unidos”, em 1996. A germinação leva entre 7 a 21 dias com temperatura
ótima de 24 ºC; Prefere um pH do solo de 6 a 8,5, refletindo seu habitat nativo de
regiões alcalinas da América Central e o clima Árido, Semi-árido, Temperado,
Mediterrânico, Tropical, Tropical úmido. A floração é melhor em pleno sol, embora
tolere bem meia sombra. A espécie é conhecida como planta corante e é cultivada para
este fim. Também é encontrado em trópicos e subtrópicos em todo o mundo e, em
seguida, geralmente é conhecido por antibiótico e homeostático propriedades.
As plantas obtêm do solo elementos como nitrogênio, fósforo e potássio que
são conhecidos como os nutrientes minerais, que estão principalmente na forma de
íons inorgânicos. A grande área de superfície das raízes e sua capacidade em absorver
íons inorgânicos da solução do solo, em baixas concentrações, aumentam a eficácia da
obtenção mineral pelas plantas. Após serem absorvidos pelas raízes, os elementos
minerais são translocados para as diferentes partes da planta, onde servem em
numerosas funções biológicas. Outros organismos, como fungos micorrízicos e
bactérias fixadoras de nitrogênio, frequentemente participam com as raízes na
obtenção de nutrientes minerais. Apenas alguns elementos foram determinados como
essenciais para o crescimento vegetal, e por definição é aquele que é um componente
intrínseco na estrutura ou no metabolismo de uma planta ou cuja sua ausência causa
anormalidades severas no crescimento, no desenvolvimento ou na reprodução vegetal
ou pode impedir uma planta de completar seu ciclo de vida. Se as plantas recebem
esses elementos, assim como água e energia solar, elas podem sintetizar todos os
compostos de que necessitam para o crescimento normal. Os elementos minerais
essenciais em geral são classificados como macro ou micronutrientes, de acordo com
suas concentrações relativas nos tecidos vegetais; sendo os macronutrientes N, P, K,
Ca, Mg e S, e os micronutrientes B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn (Taiz, L. & Zeiger, L.,
2015).
OBJETIVOS

O objetivo geral deste presente trabalho foi verificar os efeitos que as


deficiências minerais causariam no crescimento em plantas submetidas a ausência de
macronutrientes. O seguinte objetivo específico foi obter o quadro sintomatológico
das carências nutricionais em N, P, K, Ca, Mg e S de C. sulphureus.
MATERIAIS E MÉTODOS

Para a realização dos experimentos utilizamos soluções nutritivas, água,


sementes de C. sulphureus, 24 copos de 200 ml descartáveis, areia, pipeta e béquer
para a irrigação, palitos de madeira e barbante para sustentação.
Foi feito o primeiro plantio em 19 de março de 2018, no qual foram utilizadas
sementes de rabanete. Após algumas semanas utilizando apenas água, para que
houvesse germinação e assim pudéssemos começar a utilizar as soluções nutritivas,
constatamos que as sementes não eram viáveis, ou seja, as sementes de rabanete não
iriam proporcionar resultados satisfatórios.
Sendo assim foi feito o replantio usando sementes de C. sulphureus. Foram
colocadas 5 sementes em cada copo, empregando 3 copos para cada repetição do
tratamento em um total de 3 repetições. Foram fixadas etiquetas em todos os copos a
fim de identificar qual solução seria utilizada no tratamento em questão.
Após a germinação e emissão das primeiras folhas, foi realizado transplante e
retirada das plântulas, de modo que permanecesse apenas uma planta por repetição de
tratamento em cada copo. Até essa fase, a areia foi mantida a um grau de umidade
regular utilizando-se somente com água como tratamento e exposição à luz solar em
um lugar arejado, mantendo a circulação de ar.
No dia 30 de março começa-se a utilizar soluções de nutrição mineral em
todos os exemplares de cada repetição dos seguintes tratamentos: somente com água
(H²O), sem nitrogênio (N), sem fósforo (P), sem potássio (K), sem cálcio (Ca), sem
magnésio (Mg), sem enxofre (S) e completo (com H²O, N, P, K, Ca, Mg e S). A partir
do momento em que se pôde observar um crescimento significativo passou-se a medir
a altura e diâmetro do caule de cada planta e na terceira semana de tratamento, foram
colocados suportes em todas as plantas, para dar-lhes sustento e assim auxiliar no seu
crescimento.
Foi realizado diariamente, durante 8 semanas, o processo de irrigação com os
tratamentos, assim como o processo de medição da altura e diâmetro do caule até que
no dia 11 de maio foi feita a última irrigação. Assim, no dia 18 de maio retirou-se as
plantas da areia e as raízes deixadas nuas, foi medido em centímetros a parte aérea e a
raíz dos tratamentos em que as plantas ainda estivessem vivas. Após separadas a parte
aérea e as raízes, o material foi transferido para sacos de papel para secagem em
estufa durante uma semana. Posteriormente foi feito a pesagem do material seco e
finalização do experimento.
RESULTADOS

