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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

PODER JUDICIÁRIO
PROJUDI - Processo Judicial Digital
Baixado do PROJUDI em: 26/03/2018

Processo nº 0019673-34.2018.8.05.0001

Promovente(s): Nome CPF/CNPJ Identidade


ANTONIO CARLOS DE SOUZA 002.330.055-87
Endereço Advogados
OAB 12698 N BA - FRANCISCO DE ASSIS
Rua RUBENS CHAVES, 561, APTO 1401, JARDIM APIPEMA, JUNIOR
SALVADOR - BA, BRASIL, 40.155-620 OAB 43881 N BA - EUDES SANTOS ASSIS
Promovido(s): Nome CPF/CNPJ Identidade
DOUGLAS VITOR DIAS 038.418.828-11
Endereço Advogados
Ladeira DO GABRIEL SOARES, 48, APTO 201, 2 DE JULHO, Nenhum advogado cadastrado
SALVADOR - BA, BRASIL, 40.060-080
Nome CPF/CNPJ Identidade
MEPS NAUTICA LTDA ME 21.849.065/0001-86
Endereço Advogados
Avenida LAFAYETE COUTINHO, 1010, BAHIA MARINA BOX 27, Nenhum advogado cadastrado
COMERCIO, SALVADOR - BA, BRASIL, 40.015-160
Testemunha(s):
Terceiro(s):
Classe: Procedimento do Juizado Especial Cível
Assunto: Obrigação de Fazer / Não Fazer
Prioridade: MAIOR 80 ANOS
Segredo de Justiça: Não
Data da Distribuição: 22/02/2018
Valor da Causa: R$ 14.080,00

Índice de Documentos
Id Data Assinatura Documento Tipo
61561426 22/02/2018 11:58 Queixa - ANTONIO CARLOS X RAYMARINE.pdf Petição Inicial
61561417 22/02/2018 11:58 Cartão Douglas.pdf Outros
61561418 22/02/2018 11:58 8-Receita Federal do Brasil - documento empresa.pdf Outros
61561419 22/02/2018 11:58 7-Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - MEPS.pdf Outros
61561420 22/02/2018 11:58 6-Depoimento Douglas 02.pdf Outros
61561421 22/02/2018 11:58 5-Depoimento Douglas 01.pdf Outros
61561422 22/02/2018 11:58 4-Foto do Carregador.pdf Outros
61561423 22/02/2018 11:58 3- comprovante de residencia.pdf Comprovante Residência
61561424 22/02/2018 11:58 2-Doc. identificação.pdf Outros
61561425 22/02/2018 11:58 1-Procuração - Antonio Carlos.pdf Procuração
61566105 22/02/2018 13:04 online.html Citação
61566118 22/02/2018 13:04 online.html Citação
62191143 09/03/2018 00:39 806784801_182803_JJ798726394BR Citação
62192310 09/03/2018 00:44 806784801_182803_JJ798726417BR Citação
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO JUÍZADO ESPECIAL CÍVEL DE DEFESA
DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR/BAHIA.

PRIORIDADE NA TRAMITAÇÃO - ESTATUTO DO


IDOSO.

ANTONIO CARLOS DE SOUZA, brasileiro, casado, empresário,


portador da C.I. n° 283.533 SSP/BA e do CIC n° 002.330.055-87, residente e
domiciliado na Rua Rubens Chaves, n° 561, Apt. 1401, CEP: 40.155-620, Jardim
Apipema, Salvador-Bahia, por intermédio de seus advogados infrafirmados,
constituídos mediante instrumento próprio de procuração em anexo, com endereço
profissional à Rua Torquato Bahia, 04, Edifício Raimundo Magalhães, sala 315,
Comércio, CEP: 40015-110, Salvador Bahia, para onde deverão ser remetidas as
notificações necessárias, vem respeitosamente a presença de Ex.ª propor

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS

contra ato ilegal praticado por MEPS NAUTICA LTDA – ME, pessoa
jurídica de direito privado, inscrito no CNPJ nº 21.849.065/0001-86, com endereço
profissional Avenida Lafayete Coutinho, 1010, Bahia Marina, Box: 27, Comercio,
Salvador, BA, CEP: 40015-160, e seu sócio DOUGLAS VITOR DIAS, brasileiro,
divorciado, técnico em eletrônica, portador do RG n° 08176131-70 e CPF n°
038418828-11, residente e domiciliado na Ladeira do Gabriel Soares, n° 48, apto.
201, 2 de Julho, Centro, Cep: 40.060-080, nesta capital, pelas razões fáticas
jurídicas a seguir expostas:

