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Disciplina: Dança e Ritmo na Educação Física

Autores: Desireé Goubel Favoreto

Revisão de Conteúdos: Carolinne Prado Engelhardt

Revisão Ortográfica: Jacqueline Morissugui Cardoso

Ano: 2017

Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas


páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de
Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em
cobrança de direitos autorais.

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FICHA CATALOGRÁFICA

FAVORETO, Desireé Goubel.


Dança e Ritmo na Educação Física / Desireé Goubel Favoreto –
Curitiba, 2017.
41 p.
Revisão de Conteúdos: Carolinne Prado Engelhardt.

Revisão Ortográfica: Jacqueline Morissugui Cardoso.

Material didático da disciplina de Dança e Ritmo na Educação Física –


Faculdade São Braz (FSB), 2017.

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Dança e Ritmo na Educação
Física

2017

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PALAVRA DA INSTITUIÇÃO

Caro(a) aluno(a),
Seja bem-vindo(a) à Faculdade São Braz!

Nossa faculdade está localizada em Curitiba, na Rua Cláudio


Chatagnier, nº 112, no Bairro Bacacheri, criada e credenciada pela Portaria nº
299 de 27 de dezembro 2012, oferece cursos de Graduação, Pós-Graduação e
Extensão Universitária.
A Faculdade assume o compromisso com seus alunos, professores e
comunidade de estar sempre sintonizada no objetivo de participar do
desenvolvimento do País e de formar não somente bons profissionais, mas
também brasileiros conscientes de sua cidadania.
Nossos cursos são desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar
comprometida com a qualidade do conteúdo oferecido, assim como com as
ferramentas de aprendizagem: interatividades pedagógicas, avaliações, plantão
de dúvidas via telefone, atendimento via internet, emprego de redes sociais e
grupos de estudos o que proporciona excelente integração entre professores e
estudantes.

Bons estudos e conte sempre conosco!


Faculdade São Braz

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Apresentação da disciplina

A disciplina aborda sobre a dança, seu histórico e importância. Tratará


da dança na escola, que deve-se ter diferenciação dos conteúdos por faixa
etária, mostrando a importância do profissional de Educação Física, que além
da movimentação corporal, visa-se formar o cidadão. Passará também pelas
leis pertinentes à área, como os Parâmetros Curriculares Nacionais, as
Diretrizes de Bases.
Há vários questionamentos a serem respondidos, procurando se ter uma
transformação da sociedade. Os pais são muito importantes para com essa
aprendizagem também, apoiando e não discriminando as crianças, sendo que
a escola tem um papel de extrema importância no desenvolvimento global da
criança.
Passará sobre as fases de desenvolvimento das crianças, e então se
entrará em atividades que podem ser desenvolvidas para cada faixa etária,
mostrando a importância e o que se desenvolver em cada uma.

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Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em
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AULA 1 – DANÇA NA ESCOLA

Apresentação da Aula 01

A aula irá abordar sobre a dança, o que é, e como se insere dentro das
escolas, mostrando sua importância e suas possibilidades, assim como sua
inserção através dos Parâmetros Curriculares de Educação Física.

1 Dança

Ao lado do teatro e da música, a dança é uma das três principais artes


cênicas da antiguidade. A especificidade da dança está em tratá-la como arte,
a não somente como movimento (e suas diversas estruturas), dançarino (a),
som e o espaço geral onde ocorre.

Vocabulário
A Dança é a arte ou técnica de acompanhar ritmos de
músicas em uma série de movimentos corporais, sendo esses
intencionais ou harmoniosos, podendo ser coreografado ou
através da dança livre.
Disponível em: http://www.aulete.com.br/dan%C3%A7a

Historicamente a dança era realizada desde o Antigo Egito nas danças


astro-teológicas, na Grécia relacionadas aos jogos olímpicos, e assim
perpetuando e se desenvolvendo até se ter o que temos na atualidade.

Saiba Mais
Para compreender um pouco mais sobre a história da dança,
os períodos históricos, acesse o site da Secretaria da
Educação.
Disponível em:
http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.ph

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p?conteudo=102

A dança é uma maneira de trabalhar o corpo do ponto de vista orgânico,


funcional e psicossocial, isto é, boa saúde orgânica, psicológica e social. A
dança desperta, estimula e desenvolve a criatividade, o potencial humano e de
movimento, incentivando a expressão corporal, disciplina, coordenação,
flexibilidade, desinibição e trabalho em grupo. Assim, dentre outras áreas, a
dança melhora as funções:

• Orgânico funcional;
• Psicossocial;
• Saúde orgânica;
• Saúde psicológica;
• Saúde social;
• Criatividade (fundamento mais importante);
• Flexibilidade;
• Desinibição;
• Trabalho em grupo.

Fonte: http://www.curiosaidade.com.br/cgi-
local/conteudo.atw?url=conteudo/em_destaque/noticias/2013/1307121/materia&

A Dança visa fazer um sujeito com maior consciência, melhorando suas


escolhas e tomadas de decisões para interagir com o mundo. Para isso, ela
conta com três elementos formais, o movimento corporal, espaço e o tempo.

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O movimento é feito pelo corpo, ou parte dele, em um determinado
tempo e espaço, já o tempo é a velocidade do movimento, seu ritmo e duração,
e o espaço é onde o movimento ocorrerá, e a sua amplitude e extensões.

1.1 Dança na Escola

A dança muda de forma e de sentido conforme as tendências de cada


época, percebe-se então as diferentes movimentações por faixa etária. Quanto
mais cedo a criança for estimulada, experimentando, criticando, opinando,
adquirindo, quanto menos ela construir “estigmas”, mais desenvolverá as suas
capacidades afetivas, motoras e cognitivas. Desenvolve a capacidade de
representar e de elaborar combinações de movimentos, a espontaneidade, a
flexibilidade do agir e a fantasia.
A dança aparece como conteúdo da disciplina de Artes e nas atividades
rítmicas e expressivas na de Educação Física. Para essa segunda disciplina, a
de Educação Física, a dança vem com objetivo de inserir a dança como uma
cultura corporal, inserindo os aspectos motores, biopsicossocial, assim como
condicionamento físico, emagrecimento, bem-estar e saúde.
A faixa etária é algo que deve ser levado em consideração, pois cada
idade tem um quesito a ser desenvolvido, precisando então de diferentes
movimentações:

1. Alunos que estão na puberdade: socialização de conhecimentos lógicos


e estéticos, influência da sociedade, os padrões estéticos sociais e as
várias mudanças hormonais, variações de pensamentos e sentimentos.
2. Crianças na pré-escola absorvem e acreditam como verdade absoluta
atitudes e valores que aprendem e copiam.

Vídeo
Para compreender mais sobre a importância da dança, assista
ao vídeo GLOBO REPORTER – 26/07/2013 completo – Os
benefícios da Dança.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=wiwNxBhQfTQ

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A responsabilidade dos professores é fazer com que as crianças sejam
estimuladas desde cedo, experimentando, criticando, opinando, adquirindo e
não construindo “estigmas”, de forma a auxiliar o desenvolvimento global da
criança, porém o maior desafio dos professores é formar o cidadão a:

• Propiciar o autoconhecimento;
• Estimular vivências de corporeidade;
• Incentivar a expressividade;
• Possibilitar diálogos corporais;
• Relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo;
• Desenvolver apreciação e fruição de arte;
• Gerar prazer e leveza;
• Construir a subjetividade humana.

