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CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.

756
Para: Segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Texto: Isaías 61.10-11
“Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez.” (Is 61.10)

Deus nos faz louvar

Estar agradecido nem sempre é fácil. Existem situações da vida nas quais nos sentimos
alegres e gratos. Mas muitas outras ocasiões não nos proporcionam tanta felicidade assim. A história
do povo de Deus sempre foi marcada por altos e baixos. Às vezes, as pessoas percebiam as bênçãos
de Deus, mas outras tantas vezes sofriam e não encontravam motivos para tanta gratidão. Será que
hoje é diferente? E, quando sofremos, como nos sentimos?
O profeta Isaías anunciou ao povo: “A vergonha e a desgraça que vocês passaram eram duas
vezes mais do que mereciam” (Is 61.7). Ouvindo isso, pode ser que nos sintamos ainda mais
atormentados diante das dificuldades que passamos. Mas, sim, merecemos o castigo de Deus por
causa de todos os nossos pecados.
Porém Deus, em seu imenso amor, não nos deixa abandonados. Assim como ele cuidou e
guiou o seu povo no Antigo Testamento, assim também mantém a sua promessa de bênçãos para
nós. O profeta ainda nos lembra de que “o Senhor salvará o seu povo” (Is 61.2) “e todas as nações
cantarão hinos de louvor a ele” (Is 61.11).
São muitas as dificuldades da vida, mas com Deus nós as enfrentamos com segurança. E
Deus resolveu o maior de todos os nossos problemas enviando o seu Filho Jesus Cristo, mantendo a
promessa da sua “aliança eterna” (Is 61.8). Com sua morte e ressurreição, ele pagou pelo nosso
pecado. Assim, louvamos e agradecemos “por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez” (Is
61.10). Ele nos salvou!
Oremos: Senhor Deus, nem sempre somos agradecidos e louvamos o teu glorioso nome.
Perdoa a nossa ingratidão e perdoa-nos por não enxergarmos as tuas bênçãos mesmo em meio aos
sofrimentos. Gratos somos pela maior alegria de nossa vida: a salvação em Jesus Cristo. Obrigado
por nos dares motivos para te louvar. Em nome do Salvador Jesus. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.757
Para: Terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Texto: João 1.43-51
“Jesus disse: Venha comigo!” (Jo 1.43)

Venha comigo!

Chamados fazem parte da vida. A família é chamada para a refeição que está pronta. Quem
está procurando um emprego é chamado para uma entrevista. A escola chama os responsáveis pelos
alunos para uma reunião. O patrão chama o empregado para uma conversa. Enfim, são diversos os
tipos de chamado. Mas existe um outro chamado, que é o mais especial de todos e mais importante:
o chamado de Jesus.
O grande problema é que muitas pessoas não querem ouvir Jesus. Nós também, em diversas
situações, ficamos surdos a esse chamado, tapamos os nossos ouvidos e não queremos saber o que
Jesus tem a nos dizer. Mas não ouvir esse chamado traz uma consequência séria: a morte eterna.
Quando fazemos assim, seguimos o nosso próprio caminho de perdição.
Mas em seu amor, Jesus nos chama para uma mudança radical de vida, de arrependimento e
perdão. Isso só é possível porque ele morreu numa cruz pelos nossos pecados e ressuscitou
vitorioso. Sem a obra de Cristo em nosso lugar, o seu chamado jamais faria sentido.
Assim como Jesus chamou discípulos para o seguirem, ele chama a nós também. Certa vez,
Jesus chamou Filipe, dizendo: “Venha comigo!” (Jo 1.43). Hoje, através da sua Palavra, a Bíblia,
Jesus também nos diz com carinho: “Venha comigo!” Ele também nos revela quem realmente é, nos
fazendo confessar: “O senhor é o Filho de Deus!” (Jo 1.49). O chamado de Jesus é um chamado de
amor, para nos salvar e nos levar ao céu.
Oremos: Bondoso Deus, reconhecemos que, com nossas próprias forças, não conseguimos
obedecer ao teu chamado. Nem sempre vivemos de acordo com os teus mandamentos. Perdoa-nos,
ó Senhor. Muito obrigado por nos chamares à salvação em Cristo, mesmo que sejamos pecadores.
Gratos somos pelo teu amor. Em nome do Salvador Jesus. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.758
Para: Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Texto: 1 Coríntios 12.1-3
“E que ninguém pode dizer ‘Jesus é Senhor’, a não ser que seja guiado pelo Espírito Santo.” (1Co 12.3)

