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LOS ANGELES A arquitetura de quatro ecologias Reyner Banham | ras aa bogie on revo tenet ne unfmartinstontes meen ae emi Re oe cootiscenpatt pean SUMARIO Lista de tsro. Pref eigto bstre Precio it eo de 2000, Vide as Angeles 1. Plo retovisoe, 2. Beoloia suri 3. Argultetura I: pioneiosexicos. 4 Opalinpent do enspore TE encostas Auten 7. Katte do enciave 8. Eeoogi Ils planices do ld 9, Arquittura Ios exilsdos 10, Uma nota sobre o cent. AL. Bzologia 1V:autopia 12, ArultetuaTV0 estilo que quase. 13, Ua ecologia para a aguitetua Agradeciments ‘Rm oom vein biog. Ue berafia a asso de cords Anes. Irie ros. BB BBSSGEeeanes. BB3s 21 2 PREFACIO A EDICAO BRASILEIRA Cidade diabotica Por que abrir uma colegio chamada*Cidades” com um ivro sobre Los Angeles? A pergunta inevitével exige um excareci- ‘mento preliminas. Certamente seria menos azescado comer por Pars a“aptl das capitis’ que se mantém como efertn- Sia bisa pare muitos urbonistas no Bras. Ou Atenas, onde se loci. cxigem do nex vital entre cidade e politica que nunca demas lembrar nem reforgar. A opelo por Los Angeles, no tntanto, segue uma motivagio bisa: encararuma cidade tam bin lendla, mas ipicamente americana, una grande cidade smeriana,tentaculr espraiads,rarefeae policntrica, des provide da tadigio urbana e do horizonte utpico europe, Inlesoluvelmente lgads a0 automével e prodzida, em boa parte anonimament por demandas assumidamente pragmiti- ase por um padeio de crescimento vertiginoso, que no aro aropela qualquer ineresseeoetive. [esse sentido, a esolha da diabiea “Cade dos Anjos’ tantas veaes descr como © apecalipse urbano, explic-se an tes de tudo pelo dupa propésto de forgaro tensionamento do ‘onosto de cidade na contemporaneiade eamplia a discussio Sobre a crise da propa diseplina do urbanism, em seu xa ‘mento paradoal em face da exploso urbana das mas dé- ‘Codas partculamentealarmante em pes emergentes como ‘Bras ea China Indiretamente, hum dese também de que ‘0 presente etudo, em seu carder seminal epolémicorenovado, ‘poss contibuir pare a reflexso sobre temas problemas que de ‘um modo os de outo dizem respi também asituagses ct- ‘as queforgamojea restrturagso de cdades brasileira como Rio de anczo, So Paul, Belo Horizonte ou Natal E, ao mesino tempo, ui claro inteesse, do ponto de vista histriogriico, pela obra sem par de Reyner Banham e pelo que signiicou a ‘opgio do autor por toma LA como objeto de estudo, mais ou ‘menos ao mesmo tempo que os aruitetos Robert Ventre De rise Scot Brown aprendiam com Las Vegas. Ou sea, 20 ean texto de reestrturacio capaista em que a austerdade do Imediat ps guerra deuluga exploso do consumo, ei ¥85- eras da crise ambiental que colocou um dos malar desafios pata a cidade co (Citic ehistoriadorbritnio, Peter Reynes Banham (1922- 4986) fol uum dos mals polfieos e infuentes pensodores do ‘campo da arguitetura edo design na segunda meade do século Xxr Seu peimeito lie, Thny and Design x he Fest Machine ‘Age [Teoria e proto na primera eda maging) (196) ~ ates ‘este o inca do autor publeado no Bresil~resultou de ese de ‘doutorado orenada por Nikolaus Pevsner no Courtauld Insti- tute de Londres no final dos anos 1940, e alcangon enorme re percutso justamente por revisar @ consturio nareativa de Povaner, exposta em seu ensao jéento clebe, Foner of the -Medern Movement [Os pincrs do desento modern) (836) ‘Nbindo caminho pars a reviso historiogréfics ques intens- fearia nos anos seguintes ovr de Bankam teve pape funda: ‘mental no sentido de desfzer uma concepcao univoca de rmodernidade argutetniea e intodusir novos personagens, |g an a: yan im io a Cana rite cones rede este oe fey sare reco ArocA0 SRSA como Buckminsts Flr, nema histiiacandnica qu até entio os havi gnorado! ‘Segui se vSros outros livos, ome New Bram: Ethic or Aehacte? [Nov Bratalismo: éica ou esttca?] (1966), The ‘Srtectr ofthe Wel-ompered Enoronmont [A arguitetra do ‘ambient climatizado) (1968), Les Angele the Arcee of Four logis [Las Angels @arpietura de quatro esagas) (1971), -Mepstracar: Urban Futures of Reon Past [Meaesteutra: 6 turoe urbane de um passado recente (178), Scenes Amer- ‘an Deserta (Cenas na América deserta] (1982), © A Concrete ‘blatis: US, buat Bln and Europe Mer Architec- fare 1900-1925 [Lima Atanta conereta:construses indus feats americana e azgultetura modera europein, 1900-1925] (0936), além de um mimeco quate ineontavel de artigos, totes ‘censaio, em boa arte publicados na revista inglsa The Archie ‘ectural Review da qual Barba fi claborador regula de 1952 41964, tend assumido o posto de editor asistente em 195 possivel que a formagio iia de Reyner Banham como engentetoaerondutin ainda durante a Segunda Guerra Ma dial tenha contribu para digit seu interesses académicos pata. rela entre o desenvolvimento tezoligico e as trans FormagSes em arqutetur, tema recorente em varios dos seus trertos ~ a exmplo de um dos seus mais famosos artigos (A. Hiome i not Howse [Um lar no € uma casa, de 1965), edo Ses lv sobre a arguitetrahigh-ac,lamentavelmente inte rompido por sua morte precoce, pouco antes de ser efetivado ono professor da Universidade de Nova York Por outro lado, 0 tentrosamenta de Banham com vanguard atta e argue ‘Bien da inglatera no pés-guera como membro do indepen dent Groupe interocitor aes dos Smithson, Cedric Price, Tames Sting edo grupo Archigram ~ sem divi contribu para alimentar aatagso do autor pela argueture industrial e Dragmdtca e ampllar sua perspectiva no sentido de enfocar ‘st rede waco Sen ety Roh a também a produo vernacula, no autora daarquttura eda ade, Como se veré aqua vsada de Banham se istingue da perspectiva de oul cricos bitinicns também emigrados para América nos anos 1960-197, como Colin Rowe, Kenneth Frampton e Alan Colquhoun. Sensiel emo pouces 20 Orste americano, Banham intoduz agui uma abordagem que se mos= tra amplaosufciente para integra tama histreaeurbanis- fica da cidade a argutetura dos Eames, de Richard Neuza, Rudolph Schindler, Craig Elwood Jon Lautner, Vitor Gruen, {Greene &e Greene fotografia de Ea Ruscha eo Estilo Misses, 8 vies expressnse 08 peres sobre o ma, a carrocinha de ca ‘hoero-quente, as Totes de Watts, 0 carro cusomizados eas pranchas de sure. Nesse cruzamento, que se sbe simulanea~ ‘mente em vii dirgies, Banham se poe como desafio a cons froglo de uma narrative discursva capaz de dat conta da pisagem cultural de uma cade que sendo em tudo estan, ate certo onto refatiria para Um brtnic, se rvea alta ‘mente estimulante aos seus olhes (¢ lentes) de histriador- ‘bservador, como ele mesmo se define. ImpressOes pessoas alterna, asi, com mapas de infaestrutua urbana (com 2 indicaglo de reservatrios