1.2 Dança na Escola

Deve-se refletir sobre a escola e sobre “como” o ensino de dança pode


contribuir para que ela seja o espaço da construção e socialização de
conhecimentos lógicos e estéticos.
Contribuir para a educação de seres humanos mais sensíveis, críticos e
expressivos. Deve-se fazê-los experienciar algo que conduza para além das
vivências e sensações cotidianas.
A dança na educação básica nos Parâmetro Curriculares Nacionais
(PCNs) da área de Educação Física são os conhecimentos sobre o corpo e
Atividades rítmicas e expressivas.
As diretrizes situam a dança como uma das linguagens do ensino como
complemento das aulas de música, artes, educação física e presente nas
comemorações cívicas do calendário escolar. Quando a dança finalmente é
oferecida no ambiente escolar como uma atividade em si, aparece como
disciplina optativa de caráter extracurricular.

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PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA

ATIVIDADES RÍTIMICAS E EXPRESSIVAS


Este bloco de conteúdos inclui as manifestações da cultura corporal que têm como
características comuns a intenção de expressão e comunicação mediante gestos e a presença
de estímulos sonoros como referência para o movimento corporal. Trata-se das danças e
brincadeiras cantadas.
O enfoque aqui priorizado é complementar ao utilizado pelo bloco de conteúdo “Dança”, que
faz parte do documento de Arte. O professor encontrará, naquele documento, mais subsídios
39 para desenvolver um trabalho de dança, no que tange aos aspectos criativos e à concepção
da dança como linguagem artística.
Num país em que pulsam o samba, o bumba-meu-boi, o maracatu, o frevo, o afoxé, a catira, o
baião, o xote, o xaxado entre muitas outras manifestações, é surpreendente o fato de a
Educação Física ter promovido apenas a prática de técnicas de ginástica e (eventualmente)
danças européias e americanas. A diversidade cultural que caracteriza o país tem na dança
uma de suas expressões mais significativas, constituindo um amplo leque de possibilidades de
aprendizagem.
Todas as culturas têm algum tipo de manifestação rítmica e/ou expressiva. No Brasil existe
uma riqueza muito grande dessas manifestações. Danças trazidas pelos africanos na
colonização, danças relativas aos mais diversos rituais, danças que os imigrantes trouxeram
em sua bagagem, danças que foram aprendidas com os vizinhos de fronteira, danças que se
vêem pela televisão. As danças foram e são criadas a todo tempo: inúmeras influências são
incorporadas e as danças transformam-se, multiplicam-se. Algumas preservaram suas
características e pouco se transformaram com o passar do tempo, como os forrós que
acontecem no interior de Minas Gerais, sob a luz de um lampião, ao som de uma sanfona.
Outras, recebem múltiplas influências, incorporam-nas, transformando-as em novas
manifestações, como os forrós do Nordeste, que incorporaram os ritmos caribenhos, resultando
na lambada.
Nas cidades existem danças como o funk, o rap, o hip-hop, as danças de salão, entre outras,
que se caracterizam por acontecerem em festas, clubes, ou mesmo nas praças e ruas. Existem
também as danças eruditas como a clássica, a contemporânea, a moderna e o jazz, que
podem às vezes ser apreciadas na televisão, em apresentações teatrais e são geralmente
ensinadas em escolas e academias. Nas cidades do Nordeste e Norte do país, existem danças
e coreografias associadas às manifestações musicais, como a timbalada ou o olodum, por
exemplo.
A presença de imigrantes no país também trouxe uma gama significativa de danças das mais
diversas culturas. Quando houver acesso a elas, é importante conhecê-las, situá-las, entender
o que representam e o que significam para os imigrantes que as praticam.
Existem casos de danças que estão desaparecendo, pois não há quem as dance, quem
conheça suas origens e significados. Conhecê-las, por intermédio das pessoas mais velhas da
comunidade, valorizá-las e revitalizá-las é algo possível de ser feito dentro deste bloco de
conteúdos.
As lengalengas são geralmente conhecidas das meninas de todas as regiões do país.
Caracterizam-se por combinar gestos simples, ritmados e expressivos que acompanham uma
música canônica. As brincadeiras de roda e as cirandas também são uma boa fonte para
atividades rítmicas.
Os conteúdos deste bloco são amplos, diversificados e podem variar muito de acordo com o
local em que a escola estiver inserida. Sem dúvida alguma, resgatar as manifestações culturais
tradicionais da coletividade, por intermédio principalmente das pessoas mais velhas é de
fundamental importância. A pesquisa sobre danças e brincadeiras cantadas de regiões

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distantes, com características diferentes das danças e brincadeiras locais, pode tornar o
trabalho mais completo.
Por meio das danças e brincadeiras os alunos poderão conhecer as qualidades do movimento
expressivo como leve/pesado, forte/fraco, rápido/lento, fluido/interrompido, intensidade,
duração, direção, sendo capaz de analisá-los a partir destes referenciais; conhecer algumas
técnicas de execução de movimentos e utilizar-se delas; ser capazes de improvisar, de
construir coreografias, e, por fim, de adotar atitudes de valorização e apreciação dessas
manifestações expressivas.
A lista a seguir é uma sugestão de danças e outras atividades rítmicas e/ou expressivas que
podem ser abordadas e deverão ser adaptadas a cada contexto:
• danças brasileiras: samba, baião, valsa, quadrilha, afoxé, catira, bumbameu- boi, maracatu,
xaxado, etc.;
• danças urbanas: rap, funk, break, pagode, danças de salão;
• danças eruditas: clássicas, modernas, contemporâneas, jazz;
• danças e coreografias associadas a manifestações musicais: blocos de afoxé, olodum,
timbalada, trios elétricos, escolas de samba;
• lengalengas;
• brincadeiras de roda, cirandas;
• escravos-de-jó.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.pdf

Deve-se ocupar o tempo da crianças para impedir que em seu tempo de


ócio e fora do ambiente escolar, entre em contato com a violência e ilegalidade,
e uma das melhores formas é oferecendo atividades que exigem menos
formalidade para não ser cansativo mentalmente, como a dança e outras
modalidades no contra turno.

1.3 Formação ou Ocupação?

A dança tem como um de seus objetivos o de prevenir contra o stress e


esquecer dos problemas.
Quando se fala do dança, se tem, por exemplo, a formação de uma
coreografia no final do ano letivo. Neste caso se leva horas de aprendizagem,
preparação, técnica, criação, ensaio, elaboração de figurino, iluminação,
maquiagem, cenografia, gravação de trilha sonora etc., torna-se praticamente
inviável dar conta de todo o conteúdo em alguns poucos encontros semanais
na escola.

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No caso de apresentações, necessita-se de coreografias pré-
concebidas e memorização de sequências codificadas.