Guiados pelo Espírito de Deus

Qual é o dom mais especial dentro da igreja? Pregar, cantar, tocar, ensinar, administrar,
aconselhar, ou algum outro? Na época do apóstolo Paulo, os coríntios estavam tendo problemas
sobre esse assunto. Achavam que existiam dons mais importantes, correndo o risco de causar
divisões na igreja. Por isso, Paulo afirma: “Meus irmãos, quero que vocês saibam a verdade a
respeito dos dons que o Espírito Santo dá” (1Co 12.1).
Para o Senhor Deus, não existe habilidade mais importante do que outra dentro do trabalho do
reino de Deus. No entanto, existe um reconhecimento necessário a respeito dos nossos dons: “É um
só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele
quer” (1Co 12.11).
O mais importante não é qual dom eu tenho para usar no trabalho do reino, mas reconhecer a
ação de Deus na minha vida e saber usar o que eu realmente sou para o louvor de Deus, e não para
a minha própria glória. A grande diferença não deve estar nos dons, mas em confessar que “Jesus é
Senhor” (1Co 12.3). O apóstolo nos ensina que só é possível reconhecer Jesus como o Senhor de
nossas vidas quando se é “guiado pelo Espírito Santo”. E em Romanos, capítulo 8, versículo 14, está
escrito: “Pois aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”.
Deus nos guia e transforma em seus filhos, nos enchendo de capacidades que podem ser
usadas para o engrandecimento do reino divino. E Deus tornou isso possível porque nos salvou
através de Cristo na cruz, nos concedendo o perdão. O dom da salvação é a maior bênção de Deus
em nossas vidas.
Oremos: Querido Deus, obrigado pela diversidade de dons que podem ser usados para a
proclamação do Evangelho. Perdoa-nos quando achamos que nossos dons são melhores do que dos
outros. Obrigado pelo dom da salvação em Cristo. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.759
Para: Quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Texto: Salmo 128
“Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com a sua vontade!” (Sl 128.1)

Deus nos traz felicidade

Você se considera uma pessoa feliz? O que você acha necessário para ser feliz? Mas, o que é
felicidade? Você seria capaz de qualquer coisa para conquistar a sua? Para responder essas
perguntas, é importante entender o que realmente traz a verdadeira felicidade. E a resposta correta
precisa levar em consideração o que diz a Palavra de Deus.
No Salmo 128, versículo 1, lemos: “Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo
com a sua vontade!” Esse salmo também nos lembra que “se” (Sl 128.2), mas somente “se”,
temermos a Deus, nossa vida será “recheada” de verdadeira felicidade, certezas e bênçãos. Deus
promete recompensar o verdadeiro temor a ele. Mas como podemos ser abençoados assim se somos
falhos, pecadores, e não tememos a Deus conforme deveríamos fazer?
Deus sabe da nossa dificuldade em andar nos seus caminhos. Justamente por isso, ele nos
enviou Jesus. Não conquistamos as bênçãos de Deus por aquilo que fazemos, pois não somos
perfeitos. Mas somos abençoados por Deus porque Jesus pagou, perfeitamente, por todos os nossos
erros e, assim, nos motiva a viver uma vida de verdadeiro temor a esse Deus amoroso.
Ser verdadeiramente feliz, então, é ser abençoado com a paz de Deus, mesmo em meio às
guerras da vida. No Evangelho de João, capítulo 14, versículo 27, Jesus diz: “Deixo com vocês a paz.
É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem
tenham medo”.
Oremos: Senhor amado, reconhecemos que, muitas vezes, não tememos o teu santo nome.
Pedimos o teu perdão, pois falhamos ao rejeitar as tuas bênçãos. Muito obrigado porque, em Cristo,
temos a garantia da verdadeira felicidade em nossa vida, tanto aqui neste mundo como na
eternidade. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.760
Para: Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Texto: Isaías 62.1-5
“Não descansarei até que a sua vitória brilhe como o sol, e a sua salvação brilhe como uma tocha acesa.” (Is 62.1)

