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ESQUIZOFRENIA

Beuler, psiquiatra suíço, que ao longo dos surtos esquizofrênicos, o sujeito tinha mente
e emoções fragmentados, com perdas das associações lógicas, com formas de expressão e
percepção alteradas, geralmente vaga e repetitiva. A esquizofrenia, segundo o DSM V, é uma
doença crônica, complexa, onde o indivíduo acometido apresenta comportamento social fora
do normal e é incapaz de diferenciar realidade e fantasia. É um transtorno mental cuja a causa
ainda é não é completamente conhecida, mas alguns estudos demonstram que fatores
ambientais, genéticos, alterações no cérebro e bioquímicos influenciam consideravelmente o
desenvolvimento da doença.
A caracterização desse transtorno se dá por sintomas positivos (delírio, alucinação,
distúrbio do pensamento) e por sintomas negativos (isolamento, anulação das respostas
emocionais, comportamento desorganizado, disfunção social/ocupacional). Estudos clínicos e
de imagem sugerem que há alteração na estrutura cerebral de pessoas com esquizofrenia, e que
essas anormalidades cerebrais têm origem antes do nascimento. Paralelo a isso, pesquisas
mostram que o GABA, a Serotonina e a Noradrenalina se encontram elevados na esquizofrenia,
enquanto que o Glutamato parece diminuído. Por se tratar de uma doença crônica, precisa de
tratamento farmacológico, no intuito de melhorar os sintomas e melhorar a qualidade de vida
das pessoas com o transtorno.
Os antipsicóticos são medicamentos utilizados no tratamento dessa doença, atuando
de forma bastante efetiva em relação aso sintomas positivos e menos nos sintomas negativos,
fazendo-se necessário a utilização de abordagens psicossociais.
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço do Sistema Único de Saúde
(SUS), aberto à comunidade para tratamento de pessoas com algum tipo de sofrimento mental
grave e persistente. O atendimento farmacológico da esquizofrenia mais comumente prescritos
são o Haloperidol, Clonazepan e a Resperidona. Além do tratamento medicamentoso, os
pacientes dos CAPS recebem atendimento psicoterápico, geralmente em grupo.
A classificação dos antipsicóticos para esquizofrenia se dividem em típicos (ex.
Clopromazina e Haloperidol) e atípicos (ex. Aripiprazol e Resperidona), onde os típicos atuam
nos receptores dopamina, histamínicos, alfa-adrenérgicos e colinérgicos muscarínicos,
produzindo efeitos colaterais neurológicos. Já os atípicos têm baixo efeito extrapiramidal e são
bons para os sintomas negativos da esquizofrenia. Os típicos possuem vantagens como: pouca
interação, segurança (depressão respiratória), ganho de peso moderado e custo baixo, mas em
desvantagens têm sintomas extrapiramidais, discinesia tardia e elevação da prolactina. Os
atípicos apresentam diminuição nos sintomas extrapiramidais agudos, assim como na discinesia
tardia, reduz o tempo de hospitalização, precisa de menos medicação adicional, maior adesão,
menor taxa de suicídio (especialmente a Clozapina), há melhora nas funções cognitivas e
inserção social e maior possibilidade de reabilitação. No entanto, os atípicos têm um alto custo,
há ganho de peso significante e a necessidade de monitoração, pois possui risco
cardiometabólico. O Aripiprazol é um antipsicótico atípico de nova geração, tem ação agonista
parcial dopaminérgica, na hipoatividade age como agonista e na hiperatividade age como
antagonista, funciona como estabilizador dopaminérgico e serotonérgico, mas pode causar
insônia, ansiedade, tremores e tontura.

Referências:
OLIVEIRA, Irismar R. Antipsicóticos atípicos: farmacologia e uso clínico. Rev. Bras.
Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, suppl.1. 2018-05-17, pp.38-40. Acesso 15 de Maio de 2018.

ALVES, Cilene R. A Esquizofrenia e seu Tratamento Farmacológico. Rev. Estudos de


Psicologia, PUC-Campinas, v. 18, n. 1, p. 12-22, janeiro/abril 2001. Acesso 15 de Maio de
2018.