Os profissionais devem superar o analfabetismo teórico-reflexivo, de


forma a saber o que, como e até o porquê ensinar dança na escola, até porque
a dança aparece muitas vezes apenas como meio ou recurso educacional, e
não como disciplina.
No entanto, a visão de que “dançar se aprende dançando”, nada mais é,
na verdade, uma postura ingênua (no sentido freiriano) em relação aos
múltiplos significados, relações, valores pessoais, culturais, políticos e sociais
da importância da modalidade. Porém, assim ficam alguns questionamentos:

• Quais são, por exemplo, os ensinamentos em relação ao gênero


contidos nos movimentos da quadrilha?
• O que a dança do “bumbum” e do “tchan” estariam ensinando para as
crianças sobre sexualidade?
• Nas salas de aula, o que estaria se ensinando sobre hierarquia e poder
quando os professores se colocam na frente dos alunos (as) e, virados
de costas, mandam que simplesmente os sigam?
• Ou ainda, que mensagens estariam ocultamente contidas no fato do
professor (a) privilegiar as danças folclóricas em detrimento do repertório
pessoal de movimento de cada aluno (a)?

A dança traz a liberdade de poder agir crítica e corporalmente em função


da compreensão, desconstrução e transformação da sociedade.
Os pais tem extrema importância para os alunos, e a educação estética
dos pais se faz nas apresentações dos filhos. Deve-se preparar os pais para se
sentarem na plateia e serem o público.
Um espetáculo completo irá fazer os alunos desenvolverem, além da
sua coordenação motora, sua criatividade, espírito de equipe, consciência

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corporal, liderança, companheirismo, dentre outras habilidades importantes não
somente para o momento da criação, mas para toda a vida.
Para os pais, as apresentações são um prazer, pois além de sair da
rotina, envolve-os em uma magia cênica, sendo efetivamente uma experiência
estética, na qual os pais poderão ver a evolução e desenvolvimento de seus
filhos.
O forte preconceito é um motivo para muitos professores(as) darem
outros nomes as suas atividades com a dança (“expressão corporal”,
“movimento e criação”, etc.) que mascaram suas intenções e, ao mesmo
tempo, permitem que um número maior de alunos tenham acesso à ela.

Saiba Mais
Sabe-se que ainda hoje, não são poucos os pais, e até
mesmo os alunos, que consideram a dança como “coisa de
mulher”. Para compreender um pouco sobre esse estigma,
veja o artigo do site Terra: Dança é coisa de homem, sim,
senhor!
Disponível em: https://diversao.terra.com.br/arte-e-
cultura/danca/danca-e-coisa-de-homem-sim-
senhor,ee9a10044fcbc410VgnVCM3000009af154d0RCRD.ht
ml

O corpo, como a dança, ainda são cobertos por um mistério que a


grande maioria da população escolar ainda não conseguiu investigar, explorar,
perceber, sentir, entender ou criticar. Embora não se aceite mais o pré-conceito
em relação ao contato com o corpo e com a arte, as gerações que não tiveram
dança na escola muitas vezes não conseguem entender em seus corpos
exatamente o que se propõe.
A escola tem o papel não de reproduzir, mas de instrumentalizar e de
construir conhecimento em/através da dança com seus alunos(as). É um
complexo articulado entre os espaços vividos percebidos e imaginados na
inter-relação de corpos, mentes, emoções, intuições e crenças espirituais.

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Dessa forma, o professor deve proporcionar aos alunos, conhecimentos
sistematizados, “novos” enquanto cultura de movimento.

1.4 Conteúdos Sistematizados

A dança quanto a conteúdo sistematizado podem ser de expressão,


consciência corporal, expressão corporal, conteúdo e repertório:

 Expressão: No primeiro momento sentimento efetivo, associado às


vivências/descargas emocionais. Sentimento cognitivo, com o qual a dança,
enquanto forma de conhecimento e disciplina escolar, estaria mais engajada.
Conhecimento direto da dança (a vivência prática) permite um tipo diferenciado
de percepção, discriminação e crítica tanto da dança quanto de suas relações
conosco mesmo e com o mundo.
 Consciência corporal: Perceber, experimentar e entender dos corpos o
quê, onde, como e com quem/o porquê o movimento acontece. Conhecimento
e prática com as diversas partes do corpo, com as dinâmicas de movimento,
com o uso do espaço pessoal de cada um, das ações e dos relacionamentos
que se estabelecem entre esses elementos.
 Expressão corporal: O sentimento e a emoção contidos nas artes
permite dar/criar significados àquilo que se vive sem intermediação da
linguagem falada ou das experiências refletidas. Ela permite exprimir aquilo
que se sente e quer.
 Conteúdos: Em um segundo momento, o conhecimento inclui os
elementos históricos, culturais e sociais da dança como história, estética,
apreciação e crítica, sociologia, antropologia, música, assim como saberes de
anatomia, fisiologia e cinesiologia.
 Repertórios: Depois são os textos que possibilitam um conhecimento
direto da dança nas artes. É essencialmente a escolha dos textos que,
articulada aos itens anteriores, garante a presença da dança no processo
educativo.

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Deve-se ter a criação de uma “rede de textos” tecida especialmente para
cada situação educativa. O professor deve montar “listas de conteúdos por
série e faixa etária” e o planejamento “em colunas”.
O contexto é aquilo a ser trabalhado, compreendido, desvelado,
desconstruído, problematizado e transformado por processos artístico-
educativos.

Para Refletir
Até onde o professor pode e deve ir ao ensinar a dança?
Quais são os objetivos a serem alcançados durante as aulas
de dança ministradas por professores de Educação Física?

1.5 A vivência, a Prática e o Treino

O âmbito da vivência diz respeito à atuação do profissional de Educação


Física na escola, em que o aluno toma contato com a cultura corporal de
movimento, sem preocupar-se com a aquisição e habilidade técnica, pois esta
cabe ao âmbito do treino. E a dança quando ensinada na escola deve estar
inserida no âmbito da vivência.
A dança como atividade motora utilizada para a consecução dos
objetivos da educação física, ela deve prestar-se aos propósitos e finalidades
da educação física escolar, e não se caracterizar como um campo de
conhecimento isolado.
A Educação Física não deve descaracterizar e nem desqualificar a
dança, apenas amplia as suas possibilidades de interação e atuação, sem se
esquecer que através da dança procede-se um resgate da produção da cultura
com significado de existência.

Resumo da Aula 01

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Nesta aula foram abordados os conceitos de dança, de educação física
e do conteúdo dentro da disciplina, mostrando as possibilidades e sua
importância, mostrando os conteúdos que devem ser abordados e como fazer
isso.

Atividade de Aprendizagem
Dentro das possibilidades observadas nas escolas, discorra
sobre quais seriam os conteúdos e temas que seriam
pertinentes abordar dentro do conteúdo de dança na disciplina
de Educação Física.

2 – DESENVOLVENDO A CRIANÇA

Apresentação Aula 02

A aula irá abordar sobre as atitudes esperadas para os professores,


como é o contato com a criança, o que os autores falam sobre o
desenvolvimento, como ele ocorre, assim como formas para fazer esse ocorrer
da melhor forma possível, e as fases de desenvolvimento, além dos conteúdos
e objetivos a se alcançar nas aulas.

2.1 Atitudes

As atitudes que os professores tem, os alunos irão copiar. Os alunos são


reflexo do professor, possuem células espelho ou neurônios espelho, refletindo
o que é visto ou ouvido. As atitudes refletem no outro sempre (bocejo, choro,
alegria). Dessa forma, o professor deve olhar internamente, analisar sua
conduta e postura, e somente após a de seus alunos. Deve-se pensar, “que
tipo de alunos se quer formar?”, sendo que a resposta deveria ser: “uma
criança mais madura não só pela técnica”, para isso, se deve olhar com mais
amor e afeto para os alunos, passando confiança, de forma com que faça a

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criança se sentir bem, confiante e seguro para se libertar de qualquer possível
estigma e aprender.

