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A Docência na Educação Infantil

Karina Flávia Alves Oliveira

1. Introdução

É objetivo deste texto refletir sobre o brincar na escola de Educação


direito foi estabelecido em razão do que o brincar representa para a garantia
Infantil, considerando-o como um direito da criança e entendendo que esse da
sua alteridade. Para isso, são destacadas as principais concepções sobre o
brincar em suas relações com a prática docente.

Também buscamos avaliar como o curso de Pedagogia tem contribuído


na formação para a docência na educação infantil. Tendo como referência a
Pedagogia da Educação Infantil, esta questão foi desdobrada na análise dos
seguintes pontos: o sentido da qualidade na docência desta etapa da educação
básica, as concepções de docência presentes nos documentos que
institucionalizam a formação em pedagogia e, ainda, os sentidos atribuídos à
docência na educação infantil no processo de formação e atuação do
pedagogo e pedagoga.

No percurso metodológico com abordagem qualitativa, a pesquisa foi


delineada por um estudo de caso do tipo etnográfico. Nele, avaliamos um curso
de Pedagogia com habilitação em Educação Infantil e Magistério do Ensino
Fundamental nas Séries Iniciais de uma universidade pública em um dos
estados do nordeste.

Trabalhamos com os seguintes instrumentos: análise documental, grupo


focal, entrevistas semi-estruturadas e observação em três instituições públicas
de educação infantil. Os dados foram tratados na perspectiva da análise do
conteúdo em dois momentos: análise documental e triangulação das fontes.
Pelas informações encontradas ao longo da investigação, vimos que, da forma
como está organizado o projeto do curso de Pedagogia, não são favorecidas as
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condições de formação necessárias para a construção do sentido de docência


na educação infantil na perspectiva da organização do trabalho pedagógico e
da gestão educacional.

Num currículo constituído para formar competências, este curso de


Pedagogia proporciona o estudo de conteúdos da escola prescritos pelo
currículo oficial do ensino fundamental como orientação para o trabalho na
educação infantil. As disciplinas de metodologia de ensino estão consideradas
como o espaço de definição do conteúdo da formação, cuja aplicabilidade se
dá na pré-escola, reconhecendo a sala de aula como o lócus de exercício da
docência.

Palavras-chave: Brincar. Criança. Prática docente

2. Justificativa

A Educação Infantil, como as demais etapas da educação básica,


mostra qualidade bastante aquém da adequada, conforme atestam vários
estudos e pesquisas na área e mesmo documentos oficiais do Ministério da
Educação. Entre os fatores responsáveis por essa situação, encontra-se a
formação insuficiente dos profissionais que atuam na área, seja por falta de
habilitação prévia, seja porque essa habilitação não tem sido capaz de prepará-
los para as especificidades da educação de crianças na faixa de zero a seis
anos.

Tais especificidades estão explicitadas nas novas Diretrizes Curriculares


Nacionais para a Educação Infantil, instituídas pela Resolução CNE/CEB nº 5,
de dezembro de 2009. Resultado de amplo processo de discussão entre
especialistas e dirigentes da área, as diretrizes definem a concepção e o
currículo da educação infantil, como primeira etapa da educação básica.

Para que sejam de fato implementadas, é fundamental que os


professores de educação infantil tenham sua formação, inicial e/ou continuada,
baseada na mesma concepção e que sua prática pedagógica seja orientada
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pelo currículo explicitado nas DCNEI. Daí ser estratégico que o MEC invista em
ações de formação de professores com essa característica.

A Secretaria de Educação Básica vem formulando e implementando


ações que visam, junto com as demais instâncias e as agências formadoras,
alterar o quadro da insuficiência da formação de professores. Tem destaque
entre elas o Pro infantil, destinado a formar no magistério, em nível médio, os
professores de educação infantil em exercício não habilitados, curso ofertado
desde 2005 e que se encontra em fase de finalização. Verifica-se, entretanto,
que mesmo entre os habilitados em Pedagogia, há uma grande demanda por
cursos de formação mais específica, como comprova a demanda de curso de
especialização em Educação Infantil observada nos Planos de Ação
Articuladas – PAR. Essa atingiu a casa de 19.771 professores que deveriam
ser atendidos no período 2008 a 2011.

Visando responder a essa demanda, a SEB, por meio de uma ação


articulada entre a Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para a
Educação Básica/Coordenação Geral de Educação Infantil (COEDI) e a
Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para
Educação Básica/ Coordenação Geral de Formação de Professores
(CGFORM) incluiu na Plataforma Freire o Curso de Especialização em
Educação Infantil, em 2009.

Esse constitui uma das principais ações da Política Nacional de


Formação para a Educação Infantil, que inclui ainda o Programa de Formação
Inicial, em nível médio, modalidade Normal, para Professores em Exercício na
Educação Infantil – Proinfantil; o Programa de Formação Inicial, em nível
superior (Pedagogia), de Professores da Educação Infantil; o Curso de
Extensão Universitária de Professores da Educação Infantil.

O Projeto do Curso de Especialização foi elaborado em 2009, pela


CGFORM, em parceria com a Coordenação Geral de Educação Infantil
(COEDI), da Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para
Educação Básica, com a participação de Universidades parceiras do MEC
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executoras do Proinfantil. A oferta da Especialização teve início em 2010, com


a adesão de 13 universidades e um total de 2.955 professores matriculados.

A implementação, que ora se realiza, vem sendo acompanhada pelo


MEC, privilegiando-se a estratégia de troca de experiências e construção
coletiva, de forma a constituir-se uma rede entre as agências formadoras e o
Ministério, totalizando no ano de 2014 o total de 33 IES.