Deus não se cansa

Quantas vezes você já desistiu de uma atividade porque estava cansado? A correria diária, as
tarefas do trabalho, escola, família... Muita coisa causa cansaço e, consequentemente, faz as
pessoas desistirem de determinadas atividades. Mas isso não acontece apenas na vida familiar,
social ou no trabalho. Infelizmente também acontece na vida cristã.
Viver de acordo com o que Deus deseja não é fácil. Ser cristão é correr contra o vento, é nadar
contra a maré, é não se deixar levar por qualquer ensinamento do mundo. Mas, por causa do nosso
pecado, muitas vezes nos cansamos e perdemos a esperança nas promessas de salvação. A história
do povo de Deus, já desde o Antigo Testamento, nos mostra o quão difícil é permanecer firme naquilo
que o Senhor nos diz.
Porém, em Isaías 62, versículo 1, Deus promete: “Não descansarei até que a sua vitória brilhe
como o sol, e a sua salvação brilhe como uma tocha acesa”. O Senhor Deus ama o seu povo e quer
sempre o melhor para ele. Nem sempre entendemos os caminhos de Deus, mas ele sempre quer nos
levar pelo caminho da salvação.
Deus nunca se cansa de nós. Mesmo com todo o nosso pecado, Deus bondosamente enviou
Jesus, que também foi incansável até chegar à morte na cruz. E ainda hoje, Deus continua enviando
o seu Espírito Santo pela sua Palavra, continua nos buscando com carinho, nos concedendo a força
necessária para seguir em frente, até o dia da salvação. Deus não se cansa de nós, pois ele nos
ama.
Oremos: Senhor Jesus, perdoa o nosso pecado, pois muitas vezes cansamos de viver de
acordo com os teus mandamentos. Obrigado por nunca desistires de nós. Guia-nos no caminho da
salvação e dá-nos uma fé firme e forte para testemunharmos do teu amor e perdão. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS Nº 14.761
Para: Sábado, 13 de janeiro de 2018
Texto: 1 Coríntios 12.4-11
“Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo.” (1Co 12.5)

Servir com os dons recebidos

Nos trabalhos diários, muitas vezes precisamos contar com a participação de outras pessoas.
Em casa, cada membro da família pode realizar uma tarefa diferente para deixar tudo em ordem.
Numa construção, cada trabalhador precisa executar bem o seu papel para que tudo ocorra conforme
o planejado. Num trabalho de estudos em grupo, todos precisam se aprofundar no tema em questão
e colaborar conforme o seu conhecimento e habilidade. Ou seja, em diversas situações cada pessoa
participa com aquilo que sabe e pode fazer.
No trabalho do reino de Deus, também existem muitas tarefas a serem realizadas. Na primeira
carta aos Coríntios, capítulo 12, versículo 5, lemos: “Existem maneiras diferentes de servir, mas o
Senhor que servimos é o mesmo”. Muitas são as maneiras de trabalhar dentro do reino de Deus, mas
o objetivo é sempre um: servir o Senhor.
Servir nem sempre é fácil. E reconhecer os dons dos outros também exige dedicação. Deus
nos usa como instrumentos para que a sua Palavra chegue até outras pessoas. É importante
sabermos trabalhar em conjunto, usando as habilidades para o reino de Deus. Assim, executamos
tarefas conforme a nossa capacidade juntamente com o trabalho de outras pessoas, unindo
diferentes dons.
Há, então, muitas maneiras de servir a Deus. E o Senhor nos capacita para tanto. Mas existe
um trabalho que não somos capazes de fazer: salvar a nós mesmos do pecado. Por isso, Deus
enviou o seu Filho Jesus para realizar esse trabalho por nós. Ele morreu na cruz e ressuscitou. Este é
o maior dom que recebemos: a salvação através do serviço de Cristo por nós.
Oremos: Senhor, concede-nos dons e usa-nos para levar pessoas a Cristo. Perdoa-nos por
não trabalharmos fielmente pelo teu reino de maneira adequada por causa do nosso pecado.
Obrigado pela obra de Cristo por nós. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS HL 3.591
Para: Domingo, 14 de janeiro de 2018
Texto: João 2.1-11
“Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus
discípulos creram nele.” (Jo 2.11)