2.2 Contato com a Criança

Para o contato com a criança, o professor deve saber que na dança o


corpo é o mediador, o veículo de emoções, e assim compreender, através da
postura, o que a criança está sentindo.
Os pais muitas vezes acabam cometendo excessos ou negligência com
seus filhos, as vezes superprotegendo-os, em outra não reconhecendo a
importância de determinadas atividades, assim negligenciando o aprendizado.

Vídeo
Sobre a importância e o papel de cada um dentro da escola,
assista o vídeo Pais x Escola – Quem Educa? – Mário Sérgio
Cortella – 2015.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Y5lBljqYdNg

Muitas vezes a presença dos pais atrapalha, tirando a autoridade dos


professores, porém, o trabalho deve ser em conjunto, e ambos falarem a
mesma língua. Deve-se falar da importância tanto da educação física, como da
dança na vida deles, e deixá-las falar suas ambições, expectativas e sugestões
para as aulas, sendo que os professores devem observar:

• A ação (instintiva, movido por emoção);


• O movimento (existe cognição);
• As expressões e tom de voz: apresenta atitudes diferentes com choros e
risos diferentes, quando bate pode ser insatisfação e desconta no
primeiro que está do lado ou por que quis bater mesmo.

Henri Wallon (1995) fala sobre o pensamento sincrético, que é reservado


a criança, em que se tem a mistura de ideias, confusão mental, já o

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pensamento categorial é o de adultos, no qual se tem a seleção de ideias, filtro
de assuntos.

Segundo o autor, o amadurecimento acontece em camadas:

• Até 12 meses - só recebe estímulos;


• Até 5 anos - interpreta estímulos (Egocentrismo - 2 a 5 anos);
• Até 8 anos - armazena estímulos, interpreta. (Ex: jogar a bola só para os
amigos, não jogar a bola, não querer participar.)

Quando se fala em aprendizagem, deve-se saber que no indivíduo há


uma tripolaridade:

Intelecto (saber fazer) Motor (poder fazer)

Emocional (querer fazer)

Fonte: Elaborado pelo DI (2017)

O corpo é o instrumento mais importante que o ser humano disponibiliza


para trabalhar, se transformar. A pessoa, quando dança, utiliza o corpo
experimentando diversas sensações, descobrindo inúmeras possibilidades de
se movimentar, de se conectar consigo mesmo, descobrindo formas de se
sentir bem com seu próprio corpo (GARAUDY, 1980).
O professor deve compreender qual é o tipo de aprendizagem que
melhor se adeque ao seu aluno, dessa forma, para as crianças visuais o
professor deve demonstrar, para as crianças cognitivas deve-se visar o
manuseio de objetos, e para as crianças sonoras, deve-se falar, explicar.
Freud (1856 – 1939), conhecido como criador da psicanálise, propôs que
a mente é dividida em duas áreas, o consciente, que é uma pequena parte da
personalidade, é o nítido, o pequeno, insignificante e superficial, já o
inconsciente é a maior parte, é interno, está oculto, são os instintos.

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O psicanalista destacou então, a partir disso, o id, o ego e o superego:

Id: representa os processos primitivos do pensamento e as


características atribuídas ao sistema inconsciente. É regido pelo
princípio do prazer e apresenta origem orgânica/hereditária, estando
ligado ao impulso sexual. O id se apresenta na forma de instintos que
impulsionam o organismo, estando relacionado a todos os impulsos
não civilizados, de tipo animal. Seria a voz que diria em nossa cabeça
“Se está com vontade, vá e faça”. É o “querer”.
Superego: é a parte que age contra o id, representando os
pensamentos morais e éticos civilizados. Origina-se do complexo de
Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da
autoridade. O superego é o nosso indicativo interno das normas e
valores sociais que foram transmitidos pelos pais através do sistema
de castigo e recompensas impostos à criança. O superego seria a
voz que diria “não faça isso, pois não é certo”. É o “dever”.
Ego: nada mais é do que a origem do seu próprio significado
originado do latim, “eu”. O ego atua de acordo com o princípio da
realidade, estabelecendo o equilíbrio entre as reivindicações do id e
as exigências do superego com relação ao mundo externo. O ego
localiza-se na zona consciente da mente. Enquanto o id e o superego
são as vozes antagônicas, o ego é o responsável pela tomada de
decisão. (RENNAN, 2017, s/p)

O professor e os pais devem diferenciar quando a criança não faz algo


por não querer de quando não faz pelo fato de não ter entendido. As crianças
aprendem ações, medos e sentimentos por associação, ou seja, através da
coincidência de vários estímulos, que levam a estabelecer nexo entre eles, ou
por meio de consequências de suas condutas, podendo ser respostas positivas
ou negativas.
A criança aprende o tempo todo, mas não necessariamente aquilo que
os pais e professores tentam ensinar-lhes de forma intencional. A relação
ensino-aprendizagem nem sempre é linear e direta: nem tudo que se ensina,
se aprende, e às vezes aprende-se coisas que não se pretendia ensinar.
As crianças devem ser valorizadas, e para isso os professores e todos
dentro da instituição devem se nortear nos seguintes pontos:

• Utilizar princípios psicopedagógicos que norteiam um ambiente


estimulante e principalmente feliz para as crianças, e saber que esses
estão inter-relacionados e são interdependentes: autoestima, motivação,
aprendizagem e disciplina.
• Ajudar as crianças a criar sentimentos positivos em relação a si mesma.
Sentindo-se valiosa e segura, o êxito escolar estará garantido.

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• Utilizar a aprendizagem por meio da ação e da exploração, é conquista,
é construção do conhecimento pela própria criança. Uma vez adquirido
por ela mesma, a apropriação desse conhecimento é mais significativa e
nela permanecem.
• Visar a aprendizagem lúdica através de jogos, brincadeiras, músicas, e
dramatizações, pois é significativa e altamente motivadora, devendo
acontecer em casa e na escola.

Saiba Mais
O professor irá desestimular seus alunos caso se mostre
inseguro na hora de aplicar o conteúdo, se for
preconceituoso ou se der conteúdo inadequado a faixa
etária.

2.3 Desenvolvimento Global

O desenvolvimento global envolve o fator motor, o cognitivo e o


emocional, sendo uma ferramenta de auxílio para a mesma.
O Fator Cognitivo está ligada ao processo de aquisição de
conhecimento, envolvendo fatores como a linguagem, raciocínio, percepção,
memória, entre outros, ou seja, o desenvolvimento intelectual.
O fator motor irá abordar fatores como a sustentação, força,
coordenação, lateralidade, velocidade, entre outros, em sua execução.
Já o fator emocional é sobre conhecer a si mesmo, seus pares, ter
segurança, perspectiva, reconhecer o meio e ter controle emocional
(satisfazer).
É por meio da experiência, da observação e da exploração de seu
ambiente, que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações,
reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para
fatos novos, o que favorece, e muito, o desenvolvimento intelectual da criança,
principalmente, na fase pré-escolar.
Dessa forma, o professor deve ajudar a criança a se divertir e aprender,
partilhando suas descobertas, estimulando-as a pensarem criativamente e

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transformando o cotidiano e agitação em lições que poderão ser proveitosas
para elas.
A relação entre a vida escolar e o cotidiano é o que constitui a vida da
criança, e no mundo atual necessita de humanização. Resgatar na criança de
hoje os sentimentos da solidariedade, da cooperação, do compartilhar, do
prazer de dividir e de dar. É na interação que desenvolverá seus valores, sua
crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento. Vai
conhecendo suas habilidades e talentos, colocando-os em prática e
identificando o seu valor.
Deve-se desenvolver certos estímulos:

• Tátil – Sentir os movimentos e seus benefícios para seu corpo.


