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VII ERUR
ENCONTRO DE REFRATÁRIOS
E USUÁRIOS DE REFRATÁRIOS

CONCRETOS REFRATÁRIOS PARA CIMENTO E CAL:


EVOLUÇÃO, PROPRIEDADES E MÉTODOS DE
APLICAÇÃO

Waldir de Sousa Resende


IBAR LTDA
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RESUMO

Definição

Concretos de Pega Hidráulica

Concretos sem cimento

Concretos de pega química

Concretos Evolução dos concretos refratários


Refratários Aplicação – projeção e shotcreting

Propriedades

Considerações finais
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CONCRETOS REFRATÁRIOS
Definição ASTM:

• “Uma combinação de agregados


refratários e ligantes, que após a adição de
água é vertido em moldes formando uma
estrutura que adquire resistência devido a
ação química”
• Funções Agregado e matriz
• Diversidade de instalação e uso

5,3
9,4
7,7 Concretos densos Fonte: Influencia da Temperatura de Sinterização nas
7,2 propriedades de um concreto RefratÁrio contendo agregado
Concretos isolantes de andaluzita – G.C.R. Garcia et al.
70,5 Massa de soca

Plásticos

Argamassas
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CONCRETOS REFRATARIOS
Concretos de pega hidráulica
 Agente Ligante
 Cimento de Aluminato de Cálcio
 Concretos convencionais (>2,5 %CaO)
 baixo teor (BTC 1,0 - 2,5% CaO)
 ultra baixo teor de cimento (UBTC 0,2 -
1,0% CaO)
TIPOS DE
CONCRETOS Concretos sem Cimento
REFRATÁRIOS  Agentes ligantes:
 Silica Coloidal
 Aluminas Reativas

Concretos de Liga Química


 Agentes ligantes:
 Monofosfato de Aluminio
 Acido Fosforico
 Fosfatos de Sodio
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Concretos Refratários – Pega Hidráulica

• REATIVIDADE DAS FASES - CIMENTO Acelerador

ALUMINOSO:
– C3A; C12A7; CA; CA2, CA6. T Retardador Precipitação
e
• PROCESSO DE HIDRATAÇ
HIDRATAÇÃO m
p
– DISSOLUÇÃO, o Nucleação
água
– NUCLEAÇÃO
– PRECIPITAÇÃO.
Dissolução
Reação
R
M

Tempo
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Concretos Refratários – Pega Hidráulica 3


2
C
C
2
3
6
A
A
C
H
H
6
A
8
6
H
C
+
1
+
A
3
0
4
A
A
H
H
3

TEMP HIDRATAÇÃO REAÇÃO


3

Baixa
temperatura
< 10 ºC CA + 10H CAH10
+ 60 H
2CA + 11H C2AH8 + AH3
10-
10-27 ºC
CA + 10 H CAH10
+ 24 H + 33 H
3CA + 12H C3AH6 + 2AH3
> 27 ºC
2CAH10 C2AH8 + AH3 + 9H

3C2AH8 2C3AH6 + AH3 + 9H


Alta temperatura

CAH10 C2AH8 C3AH6

Fonte: TP-GB-RE-LAF-071 - kerneos


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Concretos Refratários sem Cimento

• Concreto a base de sílica coloidal


• Processo de gelificação – uso de MgO; CaO;
Fosfatos, Cimento aluminoso Si-OH + Si-OH ---> Si -O- Si + H2O

• formação de ligação siloxano e rede


tridimensional Silica Sol I II

• Vantagens SiO2 (%) 30 - 31 40 - 41


Na2O (%) ≤ 0,6 ≤ 0,6
• Redução do tempo de cura
pH 9,5 - 10,5 9,0 - 10,5
• Maior taxa de velocidade de aquecimento Viscosidade
(cP-25°C) ≤6 ≤ 25
• Menor sensibilidade a explosão Area
Superficial 375 200
• Maior estabilidade volumétrica (m2/g)
Densidade
• Menor deformação a altas temperaturas
(g/cm3) 20°C 1,20 - 1,22 1,28 - 1,35
• Dificuldades Tamanho de
Particulas
• Maior sensibilidade a formação de trincas (nanometro) 10 ~20 10 ~20

