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Anais XII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Goiânia, Brasil, 16-21 abril 2005, INPE, p. 1839-1846.

Extração automática de lineamentos e análise neotectônica preliminar da região


hidrográfica centro amazonense utilizando dados de interferometria de radar.

Willian Sérgio Marques Palha


Albertino de Souza Carvalho

UFAM – Universidade Federal do Amazonas/DEGEO


Av. General Rodrigo Octávio Jordão Ramos 3000, Aleixo
69077-000 Manaus-Amazonas
wspalha@ufam.edu.br; alsocar@ufam.edu.br
Abstract. Remote sensing and GIS techniques are being applied to extract structural information from
interferometric radar data. The results was used to explain the neotectonic patterns founded in Manaus region.
The structural lineaments shows two preferencial directions: N50-60W and N40-60E. The extracted data allowed
subdivide the studied area in eigth (08) morphoestructural domains and to individualize eleven (11) tectonic
blocks.

Palavras-chaves: remote sensing, automatic extraction of lineaments, neotectonic analysis, sensoriamento


remoto, extração automática de lineamentos; análise neotectônica.

1. Introdução

A região hidrográfica centro amazonense aqui considerada estende-se desde o limite oeste da
cidade de Manaus, região do arquipélago fluvial de Anavilhanas, nas proximidades do
município de Novo Airão até a porção leste do município de Itacoatiara. O limite norte é
atinge a porção extremo norte do município de Presidente Figueiredo e São Sebastião do
Uatumã. O limite sul está definido pelos municípios do Careiro e Autazes (Figura 01). A área
está inserida nas folhas topográficas em escala 1:100.000, denominadas de: Acará (SA-20-Z-
B-II-462, Fazenda Rio Branco (Folha SA-20-Z-B-III-463), Novo Airão (Folha SA-20-Z-B-V-
516), Igarapé Coanã (Folha SA-20-Z-B-VI-517), Efigênio Sales (Folha SA-21-Y-A-IV-518),
Manaus (Folha SA-20-Z-D-III-578), Manaus E (Folha SA-21-Y-C-I-579).
O desenvolvimento morfodinâmico desta região foi controlado por diversos fatores do
meio físico, onde se destaca não só o clima e os processos erosivos antigos e atuais, mas
também a constituição litológica do substrato e a tectônica, este último relacionado,
principalmente, ao regime neotectônico atuante nos últimos 25 milhões de anos (Terciário
Superior até o Quaternário). Segundo Igreja (1998) as estruturas encontradas nesta região são
o resultado local da colisão continental das Placas do Nazca e do Caribe com a Placa Sul-
Americana. Para o autor o fenômeno reativou linhas estruturais herdadas do Pré-Cambriano e
instalou novas direções estruturais de fraquezas. Já para Bemerguy et al.(1995) o atual quadro
neotectônico da Amazônia não tem relação direta com a implantação do cinturão Orogênico
Andino e nem com o cinturão transcorrente da região do Caribe, mas se deve a um binário
dextral E-W decorrente de rotação da placa Sulamericana para oeste. Regionalmente,
inúmeros trabalhos (Hasui, 1990; Costa & Hasui;1997, dentre outros) defendem em seus
escopos gerais um sistema de movimentação translacional e rotacional do continente da
América do Sul e nem sempre a aplicação de modelos regionais encontram suporte nos
estudos de escala local.
Como a caracterização dos sistemas tectônicos em uma determinada região é dificultada
pela coexistência de estruturas geradas em diferentes pulsos tectônicos, além disso, um
determinado elemento estrutural não configura, por si só, um estilo estrutural, torna-se
necessário, deste modo, que investigações mais detalhadas sejam realizadas. Para uma
determinada região, deve-se levar em conta um grande número de elementos estruturais e suas

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relações espaciais com as estruturas adjacentes, ou seja, para se alcançar o modelo regional é
necessário caracterizar áreas menores, partindo de uma microrregião para macrorregião.
Neste contexto, o presente trabalho tem por objetivo principal estudar detalhadamente
parte da bacia hidrográfica centro amazonense (ANA, 2004) e contextualizá-la no quadro
neotectônico da Amazônia, utilizando dados de interferometria de Radar do Shuttle Radar
Topografy Mission (SRTM).

2. Síntese Geológica

Área de estudo é caracterizada geologicamente por três grandes conjuntos litoestratigráficos


(Figura 1).