• Visual – Ver os movimentos e transformá-los em atos.
• Auditivo – Ouvir a música e dominar o seu ritmo.
• Afetivo – Emoções e sentimentos transpostos na coreografia.
• Cognitivo – Raciocínio, ritmo, coordenação.
• Motor – Esquema corporal.

O corpo se coloca segundo o que a pessoa pensa e sente naquele


momento e naquele espaço, muitas das vezes a cultura que este corpo vem
adquirindo não vem sobrepor â sensação e ao sentimento no comportamento
do corpo naquele ambiente.
Trabalho de base físico, para o despertar da consciência corporal,
percepção de si com o que está ao seu redor e despertar o interesse por algum
código, estilo de dança.

Importante
Como os ossos, tendões, tecido cartilaginoso e discos epifisários
estão flexíveis e frágeis na infância, os estímulos deverão ser
submáximos utilizando a bilateralidade e de exigência múltipla,
com progressão lenta para dar tempo suficiente para adaptação
e estímulos suficientes para desenvolver suas conexões
sinápticas.

21
Um treinamento de flexibilidade, por exemplo, estará sempre associado
a um treinamento de força específico: quanto mais um grupo muscular for
fortalecido, mais ele deverá ser relaxado e submetido a um alongamento.

Para Refletir
Como seria uma linguagem apropriada e adequada nas aulas
de dança para as diferentes fases escolares: berçário, pré-
escola, ensino fundamental I e II, ensino médio?

2.4 Fases de Desenvolvimento das Crianças

Para compreender as fases de desenvolvimento das crianças, elas


foram divididas de forma com que pudesse melhor compreender o que se
desenvolve em cada uma delas:

3 a 7 anos: intensa movimentação, necessidade de brincadeiras,


curiosidade por tudo e aptidão para o aprendizado. Reduzida capacidade de
concentração, pensamento intuitivo, concreto, voltado para a prática,
estritamente relacionado às experiências pessoais e de grande
emocionalidade.
Deve-se aplicar exercícios elementares gerais, estimular a alegria e a
motivação da criança. Fazer as mais variadas explorações de movimento,
contato com as sensações corporais a sua memória cinestésica.
6 a 7 anos: controle motor global se aprimorando; ocorrem perturbações
no sono e perda de peso; desenvolvimento de habilidades motoras básicas;
meninos e meninas ainda brincam juntos; já controlam alguns movimentos de
equilíbrio, o cérebro já atingiu cerca de 90 a 95% do peso do adulto; aparelho
muscular insuficiente e pouco tônico; escassa capacidade vital; caracteres
sexuais e psicossexuais em estruturação; não apta para esforço prolongado;
crescimento maior das extremidades; constrói sentenças cada vez mais longas;

22
pensamento lógico; difere o certo do errado; gosta de ouvir histórias, desenhar,
escrever e brincar; imitação e observação; tem dificuldade de manipular ideias
opostas; idade de assimilação; ordena experiências acumuladas como
adquiridas; mudanças de humor, curiosas; gosta de ser ouvida; separação da
família e o convívio com outras crianças; compreende regras; ativas e
irriquietas; dificuldade de tomar decisões; centro das atrações; atenção
limitada; raciocínio intuitivo e prático; aprendem com experiências pessoais do
dia a dia; impulsos psíquicos instáveis; falta de paciência e perseverança.
Movimentos fundamentais aprimorando os movimentos rudimentares.
6 a 10 anos: movimentação contínua que se reduz ao nível normal,
interesse pelo esporte, bom equilíbrio psicológico, otimismo, entusiasmo,
aprendizado rápido das aptidões ensinadas, processo de estimulação junto
com o processo de irradiação do sistema nervoso central, levando facilmente a
uma memorização motora que devem ser repetidos. Técnicas básicas dentro
de uma coordenação mais grosseira que deverá ser aperfeiçoada.
Nessa fase é que, por excelência, são adquiridos os níveis de
flexibilidade que se possuirá ao longo da vida. Adquirirá importância
fundamental e, embora a componente geral seja mantida obrigatoriamente,
inicia o crescimento da componente específica. Submetidos a um regime de
treinamento que mescle exercícios específicos com os de caráter geral.
Exercícios passivos são ideais.
9 a 10 anos: combinações de movimentos; bom equilíbrio psicológico,
atitude otimista em relação à vida, despreocupação, aquisição entusiasmada,
porém destituída de crítica, de conhecimentos e habilidades; os músculos
adquirem tônus e força, enquanto a nível cardio-circulatório obtém-se uma
melhor resposta para o aumento do volume e força contrátil do miocárdio; o
aparelho respiratório torna-se mais potente (maior capacidade vital);
Autoconfiança e coragem; identificação e a afirmação sexual;
sociabilização; amplitude funcional da coordenação e movimentação motoras;
aperfeiçoamento da técnica; atenção, independência, responsabilidade,
interesse, autocrítica em face às próprias realizações; aumento da substância
muscular e da capacidade de resistência da estrutura óssea; comportamento
psíquico em fase de equilíbrio; separação de meninos e meninas.

23
Atividade
Elabore uma progressão de um movimento que é utilizado na
dança. Pensando em cada faixa etária como seria aplicado?
Utilize da Progressão pedagógica.

2.5 Conteúdos e Objetivos

Com o objetivo definido, utilizando todos os artifícios apresentados no


decorrer do processo e o bom senso deve-se dosar o que será útil no alcance
do objetivo real, levando em consideração o que está sendo apresentado pela
ciência, senso comum, educação e desenvolvimento humano, dentro da
realidade em questão, cria-se novas perspectivas utilizando iniciativas com
criatividade que ajudam no alcance do objetivo, inovando sem esquecer da
ética.
Os conteúdos específicos da dança são: aspectos e estruturas do
aprendizado do movimento (aspectos da coreologia, educação somática e
técnica), disciplinas que contextualizem a dança (história, estética, apreciação
e crítica, sociologia, antropologia, música, assim como saberes de anatomia,
fisiologia e cinesiologia) e possibilidades de vivenciar a dança em si
(repertórios, improvisação e composição coreográfica).