Jesus soluciona problemas

A festa de casamento é um momento muito especial e, muitas vezes, com intensos


preparativos e preocupações. Um dos detalhes importantes para a realização de uma festa é calcular
a quantidade de comida e bebida, para que não falte nada. Mas, e se faltar alguma coisa? Sim, isso
acontece! Certa vez Jesus estava numa festa de casamento e o vinho acabou.
Em Caná, na região da Galileia, Jesus realizou o seu primeiro milagre, transformando água em
vinho e resolvendo um grande problema daquela festa de casamento, um problema aparentemente
sem solução para aquele momento. Mas por que Jesus fez esse milagre? Ele não apenas trouxe
alegria para a festa, mas também revelou o seu poder, revelou quem ele realmente é: o verdadeiro
Deus Todo-Poderoso. O evangelho de João, capítulo 2, versículo 11, diz que com este milagre Jesus
“revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele”.
Ainda hoje Jesus continua revelando o seu poder e fazendo milagres em nossa vida. O maior
de todos os milagres foi conquistar a salvação por você e eu, por todas as pessoas, na cruz. Sem
Jesus nós estaríamos perdidos em nossos pecados, estaríamos sem solução para o pior de todos os
nossos problemas. Mas, com sua morte e ressurreição, ele não nos deixou faltar nada e conquistou a
salvação do pecador. Jesus trouxe a grande solução para que possamos comemorar a grande festa
do céu e viver eternamente.
Oremos: Jesus, agradecemos-te por fazeres parte da nossa vida. Permanece sempre ao
nosso lado, ó Senhor. Pedimos perdão porque, muitas vezes, não percebemos que a solução do
nosso problema está nas tuas mãos. Muito obrigado por realizares o milagre da salvação eterna por
nós. Em teu nome. Amém.

Pastor Ezequiel Blum


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.762
Para: Segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Texto: Sl 19.1-6
“O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram.” (Sl 19.1)

Mãos habilidosas

Um grupo de profissionais de diversas áreas isolou um ferro velho desativado para uma
grandiosa experiência. Engenheiros, designers, químicos, especialistas em computação gráfica,
técnicos renomados no uso de explosivos, entre outros, trabalharam por um longo tempo num projeto
ambicioso: iriam produzir, a partir de uma série de explosões bem calculadas, um moderno veículo.
As notícias divulgadas impressionavam, pois traziam a palavra do chefe do experimento: “Nossos
cálculos foram tão bem feitos sobre a quantidade de explosivos, o tempo entre uma explosão e outra,
distâncias e reações químicas, que já sabemos a cor do carro, a medida dos pneus, o estilo da
forração dos bancos e inclusive qual música vai estar tocando no som do veículo ao término das
explosões”.
Você achou essa história muito esquisita? Sim, de fato dificilmente alguém acreditaria na
possibilidade de sucesso de tal empreendimento. Guardando as devidas proporções, poderíamos
dizer que igualmente é difícil acreditar que o imenso universo, particularmente nosso planeta, surgiu
de uma série de explosões que resultaram na criação dessa diversidade de seres vivos. Entre a
crença numa explosão desordenada e a fé na mão habilidosa de um Criador, fique com a fé. Como
disse o salmista Davi: “O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos
fizeram” (Sl 19.1).
Deus não apenas criou o mundo e o ser humano. Ele providenciou salvação e reconciliação à
humanidade que insiste em tirá-lo do centro do universo. A criação é um milagre. A salvação mediante
a fé em Jesus é outro extraordinário milagre. Tudo provém das amorosas mãos do Senhor.
Oremos: Pai querido, peço perdão pelas minhas dúvidas e por querer tirar o Senhor do centro
da minha vida. Obrigado porque além de criar, continuas preservando o mundo com poder e amor.
Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.763
Para: Terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Texto: Neemias 1.4-11
“Quando ouvi isso eu me sentei e chorei. Durante alguns dias eu fiquei chorando e não comi nada. E fiz a Deus esta
oração.” (Ne 1.4)