PRELIMINARES
I - DA TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA

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Assinado eletronicamente por: EUDES SANTOS ASSIS Id. 61561426 - Pág. 1


Código de validação do documento: 604c5134 a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Inicialmente cumpre esclarecer que o autor é pessoa idosa, contando com
mais de 60(sessenta anos) conforme prova que se faz anexo, razão pela qual tem
direito à prioridade da tramitação da presente demanda, nos termos da Lei n°
10.741/2013 (Estatuto do idoso) e do artigo 1048, I do CPC.

II - DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA

Requer o autor os benefícios da Assistência Jurídica Gratuita, com


fulcro na Lei 1.060/50 e suas posteriores alterações por não ter condições de arcar
com as custas processuais e honorários advocatícios, sem prejuízo do sustento
próprio ou de sua família.

DOS FATOS

O Requerente em 2015 solicitou ao requerido que verificasse o se existia

algum problema no carregador náutico de bateria de 12 volts, com capacidade para

carregar até quatro baterias de 150 amperes que possui em sua lancha, para
realizar alguns reparos, tendo em vista trata-se de uma empresa que possui grande

experiência em manutenção e reparação destes equipamentos.

O requerido então enviou o seu sócio DOUGLAS VITOR DIAS que, retirou
o equipamento e levou para a sua residência informando que precisava realizar

alguns testes. Após a realização dos testes, o requerido entrou em contato com o

requerente informando que o problema estava na placa eletrônica, solicitando ainda

que o autor pagasse pela placa e enviasse para o endereço da empresa requerida.

Conforme solicitado pelo demandado, o autor efetuou a compra da placa

eletrônica, cujo valor foi de R$ 780,00 (setecentos e oitenta reais), sendo

imediatamente enviado ao réu em outubro de 2015.


A partir desse momento, o demandado já com a placa eletrônica em

mãos, simplesmente desapareceu, muita das vezes não atendia o telefone e as

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poucas vezes que atendeu marcava com o motorista do autor e não aparecia,

deixando o requerente sem receber qualquer posicionamento

Com toda essa situação, o autor não pôde desfrutar da sua embarcação

pois os motores só davam partida com as baterias carregadas, tendo que


permanecer atracada na marina do centro náutico.

Após 4 (quatro) meses da retirada do equipamento, o requerido


finalmente apareceu para realizar a instalação do equipamento, entretanto chegou

por volta das 18 horas. Quando “concluiu” a instalação já era mais de 19hs, informou

ao motorista do requerente que já estava tudo pronto e se retirou do local sem ao


menos testar o equipamento, recebendo por este serviço o valor de R$ 500,00
(quinhentos reais).

No dia seguinte, quando o autor foi até a embarcação para verificar se

realmente o equipamento estava funcionando, foi surpreendido ao perceber que os

ponteiros que acusam se estar gerando, não marcavam nada, permaneciam no

ponto 0.

Imediatamente o requerente tentou entrar em contato com o requerido

para informar que não estava funcionando, porém o mesmo não atendeu as ligações

do autor, não retornou os recados que foram deixados na caixa postal e nem no

WhatsApp.

Mais uma vez Ex.ª, somente após quatro meses da instalação o requerido

voltou a aparecer, com várias desculpas, insinuando que a culpa do equipamento

não estar funcionando era do requerente, retirando mais uma vez o equipamento

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informando ao motorista do requerente que a placa havia queimado novamente e

que ele iria entrar em contato com o fabricante.

Ocorre que, até o presente momento, passado mais oito meses, o

equipamento continua com o demandado, sem qualquer posicionamento ao


requerente. Apesar de inúmeras tentativas de resolver a situação amigavelmente,

todavia, o requerente nunca obteve qualquer informação consistente acerca da

situação do referido equipamento e sua instalação.

A conduta negligente do requerido vem provocando grandes

aborrecimentos e transtornos ao requerente.