Vídeo
A categoria Expressividade (como nos movemos) refere-se à
teoria e prática desenvolvidas por Laban, em que as qualidades
dinâmicas expressam a atitude interna do indivíduo, com relação
a quatro fatores (dispostos na ordem de seu desenvolvimento na
infância): fluxo, espaço, peso e tempo.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FSShj74qcwo

Sobre os fatores envolvidos no método de Laban, se tem:

 Fator fluência – fluxo:

24
Quando se fala de fluência, fluxo, se quer dizer a sensação do
movimento, liberação e energia. As qualidades do elemento de esforço fluência
são “livres” e/ou “contida” (libertada ou controlada). Auxilia na “integração”,
trata-se de sua tarefa. A integração traz a sensação de unidade corporal. Existe
na ligação dos movimentos para orientá-los em relação a eles mesmos e a
outros movimentos.

 Fator força:
Forte, firme, leve, fraco, suave, macio; As qualidades do peso são “leve”
e/ou “firme”. Significa a conquista da verticalidade. A “tarefa” é a
“assertividade”. Estabilidade e segurança. A “atitude” relacionada com o peso
é a “intenção”, e afeta a sensação e a percepção do movimento. O peso
informa sobre o “que” do movimento, transportar a si mesmo e auxiliar a
afirmação da vontade. Distribui melhor o peso no “centro de leveza” (região
escapular) e no “centro de gravidade” (região pélvica).

 Fator espaço:
Graus de amplitude interno, pessoal, geral, social e direções de
movimento; “direta” (um único foco no espaço, o corpo ou partes dele dirigem-
se para um só ponto espacial) e/ou “flexível” (não com vistas à flexibilidade de
juntas musculares e ósseas, mas com a ideia de multifoco: o corpo ou partes
dele dirigem-se para vários pontos espaciais). Posições: quem sou eu e quem
é o outro. “Comunicação”. “Atenção” que afeta o foco do movimento. O espaço
informa o “onde” do movimento.

 Fator tempo:
Duração, ritmo corporal e musical. “súbitas” (rápida) e/ou “sustentada”
(lenta). “Operacionalidade”. Maturidade, a pessoa decide sobre o tempo.
“Decisão”, e afeta a intuição e a execução do movimento. O tempo informa
sobre o “quando” do movimento. Ajuda os limites a não serem tão rígidos e
proporciona maiores mobilidade e tolerância em relação às frustrações (se não
faço agora, farei depois). Salientar a existência dos tempo métrico e não-
métrico. O ritmo interno ou biológico é o “não-métrico”, fundamental nas

25
improvisações. O “métrico” é o da adequação a uma música ou ao ritmo de
trabalho.

Saiba Mais
Quando se fala de música, deve-se saber que para utilizá-la
necessita-se cuidado, pois músicas podem gerar estados
expressivos (e não pré-expressivos) com facilidade.

Resumo da Aula 02

Nesta aula abordou-se sobre quais são as atitudes esperadas do


professor, como é a relação professor-aluno, o que autores renomados falam
sobre o desenvolvimento das crianças, as fases de desenvolvimento das
crianças, os conteúdos e objetivos a serem abordados, e a mudança na dança
a partir do método Laban.

Atividade de Aprendizagem
Discorra sobre quem foi Laban, e a importância de seu
método para a dança.

3 – AULAS, CONTEÚDOS E PLANEJAMENTOS

Apresentação da Aula 03

Esta aula irá abordar sobre as aulas, conteúdos e planejamentos,


mostrando como se preparar uma aula. Falará sobre atividades rítmicas e
expressivas, mostrando diversas atividades para se usar nas escolas para
todas as faixas etárias.

26
3.1 Planejamento

O planejamento da aula é muito importante, através dele se tem mais


chances de obter êxito no processo de ensino-aprendizagem, fazendo com que
as aulas não sejam monótonas, desestimulantes ou desorganizadas. Assim, o
planejamento é considerado peça-chave para o ensino.
O planejamento do plano de aula é a organização escrita do que será
elaborado pelo professor, visando aprimorar sua prática e o aprendizado dos
alunos.
Aqui serão demonstrados dois planejamentos, um por técnica e um por
data/aula.
 Planejamento por técnica:

Fonte: Elaborado pelo Autor

 Planejamento por data/aula:

27
Fonte: Elaborado pelo Autor

3.2 Planejamentos de Aulas de Dança

As aulas de Dança na Educação Física, tem diversas atividades a serem


elaboradas, de forma a abordar todos os conteúdos pertinentes a disciplina, de
forma a desenvolver os alunos em todas as suas perspectivas.
Serão elencadas atividades a se fazer nas aulas de dança.

Atividades Rítmicas e Expressivas:

Seguir diferentes tipos de música, ritmos e danças (identificar quais são).

• História da serpente;
• Marcha soldado;
• Cabeça-ombro-joelho e pé;
• Mestre André;
• Escravos de Jó com objeto ou com o corpo;
• Alabum ticabum (tons, ritmos);
• Andar e correr em ritmo de palmas, instrumentos, batuques, em várias
direções
• Estátua (temas);

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• Formar letras com o corpo;
• Sessão historiada (cada um conta uma parte da história e todos
representam);
• Batalha do aquecimento (partes do corpo);

Vídeo
Assista ao vídeo do canal palavra cantada, Dança do tic tic tac
(música sai preguiça) – Palavra Cantada, e descubra uma
brincadeira que envolve a música, ritmo, dança, coordenação,
equilíbrio, atenção, dentre outros.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Fr1zL7sr9oM

Atividade
Escolha uma técnica de dança e relacione-a com habilidades
motoras, cognitivas e emocionais. Essa deve estar dentro dos
objetivos da Educação Física.

O instituto Alfaebeto coloca conceitos e ferramentas necessárias para


um bom planejamento de aula:

1. Objetivos gerais e objetivos específicos: Os objetivos da


educação são sempre de longo prazo – o que o aluno aprende na
escola deve servir sempre ou para aprender mais ou para aplicar em
situações novas, no futuro próximo ou remoto. Cada aula é um passo
para atingir os objetivos de longo prazo e o que ocorre em cada aula
deve ser consistente com isso.
2. Pré-requisitos: Pré-requisito refere-se a algo aprendido
anteriormente e que integra uma nova aprendizagem. Essa nova
aprendizagem não pode ocorrer sem que o pré-requisito tenha sido
apreendido e esteja disponível na memória ativa do aluno. Por
exemplo, para compreender um conteúdo sobre a história do
continente americano, o aluno deve ter como pré-requisitos os
conceitos de Terra, conceitos de sociedade, o nove dos continentes,
leituras de mapas etc.
3. O que deverá ser revisto na aula: Toda aprendizagem
repousa em aprendizagens anteriores. Recordar assuntos, conceitos
e operações já aprendidas facilita novas aprendizagens e permite
aplicar o conhecido a novas situações. Cada plano de aula deve ser