Além de sentar e chorar

As cenas impressionavam. As imagens eram fortes e a palavra que mais se ouvia era:
“destruição”. Em alguns minutos cidades inteiras experimentaram o poder do vento. Mais um furacão
e diversas famílias passaram pela experiência de ter os seus bens destruídos. Sem falar no número
de vítimas. Choro, muito choro!
O profeta Neemias tinha recebido autorização do rei da Pérsia para voltar a Jerusalém e ajudar
a reconstruir a cidade que havia sido destruída. Não era o vento o causador de tal tragédia. Uma
sucessão de invasões de povos inimigos havia feito grandes estragos.
Logo nos primeiros versículos percebemos que o povo de Deus, que ainda vivia em
Jerusalém, passava grandes dificuldades e era humilhado. Para completar o quadro de tristeza, “as
muralhas de Jerusalém ainda estavam caídas” (Ne 1.3). Neemias lembra-se da cidade que outrora
era tão formosa e do povo que era feliz. Mas diante das notícias, ele confessa: “Quando ouvi isso eu
me sentei e chorei” (Ne 1.4).
Se alguém um dia lhe disser que “homem não chora”, não leve isso a sério. Veja o próprio
exemplo do profeta que, diante do quadro à sua frente, foi “sentar e chorar”. Talvez na sua vida, na
família, no casamento, no trabalho, haja destruição e dificuldades. Talvez chegou o seu dia de “sentar
e chorar”.
A notícia que pode fazer a diferença numa hora dessas é que temos um Deus que entende de
choro. Diante da morte do amigo Lázaro, a Bíblia diz que “Jesus chorou” (Jo 11.35). Esse mesmo
Jesus se preocupa com a nossa vida e nos convida a entregar aquilo que está “destruído” a ele.
Neemias além de sentar e chorar, orou.
Oremos: Senhor, nas notícias inesperadas da vida, enxuga nossas lágrimas e lembra-nos das
tuas palavras: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei”.
Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.764
Para: Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Texto: 1 Coríntios 12.12-26
“Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis.” (1Co 12.18)

Para o nosso bem e o bem do próximo

No sábado à tarde era a final do campeonato. Finalmente seria conhecida a equipe campeã. O
ginásio estava lotado e a hora se aproximava. No entanto, havia uma grande preocupação em uma
das equipes: o goleiro titular e o reserva ainda não estavam presentes. As tentativas para localizar os
dois atletas, que estavam vindo no mesmo carro, não estavam dando certo. O celular insistia em dizer
“indisponível ou fora de área”. O técnico, bastante nervoso, perguntava aos outros jogadores se
alguém poderia atuar no gol, mas a negativa foi geral. “Não tenho dom para ser goleiro”, era o que
mais se ouvia.
Na igreja de Corinto havia muitas pessoas e, consequentemente, uma grande variedade de
dons. Dom é algo que é dado. Pode parecer óbvio, mas às vezes isso é esquecido. Dons são dados
para servir e não para se orgulhar. Pode parecer repetitivo, mas frequentemente algumas pessoas se
orgulham invés de agradecer e servir. O apóstolo Paulo fala da importância de cada um no exercício
do seu dom. Ele usa o exemplo do corpo humano, com suas diferentes partes, todas trabalhando
para o bem do corpo. Se alguém pensa mais em si do que no todo, está jogando contra o seu próprio
time.
O Senhor Jesus numa das orações mais bonitas registradas na Escritura diz: “E peço que
todos sejam um” (Jo 17.21). Mais do que pedir a nossa unidade no corpo chamado igreja e,
consequentemente, na sociedade, Jesus dá a si mesmo como um dom para a nossa salvação eterna.
Enquanto não chegamos na eternidade, lembremos que “Deus colocou cada parte diferente do corpo
conforme ele quis” (1Co 12.18) para o nosso bem e do nosso próximo.
Oremos: Deus amado, agradecemos-te pelo dom da fé em Jesus, que nos assegura a vida
eterna. Igualmente agradecemos pelo privilégio de servir a ti e ao nosso semelhante com os dons
recebidos. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.765
Para: Quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Texto: Salmo 19.7-14
“Purifica-me, Senhor, das faltas que cometo sem perceber.” (Sl 19.12)