de gua, ferrovas ranchos, ae porto), andlises histries dos padebes de ocupasso do slo ‘om deserighesdetathadas de hambirgueres consieracSes 0 ‘brea topogratia eo clima com trechos des creas mareianas «be Ray Bradbury, imagens da Disney com defilgSes de tipolo- Bias anquletieas tipieamentecallfrnianas, como 0 Ding. ‘Olivo tem alge numa sie de radioconferéncis eans- mitidas pla BBC de Londres em 1968, «9 desdabeou no docs rmentirio Reyer Baa Loves Les Angeles (Reyner Banharn amma Los Angeles] (197,52 min), também produto pela BEC, {que nos leva nam cmc ow por Los Angeles conduido pelo _réprio Banham (guido, por sa vez, por uma sedosa vor fem hina que radia de um tocaftaK7 no console do car, especie de GPS coat la let. O filme redita, por asim dizer, a visio ‘intica de uma das mais belas e dscuides passagens do pre- sente lio, que wata da experincia de trafegar pela rede de rk Aeneas on utopias express eelevadas de Los Angels. Trafgar no, Adingir Porque, para ter uma experiénca mais integral dessa ‘ae drive incu lingua € 0 movimento, Banham aprende & ‘iit ~ "assim como as geragGes anteriores de intelectaisbri- ‘nicos aprenderam allano pata poder ler Dante no orignal’, fiz ele. E dilgindo seu propio caro pelo emarenhado des- ‘medida das frenems de LA que esse europen ainda residente fem Londres formado numa paisagem em tudo dstnea da fsericana, a stua. Em seus deslocarnentos aelerados ¢ um tanto aleatrios pel estrture urbana extemamente compa Ada cidade, Banham registra todos os movimento esinais que se ‘pasar, em frags de segundo, na via expressa: a mulher que Fetoca @ maculagen antes de pegar aga de sida, 0 xo ‘constant de decides exgido do motorist, a placa ggantes- Ease imperatives que e scedem eo afetam picologiamente \Ve-se, atin, mergulhado num estado de extrema concentagi0 qu “parece prodtzi um estado alerado de consciéncia que Gros habiantes do local considera miso”. Para Banham, 8 vias express, repletas de aconteimentos, esto paza Los ‘Angeles como a reforna de Sisto V para a Roma Baroca, ou 0s Grands Travaux de Houseman para Paris da Belle Epoque [Na verdade,o que ele enconza no sistema de vias expresias de {Los Angeles “estado de expr’ um “modo de ida com let, onde, tanto quanto na pai, os angelinos mais s80 eles fesmoe, E que por iso mesmo serd identifeado pelo autor ‘como sa das quatro ecclogas da cidade. ‘Denlzo da estrta im poco estan do lio ~ em que capitulo sobre aquitetura slo itecalados com cpitlos sobre iogia~ a “Autopia” sogue-se 3 “Sunfrbi’ as "Encotas”€ “Plans do I, Cada wm desos tas define uma das “ecologins” de LA; 0 que na perspectiva de Banham significa ‘asicamente sua condigao e made de vida (o que india um deslocamento efico de um concio fundado no exame cen- fico das interagies homen-ambiene). Em "Surfirbs" Banham ‘olka para osute ea praia eve af no a mera expresso de uma ‘ultra hedonistatiplea das eldades pralanas da Caifnia, mas uma expresso jgualmentefrte do movimento de contact ra, do ponto de vista da “ejeito simbdlica dos valoes da 20- ‘ledade de consumo” E do dea de nota qu Los Angeles, “a malo edade pratana do tnundo’ tem uma “nica val gna de nota Rode Janeiro. Tino capitulo dedicado&s Encostas, Banham se concentra naa vertentes escarpadas de Sante Monica e Bevery Hil ua ‘cupugio escape a qualquer definigio tradicional de plane ‘mento. B af, ene a6 