Desta forma, não resta alternativa, senão socorrer-se ao poder judiciário,

para ter os carregadores de volta com sua devida instalação, sob pena de multa

diária no valor de R$ 100,00(cem reais), salvo melhor juízo, e ainda indenização

pelos danos morais sofridos.

DO DIREITO

A atividade descrita no caso, evidentemente, caracteriza-se uma


prestação de serviço prevista no Código de Defesa do Consumidor. O Autor
vivenciou dissabores tentando entrar em contato com o requerido para que possa
usufruir do seu bem, com total segurança.

O artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor, define fornecedor como


sendo toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada nacional ou estrangeira, bem
como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção,
montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição
ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

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Pela Teoria do Risco do Empreendimento, todo aquele, que se disponha a
exercer alguma atividade no campo do fornecimento de bens e serviços, tem o dever
de responder pelos fatos e vícios resultantes do empreendimento, independente de
culpa.
Essa responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a
realizar atividade de produzir, distribuir e comercializar produtos ou executar
determinado serviço. No caso em tela, o requerido ao prestar o serviço de conserto
dos carregadores náuticos do autor, assumiu o risco do empreendimento.

A responsabilidade civil do fornecedor está prevista no artigo 18 do


Código de Defesa do Consumidor:

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem


solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por
aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da
embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes
de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.

Nestes termos, o seguinte precedente do TJRJ:

2009.001.18502 – Apelação Des. CHERUBIN HELCIAS SCHWARTZ – Julgamento:


09/06/2009 – Décima Segunda Câmara Cível.APELAÇÃO CÍVEL. SUMÁRIO.
OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZATÓRIA. APARELHO DE TELEVISÃO.
RELAÇÃO DE CONSUMO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Com fundamento na
teoria do Risco do Empreendimento, aquele que se disponha a exercer qualquer
atividade no mercado de consumo deverá suportar os ônus decorrentes dos vícios e
defeitos do produto ou do serviço oferecido. Responsabilidade que somente poderá ser
ilidida, verificada a ocorrência de uma das hipóteses de excludente de responsabilidade.
De acordo com o art. 18 do CDC, quando o produto adquirido pelo consumidor
apresentar vício de qualidade, em que impeça o seu uso normal, tanto o fabricante

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quanto o comerciante são responsáveis pelo ressarcimento dos danos ocasionados.
Considerando, entendo que o quantum arbitrado observou os princípios da razoabilidade
e proporcionalidade. Sentença que se mantém. Recurso improvido.

Diante do exposto e por todas essas circunstâncias é que se afigura a


conduta da Ré como violadora do direito do Autor.

DOS DANOS MORAIS

A demora excessiva na solução do vício apresentado pelo produto,


impossibilitou o autor de utilizar um bem que era seu por mais de 1 (um) ano, não
pode ser enquadrado no que a doutrina classifica como mero aborrecimento, uma
vez que ocasionou danos ao autor que devem ser reparados.

Sucessivas ligações, visitas à assistência técnica do requerido,


promessas sem fim, somado a tudo isso a frustração de não convencer o requerido
a consertar seus aparelhos celulares e tablet configuram, certamente, dano moral.

Está obrigado a indenizar, aquele que se enquadra no art. 927 do Código


Civil. E, como ensina o art. 186 do mesmo código:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a
repará-lo.

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou


imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.
Assim, os danos morais sofridos se justificam plenamente. Caio Mário da
Silva Pereira ressaltou: “é preciso entender que, a par do patrimônio, como
´complexo de relações jurídicas de uma pessoa, economicamente apreciáveis´
(Clóvis Beviláqua, Teoria Geral de Direito Civil, § 29), o indivíduo é titular de direitos
integrantes de sua personalidade, o bom conceito de que desfruta na sociedade, os
sentimentos que exornam a sua consciência, os valores afetivos, merecedores todos
de igual proteção da ordem jurídica” (“Responsabilidade Civil”, pág. 66, ed. 1990).

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Portanto, a dor representada pelos transtornos, aborrecimentos,
humilhações e pelos constrangimentos, podem ser consubstanciadas num dano
moral; dano este que, por sua vez, não pode deixar de ter uma resposta jurídica, em
especial, do ponto de vista da reparação; dano este, por sua vez, que não carece de
uma demonstração específica, porquanto ela é inerente ao próprio evento retratado
nos fatos ora narrados.

