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PRINCÍPIOS PARA A AUTORIDADE DELEGADA

1. A autoridade delegada deve santificar a Deus

Números 20 e Deuteronômio 32. 48- 52 contam a história de Moisés e Arão diante de um


teste. Moisés bateu na “pedra” duas vezes – rebelião. Deus honrou sua promessa e deu água,
mas Moisés não representou a Deus corretamente. Moisés teve uma atitude de raiva (Deus não
estava com raiva). O v.12 e Lucas 12.48 mostram que Moisés pagou o preço pela rebelião – não
entrou em Canaã. Moisés aceitou o julgamento de Deus, mostrando ao povo a seriedade do
pecado de rebelião.

Não envolva Deus nas falhas humanas. Moisés quebrou as tábuas dos dez mandamentos
e sua atitude foi correta. Mas, ao bater na pedra para tirar água, ele estava errado e, como
alguém em “autoridade”, ele não representou a Deus corretamente.

2. A autoridade delegada é um assunto sério: Números 20.22-29.

Aqui vemos que Arão foi tirado de sua posição e não entrou em Canaã. A responsabilidade
de Arão era grande. Arão morreu quando perdeu sua “autoridade” (suas vestes sacerdotais). A
“autoridade delegada” de Arão (sua vida), foi mantida pelo serviço.

A “autoridade delegada” acabou quando o serviço acabou. Como “autoridade delegada,”


se você pecar, imediatamente peça perdão de Deus, ou você entrará em julgamento. Antes de
você decidir qualquer coisa, conheça a “mente” de Deus. O governo de Deus nunca deveria ser
afrontado.

3. A autoridade delegada não deve ser carnal

Você não deve servir na sua própria força, mas no poder da ressurreição. Na igreja a
submissão deve ser absoluta, ou não é uma igreja. A autoridade delegada deve ter o temor de
Deus. A igreja sofre por causa de DUAS dificuldades: A falta da submissão absoluta. A presença
de autoridade errada.

3. A autoridade delegada é baseada no ministério …

… e o ministério na ressurreição. Nunca é baseada na posição. Posição é um posto sem


ministério espiritual. Não tem “vara” (a vida ressurreta) não pode ter ministério; e se não tem
ministério não tem autoridade. A sua autoridade nunca excederá seu ministério. Não existe
autoridade só por acaso.

Sua autoridade diante dos homens será igual a seu ministério diante de Deus. Se sua
autoridade excede seu ministério ela é só “posicional”. Quando alguém em “autoridade” erra,
Deus a julgará. Moisés e Arão não se desculparam. Quando essas questões são praticadas, a
igreja se tornará a igreja que Deus quer que ela seja.

4. A autoridade delegada deve permanecer sob a autoridade

Um bom exemplo é o caso de Davi, em li Samuel 16. 5 -14 e 19. 9 -15. Davi foi submisso a
“autoridade” e não procurou estabelecer sua própria autoridade. Parece que Davi tinha razão para
cortar as vestes de Saul, mas o coração de Davi o condenou porque isso não era submissão
verdadeira à autoridade. Precisava esperar para que Deus instituísse sua autoridade.
A unção e a autoridade de Deus estavam sobre Davi e reconhecida em duas áreas: Por
Deus e pelo povo. Deus escolheu a Davi, ele não foi auto-escolhido. O povo aceitou a Davi, ele
não forçou sua autoridade sobre o povo, pelo contrário, ajuntaram- se a ele voluntariamente.

Davi esperou muito tempo para ser Rei. Primeiramente para ser aceito por Judá. Então
anos mais tarde para ser aceito por todo Israel.

“Ser ungido por Deus é uma coisa. Ser ungido e aceito pelo povo é outra.

É preciso que haja a escolha de Deus e da igreja.

Ninguém pode se impor sobre os outros.”

Davi tinha que manter os princípios de “autoridade”: Ele executou Recabe e Baaná por
assassinar o filho de Saul, Is-Bosete (li Samuel 4:5-12). Nunca permita que a “autoridade” dos
outros seja prejudicada para que você possa estabelecer a sua. A presença de qualquer forma de
rebelião prejudicará a sua “autoridade”.

DIANTE de Deus, Davi não se considerava uma autoridade, ou seja, alguém importante – li
Samuel 6. Mical desprezou sua dança. Ela achou que ele estava perdendo respeito e, portanto, a
sua autoridade. Davi entendia que, diante de Deus, ele não possuía autoridade alguma, antes,
dançava como uma criança.

Davi era Rei no trono diante dos homens, mas diante da Arca de Deus

ele era um homem. Quanto maior a autoridade que alguém

tiver o menos que ele será consciente dela (egoísmo).

5. A autoridade delegada não precisa ser auto-sustentada: II Samuel

15.19.

Davi pediu que Itai voltasse e se submetesse a Absalão durante seu exílio. Davi não
permitiu que a Arca ou os sacerdotes seguissem a ele. Davi não permitiu a nenhum amigo segui-
Io. Davi disse: “Se achar eu graça aos olhos do SENHOR, ele me fará volta … “. 11 Samuel 15.25

6. A autoridade delegada Suporta provocação: 11 Samuel 16.8-11.

Simei amaldiçoou a Davi, mas ele não se vingou. Se sua “autoridade” não puder ser
ofendida, então, e somente então, você será qualificado por ela.

7. A autoridade delegada deve ter a motivação correta: Marcos 10.35-46.

Tiago e João procuraram posições de “autoridade”. Jesus deixou-Ihes saber que a


“autoridade” vem por meio do “cálice” (sofrimento) e você precisa ser chamado para suportá-Io.
Você não recebe autoridade só por ter visto uma necessidade (obra, trabalho, ministério). Você
deve ser chamado por Deus.

Muitos estão afogados espiritualmente pela obra de Deus, negando a vontade Dele. Em
obediência à vontade de Deus, todas as coisas vão mudar. O “batismo do sofrimento” libera a
vida de Deus. Assim, com nosso homem carnal morto, nossa nova vida pode fluir. Isso criará
dificuldades entre você e as pessoas que não passaram por essa lição.