Sem perceber

“Eu não percebi!” Essa foi a frase do aluno ao entregar a prova sem assinar o nome. “Eu não
percebi!” Foi o que disse o motorista, quando o guarda lhe alertou sobre o não uso do cinto de
segurança e os faróis desligados. “Eu não percebi!”, disse o filho adolescente quando seus pais
perguntaram por que ele não desligava as luzes ao sair de um cômodo da casa.
“Eu não percebi!” Você também já disse isso algumas vezes, não é mesmo? Frequentemente
estamos tão “desligados” que parece ser essa a primeira resposta que vem à nossa mente.
O salmista Davi percebe e reconhece a criação de Deus e elogia a sua lei afirmando que ela é
perfeita, nos dá novas forças, merece confiança, dá sabedoria aos simples, alegra o coração e
ilumina a mente. O salmista percebeu que a lei do Senhor e os seus ensinos são muito preciosos e
valem mais do que o ouro, destacando a importância de obedecer a essa lei.
Então ele reconhece os seus erros e demonstra preocupação com aquilo que poderia ter
passado despercebido na sua confissão de pecados, dizendo: “Purifica-me, Senhor, das faltas que
cometo sem perceber” (Sl 19.12).
Nada passa despercebido de Deus. Se por um lado isso nos assusta porque somos
demasiadamente pecadores, por outro, nos consola, pois mesmo não percebendo, Deus está
conosco em cada momento. O dia de hoje é mais uma prova do amor de Deus, no qual ele assegura
que deu o seu filho Jesus para perdoar todos os pecados, inclusive aqueles que não percebemos ou
lembramos.
Oremos: Senhor “livra-me dos pecados que cometo por vontade própria; não permitas que
eles me dominem” (Sl 19.13). Perdoa os pecados que não tenho percebido e ajuda-me a não me
acostumar com isso. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.766
Para: Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Texto: Neemias 8.1-3, 5-6, 8-10
“E ali, na praça em frente ao portão, Esdras leu a Lei para o povo, desde o nascer do sol até o meio-dia. E todos
ouviram com atenção.” (Ne 8.3)

Pressa ou paciência

Numa festa infantil lá estava a mãe, com um brinquedo na mão, chamando a atenção do filho
para que uma foto fosse tirada. Tente imaginar a cena: a criança não tinha paciência! Não queria ficar
no colo dos tios para a tradicional foto de aniversário. Então, quase toda a família colocou-se atrás do
fotógrafo, para fazer a criança olhar para frente. Tudo em vão. O profissional com a câmera na mão, a
família, a criança, todos estressados e com muita pressa.
Vivemos dias assim, reclamando da falta de tempo e suplicando que ninguém demore, pois
estamos com pressa. Poucas pessoas têm tempo para esperar e se concentrar. Olhar um vídeo com
mais de dois minutos? É muito tempo! Ir à igreja e o pastor falar mais de quinze minutos ou então a
celebração religiosa durar mais que uma hora é, em alguns lugares, uma aposta arriscada.
Que contraste com o relato de Neemias no capítulo 8 do seu livro! Dá para acreditar na
concentração daquelas pessoas, que ficaram do nascer do sol até o meio-dia, ouvindo a leitura que
Esdras fez da Palavra de Deus? E impressionantemente, “todos ouviram com atenção” (Ne 8.3). Não
foi um simples estar presente para cumprir um ritual. Eles ouviram com atenção, isso quer dizer: com
os ouvidos, os olhos, a mente, a alma e o coração.
Quando olhamos para as Escrituras, nos encantamos com relatos como esse. Mais ainda nos
surpreendemos e temos muitos motivos para agradecer, porque Deus não foi afetado pela pressa. Ele
tem paciência com a nossa vida errada. E por causa dessa paciência, se aproxima e nos dá de
presente o perdão através do seu Filho Jesus Cristo.
Oremos: Amado Pai celestial, somos imensamente agradecidos porque a correria dos nossos
dias não te afetou. Tu continuas sendo o mesmo Deus que tem a paciência de nos ouvir, ensinar e
estender a mão. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - Nº 14.767
Para: Sábado, 20 de janeiro de 2018
Texto: 1 Coríntios 12.27-31
“Porém eu vou mostrar a vocês o caminho que é o melhor de todos.” (1Co 12.31)