Para o tratamento completo, obteve-se as seguintes médias das partes


vegetativas:

Gráfico 1. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas, referente ao tratamento completo. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são:
1-06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Gráfico 2. Média do número de folhas das


réplicas, referente ao tratamento completo. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições, nos quais são:
1-06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Nesse tratamento foi observado herbivoria, proliferação de fungos, necrose e


amarelamento das folhas à partir da quarta medição (27/04/18). Não houve morte de
nenhuma planta neste experimento.

Para o tratamento sem nitrogênio, obteve-se as seguintes médias das partes


vegetativas:

Gráfico 3. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas,referente ao tratamento sem nitrogênio.
No qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.
Gráfico 4. Média do número de folhas das
réplicas, referente ao tratamento sem nitrogênio.
No qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são:
1-06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Foi observado necrose e amarelamento nas pontas das folhas mais velhas na
quarta semana de tratamento (27/04/18), após esse dia as plantas começaram a secar a
reduzir suas folhas até ocorrer a secagem completa (morte) observada na sexta semana
(11/05/18), antes do final do experimento.

Para o tratamento sem fósforo, obteve-se as seguintes médias das partes


vegetativas:

Gráfico 5. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas,referente ao tratamento sem fósforo. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Gráfico 6. Média do número de folhas das


réplicas, referente ao tratamento sem fósforo. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Os sintomas apresentados pela falta de de fósforo foi a diminuição das folhas


sendo essas de um verde bem escuro, amarelamento e necrose nas folhas velhas e uma
redução bem significativa na parte subterrânea da planta (raiz).
No tratamento com deficiência em potássio foram observados os seguintes
resultados:

Gráfico 7. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas,referente ao tratamento sem potássio. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Gráfico 8. Média do número de folhas das


réplicas, referente ao tratamento sem potássio. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Os sintomas expostos nesse tratamento foi de morte das folhas velhas, sendo
este um dos tratamentos que apresentou níveis de necrose bem severos acarretando
assim um número muito considerado de fungos. E houve a morte de duas réplicas.

Nas réplicas com deficiência em Cálcio obteve se os seguintes resultados:

Gráfico 9. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas,referente ao tratamento sem cálcio. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são:
1-06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.
Gráfico 10. Média do número de folhas das
réplicas, referente ao tratamento sem cálcio. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Neste tratamento observou se necrose nas folhas antigas, clorose nas folhas
jovens e o enrolamento das mesmas. Houve também presença de fungos.

Nas plantas com deficiência em Magnésio ocorreu se os seguintes resultados

Gráfico 11. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas,referente ao tratamento sem magnésio.
No qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Gráfico 12. Média do número de folhas das


réplicas, referente ao tratamento sem magnésio.
No qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Foi observado clorose e necrose nas folhas velhas, amarelamento das folhas
novas e também a presença de fungos.
Em plantas com falta de enxofre observou se os seguintes resultados.

Gráfico 13. Média do tamanho da parte aérea


das réplicas,referente ao tratamento sem enxofre.
No qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são:
1-06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

Gráfico 14. Média do número de folhas das


réplicas, referente ao tratamento sem enxofre. No
qual os números abaixo das colunas tem por
significado os dias das medições nos quais são: 1-
06/04, 2-13/04, 3-20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-
11/05, 7-18/05.