russ estes etrtuosas pontuadas Por ‘casa suburhanas de alto padi, que frequontemente dio fun- os paca reas ndo uebanizadas, que le encontra a "vida de canforoe delle [-] 0 mesmo tempo real fete, dos anos ‘lsscoe de Holywood", Por leo vs & Sea pode oe ali ‘ane, adverte-nos 0 autor: “uma frtsima sensegEo de dja ‘use mistura com ofortissimo deseo de se esguelrat pelos cor- ‘edores comm as costa contra a pared e abrir as ports a pont eS, como nos mas pia ssicos dos anos 1950-1960 “As “Planes do i tratam, por suave, do “id urbano” de ‘Los Angels: as teas plnas centri, cua paisagem & basic mente model peas astpistasexpressssimplantadas nad cada de 1960, e onde “as mais abomindvels luwirase 2 mais fondamentasaepragbes urbanas sioexladss, manipulada ©, com sorte sistas” Nesse exp desinbidoeliidinoso, re sullante em grande parte do pareelamento ineserupuloso de archos ¢ desis movimentos de tera, Banham encontra & expresso maxima do “moedor de care” de estes arquetni- fons que € propria Los Angeles: [.. do estilo astecs do Taco Dburguer ao movlernista de inspragio martima; do falso estilo. (Cape Cod as absbadas de Jacl: dogourmet-mansarda aos bel- ris polinésos;e até ~ no limite ~ arquitetura moderna", Um fonjunto de fantasas arguiteténicas que constitu, para Ba ‘sham, “praticamente a nica forma de arqutetura pbs da resco NAO ask x cidade plies no sentido de que negoca com sigalfiados ‘Smbelios que opblico em gra capaz de er” ‘emp provocative e irc, com um otimismo que parece ‘hoje forn de lgare se limeta de um entusiamn no rereado pelo pragmatism e pla engenhosidade da cultura construtiva [americana Banham seabou produsindo uma das leturas mais ‘rlhantes controveras do “exemplo favre de todos de uma ‘ida horrvel O que indo seria pouco, convenhamos, pat dar sete letra dest lv, avastaladr como a América, ‘Awa Luza Nowe io de Janeiro outubro de 2012 PREFACIO A EDICAO DE 2000 Los Angeles: cidade de futuro imediato "iota, ho ie, engage ae ‘ecm a nbs. ‘ast soba 586) ‘Orelangamento de Las Angie: a argue de uatro esl sin, de Reyner Banham, alo sé garante a extensio dos seus frinta anos de presenca continua nas varias como oferece ‘uma bemcvind oparinidade para rele sobre o lagar que © liv, ainda hoje to popula, ocupa tanto naiteature sobre Los Angles como no desenvolvimento de novas abordagens hist: ogress da arquitetur, Porque, além de ter sido imedata- ‘mente acalhid como olhae novo eeiginel sobreuma cidade «que por muita décadas essa tenatvas de vstantesere= sidents de caracterzélaunivecament, 0 livo também & bra de um historador da arguiteturabritnico com a misso dec rada de reve o modo pelo qual histéria dos edifiiose dase: dades fora wadiclonalmenteescita, {anita W tata ahwoa tc as Comes cue a $e as te as, Publicar um liv “de elogio (a Los Angeles” (0 ponto de ‘exclamagéo fo acrescertado peo critica do New York Times) em {GTI significava, antes de tudo, i contra uma longa tendéncia Ge erica a LA, que recebeu forma canvnica em 1939 com a fcusagio a Holywood fits por Nathanael West em seu io ‘The Day ofthe Lous [ dado gafankato, efi revvida com a forte regio, sugida a década de 1960 aos efeitos negativos do planejamento urbano modern. Em 1971, no mais de seis ‘anos depois da evalta de Wats eno auge da campanha de ane Jacobs pla preservagio de comunidades “utbanss’, como # de ‘West Vilage, em Manhattan, a