Assim, requer a condenação da reclamada ao pagamento de danos


morais no valor de R$10.000,00 (dez mil reais), salvo melhor juízo, uma vez que a
conduta ilícita da Ré caracteriza dano moral, dando ensejo à responsabilidade civil,
já que provados os três elementos essenciais para sua configuração: o dano, o nexo
causal entre este e a conduta abusiva da Ré, com a presença do dolo.

DO DANO MATERIAL

O autor, já cansado, por diversas vezes tentou contato com o acionado,


porém, sem obter êxito.

Ocorre que, o acionante teve uma perda de aproximadamente R$2.800,00


(dois mil e oitocentos reais), correspondente ao valor dos carregadores que até o
presente momento encontra-se nas mãos do requerido, e não há sequer previsão de
retorno, a placa eletrônica no R$ 780,00(setecentos e oitenta reais) e R$ 500,00
(quinhentos reais) referente ao valor pago pelo serviço, que no momento em que
supostamente entregou o serviço pronto, sequer chamou o motorista que estava no
local para mostrar o funcionamento do equipamento, além do fato de ir no local
efetuar o serviço à noite e não durante o dia.

Vale salientar Ex.ª, que o autor não pode ser penalizado por situação que
não deu causa. Está clara a falta de diligência do requerido, devido ao autor ter
procurado o mesmo a fim de sanar a situação sem obter êxito. Diante da atitude do
réu, sente-se o autor lesado materialmente e moralmente.

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Código de validação do documento: 604c5134 a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, consagra a tutela do
direito à indenização por dano material ou moral decorrente da violação de direitos
fundamentais:
"Art. 5º (...)
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da
indenização por dano material, moral ou à imagem;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação; (...)"
Portanto, restando clara, a ocorrência do dano material causado ao autor,
diante do transtorno causado pela impossibilidade de desfrutar da sua lancha sem
poder viajar para outras praias, sem colocar provocando assim grandes
aborrecimentos.

DOS PEDIDOS

Diante de todos os fatos e fundamentos anteriormente dispostos,


REQUER:

1) Requer a concessão do benefício da “prioridade processual” à pessoa


maior de 60 (sessenta anos), previsto nos termos da Lei n° 10.741/2013 (Estatuto do
idoso) e do artigo 1048, I do CPC.

2) O deferimento da Assistência Judiciária Gratuita, de acordo com a Lei


1.060/50, em seu art. 4º, por não poder arcar com as custas processuais sem
prejuízo da própria subsistência e de sua família

3) A citação do requerido, no endereço indicado, para, querendo,


comparecer em juízo para conciliar ou contestar a presente ação, sob pena de
revelia e confissão dos fatos narrados;

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4) Que seja julgada procedente a ação condenando o Réu nos seguintes
pedidos: a devolver o carregador náutico e efetuar sua devida instalação, sob pena
de multa diária de R$ 100,00 (cem reais), e ao pagamento de verba indenizatória no
valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), salvo melhor juízo, a título de danos morais,
pela má prestação de serviços ou caso, entenda V. Ex.ª requer a indenização por
danos materiais no valor de R$ 4.080,00 (quatro mil e oitenta reais) correspondente
ao valor do carregador náutico, da placa eletrônica, que até o presente momento
encontra-se nas mãos do requerido, e do serviço já pago, devido à sua falta de
diligência.

5) A produção de todas as provas em Direito admitidas, quais sejam,


documental, testemunhal, depoimento pessoal, pericial e as demais admitidas para
elucidação do alegado, na fase própria;

6) Que seja condenada a ré a pagar as custas processuais e os


honorários advocatícios.

Dá-se à causa o valor de R$ 14.080,00 (quatorze mil e oitenta reais.)

Nestes termos,
Pede e espera deferimento.

Salvador, 22 de fevereiro de 2018.

Francisco de Assis Junior


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Código de validação do documento: 604c5134 a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Assinado eletronicamente por: EUDES SANTOS ASSIS Id. 61561417 - Pág. 10
Código de validação do documento: 604c50da a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Receita Federal do Brasil http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNPJ/cnpjreva/Cnpj...