A “autoridade” não é dada para projetar-se sobre as pessoas. Precisa servir em humildade
(Marcos 10.42). O “espírito dos Gentios” é duro. Aqueles que vão atrás, procurando posições de
autoridade, normalmente não são qualificados ainda a exercê- Ia. Deus não pode usar uma alma
orgulhosa. Aqueles que estão em “autoridade” têm naturalmente um temor de Deus, porque é
temível representar e servir o Senhor.

8. A autoridade delegada deve se santificar: João 17.19.

Santidade não é só se separar dos pecados, mas também se separar das coisas comuns.
Alguém em autoridade se resguardará de muitas coisas lícitas por causa dos seus discípulos.

A santificação age mais ou menos assim: Quanto maior a autoridade, maior

separação: OLHE PARA DEUS! Os separados para o serviço mais íntimo a Deus deviam
observar regras restritas (Levítico 21), quanto a mortos, roupas, casamento, etc.

9. Na autoridade delegada muitas vezes você servirá em “solidão“.

Você ou “voará com os bandos” ou “se elevará como a águia.” Tudo depende de onde
você quer chegar, porém, na jornada da liderança e do serviço cristãos, há momentos para ambos
os vôos.

10. A autoridade delegada exige restrição das suas emoções:

Levítico 1 0.1 -7.

Arão e a morte dos seus filhos: Às vezes é preciso agir contra seus sentimentos. A posição
que você ocupa em Deus e para Deus é tão elevada que você não pode sequer dar-se ao
sentimento de chorar a morte de entes queridos ou agir como as pessoas normais.
SUBMISSÃO - UM PRINCÍPIO DE DEUS

Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns que se trata de um tema seco,
mas a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor
age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade. Isto é básico e coloca
tudo como Deus quer.

Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão não tem valor para
Deus. É mecânico e sem vida.

I. Princípio Divino: Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que no mundo (cosmos) existe
é sustentado pela palavra do poder de sua autoridade (Hb 1.3): “O qual, sendo o resplendor da
sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do
seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra
da majestade nas alturas”.

Nada sobrepuja a autoridade de Deus no universo.

Logo, é indispensável, para todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a
autoridade de Deus.

Entrar em contado com a autoridade do Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta
com Deus.

A maior das exigências que Deus faz ao homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer
ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que obedeça.

"Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios quanto em que se


obedeça a sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do
que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é
como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te
rejeitou a ti, para que não sejas rei." (1 Sm 15.22-23)

Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo que ir contra o próprio Deus. No
Reino de Deus está implícita a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor determina, isto é,
sendo-lhe completamente submisso. Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o
problema principal do homem: a sua independência para com Deus.

NA INDEPENDÊNCIA ESTÁ IMPLÍCITA A REBELDIA. E o Evangelho do reino ataca a


causa, levando o homem à dependência do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo e
regenerado. O evangelho do reino é a única maneira de recuperar um rebelde.

II. Princípio Satânico: "O arcanjo transformou-se em Satanás quando tentou usurpar a
autoridade de Deus, competir com Deus, e assim se tornou um adversário de Deus. Foi a rebeldia
que provocou a queda de Satanás" (Is 14.12-15; Ez 28.13-17).

A intenção de Satanás de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus foi o que violou
a autoridade do Senhor. O princípio de rebelião é passado a todos os homens depois da queda
de Adão. Este princípio o Senhor abomina: é como feitiçaria.
Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus, peca diretamente contra o Senhor.
Não podemos permitir espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las em completa
santidade, assim como Jesus, que em nada foi rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar
ao Pai e em tudo lhe ser submisso.

III. Autoridade Delegada: Romanos 13.1 - O princípio de autoridade delegada é que rege
todas as relações do homem com o homem, bem como do homem para com Deus. Todas as
coisas estão debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um princípio de ordem e paz, nunca
de confusão. Deus assim criou todas as coisas, mas ao rebelar-se, Lúcifer gerou a confusão. E,
pior, está levando todos os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião.

Como funciona o princípio de autoridade delegada? Na Trindade temos que o Pai é igual
ao Filho, que é igual ao Espírito Santo. Na essência os três são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o
Espírito Santo são diferentes nas funções.

O Pai enviou o Filho (Jo 4.34).


O Filho veio (Jo 16.28).
O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29).
O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26).
O Espírito Santo veio (At 2.16-17). O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo 16.12-15).

A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio divino é encontrado em todas as


relações estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe, que é igual aos
filhos. O ocorre que na família, o pai é o cabeça e a mãe a ajudadora. Eles são iguais, têm o
mesmo valor para o Senhor, mas têm funções diferentes.

Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou
menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome
que está acima de todo nome (Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de
autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão em todas
as áreas de nossas vidas. Um discípulo do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a
autoridade delegada para a ela se submeter.

A. Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas da Vida:


Civil: Rm 13.1-3.
Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2.
Família: Ef 5.22-24; 6.1-4.
Igreja: 1Co 12.28

Todo discípulo do Senhor, onde estiver, procura saber quem é a autoridade, para a ela se
submeter. Não há espaço para o "super-espiritual".

B. O Problema do Super-Espiritual:

Quem é este ? É aquele que aparenta espiritualidade, mas esconde uma grande rebelião e
que traz muito dano ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: "Eu só obedeço a
Cristo, o Senhor. Não estou sujeito a nenhum homem!" Isto é loucura. Toda vez que se diz "Deus,
quero te obedecer", o Senhor responde bem claro e preciso: "Ótimo! Então, obedeça ao teu
marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!" Aí aparece o super-espiritual declarando: "Não, eu só
obedeço ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço o que tu me falares pessoalmente!" E, o Pai,
responde com toda firmeza: "Mas o meu desejo é que me obedeças através deles". Regularmente
escutamos esta outra resposta: "Você não sabe quem é o meu marido, pai, chefe". Ou ainda:
"Meu marido é um alcoólatra, meu pai é incrédulo…"

É inadmissível declarar obediência a Deus e não às autoridades por Ele delegadas.


Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos submissos a Deus, estamos
agradando ao Pai. Obedecer somente quando se concorda não é espírito de submissão. É
rebeldia e independência. Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos de
coração. É assim que se age perante Deus.

Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas sobre nós, não chegaremos à


maturidade nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos, para que não fiquemos
no caminho, sem atingirmos o alvo: "...jazem nas estradas de todos os caminhos, como o antílope
na rede" (Is 51.17-20). Os homens esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos, guiando-
os, levando-os pelo caminho em que devem andar.

IV. Submissão, um Princípio de Deus

A. O que é Submissão? Não é mera obediência externa, nem tão pouco quando
controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar
um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria
quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós.

Quando é que aprendemos o que é a submissão? Quando é que nos convertemos?


Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a
tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às direções
e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a si mesmo se humilhou",
"tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8). Só existe um caminho para a
submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo Filho
(Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5.8).

Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do


Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será
sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às
ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos
sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou
quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu
chefe, ou quando o discípulo não se submete aos autoridades, é porque estão cheios de si
mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com
a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso.

B. Os Frutos da Sujeição. Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades


delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber:
paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo;
edificação e formação de vidas;
unidade e saúde na igreja;
cobertura e proteção espiritual.

V. Autoridades Delegadas na Igreja.


A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não, pelo povo. Não existe democracia na
igreja, porque a igreja não é do povo, é de Deus. O que existe é a teocracia: o governo de Deus
através de suas autoridades delegadas.

É impossível edificar a alguém que não se submete à autoridade. Não há nada mais
frustrante do que apascentar "cabras e bodes". Um filho espiritual obedece naturalmente.

A. Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja?


Cristo : Ef 1.20-22.

Palavra : Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode dizer que é submisso a Cristo e sua
igreja se não obedece à palavra do Senhor.

Apóstolos : At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34; 16.1; Tt 1.5. Os apóstolos
determinavam a doutrina e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado. A
igreja continua necessitando desse ministério. Continua precisando que os apóstolos ordenem
tudo, estabeleçam o reino de Deus com clareza e firmeza.

Pastores : Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos, profetas e evangelistas, são
ministérios específicos de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino, a visão, a
doutrina sempre firmemente claros, cuidando para que não percam sua consistência, e fiquem
fofos.

Paterna : Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o cabeça, autoridade delegada por Deus
no seu lar, isto porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento harmônico da família. O
homem não deve ser "ditador" nem tão pouco um "frouxo". Ele deve ordenar, governar sua casa
dentro dos princípios divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar o ponto de vista
de sua esposa. E a mulher deve deixar com o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e
os filhos precisam da proteção e da autoridade do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas.
É assim que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo.

Guias : 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar ligados por "juntas" ou
"ligamentos", no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos unem ao corpo, nos presidem
e nos fazem conhecer as ordens do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos no
caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores. Isto faz um corpo coeso e firme.

Uns Aos Outros : Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de Deus. Livra a igreja de uma
hierarquia religiosa. Todos se comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor,
aconselhando ou mesmo corrigindo uns aos outros.

B. Estar Sob Autoridade Realça a Personalidade Ser submisso não aniquila, nem castra a
personalidade de ninguém.

Pelo contrário, realça a vida de qualquer um. Cristo foi o tempo todo submisso, humilde,
sempre servindo. E o que ocorreu com Ele? Jesus Cristo recebeu o nome que está acima de todo
nome (Fp 2.9).

"As palavras que vos digo não vos digo por mim mesmo" (Jo 14.10). Os escribas eram
"papagaios", mas Jesus tinha autoridade porque estava sob a autoridade do Pai (Mc 1.22). A
autoridade que tinha para perdoar os pecados vinha da submissão ao Pai (Mc 2.10). A autoridade
dinâmica que Jesus teve extrapolou as tradições. Teve coragem para isto, porque estava sempre
sob a autoridade do Pai ex.: os cambistas no templo, Jo 2.13-16
Deus quer uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, por isso nos coloca a todos
sob o seu princípio de Autoridade e Submissão. Aleluia!
VI. Qual é o Propósito da Autoridade na Igreja? Para cumprir a grande comissão: "Ide,
fazei discípulos…" (Mt 28.19-20). A autoridade está para ensinar, educar na justiça, instar,
aconselhar, ordenar, corrigir, consolar, repreender, disciplinar, animar e abençoar (2Tm 2.2; 3.14-
17; 4.1-4; Tt 2.11-15; 3.8-11).

VII. Ser Autoridade Delegada Por Deus Somente aquele que está sob autoridade na igreja
poderá receber autoridade.

Não é possível ser autoridade e ser independente. O exemplo é o que respalda a


autoridade.
No mundo, "os governadores dos povos os dominam" e "os maiorais exercem autoridades
sobre eles" (Mt 20.25). Além do mais, são sempre servidos. No Reino de Deus, paradoxalmente,
é bem diferente: a autoridade é para servir: "quem quiser ser grande entre vós. será o que vos
sirva" (Mt 20.26-27). A motivação da autoridade deve ser sempre o serviço. Não podemos usar a
autoridade que recebemos em benefício próprio.

O princípio da autoridade deve ser respeitado e vivido quotidianamente, pois é um princípio


de Deus que, praticado, é uma bênção. Abandonado, não respeitado, poderá redundar em
maldição. Davi, submisso à autoridade de Deus, foi, por Ele, considerado o homem segundo o
seu coração. Foi uma bênção.

"Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores; porque não há autoridade que não
proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." (Romanos 13:1)
A IMPORTÂNCIA EM HONRAR A CADEIA DE AUTORIDADE DAS ESCRITURAS
31/03/2009

Rm. 13.1-7

Int.- Deus estabeleceu princípios, que são a base para uma sociedade justa; para uma
Igreja próspera; para uma família feliz; para uma pessoa saudável.

Quando quebramos esses princípios de Deus, quebramos a cadeia de autoridade e


sofremos as amarguras da nossa falta.

Honrar significa: respeitar, submeter, obedecer.

E essa cadeia de autoridade, Deus colocou em todas as Áreas da nossa vida.

1- Deus Estabeleceu a Cadeia de Autoridade na Família.

Ex. 20.12- Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que
o Senhor, teu Deus, te dá.