O melhor de todos

Há uma conhecida história infantil em que as ferramentas de uma carpintaria, onde móveis
eram fabricados, começaram a conversar sobre qual delas era a mais importante. E cada uma falava
de si, considerando-se a número um em importância. Quando o carpinteiro iniciou sua atividade,
pegou o serrote, a lixa, a plaina, a chave de fenda, o martelo, a furadeira, os parafusos e pregos, o
pincel. Enfim, usou todas as ferramentas. Ao final, cada uma reconheceu a importância das outras
para a conclusão do trabalho.
Parece até infantil repetir que Deus não deu os dons para que as pessoas meçam quem ou
qual é melhor ou mais importante. Os dons foram dados pelo Senhor para serem usados para o
nosso próprio bem e o bem do nosso próximo, na construção e expansão do seu Reino através do
servir. O nome é claro: dons! Eles não são produtos do nosso esforço pessoal. Quando foi
questionado por seus discípulos sobre o próprio Jesus Cristo, João Batista, afirmou: “Ninguém pode
ter alguma coisa se não for dada por Deus” (Jo 3.27). Ou como disse o apóstolo Paulo em outro
momento: “Por acaso não foi Deus quem lhe deu tudo o que você tem? (1Co 4.7)
O Deus que nos presenteia com dons diversos nos deu o mais precioso deles: o seu amor
revelado em Cristo Jesus. Esse amor de Jesus, que nos é dado mediante a fé, olha para quem não
merece. Ele é centrado no serviço e no perdão. Esse amor de Jesus, que deu a vida por nós, para
nos libertar da condenação eterna, é um dom extraordinário. É o melhor de todos.
Oremos: Pai querido, que dádiva maravilhosa nos deste através de Cristo. O perdão e a
salvação por ele conquistados em nosso lugar nos motivam a servir sem sonhar sermos melhores do
que os outros. Em nome de Jesus, o amor encarnado, o melhor de todos. Amém.

Pastor Adelar Munieweg


CINCO MINUTOS COM JESUS - HL 3.592
Para: Domingo, 21 de janeiro de 2018
Texto: Lucas 4.16-30
“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres.” (Lc 4.18)

Os que sempre cuidam

Certa vez alguém disse que no mundo existem quatro tipos de pessoas: as pessoas que já
cuidaram de alguém, as pessoas que sempre cuidam de alguém, as pessoas que algum dia cuidarão
de alguém e, por fim, as pessoas que precisarão dos cuidados de alguém.
Jesus entrou numa sinagoga em Nazaré. Quando deram a ele o livro do profeta Isaías para ler,
Jesus leu o texto que fala da sua grande missão de levar boas notícias para as pessoas. Os
presentes na sinagoga “olhavam para Jesus sem desviar os olhos” (Lc 4.20) e o versículo 22 do
capítulo 4 do evangelho de Lucas, relata que “todos começaram a elogiar Jesus, admirados com a
sua maneira agradável e simpática de falar”.
Provavelmente as pessoas que lá estavam gostaram do sermão, da mensagem, de Jesus
porque, a princípio, ele diz algo bonito, lembrando que ele foi escolhido para levar as boas notícias
aos sofredores do seu tempo e de todos os tempos.
Sabe... Até que é bom escutar um sermão assim. Jesus fala do que ele veio fazer no mundo:
“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar boas notícias” (Lc 4.18). Mas essas
palavras não são um desafio apenas para o Senhor. Preocupar-se com os pobres, os presos, os
cegos físicos e espirituais e os oprimidos é um desafio para todos os seus seguidores.
No mundo existem pelo menos quatro tipos de pessoas! Que inspirados no Deus das viúvas,
leprosos e sofredores de todos os tempos, e movidos pelo seu Santo Espírito, sejamos pessoas que,
vencendo a tentação do comodismo, participemos do time dos que sempre cuidam de alguém.
Oremos: Ó Deus, a tua palavra está repleta de exemplos de que, servindo aos outros
servimos a ti, e que isso não é perda de tempo. Dá-nos o teu Espírito Santo para que esse servir se
torne realidade em nossas vidas, em resposta ao teu amor que nos inspira e motiva. Em nome de
Jesus. Amém.

Pastor Adelar Munieweg