O sintoma apresentado por essas plantas foi somente clorose nas folhas jovens
e também ocorreu a presença de fungo.

Em plantas irrigados somente com água da torneira obteve se os seguintes


resultados:

Gráfico 13. Média do tamanho da parte aérea das


réplicas, referente ao tratamento que foi utilizado
somente água da torneira. No qual os números
abaixo das colunas tem por significado os dias
das medições nos quais são: 1-06/04, 2-13/04, 3-
20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-11/05, 7-18/05.
Gráfico 14. Média do número de folhas das
réplicas, referente ao tratamento que foi utilizado
somente água da torneira. No qual os números
abaixo das colunas tem por significado os dias
das medições nos quais são: 1-06/04, 2-13/04, 3-
20/04, 4-27/04, 5-04/05, 6-11/05, 7-18/05.

Nesse tratamento não houve um crescimento vigoroso da plantas e esses se


apresentaram bem amareladas.

Tabela 1. Apresentando o peso seco das partes vegetativas:


Tratamentos Parte Aérea Raiz

Completo 0,5 0,07

Sem 0 0
Nitrogênio

Sem 0,251 0,047


Fósforo

Sem 0,211 0,03


Potássio

Sem Cálcio 0,983 0,156

Sem 0,908 0,0,237


Magnésio

Sem 0,864 0,240


Enxofre

Somente 0,642 0,360


Água
DISCUSSÃO

As concentrações médias dos macronutrientes ocorrem de 10 a 5.000 vezes


superior à dos micronutrientes minerais na matéria seca, suficientes para um adequado
desenvolvimento das plantas; embora deve-se ter presente, porém, que muita variação
existe dependendo da planta e do órgão analisado (EPSTEIN, E., 1975). Sendo assim,
os sintomas de deficiência mineral de macronutrientes podem aparecem em mais
evidência. É importante ter em vista, porém, que algumas doenças virais das plantas
podem induzir sintomas similares àqueles das deficiências nutricionais, como os
fungos encontrados na parte aérea das plantas amostradas neste presente trabalho e
sinais de herbivoria, que também se encontram presentes nos resultados obtidos; bem
como que a presença de prováveis algas ou cianobactérias, encontradas nas raízes
das plantas, podem indicar possíveis associação mutualísticas, que podem ou não
beneficiar o corpo vegetal. Essas e outras influências ao acaso não puderam ser
medidas e/ou controladas nesse experimento, sendo preciso confirmar as carências
nutricionais através de análises químicas das partes da planta em experimentos
futuros.
Analisando os resultados, podemos deferir que o tratamento sem nitrogênio
seguiu os sintomas severos esperados até a morte das plantas, em todos as repetições,
dentro de 6 semanas. Isso porque o nitrogênio é o elemento mineral mais importante
para a nutrição de plantas e, assim, é exigido em
grandes quantidades; em sua persistente falta gera primeiramente clorose nas folhas
mais velhas, como demonstrada nos resultados, sendo ele um elemento mineral
facilmente móvel. No tratamento sem fósforo foi possível perceber os sintomas
característicos, como coloração verde escuro nas folhas, necrose nas folhas mais
velhas e redução do número de folhas, bem como crescimento reduzido que pode
acarretar na morte da planta, como demonstrada a morte de uma das repetições do
tratamento durante o experimento. Já no tratamento sem potássio, a necrose severa e
proliferação de fungos levou a morte de 2 plantas das 3 repetições do tratamento,
condizendo, também, com os resultados esperados para essa deficiência mineral,
começando primeiramente nas folhas mais velhas, já que o potássio pode ser
remobilizado para as folhas mais jovens. Enquanto que no tratamento sem cálcio não
houveram mortes até o final do tratamento, porém ela apresentou alguns sintomas
característicos, como necrose e morte das folhas mais velhas, clorose nas folhas mais
jovens e enrolamento das folhas da mesma, já que o cálcio é um
dos responsáveis pela sustentação da planta e é um elemento mineral imóvel (Taiz, L.
& Zeiger, E., 2004; Kerbauy, G.B., 2004).
No tratamento sem magnésio, juntamente com o tratamento de enxofre, não
houveram mortes de plantas nem folhas até o final do tratamento. Alguns sintomas
característicos foram evidentes, como clorose e necrose nas folhas mais velhas
e amarelamento das folhas novas, dado que esse elemento é móvel. Também foram
evidenciados sinais de herbivoria nas folhas. Esse resultado pode ser devido ao papel
importante desse elemento mineral na estruturação da molécula de clorofila, já que
sem clorofila a fotossíntese é afetada nas folhas mais jovens. Em seguinte,
no tratamento de enxofre não houveram sintomas muito significativos, dentre eles
clorose nas folhas jovens e presença de fungos, já que o enxofre é pouco móvel (Taiz,
L. & Zeiger, E., 2004; Kerbauy, G.B., 2004).
O resultado das plantas irrigadas somente com água demonstrou deficiências
estruturais, bem como o crescimento prejudicado e reduzido da planta e clorose
generalizada; esses resultados são devido a deficiência de todos os macronutrientes
essenciais para o crescimento satisfatório, que não foram supridos durante o
tratamento. Entretanto, influências externas foram medidas e não podem ser aplicadas
ao resultado, necessitando, como foi dito acima, análises químicas posteriores das
partes da planta. Por fim, o tratamento completo foi prejudicado por herbivoria e
proliferação de fungos nas folhas, sendo apresentado os sintomas de necrose e
amarelamento das folhas a partir da quarta semana de tratamento. Porém, houve um
crescimento consideravelmente vigoroso da parte aérea das plantas em todos os
tratamentos. Todas as mortes começaram a surgir a partir da quarta semana de
tratamento até a sexta semana de tratamento, na quinta semana algumas plantas
estavam quase mortas. Os resultados, caso fossem mais prolongados, poderiam
demonstrar-se mais significativos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os macronutrientes são essenciais para desenvolvimento das plantas. A espécie