- Deus estabeleceu para os filhos honrarem seus pais, quer dizer, respeitarem e
obedecerem o pai e a mãe.

- É a cadeia de autoridade na família.

Ef. 6.2- Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.

- Quando o filho honra os pais, seus dias são aumentados na face da terra.

- Filhos rebeldes e desobedientes seus dias são encurtados sobre a terra.

- Nós vemos o exemplo dos marginais.

Ef. 5.22- Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor.

- A sujeição da esposa ao marido como cabeça do lar é honrar a cadeia de autoridade de


Deus sobre a família.

Pv. 16.31- Coroa de honra são as cãs, achando-se elas no caminho da justiça.

- A honra que se deve dar as pessoas idosas.

I Tm. 5.1,2,3- Não repreendas asperamente os anciãos, mas admoesta-os como a pais;
aos jovens como a irmãos.

Às mulheres idosas, como a mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza.

Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.

2- Deus Estabeleceu a Cadeia de Autoridade na Sociedade.

Rm. 13.1,2- Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade
que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.
Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem
trarão sobre si mesmos a condenação.

- Quando uma pessoa não se sujeita a autoridade, ela está se rebelando contra Deus.

Tito 3.1- Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam
e estejam preparados para toda boa obra.

- É um imperativo de Deus para todo o ser humano.

I Pe. 2.17- Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.

- Aqui temos os princípios de Deus na Cadeia de Autoridade em várias áreas.

I Pe. 2.18- Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao senhor, não somente ao bom e
humano, mas também ao mau.

- Não tem escolha de patrão; o que está sendo determinado é a sujeição com todo o temor
ao senhor (patrão).

- Honre aos governantes.

- Honre aos professores.

- Honre aos patrões.

- Faça seu trabalho como tivesse fazendo para Deus.

3- Deus Estabeleceu a Cadeia de Autoridade na Igreja.

Hb. 5.4- E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como
Arão.

- Ninguém toma para si essa honra pela própria escolha.

- É Deus quem chama a pessoa para o ministério.

Ef. 4.11- E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para
evangelistas, e outros para pastores e doutores.

- Aqui mostra as chamadas diferenciadas compondo o ministério de pessoas chamadas


por Deus.

- Deus chama e a coloca onde quer.

I Co. 12.18- Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.

Hb. 13.17- Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma,
como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque
isso não vos seria útil.

- Honre o teu pastor.


Exemplo: Davi respeitou a autoridade espiritual de Saul, mesmo ele estando agindo fora da
vontade de Deus.

I Sm. 26.9- E disse Davi a Abisai: Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua
mão contra o ungido do Senhor e ficou inocente?

Todos aqueles que se rebelam contra a autoridade espiritual, padecem pelo seu
pecado.

Quem se submete a autoridade espiritual, conquista grandes vitórias.

Exemplo de Josué: Ex. 17.13- E, assim, Josué desfez a Amaleque e a seu povo a fio de
espada.

- Josué estava debaixo da autoridade espiritual de Moisés.

- Sabe porque Josué venceu os Amalequitas?

- Porque lá em cima, no outeiro, estava Moisés com a mão estendida.

Conclusão: O Pastor Mike Murdock disse: A Unção que você respeita é a unção que vai
crescer na sua vida.

- Quer dizer a lei da semeadura: aquilo que você semear será aquilo que você vai colher.

CADEIAS DE AUTORIDADE

Deus mesmo estabeleceu diferentes seqüências ou cadeias de autoridade e sujeição que


regem as relações interpessoais. Deus criou seres espirituais perfeitos; alguns que somente
podem executar sua vontade e desígnios soberanos, outros com a autonomia da liberdade.
Destes últimos, alguns se rebelaram contra a autoridade e a ordem estabelecida pelo Criador.
Lúcifer foi o primeiro (agora o Diabo ou adversário) e muitos foram aliciados por ele em sua queda
(são agora os demônios).

Isto originou a crise cósmica da autoridade, que foi potencialmente resultado da morte e
ressurreição de Jesus Cristo, mas que espera sua manifestação final na vinda de Jesus Cristo em
Seu Reino de poder e glória universal. ‘Notemos que o primeiro a rebelar-se contra a autoridade
foi um anjo, não um diabo. Veja como a rebeldia pode estar tão perto do nosso próprio coração!

1. DEUS – HOMENS

No mundo visível Deus criou o homem as sua imagem e semelhança. Também o fez
perfeito e lhe deu o dom do livre arbítrio, que Adão pôs a perder e com ele, por herança, toda a
raça humana, ao rebelar-se contra o único código de não fazer (não comer) que Deus fixou para
provar sua obediência. A conseqüência de não sujeitar-se à autoridade de Deus significou para o
mundo o pecado e a morte, passando assim a todos os homens, porquanto todos temos pecado
ao estilo de Adão, ignorando a autoridade suprema de Deus sobre nossas vidas (Romanos 5.12-
21)

2. MARIDO – MULHER
Deus criou logo a mulher, para que fosse co-criadora com o homem da graça da vida (I
Pedro 3.7), e estabeleceu que a mulher estivesse sujeita ao seu marido. A família foi colocada
debaixo de um principio duplo de autoridade: o homem a Deus, sob a ordem de amar a sua
mulher como a si mesmo, e a mulher sujeita a seu marido e debaixo da ordem de respeitá-Io e
amá-Io.

Também na esfera do casamento o homem e a mulher têm quebrado seus deveres


conjugais, não amando o marido com o espírito de sacrifício devido, nem se sujeitando a mulher a
seu marido, certamente porque muitas vezes não recebe dele o amor que criaria as condições
ideais para uma submissão voluntária e prazerosa. Em alguns casos, estes princípios de amor e
submissão estabelecidos pela autoridade de Deus são não apenas negligenciados, mas
contraditos e até desprezados e burlados. As conseqüências são terríveis para toda a família:
divórcios, ódios, problemas psíquicos, afetação dos filhos e da ordem social em geral (Efésios
5.21-33; Colossenses 3.18-19).