É desse acompanhamento que resulta o presente Projeto do Curso de


Especialização em Docência na Educação Infantil, o qual orienta as
universidades interessadas em firmar parceria com o MEC para abertura de
novas turmas. A inclusão do termo “Docência” no nome do curso visa explicitar
seu foco, bem como o público-alvo prioritário.

Esse Curso insere-se no âmbito da Política Nacional de Formação de


Professores para a Educação Infantil, sob a responsabilidade da Secretaria de
Educação Básica (SEB), do Ministério da Educação (MEC), em parceria com
as Instituições Federais de Ensino Superior (IES) e as Secretarias Municipais
de Educação.

A natureza do Curso de Especialização em Docência na Educação


Infantil é um curso de pós-graduação lato sensu desenvolvido na modalidade
presencial, ofertado por unidade acadêmica de educação de Instituição Pública
de Ensino Superior, em parceria com o Ministério da Educação. Conferirá
certificado de Especialista em Docência na Educação Infantil.

A educação infantil tem-se revelado primordial para uma aprendizagem


efetiva. Ela socializa, desenvolve habilidades, melhora o desempenho escolar
futuro, propiciando à criança resultados superiores ao chegar ao ensino
fundamental. Já é tão visível que logo se tornou lei (obrigatório) as crianças de
4 anos frequentarem as escolas.

A educação infantil é o verdadeiro alicerce da aprendizagem, aquela que


deixa a criança pronta para aprender.
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Nela a criança desenvolve varias habilidades dentre elas as motoras


grossa e fina, psicomotora, viso motora, a Formação Social e Pessoal,
Conhecimento de Mundo, Linguagem visual, oral e escrita, também a
socialização o eu e o outro, entre outras habilidades.

Portanto percebemos o quanto a educação infantil favorecem


principalmente na construção do sujeito, na construção da identidade e da
autonomia, das diferentes linguagens pelas crianças e as relações que
estabelecem com os objetos de conhecimentos.

Sabemos que Educação Infantil é o primeiro passo da educação de


todas as crianças, requer o desenvolvimento de um trabalho significativo e de
bastante relevância. Promovendo o crescimento da criança em termos
qualitativos e quantitativos, preparando-os para o exercício da cidadania e sua
preparação nos aspectos humanos, culturais, políticos e sociais.

3. Problematização

Como a brincadeira auxilia no processo da Educação Infantil?.

Brincar é uma importante forma de comunicação, é por meio deste ato


que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e
imaginação.

O ato de brincar possibilita o processo de aprendizagem da criança, pois


facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade,
estabelecendo, desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem.

4. Objetivos

4.1 OBJETIVOS GERAIS

- Formar em nível de especialização professores, coordenadores,


diretores de creches e pré-escolas da rede pública e equipes de educação
infantil das redes públicas de ensino.
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- Atender as demandas de formação de profissionais da educação


infantil explicitadas nos Planos de Ações Articuladas (PAR).

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Propiciar aos profissionais da educação infantil oportunidades de

ampliar e aprofundar a análise:

 das especificidades das crianças de 0 a 3 e de 4 a 6 anos,

relacionando-as às práticas pedagógicas para a educação em creches e pré-

escolas e à identidade do profissional da educação infantil;

 das políticas nacionais e locais de Educação Infantil e seus

impactos;

 das contribuições à Educação Infantil advindas das

ciências sociais e humanas;

 das relações entre cultura, subjetividade e currículo na

educação infantil;

 de estudos e pesquisas na área da Educação Infantil.

- Propiciar aos profissionais da Educação Infantil oportunidades de


analisar e desenvolver propostas de organização do trabalho pedagógico para
creches e pré-escolas.

- Propiciar aos profissionais da Educação Infantil oportunidades de


realizar estudos diagnósticos e propor estratégias para a melhoria da Educação
Infantil em seu contexto de trabalho.
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5. Conteúdos

 Motricidade fina e ampla;

 Expressões gráficas, desenho, pintura, montagem, colagem, noção de

limite na folha;

 Expressão corporal;

 Historinhas;

 Criatividades, imaginação e dramatização;

 Música e ritmo;

 Socialização.

 .Linguagem

 Oralidade

 Musicas popular

 Teatro

 Jogos e brincadeiras

 Contar histórias

 Movimento, ações básicas (pressupostos do movimento)

 Movimento dirigidos

 Movimento com matérias

 Trabalhos com bolas

 Trabalhos com sacos de areia

 Trabalhos cordas

 Trabalhos argolas

 Dança e jogos

 Cantigas de roda

 Jogos de construção
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 Coordenação motora fina

 Coordenação ampla

 Lateralidade

 Organização e orientação espacial

6. Processo de Desenvolvimento

Valorização do trabalho domestico, com dramatização pelas crianças;

Desenvolvimento da coordenação motora e criatividade com atividade


de recorte e colagem em folha, usando retalhos de Eva;

Na primeira etapa deste projeto iremos Alencar as atividades,


brincadeiras livres e dirigidas serão realizadas no pátio interno e externo da
creche.

A brincadeira livre levará brinquedos diversos para as crianças


brincarem no pátio da creche como bonecas, carrinhos, bolas, sempre com
observação das educadoras.

Brincadeiras livres levam a criança usar a imaginação, o faz de contas,


sociabilidade, e interação entre elas.

Essas brincadeiras deverão ser organizadas pelas educadoras da sala,


com crianças de três e quatro anos.

O planejamento das brincadeiras livres será organizado de acordo com o


cronograma de atividades da instituição. Podendo usar músicas como por
exemplo cd da Xuxa, musicas infantil variadas etc.

