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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE GUANAMBI – UNIFG


ENGENHARIA CIVIL

RICARDO MAGALHÃES BORGES

FICHAMENTO

GUANAMBI – BA
2018
RICARDO MAGALHÃES BORGES

FICHAMENTO

Fichamento apresentado ao curso de


Engenharia Civil do Centro de Universitário
de Guanambi, como um dos pré-requisitos
para avaliação da disciplina de Segurança do
Trabalho e Meio Ambiente.

Professor: Thomas Leonardo Marques de


Castro Leal

GUANAMBI – BA
2018
PORTO, M. F. A. PORTO, R. L. L. Gestão de bacias hidrográficas. Revista Estudos
Avançados, vol.22, n.63, pp.43-60. 2008.

A gestão de recursos hídricos ganhou um respaldo legal na criação da Lei 9.433/97,


concedendo ao poder público, à sociedade civil e aos agentes econômicos instrumentos que
garantissem a efetividade desse controle, além da qualidade dos mananciais para as futuras
gerações. A gestão das bacias hidrográficas se moldou nas técnicas de recorte territorial,
respeitando os aspectos físicos, sociais e econômicos de cada bacia ou de diferentes regiões
dentro de uma mesma bacia.
A agência nacional das águas, criada em 2001 e responsável pela implantação da política
nacional dos recursos hídricos, deu início ao processo de descentralização da gestão das
bacias e levou aos comitês regionais de cada bacia a estrutura para a tomada de decisões
baseada nos parâmetros locais de intervenção.
Para tanto, leva-se em conta os instrumentos da própria política de recursos hídricos, cujos
elementos não excludentes não limitam a utilização de outras ferramentas, não descritas na
lei. Esses instrumentos comportam elementos de disciplinamento, de incentivo e de apoio às
todas as atividades de gestão e de formação de consensos.
Há instrumentos de construção de consensos, de autorização para intervenção (outorga), de
incentivo econômico e de informação.
SILVA, L. M. C.; MONTEIRO, R. A. Outorga de direito de uso de recursos hídricos: uma
das possíveis abordagens. In: Machado, C. J. S. (Org.). Gestão de águas doces. Rio de
Janeiro: Interciência, cap. 5, 2004, p.135

A outorga de direito de recursos hídricos é um dos principais mecanismos de gestão descritos


na lei 9.433/97, através da política nacional de recursos hídricos, mitigando conflitos entre
consumo e impacto ambiental. A emissão dessas autorizações cabe à agência nacional das
águas, quando os corpos hídricos forem de domínio da união, e de órgãos estaduais
específicos, para corpos de domínio estadual. A outorga envolve quase todos os fundamentos
da política nacional de recursos hídricos, além de todas as suas diretrizes.
A emissão de outorgas assegura a manutenção dos corpos hídricos ao efetivar um controle
qualitativo e quantitativo do acesso às fontes de água, priorizando os pedidos de maior
utilidade pública e disciplinando seu uso. Nesse sentido soma esforços ao garantir a
manutenção da qualidade dos corpos hídricos e a sua sustentabilidade para as futuras
gerações, respeitadas as classificações dos recursos.
Os usos mais comuns nas outorgas se referem à captação e ao lançamento de efluentes. Neste
caso, há todo um dimensionamento matemático para averiguar os impactos que esses
lançamentos provocarão nos corpos hídricos.