3. PAIS – FILHOS

Os filhos chegam no lar e surge a necessidade de um novo escalão de autoridade e


submissão. Deus manda aos filhos que obedeçam a seus pais e os honrem (Efésios 6.1-3). Mas
por sua vez os pais recebem o mandamento de Deus de não provocar a ira de seus filhos e de
criá-Ios em disciplina, usando o castigo (a vara), não para torturá-los mas para endireitá-Ios,
admoestando-os no temor de Deus (Provérbios 29.15; Efésios 6.4). Há pais que abusam de sua
autoridade e há filhos que se rebelam contra a autoridade, ainda contra a exercida legitimamente
pelos pais (Colossenses 3.20-21).

4. GOVERNANTES – GOVERNADOS

O conjunto de famílias constitui uma sociedade ou nação e se requer novamente a


autoridade de alguns e a submissão de outros. Rei e súditos, governo e cidadãos, nos dão uma
idéia cabal deste novo e necessário escalão para a vida social. A autoridade governamental tem
sido dada por Deus para garantir a ordem e assegurar o bem-estar e a proteção geral dos
cidadãos e dos desvalidos.

5. FORÇAS DE SEGURANÇA – INFRATORES

A pecaminosidade do homem, os delitos contra a pessoa e a propriedade, a imoralidade,


os delitos econômicos, criminais e penais, dão razão de ser às forças de segurança organizadas
sob diversas formas: polícia, trânsito, patrulhas, etc., que são corpos especializados cuja missão é
prevenir e castigar as transgressões, colaborando com a justiça que estabelece as sanções por
infringir as leis.

O governo tem a espada para castigo dos que praticam o mal. As armas não constituem
um simples adorno para dissuadir mas, muitas vezes, são utilizadas para sancionar e reprimir
diversas classes de rebeldes (Romanos 13.1-6). O uso da espada ou armas é legítimo dentro de
um estrito e complexo marco legal estabelecido. Os governados devem submeter-se às
autoridades e os governantes não devem ser abusivos no uso das armas nem nos procedimentos
com os cidadãos. Quando a autoridade é usada corretamente não devem existir problemas de
consciência para os que se vêem obrigados a utilizar as armas para a defesa da ordem geral. Em
muitos casos de exceção, o uso da força a nível geral é um mal necessário para prevenir males
maiores.

Deus nos manda que oremos pelas pessoas que estão em exercício da autoridade. As
razões e os resultados se encontram em 11 Timóteo 2.1-7. Também Deus nos ordena que nos
sujeitemos às autoridades (e isto foi escrito quando o terrível Nero era o Imperador de Roma).
Não podemos resistir aos que governam sem estar resistindo, ao mesmo tempo vez, a Dios que é
o que põe e tira os governantes. Eles são ministros, servidores de Deus, e ainda devemos nos
submeter a eles por razão da consciência. Como cidadãos devemos quatro coisas aos
governantes: tributos, impostos, temor e honra (Romanos 13.1-6).

6. PATRÕES – EMPREGADOS/OBREIROS

A sociedade organizada cria formas para satisfazer sua necessidade de bens físicos para
sua subsistência. Surgem as empresas e toda forma de promover o aumento da riqueza. Nestas
associações alguns atuam como donos, patrões e chefes, supervisores, capatazes, enquanto que
outros são obreiros, empregados, ou servidores independentes.

Os primeiros estabelecem normas de trabalho, muitas delas de comum acordo com os


segundos. Uma vez acordadas, ditas normas devem ser acatadas. De novo há transgressão e
subversão destos princípios, o que gera conflitos no trabalho, greves trabalhistas e também
negativa patronal em dar trabalho. O que diz a Bíblia acerca da relação amos-escravos, sistema
existente no começo da era cristã é em geral aplicável às relações atuais do trabalho
(Colossenses 4.1; I Timóteo 6.1; Tito 6.1; Colossenses 3.22,23. I Timóteo 5.18. Hebreus 5.4).
“Além de nossas próprias idéias sobre o trabalho, a propriedade privada ou, de novo, os li-direitos
humanos”, Deus tem projetado cadeias de autoridade e devemos respeitá-Ias.

7. CRISTO – IGREJA

Cristo amou Sua igreja e se entregou a si mesmo por ela. Os redimidos de Jesus Cristo
somos nascidos de novo e incorporados à igreja que é o Corpo de Cristo, do qual Ele mesmo é a
Cabeça ou Autoridade. Ao edificar Cristo sua igreja, estabelece-se um novo escalão na cadeia de
autoridade. Cristo, a Palavra encarnada, nos deixou na Bíblia a autorizada Palavra de Deus
escrita. Além do mais, ao subir para a destra do Pai, enviou o Espírito Santo, que é por sua vez o
inspirador e iluminador da Palavra de Deus, e o que guia e assiste os seus em toda verdade, por
estar na igreja e sobre a igreja. A igreja universal e cada igreja local em particular, devem estar
em submissão Àquele que morreu e ressuscitou por eles (I Coríntios 5.14).

8. PASTORES E ANCIÃOS – IGREJA

Nas igrejas locais há pastores, anciãos e diáconos, responsáveis diante de Deus pelo bom
serviço às congregações. Dessa maneira surge um outro escalão de autoridade- sujeição, que é
na realidade diferente dos outros. Na igreja a autoridade descansa em valores espirituais, não
meramente em uma condição de mando. Os pastores e anciãos exercem uma autoridade
espiritual que não implica num senhorio ao estilo de outros escalões de autoridade-sujeição. O
amor, a santidade e a sujeição a Deus que demonstram os pastores e anciãos das igrejas, darão
a medida de sujeição que eles podem esperar dos membros das congregações. Quando os
pastores e anciãos não evidenciam estar sujeitos a Cristo, como a Cabeça da igreja surgem nas
mesmas situações anómalas (11 Pedro 5.1-7. ITimóteo 5.17-19).

Mas mesmo que haja pastores e anciãos sujeitos à autoridade de Cristo, poderia haver
membros da igreja que assumam atitudes de rebeldia que exigiriam que a eles se imponham
disciplinas de diferentes graus, as quais têm o sentido de ser corretivas, não para expulsar o
crente disciplinado mas para fazê-lo se envergonhar de seu pecado e para que, arrependido, seja
restaurado à plena comunhão dos santos na igreja.
Quem é o Diabo?