Nas brincadeiras dirigidas os educadores deverá organizar com cantigas


de rodas, danças da cadeira, pular cordas, brincar com bambolê sempre com
auxilio das educadoras nesse processo.

Na segunda etapa deste projeto de ensino as atividades deverão Ser


organizadas dentro do espaço da sala de aula.
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Com contação de histórias, o educador deverá criar cantinhos para que


as crianças brinquem, por exemplo, cantinho da beleza, cantinho da fantasias,
cantinho dos livros.

Essas brincadeiras livres e dirigidas leva a criança desenvolver varias


habilidades como:

 Estimula o equilíbrio
 Agilidade
 Socialização
 Lateralidade
 Ritmo
 Criatividade
 Linguagem
 Atenção
 Concentração
 Coordenação motora
 Estratégia
 Organização e orientação espacial

6.1 Recursos Necessários para realização do projeto

Recursos humanos e materiais

 Brinquedos
 Recursos humanos
 Livros de histórias
 Cordas
 Cadeiras
 CDS
 Radio gravador
 Bolas
 Bambolé
 Saco
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6.2 Tempo para a realização do projeto

O tempo gasto para a realização do projeto se relaciona diretamente aos


objetivos propostos. Assim, o aluno deve prever o tempo que levará para a
realização do projeto, organizando o mesmo em um cronograma e especificar o
tempo para a realização de cada atividade prevista no item anterior (processo
de desenvolvimento).

Para cada atividade: será desenvolvida em 20 a 30 minutos para todas


atividades de acordo com o cronograma da instituição.

6.3 Recursos humanos e materiais

Os recursos humanos e materiais deverão serem aplicados de acordo


com a criatividade do professor a desenvolver as atividades planejadas.

 Brinquedos
 Recursos humanos
 Livros de histórias
 Cordas
 Cadeiras
 CDS
 Radio gravador
 Bolas
 Bambolé
 Saco

6.4 Avaliação

A educação infantil é uma etapa integrante da educação básica. Nesse


contexto, a avaliação é um assunto que deve ser observado pelo professor,
para que não ocorram injustiças. O professor tem que avaliar a criança em um
processo contínuo e dinâmico.
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Para que o registro das avaliações na educação infantil seja coerente e


eficaz, conforme propõem os teóricos estudados, são necessários: interação
entre aluno e professor, um acompanhamento específico no desenvolvimento
da criança e uma compreensão das áreas do desenvolvimento infantil.

A avaliação escolar deve ser considerada como parte integrante do


processo de ensino aprendizagem, ou seja, não é uma etapa isolada, ela
caminha continuamente no processo de desenvolvimento do aluno, ajudando a
tornar mais claro os objetivos pedagógicos que se quer atingir, tendo
consciência de que para se trabalhar cada nível de ensino, deve-se respeitar
as especificidades de cada um.

7. Referencial teórico

O que é o lúdico: O lúdico tem sua origem na palavra ludus que quer
dizer jogo, a palavra evoluiu levando em consideração as pesquisas em
psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de
jogo.

O lúdico faz parte da atividade humana e caracteriza-se por ser


espontâneo funcional e satisfatório. Na atividade lúdica não importa somente o
resultado, mas a ação, o movimento vivenciado.

Sendo que o lúdico acontece a partir do brinquedo, brincadeiras e jogos,


pois é o momento que a criança entra no seu mundo da imaginação.

O brinquedo é o suporte de uma brincadeira, é o objeto concreto que


existe de forma verdadeira ou ideológica; já a brincadeira é a descrição de uma
conduta estruturada com regras implícita ou explicita.

Na educação infantil o lúdico propicia as crianças uma série de


desenvolvimentos benéficos, que vai desencadeando seu aprendizado.

Negrine (2000) “afirma que a capacidade lúdica está diretamente


relacionada à sua pré-história de vida. Acredita ser, antes de tudo, um estado
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de espírito e um saber que progressivamente vai se instalando na conduta do


ser devido ao seu modo de vida”.

A ludicidade traz para o nosso meio à integração um com o outro, para


se realizar as atividades do meio lúdico que nos auxilia por brinquedo, jogos e
brincadeiras a ser desenvolvida, na qual nos permite ser mais livres de regras e
normas, não que o lúdico não possua regras, mas suas regras nos jogos e
brincadeiras são voltadas para o aprendizado e desenvolvimento da criança,
que passa a contar com o professor conforme o desempenho de cada criança
de uma forma mais observadora, cada criança tem seu desenvolvimento
próprio ao brincar e jogar ela se define mais com um tipo específico.

O lúdico na educação infantil permite que a criança tenha um


desempenho frequente na sua educação, auxilia a criança no seu
comportamento, desempenham papéis sociais papai e mamãe nas suas
representações, desenvolvem a imaginação, criatividade e capacidade motora
de raciocínio.

O universo lúdico vem acompanhado de temas para ser desenvolvido na


educação infantil no aprendizado da criança, são eixos que vai se
desencadeando no meio delas do seu mundo real. Como brinquedo,
brincadeira e jogos que auxilia o aprendizado no seu dia a dia. Quando se fala
nesse universo lúdico podemos definir que cada qual tem seu significado no
aprendizado.

O brinquedo é um suporte de uma brincadeira é um objeto que vem


pronto até as mãos da criança, uma realidade aos seus olhos. A brincadeira é a
descrição aonde o organizador conduz os participantes, monta a estrutura com
regras claras que possa entender de forma explicitas.

O jogo é uma ação na qual se diverte brincando, ele e sujeito de certas


regras, composto de exercícios onde se desenvolve a coordenação motora da
criança e muita mais pode se visto na prática do jogo.

