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António Marques Sousa/Cristiano Cabrita ANÁLISE DE CIRCUITOS I

Método Nodal – Construção das Matrizes


MATRIZ DE CONDUTÂNCIAS [G ]k ×k
Termos da Diagonal Principal: Termos Fora da Diagonal Principal:
Gii = soma das condutâncias directamente Gij = Gji =simétrico da soma das condutâncias
ligadas ao nó 'i '.
directamente ligadas entre o nó 'i ' e o nó 'j '.
Nó 1: as condutâncias ligadas ao nó 1 são
os inversos das resistências de 3, 6 e 2 Ω. Ex: Entre o nó 1 e o nó 2 só há uma
Logo: resistência de 2Ω. Desta forma:
1 1 1
G11 = + + 1
3 6 2 G12 = G21 = −
2
Nó 2: as condutâncias ligadas ao nó 2 são
os inversos das resistências de 2, e 4 Ω. Se NÃO HOUVER LIGAÇÃO
Assim: 1 1 entre dois nós (sem passar por um
G22 = + terceiro nó),
2 4 o termo será NULO).
Lembrar que:
[ G ] é QUADRADA, k x k,
k=n –1 (número de nós essenciais menos
o de referência) e SIMÉTRICA

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António Marques Sousa/Cristiano Cabrita ANÁLISE DE CIRCUITOS I

Método Nodal – Construção das Matrizes


VECTOR DE CORRENTES [ I ]k ×1
Termos:
ii = soma algébricas das correntes injectadas
pelas fontes de corrente no nó 'i '.
ATENÇÃO:
ENTRAM → SINAL POSITIVO
SAEM → SINAL NEGATIVO
Não há fontes ligadas ao nó → ii = 0
Nó 1: Só entra corrente da fonte de 5 A.
Logo:
i1 = 5

Nó 2: Entram 3A e saem 5A. Logo:

[I ] = 
5
i2 = 3 − 5 = −2 A
− 2 

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Método Nodal – Exemplo1 – Resolução Matricial


SOLUÇÃO MATRICIAL PELO MÉTODO DOS NÓS
O VECTOR DAS TENSÕES [ V ]
(incógnitas) é obtido pelo produto da
INVERSA DE [G] pelo VECTOR [I]
Termos:

[V ] = [G ]−1 [ I ] vi = valor da tensão no nó ' i '


(diferença de potencial para o nó de referência)
−1
1 1 1 1 
 + + −
2  5 5,5
[V ] =  3 6 2  ×  =  1  V
 −1 1 1
+  −2    Solução:
 2 2 4 
v1 = 5,5 V
v2 = 1 V

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Método das Malhas – Construção das Matrizes


MATRIZ DE RESISTÊNCIAS [ R ]k ×k
Termos da Diagonal Principal: Termos Fora da Diagonal Principal:
Rii = soma das resistências presentes Rij = R ji =simétrico da resistência
no caminho da malha 'i '.
comum às malhas 'i 'e 'j '.
Malha 1: as resistências presentes na
malha 1 são as de 1 e 5 Ω. Logo: Rij = R ji =0, se não houver
R11 = 1 + 5 = 6
resistência comum às malhas 'i' e 'j'.
Malha 2:
R22 = 5 + 2 + 4 + 2 = 13 Ex: Entre a malha 1 e a malha 2 só há uma
resistência de 5 Ω. Desta forma:
Malha 3:
R33 = 4 + 4 = 8 R12 = R21 = −5
Lembrar que: Ex: Não há nenhuma resistência comum às
[ R ] é QUADRADA, k x k, malhas 1 e 3. Logo:
k = m (número de malhas
independentes) R13 = R31 = 0
e SIMÉTRICA

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Método das Malhas Independentes – Construção das Matrizes


VECTOR DE TENSÕES [V ]k ×1
Termos:
vi = soma algébrica das tensões aplicadas
na malha 'i' pelas fontes de tensão.

ATENÇÃO:

Se as correntes da malha em análise:


SAEM do pólo positivo da fonte → SINAL POSITIVO (gerador)
ENTRAM no pólo positivo → SINAL NEGATIVO (receptor)
Não há fontes de tensão na malha → vi = 0

Malha 1: Apenas uma fonte de Malha 3: Fonte de 6V,


tensão de 12V, a funcionar como receptor
gerador: v3 = −6
v1 = 12

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Solução Matricial – Método das Malhas Independentes

i i i
a b e
i i
c d

1 2 3

1 + 5 −5 0   6 −5 0 
[R ] =  − 5 5+2+4+2 − 4  = − 5 13 − 4
   [I ] = [R]−1 [V ]
 0 −4 4 + 4  0 − 4 8 

 12  3,3415
[V ] =  4  [I ] = 1,6098  A
− 6 0,0549

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