ciade de Los Angeles era, os ‘olhos da maioe parte ds intelcts do urbansmo eda argu tetura, um exemple frencamente negative, Como disse Thomas Hines, historador da arguitetura: “A esincia desse lio 0 ‘deve agradara ane Jacobs, a Lewis Mumford, a eicos oro ‘dons do planejamento utbano nem 3 metade dos intletuais {do sul da Califérnia™ Para muitos a cidade de Los Angeles, ‘eomo escreveu Francs Carney ao reserhar o vo de Banham para New York Review of Boos era aatiidade’ de Mumford Repl, a Ur-cty da cultura do plist, dos ats petso- nalzadose das etreas de cinema, dos hambirgueres vegeta Fianos, do prefeito Yortye dos Monkees a Fabrica ds Sorhes, a terea da fantasia, de Wits e do bmi construda de vido & tstugue,shiminade por néon,cromeda,revestida de frie’, ‘5 eno a *Sllctheus do mundo ecdentl’ ou sj, “0 exe plo favorito de todos de uma cidade horrivel™ (0 proprio Banham haviaprevisto esas cca, admiindo feancamente qu, “na mesma mesa em que Los Angeles cum- pre as fungies de uma grande cidade [J todos 08 trios ‘ais admirados deste sul, dos futurists ede Le Corbusier SURG othttateeay a ewere tn ‘SR"amn png ttn en oe ey of me ae “Pian Coe, ena: mena es nga: cnc ca Soar SA atéJane Jacobse Siby Moholy- Nagy, estavam eras, dada ‘longa taigio de adoradoresedetratoees de LA, ee hava ad ‘nitido, em Um equilbrado pesico, que "ha muitos que no ‘querer ler ese lvo egostariam de imps 8 outios de faze fo" reconhecendo que Los Angeles, emboa se alas 2 nivel de uma grande cidade, “st longed er psf” ILA, 236]. As primeiras resenhas do liv foram pelo menos ben-aducadas, ‘bora vagatmente perplex; mas foo crico de arte Petr Pl {gens em uma rena altamente mardaz poblcada a revista ‘rtforn, questa o lio com frmeza na radio ds adora- ores de Los Angeles, atl ponte que, em 1980, Mike Davis, ‘utr adversrio da tadigio de adoragio,teve de admit con trariado, que a bea de Banham havia se tornado “a principal ‘eferncia ibliogritica sobre Los Angeles. Com efit, 0 po rio subtitlo do liv, apesar das erteas do Tines Literary Sup- ‘loner! ao au uso de uma paavraoriginalmentewsada para Aesigna o “estudo" dos ecosistemas, funconow como um con vite a invengio de outas “contracclogias” menos engajadas: “cologla do mal” de Peter Pagens e a “ecologia do medo" do proprio Mike Davi ‘Mas a0 insert 0 vr no estrelto enero de Iteratur sobre ‘Los Angeles, os rose letores subsequentesdebaram pasar tem branco algo que pra Banham e boa parte do seu publi Srguitetinio na Inglatera, era um de seus objetivos princpas, Escrito para integraruma série intislada“O arqiteto ea soi dade" organiza pelos historiadresbitnicos John Fleming ¢ ugh Honoc Gée que inclu 0 elgante ensaio monogrsfico de James Ackerman sobre Palladio, entre outros textos) liv foi pensada, antes de td, como um novo ipe de estudo wr ‘no uma obea que, em vee de identifier um por um os prin pis monumentos e edifices histricos de uma cade, tatava tho tecido eda estratra de uma regio urbana como um too, ‘snvGmatalpsa paesinacenpign nnn $n eslyn.e.72 O98 MhDyt See gona ore a esse efor, Banham buscou deserve ua visko tt trie vaial da argultetura urbana, Vso esa ue exe tande infuincasobe a dsiplina da hs da argue. ‘esse content, vo dsingulse Dsante das hist vadiorals da argutetura edo urbaismo, qu amine Princpis monimentos de uma cidade ou sua histia urbane, fem construe, prem, um