A Bíblia não somente revela a existência do Diabo, como também o apresenta como um
ser espiritual, pessoal, extremamente poderoso e totalmente maligno. Jesus se refere ao diabo
como sendo inimigo de Deus (Mt 13.39), homicida, pai da mentira (Jo 8.44) e príncipe dos
demônios (Mc 3.22-23).

Ele também é chamado de Satanás (Zc 3.1), que significa adversário e opositor, além de
vários outros nomes e títulos que revelam sua natureza1. A própria palavra diabo significa
caluniador, difamador e acusador (Ap 12.9-10).

Analisando apenas os nomes e seus significados, nós já podemos ter uma ideia do perigo
que ele oferece. Contudo, algo que nos traz uma compreensão ainda maior sobre suas intenções
(2Co 2.11), são as informações que a Bíblia traz a respeito de sua origem, sua queda e sua ação
contra o ser humano.

A origem do diabo
A pergunta é: como surgiu o Diabo? Além disso, por que Deus criaria um ser tão mau e
perverso?

A Bíblia ensina que Deus é o criador de todas as coisas (Jo 1.3), nos céus e na terra, tanto
visíveis, quanto invisíveis (Cl 1.16), mas também ensina que tudo o que Deus criou foi bom (Gn
1.31). Por essa razão, algo certamente aconteceu para que este ser criado por Deus se tornasse
o Diabo, se tornasse o acusador e inimigo de Deus.

Para entender o que aconteceu, podemos tomar Isaías 14 (Is 14.11-15) e Ezequiel 28 (Ez
28.11-19) como base. Apesar de serem profecias inicialmente dirigidas aos reis da Babilônia e de
Tiro, tais passagens tomam proporções que vão muito além do que poderia ser declarado à
respeito de qualquer ser humano. Tanto o texto em si, quanto o contexto bíblico (1Tm 3.6, Lc
10.18), mostram claramente que se trata de uma referência à origem de Satanás.

Ezequiel fala de um anjo criado de forma especial (Ez 28.13), em Isaías ele é chamado de
“estrela da manhã” (Is 14.12), na tradução para o latim, Lúcifer.

Ele é descrito como modelo de perfeição, cheio de sabedoria e perfeita beleza (Ez 28.12).
Criado por Deus como um querubim (Ez 28.14), um anjo de alta hierarquia que, provavelmente,
era o responsável por comandar a exaltação e a glorificação de Deus (Jó 38.4-7). A Bíblia diz que,
desde o dia em que foi criado, ele permaneceu inculpável em seus caminhos, até que algo
aconteceu (Ez 28.15).

A queda de Lúcifer
O texto de Ezequiel diz que, e um determinado momento, se achou injustiça, perversidade
e maldade em Lúcifer (Ez 28.16,18). E explica que, por causa da sua beleza e do seu esplendor,
ele se corrompeu e se tornou orgulhoso (Ez 28.17). Isaías diz que o desejo do seu coração era
estar acima de todos os anjos e ser como Deus (Is 14.13-14).

Na verdade, a soberba de Lúcifer se tornou tão absurda, que ele chegou ao ponto de achar
que seria possível tomar o lugar de Deus e usurpar de uma glória que pertence unicamente ao
Criador do universo (Is 42.8, Is 46.9, Mt 4.10).

Por conta dessa rebelião, Lúcifer passou a ser Satanás2, adversário de Deus. Inclusive, ao
que tudo indica, durante um certo período ele convenceu outros anjos a também se rebelarem
contra Deus (Mt 25.41), provavelmente oferecendo certos privilégios (Ez 28.18), caso tivesse o
apoio destes anjos.
Mas como isso é possível? Como o mal pode ter surgido no coração de Lúcifer e também
ter corrompido outros anjos, se são seres criados por um Deus perfeitamente santo?

Na verdade isso demonstra como a obra de Deus é extraordinária, afinal, os anjos foram
criados com o poder de tomar decisões morais e reais, assim como nós (Dt 30.19-20). Deus dotou
sua criação de uma natureza tão livre, que permitiu até mesmo uma rebelião (2Pe 2.4, Jd 1.6).3

Deus permitiu o mal, mas jamais compactuou com ele (Tg 1.13,17; Sl 45.6-7) e, por essa
razão, Satanás foi expulso dos céus. Esse evento é descrito em pelo menos 3 passagens bíblicas
(Is 14.12, Ez 28.16-17, Lc 10.18). Inclusive com base no texto de Apocalipse 12 (Ap 12.4),
acredita-se que aproximadamente um terço dos anjos caíram com Satanás.

O Diabo e o homem
Após Satanás ter sido expulso dos céus e lançado à terra, em um determinado momento
da história, Deus criou um outro ser que, não somente o glorificaria, mas que também seria a
própria imagem da sua glória (2Co 3.18). Deus criou o homem, à sua imagem e semelhança (Gn
1.26-27). Razão mais do que suficiente para que Satanás odeie o ser humano, e faça de tudo
para destruí-lo (Jó 1.6-11).

Após Deus criar o homem, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação
de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua
rebelião contra Deus. Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de
que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a
mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o
seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O grande conflito
entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir
daquele momento.

O caminho de Caim, prêmio de Balaão e a contradição de Coré

"Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem,
como animais irracionais se corrompem. Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e
foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré." Judas
1:10,11

O contexto dos versículos citados, trata da introdução de homens ímpios no meio cristão.
Já na época deste escrito, haviam pessoas mal intencionadas desvirtuando os ensinamentos de
Cristo para obterem vantagem. Essa afirmação pode ser constatada no verso 4.

"Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo,
homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único
dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." Judas 1:4

A seguir vamos explicar com a maior objetividade possível o que trata a comparação
desses "homens ímpios" aos personagens citados.

O caminho de Caim

Gênesis 4 trata do primeiro assassinato registrado na Bíblia e para quem acredita na


veracidade do livro, o primeiro assassinato da humanidade.
Resumindo a história, Caim e Abel, irmãos mais velho e mais novo, respectivamente,
foram apresentar ofertas ao Senhor. O Eterno se agradou de Abel e de sua oferta, porém, de
Caim e de sua oferta Ele não se agradou, o que suscitou ira em Caim (Gênesis 4:4,5).