A atividade lúdica é muito importante para o desenvolvimento infantil, ela


nos possibilita a desenvolver vários aspectos no desenvolvimento da
personalidade da criança como o físico, afetivo, social, cognitivo e criativo etc.
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A ludicidade é um conjunto para serem trabalhado na educação infantil


através de várias atividades como jogos, sentido, escrito, histórias,
dramatizações, músicas, danças, canções e várias outras atividades que
enriquecem o conhecimento cultural da criança. Levando com ela as mais
diversas culturas da sua nacionalidade.

O brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da


identidade e autonomia da criança, na qual ela expressa o seu sentimento com
a brincadeira. Nos jogos e brincadeiras as crianças desenvolvem a
coordenação, a atenção, a imitação, espera sua vez, imaginação e a memória,
o seu jeito de brincar reflete na sua forma de pensar e sentir.

Apresentar atividade lúdica para criança como uma ferramenta no


desenvolvimento das inteligências múltiplas, dos saberes e na construção do
conhecimento dentro do ambiente escolar, a atividade lúdica é reconhecida
como meio de fornecer um ambiente agradável, motivador, planejado e
enriquecido, que possibilita a aprendizagem de várias habilidades, além de
trabalhar estas habilidades na criança, ajudará no desenvolvimento da
criatividade, na inteligência verbal – linguística coordenação motora, dentre
outras.

Ao estar trabalhando o lúdico, com as crianças no ambiente escolar,


ajuda e auxilia no seu desenvolvimento mental, nos seus conhecimentos
escolares e tornando um ambiente agradável para as crianças um lugar que
trás conhecimentos através de brincadeiras prazerosas.

A informação passada para a criança na ludicidade trás para ela


inúmeras contribuições para sua vida pessoal, como a expressão das suas
emoções, a maneira como interage com seus colegas, seu desempenho físico-
motor, seu estágio de desenvolvimento, seu nível linguístico, e sua formação
moral.

O desenvolvimento pessoal funda-se em um processo de auto


descoberta, onde cada qual tende a tomar consciência do que sabe fazer e do
que tem dificuldade, como pode potencializar aquilo que faz bem e conviver, ou
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diminuir, com afeitos daquilo que tem menos habilidades. O processo de


comparação pode ser doloroso, porém é eficaz e, às vezes, inevitável.

Porém, atividade lúdica pode compor este processo de comparação de


forma agradável, divertida e em um clima de camaradagem. Quando a criança
joga, ela percebe suas possibilidades e a dos companheiros.

Para Dhome, (2003, p.124-125):

Para a criança com menos de três anos, o brinquedo é


coisa muito séria, pois ela não separa a situação
imaginaria do real. Já na idade escolar, o brincar torna-se
uma forma de atividade mais limitada que preenche um
papel específico em seu desenvolvimento. Tendo um
significado diferenciado que tem para uma criança em
idade pré-escolar. A criança com menos de três anos, tem
que viver e vivenciar o lúdico no seu desenvolvimento
infantil, que possibilita ela a ter uma coordenação de si
mesma com autoconfiança para seu aprendizado, ao
entrar na fase escolar, o lúdico passa a ser uma forma de
atividade para a criança, o seu educador vai auxiliando
com regras em suas brincadeiras mais limitadas. Está e
outra fase de um aprendizado específico em seu
desenvolvimento.

Ao estar trabalhando a atividade lúdica o professor pode estar


diferenciando seus alunos conforme suas habilidades e dificuldades tornando
tudo agradável. A ludicidade nos permite trabalhar de várias formas para todos
estarem interagindo de forma de igualdade e sabendo que cada qual tem sua
habilidade e seu limite. Para que a criança possa praticar sua capacidade de
criar é que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhe são oferecidas
brincadeiras e jogos é uma linguagem infantil que mantém um vínculo
essencial com a criança. Para que elas assimilem os jogos e brincadeiras é
preciso apropriar-se elementos da realidade da criança do seu cotidiano.
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Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação da


realidade, sendo que toda brincadeira pode ser uma imitação transformada, no
plano das emoções e das ideias, de uma realidade anteriormente vivenciada.
Enquanto brinca a criança está consciente de que esta representando um
objeto, situação ou fato, mas ao mesmo tempo, está inconsciente de que esteja
representando algo que lhe escapa por estar fora do campo de sua consciência
no momento.

Ao brincar e jogar a criança fica muito envolvida com o seu fazer que
transfira para ação seu sentimento e emoção. Brincando e jogando, a criança
ordena o mundo á sua volta, assimilando experiências e informações,
incorporando atividades e valores.

A brincadeira também favorece o equilíbrio afetivo da criança e contribui


para o processo de apropriação de signos sociais, cria condições para uma
transformação significativa da consciência infantil, por exigir da criança formas
mais complexa de relacionamento com o mundo. Isso acontece em virtude das
características da brincadeira: comunicação interpessoal que ela envolve sua
indução a uma constante negociação de regras e a transformação dos papéis
assumidos pelos participantes faz com que seu enredo seja sempre
imprevisível.

O lúdico na educação infantil é benéfico no aprendizado das crianças,


nas brincadeiras as crianças podem desenvolver diversas capacidades como: a
atenção imitação, memória, imaginação. Amadurecem algumas capacidades
de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de
regras e papéis sociais.

De acordo com Dhome (2003) “as atividades lúdicas, pelas suas


próprias características, podem possibilitar o convívio com as mais diversas
habilidades. Elas poderão atender tanto a criança que têm vocação para a arte,
como aquelas que têm agilidade física”.