eaquema geal gue ligase a ss coisas O subitula “A argetar de quo ecclissi Inve carter sngulrdoivo. Unindo a arqateura ese de cealogla snunclva de median a nena de Banham de “nat pergntasinegnda:o que eagutetra tea 8 ver tom a ecologi? O que seria une ecologl da argutetre? ‘ral mporant aida, qual seria a natreza de uma agit "Rconsderada em rej a sua eclogia? Er eco espostan de Eanbar a esas ts pe zn formeeram un hapa par esto da argue $a ase consderada nip some em se contest eogrien, foci histrioo segundo una pati écomum ene ois tories soil da arguteturare in da dead de 10 as também como um palmpesto ata sempre mutivel de nova teteiple lob. Nop caso, as respostas de Bana a ‘in sedan competarente a argiteira que oe eros cstv aostumadon ctu, pss eno a abarca toda 4s formas de estar humana, da vie expres 3 bareguinha de eactesro-uene «una lrldade de formas de epresig ‘lo maids aoe cig etic da “la aqua. B Claro que ease fom dos problemas enticads pr Ses pe ston resenhadores: como ein, Banta hava se fmado Como dena da jp at clr pop, epi qualia a seu vider fain pels nova ¢ sang tetas faction a classes do vo como ura histra pop de LA. ‘pri ncisa de ett teaconalmene “no t= aqitetnins'~ dans express aos esauranies dns ne dat prancas de ste = ecipsou a serledade deinen de Banham de desstabiizaeo campo da hintria daargatetsra come um todo. Mas quanto is, fo fanco desde ina "forma constr da cidade’ ebcreveu, tem uma qualidade sk Aen 220 0, abrangente, coerentee unifcada 0 sufiente para se tornar ‘objeto de uma monografa hstrca, Monografia histrica?Seré ‘que exe concelto do Velho Mundo, #0 seadémico e carregado de precedente, pode tera protenso de abacar wm fenémeno Inamano to imstado [.]?" [LA, 21] Afnal de conta ist Fla tradicional da arqlttura de Los Angeles avis sido escri- tapor sew amigo David Gebhard istonador da arqutetur, em lima "versio modelo do clissico compéndio arqutetinico™. ‘Mas Banham go queria que ua histriafeassepresaaoestudo do que cle chamou de “cbrasdtadas ets por arquttos er tiie, em ents lasses" le queria antes abragar “entemos" das bareaquinhas de hambangveres, das estruturas ds via express obras de engenharia vi, Donde su inten- ‘lo de inserc eas argulteturaspolimorfas em uma “unidade Sbrangents" que enconta sea lugar dentro do seu pepo con texto: as quatro eologss, No exforgo de tratar do ted e da ‘etuture de ura repo urbana como um todo edevido ds con- Aigesexpecnis de LA, Banham fo fosado @desenvoiver uma ‘iso totalmente radical da anqultetura urbana, visio esta que Ceeceu grande influnca sobre a dicplina da hisia da a ‘pleura nos tos tiga anos ‘Com eft, Los Angeles mostrow-se oveculo mais adequa- do para expoic a histia que Banham chamara de “radicio- ‘al ima), sso examen porque punha em veque a cidade radional” @0 lugar “tradicional” de arguttura nas russ © prog da cidade “tradieioal" por ser ua cidade em que as ‘rutare do espag regional era mals imporante que 3b malhas ‘0 tecldoe wrbenos tomadasisoladamente; por causa de sia ‘ulara “pop” semiconsiete ¢ por representa, enfi, tudo 0 ‘que una cidade fo deveria ser segundo a tia dos histriado~ ‘es tradicional Pr tudo so, fo posse escever uma hist Fla que ea tudo o que uma hiséria da arguitetura no deveria ter Enesse context, portanto, que quero abordarodesenvol- aygedotnarenanen Ant ti tect a ‘Suse bo Oh ena ao. 7889 Aa se