Consulta Quadro de Sócios e Administradores -


QSA

CNPJ: 21.849.065/0001-86
NOME EMPRESARIAL: MEPS NAUTICA LTDA - ME
CAPITAL SOCIAL: R$ 20.000,00 (Vinte mil reais)

O Quadro de Sócios e Administradores(QSA) constante da base de dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é o segu

Nome/Nome Empresarial: MARCIO EDUARDO PACHECO DA SILVA


Qualificação: 49-Sócio-Administrador

Nome/Nome Empresarial: DOUGLAS VITOR DIAS


Qualificação: 22-Sócio

Para informações relativas à participação no QSA, acessar o E-CAC com certificado digital ou comparecer a uma unidade da RFB.

Emitido no dia 06/09/2017 às 09:49 (data e hora de Brasília).

1 de 1 06/09/2017 09:50

Assinado eletronicamente por: EUDES SANTOS ASSIS Id. 61561418 - Pág. 11


Código de validação do documento: 604c50e4 a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - Impressão http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNPJ/cnpjreva/impr...

Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral

Contribuinte,

Confira os dados de Identificação da Pessoa Jurídica e, se houver qualquer divergência, providencie junto à
RFB a sua atualização cadastral.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA
NÚMERO DE INSCRIÇÃO
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO DATA DE ABERTURA
21.849.065/0001-86 09/02/2015
MATRIZ CADASTRAL

NOME EMPRESARIAL
MEPS NAUTICA LTDA - ME

TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA)


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CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL


47.63-6-05 - Comércio varejista de embarcações e outros veículos recreativos; peças e acessórios

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS


33.17-1-01 - Manutenção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes
33.17-1-02 - Manutenção e reparação de embarcações para esporte e lazer

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA


206-2 - Sociedade Empresária Limitada

LOGRADOURO NÚMERO COMPLEMENTO


AV LAFAYETE COUTINHO 1010 : BAHIA MARINA; BOX: 27;

CEP BAIRRO/DISTRITO MUNICÍPIO UF


40.015-160 COMERCIO SALVADOR BA

ENDEREÇO ELETRÔNICO TELEFONE


FISCAL@ORGANIZACAOSILVEIRA.COM.BR (71) 2104-5400 / (71) 2104-5408

ENTE FEDERATIVO RESPONSÁVEL (EFR)


*****

SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL


ATIVA 09/02/2015

MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL

SITUAÇÃO ESPECIAL DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL


******** ********

Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 06 de maio de 2016.

Emitido no dia 06/09/2017 às 09:48:37 (data e hora de Brasília). Página: 1/1

© Copyright Receita Federal do Brasil - 06/09/2017

1 de 1 06/09/2017 09:51

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14ª VSJE DO CONSUMIDOR (VESPERTINO)
RUA PADRE CASIMIRO QUIROGA, 2403, 2º ANDAR (FÓRUM IMBUÍ)
IMBUÍ
CEP: 41.720-400 / SALVADOR - BA
EMAIL: ssa-14vsje-consumo@tjba.jus.br

PROCESSO ELETRÔNICO: 0019673-34.2018.8.05.0001


PARTE(S) AUTORA(S): ANTONIO CARLOS DE SOUZA
PARTE(S) RÉ(S): DOUGLAS VITOR DIAS
MEPS NAUTICA LTDA ME

CITAÇÃO

Pela presente ordem, fica a parte RÉ acima nomeada CITADA e INTIMADA para todos os termos da ação judicial que contra ela foi proposta
pela(s) parte(s) AUTORA(S), também acima nomeada(s). A parte ré deve comparecer à AUDIÊNCIA JUDICIAL designada para o dia 27 de
Março de 2018, às 16:10h, neste Juizado, localizado no endereço acima indicado. Não havendo acordo, proceder-se-á imediatamente à
audiência de instrução e julgamento, desde que não resulte prejuízo para a defesa, NA QUAL a parte ré: a) deverá comparecer à audiência
e, se a causa for de valor superior a vinte salários mínimos, deverá comparecer à mesma assistida por advogado; b) apresentar toda a
defesa que tiver, por escrito ou verbalmente, na audiência designada, c) produzir toda prova que tiver na audiência designada.
ADVERTÊNCIA: A parte ré fica advertida de que DEVERÁ COMPARECER À AUDIÊNCIA, pois a sua ausência, por força da REVELIA,
importará em admitir verdadeiro(s) o(s) fato(s) alegado(s) na postulação (art.20 Lei federal N. 9099/95). Havendo documentos a serem
juntados no processo de que tenha interesse (petições, contestações, documentos probatórios, constitutivos, gravações de áudio e imagem
etc.), a parte ré poderá fazer a juntada no respectivo processo eletrônico, preferencialmente, em qualquer momento antes da audiência, a
partir da recepção deste Juizado. Caso verse a matéria em julgamento sobre relação de consumo, poderá ocorrer a inversão do ônus da
prova (art. 6º inc VIII Lei 8078/90).
Ressalte-se que o acesso à íntegra do presente processo faz-se através do endereço eletrônico https://projudi.tjba.jus.br, a qualquer
horário, mediante digitação do código individual de acesso 173f825 no campo "Teor do Processo".