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PRESIDENTE
FIGUEIREDO
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Estradas
Y
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Cobertura Cenozóica
Bacia intracratônica
CAREIRO Mesozóica (Fm Alter do Chão)
Y
#
Bacia Sedimentar Paleozóica
e Embasamento Cristalino Proterozóico

40 0 40 80 km

Figura 1 - Mapa Geológico simplificado da região de Manaus-Presidente Figueiredo.

O primeiro conjunto reúne as rochas de idades proterozóicas, representadas


essencialmente por granitos, gnaisses, rochas vulcânicas e algumas unidades sedimentares,
como a Formação Prosperança. Neste conjunto ainda estão inclusas as rochas sedimentares
paleozóicas da Bacia Sedimentar do Amazonas. O segundo conjunto está representado
essencialmente pelas rochas sedimentares da Formação Alter do Chão (Caputo et al. 1972),
que possuem a maior distribuição areal na área de estudo, consistem em rochas siliciclásticas
avermelhadas que incluem argilitos, folhelhos, siltitos, arenitos e conglomerados. Estes
sedimentos são considerados como depositados em ambiente flúvio-deltaico-lacustre
(Nogueira, 1999). Porções silicificadas desta unidade têm sido denominadas informalmente
como “Arenito Manaus” (Albuquerque, 1922). Os primeiros estudos com enfoque sobre a
litoestratigrafia e do arranjo tectono-estrutural aflorantes na região da cidade de Manaus
foram desenvolvidos por Franzinelli e Piuci (1988). Para Daemon & Contreiras (1971) em

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estudos baseados em palinomorfos, os sedimentos da Formação Alter do Chão, se


posicionariam no intervalo Albiano-Cenoniano. O terceiro conjunto é constituído pelos
depósitos aluvionares recentes, de idade Quaternário/Terciário, constituídas por associações
de sedimentos de canal fluvial (areias e siltes) e de planície de inundação (argila e caulim). Na
região de Manus, os lateritos têm ampla distribuição e boa representatividade, e embora não
representem uma unidade llitoestratigráfica formal, são de grande importância no
entendimento da geologia do Cenozóico, pois contituem excelentes marcadores estratigráficos
(Fernades Filho et al., 1997). Recobrindo grande parte desta área observa-se a ocorrência de
uma cobertura areno-argilosa de coloração amarelada, que, regionalmente, é correlacionada à
Argila de Belterra (Sombroek, 1996).

3. Características dos Dados de Radar Interferométrico (SRTM)


Neste trabalho foram utilizados dados do Modelo Digital de Elevação (DEM) proveniente do
Shuttle Radar Topography Mission (Farr & Kobrick, 2000). O conjunto de dados é o
resultado da parceria entre The National Aeronautics and Space Administration (NASA) e d
The National Imagery and Mapping Agency (NIMA), assim como, da participação das
Agências Espaciais da Alemanha e Italiana que também geraram modelos de elevação do
terreno. O ônibus espacial Endeavour foi lançado em fevereiro de 2000 com a missão de
efetuar o levantamento topográfico da superfície do globo terrestre com imageamento
interferométrico (SIR-C), usando das bandas C e X, comprimento de ondas 5.6 e 3cm
respectivamente. A partir destes dados foram produzidos os modelos digitais de elevação
(DEM-Digital Elavation Model) com elevada resolução planialtimérica, permitindo
mapeamento em escalas de 1:90.000 até 1:24.000. Os dados foram disponibilizados
recentemente no site do USGS - Serviço Geológico dos Estados Unidos da América,
(http://edu.usgs.gov/srtm/data/interferometry), representando, deste modo, os primeiros dados
topográficos digitais com cobertura continental existentes para a América do Sul.

4. Metodologia
Os dados de sensoriamento remoto foram processados no Laboratório de Sensoriamento
Remoto do Centro de Apoio Multidisciplinar da Universidade Federal do Amazonas
(UFAM), através do software SPRING-Sistema de PRocessamento de INformações
Georeferenciadas tanto para o tratamento digital das imagens interferométricas quanto para a
construção do banco de dados geográficos que integraram as demais informações disponíveis
sobre a área de estudo. Paralelamente algumas operações, como por exemplo, a extração
automática dos lineamentos e alinhamentos foram realizadas no PCI- Geomatica Software
Solutions/Biblioteca de algoritmos/Extração de Lineamentos.
A metodologia geral aplicada neste trabalho é sintetizada na Figura 2.
A análise e a interpretação visual dos dados de sensoriamento remoto foi baseada em
Santos et al. (2000). Esta etapa divide-se em (1) Identificação dos elementos naturais de
paisagem da imagem; (2) Análise dos elementos das imagens e (3) Interpretação dos
elementos de imagens – etapa onde são extraídos os elementos texturais do relevo, da
drenagem e da tonalidade das imagens de radar ou do matiz em produtos integrados.