• Dificuldade de ajuste do tempo de pega


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Concretos Refratários sem Cimento


 Concreto a base Liga Fosfática
Fosfato de A H3PO4
 Processo de pega dihidrogenio (Liquido) 80%
aluminio
 reação com MgO - formação de MgHPO4 ou P2O5 (%) 33 58
Mg(H2PO4 )2 Al2O3 (%) 8,5

 Cimento aluminoso - formação de Ca(H2PO4)2 pH 1,4 ~ 1,0

Densidade
 Reação com impurezas: carbonatos alcalinos;
(g/cm3) 20°C 1,47 1,64
sulfetos, metais
 As reações são reversíveis antes de tratamento
térmico >350ºC
CONCRETO DE LIGA FOSFÁTICA
 Exemplo de Reação: alumina + fosfato de
dihidrogenio alumínio
2 Al(H2PO4)3 + Al2O3  2 Al2(HPO4)3 + 3 H2O
Al(H2PO4)3 + Al2O3  3 AlPO3 + 3 H2O
2 Al(H2PO4)3 + (calor)  Al2(H2P2O7)3 + 3 H2O CONCRETO CONVENCIONAL
n Al2(H2P2O7)3 + (calor  [Al(PO3)3]n + H2O
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Concretos Refratários - Secagem


2 0,4
1,8 Supercastibar 70 NF 0,35 Supercastibar DD45

Taxa de saída de água (g/min)


1,6
0,3
1,4
0,25
Taxa de saída de água (g/min)

1,2
1 0,2
0,8 0,15
0,6
0,1
0,4
0,05
0,2
0 0
0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600
Temperatura (ºC)
Temperatura (ºC) 15ºC por hora 20ºC por hora
30ºC por hora 50ºC por hora 70ºC por hora

0,4
2
0,35
Supercastibar DD45
1,8 Supercastibar 70 NF
1,6 0,3

Taxa de saída de água (g/min)


1,4 0,25
Taxa de saída de água (g/min)

1,2
0,2
1
0,8 0,15
0,6 0,1
0,4
0,05
0,2
0 0
0 5 10 15 20 0 10 20 30 40
Tempo (h) Tempo (h)
30ºC por hora 50ºC por hora 70ºC por hora 15ºC por hora 20ºC por hora 30ºC por hora
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Concretos Refratários - Evolução

Concreto Convencional 1932 - 1971

Concreto baixo Teor de Cimento 1970 – 1980

Concreto de U.B.T. Cimento 1980 - 1988

Revestimento Monolítico em Panelas 1984 - 1988

Concretos Aplicados por Shotcreting 1991 - 1997

Concretos Auto Escoantes 1991 – 2001

Concretos sem Cimento 1994 – 2002

Concretos de Liga Fosfática 2003 - 2008

Adição de materiais nanométricos. 2008...


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Concretos Refratários - Aplicação

Soldagem Isolamento Preparação de Moldes Instação

102 min

30

60
shotcreting (16 âncoras)

8
4
120 min
30

60

20

10
Projeção (16 âncoras)

150 min
30

60

30

30
Vertimento (16 âncoras)

0 20 40 60 80 100 120 140 160

Tempo estimado em mão de obra necessária para instalação de 1 m2 de revestimento com ancoragem
Espessura do revestimento 215 mm (100mm de isolamento e 115 mm de trabalho)

Ref – Olsen, E.; World Cement, December 2006


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Concretos Refratários - Aplicação

Projeção Shotcreting

Tipo de concreto Convencional Fluência Livre Bambeável

Tipo de equipamento Rotor ou dupla câmara Misturador de alta energia


Misturador de pás (150 a 300 l) Bomba de duplo pistão
Ar comprimido Ar comprimido, dutos metálicos
Mangueiras Bomba de aditivos, mangueiras
Custo do equipamento Máquina de projeção Sistema de bombeamento
~U$ 36.000,00 ~U$ 140.000,00
Pressão de transporte do < 6,0 bar ~200 bar
material Concreto semi-seco concreto úmido