Ao estar trabalhando a atividade lúdica com a criança isso possibilita ela


ter inúmeras descoberta com suas próprias vocações que lhe dá mais prazer
ao estar fazendo, uma criança gosta de representar a música como dança
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trabalhando a forma de expressão corporal. Outra criança gosta de histórias


onde ela mesma cria sua história com dramatização criando o seu próprio
conto de fadas.

Ao referirmos à educação lúdica se trata de uma ação inerente,


necessário na criança de modo inseparável, ela vive a ludicidade durante sua
infância isso é inevitável para ela. A educação lúdica tem um significado
importante na vida da criança, quando a criança brinca, ela não está ali
brincando só como um passatempo e se divertindo; está desenvolvendo sua
criatividade fazendo o papel da mamãe, do papai, do professor ela já esta
desenvolvendo seu raciocínio lógico.

Percebemos que a comunidade ao ver esse trabalho da ludicidade, não


vê como um educar e sim como um passa tempo.

Após relatar a respeito do lúdico, abordar-se á a seguir se o jogo e a


brincadeira têm o mesmo significado.

7.1 Jogo e brincadeira têm o mesmo significado?

(Segundo o dicionário Aurélio (Holanda, 2001, p.109).

O termo brincadeira significa ação de brincar,


divertimento, entretenimento, passatempo um ato
inofensivo, e envolvem os tradicionais esconde-esconde,
ciranda, casinha e outros. "O significado do jogo vem
acompanhado de atividades físicas ou mentais fundada
em sistema que define perdas e ganhos, passatempo,
com regras e procedimentos, como nos jogos de tabuleiro
ou de quadra.”

Quando se fala em jogo existem várias formas de entendimento, na


concepção de cada indivíduo para estar definindo está palavra de forma
diferenciada. Na educação infantil a ludicidade trabalha esta pequena palavra
“jogo” que tem sentidos infinitos, voltados para o crescimento e
desenvolvimento do aprendizado das crianças.
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A compreensão de jogo está associada tanto ao objeto brinquedo,


quanto à brincadeira. É uma atividade mais estruturada e organizada por um
sistema de regras mais explícitas. Exemplos clássicos seriam: jogo de mímica,
de cartas, de tabuleiro, de futebol, de faz-de-conta etc. Uma característica
importante do jogo é a sua utilização tanto por crianças quanto por adultos,
enquanto que o brinquedo tem uma associação mais exclusiva com o mundo
infantil vivido pela criança.

Na teoria de Kishimoto (1994), diferindo do jogo, o brinquedo supõe uma


relação intima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a
ausência de um sistema de regras que organizam sua utilização.

Através dos jogos e brincadeiras a criança interage com a realidade de


mundo em que vive a brincar a criança reflete a expressão cultural de diversas
sociedades. Algumas brincadeiras nunca mudaram com o passar do tempo,
como: brincar de bola, jogar futebol, que é uma das brincadeiras mais bem
aceita entre as crianças, e ao mesmo tempo trabalha o desenvolvimento físico,
mental e a diversão entre elas. Ao brincar e jogar estamos trabalhando um
processo de socialização.

Segundo Wallon (1945) “as trocas de relação de uma criança com a


outra é fundamental para crescimento como pessoa. Estes processos,
comunicativos, expressivos acontecem com trocas de relação, como a imitação
entre elas, expressa seus desejos de participar e até de se diferenciar dos
outros se constituindo seu jeito próprio”.

Ao se referir as trocas de relação das crianças, o autor acima deixa bem


claro a importância para o crescimento da criança como pessoa, como ser
humana e formação de caráter. No momento de brincarem juntas elas estão
obtendo uma troca de relação e convívio entre elas, expressando sua vontade
nas brincadeiras e tornando ela diferenciada um do outro com o mesmo
objetivo. Esse diferenciado faz com que ela tenha sua personalidade diferente
e não seja manipulada.

Antunes esclarece muito bem a palavra “jogo” da nossa cultura,


habitualmente é confundida com “competição” do ponto de vista educacional, a
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palavra jogo se afasta do significado de competição e se aproxima de sua


origem etimológica latina, com o sentido de gracejo ou mais especificamente
divertimento, brincadeira, passatempo. Desta maneira, os jogos infantis podem
até excepcionalmente incluir uma ou outra competição, mas essencialmente
visam estimular o crescimento e aprendizagens e seriam mais bem definidos
se afirmássemos que representam relação interpessoal entre dois ou mais
sujeitos realizada dentro de determinadas regras. Esse conceito já deixa
perceber a diferença entre usar um objeto como brinquedo ou como jogo.

Para Antunes (2003, p.9):

É importante à consideração que envolve a idéia de jogo


“jogos que divertem” e “jogos que ensinam”, pois o jogo
que se aplica envolve de forma aceitável na estrutura da
maturidade da criança, ela coloca em ação o seu
aprendizado desafia a se mesmo. Os jogos bem
organizados pelos educadores ajudam as crianças a se
ampliar seus conhecimentos na atividade lúdica.

Através do jogo a criança: libera e canaliza suas energias; tem o poder


de transformar uma realidade na qual ela tem dificuldade; ajuda favorecendo
condições de liberação da fantasia da criança; é uma grande fonte de prazer. O
jogo é, por excelência, integrador, há sempre um caráter de novidade no seu
meio, o que é fundamental para despertar o interesse da criança, e na medida
em que joga ela vai conhecendo melhor, construindo interiormente o seu
mundo. Esta atividade no universo lúdico é um dos meios propícios à
construção do conhecimento na educação infantil.

“Aguiar (1998) mostra que o jogo é uma atividade que aumenta todo
repertório comportamental de uma criança, desenvolvendo suas capacidades e
habilidades”.