O resultado disso foi um plano e execução que culminou no assassinato de Abel pelas
mãos do próprio irmão Caim.

O caminho de Caim é o caminho do ódio, da inveja, da maquinação do mal. Pessoas que


se infiltram no meio cristão e planejam o mal contra os irmãos de fé por ódio, inveja ou sabe-se lá
porque. Não agradam a Deus na essência de sua adoração e preferem derrubar aos outros.

Prêmio de Balaão

Números 22 inicia a história de Balaão e Balaque. Balaque era rei dos moabitas e temeu o
povo hebreu pelo que tinha feito a outras nações no caminho da terra prometida e mandou seus
mensageiros com o prêmio em mãos a Balaão a fim de que ele amaldiçoasse o povo hebreu
(Números 22:6-7). Após consulta ao Eterno, Balaão disse que não poderia amaldiçoar pois era
um povo abençoado (Números 22:12-13). Curiosamente, mesmo após essa mensagem de Deus,
Balaão insiste em ir e ocorreu o incidente com a jumenta, onde a mesma falou com ele após ser
espancada por não seguir em frente, pois tinha visto um anjo com espada desembainhada
(Números 22:21-35).

Mesmo com todos esses acontecimentos e mensagens, Balaão, embora não pudesse
amaldiçoar o povo, fez questão de ensinar a Balaque como fazê-lo pecar. Temos uma referência
interessante em Apocalipse.

"Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de
Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que
comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem." Apocalipse 2:14

Com essa passagem conseguimos entender porque mesmo após as bênçãos de Balaão, o
povo começou a se prostituir e fazer o que era mal em Números 25. Na verdade Balaão não pôde
amaldiçoar, mas ensinou a maneira como Balaque poderia desviar o povo de Deus.

Aqui podemos trazer uma lição de que determinados homens ímpios não amaldiçoam com
os lábios, porém, introduzindo falsas doutrinas faz com que os cristãos se desviem da pureza e
simplicidade do evangelho. Podemos ver a cada dia a proliferação de heresias dentro das
denominações e as pessoas sendo arrastadas para longe do evangelho para aderirem práticas
pagãs, por exemplo. Hoje em dia se dá mais importância a objetos e a líderes espirituais que as
próprias Escrituras Sagradas. E grande parte desse desvio se dá porque esses ímpios almejam o
prêmio, ou seja, o poder, a fama, as riquezas. Esqueceram do evangelho para salvar vidas e
vivem luxuosamente às custas do engano em massa.

Contradição de Coré

Números 16 mostra a história de Coré, Datã e Abirão. Eram membros do serviço sagrado,
porém, levados pela cobiça e a obstinação pelo poder, se levantaram contra Moisés e Arão
juntamente com duzentos e cinquenta homens que eram príncipes da congregação (Números
16:2). Eles argumentavam que também eram santos e que Moisés e Arão estavam querendo ser
melhores que todos (Números 16:3). A verdade é que Moisés e Arão haviam sido escolhidos pelo
próprio Deus e Coré e os homens que o seguiam se achavam insignificantes, mesmo tendo o
privilégio de contribuir no serviço sagrado (Números 16:8-11).
Resultado: Foram todos mortos com suas famílias, engolidos pela terra ainda vivos
(Números 16:31-33).

Aqui vemos também pessoas obstinadas pelo poder a qualquer preço. Falar em tentativa
de tomar sacerdócio hoje é irrelevante, pois todos fomos feitos sacerdotes reais perante Deus
pela graça do Senhor Jesus, porém, podemos citar por exemplo, pessoas que querem assumir
determinados postos a que não foram qualificados ou chamadas. Digo essas coisas não
propriamente no âmbito denominacional e sim no âmbito espiritual. A pessoa não foi chamada
para ser líder de ministério, mas quer a qualquer preço ocupar a função. A pessoa não foi
chamada para aconselhamento, mas quer de qualquer maneira trabalhar com aconselhamento,
entre outras coisas.

O pior de tudo aqui é a obstinação que não visa servir a Deus e sim se exaltar diante das
pessoas, pois essa era a ideia de Coré ao levantar a rebelião. Ele já servia ao tabernáculo,
porém, queria mais poder.

Conclusão

Temos que viver em constante vigilância para que não nos tornemos esses tipos de
pessoas ímpias e tampouco venhamos a cair na lábia desses ímpios. Pessoas com ódio e desejo
destrutivo acompanhado de ganância e busca pelo poder, pela glória dos homens, são nocivas a
fé cristã.

ILUSTRAÇOES DE REBELIAO

NO ANTIGO TESTAMENTO

A. A QUEDA DE ADÃO E EVA: Gênesis 1 – 3 (2.16,17; 3.1-6).

Tanto a ordem da criação, quanto a ordem divina nos mostra o propósito de Deus para a
autoridade desde o princípio. Adão simbolizava a autoridade, ao passo que Eva tipificava a
submissão. Eles tinham “domínio” sobre tudo, autoridade.

Para exercer autoridade, primeiramente você precisa estar sob autoridade.

A árvore “do bem e do mal” fez com que eles soubessem que estavam sob a autoridade de
Deus. Foi posta no jardim como sinal de autoridade.

Eles pecaram: rebelaram-se contra a autoridade (Gênesis 3). “Porque, como pela
desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores… (Romanos 5.19).

Eva tomou sua própria decisão ao verificar se o fruto era bom ou não. Ela descobriu a
cabeça. Eva estava debaixo de uma autoridade dupla. Ela não somente desobedeceu a ordem de
Deus mas também a de Adão. Adão pecou contra a autoridade direta de Deus, isto também foi
rebeldia. Lembre-se, rebelar contra a autoridade representativa de Deus é o mesmo que rebelar-
se contra Deus.

Toda atitude que implique em desobediência constitui-se numa queda, e qualquer atitude
de desobediência é rebeldia. O homem que é governado pela obediência de Deus não decide
nele mesmo se as coisas são “boas” ou “más.”
A árvore tornou-se a fonte do bem e do mal, quando deveria ter sido Deus. Rebelião! A
primeira lição de um servo verdadeiro é obedecer a autoridade, não fazendo o que lhe parece
certo aos seus próprios olhos.