Adição de líquido no bico Água + aditivo Água + agente floculante


% Água: 5 a 10% % Água: 5 a 8%
Água pre–umidecimento: ~ 3% (silicato de sódio, cal, etc)

Rebote Convencional – 10 a 20% Praticamente sem rebote


Formação de poeira Redução de formação de pó Não há formação de pó

Instalação Capacidade: 100 Kg/min Capacidade: 250- 600 Kg/min


Procedimento: fácil Procedimento: difícil (entupimento)
Propriedades do material Próximos a produtos aplicado por Propriedades similares à aplicação
aplicado shotcreting por fluência livre
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Concretos Refratários – Aplicação

Fonte: Mizuma, Y. et al,


Development of New Dry
Gunning Method – Unitecr´2011
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Concretos Refratários – Propriedades

RCF (MPa) – 1000ºC


145
135
125
115
105
95
85
75
65
55
45
35
25
15
0 20 40 60 80

Supercastibar DD 65 brasilcast 270 GUN


Supercastibar 510 SiC Supercastibar 250 GUN SiC
Petrobond 70 GUN
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Concretos Refratários – Propriedades

MEA (g/cm3) – 1000ºC

2,80
2,75
2,70
2,65
2,60
2,55
2,50
2,45
2,40
2,35
2,30
2,25
2,20
2,15
2,10
0 20 40 60 80
Supercastibar DD 65 brasilcast 270 GUN
Supercastibar 510 SiC Supercastibar 250 GUN SiC
Petrobond 70 GUN
Máquina: Allenton
Pressão na câmara: 4 Kgf/cm2
Pressão do bico: 2,5 - 3,5 Kgf/cm2
Tipo de bico: rígido espirolado 16 furos
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Concretos Refratários – Propriedades

EROSÃO (cm3) – 1000ºC


12
10
8
6
4
2
0
0 20 40 60 80
Supercastibar DD 65 brasilcast 270 GUN
Supercastibar 510 SiC Supercastibar 250 GUN SiC
Petrobond 70 GUN
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Concretos Refratários - Propriedades

Supercastibar Supercastibar Supercastibar


Concretos Refratários 530 SiC 250 GUN SiC DD 60

RCTA (MPa) 110ºCx24 h 90 91 60


1000ºCx5h 100 105 80
1400ºCx5h 85 104 80
MEA (g/cm3) 1000ºC 2,84 2,37 2,55
VLD (comprimento) (%) 1400ºCx5h -0,4 -0,1 0,6
ANÁLISE QUÍMICA (%)
Al2O3 56,0 48,0 68,0
SiO2 14,0 35,4 27,0
Fe2O3 1,0 1,0 0,7
CaO 1,5 4,5 1,3
SiC 27,0 10,0 -
Auto escoante Projeção Vibração
Método de Aplicação
Água 6 % Água 6,5% Água 5,0%
Chamote Sílico Chamote Aluminoso
Chamote Aluminoso
Aluminoso Alumina Fundida
Carbeto de Silicio
MATERIAS PRIMAS Carbeto de Silicio Cimento Aluminoso
Cimento Aluminoso
Cimento Aluminoso Aditivos
Aditivos
Aditivos
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Concretos Refratários

 CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Os concretos de BTC aplicados por vibração, ainda se mantém numa
perspectiva estável de uso em função de seu desempenho
 Os concretos contendo cimento continuam ainda a dominar a produção dos
produtos monolíticos
 A técnica de projeção é uma alternativa viável ao método de Shotcreting em
função do desenvolvimento de novos materiais e ainda por apresentarem
propriedades físicas similares.
 Estudos atualmente em desenvolvimento visam a obtenção de concretos
sem cimento aplicados por projeção. Neste caso, a grande vantagem é a
eliminação do tempo de cura e uso de curvas de aquecimento mais rápidas.