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Extração Automatizada de Feições Lineares

Segmentos de linhas extraídas Analise exploratória de


visualmente da imagem lineamento

Interpretação de lineamentos

Método lógico-sistemático: elementos de


textura de relevo e drenagem

ANÁLISE ESTRUTURAL

Figura 2 – Síntese metodológica da análise de lineamentos estruturais.

5. Resultados e discussões

Os resultados obtidos passaram por uma criteriosa validação quanto à sobreposição de


alinhamentos, descontinuidades e duplicação de linhas ocorridas no processamento da
extração automática. Paralelamente, além desta validação os resultados foram interpretados
segundo os critérios de caracterização de formas de relevo e de drenagem.
Cabe ressaltar que o pequeno número de alinhamentos e lineamentos estruturais
observados na porção mais ao sul da área de estudo, margem direita do rio Solimões, se deve
a edição dos resultados obtidos através da técnica de extração automática de lineamentos.
Nesta porção, a rede de drenagem é bastante anômala, não permitindo uma definição óbvia
das estruturas. Entretanto, a aparente falta de estruturação não significa inexistência de
estruturas, e sim que elas estão mascaradas (sobrepostas) por uma sedimentação quaternária
recente. O relevo desta porção é constituído de terrenos planos a suavemente ondulados,
característicos de planície aluvionar, onde encontram-se os sedimentos inconsolidados de
idade Terciária-Quaternária, os quais atingem cotas topográficas que variam entre 30 e no
máximo 50 m de altitude. Deste modo, é importante destacar, que nesta porção da área de
estudo a estruturação geral é NE-SW e NW-SE. Essas duas direções principais imprimem
arranjos paralelos dos elementos de relevo, controlando trechos dos rios e produzindo
anomalias na drenagem: padrões paralelos, trechos afogados, encurvamentos anômalos e
assimetria de canal.
Já na porção central da área de estudo o relevo é constituído por um sistema de colinas e
morros de direção geral NW-SE. Os topos são sustentados por uma superfície erosiva com
cotas que variam entre 60 a 120m de altitude e vales altamente dissecados orientados
sistematicamente para NE-SW, em cotas de fundo que variam entre 20 a 50m de altitude.
A porção mais ao norte da área de estudo não será discutida neste artigo. Esta porção
representa o embasamento ou substrato Proterozóico que é caracterizada por grandes
variações topográficas, de formas de relevo e de drenagem resultantes de uma estruturação
mais antiga.

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Segundo os críterios de interpretação foi possível individualizar oito (08) domínios


morfoestruturais com base essencialmente no traçado de limite de sub-bacias (ANA, 2004)
associado com os parâmetros clássicos de análise de drenagem e relevo (Figura 3).
Numa escala de maior detalhe, podem ser individualizados onze (11) blocos tectônicos
que são definidos e delimitados pelos alinhamentos de drenagem (Figura 4). Os falhamentos
limítrofes dos blocos mostram direções preferenciais N50-60W e N10-20E (Figura 5),
marcados pelos rios: Cuieras, Tarumã-Mirim, Tarumã-Açu, Puraquequara, Rio Preto da Eva e
Urubu. Os lineamentos menores, extraídos automaticamente, também mostram a mesma
direção preferencial dos alinhamentos regionais (Figura 6).
Do mesmo modo, outro conjunto de alinhamentos secundários de direção preferencial
N40-60E (Figura 7- Roseta), tanto em freqüência relativa quanto absoluta. Note-se que estes
alinhamentos secundários são comuns a todos os blocos identificados. Ao contrário da direção
N50-60W, não é tão evidente o desenvolvimento de pequenos lineamentos associados a esta
direção.