A palavra jogo já deixa o indivíduo centrado no ato do acontecimento e


ao decorrer do mesmo, A criança fica atenta às regras e aos limites dos jogos,
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Isso leva ela a estar trabalhando as suas capacidades e habilidades que tem
de sobra e muitas vezes surpreendente a nós mesmo.

Na “concepção de Wallon (1945),” infantil é sinônimo de lúdico, de jogos


e brincadeiras. Toda atividade emergente é lúdica, exerce-se por si mesma
antes de poder integrar-se em um projeto de ação mais extenso que a
subordine e transforme em meio).

O autor acima se refere ao lúdico como uma palavra ligada à infância,


porque uma é intermediaria da outra, não se fala em lúdico sem se falar em
infância, é uma atividade que a criança vive intensamente com prazer, onde ela
está expondo suas vontades próprias sem ser argumentada e ter a obrigação
no que faz dessa forma se torna prazeroso.

Conceituando pedagogicamente a brincadeira percebemos que ela


recorre á psicologia da criança, ela se torna dona da situação vivenciada do
momento da brincadeira que se pratica, ela leva a sério aquilo que se faz como
representante do adulto nas suas atitudes. São pela consequência que as
brincadeiras e imitações que as crianças desenvolvem naturalmente no seu
mundo infantil.

A brincadeira vem como conduta livre, espontânea, que a criança


expressa sua vontade própria e pelo seu prazer que lhe dá. Para esse autor,
quando a criança começa a manifestar a conduta lúdica na sua infância, ela
passa a demonstrar o nível de seus estágios cognitivos que leva a construção
do seu conhecimento.

O brinquedo contém sempre uma referência ao tempo de infância do


adulto com várias representações vinculadas pela memória e imaginações. O
vocábulo “brinquedo” não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo,
pois conota a criança e tem uma dimensão cultural e técnica. Enquanto objeto,
é sempre suporte de brincadeira.

O psicanalista inglês Donald Woods Winnicott, “afirma que brincar é


sinal de saúde, pois dificilmente uma criança que esta bem se nega a entrar em
atividade lúdica”. Mas até para detectar problemas físicos e psicológicos, as
brincadeiras são úteis. Porque, enquanto se brinca a criança expressa seus
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sentimentos, tanto de alegria e envolvimento, como de angústia, timidez,


hostilidade, agressividade, medo, solidão, e tristeza. Esses momentos servem
de experiência para cada professor conhecer mais e entender como seu aluno
está se relacionando com o mundo através de suas atitudes.

O brinquedo é a oportunidade de desenvolvimento da criança.


Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere
habilidades. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia,
proporcionam o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da
concentração e da atenção etc.

O brinquedo traduz o real para a realidade infantil, na qual a criança vive


essa experiência, diminuindo o sentimento de impotência da criança.
Brincando, sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas
gradativamente. A qualidade de oportunidade que estão sendo oferecidos à
criança através de brincadeiras, jogos e de brinquedos garante que suas
potencialidades e sua afetividade se harmonizem.

Winnicott (1975, p.63), conclui que “o brincar facilita o crescimento” e,


em consequência promove o desenvolvimento. Uma criança que não brinca
não se constitui de maneira saudável, tem perda no desenvolvimento motor e
sócio/afetivo. Possivelmente tornar-se apática diante de situações que
proporcionam o raciocínio lógico, a interação, a atenção etc.

O brincar é fundamental para criança, ele facilita em todos os sentidos e


desenvolvimento das crianças ajuda na sua memória, coordenação motora,
trabalha sua atividade com seus colegas e ajuda em todos os aspectos de
desenvolvimento.

A criança que não brinca pode ter seu desenvolvimento lento e


apresentar perda, e fica uma criança diferenciada das outras, muitas vezes até
resguardada de se mesma, do seu mundo real, uma criança sem iniciativa.

É da natureza do ser humano ser expressivo, afetivo e social, embora,


em algumas pessoas estes aspectos em parte estejam bloqueados. Por isso, é
preciso trabalhar o ser humano por completo, para que essas características
sejam desenvolvidas independentes da idade.
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Portanto, o brincar como forma de atividade humana tem grande


predomínio na infância. Sua utilização promove o desenvolvimento dos
processos psíquicos, dos movimentos, acarretando o conhecimento do próprio
corpo, da linguagem e da narrativa e a aprendizagem de conteúdos de áreas
específicas, como as ciências exatas e humanas.

Diante do exposto nota-se que existe uma distinção entre o jogo e a


brincadeira, porém o que importa é que ambos proporcionam a criança prazer
e desenvolvimento.

A visão de alguns teóricos a respeito do trabalho lúdico no


desenvolvimento infantil

A brincadeira é um elemento crucial do desenvolvimento moral para


criança, pois por intermédio dela a mesma consegue internalizar as regras
solicitadas pelo jogo. O brinquedo é o fornecedor da brincadeira, ele é a fonte
de imagens a ser manipulada, traduzindo o universo real ou imaginário
alimentando a ação. Essas imagens fazem parte da cultura a ser assimilada
pela criança, ela pode transformar criar e recriar suas próprias significações por
meio da manipulação. O jogo também se constitui em expressão e condição
para o desenvolvimento infantil, já que as crianças, quando jogam assimilam e
podem transformar a realidade. A teoria Piagetiana deixa bem claro em seus
conceitos que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades
intelectuais das crianças, sendo isso, indispensável a pratica educativa.

Por isso, será tratada no próximo tópico a visão de alguns teóricos a


respeito do trabalho lúdico na educação infantil.