29
concluído com orientações sobre a aula seguinte, ressaltando para os
alunos a relação com os objetivos gerais do curso.
4. Considerações sobre motivação e aplicações práticas: A
motivação numa aula é algo muito concreto e tem duas implicações
que também são muito concretas. Uma delas é a de energizar,
mobilizar a atenção, o esforço e a energia do aluno. A outra é a de
conectar o aluno com o tema e objetivo da aula. A mobilização,
portanto, tem que ser permanente e duradoura – não pode se tratar
de qualquer estímulo, apenas para chamar a atenção inicial dos
alunos.
5. Atividades a serem desenvolvidas: As atividades não devem
ser vistas como uma tarefa mecânica, mas sim como uma
oportunidade de alcançar os objetivos previstos para a aula. Para
cada atividade, o plano de aula deve identificar o formato, o conteúdo,
as questões a serem respondidas pelo aluno, as formas de trabalho,
o material e o tempo necessário.
6. Materiais necessários: A possibilidade de materiais é quase
infinita – tudo o que existe no mundo, a rigor, pode tornar-se objeto
de aprendizagem. No entanto, é preciso considerar alguns aspectos
sobre esse ponto: os materiais devem estar disponíveis no momento
da aula; devem ser compatíveis com as formas de apresentar o
conteúdo; e as instruções de uso devem ser claras para que o tempo
da atividade seja proveitoso.
7. Como avaliar: Ao final do plano de aula, o professor deve ter
consciência de como, a partir de todos os tópicos citados acima, vai
avaliar se os objetivos foram atingidos. A única forma de saber se o
aluno aprendeu é oferecendo oportunidades para que ele demonstre
o aprendizado, seja por meio de provas, trabalhos de campo,
exposições ou outras formas de avaliação. (INSTITUTO
ALFAEBETO, 2016, s/p)

Para se elaborar aulas de dança para a Educação infantil alguns


conceitos devem ser pensados:

• Escolher músicas com ritmo adequado à motricidade da idade;


• Letras simples e repetitivas;
• De fácil compreensão e memorização para a criança;
• Movimentos que combinem com a letra da música;
• Linguagem infantil;
• Deixá-los soltos pelo espaço.

Berçário e maternal – grupo 3


Músicas:
• Fui ao mercado (Formiguinha) - várias versões
• Cinco Patinhos - Xuxa
• Patati patata remix
• Pop pop - Eliana

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• Bichos - Xuxa
• Pintinho amarelinho - várias versões
Mais elaboradas:
• Aeróbica tropical - Bia Bedran
• O carimbador maluco - Eliana várias versões
• A Casa - Eliana várias versões
• Olha a música - Xuxa
• Bolinha de sabão - Cristina Mel

Vídeo
Uma das opções discutidas, é sobre a música fui no mercado
(formiguinha), veja o vídeo Fui no mercado comprar café –
música da formiguinha – Fer e tia Cris.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EyH8a8r2rF8

Pré I – grupo 4
Músicas:
• O Ônibus - Xuxa
• O Sapo não lava o pé e a minhoca - Xuxa
• Levanta o Braço – Vovó Mafalda
• Boneca de lata - Xuxa, Eliana
• Os Números - Xuxa
• Lavar as mãos - Eliana
• Palminhas - Eliana
Mais elaboradas:
• Dança dos bichos - Eliana
• Marchinha da Sereia - Helio Ziskind
• Charleston - Balão Magico
• As vogais - Eliana
• Meu cachorrinho (Chihuahua) - Eliana
• O circo já chegou - Xuxa
• Pular corda - Xuxa

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Pré II – grupo 5
Nessa fase já se consegue executar alguns movimentos diferentes dos
anatômicos e começa a memorizar com movimentos mais precisos.
Pode ser dado músicas com letras mais historiadas e que despertem a
imaginação e a emoção.
Músicas:
• Biquíni de bolinha amarelinho tão pequenininho - Ronnie Cord;
• Misturando as cores/onde estão as cores? - Xuxa;
• Brincadeira de roda Ip op - Pandalelê;
• Comida natural;
• Tic tac do amor - Eliana;
• O Circo – Xuxa;
• Quando a música parar (Adoleta) – Eliana;
• Piruetas – Xuxa;
• Pipoca - Kitty Driemeyer;
• Um mundo ideal - Eliana e Alexandre Pires;
• Esquilos remix - Alvin e os esquilos.

Vídeo
Uma das músicas que foi indicada para se trabalhar no pré e que
tem várias versões, é a Biquíni de bolinha amarelinha. Assista ao
vídeo de uma apresentação dessa: Espetáculo de dança –
biquíni de bolinha amarelinha.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lyZqyer_8CU

Outro tipo de exercício que necessariamente deve ser abordado, é o


alongamento. O alongamento irá ajudar e muito no crescimento das crianças,
evitando elas de se machucarem, de se lesionarem, sendo que ter um bom
alongamento irá ajudar no desenvolvimento de várias atividades na escola e na
vida.

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Os alongamentos podem ser:

1. Com música - Ex: borboletinha;


2. Com história;
3. Com figuras associativas;
4. Desafiar o aluno, por exemplo (Verão deitado, inverno em pé, outono e
primavera sentado).

Resumo da Aula 03

A aula abordou diversas atividades que podem ser executadas nas aulas
de Dança na disciplina de Educação Física.

Atividade de Aprendizagem
Discorra sobre quais são os conteúdos de dança que
despertam a curiosidade e novidade de conhecimento
corporal, social e cultural dentro da realidade escolar.

4 – BRINCADEIRAS PARA CADA FASE DA EDUCAÇÃO

Apresentação da Aula 04

A aula irá abordar sobre o que se deve desenvolver em cada faixa etária
e dar exemplos tipos de atividades que poderão ser desenvolvidas.

4.1 Educação Infantil

Na Educação Infantil, pode-se dividir a aula em quatro partes básicas:

• Aquecimento;
• Parte técnica;

33
• Fortalecer e alongar;
• Coreografia e brincadeiras.

Importante
O principal papel da Educação Física com a aula de Dança é
fazer o aluno experimentar todas as formas possíveis de
movimentos e terem as mais diversas vivências.

O aquecimento vai depender da parte técnica que será abordada. O


professor além de ter o conteúdo, nessa faixa etária sempre deve buscar o
fortalecimento, que pode ser através de:

1. História;
2. Figuras associativas;
3. Fazer a contagem mantendo o alinhamento;
4. Desafio.

Há algumas brincadeiras que podem ser utilizadas nessa faixa etária


que os alunos gostam muito, e os professores podem modificar e usar de
diversas formas, como no aquecimento, no alongamento e também técnicas.
Alguns exemplos delas são:

• Esticar – Xuxa;
• Estátua – Xuxa;
• Sou um Jacaré – Xuxa;
• Dirigindo meu carro – Xuxa;
• A noite no Castelo - Hélio Ziskind;
• Cinco na cama – Xuxa;
• Agora eu vou andar (Andar devagarinho) – Xuxa;
• Ratinho tomando banho - Hélio Ziskind;
• Ratinho escovando os dentes - Hélio Ziskind;
• Ratinho, rap do reciclar - Hélio Ziskind;

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• Brincar de sonhar – Xuxa;
• Tumbalacatumba – Xuxa;
• Funk do Pica pau remixada;
• O auê aí ô - Trem da alegria.

4.2 Ensino fundamental I, II e ensino médio

Nessa fase, alguns quesitos podem ser desenvolvidos com as crianças,


como o aperfeiçoamento, independência e memória:

Aperfeiçoamento e independência:

 1º e 2º ano
No primeiro e segundo ano é uma fase interessante para aprender as
diferentes possibilidades de pautas (lugar que o aluno ocupa na dança em
espaço determinado) e as trocas de lugares. Coreografias elaboradas com
letras mais difíceis mas ainda com toque infantil, mudança gradativa para nova
faixa etária. Experimentar passos mais técnicos.
Para memorização adequada ensiná-los a utilizar as lateralidades com
referência no próprio corpo e não no espaço.