61°0'0"W 60°30'0"W 60°0'0"W 59°30'0"W 59°0'0"W

1°0'0"S 1°0'0"S

1°30'0"S

Domínio III

?
Lago de Balbina
Domínio VI

1°30'0"S
³
8

Domínio V
2°0'0"S 2°0'0"S

9
7
Legenda
Domínio IV
limite dos domínios
Hidrografia
2°30'0"S Ri 2°30'0"S
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Domínio II U
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Rios e Lagos
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Escala de cores SRTM
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Domínio VIII s

Domínios Morfoestruturais
Domínio VII

3°30'0"S 3°30'0"S Domínio I – Puraquequara


Domínio II – Tarumã
Domínio III – Camanaú
Domínio IV – Uatumã
10
Domínio V – Capucapu
Domínio VI – Careiro
Domínio VII – Iranduba
4°0'0"S 4°0'0"S
Domínio VIII - Manacapuru
61°0'0"W 60°30'0"W 60°0'0"W 59°30'0"W 59°0'0"W

0 20 40 80 120 160
km

Figura 3 - Mapa de Domínios Morfoestruturais da região de Manaus - Presidente Figueiredo-AM.

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61°0'0"W 60°30'0"W 60°0'0"W 59°30'0"W 59°0'0"W

1°0'0"S 1°0'0"S

³
Domínio VI

1°30'0"S 1°30'0"S

Domínio III

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Lago de Balbina

Domínio V
2°0'0"S 2°0'0"S

9
7

Domínio IV

Legenda
blocos estruturais
2°30'0"S Ri 2°30'0"S
o componente normal
Domínio II U
ru
bu movimentos_relativos
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alinhamento principais
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lineamentos automático
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3°0'0"S 3°0'0"S

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g ro azo Blocos Neotectonicos
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Domínio VIII
1 Bloco 1 – Cueiras
Bloco 2 – Tarumã I
Bloco 3 – Manaus
Bloco 4 – Puraquequara
Bloco 5 – Preto da Eva
Domínio VII Bloco 6 – Urubu
3°30'0"S 3°30'0"S Bloco 7 – Tarumã II
Bloco 8 – Presidente Figueiredo
Bloco 9 – Anavilhanas
Bloco 10 – Careiro
Bloco 11 - Manacapuru

10

4°0'0"S 4°0'0"S

61°0'0"W 60°30'0"W 60°0'0"W 59°30'0"W 59°0'0"W

0 20 40 80 120 160
km

Figura 4 - Mapa de Blocos Tectônicos da região de Manaus - Presidente Figueiredo-AM.

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A B
Figura 5 – Diagrama de roseta dos principais lineamentos observados na região central da área de estudo.
A – Freqüência Relativa e B – Freqüência Absoluta.

A B

Figura 6 - Diagrama de roseta dos alinhamentos secundários observados na região central da área de estudo.
A – Freqüência Relativa e B – Freqüência Absoluta.

A B
Figura 7 - Diagrama de roseta dos lineamentos extraídos automaticamente na região central da área de estudo.
A – Freqüência Relativa e B – Freqüência Absoluta.

6. Conclusões

A utilização de dados de radar interferométrico (SRTM) é uma ferramenta importante para


estudos de mapeamento geológico-estrutural-tectônicos conduzidos em áreas com extensa
cobertura vegetal, espesso manto de intemperismo e dificuldade de acesso.

Em relação a área de estudo, a metodologia aplicada permitiu a extração de alinhamentos e


lineamentos que possibilitou a identificação de 08 domínios morfoestruturais diferentes e
também a individualização de 11 blocos tectônicos. Neste contexto foram identificadas
direções preferenciais de grandes alinhamentos, N40-50W, marcados pelos rios Tarumã-
Mirim, Puraquequara, Preto da Eva, Urubu e Uatumã e N10-20E pelos rios Cuieiras e
Tarumã-Açu, os quais limitam os blocos tectônicos individualizados. Secundariamente é

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identificado um conjunto bem marcante de alinhamentos menores de direção N40-60E, que


controlam os afluentes dos rios principais.

Independemente dos modelos tectônicos propostos, quer na escala continental, regional ou


mesmo local, para a área de Manaus e adjacências, o que se depreende do trabalho realizado é
que a utilização de novos produtos e ferramentas computacionais aumenta a eficácia da
análise estrutural e contribui para a construção de modelos tectônicos mais consistentes.
Obviamente que a metodologia aplicada não deve ser utilizada isoladamente, mas sim em
associação com as técnicas clássicas de interpretação visual e, essencialmente, com dados de
levantamentos de campo.

7. Referências Bibliográficas
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