A criança vai se desenvolvendo á medida que seu crescimento


fisiológico se desacelera e ela adquire prática em ampliar suas habilidades
sensórias motoras. À medida que as atividades lúdicas da criança se
diversificam, ela usa a linguagem não apenas para identificar objetos e
atividades, como também para se empenhar em diversas transformações tipo
“faz-de-conta”. Sua fantasia transporta-a para dentro de muitas situações
resolvendo assim vários problemas do seu mundo.
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A maior facilidade em um repertório de habilidades motoras ajuda a


criança a adquirir competência nas atividades cotidianas. A partir de dois anos
e meio, a criança pode folhear uma revista, construir uma torre de cubos
consequentemente tomarem conta de algumas das necessidades fisiológicas e
expressar verbalmente alguns de seus desejos. Agora, a criança tem “mais
tempo” para conseguir e refinar os controles neuromusculares. Pode se
empenhar em atividades físicas e de divertimento mais diferenciadas do que
antes. A facilidade em executar perícias motoras básicas e específicas leva as
configurações rítmicas e graciosas que começam a marcar a criança nesta
fase.

A formação lúdica possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, o


saber de suas possibilidades, desbloquearem resistências e ter uma visão clara
sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem e
do adulto. Piaget deixa bem claro aos educadores que o lúdico é muito
importante, no desenvolvimento da educação infantil e do adulto, os jogos e
brincadeiras tem um poder de auto entendimento, que auxilia no
desenvolvimento do ser humano.

Kishimoto (2003, p.37) ressalta que:

Para a criança com menos de três anos, o brinquedo é


coisa muito séria, pois ela não separa a situação
imaginaria do real. Já na idade escolar, o brincar torna-se
uma forma de atividade mais limitada que preenche um
papel específico em seu desenvolvimento. Tendo um
significado diferenciado que tem para uma criança em
idade pré-escolar. A criança com menos de três anos, tem
que viver e vivenciar o lúdico no seu desenvolvimento
infantil, que possibilita ela a ter uma coordenação de si
mesma com autoconfiança para seu aprendizado, ao
entrar na fase escolar, o lúdico passa a ser uma forma de
atividade para a criança, o seu educador vai auxiliando
com regras em suas brincadeiras mais limitadas. Está e
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outra fase de um aprendizado específico em seu


desenvolvimento.

Alguns filósofos e psicólogos também apresentam diversas concepções


de jogos e brincadeira na educação infantil. Para uns, o jogo representa a
possibilidade de eliminar o excesso de energia represado na criança, para que
ela possa colocar para fora toda aquela energia acumulada dentro de se. Os
jogos e brincadeiras ajudam na preparação das crianças para a vida futura, na
sua opção de escolhas para ser seguida, ainda se compara com o instinto
herdado do passado. Teve em quem se espelhar, e seguir o mesmo caminho.

Até mesmo um elemento fundamental para o equilíbrio emocional da


criança, onde ela consegue se expressar através das brincadeiras e jogos
praticados por ela com seu desenvolvimento próprio.

Para (Kishimoto 2003), os jogos e brincadeiras têm interpretação


semelhante ao atribuir ao ato lúdico, o poder de criar situações, em que as
crianças podem explorar sua criatividade que ajuda a proporcionar solução
para os problemas, entendem a brincadeira como uma situação imaginária
criada pelo contato da criança com a realidade social. A situação vivenciada
com aquilo que se vive no seu meio. Desperta a sua imaginação e a sua
capacidade de criar usando a imitação do real.

Kishimoto concorda que tendo como princípio básico a noção de


equilibrarão como mecanismo adaptativo da espécie, admite a predominância
na brincadeira, de comportamentos de assimilação sobre acomodação. A
criança na ludicidade ela passa a se desenvolver este processo de assimilação
dos jogos e brincadeiras o comportamento que era de acomodação sem ação,
sem iniciativa torna se diferenciado por ações, iniciativas de se próprio o
desenvolvimento do seu aprendizado na ludicidade.

Na área da educação os teóricos, assinalam bem a importância do jogo


e brincadeiras infantil como recurso para educar e desenvolver a criança desde
que respeitada as característica da atividade lúdica. Esta atividade vem sendo
trabalhada para ajudar a criança no seu desenvolvimento, é uma contribuição
para seu crescimento como pessoa. Onde se expressa sua vontade e sua
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emoção, olhando para o lado do lúdico ele auxilia a criança a todo o momento.
A criança tem que vivenciar o lúdico na sua infância, deve passar por este
aprendizado, na sua vida como base no seu futuro. De crescimento, educação
que só vem a contribuir de forma positiva para sua vida social como cidadão.

Para alguns autores, o jogo é livre sem constrangimentos, se opõe à


norma, a toda regra fixa do jogo. Para outros o jogo é visto como símbolo de
nossa autonomia. Cada instituição tem um jeito próprio de trabalhar a
ludicidade, mas se é voltado para o desenvolvimento e conhecimento da
criança o lúdico tem que ser de forma agradável e prazerosa para criança se
sentir bem com o que faz e ter a autonomia de sua ação livre. Que a ajuda a ter
uma percepção de conhecimento para seu dia a dia.

Mediante o estudo realizado, é possível perceber que o lúdico é inerente


a criança, que a criança necessita vivenciar a ludicidade cotidianamente para
auxiliar o desenvolvimento de maneira integral. Diante dessa questão surge a
necessidade de abordar o lúdico na educação infantil, pois as instituições
infantis necessitam de trabalhar diariamente o lúdico com as crianças,
desenvolvendo dessa forma, uma atividade que proporcione o aprendizado da
criança.