utilizada como modelo para esse trabalho apresenta temperatura ótima para germinação em
25° C e os sintomas poderiam se apresentar mais severo se houvessem mais algumas semanas
para a execução. Apesar de imprevistos, obtivemos resultados satisfatórios em todos os
experimentos.
REFERÊNCIAS

BOTSARIS, A.S.; Plants used traditionally to treat malaria in Brazil: the archives of
Flora Medicinal. J. Ethnobiol Ethnomedicine, v. 3, p.18-26, 2007.

MOLDER, M., OWENS, J.N. Cosmos. In: Halevy, A.H. (Eds.), CRC Handbook of
flowering. CRC Press, Boca Raton, FL, 1985.

DUPIN, R. Resposta de Apis mellifera (Apidae) a manipulação da simetria floral em


Cosmos sulphureus (Asteraceae). Anais do IX Congresso de Ecologia do Brasil,
resumo 420, 2009.

BARROSO, G. M.; PEIXOTO, A. L.; ICHASO, C. L. F.; COSTA, C. G.;


GUIMARÃES, E. F.; LIMA, H. C. 1991. Sistemática de Angiospermas do Brasil.
Vol. 3. Imprensa Universitária, Universidade Federal de Viçosa. Pp. 237-314

LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas.


4. ed. Nova Odessa: Plantarum, 640p, 2008.

FUNK, V. A.; SUSANNA, A.; STUESSY, T. F.; ROBINSON, H. Classification of


Compositae. Systematics, evolution, and biogeography of Compositae. IAPT, Vienna.
Pp. 171-188. 2009.

Taiz, L.; Zeiger, E; Moller, I; Murphy, A. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6.


ed., Artmed, 2015. 888 p.

EPSTEIN, E. Nutrição mineral de plantas: princípios e perspectivas. São Paulo/Rio de


Janeiro, Ed. da Universidade de São Paulo e Livros Tec. e Cient. Editora, p. 34, 1975.

TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

KERBAUY, G.B. Fisiologia Vegetal. 1 Ed. Guanabara Koogan, 2004.