1º ano:
• Bambu - Mauro Brincante;
• A paz - Patrícia Negrini;
• Cada bicho tem - Patrícia Negrini;
• Soco, bate, vira – Xuxa;
• O palhacinho atrapalhado – Xuxa;
• Festa do amor – Eliana;
• Bobinho – Xuxa.

Músicas com outra língua historiada:

• I like to move it – Madagascar;


• Tu tu tu pi - Helio Ziskind;

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• Macarena - Alvin e os esquilos;
• Dig-dig-joy - Sandy e Júnior;
• Afro circo - Madagascar 3;
• He-man - trem da alegria.

2º ano
• Escravos de Jó - várias versões;
• Diga sim – Eliana;
• Vamo pula! - Sandy e Júnior;
• Kung fu fighting - Carl Douglas;
• To Brazil – Vengaboys.

 3º e 4º ano

As técnicas devem ser passadas como elas precisam ser executadas


nessa faixa etária, por completo. Os alunos apresentarão movimentos sem
definições e com descontrole, mas a visualização e o entendimento acontecem
por parte do aluno na maioria das vezes. A prática e a repetição irão trazer o
refinamento da movimentação e da técnica.

• Chegou a festa - Fat family;


• Firework - Katy Perry;
• What time is it? - High School Musical;

 5º e 6º ano

Conseguem atingir a técnica precisa e memorizam bem a


movimentação, assim, pode-se ser exigidas sua execução adequadamente.
Conseguem um controle adequado da movimentação. Os estímulos, as
variações e as técnicas devem ser explorados ao máximo.

• Don´t stop the music – Rihana;


• I gotta feeling - Black Eyed Peas;
• Party Rock Anthem – LMFO;

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• What makes you beautiful - One Direction;

Saiba Mais
Sucessos musicais podem ser passageiros, mas não
podem deixar de fazer parte do repertório nas aulas. Tocar
as músicas dos momentos, pois os alunos as conhecem, e
poderão se sentir mais à vontade em dançar. Outro fator
que estimula os alunos a aprenderem e se desenvolverem
com a dança, é através dos eventos sociais, como festas,
definindo os estilos musicais, quando percebem que
chamam atenção do sexo oposto. A dança também pode
ajudar com a mudança física e comportamental que
acontecem nessa faixa etária.

 7º ano ao 1º ano do ensino médio

Nessa fase acontece o estirão do crescimento, membros crescem antes


do tronco, alterações hormonais e emocionais. Acontece o amadurecimento.
Precisará se ter uma reaprendizagem motora, pois terá um “novo” corpo, novos
valores e novas perspectivas sociais. Assim, reorganizando sua estrutura física
e mental.
Para as músicas, deve-se misturar os estilos, dar oportunidade para que
eles escolham as músicas também e sintam-se parte da construção do
conteúdo. Deve-se trazer um olhar crítico e estético sem julgamento, deve-se
saber se é adequado a realidade.

O professor deve agir e ensinar o RESPEITO.

Outro ponto que deve ser abordado com os alunos é sobre o Folclore.
Além do Folclore Brasileiro, deve-se abordar o Mundial, como:

37
 Brasileiro: frevo, bumba meu boi, gaúcha, maculele, coco, fandango,
samba etc
 Mundial: por exemplo a indiana, que são divididas em quatro categorias,
as culturais ou semi-religiosas, as sociais, as de guerra e as sazonais,
sendo conhecidas por estados (SHARANA, 2011):

Karnataka: Kollatam, Yakshagana, Kodada Kunita


Andhra Pradesh: Mathuri, Khonda
Tamil Nadu: Kavadi, Bhotta Nritya, Karaga
Kerala: Kolkali, Velakali, Tereyattam
Maharashtra: Tamasha, Gowlan, Dindi
Gujarat: Garba, Danda Rasa
Rajastão: Kalbelia, Ghumar, Dandiya, Rasiya
Bengal: Keertan, Dhale, Baul
Punjab: Bhangra, Jhumar, Gidha
Himachal Pradesh: Dangi, Deepak
Assam: Dhuliya, Naga

Vídeo
Uma das formas de se mostrar a cultura do Brasil, desde a
escravatura até a cultura momentânea, é através de pesquisas
sobre ritmos e estilos de dança, e então montar apresentações e
festivais. Veja algumas dessas danças:
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=aO96RV3u1OU

 9º ano e Ensino médio

Esses alunos tem muito interesse nas danças de salão. Deve-se pedir
para que eles tragam as pesquisas de passos, músicas e posturas masculinas

38
e femininas dentro da dança. Exemplo: forró, samba de gafieira, tango, salsa,
bolero, rumba, soltinho, lambada, zouk, valsa, etc.

Saiba Mais
Para compreender um pouco mais sobre a dança, os
pontos que são importantes, seus fundamentos, acesse o
site do mundo da dança.
Disponível em:
http://www.mundodadanca.art.br/2010/02/fundamentos-da-
danca.html

Resumo da Aula 04

Na aula foram abordadas atividades e os conteúdos que podem e


devem ser abordados em cada série escolar.

Atividade de Aprendizagem
Monte uma sequência de músicas atuais e interessantes para
adolescentes e analise se elas combinam entre si, tanto em
ritmo quanto em letras e conteúdo. Monte de forma que seja
possível elaborar uma coreografia com as músicas escolhidas
para esta faixa etária.

39
Resumo da Disciplina

A disciplina abordou sobre os pontos mais importantes dentro da área de


Dança na Educação Física. Passou-se sobre sua importância em contexto
geral, e dentro da escola, assim como as leis que abordam o tema.
A dança se bem trabalhada pode abordar os conteúdos gerais, como
corporeidade, equilíbrio, ritmo, entre outros, sendo que além dos aspectos
físicos, aborda também o espírito de equipe, a cooperação e a criatividade.
O professor e a escola tem grande importância no desenvolvimento e na
vida das crianças, pois irão ajudar a formar o cidadão. A disciplina além de
mostrar todas as qualidades de se trabalhar a dança, ainda mostrou várias
opções de músicas e atividades a se usar, mostrando o que deve ser
desenvolvido em cada faixa etária.

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Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em
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REFERÊNCIAS

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Artes. Brasília:


Secretaria de Educação Fundamental; Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução. Brasília:


Secretaria de Educação Fundamental. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 2005.

FREIRE, Paulo. Professora Sim, tia Não – cartas a quem ousa ensinar. São
Paulo: Olho D’Água, 2003.

GARAUDY, D. Dançar a vida. 4ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

LE BOUCH, Jean. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento aos 6


anos. Porto Alegre: Artes Médicas, s/d.

RENNAN, D., Id, ego e superego: as “vozes” dentro de nossas mentes.


Disponível em: https://www.eusemfronteiras.com.br/id-ego-e-superego-as-
vozes-dentro-de-nossas-mentes/

SHARANA, K, Dança Indiana Brasil – Dib, disponível em:


http://dancaindianabrasil.blogspot.com.br/p/as-dancas-folcloricas.html

VYGOTSKY, L. S., Pensamento e linguagem. Ed. Martins Fontes, 1991.

WALLON, H., As origens do caráter na criança. Ed. Nova Alexandria, 1995.

WALLON, H., Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, de


Izabel Galvão. Ed. Vozes. Tel.: (24) 2246-5552.

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