Os jogos e as brincadeiras na educação infantil: ensinar numa


perspectiva Lúdica.

A criança em idade pré-escolar gosta de ser percebida por todos e


mostra grande satisfação no que quer que realize. Sente-se orgulhosa de
mostrar o que pode fazer a fim de ser retribuída com atenção e
reconhecimento. Uma criança de cinco anos que desenha uma figura e traz
para a mãe dizendo; É você! Ainda que a mãe não perceba suas
características na figura, deve reconhecer a realização feita pela criança dando
valor e atenção que ela espera. Embora “os produtos” da brincadeira, como
desenhos, figuram de massa de modelar, suas historinhas sejam rudimentares,
o valor de sua experiência é grande. A falta de reforço e estimulação reduzirá a
produtividade da criança quanto a esse tipo de desenvolvimento. Sua busca de
caminhos para o sucesso para manter seu ajustamento é bem amplo.
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Para o autor (Kishimoto, 2003). É importante enfatizar que o jogo, por


ser uma ação voluntária da criança, não visa resultado final de ganhadores de
competição. Na verdade o que importa é o processo a ser trabalhado com a
criança em si, de brincar e jogar, pois ela mesma impõe essas condições,
devido sua própria autonomia que ajuda no seu desenvolvimento.

Quando ela brinca, não esta preocupada com seu desenvolvimento e


sim que ela está participando de algo prazeroso que é brincar, mais ao mesmo
tempo ela está descobrindo algo novo nas suas habilidades físicas e motoras,
o universo lúdico traz está segurança para a educação infantil.

O jogo vem sendo trabalha na educação como ludicidade desde muitos


anos atrás, para auxiliar nos princípios moral, ético e conteúdos de matérias
como geografia, história e várias outras. O Renascimento vê a brincadeira
como uma conduta livre que ajuda favorecendo no desenvolvimento da
inteligência que facilita a criança nos seus conhecimentos do estudo. O
educador ao tomar conhecimento o quanto o lúdico nós ajuda na formação das
nossas crianças, compartilhando a aprendizagem de forma geral em todos os
conteúdos escolares.

O uso de brinquedos e jogos na educação infantil de forma educativa


com os fins pedagógicos leva os instrumentos até as crianças no sentido de
ensino-aprendizagem e o desenvolvimento infantil. O brinquedo desempenha
um papel de grande importância para desenvolvê-la com a criança, permitindo
à ação, afetiva, a construção, representações mentais a manipulação com o
brinquedo o desempenho de ações, e as trocas nas interações. O jogo
contempla inúmeras representações que a criança tem como opção de
aprendizado que vem contribuir com o conhecimento e a desenvoltura da
criança na sua educação lúdica infantil.

A função lúdica na educação: o brinquedo propicia diversão, prazer e até


desprazer, quando escolhido voluntariamente a função educativa, o brinquedo
ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber, seus
conhecimentos e sua apreensão do mundo. O brincar e jogar e dotado de
natureza livre típica de uns processos educativos. Como reunir dentro da
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mesma situação o brincar e o educar. Essa é a especificidade do brinquedo


educativo. (Kishimoto, 2003, p.37).

Para alguns teóricos o jogo a brincadeira e vista como inutilidade na sala


de aula, como um passatempo na educação da criança. Para o professor o
lúdico vai muito além de um simples jogar e brincar tem todo um significado
com referência no conteúdo trabalhado com a criança, um instrumento de
estudo agradável para estar auxiliando a criança a obter conhecimentos de
forma prazerosa onde ela mesma tem sua própria ação com as brincadeiras e
jogos. Que a permitem ter sua autonomia com um aprendizado cheio de
informações para seu crescimento social.

8. Considerações finais

A partir do estudo realizado é possível compreender que o lúdico


propicia a criança muito benefícios, pois proporciona a ela prazer, criatividade,
desenvolvimento da linguagem, da coordenação motora, além de ser algo
inerente a vida da criança.

Proporcionou uma analise do desenvolvimento da criança no contexto


social, e da construção de um lugar pessoal de brincar de uma criança.

As crianças que estão inseridas no espaço educativo que é a creche,


através das brincadeiras livres ou dirigidas, nos jogos que elas se interagem e
são parceiros ativos.

Fica marcado nesta análise o caráter pessoal do espaço construindo,


bem como a autonomia da criança dentro dele, que precisa ser constantemente
reafirmado, já que não é definitiva.

Por isso, as instituições de educação infantil juntamente com os


professores e demais servidores necessitam colocarem prática diária as
brincadeiras e os jogos como uma ferramenta que auxilia as crianças no
desenvolvimento e além disso propicia uma aula mais interessante e
significativa ao mundo das crianças.
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É necessária a urgente conscientização dos profissionais da infância em


ensinar numa perspectiva lúdica a partir dos jogos e das brincadeiras na
educação infantil, pois incessantemente vários teóricos, como kishimoto (2003);
Dhome (2003); Antunes (1998); e outros comprovam em seus estudos que o
jogo e a brincadeira só trazem benefícios às crianças.

A partir do contado, da manipulação e do uso dos brinquedos pelas


crianças, há uma aprendizagem multidisciplinar das formas de ser e pensar da
sociedade. Ao utilizar determinados brinquedos, como bonecas, carrinhos,
bolas etc. através das imagens que eles transmitem, as crianças aprendem
sobre determinadas formas de se relacionar das pessoas e de conhecimentos
e de conhecimentos já conquistado pela humanidade.

Portanto, os brinquedos e os jogos constituem-se hoje em objetos


privilegiados da educação das crianças, desde que inseridos numa proposta
educativa que se baseia na atividade e na interação delas.

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