SALVADOR, 22 de Fevereiro de 2018.

Maria Cláudia Domingos Agle


Secretário(a)
Documento assinado eletronicamente

Assinado eletronicamente por: ANA JULIA VASCONCELOS SOUZA Id. 61566105 - Pág. 19
Código de validação do documento: 604d07fa a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
14ª VSJE DO CONSUMIDOR (VESPERTINO)
RUA PADRE CASIMIRO QUIROGA, 2403, 2º ANDAR (FÓRUM IMBUÍ)
IMBUÍ
CEP: 41.720-400 / SALVADOR - BA
EMAIL: ssa-14vsje-consumo@tjba.jus.br

PROCESSO ELETRÔNICO: 0019673-34.2018.8.05.0001


PARTE(S) AUTORA(S): ANTONIO CARLOS DE SOUZA
PARTE(S) RÉ(S): DOUGLAS VITOR DIAS
MEPS NAUTICA LTDA ME

CITAÇÃO

Pela presente ordem, fica a parte RÉ acima nomeada CITADA e INTIMADA para todos os termos da ação judicial que contra ela foi proposta
pela(s) parte(s) AUTORA(S), também acima nomeada(s). A parte ré deve comparecer à AUDIÊNCIA JUDICIAL designada para o dia 27 de
Março de 2018, às 16:10h, neste Juizado, localizado no endereço acima indicado. Não havendo acordo, proceder-se-á imediatamente à
audiência de instrução e julgamento, desde que não resulte prejuízo para a defesa, NA QUAL a parte ré: a) deverá comparecer à audiência
e, se a causa for de valor superior a vinte salários mínimos, deverá comparecer à mesma assistida por advogado; b) apresentar toda a
defesa que tiver, por escrito ou verbalmente, na audiência designada, c) produzir toda prova que tiver na audiência designada.
ADVERTÊNCIA: A parte ré fica advertida de que DEVERÁ COMPARECER À AUDIÊNCIA, pois a sua ausência, por força da REVELIA,
importará em admitir verdadeiro(s) o(s) fato(s) alegado(s) na postulação (art.20 Lei federal N. 9099/95). Havendo documentos a serem
juntados no processo de que tenha interesse (petições, contestações, documentos probatórios, constitutivos, gravações de áudio e imagem
etc.), a parte ré poderá fazer a juntada no respectivo processo eletrônico, preferencialmente, em qualquer momento antes da audiência, a
partir da recepção deste Juizado. Caso verse a matéria em julgamento sobre relação de consumo, poderá ocorrer a inversão do ônus da
prova (art. 6º inc VIII Lei 8078/90).
Ressalte-se que o acesso à íntegra do presente processo faz-se através do endereço eletrônico https://projudi.tjba.jus.br, a qualquer
horário, mediante digitação do código individual de acesso 173f82f no campo "Teor do Processo".

SALVADOR, 22 de Fevereiro de 2018.

Maria Cláudia Domingos Agle


Secretário(a)
Documento assinado eletronicamente

Assinado eletronicamente por: ANA JULIA VASCONCELOS SOUZA Id. 61566118 - Pág. 20
Código de validação do documento: 604d087c a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Assinado eletronicamente por: ECT Id. 62191143 - Pág. 21
Código de validação do documento: 60ac6786 a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.
Assinado eletronicamente por: ECT Id. 62192310 - Pág. 22
Código de validação do documento: 60ac951c a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.