Quando você conhecer a autoridade então você encontrará seu lugar no Reino de Deus.
Ou ando você se submete à autoridade, na mesma medida você receberá autoridade. Isso
começa com o batismo nas águas.

B. NOÉ E SEUS FILHOS (Gênesis 9.20-27).

A atitude dos três filhos de Noé em relação à autoridade prova a maneira como a bênção
foi dada ou não para eles. A falha de Noé foi como uma prova para os seus filhos. Isto mostra que
nós temos que obedecer à autoridade e não a uma pessoa.

1. Reação de Cão: Rebelião.

Ele teve prazer em ver um defeito ou fraqueza na figura de autoridade, assim ele teria uma
desculpa para não se submeter e se desembaraçar de todas as restrições.

2. Reação de Sem e Jafé: Obediência.

Sentiram muito sobre o erro, mas ao mesmo tempo respeitaram a autoridade de seu pai.
Cobriram a nudez do pai, significando que é preferível ajudar a resolver uma situação
embaraçosa do que expor o outro, criar mais constrangimento e vergonha.

Quem se tornou servo de quem? Canaã, filho de Carn, ficou como o primeiro escravo na
Bíblia. Por que o filho de Cam? Porque provavelmente ele foi o primeiro a ver a nudez do avô,
tendo-o relatado a seu pai, que por sua vez nada fez para ajudar contra o embaraço.

Aquele que não se sujeita à autoridade vem a ser escravo

daquele que obedece à autoridade de Deus.

C. NADABE E ABIÚ, FILHOS DE ARÃO, O SUMO SACERDOTE (Levítico 10.1-2).

Eles ofereceram “fogo estranho“. Eles ministraram pela habilidade e não pela autoridade.
Eles ministraram por causa da família, não pela autoridade; só Arão tinha a autoridade. Eles
usurparam (assumiram sem direito) a autoridade para si próprios - adoração falsa.

Foi um espírito independente, não sob a autoridade que foi chamada “fogo estranho”. Por
ser um sério tipo de rebelião, o “zelo” errado deles tinha que ser cortado.

“Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade!” (Mateus 7.22-23).

Vemos que adoração é iniciada por Deus. A única oferta aceitável diante de Deus é aquela
que é oferecida debaixo de autoridade “…em espírito e em verdade” Aquele que
desordenadamente levanta a sua cabeça e age independentemente está sendo rebelde, o que
resulta em morte.

Quem não age debaixo da autoridade do Senhor e daqueles a quem Ele delegou
autoridade (vai de encontro às suas ordens), seu ministério será reprovado pelo Senhor e morrerá
em sua insubordinação.
D. MIRIÃ E ARÃO (Números 12.1-16) .

A esposa de Moisés foi usada por eles como uma desculpa para não submeter-se a
autoridade de Moisés. O assunto da esposa de Moisés era uma questão familiar e não uma
questão de governo (autoridade).

O irmão e a irmã mais velha tinham o direito de discutir isso com Moisés, em particular,
mas em vez disso, eles discutiram em torno de sua autoridade. O verdadeiro problema: Eles não
queriam obedecer Moisés. O fim disso foi que eles falaram mal do líder deles e não apenas do
irmão deles.

A Bíblia diz que naquele momento Moisés era mui manso. Ele não tentou defender a sua
autoridade. Regra Áurea: A autoridade nunca deve ser defendida. Um leão não precisa de
proteção. Você é chamado por Deus à autoridade, você nunca ganha por méritos próprios uma
posição de autoridade. Muitos cometem o erro de tentar se submeter a Deus sem se submeter à
autoridade delegada por Ele. Isso é IMPOSSIVEL! Falar mal dos nossos líderes é um “canteiro”
cheio de rebelião.

Isso não é uma questão de nosso irmão, mas de nosso líder (a autoridade instituída ou
estabelecida por Deus).

E. CORÉ, DATÃ E ABIRÃO (Números 16.1-50).

Coré e seus companheiros pertenciam aos levitas (confiaram em sua espiritualidade). Por
outro lado, Datã e Abirão eram filhos de Rubem (o primogênito), e confiaram em sua posição.

” … Basta! pois que toda a congregação é santa, cada um deles é Santo,

e o Senhor está no meio deles: porque, pois, vos exaltais

sobre a congregação do Senhor?”

Números 16.3

Eles cometeram um grande erro: Determinar a liderança com base na santidade e obra
pessoal em vez da autoridade delegada por Deus. Talvez eles fossem tão santos quanto Moisés,
mas era a autoridade e não a santidade que foi o fator determinante. Eles queriam servir a Deus e
rejeitar Moisés, o escolhido de Deus.

Deus e a autoridade delegada são inseparáveis. É impossível manter uma atitude para
com Deus e uma outra atitude para com as autoridades delegadas por Ele. Eles culparam Moisés
de uma falta cometida por eles mesmos, a de não entrar na terra de Canaã (uma falha Nacional)
v.13.

A rebelião é um princípio infernal: Eles foram jogados vivos para dentro do inferno. Vs. 32-
33. Seguir a razão é sair do caminho espiritual, o único caminho é obediência pela fé. Os rebeldes
viram apenas um deserto mas os obedientes, pela fé, enxergaram a terra prometida, até de longe.
VEJA COMO A REBELIÃO É TÃO CONTAGIOSA:

• Vs. 1-40: Os líderes se rebelaram (Poucos) ..

• Vs. 41-50: O povão se rebelou (Muitos).

• Deus tolerou todas as murmurações do povo no deserto, mas Ele não tolera rebelião
contra a autoridade delegada.

• Muitos pecados Deus pode tolerar, mas a rebeldia é o princípio da morte, o princípio de
Satanás.

• Embora tendo presenciado o julgamento da rebelião, ainda assim não aprenderam. Não
tinham senso algum de autoridade em seus corações.

• Olhos humanos (carnais) vêem só o homem, eles não vêem o lado espiritual e a
autoridade de Deus.

• Moisés e Arão (autoridade) pararam a praga.